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Jornal terceiravia edicao53

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Foto:Silvana Rust

Nas bancas por R$ 1,50

CAMPOS DOS GOYTACAZES, RIO DE JANEIRO • 24 A 30 DE SETEMBRO 2017

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NÚMERO 53

Cinco anos do Terceira Via

Sistema de Comunicação celebra mais um ano com o show internacional de Mafalda Minnozzi O Sistema de Comunicação Terceira Via comemorou na noite do último dia 15 de setembro, seu quinto aniversário no Teatro Trianon com a sociedade aplaudindo de pé a cantora italiana Mafalda Minnozzi, que conseguiu emocionar e cativar o público com um reportório ítalo-brasileiro, por onde desfilaram músi-

cas de Roberto Carlos e de Tom Jobim. Se fazia acompanhar do que ela definiu de importantes “pedaços” da música brasileira e internacional em uma referência ao trio de músicos: o baterista Marco Costa, o baixista Felipe Alves e o guitarrista norte-americano Paul Ricci. Todos com um currículo invejável e uma sincro-

nia surpreendente. Antes do espetáculo foi servido um coquetel no foyer do teatro, onde ao término a grande estrela da noite, Mafalda Minnozzi, compareceu para abraçar os fãs fechando uma noite que certamente ficará na memória de todos que assistiram ao show. Especial

PÁGINA 09 Em entrevista o presidente do Grupo IMNE, Herbert Sidney Neves, revela os bastidores de uma história de mais de quatro décadas que revolucionou a medicina em Campos, a colocando na era nuclear. Faz o relato de um então jovem médico que teve a coragem de ficar oito horas no gabinete do presidente do INPS no Rio para conseguir um convênio que permitisse a implantação do serviço de Medicina Nuclear em Campos.

Prêmio Sou Terceira Via - Em noite festiva o Sistema de Comunicação Terceira Via homenageou oito instituições que atuam na área Social e que fazem a diferença no município de Campos dos Goytacazes. PÁGINA 06

Segurança A insegurança ronda o centro de Campos. Algumas lojas já foram arrombadas ou assaltadas mais de uma vez esse ano e a Polícia Militar monta um esquema para estancar esses atos criminosos que cresceram nestes últimos meses do ano. PÁGINA 13

Futebol Afastado da elite do futebol carioca há mais de duas décadas o Goitacaz, vai participar do estadual no ano que vem entre os grandes, como Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo. Conquistou essa posição ao vencer seu maior adversário na disputa pela vaga, o Americano. PÁGINA 21


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Política

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Sinais de recuperação da economia

Anúncio feito pelo Banco Central de crescimento do Produto Interno Bruto anima o empresariado da região Marcos Curvello O Banco Central (BC) anunciou, no início da semana, a revisão da previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2017 de 0,5% para 0,7% e estimou a inflação oficial em 3,2% neste ano. No início do mês, a autoridade monetária já havia corta a Selic em 1 ponto percentual, reduzindo a taxa a 8,25% ao ano. De acordo com o último relatório Focus, divulgado semanalmente pelo BC, a expectativa é de que os juros encerrem dezembro em 7%. Nesta quarta-feira (20), o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, fechou acima dos 76 mil pontos pela primeira vez, após alta de 0,04%. Os dados sinalizam recuperação e começam a desenhar um quadro de crescimento pós-crise, em uma demonstração de que a economia começa a se descolar da política. Agora, a expectativa das entidades do setor produtivo em Campos é que estes bons ventos soprem também no município e na região. Isso por que Campos vive um contexto de tripla crise. O município é afetado não só pela recessão em que mergulhou o país, no fim de 2014, e o Estado do Rio de Janeiro, no ano seguinte, mas também pela queda do preço do petróleo no mercado internacional, que afetou diretamente as finanças de cidades petro-rentistas. De lá pra cá, as demissões cresceram, as poupanças tiveram grande volume de saque e o movimento no comércio minguou. A esperança é de que a queda dos juros e da inflação recuperem a confiança do consumidor e estimulem as compras. Em Campos, o comércio já começa a sentir o que José Luiz Lobo Escocard, presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic) chama de “reação positiva”. “Acredito que ainda não teremos números ideias este ano, mas há esperança entre o empresariado, pois esta retomada de confiança não está sedimenta só na classe A ou B. A melhoria de condições é da economia como um todo”, diz Escocard. Apostas A aposta, segundo José Luiz, reside principalmente naquelas datas tradicionalmente rentáveis para o comércio, como o Dia das Crianças e o Natal. “Estas datas normalmente são boas para o comércio, que, mesmo na crise, continua a vender. Pode até diminuir o volume do consumo, mas as pessoas continuam comprando. Então, agora, é esperado que volume de vendas aumente”. Outro fator que deve contribuir, segundo o presidente da Acic, é o pagamento dos funcionários públicos do Estado. Embora a categoria continue mobilizada e, em alguns casos, paralisada, como os servidores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), devido ao não recebimento do 13º de 2016 e de parte do de 2017, Escocard acredita que a quitação dos salários atrasados de maio, junho e julho em agosto reflita no mercado. “Os funcionários públicos do estado são uma classe que voltou a consumir nos últimos 30 dias. Falta só o pagamento do 13º. A tendência é que voltem consumir. Dinheiro entrando, o mercado vai perceber logo”, diz. Na sexta-feira, o Governo do Estado creditou os vencimentos dos servidores ativos, aposentados e pensionistas que recebem até R$ 2.744 líquidos por mês. O que ainda deixou pendente o pagamento de agosto de 74.725 servidores. Alternativas Para o economista Alexandre Delvaux, a recuperação do Estado do Rio de Janeiro e de

Campos será mais lenta do que a do restante do país uma vez que a recessão na região passa pela crise do petróleo, atrelada a um contexto internacional. “Gradativamente, o PIB nacional vai se recuperando, o desemprego se reduz. Há uma tendência de se recuperar parte do que se perdeu nos últimos anos. Mas, em relação aos demais estados, no Rio a preocupação é maior por causa do petróleo. O modelo de desenvolvimento dependente dos royalties faz com que a recuperação seja mais lenta do que no restante do país”, avalia. Delvaux afirma que é necessário buscar uma alternativa ao petróleo e estimular outras vocações para que o Rio Volte a crescer. “Se não o fizer, o estado vai perder protagonismo econômico no país, pois o modelo petro-rentista está esgotado. Se não houver a busca por alternativas na indústria, no agronegócio, no turismo etc. vamos ficar para trás”, avalia o economista, para quem “o governo não criou um contexto de desenvolvimento que o tornasse independente do petróleo enquanto o preço da commodity estava em alta”. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campos, Joílson Barcelos, concorda e diz que é preciso entrar “dinheiro novo” no município. “A grande preocupação hoje é fazer com que entre mais dinheiro do que saia em Campos. Há uma sangria porque a cidade não tem indústria. Só comércio. Assim, o dinheiro sai mais do que entra, o que enfraquece a economia. Mas, para isso, é preciso que chegue dinheiro novo. Pelo que a CDL sabe, empresas que queriam vir para Campos e mantinham esse interesse em banho-maria voltaram a considerar o assunto, o que é um fator animador”, diz. Resultados da crise De acordo com um levantamento feito pela CDL e divulgado no último dia 12, a crise levou, em Campos, ao fechamento de 700 lojas e de 2,1 mil postos de trabalho, considerando a média de três funcionários dispensados por estabelecimento. Considerando que cada família é formada por cerca de quatro membros, a falência de comércios no município pode ter afetado mais de 8 mil pessoas. Para Joílson, mesmo diante deste cenário, “há espaço para crescer”. “O comércio continua na posição de maior empregador do município e ainda há espaço para crescer. Como reverter o fechamento das dezenas de lojas no curso deste ano e estimular a abertura de outros empreendimentos”, diz o presidente da CDL. No momento, as entidades do setor produtivo se mobilizam em torno do novo Código Tributário do Município. O projeto de lei de iniciativa do Executivo tem 498 artigos e já foi aprovado em primeira discussão na última terça-feira. Luta “Nossa luta no momento é contra o aumento de carga tributária. A gente já teve um ano ruim. Por isso, as entidades, juntas, lutam por condições melhores condições no novo Código Tributário. Felizmente, a resposta dos políticos tem sido boa e temos conseguido chegar a um denominador comum que permita ao comerciante, ao industrial, respirar, enquanto o município readequa suas próprias receitas”, finaliza Escocard.

Fotos: Silvana Rust

José Luiz Escocard Acic acredita nas datas festivas e no pagamento dos salários atrasados

Alexandre Delvaux A recuperação na região pode ser mais lenta em razão da crise do petróleo

Joilson Barcelos A CDL destaca a importância de se buscar dinheiro novo para o município

Aconteceu na Câmara O Projeto de Lei que institui o novo Código Tributário de Campos foi aprovado em primeira discussão, na sessão de terça-feira (19). São 498 artigos no Projeto de Lei. Emendas parlamentares, sendo três modificativas, três substitutivas e duas aditivas também foram discutidas na sessão. Deve ser na próxima semana a segunda discussão para somente depois a lei ser sancionada pelo prefeito Rafael Diniz (PPS). Um pedido de CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito – movimentou a sessão da última terça-feira (19), na Câmara de Vereadores. O vereador de oposição, Thiago Virgílio (PTC), propôs a abertura da CPI para investigar a situação na Saúde de Campos. Virgílio quer saber como estão sendo aplicados os investimentos na pasta e já conseguiu sete assinaturas. Para a CPI ser aberta são necessárias nove. Na sessão ordinária de quarta-feira (20), a Câmara recebeu o Projeto de Lei número 0149/2017 encaminhado pelo Gabinete do prefeito Rafael Diniz (PPS) que dispõe sobre o parcelamento e reparcelamento de débitos do município com o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). O documento foi encaminhado às comissões temáticas e deve ser votado em primeiro turno na próxima terça-feira (26).


