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Complicações do Preenchimento Dérmico

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Complicações do Preenchimento Dérmico

Prevenção e Tratamento

Complicações do Preenchimento Dérmico

Prevenção e Tratamento

Complicações do Preenchimento Dérmico

Prevenção e Tratamento

Neil S. Sadick, MD

Clinical Professor of Dermatology

Weill Cornell Medical College

Dermatologist

Sadick Dermatology

New York, New York, USA

Suleima Arruda, MD

Dermatologist

Suleima Arruda Dermatologia

São Paulo, Brazil

Research Direc tor

Sadick Dermatology

New York, New York, USA

111 Ilustrações

T hieme

Rio de Janeiro• St ut tgar t• New York•Delhi

S126

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (eDOC BRASIL, Belo Horizonte/MG)

Sadick, Neil S Complicações do preenchimento dérmico: prevenção e tratamento/Neil S. Sadick, Suleima Arruda ; tradução de Dermal Filler Complications. – 1. ed. – Rio de Janeiro, RJ: Thieme Revinter Publicações, 2026.

il. color. ; 18,5 x 27 cm

Inclui bibliografia.

ISBN 978-65-5572-402-8

eISBN 978-65-5572-403-5

1. Dermatologia estética. 2. Medicina estética – Preenchimento dérmico. 3. Cirurgia plástica –Complicações. 4. Tratamento médico – Prevenção. I. Arruda, Suleima. II. Título.

CDD 616.5

Elaborado por Maurício Amormino Júnior – CRB6/2422

Tradução:

THIEME REVINTER

Revisão Técnica: ANTONIO D’ACRI

Professor Associado – Dermatologia da UNIRIO Doutor em Medicina (Dermatologia) pela UFRJ Mestre em Medicina (Dermatologia) pela UFF

Título original:

Dermal Filler Complications: Prevention and Management

Copyright © 2026 by Thieme

ISBN 978-3-13-242849-2

© 2026 Thieme. All rights reserved.

Thieme Revinter Publicações Ltda. Av. Almirante Barroso, 63, sala 509 Rio de Janeiro, RJ CEP 20031-005, Brasil http://www.thieme.com.br

Thieme USA http://www.thieme.com

Design de Capa: © Thieme Créditos Imagem da Capa: © iso100production/ stock.adobe.com – posed by a model

Impresso no Brasil por Forma Certa Gráfica Digital Ltda.

5 4 3 2 1

ISBN 978-65-5572-402-8

Também disponível como eBook: eISBN 978-65-5572-403-5

Nota: O conhecimento médico está em constante evolução. À medida que a pesquisa e a experiência clínica ampliam o nosso saber, pode ser necessário alterar os métodos de tratamento e medicação. Os autores e editores deste material consultaram fontes tidas como confiáveis, a fim de fornecer informações completas e de acordo com os padrões aceitos no momento da publicação. No entanto, em vista da possibilidade de erro humano por parte dos autores, dos editores ou da casa editorial que traz à luz este trabalho, ou ainda de alterações no conhecimento médico, nem os autores, nem os editores, nem a casa editorial, nem qualquer outra parte que se tenha envolvido na elaboração deste material garantem que as informações aqui contidas sejam totalmente precisas ou completas; tampouco se responsabilizam por quaisquer erros ou omissões ou pelos resultados obtidos em consequência do uso de tais informações. É aconselhável que os leitores confirmem em outras fontes as informações aqui contidas. Sugere-se, por exemplo, que verifiquem a bula de cada medicamento que pretendam administrar, a fim de certificar-se de que as informações contidas nesta publicação são precisas e de que não houve mudanças na dose recomendada ou nas contraindicações. Esta recomendação é especialmente importante no caso de medicamentos novos ou pouco utilizados. Alguns dos nomes de produtos, patentes e design a que nos referimos neste livro são, na verdade, marcas registradas ou nomes protegidos pela legislação referente à propriedade intelectual, ainda que nem sempre o texto faça menção específica a esse fato. Portanto, a ocorrência de um nome sem a designação de sua propriedade não deve ser interpretada como uma indicação, por parte da editora, de que ele se encontra em domínio público.

Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida por nenhum meio, impresso, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização por escrito.

Angeli Eloise Torres ▪ Harleen Arora ▪ Taylor L. Braunberger ▪ Indermeet Kohli ▪ David M. Ozog 3.1

3.1.1

3.2.1 Imagem por Ressonância Magnética (MRI) 20

3.2.2 Ultrassom de Alta Frequência (HFUS) 21

3.2.3 Tomografia Computadorizada (CT) 22

3.2.4 Tomografia por Emissão de Pósitrons –Tomografia Computadorizada (PET-CT) 23

3.3 Características Normais de Imagem por Tipo de Preenchimento ........................ 23

3.3.1 Preenchimentos Temporários (de Rápida Reabsorção) .......................... 23

3.3.2 Preenchimentos de Longa Duração (de Reabsorção) ..................................... 24

3.3.3 Preenchimentos Permanentes

25

Chelsea Fidai ▪ David M. Ozog ▪ Joel L. Cohen

Parte III: Complicações de Início Tardio 7 Reações de Hipersensibilidade a Preenchimentos Dérmicos 67

Stephanie von Csiky-Sessoms ▪ Sonya Prasad ▪ Lena Ladenheim ▪ Jacqueline G. Berliner Ellen S. Marmur

7.1 Introdução ............................................ 67

7.2 Classificação dos Preenchedores Dérmicos 67

7.3 Apresentação Clínica: Reações Agudas 68

7.3.1 Reações de Hipersensibilidade Tipo IV.... 69

7.3.2 Reações Granulomatosas........................ 70

7.3.3 Biofilmes ................................................

7.4

de Gerenciamento da Reação de Hipersensibilidade ao

7.4.1 Tratamento: Hipersensibilidade Tipo I ...... 71

7.4.2 Tratamento: Hipersensibilidade Tipo IV ... 71

8.3.3

8.7 Relato de Caso ...................................... 83

8.7.1 Exemplo de Caso 1 83

8.7.2 Exemplo de Caso 2 ................................. 84

............................................ 86 9 Nódulos e Granulomas 87

Justin L. Bellamy ▪ Usama Syed ▪ Sachin M. Shridharani

9.1 Introdução 87

9.1.1 Uma Perspectiva Histórica ...................... 87

9.1.2 Nódulos de Início Precoce ...................... 88

9.1.3 Nódulos de Início Tardio ......................... 89

9.2 Tratamento ........................................... 90

9.2.1 Coleção ou Deslocamento ...................... 91

9.2.2 Nódulos Precoces Não Inflamatórios ...... 91

9.2.3 Nódulos Inflamatórios Precoces e Tardios 91

9.2.4 Nódulos Inflamatórios Tardios Não Infecciosos.............................................. 91

9.2.5 Nódulos Relacionados com o Biofilme .... 92

Exemplo

Usama Syed ▪ Justin L. Bellamy ▪ Sachin M. Shridharani 10.1

11.4.1 Hematomas

11.4.2 Colocação Inadequada de Preenchimentos de Tecidos Moles

Vídeos

Vídeo 11.1: Técnica com cânula para lábios.

Vídeo 11.2: Técnica com cânula para a região sob os olhos.

Vídeo 11.3: Técnica com cânula para rinoplastia líquida.

Prefácio

O uso de preenchimentos dérmicos tornou-se parte integrante da medicina estética, oferecendo aos pacientes opções seguras, eficazes e versáteis para rejuvenescimento e contorno facial. Com sua ampla adoção, no entanto, surge a responsabilidade de reconhecer, prevenir e gerenciar as complicações que podem ocorrer. Mesmo o procedimento mais rotineiro acarreta riscos, e os resultados dependem não apenas da seleção do produto e da técnica, mas também do conhecimento, vigilância e preparação do médico.

