VEJA DICAS PRECIOSAS PARA ECONOMIZAR NO CONSUMO DE COMBUSTÍVEL • NATAL 3
FUNDADOR: ALUÍZIO ALVES - 1921 - 2006
Ano 71 • Número 381 • Domingo • 20 de março de 2022
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Natal - Rio Grande do Norte Domingo, 20 de março de 2022
especial
VEJA DICAS PRECIOSAS PARA ECONOMIZAR NO CONSUMO DE COMBUSTÍVEL • NATAL 3
FUNDADOR: ALUÍZIO ALVES - 1921 - 2006
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Ano 71 • Número 381 • Domingo, 20 de março de 2022
RAFAEL FURTADO
MARCELA MONTENEGRO
EX CL U SI V O
DIRETORA-EXECUTIVA DO IPESPE
Tribuna fecha parceria com o Ipespe para série de pesquisas « ELEIÇÕES » Sistema Tribuna de Comunicação fecha parceria com um dos principais institutos de pesquisa do País, o Ipespe, para realização de uma série exclusiva de pesquisas eleitorais. Em entrevista, a diretora-executiva Marcela Montenegro fala sobre como será o trabalho, sua importância e comenta o que os números já sinalizam sobre a eleição deste ano. « PAGINAS 5 E 8 »
PROCURA-SE
Porpino, o único potiguar que dormiu com a taça Jules Rimet no Reis Magos
Veja quem são e o que fizeram os 10 criminosos mais procurados do Estado
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Porto-indústria no RN terá localização definida este mês
REPRODUÇÃO
ANNA LOURDES BAL
HISTÓRIAS
« FUTURO » Rio Grande do Norte define até dia 28 de março onde será construído o Porto-Indústria Multipropósito do Estado, que promete ser a base para a viabilização da exploração de energia eólica no mar potiguar. Instalações também servirão à exportação de outros produtos, tornando o RN pioneiro no segmento. São quatro localizações possíveis. « ECONOMIA 1 E 2 » JOANA LIMA
ADRIANO ABREU
« ESCOLINHAS » Projeto utiliza o contraturno das aulas para ensinar o esporte a crianças de bairros carentes de Natal. São mil vagas abertas. « ESPORTES 4 » ESTADUAL
Paulo Sousa exige Fla ousado apesar de ter a vantagem contra o Vasco
Wallyson volta ao time titular do ABC hoje contra o Santa Cruz no Frasqueirão
« ESPORTES 3 »
« ESPORTES 1 »
« DECADÊNCIA » Após a saída da C&A, a TN vai ao Centro para mostrar como está a região que antes
pulsava comercialmente. Lojistas que resistem na área cobram mais atenção para o bairro. « NATAL 1 »
RENNÊ CARVALHO/ ABC
GILVAN DE SOUZA/FLAMENGO
CARIOCA
RUBENS LEMOS FILHO
CENA URBANA
Tem dias que passam e a gente vai ficando, ficando... « PÁGINA 5 »
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INFORME
CIÊNCIA
INFLAÇÃO
Saúde vai investir R$ 8 milhões em aquisição de alimentos
Na saúde e na doença, as inflamações têm seu papel
Após aumento, RN tem a segunda gasolina mais cara do Brasil
Aquisição de alimentos da agricultura familiar para a rede hospitalar estadual é aposta do Governo do RN visando fomentar o desenvolvimento rural do Estado. « PAGINA 6 »
Novas evidências científicas destacam um papel pouco conhecido e fundamental da inflamação: a manutenção do equilíbrio fisiológico do organismo. « TNFAMÍLIA 1 »
Pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo mostrou que o preço médio da gasolina no Estado é R$ 7,92. RN ficou atrás do Piauí, cuja gasolina custa R$ 7,99 « PAGINA 7 »
JORNAL DE WM
RODA VIVA
GAUDÊNCIO TORQUATO
“A ideia mais absurda e estúpida que alguém já teve”. « PÁGINA 4 »
Rogério Marinho tem série de eventos no RN, que inclui Bolsonaro. « PÁGINA 7 »
Um imbróglio nos espera no princípio de outubro deste ano. « PÁGINA 4 »
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opinião
Natal - Rio Grande do Norte Domingo,20 de Março de 2022
Imbróglio nas redes sociais
Jornal de WM WODEN MADRUGA [ woden@tribunadonorte.com.br ]
GAUDÊNCIO TORQUATO Escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor político
Salve-se quem puder Em meio ao bombardeio brutal e covarde que ocorre na Ucrânia por tropas russas e ordenadas pelo presidente Putinho, caiu na minha bacia das almas nova crônica do mestre Florentino Vereda com o título que aparece lá em cima: “Salve-se quem puder”. Não tem nada a ver com o sofrimento do povo ucraniano. O mote do que escreveu vai no rastro de outra loucura internacional: a colonização do planeta Marte, coisa que saiu da cabeça de mister Elon Musk, o homem mais rico do planeta terra. Vereda começa citando versos de Gilberto Gil: “ (...) é chegada a hora de escrever e cantar talvez as derradeiras noites de luar”. E vai em frente: “As moscas abandonaram o navio. Elon Musk, o homem mais trilionário do planeta, arruma as malas para fugir da terra, em busca de outras galáxias onde possa aumentar sua fortuna. Por mim já vai tarde. Mas, convenhamos: esta é a ideia mais insensata, absurda e estúpida que alguém já teve, desde quando os símios levantaram a bunda do chão e deixaram de ser 4x4. Sendo inédito o projeto, não há como compará-lo a qualquer outro episódio histórico. Apenas por curiosidade não posso deixar de pensar na época das grandes navegações, quando foram descobertas as Américas e inventados o BBB, a Coca-Cola, o Mac Donald’s e Donald Trump. Quando os impérios europeus enfunaram suas caravelas e saíram por mares nunca dantes navegados, não sabiam se encontrariam a glória ou a morte. Sua principal motivação era econômica. Novas terras de onde levassem paus, minérios e outras riquezas inexistentes ou esgotadas no velho mundo. Reis e Papas aboletados em seus tronos, enquanto marinheiros arriscavam suas vidas enfrentando civilizações primitivas – talvez hostis – com os porões abarrotados de quinquilharias para engabelar os nativos d’álem-mar. Logo que arriaram as âncoras, apropriaramse das terras, mandando para as cortes, ouro, prata e madeiras nobres que se transformariam em castelos e catedrais ainda hoje fascinantes para os descendentes dos povos saqueados, quando em viagens turísticas compradas em promoções imperdíveis. Agora são outros quinhentos. Senão, vejamos. Enquanto os pobres serão abandonados no que restou do antigo planeta, os nobres irão para um novo. Catedrais e castelos também serão construídos aonde chegarem, exibindo as vaidades que levaram nas bagagens. Mas quem construirá esses prédios faraônicos? Eles, certamente não, pois nunca pegaram numa colher de pedreiro. Quem cultivará os campos para produzir vinhos, quem criará faisões, pescará lagostas? Quem mergulhará para roubar das ostras as pérolas que enfeitarão os pescoços das suas concubinas? Certamente não encontrarão nativos a quem escravizar, como fizeram ao longo da história. Não creio que mandem buscar aqui na terra, supondo que não mais haverá terra, razão da sua fuga. Mas talvez seja di-
fícil construir um novo planeta, para quem destruiu um antigo. Por outro lado, não sendo possível transportar mais de sete bilhões de terráqueos, há que se fazer uma escolha, um critério para definir quem embarcará nas naves espaciais. Elon Musk, não levará pobres, pois deles já está fugindo. Comunistas não serão aceitos, para não incomodarem o amigo Trump. Capitalistas também não. Basta ele próprio. Como será instalado o primeiro governo? Possivelmente haverá fraude nas eleições, sem as urnas eletrônicas que aqui deixaram. Mas enfim, que importa? Os foguetes já deixaram a terra e não há mais volta. Adeus guerras estúpidas, adeus rios poluídos, florestas queimadas, mares entupidos de plástico. Os novos emigrantes vão procurar refúgio longe da via láctea. Bom para quem tem intolerância à lactose. Mas nem tudo são dólares. Já na decolagem, quando o centrão tentou assumir o comando, o computador não deixou. Pra piorar, por mais cuidado que tivessem na desinfecção das naves, alguns passageiros conseguiram embarcar com atestados de vacina falsificados, comprados de um cambista na porta da NASA. Logo todos começaram a tossir e a ter febre. Os respiradores – vendidos por uma empresa brasileira – de nada adiantaram, assim como não funcionaram em Manaus. Nem mesmo cloroquina havia a bordo. Máscaras, nem pensar. Séculos depois, quando a nave autônoma pousou num planeta da galáxia Andrômeda – depois de desviar de vários buracos negros um pouco menores que os das estradas brasileiras -, no meio dos passageiros mortos desceram criaturas estranhas, conhecidas por COVID199, que povoariam o novo planeta. Aqui na terra os livros de história falam de duas pandemias que quase nos destruíram: uma no século XIV, outra no século XXI. Os cientistas que aqui ficaram, sem a politicagem dos governantes, conseguiram salvar nosso planeta. Graças a eles, escapamos. Hoje, felizes, nadamos em rios limpos, como fazíamos quando crianças. Nas palmeiras das florestas recompostas ainda cantam sabiás. Nos mares, livres do plástico, não mais imigrantes fugindo das suas terras. E o povo, livre da polarização estúpida, vive em paz, depois de mandar para o espaço quem destruía seu espaço. ”
Livro O escritor João Almino, norte-rio-grandense nascido em Mossoró, lançará no dia 14 de abril, na Livraria da Travessa, no Rio de Janeiro, o seu novo romance: “Homem de Papel”, editado pela Record. Mas o livro lá está nas prateleiras das livrarias. É o seu oitavo romance. João Almino, também autor de obras sobre História, Filosofia e Política, é imortal da Academia Brasileira de Letras, diplomata, e detentor de vários prêmios literários. O Conselheiro Aires e o seu criador, Machado de Assis, passeiam pelas páginas do romance que recebeu os aplausos do crítico português Abel Barros Baptista: “Uma lição de literatura: surpreendente e inteligente”. Na Academia Eleito, dia 11, imortal da Academia Norte-RioGrandense de Letras, sucedendo ao ministro José Augusto Delgado, que ocupava a cadeira 36, o magistrado Edilson Pereira Nobre Júnior marcou sua posse para o mês de maio. Falta, apenas, definir o dia. Enquanto isso, na Casa fundada por Luís da Câmara Cascudo só se fala (alto e baixinho) na sucessão de Geraldo Melo, falecido recentemente (dia 6). Pelas contas são cinco candidatas mulheres. Muito cochicho.