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Opinião

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Editorial A ideia de um Conselho da Cidade lançada pela regional da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) já conta com o apoio de entidades como CDL, Acic, Carjopa, que representam setores produtivos. Deve com o tempo ganhar a chancela de outras que representam a sociedade civil organizada. O tempo é a questão. A ideia é boa e não pode demorar para sair do papel. O conceito, que já funciona bem em outras cidades, é que esse conselho norteie no campo das ideias a título de sugestões,

O Conselho que faltava

formatando projetos, o destino da cidade. Não se trata de um poder paralelo ou de um órgão para acomodar egos e representar custeio na forma de pró-labore. Está muito acima disso: pretende ser uma ferramenta que pode ser muito útil ao gestor da cidade e seus agentes secundários. Um bom exemplo de como funciona com eficácia é um conselho similar em Curitiba, constituído por técnicos ligados à área de urbanismo e mobilidade. Todos

os candidatos a prefeito se comprometem a interagir com esse colegiado técnico. Isso transformou Curitiba em uma cidade modelo. O Conselho da Cidade, que pode ser instalado em Campos, não pretende ter poder de legislação ou de execução, mas pode colaborar em muito com a elaboração de leis e a aplicação dela. Ainda não se sabe que formato ele terá. Por lógica não deveria ser apenas mais uma entidade não governamental. E nada parecido com a agência reguladora

Leilão A mansão do ex-governador Sérgio Cabral que hoje vê o sol nascer quadrado em uma cela menor do que o lavabo, vai a leilão. Localizada em Mangaratiba, no Sul do Estado a casa terá como lance inicial R$ 8 milhões, mas segundo as avaliações ela estaria valendo mais de R$ 15 milhões. Quem vai querer morar em uma mansão que será conhecida para sempre como a casa do Cabral? Na seca Parece que vem aí mais um verão de estiagem. No Estado de São Paulo já ressuscitaram o chamado volume morto. No Rio de Janeiro se especula sobre racionamento de água. Vai sobrar mais uma vez para o velho Paraíba do Sul. Fim das zonas Para as eleições do ano que vem Campos vai perder mesmo zonas eleitorais. DesaA moça do IPTU A jovem Júlia Sarmeth acaba de assumir o setor do Imposto Predial e Territorial parecem do mapa a 249, a 100 e a 99. Tudo Urbano (IPTU) na Secretaria de Fazenda, em Campos. Por trás do rostinho de por medida de economia. A coisa poderia menina existe uma expert no assunto, e aos poucos parece que ela vai resol- ser pior: em Laje do Muriaé a única zona eleitoral existente fica de fora. vendo as distorções no cálculo de cobrança deste tributo. Sem latir No final da semana passada um cão de grande porte invadiu uma igreja evangélica no bairro do Jóquei Clube. Não chegou a criar pânico embora entrasse correndo. Durante os poucos minutos que ficou na igreja não deu um único latido. Com calma foi retirado e entregue ao dono do qual estava fugindo.

Carro forte É impressionante o número de carros fortes que saem diariamente de Campos com destino ao Rio de Janeiro e São Paulo, levando uma boa parte do dinheiro produzido aqui. São as empresas com matrizes nos grandes centros. Sai mais dinheiro do que entra e, isso, embora faça parte do jogo, não é uma coisa economicamente saudável.

Deve ser o sol O governador Luiz Fernando Pezão pediu a ajuda do Exército para cercar a maior favela do Rio de Janeiro, a Rocinha. Está tentando apagar incêndio com gasolina. Como diz a canção, a culpa só pode ser do sol.

Da hora Ninguém quer o horário de verão, embora tenha gente que goste. Como a economia de energia elétrica é muito pouca parece que tanto faz. Se ninguém quer nada com a hora do Brasil, então pouca diferença faz o horário de verão.

Figuraça Quem assistiu ao filme “Polícia Federal” que relata parte da história da Laja Jato ficou sabendo um pouco mais da personalidade do doleiro Alberto Youssef, personagem chave deste processo, mas que ficou secundário no curso das investigações. O filme retrata um Youssef bem humorado mesmo preso, de bem com a vida mesmo condenado entre outros traços de uma personalidade interessante porém do mal. Figuraça II O filme Polícia Federal vai ter que necessariamente ter a parte dois porque ele foi concluído antes do escândalo da JBS e do envolvimento da tucanada nesta parada. Isso sem levar em conta o efeito Michel Temer que foi denunciado duas vezes. A parte II é inevitável.

A leitura no Brasil (I) Jaqueline Deolindo Jornalista

Após Bienal do Livro do Rio e em vésperas de Festival Doces Palavras, um dos dois maiores eventos locais de fomento à literatura, vale refletirmos sobre o quanto ainda precisamos investir, em todos os segmentos hoje disponíveis, para termos um maior público leitor. Os números são estarrecedores: o Brasil tem hoje, segundo o presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), 3.095 lojas do ramo – quando deveríamos ter mais de 20 mil se considerássemos a recomendação da Unesco de uma livraria para cada 10 mil pessoas em um país. Essas empresas pingadas estão presentes em apenas 27% das cidades brasileiras, sendo que a região Sudeste concentra aproximadamente 53% dos empreendimentos. A ANL já apontou que a internet tem sido responsável por suprir parte da demanda das localidades que não têm livrarias (na verdade, até das que têm) porque os leitores acabam acessando lojas virtuais e fazendo suas compras sem depender de

www.jornalterceiravia.com.br

loja física. Considera também que, se há clientes interessados e há falha na oferta, há potencial para abertura de empresas Brasil afora, desde que estas não se pautam pelos critérios de lucratividade exacerbada praticados pelas grandes redes e se mantenham protegidas do mercado predatório por políticas públicas que garantam a bibliodiversidade. No entanto, atingir esse ideal, não passa somente pela instalação de livrarias, mas pela formação de um público leitor, o que começa pela educação no lar e na escola e o incentivo à prática da leitura, à lida com o livro, ao interesse por histórias e narrativas diversas, ao funcionamento de bibliotecas públicas/comunitárias fixas ou itinerantes com intervenção ativa nas comunidades. Além disso, considerando que mercado é mercado, o fato de haver cidades sem livrarias não significa que haja pessoas interessadas em frequentar uma e ali fazer compras periodicamente, de modo a fa-

\ jornalterceiravia

Sistema de Comunicação Terceira Via CNPJ 15.205.202/0001-47

zer esse negócio ser sustentável. Pesquisas de mercado e de intenções de compra são imprescindíveis para evitar o incentivo à abertura de empresas natimortas. Se faz necessário, ainda, a existência de uma política de preços que torne o mercado competitivo, que torne viável a existência das livrarias independentes e que atraia o leitor para compras além da necessidade básica e do eventual. O assunto continua. Em próxima ocasião, debateremos sobre a questão da compra virtual e da leitura em dispositivos móveis. Como colocou em artigo publicado recentemente o presidente da ANL, Bernardo Gurbanov, “trabalhamos muito para modificar positivamente o mapa das livrarias no Brasil, porém foram insuficientes os resultados obtidos no curso da última década”. De fato, mudar a realidade da leitura no Brasil é um projeto complexo, que só pode se realizar em longo prazo, mas que, obviamente, pode e deve começar já. Dar à luz o assunto é um primeiro passo.

que tentaram montar na última administração municipal para funcionar na atual. Deve ser um conselho independente, despolitizado. Como seria sua composição, é algo a ser definido em seu estatuto. Essa é o tipo de entidade que faltava em Campos, por realmente ter o espírito da multiplicidade como espinha dorsal. Os mentores de sua criação garantem que colaborar com o poder público municipal, exatamente no terreno das ideias, é a primeira de muitas outras. Esperamos que sim.

Prisão de político: pena ou felicidade? Cláudio Andrade Advogado/ Vereador

Dinheiro público é para ser usado em benefício da população. Ele não pode servir para que os gestores o utilizem para o bem estar privado Dizem por aí que o cárcere não recupera ninguém e que estar no ambiente prisional só aumenta as deficiências dos presos. Na prática, famílias inteiras se revoltam quando o assassino dos seus filhos, por exemplo, logo voltam para as ruas e desafiam a todos trazendo para a Justiça a pecha de falida e ineficiente. Porém, a prisão de alguns políticos, sejam elas oriundas de crimes comuns ou eleitorais traz à tona uma pergunta: a condenação está proporcional ao delito praticado? Entendo que um político que é condenado por uso indevido de programas sociais, improbidade administrativa ou má versação de dinheiro público deve prestar constas profundas com a Justiça. Sabem o motivo? Quantas pessoas já vieram a óbito nos hospitais públicos, em suas residências (quando mandados para casa por inexistir leito), quantas deixaram de ser vacinados e quantos morreram por não haver oxigênio para tratar uma pneumonia. Quantos estão nesse momento se encontram sem suas aposentadorias e frequentando psicólogos e psiquiatras, devido à incerteza de receberem suas remunerações? Por trás dessas mazelas há um ou mais políticos que optaram pela ganância desenfreada. Homens públicos de mandato que escolheram o caminho fácil do enriquecimento ilícito, construindo verdadeiros laranjais para escoar a propina surrupiada das verbas destinadas à saúde e a educação. A loucura pelo poder, aliada a vontade quase viciante de se perpetuar nele, faz com que muitos políticos esqueçam-se dos princípios basilares que norteiam o homem e partem para a insandecedora luta, a qualquer custo, pela ‘mosca azul’ do poder pelo poder. Diversos municípios brasileiros estão naufragando, em que pese ser de responsabilidades dos gestores que assumiram em 2017, a reconstrução gradativa sem usar como desculpa apenas o legado nefasto deixado. A prisão de um político que sucumbiu a porta larga da corrupção em suas diversas esferas é emblemática ou taxada de injusta, se não observarmos quantas pessoas de forma direta deixaram – devido à ladroagem- de tomar um medicamento, fazer uma cirurgia, andar em um ônibus de qualidade ou ser assaltado na esquina de sua residência. Achar que uma prisão, seja ela domiciliar ou não, é desproporcional ao crime praticado é uma grande falácia, pois se observarmos dessa forma e aceitarmos a vitimização como regra estaremos sucumbido ao crime. Dinheiro público é para ser usado em benefício da população. Ele não pode servir para que os gestores o utilizem para o bem estar privado ou para enriquecer laranjas, que chantageados, ficam a mercê do seu algoz. Quantos homens públicos nasceram livres e hoje vivem acorrentados pelos erros que cometeram e pelos milhares de pessoas que prejudicaram ao longo de suas carreiras? Que os políticos brasileiros aprendam com seus cárceres para que a sociedade não seja privada de seu mais profundo e legítimo direito, a vida.

