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Jornal Terceira Via 190

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CAMPOS DOS GOYTACAZES, RIO DE JANEIRO • 14 A 20 DE JUNHO DE 2020

Nas bancas por R$ 1,50

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NÚMERO 190 Fotos: Carlos Grevi

Vidas negras importam

Reportagem especial analisa a opressão sistemática que um povo sofre apenas em função de sua cor

PÁGINAS 06-07

Bruno Vianna fala com exclusividade Filho do deputado Gil Vianna, dá sua primeira entrevista ao Jornal Terceira Via Assumir o diretório regional do Partido Social Liberal (PSL) foi uma experiência agridoce para Bruno Vianna, de 23 anos. Estreante na política, ele chama a escolha de "oportunidade" e "responsabilidade", mas sua chegada é consequência direta da perda do pai, o deputado estadual Gil Vianna, morto pelo novo coronavírus. PÁGINA 03

Celebrações virtuais marcam o

Corpus Christi em 2020

Tradição deu lugar à tecnologia e pelas ruas de Campos, o Santíssimo abençoou fiéis CAPA

Praça São Benedito ocupada

Mesmo após denúncia, moradores ainda permanecem no espaço público PÁGINA 09 Cicinha e Edvar Chagas no antigo Bar Cabana, do Hotel Planície

Larissa Raposo

Juliana Ribeiro

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Dra Paula Marsicano

Dermatologista explica ação da Vitamina D

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Covid mata um vulto campista

Hospitais em todo Brasil pedem socorro

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Marilânia Lacerda de Deus morreu na última segunda (8/6) vítima da Covid-19, considerada a “alma” do Centro de Estudos Jurídicos da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (Cejur). PÁGINA 04

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Mudança de rumo

Sob os mais diferentes ângulos, é difícil imaginar como o Brasil poderia dar pior tratamento à pandemia. Agora corre o risco de se tornar o país com maior número de mortes no mundo. PÁGINA 05


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Destaque

14 A 20 DE JUNHO DE 2020

Um legado de pai para filho Foto: Carlos Grevi

Após morte de Gil Vianna por covid-19, Bruno, de 23 anos, é sucessor no comando do PSL regional Marcos Curvello

Assumir o diretório regional do Partido Social Liberal (PSL) foi uma experiência agridoce para Bruno Vianna, de 23 anos. O jovem jogador de futebol e pré-candidato a vereador foi apontado pelo presidente da representação estadual da legenda, o deputado federal Sargento Gurgel, comandante da sigla em Campos e outros quatro municípios: Quissamã, São Fidélis, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana. Estreante na política, ele chama a escolha de "oportunidade" e "responsabilidade", mas sua chegada é consequência direta de uma perda pessoal: Bruno sucede o pai, o deputado estadual Gil Vianna, morto no dia 19 de maio, vítima do novo coronavírus. Bruno conta que o convite para presidir o diretório do PSL surgiu como uma oportunidade de dar "seguimento" ao trabalho que vinha sendo feito na região. "Após o falecimento do meu pai, ficou esse espaço vago. Na semana seguinte, fui ao Rio e tive a oportunidade de conversar com o Sargento Gurgel. Ele foi muito cortês comigo e me deu essa oportunidade, essa honra", revela. O anúncio foi feito no dia 26 daquele mesmo mês. Desde então, Bruno vem cumprindo agendas políticas e conhecendo a estrutura do partido na região. "É uma responsabilidade grande, até por causa do tamanho do PSL no cenário político nacional. Campos, talvez seja a maior

Decisão | Jogador de futebol profissional, Bruno já vinha discutindo com o pai possibilidade de candidatura à Câmara de Vereadores de Campos

Exemplo | Gil Vianna é citado pelo filho como modelo a ser seguido

responsabilidade de todas. Mas, temos, também, os outros municípios. Já conversei com a maioria deles e está tudo bem encaminhado", fala. "Por conta de a janela partidária já ter se fechado e de todo o suporte anterior que meu pai recebeu, ficou mais fácil trabalhar." "Sonho nosso" Segundo Bruno, porém, sua entrada na política não foi uma decisão repentina. O

projeto vinha sendo maturado com o pai nos últimos seis meses. "Era um sonho nosso, sobre o qual conversávamos há algum tempo. Sempre falava com meu pai que queria a oportunidade de representar à população e a ele na Câmara de Campos. Até por conta de pessoas que contavam com ele e que, por conta de estar na Alerj, não conseguia atender 100% aqui na cidade", diz o jovem, recordando a base eleitoral de Gil, que cumpriu

dois mandatos como vereador no município, entre 2008 e 2016. Contudo, a escolha de refazer os passos do pai, sempre presente em seu discurso, não foi fácil. "Após a morte dele, isso se tornou uma questão para mim. Dar continuidade a um legado, às vezes, pode parecer fácil, mas não é. Convivo com a lembrança diária de meu pai. Onde ando, as pessoas se lembram dele. A comparação é constante; e me honra muito. Mas, ao mesmo tempo, representa uma responsabilidade". Perfil conciliador Embora se descreva como um "conservador", Bruno rejeita, para si e para Gil, o rótulo de radical e se diz pronto para dialogar com diferentes setores da sociedade. "Meu pai nunca foi um extremista. Quem convivia com ele, sabe que era um conciliador. E a linha que pretendo seguir, que enxergo como forma mais inteligente de se fazer algo, é você tentar escutar", confidencia.

