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Revista Impressão - Projeto Gráfico

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CARTA AO LEITOR

' leitorES! OLa, A revista “Impressão” levantará discussões entre os moradores do bairro a partir de suas observações, histórias e relatos, uma vez que para nós é assim que se estabelece a relação entre a população e bairro e sua diversidade urbana. O nome da revista surgiu como uma brincadeira entre palavras, para destacar tanto o conceito da versão impressa, como o conceito da marca das pessoas sobre o local. Nessa edição falaremos sobre Pinheiros, um dos bairros mais antigos do estado, que possui diversas atividades culturais. Desde os famosos barzinhos da pequena e aconchegante Rua Guaicuí até os imponentes prédios que pintam o cenário urbano por toda a extensão da Rua Teodoro Sampaio, mostraremos que a beleza está nas pequenas coisas e lugares que fazem desse bairro um dos mais famosos de São Paulo. Embarquem conosco nessa jornada e vamos juntos conhecer São Paulo!

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' Sumario

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Introdução Um pouco sobre o bairro de Pinheiros

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Ensaio Fotográfico Cotidiano, a realidade diante da pandemia

Cultura Rua Guacuí: o bar que mudou a rua e entrevista com morador SESC a partir das memórias

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Homenagem O grafite na parede para homenagear Marielle Franco


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Revitalizando A revitalização e recorrente abandono da Praça Victor Civita

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Tipografia

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Arte e sociedade

A voz do bairro por trás das letras

Cor As cores da rua Guicuí

A arte como inclusão social

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CULTURA

Pinheiros Um pouco sobre o bairro

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essa edição da revista Impressão comentaremos sobre o bairro de Pinheiros com o propósito de evidenciar sua identidade social urbana. Pinheiros é considerado um dos primeiros bairros de São Paulo e suas primeiras histórias são datadas de meados do século XVI. Por esse motivo, a origem do seu nome não pode ser afirmada com toda certeza, no entanto, acredita-se que ele tenha surgido por conta do grande número de araucárias que existiam na região.

O bairro é conhecido como local que recebe pessoas das origens mais diversas: estudantes, empresários, músicos e artistas. Da mesma forma, o comércio é amplo e variado: restaurantes moderninhos, bares, escritórios de grandes empresas, e lojas populares. Parques, hospitais renomados, escolas e universidades de excelência também estão próximas. Os moradores podem aproveitar o mix de espaços residenciais e comerciais para fazer muitas coisas caminhando.

Sendo assim, com base nos valores da revista que visam preservar e perpetuar a memória coletiva destes bairros, o nosso projeto optou por dar voz aos moradores de Pinheiros através de entrevistas com o intuito de compartilhar suas histórias e para que suas demandas fossem ouvidas.

Perspectiva de quem entende do assunto!

Giselle Capri - Chef de cozinha “Antes de morar aqui, eu trabalhava na região, e até uns anos atrás, tinha um pouco de medo de andar sozinha perto da Faria Lima. Agora mudou. Tem sempre uma luz acesa, um bar aberto, um restaurante fofo, e muita gente na rua”, diz. A mudança radical à qual Giselle se refere aconteceu em menos de dez anos. Com a construção de duas estações de metrô na região, a inauguração do Terminal Pinheiros em 2013, e a revitalização do Largo da Batata, foi questão de tempo para que a área ganhasse novos contornos, rostos, cheiros e sons.

Tiago Deursen - arquiteto “Diria que é um bairro alternativo e caro, mas com joias a serem exploradas sem se gastar muito. Pinheiros guarda uma certa semelhança com o Brooklyn (distrito de Nova York) de hoje e o SoHo (distrito de Londres) de ontem”. Ciclistas, pedestres, cachorros e pessoas de todas as idades compartilham, dia e noite, o mesmo espaço. Tiago acredita que, apesar da elitização gerada pela implantação das estações do metrô, que elevam os preços dos aluguéis e faz surgir estabelecimentos comerciais mais caros, a locomoção tornou-se muito mais fácil.

Giselle abreu - Estudante “O que eu acho interessante é que, apesar de a gente ver um comércio novo sendo inaugurado por semana, ainda é um lugar bem residencial, tem muito idoso, muita criança, muita família. Já cogitei me mudar pra outro bairro, mas penso em tudo o que tenho a perder e desisto”, diz Giselle. Entre seus lugares preferidos da região do Baixo Pinheiros estão os restaurantes das ruas Padre Carvalho e Ferreira de Araújo, e os bares da Rua Guacuí, que se enfeitam de luzes coloridas à noite e ficam lotados aos fins de semana.

