Futuro Jovem Revista
> MAIO’ 2016 | ANO I | Nº 1
PERIFERIA DE FORTALEZA QUER RESPEITO ENTREVISTA
REPORTAGEM
DADOS
De volta à vida Pág. 8
Violência no trânsito de Fortaleza
Mapa da violência Pág. 28
assusta os jovens Pág. 17 Revista Futuro Jovem
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QUE DIFERENÇA FAZ? O seu respeito faz toda a diferença.
Campanha idealizada pelo MPMG mobiliza sociedade contra a discriminação, estimulando respeito às diferenças,
EDITORIAL
A
Revista Futuro Jovem surgiu a partir de uma inquietação dos produtores deste trabalho, ao percebemos que a juventude de Fortaleza está ligada à violência urbana na capital, tanto praticando-a como sentindo-se a soma-se isso à curiosidade para compreender o motivo pelo qual na maioria das vezes o jovem com idade entre 15 a 29 anos é o maior causador da violência urbana na capital, nos impulsionou a pesquisar mais profundo sobre o tema juventude e violência urbana em Fortaleza. Essa curiosidade pode ser que vá muito além de simples estudantes de jornalismo, porque tanto pode ser de interesse publico quanto de um jovem que espera por uma oportunidade de se inserir na sociedade. Pensando nisso, surgiu a ideia de se fazer uma revista de caráter informativo, que de maneira clara e objetiva mostrarem pontos importantes desta temática. Com isso, nesta edição, selecionamos, para você, matérias que lhe ajudará a entender de que forma a violência urbana em Fortaleza interfere no coti-
diano da juventude. Sendo assim, induz-se o leitor a conhecer pautas, através de matérias sobre a rotina de jovens que saíram do crime através de projetos sociais; saber as dificuldades que o jovem encontra para se inserir-se na sociedade, violência nos transportes coletivos e no trânsito. Também mostraremos em uma crônica a violência e os traumas que os jovens sofrem até hoje. Na seção de opinião, um profissional que fala da lei maioridade penal e, para finalizar, uma caricatura mostrando os preconceitos que muitas pessoas possuem com os jovens, pelo fato de não estarem bem vestidos, ou até mesmo por morarem na periferia. Há ainda uma coluna mostrando os tipos de violência mais cometidas por jovens na capital. E, para finalizar, a Revista Futuro Jovem é composta de histórias reais de jovens que esperam por oportunidades para voltar a se inserir em seu meio, de modo produtivo e consciente de suas necessidade. A Revista Futuro Jovem deseja a todos os leitores uma ótima leitura.
Antonia Cerlandia Graduanda em Jornalismo Faculdade Cearense
Allisvandro Dias Graduando em Jornalismo Faculdade Cearense
Antonia Rosimeire Graduanda em Jornalismo Faculdade Cearense
Revista Futuro Jovem
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EXPEDIENTE A Revista Futuro Jovem é uma publicação de caráter experimental produzida como trabalho de conclusão de curso dos alunos Allisvandro Dias, Cerlandia Cunha e Rosimeire Oliveira, concludentes de Jornalismo da Faculdade Cearense (FaC).
ORIENTAÇÃO Prof. Paulo Augusto dos Santos Paiva
SUMÁRIO A violência é banalizada pela sociedade...
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Projetos sociais ajudam jovens em Fortaleza ENTREVISTA: De volta à vida
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REDAÇÃO E EDIÇÃO DE TEXTOS
Um novo recomeço
Allisvandro Dias Cerlandia Cunha Rosimeire Oliveira
A periferia de Fortaleza já não é mais a mesma
PROJETO GRÁFICO Thiago C. Bezerra
DIAGRAMAÇÃO Thiago C. Bezerra Contato: (85) 9 8863.5393 thiagojoey@yahoo.com.br Twitter: @thijoey issuu.com/thiagojoey
IMAGENS: Allisvandro Dias Cerlandia Cunha Rosimeire Oliveira freeimages.com freepik.com
TIRAGEM 5 exemplares
COLABORAÇÃO E CRÍTICAS allisvandrodias@gmail.com rosymeireoliveira@live.com cerlandiacunha@hotmail.com
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Revista Futuro Jovem
12 CRÔNICA: Marcas de uma noite violente 16 Violência no trânsito de Fortaleza assista os jovens 17 População teme tamanha violência em coletivos 18 ARTIGO: Um novo instituto da antecipação penal do menor infrator
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ENTREVISTA: Com a psicóloga Ana Rayssa Rocha de Sousa Câmera
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Opiniões: Qual a motivação para a participação dos jovens na violência
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26 DADOS: Mapa da violência 28 CHARGE 29 COLUNA: Olho na lei. 31 Dicas de livros & filmes
CRÔNICA
Antônia Cerlândia Cunha
A VIOLÊNCIA É BANALIZADA PELA SOCIEDADE... Em janeiro de 2016, faziam duas semanas que eu mudara pro Ceará. Tinha terminado de jantar no restaurante Sal e Brasa, em Fortaleza, e estava saindo, quando me empurraram porta adentro. Três rapazes de uns 18 anos, um branco e dois negros, todos de calção, camiseta e tênis, armados de revólveres, invadiram o restaurante: e começaram a gritar. Perdeu, perdeu! Foi tudo muito rápido, três ou quatro minutos. Que ninguém reagisse, senão ia ter morte. Fui confundido com o gerente porque estava na entrada. Um ficou na porta, o segundo saiu recolhendo os celulares nas mesas. O terceiro me apontou a arma e mandou abrir o cofre. Expliquei que eu era só um cliente. Devagar, tirei 20 reais do bolso e botei na mesa. Imitando o garçom, levantei as mãos. Irritado, ele nos disse para baixar os braços, chutou minhas costelas e mandou deitar no chão. Vi de perto seu Nike novinho e esperei o tiro. Fugiram rápido, levando quatro mil reais e os celulares - eu tinha esquecido o meu no hotel. Desprezaram meus vinte paus. Um garçom me ofereceu gelo (depois tirei radiografia, tudo inteiro). Ainda tremendo, peguei um táxi e fui para o hotel no Catete. Lá vi que tinha esquecido
“Isso é comum aqui. Eu mesmo tenho uma bala alojada no pescoço faz cinco anos.”
a agenda. Peguei outro táxi e voltei. No caminho contei a história e o taxista comentou: “Isso é comum aqui. Eu mesmo tenho uma bala alojada no pescoço faz cinco anos.” No restaurante o movimento tinha voltado ao normal, com novos clientes e comida quentinha. Meia hora depois do assalto, era como se nada grave tivesse acontecido. Peguei minha agenda e fui embora, pensando na banalização da violência e em como as pessoas se adaptam a tudo para continuar vivendo. Pensei, tenho duas opções: voltar ou insistir. Teimoso, fiquei. E vivi quase dois anos na cidade do sol, sem presenciar nenhum outro incidente como este uma vez, na noite linda de Fortaleza. Acompanhava um casal de amigos franceses e fomos seguidos, mas percebi a tempo e entramos num bar. Foram tempos divertidos, com muito cinema, pagode e forró de raiz e novos amigos. Aí voltei para a cidade Natal em busca de sossego para criar meus filhos. Nunca vou esquecer os olhos daquele rapaz que não tinha nada a perder, me apontando com raiva um 38 que podia ter interrompido toda minha história num segundo. Mas, o que mais me chocou mesmo foi a atitude conformada com que as pessoas se submetem a viver um cotidiano desses. Ainda hoje, penso nisso e não encontro respostas satisfatórias, só um grande trauma para toda a vida. Revista Futuro Jovem
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Alunos do Projeto Ação e Reação finalizando um dia de treino.
