TFG 2021 THOMAS UECHI FUKUDA OKOTI ORIENTADORA PROF.a. DOUTORA NÚBIA BERNARDI UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
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FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
centro hip hop AU 023 - TRABALHO FINALDE GRADUAÇÃO 2021 THOMAS UECHI FUKUDA OKOTI - RA 187662 ORIENTADORA PROF.a. DOUTORA NÚBIA BERNARDI UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
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indice 1
Introdução
6.
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Depoimento pessoal do autor e seus motivos para a realização deste trabalho
8.
História do Hip Hop
12.
Juventude, pertencimento, e importância de atividades culturais na periferia
32.
Referências
36.
Projeto arquitetônico
50.
Bibliografia
130.
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O presente Trabalho Final de Graduação do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas, seria o projeto arquitetônico Centro Hip Hop, um equipamento cultural presente no centro de São Paulo, no bairro da Santa Cecília. É destinado para a formação e exposição de atividades artísticas ligadas à cultura Hip Hop. Será abordado com profundidade ao longo do trabalho, que o Hip Hop é uma cultura de origem americana da década de 1970 e que tomou proporções mundiais, e cada vez mais ocupa espaço na mídia. Além de ser uma indústria lucrativa em alguns setores, representa uma cultura de inclusão social, resistência e identidade de minorias. Os objetivos deste trabalho são de relatar a história do Hip Hop brevemente e suas repercussões no Brasil, como a cultura toma proporções de crescimento e seu papel de transformação social. O projeto arquitetônico tem o intuito fomentar essa cultura e formar profissionais da área, abrigar eventos e competições ligados ao Hip Hop. O objetivo maior é fazer com que os jovens, público alvo principal do projeto, tenham o sentimento de pertencimento do local, e ter a liberdade de expressar a sua identidade, independente da sua origem, raça ou condição social.
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Sempre fui uma pessoa ligada às artes visuais desde muito cedo, tinha o hábito de realizar ilustrações e pinturas quando era criança. Aos 15 anos de idade, comecei a ter o contato com a dança chamada breaking ( breakdance), através de programas de televisão. Fiquei muito impressionado na época com toda aquela movimentação acrobática, com pessoas girando de ponta cabeça e realizando performances no chão, no ar e com passos que não imaginava que era possível do ser humano fazer. Hoje, com 24 anos de idade, posso dizer que a dança mudou a minha vida. Aumentou a minha auto-estima, me fez conhecer amigos, eventos, lugares, viagens e ter a oportunidade de realizar trabalhos profissionais que nunca teria vivenciado se não tivesse essa prática. Me fez compreender que eu posso ultrapassar certas barreiras impostas por crenças culturais, e me fez acreditar até no meu potencial físico, pois sempre fui uma pessoa muito magra desde criança, e não imaginava que conseguiria realizar vários movimentos acrobáticos e de força. Com o amadurecimento de ideias ao longo do tempo, descobri que a beleza do breaking em si não era somente nos seus movimentos acrobáticos, mas também que ele faz parte de uma cultura, o Hip Hop. A partir disso, me fez ter mais contato com a música, a moda, as artes visuais ( graffiti), e me fez conhecer o modo de vida de grupos sociais e de minorias excluídas da sociedade, algo que nenhum ambiente acadêmico poderia ter me proporcionado. Algumas experiências minhas que destaco na minha vivência, ao longo de 10 anos em contato com cultura, são a conquista do 2º lugar no campeonato de breaking no evento Break Ibira, um evento de dança em parceria com o Museu de Arte Moderna (MAM), em uma competição de duplas ; minha participação como elenco principal no comercial do Ifood “Viver é”, que foi transmitido em todas as plataformas digitais e em horário nobre do canal de televisão da Globo. Por último, minha contemplação no edital “Respirarte” na categoria Dança , organizado pela Fundação Nacional das Artes (FUNARTE), com nota 72,2 de 100.
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Decidi realizar como trabalho final de graduação algo relacionado ao Hip Hop, pois acredito que a cultura transforma a vida das pessoas, seja no modo de visualizar o mundo, garantir um maior autoconhecimento, conhecer novas pessoas, e até salvar vidas, como ocorre em muitos jovens da periferia. Logo, seria uma pequena contribuição para uma cultura, na qual me auxiliou muito.
Vitória de segundo lugar do autor deste trabalho no Break Ibira, um evento de dança em parceria com o Museu de Arte Moderna (MAM).
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Comercial “Viver é” da empresa IFood, com a participação do autor deste trabalho como elenco principal. Fonte: Youtube. Disponível em https://www. youtube.com/watch?v=ZH8-PKBtv1I. Acessado em maio de 2021.
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3.1. contexto histórico do Bronx Bronx seria um bairro localizado na cidade de Nova Iorque, fundado em 1639, pelo sueco Jonas Bronck, para ser uma fazenda colonizada por europeus e denominada de Bronx Land. Em 1950, a maior parte da população que ocupava o bairro era majoritariamente branca. No final da década de 1950 e no começo da década de 1960, começou a migração da população negra e latina para os Estados Unidos, principalmente para o bairro, em busca do “American Way of Life”, o sonho americano que a mídia vendia que garantia o estilo de vida americano da classe média: Casa, carro, emprego e uma família. Porém, os únicos que desfrutavam desse modo de viver eram a elite branca. O mesmo grupo social também modificou a infraestrutura do bairro em prol dos seus interesses pessoais, como a construção do viaduto Cross Bronx ExpressWay em 1959, uma via expressa que cruzava o Bronx, principalmente na região sul, para conectar às demais áreas de Nova Iorque. A obra causou uma degradação no bairro, vários moradores abandonaram as suas casas, restando principalmente a população negra e latina, que se tornaram marginalizadas e foram alvo de repres-
Foto da via Cross Bronx Expressway, na década de 1970. Fonte: NYC Roads. Disponível em <http://www.nycroads.com/roads/cross-bronx/>. Acessado em maio de 2021.
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são das autoridades e da elite. Ocorreram também uma série de incêndios no bairro, degradando ainda mais a região e fazendo com que menos pessoas frequentassem o local. Assim, o Bronx se tornava cada vez mais um local com menos acesso à infraestrutura, investimentos na educação, saúde, segurança e cultura. Se tornou um espaço propício para o surgimento da cultura de gangues que acabou predominando na região. Estas eram formadas principalmente por jovens na região, e eram grupos segmentados por tipos de etnias, raças ou por ideologias, como por exemplo, gangues formadas por pessoas negras, latinas ou nazistas. Estes fatos fizeram com que a taxa de homicídios quadruplicassem de 1960 até 1971, aumentando também o número de casos de tráfico de drogas e de agressões. O Bronx se tornava cada vez mais um bairro perigoso, com muita opressão e marginalização dos moradores locais. Somando a este cenário caótico, a crise do petróleo na década de 1960 aumentou a taxa de desemprego nos Estados Unidos, e agravou ainda mais as tensões do bairro. Assim surgiu o aumento de movimentos por direitos civis, principalmente pela população negra. Figuras como Martin Luther King, Malcolm X, o partido Black Panthers e a gangue Young Lordz de Chicago fizeram parte da formação de ideologia dessa luta. No Bronx, a Guetto Brothers se destaca por ter sido a maior gangue da região. O grupo teve contato com a ideologia dos Young Lordz e o partido Black Panthers pela luta dos direitos civis. Black Benji, um dos membros da Ghetto Brothers, foi morto em uma missão de pacificação onde 4 gangues iriam entrar em conflito. Quase ocorrendo uma guerra, sua mãe clama dizendo que seu filho tinha morrido pela paz. Assim, houve uma reunião de diversos representantes das gangues no Boys Club, onde finalmente se estabeleceu um tratado de paz com a maioria das gangues no bairro.
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Incêndios no bairro do Bronx. Fonte https://aventurasnahistoria.uol.com.br/ noticias/galeria/foto-bronx-em-chamas.phtml (será referenciado corretamente na próxima entrega).
Partido Black Panters. Fonte https://edition.cnn.com/2016/10/15/opinions/ the-black-panthers-heirs-after-50-years-joseph/index.html ( será referenciado corretamente na próxima entrega).
Guetto Brothers. Fonte: https:// www.discogs.com/pt_BR/artist/1613456-The-Ghetto-Brothers
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Com o tratado de pacificação no local, a Guetto Warriors, além de gangue, tinham uma banda de funk soul latino em paralelo. O grupo realizavam festas na rua e convidavam músicos de outras gangues para fazer performances em conjunto. Logo, os jovens da região tiveram a liberdade de transitar pelo bairro e ocupar as suas ruas, sem se preocupar de transpassar o território da gangue vizinha. A partir deste momento, há um cenário propício para o surgimento do movimento Hip Hop (GRIOT URBANO, 2017).
Festas nas ruas do Bronx, após o tratatdo de pacificação das gangues. Fonte: https://casadeculturahiphopdepiracicaba.wordpress. com/2014/02/20/a-verdadeira-historia-do-hip-hop/
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Trecho do livro “Ghetto Brothers” sobre o tratado de pacificação das gangues. Disponibilizado por Rolling Stones. Fonte: https://www.rollingstone.com/culture/culture-news/new-graphic-novel-details-how-nyc-gangstreaty-formed-hip-hop-44861/
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3.2. surgimento do Hip Hop Em 1967, DJ Kool Herc e sua irmã, Cindy Campbell, se mudam da cidade de Kingston, na Jamaica, para o bairro do Bronx em Nova Iorque (GRIOT URBANO, 2017). Em 1973, Cindy pede para o seu irmão realizar uma festa pelo retorno das férias escolares, no dia 11 de agosto de 1973, a chamada “Back to School Jam”, que para muitos, é concebida como a festa que deu início à cultura Hip Hop. O evento se localizava no salão de festas em no prédio da Avenida Sedwick 1520, com o preço de entrada de 25 a 50 centavos de dólar. O edifício se encontra atualmente tombado devido a sua importância histórica (BIANCHINI, 2016).
Convite da festa “Back to School Jam”. Fonte: BBC Culture. Disponível em: https://www.bbc.com/ culture/article/20130809-the-partywhere-hip-hop-was-born. Acessado em jun. 2021
1520 Sedwick Building. Fonte: StreetTeasy. Disponível em: https://streeteasy. com/blog/birthplace-of-hip-hop/. Acessado em jun. 2021
Festa de Hip Hop. Fonte: Rock the Bells. Disponível em https:https://www.rockthebells.com/blogs/articles/dj-koolherc-party. Acessado em jun. 2021
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Performance de um DJ em uma festa. Fonte: OVI Magazine. Disponível em https://www.ovimagazine.com/art/12606. Acessado em jun. 2021
A festa possuía algumas características peculiares, como a presença de Sound System, do ambiente ser equipado por muitas caixas de sons, uma herança da cultura Jamaicana, e os quatro elementos da cultura Hip Hop: o Disc Jokey (DJ); Master of Ceremony (Mestre de Cerimônia em português, cuja sigla é MC); Breaking e o Graffiti (GRIOT URBANO, 2017). O Disc Jokey (DJ), é a figura responsável pela produção das músicas nas festas. Na década de 1970, utilizava-se um par de discos de vinil, e criava-se produções musicais novas a partir de obras existentes. Nas festas de Herc, peculiarmente se tocava o breakbeat: Em um determinado trecho da música do estilo funk soul, existia uma parte instrumental mais entusiasmada, onde as pessoas dançavam mais, o chamado breakdown. Logo, Kool Herc ampliou esse trecho, utilizando dois vinis e criando um merry go round (“Carrossel”), um fator revolucionário na época (WHEELER, 2016). A partir desta criação, as pessoas começaram a dançar a partir desse estilo de música, surgindo a dança Breaking.
