
De 19 a 27 de julho, os Complexos Culturais da Funarte e da República, em Brasília, recebem a 6ª Ed. do Latinidades (Festival da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha)
Um Festival todo dedicado à cultura negra
Festival cultural e formativo prestigia a cultura afro com a realização de ampla programação artística com shows, oficinas, exposições e lançamentos literários. Promove, ainda, capacitação, empreendedorismo e propõe discutir políticas públicas para mulheres negras, por meio de painéis, debates e mesas redondas, os temas abordados nesta edição de 2013 giram em torno da Arte e Cultura Negra – Memória Afrodescendente e Políticas Públicas.
Artistas do DF, de alguns Estados brasileiros e outros vindos da Colômbia, Cuba, Estados Unidos e Nigéria irão se apresentar no Teatro Plínio Marcos e nas Salas Cássia Eller e na de Dança da Funarte, e também na Praça e na Biblioteca Nacional de Brasília do Complexo Cultural da República ao longo dos nove dias de Festival. A programação cultural traz Oficinas de fabricação de instrumentos, de penteados e de toques e danças afro; Recitais poético e musical; Lançamentos literários; Rodas de capoeira e de break dance; Desfile de moda; Exposição; e Shows musicais.
As atividades culturais começam no Teatro Plínio Marcos do Complexo Cultural da Funarte, de 19 a 21, em parceria com o Festival São Batuque, da produtora Rosa dos Ventos, por meio do edital de Ocupação Funarte 2013 Para a abertura no dia 19, sexta-feira, show da baiana Mariene de Castro com o lançamento dos CD e DVD “Ser de Luz”, em homenagem à cantora Clara Nunes. A programação, que segue até domingo na Funarte, traz ainda oficinas de fabricação de instrumento, danças e penteados afro e show do grupo paulista Ilú Obá Min, dentre outras atrações.
De 22 a 27 o projeto acontece no Complexo Cultural da República com debates, palestras, mesas redondas, lançamento literário, rodas de capoeira e de break dance. No dia 26, sexta, na área externa do Museu da República e de graça, uma noite com shows das cubanas Las Krudas, de Karol Conka+Nave, de Curitiba, e a oportunidade de curtir o som do grupo Playing for Change – Songs Around the World, criado pelo americano Mark Johnson que viajou o mundo gravando centenas de músicos e artistas cantando e tocando músicas mundiais clássicas. A programação cultural do Festival se encerra no dia 27, sábado, com esporte, desfiles de moda, ao som da Banda Funakeando tocado ao vivo, e show da MC Sofia, rapper paulista de 9 anos de idade, que cantará poemas em forma de rap.
Painéis, debates, mesas redondas e palestras
Com a participação de representantes de diversos Estados brasileiros e com participação internacional, o Latinidades promove diálogos entre o poder público, organizações não governamentais, movimentos sociais e culturais, universidades e coletivos. Constituindo, assim, um espaço para convergir iniciativas, tanto da Sociedade Civil como do Governo, relacionadas, especialmente, ao enfrentamento do racismo, do sexismo e em prol da promoção da igualdade.
Em 2013, o Festival vai levantar temas sobre a memória e a cultura afrodescendentes no fazer contemporâneo e a urgência de se efetivarem políticas públicas para a cultura negra, discutindo assuntos atuais aliados à herança africana incorporada pelo povo latino, expressa em linguagens culturais, demandas sociais e
em diferentes áreas de atuação no mercado. Dando visibilidade e espaço à cultura afro-latina e suas manifestações, considerando, sobretudo, o gênero feminino.
Os painéis serão gravados para edição impressa com as degravações dos debates, a exemplo das duas edições anteriores, que será publicado após a realização do Festival. O site do Festival - www.afrolatinas.com.br - será atualizado em tempo real, durante as mesas e debates, servindo como fonte de notícias para consulta e estudo sobre à situação da mulher afro-latina na atualidade.
“Escolhemos Arte e Cultura Negra – Memória Afrodescendente e Políticas Públicas como tema central desta 6ª Ed. a partir do entendimento de que a sociedade e o Estado brasileiros, bem como no Caribe e em outros países da América Latina, têm uma grande dívida histórica no que diz respeito a valorização da cultura negra e suas manifestações artístico-culturais”, explica Jaqueline Fernandes, coordenadora do Festival e complementa “Trazemos para a programação shows e atividades artísticas, por considerarmos a cultura e a arte campos ideais para discutir e trabalhar questões relacionadas ao machismo e ao sexismo de forma a atingir melhores resultados”.
