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Editorial - Elke Museu

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EDITORA IFSUL COORDENAÇÃO EDITORIAL Mauro Hallal dos Anjos

www.elkemuseu.com.br Impresso no Brasil Dezembro de 2017

REVISÃO Mauro Hallal dos Anjos PROJETO GRÁFICO Thuany Bunilha PREPARAÇÃO DE TEXTO Thuany Bunilha

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional

BUNILHA, Thuany. Coleção 100 anos de moda: 60s à 70s / 2017 Thuany Bunilha - Pelotas, RS: Elke Museu, 2017 40 páginas; 200x200mm 1. Design editorial; 2. Projeto Gráfico; 3. Fascículo; 4. Museu; 5. Moda; 6. Elke Maravilha


e t n i v e d s o n a a d mo

Este fascículo pertence a coleção 100 anos de moda. Nele você encontrará o que era moda nos 60s e 70s, as principais tendências, além de um pequeno contexto histórico para se nortear entre as décadas. Vai conhecer a vida e a carreira de Yves Saint Laurent e algumas de suas contribuições para o mundo da moda. Vai descobrir também algumas curiosidades sobre o assunto e saber como descomplicar o seu guardaroupa atráves de um infográfico.


sumário

08 OS ANOS 60

• O QUE ACONTECIA NA ÉPOCA • O QUE ERA MODA NOS ANOS 60

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PERSONAGEM

• ESTILISTA • CONTRIBUIÇÕES PARA A MODA

14 OS ANOS 70

• O QUE ACONTECIA NA ÉPOCA • O QUE ERA MODA NOS ANOS 70

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CURIOSIDADES

• A HISTÓRIA DAS ROUPAS


OS ANOS 60 8 | coleção 100 anos de moda


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OS ANOS 60

Os anos 60 foram de muitos acontecimentos históricos. Foi por esses meados que o primeiro computador eletrônico foi lançado pela empresa IBM, que o primeiro homem entrou no espaço e que também o homem chegou à Lua. Também na década de 60 aconteceu no Brasil o primeiro transplante de coração, foi feita a primeira transmissão em cores pela Tv Tupi e no futebol o Brasil tornou-se bicampeão mundial.

E L E T s N TRA E S E T R PO 10 | coleção 100 anos de moda


O QUE ERA MODA NOS ANOS 60 A moda da década de 60 era diferente das anteriores. Ela anunciava indiretamente diversas formas de se vestir, deixando de lado o generalismo ligado às décadas: enquanto a década de 50 era lembrada pela imagem do jovem de blusão de couro, topete e jeans e as moças bem comportadas com saias rodadas de Dior, a década de 60 buscava desligar-se totalmente do que antes era ligada, sendo isso uma ameaça de liberdade. A moda então era não seguir a moda! A alta-costura estava perdendo espaço e dando lugar à confecção, que por sua vez necessitava de criatividade para suprir a necessidade e ansiedade dos consumidores pelo diferente e inédito, fazendo com que o típico costureiro passasse a ser chamado de estilista, e priorizasse o estilo e não os conceitos. Entre as peças de vestuário que estiveram em ascensão nesse período encontramos a presença constante da minissaia. Obra da inglesa Mary Quant e do francês André Courrèges que, para criar, inspiraram-se na constante usabilidade desse tipo de saias curta vistas nas ruas. E foi exatamente nesse mesmo contexto que muitos estilistas criaram: inspirando-se na moda das ruas. Minissaias Anos 60: Além das minissaias e de seus criadores havia também os vestidos tubinho de

Saint Laurent e as estampas psicodélicas do italiano Pucci, que virou febre. Já Paco Rabanne foi mais ousado e usava alumínio como matéria-prima na construção de suas peças mesmo ainda sendo experimentos. Vestido de bolinhas Anos 60: Muitas pessoas julgam o vestido de bolinha como da década de 60. Ledo engano. Essa tendência é da década de 50, apesar de perdurar até a seguinte, só que com a saia mais curta, já que a minissaia foi o predominante. Vestidos soltos Anos 60: Na década de 60 os jovens queriam sair para dançar e curtir a juventude e para que o corpo tivesse total liberdade de movimento, as mulheres apelavam para vestidos mais soltos, sem serem justos ao corpo ou sem modelarem a cintura, dando um ar unissex. No geral havia muitas opções de tecidos, além das naturais os tecidos sintéticos se popularizavam, havendo variedade em estampas e fibras. E pela primeira vez as mulheres sentiam-se confortáveis em ousar na utilização de peças do vestuário tradicionalmente masculino, como, por exemplo, o smoking, o Jeans e a Camisa sem polo, principais responsáveis pelo impulso na moda unissex.