PROJETOS SOCIAIS AJUDAM JOVENS EM FORTALEZA MUITOS JOVENS INGRESSAM EM PROJETOS SOCIAIS PARA SE OCUPAREM COM ALGUMAS ATIVIDADES E NÃO DESVIAR SEUS CAMINHOS PARA A VIOLÊNCIA E CONSUMO DE DROGAS Projetos sociais ajudam jovens em Fortaleza na tentativa de fazer com que a violência e o consumo de drogas não desviem seu caminho. Existem vários projetos sociais espalhados pela cidade de Fortaleza que estimulam atividades diversas, como esportes, estudos e cursos profissionalizantes, alguns desses projetos recebem apoio da prefeitura e outros existem por filantropia de algumas pessoas que se sensibilizam com a realidade de jovens que por falta de incentivos e ajuda, acabam se desviando para caminhos por vezes ilegais, contribuindo
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direta ou indiretamente com o aumento da violência em Fortaleza. O “Projeto Ação e Reação” é um dos que existem em Fortaleza e focam no esporte, colocando o jiu-jitsu como uma ferramenta de conscientização, aprendizagem e criação de cidadania para jovens que moram na comunidade do Lagamar. Os professores Cristiano Pantanal, Moisés Costa, Newton Rocha, Bruno Barbosa, Jorge Andrade e Dinah Bernardo são os idealizadores e trabalham voluntariamente no apoio aos inscritos. De acordo com o professor Cristiano Pantanal
Premiação para at letas do projeto social.
Idealizadores do Projet o reunem todos seus alunos em tre ino.
(41), é de extrema importância para a formação e a conscientização dos jovens que pessoas que não sejam da família dando também um suporte, ensinamentos, mostrando o que é realmente certo e errado. Uma das maiores dificuldades encontradas não está no projeto, mas nas atividades diárias, as influências nagativas, pois quando estão sobre os comandos dos professores todo ensinamento cidadão é executado, mas quando saem volta para a realidade pessoal que infelizmente é influenciada pelo tráfico na região. “Além da prática da arte marcial, nós tentamos mostrar para eles que sim, são pessoas com os mesmos direitos de todos e que se não forem atletas campeões, na vida, com certeza vão ser.”, fala Cristiano. O estudante Emanuel Ramalho (20) é um dos participantes do projeto “Ação e Reação” diz: “Desde pequeno sempre gostei do jiu-jitsu, mas nunca tive oportunidade de treinar; o projeto apareceu no bairro e me deu a oportunidade de fazer o que sempre quis. Aprendi a ter disciplina, respeitar a todos, honrar quem me honra e saber
“Aprendi a ter disciplina, respeitar a todos, honrar quem me honra e saber que somos mais fortes que as dificuldades.”
que somos mais fortes que as dificuldades”. Segundo Emanuel, antes de fazer parte do projeto ele não era disciplinado e não era tão saudável como é hoje; logo após iniciar com os treinos e colher ensinamentos dos professores, começou a entender a vida de uma forma diferente e hoje se considera uma pessoa transformada. O estudante fala que vê o projeto como uma “ferramenta de Deus” para a vida dos jovens da comunidade do Lagamar, na tentativa deixar os beneficiados longe da violência urbana, das influências ruins, ensinando o discernimento sobre o que é certo e errado, na tentativa de formar cidadãos de bem. O trabalho é muito eficaz, mas é necessário mais suporte do poder público para manter suas atividades, com materiais e incentivos. Vários projetos sociais trabalham com o intuito de ajudar jovens e pessoas que precisam de auxílio; na maioria das vezes esses projetos recebem um apoio da comunidade que os torna fonte de esperança e incentivo para os envolvidos. Muitos jovens são influenciados a seguir caminhos ilegais, mas os projetos tentam educar para que os garotos tenham disciplina e entendimento de que a violência não é o melhor caminho; que ser cidadão é um dever de todos e com essa educação pode ser construído um futuro bem melhor. Revista Futuro Jovem
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ENTREVISTA
De volta à vida
WALBER DE SOUSA SILVA UM JOVEM DE 24 ANOS, QUE RESIDE NO BAIRRO PIRAMBU NA CIDADE DE FORTALEZA, CASADO HÁ TRÊS ANOS, HOJE MOTORISTA DE CARRO PARTICULAR, IRÁ CONTAR UM POUCO DE SUA VIDA, COMO CONHECEU AS DROGAS, O QUE ELAS LHE CAUSARAM E COMO CONSEGUIU SE LIBERTAR DELAS.
Entrevistado Walber de Sousa Silva (WS) Entrevistadora Antônia Cerlandia Batista (AC)
AC: Como você entrou no mundo das drogas? WS: Eu comecei o uso de drogas com 14 anos, pelo fato de eu ser uma pessoa muito envergonhada e tímida. No início usava álcool e maconha, até que um dia eu conheci a cocaína e, durante vários anos, usei diariamente. A cocaína era minha companheira, sem ela eu nada fazia. Até que um dia um amigo me ofereceu o crack; nunca pensei em usar essa droga, mas naquele momento eu já estava na fissura para cheirar e então não recusei o convite e fumei a droga que, mais para frente, destruiria minha vida. AC: Como ficou seu relacionamento com as pessoas e sua família? WS: Meus amigos de verdade se afastaram e perto de mim ficaram ape-
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nas pessoas interesseiras que queriam se drogar o dia inteiro. No começo era só na balada, depois foi crescendo sem eu me dar conta e ai já estava perdido. Enquanto havia drogas estavam por perto, depois das noitadas, sumia eu ficava sozinho com meus problemas, com as minhas misérias, eu era um miserável, condenado meus pais não sabia, mas o que fazer? Tornei a vida da minha família um terror, os meus vizinhos não falavam comigo, até que cheguei no ponto de perder o meu emprego. AC: Quando foi que você resolveu tentar deixar de usar as drogas? WS: Foi sugerido a minha família uma internação, mas no meu ponto de vista não iria funcionar. Na verdade, era o que minha mãe desejava e não que eu precisasse. No decorrer do tempo
“Eles acham que quem foi drogado; um dia drogado será sempre drogado.”
