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Biblioteca Jardim São Luís

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Equipamento Cultural Biblioteca Jardim São Luís

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OrienTtanda: Danielle Furlan Orientador: Prof. Dr. Claudio Manetti Banca Examinadora: Prof. Me Isabela Sollero Lemos Prof. Me. Leandro Rodolfo Schenk Prof. Dr. Luciana Bongiovanni Martins Schenk 2


Pontifícia Universidade Católica de Campinas Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Centro de exatas e Tecnologias Faculdade de Arquitetura e Urbanismo

Projeto: Biblioteca Jardim São Luis

Trabalho Final de Graduação Dezembro 2020

Plano Urbano Estratégico Jardim São Luís

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Agradecimentos Agradeço primeiramente ao meu orientador Claudio Manetti pelos debates, conversas e reflexões trazidas das ao longo de todo curso, contribuindo para o meu crescimento. Aos meus pais, Antonio Marcos e Rosemeire que sempre estiveram presente e me apoiaram para que eu pudesse chegar até aqui. As minhas irmãs Tatiane e Renata, pelo carinho e apoio durante esse tempo. Aos integrantes dessa equipe de TFG, Carolina Crocco, Gabriel Beneduci, Gabrielle Marconi, Isabela Mayer, Thais Brochado, Victor Hugo Costa, Luiza Yuri Oi que fizeram com que esse trabalho se tornasse ainda mais especial e singular. Aos professores Monica Manso Moreno e José Luiz Rogê Ferreira Grieco, que estiveram sempre presente na avaliação de cada etapa do projeto, trazendo questiomentos importantes para a evolução do trabalho À professora Nadia Cazarim da Silva Forti, por me auxiliar na parte estrutural do edíficio

A todos os meus amigos e colegas de profissão que ao longo de todo curso contribuiram para que tudo caminhasse da mehor maneira possível contribuindo e agregando valor na vida pessoal, acadêmica e profissional. Os membros da banca examinadora, Isabela Sollero Lemos Leandro Rodolfo Schenk,Luciana Bongiovanni Martins Schenk, por estarem presente nestemomento tão especial À Puc - Campinas, e ao corpo docente da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, contribuindo com meu crescimento durante esses 5 anos na faculdade.

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Resumo Este memorial tem a intenção de dar continuidade ao Plano Urbanístico Jardim São Luís, porém em uma análise mais focada no desenvolvimento do projeto “Biblioteca Jardim São Luís”, localizado no Jardim São Luís, na zona Sul do Município de São Paulo, especificamento no 2 do Plano Urbanístico. A partir dos levantamentos realizados em equipe, conclui-se que havia grande falta de equimentos públicos relacionados a cultura e lazer, havendo a necessidade de um equipamento público, de qualidade, no caso, envolvendo uma biblioteca, auditório e espaço para cursos técnicos. O projeto foi pensado e estruturado a partir de pesquisas sobre o tema, além da compreenção social e fisica da região, compreendendo toda sua topografia e as relações estabelecidadas ali, transformando aquele espaço que antes era uma grande barreira murada, em um local de encontro, além de distribuir todo o fluxo pelo bairro.

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SUMÁRIO

1. Introdução

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II

I

AB

Inserção Urbana 1.1 - CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROJETO DE ACORDO COM O PLANO URBANO 15 ESTRATÉGICO 1.2 - ÁREA DE ESTUDO

