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Visões Sobre Comunicação Comunitária

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Tiago Lobo

VISÕES SOBRE COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA

RESUMO Este trabalho analisa as múltiplas visões acerca da conceituação de Comunicação Comunitária, trabalhando com a polifonia gerada a partir da visão do autor, entrevistados e fontes de consulta. Palavras-chave: Comunicação. Comunitária. Conceito.


INTRODUÇÃO O que você entende por Comunicação Comunitária? Esta é a questão que pauta o desenvolvimento deste trabalho de pesquisa. PALAVRAS SOLTAS De acordo com a metodologia proposta em sala de aula indiquei seis expressões que se relacionam, em minha opinião, com Comunicação Comunitária. São elas: 1. Comunidade. 2. Sociedade. 3. Comunicação. 4. Interação. 5. Engajamento. 6. Troca. Partindo destas palavras foi formulado o conceito de que Comunicação Comunitária é o processo de interação, troca e/ou, engajamento que busca atender uma parcela ou nicho da sociedade. No decorrer desta pesquisa pretendo verificar se minhas impressões estavam corretas e se realmente relacionam-se com o conceito apresentado por entrevistados e teóricos. A VOZ DOS ENTREVISTADOS Foram realizadas três breves entrevistas com transeuntes entre as 20h e 20h e 30min do dia 11/08/2011. Todos os entrevistados foram abordados individualmente no Campus da PUCRS e indagados com a segunte questão: − O que você entende por Comunicação Comunitária? O maestro do projeto Tim Música, Giovani Costa, 37 anos, respondeu que Comunicação Comunitária é “comunicação de fácil acesso, com linguagem simples”. Já o auxiliar de biblioteca Rodrigo Muniz, 31 anos, fala de “movimentos sociais com muita gente. Sua colega de profissão, Tânia Novaes de 48 anos fala de “liberadade de expressão e vários grupos de pessoas”. Unificando as propostas de conceito do termo em questão chego à definição coletiva de que Comunicação Comunitária é o processo de interação, troca e/ou, engajamento de fácil acesso, com linguagem simplificada, que busca atender uma parcela ou nicho da sociedade, gerido por movimentos sociais em busca da liberdade de expressão. OS TEÓRICOS O projeto COMCOM (Comunicação Comunitária) da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília, mantido pelo jornalista e professor universitário Fernando O. Paulino define Comunicação Comunitária da seguinte forma, em seu website:

A idéia de Comunicação Comunitária se refere justamente ao uso dos meios de comunicação pelas comunidades. Na produção de conteúdos midiáticos, as comunidades encontram a oportunidade ideal para a discussão de idéias, para a integração e o convívio social, assim como para a difusão de seus elementos socioculturais. No desenvolvimento da competência comunicativa, os indivíduos agregam novos elementos à sua visão de mundo, como o entendimento das relações sociais e das estruturas de poder. Desenvolvem, assim, uma leitura crítica dos meios de comunicação de massa convencionais e tornam-se mais capazes do exercício de cidadania. (PAULINO, disponível em http://e-groups.unb.br/fac/comcom/)

Segundo a Professora do Programa de Pós-Graduação da Universidade Metodista de São Paulo, Cicília Peruzzo, o nível de participação popular é fundamental pra definir o envolvimento das pessoas e a melhor 2


mostra de comunicação comunitária. Quando este envolvimento se dá em um nível mais engajado, começamos a entender o conceito de “busca pela democracia”, apresentado no artigo Comunicação comunitária e educação para a cidadania. “[...] O participante, além de contribuir formulando conteúdos, tem o poder de atuar no processo de decisões relativas aos conteúdos dos meios e à sua gestão” (PERUZZO, 2003, p. 248). John Downing analisa a comunicação comunitária como muito mais do que uma forma de reivindicações sociais. Segundo ele, o principal objetivo está em se desvenci-lhar das formas tradicionais pregadas pelos veículos convencionais. “Seus interesses mais imediatos estão em contestar as estruturas e vieses da mídia comercial e construir representações alternativas da experiência e da realidade sociais” (DOWNING, 2002, p. 406). COMUNIDADE Segundo o sociólogo J. H. Fichter “comunidade é um grupo territorial de indivíduos com relações recíprocas, que servem de meios comuns para lograr fins comuns” (FICHTER, J. H. Definições para uso didático in: Fernades, Florestan (Org.). Comunidade e Sociedade: leitura sobre problemas conceituais, metodológicos e de aplicação. SP, Ed Nacional, EDUSP, 1973) CONCLUSÃO Mesmo com um suposto desconhecimento do conceito pesquisado ao longo deste trabalho, me parece correto propor que a etimologia de “comunicação” e “comunidade” acabaram por induzir os entrevistados a uma resposta que se relaciona de forma satisfatória com as definições teóricas aqui apresentadas. O conceito formado a partir do confronto entre palavras soltas e opinião dos entrevistados também se aproximou da definição teórica, portanto me parece que Comunicação Comunitária é daquelas coisas que todos sabem o que é, mas que poucos sabem responder quando alguém pergunta. FONTES DE CONSULTA PERUZZO, Cicilia M. K. Comunicação nos movimentos populares: a participação na construção da cidadania. Petrópolis: Vozes, 1998. FICHTER, J. H. Definições para uso didático in: Fernades, Florestan (Org.). Comunidade e Sociedade: leitura sobre problemas conceituais, metodológicos e de aplicação. SP, Ed Nacional, EDUSP, 1973. Site do projeto COMCOM (Comunicação Comunitária) da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília. Acessado às 21h45min do dia 16/08/2011. http://e-groups.unb.br/fac/comcom/

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