Rodrigo Ríos
Cuestiones de Derecho Penal y Proceso Penal Chileno
Copyright© Tirant lo Blanch Brasil Editor Responsável: Aline Gostinski Assistente Editorial: Izabela Eid Diagramação e Capa: Analu Brettas CONSELHO EDITORIAL CIENTÍFICO: Eduardo Ferrer Mac-Gregor Poisot Presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Investigador do Instituto de Investigações Jurídicas da UNAM - México Juarez Tavares Catedrático de Direito Penal da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Brasil Luis López Guerra Ex Magistrado do Tribunal Europeu de Direitos Humanos. Catedrático de Direito Constitucional da Universidade Carlos III de Madrid - Espanha Owen M. Fiss Catedrático Emérito de Teoria de Direito da Universidade de Yale - EUA Tomás S. Vives Antón Catedrático de Direito Penal da Universidade de Valência - Espanha
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Ríos, Rodrigo Cuestiones de derecho penal y proceso penal chileno [libro electrónico] / Rodrigo Ríos; prólogo Leonardo Marinho. - 1.ed. – São Paulo : Tirant lo Blanch, 2024. 3.901 kb ISBN: 978-65-5908-671-9 1. Derecho penal. 2. Proceso Penal. 3. Chile. I. Título. CDU: 343(83) Bibliotecária responsável: Elisabete Cândida da Silva CRB-8/6778 DOI: 10.53071/boo-2023-09-27-65143a7e63119
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Rodrigo Ríos
Cuestiones de Derecho Penal y Proceso Penal Chileno
Apresentação
André Machado Maya Prólogo
Leonardo Marinho
Sumário Apresentação...................................................................................................... 8 André Machado Maya
Prólogo. .......................................................................................................... 10 Professor Leonardo Marinho
1. Juez de garantía en el sistema procesal penal chileno.................................. 13 1.1. Competencia material................................................................................................ 14 1.2. Ventajas y críticas....................................................................................................... 15 Referencias bibliograficas................................................................................................... 19
2. La audiencia de control de la detención en el proceso penal chileno......... 20 2.1. Problemas.................................................................................................................. 22 2.2. Desafíos..................................................................................................................... 24 Referencias Bibliograficas.................................................................................................. 25
3. Amparo ante el juez de garantía. Análisis del artículo 95 del Código Procesal Penal chileno.................................................................................... 27 3.1. Aspectos generales...................................................................................................... 27 3.2. Alcance del amparo legal............................................................................................ 28 3.3. Tribunal competente.................................................................................................. 30 3.4. Legitimación activa.................................................................................................... 34 3.5. Forma y plazo de interposición de la acción de amparo legal...................................... 35 3.6. Procedencia del amparo legal contra resoluciones judiciales........................................ 37 3.7. Procedencia del amparo legal ante resoluciones dictadas por jueces con competencia diversa a materia penal...................................................................................................... 40 3.8. Procedencia del amparo legal ante privaciones de libertad que emanen de autoridades que no ejercen jurisdicción................................................................................................ 43 3.9. Vinculación entre el amparo legal y la audiencia de control de la detención............... 45 3.10. Impugnación de la resolución dictada por el Juzgado de Garantía en el contexto de un amparo legal...................................................................................................................... 47 3.11. Vigencia de las normas contenidas en el Código de Procedimiento Penal................. 50 3.12. Procedencia del hábeas corpus constitucional una vez interpuesta la acción de amparo legal del artículo 95 del Código Procesal Penal.................................................................. 55 Referencias bibliográficas................................................................................................... 57
4. Prisión preventiva en Chile. Una mirada a 20 años de vigencia del Código Procesal Penal................................................................................................. 60 4.1. Introducción.............................................................................................................. 60
4.2. Principios inspiradores del sistema procesal penal chileno en materia de prisión preventiva y reformas posteriores....................................................................................... 61 4.3. Impacto de la Reforma Procesal Penal en el sistema carcelario chileno........................ 66 4.3.1. Presos preventivos/condenados............................................................................. 66 4.3.2. El impacto de la pandemia en los índices de prisión preventiva en Chile. Una oportunidad de reevaluar su desnaturalización................................................................ 68 4.3.3. Factores externos: medios de comunicación social y opinión pública..................... 71 4.4. Conclusiones.............................................................................................................. 72 Referências bibliograficas................................................................................................... 74