Este livro reúne especialistas renomados na área para oferecer uma visão abrangente das complicações associadas aos preenchimentos dérmicos. De problemas comuns, como hematomas e edema, a eventos raros, mas graves, que exigem intervenção urgente, cada capítulo tem como objetivo traduzir a experiência clínica e as evidên-

cias em insights práticos. O texto também explora considerações mais amplas, incluindo epidemiologia, estratégias preventivas e dicas técnicas, equipando os leitores com o conhecimento necessário para obter resultados seguros e satisfatórios. Ao compilar perspectivas de diferentes especialidades e regiões, nosso objetivo é criar um recurso que seja acessível para iniciantes e enriquecedor para profissionais experientes. Em última análise, compreender as complicações não se resume simplesmente a gerenciar eventos adversos. Trata-se de elevar os padrões de atendimento, promover a confiança do paciente e garantir que a promessa da medicina estética seja cumprida com arte e segurança.

Colaboradores

RAWAA ALMUKHTAR, MD, MPH, FAAD

Associate Professor of Medicine and Dermatology Scripps Clinic Medical Group San Diego, California, USA

HARLEEN ARORA, MD Dermatologist Center for Advanced Dermatology Lakewood, Colorado, USA

JUSTIN L. BELLAMY, MD

Board-Certified Plastic Surgeon Palm Beach, Florida, USA

GRETCHEN BELLEFEUILLE, BS Department of Dermatology University of Minnesota Minneapolis, Minnesota, USA Alluma Dermatology Medina, Minnesota, USA

JACQUELINE G. BERLINER, MD

Dermatologist and Mohs Surgeon Greenwich Point Dermatology Greenwich, Connecticut, USA

TAYLOR L. BRAUNBERGER, MD Dermatology

Stanford Medical Center Bismarck Dickinson, North Dakota, USA

JOEL L. COHEN, MD

Director, AboutSkin Dermatology and Aesthetics

Greenwood Village and Lone Tree, Colorado, USA Associate Clinical Professor Department of Dermatology University of California Irvine Irvine, California, USA

TRINA G. EBERSOLE, MD Assistant Professor of Surgery St. Louis School of Medicine Washington University St. Louis, Missouri, USA

JASON EMER, MD, FAAD, FAACS Cosmetic Dermatology and Body Contouring West Hollywood, California, USA

RONDA FARAH, MD

Associate Professor

DEPARTMENT OF DERMATOLOGY University of Minnesota Minneapolis, Minnesota, USA

Alluma Dermatology Medina, Minnesota, USA

CHELSEA FIDAI, MD

Department of Dermatology

Henry Ford Health System Detroit, Michigan, USA

Founder, The Center for Laser and Skin Surgery Hermosa Beach, California, USA

SOPHIA FRUECHTE, DO Department of Dermatology University of Minnesota Minneapolis, Minnesota, USA

RYAN M. GREENE, MD, PHD, FACS Medical Director

Greene MD Plastic Surgery and Laser Center Weston, Florida, USA

MARIA HORDINSKY, MD Professor and Head Department of Dermatology University of Minnesota Minneapolis, Minnesota, USA

INDERMEET KOHLI, PHD

The Henry W. Lim, MD Division of Photobiology and Photomedicine Department of Dermatology

Henry Ford Health Detroit, Michigan, USA College of Human Medicine Michigan State University East Lansing, Michigan, USA Department of Physics and Astronomy Wayne State University Detroit, Michigan, USA

LENA LADENHEIM, FNP-BC New York, New York, USA

MICHAEL LIPP, DO, FAAD SKINAESTHETICA Medical Aesthetics Redlands, California, USA

ELLEN S. MARMUR, MD

Clinical Professor Department of Dermatology Icahn School of Medicine at Mount Sinai Marmur Medical, MMSkincare New York, New York, USA

TERI N. MOAK, MS, MD Department of Surgery Division of Plastic and Reconstructive Surgery

Barnes Jewish Hospital Washington University St. Louis, Missouri, USA

SARA OSBORNE, BS

Department of Dermatology

University of Minnesota Medical School Minneapolis, Minnesota, USA

DAVID M. OZOG, MD

Chair, Department of Dermatology

Henry Ford Health System Detroit, Michigan, USA

Chair, Department of Dermatology Michigan State University East Lansing, Michigan, USA