Comentários do site: https://www.hellomoto.com.br/pinheiros-renascido-as-melhorias-e-o-renascimento-do-bairro-mais-cool-de-sao-paulo/

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CULTURA

cotidiano

A realidade diante da pandemia de Covid 19

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ENSAIO FOTOGRÁFICO

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CULTURA

pitico

O bar que mudou a rua Guaicuí

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ento e vinte passos. É o que basta para percorrer toda a extensão da Guaicuí, uma pequena rua escondida nos arredores do Largo da Batata. Antes pacato, o lugar passou a ser o ponto mais fervido do chamado Baixo Pinheiros depois que os irmãos Gabriela Mattos e Piero Mazzamati, mais o primo Mauricio Cavallari e o amigo Thiego Montiel desembarcaram por ali, em janeiro de 2015. O quarteto foi responsável por transformar um velho estacionamento no bar Pitico, conhecido pelo espaço aberto, com cadeiras de praia e cozinha instalada em contêineres. “De início, pensamos em abrir uma portinha para vender faláfel”, conta Montiel, que, antes de se juntar ao grupo, foi sócio do restaurante Tuju, na Vila Madalena.

Piero, Thiego, Gabriela e Mauricio: o grupo é dono de cinco casas na rua Leo Martins/ Por Veja SP

Com um terreno inteiro nas mãos, o grupo tornou a proposta mais ambiciosa e transformou a ideia numa casa com capa-

cidade para 250 pessoas, estima-se que até 1000 clientes passem por lá em noites mais movimentadas, em sua maioria jovens a fim de beber e paquerar. “Agora o desafio é fazer com que a rua seja um lugar mais agradável, pois o movimento cresceu demais”, diz ele. Não à toa, dos cerca de trinta imóveis da Rua Guaicuí, perto de vinte são hoje ocupados por estabelecimentos comerciais, bares e restaurantes na maior parte. Só essa turma do Pitico mantém também ali o empório de produtos orgânicos Quitandoca, aberto no ano passado, o Mica, de cozinha asiática, e a lanchonete Buraco, ambos em funcionamento desde janeiro. Há quatro meses, eles ainda levantaram as portas do Mercedes, que consiste em uma janelinha dedicada a vender empanadas. “A região está sempre movimentada, toda noite parece Carnaval”, diz o consultor de marketing André Tocci, que vai à Guaicuí

ao menos uma vez por semana. “Comecei a frequentar a rua para ir ao Pitico, mas agora estou descobrindo outros lugares, como o Capivara Caldos”

Proprietário há dois anos do Capivara e da hamburgueria 4Eat, também naquele trecho, além do célebre Bar das Batidas, a poucos passos dali, Luiz Carlos Bianchi sonha com a transformação do lugar num calçadão. “Essa rua é charmosa, me atraiu”, conta o empresário. Responsável por enfeitar todo o seu perímetro com fios de lâmpadas coloridas, ele já tem planos de investir em mais um empreendimento na área. “De um ano para cá, o movimento pegou forte.” Entre os outros inquilinos da via está o Baixo Pinheiros Bar, que em setembro de 2016 passou a ocupar o número 62 para vender cervejas e pratos brasileiros, como um saboroso baião de dois ao lado de carne-seca desfiada com ovos e cebola. “A Guaicuí virou um ponto turístico”, comemora o ator Davi de Almeida, um dos sócios do bar. Os empresários, no entanto, acreditam que são necessárias medidas para controlar o fluxo de pessoas e de carros. “O ideal seria instalar câmeras de vigilância em todo o trecho”, afirma Almeida. Leia mais em: https://vejasp.abril.com.br/ cidades/rua-guaicui-pinheiros-agito/

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CULTURA

Entrevista

Um pouco mais sobre a rua Guaicuí, pelo ponto de vista de um morador

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m visita a famosa Rua Guaicuí, podemos observar uma diversidade imensa de bares e locais badalados da região. Sua estética despojada e casual chama atenção de muitas pessoas, moradores e visitantes, e atraí a todos os tipos de tribos a se encontrarem nessa rua. Perguntamos a um desses comerciantes e moradores da região se poderíamos conduzir uma entrevista, no qual ele cordialmente consentiu, com o combinado de que seu nome não fosse revelado. Suas respostas serviram muito para uma construção do pensamento dessas pessoas que respiram o bairro pinheiros e somos gratos por essa oportunidade. Acompanhe agora a transcrição da entrevista, conduzida por uma de nossas redatoras, Giovanna Ramalho: Quais são as mudanças positivas que você percebe que vem ocorrendo no bairro?

