(Obra agraciada no Prêmio Literário Línguas&Amigos - Projeto de Incentivo à Leitura 2016 - Categoria Poesia.)
Sumário Capa Folha de Rosto Projeto Linguas&Amigos Créditos Dedicatória Extatua Convidativa O Retratista Nau de Lisboa O Óbvio Desperto Manhã Tarde Noite Árvore Genealógica A Cara Da Corrupção Empino Cores Flora acordou pra vida Tabuleiro 3D O Amor Não Brinca Em Serviço Tilte No Olho da Rua Quente Frio Ruidoso Não Toque Na Cabeça Platônico Sobre o Autor FIM
Sobre a Digitalização desta Obra:
Este livro integra a coleção de obras selecionadas no 1º Prêmio Literário Línguas&Amigos 2016. O Concurso Literário é uma iniciativa do projeto Línguas&Amigos de Incentivo à Leitura e do site Brasil+Terra Querida, com o objetivo de revelar novos talentos da literatura brasileira e, ainda, incentivar a leitura consciente. A finalidade maior do Prêmio Literário Línguas&Amigos é possibilitar a produção de novas obras literárias, especialmente em formato digital (Ebook), contribuindo para a promoção do conhecimento e a proteção da natureza. A Comissão organizadora agradece a todos os inscritos, parceiros, divulgadores, julgadores e colaboradores. Sem tão importantes participações, a iniciativa não teria razão de existir. •±•
Apoie a Literatura! Proteja a Natureza! EXTATUA 1ª Edição, 2016 Gerson Nagel Contato: ginagel@gmail.com
Incentive o autor e a publicação de novas obras digitais! Conheça o Línguas&Amigos: linguaseamigos.blogspot.com Edição e produção da obra para Ebook:
Goya Maru: http://goyamaru.blogspot.com/ Revisão e seleção: Diego Petrarca Capa e fotografia: Annacris Andrades
© Todo o conteúdo desta obra, inclusive revisão ortográfica, é de responsabilidade exclusiva de seu autor.
nulla dies sine linea (nenhum dia sem linha)
EXTATUA
a palavra no corpo tatuo
tattoo a palavra tatuada no corpo da palavra e x t a t u a
Convidativa
como fruta no pé amora uva ou pitanga doce ao amargo sorriso em calda cítrica a mais suculenta deleite à mesa bálsamo de mulher
O Retratista
segredos tem a moça que não envelhece conserva traços de suma beleza mas ops, o que foi isso? um vinco na testa um sulco na boca não, deve ser o retratista incompetente em captar o sorriso e que rubra maçã assim deixou exposta
Nau de Lisboa
O Óbvio
Vulgas as Vulvas Vagam Soltas às Páginas Galgam Vivas Figuras Violam Vigas (ou) Afagam Vaginas aos Pares Várias Fazem Amores
Desperto
EU me diz perto de VOCĂŠ.
Manhã Tarde Noite
a noite cochilou enfim a tarde se espreguiçou no fim a manhã cantou órfã de mim
TUDO O QUE DISSER PODERÁ SER USADO PARA INOVAR VOCÊ
Árvore Genealógica
na copa das árvores
uma frondosa genealogia há galhos que não me deixam nascer
A Cara Da Corrupção
lá vem ela mostrar a cara esfregar nossas contas bastardas de bandidos inglórios entre engravatados ternos indisfarçáveis vossos honorários homéricos num só levante histórico vem aclarar a cara da corrupção impaga
a cara da corrupção impaga
Empino Cores
(O cerol me corta no fio da palavra.) empino cores por um fio pinto oásis infanto juvenil a bucólica passagem retrata o lúdico irreal aos que lhes impõem suas águias a g a r r a m aos que se ludibriam tantas estendo no varal feito Bandeira
Flora acordou pra vida
esqueceu-se de antigos verbos comer amar e rezar
aquiesceu-se e hoje se dedica em foder gozar e regar
Tabuleiro 3D
O Amor Não Brinca Em Serviço
à primeira mira flecha pá
então pergunta – foi atingido o alvo?
só depois retruca o suplicante,
já ferido ao cupido exige casamento
(que a flecha do poema acerte em cheio teu coração)
Tilte
Era cedo ainda
o relâmpago me apagou por completo
tilte no jogo
Já era tarde
o raio me pôs brilhante
lusco-fusco
No Olho da Rua
agora que ganhei a rua cortei as avenidas ar de livre pista sigo a risca mui largo no horizonte sem destino em cancha reta no embalo acelero sou coreógrafo do asfalto
Quente Frio
para esquentar meu corpo sua
para espantar o frio que corro
calor-calafrio calado percorro o rio
de sangue frio nĂŁo suo
do escarro soo sombrio
duros anos de chumbo
depredavam versos Ă tiro
como barra / ĂŠ hoje /
Ruidoso
Há de saber qual dor eu sinto Sinto em dizer Como se sente. Se sente repito Quero fingir enquanto sábio
Haverá saber na dor que eu sinto Minto em dizer Que saiba Repetitivo ser Na dor deveras finjo
Não Toque
você na palma da mão não me toca
foge ao meu toque pede uma troca
a imersão em ti me afoga como uma nuvem
Na Cabeça
será o som da rede ao ser rasgada após a cesta perfeita?
serão os cem arremessos antes de dormir a obsessão do atleta?
talvez ande pensando o autômato a bola deve cair
à medida que avança o tempo regressa não há tempo para refletir
Platônico
Quero a vida em riqueza de detalhes Quero a agonia dos cárceres Quero Baco ecoando as tabernas Quero amar cartesianamente a melodia Quero emanar sabedoria platônica Quero a dionisíaca liturgia transpassar o poema Quero fazer valer a pena
Gerson Nagel Contato: ginagel@gmail.com
Gerson Nagel é basqueteiro, advogado e poeta. Radicado em Porto Alegre, lugar escolhido para cometer sua poesia. Participa de antologias como Poesia Dá Trabalho (2008) e Histórias de Trabalho (2009). Desde 2013 tem poemas publicados pela Revista Gente de Palavra. Menção honrosa no Prêmio Lila Ripoll de Poesia (2016). Selecionado no concurso Poemas no Ônibus e no Trem (2016). Tem como lema: Poesia, Arte e Diversão!
FIM Nossos sinceros agradecimentos por sua leitura e valorização desta obra!