Expediente: Fundador Herbert Sidney Neves - Direção Executiva Martha Henriques - Diretor Geral Fábio Paes Diretor de Jornalismo Aloysio Balbi Chefes de Reportagem Girlane Rodrigues e Roberta Barcelos - Projeto Gráfico Estúdio Ideia Diagramação Liberato Verdile Jr. - Departamento Comercial (22) 2738-2700 Rua Gov. Theotonio Ferreira de Araújo, 36 - Centro - Campos dos Goytacazes - RJ


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Especial

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Homenagens aos que são Terceira Via Primeira edição do prêmio criado para entidades e pessoas que buscam novos caminhos para um mundo melhor A comemoração dos cinco anos do Sistema de Comunicação Terceira Via, na noite de 15 de setembro no Teatro Trianon, quando se apresentou a cantora Mafalda Minnozzi, também foi marcada pela entrega da primeira edição do prêmio “Sou Terceira Via”. O prêmio entregue a dirigentes de oito entidades filantrópicas de Campos foi criado para incentivar aqueles que buscam uma via alternativa, uma terceira via, para ajudar a superar os obstáculos e minimizar os efeitos das pessoas que vivem em um ambiente de vulnerabilidade. Antes da entrega do prêmio foi exibido em um telão um filme produzido pela 3ª VIA TV, com cenas mostrando o trabalho das entidades alvo das homenagens. As imagens foram cobertas por um texto que define bem o espírito do prêmio: “Aprendemos que a vida é uma via de mão dupla, onde transitamos muitas vezes mais preocupados com nós mesmos do que com a paisagem ao nosso entorno. Existem os que por mero conforto transitam em uma única via de única mão. Felizmente existem aqueles que inconformados, com a paisagem, nem sempre bela, que se recusam a transitar simplesmente, ou melhor, em estacionar seus sonhos em uma ou duas vias. Para tornar sonhos realidade é preciso acordar e buscar outras vias, ou se contentar com o seu ou o pesadelo alheio. É preciso buscar outras vias para mudar vidas. É preciso buscar outro viés, um que dê a mão ao seu próximo e o faça se aproximar ainda mais com seus próprios pés. Em via de fato...via de direito...buscar outra... aquela que inspira... aquilo de bate do lado esquerdo do peito. Perfeito o gesto e intenção das entidades ": O prêmio Sou Terceira Via Destinado aos obstinados, aos abnegados aos não acomodados.Foi com esse espírito que há cincos o Sistema Terceira Via nasceu, abrindo um novo caminho para uma sociedade mais humanitária, igualitária e mais justa, ajustando suas curvas, seus contornos, suas disparidades, buscando vivenciar uma nova realidade. Não interessa o que um faria, mas o que todos possamos fazer. A ideia é que esse prêmio seja entregue anualmente no curso de eventos do Sistema Terceira Via. Desta vez o foco foi o serviço filantrópico que inspira outros exemplos, mas outras áreas serão contempladas como o setor produtivo, destacando os empresários que buscam uma terceira via perseguindo uma economia mais eficiente e justa, que traduza benefícios para a sociedade como a geração de empregos. O idealizador Grande fã da artista, o sonhador Herbert Sidney Neves, aquele que acreditou no poder da vontade e fez acontecer o Sistema de Comunicação 3ª Via, se emocionou ao ver a consolidação de um dos seus grandes objetivos da vida. “Criar um veículo de comunicação em Campos é algo que eu pensava há muito tempo. Meu objetivo era, principalmente, proporcionar espaço para a constituição de uma imprensa verdadeira, que não obstruísse informações e ao mesmo tempo não valorizasse por demais informações indevidas. Eu acho que a ética e o profissionalismo são os elementos mais importantes em um meio de comunicação, e nós conseguimos isso nesses cinco anos. O que são cinco anos? Cinco anos parecem pouco, mas não é. Há cinco anos propiciamos mudanças de opinião e construímos credibilidade. Outros anos virão e nós caminharemos sempre dentro da mesma performance, objetivando a verdade dos fatos e as expondo, doa a quem doer”, declarou. A empresa O Sistema de Comunicação Terceira Via surgiu a partir de sonhos. Sonho de levar à população de Campos e região informações objetivas, apartidárias, pautadas na ética e no respeito. Sonho de proporcionar entretenimento de qualidade e contribuir para a disseminação da cultura. Sonho de entrar na casa dos cidadãos e ser considerado por eles o canal de comunicação no qual a família confia. Sonho de um e de muitos e que contra vários indicativos contrários, foi realizado. Criar um veículo de imprensa inovador e conquistar leitores fiéis em um município tão apegado às raízes, parecia ousado demais. Mas quem nos viu, quem nos vê... Hoje, com jornal on-line em pleno vapor; canal de televisão HD com vasta programação; e um jornal impresso de relevância, o 3ª Via deixou de ser utopia: é real, bem como os fatos noticiados diária e semanalmente. Em junho deste ano, completamos cinco anos da nossa versão on-line. Em julho, quatro anos do nosso canal de TV. E no dia 15 de setembro, o primeiro do nosso impresso.

Diogo Neves, diretor do Grupo IMNE, discursou em homenagem às entidades e Fábio Paes, diretor do Terceira Via, falou sobre mudanças

Gabriela Neves e Naira Barros

APAPE

EDUCANDÁRIOPARA

“Quando fui convidada, até me surpreendi, porque quando a gente faz algo pelo próximo, a gente não faz pra ser observado. No entanto, a frente que a gente milita necessita de divulgação. É importante que a sociedade conheça e reconheça nosso trabalho e a imprensa é a nossa voz. Essa homenagem é para a nossa missão, que não é uma escolha, mas um chamado! A imprensa está reconhecendo esse trabalho que vem sendo realizado em função dos deficientes e isso é fundamental para esse público que necessita desse amparo”. Presidente Naira Barros

“Vermos o nosso trabalho reconhecido é muito comovente, principalmente em tempos tão difíceis. A homenagem fica ainda mais especial quando recebemos esse prêmio ao lado de outras instituições que também realizam um trabalho essencial para a sociedade. Estou honrada!”. Presidente Cristina Salgado

CEGOSSÃOJOSÉOPERÁRIO

Diogo Neves e Cristina Salgado

CASA IRMÃOS DA SOLIDARIEDADE

Rodrigo Bernardi e Fátima Castro

“Ao longo desses 29 anos de trabalho, passamos por muitas dificuldades, até porque fomos a primeira casa de apoio para pessoas com AIV/ AIDS em Campos. Agora, completando quase 30 anos de trabalho, fico muito grata por esse reconhecimento. É com satisfação que recebemos essa homenagem e ficamos felizes por estar sendo fazendo parte desse momento do Jornal Terceira Via. Queremos dar os parabéns porque há tempos Campos precisava de um veículo como esse” . Presidente Fátima Castro

“Só tenho a agradecer pelo apoio que o Sistema de Comunicação 3ª Via dá ao Monsenhor Severino. Desde que assumi a presidência, em 2015, a prioridade é resgatar a qualidade vida desses idosos e é extremamente importante que a imprensa chegue junto para divulgar o nosso trabalho e dar-nos voz na sociedade”. Aloysio Balbi e Ricardo Araújo

Presidente Ricardo Araújo

LARA

APOE

“Fiquei muito lisonjeada ao receber essa homenagem e sei que o trabalho que desenvolvemos é merecedor, porque existe graças ao trabalho de uma equipe realmente dedicada com o próximo. Além do mais, eu amo o que faço e isso contribui para que a nossa missão seja cumprida”.

“A valorização do nosso trabalho é muito importante para que continuemos o desenvolvendo com excelência. O Sistema 3ª Via sempre nos prestigiou na divulgação do serviço que a gente presta e isso acaba levando mais informação à população e aqueles que precisam”. Presidente Neide Gebara

Presidente

Paulo César Henriques e Romilda Silva Romilda dos Santos Silva

Roberta Barcelos e Cláudio Silva

ASSOCIAÇÃO MONSENHOR SEVERINO

Cecília Paes Barcelos e Neide Gebara

ASSOCIAÇÃO VIDA AMOR

ABRIGO JOÃO VIANA

“Estou muito feliz! É uma alegria sem tamanho perceber que um jornal de Campos voltou o olhar para a causa dos dependentes químicos. E isso é fundamental para a realização do nosso trabalho. Não acho que eu mereço homenagens, mas sei que essa é uma oportunidade de despertar a sociedade e o poder público para a importância desse serviço”.

“Essa homenagem nos incentiva a continuar o trabalho em prol daqueles que precisam de cuidados, de orientação e de amor. Agradeço ao jornal e espero estar sempre correspondendo às expectativas da comunidade campista”.