5. Acerca de la apelación de las resoluciones dictadas por el Tribunal de Juicio Oral en lo Penal.............................................................................................. 75 5.1. Características generales del sistema procesal penal chileno........................................ 75 5.2. Presentación del problema.......................................................................................... 76 5.3. Escenario actual de la discusión.................................................................................. 77 5.4. La competencia del tribunal de juicio oral en lo penal y el estatuto que regula la prisión preventiva desde la perspectiva de la doctrina nacional...................................................... 82 5.4.1. Posturas de la doctrina nacional............................................................................ 84 5.4.2. Nuestra postura.................................................................................................... 88 5.5. Apelación de decisiones de un tribunal oral en lo penal en materia de penas sustitutivas (Ley N° 18.216)................................................................................................................ 91 5.6. Apelación de resoluciones de un tribunal oral en lo penal en materia de costas........... 94 5.7. A modo de conclusión y síntesis................................................................................. 97 Referências bibliograficas................................................................................................... 99
6. Una revisión histórica del Juicio por Jurados en Chile............................. 102 6.1. Introducción............................................................................................................ 102 6.2. Fray Camilo Henríquez y La Aurora de Chile.......................................................... 103 6.3. Recepción de las ideas de Fray Camilo Henríquez: La libertad de imprenta.............. 107 6.4. Mensaje del Código de Procedimiento Penal de 1906.............................................. 110 6.5. Conclusiones............................................................................................................ 115 Referências bibliograficas................................................................................................. 115
7. Debido proceso y las facultades del Servicio Nacional de Aduanas en investigaciones por tráfico ilícito de drogas................................................. 117 7.1. Introducción............................................................................................................ 117 7.2. Facultades de los funcionarios del Servicio Nacional de Aduanas.............................. 117 7.3. Infracción a garantías fundamentales (debido proceso)............................................. 120 7.3.1. Infracciones en el procedimiento de detención.................................................... 121 7.3.2. El derecho a no autoincriminarse........................................................................ 124 7.4. Exclusión de prueba ilícita....................................................................................... 128 7.5. Conclusiones............................................................................................................ 131 Referências bibliograficas................................................................................................. 133
8. Construcción de enemigos en el contexto de la sociedad del riesgo. Análisis en particular del delito de microtráfico de drogas. ..................................... 134 8.1. Introducción............................................................................................................ 134 8.2. El rol de los mass media en la construcción de “enemigos”....................................... 136 8.3. La guerra contra las drogas. El microtraficante como enemigo.................................. 138 8.4. Ley Nº 20.000 y la incorporación del tipo penal del microtráfico............................ 139 8.5. Manifestaciones del derecho penal del enemigo en la ley Nº 20.000. La guerra contra el microtráfico................................................................................................................. 141 8.6. Conclusiones............................................................................................................ 147 Referências bibliograficas................................................................................................. 149
9. Derecho penal y Derecho administrativo sancionador. Un análisis desde el injusto monopólico........................................................................................ 151 9.1. Conducta ilícita: entre el Derecho penal y el Derecho administrativo sancionador.......151 9.1.1. Escuela Cualitativa.............................................................................................. 152 9.1.2. Escuela Cuantitativa........................................................................................... 153 9.2. Protección de la libre competencia........................................................................... 156 9.2.1. Protección desde el Derecho administrativo sancionador.................................... 156 9.2.2. Protección desde el Derecho penal...................................................................... 157 9.2.3. Protección conjunta............................................................................................ 161 9.3. Conclusiones............................................................................................................ 162 Referências bibliograficas................................................................................................. 164
