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Capítulo I - Uma pescaria misteriosa Sentados no pequeno muro de pedras sarapintadas de musgo, à beira do moinho de água, o grupo de amigos brincava e ria do dia anterior. À sua frente tinham o rio que nesse local fazia uma larga curva que quase parava as águas. Entre eles e o rio um pouco de areão grosseiro onde durante o verão eram estendidas as toalhas. Mais à direita, mesmo à beira da água, um grande rochedo que adoravam trepar. Chamavam-lhe a Rocha da Águia, porque dali conseguiam ter uma visão ampla das redondezas, era quase uma torre de vigia. Era um sítio onde só o grupo de amigos costumavam ir, o moinho estava abandonado, os campos noutros tempos cultivados, já infestados de ervas. Voltando as costas ao rio conseguia-se ver partes do trilho que às vezes se mostrava por entre a vegetação da íngreme encosta que separava aquele local da vila. A inclinação era tão grande que desmotivava os mais velhos a percorrerem-no! Era o local perfeito para as brincadeiras. De verão tomavam banho, no Inverno conseguiam patinar sobre a camada de gelo que se formava. E, quando não podiam patinar nem tomar banho os rapazes e raparigas brincavam como a imaginação ou as condições meteorológicas lhes permitia. Hoje riam da pescaria do dia anterior. O Drika, tinha tido uma luta com o anzol dentro de água, daquelas que se vêm apenas nos filmes! Lutou, lutou, lutou, ficou vermelho de tanto puxar, deu voltas e mais voltas, saltou da Rocha da Águia e entrou pelo rio dentro. À beira de água escorregou nos limos e ficou todo encharcado, mas conseguiu fazer a sua grande pescaria com sucesso! E foi uma gargalhada geral, até do próprio Drika que já se imaginava na capa de revista de pesca do próximo mês, com galochas até a joelho, um chapéu enfiado até aos olhos com os tufos de caracóis a saírem por todos os lados, com um peixe maior que ele ao lado, mas não havia peixe nenhum, apenas um material estranho que em nada se parecia com um peixe! No meio da gargalhada geral que se fazia sentir, o Pedro, um rapaz com 13 anos, cabelo preto e grandes olhos castanhos que, apesar de não ser o mais velho, era a ele que os outros costumavam ouvir quando era para formar equipas, decidir brincadeiras, ou tomar outro tipo de decisões comentou: - Pois é... Ontem o Drika deu-nos um bom momento, mas já repararam bem nesta coisa? Ainda nem consegui perceber bem o que é isto!... Entretanto saltam todos do muro e juntam-se ao Pedro, formando um círculo e torno daquilo. - Vamos levar à loja do Zeca! Diz alguém lá atrás.


- Sim. Ele monta computadores, constrói coisas em madeira, tem imensos livros lá em casa. Ouvi dizer que um dia até montou um helicóptero telecomandado. E sozinho! É capaz de saber o que é isto. Mas o Pedro, desconfiado diz: - Não sei... Já viste se isto é valioso? Rapidamente temos isto cheio de máquinas, camiões a abrir caminho, pessoas por todo o lado a trabalhar, fazer buracos e a desviar o curso do rio para descobrir mais. E um sentimento de tristeza notou-se nos olhos de cada um dos elementos do grupo... E a Flora, a mais receosa do grupo pergunta: - Mas... E se é perigoso? E todos, instintivamente desviaram a cabeça e deram um passo atrás. - Não me parece, já viste o aspeto disto? - Como é que sabes? Há tanta coisa que desconhecemos! - Continuou a insistir a Flora. -Tens razão... O César que tinha estado calado até ao momento pergunta: - Olha, deita outra vez para o rio, estava lá não estava? - E eu tive todo este trabalho para esta coisa voltar para o rio? Nem pensar! Vamos descobrir o que isto é! - Concordo! E não podemos deitar novamente ao rio, como se nada fosse. - Então temos que descobrir nós o que é isto! - Sim, mas como? - Não sei bem... Mas estava a pensar nos livros do meu irmão, na internet e na biblioteca da escola... Há tanta informação, para descobrirmos o que isto é, pelo menos vamos ter que olhar para ele e perceber um pouco mais. - Mas já reparam bem à nossa volta? Já viram a quantidade de coisas diferentes que existem? (Podes completar a história com aquilo que aprendeste na aula.)



Capitulo1