Embora se reconheça como herdeiro político de uma família com tradição nos bastidores do Poder regional, Bruno acredita que é capaz de unir velhas e novas ideias. "Enxergo isso como uma junção dessa experiência familiar com novos pensamentos. Ouço muito na rua que jovem não decide eleição, que jovem não participa. Mas, sempre digo que se um jovem se engajar na política, ele vai fazer grande diferença". Além de Bruno, Gil Vianna teve mais um filho e duas filhas. A primogênita, Gabriela, morreu em 2010, aos 19 anos. Ela tinha necessidades especiais, o que levou o pai a entrar para a política e assumir a causa das pessoas com deficiências, que defendeu também na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), onde atuou como suplente, entre 2017 e 2018, e como vereador eleito, de 2019 até sua morte. Uma bandeira que o jovem garante que irá manter. "Essa era uma luta

prioritária do meu pai e, se eu vou seguir o legado dele, também preciso dar prioridade às pessoas com deficiência", revela. Polêmicas Na confluência entre velho e novo, Bruno promete candidaturas "humanas" e afirma que a política na esfera Municipal afasta o PSL de polêmicas recentes envolvendo a legenda, que chegou ao poder, em 2018, inflada pelo discurso de combate a práticas demeritórias de antigos caciques, mas já se viu envolvida em denúncias de candidaturas laranjas e prática de rachadinha no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, que deixou a sigla. "Dentro do PSL, temos pensamentos diferentes, como em qualquer legenda. E isso é especialmente verdade na esfera Municipal, em que, muitas vezes, a questão ideológica fica em segundo plano nas escolhas de com quem se vai caminhar. Meu pai escolheu a dedo as pessoas que estão no partido hoje. Sem considerar a questão política, mas no aspecto humano. São pessoas boas, nas quais ele confiava. Então, posso dizer que estou seguro que não teremos problemas", garante. Coronavírus A morte repentina de Gil Vianna, aos 54 anos, após oito dias de internação em um hospital particular de Campos, é uma lembrança que Bruno carregará para sempre. Com a pandemia aparentemente longe do fim, se posiciona a favor do isolamento social. "Compreendo quem precisa sair, compreendo quem quer ficar em casa. Mas, hoje, não posso falar que concordo com quem deseja quebrar o distanciamento social. Saber que você perdeu um pai saudável, que praticava esportes, para um vírus, é algo que te marca para o resto da vida", encerra.

Mensalidade menor equilibra gastos Com aulas on-line e permanecendo mais tempo em casa, pais e alunos se beneficiam da nova lei estadual Mariane Pessanha Com uma filha no terceiro período do Ensino Fundamental, a assessora política Swany Paes obteve a redução de 30% na mensalidade, um alívio para o bolso, já que mensalmente desembolsava R$ 1.517,00. Assim como Swany, outros pais estão conseguindo reduzir os custos graças a Lei 8.864/20, aprovada pela Alerj e sancionada pelo governador do Rio Wilson Witzel, que determina a redução proporcional de mensalidades escolares em estabelecimentos da rede particular. A norma vale para todos os segmentos de ensino, sendo eles: pré-escolar, infantil, fundamental, médio (incluindo técnico e profissionalizante) e superior (incluindo cursos de pós-graduação). Para unidades escolares cuja mensalidade é de até R$ 350,00, não haverá desconto; já aquelas com mensalidade acima desse valor devem aplicar um desconto de 30% sobre a quan-

Caroline| reduziu os custos

tia que ultrapassa a faixa de isenção. A redução nos valores será aplicada apenas aos contratos que preveem aulas na modalidade presencial, e não valerá para contratos com inadimplência há pelo menos duas mensalidades. Para Swany, a redução vai ajudar com os gastos extras com energia elétrica, água, alimentação, material escolar complementar para as atividades em casa, que ela está

comprando para as aulas on-line, como papel A4, cola, tinta, cartucho para impressão de material e hidrocor. “Estamos em casa em tempo integral, os gastos aumentaram muito. Achei o cálculo justo, desonera para nós pais que estamos tendo gastos extras e também não deixa a escola desamparada, visto que precisa manter a folha de pagamento de seus funcionários, evitando as demissões”, acredita Swany. Estudante de Medicina e presidente do diretório acadêmico, Caroline Bourguignon, conta que no mês de maio as mensalidades tiveram uma redução de 6.5% e, agora, em junho, do 1º ao 4º ano, 15% de desconto e retirada de juros e multas de abril e maio, se pagos até o dia 15/06. Já do 5º e 6º ano 15% de desconto, e parcelamento dessa mesma mensalidade em 50%. A mensalidade, sem desconto é de R$ 8.160,00 reais e, agora do primeiro ao quarto período, custa R$ 6.936,00.

