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FESTA DE INAUGURAÇÃO

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A partir dessa provocação e das características que já são comuns ao grupo, como uma relação direta com a plateia e criação de peças que não se resumem a um só espaço cênico, Festa de Inauguração começa nas imediações do teatro. Dessa forma, a peça cria as metáforas a partir de um olhar arqueológico, onde o fim representa a continuidade de um ciclo que irá gerar novas leituras sobre o que foi destruído.

Sem tomar como base a noção de personagens ou de começo-meio-fim, Festa de Inauguração é um caleidoscópio. Em cena, os atores encenadores Gleide

Firmino, Micheli Santini, Adilson Diaz e Diego Borges tecem a trama a partir de falas e narrativas em um jogo cênico que apresenta o próprio eu a partir do teatro, músicas e coreografias, próprias do teatro performático. O espetáculo tem ainda cenário e figurino assinados por André Cortez e luz de Guilherme Bonfanti, do Teatro da Vertigem.

Fotos de divulgação do espetáculo: bit.ly/FestadeInauguração Fotos das frases encontradas: dropbox.com/sh/z3qrvl2ujd61u8m/AAAiuWSlm7sSH5r144BNMHOma?dl=0

Vídeo do espetáculo na íntegra, trecho para divulgação aos 25 min: youtube.com/watch?v=Q_w1koZif-Q&feature=youtu.be

Teatro do Concreto

Fundado em 2003, o Teatro do Concreto é um grupo de Brasília que reúne artistas interessados em dialogar com a cidade e seus significados simbólico e real por meio da criação cênica. Assume, desde sua origem, a diversidade e a pesquisa como princípios de gestão e composição artística, mobilizando criadores de diversas regiões do Distrito Federal e aprofundando a interação com diferentes artistas e áreas do conhecimento. Suas criações se orientam pela perspectiva do processo colaborativo e se caracterizam, principalmente, pela elaboração de uma dramaturgia própria, pela radicalização no uso de depoimentos pessoais, pela investigação da cena no espaço urbano, pela relação com as práticas da performance e pela busca por diferentes modos de engajar o espectador. Ao longo de sua trajetória, o grupo estreou nove espetáculos e intervenções cênicas, publicou três obras de referência para o campo da pesquisa teatral e realizou diversos projetos de interação com a comunidade os quais extrapolam a dimensão dos palcos, consolidando-se como referência para o teatro de grupo na região Centro-Oeste. Ganhou projeção nacional com a circulação dos espetáculos Diário do Maldito (2006) – que recebeu o Prêmio SESC do Teatro Candango nas categorias de Melhor Atriz e Melhor Cenografia – e Entrepartidas (2010) – que recebeu o Prêmio SESC do Teatro Candango nas categorias de Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Ator e Melhor Dramaturgia. As principais criações do grupo são Sala de Espera (2003); Borboletas têm vida curta (2006); Diário do Maldito (2006); Inútil Canto E Inútil Pranto Pelos Anjos Caídos (2007); Ruas Abertas (2008); Entrepartidas (2010); Mirante (2010); Extraordinário (2014); e Festa de Inauguração (2019).

Sinopse

Festa de Inauguração é uma obra sobre a destruição. Quatro atores recolhem os cacos que sobraram do choque entre placas tectônicas, das inundações, das bibliotecas em chamas, das estátuas que perderam a cabeça e dos nossos próprios corpos, palavras e desejos. Ao vasculhar ruínas, descobrem discursos que nunca foram inaugurados, fósseis sem palavras. O difícil é escolher entre aquilo que sobrou o que tem relevância para a linha do tempo que fica.