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disco

O movimento hippie reuniu estudantes que queriam contestar contra a guerra do Vietnã e houve um desejo forte de retornar à natureza. A estética hippie é marcada pelas franjas, batas, camisetas tie dye, coletes, calças boca de sino e acessórios confeccionados com matéria prima natural.

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O final da década foram marcados pela Era Disco ou Dancing Days. Caracterizam essa década, o terno branco com calça boca de sino, as golas enormes e pontudas, os sapatos plataforma e as sandálias de saltos altos e finos com meias de lurex. Além de peças muito estampadas, com muitas cores e principalmente, muito brilho.

hippie


glam

Surgido primeiramente nos Estados Unidos com a banda Ramones, os “primeiros” punks se caracterizavam pela simplicidade em contraste com a moda disco: jaqueta de couro, blusa de banda ou branca, calça jeans surrada e tênis. Uma espécie de releitura unissex do estilo “rebelde sem causa” dos anos 50.

A música foi responsável por influenciar o movimento Glam. Associada a artistas representantes do gênero Glam Rock, a estética andrógina marcada por brilhos e exageros marcou a quebra de gêneros. David Bowie ao aparecer com plataformas e maquiagens transmitiu a mensagem que não importa se é masculino ou feminino, mas sim sua individualidade.

punks 13


OS ANOS 70 14 | coleção 100 anos de moda


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OS ANOS 70

Os anos 70 foi de grande efervescência política e cultural. Foi a época da crise do petróleo, e aconteceu a missão espacial Viking I que exploraria o planeta Marte. Nesta década foi lançado o Odyssey 100, primeiro videogame do mundo e a Intel lança o primeiro microprocessador do mundo, o Intel 4004. Também foi o auge do Rock and Roll, das discotecas e do experimentalismo na música erudita.

E L E T s N TRA E S E T R PO 16 | coleção 100 anos de moda


O QUE ERA MODA NOS ANOS 70 Na moda dos anos 70 usou-se de tudo, variando de estação para estação. Jeans com enormes bocas de sino, bordados e muitos brilhos franjas, colares de contas, miçangas, bijuterias étnicas, saias e calças de cintura baixa com cintos largos, estampas florais e psicodélicas em quantidade, roupas artesanais, materiais naturais, tinturas caseiras, bolsas de crochê, alças a tiracolo, botas de camurça, sandálias de plataforma, saias longas ou curtíssimas com inspiração indiana, batas. Tudo isso fez parte da estética hippie que vestiu homens e mulheres e que marcou a década de 70 com seu lema “paz e amor” e sua moda alegre. Mas a moda glitter também emplacou nos anos 70: futurista, metálica e andrógina, personificada na figura do camaleão David Bowie. Mais artigos de Moda Alternativa: Assim, o estilo hippie foi cedendo espaço à moda disco que aqui no Brasil atingiu seu auge com a novela Dancin Days e a personagem de Sônia Braga. Na noite tudo brilha, e muito. Pistas de dança, Bee Gees tocando alto na vitrola e roupas cintilantes dão o tom da

nova onda disco, que invade o planeta. Muito lurex, salto plataforma e calças de boca de sino, cores forte e estampas metalizadas. Para os homens, nenhum modelo foi tão famoso quanto o terno de poliéster que ganhou destaque nas discotecas de Nova Iorque e foi eternizado por John Travolta no filme “Os Embalos de Sábado à Noite”. Lembrando que esses ternos eram normalmente usados com cinto e sapatos brancos. Um luxo! Contrastando com a moda disco e com o estilo hippie, surge no final da década, diretamente das ruas, um movimento que vai marcar para sempre a moda: o punk. Com o objetivo de chamar a atenção da população inglesa para a grande onda de desemprego que varria o país, os punks usavam cabelos longos ou moicanos em diversas cores, jeans rasgados, piercings, correntes, jaqueta de couro e rebites. Mas em um grande paradoxo, o punk virou moda e se capitalizou, vendendo em lojas caras justamente o estilo que nasceu nas ruas para contestar a difícil situação da população frente a sociedade capitalista que não gerava empregos.