Você acredita que o bairro é acessível para todos? Idosos, jovens, pessoas com deficiência física? Morador: “É, o bairro ainda não é acessível para todos, infelizmente, assim como o bairro é um micro retrato do nosso país. Ele é uma caixa onde tem grupos sociais que frequentam o bairro, mas não é para todos. Isso até pelas características dos entretenimentos e dos negócios e bares, porque são lugares de poder aquisitivo elevado para o nosso padrão socioeconômico. Por exemplo, uma cerveja que no bairro periférico custa R$10, aqui custa R$15, ou seja, 50% mais do que em um bar periférico custaria.”

Morador: “Bom, ultimamente eu tenho percebido que o bairro tem se diversificado mais. A chegada do metrô trouxe uma mudança de vários fatores, ele passou a ser um bairro que era puramente comercial/residencial para um local de entretenimento e lazer. Isso é o que eu tenho percebido nos últimos cinco anos que eu moro aqui.”

Você contribui para o bairro? Se sim, com o que?

Existe alguma coisa no bairro que te incomoda ou precise melhorar?

O que você quer deixar de legado para o futuro do bairro? Tem algo que você gostaria que se transformasse?

Morador: “Então, eu percebi que com essa mudança de um bairro comercial/residencial para um bairro de entretenimento no final da noite é deixado muita sujeira, o barulho é absurdo principalmente depois da uma da manhã até altas horas e consequentemente a sujeita deixada para o dia seguinte.” Em contrapartida, o morador acrescentou lados positivos a essas mudanças:

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Morador: “É que surgiu mais artes de rua e um público diverso e jovem frequentando o bairro e eu acho isso bem positivo.”

Morador: “Não, eu não contribuo tanto como gostaria. O pouco que contribuo é com a tentativa de proteção das plantas e de limpar minha região de trabalho e a que eu moro, que é aqui na travessa da próxima quadra.”

Morador: “Olha, eu gostaria que mesmo tendo surgido mais artes de rua e mais diversidade, que eu pudesse deixar de legado mais limpeza, menos devastação e depredação e mais áreas verdes. Seria algo legal de deixar, plantar mais árvores, arbustos, flores e plantas.”

Quais são as características mais marcantes do bairro na sua opinião? Morador: “Diversidade – essa é a maior. Aqui se vê pessoas de diversos padrões sociais e estilos de vida bem diferentes e isso é bem marcante. Tem o trabalhador que passa as 5h da manhã para usar o metrô ou a Estação Pinheiros para se deslocar para os bairros periféricos, assim como tem a noite os universitários que estão na rua ao lado, o pessoal que frequenta os bares e os entretenimentos locais.” Você usufrui de algum centro cultural da região? Morador: “Existe aqui o SESC Pinheiros, que é um centro cultural fantástico, tem o Tomie Ohtake e entre os mais próximos umas bibliotecas. Na medida do possível pela disponibilidade de tempo eu acabo frequentando sim.” Pra você, pinheiros tem sido um exemplo de preocupação de questão ambiental? Morador: “Sim e não, sim porque nessa rua por exemplo (Guaícui), foram plantadas várias árvores, arbustos, flores e já melhorou bastante o aspecto visual do lugar. O não é porque as pessoas ainda jogam bitucas de cigarro nas plantas, plásticos, papéis e isso não é só uma questão do bairro em si, mas sim uma questão social geral e ampla no país, infelizmente. Eu estive em uma reserva ecológica, onde fiz uma trilha de 3km e encontrei latinhas de cerveja e isso não é só um fator econômico ou de ignorância, é um fator social grave da sociedade. As pessoas não tem consciência de que naquela trilha o macaquinho não vai recolher a latinha, né? (Risos)”.


