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Sexta-feira

05 DE MAIO DE 2017

DIRETOR: BENEDITO FRANCISQUINI

ANO XXII - N0 3349 - R$ 1,00

www.tribunadovale.com.br

NORTE PIONEIRO

Número de homicídios cai 20% no primeiro trimestre, diz polícia Antônio de Picolli

O número de homicídios registrado no primeiro trimestre de 2017 pela 12ª Subdivisão Policial de Jacarezinho diminuiu 20% no comparativo com o mesmo período do ano anterior. As informações são Secretaria Estadual de Secretaria Pública do Paraná (Sesp-PR), e mostram Santo Antônio da Platina como a cidade 

Duplo homicídio registrado em janeiro no Jardim Santo André contribuiu para as estatísticas de crimes contra a vida em Santo Antônio

mais violenta da região. De acordo com o levantamento, no primeiro trimestre deste ano a SDP contabilizou oito assassinatos contra 10 no mesmo período de 2016. Em Santo Antônio da Platina foram quatro mortes, uma em Siqueira Campos, uma em Carlópolis, uma em Ribeirão Claro e uma em Jacarezinho.

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RIB. CLARO

JACAREZINHO

Gado abandonado morre de fome em propriedade

Mototaxistas irregulares na mira da Polícia Militar

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A-2 Opinião

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TRIBUNA DO VALE

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O custo da incerteza é bastante alto e vem em forma de baixo crescimento do PIB e alta taxa de pobreza.” Editorial

Sexta-feira, 05 de maio de 2017

Propomo-nos a realizar ações simples que enalteçam o exercício da democracia, o desenvolvimento humano e a transformação social.” José Antonio C. Jardim

A RTIGO

E DITORIAL

José Antonio C. Jardim

Desestímulo dos empreendedores Quando um país está diante da necessidade de aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) e reduzir o desemprego, são importantes e decisivas as atitudes de empresários, investidores e organismos financeiros na decisão de elaborar projetos, desenvolver ideias, identificar necessidades e fazer investimentos e negócios. O Brasil está na situação de não poder perder tempo, pois a recessão foi pesada, o PIB caiu 7,4% em três anos, o desemprego aumentou expressivamente e o objetivo maior de elevar o PIB depende de mais investimentos, mais negócios e mais empresas. Ocorre que os homens de negócios, os futuros empreendedores e os bancos de investimentos seguem uma sequência lógica em suas decisões. Eles observam o país, identificam problemas e necessidades, fazem seus estudos, elaboram as soluções, identificam mercados, modelam o tipo de negócio, elaboram os projetos

e decidem construir empresas e fazer negócios. Não é difícil entender que a complexidade das atividades de planejar, decidir e empreender pode ser maior ou menor dependendo do grau de certeza e de previsibilidade sobre os rumos da economia, da política, do governo e das questões sociais. No campo da economia, variáveis como previsão de crescimento do PIB, inflação, desemprego, taxa de juros, tributação, reforma trabalhista, reforma previdenciária e situação das finanças públicas são necessárias para que os planejadores e os homens de negócios possam avaliar seus projetos e a viabilidade de investimentos. No campo da política entram as previsões de variáveis como estabilidade da democracia, funcionamento das instituições, normalidade eleitoral e as expectativas sobre o futuro político em todas as esferas que dependem de governantes eleitos. Completando esse pano-

C HARGE

rama entram as variáveis sociais, das quais a principal é a previsão sobre as tensões sociais derivadas do desemprego, da violência urbana e dos conflitos entre os segmentos da sociedade. No Brasil de hoje, a vida dos planejadores e dos empreendedores está especialmente difícil, pois uma característica está presente nos três grandes campos da atividade nacional: na economia, na política e nas questões sociais, as incertezas são elevadas. Se examinadas as reformas em andamento no Congresso Nacional, a enorme crise política provocada pelas várias operações judiciais contra a corrupção – cujo símbolo maior é a Lava Jato, com seu elevado número de autoridades, burocratas, políticos e grandes empresários envolvidos – e as dificuldades na previsão sobre os rumos da economia, o grau de incerteza é bastante elevado. Quando as incertezas atingem alto grau, o desestímulo dos empreendedores, investi-

dores e homens de negócios é devastador. A economia é um sistema resultante de decisões de o que produzir, quanto produzir e para quem produzir, e das bilhões de operações diárias executadas por seres humanos racionais e emocionais. É por essa e outras razões que a psicologia entrou para a economia a fim de entender como as pessoas tomam decisões à luz de informações reais e percepções emocionais sobre as múltiplas situações e op opções que se apresentam. Sabendo que um ambiente de estabilidade política, estabilidade econômica e tranquilidade social é, por si só, um grande indutor de decisões de investimentos, de negócios e de empreendimentos, não é difícil entender por que o Brasil vem patinando na recuperação econômica e na melhoria das condições sociais. O custo da incerteza é bastante alto e vem em forma de baixo crescimento do PIB e alta taxa de pobreza.

chargeonline.com.br

A RTIGO Marcello Richa*

De acordo com os dados mais recentes da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), referente ao ano de 2015, as pessoas com deficiência representam apenas 1% (403.255) dos brasileiros inseridos no mercado de trabalho. Em um período que o país vive uma de suas mais graves crises econômicas e com aumento constante do desemprego, é fundamental verificar os motivos que levam a este baixo número e promover ações que visem à garantia dos direitos e inserção profissional. A relevância da temática fica evidente quando analisamos os dados do último Censo, que aponta que 45,6 milhões de brasileiros declararam possuir algum tipo de deficiência, o que equivale a 24% da população do país. Deste número, 10 milhões possuem condições de trabalhar, mas poucos realmente conseguem ingressar no mercado de trabalho.

Mercado de trabalho inclusivo Nesse cenário temos duas situações distintas que se destacam: a questão de capacitação e de oportunidade. No primeiro, é necessário um fortalecimento de ações entre órgãos públicos, entidades sociais e iniciativa privada para oferecer uma ampla variedade de cursos, atividades físicas e desenvolvimento profissional que permitam a reabilitação e, consequentemente, melhores oportunidades no mercado de trabalho. Somado a isso, é fundamental o contínuo crescimento do acesso da pessoa com deficiência ao ensino superior, que ainda representa uma fatia pequena do total de matrículas no país (algo em torno de 0,42% conforme aponta o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Já na questão de oportunidade, no mínimo é necessário buscar o cumprimento do que é estabelecido pela Lei n.º

TRIBUNA DO VALE

O Diário da nossa região - Fundado em agosto de 1995 Editora Tribuna do Vale LTDA CNPJ 01.037.108/0001-11 Matriz: Mário Marcondes Marques 38, Vila Claro - Santo Antônio da Platina, PR Fone/Fax: 43 3534 . 4114

Diretor Responsável Benedito Francisquini - MTB 262/PR tribunadovale@tribunadovale.com.br tribunadovale@uol.com.br

8.213/1991, também conhecida como Lei de Cotas, que determina a obrigatoriedade de empresas com 100 ou mais funcionários em reservar vagas para pessoas com deficiência em seu quadro profissional. Já se passaram 26 anos da sua promulgação e apenas 26% das empresas cumprem a determinação, que se fosse executada na íntegra resultaria em aproximadamente 1,2 milhão de vagas preenchidas. Infelizmente ainda encontramos no país uma cultura de preconceito velado que estereotipa o profissional com deficiência como alguém pouco produtivo e que apenas representa gastos, algo bem longe da verdade. Somado a isso, muitas empresas não estão adequadas estruturalmente para receber profissionais com deficiência, com problemas de acessibilidade que já deveriam ter sido resolvidos. Outro fator atenuante é que as oportunidades de vagas de