10. Ley penal en blanco y la (in)constitucionalidad del nuevo delito contra la salud pública.................................................................................................. 166 10.1. Introducción.......................................................................................................... 166 10.2. Leyes penales en blanco.......................................................................................... 167 10.3. Jurisprudencia del Tribunal Constitucional chileno respecto de las leyes penales en blanco............................................................................................................................. 170 10.4. Nuevo tipo penal del artículo 318 bis del Código Penal......................................... 172 10.4.1. Determinación de la conducta típica................................................................. 172 10.4.2. Norma complementaria: “orden de la autoridad sanitaria”................................ 174 10.5. Conclusiones.......................................................................................................... 177 Referencias bibliográficas................................................................................................. 179
Apresentação Não é recente a discussão sobre as relações e a possível dissociação entre autor e obra. Se por um lado é certo que a obra ganha vida própria depois de publicada, por outro lado é igualmente certo que o entendimento da obra passa pela compreensão do seu autor. Rodrigo Ríos Álvarez é professor de Direito Processual Penal e Litigación Oral da Universidad Finis Terrae, em Santiago do Chile. Na sua carreira acadêmica, é Mestre em Direito pela Universidad de Chile e doutorando em Direito junto à Universidad de Buenos Aires. Como operador jurídico, foi Secretario del Primer Juzgado del Crimen de Santiago, Fiscal Adjunto de la Fiscalía Regional Metropolitana Centro Norte e Subdirector de la Unidad de Cooperación Internacional y Extradiciones de la Fiscalía Nacional, estes últimos dois cargos no âmbito do Ministério Público do Chile. Atualmente é advogado-sócio do escritório Picand & Ríos abogados, membro do Comité do Proyecto Inocentes (Chile) e Vice-Presidente da REDE Ibero-americana de advocacia criminal. O extenso currículo é indicativo, por si só, da extensa experiência do autor na área das ciências criminais. O diferencial, no entanto, é a combinação entre o acadêmico e o jurista, e nesse âmbito específico, o conhecimento prático dos dois lados da moeda: como promotor e como advogado de defesa. A obra agora apresentada ao público é resultado da reunião de diferentes reflexões sobre pontos fundamentais do Direito Penal e do Processo Penal, que ultrapassam o campo meramente acadêmico para tocar em questões práticas de extrema relevância para os operadores jurídicos e, essencialmente, para a sociedade em geral. À crítica acadêmica Rodrigo Ríos combina a sensibilidade e o conhecimento oriundos da prática forense para apontar os importantes avanços da reforma processual penal chilena dos anos 2000 e os preocupantes retrocessos das reformas legislativas pontuais aprovadas nos últimos anos. Com essa perspicácia, o autor perpassa temas como o juiz de garantias, a audiência de custódia, prisão preventiva, direito ao recurso das decisões do juicio oral, o tribunal do júri, devido processo, expansão do Direito Penal e o Direito Administrativo sancionador, política criminal de drogas e a construção do inimigo na Sociedade de Risco, e o problema das leis penais em branco na tutela da saúde pública. A leitura dos textos evidencia a densidade das reflexões e a preocupação com os rumos do Direito Penal e do Processo Penal no período pós-reforma no Chile, um país onde, em um movimento atípico e aparentemente inusitado, o 8
Código de Processo Penal foi reformado e adequado a parâmetros democráticos ainda na vigência da Constituição de Pinochet de 1980. Cuestiones de Derecho Penal y Proceso Penal Chileno, portanto, é uma obra atual e de fundamental importância para a compreensão da disputa de poder que perpassa o campo jurídico, na feliz expressão de Pierre Bourdieu. Enquanto alguns países ainda remam em busca da adequação da legislação penal e processual penal aos parâmetros democráticos dos tratados internacionais protetivos de direitos humanos, em boa medida internalizados pelas Constituições Federais do período pós-ditaduras, no Chile o desafio é manter os avanços democráticos da reforma dos anos 2000, o que tem se mostrado árduo diante do constante aumento da criminalidade, da sensação de insegurança e da utopia da rápida solução desses problemas pelo caminho do Direito Penal e do Processo Penal. Essas questões estão muito bem trabalhadas na obra do professor da Universidad Finis Terrae, em raro equilíbrio entre o conhecimento acadêmico e a experiência da prática forense. Trata-se, portanto, de leitura obrigatória para acadêmicos e operadores do Direito. Boa leitura! Porto Alegre, inverno de 2023. André Machado Maya1
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Advogado; Professor da Faculdade de Direito da FMP-RS; Membro da REDE Ibero-americana de Advocacia Criminal
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Prólogo “Escrever é fácil. Você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as ideias”. Pablo Neruda.
