TRANSPORTES & NEGÓCIOS
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Director Fernando Gonçalves • 23 de Fevereiro de 2009 • Semanal • Ano 10 • Nº120
Iveco vende menos mas lucra mais
MAN teve um ano positivo em Portugal
Pág. 10
Ford Nova Ranger prometida para Genebra
Pág. 10
Pág. 10
RODOVIÁRIO
Antram reclama mais incentivos ao abate de veículos
“Chuva” de milhões transforma os portos de Aveiro e Leixões MARÍTIMO
Pág. 2 e 5
A Antram e o IMTT continuam a debater o plano de incentivos à redução da capacidade no transporte rodoviário de mercadorias. A associação dos transportadores acha que o orçamento de dez milhões de euros previsto no PIDDAC não chega para fazer a diferença. Além disso, sugere mais incentivos às empresas que abatam toda a frota. Mas avisa contra os riscos de abusos e aproveitamentos dos apoios. A celeridade na decisão das candidaturas e no pagamento dos incentivos são outras das propostas avançadas pela Antram. Pág. 8
FERROVIÁRIO
Vigo, Gijon e Nantes juntos nas AE do Mar Pág. 4
Armadores anunciam aumentos no tráfego Europa-E. Oriente Pág. 5
AÉREO
Boeing entrega à Air France o primeiro B777 cargueiro Pág. 8
A PARTIR DESTA SEMANA A CP Carga já pode operar com as novas locomotivas da Siemens, eléctricas e com muito maior capacidade de tracção que as velhinhas diesel da Série 2 500. O investimento, de 100 milhões de euros, visa dotar a prometida futura empresa com capacidade para crescer no negócio da carga ao nível ibérico. Pág. 9
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TRANSPORTES & NEGÓCIOS
Marítimo Aveiro prepara-se para duplicar negócios e chegar aos 8,5 milhões de toneladas em 2015
A inauguração da plataforma logística de Cacia e o anúncio do lançamento do concurso para o prolongamento do molhe Norte foram o pretexto para o Governo fazer, em Aveiro, o balanço dos mais de 242 milhões de euros de investimentos no porto nortenho. O objectivo para 2015 é praticamente duplicar o volume de negócios e acrescentar cinco milhões aos 3,5 milhões de toneladas movimentadas em 2008. Dois anos e 12,1 milhões de euros depois da consignação da obra, a plataforma logística de Cacia está pronta a funcionar. Trata-se de uma plataforma de base ferroviária, promovida pela Refer, com um layout constituído basicamente por um feixe de recepção/expedição de comboios e um outro de linhas de carga/descarga que asseguram a intermodalidade rodo-ferroviária. Numa área de 9,8 hectares, 6,3 estão reservados à fixação de actividades logísticas e à realização das operações ferroviárias
Inaugurada a plataforma logística de Cacia
Acessibilidades marítimas concluídas em 2011
de carga/descarga. No horizonte de 2015, prevê-se que a nova infraestrutura potencie a criação de 200 postos de trabalho e atinja um volume de negócios de mais de meio milhão de euros anuais. A plataforma funcionará como interface entre o ramal ferroviário de ligação do porto à rede ferroviária nacional. O ramal está ainda a ser construído, também por iniciativa da Refer, que nele está a investir 73 milhões de euros. A obra deverá estar concluída no último trimestre deste ano. Nessa altura, o porto de Aveiro terá condições de “chegar” até região de Castela e Leão, na vizinha Espanha, através das linhas do Norte e da Beira Alta e, futuramente, através da linha de velocidade elevada Aveiro-Salamanca, prevista na rede de Alta Velocidade mas ainda sem data
marcada para a sua concretização. Já em Setembro próximo deverá ficar concluída a Via de Cintura Portuária, um investimento de quase sete milhões de euros, da responsabilidade da APA, que facilitará o fluxo rodoviário de cargas de/para os diversos terminais, em particular as novas infraestruturas de granéis sólidos e líquidos. Ao nível das acessibilidades marítimas, o dia da presença em Aveiro do primeiro ministro, do ministro das Obras Públicas e da secretária de Estado dos Transportes ficou marcado pelo anúncio do lançamento do concurso para o prolongamento do molhe Norte, parte fundamental do projecto mais amplo de reconfiguração do acesso à barra do porto aveirense. Em curso, e com conclusão prevista para o tercei-
ro trimestre, estão os trabalhos de criação de um novo canal exterior de acesso dos navios ao porto, à cota de -12 metros. O concurso agora anunciado visa o prolongamento
do molhe Norte em 200 metros, para garantir as condições de abrigo do novo canal, numa empreitada de 30 milhões de euros que deverá ser adjudicada ainda este ano e ficar
concluída até ao final de 2011. Com estas obras concluídas, o porto de Aveiro poderá receber navios de até 10 metros de calado e 200 metros de comprimento.
Investimentos de 242 milhões com 70 milhões dos privados Investimentos de 242,7 milhões de euros permitiram praticamente criar um novo porto de Aveiro nos últimos anos. Criaram-se novos terminais, melhoraram-se as acessibilidades terrestres – rodoviárias e ferroviárias -, estão a melhorar-se as acessibilidades marítimas, lançou-se uma plataforma logística, atraíram-se novos operadores. A grande fatia dos investimentos realizados ou em curso é da responsabilidade do Estado. Mas os privados contribuíram também com cerca de 70 milhões de euros, com isso aproveitando de imediato a ampliação das infraestruturas. Foi assim, por exemplo, no caso do terminal especializado para a movimentação de granéis sólidos. A APA investiu 32 milhões de euros na criação de uma frente de cais de 750 metros, com fundos a -12 metros, e terraplenos de 26 hectares infraestruturados e com acesso ferroviário. A Socarpor (Aveiro) correspondeu com um investimento de dez milhões de euros na instalação do mais moderno terminal de granéis agro-alimentares do país.