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O Breaking é uma dança caracterizada por ter diversos apoios em sua sustentação: em pé, agachado, de cabeça, braços, peitoral, ombros, costas etc. Tem como fundamentos iniciais o Toprock, a parte inicial da performance caracterizado pela dança realizadas em pé, com referências do sapateado, danças indígenas, salsa e outras linguagens de dança; Footwork, caracterizado por movimentos agachados ou semelhantes à posição de cócoras, com chutes, deslizamentos, e trocas de direções e sentidos; e Freeze, onde o dançarino finaliza a sua performance com uma posição estática (ISRAEL, 2002), que a partir disso veio o termo “congelado”, em inglês. Surgiram outros tipos de movimentações com o decorrer do tempo que iremos abranger brevemente com o decorrer deste trabalho.
Bboys. Fonte: BBC Culture. Disponível em: https://www.bbc. com/culture/article/20130809-theparty-where-hip-hopwas-born. Acessado em jun. 2021
O Mestre de Cerimônia, ou MC, é a figura apresentadora e que comanda as festas e que anima os usuários do evento. Em meio a performance de música do DJ, o MC transmite a essência sobre a cultura Hip Hop, por meio de rimas e versos. A partir disso, começa a desenvolver músicas em tempo real, dando surgimento ao RAP, um estilo de música denominado “Rythm and Poetry” ( Ritmo e Poesia em inglês). Com o decorrer da comercialização e expansão deste estilo, várias pessoas começaram a se dedicar somente na produção de músicas,
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sem a conexão com a cultura Hip Hop em si. Assim, segundo o artista KRS One, um dos precursores da cultura, um MC pode fazer RAP, mas um rapper que só faz isso, nunca será um MC, uma pessoa que entende de fato a cultura Hip Hop, e que carrega a essência da cultura em suas palavras (KHAMIS, 2017). Performance de um MC. Fonte: Hip Hop Diary Site. Disponível em: https://hiphopdiarysite.wordpress. com/2017/09/03/ emceeing-the-actof-hosting-an-event/. Acessado em jun. 2021
O Graffiti é uma manifestação artística originada na Filadélfia em 1967, por Bread. Inicialmente as primeiras obras seriam apenas formas escritas, como demarcação de territórios. O Bronx também adotou essas práticas, principalmente as gangues para demarcação de territórios no bairro (GRIOT URBANO, 2017). Mural de Graffiti. Fonte: The Guardian. Disponível em: https://www.theguardian.com/ artanddesign/2019/ oct/07/henry-chalfant-new-yorks-defining-street-art-photographer. Acessado em jun. 2021
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3.3. o termo “Hip Hop” A oficialização do termo Hip Hop, considerado por muitos, ocorreu em 1982, quando o jornalista Steven Hage entrevista o artista Afrika Bambaataa na matéria the Village Voice, onde cita os quatro elementos da cultura citados anteriormente neste trabalho, e a festa de DJ Kool Herc “Back to School Jam”. Na mesma matéria, Bambaataa diz que as festas possuíam diversos nomes, um deles principalmente era chamada de BOYOYOING. Por ser um nome icônico e diferente do habitual, foi comunicado para a mídia que essa cultura era chamada de Hip Hop (BIANCHINI, 2016). Os significados das palavras “hip” e “hop” possuem várias interpretações e significados. Devemos ter em mente que o Hip Hop é uma cultura urbana que surgiu esporadicamente, com ausência de convenções acadêmicas, logo não há um marco exato e formal de um consenso social. Dicionários ingleses do século XVIII, por exemplo, diziam que o termo “hip” significava uma interjeição para chamar a atenção das pessoas presentes, e poderia ser utilizado em um brinde, por exemplo, como na expressão “hip hip hoorey”. Contudo, o jornalista americano Jeff Chang, dizia que “hip” seria uma gíria da era do jazz da década de 1920 e 1930, que significava ser uma “pessoa antenada”. Também dizia que o termo “hop” seria “urbanidade e criatividade negra estadunidense’’ (BIANCHINI, 2016). Na década de 1950, em Los Angeles, as house parties, as festas de adolescentes, eram chamadas de “Hippity hops”. Já em Washington, no mesmo período, as mesmas festas de adolescentes em igrejas eram chamadas de “Hip Hop ‘s”, depois se chamavam de ”GO-GO’ S” (BIANCHINI, 2016). Já no Bronx na década de 1970, era apelidado as festas e os seus participantes como “Hippity Hops”. Com o decorrer do tempo, o termo Hip Hop se popularizou entre os partici-
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Bboy Circa na década de 1980. Fonte: The Guardian. Disponível em: https://www.theguardian.com/ music/2016/aug/07/ the-get-down-bazluhrmann-grandmaster-flash-hip-hop. Acessado em jun. 2021 Lovebug Starski. Fonte: Billboard. Disponível em: https://www. billboard.com/ articles/news/ obituary/8098885/ lovebug-starski-hip-hop-pioneer-reportedly-dies-at-57 Acessado em jun. 2021
pantes da cultura a partir de gírias como “hype parties”, “hippy hippy parties” (OGG, 1999). As primeiras manifestações artísticas mais amplas vieram de Keith Cowboy e Lovebug Starski divulgando o nome Hip Hop. Staski começou a usar a frase “hip hop, hip to the hip hop bop”. Cowboy gerou também um verso musical que foi copiada pelo artista Wondermike que foi publicado em sugarhill gang 1979, “rappers delight” : “I said a Hip, the hibbit, the hibbit to the hip, hip hop, and you don’t stop”. É possível concluir também que o RAP foi o principal meio de divulgação do nome dessa cultura (BIANCHINI, 2016).
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3.4. elementos Hip Hop e Repercussão da cultura no Mundo O Hip Hop cada vez mais toma proporções mundiais, e seu reconhecimento aumenta pela mídia. A dança breaking se torna cada vez mais aclamada pelo público e surge competições com ampla estrutura, investimento financeiro e apoio de instituições públicas para a realização destes eventos. A dança se constitui principalmente em competições entre os praticantes, elas podendo ser individuais, ou entre grupos de dança. As disputas podem ser informais, por meio de rodas de dança (cyphers) ou em competições formais, como campeonatos onde ocorre a presença de três a cinco jurados que decidem o vencedor da competição. Nessas competições, são julgados preceitos como a execução dos movimentos, nível de dificuldade, elaboração dos fundamentos da dança, musicalidade, originalidade, expressão artística, e atitude/ personagem incorporado pelos artistas.Atualmente não há um sistema de julgamento oficial, visto por se tratar de uma dança de caráter vernacular, e não acadêmica. Mas há sistemas de julgamentos em que algumas competições utilizam, como o o O.U.R. System ( Objectivity, Unity , Real time) elaborado pelo dançarino Dyzee e o sistema Trivium, por Storm. Podemos destacar em um cenário internacional, competições como a Freestyle Session, nos Estados Unidos; a Undisputed sediado em diversos países da Europa; a Battle of the Year na Alemanha; UK Bboy Championships na Inglaterra e a mais famosa em termos midiáticos, a Red Bull BC One, patrocinado pela marca de energéticos Red Bull. O breaking, devido ao seu reconhecimento midiático, se tornará parte como uma modalidade esportiva nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024. Uma versão como as Olimpíadas da Juventude foi realizada na Argentina em 2018 como uma
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versão experimental dos jogos olímpicos e que fez sucesso na
Fonte: Streetopia. Disponível em: https://www.streetopia.me/m/ news/614e146601bf1b30b56b41c2/red-bull-bc-one-2021-que-os-jogoscomecem. Acessado em 20 de out de 2021.
mídia. A música ligada ao movimento Hip-Hop em termos comerciais, o RAP ( Ritmo e Poesia), constitui principalmente por versos decassílabos, em batidas que são feitas por Disc Jockeys (DJ’s) e são formadas por quatro tempos e com uma demarcação na caixa. O vocal sempre acompanha o ritmo determinado pela caixa. As letras das produções musicais se baseiam em versos que explicitam uma crítica social, uma vivência da rotina do artista, uma experiência de vida, sentimentos ou até de festas e outros temas livres. Em termos de produções musicais e de contribuições culturais, podemos destacar DJ’s como Kool Herc, Grandmaster Flash, Afrika Bambaataa, Grandwizard Theodore e Run. A cultura também se baseia na elaboração de músicas em meio ao improviso. Em festas, o DJ reproduz uma batida, onde o Mestre de Cerimônia canta seguindo o ritmo em meio ao improviso. A partir destas atividades surgem batalhas entre MC’s, competições onde um artista elabora um verso im-
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provisado, e seu concorrente deve produzir outro verso melhor em seguida. O julgamento para a decisão de qual MC é melhor, é feito pelo público ou por jurados do evento. Em produções musicais de RAP, o gênero musical fez muito sucesso na grande mídia e seu consumo passou a ser feito também entre as pessoas das classes média e alta. Emissoras de televisão, principalmente a MTV tiveram sua programação como a reprodução de músicas do estilo RAP em seus horários. Grupos que se destacaram em suas produções musicais, podemos dizer o GrandMaster Flash and the Furious Five, que foi o primeiro grupo de RAP incluído no Rock and Roll of Fame em 2007. Sua canção “The Message” foi um dos destaques desse grupo e que carrega mensagens sobre críticas políticas e sociais, fazendo até parte como uma das músicas escolhidas do Registro Nacional das Gravações, nos Estados Unidos; A Tribe Called Quest, pioneiro no gênero musical que fez uma junção de Jazz em suas produções musicais; Run DMC que fez parte
Fonte: Medium. Disponível em: https:// medium.com/@jssicameira/run-dmc-autenticidade-e-revolução-c69f591f8ce8. Acessado em 24 de nov de 2021.
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do Roll of Fame também. O graffiti por ser caracterizado inicialmente por escritas, ganha diversos estilos em suas representações, como o bombing, throw up, wildstyle e o 3D. Com o passar do tempo também ganhou representações em figuras ilustrativas, como personagens, chamadas de personas. O reconhecimento para o público popular e para a academia cresceu. Podemos citar que há artistas brasileiros reconhecidos internacionalmente como Os Gêmeos, Binho Ribeiro e Tito Ferrara, e que há eventos que promovem estas manifestações artísticas. Eventos estes que podemos citar são a Bienal Internacional de Graffiti, sediado no Memorial da América Latina; a exposição “Os Gêmeos: Segredos” na Pinacoteca. Um dos mais famosos pontos turísticos na cidade de São Paulo seria o “Beco do Batman”, localizado no bairro da Vila Madalena, uma rua com edificações com graffitis e diversas galerias de arte do estilo.
Fonte: Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Disponível em: https:// www.cultura.sp.gov.br/museus-da-secretaria-de-cultura-registram-13-milhoes-de-visitantes-virtuais-em-2020/ Acessado em 24 de nov de 2021.
