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Resvita Atitude Empreendedora

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um bom empreendedor cearense Perfil

Reportagem

Entrevista

A chave do sucesso

aposta no segmento infantil

O radio me fez sonhar


"Ser um empreendedor é executar os sonhos, mesmo que haja riscos. É enfrentar os problemas, mesmo não tendo forças. É caminhar por lugares desconhecidos, mesmo sem bússola. É tomar atitudes que ninguém tomou. É ter consciência de que quem vence sem obstáculos triunfa sem glória. É não esperar uma herança, mas construir uma história... Quantos projetos você deixou para trás? Quantas vezes seus temores bloquearam seus sonhos? Ser um empreendedor não é esperar a felicidade acontecer, mas conquistá-la.". - Dez leis para ser feliz: ferramentas para se apaixonar pela vida. Augusto Cury. Rio de Janeiro: Sextante, 2003


Editorial Esta revista é uma publicação de caráter experimental produzida como trabalho de conclusão de curso das alunas Mariana Peixoto Pinheiro de Oliveira e Silvia Marcela de Freitas, concluintes do curso de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo da Faculdade Cearense (FaC), sob orientação do professor Jeimes Alencar.

Mídias Sociais Mariana Peixoto Edição de Texto Marcela de Freitas Mariana Peixoto COLABORADORES DESSA EDIÇÃO Ana Luíza Monte Jeimes Alencar Projeto Gráfico e Diagramação Thiago C. Bezerra Contato (85) 8863.5393 Twitter @thijoey Facebook facebook.com/thiagojoey Fotografia Marcela de Freitas Mariana Peixoto Tiragem 10 Exemplares Facebook Revista Atitude Empreendedora Twitter @atitudeempreendedora E-mail atitudeempreender@gmail.com

Caro leitor, A história do trabalho não teria tido a mesma trajetória se não houvesse a atuação dos empreendedores. A partir do momento em que o ser humano descobriu a arte de gerar ideias inovadoras, o percurso dos empregos mudou ao agregar a performance de empresários que se tornaram destaque no mundo dos negócios. Empreender é muito mais do que abrir uma empresa, desenvolver uma que já existe ou investir em um produto inédito. É colocar em prática capacidades de transformar, capacitar, planejar e pesquisar, impactando o meio onde se está inserido. A revista “Atitude Empreendedora” traz exemplos de seis empreendedores com histórias de sucesso, que saíram de sua zona de conforto e construíram um império para chamar de seu, além de modificar a vida de pessoas em sua volta, criando renda, gerando empregos, oferecendo novas oportunidades e alimentando sonhos. Pessoas comuns que persistiram e superaram todas as dificuldades impostas, por diversas razões, mas que hoje são exemplos de superação para futuros empresários. O empreendedor é aquele que busca novidades, impõe ousadia aos negócios, acredita no que faz e investe em um ramo. Além das histórias de vida, mostraremos aqui também que a capacidade de empreender não é um dom, portanto está ao alcance de todos. A atitude de empreender é muito mais do que uma aventura, é uma forma de buscar com consistência um projeto. Portanto, objetivamos alimentar sonhos e servir de inspiração com as histórias de sucesso aqui contadas, sobre empreendedores que fazem a diferença em Fortaleza. Boa leitura.

Foto capa Marcela de Freitas Mariana Peixoto Atitude Empreendedora

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Sumário Com a Mão na Massa Eles Descobriram o Segredo de uma Boa Pizzaria Delivery

A Arte de Inovar 5 A Chave do Sucesso

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Será Fantasia Ter um Clube de Estrelinhas?

8 Investir em Pessoas para Garantir um Bom Negócio 11 Reportagem Especial: “Não Posso Parar”

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Atitude Empreendedora

Lar Doce Lar

18 Entrevista: “O Rádio me Fez Sonhar”

20 Empreendedorismo em Jornalismo Pode Começar Pela Prática de Freelancer 22


Artigo de Opinião

A Arte de Inovar Por Marcela de Freitas Por Mariana Peixoto

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odo empreendimento que se preze tem que ter inovação e essa palavrinha caracteriza o maior e o mais comum desafio de um empreendedor. Pode-se dizer que esse é o diferencial que mantém tantas grandes empresas no mercado por gerações e gerações e faz com que, muitas vezes, elas ocupem o topo dos rankings não só no Brasil, mas também no mundo. E o que seria inovação? Segundo Luiz Serafim, Head de Marketing Corporativoda 3M do Brasil, “inovação é parte de um sistema, um conjunto de crenças, valores e princípios que são cultivados, se complementam e interagem entre si.” Ou seja, para inovar é preciso saber o que conquistar, pensar diferente do senso comum e juntar na bagagem conhecimento, experiência e vocação para agir. Tudo o que é inovador é uma resposta ao que já existe, mas pode ser feito mais rápido, melhor e/ou com

custo mais barato. Junte-se a isto informações disponíveis e a prática constante de inovar e pronto: o caminho está trilhado. Tendo essa base, as possibilidades de “porquês?” serão infinitas mas direcionarão melhor para o que é positivo e não para o que é negativo. Se reputação é a alma do negócio, inovar é o que mantém essa alma viva. A inovação é uma ousadia e poucos têm esta capacidade. É preciso correr riscos e ter planejamento, além da certeza de que algo será concretizado ao final. É preciso se exercer a liderança para chegar a territórios não conquistados, se capacitando e estudando o mercado. Ninguém nasce sabendo, portanto esse caminho é aprendido ao longo do tempo. Os erros são tão importantes quanto os acertos, pois são experiências para situações futuras. Quando desprezamos as tentativas equivocadas, dificultamos a jornada

podendo torná-la ainda mais árdua. Todo aprendizado ajuda a construir um padrão e determinar um ritmo certo a seguir, que favorecem o crescimento. Inovar é investir no sucesso e a capacidade de conquistar o sucesso está fundamentada no foco e em como o empreendedor encara a inovação. Além de estar ligada a pessoa que sugere a ideia, inovar envolve também os processos internos, o relacionamento com os funcionários e os sócios além de uma comunicação estratégica com os parceiros, deixando bem claro que todos têm autonomia para sugerir ideias também. Tendo a capacidade de saber lidar com os possíveis erros, sem agir de forma que barre sugestões novas e reconhecer o mérito de quem conquista um sucesso, um inovador expande qualquer negócio, pois quem ganha não é só o nome da empresa, mas quem faz empresa.