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Foi assim também com a construção do terminal especializado para a movimentação de granéis líquidos e parque logístico adjacente. A APA investiu 21 milhões de euros na construção de três postos de acostagem, com fundos de -12 metros e terraplenos de 66 hectares, com acesso ferroviário e esteiras para a instalação de pipelines. A Prio (grupo Martifer) aplicou 58 milhões de euros na instalação de um parque de armazenagem, numa unidade de produção de biocombustíveis e num parque de tancagem de combustíveis. Nas acessibilidades terrestres estão a ser investidos 80 milhões de euros, sendo 73 milhões da responsabilidade da Refer, aplicados no ramal de nove quilómetros, entre o porto e a Linha do Norte, e quase sete milhões a cargo da APA, para a conclusão da Via de Cintura Portuária (terceira fase). À melhoria das acessibilidades marítimas estão destinados 30 milhões de euros, a serem suportados pela administração portuária. A plataforma logística, pólo de Cacia, agora inaugurada, custou 12 milhões de euros, pagos pela Refer.
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TRANSPORTES & NEGÓCIOS
Vigo, Gijon e Nantes-St. Nazaire juntos nas Auto-Estradas do Mar
Transmediterránea e GLD operarão novas ligações
Apoios públicos chegam aos 30 milhões de euros
Serviços não arrancam de imediato
Espanha e França formalizam na próxima sexta-feira o apoio ao lançamento de duas novas AutoEstradas do Mar. É ainda, com mais de um ano de atraso, o resultado do concurso promovido pelos dois países. Um dos novos projectos ligará Vigo a Nantes e será operado pela Transmediterránea. O outro unirá os portos de Gijon e Nantes e será da responsabilidade da Grimaldi Louis Dreyfus (GLD). Em ambos os casos, os promotores receberão apoios públicos que poderão chegar aos 30 milhões de euros. Uma das contrapartidas é a manutenção dos serviços por um período ininterrupto de sete anos. O projecto da Transmediterránea dá pelo nome de Auto-Estrada do Mar Atlântica e pretende sê-lo na plena acepção do termo. A ligação principal será feita entre os portos de Vigo e Nantes St. Nazaire, mas prevê uma extensão a Sul, ao porto de Algeciras, para captar tráfegos provenientes do Mediterrâneo, das Canárias e do Norte de África. Os navios percorrerão depois toda a costa portuguesa. E de Nantes seguirão até
Le Havre, para aí fazerem a ligação com os tráfegos com origem/destino no Báltico. O serviço deverá arrancar com dois navios, que poderão subir até cinco, num prazo de cinco anos, de acordo com o projecto apresentado, no ano passado, no Seminário de Transporte Marítimo do TRANSPORTES & NEGÓCIOS, pelo responsável do armador espanhol, Carlos Alvarez-Cascos. No arranque, estão previstas quatro saídas semanais, sendo que o objectivo imposto é atingir saídas diárias. A operação entre Vigo e Nantes será alavancada pela indústria automóvel, nomeadamente pela fábrica da Citroën em território galego. Mas os promotores olham também para o mercado do Norte de Portugal para ajudar a encher os navios. E Portugal também olha para o projecto da Transmediterránea, a avaliar pelos termos do convite às manifestações de interesse lançado pelos governos de Lisboa e de Paris, onde se alude explicitamente à possibilidade de criar serviços complementares àquele. A Auto-Estrada do Mar
Atlântica deveria ter arrancado ainda no ano passado, mas o concurso hispano-francês atrasou-se e o mercado modificou-se profundamente, nomeadamente com a crise do sector automóvel. A Transmediterránea desistiu entretanto de construir dois dos navios que tinha previsto. Ainda assim, o protocolo da próxima sexta-feira, que será rubricado em Paris pela ministra espanhola do Fomento e pelo secretário de Estado dos Transportes francês não significará o arranque imediato dos serviços. No caso de Vigo, tal acontecerá, provavelmente, apenas dentro de “menos de um ano”, a avaliar pelas palavras do presidente do porto. A ligação entre Gijon e Nantes-St. Nazaire será assegurada pela Grimaldi Louis Dreyfus, uma parceria que actualmente actua na ligação entre Itália e Toulon. Os promotores apostam na poupança de 400 quilómetros relativamente ao percurso rodoviário para captarem parte do tráfego de pesados. No primeiro ano, a expectativa é transportar um milhão de toneladas, equivalentes aos 25 mil veículos pesados projectados.