SONYA PRASAD

Icahn School of Medicine at Mount Sinai New York, New York, USA

ORA RAYMOND, BA Department of Dermatology University of Minnesota Medical School Minneapolis, Minnesota, USA

SACHIN M. SHRIDHARANI, MD, FACS

Board-Certified Plastic Surgeon and Founder LUXURGERY

New York, New York, USA

USAMA SYED, MD

Department of Dermatology

Icahn School of Medicine at Mount Sinai New York, New York, USA

GRACE M. TISCH, BA LUXURGERY

New York, New York, USA

ANGELI ELOISE TORRES, MD Photomedicine and Photobiology Unit Department of Dermatology Henry Ford Health System Detroit, Michigan, USA

STEPHANIE VON CSIKY-SESSOMS, MD Dermatologist and Mohs Surgeon Atrius Health Boston, Massachusetts, USA

ZACHARY WENDLAND, MD, MPH Department of Dermatology University of Minnesota Minneapolis, Minnesota, USA

EMILY WOOD, MD Westlake Dermatology Austin, Texas, USA

DOUGLAS C. WU, MD, PHD, FAAD, FRCPC Founder and Director Waterfront Laser & Cosmetic Dermatology Vancouver, British Columbia, Canada

Parte I Geral

1 Epidemiologia dos Procedimentos Cosméticos 3

2 Planejamento Pré-Injeção 7

3 Técnicas para Complicações em Exames de Imagem 19

1 Epidemiologia dos Procedimentos Cosméticos

Resumo

Os preenchimentos dérmicos surgiram como uma opção cosmética não cirúrgica popular para o rejuvenescimento e aprimoramento facial. Este capítulo fornece uma visão geral abrangente dos preenchimentos dérmicos, incluindo suas aplicações, vantagens e possíveis complicações. São discutidos vários tipos de preenchimentos, como ácido hialurônico, hidroxiapatita de cálcio e ácido poli-L-láctico, cada um com propriedades únicas. A Food and Drugs (FDA) aprovou preenchimentos dérmicos para pacientes com 22 anos ou mais para corrigir rugas faciais, aumentar o volume e tratar condições específicas, como lipodistrofia por HIV e cicatrizes de acne. Os dados demográficos mostram uma popularidade crescente em todas as faixas etárias, incluindo a geração millennial, que usa preenchimentos de forma preventiva. Estudos indicam segurança e eficácia em diferentes tipos de pele e etnias. Além dos usos cosméticos, as aplicações médicas incluem o tratamento da lipoatrofia facial por HIV e da disforia de gênero. As áreas de tratamento comuns incluem bochechas, lábios, sulcos nasolabiais e sulcos lacrimais. Embora vários profissionais de saúde possam administrar preenchimentos, dependendo das regulamentações locais, a experiência do profissional que aplica a injeção é crucial para a satisfação e segurança do paciente. Os possíveis eventos adversos e fatores de litígio são brevemente mencionados. No geral, os preenchimentos dérmicos oferecem resultados eficazes quando administrados por profissionais experientes, embora os pacientes devam estar cientes dos benefícios e riscos.

Palavras-chave: preenchimentos, cosméticos, ácido hialurônico, ácido poli-L-láctico, hidroxiapatita de cálcio

1.1 Introdução

Nos últimos anos, os preenchimentos dérmicos surgiram como uma opção cosmética não cirúrgica popular para melhorar as características faciais, suavizar rugas, restaurar o volume do ros-

to e adicionar contorno a várias outras partes do corpo.1 Em 2021, os preenchimentos dérmicos foram o segundo procedimento não cirúrgico mais popular para todos os gêneros e idades (▶  Quadro 1.1; ▶ Quadro 1.2).2 Existem vários tipos diferentes de preenchimentos dérmicos, como ácido hialurônico, hidroxiapatita de cálcio, ácido poli-L-láctico etc. – cada um com suas propriedades e riscos/benefícios exclusivos. Nas mãos de um profissional experiente e qualificado, os preenchimentos dérmicos podem produzir resultados naturais que melhoram a aparência da pessoa e aumentam sua confiança. Neste livro, nosso objetivo é fornecer uma visão geral abrangente dos preenchimentos dérmicos, incluindo suas aplicações, vantagens e possíveis complicações. Ao discutir seus usos, benefícios e riscos associados a essa opção cosmética popular, esperamos equipá-lo com o conhecimento necessário para determinar se os preenchimentos dérmicos são uma opção adequada para suas necessidades.