Presidente Cláudio Silva

Cristina Lima e Latife Haddad

Presidente Maria Cristina Torres Lima


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Médico e empresário

Herbert Sidney Neves

Com a palavra o fundador do IMNE O homem que revolucionou a medicina da região fala da trajetória de sucesso que passa de quatro décadas Aloysio Balbi Ele age com a mesma velocidade do seu avião, que não tem por ostentação, mas sim por necessidade. Formou-se na primeira turma da Faculdade de Medicina de Campos e criou o maior complexo de Saúde do Norte Fluminense. Revolucionou a medicina aqui, criando há mais de quatro décadas o Grupo IMNE. Empresário bem sucedido, é arredio a longas entre-

O senhor sempre acalentou o sonho de ter um veículo de comunicação durante muito tempo. Sonho realizado? A nossa base de atuação sempre foi a medicina, na parte diagnóstica e terapêutica, sempre buscando alcançar neste campo médico, a proximidade da excelência, porque quem se considera dentro de qualquer ramo com o sonho realizado é porque na verdade concluiu apenas a etapa inicial. Na evolução mundial que acompanhamos diariamente, acredito que quem tem sonhos de empreender e sempre buscar o melhor para servir a comunidade, em qualquer área, jamais poderá dizer que meu sonho foi realizado, pois ainda há sempre algo a ser feito. Então é preciso sempre estar mudando? Elas são essenciais. Vou fazer um paralelo em relação a própria medicina. Na nossa vida de empreendedorismo médico, atualmente você compra um determinado equipamento e antes de completar cinco anos, esse equipamento já está obsoleto. Então em uma área de evolução tecnológica constante como vem a ser os meios de informação, acabamos de completar cinco anos, eu acho que muito em breve o que fizemos até então vai ter uma necessidade real de implemento, de acompanhamento inclusive da modernização constante desse mundo virtual que vivemos. É um mundo novo? Hoje, eu não sou um exímio usuário de celular, com todas suas gamas de informações, mas não seria exagero dizer que o mundo está na palma da sua mão. Você acompanha as notícias, controla suas empresas, controla seus movimentos bancários, controla à distância, a funcionalidade das empresas. Então o mundo que eu vivi, quando inauguramos o Grupo IMNE em 20 de abril de 1975, é tão distante do mundo atual que, às vezes, acho que as pessoas da minha faixa etária merecem parabéns por terem conseguido acompanhar uma evolução tão gritante. O Hospital Dr. Beda, que acaba de completar 23 anos, considerado o mais bem equipado hospital da região, é um exemplo de que o sonho não para, a partir da constatação de que o grupo acaba de adquirir um equipamento de custo que poucas capitais do país poderia bancar? O SPECT/CT para uso em medicina nuclear que compramos, na verdade é o único do Estado do Rio conforme relato da fabricante, a GE. No mínimo é o mais moderno. Esse aparelho te faz lembrar aquele, o cintilógrafo de 1975 e as evoluções que o senhor se referiu? Na época, esse cintilógrafo de 1975 era o mais moderno na indústria médica mundial. Hoje, se fomos comparar, esse SPECT/ CT nos fornece em termos de diagnóstico e em embasamento no controle de determinadas patologias. Vamos ver que 43 anos após esse aparelho está anos luz distante do que aquele que em 1975 nos fornecia em termos de informação. O importante é colocar que a evolução da medicina é tão rápida que o que hoje é considerado o top em termos da especialidade medicina nuclear, certamente dentro de um ciclo de meia década já teremos a necessidade de renovar o nosso parque tecnológico. O Grupo IMNE poderia estar hoje na capital, na cidade do Rio de Janeiro. Foi chamado para participar do aspecto funcional em determinadas áreas do Hospital das Américas na Barra. Parece que o senhor preferiu investir aqui. Se arrepende de não tocar aquele empreendimento? Particularmente eu não me arrependo em nenhum momento de ter focado toda atuação do IMNE em Campos. Primeiramente, porque eu tenho um amor incondicional por essa cidade. Acredito que sempre tivemos um grande potencial, seja no aspecto topográfico da nossa cidade, seja no aspecto de localização geográfica e seja no aspecto da qualidade da medicina que

vistas, mas nunca deixou, quando julgou necessário, de colocar o dedo na ferida com a preocupação de não aumentar a hemorragia. Há cinco anos incorporou ao seu Grupo o Sistema de Comunicação Terceira Via. Nessa entrevista ele fala um pouco dessa trajetória e comenta a atual situação da Saúde no município.

praticamos aqui. Quando hoje se fala em Grupo IMNE e assim se tornou conhecido, esse grupo simplesmente não existiria, não fosse a qualidade dos profissionais que atuam nele. Uma vez eu visitei um hospital no Sul do país que tinha acabado de ser construído e o proprietário foi me apresentando as dependências e a todo momento dizia “ isso eu fiz dessa maneira, aquilo eu fiz de maneira diferente”. Sai daquele encontro quase com a certeza de que aquele empreendimento não iria adiante. Dois anos após minha visita esse referido hospital entrou em falência por uma razão simples: ninguém faz nada sozinho. Se você não tiver uma equipe nas diversas áreas que uma empresa médica requer, comprometida com o desenvolvimento dessa empresa, você pode injetar milhões e milhões, mas nunca alcançará o sucesso empresarial. Então é a soma de um tudo e todos? O sucesso empresarial é de todos, do mais qualificado integrante da empresa ao mais simples de seus colaboradores. Se a empresa não tiver a consciência disto está no caminho errado. Aqui investimos no nosso corpo funcional em todos os níveis, buscando capacitação e bem estar com uma palavra muito simples mas pouco aplicada, simplesmente denominada respeito. Esse é o maior patrimônio da empresa. O senhor se formou na primeira turma da Faculdade de Medicina de Campos? Sim, na primeira turma. Depois se seguiram três anos de residência de clínica médica em Endrocrinologia e pos graduação no Johns Hopkins em Baltimore MD nos Estados Unidos. Voltei e minha única pretensão era ser médico, endocrinologista e colaborar com a Faculdade de Medicina de Campos. Para fazer endocrinologia, éramos sete sócios e formamos o Instituto de Medicina Nuclear e Endocrinologia. Mas antes precisávamos do licenciamento do extinto INPS em Medicina Nuclear. Dentro daquela falta total de experiência eu fui para o Rio, onde era a sede do Ministério da Previdência e Assistência Social. Chegando, disse: “eu queria falar com o presidente do INPS”. Fui recebido pela secretária que se chamava Romita Ferro. Ela me perguntou se eu tinha marcado hora. Eu perguntei: “e precisa? Eu vim de Campos”. E como foi? Aí eu perguntei a dona Romita, que tornou-se posteriormente uma grande amiga “mas ele está na sala?”. Ela me disse que estava. Perguntei “ele entra por aquela porta e sai por ela?” ela disse “sim”. Então eu disse: “vou esperar”. Ela vendo que eu não sairia começou a me alimentar com biscoito, café e eu sentado. Depois de aproximadamente oito horas abriu-se a porta e ia saindo o dr. Henrique Martins que era o presidente do INPS na época. Dona Romita intercedeu para que ele falasse comigo. Então ele disse com a portas entreabertas: “você não marcou hora e portanto tem um minuto para falar o que quer” E o que o senhor falou? Falei que era de Campos, formado pela Faculdade de Medicina de Campos. Que tinha quatro anos de formação em endocrinologia inclusive com formação nos Estados Unidos e que queria um convênio para um serviço de medicina nuclear e acrescentei: “gastei menos de um minuto.” E a reação dele? Ele imediatamente me disse que me daria o credenciamento em Medicina Nuclear em Campos, desde que instalássemos uma bomba de cobalto aqui para atender a região, porque o Inca já estava sobrecarregado e era preciso criar um polo de atendimento ao tratamento de câncer no Norte Fluminense. Apertei a mão e disse que tínhamos um compromisso, que estava confirmado.

Aí entramos na Medicina Nuclear? Sim. Na inauguração do serviço de Medicina Nuclear, já então credenciado pelo INPS, o dr. Henrique Martins veio a Campos e em seu pronunciamento para os convidados da época ele anunciou que em breve teríamos aqui um serviço de tratamento do câncer, “pois foi o compromisso que esse jovem assumiu comigo”. Na época eu era jovem mesmo. E compromisso assumido tem que ser cumprido e foi aí que entramos em contato com dr. Leonardo Miranda, que era responsável pelo serviço de radioterapia do Hospital dos Servidores do Estado e entre goiabadas e chuviscos nós o convencemos, e a sua esposa, a se mudarem para Campos. Então, tínhamos um serviço de medicina nuclear e uma bomba de cobalto, que imediatamente implicou na instalação de um serviço de quimioterapia que nos fez agregar um laboratório de análise clínicas. Naquela época estava surgindo o ultrassom que ainda transmitia as imagens em preto e branco. Com esse conjunto nos vimos forçados a termos também uma área de internação e de repente tínhamos em mãos um mini hospital, que foi sendo ampliado gradativamente, absorvendo as novas tecnologias que surgiam. Montamos o primeiro serviço de hemodiálise da região e após 43 anos estávamos na comunidade como um dos maiores empregadores da iniciativa privada da região. Esse é o começo de uma história que não termina. Sempre vai ter uma continuidade na busca de novas tecnologias. Como o senhor vê a saúde do município em Campos? Na atual crise econômica, o Brasil, como um todo, teve na saúde uma de suas áreas mais afetadas. Em Campos, especificamente, o atendimento à saúde dos munícipes está muito ruim. Em certas situações há um estado quase caótico de atendimento à população. É bem verdade que o prefeito Rafael Diniz recebeu uma herança do governo anterior quase maldita, principalmente pelo comprometimento da receita dos royalties que, embora tenha tido um fator importante, foi também um fator que contribuiu para não atentar observação dos custos administrativos. Hoje, vejo alguns comentários afirmando que nosso prefeito não se elegeria a síndico de prédio. Particularmente, nós do grupo IMNE o apoiamos quando candidato ao governo municipal. No setor empresarial fomos os primeiros a declarar publicamente esse apoio. Acredito nos princípios e na vontade renovadora do nosso jovem prefeito. Acho que vai chegar uma hora em que no discurso da herança maldita não vai repercutir favoravelmente, até mesmo para os que hoje acreditam no futuro de sua administração. Administrar com dinheiro sobrando é fácil, mesmo porque o desperdício e a ausência de gestão, se perdem na oferta, como aconteceu quando os royalties existiam em sua força máxima. Nas dificuldades é preciso improvisar e criar. Nós temos em Campos um grande número de clínicas envolvidas em diagnósticos e tratamentos em sua forma ambulatorial.E temos uma demanda reprimida relativa a esses exames que é altamente significativa, e que hoje, pela ausência de acesso, acaba por promover a insatisfação popular. Sou de opinião que não precisamos reinventar a roda. Basta copiar os bons exemplos nas atitudes tomadas nas áreas administrativas no campo médico. O prefeito João Dória, de São Paulo, soube otimizar o tempo e a situação. Nesse serviço, o chamado horário útil se compreende das 7h às 22h. Depois tudo para.Por nove horas fica tudo parado mas com custos operacionais porque os sistemas não podem ser desligados. Dória esteve nos grandes hospitais paulistas e propôs uma parceria público privada, para que o horário ocioso fosse ocupado para atender pacientes da prefeitura com um preço especial. Uma grande ideia que está funcionando e que facilmente poderia funcionar aqui. Isso é criar. Já seria um bom começo para o nosso jovem prefeito colocar a Saúde no rumo certo. Essa crítica que faço é um posicionamento de uma pessoa vivida que realmente quer bem ao nosso prefeito. Quem tentar não dar relevâncias o que a opinião pública clama, posso afirmar que amigo do prefeito não é.