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mini saia

Uma das peças que mais marcou os anos 60 foi a Mini Saia. Criada pela inglesa Mary Quant e pelo francês André Courrèges. Porém, a maioria das tendências – inclusive esta- veio das ruas, impulsionado pelo desejo de liberdade que efervecia na época.

Outra tendência que surgiu nessa época foi a moda unissex. Esta foi a primeira vez que as mulheres em geral passaram a usar roupas antes consideradas masculinas.

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UNISSEX


e t e r r ciga

Em 1965, André Courrèges criou uma coleção de roupa que foi uma verdadeira revolução para a moda, em sua coleção estavam presentes roupas de linhas retas, minissaias, botas brancas, além das roupas espaciais, metálicas e fluorescentes com a visão futurista.

O estilo de calça cigarrete surgiu na década de 50 e fazia sucesso entre os homens. Conhecida por ser justa, estreita e com comprimento até a canela o modelo de roupas masculinas ganhou fama entre as mulheres e se tornou moda nos anos 70.

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PERSONAGEM 20 | coleção 100 anos de moda


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ESTILISTA 22 | coleção 100 anos de moda


, m e a v s e e “Modas s ” o n r e t e é o estil Yves Henri Donat Mathieu-Saint Laurent, nasceu em Oran em 1 de Agosto de 1936. Foi um designer de moda francês, fundador da marca Saint Laurent, e um dos nomes mais significativos da alta-costura do século XX. Nascido na Argélia, então possessão francesa, St. Laurent era filho do presidente de uma companhia de seguros e seu gosto pela moda lhe foi despertado pela mãe. Aos 17 anos, deixou a casa dos pais para trabalhar com o estilista Christian Dior, de quem herdou o controle criativo da casa Dior após a morte de seu mentor em 1957, com apenas 21 anos de idade, e assumiu o desafio de salvar o negócio da ruína financeira. Em 1962 St. Laurent saiu da Dior e em conjunto com Pierre Bergé fundou sua própria marca, Yves Saint Laurent. O casal se separaria afetivamente em 1976 mas continuariam parceiros de negócios por mais de trinta anos depois disso.

Nos anos 60 e 70, a marca se tornaria conhecida em todo mundo por sua praticidade conjugada com sofisticação, com o ponto alto de sua criatividade no lançamento do smoking feminino. Em 1966, foi o primeiro a popularizar o Prêt-à-porter, a moda de bom gosto e bom corte, a preços mais acessíves que a alta-costura, em sua boutique Rive Gauche, em Paris. Foi também o primeiro estilista do mundo a usar manequins negras em desfiles de moda. Um dos símbolos máximos da sofisticação e do bom gosto em moda por quase quatro décadas, com a parceria administrativa de Bergé, transformou a Saint Laurent num ícone da moda, que apresentou mais de setenta coleções de alta-costura e lançou uma infinidade de produtos que levam sua marca e são vendidos em toda parte do mundo.

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CONTRIBUIÇÃO PARA A MODA

Sem dúvida, o smoking feminino, apresentado pela primeira vez em 1966 com uma blusa transparente e uma calça masculina, é a marca de Yves Saint Laurent. Depois disso, o traje passou a desfilar em todas as coleções do estilista. Entre todas as suas criações, “le smoking”, como foi chamado, sinalizava uma mudança na forma como as mulheres se vestiriam dali por diante. A liberdade dada por Chanel agora ganhava poder com o novo traje e tudo o que ele representava - uma nova atitude feminina. Para a inglesa Suzy Menkes, editora do “International Herald Tribune”, o smoking foi transformador: “Hoje as mulheres andam normalmente de terno e calça comprida. Isso parece normal, cotidiano, mas na época a mulher era proibida de entrar num restaurante ou num hotel. O smoking, usado até hoje, foi uma provocação sexual, dirigido à mulher que queria ter um outro papel.”