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3.5. repercussão da cultura Hip Hop no Brasil No Brasil, o Hip Hop chega através da divulgação de filmes e revistas ligadas à cultura, em diversos estados no país no início da década de 1980. Vale destacar os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Distrito Federal. Os principais materiais divulgados entre as pessoas foram o VHS “DMC Bboy Foundation”, na região Sul do país, e o filme “Beat Street”, que mais se popularizou em todas as regiões. São Paulo nesse período era uma das maiores metrópoles do país e da América Latina, seu transporte público estava em crescimento também. Assim, ocorreu um maior deslocamento de pessoas pela cidade e o surgimento de “tribos” e culturas urbanas. Pontos de encontros importantes para os adeptos à cultura Hip Hop foram em frente ao Teatro Municipal, a Avenida 24 de Maio e principalmente a Estação de Metrô São Bento (G. Botelho, 2007). A Estação de Metrô São Bento foi um local a se destacar para o encontro de Bboys e Bgirls de diversos bairros de São Paulo para troca de informações, práticas e experiências, pois antes desse período, a cultura Hip Hop era feita de uma forma mais local, onde as crews atuavam apenas em seus respectivos bairros. Encontro de Hip Hop na estação São Bento. Fonte: Iconografia da história. Disponível em https:// iconografiadahistoria. com.br/2020/10/20/ coletanea-de-imagens-mostra-comoa-cultura-hip-hopse-estabeleceu-emsao-paulo/. Acessado em janeiro de 2021.
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Os dançarinos eram reconhecidos principalmente pela sua vestimenta. Conjuntos esportivos, jaqueta jeans pintada de graffiti, tênis com cadarço fat lace (cadarços largos), correntes, e uma caixa de som boom box faziam parte do modo de se vestir e representavam a sua identidade. A repercussão da estação foi grande a ponto de dançarinos de outros estados se deslocarem até São Bento pela interação, e da mídia ter realizado reportagens sobre o local. Um festival realizado no lugar devido a sua importância histórica, seria o evento “1ª Mostra de Hip Hop” em 1992, com o apoio do Instituto Mulher Negra. O festival reuniu música, 30 crews de dança para performances, e 5000 espectadores no local, várias emissoras de televisão fizeram reportagem sobre o evento. O sucesso da festa fez com que o metrô de São Paulo realizasse um Termo de concessão do espaço, uma permissão legal para que os dançarinos pudessem utilizar o local para suas práticas artísticas. Alguns grupos que se destacaram nesse período da década de 1980 na São Bento, seriam Street Warriors, Back Spin, Nação Zulu, Crazy Crew e Jabaquara Breakers Girls. Vale destacar também os grafiteiros Os Gêmeos que, estes últimos, dançavam breaking também. Na metade da década de 1980 e a década de 1990, a moda do breakdance acabou, várias pessoas pararam de
Artistas Os Gêmeo e Rooney Yo na década de 1980. Fonte: Site Oficial Os Gêmeos. Disponível em: http://www.osgemeos.com.br/pt/hiphop-cultura-de-rua/. Acessado em jun. 2021
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dançar e a São Bento passou a ser menos frequentada. Várias pessoas nesse período começaram a cantar RAP, e praticantes se reuniam cada vez mais no local para trocarem experiências e vivências artísticas. Estes faziam batidas de música principalmente com as latas de lixo presentes no local , onde recitavam também versos improvisados. Vários artistas reconhecidos do cenário do RAP surgiram da São Bento, como JR Blow, Thaide, DJ Hum e o grupo Racionais MC’ s (G. Botelho, 2007). Dois eventos brasileiros que tiveram grande repercussão e até atraíram um público estrangeiro, seriam: Master Crews, realizado em São Paulo e organizado pela crew Street Breakers, e o Battle In The Cypher, realizado pelo coletivo Nest Panos, no Rio Grande do Sul, na cidade de Bento Gonçalves. Evento Battle In The Cypher. Fonte: Jornal Integração da Serra. Disponível em https:// www.integracaodaserra.com.br/2019/03/27/ battle-in-the-cypher/. Acessado em jun. 2021.
Evento Master Crews realizado na Casa das Caldeiras, em São Paulo Fonte: FUNARTE. Disponivel em https://www.funarte.gov.br/evento/10º-master-crews-sp/. Acessado em jun. 2021
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Atualmente há equipamentos culturais destinados a essa cultura urbana, chamados Casas de Hip Hop, porém atuam em uma instância local nas periferias. Em São Paulo e proximidades, podemos destacar casas de Hip Hop nos municípios de Diadema, Mauá e Perus. Nestas instituições são oferecidas atividades voltadas ao desenvolvimento de atividades artísticas ligadas à cultura, e também exibição de filmes, oficinas e até aulas de inglês e empreendedorismo. Casa do Hip Hop em Diadema. Fonte: Grupo ABC News. Disponível em https://www.grupoabcnews.com.br/referencia-naamerica-latina-casa-do-hip-hopcomemora-19-anos-de-atividade/. Acessado em jun. 2021.
Casa do Hip Hop em Mauá. Fonte: Bastidor Político . Disponível em: https://www.bastidorpolitico.com.br/abc/maua/casa-do-hip-hop-de-maua-de-caranova/. Acessado em jun. 2021.
Casa do Hip Hop em Perus. Fonte: Agência Mural. Disponível em: https://www. agenciamural.org.br/por-faltade-dialogo-moradores-fazemabaixo-assinado-contra-reformade-praca-em-perus/. Acessado em jun. 2021.
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O intelectual Maffesoli, define que tribos urbanas são agrupamentos semi-estruturados de jovens, constituídos por pessoas que possuem interesses, valores culturais e estilos de vida comuns, como música, moda e lazer em um espaço-tempo (OLIVEIRA; CAMILO; ASSUNÇÃO, 2003). Seu convívio quanto à comunidade é feito principalmente enquanto se mantém o interesse por certas atividades. Os grupos sociais são importantes para a formação destes jovens pois estes representam uma fonte de socialização menos repressiva que a família e assumem um importante papel como referência social (MARQUES, 1996). Esta coletividade tem a possibilidade de compreender os próprios sentimentos e visões de mundo, e tem uma grande preocupação na aceitação do grupo (MARQUES, 1996).
Casa do Hip Hop em Perus. Fonte: Agência Mural. Disponível em: https://www.agenciamural.org.br/por-falta-de-dialogo-moradores-fazem-abaixo-assinado-contra-reforma-de-praca-em-perus/. Acessado em jun. 2021.
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A comunidade dos praticantes Hip-Hop se constitui em uma tribo urbana formada em sua maioria por jovens, principalmente aqueles que se encontram marginalizados e da periferia. Assim, a cultura assume um papel de transformação social, que faz com que os jovens mais expostos à violência, consumo de drogas e da criminalidade se afastem destas atividades nocivas e se dediquem a atividades artísticas. Podemos verificar principalmente em letras de músicas que explicitam e problematizam a vivência de uma presídio, como “Diário de um detento” do grupo Racionais MC’s, e “A Vida é Desafio” dos mesmos artistas:
Sempre fui sonhador, é isso que me mantém vivo Quando pivete, meu sonho era ser jogador de futebol, vai vendo Mas o sistema limita nossa vida de tal forma Que tive que fazer minha escolha: Sonhar ou sobreviver Os anos se passaram e eu fui me esquivando do ciclo vicioso Porém, o capitalismo me obrigou a ser bem sucedido Acredito que o sonho de todo pobre é ser rico Em busca do meu sonho de consumo Procurei dar uma solução rápida e fácil pros meus problemas: O crime Mas é um dinheiro amaldiçoado Quanto mais eu ganhava, mais eu gastava Logo fui cobrado pela lei da natureza, vish 14 anos de reclusão Barato é loco, barato é loco ( RACIONAIS MC’S, 2002)
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Oficina de graffiti, durante o programa “caminahndo contra as drogas”, da prefeitura de Iperó. Fonte: Prefeitura de Iperó. Disponível em: http://www.ipero.sp.gov.br/caminhando-contra-as-drogas-conclui-oficina-de-graffiti/. Acessado em nov. 2021.
Evento Rival vs Rival, realizado na Favela do Beija-Flor. Fonte: ABC do ABC. Disponível em: https://www.abcdoabc.com.br/diadema/noticia/diadema-recebe-7-edicao-rival-vs-rival-14199.
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5.1. praça das artes A Praça das Artes é um projeto de edifícios localizado no centro da cidade de São Paulo, próximo ao Vale do Anhangabaú, para atender a um programa de artes musicais e corporais. O complexo se constitui a partir do centro de uma quadra, e se desenvolve em três direções - Vale do Anhangabaú ( Rua Formosa), Avenida São João e Rua Conselheiro Crispiniano. O conjunto integra as sedes das Orquestras Sinfônica Municipal e Experimental de Repertório, dos Corais Lírico e Paulistano, do Balé da Cidade e do Quarteto de Cordas. A obra também abriga as Escolas Municipais de Música e de Dança, o Museu do Teatro, o Centro de Documentação Artística, restaurantes, um estacionamento subterrâneo e áreas de convivência. O projeto restaurou e reabilitou também o Antigo Conservatório Dramático Musical de São Paulo, um edifício importante historicamente e arquitetonicamente devido às suas salas de recitais. Assim, o Conservatório foi vinculado junto às Escolas e dos Corpos Artísticos do Teatro Municipal.
Praça das artes. Fonte: Archdaily.https://www.archdaily.com.br/ br/626025/praca-das-artes-brasil-arquitetura/57480d9ce58ece3d400002aa-praca-das-artes-brasil-arquitetura-foto?next_project=no
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Croqui. Fonte: Brasil Arquitetura. Disponivel em http://brasilarquitetura.com/ link.php?i=140&t=w . Acessado em jun. 2021
A implantação desse equipamento cultural tem o intuito de além de atender às demandas de espaço para o funcionamento do Teatro, tem como objetivo assumir um papel de requalificação urbana. Assim, a obra fornece infraestrutura para as atividades educacionais de música e dança, e espaços para convivência e vida urbana sob um caráter público. Escolha dos materiais, no caso o concreto pigmentado aparente, que oferece um destaque no complexo e que representa também um novo diálogo com a vizinhança; salas de descanso para os músicos da orquestra com uma cozinha e café, ao lado. Podemos notar também que a sala de figurinos é estreita, e as salas de ensaio de dança são grandes e compostas por tamanhos diferentes.
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Perspectiva. Fonte: Brasil Arquitetura. Disponivel em http://brasilarquitetura. com/link.php?i=140&t=w . Acessado em jun. 2021
Perspectiva. Fonte: Brasil Arquitetura. Disponivel em http://brasilarquitetura. com/link.php?i=140&t=w . Acessado em jun. 2021
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Podemos destacar no projeto, características positivas quantoa : Escolha dos materiais, no caso o concreto pigmentado aparente, que oferece um destaque no complexo e que representa também um novo diálogo com a vizinhança; salas de descanso para os músicos da orquestra com uma cozinha e café, ao lado. Podemos notar também que a sala de figurinos é estreita, e as salas de ensaio de dança são grandes e compostas por tamanhos diferentes. A divisão seria em três blocos de edifícios principais sendo um deles o administrativo. Um elemento que incentiva a vivência pública e que convida os usuários a conhecerem o interior do edifício seria o vão livre que dá acesso às três ruas, onde as pessoas possam permanecer no espaço. Mesmo com o terreno estreito, o complexo disponibiliza áreas vazias para a circulação de pessoas, formando praças.
Corte. Fonte: Archdaily.https://www.archdaily.com.br/ br/626025/praca-das-artes-brasil-arquitetura/57480d9ce58ece3d400002aa-praca-das-artes-brasil-arquitetura-foto?next_project=no. Acessado em jun.2021.
Corte. Fonte: Archdaily.https://www.archdaily.com.br/ br/626025/praca-das-artes-brasil-arquitetura/57480d9ce58ece3d400002aa-praca-das-artes-brasil-arquitetura-foto?next_project=no. Acessado em jun.2021.