Iniciar com a letra maiúscula e encerrar com o ponto final são tarefas verdadeiramente simples. Ideias aleatórias, entretanto, nem sempre rendem um bom livro. Por mais que a sensibilidade dos poetas facilite o trabalho, a reflexão sempre precede a escrita. Em suas Cuestiones de Derecho Penal y Proceso Penal Chileno, o Professor da Universidad Finis Terrae, Rodrigo Ríos Álvarez, apresenta-nos uma obra madura, composta por argumentos sofisticados, que nos convidam a pensar temas atuais das Ciências Penais. O Chile concluiu a reforma do Processo Penal nos anos 2000. Sua experiência se tornou referência obrigatória para inúmeros pesquisadores latino-americanos que procuram conhecer melhor a implementação de institutos fundamentais para afirmação dos modelos acusatório e adversarial. Convém lembrar que muitos desses institutos ainda enfrentam resistência em países, por força da secular mentalidade inquisitória. No antigo processo chileno, o juiz do crime concentrava as funções de investigar, acusar e julgar, exercendo o indesejado protagonismo inquisitorial. O leitor observará que, nesse aspecto, a incorporação do juiz de garantias promoveu importantes modificações estruturais: desconcentrou funções, instituiu o controle da investigação e assegurou o respeito às garantias do imputado. A audiência de custódia, prevista nos Tratados Internacionais de Direitos Humanos (PIDCP, artigo 9.3 | CADH, artigos 7.5), como mecanismo de controle das prisões processuais, foi incluída na nova estrutura procedimental. A obra descreve o impacto causado na realidade processual e aponta os desafios que precisam ser superados para se aprimorar o controle de legalidade das detenções. Além disso, avalia o alcance da ação de amparo perante o juiz de garantias, importante medida de reforço para a tutela da liberdade prevista no ordenamento chileno. Rodrigo Ríos Álvarez resgata os princípios e normas que reafirmaram o caráter de ultima ratio da prisão preventiva no Código de Processo Penal e invoca o compromisso internacional de promoção dos direitos humanos para criticar as recentes mudanças legislativas ocorridas em seu país. Comenta que elas enfra10
queceram a qualidade primária de inocência e o devido processo, favorecendo a política de prevenção especial. Com base em dados estatísticos, demonstra os reflexos negativos que incidiram sobre a população encarcerada, quando a prevenção especial entrou em vigor. De acordo com o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos e a Convenção Americana de Direitos Humanos, os países signatários precisam instituir recursos contra decisões penais que afetam direitos e liberdades fundamentais. Expressamente, as normas internacionais instituem o direito fundamental ao recurso nas hipóteses de condenação e de privação de liberdade (conferir PIDCP, artigos 2, 9.4, 14.5 | CADH, artigos 7.6, 8.h e 25). Com propriedade, o Professor da Universidad Finis Terrae defende o direito de se impugnar as decisões interlocutórias do Tribunal de Juízo Oral, que afetam a liberdade do imputado, ponderando que provimentos da mesma natureza, quando proferidos pelo juiz de garantias, já admitem recurso. O livro enfrenta a resistência chilena ao modelo de julgamento por jurados. Com base em importantes fontes históricas, datadas do século XIX, o autor demonstra que o instituto não é estranho à cultura de seu país. Denuncia que o Código de Processo Penal de 1906, fiel à ideologia inquisitória, foi quem instituiu o protagonismo excessivo do juiz do crime e fez crescer a desconfiança em torno da capacidade de julgar dos cidadãos. As faculdades do Serviço Nacional de Aduanas em investigações por tráfico ilícito de drogas são confrontadas com as cláusulas do devido processo legal. Ríos Álvarez explica que os limites difusos da fiscalização podem comprometer, posteriormente, o aproveitamento de evidências no julgamento penal. Precedentes da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que limitam a atividade estatal, reforçam seus argumentos. A conclusão é de o direito à não autoincriminação e a vedação da prova produzida ilicitamente impõem óbices intransponíveis para a atividade fiscalizatória do Serviço de Aduanas. O autor observa que, na complexa sociedade de risco, a preocupação com a insegurança se transfere dos tradicionais crimes contra a pessoa e contra o patrimônio para as infrações que colocam em perigo bens jurídicos coletivos e difusos; os meios massivos de comunicação se tornam diretamente responsáveis pelo incremento do sentimento de insegurança; em defesa da saúde pública, instaura-se uma equivocada política de guerra contra as drogas; e que o micro traficante emerge como novo ente a ser combatido - o clássico conceito de inimigo do Direito Penal. Mas, atento à irrenunciabilidade das garantias processuais, adverte que “legislações de guerra”, quando adotadas como “lógica de solução de conflitos” contaminam a investigação, o julgamento, a aplicação e a execução da pena, com disposições “próprias dos estados de exceção”. 11
O livro revisita os argumentos desenvolvidos pelas escolas quantitativa e qualitativa, que diferenciam o ilícito penal do ilícito administrativo. Demonstra que, com base nesses argumentos, é possível demarcar as três esferas de proteção: a penal, a administrativa sancionadora e a conjunta. Critica a tendência de ampliação do punitivismo estatal, porque gera uma reação desproporcional e em duplicidade. E sustenta que, para se evitar a dupla punição, é preciso recorrer aos critérios de identidade parcial dos ilícitos; porém, a solução apresentará variação, conforme a teoria adotada, a quantitativa ou a qualitativa. O Tribunal Constitucional chileno precisou analisar a constitucionalidade de medidas sanitárias que foram adotadas em meio à pandemia da Covid-19. A necessidade de se recorrer à lei penal em branco e os reflexos sobre a estrita legalidade penal mereceram especial atenção. Acertadamente, Ríos Álvarez rejeita a ideia de que a Administração possa regulamentar matéria penal. A exclusividade da competência legislativa é inegociável. A indefinição da conduta descrita no artigo 318 bis é criticada, ante a vulnerabilidade causada ao princípio da legalidade. Há muitas razões, portanto, para se lerem as Cuestiones de Derecho Penal y Proceso Penal Chileno. Ao compartilhar as suas reflexões, o Professor Rodrigo Ríos Álvarez confronta a inquisitoriedade do passado com as reformas processuais do presente, sem perder de vista a interseção com questões atuais do Direito Penal. O contraste entre o novo e o arcaico é explorado com lucidez e sensibilidade. O Livro demonstra que, mesmo diante de tantos desafios, existe um futuro para as Ciências Penais. Belo Horizonte, 16 de junho de 2023. Professor Leonardo Marinho Universidade Federal de Minas Gerais
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1. Juez de garantía en el sistema procesal penal chileno1