Já faz alguns anos que dedico parte do meu tempo em prol das favelas paranaenses. Nos 18 anos de atuação como ativista e empreendedor social, tive o privilégio de conhecer, conviver e realizar ações com vários jovens das favelas brasileiras. Elaboramos dezenas de atividades de enfrentamento ao racismo, segregação, violência e marginalização. Propomo-nos a realizar ações simples que enalteçam o exercício da democracia, o desenvolvimento humano e a transformação social. Constitucionalmente, desde os primeiros anos de vida o Estado garante aos seres humanos direitos e deveres. E, partindo da interpretação do direito e das políticas públicas para a juventude, precisamos tomar a sério a afirmação de que os jovens são o futuro deste país; precisamos urgentemente mudar a realidade dos jovens. Hoje, o slogan é utilizado na retórica política e pela classe intelectual – ou seja, pela cúpula dominante – apenas com fins eleitoreiros; o “presente/futuro” dos jovens é algo secundário nos planos governamentais, assim como outras políticas sociais. Se olharmos para o presente, observaremos o quanto o jovem é cerceado, privado da educação, do lazer, da prática esportiva, do acesso à cultura. É esse mesmo jovem que troca seu lar e a escola pela boca de fumo; troca o lápis ou a caneta por uma arma de fogo. Esse mesmo jovem também é vitima da exploração sexual e da violência. Eles são caçados diariamente nas ruas; a cada 23 minutos, um deles, normalmente negro, é assassinado no Brasil. O presente é algo empregado sob o plano da ficção política que, por sua vez, é condicionada ao ato do discurso. Na década passada já se ouvia, nos discursos inflamados, que os jovens são o futuro do país. Mas como, se os números apontam para outra realidade que destoa totalmente dessa afirmação? Olhando as estatísticas e as políticas públicas endereçadas aos jovens moradores de favelas com fins de coibir o genocídio juvenil, percebe-se que o discurso não passa de elucubrações que, em sua maioria, não saem dos “tubos de ensaio”; quando o fazem, não chegam aos territórios segregados, atingindo superficialmente a periferia dos grandes centros com fins de higienização social. Ninguém é obrigado a concordar com este pensamento, mas há de se reconhecer que o modelo de política publica aplicado não contempla os anseios e necessidades dos jovens de favela, nem coíbe a segregação, a marginalização e muito menos o racismo. Sem trazer à tona outras mazelas que dilaceram a juventude, já fica claro o desdém para com os jovens. Como incluir o que não é incluído? O nosso passado e nosso presente são construídos em cima de perdas, sangue e dor. É na luta contra a exclusão que obtemos resultados positivos, unindo-nos e redirecionando o nosso presente para um futuro promissor. É superando a segregação e pela força de vontade de transformação que o jovem busca dias melhores, através do próprio protagonismo. Só assim ele pode contrariar as tristes estatísticas deste país e avançar rumo ao novo. José Antonio C. Jardim, pastor, ativista social, psicólogo e empreendedor social, é presidente estadual da Central Única das Favelas (Cufa).

emprego para a pessoa com deficiência, em sua grande maioria, são para funções operacionais. Dificilmente são abertas oportunidades em posições estratégicas, com vagas atraentes que incluam remuneração adequada e plano de carreira consolidado. O Brasil ainda carece de um mercado de trabalho inclusivo que perceba o potencial da pessoa com deficiência como cidadãos produtivos e que irão contribuir para o desenvolvimento e crescimento da empresa ou empreendimento. Mudar isso exige romper barreiras culturais de preconceito e discriminação e ampliar o alcance das ações focadas na reabilitação e capacitação, que irão permitir a inserção e integração da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Marcello Richa é presidente do Instituto Teotônio Vilela do Paraná (ITV-PR)

Representação: MERCONET Representação de Veículos de Comunicação LTDA Rua Dep. Atílio de A. Barbosa, 76 conj. 03 - Boa Vista - Curitiba PR Fone: 41-3079-4666 ¦ Fax: 41-3079-3633 Vendas Assinatura Anual R$ 200,00 Semestral R$ 100,00

E esse futuro que nunca chega?

Impressão e Fotolito: Editora Tribuna do Vale Fone/Fax : 43 3534 . 4114

Circulação: Abatiá ¦ Andirá ¦ Arapoti ¦ Bandeirantes ¦ Barra do Jacaré ¦Cambará ¦ Carlópolis ¦ Conselheiro Mairink ¦ Figueira¦Guapirama ¦ Ibaiti ¦ Itambaracá ¦ Jaboti ¦ Jacarezinho Jaguariaíva ¦ Japira ¦ Joaquim Távora ¦ Jundiaí do Sul ¦ Pinhalão ¦ Quatiguá ¦ Ribeirão Claro ¦ Ribeirão do Pinhal ¦ Salto do Itararé ¦Santana do Itararé ¦ Santo Antônio da Platina ¦ São José da Boa Vista ¦ Sengés ¦ Siqueira Campos ¦Tomazina ¦ Wenceslau Bráz

Filiado a Associação dos Jornais Diário do Interior do Paraná

* Os artigos assinados não representam necessariamente a opinião do jornal, sendo de exclusiva responsabilidade de seus respectivos autores.


Cidades A-3

TRIBUNA DO VALE

Sexta-feira, 05 de maio de 2017

TCE suspende licitação para ampliação de subestações em Figueira e Apucarana

COPELEmpresas deixaram de atender exigências que tratava da documentação relativa à qualificação Da Assessoria do TCE

Em medida cautelar, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná determinou a suspensão de licitação realizada pela Copel Geração e Transmissão S/A para o fornecimento de equipamentos e ampliação das subestações da empresa em Apucarana e Figueira, ambas na região Norte do Estado. Expedida pelo conselheiro Nestor Baptista em 4 de abril, a cautelar foi homologada pelo Pleno do TCE-PR na sessão do dia 27. Em Representação da Lei de Licitações (Lei 8.666/93), a empresa Montago Construtora Ltda., alegou que foi inabilitada durante a disputa da concorrência Copel SOE 160016 devido a irregularidades no certame. Um suposto aditamento indevido do edital teria gerado a inabilitação das três primeiras colocadas - incluindo a recorrente - na sessão de abertura dos envelopes de habilitação. Essas três empresas, segundo a representação, não atenderam as exigências do item modificado, que tratava da documentação relativa à qualificação técnica dos licitantes. Além disso,

Subestação da Usina de Figueira será ampliada, mas licitação foi suspensa

a Montago afirmou que não foi convidada para participar daquela sessão, realizada em 4 de novembro passado. A situação afronta o artigo 43 da Lei de Licitações e o próprio edital da concorrência impugnada. Falha admitida

Em manifestação preliminar no processo, a Copel Geração e Transmissão - subsidiária da Companhia Paranaense de Energia - admitiu falha na convocação da Montago para a sessão de abertura dos envelopes de habilitação. Isso ocorreu devido a um erro

de digitação no endereço de e-mail da empresa, no momento do envio da mensagem com a convocação. Em vez de comercial@montago.com.br, o funcionário da Comissão de Licitação digitou "comercila@ montago.com.br". O erro que impossibilitou a convocação

da concorrente não foi percebido a tempo de ser corrigido. A assessoria jurídica da Copel Geração e Transmissão, no entanto, questiona o outro argumento da empresa incluído na representação. Segundo a estatal, a Montago foi inabilitada, na verdade,

por descumprir uma cláusula também relativa às certidões de instalação prévia de equipamentos constantes da licitação, exigidas para a habilitação, mas diferente daquela modificada pelo aditamento. Falta de clareza O cons elheiro Nestor Baptista considerou que a falta de convocação de um dos licitantes "fere a devida publicidade do certame licitatório, que deve reger a administração pública", conforme estabelece o artigo 37 da Constituição Federal. No despacho em que concedeu a cautelar, o relator afirmou também que o aditamento do edital gerou obscuridade, que pode ter prejudicado "o entendimento dos licitantes e, consequentemente, o regular andamento do procedimento licitatório". O relator destacou que é fundamental que o edital estabeleça, com clareza, a documentação exigida para a habilitação. A concorrência ficará suspensa até o julgamento do mérito da representação da empresa Montago. O TCE-PR concedeu à Copel Geração e Transmissão S/A prazo de 15 dias para apresentar defesa em relação à medida cautelar concedida.