Quadro 1.1 Principais procedimentos não cirúrgicos: total e por gênero2

Principais procedimentos

1.

2.

3. Tratamentos

pele*

4. Depilação

5. Combinações de tratamentos a laser para a pele

6. Rejuvenescimento da pele

Total Homem Mulher

*Peelings químicos, hidrafaciais etc. Fonte: Dados do Banco de Dados Nacional de Cirurgia Plástica Estética 2020–2021. Acessado em: https:// cdn.theaestheticsociety.org/media/statistics/2021TheAestheticSocietyStatistics.pdf (página 7).

Quadro 1.2 Principais procedimentos não cirúrgicos: por idade2

Idade (em anos) Porcentagem 17 a 35 17

Fonte: Dados do Banco de Dados Nacional de Cirurgia Plástica Estética 2020-2021. Acessado em: https://cdn.theaestheticsociety. org/media/statistics/2021-TheAestheticSocietyStatistics.pdf (página 9).

1.2 Epidemiologia de Pacientes e Profissionais

A FDA aprovou o uso de preenchimentos dérmicos em pacientes com 22 anos ou mais para corrigir rugas e dobras faciais moderadas a severas, aumentar o volume de várias áreas do rosto, restaurar a lipodistrofia do HIV e corrigir cicatrizes de acne nas bochechas.3 Os preenchimentos injetáveis também podem ser usados off-label em pacientes transgênero para feminização ou masculinização.4,5 Depois da toxina botulínica, os preenchimentos dérmicos são o segundo procedimento cosmético minimamente invasivo mais comum.6 O Relatório de Estatísticas de Cirurgia Plástica de 2020 informou que os procedimentos cosméticos são mais frequentemente realizados em pessoas de 40 a 54 anos, e mais de 90% de todos os procedimentos cosméticos são realizados em mulheres.6,7 Esses procedimentos cosméticos também são realizados em indivíduos mais velhos, com sinais mais visíveis de envelhecimento. Yezhelyev et al. realizaram uma revisão retrospectiva da base de dados CosmetAssure (183.914 procedimentos cirúrgicos cosméticos), que mostrou que não há diferença estatisticamente significativa nas taxas de risco de complicações entre pacientes idosos (idade 69,1 ± 4,1) e pacientes mais jovens (idade 39,2 ± 12,5) que recebem qualquer procedimento cosmético, incluindo preenchimentos injetáveis.8 Embora os preenchimentos sejam populares há muito tempo entre pessoas com 40 anos ou mais, eles estão se tornando cada vez mais populares entre a geração millennial.9 A American Society for Dermatologic Surgery publicou uma pesquisa em 2016, citando aumento de 100% nos procedimentos com preenchimentos injetáveis em pacientes com menos de 30 anos.10 Essa faixa etária está utilizando a técnica como uma forma de prevenção do envelhecimento.9 Um estudo prospectivo com foco na

Quadro 1.3 Procedimentos cosméticos: por raça/etnia6 Etnia Número total (em milhões)

Brancos 10.330.749

Hispânicos 1.985.351

Negros ou afro-americanos 1.781.485

Asiático-americanos 1.207.619

Outros 290.751

Fonte: Dados do Relatório de Estatísticas de Cirurgia Plástica 2020: ASPS National Clearinghouse of Plastic Surgery Procedural Statistics. Acessado em: https://www. plasticsurgery.org/documents/news/statistics/2020/plasticsurgery-statistics-full-report-2020.pdf (página 24).