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Leixões investe 51 milhões num terminal de cruzeiros
C
inquenta e um milhões de euros é o custo previsto para o novo terminal de cruzeiros do porto de Leixões, que deverá estar operacional em 2011. A obra é em parte suportada pela Universidade do Porto, que instalará no edifício da gare de passageiros alguns equipamentos do novo Parque de Ciências e Tecnologias do Mar. Com o novo terminal, Leixões espera receber, em 2015, 108 navios de cruzeiro, que transportarão cerca de 110 mil passageiros, com isso gerando receitas externas de 6,5 milhões de euros. O passo seguinte será elevar Leixões, de simples porto de escala, para um porto de turnaround, potenciando a complementaridade com o aeroporto Sá Carneiro. No ano passado, Leixões recebeu 53 navios, dos quais seis vieram pela primeira vez, e atraiu mais duas companhias. Mais de 26 mil passageiros escalaram assim o porto nortenho. Uma melhoria significativa, cuja progressão está limitada no futuro pela falta de condições: o terminal de cruzeiros apenas pode receber navios até 220 metros, o que significa que a maioria dos “palácios” flutuantes não cabe ali. O novo terminal localizarse-á no molhe Sul do por-
U. Porto instala-se dentro do porto A Universidade do Porto vai instalar em Leixões vários equipamentos do Parque de Ciência e Tecnologias do Mar. O protocolo assinado, e que envolve também a Câmara de Matosinhos, prevê a ocupação de parte do edifício do novo terminal de cruzeiros com a instalação de laboratórios das várias entidades de investigação e desenvolvimento envolvidas no Parque, de gabinetes dos investigadores e de espaços de divulgação das ciências do mar. A Universidade do Porto suportará os custos relativos à comparticipação nacional no investimento. Ainda dentro do perímetro portuário, mas em Leça, será instalado um centro de incubação de empresas ligadas às ciências e tecnologias do mar. Para o efeito será adaptado o antigo edifício da Sanidade Marítima. O Centro de Formação da APDL será também utilizado para a realização de actividades lectivas. A criação do Parque de Ciência e Tecnologias do Mar em Matosinhos compreende ainda a criação de uma residência universitária, para alojamento dos investigadores convidados e outros. Um projecto a ser desenvolvido em parceria com a autarquia. E ainda, numa fase subsequente, a criação de um parque industrial, destinado a empresas ligadas à economia do mar e às actividades da Universidade neste domínio. A Universidade do Porto tem hoje já mais de 300 cientistas dedicados às questões do mar, sublinhou o reitor da instituição.
Plataforma logística avança
to, do lado de Matosinhos, e disporá de um cais de 340 metros, com fundos de -10 metros. As obras marítimas, de alargamento da bacia de rotação, de construção do cais e da criação do aterro, deverão iniciar-se em Julho. Em Setembro será lançado o concurso para a construção do edifício que albergará a gare de passageiros. O seu custo estimado é de 19 milhões de euros.
O complexo do terminal de cruzeiros compreenderá ainda um porto de recreio, com 170 lugares de atracação, e um cais para os navios turísticos que operam no Douro, visando com isso potenciar as sinergias entre as duas actividades turísticas. Além do edifício do terminal propriamente dito. O empreendimento deverá estar concluído em 2011 e custar 51 milhões
de euros. A intervenção no molhe Sul de Leixões permitirá ainda uma melhor integração do porto na cidade de Matosinhos. Exemplo disso é a prevista criação de um percurso pedonal, ao longo de todo o molhe, até ao extremo da entrada da bacia do porto, para ser usufruído pela população, independente da área portuária e do fluxo dos cruzeiristas.
Fretes no E. Oriente – Europa sobem em Março e em Abril Um após outro, os principais players mundiais anunciam aumentos de fretes nas ligações entre a Europa e o Extremo Oriente. A justificação é igual para todos: os preços caíram para níveis que não chegam sequer para pagar os custos variáveis da operação. Os aumentos anunciados vigorarão já em Março ou em Abril. A Hapag-Lloyd, a Maersk Line, a MOL, a CMACGM e, mais recentemente, a APL e a MSC todas se propõem aumentar os preços, nos dois sentidos. E novos aumentos estão já anunciados para o ano cor-
rente, ainda que sem data marcada. No caso da APL, a subida aplicar-se-á a partir de 15 de Março, no sentido EuropaÁsia, e variará entre os 100 e os 175 dólares/ TEU. No sentido ÁsiaEuropa, os aumentos serão de 250 dólares/ TEU, a partir de 1 de Abril. A MSC, por seu turno, anunciou aumentos de 50 e 100 dólares, para contentores de 20’ e 40’ de carga seca, e de 250 e 500 dólares para contentores frigoríficos, nas ligações entre o Norte da Europa e o Extremo Oriente, já a partir de Março.
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A disputa entre Leixões e Vigo “é uma batalha que está a ser ganha”, sustentou o ministro Mário Lino, aludindo ao crescimento do movimento de mercadorias nos dois principais portos do noroeste peninsular. “Vigo representa menos de um terço de Leixões”, reforçou o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, depois de sublinhar o recorde de mais de 15 milhões de toneladas movimentadas em Leixões, no ano passado. O ministro, que esteve com a secretária de Estado dos Transportes no lançamento do terminal de cruzeiros, lembrou os 90 milhões de euros investidos em Leixões, entre 2005 e 2008, e sublinhou os 150 milhões de euros que serão ainda investidos, pela APDL e pela Refer, na plataforma logística. No pólo 1, disse, está-se a trabalhar nos acessos rodoviários, e já foi emitida a declaração de impacte ambiental, pelo que as expropriações avançarão de imediato para realizar a obra. Em Junho, será lançado o concurso para a construção do pólo 2. E em Abril arrancará o concurso para a selecção da entidade gestora da plataforma, acrescentou.