La figura del Juez de Garantía fue incorporada en Chile con la instauración de la Reforma Procesal Penal del año 2000. En cuanto a sus rasgos distintivos, podemos definirlo como aquel órgano jurisdiccional, unipersonal y letrado, con competencia para ejercer las atribuciones que la ley le confiere desde el inicio de la etapa de investigación hasta la dictación del auto de apertura de juicio oral que da término a la etapa intermedia o de preparación de juicio oral, y que luego, puede eventualmente recuperar su competencia para la ejecución de la sentencia definitiva condenatoria. La reforma al sistema procesal penal chileno está íntimamente vinculada con el retorno de la democracia en el país, luego de 17 años de dictadura militar (1973-1990). Hito adicional en este camino es sin duda alguna la ratificación de la Convención Americana de Derechos Humanos en el año 1990, 21 años después de haber sido suscrita. Es por ello que la década de los años 90 constituyó el periodo en el cual se fue forjando y consolidando esta idea de dejar atrás un sistema procesal penal absolutamente atentatorio del debido proceso e incompatible con los parámetros de un estado democrático de derecho. La reforma chilena es particular además, por las características del sistema antiguo. Se trataba de un sistema altamente inquisitorio, regido por la escrituración de la tramitación y de las decisiones, con un protagonismo excesivo de la figura del juez del crimen, quien ejecutaba las funciones de investigar, acusar y resolver, con todas las implicancias negativas que ello acarreaba en una lógica de respeto al debido proceso. Es este contraste el que permite también comprender de mejor forma el éxito inicial de la reforma chilena a partir del año 2000, dado el cambio radical que implicó implementar un modelo que era la antítesis del anterior. Nacen con la reforma el Ministerio Público, la Defensoría Penal Pública, y en el interior del Poder Judicial, los jueces de garantía y los tribunales de juicio oral en lo penal. Y es en este contexto, que la figura del juez de garantía se posicionó como un sujeto procesal esencial y clave para dar vida y sentido a este nuevo proceso penal de corte adversarial y acusatorio. 1
Basadas en las columnas de opinión publicadas en el Boletín Trincheira Democrática del Instituto Baiano de Direito Processual Penal (IBADPP).
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1.1. Competencia material ¿Cuál es la principal función que tiene el juez de garantía en el modelo chileno? La esencia del rol que el juez de garantía debe realizar está en su labor de asegurar los derechos del imputado y demás intervinientes en el proceso penal. La concreción de este rol va de la mano con una serie de controles que el juez de garantía debe realizar en la etapa de investigación y en la etapa intermedia de preparación de juicio oral. Controles que apuntan a salvaguardar los derechos y garantías del imputado, esencialmente de la labor investigativa que el Ministerio Público dirige y que es ejecutada materialmente por las policías. Esta competencia material del juez de garantía refleja la potencia que este sujeto procesal tiene dentro de los parámetros de un modelo procesal penal de tendencia acusatoria. Primero, por cuanto debe ser el controlador de la labor investigativa del Ministerio Público cada vez que se priven, restrinjan o perturben los derechos del imputado en la primera etapa del proceso penal. Es en esta etapa inicial donde se verifican las principales infracciones al debido proceso y que requieren como contrapartida un rol protagónico de los jueces de garantía para sancionarlas procesalmente. Desde un punto de vista adversarial, es fundamental el rol del juez de garantía en la dirección de todas las audiencias que sean realizadas en las dos primeras etapas del proceso penal, dando con ello una aplicación preferente a la oralidad y publicidad como forma de discusión y solución de los conflictos de relevancia penal, dejando entregada la decisión definitiva en la etapa de juicio oral a un tribunal colegiado completamente diferente, marcando con ello uno de los cambios más profundos en la cultura jurídica chilena acostumbrada por casi 100 años a una tramitación esencialmente escrita y sin respetar la imparcialidad del juzgador. Con el diseño anterior se satisface, al menos a nivel del procedimiento ordinario, el derecho a ser juzgado por un juez imparcial. En esta estructura, se estableció una primera audiencia de control de la detención, donde todo imputado detenido debe ser puesto a disposición del juez de garantía dentro del plazo máximo de 24 horas. Se trata de una definición que mira el respeto de los derechos de todo detenido para que su situación sea conocida sin demora por un tribunal. El debate esencial y que da sentido a esta primera audiencia es verificar por parte del juez si el procedimiento que implicó la detención del imputado es legal o ilegal. El problema que presenta el sistema chileno en este punto, es que dejó totalmente desprovista de sanción efectiva las hipótesis de ilegalidad de la detención. Esta es una de la razones que puede justificar, dentro de muchos otros factores, los bajos porcentajes en que los defensores (públicos y privados) solici14
tan estas declaraciones de ilegalidad a los jueces, y la consecuencial y peligrosa pasividad de muchos jueces de garantía para recabar información de calidad que les permita resolver fundadamente. Las estadísticas promedio a nivel nacional nos indican que solo el 1% de las resoluciones dictadas por los jueces de garantía en esta audiencia corresponden a ilegalidades de la detención (CEJA, 2017). Esto es alarmante sin duda alguna, porque está demostrando que este primer control del juez de garantía está fracasando en la práctica, lo que queda en evidencia con las decisiones que posteriormente adopta la Corte Suprema de Justicia, una vez finalizado el procedimiento conociendo y acogiendo recursos de nulidad, en donde la principal razón de dichas nulidades es el reconocimiento de ilegalidades en el origen de la investigación2.