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Perfil

A chave do sucesso

Saiba como Airton Alves descobriu nas chaves codificadas o segredo de um bom negócio Por Marcela de Freitas

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ra para ser somente uma viagem de férias ao Ceará, mas José Airton Alves decidiu ficar. Deixou para trás a sua vida em São Paulo e voltou para a sua terra natal. Largou o curso de Ciências Contábeis, o trabalho em uma tipografia e toda uma história de 10 anos vividos fora de Paracuru, local onde nasceu. Trouxe consigo a esposa e o casal de filhos para viver na Terra da Luz. Com o passar dos dias o arrependimento da decisão abrupta começou a lhe incomodar, mas não foi o suficiente para fazê-lo retornar para a vida paulista. Foi uma adaptação difícil, pois Air-

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ton precisou começar uma nova vida, procurar um emprego, lutar pelo sustento e encontrar um rumo. Contudo as oportunidades, felizmente, apareceram e ele tentou descobrir qual o melhor caminho a seguir. Começou como empregado no mesmo segmento no qual trabalhou na Terra da Garoa. Em uma empresa de tipografia exerceu o que sabia, mas não manteve o interesse. “Não gostava do ambiente em que trabalhava, eu me frustrei e pedi as contas”, justifica. Mudou de emprego e continuou como empregado, dessa vez, em uma empresa de refrigerantes até o desinteresse surgir e, mais uma vez,

abandonou a profissão. Muitos sonham em ser o dono do seu próprio negócio, conquistar a sua independência financeira e ganhar espaço no mercado. Não foi diferente com o nosso personagem. A vontade de crescer e deixar de ser empregado bateu em sua porta convidando-o a começar no empreendedorismo. Foi assim que surgiu o seu pequeno comércio de peças hidráulicas, onde criava e vendia seu próprio material para depósitos. Desta maneira, Airton deu o seu primeiro passo como empreendedor. Manteve o negócio por pouco tempo e na sequência, tentou investir em uma sorveteria,


que acabou não sendo um sucesso. A lembrança das tentativas sem êxito e a frustração fizeram companhia a Airton, mas a fé de que um dia encontraria o ramo certo foi maior e o ajudou a continuar. “Com muita persistência determinei para mim mesmo que eu precisava continuar em um negócio próprio”, recupera. Foi então que adquiriu uma pequena banca de chaveiro. Com algumas peças, conhecimento no assunto e interesse, Airton conheceu finalmentea longevidade numa profissão, embora também surgissem as dificuldades. “Cheguei a ir ao Centro só com o dinheiro da passagem e um pouco de dinheiro para comprar duas chaves. Aos poucos fui construindo o que tenho hoje”. Airton relembra o começo de sua trajetória. Foi na calçada de uma avenida conhecida da Barra do Ceará onde se manteve por um tempo. No outro lado da avenida, tinha um amigo que também cuidava do próprio negócio e contava com a ajuda de Airton. “Tomava conta da minha banca de chaves e da banca dele de pó de guaraná. Eu ia de um lado para o outro para atender os clientes das duas. Com o tempo, ele me vendeu a banca e eu consegui colocar as duas do mesmo lado. Mas como mexer com chaves suja muito as mãos, eu perdia tempo tendo que lavá-las para fazer o pó de guaraná pois trabalhava sozinho. Acabei tendo que escolher uma das duas bancas”. Escolheu a banca das chaves, pois sabia que era um ramo promissor. “O mercado de chaves codificadas me pareceu ser bom e estava crescendo. Como as máquinas eram muito caras, eu fiz a minha própria máquina e só depois consegui comprar uma máquina profissional, tudo com o dinheiro que ganhei na banca de chaves”, comenta sorrindo Airton. Airton foi comprando material e investindo pesado na profissão, mesmo sem contar com um plano de negócio. Também não teve nenhum empreendedor na família em que pudesse se espelhar. A única experiência que ele tinha foi um curso de 4 meses que fizera em São Paulo

para eletro de carros e motores. “Sempre fui desorganizado, mas sempre tive muita desenvoltura para lidar com o negócio,” diz o chaveiro explicando que essa qualidade foi o que o ajudou a superar as dificuldades. A banca que ficava na calçada da Avenida Mozart Lucenanão pôde continuar no local por conta de um regulamento da Prefeitura. “Quando o supermercado Lagoa chegou aqui, o dono dele me disse que eu não podia ficar no canteiro e ofereceu um espaço no estacionamento”. Este é o local onde continua prestando seus serviços até hoje. Após uma trajetória de dificuldades, superações e bastante investimento, além da força de vontade para continuar, Airton chegou aos 61 anos firme no ramo que descobriu e escolheu, sendo que agora não está mais sozinho. Dono da única banca de chaves codificadas na Barra do Ceará, o empresário conta com três funcionárioscontratados de carteira assinada durante o dia e começo de noite. Entre uma cópia de chave e outra, sempre atende ligações para prestar serviços também domiciliares e quando precisa de ajuda, o filho do segundo casamento dá o apoio ao pai nos horários livres, no turno da noite. Airton construiu o seu legado e deu início a uma nova história com sucesso garantido. A vida emocional também seguiu um rumo diferente com uma nova família na capital cearense, formada por esposa e mais dois filhos. Os resultados do empreendimento influenciaram no sustento do lar e este por sua vez é um pilar de apoio para o empreendedor continuar persistindo e prosseguindo no negócio. Os sonhos ainda transbordam na mente e no coração de Airton. Ele tem vontade de ampliar o empreendimento, com o objetivo dedeixar um patrimônio consolidado através do talento e dedicação, para que um dos seus herdeiros dê continuidade à profissão que tanto batalhou para conquistar. Esse é o projeto que mais almeja conquistar, porém deixa os filhos à vontade para escolherem a porta a abrir e o melhor caminho a seguir.