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Movimento Portuário LEIXÕES 23.02 PORT DOURO Funchal
CT
Portmar
23.02 APOLO Funchal
CT
Boxlines
24.02 GRACECHURCH CROWN Cardiff, Liverpool
CT
Marmedsa
24.02 AQUARIUS Roterdão, Amesterdão
CT
AQUARIUS Roterdão
CT
27.02 CMA-CGM AEGEAN CT Mumbai, Mundra, Nava Sheva, Carachi, Port Qasin
MacAndrews
27.02 CMA-CGM MEDEA Ningbo, Shangai
CT
MacAndrews
Garland Navegação
27.02 MUMBAY EXPRESS Jebel Ali
CT
MacAndrews
Green Ibérica
25.02 MSC LEANNE CT MSC Portugal Antuérpia (Norte da Europa, Reino Unido, Irlanda, Escandinávia, Países Bálticos, Canadá, Mediterrâneo Oriental, Grécia, Turquia, Mar Negro, Paquistão), Dublin 25.02 LAGOA CT Las Palmas, S. Vicente, Praia, Bissau
28.02 PATRICIA DELMAS Abidjan, Luanda
CT
CMA-CGM
Marmedsa 28.02 CORVO CT P. Delgada, P. Vitória, Horta, Pico, Velas, Graciosa
25.02 EURO SQUALL CT K Line Portugal Felixtowe, Teesport, Gotemburgo, Aarhus, Hamburgo, Roterdão
28.02 PONTA DO SOL P. Delgada, Horta, P. Vitória
CT
Navex Transinsular
Garland Navegação
INGA LENA Algeciras, Port Tangier
CT
Maersk
26.02 MARFEEDER Vigo, Southampton, Roterdão
CT
Garland Navegação
MARFEEDER Roterdão
CT
Green Ibérica
26.02 MADEIRENSE III Funchal
CT
Navex
26.02 KING BASIL Algeciras
CT
Maersk
28.02 HELGALAND CT MacAndrews Hamburgo, Aarhus, Copenhaga, Tallin, Roterdão, Dublin, Reijkavic, Riga, Klaipeda, Aalesund, Bergen, Bodo, Brevik, Egersund, Floroe, Fredrikstad, Karvik, Oslo, Gdynia, Belfast, Felixtowe, Greenock, Liverpool, Archangelsk, Kaliningrad, Kronstadt, Moscovo, S. Petersburgo, Gotemburgo, Helsingborg
LISBOA
26.02 CMA-CGM GALILIEE CT MacAndrews Adelaide, Bell Bay, Brisbane, Freemantle, Melbourne, Sidney, Tasmanian Ports, Auckland, Littelton, Nelson, Port Chalmers, Tauranga, Wellington 27.02 OPDR LISBOA CT Burmester Roterdão, Antuérpia, Hamburgo, Bremen, Felixtowe, Gdynia, Cork, Dublin, Helsínquia, Hamina, Kotka, Oslo, Larvik, Kristiansand, Trondheim, Gotemburgo, Estocolmo, Klaipeda, Tallin, Riga, S. Petersburgo 27.02 EL TEMERARIO Vigo, Antuérpia, Roterdão
28.02 MSC CRISTIANA CT MSC Portugal Sines (Canárias, USA – Costa Atlântico Norte, USA – Atlântico Sul, USA – Costa Oeste, México, América Central, Caraíbas, América do Sul – Atlântico, América do Sul – Pacífico, África Ocidental, Angola, África do Sul, Grécia, Turquia), Valência (Norte de África, África Oriental, Índico, Mediterrâneo Ocidental, Golfo Pérsico, Extremo Oriente e Austrália, Mar Vermelho)
Transinsular
25.02 GRACECHURCH VENUS CT Castellon, Salerno, Piraeus, Limassol, Haifa, Ashdod, Mersin
25.02 INGA LENA CT Vigo, Gijon, Bilbau, Cadiz, Valência, Barcelona
27.02 CMA-CGM BERLIOZ CT MacAndrews Jeddah, Chittagong, Kompong Soam, Qingdao, Weihai, Xiamen, Busan, Calcutá, Chennai, Cochim, Haldia, Bangalore, Tutticorin, Visakhapatnam, Belawan, Jacarta, Semarang, Surabaya, Bintulu, Kota Kinabalu, Kuantan, Kuching, Miri-Sarawak, Pasir Gudang, Penang, Port Kelang, Sadakan, Sibu, Tawau, Yanfone, Singapura, Colombo, Papeete, Banguecoque, Laem Chabang, Kaoshiung, Keelung, Haiphong, Ho-Chi-Minh, Kuinhon
CT
Delphis
27.02 DIAMOND LAND CT Navex Walvis Bay, Cape Town, Joanesburgo, Port Elizabeth, East London, Durban (portos interiores), Richards Bay, Maputo, Beira, Nacala 27.02 CMA-CGM D. CARLOS MacAndrews Damman, Riade, Barhein, Chiwan, Dalian, Hong Kong, Xingang, Tianjin, Yantian, Zhaoqing, Zhuhai, Abu Dabi, Ajeman, Dubai, Qhor Fakkan, Sharjah, Bandar Abbas, Kuwait, Mina Qaboos, Doha
23.02 INSULAR Funchal
CT
23.02 INGA LENA CT Vigo, Gijon, Bilbau, Cadiz, Valência, Barcelona
Transinsular Garland Navegação
23.02 EURO SQUALL CT K Line Portugal Felixtowe, Teesport, Gotemburgo, Aarhus, Hamburgo, Roterdão 23.02 APPEN PAULA Pointe Noire, Luanda
CT
23.02 ITAL OCEANO CT Nova Iorque, Norfolk, Savannah, Miami 23.02 AQUARIUS CT Vigo, Southampton, Roterdão, Amesterdão
Marmedsa Green Ibérica Garland Navegação
AQUARIUS Roterdão
CT
Green Ibérica
24.02 PORT DOURO Funchal
CT
Portmar
24.02 APOLO Funchal
CT
Boxlines
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25.02 MARFEEDER Vigo, Southampton, Roterdão MARFEEDER Roterdão
CT
Garland Navegação
CT
Green Ibérica
25.02 CORVO CT P. Delgada, P. Vitória, Horta, Pico, Velas, Graciosa
Navex
25.02 OPDR TANGER Felixtowe, Roterdão, Antuérpia
Navex
CT
CT
CMA-CGM
01.03 CALA PULA CT Garland Navegação La Guaira, Puerto Cabello, Barranquilla, Cartagena, Puerto Limon, Cristóbal, S. Salvador, Puerto Cortes, S. Pedro Sula, Puerto Quetzal, Guanta, Rio de Janeiro, Santos, Buenos Aires, Montevideu, Assuncion, Rio Grande, S. Francisco do Sul, Fortaleza, Argel, Oran, Mersin, Lattakia, Tartous, Beirute, Alexandria