Nominata É a palavra da moda: NOMINATA. Aparece com destaque nas colunas políticas (impressas ou não) e noutras, também. Tem a ver com a eleição de outubro, portanto, faz parte do rico vocabulário dos candidatos: se estão ou não nas no-mi-na-tas...
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A
o ser perguntado sobre as leis que outorgara aos atenienses, Sólon, um dos sete sábios da Grécia antiga, respondeu: “Dei-lhes as melhores que eles podiam aguentar.” Essa poderia, até, ser uma boa resposta dos nossos legisladores se fossem indagados sobre o vasto arsenal legislativo. Temos leis para tudo e todos. A questão, pois, não é de quantidade, mas de aplicação. Os brasileiros, só mesmo depois de alguma punição, “aguentam” se reger dentro das normas. Foi difícil implantar o cinto de segurança no trânsito. Em espaços delimitados para uso exclusivo de pedestres, como no parque do Ibirapuera, em São Paulo, os ciclistas não se conformam em correr em seus corredores sinalizados e acabam atropelando pedestres. Questão de cultura, dizem. Em Singapura, jogar na rua a pasta de um chiclete mastigado ou a bituca de um cigarro é motivo de punição. Em suma, seja qual for a reforma, esta precisa ser internalizada pelo sistema cognitivo dos consumidores.
Brum
Esperemos para ver o fenômeno das fake news nas redes tecnológicas durante a campanha. Será uma onda gigante de mentiras e versões estapafúrdias que deverão inundar os espaços do ciclo eleitoral. Os dispositivos arrumados para coibir as meias verdades não darão conta do recado. A adoção de ferramentas tecnológicas, como a internet, faz parte do mundo contemporâneo e qualquer instrumento mais afiado para controlar e monitorar a expressão será considerado uma forma de censura. É oportuno lembrar que temos sido críticos sobre as decisões que teimam em impor controles, principalmente em um momento em que se clama pela liberdade de expressão no Estado democrático. O valor da transparência é muito cobrado. Seria até compreensível que as redes sociais - blogs e sites – tivessem como parâmetro as disposições que regulam as mídias jornalísticas, como jornais e revistas, que não são concessões do Estado. Afinal, os limites entre a verdade e as múltiplas versões no terreno eleitoral são tênues. O argumento da isonomia que ampara o arcabouço normativo – garantir os mesmos espaços para todos os candidatos, por exemplo
– é frágil. Se imaginarmos que todos os candidatos terão espaço para responder mentiras sobre eles, feitas pelos internautas, veríamos apenas uma enxurrada de pontos e contrapontos, e densas nuvens nos horizontes da campanha. A ética, como sabemos, não tem sido uma variável no tabuleiro da política. Em suma, atentemos para a natureza da rede tecnológica. Não há nela limites físicos e até a unidade tempo, que afere os passos das pessoas e das estruturas, assume outra dimensão. As fronteiras entre público e privado se imbricam no espaço virtual, sob a égide da liberdade de qualquer um para fazer e desfazer, criar e recriar, buscar e interagir com interlocutores, enfim, de entrar numa disputa sangrenta e movida à ódio. A conectividade propicia a usuários a efetivação do processo criativo. Deixa de haver aquela margem de subordinação e passividade do leitor/ouvinte das mídias tradicionais. Na Telépolis, global e intensamente interativa, tentar garantir espaços iguais para cada candidato, com direito de resposta a quem se sentir atingido por uma adjetivação mais forte, é querer caçar dinossauros na Avenida Paulista. Impor rigidez a uma esfera plu-
ridimensional faz parte da mania de fazer leis sobre coisas impossíveis, como é costume por essas plagas. É por isso que muitas leis acabam sendo um tiro de festim. Para complicar ainda mais a moldura eleitoral, o ministro Alexandre de Moraes, que presidirá o pleito, terá de administrar o questionamento da urna eletrônica, um considerável avanço, ante as investidas contrárias a ela, feitas pelo presidente Bolsonaro. Em caso de derrota, certamente se escudaria no argumento de que o sistema eletrônico foi manipulado. Um imbróglio nos espera no princípio de outubro. O eleitorado bolsonarista estará mobilizado para cumprir as ordens do seu “mito”. Estaria disposto a sair às ruas em caso de derrota do atual mandatário-mor. Lembram-se de Sísifo, condenado pelos deuses a subir a montanha, todos os dias, com uma pedra nos ombros para depositá-la no topo? A nossa esperança de que, algum dia, o condenado pudesse cumprir a meta, se esvai. E mais uma vez assistiremos ao desfecho do eterno retorno: ver a pedra rolando montanha abaixo, para desespero de Sísifo, que fará esse exercício (?) por toda a eternidade.
Cartas
[rabiscosdobrum@gmail.com ]
Nominata Nunca a palavra nominata foi tão absurdamente usada como agora nessa fase de pré-campanha eleitoral. Em todos os comentários na mídia, na imprensa escrita em particular, acerca dos conchavos entre candidatos e partidos, ela está lá, altiva e sobranceira. Está na hora de se usar pelo menos um sinônimo, dando-lhe o descanso merecido. Alberto de Sousa Bezerril via e-mail
Carestia I O Brasil está em guerra desde que o Bolsonaro assumiu o país … só destruição, mortes, doenças, carestia, mentiras, ódio, divisão de família e amigos. [Sobre matéria: Contas de luz deverão ficar mais caras com alta do diesel]. Lenísio Lima via Facebook
Carestia II
Educação financeira como pilar para a independência feminina CECÍLIA LOPES Gestora de Marketing
A
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que estimula o progresso econômico e o comércio mundial, mostra que homens e mulheres operam a vida financeira de formas diferentes. E obviamente isso não se dá por questões biológicas, mas sim históricas. Em algum momento da vida, todas nós passaremos por situações onde teremos que lidar com palavras como financiamento, crédito, poupança e outros investimentos. Desta forma, consolidar a educação financeira feminina não é apenas um avanço didático: mulheres mais instruídas nessas questões se tornam mais seguras nas tomadas de decisões, têm mais entendimento dos seus objetivos e deixam de ocupar posições vulneráveis e de resignação. Para se ter uma ideia, uma pesquisa promovida pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora
(RME), mostra que 34% do público feminino já sofreu algum tipo de agressão em relações conjugais. Ainda segundo o estudo, 48% delas conseguiram sair desses relacionamentos ao virarem empreendedoras. Ou seja, a estabilidade financeira nos permite dar um basta em situações que não nos agradam mais. O fato das mulheres ainda serem, em sua maioria, responsáveis pelas tarefas domésticas no Brasil, gastando em média 24 horas por semana nos cuidados com a casa e com os filhos - enquanto os homens dedicam cerca de 4 horas às mesmas tarefas -, também implica na falta de tempo para estudos, especializações e planejamento da vida financeira. Além disso, embora já seja um tema muito falado, ainda existe o contrassenso dos salários: o gênero feminino ganha 28% a menos em cargos iguais ao do público masculino. Como as empresas de educação financeira têm mudado esse cenário? Quando falamos de educação financeira feminina, gera-
ção de renda e independência, dizemos também de melhoria social e de reinvestimento econômico coletivo. Por isso, as companhias, no geral, tendem a evoluir cada vez mais em questões voltadas para o suporte e orientação financeira das mulheres. Mas existe um segmento de maior impacto: as empresas de educação financeira. Fornecer conteúdos gratuitos, acessíveis e de fácil compreensão tem sido um grande aliado, pois traz segurança psicológica, aumento na qualidade de vida e diminui conflitos familiares, ajudando mulheres a diminuírem os níveis de estresse e ansiedade, bem como iniciarem seus investimentos a longo prazo, a fim de tirarem os planos do papel. O meu desejo é que cada vez mais mulheres e meninas tenham acesso à educação financeira para se tornarem independentes e livres. Ainda há um longo caminho pela frente, mas nós estamos contentes de transformar a realidade financeira de milhares de brasileiras.