S.A. PLATINA

Diretores municipais fazem balanço de suas ações

José Antônio da Silva: “Saio de cabeça erguida” Dayse Miranda, especial para Tribuna do Vale

Após o prefeito de Santo Antônio da Platina José da Silva Coelho Neto, o Professor Zezão (PHS), anunciar cortes de pessoal para contenção de gastos na máquina pública, o diretor do Departamento Municipal de Cultura Antônio Altvater e o diretor do Departamento Municipal de Ensino Profissionalizante José Antônio Silva fizeram um balanço de suas ações no período em que estiveram à frente de suas pastas. Antônio Altvater detalhou que durante os últimos três anos à frente do Departamento de Cultura conseguiu junto à administração a tão esperada reforma e restauração na Casa da Cultura Platinense, considerada p at r imônio histór ico de Santo Antônio da Platina. Ao assumir o cargo em 2017, Altvater encaminhou ao Secretário Municipal de Cultura, Esportes e Lazer Marcos Gilmar do Amaral

um planejamento contendo todas as ações culturais compatíveis com o orçamento do departamento. O planejamento inclui proj etos que contempl am a criação de oficinas culturais permanentes e gratuitas à população, eventos mensais de fomento à cultura local. Além disso, projeto de incentivo ao ensino da história do município às turmas de educação infantil com material didático próprio e a transformação da Estação da Platina em um centro histórico cultural, contemplando um museu temático com o acervo fotográfico José Tanko. Para Altvater, todos os projetos pautados no início da gestão são possíveis de ser colocados em prática. “Sempre soube da condição de trabalhar com políticas culturais na área pública, é um desafio pela falta de grandes recursos, mas creio que muitas destas situações irão ser aproveitadas pela atual gestão. Todos que realmente acompanham a cultu-

Altvater comenta que até o seu desligamento continuará lutando pelo desenvolvimento cultural

ra, admitem que avançamos muito nessa área. Hoje a Casa da Cultura conta com aulas voluntárias de dança tradicional gaúcha todas as terças às 20h, aulas de teatro todas as quintas as 17h30 e aulas de capoeira todos os sábados às 18h”, detalhou. Por outro lado, o diretor de Cultura não deixa de lembrar-se de sua trajetória na gestão passada, onde conseguiu classificar o projeto do Festival Multicultural InterVenha entre os 20 mel hores proj etos do Paraná, avaliado pelo Prêmio Gestor Público que é realizado pelo Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Paraná (Sindafep). Na sequência, conquistou a instalação da Feira Municipal de Artesanato na Praça Frei Cristóvão em parceria com os artesãos l o c ai s e a re a l i z a ç ã o d e eventos ligados ao fomento cultural. “C onquistamos t amb é m a aprov a ç ã o d a Lei do Sistema Municipal de Cultura que contempla

conselho, plano e fundo municipal, que é uma ferramenta fundamental na participação pública para a c omp a n h a r o s i nv e s t i mentos nas áreas de políti-

“

Estava e continuarei lutando por melhorias até o dia em que eu sair. Tive uma boa aceitação da gestão passada e agradeço ao prefeito Zezão pelo convite. Estou saindo de cabeça erguida”

ca cultural. Há muita coisa ainda para ser feita, graças ao comunicado prévio sobre o meu desligamento, vou ter a possibilidade de resolver o maior número

de situações possíveis que garantam a continuidade e o desenvolvimento cultural do nosso município”, finalizou. José Antônio Silva O diretor do Departamento Municipal de Ensino Profissionalizante que também fez parte da administração anterior como s e cre t ár io Municip a l d e Gestão, declarou que durante seu período de atuação em 2017 já conseguiu vários avanços, inclusive devido sua experiência de 10 anos na coordenação de cursos d o S e r v i ç o Na c i ona l d o Comércio (Senac). Si lva f ir mou p arcer i a com o Senac para ministrar c urs os – c uste ad os p el a prefeitura – mas oferecidos d e for ma g ratuit a à p opulação. Serão oferecidas vagas no ramo culinário, sendo um curso destinado ao preparo de tortas, doces e salgados e outro ao preparo de pizzas. Haverá vagas para curso técnico em informática e na área de beleza e estética como:

sobrancelhas com henna, depilação e manicure e pedicure. As turmas serão formadas entre os meses de maio e novembro. Estarão disponíveis entre 15 e 20 vagas para cada curso. A partir da semana que vem, as vagas passam a ser anunciadas na rádio e as inscrições serão realizadas na Estação do Ofício, na rua 24 de Maio. “Minha preocupação é em qualificar pessoas para serem inseridas no mercado de trabalho ou para conseguirem tocar seu próprio negócio como autônomo”, comentou. Segundo o diretor, outra tentativa de melhorar o departamento foi o pedido de uma reforma na Estação do Ofício, para ter condições estruturais de atender outras demandas em qualificação. “Estava e continuarei lutando por melhorias até o dia em que eu sair. Tive uma boa aceitação da gestão passada e agradeço ao prefeito Zezão pelo convite. Estou saindo de cabeça erguida”, frisou.


A-4 Região

TRIBUNA DO VALE

Sexta-feira, 05 de maio de 2017

Mototaxistas irregulares são alvo de fiscalização da Polícia Militar JACAREZINHO Lei federal que regulamenta categoria foi sancionada em 2009 Jivago França

estar de acordo com a legislação”, destacou. Garcia explicou que existem várias notificações que podem ser aplicadas nos casos dos mototaxistasirregulares. “Existem pelo menos oito diferentes, mas nesse primeiro momento vamos aplicar o artigo 244 inciso nove que fala a respeito de quem exerce a função de mototaxista e motofrete em desconformidade com a legislação”, disse.

Ele detalhou mais sobre a infração. “No caso a lei 12.009 basicamente estipula regras para o condutor epara a moto. Seriam varias notificações. Essa é uma infração de natureza grave que cabe inclusive a apreensão do veiculo para regularização. Basicamente vai ser aplicado esse artigo. Poderiam ser feitas mais, mas nos vamos trabalhar em cima desta notificação basicamente”, concluiu.

Veja o que diz a Lei 12.009.

Tenente Garcia explicou que a fiscalização visa a segurança dos usuários e dos próprios profissionais Jivago França / JDS Comunicação especial para Tribuna do Vale

A Polícia Militar (PM) vai intensificar a fiscalização aos mototáxistasde Jac are zin ho. O t rab a l ho da categoria é regulamentado desde 2009, por uma lei federal, porém, poucos cumprem as regras. Desde 2013 a PM em parceria com a 10ª Ciretran orienta os profissionais da área sobre a legislação para realização do trabalho.Em 2015 e 2016 foram realizadas diversas re u n i õ e s na u n i d a d e d a Ciretran da cidade nesse sentido. Entre as regras, o mototaxista precisa ser habilitado há pelo menos dois anos, instalação de equipamentos obrigatórios nas motos e realização de um curso específico para transporte de passageiros. O tenente Wilson Garcia Pereira Junior, comandante da 1ª Companhia da Polícia Militar com sede em Jacarezinho, explicou que os mototaxistas e proprie-