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Reportagem

Será Fantasia ter um Clube de Estrelinhas? DanieLle Lyra apostou em segmentos infantis que viraram realidade e seguem crescendo Marcela de Freitas Por Mariana Peixoto

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dministradora por formação, Danielle Lyra, 47, hoje é proprietária do Clube de Estrelinhas em sete estados e sócia-diretora da franquia Fantasia, especializada em produtos Disney. Em sua trajetória profissional, durante 18 anos trabalhou como gerente de Recursos Humanos em uma empresa privada. Com o intuito de abrir seu próprio negócio e se vê livre dos compromissos exaustivos da empresa que trabalhava, ela encontrou a possibilidade de montar um serviço destinado às crianças. Em 1999, é inaugurado o Clube de Estrelinhas, no Shopping Iguatemi em Fortaleza. “Começou em junho, e logo que abrimos o pessoal não conhecia, foi uma novidade total”, relembra. Com brinquedos diferenciados, em sua maioria importados e com grama sintética fazia o encantamento da criançada. O clube é um local em que a criança recebe todos os cuidados com segurança e diversão. Toda a equipe de recreacionistas tem um treinamento diferenciado e rigoroso para melhor atender todas as necessidades dos clien-

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tes. “Estamos prontos pra cuidar do seu filho, cuidando do momento, oferecendo alternativas sempre que percebemos que ele está agindo de modo errado”, comenta. No primeiro ano, o empreendimento fez bastante sucesso ao ponto dos clientes quererem alugar os brinquedos. Nesse momento, Danielle constatou uma nova oportunidade de expandir seu negócio e abrir uma empresa de locação dos brinquedos, o Kids Park. Naquela época para se alugar brinquedos era preciso recorrer aos classificados dos jornais, não se via a qualidade do brinquedo, assim ela resolveu alugar uma sala no Shopping Del Passeo para oferecer um atendimento diferenciado. Através do Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger), conseguiu um financiamento no banco, comprou 60 brinquedos e alugou um galpão próximo ao shopping para armazená-los e para que as pessoas pudessem vê e testar a qualidade dos divertimentos. ”O cliente chegava ao escritório via um catálogo com todos os brinquedos, se quisessem ia olhá-los no galpão e loca-los. Todos esses


cuidado deixava os clientes mais seguros”, explica. Por ser um empreendimento que ocasionava um trabalho extensivo, Danielle resolveu encerrar as atividades depois de 6 anos para se dedicar exclusivamente aos clubes. No ano seguinte, inaugurou o clube no North Shopping em Fortaleza. Hoje são 13 anos de empreendimento e 13 lojas, distribuídas em diferentes cidades como Fortaleza, Recife, Aracaju, Manaus, Cuiabá, São Luiz e Belo Horizonte. Cerca de 2 milhões de atendimentos já foram realizados, cada loja é formada por três supervisoras gerais: uma pedagógica que realiza toda a programação de datas comemorativas e atividades, e duas gerentes divididas em turnos, juntamente com uma equipe de recreacionistas. Há uma procura pela franquia da loja, mas Danielle descarta essa possibilidade. “O motivo de não crescermos como franquia é que descobrimos uma fórmula de cuidar das nossas lojas com administração própria”, comenta.

Nos balcões dos clubes são vendidos bombons, chocolates e diversos artigos para criançada, entre eles os balões metálicos da Disney. Devido a estes balões, Danielle recebeu um convite para um evento que chamava “Disney Day”, ela não sabia do que se tratava e chamou seu marido, Newton Lacerda, para acompanhá-la. Chegando ao Hotel Gran Marquise, perceberam pela decoração e pelos stands que se tratava de um showroom de todos os licenciados de produtos Disney no Brasil. E a o entrar no evento, seu esposo decidiu que iria montar uma loja exclusiva de produtos Disney. A partir desse momento começaram a investigar as possibilidades de abrir esse negócio. Durante um ano, entre ida e vindas a Disney, conseguiram que o projeto fosse aprovado. Newton desempregou um sobrinho que era diretor de arte em uma agência de publicidade em São Paulo, e o trouxe juntamente com sua esposa e filho para criar um quiosque. Este recebeu o nome de Fantasia, em homenagem ao filme Aprendiz de Feiticeiro.

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Há quatro anos começou esse empreendimento, com um quiosque no Shopping Iguatemi em Fortaleza. No inicio todos os produtos eram comprados dos licenciados nacionais, mas Newton já tinha a ideia de franquear esse quiosque para todo o país. Durante um ano, contrataram uma consultoria de São Paulo para fazer um estudo, experimentaram todos os licenciados, venderam diversos produtos de vários segmentos para assim analisar quais os produtos tinham uma saída favorável e qual licenciado era parceiro. Ainda com a contribuição da consultoria puderam analisar qual seria o mix da loja e desenvolveram todo o processo de como seria a franquia e os contratos. O primeiro investimento foi feito na compra de um stand para vender a franquia, que já na primeira feira venderam 38 franquias. A falta de experiência no ramo, fez com que alguns erros fossem cometidos e o resultado foi que alguns franqueados fecharam no primeiro ano. “Não soubemos como ajudar nossos franqueados a superarem as dificuldades, como por exemplo, a negociarem os aluguéis, tivemos que comprar todas essas franquias para não termos maiores problemas”, comenta. Hoje há uma melhor organização, todos os franqueados são treinados na Disney, para assim vivenciarem o encantamento desse mundo, e refletirem essa magia em suas lojas. Os clientes têm uma opção de vários produtos diferenciados com uma embalagem exclusiva. Faz dois anos que Danielle tem um contrato com a Disney, sendo o maior contrato de diversificação de produtos, são mais de 70 categorias, entre acessórios de celular, toalhas, se-

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mi-joias e outros. Atualmente poucos produtos estão sendo importados, devido à dificuldade burocrática e prazo de entrega, contudo são cerca de 35% de produtos exclusivos e até o final de 2013 serão 75%. Em julho deste ano, com o intuito de aumentar o capital da empresa e dividir as tarefas, foi vendida metade das empresas para as irmãs Patrícia e Renata Studart. Ambas já têm negócios no ramo infantil, Patrícia cuida dos clubinhos em Fortaleza e Renata da Fantasia em São Paulo. Com isso Danielle conseguiu mais tempo para se dedicar aos três filhos e à família, sem deixar os empreendimentos. Na rede social, Facebook, a Fantasia tem um público de mais de 40 mil usuários. Na página de fãs é contada a história do Walt Disney, dicas de viagens e produtos e sorteios. Para quem deseja abrir seu negócio, Danielle afirma que é preciso ser esforçado e não desistir na primeira dificuldade. “Tem gente que acha que é fácil por você ser o próprio dono, mas se enganam o trabalho é muito. É preciso ter um capital de giro suficiente para se sobressair nos meses de baixa, e o mais importante antes de tudo é preciso fazer uma pesquisa de mercado e estudar todas as possibilidades”, comenta. Essa é a trajetória de uma mulher que trocou a estabilidade de emprego em uma grande empresa para se lançar no mundo dos negócios. Assim, são os empreendedores que batalham para alcançar um objetivo, e quando chegam não param de crescer e buscar novas formas para inovar a todo o momento.