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CONTRIBUIÇÃO PARA A MODA

O Vestido Mondrian é um marco no mundo da moda. Esse vestido tubinho inspirado em um dos trabalhos do pintor holandês Piet Mondrian foi criado em 1965. Feito em Jersey, sua estampa de cores primárias foi inspirado no quadro “Composição com Vermelho, Amarelo e Azul”, de Mondrian. O sucesso foi absoluto e se tornou um dos vestidos mais famosos da história da moda e do mundo. A influência de linhas verticais e horizontais, as cores primárias de Mondrian se expandiu por todas as artes, foi muito importante na decoração, inspirou também todo tipo de suvenir. É importante lembrar que esse vestido marcou uma nova era... Onde as artes plásticas e seus pintores famosos passam a inspirar a moda e a moda passa a ser vista também com uma forma de arte. O vestido, da coleção de 1965, se tornou um ícone da Alta Costura dos anos 60 estreitando os laços entre a moda e a arte moderna.

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N O M I R D N A

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CONTRIBUIÇÃO PARA A MODA

As coleções desse estilista precoce criaram considerável controvérsia, afinal não eram o que as pessoas e os clientes esperavam das coleções de Dior: o célebre vestido trapézio de 1958 era uma roupa considerada de “menina-moça”, um vestido de ombros estreitos com um corpete semi-ajustado e saia curta, evasê, que se tornou febre mundial e rendeu a seu criador o prêmio Neiman Marcus daquele ano, concedido às maiores contribuições ao universo da moda pela renomada rede de lojas americana; a recriação, em 1959, de uma versão mais curta da saia entravada; e as jaquetas de couro preto, suéteres de gola rolê e bainhas adornadas com pele de 1960. Para entender o impacto dessas suas criações já na época, basta observar a manchete de um dos principais jornais de Paris, que estampou em sua capa “Yves Saint Laurent salvou a França”, em referência à criação do vestido trapézio.

28 | coleção 100 anos de moda


A R T IO Z É P 29


curiosidades 30 | coleção 100 anos de moda


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A HISTÓRIA DAS ROUPAS 32 | coleção 100 anos de moda


A HISTÓ RIA DO jeans

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Em 1850, milhares de europeus imigraram para os Estados Unidos em busca de ouro e outras riquezas. Em contrapartida, a falta de comércio e outras necessidades eram bastante acentuadas. É neste contexto que um jovem alemão, chamado Levis Strauss, apostou no comércio, mais especificamente na fabricação de calças e macacões para os garimpeiros, como um uniforme barato e duradouro. O sucesso foi determinado na hora, os exploradores precisavam de roupas resistentes que lhes dessem elasticidade. Eram roupas que jamais alguém pensou em vestir em qualquer outro momento, que não fosse para o trabalho. A maioria dos empregados sentiam tanta vergonha de sair com esse tipo de roupa para a rua, que era costume a troca, antes e

depois de terminado o horário de trabalho. Os anos foram passando e a roupa que estava destinada unicamente aos trabalhadores, virou febre em todos os países regidos pelo capitalismo. O jeans marcou presença em produções que marcaram a história do mundo cinematográfico americano, na década dos hippies, usados como uniforme, tanto em penitenciárias quanto em colégios, e sendo hoje a roupa mais vendida do planeta. Na década de 70 Calvin Klein causou polêmica ao utilizar o jeans pela primeira vez em um desfile de moda. A partir daí o jeans conquistou o mundo e hoje é usado por pessoas de todas as idades e em todos os estilos.