tários dos pontos já foram or ient ados muit as ve zes s obre as regu l ar izaçõ es. Segundo ele, foi dado prazo de aproximadamente um ano e prorrogado por mais seis meses. “Agora vamos fiscalizar”, disse. “Foi dado mais d e u m ano e me i o de prazo para que eles se enquadrassemà lei federal. O objetivo da Polícia Militar a partir de agora é coibir as ações que vêm acontecendo, um numero de reclamação crescente com relação a atitude de alguns mototaxistas tanto no cometimento de infrações cotidianas quanto ao fato de não cumprirem a legislação. O nosso objetivo é permitir que a comunidade tenha um serviço de qualidade”, explicou o oficial. Garcia falou ainda dos a c i d e nte s qu e e nvolve m os mototaxistas. “Foi dado prazo para que o pessoal se adequasse. O nosso objetivo com a fiscalização é a segurança. Ela está em primeiro lugar. Infelizmente

estamos registrando muitos acidentes envolvendo mototaxistas. Já tiveram alguns fatos em que o mototaxista se acidentou, deixou o passageiro caído no chão e foi embora porque estava com algumas irregularidades”, complementando: “Infelizmente a população tem pagado esse preço por um serviço que não está de acordo com a legalidade e não tem sido oferecido para população com a qualidade que ela merece”, disse. Segundo o oficial, a lei federal que regulamenta o trabalho de mototaxista é de 2009 e estabelece vários critérios para que a pessoa possa exercer a atividade remunerada. Ainda segundo ele, os requisitos passaram a vigorar em 2010, mas em Jacarezinho foi realizado um trabalho de conscientização. Garcia explicou que em 2013 deu inicio a informação e até uma lei municipal foi aprov a d a n a C âm ar a d e Vereadores a respeito da

atividade profissional. “Uma das dificuldades era o curso que não tinha aqui, era caro e para fazê-lo, ficava longe. Um trabalho de educação feito pela Ciretran de Jacarezinho trouxe esse curso para a cidade. Em 2015 foram feitas algumas palestras com os mototaxistas, levando inclusive pessoas que sofreram acidentes. Foi um trabalho de conscientização muito amplo. Foram convidados todos os mototaxistas da época”, disse Garcia. Infrações e multas Ainda conforme informações do tenente Garcia, comandante da 1ª CIA em Ja c a r e z i n h o, o o b j e t i v o pr i nc ip a l d a p ol í c i a é a segurança no trânsito. “Podem falar que o objetivo é arrecadar, fazer multa, mas não é. A finalidade é garantir a segurança. Em primeiro lugar do usuário do transito, seja ele o próprio mototaxista, o passageiro, um pedestre ou até outro motorista. É importante é

Art. 1º -Esta Lei regulamenta o exercício das atividades dos profissionais em transportes de passageiros, “mototaxista”, em entrega de mercadorias e em serviço comunitário de rua, e “motoboy”, com o uso de motocicleta, dispõe sobre regras de segurança dos serviços de transporte remunerado de mercadorias em motocicletas e motonetas – moto-frete –, estabelece regras gerais para a regulação deste serviço e dá outras providências. Art. 2oPara o exercício das atividades previstas no art. 1o, é necessário: I – ter completado 21 (vinte e um) anos; II – possuir habilitação, p or p elo menos 2 (dois) anos, na categoria; III – ser aprovado em curso especializado, nos termos da regulamentação do Contran; IV – estar vestido com colete de segurança dotado de dispositivos retrorrefletivos, nos termos da regulamentação do Contran. Art. 139-A.As motocicletas e motonetas destinadas ao transporte remunerado de mercadorias – moto-frete – somente poderão circular nas vias com autorização emitida pelo órgão ou entidade

executivo de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, exigindo-se, para tanto: I – registro como veículo da categoria de aluguel; II – instalação de protetor de motor mata-cachorro, fixado no chassi do veículo, destinado a proteger o motor e a perna do condutor em caso de tombamento, nos termos d e re g u l am e nt a ç ã o d o C ons e l h o Na c i on a l d e Trânsito – Contran; III – instalação de aparador de linha antena corta-pipas, nos termos de regulamentação do Contran; IV – inspeção semestral para verificação dos equipamentos obrigatórios e de segurança. § 1oA instalação ou incorporação de dispositivos para transporte de cargas deve estar de acordo com a regulamentação do Contran. § 2oÉ proibido o transp or te de combustíveis, produtos inflamáveis ou tóxicos e de galões nos veículos de que trata este artigo, com exceção do gás de cozinha e de galões contendo água mineral, desde que com o auxílio de side-car, nos termos d e re g u l am e nt a ç ã o d o Contran.

MEIO AMBIENTE

Ribeirão do Pinhal realiza Campanha do Lixo Eletrônico Da Assessoria

A S e c re t ar i a Mu n i c i pal de Agricultura e Meio Ambiente da prefeitura de Ribeirão do Pinhal realiza nesse sábado (06) a primeira campanha de coleta de lixo eletrônico na praça Erasmo Cordeiro, das 9h às 16h. A campanha, promovida em parceria com a ONG E-LIXO de Londrina e com o Lions Clube de Ribeirão do Pinhal visa recolher um tipo de lixo que muitas vezes é descartado de maneira inadequada. O lixo eletrônico possui materiais pesados, que p o dem prejudicar a saúde humana, além de poluir o meio ambiente. A p opu l a ç ã o, c om e rciantes e entidades podem encaminhar equipamentos como: aparelhos de DVD, Fax, aparelho de som, con-

troles, aquecedores, ar condicionado, bateria de celular, cabos, caixas de som, c a r re g a d ore s , C D - R om , celulares, centrais telefônicas, chapinhas, computadores, placa mãe, conectores, c opi a d ore s , C P U, d i s c o rígido / HD, estabilizadores, eletrodomésticos, fios, fontes, impressoras, máquinas foto g r áf i c a s , m e m ór i a s , mo dem, monitor CTR e L C D, m ou s e , n o bre a k s , noteb o oks, p en drives e similares. Pilhas comuns e lâmpadas não serão aceitos na coleta. O prefeito Wagner Martins afirma que essa campanha demonstra o quanto a prefeitura se preocupa com a questão ambiental. “Com o avanço tecnológico os eletrônicos se tornam obsoletos rapidamente, acabando por ficar acumulados em nossas casas e escritórios

sem saber o que fazer com eles, até mesmo aqui na prefeitura existem diversos equipamentos como esses. Por isso pensamos em promover uma campanha que recolha esses materiais e providencie a reciclagem que é extremamente importante para evitar a contaminação dos recursos naturais com ess e lixo altamente poluente”, disse. A atual gestão também buscou uma empresa que recolhesse e desse a destinação correta às lâmpadas fluorescentes, acumuladas por muitos anos em um depósito da prefeitura. Segundo o secretário municipal de agricultura e meio ambiente, Alcídio Balduíno de Souza Junior, eram cerca de duas mil lâmpadas que representavam um grande problema, mas que com a iniciativa foi resolvido.

Divulgação

População vai poder jogar fora vários equipamentos obsoletos


Cidades A-5

TRIBUNA DO VALE

Sexta-feira, 05 de maio de 2017

12ª SDP de Jacarezinho registra queda de 20% nos homicídios

TRIMESTRESanto Antônio da Platina ocupa posto de cidade mais violenta da região Luiz Guilherme Bannwart, especial para a Tribuna do Vale