Artigo de Opinião

Investir em pessoaS para garantir um bom negócio Por Marcela de Freitas e Mariana Peixoto

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mundo dos negócios enfrenta mudanças que influenciam tanto a empresa quanto funcionários. Empreendedores persistem cada vez mais para atingir um patamar que os classifiquem como destaque, em uma área profissional cheia de competitividade. A partir deste cenário, uma preocupação surge para garantir a ampliação do empreendimento com sucesso: a qualificação profissional. Da mesma forma que há uma preocupação com equipamentos, infraestrutura, mercado e retenção de gastos é preciso permanecer atento com o investimento no setor pessoal. Portanto, para o empreendedor garantir um es-

paço no mercado, ele precisa entender que funcionários são colaboradores e não consumo financeiro. O profissional, por sua vez, está cada vez mais exigente. Além de um salário motivador, ele busca valorização e reconhecimento do potencial desenvolvido. Desta forma, percebe-se que o maior investimento de uma empresa não é apenas o produto, mas também, os colaboradores internos. Em resposta as mudanças o empreendedor precisa investir em funcionários, valorizar a equipe profissional para alcançar como resultado o lucro, crescimento e o desenvolvimento dentro do mercado.

Dicas para investir em pessoas: ► Promova eventos que reúnam toda a equipe; ► Avalie por treinamentos as atitudes do funcionário diante de situações conflitantes, com o intuito de prepará-lo para atuar no mercado; ► Crie um programa que reconheça, mensalmente, os funcionários com melhor desempenho para incentivá-lo; ► Realize reuniões de feedback entre gerentes e funcionários; ► Organize um canal de comunicação no qual todos possam tirar dúvidas, fazer críticas e também denunciar sem precisar se identificar; ► Proporcione cursos, palestras, treinamentos para qualificar o profissional; ► E gere o entrosamento de todos os funcionários de setores diferentes. Fonte: Você Empreendedor

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Reportagem Especial

“Não posso parar” | 12

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A frase de Iran Alves traduz o espírito visionário e trabalhador que caracteriza bem o empreendedor cearense Por Marcela de Freitas e Mariana Peixoto

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m uma manhã de junho de 1994, uma nova padaria abriu suas portas em Fortaleza: a Panificadora Costa Mendes. Inicialmente pronta para oferecer a clientes o pão de cada manhã e fim de tarde, logo o empreendimento passou a ter um cardápio variado com uma diversidade de sabores que encantam até hoje os olhos e o paladar de todos. Tudo começou quando o então estudante José Iranleide Alves de Lima ainda cursava Engenharia de Alimentos, na Universidade Federal do Ceará (UFC). “Eu estava no terceiro ano da faculdade, no início da cadeira de panificação, quando chegou um rapaz eufórico na aula, já formado e feliz da vida, dizendo que tinha conseguido um emprego e que iria ganhar o valor ‘x’. Esse valor era o

topo para um engenheiro de alimentos. Então eu peguei e disse: ‘Ah é?! Eu vou me formar para ganhar só isso? Quero isso pra mim não!’”, relembra Iran Alves, como é chamado por conhecidos. Naquele momento,o futuro dono da Costa Mendes desistiu da sua carreira, mas não do curso. Decepcionado com as perspectivas da profissão, o estudante ainda assim aproveitou a oportunidade da disciplina de panificação e teve uma ideia que proporcionaria o alcance de objetivos maiores: construir a sua própria padaria. “Contei para a minha família e eles compraram a ideia, mas, naquela época, meu pai tinha um pequeno mercado e faltava dinheiro para me ajudar a montar o novo negócio”, explica Iran, que não desistia fácil.

Driblando os obstáculos Os recursos não existiam e muito menos o conhecimento na área empresarial. Tudo acabou acontecendo por impulso e necessidade. Para driblar os obstáculos, Iran passou a vender os produtos do estabelecimento de seu pai para outros mercadinhos até conseguir o capital de que precisava. A sua rotina era: Estudar, trabalhar e economizar. Essa foi a receita que Iran seguiu durante dois anos. Após esse período, os frutos econômicos dessa iniciativa possibilitaram a compra de uma padaria na Vila Manoel Sátiro e os produtos para fornecer pão. No começo, o agora empresário, contava com apenas oito funcionários, pois se preocupava com os custos trabalhando em um espaço de 150 m². Iran Alves, durante os primeiros três anos de seu negócio, por falta de conhecimento e preparação, enfrentou grandes dificuldades. A empresa funcionava e não dava lucro. O motivo disto? A falta de planejamentoao implantar o negócio.“Se você for montar uma bodega tem que ter plano de negócio”, ressalta. Mas Iran, naquela época, não tinha e foi lidando com as dificuldades da maneira

que podia. Diante de muitas situações pensou em desistir, mas nas conversas com o pai, também seu mentor, renascia a motivação. Os percalços acabaram gerando estímulo e Iran passou a acompanhar melhor os processos da padaria. Naquela época, o empresário buscou em livros, cursos e palestras os conhecimentos necessários para consolidar o negócio e adaptar-se a sua nova condição de empreendedor. “O mercado é muito dinâmico e veloz,é como um rolo compressor. Se você não for qualificado ou se não tiver atento, acaba sendo ultrapassado e deixa de crescer. Sem crescimento, infelizmente, tende a fechar”, resume Iran Alves.

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Lidando com pessoas Com base nos conhecimentos e experiência que ia acumulando, o empresário passou então a ter novos planos e um de seus focos foi melhorar o relacionamento com pessoas sem qualificação para prestar um serviço. Seus funcionários passaram a ganhar mais do que um salário. “Empresário tem que gostar de gente, tem que lidar com pessoas se não ele não vai longe”, acredita Iran, que passou a proporcionar capacitação para o seu time, afinal, emprender é muito mais do que simplesmente abrir um novo negócio ou mudar o foco de atuação de uma empresa que já existe, bem como investir em um produto inédito. Após leituras sobre liderança e empreendedorismo, Iran cuidou da qualificação de sua equipe e possibilitou que as pessoas ao seu redor desenvolvessem novas capacidades. Assim seus profissionais o ajudaram a melhorar o movimento na padaria. Em reuniões com os gerentes, passou a ouvir mais as ideias que todos traziam para fortalecer a empresa e passou a oferecer alguns cursos de aperfeiçoamento e treinamentos em todas as áreas vitais para o segmento em que atua.