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Plantas térreo, primeiro e segundo pavimento respectivamente. Fonte: Archdaily.https://www.archdaily.com.br/br/626025/praca-das-artes-brasil-arquitetura/57480d9ce58ece3d400002aa-praca-das-artes-brasil-arquitetura-foto?next_project=no. Acessado em jun. 2021.
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5.2. referência quanto ao programa de necessidades: Centro cultural da Juventude Ruth Cardoso (CCJ) O Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso (CCJ) é um equipamento cultural criado em 2006 em São Paulo que se distingue dos demais, pois este é voltado para o público jovem de 18 a 29 anos. É localizado na periferia da zona norte, para servir as regiões de Brasilândia, Cachoeirinha, Freguesia do Ó, e o restante da cidade. A escolha de sua localização tinha como propósito descentralizar a disponibilização dos equipamentos culturais, que por sua vez se localizam no centro de São Paulo (PEDROSA, 2009). Possui como objetivos principais: A promoção de atividades culturais e estimular a produção artística; produzir e divulgar informações de interesse dos jovens; ampliar a formação, conhecimento e oportunidades para a inserção social dos jovens; criar alternativas de lazer e convívio; articular com instituições e entidades ligadas à cultura e ao universo da juventude, e integrar e apoiar as iniciativas locais (PEDROSA, 2009). Sua programação é bem diversificada, que contempla diversos assuntos como Artes Visuais, Audiovisual, idiomas, Artes Cênicas, Literatura, Música, e é constituída por grupos da região e de outras periferias da cidade, alguns financiados pelo programa Valorização de Iniciativas Culturais (VAI) (PEDROSA, 2009). Seu espaço é constituído por um Anfiteatro e Teatro de Arena, para receber espetáculos de profissionais e shows; área de shows; internet livre; estúdio de gravações musicais; ilhas de edições de vídeo e de áudio; salas de oficinas; espaços expositivos e biblioteca (PEDROSA, 2009). Podemos concluir que a promoção de atividades culturais induz uma melhora no espaço, de acordo com o CCJ.
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Anteriormente, o terreno do equipamento cultural era um edifício abandonado, que servia como ponto de tráfico de drogas e outras atividades ilícitas (PEDROSA, 2009). Para este trecho do capítulo, foi utilizado a pesquisa feita por Maria Elizabeth Pedrosa: “Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso: Uma Experiência Diferenciada”, uma Dissertação ao Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Em sua obra, a autora entrevistou 100 usuários que frequentam o lugar, e teve como resultado que a maior parte destas pessoas são crianças e adolescentes que vão período da tarde em busca de uma socialização, e poucos adultos que utilizam o espaço para estudar (PEDROSA, 2009). Foi concluído que os adultos não frequentam o lugar geralmente por estarem trabalhando e terem poucos cursos e oficinas profissionalizantes direcionado a este público alvo. A maior parte dos usuários são moradores da região e não há muitos usuários de outras regiões da cidade, apesar do CCJ ter a premissa de servir a todos os jovens de São Paulo e haver um terminal de ônibus ao lado (PEDROSA, 2009). Podemos concluir a partir deste estudo, que um centro cultural tem uma abrangência de esfera local preferencialmente, e que para atrair certos tipos de público alvo ao equipamento, deve-se disponibilizar atividades direcionadas a estes grupos, de modo que se enquadrem em sua rotina.
Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso. Fonte: http://ccj.prefeitura.sp.gov.br.
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5.3. Instituto Moreira Sales (IMS) Projetado pelo escritório Andrade Morettin Arquitetos Associados e localizada na Avenida Paulista, o Instituto Moreira Sales seria um edifício que abriga um vasto programa arquitetônico diversificado: galerias de arte, café, restaurante, bibliotecas e espaços para a realização de eventos culturais. Está localizado em um lote de 20 x 50 metros, cercado por edifícios de 13 a 18 andares. Foi pensado, segundo o escritório, em um museu acessível com uma ligação direta com a cidade e seu contexto urbano, mas que ofereça um ambiente interno aberto e acolhedor, e que ofereça uma qualidade de luz e percepção do espaço particulares. Seu programa foi dividido em agrupamentos de espaços mais abertos e permeáveis, ao mais fechado e restrito. Logo, a sua distribuição se dá conta principalmente pela diferença de circulações separadas para o público, áreas administrativas e para carga e serviços. Algo relevante a se considerar para o TFG. O térreo do museu, como o principal elemento articulador, foi transferido para o centro do edifício, quinze metros acima da Avenida Paulista, criando uma relação totalmente aberta e nova ao museu, com uma vista privilegiada sobre a cidade. Este espaço se torna um espaço de convívio, com a presença de um café e uma loja de conveniência, e de distribuição para os demais programas do edifício. O nível da Avenida Paulista seria a extensão da calçada do Museu, totalmente aberto ao público, com um restaurante para acesso dos usuários. As áreas expositivas são constituídas por espaços generosos para acomodarem as diferentes modalidades de exposição e terem uma flexibilidade em seu layout. O auditório, salas de aula, espaço multimídia e biblioteca são agrupados para a formação da nova Midiateca do Instituto. O edifício apesar de se encontrar em um lote estreito, oferece
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vazios em seu interior, oferecendo áreas de circulação e que trazem leveza à obra. Tal aspecto se deve também, à escolha dos materiais, como o vidro translúcido de dupla camada em sua fachada.
Instituto Moreira Salles. Fonte: Archdaily. Disponível em: https://www.archdaily.com. br/br/883093/instituto-moreira-salles-andrade-morettin-arquitetos . Acessado em out 2021
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5.4. Centro Cultural São Paulo (CCSP) Projetado pelos arquitetos Eurico Prado Lopes e Luiz telles, o edifício se localiza entre a Rua Vergueiro e a Avenida 23 de Maio e integra-se à paisagem urbana de São Paulo. A volumetria é discreta e não possui uma imposição visual ao seu redor, e constitui um centro cultural que abrange diversos públicos alvo e interesses. O lote teria 300 metros de comprimento, 70 de largura e 10 de desnível, proveniente de desapropriações de residências para a construção da obra. Sua concepção inicial seria a construção de hotéis, torres comerciais, shopping e uma biblioteca, que foi descartada para a implementação de uma biblioteca em seu projeto. Sua localização é estratégica por ser próxima ao metrô Vergueiro e da Avenida Paulista, e com quatro entradas para o acesso ao edifício. A sua estrutura é mista de concreto e aço, onde este último ganha destaque na obra. Os pilares são metálicos e pintados de azul, são abertos em formatos em “V” onde encontram as vigas de concreto em suas extremidades. As vigas em concreto têm sua espessura maior no encontro desses pilares e diminuem conforme avançam para o meio do edifício. Na cobertura principal, há panos translúcidos que conferem a entrada de luz zenital, e suas paredes internas na maior parte das vezes são de vidro que garantem uma boa iluminação durante o dia. Seu interior conta com diversos espaços generosos e abertos, cujo os usos possam ser flexibilizados conforme as suas necessidades e com o tempo. O CCSP possui um programa que contém restaurante, cafeteria, bibliotecas, auditórios, salas para oficinas, espaços de exposições, horta comunitária e um jardim suspenso. Há pátios, e corredores amplos no qual os usuários permanecem, e a partir disso se cria uma vivência
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pública em seu espaço. Em meio as apropriações de espaço, o Centro Cultural São Paulo possui um corredor que se tornou um ponto de encontro de diversos grupos e estilos de dança, com usuários não só da cidade de São Paulo, mas como de diversas regiões do país e até de praticantes internacionais. Podemos notar que o CCSP, além de seu projeto arquitetônico bem realizado, garante que diversos usuários ocu-
Biblioteca do CCSp. Fonte: Archdaily. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/ br/872196/classicos-da-arquitetura-centro-cultural-sao-paulo-eurico-prado-lopes-eluiz-telles. Acessado em nov 2021.
Jovens praticando dança. Fonte: G1. Disponível em: https://g1.globo.com/ profissao-reporter/noticia/2019/05/30/jovens-contam-suas-historias-de-superacao-e-amor-pela-danca.ghtml Acessado em nov 2021.
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pem seu espaço e expressem suas identidades culturais. O espaço inclusive abriga eventos ligados à cultura Hip-Hop, como o campeonato nacional de breaking, a Red Bull BC One, shows de rap, e possui um ponto de encontro para os praticantes de breaking que ocupam todos os dias. wComo pontos negativos podemos ressaltar que o espaço se encontra quente demais em determinados períodos do ano e não possui uma ventilação adequada. Vários horários o espaço se encontra vazio, pois não oferece atividades em sua programação destinadas ao público. no qual os usuários permanecem, e a partir disso se cria uma vivência pública em seu espaço. Em meio as apropriações de espaço, o Centro Cultural São Paulo possui um corredor que se tornou um ponto de encontro de diversos grupos e estilos de dança, com usuários não só da cidade de São Paulo, mas como de diversas regiões do país e até de praticantes internacionais. Podemos notar que o CCSP, além de seu projeto arquitetônico bem realizado, garante que diversos usuários ocupem seu espaço e expressem suas identidades culturais. O espaço inclusive abriga eventos ligados à cultura Hip-Hop, como o campeonato nacional de breaking, a Red Bull BC One, shows de rap, e possui um ponto de encontro para os praticantes de breaking que ocupam todos os dias. wComo pontos negativos podemos ressaltar que o espaço se encontra quente demais em determinados períodos do ano e não possui uma ventilação adequada. Vários horários o espaço se encontra vazio, pois não oferece atividades em sua programação destinadas ao público.
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Fonte: Archdaily. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/872196/classicosda-arquitetura-centro-cultural-sao-paulo-eurico-prado-lopes-e-luiz-telles. Acessado em nov 2021.
Fonte: Archdaily. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/872196/classicosda-arquitetura-centro-cultural-sao-paulo-eurico-prado-lopes-e-luiz-telles. Acessado em nov 2021.
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6.1. partido arquitetônico
O partido arquitetônico do Centro Hip Hop tem o intuito de ser um espaço destinado à formação de artistas, e de exposição de atividades artísticas ligadas ao Hip Hop. Além de propiciar um encontro de jovens entusiastas da cultura de diferentes localidades da cidade, onde possam se reunir, trocar experiências e conhecimentos em um espaço equipado de uma infraestrutura adequada. O Centro também tem o intuito de divulgar e ampliar mais essa cultura para o público em geral, diminuindo preconceitos acerca desse movimento considerado muitas vezes como marginalizado. Será localizado no centro da cidade de São Paulo, no bairro da Santa Cecília, pois teria um acesso mais facilitado por jovens de diferentes bairros da cidade. Em São Paulo, e no Brasil, não existe nenhum equipamento cultural com uma infraestrutura que atenda às práticas artísticas ligadas a esse movimento de forma adequada, mesmo com uma demanda existente. Será voltado principalmente ao público jovem, onde ele poderá expressar a sua identidade livremente e ter a sensação de pertencimento e acolhimento do lugar.
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6.2. público alvo O Hip Hop por ser uma cultura ligada à inclusão social, a priori o equipamento é destinado para todos os tipos de pessoas, idades, etnias e grupos sociais. Mas como usualmente é difícil uma obra ser utilizada por todas as pessoas, o equipamento será destinado para dois grupos de público alvo principais, que são os que mais têm potencial de consumir a cultura.