Não sei se entendi bem, temos usinas hidroelétricas, eólicas e o potencial de energia solar infindável, mas para nós colocar de "4" criam essas usinas movidas e Diesel? Porque não carvão?... Já que estamos voltando ao século passado. O problema é que o Brasil importa barato e exporta caro, temos refinarias, mas eles preferem fazer essas transações sempre foi assim nos governos anteriores, não temos mãos de obra e, se temos, são desvalorizadas no próprio país, sendo assim a nossa mão de obra vai trabalhar no exterior, pois lá é valorizada. [Sobre matéria: Contas de luz deverão ficar mais caras com alta do diesel]. Adlo De Sena Vitorino via Facebook
Carestia III Nunca ouvi falar: vai baixar combustível, mercadoria, e o trabalhador vai ter salário bem melhor. Estou vendo que vou morrer e nunca vou ver isso, infelizmente, agora, aumentos aqui nesse país ocorrem todos os dias e nosso salário fica estacionado, parado, congelado isso é um absurdo. [Sobre matéria: Contas de luz deverão ficar mais caras com alta do diesel]. Elias Fernandes via Facebook
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Natal • Rio Grande do Norte Domingo, 20 de março de 2022
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»ENTREVISTA » MARCELA MONTENEGRO
VICENTE SEREJO SEREJO@TERRA.COM.BR
DIRETORA EXECUTIVA DO INSTITUTO DE PESQUISAS SOCIAIS, POLÍTICAS E ECONÔMICAS (IPESPE)
RAFAEL FURTADO
O
Até quarta, Isabela! Tem dias assim, parecidos com os dias de Guillaume Apollinaire: passam, enquanto a gente vai ficando, ficando... Há sempre um pequeno rio que passa e uma noite que vem, se a vida é assim para os pobres e ricos. No poema, a Ponte Mirabeau é como se fosse a metáfora da vida de cada um. Mesmo um rio pequeno que corre sem nome na sua aldeia, ainda assim a noite vem sem demora, como nos versos célebres, se nele o amor escorre nas suas águas calmas ou turbulentas. Outro dia, procurando um livro que fugiu das mãos, gostei quando os olhos foram cair bem no dorso vermelho de uma velha segunda edição da antiga editora Guararapes, em 1979, que por iniciativa de Paulo Cavalcanti - “O caso eu conto como o caso foi”, lembram? - foi relançado em Recife. E nesta edição é dele o prefácio à carta de Francisco Julião, escrita quando ele estava preso no cárcere desumano da suja e famigerada Companhia de Guardas da 7ª Região Militar, Recife. Cabia a cada comunista preso, descreve Cavalcanti, uma solitária de oito palmos por quatro de largura, com “paredes encrespadas de cimento cru, ponteagudas”. Todas com seu chão úmido, passeio de ratos e baratas, sempre mergulhadas numa treva sem fim, sob o olhar do coronel Hélio Ibiapina de Lima. Um verdadeiro Torquemada que, em nome das Forças Armadas, num delírio de terror, imaginava implantar uma nova inquisição na escuridão das terríveis madrugadas de horror. Sim, o livrinho. Até 1979, era comum vê-lo nas mãos de pouquíssimos leitores, de tão raro e desejado. Mas, saiu uma nova edição, em plena repressão, prefácio de Paulo Cavalcanti. É desse tempo o exemplar que existe aqui. A primeira edição é da Civilização e Cultura, 1971. Nesta, a capa é ilustrada com o retrato - como se fosse xilogravura - nos traços de um artista de nome Raudinez. E conserva a epígrafe: “Minha paisagem será madrugada sem você”, de Ivan Toptard.
“Até quarta, Isabela” é a carta que Francisco Julião escreveu na prisão, em 1964, preso por liderar as Ligas Camponesas. Paulo Cavalcanti, no prefácio, não força a comparação, como se fora uma obra literária, ao grito de dor célebre e universal de Dostoievski, em “Recordações da Casa dos Mortos”. Embora faça a citação, assim como lembra “a acre reação de Graciliano Ramos nas suas “Memórias do Cárcere”, mas afirma que “iguala-se em humanismo” às cartas de Frei Beto. Ele começa assim a carta a Isabela, sua filha, que iria conhecer no cárcere, aos dois meses de vida: “Esta é uma carta de amor, somente de amor, que te escrevo do cárcere, na esperança de que um dia, daqui a dez anos, já possas lê-la e entendêla no seu conjunto e em cada uma de suas partes. É uma carta longa como nenhum pai escreveu jamais a uma filha que tem como tu, dois meses de vida”. Julião foi enterrado vivo e suas cinzas desapareceram, como a lenda de um mártir.
PALCO RISCO - Tem petista subestimando o destino do relatório da CPI que, agora, chegará às mãos do procurador Augusto Aras, em Brasília. Pode não ser nada, mas pode provocar um barulho intenso.
ELOGIO - O pró-reitor de extensão, professor Graco Viana, vai levar ao reitor a proposta da UFRN assumir a edição crítica do ‘Livro de Poemas’ de Jorge Fernandes, marca do modernismo.
AVISO - Só o limite do calendário
NOTAS - A edição crítica é de
ESTILO - O prefeito Álvaro Dias só tem uma prioridade inegociável nas eleições deste ano: eleger o filho Adjuto Dias Neto a deputado estadual para representá-lo na Assembleia. Anotem e cobrem.
POESIA - Do nova-iorquino
eleitoral, imexível, tem força para impor uma data de decisão ao deputado Ezequiel Ferreira. Pode ser candidato a govenador, mas, também renovar o mandato.
Humberto Hermenegildo, resultado de um longo, sério e dedicado trabalho de anotações e observações críticas que o livro-ícone de Jorge Fernandes nunca teve antes. Charles Reznikoff, em ‘Spinoza’, tradução de André Aubert: “Deus não odeia nem ama, não tem prazer nem dor; / se fosse para Deus odiar ou amar, não seria Deus”.
GORDOS - DeunaFolha:BB,Bra- RUÍNAS - De Nino, o filósofo medesco, Itaú, Unibanco e Santander, somados, tiveram um lucro de R$ 81,6 bilhões em 2021. O maior desde 2006. Só os bancos venceram a peste do Coronavírus.
lancólico do Beco da Lama, olhando a usinagem das letras na província de Câmara Cascudo: “A literatice cada dia ameaça mais a qualidade da nossa literatura”.
••• CAMARIM ••• FORÇA - Os defensores da candidatura de Ezequiel Ferreira cobram do deputado uma decisão que não é fácil na visão de alguns dos seus amigos: encontrar uma razão defensável para romper com a governadora Fátima Bezerra, de quem é aliado desde o segundo turno das eleições de 2018.