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Saúde

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Depressão

Especialista alerta que doença não pode ser tratada como frescura Letícia Nunes

O sentimento de tristeza faz parte da vida de qualquer ser humano, diante das perdas, decepções e fracassos. Porém, nem sempre essa angústia é passageira e pode ser um sinal de depressão. A cada ano novos casos da doença surgem no mundo. Estima-se que pelo 332 milhões de pessoas sofrem com o problema, segundo a Organização Mundial de Saúde, o que representa 4,4% da população do planeta. No Brasil, são 12 milhões de indivíduos com depressão, o que equivale a 5,8% dos brasileiros, colocando o país na quarta posição di ranking de lugares com maior incidência da doença. Com números tão significativos, este problema deve ser tratado com mais cuidado e atenção. A psicóloga Nilvia Coutinho explica que ficar triste é normal, mas o entristecimento excessivo e constante, precisa ser avaliado. A depressão pode se manifestar por uma gama de sintomas psíquicos e físicos, variáveis de uma pessoa para a outra. “Geralmente ocorre perda de interesse pela própria vida e por tudo ao seu redor. Coisas que antes eram importantes deixam de ter valor. Além disso, são indícios comuns: dificuldade de concentração, insegurança, sensação de fadiga, lentidão, agitação, falta de concentração, alterações no sono, crises de choro sem motivo aparente, pessimismo, falta ou excesso de apetite, perda da libido, baixa autoestima, descuido com a aparência e a higiene pessoal, dores físicas e ideias suicidas, dentre outros”, aponta. A técnica em eletrônica, Michele Marques, de 25 anos, começou a perceber que não estava se sentindo bem ao ter crises de choro todas as vezes em que retornava do trabalho. Os convites para as saídas e reuniões com os amigos, que antes eram comuns, não tinham mais sentido, segundo ela. “Eu comecei a não querer mais sair com as pessoas que eu gosto para me divertir. Quando finalmente decidia ir, me sentia estranha, como se estivesse fora do ninho. Chorava todos os dias, mas não entendia o por que de

tanta angústia. Assim, decidi procurar ajuda médica e já estou em tratamento”, relata a jovem, frisando que a principal dificuldade foi assumir para si mesma que estava depressiva. A especialista revela que o tratamento contra a depressão inclui antidepressivos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida. O sedentarismo, tabagismo, alcoolismo e a má alimentação, podem agravar o quadro. Por outro lado, exercícios físicos moderados, alimentação saudável e meditação costumam auxiliar nas intervenções terapêuticas. “É perceptível o preconceito no que se refere a transtornos mentais, o que associado à complexidade da depressão, pode dificultar o diagnóstico. É uma doença como qualquer outra, não é frescura, loucura ou preguiça. É uma patologia psiquiátrica, silenciosa, crônica, degenerativa e extremamente perigosa, que pode ocorrer em qualquer idade. As consequências vão desde o agravamento da depressão, isolamento social, perda de emprego, aumento do aparecimento doenças físicas, abuso de álcool e drogas até pensamentos e tentativas suicidas”, alerta. A depressão está associada a inúmeros problemas da vida moderna, como estresse, crise financeira, falta de tempo para lazer e descanso, fatores biológicos, relacionados ao peso, e estéticos, além de razões genéticas, disfunções bioquímicas cerebrais, dores e perdas, traumas infantis, doenças sistêmicas, consumo de substâncias lícitas e ilícitas, abuso de medicamentos, problemas conjugais ou relacionamentos, má alimentação e oscilação hormonal. “Acredito que as exigências da vida moderna, onde precisamos ser potentes o tempo inteiro e para isso, trabalhamos excessivamente, não descansamos corretamente, não nos cuidamos como deveríamos, não desenvolvemos inteligência emocional, exigimos cada vez mais de nós mesmos e dos outros, gerando insatisfação pessoal, ansiedade e quadros de estresse, que se não tratados adequadamente podem levar a depressão”, completa Nilvia.

Foto: Silvana Rust

Psicóloga afirma que depressão é patologia crônica e perigosa

Setembro Amarelo

“Setembro Amarelo” é o mês de prevenção e de divulgação para evitar suicídios, com o objetivo de valorizar a vida. A campanha, que começou em 2014, aproveita o gancho de que 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio promovendo ações de conscientização. Quase 1 milhão de pessoas se suicidam anualmente. A iniciativa luta para prevenir 90% das mortes, alertando sobre a realidade desse problema no país.


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Campos

Assaltos no centro da insegurança

Cresce também o número de arrombamento a lojas comerciais e Polícia Militar tenta inibir ações criminosas

A Polícia Militar tenta reforçar como pode o monitoramento na área central, mas a bandidagem está cada vez mais audaciosa e o número de arrombamentos cresce em diversos pontos na área Patrícia Barreto Sair pelas ruas do Centro de Campos e ouvir histórias de furtos e assaltos a comércios já tem se tornado uma rotina. A sensação de insegurança toma conta dos consumidores que andam pelas ruas e correm o risco de serem assaltados e também dos comerciantes, que na maioria das vezes, têm seus estabelecimentos furtados durante a madrugada – momento em que as lojas ficam fechadas. Alguns dos bandidos chegam a arrombar as lojas e quebram vidros e portas, aumentando ainda mais o prejuízo para o dono do comércio. O mais recente O caso mais recente foi registrado em uma franquia de roupas unissex na Rua 21 de Abril, no Centro da cidade. Os administradores não quiseram se pronunciar e também não revelaram o valor do prejuízo, tampouco a forma a qual os bandidos utilizaram para invadir o estabelecimento. Na contramão à resistência de certos comerciantes de denunciarem o crime, o estilista Nelcimar Pires não se calou quando seu atelier foi invadido na madrugada do dia 21 de agosto. “Neste momento infelizmente na Delegacia de Campos fazendo um boletim de ocorrência …. meu Atelier foi Assaltado…. quebram (sic) tudo e roubaram muita coisa … em fim …. vão os anéis , ficam os dedos …. quando teremos paz ?????”. O estilista usou a rede social para informar aos clientes e amigos sobre a ocorrência. Uma loja de roupas e acessórios localizada na Travessa Carlos Gomes, na área central, foi arrombada também durante a madrugada do dia 14 de junho. A porta metálica do estabelecimento e a vitrine de blindex foram danificadas. Uma televisão foi retirada do suporte na parede, porém, abandonada no local. O arrombamento foi descoberto na manhã do dia seguinte. A Polícia Militar esteve no local. Imagens de câmeras de segurança instalados nas redondezas não ajudaram na elucidação do crime. A proprietária da loja reclamou da segurança no Centro. “Não é possível que ninguém tenha ouvido nada. Uma ação como essa faz muito barulho. Dizem que não há moradores na Travessa, mas há segurança em um prédio próximo. A gente está muito vulnerável”,

afirmou. Somente em um fim de semana de julho, dois comércios foram furtados: um na Rua Treze de Maio e outro no calçadão Boulevard Francisco de Paula Carneiro. Os suspeitos levaram dinheiro e objetos das respectivas lojas. Ainda no mesmo mês, uma perfumaria foi assaltada duas vezes, dessa vez, durante o dia. Número cresceu De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro, no primeiro semestre deste ano, os furtos a comércios e residências em Campos cresceram 144% e 127%, respectivamente. Entre os comerciantes e empresários, a opinião é divergente quanto à segurança oferecida pela Polícia Militar. “Às vezes a gente vê uma viatura parada aqui no calçadão. Mas, ainda assim, é possível notar a presença de alguns elementos estranhos observando os comércios, os transeuntes, o movimento de uma forma geral. . O fato é que a bandidagem está ousada e a polícia sem o suporte necessário para fazer um bom trabalho”, ressaltou o gerente de uma loja de calçados do Boulevard Francisco de Paula Carneiro, que teve a identidade preservada. Emanuela Gomes, administradora de uma loja de roupas femininas da área central, disse que a polícia “passeia” pela cidade. “O que eles chamam de ronda, eu chamo de passeio. É só observar como eles (policiais) ficam. Quando param aqui no Centro, por exemplo, ficam ao celular. E quando passam de viatura ostentando aquelas armas pra fora do carro, acham mesmo que intimidam bandido?”, questiona. O comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar de Campos, tenente-coronel Fabiano Santos, disse que, de segunda a sexta, quatro duplas se dividem em um policiamento ostensivo geral e uma viatura percorre as ruas do Centro das 8h às 19h. Já aos sábados o mesmo esquema de segurança é realizado até às 13h. “A PM não consegue estar em todo lugar o tempo todo. As viaturas têm rotas que o Serviço de Inteligência aponta, o que chamamos de mancha da criminalidade. Estas rondas são possíveis graças à colaboração dos cidadãos que denunciam e registram crimes. A polícia

precisa da colaboração da população para evitar crimes contra o patrimônio ou contra o cidadão. Monitoramento O sistema de monitoramento privado que muitas empresas oferecem, para a PM, é a população. É muito importante também seguir algumas dicas de segurança. Pessoas em atitudes suspeitas e, nos piores casos, quando alguém realmente consegue invadir uma residência ou um comércio, temos o número 190 disponível para atender emergências”, enfatiza o tenente-coronel. Nem os órgãos públicos escapam da ação de bandidos A sede do Conselho municipal de Educação de Campos, na Rua Sete Capitães, no Centro, foi arrombada três vezes em menos de um mês. Nas duas primeiras, os invasores não levaram objetos de valor, mas reviraram armários que guardaram documentos. Porém, na madrugada do dia 30 de janeiro, os bandidos furtaram um computador. Há a suspeita que o aparelho tenha na memória dados importantes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Nenhum suspeito foi identificado ou preso. Ação dos criminosos além da área central Comerciantes e moradores da nobre Avenida Pelinca denunciaram, através das redes sociais, em agosto deste ano, que bandidos estavam usando outra modalidade de crime: eles quebram os vidros de carros estacionados nas ruas do bairro para furtar pertences dos motoristas. Em outra postagem, internautas também denunciaram o mesmo caso, desta vez, na Rua Doutor Beda, no Parque Rosário. Segundo uma das postagens, suspeitos teriam, somente em um dia, arrombado quatro veículos para o furto de pertences, na Rua Conselheiro José Fernandes, nas proximidades da Rua Rovenil Rodrigues de Moraes. A publicação teve vários compartilhamentos e diversos comentários de pessoas sobre a violência e os constantes furtos e roubos que acontecem pelos bairros da cidade diariamente. Sobre estes casos, a Polícia Militar não se manifestou até o fechamento desta edição.