A homenageada de 2013 - Conceição Evaristo: Mineira, nasceu numa favela da zona sul de BH. Até concluir o segundo grau em 1971, teve que conciliar seus estudos com o trabalho como empregada doméstica. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde foi professora da rede pública e estudou Letras na UFRJ, fez Mestrado na PUC/Rio e é Doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Estreou na literatura em 1990, com obras publicadas na série Cadernos Negros, publicada pelo Grupo Quilombhoje. Suas obras, em especial o romance Ponciá Vicêncio, de 2003, abordam temas como a discriminação racial, de gênero e de classe.
PROGAMAÇÃO
De 19 a 21 de julho no Complexo Cultural da Funarte
Em uma parceria inédita, dois grandes eventos se unem e proporcionam, de 19 a 21 de julho, um final de semana repleto de eventos – São Batuque e Latinidades, com atividades formativas e discussões sobre temas cada vez mais atuais em nossa sociedade, desenvolvendo ações de capacitação, empreendedorismo, cultura e comunicação, além de uma ampla programação artística com shows, exposições, lançamentos literários, trazendo para a Ocupação Funarte 2013
19/7, sexta-feira
21h Mariene de Castro – lançamento do DVD Ser de Luz
Local: Teatro Plínio Marcos (Funarte)
20/7, sábado
14h Oficina: Fabricação de Caxixi, com Projeto Tem Dendê
15h30 Oficina: Toques de Angola (atabaque e agogô), com Ogã Rubinho
Local: Sala Cássia Eller (Funarte)
15h Oficina: de Penteados Afro, com Emília Murraín Valencia (Colômbia)
16h Vivência: Raça, Identidade e Auto-estima e seleção de modelos negr@s para desfiles
Latinidades 2013
Local: Sala de Dança (Funarte)
18h30 Lançamento Literário: Rutas de Tropas, de Emília Murraín (Colômbia)
21h Show Ilú Obá de Min (SP)
Local: Teatro Plínio Marcos (Funarte)
21/7, domingo
15h Oficina de Danças Afro-brasileiras
16h Oficina de danças africanas
Local: Sala de Dança (Funarte)
18h30 Lançamento Literário: Águas da Cabaça, de Elizandra Souza
20h Espetáculo Latino América:
Recital Teatral, com Cristiane Sobral, & Indianna Nomma canta Mercedez Sosa
Local: Teatro Plínio Marcos (Funarte)
De 22 a 27 de julho no Complexo Cultural da República
22/7, segunda-feira
10h Mesa de abertura: Politicas públicas para a cultura negra
Local: Auditório 02 do Museu Nacional
24/7, quarta-feira
9h às 12h Oficina Tranças do Verbo - Uma história da palavra afro-brasileira, com Allan da Rosa.
14h Literatura Negra – nossas letras e vozes
18h Lançamento Literário: "A calimba e a flauta- versos úmidos e tesos', Allan da rosa e Priscila Preta. Recital encenado e acompanhado por violino, flauta, balafon, urucungo, berimbau, tocados por Giovani di Ganzá (Quinteto Abanã)
Local: Auditório 02 do Museu Nacional
Data: 25/7, quinta-feira
Local: Em frente ao Museu Nacional
19h Grande Roda de Capoeira (com Mestra Janja, Mestra Paulinha e convidadas)
Data: 26/7, sexta-feira
Local: Área Externa do Museu Nacional
18h às 21h Roda de break
21h Las Krudas (Cuba)
22h Karol Conka+Nave (Curitiba)
23h Playing for Change (EUA)
0h Jam do Museu (DF)
Data: 27/7, sábado
Local: Área externa do Museu Nacional
10h às 18h Basquete de Rua com CUFA/DF e Skate com ASC – Associação de Skate da Capital
14h às 16h Vivência em Capoeira Angola para crianças, com Projeto Tem Dendê
19h Desfile infantil com Santinha Afro Fashion (DF)
19h20 Show infantil MC Sofia (SP)
20h Desfile GeoD by Samantha-J (Nigéria / Gran Brethânia)
Banda Funkeando ao vivo durante os desfiles (DF)
21h às 23h DJ Chokolaty (DF)
23h à 1h Dj Donna (DF) – Participação especial do Grupo de dança ShiiiU Performance
1h Black Alien (RJ)
2h30 El Patito Feo (DF) – Pré-lançamento do CD “PATOLOGIA”
Local: Área externa do Museu Nacional
Para palestras, debates, oficinas e debates, os interessados precisam se inscrever através do www.afrolatinas.com.br
A programação do Festival tem classificação indicativa livre para todos os públicos e é gratuita, exceto o show de Mariene de Castro, dia 19/07, que tem bilheteria a R$ 20,00 a inteira. Ingressos disponíveis para venda a partir das 16h, no dia do show, na bilheteria do Teatro.
Os ingressos, para as atrações gratuitas, começam a ser distribuídos duas horas antes, no dia de cada apresentação.