Foto: Carlos Grevi

Swany | Mãe de Juliana aproveitou a redução da mensalidade escolar para pagar despesas geradas na pandemia

“Diante do cenário atual, foi uma vitória conseguir esse desconto, mas é importante deixar claro que o objetivo do diretório é seguir conversando com os órgãos públicos e com

a faculdade para tentar melhorar essa redução”, finaliza Caroline. O superintendente do Procon, Douglas Leonard Queiroz Pessanha, diz que o consumidor

que se sentir lesado pode abrir uma reclamação junto ao órgão ou ajuizar uma ação individual. Atualmente, há apenas uma reclamação contra uma faculdade particular da cidade.


AloysioBalbi Com Girlane Rodrigues

Grupo Barcelos cria linha Premium Essa coluna foi a primeira a anunciar a compra do Green Fruit pelo Grupo Barcelos que controla a rede Super Bom. Agora, segura essa – o Super Bom, com essa compra, vai inaugurar o que ele próprio definiu de Premium, ao seja classe A. A loja da 28 de Março, onde era o Green Fruit, vai ter um padrão altamente sofisticado.

Diante do cenário atual do país e dos recentes acontecimentos mundiais, que estão provocando uma forte queda na atividade econômica, o Sesc voltará seus esforços, em especial, para os Programas Educação e Saúde, entre outras atividades fundamentais para a população”. Covid mata um vulto campista A “alma” do Centro de Estudos Jurídicos da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (Cejur). É assim que o procurador do Estado e colega Leonardo Espíndola define a passagem da servidora Marilânia Lacerda de Deus, que dedicou quase 30 anos de sua vida ao ofício. Ela morreu na última segunda (8/6) vítima da Covid-19. Era campista, nascida em Santo Eduardo. Mari, como era chamada pelos amigos, contribuiu na organização de todos os concursos públicos para a Procuradoria desde 1991 e era a responsável por receber os que ingressavam na instituição. O atual ministro do Supremo, Luis Roberto Barroso, que trabalhou no Cejur foi um dos que lamentou sua morte.

Nada visto ainda por aqui Uma fonte do grupo diz que Campos e Região vão se surpreender com a sofisticação, variedades de produtos, inovações tecnológicas, inclusive em detalhes como gôndolas de hortifrutigranjeiros. O sistema vai contar com aspersão de micro gotículas de água em torres, controlada por computadores. Praça dos carros Além da Praça São Salvador e da Quatro Jornadas existe apenas uma outra Praça no núcleo Central da cidade, localizada no final da avenida 7 de Setembro, onde existe uma igreja e um estátua de Tiradentes. Mas aos poucos ela vai se transformando em um estacionamento. Jardim São Benedito, Alberto Sampaio e Praça da República não entram nesta conta.

Acervo de um campista ilustre O CPDOC da Fundação Getúlio Vargas recebeu o arquivo pessoal de Jorge Zahar (1920-1998). Nascido em Campos, filho de pai libanês e mãe francesa, autodidata, ele foi o maior editor de Ciências Sociais do país. O arquivo, doado pela filha Cristina e a neta Mariana Zahar, é formado por documentos e fotos que, segundo o antropólogo Celso de Castro, diretor do CPDOC, “permitem reconstituir grande parte da história do mundo editorial brasileiro”. Há ainda correspondências dele com seus melhores amigos, Ênio Silveira e Paulo Francis. “Acho que é importante observar que há pouquíssimos arquivos organizados de editores brasileiros e essa memória é fundamental para entender como circularam e circulam as ideias no país”, disse Paulo Roberto Pires, autor de “A marca do Z: a vida e os tempos do editor Jorge Zahar”. E Campos nem sabia que tinha um filho tão ilustre.

Resposta Desde que fechou o Sesc de Grussaí, paira no ar uma dúvida sobre o seu futuro. Essa coluna pediu uma posição do Sesc de Minas Gerais, que administra aquela imensa infraestrutura. Vamos à resposta fresquinha: “O Sesc em Minas informa que, desde 2019, vem passando por uma série de adequações estruturais, cujo objetivo é tornar a instituição mais sustentável e com produtos e serviços cada vez mais alinhados ao perfil dos clientes. Tais mudanças foram feitas a partir de uma série de pesquisas e análises técnicas, que sinalizaram a necessidade de adequação do portfólio oferecido pelo Sesc em Minas. Após a conclusão dos estudos, entre os diversos pontos avaliados, definiu-se pela não viabilidade de manter com recursos do Sesc em Minas a unidade de Grussaí em funcionamento. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Conselho Regional do Sesc em Minas, considerando, entre outros aspectos, os elevados custos de manutenção de uma unidade de 1.800.000 m², com vocação exclusivamente turística e a localização fora do território mineiro.

Opinião

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Luxo Essa coluna apurou que o prédio de 18 andares que está para ser erguido no nobre Flamboyant, será um dos mais luxuosos de Campos, além de um dos mais altos, como já falamos. O nome do prédio será Voleio, mesmo nome da quadra de tênis que funcionava no local e foi demolida para receber o novo empreendimento. A Voleio Empreendimentos e Participações é formada por um consórcio de pelo menos três empresas, entre elas a Melo Teixeira Engenharia.