1.2. Ventajas y críticas A continuación, haremos una breve síntesis de cuáles han sido las principales ventajas y críticas que se han formulado al rol que el Juez de Garantía en el proceso penal chileno, a lo largo de estos ya casi 23 años de su instauración. 1.- Previo a la reforma procesal penal del año 2000, las funciones de investigar, acusar y resolver recaían en el mismo sujeto procesal (Juez del Crimen) que pertenecía al Poder Judicial. Con la creación del Ministerio Público, Juzgados de Garantía y Tribunales de Juicio Oral, se vino a dar un expreso reconocimiento del principio acusatorio en cuanto a división de funciones. Hoy, quien investiga y acusa es el Ministerio Público (organismo autónomo que no pertenece al Poder Judicial), quedando entregada la función de resolver a los jueces con competencia en materia penal. Así, hoy contamos con un proceso que se compone de tres etapas: (1) Investigación; (2) Intermedia o de preparación de juicio oral, y (3) Juicio oral. Las dos primeras etapas, están entregadas a la competencia exclusiva del Juez de Garantía, quedando la tercera de ellas entregada a los Tribunales de Juicio Oral. Como puede apreciarse junto con la división de funciones entre Ministerio Público y tribunales con competencia en materia penal, existe entre éstos, una distribución de competencia material que permite realzar de mejor manera la imparcialidad del juzgador que conoce del juicio oral, por cuanto este tribunal colegiado no tiene ninguna participación en las etapas iniciales, evitando de esa manera la “contaminación” a la cual puede verse expuesto cualquiera de sus miembros, debiendo enfocarse única y exclusivamente a valorar el material pro2
Resultados obtenidos en las auditorías anuales realizadas por la Defensoría Penal Pública, en los años 2018 a 2022, en las cuales participé como auditor externo.
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batorio y a dictar la sentencia definitiva una vez concluido el juicio oral ante el desarrollado en sesiones orales y públicas. 2.- La actual estructura del proceso penal chileno presenta una gran ventaja en términos de celeridad en los tiempos de tramitación de los casos que ingresan al sistema, y en esto tiene principal injerencia el rol desplegado por los Jueces de Garantía. Dentro de su ámbito de competencia material, podemos constatar que, junto con velar por el resguardo y respeto de las garantías de los intervinientes del proceso, tiene además asignada competencia para resolver los procedimientos especiales y salidas alternativas al juicio oral. Con ello, existen casos por delitos flagrantes que pueden ser resueltos en 24 horas, con la dictación de una sentencia definitiva condenatoria (procedimientos monitorios, simplificados o abreviados), o bien mediante la aprobación de salidas alternativas, que potencian acuerdos entre los intervinientes, por ejemplo, entre fiscal e imputado (suspensión condicional del procedimiento) o bien entre imputado y víctima (acuerdo reparatorio). En este punto se puede advertir la definición de diseño del sistema chileno en el dilema gestión vs. respeto de garantías. Uno de los mayores avances e impactos que tuvo la reforma procesal penal fue el efectivo reconocimiento al derecho al juez imparcial. En el procedimiento ordinario, tal como destacamos, la dictación de la sentencia definitiva está entregada a un tribunal que solo tiene competencia en la tercera etapa de juicio oral, y por ende, no ha intervenido en ninguna de las discusiones previas acaecidas en las etapas de investigación y de preparación de juicio oral, que como ya sabemos, están entregadas a la competencia del juez de garantía. Este aspecto positivo (imparcialidad del juzgador) decae en la lógica de los procedimientos especiales (abreviado, simplificado y monitorio), en los cuales las sentencias de término (condenas o absoluciones) son dictadas por los propios jueces de garantía, existiendo en la gran mayoría de estos casos acuerdos entre el Ministerio Público y las defensas que determinan reconocimiento de responsabilidad por parte de los imputados. ¿Por qué es relevante este punto? Primero, porque del 100% de casos que ingresa al sistema, menos de un 5% es llevado a la etapa de juicio oral en el contexto del procedimiento ordinario. Por lo que el restante porcentaje mayoritario de casos es decidido en etapas previas al juicio oral, en las cuales tiene competencia el juez de garantía: procedimientos especiales, salidas alternativas y desestimación temprana de casos por el Ministerio Público. Esto denota una tendencia importante del sistema procesal penal chileno como un modelo orientado más a la gestión de casos y donde los principales términos judiciales se obtienen mediante acuerdos. 3.- Bajo la estructura adversarial y contradictoria del proceso penal chileno, el rol que debe cumplir el Juez de Garantía es esencialmente pasivo. Esto 16