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Ampliando o negócio A partir do ano de 2001, a Costa Mendes ganhou novos espaços, serviços e opções de cardápio. O visionário Iran percebeu a possibilidade de crescimento através da diversificação de seus produtos e investiu pesado. Criou opções como café, almoço, janta, kits para festas. Começou assim a atrair clientela nos horários onde tinha menos movimento e ocupar locais que careciam de panificadoras como a sua. Além disso continuou buscando capacitação. “Eu via que o negócio estava crescendo e então eu procurei me qualificar ainda mais”, recupera Iran. Durante três anos, recebeu ensinamentos que até hoje aplica na panificadora para mantê-la viva. Através de uma consultoria, novas portas foram literalmente abertas e os processos administrativos da panificadora passaram a ser melhor trabalhados. “Eu me qualifiquei bastante com cursos tanto em Fortaleza quanto em São Paulo. Depois disso me senti mais preparado para fazer uma boa administração na empresa e foi o momento em que ela alavancou, pois passei a ter uma visão holística empresarial de como administrar de forma organizada, sustentável e adequada ao mercado”, conta com satisfação o empresário. Para atender as exigências do mercado, Iran Alves passou a investir nos chamados “4Ps do Marketing”: produto, preço, praça e promoção. A padaria Costa Mendes passou a ser mais divulgada. O investimento de 0,5% do faturamento em publicidade contribuiu para tornar a marca mais conhecida na cidade. “Não posso parar”, afirma Iran. Hoje a Costa Mendes está consolidada, possui uma equipe de 380 funcionários e três unidades em bairros diferentes de Fortaleza. Graças a garra e coragem de um estudante de engenharia de alimentos que tornou-se empresário, a panificadora foi longe tanto quanto os sonhos de um jovem que não se cansa de aprender e realizar.

Premiações A panificadora Costa Mendes é considerada a melhor padaria do Ceará e foi indicada pela revista Veja como uma das melhores de Fortaleza. “Quando se começa do zero e atinge uma escala boa, tudo gera satisfação” orgulha-se Iran. Mas o momento de maior satisfação, diz ele, foi quando ganhou no ano de 2006 o primeiro certificado como uma das 30 melhores do Brasil.

Chave de Sucesso Com a bagagem de hoje, o dono da padaria, deixa o conselho para futuros empreendedores: “A atividade é muito boa e vale a pena, mas tem que se preparar, planejar, colocar os planos em ação, acompanhar e ter pessoas fortes que possam assumir responsabilidades e executar o plano junto com você”, ensina o empresário.

Presente

Futuro

Mesmo em uma posição firme no mercado, o empresário afirma que ainda há dificuldades a serem dribladas como a falta de capital humano. “Na Costa Mendes, as decisões são tomadas em conjunto, por isso valorizamos a empolgação e opiniões, mas é preciso fazer isto de olho no mercado também”, conclui.

Quanto aos projetos futuros alguns já estão em andamento, entre eles o desejo de expandir a panificadora até chegar ao número de 10 unidades. “Eu digo para Deus: ‘me deixa quieto’, mas Ele não deixa”, ri-se Iran Alves, que sempre almeja novidades. “Quero trabalhar com um supermercado”, pensa o empresário para diversificar seus investimentos.

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Matéria

Com a mão na massa eles descobriram o segredo de uma boa Pizzaria Delivery Agora Juliana Menezes e Rafael Bessa comemoram a conquista de ter sua própria empresa Marcela de Freitas Por Mariana Peixoto receberam consultorias sobre gestão e negócios. Foram dois anos de muito estudo e pesquisas, percorreram Minas Gerais, Brasília e Rio de Janeiro. Em 2009, tudo se concretizou. Compraram um forno italiano a jato, que assa pizzas em dois minutos de maneira rápida e econômica, deixando-a com um sabor de forno à lenha, uma inovação no mercado cearense. Atualmente são 30 sabores, onde o cliente escolhe 8 para ser saboreado em sua festa, juntamente com os refrigerantes que são servidos à vontade. Outro diferencial está na equipe, composta por mulheres que auxiliam no trabalho. “Temos uma relação de recíproca, conhecemos a família de cada uma, ajudamos quando precisam, presenteamos, deixamos em casa depois de cada evento, pagamos hora extra, tudo isso contribuí para um trabalho de qualidade”, explica Janaína.

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ue tal transformar a pizza do domingo em um rodízio em sua própria casa? Foi assim que surgiu a ideia da Pizza à Bessa. O casal Juliana Menezes e Rafael Bessa, teve esse desejo e transformaram uma brincadeira em um empreendimento inovador em Fortaleza. O publicitário e a psicóloga decidiram deixar suas carreiras de lado, e se dedicarem aos negócios. Em 2007, tiveram a ideia e a certeza de que seria algo no ramo da gastronomia. Os pais de Rafael são donos de tradicionais empreendimentos nesse setor, e isso acabou contribuído na hora de decidir o que queriam seguir. E o primeiro desafio surge: não havia nenhum segmento desse e não tinha a quem se espelhar. Consultaram o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), onde

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“Temos uma relação de recíproca, conhecemos a família de cada uma, ajudamos quando precisam, presenteamos, deixamos em casa depois de cada evento, pagamos hora extra, tudo isso contribuí para um trabalho de qualidade” E ao serem indagados se vale a pena ser empreendedor, a resposta do casal é positiva. “É um esforço seu, que é direcionado para você. A vantagem no empreendedor é essa que você mobiliza tudo e recebe o retorno para você, não é somente o chefe que leva o seu nome como


acontece nas empresas. Você é responsável pelos seus atos, pelo sucesso ou fracasso”, comenta Janaína. O local de trabalho e moradia são no mesmo espaço, tornado uma comodidade para o casal trabalharem 16 horas por dia. “Pensamos no nosso conforto e nos preocupamos com a questão ecológica, é menos um carro na rua”, diz Rafael. Oferecem um cardápio especializado em cada evento, levam humoristas, deixam as crianças colocarem a mão na massa, entregam certificados fictício de pizzaio-

lo, fazem brincadeiras e estão sempre inovando a cada festa. Para 2013, os planos são de lançar o Pizza à Bessa para massa e vinhos, com um cardápio de 25 massas com cerca de 30 rótulos de vinhos, juntamente com o fornecedor Parque Recreio. “Isso é como começar uma empresa do zero, é toda uma logística diferente” comenta Rafael. Assim, temos uma inovadora ideia que surge em meio a uma conversa e que hoje está fazendo sucesso e garantindo não só as pizzas, mas também a alegria desse casal.