EFEITO - Além da construção de uma justificativa que não será das mais fáceis, o presidente da Assembleia indicou os secretários da agricultura e da segurança e algumas dezenas de cargos em vários municípios de suas bases no Estado. O fruto da parceria que funciona há mais de três anos. ALIANÇA - Para os observadores, se o PSDB teve espaços generosos no governo, é também um fato inegável o ganho político do governo ao aliar-se aos tucanos que, embora divididos ao longo da gestão foi, ao mesmo tempo, o principal apoio da governadora na garantia da governabilidade.
Sistema Tribuna de Comunicação está se associando a um dos mais respeitados institutos de pesquisa do País, o Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas), que este ano completa 36 anos de atuação na área de pesquisas de opinião pública e mercado, para divulgar, com exclusividade, o cenário das intenções de voto para as eleições de 2022, de forma absolutamente transparente e com alta credibilidade. A pesquisa será a primeira de uma série, até outubro, e trará além das intenções de voto dos eleitores para governador do Estado, presidente e senador, indicadores relativos ao desempenho das gestões do governo do Estado e do governo federal, e a assuntos de interesse mais conjuntural. Para explicar a parceria, Marcela Montenegro conversou com a Tribuna do Norte. Segundo ela, nesse ano, o que as pesquisas vêm mostrando é que “as pessoas não estão muito dispostas a risco, a escolher nomes absolutamente desconhecidos”. As pesquisas, disse ela, “têm mostrado que, nessa eleição, o atributo experiência de ter o que mostrar, de ter um currículo, de ter elementos na biografia do candidato que tem mais segurança para as pessoas, até o momento, pelo que a gente tem acompanhado das pesquisas, vai ter um peso relevante nessa eleição”. Confira.
Primeiramente muito obrigado por você conceder essa entrevista pra falar sobre essa parceria estabelecida pelo Sistema Tribuna de Comunicação e pelo Ipespe. Eu iniciaria a nossa entrevista pedindo para a senhora dar uma visão geral do que é o Ipespe, da área da atuação e há quanto tempo atua, pra o nosso leitor ter uma noção do que é essa parceria, do que isso representa por favor...
O Ipespe este ano completa trinta e seis anos de atuação. Nós somos um dos mais respeitados institutos de pesquisa no país em função dessa longevidade e também obviamente dos resultados que a gente vem apresentando ao longo de todo esse período. Nós realizamos pesquisas de opinião pública e mercado e nessa categoria de opinião pública, pesquisas políticas eleitorais, pesquisas sobre políticas públicas, avaliação de gestões, estudos socioeconômicos, estudos institucionais, enfim, temas diversos, de interesse da agenda da sociedade brasileira e dos diversos estados. Ao longo desses trinta e seis anos, o Ipespe realizou pesquisas em todos os municípios brasileiros rigorosamente. Nossa atuação é uma atuação nacional, nós temos capilaridade de equipe para a realização de pesquisas, tanto com amostras nacionais como amostras estaduais e municipais de norte a sul. Realizamos pesquisas com as mais diferentes e mais atualizadas metodologias qualitativas e qualitativas, aí incluídas as pesquisas com mobile ou WhatsApp e pesquisas online, além das metodologias mais recorrentes de pesquisas quantitativas face a face, telefônica e também as pesquisas qualitativas grupos focais e entrevistas em profundidade. É importante inclusive salientar que fomos pioneiro na realização de trekings telefônicos pra campanhas eleitorais, um dos primeiros a utilizar essa metodologia de entrevistas telefônicas. Hoje, inclusive em função da pandemia a gente ampliou isso também para entrevistas home office, além das nossas centrais telefônicas. Então a gente tem uma larga experiência também em pesquisas telefônicas com equipe multidisciplinar. Essa equipe tem um perfil bastante diversificado?
Sim. No nosso quadro de pesquisadores e de analistas nós contamos com pessoas da área de estatística, de economia, de comu-
Tribuna e Ipespe fazem parceria para pesquisa eleitoral « OPINIÃO » Pesquisa será a primeira de uma série, até outubro, e trará, além das intenções de voto do eleitor, indicadores relativos ao desempenho das gestões
Essa parceria, onde os parceiros têm credibilidade no mercado, são parceiros que já atuam há muito tempo e que têm condições de trazer com segurança essas informações para que as pessoas se sintam mais seguras, é muito importante.”
nicação, de sociologia, ciências políticas, psicólogos, enfim, é uma equipe com um perfil bastante diversificado, que dá uma visão bastante ampla sobre diferentes pontos de vista dos resultados e das análises. Hoje, realizamos pesquisas pra grandes empresas, grandes marcas e grandes instituições do país inteiro. São nossos clientes associação de bancos, a Vale, Banco Itaú e FGV, a Fundação Getúlio Vargas. Fizemos várias coisas em conjunto na área de mercado e varejo, indústria e serviços e nessa área institucional também. Na área jurídica, a gente também tem uma expertise importante com vários trabalhos realizados pra associação de magistrados brasileiros e algumas associações de magistrados estaduais como exemplo a Associação de Magistrados de São Paulo, e também pesquisas de comunicação, ajudando a orientar estratégias de comunicação. E nós temos ao longo desses anos também uma prática recorrente de parcerias com veículos de comunicação para divulgação de pesquisas em períodos de campanha eleitoral. É como essa parceria que nós estamos estabelecendo com a Tribuna, para a divulgação de estudos na campanha desse ano, de agora até o período da campanha propriamente. O Ipespe também realiza uma série de estudos para o terceiro setor em parcerias. Nós temos diversos convênios com universidades nacio-
nais e internacionais para estudos socioeconômicos, entre elas, a Universidade Minas, a própria cidade de Pernambuco e universidades de fora. Acabamos inclusive de estabelecer um convênio com a Universidade de Lisboa. Então, temos também essa atividade muito frequente em termos de estudos de ciências sociais para entender o que é que pessoas estão pensando, pra onde caminha a opinião pública, quais são os principais posicionamentos, opiniões e atitudes em relação a temas presentes na agenda da sociedade. Qual a importância dessa pesquisa eleitoral que o Ipespe fará para a Tribuna do Norte?
Veja, a pesquisa é de grande relevância porque ela é exatamente uma prestação de serviços à sociedade com a informação sendo divulgada e acessível pra sociedade como um todo, ou seja, a população vai poder acompanhar como é que o eleitor está pensando, qual é a sua intenção de voto, qual é a influência dos apoios, qual é a expectativa em relação a eleição, a imagem dos candidatos, qual é a agenda que esse eleitor traz para os candidatos. Enfim, as diversas variáveis da campanha eleitoral vão estar sendo acompanhadas através dessas pesquisas e a sociedade vai poder, através da divulgação e da análise do instituto, ter acesso a essas informações de forma absolutamente transparente e com resultados que têm credibilidade para que eles possam ir acompanhando, e não ter só conhecimento do que ele próprio pensa da eleição, mas o que o conjunto do eleitorado pensa, como imagina votar em outubro. Para a eleição deste ano que a gente tem uma expectativa de muita polarização e, também se fala muito em fake news. Como é que você avalia o fato de um jornal local se associar a um dos maiores institutos de pesquisa do País pra entregar esse serviço a população do Estado?
Vejo, com bastante, com bastante alegria, essa preocupação, essa postura de um veículo de relevância, do ponto de vista de informação, buscar uma parceria com o instituto que está no mercado já há mais de trinta anos e que também tem bastante credibilidade. Então, é uma parceria que vai agregar ainda mais cre-
dibilidade a esses resultados e de forma bastante transparente. De novo saliento esses dois aspectos, transparência e credibilidade, pra que as pessoas saibam que terão acesso a informação de fato confiável. Porque como você bem falou, nesse período de fake news muita informação vai estar circulando. Muitos dados vão estar circulando de pesquisas, de enquetes, então é até preocupante, às vezes, porque o eleitor é bombardeado. Então, essa parceria, onde os parceiros têm credibilidade no mercado, são parceiros que já atuam há muito tempo e que têm condições de trazer com segurança essas informações, para que as pessoas se sintam mais seguras, é muito importante. Só pra gente dar uma noção para o leitor e para quem vai nos ver também, ao fazer essa parceria a Tribuna se junta a um grupo seleto de jornais do Brasil, como o Valor, que também tem essa parceria com vocês?