A máscara que cai

velho e surrado mau conselho que diz “faça o que digo, não o que faço”, é o que a consciência de muitos está falando, ou pior, fazendo por aí. As medidas de higiene e prevenção contra a Covid-19, em Campos, é quase uma coisa sorrateira, tanto quanto o Lockdown foi para inglês ver, como se diz na gíria em bom português. Dizem que caráter é aquilo que a pessoa tem quando nenhuma outra está lhe observando. Todos dizem que lavam suas mãos com água e sabão, álcool 70 ou gel. Todos dizem que ao colocar o pé fora de casa estão sempre usando máscaras devidamente limpas e que quando volta, tiram os calçados antes de entrar em casa. A maioria das pessoas, tem observado que a maioria de outras, está sendo hipócrita, não no sentido ofensivo da palavra, mas relaxando quando não está sendo vista. Poucos observam na íntegra o protocolo fora do isolamento social. Concluímos que estamos mascarando as coisas e que a mudança de hábitos necessária não está acontecendo. Não é por falta de informação. Todos sabem como proceder neste momento e que alguns hábitos terão que ser mudados mesmo, como a higiene entre outros. O uso obrigatório de máscaras pode perdurar por muito mais tempo

do que imaginamos. No Japão, por exemplo, o uso de máscaras é obrigatório com ou sem pandemia, para as pessoas que estão simplesmente gripadas. E não estamos falando aqui de classes sociais. Guarus tem um visível índice de desrespeito às regras de prevenção, mas existe um desrespeito quase invisível em todos os cantos da cidade, como festas em luxuosas residências na avenida Pelinca. Temos que pensar coletivamente e agir de forma correta individualmente. A vacina ainda vai demorar. Em uma visão otimista, ela não será trazida por Papai Noel, então é expectativa para o próximo ano. Para se ter uma medida, a vacina mais rápida descoberta pelos cientistas foi contra a caxumba e levou quatro anos. Fato é que essa pandemia requer esforço, e não estamos fazendo a nossa lição de casa e de rua como deveríamos. Nas escolas, a primeira lição que aprendemos é a que diz que quem não se esforça não passa de ano, e essa analogia deveria nos arrepiar. Não usem máscaras para mascarar uma situação grave e não lavem as mãos como quem não estivesse nem aí, porque estamos todos juntos, embora não deveríamos estar misturados, como ainda acontece.

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A dívida injusta que se carrega na pele

racismo, uma forma de preconceito, é, a princípio, uma herança histórica do Brasil colônia. Com a importação de negros da África para o trabalho escravo, nas lavouras do país, reforçou-se a idéia de supremacia branca que já existia no mundo. Mais que herança histórica, é uma espécie de dívida injusta que os negros carregam na cor da pele. Estamos no século XXI e essa miséria humana ainda não foi superada, haja vista acontecimentos recentes nos Estados Unidos, como a morte brutal do negro George Floyd pelo policial branco e a do menino negro Miguel, filho da empregada negra, por negligência da patroa. Chama muito atenção a forma como esses fatos ocorreram. A abordagem do policial com os dois joelhos sobre o homem deitado no chão e o descaso da senhora branca, responsável pelo menino naquele momento, deixando-o sozinho no elevador. Enquanto isso, a mãe do garoto foi levar a cadela da família para passear e entregou-a sã e salva. Quando menina, lembro-me de que, em duas cidades mineiras nas quais morei, na década de sessenta, setenta havia o clube dos negros e o clube dos brancos. Festas separadas, como diziam, não havia mistura. No colégio de freira em que estudei por longos anos interna, não tive sequer um(a) colega negro (a). Parecia que eram mundos díspares. Simplesmente os negros não tinham acesso àquele tipo de educação. Não que existisse uma lei que os proibisse de tal, mas existia sim o abismo econômico que sempre reservou, historicamente, aos negros a menor parte, entre outras questões. Curioso, que não havia questionamentos sobre isso, como se tudo estivesse certo, cada um no seu lugar. O número de negros nas universidades há oito anos era mínimo, em um país em que mais de 50% dos brasileiros se declaram pardos e pretos. A política de cotas vem se afirmando como uma das ações mais positivas para enfrentar o abismo social e econômico entre brancos e negros. A linguagem é um importante veículo de reprodução ou não de discriminação racial. Ela detém o poder de legitimar ou não a cultura de um país. Desse modo, observa-se como as expressões corriqueiras usadas pejorativamente pelos falantes reproduzem e reforçam o racismo no país: “negro de alma branca”, “pessoa de cor”, “ovelha negra”, “a coisa tá preta”, “não sou tua nega”, fulano tem um pé na cozinha”, “você está na minha lista negra”, “samba do crioulo doido” etc. Há também expressões que são empregadas como se fossem um elogio como, por exemplo, “ ela tem a cor do pecado” para moças de pele escura. É o perigoso e, muitas vezes, imperceptível racismo estrutural que muitos de nós carregamos em nossos hábitos, costumes e falas demonstrando preconceito e segregação. A constituição de 1988 tornou a prática do racismo sujeito à prisão, imprescritível e inafiançável. Mas não bastam as leis. É preciso vencer os estereótipos advindos do período escravagista que possibilita essa mentalidade atrasada, retrógada de que ao negro cabe um papel menor, um emprego precário, uma desconfiança sem fim e traiçoeira. As balas “perdidas” sempre encontram um negro. Muita conscientização, muitas políticas públicas afirmativas, debates nas escolas, em espaços públicos e privados são necessários para superarmos essa brutal desigualdade.