Sobre o Sebrae Em 1972 foi criado o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), uma instituição sem fins lucrativos que tem o intuito de apoiar empresários, oferecendo vários produtos e serviços que irão ampliar seus conhecimentos. Em todo o Brasil são quase 700 pontos de atendimento presencial, com mais de 5 mil colaboradores que transmitem conhecimento para quem tem ou deseja abrir um negócio. Para os brasileiros que sonham em montar sua própria empresa e não tem nenhum entendimento sobre como começar, são oferecidos consultorias e cursos que darão o ponta pé inicial. “Mas antes de tudo é preciso ter a segurança daquilo que será realizado, é preciso ter uma ideia inicial, o Sebrae irá orientar a fazer o seu plano de negócio, as estratégicas, as parcerias, a saber lidar com fornecedor, concorrentes”, ressalta o articulador do Sebrae Daniel Kaúla. Quem já tem o seu negócio e quer de alguma forma melhorá-lo, a instituição está sempre preparada para impulsioná-lo a crescer cada vez mais, oferecendo soluções para empresas que já estão consolidadas no mercado e não querer parar de evoluir. Há incentivo a cooperação para fortalecer os pequenos negócios e torná-los mais competitivos, formando as cooperativas, centrais de compras e redes, entre outras. Para quem busca a formalização do seu empreendimento existe o incentivo e apoio ao Empreendedor Individual de quem trabalha por conta própria e ganha até R$ 3 mil por mês. Assim, o empreendedor terá seus direitos garantidos, CNPJ, aposentadoria, auxílio doença e muito mais. Suas atuações são nos setores de agronegócio, dando orientação, difusão de informações e consultoria nas áreas de gestão e produção, com foco na competitividade, na sustentabilidade e no desenvolvimento de empreendimento rural; na indústria, com a capacitação e promoção do acesso à tecnologia, à inovação e ao mercado, fortalecendo as cadeias produtivas brasileiras; no comércio, com consultorias e capacitação empresarial em marketing, atendimento aos clientes, técnicas de venda, formação de preços, controles financeiros, gestão de estoque e gestão de pessoas; nos serviços, sendo um dos setores que mais crescem no Brasil atualmente, com maior dinamismo nos segmentos de turismo, cultura, entretenimento, tecnologia da informação e serviços às empresas e às famílias. Fonte: SEBRAE

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Perfil

Lar doce lar

O italiano Marco Boldrini escolheu o Brasil para construir uma nova vida e novos empreendimentos Por Marcela de Freitas

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primeiro passo no desconhecido sempre é difícil e assusta, mas quando se almeja algo, faz parte correr atrás dos sonhos seguindo por um caminho de aventura em um universo cheio de desafios. O italiano Marco Boldrini, hoje com 40 anos, na sua caminhada como empreendedor do ramo imobiliário e de comércio em refeições, enfrentou não somente as dificuldades do mundo dos negócios, mas também, as complexidades de uma terra desconhecida. Ele viajou 9.469 km do Sul da Europa para a América Latina, encarando 12 horas de avião, por que acreditava estar no caminho certo de uma nova vida. Deixou para trás a família e uma rotina de empregado para passar por uma adaptação árdua em terras brasileiras, onde precisou aprender novos costumes, conhecer pessoas e conviver com uma cultura bastante diferente da sua. Portanto, os desafios foram postos e o italiano aceitou enfrentá-los. Quando tomou a decisão de se lançar no desconhecido, o ano era 2005 e Boldrini tinha tudo programado e

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definido, ou seja, contava com um plano de negócios. Tinha uma visão e era o próprio investidor. Não procurou financiadores, não tinha especialistas para orientá-lo e nem sócios para dividir a carga que aceitou levar sozinho. Usou as economias que juntara e lançou a ideia. O propósito era obter lucro com o projeto em que sempre teve interesse e desejo de

atuar, vislumbrando ainda como resultado a satisfação garantida dos futuros clientes. Tendo na bagagem o ensino médio concluído e um histórico de experiências e conhecimentos adquiridos com antigos empregos, Boldrini não exitou em utilizar os exemplos, conhecimentos e ensinamentos de ex-chefes – pessoas experientes


e que, no observar do italiano, possuíam a habilidade de empreender. Espelhou-se neles e planejou um dia obter sucesso tal qual seus mentores. Além dessa moldagem, ele também teve como precursor de seus sonhos o pai, Enrico Boldrini. Descendente de uma família de empreendedores, Marco herdou o sangue empresarial e seguiu os passos do seu genitor, um empresário por natureza. O primeiro grande obstáculo de Boldrini na jornada que optou seguir foi o mesmo de muitos brasileiros que também se imaginam donos do próprio negócio: a burocracia brasileira. Segundo o italiano, “ela é muito dura com os estrangeiros”. O processo para se abrir uma empresa no Brasil pode levar até 119 dias e muitos custos, o que resulta na desistência de muitas pessoas, mas felizmente este não foi o caso de Boldrini, que superou pacientemente a morosidade nos processos avaliativos, as exigências documentais e as questões legais que poderiam ter sido fatores geradores de mais um empreendimento abortado. O otimismo que Marco considera uma característica sua, proporcionou a motivação e persistência necessárias. “Sou o primeiro a acreditar no que faço, não desisto dos objetivos que crio, pois sei que de qualquer maneira vou chegar lá. Essa qualidade faz parte do meu caráter, sou assim, quando decido algo vou até o fim”. Reforça carregando no sotaque forte caraterístico de quem ainda está aprendendo uma nova língua. Marco continuou a insistir no que acreditava e a encarar as dificuldades como um campo de possibilidades a ser aplanado. No Porto das Dunas vislumbrou a oportunidade onde poderia desenvolver seus negócios. No ano em que desembarcou nas terras tupiniquins nasceu a B&B Incorporações, uma imobiliária de casas e lotes. A partir desse momento, uma chama de desejos acendeu por um futuro que proporcionaria o desenvolvimento e a so-

lidez de um projeto que tantos anos sonhara conquistar. Percebeu claramente que apesar das dificuldades superadas e outras ainda por vir, um rápido e suave, mas suficiente, lampejar de esperança o mantinha firme. Passado o período de legalização da empresa, os momentos críticos pós criação caíram como chuva em cima de um solo sedento por água. O fato de ser italiano gerou desconfianças em muitos clientes. Um círculo vicioso fundamentado no preconceito surgiu. A naturalidade mais uma vez passou a ser uma desvantagem e por duros anos o empresário enfrentou momentos críticos: “Tive muita força de vontade para continuar, pois foram muitas as dificuldades”, ressalta.

