NOVO BAIRRO DE MORADIA
JARDIM DA FELICIDADE
Autor: Luiza Yuri Oi Miura Orientador: Professor Dr. Clรกudio Manetti Banca examinadora: Prof. Me. Leandro Rodolfo Schenck Prof. Dra. Luciana Bongiovanni Martins Schenck Prof. Me. Isabela Sollero Lemos
NOVO BAIRRO DE MORADIA - JARDIM DA FELICIDADE Trabalho Final de Graduação 2020
Pontifícia Universidade Católica de Campinas Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
Campinas - SP
Dedico este trabalho ao meu pai Roberto e à minha mãe Aiko, que fizeram disso tudo possível e que além de me incentivar nos momentos bons, nunca deixaram de me apoiar nos momentos mais difíceis. À toda minha família, ao meu companheiro Daniel que sempre esteve ao meu lado sendo meu porto seguro e às minhas primas que sempre reconheceram meu potencial e me davam forças para continuar seguindo em frente , até mesmo em um ano atípico como 2020.
Agradecimentos:
Agradeço à todas as pessoas que estiveram ao meu lado desde o início, aos professores e aos amigos que fiz e que estiveram comigo ao longo dessa jornada tão envolvente pela Arquitetura. Em especial, à Profª. Dra. Mônica Manso e ao Prof. Doutorando José Luiz Roge Grieco pelas conversas e reflexões ao longo do processo de avaliação. Aos membros da banca examinadora, Prof. Me. Leandro Rodolfo Schenk, Profª. Dra. Luciana Bongiovanni Martins Schenk e Profª. Me. Isabela Sollero Lemos, por fazerem parte desse momento tão especial. Aos meus colegas de grupo, Carolina, Gabriel, Gabrielle, Danielle, Isabela, Thaís e Victor Hugo por todas as conversas e colaboração. Aos meus amigos do curso, principalmente Camila, Gabrielle, Marcella, Michelle, Nicole, Gabriel e Guilherme por todos os momentos que passamos juntos, pelas risadas e abraços de conforto. Mas especialmente, gostaria de agradecer ao meu Professor Orientador Cláudio Manetti, que me ajudou a enxergar tudo com outros olhos, acreditou em meu potencial e me encorajou a continuar evoluindo a cada dia de um jeito apaixonante, em meio à pandemia. Apesar de 5 anos terem passado tão rápido, as amizades que fiz dentro dessa instituição parecem ser de décadas e sou muito grata às pessoas que conheci durante esse caminho e também aos ambientes da universidade que trazem lembranças tão boas, que nunca deixarão de existir. Obrigada.
Resumo:
Este trabalho aborda o estudo e desenvolvimento de uma proposta para um novo bairro de habitação pensado para a realocação das famílias que vivem em condições precárias e em área de risco geomorfológico na favela do Jardim Ibirapuera, no bairro Jardim São Luís. O projeto busca o enfrentamento das barreiras tanto físicas como socioeconômicas geradas pelo território, de modo a diminuir o contraste, criando uma maior integração e melhor qualidade de vida.
SUMÁRIO I. Introdução
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II. Leitura territorial
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2.1 Justificativa de Escolha
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2.2 Inserção Urbana
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2.3 Mapa Índice
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Leitura da área
III. Processo de desenvolvimento 20 24
3.1
Habitação em Edifício Lâmina
3.2
Habitação em blocos segmentados 26
IV. O projeto
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4.1 Implantação
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4.2 Plantas e Cortes
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4.3 Blocos I e II
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4.4 Perspectivas
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V. Conclusão
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VI. Referências bibliográficas
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I. Introdução:
O novo bairro de moradia Jardim da Felicidade, se desenvolveu através do Plano Urbano Estratégico Jardim São Luís, onde foi proposta a organização do bairro Jardim São Luís, localizado na zona sul da cidade de São Paulo, próximo às grandes represas Guarapiranga e Billings. A partir dele, pôde ser compreendido o território como uma área de grandes contrastes socioeconômicos, cujos locais onde há maior densidade habitacional coincidem com as áreas de maior carência, sendo elas favelas e assentamentos precários. Logo, o plano propõe o enfrentamento das barreiras existentes no território, sendo elas visíveis ou não, priorizando as vulnerabilidades e fortalecendo suas potencialidades, a fim de criar maior integração com a cidade e dar unidade ao próprio bairro. Isto posto, o bairro de moradia é um dos projetos que procura quebrar as barreiras físicas e socioeconômicas a partir da compreensão das relações entre as pessoas e o local onde vivem, apresentando o seu desenvolvimento desde a justificativa de escolha, o processo criativo ao seu desenho final. 9
II. Leitura Territorial
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Jardim Ibirapuera
Erudina Pinhal
2.1 Justificativa de escolha Com a leitura territorial e o estudo aprofundado do bairro Jardim São Luís, foi possível identificar a existência de uma vasta área de ZEIS, uma grande concentração de ocupações irregulares e três principais favelas, cujas implantações coincidem com as duas grandes áreas de risco geomorfológico. Além disso, analisando a estrutura físico - ambiental dessa porção territorial, pode ser notado que as áreas de favela apresentam relação com as áreas de drenagem e possuem a topografia bem acentuada. Entendendo que as áreas apontadas
como sendo de risco, não permitem nenhum tipo de construção, os domicílios que se encaixam nesse perfil devem ser removidos. Logo, a proposta do novo bairro de moradia surge com a intenção de realocar as famílias que estavam nessas condições, buscando criar um lar e uma melhor qualidade de vida. A favela escolhida para a intervenção, foi a Favela Jardim Ibirapuera, onde são estimados 7.800 habitantes, divididos em 1.498 domicílios, sendo que aproximadamente 600 unidades estão em áreas de risco.