O número de homicídios registrado no primeiro trimestre de 2017 pela 12ª Subdivisão Policial de Jacarezinho diminuiu 20% no comparativo com o mesmo período do ano anterior. As informações são Secretaria Estadual de Secretaria Pública do Paraná (Sesp-PR), e mostram Santo Antônio da Platina como a cidade mais violenta da região. De acordo com o levantamento, no primeiro trimestre deste ano a subdivisãopolicial contabilizou oito assassinatos contra 10 no mesmo período de 2016. Em Santo Antônio da Platina foram quatro mortes, uma em Siqueira Campos, uma em Carlópolis, uma em Ribeirão Claro e uma em Jacarezinho. A estatística que mostra o número de crimes dolosos (quando há a intenção de matar) na região poderia ter apresentado um resultado

mais satisfatório caso não fosse a disputa de território (pontos de venda) por supostos líderes do tráfico de drogas em Santo Antônio da Platina, o que motivou os quatro homicídios na cidade entre janeiro e fevereiro, segundo a Polícia Civil. Conforme as investigações, no dia 6 de janeiro o eletricista Aguinaldo Leite, o ‘Balaieiro’, e o mecânico André Cirilo, foram executados em um bar no Jardim Santo André. O alvo seria o eletricista, e o mecânico acabou sendo vítima de bala perdida, assim como outras duas pessoas – entre elas uma criança, que sobreviveram aos disparos. Patrick Michel Sanches, o ‘Cenoura’, e Moacir Vivan Júniorforam indiciados pelo duplo homicídio e tiveram as prisões preventivas decretadas pela Vara Criminal da Comarca. Porém, ambos estão foragidos. Na madrugada do dia 20

Duplo homicídio em janeiro no Jardim Santo André contribuiu para as estatísticas negativas em Santo Antônio da Platina

de janeiro, Luciano Henrique Pereira, de 24 anos, foi morto a tiros na PR-439. Exatamente um mês após o duplo homicídiono Jardim Santo André, Fabiano

Gonçalves, de 32 anos, foi executado com seis tiros na Vila Ribeiro. Para a Polícia Civil, as quatro mortes estão relacionadas. Apenas um dos inquéritos ainda não foi

concluído. Paraná Em todo o Estado, o número de homicídios dolosos (com intenção de matar) caiu 14,35% nos três primeiros

meses de 2017, em relação ao mesmo período de 2016. Neste ano, foram registrados 585 casos, contra 683 no primeiro trimestre do ano passado.

BRIGA DE FAMÍLIA

Gado abandonado morre de fome em propriedade de Ribeirão Claro Divulgação da Policia Ambiental

Somente nos últimos 15 dias cinco animais morreram de fome na propriedade Luiz Guilherme Bannwart, especial para a Tribuna do Vale

A Polícia Ambiental denu n c i ou d oi s h om e n s e u ma mu l he r p el o c r i me de maus tratos contra animais, em Ribeirão Claro.

De acordo com o boletim de ocorrência, por conta de um des entendimento familiar os envolvidos (que não terão os nomes citados pela reportagem por não te re m s i d o e n c ont r a d o s p ar a s e d e fe nd e re m d as

acusações) abandonaram a propriedade rural e o gado está morrendo de fome. As imagens registradas pela Polícia Ambiental na tarde de quarta-feira, 3, mostram os animais que ainda estão vivos – vacas e bezerros da

Divulgação da Policia Ambiental

Animais abandonados estão morrendo dentro da propriedade rural

raça Holandesa – em condições deploráveis. Por falta manejo, o gado está infestado de bichos e parasitas, e se arrasta pela propriedade em busca de água e alimento. O caso foi descoberto depois que um dos envol-

vidos procurou a Polícia Ambiental para denunciar o pro b l e m a . S e g u n d o o homem, em apenas 15 dias cinco animais morreram de fome na fazenda. No lo cal, os p oliciais confirmaram a denúncia e

os envolvidos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil para as devidas providências. A Polícia Ambiental informou que os animais permanecerão na propriedade até que a Justiça se manifeste sobre o caso.

S.A.PLATINA

Vereadores conhecem programas habitacionais do governo Da Assessoria

Preocupados com a situação de famílias de baixa renda residentes em condições precárias em Santo Antônio da Platina, vereadores do município visitaram na quinta-feira (4) a sede da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) para conhecer mais sobre os projetos habitacionais do Governo do Estado. O objetivo dos vereadores é atender os pleitos da população de menor renda do município. Na reunião com o chefe de gabinete e superintendente de Relações Institucionais da empresa, João Naime Neto,estiveram os vereadores Luciano Morais (Vermelho), Genivaldo Marques, Rudinei Esteves e José Silva (Mineiro).

S egundo Marques, o apoio do governo estadual aos projetos de habitação de interesse social é fundamental para o atendimento às demandas locais. “Contamos com o apoio da Cohapar para retomar obras e projetos que são de grande interesse de Santo Antônio da Platina, em especial das famílias mais carentes do município”, comenta o vereador. Açõ es em and amento – Atualmente, a Cohapar e a prefeitura de Santo Antônio da Platina buscam uma solução conjunta para dar continuidade às obras de 50 moradias populares atualmente paralisadas na cidade. Os órgãos aguardam um posicionamento do Ministério das Cidades sobre o programa Minha

Casa Minha Vida Sub 50, que atende localidades com menos de 50 mil habitantes, e cuja regulamentação precisa ser renovada. Os imóveis visam beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social. Como os imóveis são integralmente subsidiados, o público atendido não paga nada pelas moradias. Tamb ém está em fase de contratação um projeto qu e pre vê a c ons t r u ç ã o de 339 casas financiadas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), em parceria com o governo federal. O empreendimento, com investimentos estimados em R$ 31,2 milhões, será destinado ao atendimento de famílias com renda mensal entre R$ 4 e R$ 9 mil.

Chefe de gabinete João Naime atende vereadores de Santo Antônio da Platina


A-6 Geral

TRIBUNA DO VALE

Sexta-feira, 05 de maio de 2017

Coopramil: o fim de uma era

CAMBARÁCooperativa, que foi uma das maiores do Norte do Paraná é oficialmente extinta

Uma das unidades da Coopramil na década de 1980 que armazenavam grãos e algodão em caroço BENEDITO FRANCISQUINI

Na região do Norte Pioneiro quase ninguém notou a publicação de um edital de convocação, veiculado na edição da Folha de Londrina, caderno de classificados do dia 21 de março, chamando os associados, em numero de 1.475 agricultores, para participarem, no dia 31 de março, de uma assembleia geral com o objetivo de oficializar a dissolução da sociedade, que duas décadas antes era considerada a maior cooperativa da região. Foi um fim melancólico, decidido por cerca de uma dezena de associados, a maioria pertencendo à diretoria que, sem ter outra saída, decidiu

entregar todo o patrimônio da empresa à sua sucessora, Cooperativa Integrada, que, em contrapartida, assumiu o passivo, estimado em 80 milhões de dólares, a maior parte das dívidas, referentes a empréstimos tomados em bancos oficiais e particulares. Coube ao agricultor, líder ruralista e atual vice-presidente da Federação Nacional dos Plantadores de Cana, Paulo Sérgio de Marco Leal, a incumbência de administrar, nos últimos 10 anos, uma empresa que existiu praticamente no papel. Na sua visão, foi uma saída honrosa, bem diferente do destino de outras cooperativas paranaenses que igualmente quebraram na mesma

época, mas que deixaram a seus associados uma herança maldita materializada por débitos gigantescos e um passivo social sem precedentes. No auge,a Coopramil chegou a marca de quase cinco mil associados e mais de 1000 funcionários nos seis municípios de sua área de atuação. A cooperativa era a estabilidade socioeconômica dos municípios onde atuava, funcionando como agente fiscal, garantindo a receita tributária das prefeituras. Crise Mas nem tudo eram flores na vida da sociedade. Investimentos mal planejados, endividamentos dos produtores associados junto à cooperativa, centralismo administrativo,