A empresária constata que o cadeado da sua loja foi arrombado e em seguida percebeu o tamanho do estrago, sendo forçada a funcionar naquele dia com uma das portas na loja fechada


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Esporte

Fotos: Carlos Grevi

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Tudo azul na rua do Gás Time campista depois de 25 anos, chega à Série A do Cariocão e enche sua torcida de esperança de novos títulos Patricia Barreto Vinte e cinco anos depois e o Goytacaz conseguiu o acesso à Série A do Carioca. A façanha veio no último sábado (16), aos 44 minutos do segundo tempo, sobre o rival, Americano, em Nova Friburgo, região serrana do Rio. Por ter acumulado mais pontos ao longo do campeonato, o alvinegro tinha a vantagem do empate e a torcida já comemorava a ascensão quando Luquinha fez o único gol da partida. Os torcedores do alvianil promoveram um verdadeiro Carnaval fora de época na cidade. Com apenas seis meses à frente da equipe, o técnico Paulo Henrique, de 74 anos, fez o clube da Rua do Gás terminar invicto na temporada. Em três jogos, o time venceu duas vezes, com um empate. Em todas as temporadas do confronto, foi apenas a 20ª vez em que o Goyta encerrou sua série de partidas na temporada contra os alvinegros sem ter perdido nenhuma vez. Na última terça-feira (19), o elenco do Goytacaz se reapresentou no estádio Ary de Oliveira e Souza para iniciar a preparação para final da Série B1 do Campeonato Estadual. Na próxima terça-feira (26), o Goyta busca pelo outro objetivo na temporada: o título da Segundona Estadual. O adversário da decisão será o America, campeão da Taça Corcovado, que na terça venceu o Audax Rio por 2 a 0 e também garantiu seu acesso. A primeira partida acontecerá no Rio de Janeiro. Já a segunda será disputada dia 30, no Aryzão. Em 103 anos de Goyta-Cano, o ano de 2017 foi considerado raro para o lado azul do clássico campista. Em 2012, durante entrevista a uma TV local, quando ainda era técnico do Quissamã, Paulo Henrique disse que caso os campistas quisessem ver o Goytacaz na primeira divisão, o clube deveria contratá-lo. “Quando cheguei a Campos como técnico do Goyta, logo em seguida, veio a cobrança dos torcedores que se recordaram da entrevista. Graças a Deus e a um trabalho bem feito, a promessa foi cumprida e o time está na elite do futebol”. Paulo lembra que foram 45 dias de preparação para o campeonato. “Quando cheguei não encontrei time formado, time pronto. Montei três, quatro esquemas, até que um deles ‘deu liga’, afirma, entre risos, o técnico que já foi jogador do Flamengo nos anos 60 e construiu parte importante de sua carreira como treinador no mundo árabe. Luquinha: da base para herói da torcida Quis a história que um prata da casa, atleta formado nas categorias de base do Goytacaz, colocasse fim ao jejum de 25 anos do alvianil longe da Série A do Campeonato Carioca. Com um

Fotos: Carlos Grevi

gol aos 43 minutos do segundo tempo, o jovem atleta decretou a festa azul na Rua do Gás. Com apenas 20 anos de idade, Lucas da Cruz Bonifácio, o Luquinha, colocou fim a um hiato que era até mesmo mais velho do que ele. Vindo do banco de reservas, ele brilhou em chute certeiro após pressão no fim sobre o rival Americano. Segundo o atacante, tudo aconteceu do jeito que ele sempre imaginou. “A pressão do torcedor pesou muito sobre todos os meus jogadores. Porém, sempre os tranquilizei, pois tinha certeza do trabalho que tínhamos feito nesses meses. Falei pra eles: ‘nós temos que ganhar, mas temos que saber como ganhar. Nós vamos ganhar. Não vamos aceitar provocação do adversário. E foi exatamente o que eles fizeram. Provocaram, caíram, fizeram cera o tempo todo. Até isso a gente tinha que ter paciência. Mas, no fim foi gratificante. A vitória veio nos 44 minutos do 2º tempo. Foi uma ducha de água bem gelada. Vibração Finalmente a torcida pode liberar o grito de vitória e celebrar acesso à elite do futebol Aquela jogada foi toda ensaiada. Peguei um zagueiro, um volante, tinha um zagueiro entre Foto: Carlos Grevi os dois zagueiros do adversário. O meu (zagueiro) era alto, bate bem de cabeça e eu trabalhei o Luquinha para na hora que entrasse a bola nele fosse em diagonal. E foi exatamente o que aconteceu. Aquela jogada foi treinada bastante. E deu certo no momento exato porque futebol é isso. Enquanto os adversários estavam cantando de galo, dizendo que já era, eu só mostrava o relógio para eles querendo dizer que enquanto o juiz não apita, o jogo não termina. Tínhamos ainda dois minutos de jogo e somente um quando o gol da vitória saiu”, ressaltou Paulo Henrique. Goytacaz e Americano: rivalidade antiga O retrospecto de 2017 é, para o Goyta, o melhor desde 1964. Naquela altura, o alvianil também ficou invicto contra o Americano, mas tendo disputado cinco jogos, com duas vitórias e três empates. Só uma vez na história é que o Goyta bateu o Americano três vezes no mesmo ano, em 1922, mas isso aconteceu numa temporada que começou com derrota para os alvinegros, não podendo, portanto, ser considerada impecável. Foi também na atual temporada que o Goyta-Cano pôde acontecer três vezes no mesmo ano, o que não acontecia desde 1992, última oportunidade em que o Goytacaz esteve na primeira divisão do Estadual. Na ocasião, houve três empates. Em se tratando de Século XXI, o número também é positivo aos azuis, com cinco vitórias, dois empates e duas derrotas.

Tudo azul Dia histórico para o time de maior torcida do interior do Estado do Rio de Janeiro


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24 A 30 DE SETEMBRO 2017

e d n a r g La e tt o N

Aloysio Balbi O espetáculo da cantora italiana Mafalda Minnozzi, na noite de sexta-feira, 15 de setembro, no Teatro Trianon foi daqueles que baixa a cortina, mas fica para sempre na retina dos olhos que assistiram. Um teatro lotado e no centro do palco uma atração internacional, que mesmo com um certo sotaque napolitano se fazia entender em uma sinergia rara nos grandes shows de hoje, quando alguns artistas parecem apenas estar cumprindo um contrato. Mafalda foi muito além. Interagiu desde o primeiro minuto ao tentar pronunciar o nome da cidade onde estava “Campos dos Goytacazes”. Simples e receptiva, ela chegou a brincar quando em um raro silêncio na plateia o celular de alguém disparou com a sua voz, gravada em uma música anterior. - Você me gravou? Que ótimo. Eu estou dentro dos celulares de vocês? Quero estar no coração também- disse a artista italiana. Se fazia acompanhar do que ela definiu de importantes “pedaços” da música brasileira e internacional em uma referência ao trio de músicos: o baterista Marco Costa, o baixista Felipe Alves e o guitarrista norte-americano Paul Ricci. Todos com um currículo invejável e uma sincronia surpreendente. Além de um repertório de alto nível, com interpretações de canções que na sua voz parecem versões definitivas, Mafalda mostrou todo o seu potencial de cantora e arriscou um dueto com o guitarrista onde ela não cantava, mas fazia com a voz um som de sax. O público foi ao delírio, assim quando foi ao êxtase quando ela cantou Roberto Carlos. Incluiu no repertório “Chega de Saudades” de Tom Jobim e

Vinícius de Moraes, clássico da Bossa Nova e ainda enfiou entre as músicas o “tico tico no fubá”, lembrando Carmem Miranda. Aí os aplausos entraram em transe. No desfile de belas canções um repertório com músicas como “Il Mando”, “Oi che amo solo te”,” Ciao amore”. “ Canzone per te” , “Dettagli” , “ Torna a surriento”, “ Che mi importa del mondo” entre muitas outras. Quase duas horas de um espetáculo raro, e a plateia que aplaudiu de pé a artista pediu não só um nem dois, mas vários bis. E ela, com um figurino que lembrava mais uma espanhola que uma italiana, atendeu cada um deles. O carisma da artista era naquele momento tão grande que uma expressiva parte dos convidados que lotaram o Trianon foi para o foyer do teatro assim que soube que ela iria conversar ali com as pessoas. E aconteceu exatamente isso: todos, além de um show inesquecível, queriam levar para casa algo mais, como uma foto, o chamado selfie com essa artista internacional que encantou a todos. Foi uma buanaseraencantada. O presidente do grupo IMNE, Dr. Herbert Sidney Neves, que acompanhava o espetáculo na primeira fila, falou da alegria de poder prestigiar a cantora italiana. “Sou fã da Mafalda há anos, anos. Eu frequentava o Paradiso, uma casa de show no Rio de Janeiro onde Mafalda se apresentava. Ela era uma garotinha que já tinha o reconhecimento do público em relação ao que ela exercia como cantora, como profissional, a ponto de se tornar mundialmente reconhecida. Ter a Mafalda na nossa festa é um verdadeiro esplendor. Trouxemos a Campos uma atração internacional e isso é um ápice no que se refere à cultura e ao entretenimento na nossa cidade”, afirmou Herbert.