Legenda: Recorte de estudo Hidrografia Topografia Ocupações irregulares ZEIs Área de favela Área de risco
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2.2 Inserção Urbana O novo bairro de moradia, então, se encontra no novo eixo proposto no Plano Urbano, a Av. Jardim da Felicidade, tanto por sua proximidade com a área de remoção, quanto pelos novos equipamentos que serão implantados junto à via e seu novo sistema de transporte público. Assim, reconhecendo os equipamentos existentes na região, foi possível identificar que há uma carência em algumas categorias a partir de um certo raio de abrangência, portanto, foram propostos novos equipamentos que atendessem, qualificassem e integrassem os temas de saúde, educação, cultura e assistência social.
Isto posto, o projeto busca o enfrentamento da grande barreira topográfica, ocupando toda a encosta junto ao Centro de Educação Infantil, ao Centro comunitário, à UPA e ao pátio de manobras do metrô, estudando a implantação mais adequada para um terreno tão íngreme.
Legenda: Recorte de estudo Hidrografia Topografia Urbanização de favela Área de remoção Área para projeto de habitação Área de drenagem
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Av. Ja
rdim
da
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Felici dade
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5 Conjunto Esportivo e de Lazer
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2.3 Mapa índice
1 - Centro Marias do Jardim 2 - Estação Intermodal Santo Amaro 3 - UPA Jardim São Luís 4 - Esplanada Jardim da Felicidade 5 - Centro Educacional Infantil Jardim da Felicidade 6 - Novo Bairro de Moradia - Jardim da Felicidade 7 - Centro de Apoio Dengo 8 - Biblioteca Jardim São Luís
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Acolhimento Social à Mulher
UPA
Centro Comunitário
Centro Educacional Infantil
Novo Bairro de Conjunto Esportivo e de
Habitação
Lazer Legenda: Linhas de alta tensão Topografia Linha do metrô Principais eixos viários Via interna
Urbanização de favela Pátio de Manobras do Metrô Maciços arbóreos Estudo dos acessos peatonais
2.4 Leitura da área Através de uma leitura mais aproximada do setor, podemos encontrar os eixos viários mais fortes, a Av. Jardim da Felicidade, que traz consigo os novos equipamentos e a Rua José Joaquim Esteves que se conecta com o interior do bairro. Por se tratar de um projeto em toda a extensão da encosta e por haver chegada dos habitantes através dos projetos ao longo da via, foram estudados os principais acessos peatonais ao terreno a partir do novo conjunto esportivo e de lazer e dos equipamentos vizinhos. Além dos eixos viários de maior fluxo, na
parte mais sul da Av. Jardim da Felicidade há uma divisão que leva a uma via não pavimentada que cruza todo o terreno, o qual se converte em uma via interna do bairro para melhor fluxo dos moradores. E analisando a topografia da área, podemos perceber que a partir da via até o nível do pátio de manobras do metrô há mais de 30 metros de desnível, o que nos proporciona uma formosa vista da cidade, do Rio Pinheiros e até das represas. Assim, preservar essa paisagem foi um dos principais partidos de todos os projetos ao longo da encosta.