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A HISTÓRIA DAS ROUPAS 34 | coleção 100 anos de moda


A HISTÓRIA O H L I T R A P S E DO

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O espartilho surgiu na história da moda no século XVI, era usado como um apoio que permitia uma modelação exacta do corpo principalmente do corpo feminino. Espartilho é um colete com laços, que tinha como objectivo a redução de volume na zona da cintura e dar delicadeza e distinção ao corpo. Geralmente o objectivo era atingir a elegância de uma forma fina e com uma silhueta da moda. O espartilho normalmente tem corselete, que é um arnês para a parte do corpo acima da cintura. Tinha de ser bem inflexível e sólido, característica principal do corset para reduzir a cintura, e manter o busto elevado e apertado. Ao contrário do que muita gente pensa os primeiros espartilhos não eram desconfortáveis e a partir do

século XVIII, as formas singelas da mulher voltaram a ser valorizadas. Nos anos 1920 os espartilhos ficaram ainda mais raros devido a cintura recta que se usava na altura. Nos anos 1950,o new Look de Dior voltou a valorizar a cintura de estreita mas usava apenas uma cinta de tecido elástico suavemente reforçada. No final dos anos 1970 e os anos 1980, estilistas como Vivienne Westwood e Jean-paul Gaultier excluíram o espartilho E acabou mesmo limitado à fantasia e ao fetiche durante o século XX. Atualmente existem vários tipos de espartilho, para usar debaixo da roupa ou para usado apenas sozinho mas e essencialmente usado como um apelo sexual.

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A HISTÓRIA DAS ROUPAS 36 | coleção 100 anos de moda


A HISTÓ RIA DO BIQUÍNI

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O biquíni foi inventado pelo estilista francês Louis Réard ao qual lhe deu o nome de o pequeno atol de. Não é ao acaso que a conceituada editora de moda Diana Vreeland disse que o biquíni “é a invenção mais importante deste século (20), depois da bomba atómica”. O lançamento do primeiro biquíni foi em 26 de Junho de 1946. Embora tenha havido grande animação e motivação em torno do lançamento do biquíni, este não teve a saída que se esperava, tinha como padrão folhas de jornal e naquela época foi considerado um escândalo, de tal maneira que nenhum modelo o quis patrocinar a exceção da stripper Micheline Bernardini. Na década de 50 as grandes divulgadoras do biquíni foram as atrizes de cinema americano e as pin-ups, e em 1956, a francesa Brigitte Bardot. O biquíni só começou a ser usado no Brasil no final da década de 50 por vedetas como Carmem Verônica e Norma Tamar. O designer norte-americano Rudi Gernreich deixou de lado a parte superior do biquíni fazendo surgir o topless, tornan-

do este traje ainda mais ousado embora esta moda tenha sido mais usada nas praias europeias chegando mesmo a ser proibida nas piscinas publicas do brasil. Mas foi no início dos anos 70, que foi produzido um modelo de biquíni ainda menor, a tanga e na entrada dos anos 80 a asa-delta seguida do fio dental que passou a ser o favorito das jovens. Nos anos 90, a moda de praia tornou-se ainda mais importante começando a surgir mais tipos de vestuário e acessórios como a saída de praia, as malas coloridas, os chinelos, óculos, chapéus e toalhas. Os modelos foram triplicando e com a ajuda da evolução tecnológica foram criados tecidos mais apropriados e de melhor qualidade para o banho no mar e na piscina. O Brasil é o país que sem dúvida mais produz e consome biquínis. Este ao longo dos anos evoluiu em tecnologia e modelagem. O biquíni brasileiro é reconhecido internacionalmente, pois tem um estilo mais ousado, tem melhor qualidade e modelos mais criativos, que os diferencia dos outros fabricantes.

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Instituto Federal Sul-rio-grandense Campus Pelotas Curso Técnico em Comunicação Visual Trabalho acadêmico desenvolvido em novembro de 2017 para a disciplina de Projeto Editorial, ministrada por Mauro Hallal dos Anjos. Impressão a laser Gráfica: Graphos Cópias Rua Gonçalves Chaves, 659 (Galeria Antunes Maciel) - Centro, Pelotas/RS Tel.: 53 3227-1702 Capa: couchê 300 g/m² Miolo: sulfite 120 g/m² Tipografias utilizadas: Playfair Display Georgia Edo Thuany Bunilha Ribeiro thuany_bunilha@outlook.com

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A coleção 100 anos de moda compreende quatro fascículos, que abordam a moda no século xx, neles você vai encontrar um breve contexto histórico, as principais tendências e personagens que contribuíram para a construção da moda no decorrer dos séculos.


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