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CULTURA

SESC Pinheiros

Das memórias de uma criança para o mundo, o SESC com um olhar diferenciado

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' ' Memorias de uma epoca de ouro Escrito por Giovanna Canale

Piscina Sesc Pinheiros, por pequenasescolhas.com

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esde quando eu era pequena, em meados de 2008, sempre tive a memória da minha mãe me levando até o SESC Pinheiros com meu maiô coberto pelas roupas. Eu costumava fazer aulas de natação lá todas as terças. Lembro-me também sempre de me desfrutar de um muffin de chocolate e um suco na pequena praça de alimentação no segundo andar e de me aventurar nas exibições de arte que aconteciam periodicamente no primeiro andar e nas instalações externas. Essas memórias sempre me passaram uma sensação de acolhimento e felicidade e me acompanham até hoje. E é a partir dessas memórias que veio a vontade de falar um pouco mais sobre esse local que a 17 anos proporciona o encontro da arte e da cultura brasileira e internacional para as pessoas. O SESC Pinheiros é localizado na Rua Paes Leme, 195, e foi inaugurado em 2004, como projeto do arquiteto Miguel Juliano, e possui um número grande de andares e acessibilidade para o povo. Dentro do SESC existem várias sessões, com nomes distintos, que abrangem uma gama de serviços e recursos que vão desde o espa-

ço “Comedoria”, com as conceituações de comidas “contemporânea, saudável e brasileira” que oferecem um balanceamento nutricional e gastronômico até a parte de “Odontologia” que destacam modelos de atenção à saúde, ensinando as pessoas de modo dinâmico e educativo além de disponibilizar aos seus sócios e membros administrativos atendimento emergencial por meio de inscrição prévia ou lista de espera. Para ter acesso ao SESC e essas instalações, no entanto, é necessário que os visitantes façam carteirinhas de acesso, tendo a validade de 1 ano para o público geral, que garantem a entrada e o uso dos diversos serviços disponíveis na instalação, saindo por um valor de R$ 50,20 ao público geral e R$ 33,60 para conveniados (segundo site com atualização em 2021). O cartão, no entanto, é gratuito para os trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismos e dependentes, que tem como validade de 2 anos.

Sesc Pinheiros, por Caco Carvalho

Assim como um ponto muito importante do bairro, o SESC representa um símbolo e marco da preservação da cultura que é tão diferenciada na cidade de São Paulo,

caso estejam visitando Pinheiros, não deixem de passar e conhecer o local! Talvez possam criar memórias tão positivas quanto as minhas.

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HOMENAGEM

Marielle franco O grafite na parede para homenageá-la

Escrito por Gianluca Marcato Prado

Marielle Franco, por Bernardo Guerreiro

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arielle Francisco da Silva, conhecida como Marielle Franco, foi uma socióloga e política brasileira. Filiada ao Partido Socialismo e Liberdade, elegeu-se vereadora do Rio de Janeiro para a Legislatura 2017-2020, durante a eleição municipal de 2016, com a quinta maior votação. Com mais de 46 mil votos, foi a quinta candidata mais votada no município e a segunda mulher mais votada ao cargo de vereadora em todo o país. Franco foi brutalmente executada com três tiros na cabeça e um no pescoço no dia 14 de março de 2018.

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Francisco, o morador de rua/ Por Portal Aprendiz

De acordo com a Human Rights Watch, o assassinato dela relacionou-se à “impunidade existente no Rio de Janeiro” e ao “sistema de segurança falido” do estado. Após ser velada na Câmara Municipal carioca, com a presença de milhares de pessoas, o corpo de Franco foi enterrado em 15 de março, no Cemitério São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro. O assassinato dela motivou reações nacionais e internacionais, como a organização de diversos protestos em todo o território brasileiro.

Em sua homenagem, o escadão na Cardeal Arcoverde com a Cristiano Viana (bairro de Pinheiros, SP), onde sempre foi conhecido como ponto de drogas e assaltos, tornou-se um local de homenagem a vida de Marielle, com lindas fotos e grafites com seu rosto estampado e com o que ele representava e representa até hoje. Em janeiro de 2019, a prefeitura decidiu pintar tudo de branco. Com a justificativa que faria reparos na escadaria. Mas Seu Francisco, ocupante do espaço abandonado, abaixo da escadaria, impediu que pintassem a foto de Marielle.


Por que Marielle foi homenageada nessa escadaria? Marielle defendia o feminismo, os direitos humanos e criticava a intervenção federal no Rio de Janeiro e a Polícia militar. Tendo denunciado vários casos de abuso de autoridades por parte de policiais contra moradores de comunidades carentes. Como vereadoera, Francotrabalhou na coleta de dados sobre vilência contra as mulheres, pela garantia do aborto nos casos previstos em lei e pelo amumentos da participação feminina na política.