É verdade, nós já fizemos vários projetos anteriormente com o jornal Valor Econômico para divulgação de pesquisas nacionais e também mais recentemente em São Paulo. E isso país afora. Estamos começando inclusive a estabelecer algumas parcerias com outros grupos de comunicação e jornais em outros estados que têm exatamente esse interesse em poder oferecer aos leitores informações seguras e confiáveis, a partir de pesquisas que têm credibilidade porque como você também bem lembrou a gente vai ter esse ano eleições bastante quentes. Em alguns casos, muito polarizadas e com ânimos bastante acirrados, em algumas situações. Então é importante que as pessoas observem onde elas estão buscando as informações, quais são os meios que elas estão utilizando para se manterem informadas, para poderem tomar suas decisões, seja do ponto de vista de veículos de comunicação, seja do ponto de vista das empresas de pesquisa que vão estar divulgando esses dados.
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‘O atributo experiência terá peso relevante nessa eleição’
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geral
Natal • Rio Grande do Norte Domingo, 20 de março de 2022
INFORME PUBLICITÁRIO
Agricultura Familiar: Saúde vai investir R$ 8 milhões em aquisição de alimentos « HOSPITAIS » Aquisição de gêneros alimentícios para a rede hospitalar estadual é mais uma aposta do Governo do RN para estimular o desenvolvimento rural do RN. Edital prevê R$ 8 milhões em compras
“F
ico feliz que o Pecafes esteja se fortalecendo como uma política pública que está contribuindo para promover o desenvolvimento rural sustentável do Rio Grande do Norte, garantindo a soberania alimentar para o nosso povo, gerando emprego e renda e, a partir de agora, ofertando alimentos saudáveis para quem mais precisa de saúde”, afirmou a governadora Fátima Bezerra. Na manhã da segundafeira (14), ao anunciar o Edital nº 02-2022 lançado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), a chefe do executivo estadual confirmou a previsão de recursos na ordem de aproximadamente R$ 8 milhões para aquisição de alimentos produzidos por agricultores e agricultoras familiares, que irão compor os cardápios da rede hospitalar estadual. O evento, realizado no Auditório da Governadoria (Centro Administrativo do Estado), contou com a presença de representantes dos agricultores e das agricultoras que fornecerão para o Estado. A professora Fátima Bezerra, que sancionou a Lei Estadual nº 10.536/2019 (de autoria da deputada estadual Isolda Dantas), instituindo no seu primeiro ano da gestão o Programa Estadual de Compras Governamentais da Agricultura Familiar e Economia Solidária – Pecafes, destacou a importância que o Governo do RN tem no processo das compras governamentais principalmente no aspecto do acesso à legislação e também na logística. “É muito importante a participação das cooperativas. Estamos dando um passo inovador dentro de uma política que está sendo exemplo nacional em compras governamentais. Esse edital vai mobilizar R$ 8 milhões em compras, é uma cifra bastante expressiva. Temos a segurança de estarmos somando ações exitosas, como a experiência do PNAE [Programa Nacional de
SANDRO MENEZES
SANDRO MENEZES
Edital foi lançado pela governadora em evento com representantes da agricultura familiar
Estarmos dando um passo inédito, para que se concretize o nosso desejo de levarmos alimentação saudável para a rede hospitalar estadual gerida pela Sesap” FÁTIMA BEZERRA Governadora do Estado
Alimentação Escolar], o programa de aquisição de cestas via Sethas, e entrando para o universo dos restaurantes populares”, contextualizou. “Estarmos dando um passo inédito, para que se concretize o nosso desejo de levarmos alimentação saudável para a rede hospitalar estadual gerida pela Sesap”, completou Fátima. A iniciativa de abastecer a cozinha dos hospitais com alimentos produzidos pela agricultura familiar partiu da Secretaria de Estado da Saúde Pública – Sesap, em articulação com a Secre-
taria do Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar – Sedraf. O presente edital, publicado na edição do dia 08 de março de 2022, do Diário Oficial do RN, vai abastecer 27 unidades administradas pela secretaria, incluindo os 12 hospitais da rede estadual. Para se ter uma dimensão do que isso representa, no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel são servidas diariamente 2.500 refeições para pacientes, acompanhantes e servidores, o que significa uma média mensal de 75 mil refeições preparadas no maior hospital de urgência e emergência do RN. Na avaliação do secretário de Estado da Saúde Pública, Cipriano Maia, o edital representa um avanço importante para a gestão. "Nós vamos racionalizar o uso do dinheiro público, melhorar o abastecimento, pois os hospitais e demais unidades espalhadas pelo estado vão receber os alimentos produzidos na região, e, principalmente, passar a oferecer refeições com um valor nutricional ainda melhor, de produtos naturais e com muita qualidade da agricultura familiar", destacou Cipriano Maia.
Hospital Walfredo Gurgel serve diariamente 2.500 refeições
Aquisição somará 1,74 mil toneladas A primeira compra de produtos da agricultura familiar para os hospitais e demais unidades deverá corresponder ao percentual mínimo de 30% do total de itens adquiridos pra compor as refeições servidas nas unidades. O Edital nº 02-2022 credenciará cooperativas e associações e vai priorizar assentamentos da reforma agrária, comunidades tradicionais indígenas e quilombolas. No total, esta aquisição pode chegar a 1.746.783 quilos de alimentos saudáveis, ou seja, 1,74 mil toneladas em produtos da agricultura familiar no período de um ano. É a primeira vez que o Governo do Estado vai adquirir produtos da agricultura familiar para abastecer as suas unidades hospitalares, conforme pontuou o titular da Sedraf, Alexandre Lima. “Já me perguntaram diversas vezes se a agricultura familiar tem condições de fornecer para o Estado e respondemos mostrando a evolução do Pecafes no PNAE e na aquisição de alimentos para cestas básicas. De 2019 a 2021,
NÚMERO
1.746.783 quilos de alimentos saudáveis, ou seja, 1,74 mil toneladas em produtos da agricultura familiar no período de um ano.
aumentamos o percentual de compras para a alimentação escolar de 27% para 48% de alimentos da agricultura familiar. Isso representa um volume de recursos, em três anos, de R$ 22 milhões”, afirmou. Além da robusta cifra investida em kits de alimentos para os 216 mil estudantes da rede pública estadual, o Pecafes representou a aquisição de quase R$ 3 milhões em cestas básicas, durante a pandemia, para pessoas em situação de vulnerabilidade social. O gestor também citou o investimento realizado pela Fundação Banco do Brasil ao ter adquirido 5 mil cestas, e anuncia-
do a aquisição de mais 7,5 mil, gerando um “círculo virtuoso”, ou seja, o estado dando exemplos ao fortalecer e valorizar a agricultura familiar com compras públicas. “É um marco muito importante pelo qual estamos passando. Aproveito a ocasião para agradecer a Fapern, que tem um corpo de pesquisadores atuando nesse processo de transição, e à Sesap, pela brilhante iniciativa”, destacou Alexandre. Presentes à solenidade, o agricultor Joseilson Medeiros, da Organização das Cooperativas do Estado do RN (OCERN); o cooperativista Ruberlânio Franco, representando a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), e o vereador João Cabral (São Paulo do Potengi), representando a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do RN (Fetraf), afirmaram que o programa vai estimular os homens e as mulheres do campo a produzirem mais, fortalecendo a agricultura familiar. ELISA ELSIE
Governo inaugura Central do Cidadão em Ceará Mirim « SERVIÇOS » Unidade terá serviços ampliados com a Delegacia da Mulher. Essa é a 16ª Central do Cidadão inaugurada desde 2019
O
Governo do Estado dá continuidade ao Programa Central do Cidadão com a construção de novas sedes e reformas nas unidades próprias para melhorar o atendimento e a qualidade dos serviços públicos já prestados e agregar novos serviços para a população do Rio Grande do Norte. Nesta sexta-feira (18), a governadora Fátima Bezerra inaugurou a Central do Cidadão no município de Ceará-Mirim. A unidade é de médio porte, vai atender os 74 mil moradores daquela cidade e também dos municípios vizinhos como Maxaranguape, São Gonçalo do Amarante, Extremoz, Ielmo Marinho, Taipu e Pureza. "Nosso Governo trata com muito carinho o programa Centrais do Cidadão. Elas reúnem um conjunto de serviços públicos para atender a população em um só lugar, com conforto, bom atendimento, dignidade e facili-
UNIDADES Centrais do Cidadão inauguradas no Governo atual: 1. Natal / Alecrim – setembro 2021 2. Santa Cruz – setembro 2021 3. Macau – agosto 2021 4. Caicó – agosto 2021 5. Alexandria – julho 2021 6. Nova Cruz – julho 2021 7. São José de Mipibu – setembro 2020 8. Assú – outubro 2019 9. João Câmara – agosto 2019 10. Currais Novos – julho 2019 11. Apodi – julho 2019 12. Pau dos Ferros – julho 2019 13. São Gonçalo do Amarante – julho 2019 14. Caraúbas – 2019 15. São Paulo do Potengi – 2019
tam a vida das pessoas", afirmou a governadora Fátima Bezerra. A Governadora anunciou, no ato da inauguração, que a Central vai ganhar uma Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM). "Em 2019 só haviam quatro DEAMs em todo o Estado. Vamos instalar mais sete em todas as regiões, uma delas aqui em Ceará-Mirim", disse, ressaltando a importância do combate à violência contra a mulher. Além da DEAM o município também vai ganhar uma Delegacia de Homicídios. "Serão três delegados e suas equipes atuando em Ceará-Mirim, o que vai melhorar muito a segurança pública", pontuou Fátima Bezerra que ainda lembrou a ampliação da estrutura da Polícia Militar com a instalação do batalhão. O secretário de Metas, Gestão de Projetos e Relações Institucionais (Segri) e coordenador do programa Governo Cida-
Unidade é de médio porte e tem capacidade para atender os 74 mil moradores do município
dão, Fernando Mineiro disse que "por determinação da Governadora Fátima Bezerra estamos organizando a gestão e entregando equipamentos como este. Quando assumimos em 2019 o prédio estava incompleto, com problemas de infiltrações e não tinha habite-se. Foi preciso acionarmos a empresa
construtora e refazer contratos. Aqui o investimento foi de R$ 2,2 milhões com recursos do empréstimo ao Banco Mundial dentro do programa Governo Cidadão", informou. O gerente da Central em Ceará-Mirim, Renato Martins ressaltou a qualidade das instalações: "agora temos um am-
biente de trabalho à altura das necessidades da população, atendimento com conforto, eficiência, tecnologia e segurança para o usuário. Prestamos um serviço de excelência e atendemos não só a população de Ceará-Mirim, mas também dos demais municípios da região do Mato Grande".