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2.1 -

1.2 -


III

Biblioteca

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O Projeto

Considerações Finais

- CONCEITO BIBLIOTECA

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3.1 - O CONCEITO 36

- REFERÊNCIAS PROJETUAIS

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3.2 - A PRAÇA

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3.3 - DESENHOS

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1. Introdução Como desevolvimento do plano urbano estratégico, a partir das relações urbanas, o projeto “Biblioteca jardim São Luís” está inserido na região Sul de São Paulo, no jardim Sao Luís, localizado no Setor II, englobando outros equipamentos propostos de assistência social, habitação e espaços livres e de lazer O projeto aparece com a leitura do território e as análises em relação ao seu contexto, observando a carência de equipamentos culturais, visto que os equipamentos próximos ao local são em sua grande maioria de acesso privado. O trabalho é desenvolvido em três etapas, sendo a primeira etapa, a fase de análise e melhor entendimento do território onde o projeto estará inserido, junto a realizações de pesquisas referente ao tema que esta sendo analisado. A segunda etapa mostra a importânica e significado que o equipamente tem para o território, com algumas referências projetuais buscadas durante esse processo de análise. E por fim, os desenhos e detalhes que todos esses estudos refletiram, que foi o desenho, articulado aos espaços, dando mais qualidade a esse território.

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Capítulo I INSERÇÃO URBANA

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1.1 - CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROJETO DE ACORDO COM O PLANO URBANO ESTRATÉGICO O Plano Urbanístico no qual o projeto está inserido, traz uma discussão aprofundada sobre os diferentes tipos de barreiras e seus impactos nos mais diversos contextos urbanos. A temática para definição do local para o plano estratégico foi definido a partir de alguns critérios, destacando o principal interesse, que são as zonas de contato, resultantes das fronteiras criadas pelo desenho urbano. Demarcando assim o território de três formas, a linear; a nuclear; e fragmentada. Explicando brevemente o plano, tudo se inicia na Região Metropolitana de São Paulo, que foi escolh ida por toda complexidade e importancia e também devdo às grandes pressões urbanas das zonas de contato resultante dos limites e barreiras do tecido urbano.

Tomando por base a temática para a escolha da área, sendo elas, a complexidade, vulnerabilidade social, conflitos urbanos, entre outros, definidos melhor a partir do plano urbanístico, e com isso foram analisadas diferentes regiões sendo elas Carapicuíba, Cumbica Itaquera, Ceagesp, Paraisópolis, e a região de estudo, Socorro pelo fato de estarem dentro dos critérios propostos no Plano. Além disso, pode-se observar a grande importância em relação a sua estrutura viária, que convergem para a cidade de São Paulo e conecta a diferentes regiões, alpem de possuir uma estrutura hídrica muito importante para a região, marcada pelos grandes reservatórios de Guarapiranga e Billings, e pelos rios Pinheiros e Tiête.

MAPA DE INSERÇÃO REGIONAL Legenda: Estrutura viária Topografia Estrutura ferroviária Hidrografia Manancial Aeroportos

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Levando em conta como pretexto para a escolha da área, Socorro que é um distrito situado na zona Sul do município de São Paulo é uma área bastante complexa, devido a sua grande diversidade de equipamentos e usos, barreiras lineares por estar entre grandes eixos viários, como Marginal Pinheiros, Av. Guarapiranga e entre rios importantes para o território, sendo o Rio Pinheiros e o Rio Guarapiranga, além de possuir dois importantes reservatórios, Billings e Garapiranga. Além das barreiras lineares, também se destacam as barreiras nucleares ( Grande zona industrial, Favela Jardim Ibirapuera e o Cohab, e os bairros de alto Padrão); a ausência de transposições significativas; o fato de ser uma região sem intervenções e projetos urbanos significativos, além do projeto pinheiros, que definiu o desenho da área; a alta densidade construtiva; e os conflitos viários. No mapa 1, observando pela síntese urbana do Plano urbanístico, nota-se um contraste bem

grande nessa área, visto principalmente pela alta vulnerabilidade na porção oeste do Rio Pinheiros, tanto quanto pela ausência de conexões entre os modais de transportes, que serão reforçadas porteriormente pelo estudo no Mapa 2, na inserção mais local da área de estudo, destacando ainda mais essa ausência em relação aos modais, as áreas de alta vulnerabilidade, e principalmente o grande contraste urbano, que era um dos pontos principais para a escolha do território. Através disso, foram destacados pontos na área de estudo, onde o local representaria fragilidades e suas potencialidades, fazendo com que através disso, o plano urbano tivesse ainda um destaque maior para a melhoria de qualidade do espaço urbano.