aceitei, e quando fui internado me vi num lugar extremamente estranho, com pessoas estranhas e fechadas dentro de um espaço pequeno, com limites e regras, que no meu ponto de vista mais parece um quartel. Sentia-me um peixe fora d’água. Na casa “Anjos de Deus” encontrei verdadeiros amigos e descobri pessoas boas com a mesma doença que eu. Coloquei na minha cabeça que já que do meu jeito não tinha funcionado, teria que fazer do jeito deles. Fui me conhecendo aos poucos, descobri que tinha muitos defeitos de caráter e aos poucos fui me tornando uma pessoa melhor. Logicamente tive algumas desavenças e sentimentos frustrantes, mas hoje sei que era para meu próprio bem. AC: Quando você tentou realmente deixar as drogas, sofreu algum preconceito, por exemplo, em arrumar um emprego? WS: Para começar, foi muito difícil deixar, pois tive que entrar numa casa de recuperação porque sozinho não ia conseguir; quando passei pelo tratamento e estava limpo, poderia então começar uma vida nova, mas foi quando apareceram outros problemas. Porque eu não tinha
referência boa no outro trabalho e isso me prejudicava muito, até porque as pessoas não querem dar chances a um ex-drogado. Eles acham que quem foi drogado, um dia drogado será sempre drogado. Mas como Deus não nos abandona nunca, conheci um homem bom, que me ofereceu um emprego de motorista particular, onde estou até hoje. Percebi assim, que ainda existem pessoas boas no mundo. AC: Qual é o conselho que deixas para as pessoas que ainda estão nesse mundo das drogas ou que pensam em experimentaá-las? WS: Apenas digo para tentar em ser forte o suficiente e lutar muito para sair dessa vida. E para aqueles que pensam em experimentar apenas por diversão, eu digo por experiência própria que isso é um mito, pois uma vez que experimente já é muito difícil voltar atrás e vai acabar por querer sempre mais. Não deve destruir a família por causa dessa maldita, porque vai se arrepender por toda sua vida. Eu tive sorte de conseguir sair, mas quantos que não conseguiram e agora estão mortos ou presos; o meu conselho é que não caiam nessa pelo amor de Deus.
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UM NOVO
Reco MISSIONÁRIOS EVANGÉLICOS RESGATAM JOVENS DO CRIME ATRAVÉS DO EVANGELHO
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meço Muitos jovens pensam que não têm saída do mundo do crime, mas para Carlos André, de 25 anos, foi diferente. Ele passou oito anos envolvido em crimes entre os quais cometia todo tipo de atrocidade. “Matava, assaltava, sequestrava dentre outros”, afirma Carlos André. Certo dia, encontrou Emanuel, um jovem evangélico que o aconselhava a sair do crime e passava horas e horas lendo a bíblia para ele, mostrando que o único jeito para sair do crime era servir a Deus. Muitas vezes, Carlos André zombava e ignorava totalmente o que o amigo dizia. Mas Emanuel tinha como propósito resgatar jovens que viviam no crime. Ele tanto insistiu que três meses depois Carlos André passou a frequentar a igreja Assembleia de Deus e hoje é missionário e faz pregações relatando sua vida para outros jovens, ou seja, de como era viver no crime. Em encontros como estes ele faz questão de ressaltar a força que é o mundo do crime. Enfatiza sempre que não
tinha “parceiros” de verdade, que só o aconselhavam a fazer atos de maldade. Ele conta como se sente hoje. “hoje me sinto uma pessoa do bem, pois só vivo para resgatar pessoas que vivem no escuro, ou seja, pessoas que comandam o crime de forma direta ou indireta. Todos os dias reservo seis horas do meu tempo para evangelizar e tentar fazer com que jovens não se percam no crime. O crime tem saída, basta crer na palavra do Senhor”. Carlos André encontrou na religião o caminho do bem e passou a entender que para viver bem não precisa fazer mal ao próximo. O missionário revela uma grande admiração por pessoas que, hoje, assim como ele, resgatam criminosos. Pois ele é um exemplo de que é possível mudar de vida quando se tem uma mão amiga. “É preciso olhar para o outro como irmão”.
“O crime tem saída, basta crer na palavra do Senhor.”
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MĂşsico com seu instrumento no Morro Santa Teresinha.
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A PERIFERIA DE FORTALEZA JÁ NÃO É MAIS A MESMA JOVENS QUE RESIDEM EM LOCAIS PERIFÉRICOS SOFREM COM A IDEIA DE UMA PARTE DA SOCIEDADE, QUE OS COLOCA COMO PRINCIPAIS CAUSADORES DA VIOLÊNCIA URBANA EM FORTALEZA
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ovens da periferia querem respeito, sofrem com a ideia e preconceito de uma parte da sociedade que os colocam como principais causadores da violência urbana em Fortaleza, sendo que existe uma opressão imensa para com esses jovens, tanto da parte pública como social, fazendo um julgamento precoce de personalidade, idealizando a identidade destes pelo território onde vivem. Geralmente essa situação causa a revolta destes jovens que querem direitos iguais para todos e precisam ser vistos como semelhantes e não como uma classe inferior, só pelo fato de morarem na periferia. Isso é direito de todos. O músico percussionista Jaidson Torres (21), jovem morador do morro Santa Teresinha, que fica próximo ao
bairro Dunas, diz que o preconceito existe, mas que já foi muito pior. Segundo ele, este fechamento máximo da sociedade existe quando o jovem procura seu espaço neste meio, muitas pessoas dificultam a caminhada por conta da discriminação, pela desconfiança por ligar o jovem à periferia, à marginalização. “Um dia, já faz um tempo, consegui um trabalho e o combinado era um carro da empresa deixar os funcionários em casa, mas pelo preconceito as pessoas me deixaram de madrugada no meio da rua por vontade mesmo. Falavam que não iam me deixar em casa pois não iam ser assaltados.”, diz Jaidson. Mesmo com todas as dificuldades, o percussionista e morador do morro Santa Teresinha fala que com esforço qualquer pessoa consegue tudo, mes-
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Jadson mostrando toda alegria em meio as dificuldades.
mo com dificuldade, uma hora conseguem seu espaço, como ele, que, por meio da música, consegue ser reconhecido. Jaidson hoje trabalha como músico com vários grupos de Fortaleza. Ainda segundo ele, hoje ainda existe discriminação, mas os jovens da periferia graças a toda tentativa de conscientização para algumas pessoas de sucesso que saíram da periferia, estão sendo aceitos de uma forma diferente, com mais naturalidade por parte da sociedade. Toda essa situação causa transtorno para essa parte discriminada da
“A sociedade brasileira foi construída tendo por base uma estrutura de exclusão social.”