Natal - Rio Grande do Norte Domingo, 20 de março de 2022
geral “Eu não sou adversário de Lula. Lula é candidato a Presidência, eu sou candidato a governador do Estado. Meus oponentes são candidatos ao governo da Bahia. O eleitor não quer ver seu candidato a governador em rixa com o candidato a presidente.” De ACM Neto candidato a Governador da Bahia pelo União Brasil
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VIV ODA R A CASSIANO ARRUDA CÂMARA
Rogério Marinho se despede quarta-feira
Setor elétrico do RN não parou de crescer
A despedida de Rogério Marinho, do Ministério de Desenvolvimento Regional, está sendo em alto estilo, para terminar com o povo na rua participando da inauguração de benefícios que ele trouxe para seu Estado. Começou sexta-feira e vai até a próxima sexta. Com a presença do Presidente da República, Jair Bolsonaro, Rogério estará na cidade de Parnamirim participando da inauguração da ampliação do serviço de VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) da Rede Ferroviária do Nordeste. No futebol, a obra de Marinho, que é ABC, viabiliza a Arena do Dragão (estádio Desembargador José Rocha), o estádio do América, que ganha novo acesso: VLT e acesso por trem a Japecanga e uma estação exclusiva. Será o último ato de Marinho antes de deixar o Governo para ser candidato a Senador.
Em plena pandemia, no ano de 2021, o setor elétrico não parou de crescer no Rio Grande do Norte. Levantamento do Instituto SENAI contabilizou um crescimento da ordem de 19%. O mesmo documento comprova que o Rio Grande do Norte foi responsável por 40% da produção eólica de todo o país no ano passado. Mantem-se a perspectiva do RN trazer na sua matriz elétrica, entre solar e eólica, grandes possibilidades de continuar o maior produtor nacional.
Viúva lança cinzas do salineiro que virou sal Edite, casada com Francisco Souto por mais de 70 anos, foi quem lançou as cinzas dele na salina que tem o seu nome no meio das “águas mães”, origem do sal marinho, numa singela solenidade, ocorrida no último sábado, num ato de verdadeira alquimia do amor. Souto escolheu esse destino para o seu corpo físico determinando a sua cremação e a viúva cumpriu seu último desejo. Tratase de significativa demonstração de amor ao que fez durante toda uma vida (sem precedentes conhecidos). O ato aconteceu no município de Grossos. - Soutinho foi Presidente do Sindicato da Indústria Salineira do RN por 67 anos.
Jornalismo do RN não liga para sua memória Na semana da morte do renovador do jornalismo do RN, Walter Gomes (renovação desenvolvida há 50 anos nesta Tribuna do Norte), felizmente o professor Geraldo dos Santos Queiroz (ex-reitor da UFRN, exdeputado Estadual e integrante da primeira turma da Faculdade de Jornalismo Eloy de Souza) conclui um livro indispensável para a preservação do conjunto desta memória. Uma biografia do editor Carlos Lima, também Secretário de Imprensa do prefeito Djalma Maranhão, em 1964. A ação pessoal de Geraldo é um refrigério de preservação. A Fundação José Augusto parece ter vergonha de ter criado a segunda Faculdade de Jornalismo do Brasil (não tem uma só placa registrando os grandes movimentos de combate à ditadura naquele ponto de resistência). A UFRN, que recebeu a Faculdade, como um curso isolado, não demonstra interesse em conhecer sua história, preservá-la ou divulga-la; e ainda parece ter raiva de quem sabe, desde que afastou os professores locais substituídos por doutores desempregados importados do sul maravilha.
Secretários de Fátima arrumam as gavetas No Governo do Estado, vários secretários já arrumaram as gavetas para deixarem os cargos que ocupam. Dia primeiro de abril (verdade), deixam os cargos em comissão que ocupam para serem candidatos: Fernando Mineiro, Jaime Calado, Júlia Arruda, Pedro Lopes (Controlador Geral), a assessora técnica da Potigás, Samanda Alves, Márcia Maia, presidente da Agência de Fomento, mais o Guilherme Saldanha e coronel Francisco Araújo, indicados pelo Presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira de Souza.
Eleição importante no sindicalismo patronal Convocada a eleição para a renovação da Diretoria, Conselho Fiscal e Delegados representantes junto à Confederação Nacional. Eleição tranquila, dia 29 de abril, com Marcelo Queiroz continuando no comando do processo.
Canguleiros se movimentam para cantar no bairro das Rocas Desde Café Filho que um canguleiro (comedor de cangulo peixe pequeno, de baixo valor) não movimenta tanto o bairro das Rocas como o Professor Doutor Ciro Pedroza que está com um livro pronto “Uma história das Rocas” que será lançado no emblemático 31 de Março, no Themis Bar, na sede do América, que já foi chamada de Babilônia. O livro já está em pré venda, no Sabo Vermelho, custa uma nota de R$ 50 com direito a delivery.
Universidade vai gerar a sua própria energia A Universidade Federal começa a gerar a sua própria energia, com uma primeira usina fotovoltaica (solar), com capacidade de 94.394 kWj/ano, equivalente para abastecer 40 residências. A usina tem potência nominal de 50 kW, composta por 125 módulos de 400W, provocando uma economia anual para a instituição de R$ 25 mil já no primeiro ano. É o início.
C&A deixou o Grande Ponto como vítima do efeito Kodak Efeito Kodak é aquele nominado desta forma pois a empresa, líder absoluta no negócio de fotografias convencionais – e apesar de ter criado o modelo digital -, demorou para “disruptar” seu próprio negócio pelo apego ao lucrativo modelo tradicional e foi “atropelada” pelo modelo digital dos novos entrantes. Tal efeito que chegou ao varejo mundial na pandemia e com uma organização internacional aportou em Natal: “A C&A confirma o encerramento da operação da sua loja localizada na Avenida Rio Branco, continuando com quatro unidades no RN.” Na esquina na avenida Rio Branco e rua João Pessoa, a C &A ocupava o lugar do Café Grande Ponto que deu o nome ao Centro de Natal, e depois Galeria Alcazar (foto antiga do local). Área que será toda revitalizada com um super calçadão ligando a antiga à Nova Catedral de Natal a ser concluído em setembro próximo.
Natal realiza Conferência da juventude para emponderar A 3ª Conferência Municipal da Juventude foi convocada para o dia 9 de abril com o objetivo de atualizar a agenda dos jovens para para o desenvolvimento de Natal dentro do tema “Empodera Jovem”. Em ano de eleição, a Conferência pode ser uma porta aberta para a política.