Antiga sede administrativa e financeira da Coopramil em Cambará: crise financeira e derrocada

entre outros problemas foram minando a estrutura da empresa. Quem conta detalhes da origem do câncer que destruiu o organismo da empresa é seu ex-presidente Paulo Leal, que prefere não apontar responsabilidades, assinalando que a maioria dos episódios que gerou a derrocada da cooperativa ocorreu por fenômenos alheios à qualidade e a vontade dos vários gestores que se sucederam. Ao assumir a presidência, Leal assinalou que o quadro era gravíssimo, agravado pela resistência de credores em renegociar os contratos em bases sustentáveis. Longas e cansativas negociações se sucederam

até que surgiu uma luz no fim do túnel. A Cooperativa Integrada, que pouco antes havia assumido ativos e passivos da Valcoop de Londrina, interessou-se pela excelente estrutura da Coopramil, fechando uma parceria em 31 de julho de 2002, assumindo a administração das unidades de Cambará, Andirá, Barra do Jacaré, Itambaracá, Bandeirantes e Santa Amélia. A parceria permitiu, além do atendimento regular dos cooperados, o pagamento das dívidas da Coopramil e a realização de novos investimentos que se fizessem necessários para a ampliação da recepção da safra. A contração da equipe técnica (atendimento aos

cooperados) da Coopramil também foi incluída na parceria. Na sequencia, boa parte do corpo administrativo e de representação dos associados passou a fazer parte da nova estrutura. Desde então, 15 anos depois, a estrutura operacional da Integrada só cresceu nos municípios que fazia parte da antiga área de atuação da Coopramil. Andirá, por exemplo, recebeu o maior investimento numa megaestrutura de recepção e industrialização de milho, inaugurada ano passado pelo presidente da empresa, Carlos Murate, com a presença das mais importantes autoridades do Estado, entre elas, o governador Beto Richa.

Cooperativa nasceu com o café

Era início da década de 1960 quando algumas dezenas de cafeicultores da região de Cambará, cansados da exploração por parte de atravessadores e indústrias que aviltavam o preço de sua produção, resolveram fundar uma cooperativa, que durante alguns anos funcionou num modesto barracão na periferia da cidade. Foi assim que nasceu a Cooperativa Agrícola Mista de Cambará Ltda, a Coopramil. Plantada num terreno fértil, mas com pouca consciência associativista, a cooperativa somente experimentou crescimento especular depois das famosas geadas de 1975, que dizimaram as lavouras de café das regiões produtoras do Paraná. O café foi substituído por lavouras anuais, com destaque para soja e trigo que ganharam atrativo com o

crescente aumento da produtividade graças às pesquisas de melhoramento genético dessas culturas. Maciços investimentos em novas modalidades de padronização e armazenamento de grãos e a expansão da área de atuação para outros municípios consolidaram a Coopramil como a maior cooperativa do Norte do Paraná. O apogeu da empresa viria a ocorrer na década de 1980, quando a cooperativa consolidou sua atuação na sede, Cambará, e em Andirá, Bandeirantes, Itambaracá, Santa Amélia e Barra do Jacaré. Em todas essas cidades a Coopramil montou estrutura de padronização e armazenagem, sem contar o início de investimentos industriais, como a fábrica de produtos de milho em Bandeirantes e duas unidades de beneficiamento de algodão, em Cam-

bará, além da instalação da unidade de beneficiamento e empacotamento de arroz, na sede da empresa. No entanto, alguns desses investimentos, como a industrialização do algodão e a fábrica de produtos de milho ajudaram a destruir o sonho dos fundadores, quadro agravado pelo endividamento de parcela significativa do quadro de associados. O bicudo do algodoeiro, praga letal para a cotonicultura, a mecanização da atividade que fez migrar o parque industrial para regiões mais propícias, levando consigo boa parte da base econômica rural do Paraná foram decisivos para a ruina de todas as cooperativas que se sustentavam nesta cultura. Para agravar, a fábrica de milho nunca funcionou a contento, além de outros erros letais, que liquidou o sonho daqueles sonhadores do início da década de 60.

PARANÁ

Governo do Paraná protocola projetos para mais 11 mil casas rurais AEN

Coordenadores e chefes dos 12 escritórios regionais e da sede da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) protocolaram na Caixa Econômica Federal projetos para a construção de 11.034 novas moradias rurais em 327 municípios do Estado. A articulação foi feita após a liberação de uma nova cota de recursos do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR) pelo governo federal. Aumentar ainda mais a oferta de moradias para famílias paranaenses é uma prioridade do Governo Estadual. O governador Beto Richa tratado da questão junto ao Ministério da Cidade. No último dia 15 de março, ele levou o pleito de mais recursos para a habitação popular do Paraná diretamente ao ministro Bruno Araújo. Desde 2011, os projetos habitacionais ligados ao PNHR beneficiaram aproximadamente 13 mil famílias paranaenses. Além de agricultores

As unidades planejadas pela Cohapar podem variar de 43 a 47 metros quadrados, de acordo com os custos de obra em cada região

familiares, as ações atendem a demanda de trabalhadores rurais, indígenas, quilombolas e pescadores artesanais. “Grande parte das riquezas produzidas no Paraná é fruto do árduo trabalho dos nossos agricultores. Por isso, os investimentos feitos pelo governo estadual na melhoria das condições de vida destes trabalhadores é também um estímulo ao desenvolvimento econômico do Estado”, diz o

presidente da Cohapar, Abelardo Lupion. Programa -- Publicada pelo Ministério das Cidades em 22 de março deste ano, a portaria 268 prevê a liberação de recursos para a construção de 35 mil imóveis rurais em todo o Brasil. Para terem acesso a uma parcela das unidades, os municípios deveriam apresentar, com o apoio do Governo Estadual, a documentação exigida dentro dos critérios

estabelecidos pelo PNHR até 30 de abril. Subsídios - Pela regulamentação atualizada do programa, famílias com renda anual de até R$ 17 mil que possuam apenas uma propriedade rural receberão subsídios de R$ 34.200 para a construção de novas moradias. Cada família arca apenas com 4% do valor do imóvel, que deve ser quitado em quatro parcelas anuais de R$ 342. As unidades planejadas

pela Cohapar podem variar de 43 a 47 metros quadrados, de acordo com os custos de obra em cada região do Estado. Cada casa possui dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e varanda, com projeto arquitetônico adaptado às condições do meio rural. Estratégia - O presidente da Cohapar, Abelardo Lupion, explica que a estratégia adotada pela empresa envolve a apresentação de projetos exceden-

tes para captação de recursos remanescentes destinados a outros estados que não consigam se adequar ao programa. “Estamos dando total suporte aos municípios para que o maior volume possível de moradias seja destinado ao Paraná”, afirma Lupion. A coleta e organização da documentação necessária foram feitas com a participação das equipes regionais da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento e a Emater. Os órgãos são parceiros ativos do programa desde o início através do cadastramento, seleção e acompanhamento social das famílias beneficiadas pela iniciativa. Reconhecimento – O modelo de gestão habitacional do Governo do Paraná tornou-se destaque em nível nacional com a obtenção do Selo de Mérito dado pela Associação Brasileira de Cohabs e Agentes Públicos de Habitação (ABC). Para Lupion, o reconhecimento resulta da prioridade com que o setor é tratado pela atual gestão estadual.