Suas proposições legislativas buscavam garantir apoio aos direitos das mulheres, à população LGBTQIA+, aos negros e moradores de favelas. Se estivesse viva em 2020, Marielle Franco seria uma das 7 mulheres e a única mulher negra entre os 51 vereadores do Rio de Janeiro. Esses números demonstram seu destaque na representatividade política de um país em que 58% dos 1.173 feminicídios ocorridos em 2018, foi contra mulheres negras, de acordo com dados do Portal Humanista da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Por que essa escada é tão importante? Essa escada carrega toda luta da Marielle por seus ideais, e o que eles significam. Essa escada carrega todo sangue derramado pelo preconceito. Essa escada carrega toda luta diária das minorias. Essa escada mostra que mesmo sem ela a luta é constante. Essa escada serve pra mostrar o tamanho de seu legado.E essa escada carrega todo o amor que Marielle tinha pelo que fazia, e que transmitia.

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REVITALIZANDO

Praca victor civita

A revitalização e recorrente abandono da Praça Victor Civita

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praça Victor Civita situada no bairro Pinheiros, quando inaugurada trouxe consigo diversas inovações no campo da arquitetura, sustentabilidade e educação através de museus como o da Reabilitação Ambiental, o Centro da Terceira idade que proporciona atividades culturais e motoras para o público com mais idade e ampliando o acesso à cultura audiovisual por meio de sessões gratuitas de cinema ao ar livre. No entanto, a história da praça nem sempre foi assim. De forma que tudo começou com um terreno que antes era utilizado para incinerar lixo e material hospitalar, mas que posteriormente viria a ser desativado e o incinerador conhecido como Sumidouro daria o nome a rua em que hoje se localiza a praça. Depois de desativado o local se tornou uma cooperativa de reciclagem mas infelizmente, devido a todos esses anos de contato direto do lixo com o solo ocorreu a contaminação da terra e das águas subterrâneas que se ligam ao Rio Pinheiros, de modo a inutilizá-los e a se tornarem um risco à saúde dos moradores locais. Com isso surgiu uma parceria público-privada entre a prefeitura de São Paulo e a Editora Abril com o intuito de revitalizar o local e desta forma foi realizada uma pesquisa para descobrir o que os moradores da região gostariam de ter no local. A maioria afirmou que o desejo era contar com um espaço de cultura, lazer e área verde.

Praça Victor Civita: Visão Aérea, por Nelson Kon

A Praça Victor Civita é um projeto sustentável, desde a sua construção até a relação com os frequentadores. Com a utilização de estacas metálicas pré-fabricadas e de aço 80% reciclado, a obra reduziu a geração de resíduos e a remoção do solo, esse detalhe foi importante porque, como as águas subterrâneas no local poderiam estar contaminadas, o melhor foi evitar o contato com o líquido e com a terra.

Cooperativa de lixo

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E o que aconteceu com o antigo edifício que abrigava o incinerador? Ele foi transformado no Museu da Reabilitação Ambiental. A obra tem várias características sustentáveis, como placas de energia solar, iluminação LED, sistema de reuso da água que é captada embaixo dos decks e os resíduos dos sanitários recebem tratamento de decantação, o objetivo é utilizar a água para irrigar s áreas arborizadas no local. A exposição permanente no Museu da Praça Victor Civita mostra aos visitantes todo o processo de recuperação do terreno e do edifício, além de educar os frequentadores sobre a questão da sustentabilidade, também oferece diversas atividades e eventos para a comunidade onde é possível conferir no local espetáculos, exposições e cursos. Cine na Praça Cine na Praça foi idealizado em 2012 com a premissa de levar obras cinematográficas para o público em geral e inovar esta experiência coletiva realizando exibições ao ar livre de forma gratuita e aberta ao público em um dos períodos mais divertidos do ano: as férias escolares conhecido também como “Anima Julho” que acontece em todas as quintas-feiras do mês com entrada franca.

Os órgãos ambientais municipais e estaduais exigiram que fosse criada uma camada de terra extra sobre a Praça Victor Civita. Para facilitar a locomoção e garantir a segurança dos frequentadores foram incluídos decks, que tornaram o espaço uma praça elevada. Eles estão presentes por quase toda a extensão da praça Victor Civita, convidando os visitantes a interagirem com vários espaços do local. Por esse motivo, a Praça Victor Civita também é conhecida como Museu Aberto da Sustentabilidade.

Museu da Reabilitação Ambiental, por Nelson Kon

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REVITALIZANDO

Praça Victor Civita, por Nelson Kon, Nathalie Artaxo e Pedro Mascaro

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tualmente a Praça Victor Civita volta a encarar o fantasma do abandono, apresentando muitos problemas de manutenção e precisando de auxílio para ser revitalizada. A Subprefeitura de Pinheiros está em tratativas há vários meses com empresas, com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, para que participem de alguma forma do espaço cultural, de lazer e área verde. Além disso, a praça também enfrenta disputa de espaço entre os frequentadores da praça que envolve os mais idosos e o público mais jovem.