III. Processo de Desenvolvimento
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SETOR III
SETOR II
SETOR I
Tendo em vista que os habitantes do novo bairro proposto viviam em condições precárias, de difícil acesso e sem a infraestrutura necessária, o partido procura entender o modo como as pessoas habitam a área e trazer para dentro do terreno, mas de maneira a atender as necessidades e melhorar a qualidade de vida. Por se tratar de uma área de trabalho muito extensa, o plano geral do projeto foi dividido em três grandes setores, onde a partir do desenvolvimento do setor I, é definido o partido de todo o conjunto. Assim, com a intenção de alocar nesse recorte aproximadamente 300 unidades, com o enfrentamento da topografia e o entendimento dos fluxos e acessos ao terreno, foram feitos vários estudos e desenhos em resposta às perguntas que surgiram ao longo desse processo, sendo ele dividido em duas fases: -Habitação em edifício lâmina -Habitação em blocos segmentados
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A
A
24
3.1 Habitação em edifício lâmina Após a compreensão dos acessos, foi feita a leitura do local com a sua topografia e incidência solar para entender como implantar as habitações criando consigo áreas de lazer e convivência para uso tanto público como privado. Além do conjunto habitacional, também foi pensada sua articulação com a área de maior contato com o fluxo de chegada das pessoas ao projeto, recebendo-os com uma extensão da calçada, áreas de permanência com comércios e serviços. Assim, como primeiro rascunho, surgiu
uma extensa lâmina de habitação, acompanhando o sentido das curvas, esta complementada com um bloco de comércios e serviços e áreas livres. Após revisão deste primeiro esboço, foi possível perceber que apesar da solução da topografia com o escalonamento ser apropriada, poderiam ser estudados outros métodos para uma melhor integração com o existente e com espaços de convívio e lazer mais generosos.
Av. Jardim da Felicidade Jardim Ibirapuera
Via interna Linha de alta tensão
Pátio de manobras
A
A
26 30
15
0
3.2 Habitação em blocos segmentados Buscando então explorar as possibilidades de assentamento em um terreno tão íngreme, os próximos desenhos foram fragmentando a lâmina em blocos menores sempre trabalhando junto à topografia. Desse modo, com o estudo de cortes e plantas simultaneamente, foram criados patamares de transição entre os edifícios, surgindo a ideia dos grandes quintais compartilhados e a implantação como um bairro habitacional.
Apesar de ser uma resposta mais adequada para as questões em relação ao terreno e ao fluxo, com os blocos muito segmentados, não é possível atender à demanda de aproximadamente 300 domicílios dentro do recorte sem verticalizar, o que não corresponde ao tema de habitação social ou de valorização da vista.
CORTE AA 30
15
0
27
28
Assim, após diversos ensaios, o projeto foi tomando forma quando surgiu a intenção de organizar as informações, cuja solução foi criar blocos maiores, possuindo duas faces de apartamentos com corredor de acesso central e as circulações verticais nas laterais e aumentando o recuo de extensão da calçada com comércios e serviços. Através dessa implantação, nota-se a presença de um grande eixo de acesso aos patamares, vencendo o escalonamento com a distribuição de escadarias em locais estratégicos.
Com a disposição dos blocos seguindo as dimensões necessárias para uma boa incidência solar e ventilação, e mantendo a ideia dos quintais compartilhados, formaram-se pátios maiores nas cotas intermediárias e algumas praças escalonadas para proveito dos moradores. Com a implatação bem resolvida, apareceram dúvidas sobre a resolução das circulações verticais e seus acessos às habitações, e também em relação aos grandes muros de arrimo formados entre as transições dos patamares.
A A
30
Aproximando o projeto para melhor compreensão, como solução para ambos os problemas encontrados no desenho anterior, a proposta foi distanciar as fileiras de apartamentos, criando um espaço para o muro de arrimo poder ocorrer em duas partes e não ser uma única estrutura. O que também possibilita a abertura de janelas para essa parte interna, gerando uma melhor ventilação e iluminação para as habitações.
CORTE AA
Porém, para o desenvolvimento correto do talude, a àrea interna dos blocos teria que ser mais ampla para adequar sua inclinação no terreno. Com isso, continuaram-se os estudos para a resolução da topografia, entendendo que se reolvendo essa questão, o restante seriam apenas ajustes.
IV. O Projeto
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SETOR I
SETOR II
S
4.1 Implantação Mantendo a setorização da área de trabalho e compreendendo os outros equipamentos presentes junto à encosta, entende se que : Setor I: Possui contato direto com a via e é o mais próximo à area de remoção, transformada no Conjunto Esportivo e de Lazer. Setor II: Setor intermediário, tendo acesso pelo Centro Comunitário e pela via interna que cruza toda a encosta. Setor III: Mais próximo à UPA, onde conecta novamente com a Av. Jardim da Felicidade. O terreno completo possui em sua extensão 21.310m², onde será desenvolvido o setor I com 14.185m².