CRIANças e adolescentes de 13 a 17 anos
O primeiro grupo seria destinado às crianças e a adolescentes de 13 a 17 anos, que ainda estudam em escolas, no Ensino Fundamental 2 e Médio principalmente. Estes geralmente não trabalham, vão frequentar o espaço durante o período da tarde e final da manhã. Em termos de aspectos
psicológicos, estes querem conhecer outras pessoas e fazer parte de algum ciclo social, estão mais curiosos e interessados em novas experiências e sentem medo de rejeição e de não pertencerem a nenhum grupo social. É pensado para este nicho de público alvo, utilizar o espaço para frequentar as aulas disponibilizadas durante o período da tarde e manhã, ou estudar e realizar trabalhos escolares, ou simplesmente terem um tempo livre e desejo de interagir e conhecer outras pessoas.
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adultos de 18 a 33 anos que já consomem a cultura hip
O segundo grupo destinado seriam adultos de 18 a 33 anos que já consomem a cultura Hip Hop. Estes podem possuir filhos ou não, geralmente trabalham ou estudam algum curso profissionalizante ( ensino técnico ou superior). Alguns têm o anseio de se tornarem artistas profissionais ligados a alguns dos elementos do Hip
Hop, como ser um dançarino, rapper, DJ, MC ou um grafiteiro profissional. Podem morar nas periferias na cidade de São Paulo, mas têm a disposição em viajar grandes distâncias para praticar suas atividades artísticas ou irem a eventos destinados à cultura, mesmo que durante a semana.
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6.3. escolha do terreno: São Paulo e região do bairro Santa Cecília Para a escolha do terreno, precisamos entender primeiramente que São Paulo tem um grande potencial para o fomento de atividades ligadas ao Hip Hop, principalmente por possuir crews de grande reconhecimento nacional e internacional de graffiti, breaking, eventos de batalhas de MC’s, RAP e diversos shows. Além de possuir um número grande de pessoas que praticam e consomem a cultura, e um potencial público consumidor que cresce cada vez mais. É importante considerar também que mesmo com os seus problemas, São Paulo possui uma das maiores redes de transporte público do país, o que facilita a locomoção das pessoas que residem na periferia principalmente. Para escolher qual região da cidade de São Paulo seria mais adequada para a obra, foi pensada primeiramente em evitar lugares elitizados ou que tenham uma grande concentração de renda e equipamentos culturais, pois estes têm um acesso restrito para a população periférica, muitas vezes impostas por barreiras simbólicas. (BOTELHO, FREIRE, 2017). Logo, regiões elitizadas como bairros do Pacaembu, Pinheiros, Faria Lima, Higienópolis e Avenida Paulista foram evitadas. Apesar da concentração da população jovem ser localizada principalmente em bairros periféricos, foi optado pelo equipamento não ser estabelecido em um bairro localizado em uma extrema periferia, por conta deatuar somente em instância local, como no exemplo do CCJ mencionado acima. Podemos afirmar isso pois nem todos os jovens da cidade teriam a viabilidade de frequentar o local constantemente. Um exemplo para esse caso, seria que um morador residente do bairro da Brasilândia, do extremo norte de São Paulo, não iria se deslocar a um bairro do extremo sul como Grajaú frequentemente.
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Logo, foi optado pela escolha de um terreno no centro histórico na cidade, no bairro da Santa Cecília, por ter um grande número de jovens na região referente ao nosso público alvo, e ser abastecido por uma ampla rede de transportes públicos como ônibus e metrô. Assim, pelo terreno ser localizado no centro de São Paulo, os jovens de diversas partes da cidade teriam um acesso mais facilitado para o Centro Hip Hop.
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Fonte: Infocidade
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Fonte: Infocidade
Podemos visualizar que, enquanto Pinheiros possui 16 equipamentos culturais grandes, Santa Cecília possui somente três. Vale lembrar novamente que no bairro em questão, e na cidade de São Paulo, não há nenhum equipamento destinado exclusivamente às atividades ligadas ao Hip Hop. Outro motivo que foi levado em conta para a localização do projeto ser no centro da cidade, foi estimular os jovens da periferia a se deslocarem para o centro da cidade para ter novas vivências, e conhecerem outros aparelhos culturais. Algo que ocorreu com os usuários do CCJ na pesquisa mencionada anteriormente, onde os jovens tiveram um estímulo maior para conhecerem outros equipamentos culturais (PEDROSA, 2009).
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6.4. terreno: escolha e potencialidades O local escolhido está localizado em dois lotes que cruza a Rua Barra Funda 459 e a Rua Brigadeiro 452. Está localizado próximo à estação de Metrô Marechal Deodoro, e pontos de ônibus, com um acesso através da Avenida Pacaembu, Avenida General Olímpio Silveira e o Viaduto Presidente João Goulart. A área possui a densidade entre 146 - 207 habitantes por hectare, com um índice de baixíssima vulnerabilidade social e uma favela presente próximo ao local. O terreno escolhido e a região do seu entorno, de acordo com o Plano Diretor Estratégico, é identificado como Zona Eixo de Estruturação da Transformação Metropolitana (ZEM) que “são porções do território inseridas na Macroárea de Estruturação Metropolitana, nos subsetores do Arco Tietê, Arco Tamanduateí, Arco Pinheiros e Arco Jurubatuba (ver inciso VIII do §1º do artigo 76 do PDE), destinadas a promover usos residenciais e não residenciais com densidades demográficas e construtivas altas, bem como a qualificação paisagística e dos espaços públicos, de modo articulado ao sistema de transporte coletivo e com infraestrutura urbana de caráter metropolitano.” A ZEM é dividida e possui características inclusive “como o coeficiente de aproveitamento máximo igual a 4 e o gabarito sem limite somente poderão ser alcançados se não forem encaminhados os projetos de lei tratando de disciplina especial de uso e ocupação do solo, operações urbanas consorciadas, áreas de intervenção urbana ou projetos de intervenção urbana para os subsetores acima citados dentro do prazo estipulado pelo §3º do artigo 76 do PDE.” O lote em questão é considerado como Uso não Residencial. De acordo com o “Art. 96. A categoria de Uso não Residencial – nR compreende atividades de comércio e serviços, industriais, institucionais e de infraestrutura que, tendo como referência sua natureza e os parâmetros de incomodidade es-
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tabelecidos nesta lei”, classificado na subcategoria “nR3: uso não residencial especial ou incômodo à vizinhança residencial”. Dentro da subcategoria nR3, o terreno é classificado como “nR3-4: local de reunião ou evento de grande porte localizado na zona urbana com lotação superior a 500 (quinhentas) pessoas “, onde a ZEM permite este tipo de ocupação. Podemos ver também que os usos predominantes do solo principalmente nos quarteirões que estão envolta do terreno, são de uso comercial, serviços e residencial. O terreno possui vários equipamentos educacionais em seu entorno, como escolas públicas e particulares, sendo o principal público alvo para o projeto. Ao lado do lote, há a Faculdade Oswaldo Cruz, o que pode também atrair o público adulto que não conhece a cultura Hip Hop. Podemos notar que o terreno possui uma interessante passagem que conecta os dois lotes, e que possam servir também como uma ligação entre as duas ruas paralelas da região, algo a que possa ser explorado no projeto arquitetônico. Além disso, possui um pequeno desnível de 2 metros de uma rua para a outra.
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implantação
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gabarito
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uso predominante do solo
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equipamentos educacionais
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equipamentos culturais
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desenhos técnicos
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6.5. programa arquitetônico O Centro Hip-Hop será um complexo formado por dois edifícios, sendo um em cada lote, com uma conexão entre os dois lotes por meio de uma passagem central e por uma passarela que cruza entre eles. Sua forma consiste em paredes e varandas inclinadas, representando todo movimento ágil e enérgico que a cultura é constituída, por meio da dança, música, festas e das artes visuais. Suas coberturas são curvas e sustentadas por pilares de aço. A forma como um todo, é inspirado nas diagonais e formas curvas derivadas de algumas poses do breaking e do estilo de graffiti “Wild Style”. Este último é constituído por ter sua estética baseada em formas formas complexas, com sobreposições de setas, diagonais, linhas e letras. Geralmente é representada em três dimensões o seu desenho, e são escritas com o intuito de serem ilegíveis.
Fonte: Redbull BC One. Disponível em: https://i.pinimg.com/originals/40/08/98/4008987c46b54b1732b168716b924fc7.jpg/ acessado em 20 de out de 2021.
Fonte: Cooltour Spain. Disponível em: https://cooltourspain.com/wildstyle-graffiti/ acessado em 20 de out de 2021.
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O programa arquitetônico se constitui em 5 áreas principais: recepção, área de exposições e espetáculos, administrativa, recepção, área de atividades físicas, audiovisual e confecção e graffiti. Ambas divididas em dois blocos de edifício, conectados por meio de uma passagem que liga os dois lotes.
Atividades físicas Audiovisual
Diagrama Estrutural 3
3
Confecção
Administrativo
Graffiti
A1
DIMENSÃO DA FOLHA
Escala: 1:100
Elev.
75 L
1:1, 1:100
+8.00
ESCALA
S-03
S-01
3
6.5. programa arquitetônico No pavimento térreo do edifício da Rua Brigadeiro Galvão, encontramos um teatro de arena em sua entrada, que seria um espaço para performances artísticas do Centro, como espetáculos de dança ou de música. Também encontra-se uma lanchonete para os usuários, e uma loja de roupa no estilo Streetwear que caracteriza principalmente o tipo de vestimenta para os praticantes da cultura e que tem uma importância social na área. Ao fundo do lote, temos uma sala de dança, para atração de novos usuários transeuntes da região, e uma sala de graffiti ao fundo, próximo ao muro de fundo onde terá pinturas dos artistas. No primeiro pavimento, há uma sala de confecção de roupas, onde o público realiza confecções de roupas no estilo streetwear para produções autorais, seja para uso próprio ou para venda de produtores locais. As grandes salas de dança no andar permitem que as práticas de breaking sejam realizadas de forma adequada, por conta da dança se caracteriza por movimentos acrobáticos que exigem um bom espaço. No mesmo andar, se encontra também uma academia e salas de apoio de profissionais de saúde, para os dançarinos terem um preparo físico adequado e para a prevenção de lesões. No segundo pavimento tem como programa principal um espaço de festas e uma arena de batalha. Na cultura Hip-Hop há uma tradição entre batalha de dançarinos ou de Mestres de Cerimônia. O palco terá uma altura de 1,60m do chão, pois na dança Breaking os praticantes realizam as suas performances principalmente no chão e em quatro apoios, com uma disposição da plateia totalmente livre. Esta disposição deve pois em uma festa típica, há sempre rodas de dança (cyphers) pelo espaço, e o público se divide entre as pessoas que queiram assistir às batalhas e apresentações, e aqueles que queiram desfrutar das rodas de dança. Este espaço de festas poderá ser
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usado também como um espaço de palestras ou aulas teóricas para a cultura, visto que não há ocorrência de eventos festivos grandes todos os dias. No edifício da Rua Barra Funda, temos em seu térreo uma área receptiva: um espaço de recreação infantil, onde os pais podem deixar seus filhos desfrutando de atividades ligadas ao Hip-Hop, sendo adaptadas às suas necessidades e limitações com acompanhamento de pedagogos e profissionais da área em suas atividades. Há também uma loja de souvenirs da instituição, e uma midiateca, onde os usuários possam estudar por meio da leitura, de revistas, discos e documentários, sobre a cultura. Neste espaço possui um acervo de documentação e inclusive possui um layout que permite uma flexibilidade em seu uso, também pode ocorrer palestras e workshops. Seu core vertical de acesso público seria uma escada retangular em seu centro, com um corrimão a ser pensado para a entrega final. No primeiro andar, temos de um lado uma área de administração do instituto, e na parte sul do edifício várias salas de ensaio de música no geral, para os profissionais e demais praticantes terem um espaço adequado para ensaios de suas produções musicais, com um isolamento acústico adequado. Neste andar se encontra uma varanda para permanência pública e para práticas de breaking em dias de chuva e em dias em que as salas de dança estarão ocupadas. Ou será de uso livre para o que o público desejar. No segundo pavimento deste edifício, temos uma área de audiovisual. Na face norte do edifício, temos um estúdio de gravação para clipes de RAP e videodanças, visto que a área audiovisual voltada a estas práticas culturais está em ascensão, principalmente para pequenas produtoras e artistas independentes. Ao lado, se encontra uma sala de edição de vídeos e de músicas, para a ministração de workshops e para a produção de
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trabalhos originados do estúdio de gravação. Na parte sul do edifício, temos as salas provenientes de produção musical. As salas de captação são as salas onde os músicos e cantores gravam os seus trabalhos, e as salas técnicas são espaços onde ocorrem a mixagem, edição e masterização das produções musicais. Já as salas iso são salas de captação mas de um único instrumento ou cantor. Vale ressaltar que todas as salas de atividades são destinadas para as práticas de usuários que já fazem parte da cultura Hip-Hop e querem desenvolver ainda mais as suas performances, e que cada espaço ocorrerá oficinas ou palestras destinadas à atividade específica.