O PDT de Carlos Eduardo perdeu quatro vereadores em Natal: Paulinho Freire, Felipe Alves, Aldo Clemente e Robson Carvalho. Quinta-feira vai ter um “Campus-Tour’ para apresentar o Campus Central da UFRN, aos alunos que entraram em 2021/2022. Completa 106 anos, hoje, da inauguração da pavimentação do último trecho da avenida Rio Branco, em Natal. O maior prejuízo de não ter carnaval foi da Ecad. Deixou de arrecadar 62% de direitos autorais por música tocada. Sandra Rosado voltou a Mossoró curada de um câncer diagnosticado em 2021. Aquecendo os tamborins para a campanha eleitoral. Mais um recorde: 11.75% de taxa de juros no Brasil, a mais alta em cinco anos. Vivo fosse, o depurado Antônio Florêncio de Queiroz, completaria, hoje, 94 anos de idade. A reportagem, “O Salineiro que virou Sal”, publicada pela TN no domingo, é do repórter Felipe Salustino. Viva o repórter de jornal. O Museu Câmara Cascudo amplia o horário de atendimento ao público. Está funcionando nas tardes de sábado. É só agendar. Confecções Guararapes tem assembleia, dia 30, para atualização dos seus estatutos. Super dupla do jornalismo popular na Tropical, na próxima semana, cada qual no seu quadrado: Papinha e Alanzinho do Povo. O DER solicitou licença ambiental para pavimentar a estrada São Miguel GostosoPraia do Marco, no Litoral Norte. Para os analistas locais , Mossoró tem 14 candidatos com chances na eleição. Dez candidatos a Deputado Estadual e quatro a Federal. Há 95 anos chegava a Natal a primeira esquadrilha de aviões anfíbios (Catalinas) comandada pelo major americano Herbert A. Dargue. A deputada Natália Bonavides (PT-RN) não quer acordo com os Alves do MDB, nem os do PDT. Ela disse isso em Mossoró. Depois de dois anos, a UERN volta, amanhã, com aulas presenciais. iPhone SE – “baixo custo” - da Apple chegará ao Brasil a um custo de R$ 4,2 mil (US$ 430 nos Estados Unidos). Joel Santana (o Joel Natalino beque do América nos anos 1970) pode ser novidade na política do Rio; candidato a Deputado pelo PSDB. Mesmo com todos os controles, o número de mortos por Coronavírus no Brasil, é igual a lotação de um Boeing ou um Airbus todo dia. Hoje é o Dia Internacional da Felicidade. E Dia do Contador de Histórias. O Corpo de Bombeiros Interditou a construção de todo um edifício na Cidade Satélite, por não cumprir os dispositivos de segurança.
Gestores da educação do RN organizam um Fórum Os dirigentes municipais de Educação do RN convocaram o 9º Fórum Estadual Extraordinário dos Dirigentes Municipais (UNDIME/RNA) a se realizar dias 6, 7, 8 de abril, no Hotel Holiday Inn. Como estamos em ano de eleição, os mestres colocam seu time em campo na hora certa.
RN tem 2ª gasolina mais cara do país « INFLAÇÃO » Após aumento do preço dos combustíveis pela Petrobras, pesquisa da Agência Nacional do
Petróleo mostra que o RN tem a segunda gasolina mais cara do país. Pesquisa foi feita entre 13 e 19 de março
O
Rio Grande do Norte é o segundo estado na lista da gasolina mais cara do Brasil. A nova pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleto, relativa aos dias 13 a 19 de março, mostra que a situação do motorista potiguar na hora de abastecer com o combustível só é melhor que a do piauiense. No RN, o preço médio da gasolina ficou em R$ 7,921 nesta semana, enquanto que no Piauí foi de R$ 7,992. O estado do Amapá foi o de menor preço médio, com R$ 6,279. Porém um posto de gasolina paulista vendeu a gasolina mais barata do País na semana, a R$ 5,899. Já o mairo preço encontrado foi no Rio de Janeiro, a R$ 8,399. No Rio Grande do Norte, a pesquisa observou preços de 58 postos de combustíveis espalhados pelas cidades de Natal, Mossoró, Parnamirim e Caicó.
ALEX RÉGIS
O preço médio mínimo foi encontrado em Caicó, de R$ 7,564. O maior valor médio cobrado pelo litro da gasolina foi em Parnamirim, de R$ R$ 7,975. Entre os postos, o que apresentou o menor preço foi em Mossoró, de R$ 6,84. Já o preço máximo, de R$ 7,99, foi observado tanto em postos de Natal como de Parnamirim. A Petrobras divulgou nota nesta sexta-feira (18) em que afirmou que só decidiu pelo megarreajuste nos combustíveis no final da semana passada "após serem observados preços em patamares consistentemente elevados". No último dia 11, com a disparada dos preços internacionais do petróleo, a Petrobras reajustou o preço da gasolina em 18,7%, e o do diesel, em 24,9%. Já o gás de cozinha ficou 16,1% mais caro. O preço do barril tem apre-
sentado forte volatilidade devido à guerra na Ucrânia, às sanções comerciais à Rússia e à nova onda da covid na China. Nos primeiros dias desta semana, houve quedas, com o barril voltando a ser vendido abaixo de US$ 100, mas, no final da semana, o preço do barril voltou a se valorizar Bolsonaro e os presidentes da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), cobraram publicamente a estatal para que reduzisse os preços. Na nota de ontem, a Petrobras diz que, "nos últimos meses, o mercado internacional de petróleo vem enfrentando elevada volatilidade, tendo a covid19, seus impactos e incertezas, como pano de fundo. Mais recentemente, as tensões geopolíticas na Europa adicionaram mais uma componente de volatilidade".
"Em um primeiro momento, apesar da disparada dos preços internacionais, a Petrobras, ao avaliar a conjuntura de mercado e preços conforme governança estabelecida, decidiu não repassar de imediato a volatilidade, realizando um monitoramento diário dos preços de petróleo. Somente no dia 11 de março, após serem observados preços em patamares consistentemente elevados, a Petrobras implementou ajustes nos seus preços de venda às distribuidoras de gasolina, diesel e GLP (gás de cozinha)", afirmou a companhia. Segundo a empresa, os valores aplicados naquele momento, apesar de relevantes, refletiam somente parte da elevação dos patamares internacionais de preços de petróleo, que foram fortemente impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia. "Nos últimos dias, observa-
Gasolina mais barata do Estado foi encontrada em Mossoró
mos redução dos níveis de preços internacionais de derivados, seguida de forte aumento no dia de ontem. A Petrobras tem sensibilidade quanto aos impactos dos preços na sociedade e man-
tém monitoramento diário do mercado nesse momento desafiador e de alta volatilidade, não podendo antecipar decisões sobre manutenção ou ajustes de preços", afirmou.
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política
Natal • Rio Grande do Norte Domingo, 20 de março de 2022
»ENTREVISTA » MARCELA MONTENEGRO DIRETORA EXECUTIVA DO INSTITUTO DE PESQUISAS SOCIAIS, POLÍTICAS E ECONÔMICAS (IPESPE)
RAFAEL FURTADO
A
o falar à TRIBUNA do NORTE, Marcela Montenegro explicou os fundamentos mais importantes para uma pesquisa ter validade, credibilidade e confiabilidade. É preciso, segundo ela, ter critérios científicos e rigorosos, da elaboração do questionário ao trabalho de campo e análise dos dados, para que se tenha resultados confiáveis. Confira.
No momento de fazer uma pesquisa, o que é fundamental para que ela tenha sucesso, para que ela tenha essa credibilidade que você falou?
Veja, tem alguns pressupostos que são básicos numa pesquisa que se presta a ter rigor científico. Para que a pesquisa tenha validade, explicando de uma forma bem simples, ela precisa em primeiro lugar representar o eleitorado, como é uma pesquisa amostral precisa ser representativa das características do universo real, ou seja, se numa determinada população existe cinquenta por cento de mulheres, cinquenta por cento de homens, então é essa representatividade que precisa estar na amostra. Por exemplo, se você tivesse vinte por cento de mulheres e oitenta por cento de homens, eu já teria aí uma distorção. Então, o ponto de partida é você ter uma amostra que seja representativa do universo de eleitores. E obviamente que, pra isso, existem equipes de estatísticas que fazem os cálculos amostrais e fazem a distribuição das entrevistas, conforme essa amostra, essa distribuição por cotas de sexo, de idade, de instrução e essa distribuição espacial porque os diversos municípios do Estado precisam estar contemplados com o peso que o eleitorado tem em cada um deles. Então, por exemplo, no caso do Rio Grande do Norte, o peso que Natal tem no eleitorado é o peso que vai ter no número de entrevistas, pra que haja essa representatividade. Então, respondendo a sua pergunta a gente tem uma fase de planejamento que é uma fase muito importante que é exatamente o planejamento do tamanho da amostra, da distribuição das entrevistas diversas categorias demográficas e a distribuição nos municípios no caso de uma pesquisa estadual, como é essa que faremos com a Tribuna. Outro ponto bastante relevante nesse momento de planejamento da pesquisa é a elaboração do questionário. Por mais simples que pareça você perguntar em quem as pessoas vão votar, ele precisa respeitar alguns critérios técnicos como por exemplo o ordenamento das perguntas. A ordem do questionário tem grande importância...