Ficha técnica

Elenco: Gleide Firmino, Micheli Santini, Adilson Diaz, Diego Borges

Direção: Francis Wilker

Dramaturgia e codireção: João Turchi

Assistente de direção: Diego Borges

Light design: Guilherme Bonfanti

Assistente de iluminação: Higor Filipe

aquitemdiversao.com.br/festa-de-inauguracao/

timesbrasilia.com.br/2019/08/20/o-teatro-do-concreto-apresenta-temporada-de-seunono-espetaculo-festa-de-inauguracao/

jornaldebrasilia.com.br/clica-brasilia/teatro-danca/espetaculo-festa-de-inauguracaoacontece-em-brasilia/

df.divirtasemais.com.br/app/noticia/programese/2019/08/30/noticia_programese,161762/teatro-do-concreto-cenacontemporanea.shtml

Crítica: metropoles.com/entretenimento/teatro/o-melhor-e-o-pior-do-cenacontemporanea-2019

Programa Trilha das Artes: camara.leg.br/radio/programas/577493-francis-wilker-eo-teatro-do-concreto

Realizado com recursos do FAC – Fundo de Apoio à Cultura do DF, o Teatro do Concreto apresenta sua nona montagem, em 16 anos de trajetória:

Festa de Inauguração

Frases deixadas por operários responsáveis pela construção do Congresso Nacional, inspiram o grupo a criar metáforas questionadoras sobre silenciamento de grupos minoritários e revisionismos históricos

O Teatro do Concreto, após estreia no Festival Internacional Cena Contemporânea, com três sessões lotadas, e breve passagem pelo 34º Festivale, em São José dos Campos (São Paulo), o Grupo volta para casa onde dá sequência à temporada de Festa de Inauguração no Sesc Garagem, de 19 a 22 de setembro, e de 26 a 29, do mesmo mês, no CEM 01 – Centrão, escola pública de São Sebastião.

Mensagens deixadas por trabalhadores, que construíram o Congresso Nacional nos anos de 1950, e encontradas em 2011 durante reforma no Salão Verde, foram o ponto de partida [para a criação do espetáculo] e endossado por seminários que reuniram sociólogos, arquitetos, artistas visuais, rappers e dramaturgos.

“As frases são de autoria de quem quase nunca está à luz da história oficial e revelam, em si, desejos de um futuro melhor para o país e a crença nas instituições democráticas”, descreve Francis. Frases completas ou trechos delas são lidas durantes o espetáculo e uma delas entra em cena escrita em uma faixa.

A obra, que investiga o tema da destruição como metáfora ao atual momento do país, explora a presença de um ciclo fragmentado onde o fim nada mais é do que a continuidade e a ruína é a afirmação do que existiu e do vir a ser.

Permeando a própria produção do grupo, a montagem discorre sobre constâncias da humanidade, “notamos que no percurso da humanidade, nas artes e nas trajetórias pessoais, existem narrativas soterradas que precisam vir à tona e, normalmente, esse processo acontece por meio da destruição”, sugere o diretor da montagem.

A cidade como algo repleto de textos que precisam ser lidos e de discursos que precisam vir à tona, a pesquisa fez com que Festa de Inauguração não fosse uma peça que falasse pelos operários ou sobre o processo de construção de Brasília, mas sim que esses fossem os elementos disparadores de uma série de reflexões sobre o ato de destruir e reconstruir.

Sem tomar como base a noção de personagens ou de começo-meio-fim, Festa de Inauguração é um caleidoscópio. Em cena, os atores encenadores Gleide Firmino, Micheli Santini, Adilson Diaz e Diego Borges tecem a trama a partir de falas e narrativas em um jogo cênico que apresenta o próprio eu a partir do teatro, músicas e coreografias, próprias do teatro performático. O espetáculo tem ainda cenário e figurino assinados por André Cortez e luz de Guilherme Bonfanti, do Teatro da Vertigem.