“... todas as plantas fazem sombra, o importante é fazer diferença e há espaço para todos” O negócio passou a ter forma e precisou prosperar, momento esse em que os amigos de Boldrini o ajudaram a dar continuidade à história. “Quando você tem amigos que confiam em sua ideia, eles se tornam os primeiros clientes”. Ao lembrar disso, ele solta um sorriso de satisfação, pois estes foram finalmente os primeiros passos de sucesso dentro do ramo. Com os investimentos dos amigos e os recursos que tinha, a imobiliária ganhou força e o crescimento veio gradualmente. No tempo certo, as etapas foram sendo concluídas e os desafios ultrapassados. Embora Boldrini nunca esqueça que até conquistar a confiança e estabelecer sociedades, o percurso foi solitário. “Aqui no Brasil as pessoas sempre querem derrubar uns aos outros, mas não sabem que concorrência não existe, pois todas as plantas fazem sombra, o importante é fazer diferença e há espaço

para todos”, filosofa. A ganância de alguns concorrentes dificultou uma etapa necessária de expansão, de modo amargo. “Nesse ramo tem muita gente que quer se aproveitar de outros empresários. As pessoas não são amigáveis e sim competidores invejosos que só querem lhe destruir. Um dos meus erros é ser bom demais e ingênuo, acabo perdendo minha cautela por confiar demais nos outros”. Nesta jornada, foi preciso encontrar pessoas para ajudá-lo a crescer, funcionários e sócios com a mesma visão, “É muito complicado encontrar pessoas com a mesma mentalidade que a sua, que tenha profissionalismo, sejam honestas e de confiança”. As maiores dificuldades de Marco Boldrini foram superadas com a disposição necessária para vencer as limitações e os pontos fracos que poderiam ter influenciado negativamente nas escolhas dos profissionais e parcerias. Com o objetivo de fazer crescer seu negócio optou por seis funcionários e um sócio diferente para cada plano imobiliário. Cada momento complicado que surgiu foi encarado, já que estava diante de uma questão de sobrevivência, e o compromisso mais a responsabilidade foram ferramentas que condicionaram cada nova superação. A vontade de crescer cada vez mais deu abertura para novos campos a serem conquistados. Da imobiliária para o ramo de comércio em refeições foi um pulo. “Percebi a necessidade de oferecer algo mais para meus clientes”, diz Boldrini. Em novembro de 2011, também na localidade do Porto das Dunas, ele construiu o Palhoça Beach, uma iniciativa que agregou diferencial de qualidade para atender os clientes com um sabor especial e hoje tem um conselho para quem planeja começar um novo negócio: “Faça aquilo que você acredita e gosta, que seu trabalho seja uma diversão e não uma obrigação, siga seu instinto e tenha coragem”.

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Entrevista

“O rádio me fez sonhar” Com esta frase o empreendedor no ramo da comunicação, Luzenor de Oliveira resume como conquistou o seu grande sonho Por Marcela de Freitas e Mariana Peixoto

O Jornal Alerta Geral é um espaço para o exercício do jornalismo no rádio, com conteúdo diferente de outras emissoras tradicionais e soma análise política com informações levadas a todo O Estado”

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o ramo empresarial muito se fala sobre casos de superação e para contar a história do Jornal Alerta Geral é preciso conhecer a narrativa do jornalista Francisco Luzenor de Oliveira, natural de Salitre – Interior do Ceará, que superou as limitações de uma época e conquistou um grande sonho. Desde a infância, Luzenor ouvia noticiários no ‘radinho’ de pilha da família e na adolescência – quando morava em Juazeiro do Norte a trabalho, consumia notícias de jornais impressos, que eram utilizados para embrulhar carne. Os veículos de comunicação proporcionaram um ideal: trabalhar em uma rádio. Hoje com 47 anos, o jornalista carrega uma trajetória longa. Antes de tornar-se um empreendedor no ramo da Comunicação, precisou conciliar os estudos com o emprego de vendedor de temperos no Sul do Ceará, para sustentar um desejo e manter a renda da família. Quando jovem as experiências adquiridas em estágios e trabalhos dentro do jornalismo o levou a seguir uma caminho com desafios e dificuldades, mas que contribuíram para construção de um sonho e firmá-lo na vocação que atua. Em entrevista a revista Atitude Empreendedora, Luzenor de Oliveira relembra esses momentos de luta que foram importantes para tornar possível a concretização de um ideal.


Entrevista A.E.: Por que você escolheu o ramo jornalístico? Sempre gostei de ouvir rádio e ler jornais impressos. O rádio me fez sonhar e em 1986 ingressei no Curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC). No ano de 2007, fui convidado por um vizinho - professor Vicente Martins, para ser estagiário de jornalismo na área policial no Jornal O Estado. O caminho do jornalismo estava se desenhando. Quando era universitário, que experiências profissionais você teve? Passei pelo Jornal O Estado, saí pensando que estava preparado, fiquei três meses na Tribuna do Ceará, voltei para O Estado, onde fui designado para cobrir o Aeroporto Pinto Martins - uma das melhores escolas do jornalismo. Lá conheci jornalistas experientes e com os quais aprendi muito. Ouvindo e buscando aprender com cada um deles. Quando chegava ao aeroporto - antigo terminal, às 4:30 horas, o sol ainda estava distante. O horário era exigência minha para pegar as primeiras entrevistas com autoridades da área política, que estavam embarcando para Brasília, ou com dirigentes de órgãos públicos, entidades empresariais, gente do mundo artístico, do futebol, de polícia. Depois ingressei no Jornal Diário do Nordeste, O POVO, Coordenadoria de Comunicação Social da Assembleia Legislativa e, em seguida no ramo de assessoria de imprensa, de onde sai para o desafio de montar uma rádio. Quais foram as dificuldades do início? As dificuldades foram muitas, mas pela origem não poderia me dar o luxo de estar navegando em águas turvas, na incerteza do que queria. Precisava me definir, concluir o curso de Comunicação Social e assumir a minha profissão. A conclusão do curso - depois de anos e anos, e com ameaça de jubilamento, me proporcionou mais condições para trabalhar e dizer: essa é a minha profissão, e então dela cuidarei bem.