demografia de pacientes de cirurgia estética minimamente invasiva, realizado em 2010, descobriu que, dos 336 pacientes pesquisados e que participaram de procedimentos minimamente invasivos, 67,5% eram casados, 67% tinham formação universitária ou superior, 74,3% estavam empregados e 74,5% eram mães.11 De acordo com uma pesquisa realizada, em 2018, pela American Society for Aesthetic Plastic Surgery, as minorias étnicas representavam 29% dos procedimentos cosméticos nos Estados Unidos, incluindo preenchimentos dérmicos e neuromoduladores.7 Esse número foi segmentado em 13% de hispânicos, 9% de afro-americanos e 6% de asiáticos (▶ Quadro 1.3; ▶ Quadro 1.4).7 Um estudo multicêntrico que buscou avaliar a segurança e a eficácia dos preenchimentos em tipos de pele mais pigmentadas examinou 93 pacientes com tipos de pele Fitzpatrick IV, V e VI que receberam preenchimento injetável de ácido hialurônico.12 O estudo descobriu que o preenchimento de ácido hialurônico foi eficaz para o tratamento da depressão do sulco nasolabial nesses pacientes, e não houve associação com hiper-

Quadro 1.4 Porcentagem de procedimentos não cirúrgicos6

Etnia Porcentagem

Brancos 66,2

Hispânicos 12,7

Negros ou afro-americanos 11,4

Asiático-americanos 7,7

Outros 1,9

Fonte: Dados do Relatório de Estatísticas de Cirurgia Plástica 2020: ASPS National Clearinghouse of Plastic Surgery Procedural Statistics. https://www.plasticsurgery.org/documents/news/statistics/2020/plastic-surgery-statistics-full-report-2020.pdf

pigmentação, hipopigmentação ou cicatrizes.12 Outro estudo que analisou a segurança e a eficácia dos preenchimentos com ácido hialurônico em diferentes tipos de pele na escala de Fitzpatrick foi um estudo randomizado e duplo-cego conduzido por Grimes et al. 13 O grupo examinou os efeitos de um dos três preenchimentos com ácido hialurônico de alta concentração (24 mg/mL) no sulco nasolabial num braço do tratamento, e, em outro braço do tratamento, os participantes receberam um dos três preenchimentos de ácido hialurônico de baixa concentração (5,5 mg/mL) no sulco nasolabial.13 O grupo de alta concentração não apresentou hipersensibilidade ou cicatrizes hipertróficas, e não houve aumento da hiperpigmentação ou hipopigmentação quando comparado aos indivíduos caucasianos.13 No grupo de baixa concentração, também não houve cicatrizes hipertróficas, hipopigmentação ou hipersensibilidade, mas houve três casos de hiperpigmentação leve.13 Todos os preenchimentos nos grupos de alta e baixa concentração provaram ser eficazes em 24 semanas.13

Além dos fins cosméticos, existem aplicações médicas para o preenchimento, incluindo lipoatrofia facial por HIV e disforia de gênero, o que é uma consideração importante, uma vez que a população transgênero continua a aumentar.14 O ácido poli-L-láctico é um polímero sintético biodegradável e reabsorvível, aprovado pela FDA para lipoatrofia facial por HIV, mas também é usado off-label para lipoatrofia relacionada com a idade.3,15 Em um estudo com 50 pacientes com lipoatrofia por HIV que receberam quatro séries de injeções, não foram observados eventos adversos significativos.16 Em 22 pacientes, foram observados nódulos subcutâneos palpáveis, que regrediram espontaneamente.16 Pápulas e nódulos foram observados mais frequentemente na área periorbital.16 Dois estudos europeus sobre lipoatrofia

relacionada com o HIV encontraram taxas de incidência de nódulos subcutâneos de 52% e 31%, enquanto estudos americanos sobre lipoatrofia relacionada com o HIV encontraram taxas muito mais baixas, de 6% e 13%.15 Embora não seja aprovada pela FDA, essa substância pode ter alguma utilidade para a lipoatrofia por motivos médicos também em crianças, embora isso ainda precise ser mais estudado.17