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descrição dos programas
CLASSIFICAÇÃO
ÁREA ADMINISTRATIVA
ÁREA DE EXPOSIÇÃO E ESPETÁCULOS
QUANTIDADE
ATIVIDADE
LOTAÇÃO
COPA
1
Copa dos funcionários
20
PRIVADO
ADMINISTRAÇÃO
1
Administração do local
5
PRIVADO
Depósito de materiais de limpeza
DML
1
ALMOXARIFADO
1
MÍDIAS DIGITAIS E PRODUÇÃO CULTURAL
1
Produção da agenda cultural do espaço, oficinas, aulas, palestras etc
2
PRIVADO
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO ( T.I.)
1
Suporte técnico do espaço e elaboração de sistema
2-4
PRIVADO
PRIVADO PRIVADO
SALA DE VIDEOCONFERÊNCIA
1
Video conferência
8
PRIVADO
SALA DE REUNIÕES
1
Reuniões com investidores, patrocinadores, entidades etc
6
PRIVADO
SECRETARIA
1
Realização de matrículas de cursos e informar o público sobre as atividades do Centro
4
PRIVADO
FINANCEIRO
1
Organização e planejamento financeiro da instituição
2
PRIVADO
SALA DE FESTAS/ TEATRO DE ARENA
1
Espaço para festas e performances artísticas ( Batalhas de Breaking e MC's). Além de palestras e exposição de filmes
1000
PÚBLICO
BACKSTAGE
1
Espaço de preparação e aquecimento de artistas antes de entrar em cena
20
PRIVADO
1
Troca de roupas e higienização. Há camarins masculinos e femininos coletivos ( não necessariamente o banheiro é em conjunto, há um vestiário ao lado) e individuais ( banheiro dentro)
20
PRIVADO
CAMARIM
FOYER
1
( solto, pode ser aberto)
250
PRIVADO
DEPÓSITO
1
Depósito de equipamentos cinematográficos
1
PRIVADO
CABINE DE ÁUDIO E SOM
1
Sala de captação de imagem e som. Espaço para cabine de som, e luz.
5
PRIVADO
COPA
1
Espaço de descanso e comida
20
PRIVADO
BAR LANCHONETE
1 1
Venda de drinks nas festas Lanchonete pequena e café
4
PRIVADO
30
PÚBLICO
RECEPÇÃO
2
Recepção dos usuários, logo na entrada
6
PÚBLICO
LOJAS STREETWEAR
1
Lojas de roupa Streetwear
20
PÚBLICO
SALA DE EXPOSIÇÕES
1
Esposições de graffitis, fotografias, boombox, vinis, etc
25
PÚBLICO
ÁREA RECREAÇÃO INFANTIL
1
Atividades para recreação infantil, enquanto os pais das crianças usufruem dos outros espaços do centro.
20
PÚBLICO
DOCA PARA SALA DE EXPOSIÇÕES
1
Carga e descarga de obras
SALA DE DANÇA
3
Espaço de para treinos de Breaking
VESTIÁRIO
1
Trocas de roupa, banho e higiene pessoal
ENFERMARIA
1
Atender dançarinos lesionados principalmente, e demais usuários
6
PÚBLICO
SALA PROFESSORES
1
Sala para professores de dança e de oficinas.
7
PRIVADO
ANTECÂMARA
ÁREA DE RECEPÇÃO
ÁREA DE ATIVIDADES FÍSICAS
80
PÚBLICO X PRIVADO
AMBIENTE
PRIVADO
PRIVADO 25
PÚBLICO PÚBLICO
1
Academia para os dançarinos fortalecerem seu corpo para as atividades artísticas
30
SEMIPÚBLICO
SALA DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE
1
Espaço para educadores físicos e fisioterapeutas atenderem os dançarinos
5
PRIVADO
ÁREA DE RECREAÇÃO INFANTIL
1
Espaço para recreação infantil,
15
PÚBLICO
MIDIATECA
1
Acervo de VHS, revistas, músicas, vinis, livros para consulta do público
35
SEMIPÚBLICO
SALA TÉCNICA DE CAPTAÇÃO DE SOM
2
Estúdio para edição de som, para produções musicais
3-4
SEMIPÚBLICO
ACADEMIA
FOYER
1
( solto, pode ser aberto)
250
PRIVADO
DEPÓSITO
1
Depósito de equipamentos cinematográficos
1
PRIVADO
1
Sala de captação de imagem e som. Espaço para cabine de som, e luz.
5
PRIVADO
COPA
1
Espaço de descanso e comida
20
BAR LANCHONETE
1 1
Venda de drinks nas festas Lanchonete pequena e café
4
PRIVADO
30
PÚBLICO
RECEPÇÃO
2
Recepção dos usuários, logo na entrada
6
PÚBLICO
LOJAS STREETWEAR
1
Lojas de roupa Streetwear
20
PÚBLICO
SALA DE EXPOSIÇÕES
1
Esposições de graffitis, fotografias, boombox, vinis, etc
25
PÚBLICO
ÁREA RECREAÇÃO INFANTIL
1
Atividades para recreação infantil, enquanto os pais das crianças usufruem dos outros espaços do centro.
20
CABINE DE ÁUDIO E SOM ANTECÂMARA
ÁREA DE RECEPÇÃO
CLASSIFICAÇÃO
DOCA PARA SALA DE AMBIENTE EXPOSIÇÕES
ÁREA ADMINISTRATIVA
ÁREA AUDIOVISUAL
ÁREA DE EXPOSIÇÃO E ESPETÁCULOS
PRIVADO
PÚBLICO
1 QUANTIDADE
Carga eATIVIDADE descarga de obras
LOTAÇÃO
EspaçoCopa de para de Breaking dostreinos funcionários Trocas deAdministração roupa, banho edohigiene local pessoal
25 20
VESTIÁRIO ADMINISTRAÇÃO
3 1 1 1
PÚBLICO PRIVADOX PRIVADO PÚBLICO PRIVADO
5
PÚBLICO PRIVADO
DML ENFERMARIA ALMOXARIFADO
1 1 1
Atender dançarinos Depósito de materiaislesionados de limpeza principalmente, e demais usuários
6
PRIVADO PÚBLICO PRIVADO
MÍDIAS DIGITAIS E SALA PROFESSORES PRODUÇÃO CULTURAL
1 1
7 2
PRIVADO PRIVADO
TECNOLOGIA DA ACADEMIA INFORMAÇÃO ( T.I.)
1
2-4 30
PRIVADO SEMIPÚBLICO
8 5
PRIVADO PRIVADO
6 15
PRIVADO PÚBLICO
SALA COPA DE DANÇA
ÁREA DE ATIVIDADES FÍSICAS
PRIVADO
SALA DE SALA DE PROFISSIONAIS VIDEOCONFERÊNCIA DA SAÚDE SALADE DERECREAÇÃO REUNIÕES ÁREA INFANTIL
1 1 1 1
SECRETARIA MIDIATECA
1
SALA TÉCNICA DE CAPTAÇÃO DE SOM FINANCEIRO ANTECÂMARA
2 1 2
ESTÚDIO DE CAPTAÇÃO SALADE DESOM FESTAS/ TEATRO DE ARENA SALA DE EDIÇÃO DE VÍDEOS
2 1 1
ESTÚDIO DE CAPTAÇÃO BACKSTAGE AUDIOVISUAL
1 1
LOUNGE / FOYER
1
CAMARIM SALA ISO
1 2
CAMARIM FOYER
1 1
Sala para professores de dança e de Produção da agenda cultural do espaço, oficinas. oficinas, aulas, palestras etc Academia para os dançarinos Suporte técnico do espaço e elaboração fortalecerem de sistema seu corpo para as atividades artísticas conferênciafísicos e Espaço Video para educadores fisioterapeutas atenderem os dançarinos Reuniões com investidores, patrocinadores, entidades etc Espaço para recreação infantil, Realização de matrículas de cursos e Acervo de VHS, revistas, músicas, vinis, informar o público sobre as atividades do livros para consulta do público Centro Estúdio para edição de som, para Organizaçãoproduções e planejamento financeiro da musicais instituição Estúdio de som, para Espaço para captação festas e performances produções musicais artísticas ( Batalhas de Breaking e MC's). Além de Sala de edição de vídeos para produção videoclipesde filmes palestrasde e exposição Espaço depara preparação e aquecimento Estúdio gravação de videoclipesde artistas antes de entrar em cena Realização de reuniões, contratos Troca de roupas e higienização. Háe espaço para descanso camarins masculinos e femininos Captação som de instrumentos coletivos (de não necessariamente o banheiro é em específicos conjunto, há um vestiário ao lado) e individuais dentro) Para troca de roupas e( banheiro maquiagem dos usuários ( solto, pode ser aberto)
4 35
PRIVADO SEMIPÚBLICO
3-4 2
SEMIPÚBLICO PRIVADO
3-8 1000 3-4
SEMIPÚBLICO PÚBLICO SEMIPÚBLICO
20 20
SEMIPÚBLICO PRIVADO
15
PÚBLICO
20 3
PRIVADO SEMIPÚBLICO
20 250
SEMIPÚBLICO PRIVADO
SALAS DE ENSAIO DEPÓSITO
5 1
Espaço para ensaios de instrumentos Depósito de equipamentos musicais ou de canto cinematográficos
5 1
PÚBLICO PRIVADO
ÁREA DE CONFECÇÃO
CABINE DEDE ÁUDIO E SOM ATELIER COSTURA
1
Sala de captação de imagem e som. Atelier para confecção de roupas Espaço paraStreetwear cabine de som, e luz.