SETÚBAL
25.02 HMS SMETANA CT Garland Navegação Halifax, Montreal, Toronto, Havana, St. Thomas Castilla, Veracruz, Altamira, Kingston, Rio Haina 25.02 TRIUMPH Montreal
01.03 PATRICIA DELMAS Abidjan, Luanda
7
CT
23.02 TBN Sheerness
Ro
Navigomes
Hapag-Lloyd
25.02 DAL EAST LONDON CT East London, Durban, Port Elizabeth
Maersk
24.02 GR. BRETAGNA CT-Ro Grimaldi Portbury, Cork, Esbjerg, Wallhamn, Antuérpia, Southampton, Salerno, Malta, Piraeus, Izmir, Ashdod, Limassol, Alexandria
26.02 EL TEMERARIO Vigo, Antuérpia, Roterdão
CT
Delphis
24.02 MANX LION CT Las Palmas, S. Vicente, Praia, Banjul, Conakry, Bissau
26.02 LAGOA CT Las Palmas, S. Vicente, Praia, Bissau
Transinsular
27.02 MONTE BRASIL P. Delgada, Pico, Velas, V. Porto
Transinsular
CT
27.02 HELGALAND CT MacAndrews Hamburgo, Aarhus, Copenhaga, Tallin, Roterdão, Dublin, Reijkavic, Riga, Klaipeda, Aalesund, Bergen, Bodo, Brevik, Egersund, Floroe, Fredrikstad, Karvik, Oslo, Gdynia, Belfast, Felixtowe, Greenock, Liverpool, Archangelsk, Kaliningrad, Kronstadt, Moscovo, S. Petersburgo, Gotemburgo, Helsingborg 27.02 CMA-CGM GALILIEE CT MacAndrews Adelaide, Bell Bay, Brisbane, Freemantle, Melbourne, Sidney, Tasmanian Ports, Auckland, Littelton, Nelson, Port Chalmers, Tauranga, Wellington 28.02 GRANDE COLÓNIA CT-Ro Grimaldi Dakar, Lomé, Cotonou, Lagos, Douala, Matadi, Boma, Pointe Noire, Luanda, Libreville, Salvador, Vitória, Rio de Janeiro, Santos, Paranaguá, Buenos Aires, Zarate, Montevideu 28.02 ORION CT Thamesport, Antuérpia, Bremerhaven
Maersk
28.02 CMA-CGM D. CARLOS MacAndrews Damman, Riade, Barhein, Chiwan, Dalian, Hong Kong, Xingang, Tianjin, Yantian, Zhaoqing, Zhuhai, Abu Dabi, Ajeman, Dubai, Qhor Fakkan, Sharjah, Bandar Abbas, Kuwait, Mina Qaboos, Doha 28.02 CMA-CGM BERLIOZ CT MacAndrews Jeddah, Chittagong, Kompong Soam, Qingdao, Weihai, Xiamen, Busan, Calcutá, Chennai, Cochim, Haldia, Bangalore, Tutticorin, Visakhapatnam, Belawan, Jacarta, Semarang, Surabaya, Bintulu, Kota Kinabalu, Kuantan, Kuching, Miri-Sarawak, Pasir Gudang, Penang, Port Kelang, Sadakan, Sibu, Tawau, Yanfone, Singapura, Colombo, Papeete, Banguecoque, Laem Chabang, Kaoshiung, Keelung, Haiphong, Ho-Chi-Minh, Kuinhon 28.02 CMA-CGM AEGEAN CT Mumbai, Mundra, Nava Sheva, Carachi, Port Qasin
MacAndrews
28.02 CMA-CGM MEDEA Ningbo, Shangai
CT
MacAndrews
28.02 MUMBAY EXPRESS Jebel Ali
CT
MacAndrews
Portmar
25.02 AUSTRALIAN HIGHWAY
Ro
Navigomes Emden, Santander
01.03 TBN Sheerness
Ro
Navigomes
SINES 25.02 MSC TURCHIA CT MSC Portugal Freeport, Veracruz, Altamira, Houston, Port Everglades, Savannah, New Orleans, Long Beach 25.02 WEC GOYA Canárias
CT
Iberolinhas
WEC GOYA CT MSC Portugal Canárias (transbordo para África do Sul, Moçambique, Angola e África Ocidental) 26.02 MSC WASHINGTON CT Boston, Nova Iorque, Baltimore, Norfolk, Charleston
MSC Portugal
28.02 MSC BRIANNA Istambul, Izmir, Gemlik
CT
MSC Portugal
CT
Hapag-Lloyd
CT
MSC Portugal
CT
Hapag-Lloyd
MSC BRIANNA Astakos, Istambul, Izmir, Gemlik 20.02 MSC REBECCA Istambul, Izmir, Gemlik MSC REBECCA Astakos, Istambul, Izmir, Gemlik
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Aéreo
Rodoviário Antram quer mais incentivos ao abate de pesados de mercadorias
O
s dez milhões de euros previstos para incentivar a redução da frota de pesados de mercadorias apenas chegarão para abater 5% dos veículos elegíveis: 900 a 950 num universo de mais de 18 mil com mais de dez anos, estima a Antram, que por isso pede o reforço daquela verba, para chegar pelo menos aos 10% do parque visado. A associação dos transportadores rodoviá-rios de mercadorias considera igualmente curta a majoração de 20% prevista na proposta do IMTT para as empresas que procedam ao abate total da frota e, logo, cessem a actividade. De acordo com a Antram, tal majoração deveria ser no mínimo de 30%, se não mesmo de 40% ou 50%. E porque há o risco de os incentivos ao abate de veículos pesados serem canalizados para investimentos em viaturas ligeiras, ou para a criação de novos operadores de transporte de mercadorias, a Antram de-