A ânsia de Deus

Fernando da Silveira - Professor universitário, advogado e jornalista

“... a verdade é que o homem necessita da transcendência e aspira à eternidade”. - Ferreira Gullar.

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empre acreditei em Deus e agora com a tragédia que nos avassala, Nele me agarro fortemente. Curioso, é que Ferreira Gullar, embora não tenha sido religioso, foi um dos escritores que mais fortaleceram a minha crença em Deus. É que o tom ensaístico dos seus textos em prosa revela uma visão de mundo amadurecida e aprofundada por longas e atiladas reflexões. Algo que cresce com o seu perfil de polemista, sempre pronto a suscitar desafios intelectuais. Lembro-me bem quando colocou em dúvida a existência da alma. Imbuído, porém, de marcante honestidade intelectual, admite que “a própria ciência diz que não é capaz de responder a questões como esta”, já que não há como provar a existência ou a inexistência da alma. Em outra manifestação de honestidade intelectual, pondera que “o homem necessi-

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ta da transcendência e aspira à eternidade”. Lembro-me ainda que ele afirmou que os gregos da antiguidade designavam este algo a mais, que nos torna diferente de outros animais, pela palavra “pneuma”, que significa o ar, o sopro, ou seja, a respiração de quem está vivo. E arrematou que “pneuma” para esses gregos não era mais que isso: respiração de quem está vivo. Acredito, porém, que a palavra “pneuma” tinha outras acepções para os primitivos habitantes da Terra de Homero. O mundo civilizado apenas coloriu as crenças antigas. Os gregos dos primórdios não poderiam ser tão diferentes dos outros povos do seu tempo, inclusive até daqueles que não foram além da cultura de folk, como negritos, pigmeus e aínos, que acreditavam num Ser Supremo, identificando na alma o sopro divino, como nos esclareceram os pesquisadores da célebre Escola de Viena. Os próprios cultos órficos da Grécia pré-helênica, citado paradoxalmente por Ferreira Gullar numa crônica inesquecível, celebravam

também a alma, como os espiritualistas a entendem, e a sua transmigração. Mais elucidativo é o texto bíblico encontrado no Gênesis: “E formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra; e soprou-lhe no rosto o sopro da vida; e tornou-se o homem um ser vivente”. Por outro lado, estou convencido de que o vocábulo “pneuma” tinha para os gregos citados por Ferreira Gullar as acepções de ar, sopro, respiração, mas, sobretudo, de hálito divino. As minhas limitações de ordem religiosa ou –quem sabe?- as forças intuitivas que agitam o meu ser, levam-me a acreditar na alma humana. E, mais que tudo, em Deus. O homem pode ter inventado vários deuses. Mas há instantes que O intui, como Algo que está acima de sua razão e de sua imaginação. O ser humano, por ter alma, é, assim, atraído pelo Puro Espírito, como um rio a correr para o Oceano. Eis a razão dos cristãos enfrentarem a pandemia confiantes num Deus que é o próprio Amor em Plenitude.

Expediente: Fundador Herbert Sidney Neves - Direção Executiva Martha Henriques - Diretor Geral Fábio Paes Diretor de Jornalismo Aloysio Balbi Chefes de Reportagem Girlane Rodrigues e Roberta Barcelos - Projeto Gráfico Estúdio Ideia Diagramação Elton Nunes - Departamento Comercial (22) 2738-2700 Rua Gov. Theotonio Ferreira de Araújo, 36 - Centro - Campos dos Goytacazes - RJ Impressão: Parque Gráfico do Jornal O Globo. Tel: (21) 2534-9579/ comercialpg@infoglobo.com.br


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MOMENTO CRÍTICO Nome de famoso filme encaixa feito luva à situação atual do Brasil

Bom seria que o título reportasse apenas a ficção cinematográfica, cujo roteiro discorre sobre terroristas que sequestram um Boeing 747, e soldados do Exército americano, liderados pelo agente David Grant (Kurt Russel), com a ajuda da comissária de bordo Jean (Halle Berry), tentam impedi-los. Mas não. A matéria ‘roubou’ o título do filme para expressar a realidade singular ora vivida pelo Brasil, que nas próximas semanas

terá que lidar com limites – questões de alta quatro meses, alimentando uma crise genecomplexidade – definidores ralizada, descomunal, sem de um segundo semestre precedentes e que agora vai Ou o Brasil acha a mola se aproximando de algum dramático e de consequências imprevisíveis ou – como que o levará ao alto ou desfecho – seja este qual for. todos esperamos –, menos Entre ações atrasadas, encara a âncora que caótico e de resultados conerros grotescos e absoluta o prenderá ao fundo trolados. desarmonia, tratou a panPor certo, o Brasil passou demia da Covid-19 como se o primeiro semestre, em especial os últimos não fosse uma pandemia. Criou, não há dú-

vida, cenário cuja narrativa atropela a mais rudimentar noção de bom senso, gerando perplexidade tanto dentro do País como no resto do mundo. Agora, contudo, não há mais tempo. É chegado o momento crítico: o 2º semestre que se avizinha não será parecido com a primeira metade do ano: ou o Brasil acha a mola que o levará ao alto ou encara a âncora que o prenderá ao fundo.