5 20
PRIVADO SEMIPÚBLICO
GRAFFITI
ANTECÂMARA ATELIER DE GRAFFITI COPA
1 1
Espaço para produção das práticas de e stencil Espaço graffiti de descanso e comida
20 20
PRIVADO SEMIPÚBLICO PRIVADO
BAR LANCHONETE
1 1
Venda de drinks nas festas Lanchonete pequena e café
4
PRIVADO
30
PÚBLICO PÚBLICO
ÁREA DE RECEPÇÃO
ÁREA DE ATIVIDADES FÍSICAS
RECEPÇÃO
2
Recepção dos usuários, logo na entrada
6
LOJAS STREETWEAR ESTACIONAMENTO
1
Lojas de roupa Streetwear
20
PÚBLICO
SALA PORTARIA DE EXPOSIÇÕES
2 1
2 25
PÚBLICO
CASA DE MÁQUINAS ÁREA RECREAÇÃO INFANTIL
1
Esposições Controlede degraffitis, entradafotografias, e Saída boombox, vinis, etc Destinado para manutenção de arAtividadescondicionados para recreação infantil, enquanto os pais das crianças usufruem dos outros espaços do centro.
1
PRIVADO 20
PÚBLICO
DOCA PARA SALA DE EXPOSIÇÕES
1
Carga e descarga de obras
SALA DE DANÇA
3
Espaço de para treinos de Breaking
VESTIÁRIO
1
Trocas de roupa, banho e higiene pessoal
ENFERMARIA
1
Atender dançarinos lesionados principalmente, e demais usuários
6
PÚBLICO
SALA PROFESSORES
1
Sala para professores de dança e de oficinas.
7
PRIVADO
PRIVADO 25
PÚBLICO PÚBLICO
1
Academia para os dançarinos fortalecerem seu corpo para as atividades artísticas
30
SEMIPÚBLICO
SALA DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE
1
Espaço para educadores físicos e fisioterapeutas atenderem os dançarinos
5
PRIVADO
ÁREA DE RECREAÇÃO INFANTIL
1
Espaço para recreação infantil,
15
PÚBLICO
MIDIATECA
1
Acervo de VHS, revistas, músicas, vinis, livros para consulta do público
35
SEMIPÚBLICO
SALA TÉCNICA DE CAPTAÇÃO DE SOM
2
Estúdio para edição de som, para produções musicais
3-4
SEMIPÚBLICO
ACADEMIA
81
GSEducationalVersion
S-4
ELEVADOR
ELEVADOR
±0,00
SALA DE DANÇA
ATELIER DE GRAFFITI
±0,00
-1,00
-2,00
±0,00
-1,00
D
-2,00
-2,00
-2,00
-2,00
-2,00
-2,00
EAÇÃO ÁREA DE RECR INFANTIL
S-03
S
82 3
Elev.
-2,00
MIDIATECA
PAINEL DE GRAFFITI MÓVEL
BALCÃO DE ÕES INFORMAÇ
LOJA DE S SOUVENIR
-2,00
ELEVADOR DE CARGA
ELEVADOR
ELEVADOR
diagrama de fluxos
S-03
Elev.
2
S-01
Elev.
4
FECFAU - FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
CENTRO HIP- HOP
S-02
DEPÓSITO
ELEVADOR DE CARGA
±0,00
-0,45
LOJA DE ROUPA
±0,00
±0,00
LANCHONETE
COZINHA
ESTOQUE LOJA DE ROUPA
TEATRO DE ARENA
S-01
SALA DE EXPOSIÇÃO
PAINEL MÓVEL DE GRAFFITI
Elev.
1
±0,00
24/11/2021
DATA
1:200
04 TFG - CENTRO HIP HOP EP
Pavimento térreo
ESCALA
FASE PROJETO
S-02
0.
Escala: 1:200
Pavimento Térreo 0.00
01
FOLHA
A2
DIMENSÃO DA FOLHA
O core de circulação principal e da disposição dos sanitários se localizou nas extremidades do edifcío. Foi pensado nesta solução visto que o lote maior seria mais estreito e foi decidido para priorizar e destacar a passagem que liga os dois lotes.
Circulação horizontal
Circulação vertical
83
GSEducationalVersion
S-4
±0,00
±0,00
-1,00
-2,00
±0,00
-1,00
D
-2,00
-2,00
-2,00
-2,00
-2,00
-2,00
REAÇÃO ÁREA DE REC INFANTIL
S-03
S
84 3
Elev.
-2,00
MIDIATECA
PAINEL DE GRAFFITI MÓVEL
BALCÃO DE INFORMAÇÕES
LOJA DE SOUVENIRS
-2,00
ELEVADOR DE CARGA
ELEVADOR
ELEVADOR
térreo
S-03
S-01
Elev.
4
4
8
16
32
FECFAU - FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
CENTRO HIP- HOP
S-02
ELEVADOR DE CARGA
DEPÓSITO
SALA DE EXPOSIÇÃO
ELEVADOR
±0,00
-0,45
±0,00
TEATRO DE ARENA
±0,00
LANCHONETE
COZINHA
ESTOQUE LOJA DE ROUPA
LOJA DE ROUPA
SALA DE DANÇA
ATELIER DE GRAFFITI
PAINEL MÓVEL DE GRAFFITI
ELEVADOR
S-01
0
85
Elev.
1
±0,00
24/11/2021
DATA
1:200 04 TFG - CENTRO HIP HOP EP
Pavimento térreo
ESCALA
FASE PROJETO
S-02
0.
2
01
FOLHA
A2
DIMENSÃO DA FOLHA
Escala: 1:200
Pavimento Térreo 0.00
Elev.
86
GSEducationalVersion
ELEVADOR
ATELIER DE COSTURA
IS
+ 4.00
SALA DE ENSAIO DE BANDA
SALA DE ENSAIO DE SOPRO
SALA DE REUNIÃO
S-03
+ 4.00
ELEVADOR
+4,00
T.I. MÍDIAS SOCIA
FINANCEIRO
+ 4.00
3
Elev.
ADM
SALA DE ENSAIO CORDAS
DE
- 2,00
+ 4.00
SALA DE ENSAIO O DE TECLAD
IA SECRETAR
DE SALA DE ENSAIO PERCURSSÃO
SALA DE E DESCANSO COPA
ELEVADOR DE CARGA
ELEVADOR
ELEVADOR
S-4
primeiro pavimento
S-03
Elev.
2
S-01
Elev.
4
0
4
8
16
S-02
+ 4.00
ELEVADOR DE CARGA
DEPÓSITO
SALA FUNCIONÁRIOS TERCEIRIZADOS
FECFAU - FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
CENTRO HIP- HOP
32
87
ENFERMARIA
S-01
+4,00
SALA EDUCADOR FÍSICO E FISIOTERAPEUTA
SALA DE DANÇA
SALA DE DANÇA
ACADEMIA
SALA NUTRICIONISTA
SALAS DE ACROBACIAS
1 Elev.
+4,00
S-02
1º Pavimento 24/11/2021
DATA
ESCALA
1:200
FASE PROJETO
04 TFG - CENTRO HIP HOP EP
1.
02
FOLHA
A2
DIMENSÃO DA FOLHA
Escala: 1:200
Primeiro Pavimento +4.00 (2)
88 ELEVADOR
ELEVADOR
GSEducationalVersion
+8,00
SALA DE 1 CAPTAÇÃO
ICA 1 SALA TÉCN
ÃO DE SALA DE EDIÇ VÍDEOS
S-03
FOYER
+8.00
+8.00
3
Elev.
SALA ISO 1
SALA ISO 2
+8.00
ESTÚDIO DE GRAVAÇÃO L AUDIOVISUA
ICA 2 SALA TÉCN
SALA DE 2 CAPTAÇÃO
+8.00
ELEVADOR DE CARGA
ELEVADOR
ELEVADOR
S-4
segundo pavimento
S-03
Elev.
2
S-01
Elev.
4
0
4
8
16
32
FECFAU - FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
CENTRO HIP- HOP
Ref.
Ref.
S
ELEVADOR DE CARGA
BAR
+9,60
SALA DE LUZ E SOM
+8,00
+8,00
+9.60
ARENA DE BATALHA
+8,00
ÁREA DE FESTAS
D
D
S-02
S
CAMARIM
Ref.
89
S-01
Elev.
1
+8,00
2o pavimento 24/11/2021
DATA
ESCALA
1:200
FASE PROJETO
04 TFG - CENTRO HIP HOP EP
S-02
03
FOLHA
A2
DIMENSÃO DA FOLHA
2.
Escala: 1:200
Segundo Pavimento +8.00 (1)
90
S-4
-6,00
3
Elev.
-6,00
GSEducationalVersion
AE VAGA CARG DESCARGA
AE VAGA CARG DESCARGA
ELEVADOR DE CARGA
-6,00
S-4
subsolo
S-03
S-03
Elev.
2
S-01
Elev.
4
0
4
8
16
S-02
VAGA CARGA E DESCARGA
FECFAU - FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL, ARQUITETURA E URBANISMO
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
CENTRO HIP- HOP
32
91
ELEVADOR DE CARGA
- 4,00
S-01
1 Elev.
- 4,00
Subsolo 24/11/2021
DATA
ESCALA
1:200
FASE PROJETO
04 TFG - CENTRO HIP HOP EP
S-02
04.4
FOLHA
A2
DIMENSÃO DA FOLHA
-1.