Geral A-7

TRIBUNA DO VALE

Sexta-feira, 05 de maio de 2017 PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA DO JACARÉ TERMO DE POSSE CONCURSO PÚBLICO EDITAL 01/2015 Aos quatro dias do mês de maio de 2017, compareceu à este Departamento de Administração, da Prefeitura Municipal de Barra do Jacaré - PR, para tomar posse, a Srª. WANESSA RAQUEL DA SILVA CALIXTO, portadora de cédula de identidade RG nº 8.755.670-0 SESP/PR, nomeada nos termos da Portaria nº. 119 de 03/05/2017 publicada no jornal Tribuna do Vale/Edição 3348 de 04/05/2017 pág Atas&Editais A7, em virtude de aprovação (19ª colocada – Cargo de Professor) em Concurso Público, nos termos do Edital nº. 01/2015 de 06/10/2015, Homologado conforme Edital nº. 11/2016 de 12/02/2016, para exercer o Cargo de PROFESSOR, em jornada de trabalho de 20 horas semanais, convocada através do Edital nº 045/2017 de 12/04/2017. Declarou estar em dia com as exigências legais necessárias para assumir as responsabilidades do cargo, que não sofreu penalidades administrativas em outras funções públicas e de boa conduta. Prometeu ser fiel à causa pública, cumprir, fazer cumprir e observar as leis e regulamentos em vigor e a ser exata no cumprimento dos deveres do cargo que hoje assume. E, para constar, eu Valdir Garcia Gebim, lavrei o presente termo que vai assinado por mim, pelo Srº Prefeito Municipal e pela empossada. Barra do Jacaré, em 04 de maio de 2017. ADALBERTO DE FREITAS AGUIAR Prefeito Municipal Valdir Garcia Gebim Cargo Escriturário – Resp Deptº RH WANESSA RAQUEL DA SILVA CALIXTO Servidora PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA DO JACARÉ – PARANÁ CONSELHO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL BARRA DO JACARÉ – PR ERRATA RESOLUÇÃO 02/2017 – CMAS ONDE SE LÊ SÚMULA O CMAS – Conselho Municipal de Assistência Social de Barra do Jacaré –Paraná, no uso de suas atribuições, que lhe confere a Lei Municipal nº 18/95, de 06/12/1995. Considerando a ata de 05/2017 realizada em reunião ordinária no dia 26 de março de 2016, LEIA-SE: O CMAS – Conselho Municipal de Assistência Social de Barra do Jacaré –Paraná, no uso de suas atribuições, que lhe confere a Lei Municipal nº 18/95, de 06/12/1995. Considerando a ata de 05/2017 realizada em reunião ordinária no dia 26 de abril de 2017, RESOLVE ONDE SE LÊ SÚMULA Aprovar a prestação de conta do FEAS PPAS I – Deliberações n° 013, 065, 090 de 2013 CEAS, referente ao período de julho a dezembro/2016. LEIA-SE: Aprovar totalmente a prestação de conta do FEAS PPAS I – Deliberações n° 013, 065, 090 de 2013 CEAS, referente ao período de julho a dezembro/2016. Barra do Jacaré 04 de abril de 2017. Cristiane Martins da Cunha Mello Goulart Presidente do CMAS CONSELHO MUNICIPAL DE ASSISTENCIA SOCIAL BARRA DO JACARÉ – PARANA DECRETO Nº 1.075/2017 SÚMULA: Convocação para a realização da IX Conferencia Municipal de Barra do Jacaré – Pr. O Prefeito Municipal de Barra do Jacaré, em conjunto com a presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, no uso de suas atribuições e reconhecendo no processo conferencial municipal um momento único para o fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social - SUAS, que possibilitam o debate na reflexão da realidade, demandas e expectativas desde as bases do nosso município, Decreta: Art. 1º - Fica convocado a IX Conferencia Municipal de Assistência Social, a ser realizada no dia 20 de junho de 2017, no Centro Cultural “Professora Avanir Vicente de S’antana”, com início às 8:00horas, tendo como Tema: “Garantia de Direitos no Fortalecimento do SUAS”. Art. 2º - as despesas decorrentes da aplicação deste decreto correrão por conta de dotação própria do orçamento do órgão gestor municipal de assistência social. Parágrafo Único: A comissão organizadora será constituída em reunião extraordinária do Conselho Municipal de Assistência Social e os demais procedimentos norteadores deste evento serão definidos pela mesma. Art. 3º - Este decreto entrara em vigor a partir de sua publicação. Gabinete do Prefeito Municipal de Barra do Jacaré, 04 de maio de 2017. Adalberto de Freitas Aguiar Cristiane Martins da Cunha Mello Goulart Prefeito Municipal Presidente do CMAS CONSELHO MUNICIPAL DE ASSISTENCIA SOCIAL BARRA DO JACARÉ – PARANA RESOLUÇÃO 003/2017 SUMULA – Indicação dos membros da Comissão organizadora da IX Conferencia Municipal de Assistência Social do Municipal de Barra do Jacaré – Pr. O Conselho Municipal de Assistência Social de Barra do Jacaré, em reunião extraordinária, realizada no dia 14/02/2017, registrada sob Ata nº 02/2017, no uso de suas atribuições que lhe confere a Lei Municipal nº 18/95, de 06 de dezembro de 1995; e Considerando a Lei Federal 8.742/93 – LOAS; Considerando a Portaria Conjunta MDS e CNAS nº 2, de 12 de Dezembro de 2016; Considerando a Resolução do CNAS nº 16, de 21 de setembro de 2016; Considerando a Resolução do CNAS nº 23, de 15 de dezembro de 2016; Considerando os Informe do CNAS nº 01/2016, nº 02/2017 e nº 03/2017; e, Considerando a proximidade da XI Conferência Nacional de Assistência Social, tendo como tema geral: “Garantia de Direitos no Fortalecimento do SUAS”. Resolve: Art. 1º Indicar os seguintes membros para compor a Comissão Organizadora da XI Conferência Municipal de Assistência Social de Barra do Jacaré – Pr.: 1. Cristiane Martins da Cunha Mello Goulart (GOV) 2. Amélia Martins da Cunha Mello (GOV) 3. Gilmara Severo de Freitas Ferrari (GOV) 4. Leiliane Antonelo (Ñ-GOV) 5. Silvania Cristina Dutra Silva (Ñ-GOV) 6. Solange Alves dos Santos de Souza (Ñ-GOV) Art. 2º A referida comissão Organizadora terá as seguintes atribuições: a) Promover a realização da IX Conferencia Municipal, atendendo os aspectos técnicos, políticos e administrativos; b) Aprovar critérios e modalidades na participação na Conferencia Municipal, bem como, o local de sua realização; c) Elaborar e aprovar a programação da Conferencia Municipal e a sua divulgação; d) Produzir o relatório final a ser encaminhado para o Escritório Regional de Jacarezinho – SEDS. Art. 3º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação. Barra do Jacaré, 04 de maio de 2017. Cristiane Martins da Cunha Mello Goulart Presidente do CMAS 1) Súmula de recebimento de Licença Prévia do IAP-Jac-PR Miranda Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda, torna pública que recebeu junto ao IAP/Jac.-Pr, a Licença Prévia, para fins de projeto de parcelamento de solo-loteamento de área urbana, com 131.194,39m2, Matr.17.998, licença sobº 123052, sendo denominado o loteamento de Parque dos Ipês, a ser implantada na Rua de Acesso ao Aeroporto esq. c/ a R. filomena Di P. Olivieri, próx. aos bairros Aeroporto, Jd. Cristo Rei e Res. Paraíso. SÚMULA DE RECEBIMENTO DE RENOVAÇÃO DA LICENÇA DE OPERAÇÃO JÚLIO CÉSAR BURATTI - EPP, CNPJ Nº 55.550.602/0001-04, torna público que recebeu do IAP, a Renovação da Licença de Operação para extração de argila (Licença de Operação nº 5236, validade 11/07/2020) instalada no local denominado Bairro Piranha, município de Guapirama, estado do Paraná.