SETOR III
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2 2 1
3
4
5
6
Com a implantação mais aproximada do setor é possível entender os cheios e vazios, as coberturas com as caixas d’água e as áreas impermeáveis e verdes. Além disso, alguns dos principais elementos que definem o projeto são: 1 Um eixo principal de escadas para acesso às habitações, que possuem pequenas rampas laterais para uso de transporte de bicicletas, malas... 2 Área em contato com a rua e com o centro educacional onde a intenção é criar uma extensão da calçada com comércios e permanência. 3 Áreas internas aos blocos onde ficam concentradas as circulações verticais, que auxiliam também na contenção dos muros de arrimo, e cria uma área aberta entre eles para melhor incidência solar e ventilação. 4 Grandes pátios entre os blocos como se fossem amplos quintais para os moradores, com lazer, permanência e arborização.
5
5 Extensas conexões através de passarelas que ligam os blocos na cota 782. 6 Rua interna na cota mais baixa, 761, que futuramente ligariam os 3 setores da encosta. Para melhor compreensão do projeto, foram escolhidas três plantas principais: a da cota mais alta, uma intermediária e a cota mais baixa. 37
A
A
A
Planta 791 e Corte AA Com a planta do nível mais alto, a cota 791, podemos ver o momento em que se tem a entrada direto da calçada, as salas comerciais e a organizaçãos dos apartamentos. As salas comerciais possuem 84m² com um mezanino pensado para armazenamento de estoque e um sanitário. Os apartamentos nesses blocos, possuem 63m², com variação de número de quartos e a existência de varanda. Sua concepção foi feita pensando em resolver a questão hidráulica, de modo a concentrá-la em um eixo seguido por todos os pavimentos, gerando uma torre hidráulica que se sobressai do alinhamento. Com isso, foi possível criar um respiro entre os apartamentos com vazios que chegam até o último pavimento.
No corte AA, é possível compreender melhor as torres hidráulicas e o modo como foi resolvida a topografia, vencendo os desníveis com esse escalonamento em que as escadas ajudam em sua contenção e cria esse espaço aberto entre os blocos. Podemos entender melhor os níveis em que ocorrem as grandes praças, a primeira na cota 779 e a segunda na 770, também onde passa a via interna na cota 761 e o seu distanciamento com a linha de alta tensão.
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B A
C
C
B
C
Planta 782 e Corte BB Nesta planta intermediária, é possível ver como funciona a passarela, criando uma conexão para as pessoas que chegam da rua, até o último bloco, onde foi implantado um elevador para melhor fluxo e acessibilidade aos apartamentos. Nesta cota também vemos a organização do bloco mais a sul, este sendo um conjunto de apartamentos com quartos e área social mais generosos, com área total de 65m². Suas áreas molhadas foram concentradas junto aos
vazios criados entre as habitações, de modo que possam ter aberturas voltadas para essa área, ajudando na ventilação e iluminação natural dos cômodos. No corte BB, mostra a circulação vertical do bloco a sul, onde entre cada lance de escadas, há um patamar de acesso aos corredores e ao elevador no final do mesmo. Além disso, podemos entender o escalonamento dos apartamentos, os vazios e seu alinhamento com as caixas d’água.
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C
C
B
C
Planta 761 e Corte CC Na cota mais baixa, é onde podemos ver como são organizados os apartamentos térreos. Como eles possuem este “quintal” criado pelo escalonamento do terreno, a ideia foi ampliar e sobressair até o início do corredor com as caixas das áreas molhadas e voltar as aberturas para as laterais para dar privacidade às habitações e deixar mais à vontade quem estiver utilizando deste espaço. Nota-se que o bloco mais a sul possui a mesma tipologia dos blocos alinhados com as passarelas e também possui um elevador para uso dos moradores.
No corte CC, como é passado na via nesta cota mais baixa, é possível ter uma visão do conjunto completo e sua relação com o Centro de Educação infantil. Podemos ver claramente o eixo principal das escadas, o escalonamento dos edifícios à esquerda e a fachada dos mesmos.