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sociedade, deixando marcas e muitas vezes revolta da parte desses jovens. Alguns programas do governo são feitos na tentativa de reduzir tamanha dificuldade encontrada por essas pessoas de se inserir na sociedade e conseguir viver em paz, conseguir oportunidades de crescimento pessoal e profissional. Segundo o sociólogo e professor universitário Lenildo Gomes, “A sociedade brasileira foi construída tendo por base uma estrutura de exclusão social. Nosso processo de colonização reforçou estruturas de dominação onde jovens, negros e outras minorias ocuparam um lugar secundário não só na sociedade, mas no próprio papel de protagonista da história.”. O professor
O percussionista mostra o lugar onde mora com muito orgulho.
justifica as motivações das discriminações sofridas por esses jovens. Além disso, o sociológico fala que infelizmente a violência, por vezes, se coloca como um caminho viável para o jovem que está em processo de formação de caráter e personalidade, tendo em vista que a própria sociedade que discrimina, estimula a busca pelo acesso aos bens e serviços por vezes inalcançáveis. Em relação ao que fazer para mudar essa situação de discriminação da sociedade ao jovem morador da periferia, Lenildo Gomes diz que “A base da mudança seria um investimento maciço em educação. Não falo aqui da mera construção de escolas, mas de um projeto pedagógico que possa
modificar estruturas de pensamento tão arcaicas.”, dessa forma, segundo o sociólogo, se resolveria o preconceito com a educação e conscientização de todos, dando assim maiores oportunidades e acolhimento aos jovens moradores da periferia. Dessa forma, todas as pessoas têm o direito de serem tratados igualmente sem nenhum tipo de discriminação por raça, cor e classe social. Pesquisase, então, uma desconstrução da ideia de que o jovem da periferia é inferior, só contribui com a violência. Poderiase viver em uma sociedade muito mais igualitária e todos teriam as mesmas oportunidades semelhantes, podendo, assim, viver com mais harmonia e companheirismo.
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CRÔNICA
Antonia Rosimeire
MARCAS DE UMA NOITE VIOLENTA
E
m uma bela noite enluarada à beira mar lá estavam duas amigas conversando sobre suas decepções amorosas, quando, de repente foi abordada por dois ladrões. Uma das jovens saiu correndo, o assaltante disparou dois tiros na moça e uma delas faleceu. Hoje em dia, sua amiga relata com terror a noite que tinha tudo para ser divertida e animada, mas que acabou em lágrima. Já se passaram 10 anos da morte de sua amiga, deste então ela nunca, mas voltou naquela beira¬-mar linda, mas cheia de buracos negros e que deseja esquecer por toda a sua vida. Muitas das vezes penso em minha amiga como se ela estivesse viva, porque sempre falava que amava aquele lugar, a brisa e adorava olhar suas pegadas na areia. Ela saía tirando fotos de suas próprias pegadas e ficava contando as estrelas do céu, dizendo que um dia iria ser uma delas. Que coincidência! Pois
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hoje ela se tornou uma daquelas lindas estrelas que ela sempre falava que um dia iria ser. Hoje, depois de 10 anos da morte de Priscila, a vida continua sem sentido algum, pois, por ironia do destino, a vida separou-te de nós. Ah!!! Amiga, como fazes falta. Nunca pensei que um dia fosse acontecer uma tragédia dessas com você. Ás vezes falava coisas loucas, dizendo que queria saber como era morar no céu.Um dia, quando a gente parasse para contemplar o céu, você apareceria em forma de estrela. Que coisa maluca amiga que o destino reservou, as bobagens que falava para nos fazer ri se transformou em realidade e deixou cicatrizes para sempre em nossas vidas, pois você se foi repentinamente sem ao menos se despedir. Agora aquela beira-mar não vai ser a mesma sem você, vai fazer falta aquela sua alegria que contagiava a todos nós. Amada amiga.
VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO DE FORTALEZA ASSUSTA OS JOVENS COLISÕES E IRRESPONSABILIDADE NO TRÂNSITO DE FORTALEZA TEM GRANDE INCIDÊNCIA DA JUVENTUDE COMO CAUSADORA E COMO VÍTIMA
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violência no trânsito de Fortaleza assusta cada vez mais os jovens. Muitos deles estão perdendo suas vidas com colisões e irresponsabilidades causadas por quem ingere álcool e vai dirigir, desrespeito às leis de trânsito e imprudência. Muitos jovens não se preocupam quando a questão é juntar álcool e direção, sendo que a maior decorrência de acidentes de trânsito com morte é ligada a essa combinação. Muitas pessoas evitam sair de casa com trauma de trânsito por acontecimentos ligados a acidentes. Dessa forma, o que era para ser algo de conforto, tranquilidade e bem-estar que são os veículos está se transformando cada vez mais em armas. Muitos trechos em Fortaleza são temidos pela insegurança no trânsito e geralmente nos acidentes que ocorrem existem jovens com faixa etária de 18 a 29 anos, tanto com motocicletas como com carros. Segundo Paulo Henrique, gerente comercial (23), está cada vez mais complicado enfrentar o trânsito de Fortaleza, pois mesmo quem anda com responsabilidade, quem segue rigorosamente as normas está sujeito à violência. É lamentável tanto envolvimento da juventude nesses casos de violência. Paulo Henrique afirma: “A atenção de quem dirige tem que ser
redobrada, eu mesmo recentemente participei de uma colisão, seguia em uma avenida e o veículo da frente parou de uma vez, pisei no freio, mas como chovia o carro derrapou um porco e bateu no veículo da frente, nada grave. Posso tirar disso que quem dirige tem que ter muita atenção e não me canso de repetir”. Júlio Alves, motoqueiro (29), está constantemente participando do trânsito de Fortaleza e diz que é preciso ter a atenção redobrada. É necessário trafegar por você e pelos outros, porque cada dia que passa acontece mais imprudência, mesmos com as campanhas de conscientização as pessoas não respeitam e hoje o trânsito em Fortaleza está cada vez mais movimentado e perigoso, com mais carros e motos e os jovens se arriscam muitos. “Eu que ando bem protegido no meu serviço com todos os itens de segurança possíveis e com velocidade razoável, sempre com atenção, já fui vítima de vários acidentes imagine quem não faz isso. Vejo muitos jovens se arriscando, andando em alta velocidade, cortando o trânsito e fico imaginando o perigo o perigo que eles correm diariamente”. Os jovens são alertados pela Prefeitura sobre os riscos que a violência
Colisão entre veículos no Bairro Damas.
no trânsito traz, na tentativa de conscientizar todos que a esse cenário, em especial a juventude já habilitada. Segundo informações da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), existem vários programas para a redução de violência no trânsito na tentativa de minimizar a violência em geral, programas de visitar a locais críticos, campanhas em bares contra a combinação; bebida e direção, implantação de lombadas eletrônicas e físicas para forçar um tráfego em determinada via com velocidade permitida, entre outros. A assessoria de comunicação da AMC afirma que “A educação é um dos pilares para a boa convivência urbana. Através dela é possível tornar o trânsito mais cidadão e democrático. Considerando a importância desse princípio, a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), por meio da Gerência de Educação para o Trânsito (Geduc), desenvolve projetos educativos visando a estimular o respeito entre condutores e pedestres.”. A conscientização contra a violência no trânsito deve partir também da sociedade, para aceitar os limites e regras, conseguindo assim possivelmente ter uma redução dela, tanto com a participação do jovem como de toda a sociedade em geral.