Escala: 1:200
Pavimento Subsolo -4.00
corte
92
+14,00 3 Pavimento Cobertura
+8,00 2 Segundo Pavimento +8.00
+4,00 1 Primeiro Pavimento +4.00
±0,00 0 Pavimento Térreo 0.00 -2,00 -1 Pavimento Térreo -2.00 -4,00 -2 Pavimento Subsolo -4.00 -6,00 -3 Pavimento Subsolo -6.00
S-01
Corte Escala: 1:200
93
corte
+14,00 3 Pavimento Cobertura
+8,00 2 Segundo Pavimento +8.00
+4,00 1 Primeiro Pavimento +4.00
±0,00 0 Pavimento Térreo 0.00 -2,00 -1 Pavimento Térreo -2.00 -4,00 -2 Pavimento Subsolo -4.00 -6,00 -3 Pavimento Subsolo -6.00
S-02
94
Corte Transversal Escala: 1:200
+8,00 2 Segundo Pavimento +8.00
+4,00 1 Primeiro Pavimento +4.00
±0,00 0 Pavimento Térreo 0.00 -2,00 -1 Pavimento Térreo -2.00 -4,00 -2 Pavimento Subsolo -4.00 -6,00 -3 Pavimento Subsolo -6.00
S-03
Corte Longitudinal Escala: 1:200
95
1:200 04 TFG - CENTRO HIP HOP EP
A2
ESCALA FASE PROJETO
DIMENSÃO DA FOLHA
+14,00 3 Pavimento Cobertura
corte
96
GSEducationalVersion
Cortes
+8,00 2 Segundo Pavimento +8.00
-2,00 -1 Pavimento Térreo -2.00 -4,00 -2 Pavimento Subsolo -4.00 -6,00 -3 Pavimento Subsolo -6.00
S-4
Corte Escala: 1:200
CENTRO HIP- HOP
±0,00 0 Pavimento Térreo 0.00
97
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
+4,00 1 Primeiro Pavimento +4.00
24/11/2021
DATA
FOLHA
A2 1:200 04 TFG - CENTRO HIP HOP EP
DIMENSÃO DA FOLHA ESCALA FASE PROJETO
+14,00 3 Pavimento Cobertura
elevações
98
A2
Elevações
1:200 04 TFG - CENTRO HIP HOP EP
DIMENSÃO DA FOLHA ESCALA FASE PROJETO
+14,00 3 Pavimento Cobertura
+8,00 2 Segundo Pavimento +8.00
±0,00 0 Pavimento Térreo 0.00 -2,00 -1 Pavimento Térreo -2.00 -4,00 -2 Pavimento Subsolo -4.00 -6,00 -3 Pavimento Subsolo -6.00
1
Elevação Escala: 1:200
RO HIP- HOP
+4,00 1 Primeiro Pavimento +4.00
99
elevações
100 GSEducationalVersion
Elevações
A2 1:200 04 TFG - CENTRO HIP HOP EP
DIMENSÃO DA FOLHA ESCALA FASE PROJETO
+14,00 3 Pavimento Cobertura
+8,00 2 Segundo Pavimento +8.00
±0,00 0 Pavimento Térreo 0.00 -2,00 -1 Pavimento Térreo -2.00 -4,00 -2 Pavimento Subsolo -4.00 -6,00 -3 Pavimento Subsolo -6.00
3
Elevação Escala: 1:200
NTRO HIP- HOP
+4,00 1 Primeiro Pavimento +4.00
101
elevações
102 GSEducationalVersion
+8,00 2 Segundo Pavimento +8.00 +4,00 1 Primeiro Pavimento +4.00 ±0,00 0 Pavimento Térreo 0.00 -2,00 -1 Pavimento Térreo -2.00 -4,00 -2 Pavimento Subsolo -4.00 -6,00 -3 Pavimento Subsolo -6.00
2
Elevação Escala: 1:200
+14,00 3 Pavimento Cobertura
+8,00 2 Segundo Pavimento +8.00 +4,00 1 Primeiro Pavimento +4.00 ±0,00 0 Pavimento Térreo 0.00 -2,00 -1 Pavimento Térreo -2.00 -4,00 -2 Pavimento Subsolo -4.00 -6,00 -3 Pavimento Subsolo -6.00
4
Elevação Escala: 1:200
103
A2 1:200 04 TFG - CENTRO HIP HOP EP
DIMENSÃO DA FOLHA ESCALA FASE PROJETO
+14,00 3 Pavimento Cobertura
sistema estrutural
O sistema construtivo seria formado por fundações de sapatas corridas de concreto, e pilares e vigas de estrutura metálica de aço, unidas por meio de parafusos e aqueles em que a viga está em uma inclinação não regular será por meio da soldagem. Foi escolhido a estrutura metálica por ser um material leve, que suporta grandes vãos ( lugares como salas de dança grandes se beneficiam desta propriedade), e possui uma alta resistência até equivalente do concreto armado. Por ser um material que é montado in loco e com uma mão de obra qualificada, há economia no desperdício de água, luz e resíduos no canteiro de obras. Além disso, é um material reciclável. Visto que as estruturas de aço estão mais propícias à propagação de incêndio, elas serão revestidas por uma pintura intumescente preta. O projeto foi pensado em uma modulação de 6m x 9m e 8m x 9m, visto que seria um grande vão que a estrutura consegue suportar e possui uma viga de 56 cm, que não interferirá muito em seu pé direito. As paredes serão feitas de alvenaria de de concreto pré-moldado ( principalmente as paredes inclinadas). E receberão um revestimento de concreto pigmentado, que contrastando com as vigas e pilares de aço aparentes, dão um aspecto de urbanidade, rusticidade e são inspirados pelas cores dos tijolos do Edifício da Rua Sedgwick 1520 no Bronx que foi originado o Hip-Hop. Sua cobertura curva será composta por concreto pré-moldado e com estruturas em aço que ajudarão em sua sustentação. A ligação por meio de cada pilar e da cobertura ondula-
104
da, será feita por meio de uma chapa circular metálica e studbolts. Em regiões da cobertura onde são mais baixas e estas se encontram com os pilares, estes últimos serão vazados para realizar a captação da chuva.É pensado que a execução da concretagem da cobertura seja realizada no local da obra.
Diagrama Estrutural 1
1
Escala: 1:100
3
S-01
S-03
Diagrama Estrutural 2
2
Escala: 1:100
al 1
: 1:100
S-03 2
3
4
Elev.
Elev.
S-01
S-01
4
S-03
+ 4.00
+ 4.00
SECRETARIA
SALA DE REUNIÃO
ADMINISTRAÇÃO SALA DE DESCANSO E COPA
FINANCEIRO
T.I. MÍDIAS SOCIAIS
S FUNCI TERCE
S-02 ELEVADOR
S-02
S-02
ELEVADOR
+ 4.00
DE
SALA DE ENSAIO DE SOPRO
SALA DE ENSAIO CORDAS
DE
SALA DE ENSAIO TECLADO
DE
DE SALA DE ENSAIO PERCURSSÃO
ELEVADOR DE CARGA
SALA DE ENSAIO DE BANDA
rutural 2
Diagrama Estrutural 3
3
Escala: 1:100
EL DE
Escala: 1:100 S-03
S-01
1
ATELIER DE COSTURA
Elev.
3
SALA NUTRICIONISTA
SALA EDUCADOR FÍSICO E
S
ENFERMARIA
4
Elev.
FOLHA
A1
04.6
ELEVADOR
+ 4.00
DIMENSÃO DA FOLHA
2 4
Elev. 2
ELEVADOR
Elev.
+4,00
ELEVADOR
ELEVADOR
105 +8,00
FOYER
Parede acústica
Acabamento em concreto pigmentado na cor marrom
Bloco de concreto
Lã de vidro
Camada de ar
D1
Detalhe parede dupla Escala: 1:10
As paredes duplas serão dispostas em ambientes onde há necessidade de isolamento acústico, como a sala de festas, as salas relacionadas a produção audiovisual e as salas de dança. As paredes serão compostas por alvenaria, com revestimento de lã de vidro em seu interior, espaçamento de ar e com acabamento externo de concreto pigmentado.
106
Painel de graffiti
No edifício audiovisual há um painel de graffiti onde os artistas poderão aplicar as suas obras de arte, e ocorrerão uma rotatividade nas obras. Logo, sazonalmente um graffiti será substituído por outro.
107
sistema estrutural: grids, vigas e pilar
Diagrama Estrutural 1
1
Escala: 1:100
S-01
S-03
3
S-01
Elev.
-2,00
-2,00
-2,00
-2,00
S-4
-2,00
-2,00
S-4 -2,00 -1,00 -2,00
S
-2,00
S-03
-1,00 D
4
ATELIER DE COSTURA
±0,00
2
ELEVADOR
Elev.
4
Elev.
Elev.
±0,00
±0,00 ELEVADOR
+ 4.00
SALAS DE ACROBACIAS
SALA NUTRICIONISTA
ENFERMARIA
SALA EDUCADOR FÍSICO E FISIOTE
ACADEMIA
SALA FUNCIONÁRIOS TERCEIRIZADOS
S-02
S-02
+4,00
S-02 ±0,00 DEPÓSITO
SALA DE DANÇA
±0,00
SALA DE DANÇA
ELEVADOR DE CARGA
+ 4.00
-0,45
S-01
S-01
±0,00
1 ±0,00
Elev.
PAVIMENTO TÉRREO ESCALA 1:500
GSEducationalVersion
108
PRIMEIRO ESCALA 1:
Escala: 1:100
Elev.
3
S-03
A2
Projeto Estrutural
1:100, 1:500
DIMENSÃO DA FOLHA ESCALA
Diagrama Estrutural 3
3
Escala: 1:100
04 TFG - CENTRO HIP HOP EP
Diagrama Estrutural 2
2
FASE PROJETO
res
Elev.
3
S-01
S-03
+ 4.00
+8.00
+ 4.00
SECRETARIA
SALA DE E DESCANSO COPA
ADM FINANCEIRO
SALA DE REUNIÃO
ESTÚDIO DE GRAVAÇÃO AUDIOVISUAL
T.I. MÍDIAS SOCIAIS
SALA DE EDIÇÃO VÍDEOS
DE
+8.00 ELEVADOR
ELEVADOR
S-4 ELEVADOR
+ 4.00
ELEVADOR
+8.00 - 2,00
DE SALA DE ENSAIO PERCURSSÃO
SALA DE ENSAIO CORDAS
SALA DE ENSAIO DE TECLADO
DE
ELEVADOR DE CARGA
SALA DE ENSAIO DE SOPRO
SALA DE ENSAIO DE BANDA
+8.00
SALA DE 2 CAPTAÇÃO ELEVADOR DE CARGA SALA TÉCNICA SALA DE 1 CAPTAÇÃO SALA TÉCNICA
SALA ISO 1
1
2
SALA ISO 2
S-03 S-03
4
ELEVADOR
2
ELEVADOR
Elev.
2
Elev.
Elev.
+4,00
+8,00
FOYER
+8,00
S
ERAPEUTA
S-02 D
ÁREA DE FESTAS SALA DE LUZ E SOM
+8,00 +9,60
+4,00
S-02
Ref.
Ref.
S-02
BAR
+9.60
CAMARIM
Ref.
+8,00
1
PAVIMENTO :500
S-01
Elev.
1 Elev.
SEGUNDO PAVIMENTO ESCALA 1:500
CENTRO HIP- HOP
S
D
+8,00
109
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
ARENA DE BATALHA
ELEVADOR DE CARGA
perspectivas
110
111
perspectivas
112
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perspectivas
Todas as áreas verdes foram pensadas em ter muita presença de área
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a de grama disponível para os dançarinos praticarem saltos acrobáticos.
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perspectivas
A passarela foi pensada em conectar apenas o primeiro andar de amb sidades.
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bos os edifícios por haver uma independência do programa de necess-
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perspectivas: teatro de arena
O teatro de arena foi pensado para que os praticantes de Breaking real público em geral e servir como convite para conhecer o interior do edif assistida também na varanda do primeiro andar, através de um vão.
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lizem as suas performances na arena ao ar livre, no térreo, para atrair o fício. Para vivenciar ainda mais uma vivência pública, a arena pode ser
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perspectivas: teatro de arena A arena pode ser usada como treinos esporádicos e livres, apresentações de música, ou até mesmo batalhas de dança ou de MC’s.
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ELEVADOR
ELEVADOR
±0,00
SALA DE DANÇA
ATELIER DE GRAFFITI
±0,00
-2,00
-1,00
-1,00
±0,00
-2,00
-2,00
D
S
4
3
-2,00
-2,00
-2,00
-2,00
EAÇÃO ÁREA DE RECR INFANTIL
S-03
Elev.
A construção abandonada ao lado do terreno será feita um espaço de intervenções artísticas para as oficinas de graffiti.
S-01
Elev.
-2,00
MIDIATECA
PAINEL DE GRAFFITI MÓVEL
BALCÃO DE ÕES INFORMAÇ
LOJA DE S SOUVENIR
-2,00
ELEVADOR DE CARGA
ELEVADOR
ELEVADOR
perspectivas: muro de graffiti
S-03
121
Elev.
2
perspectivas
Corredores, como o do primeiro andar do edifício da Brigadeiro Galvão dimensionados para as práticas de breaking, que ocupam muito espaç atividades para haver uma maior vivência pública.
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o, e outros espaços de permanência, foram pensados em serem superço devido aos seus movimentos acrobáticos, e serem realizados outras
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perspectivas
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perspectivas
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perspectivas: arena de batalha da sala d
A arena de batalha na sala de festas seria um espaço onde ocorre a atr e onde ocorrerá as apresentações de música e shows. O piso do palco lesões nos dançarinos, utilizado também em espaços de ballet clássico
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de festas
ração principal do complexo: o palco das batalhas de breaking e MC’s, o seria composto de piso flutuante, que ameniza impactos e previne até o.
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