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BLOCO II
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BLOCO I
Bloco I Aproximando a escala, fica claro como ocorrem os vazios entre os apartamentos, os acessos através das escadas na parte interna dos blocos, identificando também o patamar intermediário na cota 785, com chegada direto da via e o nível mais baixo onde tem o primeiro grande pátio, na cota 779. O conceito das habitações foi pensado para que o próprio morador pudesse escolher como se apropriar do local. Além das áreas molhadas, foram propostas algumas paredes em locais estratégicos, deixando o espaço aberto para intervenções futuras.
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Bloco I - Cortes O corte AA passa longitudinalmente no interior dos blocos, o que mostra a parte posterior aos comércios e onde estão as escadas com seus patamares de acesso aos apartamentos. Nota-se também o modo como foi resolvido o talude de desnível entre os blocos de habitação e o Centro de Educação Infantil. No corte BB, podemos ver mais de perto como funciona a torre hidráulica mencionada anteriormente e os muros de arrimo com o patamar intermediário da cota 785. Neste desenho é possível ver também o nível em que passa a passarela e a relação da praça com os dois grandes blocos.
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Bloco II Com a planta do bloco II na cota 776, podemos ver o primeiro pavimento do bloco menor, como funcionam seus vazios e a implantação do elevador. Também é possível ver com maior clareza como funcionam os apartamentos maiores e suas aberturas para os grandes vazios internos. Além disso, podemos entender suas relações com a via interna, os eixos de escadas com ligação aos corredores de acesso aos apartamentos e como foram criadas as praças escalonadas com bancos, arquibancadas e mesas para uso dos moradores.
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Bloco II - Corte No corte dos blocos, podemos ver onde estão localizadas as caixas d’água, os vazios internos e o eixo de escada juntamente com o escalonamento desses pátios. Além disso, conseguimos entender a relação com os outros blocos e a diferença de gabarito entre eles sempre prezando pela valorização da vista no local.
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Para melhor visualização do projeto, foram geradas algumas perspectivas: Área em contato com a Av. Jardim da Felicidade, onde se dão os comércios e serviços.
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Vista de todo o conjunto a partir da cota mais baixa. 57
Área interna dos blocos onde se concentram as circulações verticais e os corredores de acesso às habitações.
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Pรกtio da cota 779, entre os grandes blocos. 61
Vista do bloco II a partir da via interna.
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ÁREA TOTAL 14.185 m² ÁREA LIVRE 7.540 m² ÁREA CONSTRUÍDA 23.350 m² CA 1,656 TO 46% UNIDADES COMERCIAIS 11 UNIDADES HABITACIONAIS 286 UNIDADES ACESSÍVEIS 225 dentre as 286 unidades
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V. Conclusão:
Através da concepção deste trabalho, juntamente com a elaboração do Plano Urbano Estratégico, foi possível entender a importância de um bom projeto habitacional e o papel que ele desempenha na cidade. Após diversos estudos e desenhos, o Bairro de Habitação Jardim da Felicidade, além de criar um novo lar para as famílias, também foi capaz de gerar um novo conceito de bairro dentro daquela região, quebrando barreiras sociais e topográficas, integrando e dando uma melhor qualidade de vida aos seus moradores. Apesar de ainda ter muito a ser desenvolvido, foi um projeto executado com muito esforço e dedicação, e que mesmo apresentando muitas dificuldades ao longo do caminho, também trouxe muitos ensinamentos e crescimento pessoal, durante esse momento nada convencional pelo qual estamos passando.
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Chegando ao fim desta jornada de 5 anos, olho para trás e vejo o quanto mudei, evoluí, amadureci e por quantos momentos passei dentro desta instituição. Posso ver também o quanto aprendi com meus erros e entendi que é necessário batalhar para chegar ao resultado esperado, mesmo que seja difícil. Aprendi muito além do que eu esperava quando cheguei, sobre o curso, mas acida de tudo, sobre a vida. E hoje termino este ciclo sabendo a minha função como Arquiteta e Urbanista. 67
VI. Referências Bibliográficas
PREFEITURA DE SÃO PAULO. Geo-sampa. Disponível em: <http://geosampa.prefeitura.sp.gov.br/PaginasPublicas/_SBC. aspx> ARCHDAILY. Collective Housing Atlas. Disponível em: https:// www.archdaily.com.br/br/788509/collective-housing-atlas-um-banco-de-dados-sobre-habitacoes-coletivas HABITASAMPA. HabitaSampa mapa. Dispnível em: https:// mapa.habitasampa.inf.br/ Todas as imagens são de autoria própria, ou da equipe de trabalho do “Plano Urbanístico Estratégico Jardim São Luís”. 68