Arte e Cultura Negra – memória afrodescendente e políticas públicas
Ativista e filósofa, Sueli Carneiro, afirmou que tudo o que existe de mais popular e erudito no Brasil diz respeito à cultura negra, levantando questões, que servirão como ganchos para debates, como, De que forma está tratada esta cultura em termos de políticas públicas? Como propor e garantir que os saberes orais e ancestrais sejam considerados nos editais, chamadas públicas e outras linhas de fomento e incentivo? Como garantir que as manifestações negras sejam vistas além da folclorização e do exotismo? Que pesquisas temos, com indicadores relacionados à economia da cultura afro-brasileira e afro-latina? Como esta cadeia promove, formaliza e agrega gestores culturais e artistas negros? Qual a melhor forma de inseri-los no mercado e tirá-los da informalidade? Quais programas e projetos preveem capacitação nas áreas relacionadas à cadeia produtiva da cultura? Que linhas de crédito há para empreendedoras e empreendedores negros que trabalham com cultura negra?
A Lei nº 10.639/2003 exige que escolas brasileiras de ensino fundamental e médio incluíssem no currículo a história e cultura afro-brasileira. Diante desta lei, o projeto propõe, diálogo entre cultura e educação, por meio de debates, oficinas, rodas de conversa e apresentações artísticas.
Mulheres negras ainda não ocupam proporcionalmente os espaços de representação política, tem pouco acesso às políticas públicas, informação e tecnologias e estão vulneráveis a violência e abusos. Neste sentido a organização está comprometida com as diretrizes do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres no que se refere aos eixos abaixo:
Capítulo 2: Educação inclusiva, não-sexista, não-racista, não-homofóbica e nãolesbofóbica;
Capítulo 3: Saúde das mulheres, direitos sexuais e direitos reprodutivos;
Capítulo 5: Participação das mulheres nos espaços de poder e decisão;
Capítulo 7: Direito a terra, moradia digna e infra-estrutura social nos meios rural e urbano, considerando as comunidades tradicionais;
Capítulo 8: Cultura, Comunicação e Mídia igualitárias, democráticas e não discriminatórias;
Capítulo 9: Enfrentamento do racismo, sexismo e lesbofobia; e
Capítulo 10: Enfrentamento das desigualdades geracionais que atingem as mulheres, com especial atenção às jovens.
Histórico
O projeto foi criado em 2008 para dar visibilidade ao dia 25 de julho, que tem ganhado força como uma espécie de 8 de marco da mulher negra. Tendo se tornado o maior festival de mulheres negras do Brasil, Latinidades cumpre um papel de grande importância para a visibilização da data e dos temas relacionados à pauta de gênero e raça.
Anualmente, o projeto aborda temáticas que se desdobram em oficinas e mesas de debate com especialistas de todo o país, bem como convidadas e convidados de outros paíes. O resultado das experiências e falas dessas e desses especialistas resulta em uma publicação-referência, produzida em parceria com o Ipea.
Latinidades agrega, desde sua primeira edição, além dos debates, oficinas, rodas de conversa, shows musicais, intervenções poéticas e teatrais, literatura, moda, culinária, feira de afro-negócios, artes plásticas e cinema.
Em 2008 ocorreu a primeira edição, na Casa Roxa, sede da Associação Lésbica Feminista Corturno de Vênus, na Região Administrativa do Guará, Distrito Federal. Em 2009 foi realizado evento, sob o tema Mulheres Negras na Comunicação, no Sindicato dos Urbanitários do Brasil e na Praça Zumbi dos Palmares. Em 2010, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Ipea, foi realizado, na Esplanada dos Ministérios, no formato de três dias de seminários e um de apresentações artísticas, sob o tema Censo, o qual deu origem à publicação Latinidades – Censo e Políticas públicas para as Mulheres Negras. A programação agregou desfile de moda baseado nas vestimentas de santo, feira de afro-negócios, seminários e debates. O tema do festival no ano de 2011 foi Mulheres Negras no Mercado de Trabalho e também esteve inserido no contexto da programação da II Conferência do Desenvolvimento –CODE, promovida pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada – Ipea. Em 2012, o tema foi Juventude Negra e reuniu, ao longo de uma semana, 50 mil pessoas que conferiram e participaram de dez shows, três performances teatrais, cinco lançamentos literários, Feira Preta (com 20 stands de cinco estados brasileiros), além de painéis de debates e discussões que geraram uma publicação sobre o mesmo tema.
Literatura preta na 6ª Edição do Latinidades
Conceição Evaristo, Roberta Estrela D’Álva, Andressa Marques, Allan da Rosa, Giovany de Ganzá e Priscila Preta fazem parte do time literário presente na programação do dia 24 de julho, no Auditório do Museu Nacional, com oficinas, lançamentos e bate-papos.