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POPULAÇÃO TEME CRESCIMENTO DA VIOLÊNCIA EM COLETIVOS MOTORISTA DE ÔNIBUS RELATA O SEU COTIDIANO NAS GRANDES LINHAS DE FORTALEZA
Atualmente os ônibus da capital cearense possuem câmeras no interiores. As imagens são gravadas.
A
situação diária, somada aos frequentes assaltos em coletivos, de pequenas ou grandes proporções, vem mudando o comportamento de alguns passageiros, que, amedrontados, tentam evitar ônibus superlotados, pois a insegurança é constante, como relatam os próprios funcionários dos coletivos. “Acho que todos os motoristas de ônibus foram assaltados ou têm histórias de conhecido.”, diz Daniel Lopes Silva, que trabalha 15 anos como motorista. Suas duas experiências com assalto, entretanto, ocorreram nos
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últimos quatro meses. Da última vez, um homem aramado com um punhal entrou no coletivo por volta das 19h e anunciou o assalto. “Ele levou as carteiras dos dois passageiros e o dinheiro do cobrador. Tive que pedir para o ladrão não matar nenhum deles. Mas somos orientados pela imprensa a não reagir.”, lembra. Já no dia 22 de março, o cobrador Haroldo Rocha Maciel conta que reagiu ao assalto e dominou um dos dois assaltantes, armado de faca. “Os passageiros me ajudaram a segurar os dois, que foram presos. Mas há, na luta, acabei deslocando os dois braços.”,
recorda-se, ao relatar seu segundo assalto sofrido. “O primeiro eu não reagi e eles levaram pertences dos passageiros” A técnica em radiologia J.M. retrata os momentos de medo e insegurança sofridos dentro da linha Grande Circular 2. Ela estava voltando da casa de uma tia, por volta das 21h30min e estava distraída ouvindo música com fone de ouvido. “Foi quando o trocador passou correndo para frente do coletivo e disse que o ônibus estava sendo assaltado. Rapidamente escondi o aparelho de celular.”, conta Jéssica. “Os ladrões roubaram o trocador, e os pertences de cinco passageiros – três sentados próximos à catraca – e um casal na parte de trás do coletivo.”. “O namorado da garota disse que não entregaria o celular, e os assaltantes começaram a bater nele.”, recorda-se. “Os ladrões desceram rapidamente, mas eu continuei com muito medo.”, diz. Além de sua experiência, ela conta que a falta de policiamento nas paradas perto das dunas da Praia do Futuro torna mais fácil a ação dos marginais. “Eles vivem assaltando as pessoas lá e a Polícia não está agindo muito.”, destaca.
Segundo o comandante de Policiamento da Capital, coronel Francisco Couto, é muito difícil trabalhar ações de combate a assalto em coletivos, devido à quantidade de ônibus circulando. Uma das medidas é utilizar policiais disfarçados nas áreas mais críticas do relatório da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (CIOPS) e tentar identificar os autores, destaca Couto. Existe, no entanto, o trabalho de prevenção, que consiste em parar os ônibus, nos corredores de maior movimentação. O objetivo da operação é averiguar qualquer ato suspeito, desde o furto até os crimes de maior gravidade, como latrocínios (assaltos seguidos de morte). Outras ações da PM vêm sendo implementadas para trazer mais tranquilidade a quem utiliza o transporte coletivo, principalmente à noite, quando os ônibus são parados mediante qualquer atitude suspeita. Viaturas fazem a ronda dentro dos terminais, pois muitas vezes os bandidos entram nos ônibus dentro dos terminais. (Comandante do CPC -Fortaleza).
“Tive que pedir para o ladrão não matar nenhum deles. Mas somos orientados pela imprensa a não reagir.”
Motoristas que circulam no período noturno sofrem mais com a violência urbana
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ARTIGO
UM NOVO INSTITUTO DA ANTECIPAÇÃO DA MAIORIDADE PENAL DO MENOR INFRATOR
O
presente artigo trata com relevância a problematização da redução da maioridade penal que se tem cogitado tanto na seara política como na jurídica. No nosso entendimento, o fato de ser contra ou a favor da redução não irá influenciar na pretensão de solucionar ou amenizar toda esta problemática. Isso somente acontecerá após a identificação ou a criação de um caminho a ser seguido, através de responsabilidades, deveres e obrigações, tratando realmente esta doença social que é a criminalidade infantil, que se alastra assustadoramente. Devem ser criados mecanismos práticos e eficientes para conter e manter a ordem social e jurídica. Mas, no que se refere à verdadeira responsabilidade, o Estado e a sociedade e tratam de maneira superficial, não obstante ser uma questão de suma importância na
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formação do caráter e da cidadania do menor. O simples fato da redução, além de já inflar cada vez mais o sistema penitenciário, acarretará, assim, de certa forma, fortes agravantes no comportamento psicológico e social do detento como um todo. A responsabilidade penal, no tocante à redução da maioridade de 18 anos para 16 anos, só elevará o índice de criminalidade dos jovens menores de 16 anos. Mesmo que se aprove a redução, estes não serão atingidos pelo novo dispositivo legal. Ocorrerá o que já acontece, a responsabilização daquele que tem idade cada vez menor, não sendo atingido assim pela lei. Estado e sociedade não cumprem o seu papel de gerenciar, como deve ser, a dinâmica operacional do exercício da cidadania voltada para as crianças atingidas por esta anomalia
Francisco Gonzaga Filho Aluno do 8º Semestre de Direito da Faculdade Cearense. social. Tratar o menor como bandido é fácil? Ou seria mais correto tratá-lo com dignidade, com direito à saúde, educação e uma chance de recuperação, dando responsabilidade, criando institutos de autoconscientização social, criando direitos e deveres, buscando socializá-lo de verdade antes à tendência criminosa. Necessariamente, o Estado, junto com a sociedade, têm que estar sempre à frente da criminalidade, identificando o pretenso criminoso e estudando o possível crime. Em todo posicionamento tomado ao longo de assuntos, que possua como referência os procedimentos humanos, deve-se identificar se esta é uma solução cabível ou não e, neste último caso qual seria a solução. Não será justo apontar somente o bloqueio, mas, necessariamente, qual o caminho deverá se tomar para atingir o seu destino.