Fotos:Silvana Rust


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24 A 30 DE SETEMBRO 2017 Fotos: Silvana Rust, Wilson Corrêa e Antônio Cruz

Gabriela Neves

Lilian Paes

Cicinha e Edvar Freitas Chagas

Ana Maria Pellegrini

Rita Bicudo

Verinha e Makhoul Moussallem

Viviane Amaral Beyruth

Ralph Manhães, Rita Bicudo, Eliane Brasil e Leonardo Barbosa

Lia Mirian Aquino e Gilberto Cruz

Simone e Marcelo Mérida Aguiar

Júlia Barbosa dos Santos Neves e Diogo Corrêa Neves

Ana e Jorge Luciano Jacyntho

Vereador Marcão

Os anfitriões da noite memorável, Laura e Herbert Sidney Neves

Aplicação em fundo claro

Letícia Nunes


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Simone Arêas

Heloisa e Ricardo Madeira

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24 A 30 DE SETEMBRO 2017

Yasmine e Diego Mota

Cláudio Andrade

Especial Aniversário Cinco Anos do Terceira Via

Jobel Pessanha e Latife Haddad

Ingrid Coutinho

Silvana e Edmundo Waked

Raquel Siqueira e Bruno Santos

Angela Amaral, Godofredo Sá Neto e Rosangela Valéria

Lílian de Freitas Aguiar e Francisco Augusto Colucci Coelho

Vera Lúcia do Nascimento e Paulo Clébio

Paula Marsicano e Hugh Honorato de Souza

Patrícia Braga Oliveira e Marinaid Mothé

Luíza Diniz e Tarcísio Viana

Ana Aparecida e Osmar Machado

Cicinha Chagas, Silvana Naked e Anginha Andrade

Victor Hugo Aquino

Lílian e Fabio Paes

Maria Luiza Godoy e Heitor Campinho

José Ribeiro e Mary Jane


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24 A 30 DE SETEMBRO 2017

Fotos: Silvana Rust, Wilson Corrêa e Antônio Cruz

Bianca Ressiguier, Mariana Estefan e Raquel Drumond

Thiago Bellotti

Cláudia Balbi e Cacá Pires de Moraes

Carlos Alexandrino e Erika El kik

Viviane Amaral e Maurício Nani

Lílian de Freitas Aguiar, Francisco Augusto Colucci, Bianca Lima e Ruberval de Lima Junior

Lú Santana e Julio Cesar Boldrini

Rodrigo Lira

Fátima Castro e André Tavares

Valéria Cardoso, Dayse Bravo, Verônica Tavares, Márcia Arêas, Vanise Arêas, Valéria Borges , Guilhermina Borduam e Ana Maria Cancio

Maria Isabel Riscado e Elço Moraes

Adriana e Mário Filho

Anne Riscado, Túlio Maciel e Letícia Sales

Karina Fernandes e Taissa Eccard

Reny Mothé e Eduardo Gama

Naira e Carlos Ferreira Peçanha Júnior

Mariane Pessanha e Roberta Barcelos

Viviane e Tercio Fonseca

Leonardo Barbosa e Eliane Brasil

Hebert Sidney Neves e Taysa Assis


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Juliana Ribeiro

Betina e Rogério Brito

Patrícia e Carlos Júnior

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Especial Aniversário Cinco Anos do Terceira Via

24 A 30 DE SETEMBRO 2017

Carlos Augusto e Raquel Drumont

Ligia Ferreira e Welton Machado

Ingrid Coutinho e Cassiano Sant'Ana

Hérmiton Junior e Mariana Estefan

Luciana e Luiz Fernando Sardinha

Luiz Felipe, Laila Nunes e Geise Fernandes

Marcelo Barreto

Denize Teller e Fabrício Lobo

Anna Lúcia Cunha Gomes e Hélvia Dias Leonardo e Mônica Rangel

Vera Gicovate e Gabriela Gicovate

Cirley e Luciano Azevedo

Luiz e Kátia Madruga

Maria Helena Coelho e Samuel Rangel

Soraya e Fernando Laterça

Sayonara Ferramenta e Tânia Ferramenta

Gerlany Lyrio

Thiago Tavares,Rodrigo Bernardi,Lucas PesanhaEduardo Marques,Leandro Souza e Romário Pessanha

Renata e Luiz Armando Barbosa

Ronaldo Junior, Ana Paula Lopes, Ronaldo Henrique e Neyde e Dr. Wellington Paes, Dra. Vanda Terezinha, Margarida e Elmon Tatagiba Andrea Macabú

Cecília Barcelos

Bruno Prudêncio e Gustavo Sales

Denize Cardoso e Marlon Barreto

Suzana Ferreira Paes e Dulce Godoy

Ulli Marques

Mauricinho Vasconcelos e Renata Louzada

Vitória e Paulo Maia

Diogo Neves, Hebert Sidney Neves e Fábio Paes

Tatiana Coutinho, Idinéa Barreto e Jocielma Lopes

Cristiano e Bianca Ressiguier

Ingrid e Elton Nunes

Paulo César e Eliane Rangel


candinhovasconcellos@gmail.com

CANDINHO VASCONCELLOS

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Mafalda Minnozzi – O show do ano!

Os convidados do Sistema de Comunicação Terceira Via não pouparam elogios a cantora italiana Mafalda Minnozzi, ao deixarem as instalações do Teatro Municipal Trianon, celebrando os cinco anos do Sistema Terceira Via e o primeiro aniversário do jornal impresso. Dr. Herbert Sidney Neves e o diretor Fábio Paes recepcionaram os 800 convidados com coquetel supimpa, preparado com maestria pelo buffet Martha Lorenz. Dr. Diogo Neves falou em nome do Grupo, fazendo lembrar que, “sem caridade não há salvação”, frase do espírita Allan Kardec. Foi iluminado! Algumas entidades foram homenageadas com o troféu Terceira Via: Casa Irmãos da Solidariedade, Monsenhor Severino, Abrigo João Viana, Apape, Apoe, São José Operário, Vida Amor, Lar de Lara. Nesse momento, é anunciado o início do show de Mafalda Minnozzi. Com sua bela voz, ela mostra seu talento transitando plenamente por diferentes linguagens e arranjos, numa riqueza de detalhes. Foi uma volta ao passado! Ela cantou, encantou e fez com que todos entrassem no clima italiano. Com aproximadamente duas horas de espetáculo, ela homenageia o Brasil de forma brilhante. Foi lindo! Inesquecível! “O Brasil está na minha vida, no meu passado, no meu presente e espero que no meu futuro.” Bravo!

Júlia e Diogo Neves, Laura e Dr. Herbert Sidney Neves

Patrocinador: Alterdata, Campos Aquecedores, Creche Escola Arco Íris, Espaço Nutrir e Laguna Apoio: Centro de Infertilidade e Medicina Fetal, Essencial Sáude e Estética, Estação Pelinca, FL Home, Imbeg, L Alves, Nutrimed, Pálace Hotel, Samuel Atacado e Varejo, Sicoob Fluminense, Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia, Zélis Atemporal Colaboradores: Bruno Lorenz, Helinho Flores e Rei do Queijo

Nanato e Ana Maria Pessanha com Dr. Felix Chalita

Edilene Lemos, Valeria Longobardi e Cecília Barcelos

Anginha Andrade e Heloisa e Ricardo Madeira de Azevedo, Rosana e Edmundo Waked Valeria Sampaio Peres

Ana Maria Pellegrini e Fábio Paes

Cicinha e Edvar Chagas

Heliane e César Henriques

Lu Santana e Júlio Boldrini

Ana e Jorge Luciano Jacyntho Marlem e Fued Miguel

Gabriela Neves e Evandro Henrique

Maria Lúcia e Tãozinho dos Santos Silva

Cristina Salgado Rodrigues e Walter Azevedo

Silvinha Salgado e Luiz Fernando Tinoco

Mafalda Minnozzi consagrou o evento do Sistema de Comunicação Terceira Via

Ana Helena e Cassiano Guiton Ester Emília e Antônio Salomão com Rosane Tinoco

Eda Granato com Marthinha e José Cláudio Poppe

Betina e Rogério de Carvalho Brito, Jaqueline e Charles Jacyntho

Marilena Linhares com Neila e Miguelzinho Ramalho

Fatima Castro e André Tavares Noêmia Viana e Maria Luíza Schulz

Silvinha e Magid Abud

Yoná e Marcelo Sampaio

Raquel Faria, do Espaço Nutrir, uma das patrocinadoras do evento

Silvana Naked, Lia Mirian Aquino Cruz e Dulcinha Godoy

Marcia Bueno, Mary e José Ribeiro, e Maria Luíza Pereira Pinto Castelo Branco Ivana Gasparini e Lalinha Paes

Lídia e Eraldo Ribeiro Filho


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herminiasepulveda@yahoo.com.br

Especial Aniversário Cinco Anos do Terceira Via Fotos: Silvana Rust, Wilson Corrêa e Antônio Cruz

Laura e Dr. Herbert Sidney Neves

Date Moll

Geraldo Batista e Renata Vilaça

Esta colunista com Sheila Bragança

Fábio Paes e Lílian com Candinho Vasconcelos

Cláudia e Nélio Alves Junior

O italiano Michele Tonti e Ana Márcia Alves, Rosana Gerlany Lyrio (tia Gê), Fábio Paes, Viviane Amaral Monique Sepulveda Valadares e Renata Junquilho e Viny Soares

José Ricardo Mendes e Carlina

Fredy Louis Beshara e Heloisa

Marcelo Pessanha e Juliana Lisboa Bastos

Fernanda Vilaça e Maurício Pupe

Maria Inês Marinho e Mery da Rocha

Nelma da Paz, Simone Mayerhofer e Paulo Rubens Gomes Santos

Rogério Quitete e Kathia Gleice Anselmet e Seni Rippel

Adriana Siqueira e Sandra Rabelo

Rosana Moretti e João José Carneiro

Alfredo Felix e Adriana

Luiz Cláudio Barbosa e Giselda Aguiar

Teresinha Rangel e Edinalda Almeida

Dayse e Latife Haddad Ralph Manhães e com Carla Emmanuel Rita Bicudo

Leila Felix

Vera Lúcia Galvão Araújo

Teresa Maria Paes

Ilsan Vianna e Etevaldo Pessanha

Alexandre Kury Izar, Célia Assed, Salvador Isabel e Luis Ricardo Faria Marques e Christiane Siqueira

Ralff Boeschenstein e Ana Helena

Manoel Leal e Renata Junquilho

Suely e Ricardo Ferreira

Elisane Gomes e Juca Pinto

Lúcia e Cristóvão Bastos

Iracy e Luzimar Quintanilha

Dayse Haddad e Janete Parente

Jose Aloysio Abreu e Paula Márcia Castelo Branco

Rosana e Paulo Valadares

Carla Andrea Queiroz e Rafael Lemos Herbert Teixeira e Érika

Walter Godoy, Gilberto Cruz, Ricardo Naked e Edvar Chagas

Fátima Perrout e Paulo Ferreira


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ECOS DE UMA NOITE PRIMOROSA! A cantora italiana Mafalda Minnozzi, lotou o Teatro Trianon em comemoração aos cinco anos do Sistema Terceira Via. Ela foi aplaudida de pé ao termino de uma hora e meia de show onde cantou clássicos da música italiana e até brasileira como “Chega de Saudade” de Tom Jobim."Um espetáculo inesquecível"! "Uma noite perfeita"! "Um show emocionante"! Foram esses alguns comentários ao sair do Trianon. Segundo o diretor geral do Sistema Terceira Via, Fábio Paes, o show superou todas as expectativas com a artista mostrando um carisma quase único além de uma voz ímpar. O presidente do Grupo IMNE, Herbert Sidney Neves que esteve presente qualificou o espetáculo como “primoroso”. Antes do show foi entregue o prêmio “Sou Terceira Via” aos dirigentes de oito entidades filantrópicas de Campos. Receberam o troféu “Sou Terceira Via” os dirigentes do Educandário São José Operário, APOE, Projeto Lara, Abrigo João Viana, Casa Irmãos da Solidariedade, Associação Vida Amor, Monsenhor Severino e APAPE. Em nome do Grupo IMNE do qual o Sistema Terceira Via faz parte falou o seu diretor, Dr. Diogo Neves, ressaltando a criação do prêmio.