Oficina: "Pretas Letras Eróticas: Umidade e Tesão", com Allan da Rosa (SP) Das 9h às 12h, a oficina vai apresentar poemas eróticos e convidar para um bate-papo sobre os horizontes de intenção e de sensações que a poesia instiga. Abrindo espaço para a reflexão, sobre elementos da vivência afro-brasileira, por meio de jogos de criação textual, compreensão e desfrute de formas e estilos. Com imaginação e cuidado à estilo, às histórias e segredos do corpo negro, abordando o namoro e os desafios entre caneta e saliva, voz e página.
Allan da Rosa é autor de "Da Cabula", "Zagaia" e outros livros de Poesia, entre eles "A Calimba e a Flauta - versos úmidos e tesos", com Priscila Preta. Apresenta o programa "À Beira da Palavra", pela USP FM, proseando e recitando com escritor@s african@s, indígenas, negr@s, periféric@s e cordelistas. Historiador, é criador da série "Pedagoginga", movimento de educação popular, periférica e preta em São Paulo. Angoleiro, é treinel do grupo "Irmãos Guerreiros" em Taboão da Serra/SP. Já apresentou palestras, recitais e oficinas em várias regiões brasileiras e em Moçambique, EUA, Colômbia, México, Bolívia e Argentina.
Debate: “Literatura Negra: nossas letras e vozes”
O debate que acontece às 14h traz a multi-experiência em atuação, processo criativo, produção em prosa e as poéticas diversas nas perspectivas de autoras negras. Poesia, teatro, música e a arte de viver e sobreviver das letras pretas, na urgência de se fazer ler, ver e ouvir.
Debatedores:
Conceição Evaristo (RJ); Priscila Preta, Cia Capulanas (SP); Andressa Marques (DF); e Estrela D’ Alva (SP).
Mediadora: Poliana Martins (DF)
Priscila Preta é atriz, dançarina e poeta. Autora de "A Calimba e a Flauta - versos úmidos e tesos", com Allan da Rosa.
Integra a Capulanas Cia de Arte Negra e o Grupo Umoja. Também é co-autora de "{Em}Goma. Dos pés a cabeça, os quintais que sou", livro que coroou a peça "Pé no quintal" apresentada em inúmeros quintais das periferias paulistanas, cariocas e também em Moçambique. Atualmente, trabalha com as Capulanas a peça "Sangoma", mergulhando nas linhas e histórias da saúde das mulheres negras.
Lançamento literário com recital: "A Calimba e a Flauta"
Allan da Rosa e Priscila Preta recitam poemas do livro, acariciam com seus versos úmidos e tesos. O erotismo preto é desenhado com a música de Ganzarino, acompanhado por violino, urucungo, viola caipira e balafon, mesclando voos líricos e mandingueiros. Acende o encanto do encontro, provoca arrepios e bonitezas da safadelícia, vem traz à tona a gana e a graça do amor.
Outros lançamentos literários na programação:
20/7, sábado
18h30 Lançamento Literário: Rutas de Tropas, de Emília Murraín (Colômbia)
Local: Auditório 02 do Museu Nacional
21/7, domingo
18h30 Lançamento Literário: Águas da Cabaça, de Elizandra Souza
Local: Auditório 02 do Museu Nacional
22/7, segunda-feira
12h - Lançamento Literário: “Igualdade Racial: reflexões no ano internacional dos afrodescendentes”, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea. Coletânea de artigos d@s palestrantes do Ciclo de debates que organizamos no Ipea, por ocasião do Ano Internacional dos Afrodescendentes.
Local: Auditório 02 do Museu Nacional
De 19 a 27 de julho, os Complexos Culturais da Funarte e da República, em Brasília, recebem a 6ª Ed. do Latinidades (Festival da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha): Um festival da Afro-diáspora, homenageia em 2013 a escritora e Doutora Conceição Evaristo.
O maior festival de mulheres negras do Brasil
Festival cultural-formativo que promove capacitação, afro-empreendedorismo, economia criativa e comunicação, no sentido de discutir e propor políticas públicas para mulheres negras, por meio de painéis, debates e mesas redondas. E oferece, ainda, ampla programação artística com shows, oficinas, exposições e lançamentos literários. Os assuntos abordados nesta edição de 2013 giram em torno da Arte e Cultura Negra – Memória Afrodescendente e Políticas Públicas.
Com a participação de representantes de diversos Estados brasileiros e com participação internacional, o Latinidades promove diálogos entre o poder público, organizações não governamentais, movimentos sociais e culturais, universidades e coletivos. Constituindo, assim, um espaço para convergir iniciativas, tanto da
Sociedade Civil como do Governo, relacionadas, especialmente, ao enfrentamento do racismo, do sexismo e em prol da promoção da igualdade.