Saúde monitora os casos de doenças respiratórias GRIPEAté sexta-feira (28), foram confirmados 38 casos de Influenza. A maior parte é causada pelo vírus de Influenza A (H3) sazonal AEN

A Secretaria Estadual da Saúde monitora, desde 2011, as doenças respiratórias identificadas no Estado. O objetivo é saber quais são os vírus circulantes na região e detectar possíveis surtos. Até sexta-feira (28), foram confirmados 38 casos de Influenza no Paraná. A maior parte é causada pelo vírus de Influenza A (H3) sazonal. “Fazemos a vigilância sistemática da gripe Com essas informações temos um diagnóstico da situação da gripe no Paraná e p odemos planejar ações cada vez mais efetivas para o controle e tratamento da doença”, ressalta o secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto. A vigilância da gripe no Paraná é composta pela vigilância sentinela de Síndrome Gripal (SG), de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e pela vigilância universal de SRAG. A vigilância sentinela conta com uma rede de 49 unidades distribuídas em 15 regionais de saúde, em 18 municípios: Curitiba, Castro, Ponta Grossa, Guarapuava, União da Vitória, Pat o B r an c o, Fr an c i s c o B elt rão, Foz do Igu aç u, Cascavel, Campo Mourão, Paranavaí, Maringá, Sarandi, Cambé, Londrina, Cornélio Procópio, Jacarezinho e Ivaiporã. “As amostras coletadas de s e cre çõ es de nar iz e garganta são encaminhadas para análise no Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen/PR). O objetivo principal é identificar os vírus respiratórios circulantes, além de permitir o monitoramento da demanda de atendimento por essa doença”, explica a chefe do Centro Estadual de Epidemiologia, Júlia Cordellini. A vigilância universal de SRAG monitora os casos hospitalizados e óbitos com o objetivo de identificar o comportamento da gripe para orientar novas ações. Os d ados s ão colet ados por meio de formulários padronizados e inseridos

Casos de gripe são monitorados em todo o Estado

nos sistemas de informação online SIVEP-Gripe e SINAN Influenza Web. Sentinela– A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Jardim Veneza, em Cascavel, é uma das unidades sentinelas de SG do Estado. “Somos a maior UPA de um município com mais de 300 mil habitantes. Realizar esse monitoramento aqui é muito relevante para contribuir com a avaliação da situação da gripe em nossa região”, comenta a enfermeira Lara Adriane Garcia da Silva. Conforme normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde, a UPA faz a coleta amostral de cinco pacientes por semana que apresentam f e br e , a c o mp a n h a d a d e tosse ou dor de garganta e início dos sintomas nos últimos sete dias. “No último mês, com a queda nas temperaturas, percebemos um aumento de pacientes com ess es sintomas que bus c am no ss a un id ad e”, complementa Lara. Até o último boletim, Cascavel teve a confirmação de dois casos da doença. Boletim– O Informe Epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (3) confirma 38 casos de SRAG no Estado desde o início do ano. São 30 casos de inf luenza A (H3) sazonal, sete de In-

fluenza B e um de influenza A (H1N1). No mesmo período, foi confirmado um óbito no município de Maringá. O boletim é divulgado periodicamente no site da Secretaria Estadual da Saúde. Vacinação – Algumas pessoas, como idosos, crianças menores de 5 anos, gestantes e pessoas com algumas doenças crônicas possuem um risco maior de desenvolver complicações devido à gripe. “A vacinação é a intervenção mais importante na redução do impacto da influenza”, afirma o coordenador estadual de Imunização, João Luís Crivellaro. Na terceira semana de campanha, a vacinação contra a gripe no Estado já atingiu 1,2 milhão de paranaenses. Isso representa 45% da população que pode tomar a vacina até 26 de maio. A meta é chegar a, pelo menos, 90% do público-alvo. Pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a quatro anos de idade, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), profissionais de saúde, indígenas, portadores de algumas doenças crônicas e professores das redes pública e privada em atividade têm direito à vacina.


cmyb

A-8 Cidades

TRIBUNA DO VALE

Sexta-feira, 05 de maio de 2017

Antônio de Picolli

Acidentes no perímetro urbano em 2016 mataram duas pessoas

Antônio de Picolli

Chefe do Ciretran de Santo Antônio da Platina, Israel Júnior

Santo Antônio da Platina registrou mais de cem acidentes de trânsito em 2016 PERÍMETRO URBANO Alto número de acidentes pode ter relação com o aumento significativo da frota, que teve um acréscimo de 987 veículos em dois anos Da Redação

A 44ª Ciretran de Santo Antônio d a Pl at ina e st á promovendo ações relativas à campanha nacional Maio Amarelo, que tem a finalidade de reduzir o número de acidentes de trânsito. Para mostrar a necessidade de um trabalho de conscientização na cidade, o chefe da Ciretran local, Israel Júnior, fez um levantamento do número de aci-

dentes no perímetro urbano ocorridos em 2016 tanto em Santo Antônio da Platina. quanto nos municípios de sua abrangência, Ribeirão do Pinhal e Jundiaí do Sul. Segundo o balanço, em 2016, ocorreram em Santo Antônio da Platina, 112 acidentes de trânsito dentro da cidade. Desse total, 60 foram colisões que provocaram 92 vítimas com ferimentos considerados graves; 20 acidentes sem vítimas, 11 atropelamentos e 21 ocorrências de menor importância. Os acidentes deixaram ainda, 116 vítimas leves, 114 com ferimentos superficiais, uma morte na hora e uma posteriormente. Em Ribeirão do Pinhal, no mesmo período, houve 16 acidentes com 9 vítimas graves e sete sem vítimas. Ao todo, 11 pessoas tiver am fe r i me nto s l e ve s , e outras 11 ferimentos superficiais. Do total de acidentes,

oito foram colisões. Nenhum atropelamento foi registrado. Também não houve mortes. Em Jundiaí do Sul, em 2016, não houve nenhum acidente no perímetro urbano. O alto número de acidentes em Santo Antônio da Platina pode ter relação com o aumento significativo da frota. Até dezembro do ano passado, o município contava com 24.861 veículos e em 2014, com 23.874. Em dois anos, aumentaram 9 8 7 ve í c u l o s na c i d a d e. Para se ter uma ideia ainda mais ampla do crescimento da frota de Santo Antônio basta apontar que em 2011, eram 20.160 veículos: 4.701 a menos que em 2016. Somente no ano passada, a Ciretran registrou 1.650 novos condutores. A frota de Ribeirão do Pinhal em 2016 era de 5.736 veículos e de Jundiaí do Sul, de 1.148.

W. BRAZ

Finais da Copa Unopar acontecem hoje Da Assessoria

Acontece hoje, 5, as finais da Copa Unopar de Futsal, um dos melhores campeonatos em todos os aspectos já realizados em Wenceslau Braz. Disputada em duas categorias, a competição tem as decisões marcadas para às 20h, no Ginásio de Esportes Edmar Luiz Costa. Na categoria Municipal, o Império / The End enfrenta o Supermercado Cristo Rei. As equipes eliminaram nas semifinais Asgard e Supermercado São Marcos, respectivamente. Já na categoria Regional a final é entre Império (de Wenceslau Braz) contra Perfil (de Santo Antônio da Platina). Para chegarem às finais ambas venceram, respectivamente , a Barril (de Siqueira Campos) e Turismo São José / Lojas MM (de Wenceslau Braz). Os jogos, principalmente da categoria Regional, têm apresentado um alto nível técnico – até pela presença de vários jogadores profissionais. O resultado disso é um ginásio de esportes lotado em várias rodadas desde o início da competição. Na última quarta-feira (3), por exemplo, dezenas de pessoas ficaram de fora da semifi-

nal entre Império x Barril por falta de ingressos. De um lado a fanática torcida do Barril, enquanto de outro os brazenses fizeram frente com uma grande festa para o Império, que acabou vencendo o jogo na disputa de pênaltis. Para a final, a torcida do Império, que estará nas duas categorias, mais uma vez promete uma grande festa. Em Wenceslau Braz, os ingressos podem ser comprados no próprio ginásio ou na Farmácia Santa Cruz, enquanto em Arapoti a venda acontece na papelaria A4. Homens pagam R$ 5 e mulheres R$ 3. Crianças até 12 anos não pagam. Competição A competição começou em março com 16 equipes na categoria Municipal (compostas apenas por jogadores locais) e outros 10 times na Regional, sendo três de Wenceslau Braz, dois de Siqueira Campos, dois de São José da Boa Vista, um de Tomazina, um de Joaquim Távora e um de Santo Antônio da Platina. Os melhores colocados na primeira fase passaram para as quartas de final das duas categorias, disputadas em jogos eliminatórios. Nesta semana aconteceram as semifinais e hoje será a grande final.

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