implica que recae en los intervinientes (fiscal, querellante y defensor) formular las peticiones que deban ser resueltas por el juez de garantía, y entregar los fundamentos que permitan persuadirlo en adoptar dicha decisión, no pudiendo subsidiar a ninguno de los intervinientes en sus alegaciones o peticiones. Por regla general las discusiones ante el Juez de Garantía se realizarán en audiencias orales y públicas, en las cuales previo debate, el juez deberá resolver verbalmente inmediatamente una vez cerrada la discusión. Esto también ha significado un cambio conductual en la forma de entender el ejercicio de la jurisdicción, ya que solo excepcionalmente se harán peticiones y se dictarán resoluciones por escrito. Solo excepcionalmente se contemplan actuaciones de oficio por parte del tribunal, lo que viene a confirmar y reforzar el principio de pasividad en sus funciones. 4.- Una de las principales funciones del Juez de Garantía, como ya vimos, es aquella encaminada a resguardar los derechos de todos los intervinientes en el proceso penal. Así, se pronunciará sobre las autorizaciones judiciales previas que solicite el Ministerio Público para realizar actuaciones que priven, restrinjan o perturben el ejercicio de derechos asegurados por la Constitución. Para actividades de investigación tales como, ingresos y registro de lugares cerrados, interceptaciones telefónicas, entre otras, será necesario contar con la autorización judicial previa para ejecutar dichas diligencias de investigación. En caso de no cumplirse con este requisito, las actuaciones que se hayan ejecutado podrán ser objeto de sanciones procesales, como por ejemplo, la ilegalidad de la detención y la exclusión de prueba ilícita. En este aspecto el Juez de Garantía se erige como un verdadero contralor del respeto de los derechos y garantías durante la investigación. Pero no solo respecto del imputado, sino que ejerce esta función también sobre las peticiones que el resto de intervinientes puedan formular (por ejemplo, la víctima y el querellante), en la medida que exista una afectación a sus derechos. 5.- En la audiencia de preparación de juicio oral, el Juez de Garantía ejecuta un rol de filtro de las pruebas que serán finalmente conocidas por el Tribunal de Juicio Oral. Dentro de las causales más relevantes de exclusión de prueba, está aquella asociada a las que han sido obtenidas con vulneración de garantías fundamentales (prueba ilícita). Lo que se busca es evitar que el Tribunal de Juicio Oral conozca pruebas que sean sobreabundantes, que recaigan sobre hechos públicos y notorios, sean impertinentes o bien sean ilícitas, evitando que los juicios orales se extiendan más allá de lo razonable y que ingrese a juicio oral prueba obtenida ilegalmente. Como punto crítico, puede mencionarse la pasividad de los jueces de garantía y la burocracia en la que ha entrado esta audiencia de la etapa intermedia. Esta audiencia a nivel de estructura del sistema procesal penal chileno es fundamental. Es aquí donde debe discutirse y resolverse sobre qué pruebas serán llevadas a juicio oral, y cuáles serán excluidas por el juez de garantía, siendo una 17
de las razones de exclusión prueba de mayor peso aquella que ha sido obtenida con infracción de garantías fundamentales. Como puede verse, se trata de una discusión esencial y relevante por el mérito de los argumentos y fundamentaciones que deben rodear a la misma. ¿Qué está ocurriendo en la práctica? Investigaciones empíricas dan cuenta que en un 66% de los casos analizados los jueces de garantía no solicitan ningún tipo de información a los demás intervinientes, constatándose una pasividad que ha llevado a invertir la esencia de esta audiencia de filtro probatorio a un verdadero pasadizo de pruebas, en función de una mal comprendida libertad de prueba (DUCE, 2020). 6.- Finalmente, podemos destacar que uno de los principales problemas que se ha detectado en la aplicación del proceso penal reformado ha sido la falta de comprensión por parte de la comunidad del rol que ejerce el Juez de Garantía dentro del proceso, y previo a ello, una falta de internalización de los principios que inspiran nuestro actual sistema procesal penal. Así, uno de los puntos de crítica que se formulan de manera cíclica, principalmente en periodos de elección de cargos políticos (presidencial y parlamentarios) es el uso del eslogan de la “puerta giratoria”. Se critica a los Jueces de Garantía de ser excesivamente “garantistas” y permitir que una persona que ha sido detenida y que ingresa al tribunal por una “puerta” sale inmediatamente por la misma “puerta” una vez que termina la audiencia. Este discurso crítico ha hecho mucho daño en el funcionamiento del sistema, porque ha generado una errada concepción de su estructura, y ha propiciado una serie de reformas que han ido incorporando aspectos netamente represivos y de tendencia inquisitiva dentro de la regulación legal actual. Valga aclarar que esta crítica, que tiene su génesis en discursos políticos, no tiene asidero estadístico en el sistema. Por ejemplo, se ha comprobado que cerca de 9 de cada 10 peticiones de prisión preventiva que formula el Ministerio Público son concedidas por los jueces de garantía. En suma, la incorporación del Juez de Garantía constituyó un hito fundamental en el engranaje del sistema procesal penal, y una de las claves del éxito de su instauración. Se requiere de cara al futuro, reforzar los aspectos comunicativos de cara a la comunidad, en orden a socializar de manera eficiente los roles de cada uno de los sujetos procesales, atacando con ello uno de los principales riesgos de deslegitimación que experimenta hoy en día nuestro sistema, y en esa línea, reforzar la exigencia permanente a los Jueces de Garantía en su rol de resguardo y respeto de los derechos y garantías de todos los intervinientes del proceso penal, que requiere de parte de quienes ejercen este papel, un convencimiento y un grado importante de responsabilidad en torno a las funciones que se les han encomendado. 18
Si algo podemos extraer luego de 23 años de proceso reformado en Chile, es que una reforma legislativa no es suficiente, ya que si dicha mudanza no va de la mano de un cambio en la percepción y convencimiento ciudadano de lo que es y debe ser un sistema penal, se corre el riesgo de ir en un camino de constante deslegitimación de las instituciones que lo conforman, con el peligro real de que al poco andar se retroceda mucho más de lo que se pudo haber avanzado.