Em 2013, o Festival vai levantar temas sobre a memória e a cultura afrodescendentes no fazer contemporâneo e a urgência de se efetivarem políticas públicas para a cultura negra, discutindo assuntos atuais aliados à herança africana incorporada pelo povo latino, expressa em linguagens culturais, demandas sociais e em diferentes áreas de atuação no mercado. Dando visibilidade e espaço à cultura afro-latina e suas manifestações, considerando, sobretudo, o gênero feminino
Os painéis serão gravados para edição impressa com as degravações dos debates, a exemplo das duas edições anteriores, que será publicado após a realização do Festival. O site do Festival - www.afrolatinas.com.br - será atualizado em tempo real, durante as mesas e debates, servindo como fonte de notícias para consulta e estudo sobre à situação da mulher afro-latina na atualidade.
“Escolhemos Arte e Cultura Negra – Memória Afrodescendente e Políticas
Públicas como tema central desta 6ª Ed. a partir do entendimento de que a sociedade e o Estado brasileiros, bem como no Caribe e em outros países da América Latina, têm uma grande dívida histórica no que diz respeito a valorização da cultura negra e suas manifestações artístico-culturais”, explica Jaqueline Fernandes, coordenadora do Festival e complementa “Trazemos para a programação shows e atividades artísticas, por considerarmos a cultura e a arte campos ideais para discutir e trabalhar questões relacionadas ao machismo e ao sexismo de forma a atingir melhores resultados”.
A homenageada de 2013 - Conceição Evaristo: Mineira, nasceu numa favela da zona sul de BH. Até concluir o segundo grau em 1971, teve que conciliar seus estudos com o trabalho como empregada doméstica. Mudou-se para o Rio de Janeiro onde foi professora da rede pública e estudou Letras na UFRJ, fez Mestrado na PUC/Rio e é Doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Estreou na literatura em 1990, com obras publicadas na série Cadernos Negros, publicada pelo Grupo Quilombhoje. Suas obras, em especial o romance Ponciá Vicêncio, de 2003, abordam temas como a discriminação racial, de gênero e de classe.
A programação cultural traz Oficinas de fabricação de instrumentos, de penteados e de toques e danças afro; Recitais poético e musical; Lançamentos literários; Rodas de capoeira e de break dance; Desfile de moda; Exposição; e Shows musicais. Atrações e representantes de Brasília e vindos de São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Colômbia, Cuba, Estados Unidos e Nigéria irão ocupar o Teatro Plínio Marcos e as Salas Cássia Eller e a de Dança da Funarte, e a Praça e a Biblioteca Nacional de Brasília do Complexo Cultural da República ao longo dos nove dias de Festival.
A programação 2013 começa no Complexo Cultural da Funarte, de 19 a 21, em parceria com o Festival São Batuque, da produtora Rosa dos Ventos, por meio do edital de Ocupação Funarte 2013, onde serão realizadas oficinas de dança, percussão e penteado, lançamentos literários, exposição fotográfica, música e teatro. De 22 a 27 o projeto vai para o Complexo Cultural da República com debates, palestras, oficinas, roda de capoeira e shows musicais. Ações culturais e formativas também acontecem no Presídio Feminino do Distrito Federal, na Estrutural, no Quilombo Mesquita, na Prainha dos Orixás e no Terreiro Ilê Axé Oyá Bagan
PROGAMAÇÃO
De 19 a 21 de julho no Complexo Cultural da Funarte
Em uma parceria inédita, dois grandes eventos se unem e proporcionam, de 19 a 21 de julho, um final de semana repleto de eventos – São Batuque e Latinidades, com atividades formativas e discussões sobre temas cada vez mais atuais em nossa sociedade, desenvolvendo ações de capacitação, empreendedorismo, cultura e comunicação, além de uma ampla programação artística com shows, exposições, lançamentos literários, trazendo para a Ocupação Funarte 2013.
19/7, sexta-feira
21h Mariene de Castro – lançamento do DVD Um Ser de Luz
Local: Teatro Plínio Marcos (Funarte)
Ingressos à venda na bilheteria a partir das 16h do dia do show.