fende o reforço das medidas que impeçam o aumento da capacidade instalada dos operadores, inviabilizem a criação de novas empresas pela empresa beneficiária do incentivo ou pelos seus quadros dirigentes, e obstaculizem a transferência de capacidade de carga para os ligeiros. Sobre as regras previstas na proposta de despacho elaborada pelo IMTT para as condições que as empresas têm de cumprir para se candidatarem aos incentivos, a associação dos transportadores lembra que muitas estão ainda com casos pendentes relativos às “ajudas de custo TIR”, sendo necessário salvaguardar essa situação. E alvitra que as empresas com dívidas ao Fisco e à Segurança Social se possam candidatar ao abate total, no pressuposto de que as verbas a receber sejam aplicadas naqueles pagamentos. A Antram propõe ainda o alargamento do prazo para a apresentação de candidaturas, de 20 para 30 ou 40 dias úteis sobre
a data de publicação do despacho. E sugere a fixação de prazos máximos para a apreciação das candidaturas e para o pagamento dos respectivos incentivos. Argumenta com a urgência da actual conjuntura económica e com a existência da cobertura orçamental para o projecto. Os incentivos ao abate de veículos e ao cancelamento de matrículas e licenças visam os veículos com mais de dez anos de vida e variarão entre os 4 500 e os 12 500 euros por veículo, em função do seu peso bruto, de acordo com a proposta do Governo. Cada empresa não poderá receber mais do que 50 mil euros de incentivos, valor que poderá subir até aos 60 mil euros, com a majoração de 20%, caso de trate de uma situação de abate total da frota. Os dez milhões de euros de orçamento do programa governamental estão inscritos na proposta de PIDDAC para o corrente ano.
Os quatro estados-membros devem proceder agora à adaptação da sua legislação nacional às regras comunitárias até Maio próximo, sob pena de incorrerem em procedimentos judiciais. O prazo para a transposição termi-
T&N
TRANSPORTES & NEGÓCIOS Registo na D.G.C.S. Nº 123054 Depósito Legal N.º 164047/01
Air France recebeu o primeiro B777 cargo Na semana em que a Boeing entregou à Air France o primeiro B777 cargueiro, Giovanni Bisignani avisou que a Airbus e a Boeing não deverão conseguir entregar este ano nem metade dos aviões que fabriquem. Segundo o director-geral da Iata, as companhias aéreas estão a encontrar sérias dificuldades para garantirem os financiamentos necessários à compra dos aviões que têm encomendados. A culpa é da crise financeira global e da escassez de crédito. Mas a verdade, disse, é que muitas operadoras também não vêem agora motivos para receber novos aparelhos, face à quebra de 22% no tráfego aéreo internacional. À partida, as empresas compradoras pagam 70% do valor dos aviões no momento em que recebem os aparelhos. Tanto a Airbus como a Boeing têm como principal objectivo para este ano
evitarem, a todo o custo, ou o cancelamento de encomendas, ou sequer o adiamento das entregas previstas. Apesar do cenário pessimista para o sector, a semana ficou marcada pela entrega do primeiro Boeing 777 cargueiro à Air France. O novo aparelho é capaz de voar 9 038 quilómetros com 103 toneladas a bordo. O construtor norteamericano garante que o 777F consome menos
combustível por tonelada de carga do que qualquer aparelho da concorrência, além de garantir menores custos de manutenção. O novo aparelho vem completar a família de cargueiros da Boeing, onde já avulta o B747-400ER. Na Air France, assumese como o substituto dos B747-400 cargueiros convertidos, de que a companhia francesa possui actualmente quatro unidades.
Spanair apela ao “capitalismo popular”
Comissão Europeia adverte Portugal Portugal, Espanha, Itália e Grécia estão na mira da Comissão Europeia, por não terem ainda transposto para o direito interno a legislação comunitária relativa à tarifação da utilização das infra-estruturas rodoviárias.
Iata: Construtores arriscam-se a não entregar metade dos aviões
nou a 10 de Junho do ano passado. A directiva estabelece um quadro comum comunitário para a imputação aos transportadores rodoviários de mercadorias dos custos decorrentes da utilização da infra-estrutura.
Os novos donos da Spanair projectam realizar um novo aumento de capital destinado especificamente aos pequenos aforradores. A operação, ainda sem data nem montante definidos, será levada a cabo “a preços populares, a partir
de 200, 400 ou 800 euros”, referiu a propósito Joan Gaspart, presidente da Turismo de Barcelona. O objectivo é, para além de recolher fundos, acentuar a identidade catalã da exfilial da SAS. Gaspart garantiu que a compra da Spanair é um
negócio arriscado, mas não é uma operação política, recusando a dependência das ajudas públicas. O investimento, disse, é feito por muitos empresários e investidores catalães, e o objectivo é ganhar dinheiro, e depressa.