Legenda: Hidrografia Manancial Parques Estrutura viária principal Transposições Linha 9 esmeralda CPTM Linha 5 lilás metrô Concentração de indústrias Área de favela, alta densidade e vulnerabilidade Centralidades Grande concentração de fluxo Grandes equipamentos / Barreiras

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A partir da leitura da área foi desenvolvido esse plano de massas com a leitura para a área de estudo, podendo ver a dimensão, a sua topografia bastante acentuada na extensão de todo a área, que foi tomada com o uns dos principais partidos, para o projeto, essas conexões e relação, fazendo com que tivessem um impacto positivo para a área. A partir disso, foram setorizadas em três áreas, sendo Setor I: Jardim da Felicidade, o Setor II: Santa Josefina e o Setor III: Av. Guido Caloi., devido à área em que cada um estava inserida, caracterizando assim esse setor. E dentro de cada setor estão localizado os projetos para o plano urbanístico, sendo eles:

4 - Equipamento de Saúde; 5 - Mercado Central; 6 - Centro Comunitário; 7 - Centro Educacional Infantil; 8 - Habitação Multifamiliar com Uso Misto; 9 - Conjunto Esportivo e de Lazer; 10 - Acolhimento à Jovens e Crianças; 11 - Habitação Multifamiliar; 12 - Equipamento Cultural;13 - Parque; 14 - Praça; 15 - Habitação Multifamiliar com Uso Misto; 16 - Centro Cívico; 17 - Parque; 8 - Cooperativa de Água, Saneamento e Resíduos; 19 - Parque; 20 - Habitação Multifamiliar com Uso Misto.

1 - Acolhimento Social à Mulher; 2 - Área de lazer e Campo de futebol ; 3 - Núcleo Comercial / Transposição

Legenda: Recorte de estudo Hidrografia Topografia Ocupação irregular Maciços arbóreos Transposições Ciclovia Linha de alta tensão Centralidade Linha 9 esmeralda CPTM Linha 5 lilás metrô Estação de trem Estação de metrô Terminal rodoviário

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1.2 - ÁREA DE ESTUDO O Projeto está inserido no sertor II do Plano urbanístico, sendo o 12° projeto do plano. Está juntamente inserido junto ao projeto de Habitação Multifamiliar e também ao Centro de Acolhimeto de Jovens e Crianças. Neste setor está localizada a favela Santa Josefina, onde os moradores serão removidos e realocados, por se encontrar em uma área de risco geológico, e se converterá em um grande espaço livre. Parte da favela Jardim Ibirapuera que se encontra nesse setor passará por uma urbanização com o intuito de qualificá-la e integrá-la ao tecido urbano.

Legenda: Recorte de estudo Hidrografia Topografia Ocupação irregular Maciços arbóreos Transposições Ciclovia Linha de alta tensão Centralidade Linha 9 esmeralda CPTM Linha 5 lilás metrô Estação de trem Estação de metrô Terminal rodoviário

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CENTRO DE APOIO E ACOLHIMENTO A CRIANÇAS E ADOLESCENTE

BIBLIOTECA JARDIM SÃO LUÍS

PLANTA DE LOCALIZAÇÃO DO PROJETO Legenda: Recorte de estudo Hidrografia Topografia Projetos

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Vista para o terreno/ Barreira Fisíca topografia acidentada.Imagem retirada do Google

Vista para o terreno/ Fundação casa / Relação Muro existente.Imagem retirada do Google

Rua macedônio Fernandes / Muro Atual/ Acesso Equipamento Cultural.Imagem retirada do Google