20/7, sábado
14h Oficina: Fabricação de Caxixi, com Projeto Tem Dendê
15h30 Oficina: Toques de Angola (atabaque e agogô), com Ogã Rubinho
Local: Sala Cássia Eller (Funarte)
15h Oficina: de Penteados Afro, com Emília Murraín Valencia (Colômbia)
16h Vivência: Raça, Identidade e Auto-estima e seleção de modelos negr@s para desfiles
Latinidades 2013
Local: Sala de Dança (Funarte)
18h30 Lançamento Literário: Rutas de Tropas, de Emília Murraín (Colômbia)
21h Show Ilú Obá de Min (SP)
Local: Teatro Plínio Marcos (Funarte)
21/7, domingo
15h Oficina de Danças Afro-brasileiras
16h Oficina de danças africanas
Local: Sala de Dança (Funarte)
18h30 Lançamento Literário: Águas da Cabaça, de Elizandra Souza
20h Espetáculo Latino América:
Recital Teatral, com Cristiane Sobral, & Indianna Nomma canta Mercedez Sosa
Local: Teatro Plínio Marcos (Funarte)
De 22 a 27 de julho no Complexo Cultural da República
22/7, segunda-feira
10h - Sra. Luiza Bairros - Ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) Na ocasião fará uma saudação com ênfase na importância da participação política das mulheres negras.
10h15 - Mesa de abertura: Políticas públicas para a cultura negra
Debatedor@s:
Sr. Hilton Cobra - Presidente da Fundação Cultural Palmares
Sr. Marcelo Dourado - Diretor-Superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco)
Sr. Hamilton Pereira – Secretário de Cultural do Governo do Distrito Federal.
Mediadora: Larissa Borges.
Local: Auditório 02 do Museu Nacional
Ementa: O atual quadro das políticas públicas para a cultura negra. Os avanços, os suportes necessários para a consolidação e qualificação da presença negra no setor. O papel dos empreendedores, dos gestores públicos e privados na formatação de estratégias produtivas.
12h - Lançamento: “Igualdade Racial: reflexões no ano internacional dos afrodescendentes”, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea. Coletânea de artigos d@s palestrantes do Ciclo de debates que organizamos no Ipea, por ocasião do Ano Internacional dos Afrodescendentes.
14h Mesa: Cultura, Empreendedorismo e Economia Criativa
Ementa: Os empecilhos e facilitadores para potencializar a rede de ações que viabilizam e
mantém a produção cultural de matriz afro-brasileira como a principal fonte da cultura brasileira. Recursos, estratégias, soluções e ações que impulsionem a economia criativa, dando espaço e protagonismo aos que a constroem.
Debatedor@s:
Cláudia Leitão - Secretária de Economia Criativa do Minc
João Carlos Nogueira - Consultor (Plano Brasil Afro-Empreendedor / Sebrae)
João Bosco - Presidente da Associação Nacional dos Coletivos de Empresários e
Empreendedores Afro-Brasileiros (Anceabra)
Local: Auditório 02 do Museu Nacional
De 22/7 (segunda-feira) a 27/7 (sexta-feira)
Exposição Fotográfica Colaborativa Cabelaço
Local: Foyer do Auditório 02 do Museu Nacional
23/7, terça-feira
10h - Mesa: Sabor e Saberes
Ementa: Arte e Gastronomia Africana na ótica afro-colombiana em interface com a cultura do cozinhar e comer afro-brasileiro. O debate traz o tempero da ancestralidade das religiões de matriz africana e sua presença no cotidiano do brasileiro e de outros povos na diáspora.
Debatedoras: Iyalorixá Ana Akini e María Elsy Sandoval - Comunicadora Social e jornalista da Universidad Central de Bogotá
Local: Auditório 02 do Museu Nacional
Conferência especial com Ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
15h30 - Mesa: Desigualdades de gênero e raça: políticas públicas e ações afirmativas no governo Lula e sua atuação pós-mandato.
Local: Auditório do Museu Nacional.
14h - Mesa: O poder feminino nas matrizes africanas
Ementa: Bantu, iorubá, fon: ancestralidade negro-feminina nas matrizes africanas e a perpetuação da força na cultura. Bases para a construção e renovação de saberes, patrimônios e diálogos.
Debatedor@s:
Regina Nogueira / Makota Mulanji - Banto
Vilma Piedade - Iorubá
Jandira Santana - Fon
Mediadora: Daniela Luciana (Pretas Candangas)
Local: Auditório 02 do Museu Nacional
24/7, quarta-feira
9h às 12h Oficina Tranças do Verbo - Uma história da palavra afro-brasileira, com Allan da Rosa.
14h - Mesa: Literatura Negra – nossas letras e vozes
Ementa: A multi-experiência em atuação, processo criativo, produção em prosa, as poéticas diversas nas perspectivas de autoras negras. Poesia, teatro, música e a arte de viver e sobreviver das letras pretas, na urgência de se fazer ler, ver e ouvir.