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Idosos X Jovens Agora mais de 100 idosos que participam de atividades físicas e culturais do CIIPE (Centro de Integração, Informação e Preparação para o Envelhecimento), que ocupam o local desde que o foi inaugurado em 2008, temem ficar desalojados, depois de mais de vinte anos na área pública. A razão é que outra entidade voltada para público jovem, entre 16 e 24 anos, foi autorizada pela Prefeitura de São Paulo a assumir o espaço para cursos profissionalizantes na área de costura e design em moda, sem nenhum aviso prévio ao CIIPE.

Segundo os responsáveis pelos cursos, reuniões estão sendo realizadas entre todos os interessados para o compartilhamento do espaço, já que os idosos ocupam no horário diurno e eles o noturno. Por fim, a Subprefeitura Pinheiros esclarece que busca apoio para manutenção da praça, que custa cerca de R$ 50 mil por mês à municipalidade. A Prefeitura de São Paulo, informa que a praça será usada em comum acordo com os idosos já que é um espaço público aberto à população. Nesse sentido, a administração regional concedeu autorização para a realização de curso profissionalizante de costura.


Depoimentos “Na época , a prefeitura cedeu o espaço para a terceira idade utilizar, inclusive com o imóvel todo pensado para o uso do idoso,sem degraus e com barras de segurança nos banheiros. Foi uma luta grande pra conseguirmos um lugar”. - Aparecida, 77 anos, presidente do CIIPE ao jornal Agora. “Nós vamos ficar doentes, caso isso acabe. Eu tive depressão e o médico me recomendou fazer atividade física”. Hilda Kobaiyashi,71, que há 11 anos frequenta o local. Hoje, ela faz aula de tai chi chuan e dança sênior, conforme disse ao Agora. A aposentada Marilene Ribeiro, 79, chegou para aula de pilates no último dia 22

e se assustou com o que encontrou. Mesas encostadas, sofás cobertos, cadeiras empilhadas e computadores desligados. “Entraram como um trator” , diz. Ela cursa aulas de informática e inglês, segundo o Agora.

Para conhecer melhor o trabalho do Coletivo ou contribuir de algum modo pode entrar em contato através das redes sociais.

Coletivo O coletivo Praça Victor Civita procura meios para tentar amenizar os problemas. A intenção do coletivo é mediar ações da Sociedade Civil, moradores do bairro, iniciativa do bairro e poder público.

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TIPOGRAFIA

as letras de pinheiros A voz do bairro por trás das letras

Escrito por Thaís Silva

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esde que o homem se entende por gente, tem a necessidade de registrar seus pensamentos: Na idade da Pedra lascada, as caças, pouco depois a quantidade de sacos de trigo; na Pompéia, a cidade de pedra (essa adormeceu suas vozes pelo fato triste de ter sido coberta pela erupção do Monte Vesúvio) o povo costumava escrever tudo nas paredes: de publicidade de comércios, frases de amor, xingamentos, anúncios políticos, nenhum pichador lá era multado (pelo menos é o que os estudiosos relatam), adiante as manifestações contra o capitalismo francês, os protestos contra a ditadura aqui no Brasil. Essa tipografia é uma assinatura de quem vive ou passa por ali, aparece em todo canto no Bairro, de uma caixa de luz a uma porta de um banheiro químico. Utilizam vários formatos: lambe-lambe, adesivos com formas e cores diferentes, pichações, grafites, em cartazes indignados que denunciam a falta de algo tão necessário em tempos de pandemia. A superfície varia: invadindo semáforos, placas de rua e postes usando a brincadeira de ligar os pontos para esfregar os fatos na cara de quem passa por ali. Elas são importantes pois redesenham o espaço criando um outro sentido ao local, dando outra vida, um outro significado… ressignificando.