Dr. Herbert Sidney Neves sendo entrevistado por Viny Soares.

Luciana e Luiz Fernando Sardinha. (Foto: A. Cruz)

Tãozinho e Maria Lúcia. (foto: A. Cruz)

Hugo Leonardo e Raquel Nogueira

Fábio Paes, a empresária Latiffe Hadad e Mafalda Minnozzi.

Os médicos: André Porto e Diogo Matheus Nicolau e Cíntia Neves. (foto: A. Cruz) Barreto

Eraldo Ribeiro e Ligia. (foto: A. Cruz)

Uma grande platéia!

Rudá e Lúcia Talabi


@crisales_

na moda

O camundongo mais amado do planeta, que se tornou um clássico quando o assunto é infância ou Disney agora também está podendo no mundo da moda! Sabe que eu acredito que, no fundo, a mensagem dessa tendência é trazer um pouquinho de magia e felicidade instantânea pra vida real.

Trend Alert

V-CUT SHOES (sapatos com corte V)

CRM:52530660

O legal dessa tendência é que ela vai do slingback à sapatilha. Isso faz com que seja fácil encontrar aquele que mais se encaixe ao seu estilo. E claro, dá pra compor diversos looks!

Dra. Ana Maria Pellegrini

Rugas periorais Você já observou como algumas pessoas apresentam aquelas ruguinhas ao redor dos LÁBIOS? Elas são chamdas de "código de barra".Sabe por que isso acontece?A musculatura dessa região é composta de feixe de fibras, e quando essas são forçadas com a movimentação labial constante, geram as tais rugas e linhas de expressão. O problema surge com perda de colágeno e alguns maus hábitos também costumam estar atreladas a isso, como o fumo, hábitos de fazer “bicos” e a exposição solar sem proteção. É possível retardar o aparecimento das tais rugas com aplicação da toxina botulínica para reeducar o músculo labial. Recomendo o "preenchimento" do contorno do lábio para dar sustentação á essa área da face. Mas quem deseja tratar essa área sem dar volume aos lábios, podemos associar a aplicação do ácido hialurônico para hidratação profunda da pele, com skinbooster (esse só hidrata, não da volume ); também utilizamos o laser fracionado tanto ablativo ou não ablativo para remover a camada externa danificada da pele e devolver colágeno. E ainda contamos aqui na clínica com um laser intraoral que é considerado o mais moderno para tratamento dessa região! Busque sempre a avaliação de um dermatologista. O tratamento personalizado é sempre a melhor solução.

Edifício Medical Center - Rua 13 de Maio nº 286/512 Sala 12 Tel: 2733 4211


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Assistência Veterinária

COLUNA PET CRIPTORQUIDISMO INTRODUÇÃO O criptorquidismo consiste na não migração de um ou ambos os testículos da cavidade abdominal para o saco escrotal através do anel inguinal, o testículo retido pode se encontrar no tecido subcutâneo da área pré-escrotal, no abdome ou na área do anel inguinal. O interessante é que embora só se manifestem em machos, as fêmeas podem ser portadoras do gene e transmitir aos filhotes machos.

encontra em local de difícil acesso cirúrgico e se usa o medicamento a fim de facilitar o procedimento de orquiectomia, pois a doença é de caráter hereditário e o cão deve ser retirado de reprodução. O tratamento usado para a descida é com o hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) ou drogas que tenham ação semelhante ao hormônio luteinizante, como por exemplo, a gonadotrofina coriônica humana.

EPIDEMIOLOGIA A incidência do criptorquidismo em cães foi descrita como sendo em até 5,0% 5. O unilateral é mais comum, ocorrendo com variação de 79,8 % e o bilateral 20,2%. No unilateral, o testículo direito é mais acometido que o esquerdo com incidências de 65,7% e 34,3%, respectivamente. Algumas raças são mais suscetíveis, tais como: Border Collie, Boxer, Chihuaua, Buldogue Inglês, Greyhound, Maltês, Schnauzer Miniatura, Old English Sheepdog, Pequinês, Poodle Toy, Spitz alemão (Lulu da Pomerânia), Husky Siberiano, Teckel miniatura, Whippet e Yorkshire Terrier. ETIOLOGIA Os fatores genéticos são a causa do aparecimento de criptorquidismo, mas ele apresenta componentes endócrinos e extrínsecos como fatores predisponentes. A patogenia da doença ainda não é bem elucidada nos cães, alguns autores suspeitam que a apresentação posterior no momento do parto pode ser um fator predisponente, visto que há diminuição do aporte sanguíneo para a região testicular e retardo no fechamento umbilical que leva à diminuição da pressão intra-abdominal com consequente persistência do ligamento suspensório cranial do testículo do neonato. Outros fatores citados são: anomalias que levam à deficiência ou ausência de testosterona e alterações na inserção do testículo ao gubernaculo testis. Os sintomas apresentados pelos animais portadores variam de acordo com a idade e com a localização do testículo. Animais com criptorquidismo bilateral serão estéreis, entretanto, no criptorquidismo unilateral, no qual um testículo permanece no saco escrotal, o animal será fértil. O destaque principal do criptorquidismo é que as chances do testículo ectópico que não completou a descida para o escroto de desenvolver tecido tumoral é 13,6 vezes maior do que o do testículo normal. Os tipos de neoplasia no testículo mais comuns são o sertolinoma (50%), seguidos de seminoma (33%), teratoma e cistos dermoides. Modificações comportamentais como hipersexualidde, excitabilidade, irritabilidade e agressividade podem ocorrer no cão criptorquida, além de que as neoplasias podem acentuar sobremaneira essa alteração comportamental, além da diminuição da fertilidade, do alto risco de torção do cordão espermático e todas as complicações clínicas e cirúrgicas pela presença do tumor.

São olhos ou balebas azuis ?

Théo se protegendo das noites mais frias

DIAGNÓSTICO Na inspeção visual e palpação do saco escrotal é possível detectar a ausência de um ou dos dois testículos. O exame confirmatório e de eleição é a ultrassonografia, visto que permite identificar localização e possíveis alterações morfológicas do tecido, sendo indicado também que seja realizada após o sexto mês de idade do animal antes de estabelecer o diagnóstico definitivo. TRATAMENTO Existem relatos do uso de medicamentos para descida testicular, que só é indicado em casos que o testículo ectópico se

Kika complementando seus estudos

"O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. Á maneira com o você encara a vida é que faz toda a diferêmça. A vida muda, quando você muda." Família Bulldog da Dra. Bianca


@priscylabezerra

LUZ, CÂMERA, CARÃO!

A blogueira e coach de moda Priscyla Bezerra, representando muito bem o convite que lhe foi feito pelas lentes do talentoso fotógrafo Ricardo Bueno. Depilação a Laser: a aparência e a sensação que você deseja, com redução de pelos!

Livrar-se dos pelos indesejados não é mais um processo doloroso ou insatisfatório! Depilação é a remoção intencional de pelos de regiões do corpo, de forma duradoura ou temporária. A versão a laser é eficaz em quase todas as áreas corporais, sendo que vários tipos de laser podem ser usados para obter resultados prolongados, incluindo o laser de diodo, o alexandrite e o Nd: YAG. Durante a aplicação, a energia emitida pelo aparelho é atraída pela pigmentação (melanina) do folículo piloso, levando ao enfraquecimento e destruição. Dependendo da área tratada, o procedimento pode durar apenas alguns minutos. O número de sessões dependerá da área tratada (normalmente de 5-8 sessões, com sessões de manutenção, posteriormente), da densidade dos pelos e do ciclo de crescimento. Várias sessões são necessárias, pois o laser enfraquece o folículo apenas quando o pelo está na fase de crescimento. O resultado do tratamento varia de paciente para paciente, pois fatores como a cor da pele, a pigmentação e a espessura do pelo são determinantes. Alterações hormonais podem influenciar, prejudicando o resultado do tratamento ou aumentando a necessidade de sessões. Após cada sessão, a pessoa pode retomar suas atividades diárias, no entanto, sem exposição solar no local tratado. Indicação: Pessoas que apresentem pelos encravados; Hipertricose e hirsutismo (aumento de pelos em locais indesejados, como na região de barba nas mulheres); Desejo de redução de pelos em determinada área. Considerações: pelos grossos e escuros respondem melhor ao tratamento. Evitar o uso de laser na pele bronzeada. Procure um dermatologista!

Dra Paula Marsicano

Dermatologista CRM 52-815861

Paula Marsicano Dermatologia Integrada Rua Voluntários da Pátria 500 sala 108 Ed. Platinum Tel: 22 3026-1819

Clínica Perisse: Rua Salvador Corrêa 24 Tel 2738-2650 Clínica Pró-vida - Rua Barão de Miracema 167 / 22 2736 9800 Campos dos Goytacazes.RJ


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