Debatedor@s: Conceição Evaristo – poetisa; Priscila Preta -poetisa (Cia Capulanas); Andressa Marques - Mestra em Literatura Brasileira; e Roberta Estrela D’Alva - atriz e MC
Mediadora: Poliana Martins
18h Lançamento Literário: "A calimba e a flauta - versos úmidos e tesos', Allan da rosa e Priscila Preta. Recital encenado e acompanhado por violino, flauta, balafon, urucungo, berimbau, tocados por Giovani di Ganzá (Quinteto Abanã)
Local: Auditório 02 do Museu Nacional
25/7, quinta-feira
Local: Auditório 02 do Museu Nacional
Das 8h30 às 14h – Seminário: Inclusão produtiva nos presídios femininos do Centro-Oeste
Ementa: O seminário visa discutir trabalho, capacitação e ressocialização, bem como as políticas publicas, a fim de assegurar a implementação de ações transversais de entes do Governo e da sociedade, em prol da reintegração de mulheres reeducadas à sociedade
Mesa de abertura: Diretor Superintendente da Sudeco, Marcelo Dourado; Senador Rodrigo Rolemberg; e Representantes do MT, MS, GO e DF
Seminário: Edemundo Dias de Oliveira Filho, presidente da Agencia Goiana do Sistema de Execução Prisional - Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia; Deuselita Pereira Martins, delegada de polícia e diretora da Penitenciária Feminina do Distrito Federal – COLMÉIA; participante do Reeducandas para a Liberdade; Ministério Público, Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Deise Benedito, militante negra e pesquisadora; Augusto Rossini.
14h - Mesa: Gênero e capoeira: voz, corpo e tradição
Ementa: Lutando e formando a mulher capoeirista. O espaço das mestras e aprendizes nas tradições da capoeira. Avanços, conquistas, dificuldades e aspirações. O papel que é e pode ser exercido por esta luta-arte-cultura no empoderamento feminino.
Debatedor@s: Mestra Janja - grupo Nzinga; Mestra Paula - grupo Nzinga; e Professora
Renata Lima – UFGo
Mediadora: Marillia Gonçalves
16h – Mesa “Mulheres Negras Construindo sua História”
Ementa: Vivências, trajetórias, vitórias e lutas de mulheres negras que constroem História e suas histórias. Contribuições discursivas para a reflexão e o empoderamento feminino no contar, construir e tornar visíveis experiências e trajetórias.
Debatedoras:
Conceição Evaristo, poetisa (RJ) – Homenageada Latinidades 2013
Claudia Marques de Oliveira - Programa Ações Afirmativas na UFMG
Raquel Trindade - Terapeuta Ocupacional e Coordenadora do projeto Teatro Popular (SP)
Local: Auditório 02 do Museu Nacional
19h Roda de Capoeira
Local: Em frente ao Museu Nacional
26/7, sexta-feira
10h - Mesa: Quilombos das Américas
Ementa: Diálogo sobre o Projeto Quilombos das Américas, realizado a partir da articulação das comunidades afrorrurais do Brasil, Panamá e Equador.
Debatedoras: Maria Rosalina dos Santos (Conaq); Bárbara Oliveira (Seppir); Tatiana Silva (Ipea)
Mediadora: PaulaBalduino (Pretas Candangas)
Local: Auditório 02 do Museu Nacional
14h – Mesa: Moda Afro e empreendedorismo
Ementa: Moda: a afirmação de identidade no espelho e no processo criativo. Estratégias de venda, produção, divulgação e visibilidade. Compartillhamento, articulação e ampliação de ações individuais e coletivas para garantir espaço e visibilidade de forma sustentável.
Debatedor@s: Madalena Bispo / MadaNegrif; Conceição Versesi/ Projeto BotuÁfrica; Samantha (Nigéria / Grã Bretanha) – Confirmada por Chaia
Fomentadora: MakotaKinsendembu
Local: Auditório 02 do Museu Nacional
18h Roda de break
21h Las Krudas (Cuba)
22h Karol Conka+Nave (Curitiba)
23h Playing for Change (EUA)
0h Jam do Museu (DF)
Local: Área Externa do Museu Nacional
27/7, sábado
10h Basquete de Rua com CUFA/DF
10h Skate com CUFA/DF
14h Vivência em Capoeira Angola para crianças, com Projeto Tem Dendê
19h Desfile infantil com Santinha Afro Fashion (DF)
19h20 Show infantil MC Sofia (SP)
20h Desfile GeoD, by Samantha-J (Nigéria/Inglaterra)
Banda Funkeando ao vivo durante os desfiles (DF)
21h DJ Chokolaty (DF)
23h Dj Donna (DF)
1h Black Alien (RJ)
Local: Área externa do Museu Nacional
Para palestras, debates e oficinas, os interessados precisam se inscrever através do www.afrolatinas.com.br
A programação do Festival tem classificação indicativa livre para todos os públicos e é gratuita, exceto o show de Mariene de Castro, que tem bilheteria a R$ 20,00 a inteira. Os ingressos, para as atrações gratuitas, começam a ser distribuídos duas horas antes, no dia de cada apresentação.