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É através desse novo olhar que começa a se propagar uma nova ideia, uma ação. Ao observar isso, notei que o homem está sempre à procura de deixar marcas por onde vive, inconscientement ou consciente, pois ele mesmo é marcado pelo lugar onde vive, pelas situações, memórias e lembranças. A pichação, os desenhos, colagens, stencil, grafite que resgatamos nesta edição, contam um pouco mais como o bairro se encontra atualmente: Diverso, inquieto e provocativo. Diverso pois conta com tipografias, cores, significados, sensações diferentes visualmente falando, e vem de pessoas de todo o canto da cidade, do país e do mundo. É como se fossem várias vozes lutando por atenção no mesmo lugar; e essas vozes moram ou passam por Pinheiros e deixam uma pequena lembrança do que foi esse encontro, como um bilhete após uma noite com aquele crush. Seja uma pessoa ou um grupo por falta de oportunidade de se ter um palco, uma pichação, grafite ou um sticker, um lambe lambe, bem feito sempre é uma voz em meio a multidão de placas, anúncios, ou fachadas de estabelecimentos. Inquieto pois há muito movimento no bairro, principalmente de madrugada, onde tudo acontece: as ações dos pichadores a festinhas noturnas, como os moradores

do bairro têm relatado nas manchetes de jornais ou das falas que protestam contra um governo genocida. Elas se apresentam com sua própria individualidade como por exemplo as pichações caracterizado pela escrita de um grupo ou uma pessoa que poucas pessoas atualmente vêem como arte, por não compreender o que está escrito ali, mas que na visão desses grupos são como uma marca própria. Com o olhar da tipografia, que procura se expressar através dos tipos (serifas, estilos bold, light e etc) como o tag reto, estilo de picho que é único no mundo, é possível identificar que essas expressões da cidade mostram o quanto as emoções, a memória e a história são importantes para ilustrar o local onde vivem essas pessoas, para se pronunciarem sem nenhuma palavra dita, mas escrita. O bairro é bem comunicativo, usa das letras para avisar e ao mesmo tempo como incentivo para parar de fumar, com cores (uma maneira meiga de educar) indicando onde você deve jogar a bituca de cigarro, para manter o bairro limpo. Mostra uma preocupação com o aspecto visual e com a limpeza a todo instante, encontramos cores e palavras que resumem o bairro em algumas palavras: pessoas unidas pela diversidade, de pensamentos a palavras.


Frutiger, famoso tipográfo suiço já dizia: “Mesmo nos dias de hoje, o falante sente interiormente a necessidade de sustentar seu discurso com figuras ou gestos. E quando, por exemplo, encontra-se na praia,dificilmente resiste a desenhar na areia o que acabou de dizer, pois sente a necessidade de explicar sua mensagem” (FRUTIGER, 1999, p.84)

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COR

rua guaicui' As cores da rua Guaicuí

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or mais que muitas vezes não percebemos, temos uma tendência a associar cores a lugares, seja por causa de um estereótipo, como São Paulo é cinza devido a poluição, ou a alguma lembrança que temos do lugar.

Já que a rua Guaicuí é uma das ruas mais importantes para o bairro, com seus bares e restaurantes nada melhor do que as bebidas e pratos coloridos para representar as cores do bairro.

Barriga de porco Gochujang, ovo...- Mica

Pratos e bebidas do restaurante Mica

Crispy Pork Salad- Mica

Um restaurante/bar encontrado na rua Guaicuí é o Mica, que além dos drinks coloridos ainda possui em seu cardápio diversas porções de comidas asiáticas.

Thi lá- Mica

Outro exemplo é o bar já mencionado anteriormente na revista, Pitico, que oferece drinks e pratos coloridos e antes da pandemia ainda tinha uma feirinha

Ho fun- Mica

dia sábado, com uma grande variedade. As fotos desta página foram retiradas do Facebook do restaurante Pitico e do restaurante Mica

Sanduíche de frango- Pitico

Falafel com batata frita- Pitico

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Spriz- Pitico

Almôndegas de cordeiro, com couscous marroquino, tomate e saladinha- Pitico

Feirinha do Pitico


Mas além das comidas, a rua tem outras cores. Como apontado por um morador e comerciante do bairro que não quis ser identificado, a rua Guaicuí teve várias árvores, arbustos e flores plantadas melhorando o aspecto visual do lugar. Ademais da arborização, há também fachadas coloridas, como da sorveteria Frida & Mina, do restaurante Vila Madrugada e do Simbalaê bar e durante a sua extensão a rua possui diversos pisca-pisca coloridos.