Os preenchimentos dérmicos são normalmente injetados no rosto, pescoço e mãos.4 Dada a eficácia da toxina botulínica para rugas e dobras no terço superior do rosto, os preenchimentos são frequentemente usados nos dois terços inferiores do rosto.4 As áreas comuns de tratamento com preenchimentos faciais incluem bochechas, lábios, sulcos nasolabiais, linhas de marionete, sulcos lacrimais e testa. Rayess et al. realizaram uma análise transversal de eventos adversos e litígios. Esta análise analisou 1.748 eventos adversos, dos quais o edema e a infecção foram os mais comuns. As bochechas e os lábios foram os locais mais frequentemente citados para eventos adversos, e o consentimento informado inadequado foi o fator mais comum citado em litígios.18

Os preenchimentos dérmicos podem ser administrados por diversos profissionais de saúde, dependendo da legislação local.19 Por exemplo, na Califórnia, os preenchimentos podem ser realizados por enfermeiros profissionais licenciados, também conhecidos como enfermeiros práticos licenciados, enquanto, no Alabama, os preenchimentos devem ser realizados por um médico.19 Em uma pesquisa com 383 mulheres de 35 a 69 anos que estavam considerando tratamentos cosméticos nos próximos 2 anos, mais de 90% das entrevistadas levaram em consideração a experiência do profissional que aplicaria a injeção, enquanto apenas 55 a 60% consideraram o custo do procedimento um fator importante.20 Devido aos

muitos agentes diferentes e à variedade de complicações, médicos, como dermatologistas e cirurgiões plásticos, que estão familiarizados e têm experiência em anatomia, complicações médicas e componentes de preenchimento, são os mais adequados para realizar essas técnicas.4

Referências

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Estratégias especializadas para a prevenção e o manejo de complicações em preenchimentos dérmicos.

A demanda por injeções de preenchedores nos tecidos moles aumentou significativamente nos últimos anos. No entanto, todos os preenchimentos dérmicos apresentam riscos, tanto em relação aos próprios produtos quanto à sua aplicação A crescente popularidade dos preenchimentos dérmicos e a diversidade de profissionais que os aplicam destacam a importância de priorizar estratégias de prevenção de complicações, juntamente com treinamento adequado e qualificação profissional. Editado pelo renomado dermatologista, pioneiro, autor e pesquisador Neil S. Sadick, com a coeditora Suleima Arruda, dermatologista certificada e reconhecida internacionalmente, Complicações do Preenchimento Dérmico: Prevenção e Tratamento preenche uma lacuna crítica na literatura.

A obra está organizada em três partes e onze capítulos. A Parte I discute a epidemiologia das complicações, a importância do planejamento pré-injeção e o papel da imagenologia complementar no reconhecimento, prevenção e manejo das complicações dos preenchimentos. Cada capítulo da Parte II e da Parte III enfoca uma complicação específica dos preenchimentos dérmicos, abrangendo locais de ocorrência, anatomia relevante, algoritmos de tratamento, prevenção, manejo e casos reais de pacientes. A Parte II discute complicações de início precoce, enquanto a Parte III é dedicada às complicações de início tardio.

Destaques Principais:

• Análise Abrangente: a análise minuciosa de uma ampla gama de possíveis complicações em preenchimentos oferece orientações detalhadas aos profissionais que realizam injeções

• Contribuições de Especialistas: insights de renomados especialistas em dermatologia estética fornecem abordagens eficazes para o manejo

• Texto Ilustrado: conteúdo ilustrado e de fácil compreensão facilita a aquisição e retenção de conhecimento

Este recurso fornece a dermatologistas cosméticos em formação e em atividade, cirurgiões plásticos faciais e estéticos, e profissionais de Saúde afins, valiosas dicas clínicas sobre como distinguir, evitar e tratar complicações relacionadas a preenchimentos dérmicos, aprimorando assim sua capacidade de alcançar os melhores resultados para os pacientes.

Online em MedOne

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ISBN 978-65-5572-402-8

www.Thieme.com.br

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