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CapĂ­tulo II A Biblioteca

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2.1 - CONCEITO BIBLITECA As bibliotecas públicas são instrumentos essenciais para sociedade, uma vez que eirão colaborar com o direito ao acesso de informações. O ser humano possui um método de comunicação particular, empregando recursos gráficos que conservam sua herança cultural. Em uma sociedade em específico, essa comunicação difunde a cultura já existente e a cultura de demais sociedades para as futuras gerações, então há a necessidade de ter um acervo, onde os registros precisam ser conservados. Assim, a biblioteca apresenta-se como uma instituição indispensável para cumprir esse objetivo, acumulando, desenvolvendo e disponibilizando livros e outros documentos ao público.Porém, esse acúmulo de informações não se dá de forma mecânica e sem consequências. A biblioteca não pode ser considerada uma área inerte e fria, e sim, um local onde uni informações sobre o mundo, dados locais e globais, fragmentos de saber e da realidade, ficção e obras verossímeis. “A biblioteca pública tem como função proporcionar o desenvolvimento intelectual, proliferar o conhecimento e preservar a cultura local, sendo um espaço físico de fundamental importância para o desenvolvimento de uma cidade” A biblioteca, além de ser um local voltado à leitura e depósito de livros disponível para todos, é um ambiente muito mais valioso, uma vez que também acolhe, conecta e tem o poder de transformar as pessoas, englobando o conceito de cidadania e o desenvolvimento social e cultural. A importância de propor e conceber este espaço na cidade enquanto ferramenta de desenvolvimento humano, além

de desenvolvimento econômico e cultural da cidade, constitui-se na falta de instrumentos de cultura e lazer que atenda a demanda de toda a sociedade. É de suma importância que se tenha incentivos para incentivar cada vez mais a leitura, algo tão importante em nossa sociedade. Além disso, foi estudado bastante sobre o conceito dos “Parques Biblioteca”, que foram construídos para proporcionar práticas educativas, culturais e sociais de seus bairros. Além disso, os “Parques Biblioteca” foram desenvolvidos para funcionar principalmente na vida coletiva, como extensões de espaço público urbano. Em outras palavras, os espaços dessas bibliotecas são liberados para outros tipos de programas e usos que não fazem parte do conceito tradicional de biblioteca. Contudo, apesar da destaque que é dado para esse “uso urbano” e “relevância política”, poucos estudos avaliam os Parques Biblioteca para além de seus programas culturais.

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2.2 - REFERÊNCIAS PROJETUAIS BIBLIOTECA PARQUE SÃO PAULO Aflalo /GasperiniArquitetos 2009 A Biblioteca São Paulo está localizada no Parque da Juventude, também projetado pela aflalo/gasperini, e tem a missão de ser um modelo para as bibliotecas públicas paulistas Já a Biblioteca São Paulo possui o conceito de biblioteca viva, é uma instituição da Secretaria de Cultura e Economia tem como objetivo não apenas incentivar e promover o interesse pela leitura, mas de seguir o conceito de “biblioteca viva”, participando do cotidiano da comunidade em que está inserida e promovendo atividades diversas.

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BIBLIOTECA LA QUINTANA La Rotta Arquitectos 2005 Outro conceito de biblioteca-parque, que foi construida com o objetivo de incentivar os valores culturais, além de contribuir para o desenvolvimento de Medellín O ponto de interesse nesse projeto, é a conexão a partir de niveís. É um local, onde o programa contém salas de leitura para crianças e adultos, salas de exposições e brinquedoteca, além de contar com áreas ao ar livre. Sua estrutura moderna funciona também como mirante de Medellín. A Biblioteca La Quintana é um dos projetos concebidos como parte de um plano municipal maior