Rua Guaicuí

Frida & Mina sorveteria- Facebook Frida & Mina

Vila Madrugada restaurante

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ARTE E SOCIEDADE

arte e inclusao Como a arte auxilia na inclusão social

Escrito por Giovanna Canale

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ara viver a cultura em Pinheiros você não precisa estar dentro do prédio de uma instituição ou de uma sala de espetáculos. A arte acontece vivamente a cada passeio pelo bairro, com as cores que grafiteiros e muralistas imprimem nas ruas. Pinheiros e a vizinha Vila Madalena são repletas de obras nos muros, nas fachadas das lojas, nas escadarias que interligam altos e baixos de uma região rica em declives. O tortuoso Beco do Batman, no limite entre os dois bairros, é uma das grandes galerias a céu aberto da cidade, com grafites sempre renovados e um público curioso, que transformou o pedaço em ponto turístico. A galeria Choque Cultural nasceu em Pinheiros valorizando o trabalho de artistas de rua e lançando no mercado formal nomes como Speto, Zezão, Jaca, Daniel Melim e Mariana Martins. Um giro pelo bairro nos levará a outros tantos lugares onde é possível conhecer o trabalho de artistas plásticos contemporâneos – em galerias como b_arco, Bolsa de Arte, Estação, Millan e Raquel Arnaud. Esse contraste atrai principalmente jovens cuja criatividade e imaginação transforma as ruas de São Paulo em uma galeria de arte ao ar livre, e reforçam o sentimento de pertencimento através da arte. Mostraremos agora um depoimento feito pela aluna do segundo ano do ensino médio, Pâmela Trindade, da escola Técnica Estadual Monteiro Lobato que fica no Rio Grande do Sul:

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“A arte é algo que nos acompanha há muitos séculos, está presente há várias gerações. A vontade que o ser humano tem de se expressar é tão grande que ele foi capaz de transformar coisas inimagináveis em algo “real”, através de histórias, poemas, esculturas, pinturas e tantas outras. Hoje, existe uma arte em especial, diferente, que causa admiração e polêmica na sociedade: o grafite. Se você, alguma vez, andou distraído e por alguns instantes se deu conta de que estava observando uma parede e de repente notou que aquela não era apenas uma “simples parede”, e sim, um quadro, usado para desenhar, pintar, ilustrar, dar vida à imaginação, então, com certeza, já presenciou o feito de um grande artista: o grafiteiro! Alguns anos atrás, essa arte era vista como um ato de vandalismo. Achavam que era apenas mais uma forma para jovens “sem cultura” mostrarem sua revolta ao mundo! Até hoje, algumas pessoas pensam assim! Particularmente discordo dessa opinião! O grafite vem ganhando espaço na sociedade. Hoje ele é culturalmente reconhecido, venceu barreiras, derrubou o preconceito, ajudou jovens a saírem das ruas, provou que a criatividade e a imaginação não têm limites. Grafiteiros do mundo inteiro têm um dom mais do que admirável, afinal, poucas pessoas conseguem olhar um espaço vazio e

transformá-lo em um mundo de cores e tons diferentes, formando figuras e formas extraordinárias. Algumas pessoas se confundem e insistem em dizer que “grafite é pichação”. Estão enganadas! A pichação é um ato “impensado” de vários jovens, que por motivos incompreensíveis, às vezes, não cansam de “rabiscar” coisas sem sentido nas paredes das nossas cidades, seja para “marcar território” ou simplesmente conseguir popularidade entre os amigos adolescentes, que acham por algum motivo que pichar é “legal”. Acredito que estes são jovens que não têm uma estrutura familiar sadia, educação e que, de certo modo, não conseguiram seu espaço na sociedade como merecem. Então, para melhores esclarecimentos: “grafite é arte, pichação é vandalismo”. Além disso, existe também a questão do preconceito, afinal, o grafite surgiu na cultura hip hop, um estilo musical de origem nas periferias americanas e que, infelizmente, não é bem visto e até hoje sofre com a exclusão. Mas nada disso abalou os grafiteiros, que ainda levam sua arte pelas ruas das cidades, sem se importar com opiniões contrárias. O que mais se admira é a capacidade que o grafite possui em unir pessoas de todas as idades, etnias, culturas e até classes sociais. Este é o grafite, a arte de rua levada pelas comunidades, que cresce cada dia mais.”


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' Sobre nos

Gianluca Marcato Prado Pesquisa e criação de matéria.

Giovanna Canale de Siqueira Fotografias, entrevista e criação de matéria.

Giovanna ramalho Bonfim Pesquisa, criação da capa, criação de matéria, fotografias e entrevista.

' Luana Victoria de O. Varjao Diagramação, fotografias e criação de matéria.

renata Magalhaes Moraes Ilustrações, diagramação, criação de matéria e pesquisa.

'

Thais Silva Pesquisa, criação de máteria e preset.

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