Fotos de divulgação do espetáculo: bit.ly/FestadeInauguração Fotos das frases encontradas: dropbox.com/sh/z3qrvl2ujd61u8m/AAAiuWSlm7sSH5r144BNMHOma?dl=0 Vídeo do espetáculo na íntegra, trecho para divulgação aos 25 min: youtube.com/watch?v=Q_w1koZif-Q&feature=youtu.be

Ficha técnica

Elenco: Gleide Firmino, Micheli Santini, Adilson Diaz, Diego Borges

Direção: Francis Wilker

Dramaturgia e codireção: João Turchi

Light design: Guilherme Bonfanti

Cenografia e figurinos: André Cortez

Direção musical: Diogo Vanelli

Projeções e registro audiovisual: Thiago Sabino e Fábio Rosemberg

Colaborações artísticas: Nei Cirqueira, Kenia Dias, Edson Beserra, José Regino e Giselle

Rodrigues

Produção executiva: Tatiana Carvalhedo (Carvalhedo Produções)

Produção nacional: Júnior Cecon

Coordenação administrativa Teatro do Concreto: Ivone Oliveira

Assessoria de imprensa: Território Assessoria de Comunicação

Seviço:

Dias: 19, 20, 21 e 22/09

Local: Sesc Garagem

Horário: quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h

Ingressos: R$ 20 (inteira), adquira aqui

Dia 18, às 16 horas: Sessão gratuita para alunos do ensino médio e com tradução para Libras.

Dias: 26, 27 e 29/09

Local: CEM 01 - Centrão

Horários: Quinta e sexta, às 20h, e domingo, às 19h

Entrada franca

Dias 26 e 27, sessões gratuitas para o estabelecimento de ensino

Dia 27, sessão com tradução para Libras

Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 18 anos

Duração: 80 minutos

Informações: www.teatrodoconcreto.com.br e @TeatroDoConcreto, no Facebook.

Teatro do Concreto - Fundado em 2003, o Teatro do Concreto é um grupo de Brasília que reúne artistas interessados em dialogar com a cidade e seus significados simbólico e real por meio da criação cênica. Assume, desde sua origem, a diversidade e a pesquisa como princípios de gestão e composição artística, mobilizando criadores de diversas regiões do Distrito Federal e aprofundando a interação com diferentes artistas e áreas do conhecimento. Suas criações se orientam pela perspectiva do processo colaborativo e se caracterizam, principalmente, pela elaboração de uma dramaturgia própria, pela radicalização no uso de depoimentos pessoais, pela investigação da cena no espaço urbano, pela relação com as práticas da performance e pela busca por diferentes modos de engajar o espectador. Ao longo de sua trajetória, o grupo estreou nove espetáculos e intervenções cênicas, publicou três obras de referência para o campo da pesquisa teatral e realizou diversos projetos de interação com a comunidade os quais extrapolam a dimensão dos palcos, consolidando-se como referência para o teatro de grupo na região Centro-Oeste. Ganhou projeção nacional com a circulação dos espetáculos Diário do Maldito (2006) – que recebeu o Prêmio SESC do Teatro Candango nas categorias de Melhor Atriz e Melhor Cenografia – e Entrepartidas (2010) – que recebeu o Prêmio SESC do Teatro Candango nas categorias de Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Ator e Melhor Dramaturgia.

Sinopses das criações do Teatro do Concreto:

Sala de Espera (2003/2004) - Adaptado do original A Doença: Uma Experiência, do roteirista de cinema Jean-Claude Bernardet, a peça narra, com a preciosidade imagética de um cineasta, uma história que trata de amor, preconceito, descobertas, perda e superação. Uma trajetória de extrema sensibilidade que transforma o relato narrativo, tendo como ponto de partida a presença da AIDS, em uma metáfora de amor à vida.

Diário do Maldito (2006) - Resultado de pesquisa sobre a vida e a obra de Plínio Marcos, um dos maiores expoentes da dramaturgia brasileira que incorporou o tema da marginalidade na cena nacional em textos de desconhecida violência. Na sua obra, os “marginais” são retratados como gente na boca de cena, com direito a vez e voz. A opção em falar da “banda podre do mundo” o tornou conhecido como o “autor maldito” do teatro brasileiro - jargão que nunca o incomodou - já que reconhecia na vida dos excluídos a extensão de sua própria vida e a matéria prima para as suas histórias e personagens.