Referencias bibliograficas CEJA – Centro de Estudios de Justicia para las Americas. Desafíos de la Reforma Procesal Penal en Chile: Análisis retrospectivo a más de una década. Informe. 2017. DUCE, Mauricio. La etapa de preparación del juicio oral y su rol en el control de admisibilidad probatoria en Chile. Revista Internacional sobre Razonamiento Probatorio Quaestio facti. International Journal on Evidential Legal Reasoning, Vol. 1. Madrid, 2020, p. 103-132.
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2. La audiencia de control de la detención en el proceso penal chileno3
La audiencia de control de la detención es sin duda alguna una de las audiencias más relevantes del proceso penal chileno, por cuanto constituye por regla general la primera interacción del imputado detenido ante un juez de garantía4. A nivel normativo, su regulación se encuentra en el artículo 132 del Código Procesal Penal5, norma que debe ser complementada con otros artículos de dicho cuerpo normativo que regulan aspectos propios de la detención6, así como del tenor de tratados internacionales que Chile ha suscrito en materia de derechos humanos7, para de esa manera adquirir una comprensión global de su dinámica e importancia dentro del proceso penal chileno. Se trata de una audiencia que tendrá su génesis en una detención flagrante o bien en una detención ordenada judicialmente (detención imputativa), sea uno u otro el caso, el plazo máximo en que el imputado debe ser puesto a disposición del tribunal es de 24 horas. Como sostiene Oliver, “el momento en el cual un imputado que haya sido detenido debe ser puesto a disposición de un juez, es muy relevante […] porque en los sistemas procesales penales de distintos países, se ha comprobado que antes de que el detenido sea llevado a la presencia judicial, 3 4
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Artículo publicado en el libro “Tudo em mais um pouco da inquisitoriedade no processo penal: Estudos em homenagem ao Professor Leonardo Marinho”, Observatório da Mentalidade Inquisitória, Brasil, 2022. En este punto hay que mencionar que excepcionalmente puede ser competente para conocer de una audiencia de control de la detención, el tribunal de juicio oral en lo penal, en la medida que estemos en presencia de una hipótesis de detención decretada judicialmente, y nos encontremos en la tercera etapa del proceso (juicio oral), y que dicha detención se haya materializado en el territorio jurisdiccional de dicho tribunal. El artículo 132 del Código Procesal Penal chileno dispone: “Comparecencia judicial. A la primera audiencia judicial del detenido deberá concurrir el fiscal o el abogado asistente del fiscal. La ausencia de éstos dará lugar a la liberación del detenido. No obstante lo anterior, el juez podrá suspender la audiencia por un plazo breve y perentorio no superior a dos horas, con el fin de permitir la concurrencia del fiscal o su abogado asistente. Transcurrido este plazo sin que concurriere ninguno de ellos, se procederá a la liberación del detenido. En todo caso, el juez deberá comunicar la ausencia del fiscal o de su abogado asistente al fiscal regional respectivo a la mayor brevedad, con el objeto de determinar la eventual responsabilidad disciplinaria que correspondiere. En la audiencia, el fiscal o el abogado asistente del fiscal actuando expresamente facultado por éste, procederá directamente a formalizar la investigación y a solicitar las medidas cautelares que procedieren, siempre que contare con los antecedentes necesarios y que se encontrare presente el defensor del imputado. En el caso de que no pudiere procederse de la manera indicada, el fiscal o el abogado asistente del fiscal actuando en la forma señalada, podrá solicitar una ampliación del plazo de detención hasta por tres días, con el fin de preparar su presentación. El juez accederá a la ampliación del plazo de detención cuando estimare que los antecedentes justifican esa medida. En todo caso, la declaración de ilegalidad de la detención no impedirá que el fiscal o el abogado asistente del fiscal pueda formalizar la investigación y solicitar las medidas cautelares que sean procedentes, de conformidad con lo dispuesto en el inciso anterior, pero no podrá solicitar la ampliación de la detención. La declaración de ilegalidad de la detención no producirá efecto de cosa juzgada en relación con las solicitudes de exclusión de prueba que se hagan oportunamente, de conformidad con lo previsto en el artículo 276”. Artículos 95, 131, 132 bis, 393 bis del Código Procesal Penal, entre otros. Artículo 7.5 y 7.6 CADH y artículo 9.4 PIDCP.