Sim, você imagina eu construir um questionário em que eu tenha uma série de perguntas por viés negativo no início e depois eu faço a pergunta de intenção de voto. Isso cria um desvio, isso cria um viés. E essa preocupação também se estende ao se construir o enunciado das perguntas para que não tenha nenhum tipo de indução. Então, o questionário é um outro ponto fundamental na qualidade da pesquisa. E, depois, obviamente, o próprio trabalho de campo precisa ser muito bem acompanhado, checado. Então, a gente tem a equipe de coordenador, de supervisor. Os pesquisadores vão a campo com tablets, com GPS, pra que a gente possa acompanhar a localização para evitar qualquer tipo de fraude. Então existe todo um acompanhamento desse trabalho de campo, depois esse material retorna e nós vamos fazer toda a parte de consistência, de revisão, do questionário, e de processamento de dados para que depois se chegue aos números e a análise seja de fato confiável. Esse é
‘O atributo experiência terá peso relevante nessa eleição’ « OPINIÃO » Diretora do Ipespe destaca que pesquisas já feitas mostram que o eleitor não está disposto a correr riscos e escolher desconhecidos
Diferentemente de outras eleições, em que as pessoas estavam mais dispostas a arriscar no totalmente novo, nessa eleição, o eleitor vai estar muito preocupado em escolher candidatos que tragam uma segurança maior em termos de gestão.”
Seria até antidemocrático que a sociedade também não pudesse ter acesso a pesquisas e que essa informação ficasse apenas na mão do núcleo das campanhas dos candidatos.”
mais ou menos o fluxo básico da realização de uma pesquisa. Claro que tem uma série de especificidades em cada uma das fases. Mas esse é mais ou menos o andamento das atividades. Desde a fase do seu planejamento, execução e análise final. E com as preocupações que eu coloquei de forma que, no momento da divulgação e da entrega dos resultados, esses resultados sejam confiáveis e sejam representativos da opinião do eleitorado ou do universo que se esteja pesquisando em cada caso. Podemos antecipar como é essa primeira pesquisa que a Tribuna vai trazer? O que ela vai revelar nesse primeiro momento antes do início das convenções?
Na verdade, é um conjunto de pesquisas, ao longo desse período eleitoral, começando por essa primeira. A ideia é que a gente vá acompanhando a evolução das intenções de voto. Claro que essa é uma variável básica em qualquer pesquisa eleitoral, a gente ir acompanhando essa curva de evolução de votos dos eleitores não apenas para governador do Estado, mas também para presidente e para senador. Além disso, algumas questões relativas ao próprio desempenho das gestões do governo do Estado e do governo federal. Além disso, a gente vai buscar em cada edição da pesquisa trazer algumas perguntas de interesse mais conjuntural, um fato interessante que seja importante para as pessoas tomarem conhecimento de como é a opinião pú-
blica, como é que a sociedade está se posicionando ou está enxergando determinadas situações. Então, a gente vai ter sempre um bloco de perguntas conjunturais que possam ser interessantes do ponto de vista da informação para o leitor da Tribuna. Com relação à pesquisa a gente sabe que tem uma influência no voto. Mas eu queria que você fizesse uma análise da pesquisa na influência do eleitor...
É, veja, essa é uma questão que muito se discute. O quanto que as pesquisas influenciam a opinião das pessoas. Na verdade, a pesquisa está devolvendo para a sociedade a informação a respeito da própria opinião. E, sobretudo, a gente acredita que se pesquisa resolvesse uma eleição não precisava nem ter urna. Então, não é esse o caso. Agora, obviamente que é preciso ter cuidado com a leitura dessas pesquisas, é preciso observar que, muitas vezes, os resultados são diferentes porque estão em momentos diferentes ou perguntas diferentes ou têm metodologias diferentes. Então isso pode alterar e gerar diferenças na comparação dos resultados, essa comparação não ser rigorosa, digamos assim. As pessoas precisam estar atentas de quem é o instituto, quem é que está levantando essas informações, se são empresas confiáveis. E como é feita a pesquisa?
O Tribunal (Eleitoral) registra todas as pesquisas divulgadas. Então, é importante haver
por parte de eleitor, enfim, de quem se interessa em acompanhar a eleição e as pesquisas eleitorais vê isso também. No registro da pesquisa está lá quem pagou a pesquisa, está lá a nota fiscal. Está lá qual é o tamanho da pesquisa, como é que foi feita, qual é o controle, o questionário fica lá, tudo disponível para que as pessoas possam ter acesso aos dados. Qual o papel de uma pesquisa independente de partidos?
É importante porque a maioria das campanhas, ao longo do período da eleição, fazem suas próprias pesquisas, e elas têm acesso às informações. Então, seria até antidemocrático que a sociedade também não pudesse ter acesso a pesquisas e que essa informação ficasse apenas na mão do núcleo das campanhas dos candidatos. É importante quem é eleitor também ter acesso a essa informação. É um recurso da democracia no sentido de transparência e de acesso da informação a toda a sociedade. Vocês têm feito pesquisas já em parceria com grandes veículos em outros estados esse ano. O que já se consegue visualizar com relação à eleição, ao cenário eleitoral, eu digo para o Brasil como um todo?
É veja. Eu lhe diria que é um pouco precoce a gente fazer alguma antecipação sobre tudo num ano de eleição que vai ser, me parece, um ano muito dinâmico e com eleições muito diversificadas e até em alguns casos
surpreendentes. A gente tem várias coisas acontecendo esse ano. A gente vem de um período longo de pandemia e ainda estamos vivendo, agora, no cenário internacional essa questão do conflito Rússia e Ucrânia, e tudo isso com impacto sérios na economia global do país e, obviamente, vai se refletir em cadeia. Então, a gente tem diversos fatores para além dos próprios fatores políticos em si, intrínsecos a cada eleição, que podem trazer surpresas e mudanças do quadro de forma muito dinâmica até outubro. Então, é difícil e precoce a gente fazer qualquer avaliação nesse sentido até antes de estarem postas de fato as candidaturas. Mas, tem alguns aspectos que as pesquisas já conseguem nos trazer como sinal de alerta que são recorrentes sejam no país, sejam nos estados ou nos municípios. Como por exemplo o papel que a economia joga nessa eleição. A gente tem, agravado pela pandemia, índices de desemprego, de inflação e, obviamente, os rumos que a economia vai tomar daqui pra frente de melhoria ou de piora vai ter um peso na decisão do eleitor em relação à escolha dos próximos gestores. E, além disso, a gente também tem observado nas pesquisas quantitativas e qualitativas uma demanda grande por candidatos mais experientes. Diferentemente de outras eleições, em que as pessoas estavam mais dispostas a arriscar no totalmente novo. E, muitas vezes, em personagens que eles nem conheciam, basicamente porque tinham determinado apoio ou até por esse sentido da mudança. Nessa eleição, ao que tudo leva a crer, o eleitor vai estar muito preocupado em escolher candidatos que tragam uma segurança maior em termos de gestão. A gente está num momento de retomada da vida das pessoas. Então, as pessoas não estão muito dispostas a risco, a escolher nomes absolutamente desconhecidos. Ou que não tenham o que mostrar. Ou que sejam nomes meramente apadrinhados. As pesquisas têm mostrado que, nessa eleição, o atributo experiência de ter o que mostrar, de ter um currículo, de ter elementos na biografia do candidato que tem mais segurança para as pessoas, até o momento, pelo que a gente tem acompanhado das pesquisas, vai ter um peso relevante nessa eleição. Você teria algo mais a acrescentar sobre essa parceria?
Não, eu acho que falamos de tudo. Agora, é esperar uma expectativa alta em relação a essa parceria. Acho que a gente vai trazer contribuições importantes do ponto de vista de informação pra sociedade do Rio Grande do Norte. Estamos bastante felizes e agradecidos com essa parceria.
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