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23 Fevereiro 2009
TRANSPORTES & NEGÓCIOS
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Ferroviário CP Carga já pode operar as novas locomotivas
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raticamente um ano volvido sobre a chegada a Portugal das primeiras unidades, a CP Carga prepara-se para começar a operar esta semana com as novas locomotivas eléctricas, garantida que foi a homologação pelo IMTT. Ao todo são 25 unidades, da série 4 700, de concepção Siemens, que substituirão as máquinas da série 2 500, adquiridas nos anos 50. O investimento global é de 100 milhões de euros, financiados em 30% por capitais próprios e nos restantes 70% pelo recurso a empréstimos bancários, incluindo o Banco Europeu de Investimentos (que assegura 25% do negócio). De acordo com a CP, estas locomotivas têm características técnicas ao nível do mais avançado que se está a construir na Europa. Na transportadora nacional, são as primeiras locomotivas equipadas com freio de disco e com um sistema de tracção com conversores electrónicos a IGBT’s (Insulated Gate Bipolar Transistor).
Mas uma das suas maiores vantagens é a capacidade de tracção acrescida. As novas unidades podem rebocar comboios de mercadorias de até mil toneladas, mesmo na Linha da Beira Alta, que tem o perfil mais difícil. A colocação das novas locomotivas eléctricas permitirá ainda libertar as máquinas diesel da série 2 500 para as operações nos troços não electrificados, contribuindo para a eficiência da operação ferroviária, sublinha a empresa. As primeiras três locomotivas Siemens foram produzidas em Munique, na Alemanha. As restantes foram montadas na unidade da EMEF. O contrato com o construtor germânico previa a transferência de know-how. Todavia, para além da mão-de-obra, a incorporação nacional no projecto resume-se praticamente à instalação de software desenvolvido pela NEC Portugal. Em 2007, a CP Carga transportou 10,5 milhões de toneladas e realizou um volume de negócios de 69,2 milhões de euros. Os dados de 2008 não são ainda conhecidos, mas as projecções
da empresa apontavam para números na casa dos 76,6 milhões de euros de volume de negócios e de 11,5 milhões de toneladas transportadas. O mercado nacional representa cerca de 90% do volume de cargas transportadas pela operadora ferroviária. No mercado internacional, Espanha significa mais de 90%, mas ficou-se pelos 1,1 milhões de toneladas (dados de 2007). A CP Carga tarda em nascer como empresa autónoma, mas ainda assim os seus mentores têm objectivos ambiciosos: aumentar em 70% o volume transportado até 2015. E para isso aposta-se no mercado ibérico. A realização de com-
boios mais longos e mais pesados, é uma das condições para a melhoria da performance operacional. As novas locomotivas são uma ajuda nesse sentido. E do lado de Espanha já se pensa a sério em comboios de 600 metros, o que também poderá facilitar as coisas a prazo. Desconhecem-se entretanto os resultados do grupo de trabalho criado em meados do ano passado, entre a CP Carga e a Renfe Mercancias, para explorar as possibilidades de cooperação no mercado ibérico, nomeadamente nas ligações entre portos da Península e nos acessos a Madrid.
Modernização de material circulante em marcha Os investimentos da CP em material circulante não se restringem à compra de locomotivas para a unidade de negócios da carga. Para este ano está previsto o arranque de um ambicioso programa de modernização e ampliação da frota que beneficiará praticamente todas as áreas de actuação da empresa. O PIDDAC para este ano prevê uma primeira prestação de cerca de 17 milhões de euros para a compra de automotoras para a CP Porto, para o serviço regional e para o longo curso.
23 Fevereiro 2009
Rússia adere aos intercambiadores A Rússia aposta na utilização da tecnologia espanholadosintercambiadorespara resolver o problema da interoperabilidade entre a sua rede ferroviária e a do resto da Europa Ocidental. Comboios com a tecnologia Talgo estão a ser operados, de forma experimental, entre Munique e Moscovo, e os responsáveis da RDZ, operadora estatal russa, estão confiantes nos bons resultados dos testes. Tal como acontece em Portugal e Espanha, a bitola da rede ferroviária russa é diferente da bitola UIC (e diferente também da ibérica), o que representa uma limitação ao desenvolvimento das ligações de Alta Velocidade entre aquele país e os países da Europa Ocidental. Espanha há muito desen-
volveu, e vem aperfeiçoando, a tecnologia dos intercambiadores e dos rodados telescópicos, que permite a mudança de bitola sem mudar de comboio, nem sequer parar a composição (pelo contrário, o abrandamento da marcha tende a ser cada vez menor). A russa RDZ e as espanholas Renfe e Adif assinaram no ano passado um acordo de cooperação para o desenvolvimento da Alta Velocidade naquele país. A prazo, a Espanha deixará de utilizar os intercambiadores na sua rede, uma vez que o governo de Madrid tem em curso um plano para a conversão de toda a infraestrutura ferroviária convencional, da bitola ibérica para a bitola UIC, tirando partido da instalação prévia das travessas de dupla bitola.
Linha da Póvoa mais rápida A Metro do Porto prepara para o início da Primavera a duplicação das ligações “expresso” na Linha B, entre o Porto-Trindade e a Póvoa de Varzim. A cada hora, mas só até às 22 horas, haverá dois serviços expresso, com menos paragens nas estações intermédias e, logo, um menor tempo de viagem. Em compensação,
o número de ligações com paragens em todas as 22 estações da linha entre a Póvoa e a Senhora da Hora baixará de três para duas por hora. Estas mexidas pretendem ir ao encontro dos interesses dos passageiros das estações com maior afluência, mas acentuam o carácter suburbano da ex-Linha da Póvoa.