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BIBLIOTECA PARQUE VILLA LOBOS Arquiteto Décio Tozzi 2013 A Biblioteca está situada na Zona Oeste de São Paulo, dentro do parque Villa Lobos, com um espaço de aproximadamente 4 mil metros quadrados visando promover o incentivo à cultura, à leitura e à literatura. O interesse em analisar este projeto está em relação a sua ligação com os conceitos de “Biblioteca parqe” pois não é apenas umas biblioteca a conta também com programação cultural diversificada, abragndendo o interesse de diversos públicos, estimulando também o convívio social

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Capítulo III O PROJETO


3.1 - O Conceito Focando na área de análise do projeto Cultural – Biblioteca Jardim São Luís, está localizado na zona Sul, e pertence à subprefeitura de M’Boi Mirim, junto ao Jardim Ângela. Está delimitado pela Avenida Luiz Gushiken, pela rua Macedônio Fernandes, e tem uma barreira fisica, sendo ela o muro onde está situada a Fundaçã o Casa, e ao lado do edifício terá outro projeto que sera o O Centro de Apoio e Acolhimento à Crianças e Adolescentes. Desde o início do projeto, o maior enfrentamento eram as conexões, pois é um local onde a topografia é bem acentuada, de aproximadamente 17 metros de desnível entre o nível da praça até o maior nível de conexão com a rua Macedônio Fernandes e a partir dai distribuir os fluxos junto a Av. Luiz Gushiken, de caráter mais regional junto a rua José Acédio Fontanette. Outro ponto abordado, é a preocupação em proporcionar espaços de encontro, lazer e interação social, pois como tem a conexão com o Centro de Apoio e Acolhimento à Crianças e Adolescentes, a ideia foi a de criar espaços de usos comum que pudessem estimular o convívio na praça, tornando-a um local de permanência


LEGENDA Av. Luiz Gushiken Av. Frederico Grotte Avenida Proposta Fluxos Internos Área de Urbanização de Favelas Parque Proposto Barreira: Talude Barreira: Habitações Terminais rodoviários


3.2 - A PRAÇA Em relação ao entorno do projeto, um dos elementos fundamentais de estudo, foi a praça localizada no terreno, pois devido a todas as conexões e ao terredo acentuado, estes espaços intermediários iriam se tornar muito importantes para a concepção e conceito do projeto. Como o edifício Biblioteca Jardim São Luís, conecta diretamente a uma via de fluxo mais intenso, a ideia foi a de se criar uma praça de chega, como acesso principal, tendo assim um eixo central de circulação, onde o pedestre poderia atravessar a praça sem necessariamente entrar no edifício, e a partir disso teria uma praça intermediário, tanto em relação à biblioteca, quando ao centro de apoio, que seria separados pela demarcação de uma praça escalonada, que conectaria os pontos mais altos do terreno, e ao mesmo tempo seria um espaço de convergência de fluxos, assossiado a um local de permanência, como por exemplo alguma praça de alimentação.

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40 Desenho Esquemรกtico Praรงa


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Ao lado, pode-se ver a localização do conjunto dos edifícios, compreendendo as conexões, sendo pelo centro de apoio onde o projeto é implantado na encosta e na confluência dos fluxos propostos, articula diferentes níveis e platôs, e pela Biblioteca, onde o edifício vem a partir da Rua Macedônio Fernandes, onde a via de pedestre se abre para o edifício, de forma com que convide o pedestre a entrar, fazendo o percurso pelo próprio edífio, chegando ao nível 730, que seria a praça principal do projeto. Como desnível é bastante acenturado, foi estudo a melhor forma de fazer essas conexões, a fim de que o pedestre pudesse percorrer o percurso, se sentindo pertencente à aquela espaço. Então o ponto de partida foi o seguinte questionamente “qual a forma de conectar os níveis, criando espaços com qualidade?”. Então, o principio de estudo foi voltar o edifício para a Rua macedônio e a Av. Luiz Gushiken, na forma de um “L” desconstruído, onde a rampa helicoidal, faria a circulação vertical entre os níveis, sendo assim, acessível a todos, e ao mesmo tempo é um importante articulador entre os dois blocos, da biblioteca e do auditório. Além disso foram pensado nas