Arte e Cultura Negra – memória afrodescendente e políticas públicas
Ativista e filósofa, Sueli Carneiro, afirmou que tudo o que existe de mais popular e erudito no Brasil diz respeito à cultura negra, levantando questões, que servirão como ganchos para debates, como, De que forma está tratada esta cultura em termos de políticas públicas? Como propor e garantir que os saberes orais e ancestrais sejam considerados nos editais, chamadas públicas e outras linhas de fomento e incentivo? Como garantir que as manifestações negras sejam vistas além da folclorização e do exotismo? Que pesquisas temos, com indicadores relacionados à economia da cultura afro-brasileira e afro-latina? Como esta cadeia promove, formaliza e agrega gestores culturais e artistas negros? Qual a melhor forma de inseri-los no mercado e tirá-los da informalidade? Quais programas e projetos preveem capacitação nas áreas relacionadas à cadeia produtiva da cultura? Que linhas de crédito há para empreendedoras e empreendedores negros que trabalham com cultura negra?
A Lei nº 10.639/2003 exige que escolas brasileiras de ensino fundamental e médio incluíssem no currículo a história e cultura afro-brasileira. Diante desta lei, o projeto propõe, diálogo entre cultura e educação, por meio de debates, oficinas, rodas de conversa e apresentações artísticas.
Mulheres negras ainda não ocupam proporcionalmente os espaços de representação política, tem pouco acesso às políticas públicas, informação e tecnologias e estão vulneráveis a violência e abusos. Neste sentido a organização está comprometida com as diretrizes do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres no que se refere aos eixos abaixo:
Capítulo 2: Educação inclusiva, não-sexista, não-racista, não-homofóbica e nãolesbofóbica;
Capítulo 3: Saúde das mulheres, direitos sexuais e direitos reprodutivos;
Capítulo 5: Participação das mulheres nos espaços de poder e decisão;
Capítulo 7: Direito a terra, moradia digna e infra-estrutura social nos meios rural e urbano, considerando as comunidades tradicionais;
Capítulo 8: Cultura, Comunicação e Mídia igualitárias, democráticas e não discriminatórias;
Capítulo 9: Enfrentamento do racismo, sexismo e lesbofobia; e Capítulo 10: Enfrentamento das desigualdades geracionais que atingem as mulheres, com especial atenção às jovens.
Histórico
O projeto foi criado em 2008 para dar visibilidade ao dia 25 de julho, que tem ganhado força como uma espécie de 8 de marco da mulher negra. Tendo se tornado o maior festival de mulheres negras do Brasil, Latinidades cumpre um papel de grande
importância para a visibilização da data e dos temas relacionados à pauta de gênero e raça.
Anualmente, o projeto aborda temáticas que se desdobram em oficinas e mesas de debate com especialistas de todo o país, bem como convidadas e convidados de outros paíes. O resultado das experiências e falas dessas e desses especialistas resulta em uma publicação-referência, produzida em parceria com o Ipea.
Latinidades agrega, desde sua primeira edição, além dos debates, oficinas, rodas de conversa, shows musicais, intervenções poéticas e teatrais, literatura, moda, culinária, feira de afro-negócios, artes plásticas e cinema.
Em 2008 ocorreu a primeira edição, na Casa Roxa, sede da Associação Lésbica
Feminista Corturno de Vênus, na Região Administrativa do Guará, Distrito Federal. Em 2009 foi realizado evento, sob o tema Mulheres Negras na Comunicação, no Sindicato dos Urbanitários do Brasil e na Praça Zumbi dos Palmares. Em 2010, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Ipea, foi realizado, na Esplanada dos Ministérios, no formato de três dias de seminários e um de apresentações artísticas, sob o tema Censo, o qual deu origem à publicação Latinidades – Censo e Políticas públicas para as Mulheres Negras. A programação agregou desfile de moda baseado nas vestimentas de santo, feira de afro-negócios, seminários e debates. O tema do festival no ano de 2011 foi Mulheres Negras no Mercado de Trabalho e também esteve inserido no contexto da programação da II Conferência do Desenvolvimento –CODE, promovida pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada – Ipea. Em 2012, o tema foi Juventude Negra e reuniu, ao longo de uma semana, 50 mil pessoas que conferiram e participaram de dez shows, três performances teatrais, cinco lançamentos literários, Feira Preta (com 20 stands de cinco estados brasileiros), além de painéis de debates e discussões que geraram uma publicação sobre o mesmo tema.