Em algum momento pensou em desistir? Pensei. Estava desencantado com a cobertura na área política e pensei em buscar outros rumos profissionais. Cheguei a expor esse sentimento ao editor de onde estava trabalhando - o jornalista Edison Silva, que continua como editor de Política do Diário do Nordeste. Ele me ouviu atentamente, deu conselhos, elogiou o meu esforço e a minha dedicação, e, entre tantas palavras, disse que se eu saísse estaria jogando fora a profissão que abracei e para qual tinha vocação. Venci as dificuldades e passei a gostar ainda mais do jornalismo.

"O jornal Alerta Geral é transmitido de segunda à sábado das 7h às 8h da manhã pela FM Canãa 104,3 em Fortaleza e mais 20 emissoras no interior do Estado do Ceará" Qual a melhor maneira de lidar com os imprevistos? Cada um ao seu estilo, ao seu modo. Quanto mais jovem, mais ansiedade tem e quanto mais experiente mais cautela para administrar os contratempos. Antes de qualquer decisão, é preciso respirar, refletir e pensar. Pensar e imaginar que a vida não se acaba naquele momento que você está enfrentando a dificuldade. Ao respirar, é preciso olhar para frente e dizer: a caminhada é longa. Vou reduzir os passos para saber qual o melhor caminho. É importante ouvir, ouvir e ouvir, pois aprendemos ouvindo. Quem tem paciência para ouvir, tem

tudo para ser um bom profissional. Há um ensinamento e uma virtude que Deus nos concedeu: Ele nos contemplou com dois ouvidos e uma boca. Então, ouvir muito e falar pouco. Lidar com as adversidades no começo da carreira nos proporciona uma experiência mais precoce e nos permite a convivência mais harmoniosa com a gente mesmo e com as pessoas que nos cercam. Qual o papel da sua família no seu percurso? A família sempre foi e sempre será suporte para os momentos de desafios. E nessa trajetória não foi diferente: fosse com uma palavra de estímulo por pais, irmãos, familiares mais próximos, o apoio surgia. Fosse com o apoio da esposa, que muitas vezes fazia, faz, uma ponderação sobre determinadas situações que nos fazem repensar diante de impasses, dúvidas e de outros desafios. A família tem um peso determinante nessas horas de desafios, de abertura de caminhos e conquistas, alegrias ou tristezas. Como lidar com a concorrência? Com o sentimento e a convicção de construir o melhor. Ou seja, quero fazer o melhor e colocar o produto (jornalismo, programação de rádio, impressos, etc) como alternativa ao mercado anunciante. Dedico-me ao que faço e não fico preocupado ou angustiado com o que os outros estão fazendo. Faça dentro da ética, da responsabilidade, e você tem o seu espaço. Quais os conselhos você deixa para quem pensa em se tornar um empreendedor dentro do jornalismo? Aprender o que for possível a cada dia, construindo relações e sempre atualizado com o que acontece na área, no seu mundo e no mundo. Tendo coragem, perseverança, responsabilidade e paciência. Não alimentar rancor, ódio, sentimento de inveja, mas sim ter humildade. Falar menos, escutar mais e ler, ler e ler.

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Artigo de Opinião

Empreendedorismo em Jornalismo pode começar pela prática de Freelancer Por Marcela de Freitas

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ncontramo-nos em tempos que o mercado de trabalho está exigente e manter-se nele requer mais qualificação do que outrora. Aqueles que não estão preparados para assumir responsabilidades, de certo encontrarão dificuldades. E no ramo jornalístico não é diferente. Nesta área são exigidos muitos conhecimentos e um bom grau de especialidade do profissional. Um exemplo é o fotojornalista que já não trabalha só com a fotografia, mas também sugerindo pautas e escrevendo matérias. O mercado freelancer ou no velho e bom português, “frila”, tem sido um meio onde vários jornalistas tem investido para conseguir trabalhar na área. Uma tendência que começou com profissionais desempregados ou que precisavam de um dinheiro extra no final do mês, mas que ganhou espaço e hoje é exercida por profissionais autônomos, que oferecem seus serviços para diferentes empresas. Dentro do jornalismo podemos perceber que ser um frila pode abrir um novo horizonte, como começar seu próprio empreendimento. Casar o que se faz bem com o que se gosta de fazer e se sabe fazer, pode gerar uma boa fonte de renda além de um negócio capaz até de absorver ou-

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tros profissionais. Se a falta de emprego é um problema para quem quer atuar mas não encontra um bom lugar, ser frila possibilita ao jornalista novos horizontes, bons contatos e até uma certa liberdade financeira – tão sonhada por tantos. Vale ressaltar que para ser freelancer é preciso um grau de aptidão

"Ter compromisso, responsabilidade e planejamento são competências essenciais, além das três palavrinhas básicas para quem quer chegar ao topo: trabalho, trabalho e trabalho!" maior do que para ser um empregado de carteira assinada. Primeiro por que é necessário manter o foco no que se quer. Só por que alguém é frila, não significa estar no mercado obtendo sucesso. O jornalista tem que construir uma imagem, conquistar respaldo, confiança e espaço. Coisas que não caem do céu ou se encontra seguindo o ‘achismo’. Ter

compromisso, responsabilidade e planejamento são competências essenciais, além das três palavrinhas básicas para quem quer chegar ao topo: trabalho, trabalho e trabalho! Tais elementos são importantes e indispensáveis para quem começa o próprio negócio como frila. Os riscos também existirão como em qualquer negócio próprio, mas a persistência poderá garantir resultados incríveis. Vejo o jornalista frila como uma entrada para o sucesso no mercado de trabalho. Os pontos positivos são convidativos, entre eles cito alguns: não se prender a uma empresa apenas; ser o próprio chefe; não ter carga horária limite; ter a própria meta de quanto ganhar, podendo sempre aumentar mediante mais trabalho; fazer o que gosta; poder crescer e se tornar um empreendedor no que faz. Uma oportunidade e tanto para quem busca começar um pequeno negócio, ou por que não dizer um “grande” negócio? As oportunidades são infinitas, mas antes de sair por aí se autodenominando frila, é necessário saber se a pessoa consegue adaptar-se ao estilo, pois com tantas opções de melhoria profissional há os riscos que comprometem a qualidade do trabalho e a carreira daqueles que não conseguem acompanhar as exigências do universo freelancer.


@thijoey


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