Pesquisa realizada pela Revista Jurídica, com texto de Saúde Nascimento de Arruda, comentando sobre a sociedade de hoje, é comum a prática delituosa cometida por um menor de idade. Mas que soluções devem tomar os políticos e a sociedade em geral? A redução da responsabilidade penal tem sido abordada constantemente nas ultimas décadas e, sempre que acontece um fato de comoção nacional ou local, os defensores dessa corrente aproveitam o momento para responsabilizar os delinquentes juvenis pelo aumento da criminalidade, induzindo a população a conclusões, apesar de empíricas levianas. Segundo a Revista, sem sombra de dúvida tal situação é uma particularidade ímpar de países compostos de instituições em fase de desenvolvimento, tendo em vista que a discussão de tal tema, em tempos de normalidade, fica no esquecimento da mente humana e acaba por eclodir em determinados acontecimentos, que atingem fulminantemente o juízo comum, exigindo do Estado explicações fundamentadas e respostas imediatas. As justificativas das propostas mais
comuns para a redução da maioridade penal residem no fato de que os jovens do século XXI não são os mesmos daqueles jovens dos anos de 1940, no tocante à maturidade infanto-juvenil. Os que propagam a redução se valem da máxima de que os jovens de hoje possuem maior acesso à informação; o fato é que os maiores de idade se aproveitam da inimputabilidade dos menores para cometer crimes, jogando a autoria destes delitos para menores infratores, com a justificativa de que possuem uma condição privilegiada, porque não são submetidos a um sistema prisional e não cumprem pena privativa de liberdade. Outro fato pelo qual se tenta justificar a tese é que se um adolescente com 16 anos pode votar, deveria também responder criminalmente pelos seus atos. Sendo assim, o caso em evidência deve ser albergado por um instituto jurídico que trata a criminalidade infantil com maior responsabilidade por parte do infrator menor, dando ao mesmo sanções de acréscimos com referência à idade biológica, até que atinja a idade penalmente relevante.
Depois de verificar como o menor infrator é recepcionado por seus comparsas quando é encaminhado aos órgãos competentes, nota-se certo grau de admiração por aqueles que já se encontram apreendidos; e o mais curioso e trágico é que quanto mais cruel e violento o delito, fica “o elemento” com um prestígio maior e com mais respeito entre eles. O fato de não ter nenhum instrumento jurídico na atualidade que possa responsabilizar como freio ou como alerta, dando maior enfoque e responsabilidade, capacitando e informando que cada ato ilícito, terá uma medida notificativa, que poderá tornar-se coercitiva e, dependendo do número de vezes que for pego em flagrante delito, poderá responder como “maior”. Muito se tem discutido com referência ao caso da maioridade penal: uns contra, outros a favor. Buscam-se inspirações em ordenamentos jurídicos alienígenas, mas, não se chegou a um consenso sobre o que poderá ser corretamente viável, se a redução da maioridade penal, ou as suas causas e consequências.
No Estado do Ceará, há falta de vagas no sistema prisional. O antigo Instituto Penal Paulo Sarasati pode ser reativado.
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ENTREVISTA A Revista Futuro Jovem entrevistou a psicóloga Ana Rayssa Rocha de Souza Câmara, 23, inscrita no CRP 21/02616, pós-graduanda em psicologia escolar/ educacional, para falar sobre o comportamento dos jovens e as influências educacionais e familiares, na tentativa de expor o pensamento de um profissional para embasar a discussão exposta.
Entrevistada Ana Rayssa Rocha de Souza Câmara Idade: 23 anos. Profissão: Psicóloga. Pós-Graduanda em Psicologia Escolar/Educacional. CRP: 21/02616. Futuro Jovem: Diante do grau, frequência e ligação da juventude com a violência urbana... o apoio familiar pode contribuir para a redução da violência urbana e envolvimento de jovens nessa situação? Ana Rayssa: Certamente, uma vez que a família é tida como a principal responsável por apresentar o convívio social ao indivíduo, como protetora e principalmente como a responsável por passar os primeiros valores e crenças ao mesmo, o apoio de uma família estruturada que repasse tais valores de maneira ética e moral para que os indivíduos se adaptem as regras de convivência da sociedade é fator primordial como forma de evitar que nossos jovens se desviem de boas condutas, evitando assim práticas de violência. Futuro Jovem: No seu ponto de vista, a violência pode ser ensinada e iniciada dentro da própria casa desses jovens? Ana Rayssa: Sim, pois sabemos que o meio social em que estamos inseridos exerce grande influência em nosso comportamento, ainda mais se essa influência vem da família, que possui papel importante
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dentro da vida do jovem, se o jovem está inserido em um meio em que os estímulos que lhe são passados são apenas de natureza violenta, caótica, possivelmente mesmo que os fatores individuais do mesmo também tenham influência em seu comportamento, ele tenderá a reproduzir os mesmos comportamentos e reações que percebe em casa. Sendo assim, a violência que começa em casa não fica apenas por lá, elas serão levadas para os demais grupos sociais em que o jovem esta inserido.
“A educação na verdade se faz como fator de mudança para quase todos os problemas sociais.”
Futuro Jovem: Falta apoio das autoridades para auxiliar na questão dos jovens que sofrem com a vulnerabilidade social? Ana Rayssa: A questão da vulnerabilidade se caracteriza como um fenômeno muito complexo, envolve não somente a responsabilidade das autoridades e políticas públicas, mas também a família, a educação, a sociedade civil como um todo. É preciso que haja união para identificar
situações de vulnerabilidade e amenizar suas consequências por meio de ações que envolvam a todos. No entanto, ainda há, sim!, carência de um apoio mais efetivo das autoridades, de buscar esses jovens e fazê-los se sentir incluídos na sociedade, parte integrante e essencial. Espaços de conversa, lazer, prática de esportes, oportunidades de ensino, emprego, dentre outras práticas. Futuro Jovem: A violência está ligada muitas vezes à história e vivência de alguns jovens. Na sua opinião, a violência urbana e a vida de jovens contribuem para esse problema social estão banalizadas? Ana Rayssa: Muitas vezes, o jovem está inserido em um espaço onde a violência é pratica tão comum e a vida não é valorizada de preservar a dignidade do ser humano, que pode ser que o mesmo passe a perceber tanto a violência quanto a vida, como algo banalizado. O que se percebe muitas vezes é uma desesperança por parte dos jovens, que passam a não acreditar em uma melhoria de vida e em um modo de viver e práticas diferentes das que já estão acostumados. No entanto, esta é uma concepção que deve e pode ser mudada. Futuro Jovem: A educação e o apoio familiar podem ser fatores primordiais
para a formação e transformação da vida de jovens? Ana Rayssa: Sim. A educação na verdade se faz como fator de mudança para quase todos os problemas sociais, a união da educação com a família pode levar o jovem a buscar uma forma de vida que leve em consideração o respeito a si mesmo e ao próximo, anulando práticas de violência, além de dar aos jovens expectativas de futuro quanto a uma profissão, à família, enfim, transformar a vida do jovem como um todo. Futuro Jovem: Como analisa alguns jovens diante a delitos e contribuições com a violência que eles fazem? Ana Rayssa: É necessário que se analise o comportamento dos jovens, levando em consideração não apenas aspectos individuais, embora os mesmos sejam importantes, mas é preciso que se inclua também a influência do meio, as oportunidades que lhe são ou não ofertadas, a forma como a sociedade se dá com seus delitos, e o que estamos fazendo para mudar esta realidade. Eu, particularmente, vejo o comportamento de um jovem que comete delitos como algo que está acontecendo, mas que pode ser mudado; o jovem pode estar violento; não necessariamente significa que ele é um indivíduo violento, ressalvando a ele o direito e a capacidade de mudança.