Tinha uma pandemia no caminho

Brasil amarga pior momento em 15 anos

Não se cuida aqui de questão ideológica, ou de política propriamente dita ou, ainda, dos acertos ou erros atribuídos ao presidente Jair Bolsonaro, respectivamente por seus apoiadores e opositores – extensivos aos governadores dos estados. Trata-se de entender que o Brasil vive o momento mais frágil, tenso, inseguro e perigoso dos últimos 25 anos, tendo em vista que num quadro onde já se desenhava fortes pinceladas de insta-

É curioso observar que ante transformações tão profundas, em que o ‘novo normal’ ainda não se mostrou por inteiro, mas as paisagens são outras, os costumes e hábitos tiveram que mudar, o trabalho mudou, estudos foram interrompidos, casamentos adiados, as pessoas quase não se visitam, ninguém viaja e as praias estão fechadas e desertas – e sem a menor ideia,

FHC

bilidade política, surgiu a Covid-19. Simples assim: diante uma pandemia que deveria ser tratada como prioridade e em função da qual todas as diferenças ideológicas, políticas e partidárias precisavam ser jogadas para a lateral – prevalecendo a união dos contrários na luta contra um inimigo comum, potencialmente capaz de produzir uma catástrofe humana para a população brasileira – fez-se o contrário, ampliando-se o cenário perturbador.

Lula

Dilma

também, de quando e como as coisas voltarão à rotina e se no futuro as máscaras poderão ser dobradas e postas num fundo de gaveta... enfim, um estado de coisas inimaginável até três meses, o ‘Brasil-Estado’... digamos assim, o Brasil administrativo e governamental, parece inerte e anestesiado. As autoridades competentes debatem, discutem e questio-

nam, mas não tratam a questão com a devida efetividade, seriedade e celeridade. Enquanto isso, projeções admitem que o País poderá se tornar o de maior número de óbitos pelo novo coronavírus em todo mundo até o final de julho, caso não ocorram mudanças significativas. São, de fato, tempos sombrios: a pandemia de braços dados com a irracionalidade.

Temer

O risco de catástrofe social Não fosse o conjunto de fatores que lança a nau do Brasil em assustadora tormenta e este box teria o título de ‘catástrofe sanitária’ – o que já seria muita coisa. Entretanto, a vulnerabilidade política, econômica e social do País, turbinada por uma discussão ideológica de total inutilidade, deixa o Brasil a poucos passos do abismo. Trata-se de situação da mais alta gravidade. Ninguém escolhe ‘sua’ pandemia, mas a do novo coronavírus veio na pior hora para o Brasil. Com a economia estagnada (o PIB em 2019, apelidado de ‘pibinho’, cresceu frustrantes 1,1% – abaixo dos 1,3% de

2017 do governo Temer) e o governo Bolsonaro fortemente pressionado graças a atitudes, posições, comportamento e falas que agradam seu núcleo de apoiadores mais radicais, porém intranquilizam o restante da população, – o que se via era uma nau à deriva sem a tormenta, quanto mais quando a tempestade chegou; no caso, a pandemia. Jair Bolsonaro foi legitimamente eleito presidente da República. A vontade da maioria é soberana e tem que ser respeitada. Contudo, pulando tudo o que disse em 2019 e nos primeiros meses deste ano (e algumas de suas de-

clarações foram preocupantes) para focar apenas no período do coronavírus, é razoável – pergunta-se – que o presidente tenha fomentado o viés da discórdia que lhe é próprio e elevado o tom da insegurança justamente durante a pandemia? Com ou sem razão, não seria melhor uma trégua? Gabinete do ódio; “quem manda sou eu”; “eu sou a Constituição”; armar a população; manifestações antidemocráticas; sistema próprio de inteligência; desafiar o Supremo ao dizer que “ordens absurdas não se cumprem”; o Planalto retardando as informações sobre o número

de mortes pela Covid e, acima de tudo, demitir o ministro que seguia a orientação da ciência enquanto ele próprio promove aglomerações em frontal desrespeito ao distanciamento social. Não se trata das posições político-ideológicas ou do jeito de ser do presidente, sejam elas adequadas ou não. Do ‘conjunto da obra’ cuidará a eleição de 2022. Trata-se de vidas. De 25 anos para cá, possivelmente FHC enfrentaria uma pandemia com outro tipo de atitude. Lula, mesmo com Mensalão, Petrolão e todo o esquema de corrupção de que foi

acusado, condenado e preso, certamente saberia liderar o Brasil contra a doença. Dilma, responsável por um dos piores governos da história recente – arrogante e politicamente despreparada – até pelo perfil, deixaria a questão na mão de quem entende. Temer – desmascarado pelo áudio nos porões do Jaburu e escândalos de corrupção de toda ordem – mas, de certo, um presidente equilibrado, que buscaria a união contra o inimigo comum. Por fim, neste momento crítico, o Brasil torce para que a sensatez prevaleça e todo o resto fique para depois.