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praças, com rampas e escadas escalonadas entre os níveis, sem a necessidade de percorrer os edífio para acessar os níveis, mas passar ente eles, tendo a vista para a praça central, onde teria a convergência de fluxos. E nessa conexão, na cota 739, a cobertura do Auditório (743.0) cria uma praça coberta, onde o pedestre tem a visão para dentro do edifício, tornando assim um espaço de acolhimento e a partir disso segue para um praça escalonada, entre o edificio da biblioteca e o centro de apoio, até conectar a praça principal.


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3.3 . DESENHOS Dados Técnicos Gerais Bloco Biblioteca: 2.970m² Bloco Auditório: 1017,30 m² (Capacidade 350 pessoas) Área construída total: 3.987,30m² Área Sanitário Biblioteca: 47,80m² Caixa Circulação vertical Elevador: 20,63m² Escadas: 20,71m² Área Sanitário Biblioteca: 25,50m² Caixa Circulação vertical: 14,04m²

BIBLIOTECA

AUDITÓRIO

Na planta de cobertura, no nível 743, tem a conexão com a rua Macedônio Fernandes, onde é uma continuação da calçada, que irá se abrir para o terraço do edifício, que é um espaço de convívio, podendo ser usado por comerciantes locais também, para venda de pequenos produtos. Além disso, por estar em uma cota mais elevado, consegue-se ter a visão de toda área da praça e tambem da cidade. No edífio da Biblioteca, a cobertura encontra-se na cota 742, com a parte do bloco hidráulico mais elevada em relação ao restante do volume. Possui uma abertura zenital, que contribuirá para iluminação e ventilação do edifício na parte interna. Além disso é importante destacar que foi pensada uma distribuição de águas pluviais captadas nesse pavimento de cobertura, associada àos pilares estruturais.

PLANTA DE COBERTURA COTA 743.0 1. TERRAÇO 2. CIRCULAÇÃO HELICOIDAL

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No nível do pavimento térreo, na cota 730, está localizada a biblioteca, o auditório, área de carga e desgarga e serviço do edifício, que está em uma lateral mais reservada ao edifício e é também uma rua compatilhada com os pedestres, visto que não será de uso contínuo pelos veículos. Neste nível tem o acesso pelo rampa, que por sua vez esta estruturado com pilares internos, com um balanço de 3 metros, que seria a passagem dos pedestres, com duas vigas em perfil I em dua extremidade, apoiada ao longo da rampa por vigotas. Para reforçar ainda mais essa estrutura, as vigas terão vigas baldrames entre os pilares na parte da fundação.

PLANTA TÉRREO COTA 730.0 1. BLOCO HIDRÁULICO 2. CIRCULAÇÃO VERTICAL 3. ÁREA DE SERVIÇO 47,90m² -DEPÓSITO - COPA - REFEITÓRIO 4. SALA DE EXPOSIÇÃO 258m² 5. ACERVO GERAL 88m² 6.ACERVO JOVENS E ADOLESCENTES 105m² 7. RECEPÇÃO / LOBBY 103m² 8. GUARDA VOLUMES 26,07m² 9. FOYER 150m2 10. PALCO 102m² 11. AUDITÓRIO 295m² 55


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Nível do primeiro pavimento,cota 734 onde tem a chegada da rampa helicoidal, dando acesso ao foyer deste pavimento, e também ao bloco da biblioteca, onde contém uma cafeteria, funcionando independentemente da área da biblioteca, com acesso a biblioteca também nesse pavimento, com controle de entradae saída para as pessoas, pois foi pensado em um nível também de chegada dos fluxos, por ser um espaço mais público.