Borboletas têm vida curta (2006) - Conta a história de Heitor, um adulto, que tenta, através das lembranças que estão marcadas em sua memória, atenuar a saudade e o vazio deixados por alguém especial. Sua constante busca por fatos, experiências e acontecimentos vividos na infância, o leva a ressignificar a maneira em que se relaciona e vive com o presente

Inútil canto e inútil pranto pelos anjos caídos (2007) - Os últimos momentos da vida de enclausurados numa cela de presídio e que morrem queimados durante uma rebelião. A obra é inspirada em fato verídico ocorrido em Osasco, SP, a partir do conto 25 homens do livro INÚTIL CANTO E INÚTIL PRANTO PELOS ANJOS CAÍDOS. O texto chama a atenção para questões importantes como distribuição de renda, violência, justiça, dignidade humana, fome e saúde. Neste conto, mais uma vez, Plínio Marcos dá vez e voz aos excluídos, criando na sua narrativa detalhada do episódio uma verdadeira poética da crueldade.

Ruas Abertas (2008) - Intervenção cênica no espaço urbano, a partir do tema Amor e Abandono, ponto de partida do Teatro do Concreto que resultou no espetáculo Entrepartidas. As investigações iniciais do grupo partiram de uma questão central: qual é a relação entre amor e abandono na sociedade contemporânea? Para um grupo que trabalha na perspectiva do processo colaborativo e se pauta pelo diálogo visceral com Brasília, Ruas Abertas significa uma aproximação maior com a dimensão autoral da plateia.

Mirante (2010) - Essa criação partiu da investigação de diferentes espaços que dialogam com o imaginário de Brasília. Ao reler a cidade como texto, instala-se no espaço situações de encontro e elementos que discutem sua geografia, suas relações, suas proximidades e distâncias, seus encontros e desencontros. A Cidade e seu céu, desejos, símbolos e seus mortos. A cidade e sua memória. A cidade e seus sonhos.

Entrepartidas (2010) - Início da noite, a cidade se move como um complexo organismo. É hora do embarque! O público toma um ônibus e viaja pelas ruas da cidade onde conhece diversos personagens que se equilibram no fio do tempo e nos lembram que a vida se realiza no encontro com o outro e o instante é agora. Um espetáculo que fala, sobretudo, daquilo que é efêmero, chegadas e partidas, saudades, desejos, possibilidades, vida e morte. A viagem pela cidade como pretexto para viajar pelas ruas de si mesmo.

Concreto Extraordinário (2014) - Cinco personagens são convocados para a cobertura de um evento extraordinário: a descoberta de um homem que habita um lugar nunca antes visitado, ainda sem contato com nossa sociedade. Em jogo, questões sobre a complexa vida urbana, fragmentos de vidas, recortes de sonhos, quadros de pós-modernidade. Um múltiplo olhar sobre o mundo contemporâneo e "para aonde estamos indo...".

Fotos de divulgação: bit.ly/ObrasTeatrodoConcreto

Contatos para entrevistas: Micheli Santini - (61) 9.9274-4495; e Gleidi Firmino - (61) 9 8329-9683. Atrizes do grupo desde as primeiras montagens.

TV Globo: globoplay.globo.com/v/7937854/programa/, Agenda Cultural, quadro “Tô te Convidando”, aos 46min.

aquitemdiversao.com.br/teatro-do-concreto-2/

timesbrasilia.com.br/2019/09/13/concreto-apresenta-sua-nona-montagem-em-16anos-de-trajetoria/

jornaldebrasilia.com.br/clica-brasilia/teatro-danca/espetaculo-festa-de-inauguracaoacontece-em-brasilia/

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