“A violência que começa em casa, não fica apenas por lá, ela será levada para os demais grupos sociais em que o jovem está inserido.”
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OPINIÕES
QUAL A MOTIVAÇÃO PARA A PARTICIPAÇÃO DOS JOVENS NA VIOLÊNCIA? OS MAIORES MOTIVOS PARA OS JOVENS COMETEREM VIOLÊNCIA SÃO: FATORES ECONÔMICOS E FAMILIARES, ALÉM DA CONDIÇÃO DA PRÓPRIA IDADE, UMA DAS FASES DE AUTOAFIRMAÇÃO
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LEANDRO ALVES. “Uma família equilibrada possibilita o afastamento do jovem da violência, já uma família problemática aumenta a possibilidade dos jovens a se inserir no crime”.
MARCOS RENAN. “Acredito que a impunidade e a ausência de uma educação de qualidade (seja familiar ou escolar) sejam fatores determinantes para a motivação desses jovens, que crescem cercados por uma cultura corrupta e de criminalidade sem ter um direcionamento correto dos pais, dos amigos e da escola. Por outro lado, a impunidade do nosso sistema judiciário falho, com leis frouxas, dá aos criminosos a chance de voltar a cometer crimes facilmente, visto que não ficarão presos por muito tempo. Existem armas facilmente, roubam facilmente e saem da prisão facilmente. Lamentável”.
OCELO SOUZA. “Muitos desses jovens entram para o crime motivados pela emoção. Atraído pela renda, já que são pagos para isso ou então porque já são usuários de drogas, por isso é preciso haver um investimento forte em ações que lhe permita a ter um futuro diferente com capacitação, oportunidades e entra no mercado de trabalho”.
ROBÉRIO ANDRADE. “Um dos motivos para os jovens estarem na violência é o consumismo, o ter e não o ser”.
CELIO BATISTA. “Eu poderia mencionar um conjunto de fatos, mas quero destacar alguns que julgo como principais motivadores para tal ação. Primeiramente acredito na ausência da educação na vida do jovem, pois considero a educação como um motor para o desenvolvimento de nosso país, assim instruindo o jovem a viver na sociedade como um verdadeiro cidadão, em segundo, aponto a falta de Deus, pois sem Deus todos somos capazes de cometer os mais diversos atos desumanos.
TAYNAN. “Bom, geralmente o que leva os jovens de hoje em dia a praticar a violência uns com os outros é mais por rebeldia, mas também na maioria das vezes vai por incentivo de amigos e outros; adrenalina também é um motivo de violência entre jovens. Hoje em dia, para os jovens o importante é ser valente”.
GILMAR DIAS. “O que leva os jovens para a violência é a falta de Deus presente na vida e no coração, pois quando se acredita verdadeiramente na existência e no amor divino, não existe ódio no coração e consequentemente não há espaço para o uso das drogas e nem da violência para com o próximo”.
JESSYCA FERREIRA. “Uma das maiores motivações com certeza é o dinheiro fácil que conseguem com o mundo do crime. Infelizmente, vivemos em um país onde as leis são falhas e ficam apenas na teoria. É lamentável quando lemos em noticiário que jovens estão morrendo por causa das drogas e percebemos que a própria sociedade está refém desta tragédia. O que me deixa mais irada é ver “nossos representantes” não tomarem nenhum posicionamento sobre este assunto, simplesmente desviam o olhar, mas e faz em absolutamente nada. Enquanto isso, cidadãos são humilhados constantemente pelo medo.
TIAGO DOS SANTOS. “Enquanto houver desigualdade, haverá violência entre a humanidade”.
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DICA DE LIVROS QUATRO LIVROS SOBRE TEXTOS QUE ABORDAM EDUCAÇÃO, VIOLÊNCIA, SEGURANÇA PÚBLICA E OUTROS ASSUNTOS. EDUCAR SEM VIOLENCIA Autores: Ligia Moreiras Sena e Andreia C. K. Mortensen. Editora: Papirus 7 Mares. Edição: 1 (2014). Assunto: Psicologia - Psicologia Educacional. Palmadas educam? Como disciplinar as crianças com amor e respeito, excluindo qualquer possibilidade de violência? Como mudar o estilo de cuidado parental e criar um ambiente amoroso? O que é ensinado às crianças quando se usa a violência contra elas? O que mostram as pesquisas dos últimos anos sobre as consequências da violência praticada por pais e cuidadores? De onde vem a agressividade parental? Que tipo de vínculo você pretende criar com eles? Alguns adultos dizem ‘eu apanhei e sobrevivi’. As causas e as consequências da violência parental contra a criança são discutidas pelas autoras com amor, afeto e ciência.
SEGURANÇA PÚBLICA E VIOLÊNCIA Autores: Renato Sergio de Lima e Liana Paula. Editora: Contexto. Edição: 1 (2006). Assunto: Ciências Sociais Sociologia. Crises recorrentes na política carcerária, crescimento do crime organizado, conflitos agrários, violência doméstica, envolvimento de jovens com o crime, justiça e direitos humanos incipientes. Essas são apenas algumas das faces da violência que implementam o medo na sociedade brasileira. Nos últimos vinte anos, a violência passou a ser discutida por todas as esferas da sociedade e deixou de ser um tema apenas relacionado às periferias dos grandes centros urbanos. O momento atual é fundamental para se entender como o Estado, em suas múltiplas esferas e poderes, tem atuado para enfrentar a violência criminal no país.
JUVENTUDE EM CONFLITO COM A LEI Autores: João Trajano e Vanilda Paiva. Editora: Garamond. Edição: 1 (2007). Assunto: Ciências Sociais Sociologia. ‘Juventude em conflito com a lei’ reúne trabalhos de especialistas na matéria, que discutem os alcances e limitações das atividades educativas e culturais entre jovens em conflito com a lei, suas famílias e comunidades, a partir de experiências sócioeducativas em diversos CRIAMs (Centros de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei), na periferia do Rio de Janeiro, no âmbito do projeto que dá origem aos textos aqui publicados.