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Priscilla Alves e Ulli Marques “Vidas negras importam”. Essa frase parece óbvia. Afinal de contas, toda vida humana deveria ter importância e ser preservada. Mas esse ideal igualitário só existe perante à lei. Na prática cotidiana, distinções são frequentes, sobretudo quando se trata da relação entre brancos e negros. O racismo existe e não é observável apenas em discursos de ódio ou em repressões violentas, como as que preencheram os noticiários do Brasil e do mundo nas últimas semanas. Faz apenas 132 anos que os escravos foram libertos no país, sem qualquer garantia de direitos básicos. Do ponto de vista histórico, isso foi ontem. Esses últimos acontecimentos que motivaram protestos nas redes sociais e também nas ruas não são, portanto, episódios isolados: são a culminação de uma opressão sistemática. Em um contexto de pandemia, quando as autoridades de saúde orientam que a população permaneça em suas casas, os atos antirracistas que ocorreram após a morte de George Floyd, nos EUA, e do menino João Pedro e do jovem João Vitor, no Rio de Janeiro — os três assassinados pela força policial em maio de 2020 — foram alvo de controvérsias. No entanto, para aqueles que são as vítimas da desigualdade e da violência decorrente do preconceito racial, tais atos são o resultado de um acúmulo de situações que acontecem há séculos e que chegaram ao limite. “A cor da pele assusta e afasta, mas, quando se trata de uma abordagem policial, atrai”, pontou a professora doutora e coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) da UENF, Maria Clareth Gonçalves Reis. “Os atos e manifestações estabelecidos nas últimas semanas reúnem um conjunto de angústias e revoltas silenciadas historicamente. Com o lema ‘vidas negras importam’, estas vozes querem ser ouvidas e respeitadas. Querem, acima de tudo, o direito à vida”. Embaixador do Conselho Pan-Africano no Brasil, o jornalista Rogério Soares acredita que as manifestações antirracistas são importantes porque mostram a dimensão da condição do negro e dão amplitude às suas demandas desse grupo. “É preciso romper com essas estruturais, chacoalhar a sociedade, a começar pelos políticos que montam essa engrenagem e fazem com que ela funcione”, apontou. Contudo, o presidente do Conselho municipal de Igualdade Racial, Totinho Capoeira, esclarece que os atos que ocorrem no Brasil e no mundo não são políticos. "São atos civis que demonstram que revolta dos oprimidos é tão grande que fez a gente ter coragem de enfrentar até uma pandemia para fazer manifestação. É importante que as pessoas não confundam a revolta dos oprimidos com a agressão dos agressores", destacou. Números Essas declarações vão ao encontro dos números. Os negros (pretos e pardos) correspondem a 56,10% da população brasileira, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad)

Racismo Precisamos falar sobre isso

Últimos acontecimentos que motivaram protestos nas redes sociais e também nas ruas não são episódios isolados, são a culminação de uma opressão sistemática Contínua do IBGE. E eles são maioria não somente no número de habitantes, mas também no quantitativo de pessoas analfabetas (9,1% são negros e 3,9% são brancos), desempregadas (64,2%), subocupadas (66,1%), encarceradas (61,6%) e assassinadas (75,5%) no Brasil. Em contrapartida, os negros estão em menor número quando se trata de posições de liderança no mercado de trabalho, de acordo com pesquisa de 2018 do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, e em representatividade na política e no magistrado (IBGE). Recentemente, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO) também divulgou resultados de uma pesquisa que mostra que a letalidade da Covid-19 é maior entre os pretos e pardos (55%) do que entre os brancos (38%), uma vez que aqueles se encontram em situações mais precárias de moradia e acesso a serviços de saúde.

Sistema racista As estatísticas mostram que o racismo não se configura por meio de ações isoladas. Trata-se de um sistema institucionalizado, de acordo com a socióloga e cantora, Simone Pedro. “A necessidade de ir às ruas vem do fato de que a simples declaração de que ‘não é racista’ não é suficiente para mudar esse quadro de desigualdade, segregação e violência. Precisamos nos colocar principalmente perante instituições que corroboram com essa prática. A Polícia Militar, por exemplo, é a expressão do Estado que, por sua vez, expressa a vontade da sociedade, ou pelo menos das classes dominantes. Quando o racismo é manifestado em uma ação violenta, trata-se do remate de uma série de pensamentos que se faz a respeito de um grupo, um povo, uma cultura, uma religiosidade”. Essa definição do racismo como “opressão sistemá-

tica”, inclusive, será inserida no verbete do Merriam-Webster, dicionário de referência dos Estados Unidos, após uma jovem negra entrar em contato com a instituição que publica os dicionários desde 1847 para sugerir uma atualização. Segundo ela, o racismo não é simplesmente um ato discriminatório. O diretor editorial do Merriam-Webster, Peter Sokolowski, confirmou que a definição será modificada e pediu desculpas "pelos danos que causamos por não ter feito antes". Educação é a saída Para os entrevistados desta reportagem, somente a educação mostra-se eficaz para promover a equidade entre brancos e negros. “Mas não se trata de uma educação escolar, a não ser que haja uma mudança efetiva nos planos pedagógicos. A Lei 10.639 obriga as escolas a ensinarem a história da Africa e a cultu-

MINHA EXPERIÊNCIA C

Simone Pedro, socióloga e cantora “Uma das expressões mais claras do racismo cotidiano pode ser observada no comércio. Quando entro em um shopping, sou seguida por seguranças. Essa é uma prática comum. A relação vendedor-comprador também marca muito. Diversas vezes entrei em lojas em que o produto comercializado não era barato e o vendedor me perguntou o que eu ‘fazia da vida’. Eles estranham uma mulher como eu comprar um produto com preço mais alto. Esse estranhamento, que é tamanho a ponto de se manifestar em uma pergunta, é um sinalizador de uma sociedade racista. Também é corriqueiro os seguranças de estabelecimentos de entretenimento me dizerem que a ‘casa já está cheia’. Mas essa situação não é uma exclusividade de Campos. Sempre que entramos em ambientes que não foram feitos para pessoas como nós, passamos por situações de desconfiança e impedimento de ir e vir”.