Veículos Comerciais Iveco vende menos mas lucra mais A Iveco obteve no ano passado receitas de 10,8 mil milhões de euros, uma diminuição de 3,8% em relação a 2007 causada principalmente por menores volumes de vendas na Europa. Globalmente, a marca italiana apresentou lucros de 838 milhões de euros, mais 25 milhões do que no ano precedente. O número global de matrículas cifrou-se nas 192 143 unidades, uma quebra de 9,2% comparativamente com o ano de 2007. As entregas sofreram uma contracção significativa no segundo semestre do ano em comparação com o primeiro. Na Europa Ocidental, foram entregues 125152 veículos (-15,1%), com quebras em todos os principais mercados europeus, em particular em Itá-
lia (-19,4%), Espanha (37,5%), Alemanha (14,2%), França (-5,7%) e Grã-Bretanha (-3,2%). Na Europa de Leste, a quebra das entregas foi de 5,4%. Contrariamente, nos mercados da América Latina, a marca italiana continua em grande expansão, com um crescimento de 21,6% no volume de vendas. Na Europa Ocidental, o mercado dos veículos com peso de +2,8 toneladas registou, em 2008, uma diminuição de 6,9% relativamente a 2007. A redução do número de matrículas no segmento VCL envolveu os veículos ligeiros e médios, enquanto a procura de veículos pesados se manteve alinhada com o ano precedente. A procura foi caracterizada por uma forte contracção em Espanha (-37,5%), em Itália (-6,9%) e na Grã-
Bretanha (-2,5%), tendo crescido ligeiramente em França e na Alemanha. A quota de mercado da Iveco na Europa Ocidental situou-se nos 9,9% (0,5 pontos percentuais em relação a 2007). No segmento dos comerciais ligeiros, a quota caiu 0,3 pontos percentuais, devido ao aumento da procura de furgões, na sua maioria satisfeita com a oferta de veículos de derivação automóvel. A quota no segmento dos veículos médios desceu 1,3%, sobretudo devido à concorrência “low price”. A quota no segmento dos veículos pesados registou uma diminuição de 1%. Em 2008, o efeito da quebra dos volumes de vendas foi compensado pelos melhores preços - obtidos graças ao reposicionamento competitivo - e
Ano positivo para a MAN Portugal Com 790 veículos pesados vendidos, dos quais 645 camiões, mercado onde obteve um crescimento de 6,1% e uma quota de 11,71%, a MAN alcançou um volume de vendas de aproximadamente 90 milhões de euros, muito semelhante ao do ano de 2007, mas com os resultados a crescerem 50%. Os responsáveis da marca em Portugal consideram, por isso, que “apesar de já se sentirem as consequências da crise financeira, 2008 foi um ano muito positivo para a MAN”. As novas gamas pesadas da marca alemã, lançadas nos mercados europeus na recta final de 2007, estão a ter um enorme sucesso em Portugal, tendo sido vendidos 292 camiões TGX e 242 TGS (534 unidades no
conjunto das duas gamas). Da gama média TGM foram vendidos 65 camiões e 46 da mais ligeira, o TGL. O longo curso representou perto de metade das vendas totais MAN, com 310 unidades, e a gama de camiões de estaleiro e construção foi líder absoluta de segmento no mercado nacional, com 178 unidades. Na distribuição pesada, o registo foi de 96 unidades, incluindo 62 veículos municipais; e na distribuição ligeira foram co-
mercializadas 46 unidades, incluindo 21 veículos municipais. No que toca às perspectivas para 2009, a MAN admite que o mercado de camiões também irá regredir em Portugal. Mas os seus responsáveis dizem contar com “os bons argumentos das novas gamas pesadas TGS e TGX”, para além de preverem que as gamas baixa e média, TGL e TGM, terão um peso maior ao nível de quotas de mercado.
pela redução do custo do produto. Foram efectuadas acções de contenção dos custos de estrutura ao longo do ano, de modo a responder prontamente à queda da procura. A rentabilidade das receitas subiu de 7,3% em 2007
para 7,8% em 2008. Em 2008, a Iveco lançou o novo modelo de camião da gama média Eurocargo, renovou o Eurocargo 4x4, apresentou dois novos veículos todo-o-terreno ligeiros (Massif e Campagnola), e o dumper rígi-
do RD50 Iveco Astra. De assinalar também a apresentação, na R.P. China, em parceria com a SAIC, do veículo pesado 908, topo de gama da produção local, e da versão 2008 do veículo ligeiro Power Daily.
Nova Ford Ranger mostra-se em Genebra A Ford vai apresentar no Salão de Genebra a nova pick-up Ranger, que será produzida na Tailândia. A nova geração estará disponível nos mercados europeus já a partir do mês de Abril, numa gama com três variantes da cabina (simples, longa e dupla) e quatro níveis distintos de equipamento (XL, XLT, Limited e o topo de gama Wildtrak). A pick-up do construtor americano manterá as variantes de tracção integral 4x4 e 4x2, associadas a caixas de cinco velocidades, manuais ou automáticas, propondo dois motores turbodiesel equipados com tecnologia common-rail. O bloco Duratorq 2.5 TDCi debita 143 cv e apresenta um binário de 330 Nm. Por sua vez, o Duratork 3.0 TCDi, desenvolve 156 cv de potência máxima e 380 Nm na zona
plana da curva de binário. Para além de um novo design exterior que confere à Ranger uma maior elegância, associada a alguns detalhes de concepção desportiva, a gama oferece também de série sistemas de áudio com MP3, tomada de 12V, ar condicionado e vidros eléctricos. Apresenta ain-
da novos espaços de arrumação. Com um peso rebocável máximo de 3 000 kg, o construtor manteve na nova geração uma generosa altura ao solo e bons ângulos de ataque e de saída. O Salão de Genebra realiza-se entre 5 e 15 de Março.