PLANTA 1° PAVIMENTO COTA 734.0 1. BLOCO HIDRÁULICO 2. CIRCULAÇÃO VERTICAL 3. ÁREA DE ACERVO 525m² 4. CAFETERIA 210m² 5. SALA DE ESTUDO INDIVIDUAL 7,15m² 6. SALA DE ESTUDO EM GRUPO 54m² 7. RECEPÇÃO 1°PAV 30m² 8. FOYER 150m² 9. MEZANINO 60m² 10. ÁREA TÉCNICA (COTA 737.0) 30m²

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PLANTA 2° PAVIMENTO COTA 738.0 1. BLOCO HIDRÁULICO 2. CIRCULAÇÃO VERTICAL 3. ÁREA DE ACERVO 218m² 4.RECEPÇÃO 20m² 5. SALA ADM/ ÁREA TÉCNICA 57m² 6. SALA DE INFORMÁTICA 21,50m² 7. SALA DE ESTUDO EM GRUPO 36m² 8. SALA DE REUNIÃO 16m2 9. SALAS DE CURSOS 204m² 10. SALA DIRETOR 15m²

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CORTE AA

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CORTE BB

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CORTE BB

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3.4 - DETALHES CONSTRUTIVOS

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DETALHE CORTE AA

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DETALHE CORTE BB

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ELEVAÇÃO FRONTAL

ELEVAÇÃO FRONTAL

ELEVAÇÃO LATERAL

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Capítulo IV CONSIDERAÇÕES FINAIS Através deste trabalho, foi possível colocar em pr´tatica todo o contepudo trabalho durante a Faculdade de Arquitetura e urbanismo, projetando através desse projeto, um esspaço com qualidade, que além disso respeita todas as necessidades que o meio urbano precisa. Foi um importante desafio enfrentar esse território, visto que era uma área nova, e infelizmente devido aos acontecimento do ano de 2020 não foi possível fazer a visita técnica ao local. Mas compreender todo esse território foi uma aprendizado muito valioso nessa etapa final do curso.

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Bibliografia Ferraz Marina Nogueira. O papel social das bibliotecas públicas no século XXI e o caso da Superintendência de Bibliotecas Públicas de Minas Gerais [Publicação on the Internet]. Minas Gerais: UFMG; 2014. O papel social das bibliotecas públicas no século XXI e o caso da Superintendência de Bibliotecas Públicas de Minas Gerais; [cited 2020 Oct 28]; s. 19. Available from: https://www.scielo.br/pdf/pci/v19nspe/04.pdf MANGAS, Sérgio. O papel político da biblioteca pública. Notícia BAD: jornal dos profissionais de informação. Disponível em: <http://www.bad.pt/noticia/2011/08/25/o-papel-politico-da-bibliotecapublica/>. Acesso em: 20nov. 2020. AFLALO GASPERINI ARQUITETOS. Biblioteca São Paulo. Disponível em < https://aflalogasperini.com.br/blog/project/biblioteca-de-sao-paulo/> “Biblioteca São Paulo / aflalo/gasperini arquitetos” [Biblioteca São Paulo / aflalo/gasperini arquitetos] 15 Mar 2012. ArchDaily Brasil. Acessado 7 Dez 2020. <https://www.archdaily.com.br/br/01-38052/biblioteca-sao-paulo-aflalo-e-gasperini-arquitetos> ISSN 0719-8906 HAUS. “Construída em antigo lixão, biblioteca brasileira concorre a prêmio de melhor do mundo” 16 Jul 2018. ArchDaily Brasil. Acessado 7 Dez 2020. <https://www.archdaily. com.br/br/898207/construida-em-antigo-lixao-biblioteca-brasileira-concorre-a-premio-de-melhor-do-mundo> ISSN 0719-8906 Biblioteca La Quintana - Tomas Carrasquilla. Disponível em <https://architizer.com/projects/biblioteca-la-quintana-tomas-carrasquilla/>. Acesso em: 27 out. 2020> 84


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