VIOLÊNCIA FAMILIAR Autores: Nayieve Reveron e Cristina Paixao Lopes. Editora: Paulinas Editora. Coleção: Temas Sociais para Juventude. Edição: 1 (2009). Assunto: Psicologia Terapia Familiar. O livro dá sequência à coleção ‘Temas Sociais para a Juventude’, que visa incentivar a reflexão e o diálogo com adolescentes sobre os problemas de nossa sociedade, suas causas e consequências. A ideia é proporcionar a vivência dos conflitos através das narrativas e da análise das possíveis soluções a partir das informações oferecidas pelas obras.
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DICA DE FILMES QUATRO FILMES QUE RETRATAM A JUVENTUDE NO CINEMA BRASILEIRO COM A TEMÁTICA SOBRE VIDA URBANA E VIOLÊNCIA. CIDADE DE DEUS Dir.: Fernando Meirelles, Katia Lund. Gênero: Drama. Nacionalidade: Brasil. (2002). Buscapé (Alexandre Rodrigues) é um jovem pobre, negro e muito sensível, que cresce em um universo de muita violência. Buscapé vive na Cidade de Deus, favela carioca conhecida por ser um dos locais mais violentos da cidade. Amedrontado com a possibilidade de se tornar um bandido, Buscapé acaba sendo salvo de seu destino por causa de seu talento como fotógrafo, o qual permite que siga carreira na profissão. É através de seu olhar atrás da câmera que Buscapé analisa o dia a dia da favela onde vive, onde a violência aparenta ser infinita.
CIDADE DOS HOMENS Dir.: Paulo Morelli. Gênero: Drama, Ação. Nacionalidade: Brasil. (2007). Laranjinha (Darlan Cunha) e Acerola (Douglas Silva) são amigos, que cresceram juntos em uma favela do Rio de Janeiro e agora estão com 18 anos. Acerola tem um filho de 2 anos para cuidar, mas sente-se preso pelo casamento e lamenta a paternidade precoce. Já Laranjinha está decidido a encontrar seu próprio pai, que não conhece. Paralelamente o morro em que vivem é sacudido pelo mundo do tráfico, já que Madrugadão (Jonathan Haagensen), primo de Laranjinha, perdeu o posto de dono do local para Nefasto (Eduardo BR).
ERA UMA VEZ... Dir.: Breno Silveira. Gênero: Drama. Nacionalidade: Brasil. (2008). Rio de Janeiro. Dé (Thiago Martins) mora na favela do Cantagalo, em Ipanema. Filho da empregada doméstica Bernadete (Cyria Coentro) e abandonado pelo pai, Dé viu seu irmão Beto ser assassinado por um traficante e seu outro irmão, Carlão (Rocco Pitanga), ser exilado da favela pelos bandidos. Decidido a não seguir o caminho do crime, Dé trabalha vendendo cachorro-quente num quiosque da praia. De lá ele observa Nina (Vitória Frate), filha única de uma família rica que mora na Vieira Souto, avenida em frente à praia. Os dois se conhecem e acabam se apaixonando, porém, as diferenças entre seus mundos geram diversas críticas e preconceitos velados.
QUERÔ Dir.: Carlos Cortez. Gênero: Drama, Ação. Nacionalidade: Brasil. (2007). Querô (Maxwell Nascimento) é filho de uma prostituta que foi expulsa do bordel em que trabalhava no dia em que deu à luz. Desesperada, ela se suicida, tomando querosene. Violeta, a dona do prostíbulo, decide cuidar do garoto e o apelida de Querô, em referência ao modo como sua mãe morreu. Ao crescer, Querô, revoltado com os maus-tratos que recebe, passa a cometer pequenos delitos. Um dia ele é pego e encaminhado à Febem, onde sua vida é marcada para sempre.
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DADOS
MAPA DA VIOLÊNCIA
A
violência urbana é um dos principais problemas da sociedade, tendo em vista que esse fenômeno interfere no cotidiano de toda a população. Esse problema não acontece de hoje, cada vez os índices mostram a continuidade do fenômeno e muitas vezes o aumento considerável com o passar dos anos. As denúncias sobre todos os tipos de violência são constantes e os crimes cometidos dos mais diferentes, fazendo com que toda sociedade fique vulnerável a violência urbana. Dados da Secretaria de Segurança Pública do Ceará mostram o índice da média de homicídio, causados por diversas motivações de 2013 a julho de 2015, mas que comprovam que a violência urbana está presente e atingindo direta ou indiretamente toda uma sociedade.
O gráfico mostra dados de denúncias feitas contra vários tipos de violência no ano de 2016.
Dessa forma, a violência urbana precisa ser combatida com a educação, a oportunidade de cidadania para os jovens, que assim entenderiam que a violência não é a melhor solução e sim a educação é a melhor forma de conscientização e iniciativa para redução desses índices apresentados.
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CHARGE
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COLUNA
OLHO NA LEI A COLUNA APRESENTA OS PRINCIPAIS TIPOS DE VIOLÊNCIAS COMETIDOS POR JOVENS NA CAPITAL CEARENSE.
ASSALTO OU ROUBO
O assalto em geral é realizado com o principal objetivo de obter algum objeto de maneira ilícita. Os assaltantes utilizam estratégias, como ameaças verbais ou com objetos cortantes que colocam em risco a vida da vítima.
Homicídio significa ato de matar de forma voluntária ou involuntária. Além disso, existem quatro tipos de relações diferentes com o homicídio, são eles: doloso, quando ser tem intenção de matar, culposo, quando ocorre alguma negligência; qualificado quando o homicida planeja a morte antes. E, por último o privilegiado, quando o crime acontece em legitima defesa. Isso tudo de acordo com o Código Penal Brasileiro.
LATROCÍNIO
HOMICÍDIOS
O latrocínio indica ato de roubar a mão armada e é considerado latrocínio se tive roubo seguido de morte No Código Penal Brasileiro o latrocínio é considerado crime hediondo, tanto na vertente da tentativa, como na consumação do ato, podendo o agressor pegar de 20 a 30 anos de prisão.
Quando se leva algum pertence de uma pessoa, sem que ela perceba, ou não esteja presente na hora do ocorrido, mesmo sem nenhum tipo de violência, é conhecido no artigo 155 com pena de um a quatro ano de detenção.
RECEPTAÇÃO
Quando se compra um ou se adquire alguns bens sem saber sua origem, ou sem nota fiscal. (Muitas vezes a pessoa costuma comprar objetos de terceiro por causa do seu valor muito além do mercado), ou seja, quando o sujeito sabe que o objeto é de procedência duvidosa, é considerado crime de receptação.
Quando o sujeito possui, porta ou fornece armas para terceiros sem ter licença, comete o crime de porte ilegal de armas, que está no artigo 16 do Código de Desarmamento Brasileiro.
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FURTO
PORTE ILEGAL DE ARMA
QUE DIFERENÇA FAZ? O seu respeito faz toda a diferença.
Campanha idealizada pelo MPMG mobiliza sociedade contra a discriminação, estimulando respeito às diferenças,