Mulheres que amam demais
Rio de janeiro 2003
FABIANA BRAÚNA JULIANA OLIVEIRA JULIANA PEREIRA RAFAEL MOREIRA TIAGO MALTA NATALHA MOREIRA
Mulheres que amam demais Dedicado a Professora Ana Maria Mônica Machado de Oliveira SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO..............................................................................................1 1.1. tema ................................................................................................................1 1.2
formação de problema....................................................................................1
1.3
Objetivo................................................................................................ ..........1
1.4
Justificativa........................................................................................... .........1
1.5
hipótese................................................................................................ .........2
2 METODOLOGIA...........................................................................................2 3 CONCLUSÃO................................................................................................4 4 REFERÊNCIA...............................................................................................5
1.
Introdução: Mesmo nos dias de hoje em que as mulheres buscam uma boa posição na
sociedade e crescem cada vez mais no mercado de trabalho, ainda encontramos
algumas que sofrem gradativamente pelo seu modo excessivo de amar. Sensações de vazio, fadiga, medo e depressão são sintomas cada vez mais freqüentes entre tais mulheres modernas. Este amor excessivo costuma ser extremamente doloroso e destrutivo. Conforme nos relata Carotenuto (1994) no seguinte trecho: Na literatura e no teatro, assim como na vida, amor e ódio são dois sentimentos indissoluvelmente unidos; mesmo no momento da loucura homicida o assassino não deixa de amar a sua vítima. (p. 23) A importância dessa pesquisa consiste em mostrar os caminhos pelos quais se pode conduzir essas mulheres “que amam demais” à recuperação. Entendemos que essa recuperação é de grande importância, porque dela depende a inclusão dessas pessoas na sociedade e também em suas famílias. As pessoas com esse perfil criam uma forma de isolamento que interfere na totalidade de suas vidas. Em várias cidades do Brasil (além de Portugal e Venezuela), encontra-se semanalmente um grupo de auto-ajuda chamado MADA, sigla que significa Mulheres que amam demais anônimas. Lá não se oferece auxílio psicólogo, terapéutico, psiquiátrico ou nenhum tipo de ajuda religiosa, somente a atenção das pessoas presentes no momento que também sofrem por amor excessivo. Nessas reuniões, elas somente ouvem histórias de outras freqüentadoras (MADAs em recuperação1), pois não são permitidos conselhos. Nossa hipótese é de que ao escutar histórias de outras pessoas e comparando com os seus próprios dramas, conseguem ter um insight que existem histórias semelhantes (iguais, menores ou piores) e essa escuta auxilia
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São mulheres que já estão mais de seis encontros no grupo MADA.
ressignificação resultando em uma melhora gradual. A própria coordenadora do grupo MADA é uma mada em recuperação, que está como exemplo, mostrando que todas podem se recuperar. Em cada reunião apresentam relatos de algumas madas (mulheres) em recuperação que conseguiram ter melhoras. Existem outros casos em que apresentam estagnação, mas nunca piora.
2. Metodologia: Nossa pesquisa tratou-se de um estudo de caso que consistiu na observação e analise de um grupo específico: o MADA.Os dados foram coletados diretamente no local onde esse grupo se reúne. O estudo de caso se caracteriza por esse contato direto que tivemos com esse grupo. Barros e Lehfeld (2000, p.75) afirmam que: O investigador na pesquisa de campo assume o papel de observador e explorador, coletando diretamente os dados no local (campo) em que se deram ou surgiram os fenômenos. O trabalho de campo se caracteriza pelo contato direto com o fenômeno de estudo. A partir do uso de métodos como a observação (participante), nós pesquisadores buscamos as informações necessárias para o desenvolvimento da pesquisa. O grupo de auto-ajuda MADA encontra-se em vários pontos do Rio de Janeiro. Sendo que a realização de nossa pesquisa foi feita na Barra de Tijuca, os encontros ocorrem na igreja São Francisco de Paula. As reuniões são realizadas em uma sala pequena, onde as cadeiras são postas em círculos de modo que todos possam se olhar e escutar uns aos outros. O horário é de 19:30 ás 21:00 horas, onde por volta de 20:20 horas é feito um intervalo,
nesses intervalos as madas em recuperação aproveitam para se conhecer melhor e trocar telefones, o que pode ser muito importante no processo de recuperação. Esse tipo de socialização é incentivado pela coordenadora do MADA. . A quantidade de mulheres que freqüentam o MADA é por volta de 40, e a cada semana encontra-se mais gente disposta a se recuperar do amor excessivo.
As reuniões do MADA se iniciam com a oração da serenidade ditas por todas ao mesmo tempo. Ao término da oração, a reunião prossegue com a opinião individual sobre a eficácia das reuniões em suas vidas. Os relatos geralmente são sobre o conforto em saber que elas não as únicas com esse tipo de “problema” de amor excessivo. Nessa etapa da reunião inicia com os relatos das vivências, dando prioridade as madas em recuperação que já estão a mais de seis semanas no grupo. Na maior parte das vezes os relatos destas mulheres indicam um avanço em suas atitudes, que antes eram tomadas por impulsos insensatos, e que agora elas dizem encontrar um autocontrole maior. Na terceira parte da sessão as novas participantes do grupo MADA se apresentam e relatam o motivo delas terem procurado o grupo e seus casos. Algumas se emocionam ao descrever suas historias de amor excessivo e outras se emocionam a ponto de nem conseguirem se pronunciar. Depois que as novas freqüentadoras do grupo falam, a coordenadora do grupo coloca uma palavra para ser a “a palavra da semana”, que deverá ser refletida até o próximo encontro.
No desfecho da reunião todas se levantam, das mãos e fazem algumas orações onde pedem pela sua recuperação e que “só por hoje” que elas consigam segurar seus impulsos. E se conclui mais um dia de reunião com a coordenadora destacando que o grupo MADA oferece nada mais que espelhos e não conselhos.
3. Conclusão: Através desta pesquisa concluímos que estes grupos de ajuda mutua são eficazes na melhora de condutas das mesmas, mas vale ressaltar que são insuficientes, pois é indicado alem das reuniões um acompanhamento terapêutico. Muitas das que estão no grupo ao se afastarem têm uma recaída, por isso é aconselhável sempre estarem nas reuniões, pois o afastamento de uma semana pode ser muito prejudicial para algumas.
4. Referência:
CAROTENUTO, Aldo. Eros e Pathos. São Paulo: Ed. Paulus. Ano, 1994 BARROS, Aidil Jesus; LEHFELD, Neide Aparecida. Fundamentos de metodologia científica. São Paulo: Ed. Makron Books. Ano, 2000
http://www.grupomada.com.br/