Rogério Soares, jornalista e embaixador do

Conselho Pan-Africano no Brasil “Eu teria vários episódios para relatar, mas, como sou jornalista, os acontecimentos que envolvem a minha profissão são os primeiros que passam pela minha cabeça porque me marcaram. Ao longo da minha carreira, por muitas vezes, em diversas situações, ou não acreditavam que eu era jornalista, ou, se acreditavam, não acreditavam na minha capacidade, simplesmente pelo fato de eu ser negro. Isso acontece nos meios de comunicação de maneira muito severa, ainda que a profissão de jornalista seja tão sagrada à democracia e tão atacada em tempos de intolerância. Vejo isso acontecer comigo e com outros colegas negros que, inclusive, também têm dificuldade para se inserir no mercado de trabalho. Esse é um reflexo de uma sociedade em que a pobreza e as condições de miséria têm um recorte racial”.

Maria Clareth Gonçalves Reis, profes- Renato Chagas, psicólogo sora doutora e coordenadora do NEABI-UENF “Como mulher negra, sinto o racismo e os racistas batendo em minha porta cotidianamente. Certa vez, fiz uma compra e o entregador surpreendeu-me com a seguinte questão: “Bom dia, onde está a patroa?”. Eu o respondi com outra pergunta: “Toda mulher negra teria que ter uma patroa? Eu sou a ‘patroa’. Só por eu ser uma mulher negra eu teria que ocupar a função de doméstica e ter uma patroa branca?”. Reagi naquele momento dizendo que ele estava sendo racista ao julgar uma pessoa pelo fenótipo. Este tipo de atitude já se naturalizou na sociedade. Por que as mulheres negras não podem ocupar outros lugares na sociedade? A minha presença como mulher negra professora, doutora, concursada e servidora de uma universidade pública ainda surpreende”.

“Exercendo a profissão de psicólogo, já sofri racismo por muitas vezes. Uma dessas ocasiões me tocou bastante. No começo da minha carreira, um dos meus primeiros pacientes, após receber alta do tratamento, me abraçou e chorou copiosamente por um bom tempo. Perguntei o motivo das lágrimas e ele me pediu desculpas. Disse que chorava porque, no início, ele não acreditava na minha eficácia profissional pelo simples fato de eu ser negro. Ele justificou esse sentimento dizendo que nunca havia visto um psicólogo como eu. Essa é uma prova de que o racismo estrutural existe e persiste em vários âmbitos sociais. E exercendo a profissão de psicólogo, também ouço histórias de outras pessoas que são vítimas de racismo e percebo os diferentes danos que ele pode causar".


Especial

Fotos: Carlos Grevi

Reação da PM repercute

Protesto | Campos aderiu às manifestações que ganharam o mundo

ra Afrobrasileira na Educação Básica, mas, na prática, isso não é cumprido. Há um sentimento coletivo de que isso não é importante”, destacou Simone Pedro. Segundo ela, é preciso que as pessoas entendam o que é o racismo. A coordenadora do NEABI-UENF, Maria Clareth, reitera a importância das ações afirmativas que visam inserir o negro em espaços sociais que há pouco tempo lhes eram relegados, como a política de cotas. “Essas ações têm resultados positivos, mais ainda há muito a ser feito para alcançarmos a tão sonhada equidade”, disse. Valendo-se da circunstância da pandemia, Simone compara o racismo a um vírus: “É preciso entender o tamanho que ele tem, onde se esconde e onde ele ataca para que a gente possa começar a combatê-lo. Por isso é importante explicar para as pessoas o que é o racismo e mostrar, seja por meio de protestos, seja por meio de uma verdadeira revolução pedagógica, que ele não se mostra em ações isoladas, mas está sedimentado em nossas estruturas sociais”, afirmou. Racismo em Campos Campos é uma cidade de notória importância para a história do país e muito do sucesso de sua produção se deu devido à força do trabalho escravo. Simone Pedro pontua que o número de pessoas escravizadas no território que hoje compreende o município era desproporcional ao número de pessoas livres, sobretudo dos brancos que os tinham como propriedade. “Considerando o fato de que esses negros não foram plenamente inseridos na sociedade, não é de se estranhar que os pretos e pardos ainda são maioria, encontram-se sobretudo nas periferias da cidade, vivendo em situações precárias e são os que têm menos acessos os serviços e bens públicos”, destacou. Contudo, segundo ela, esse fato não significa que o preconceito advém da condição socioeconômica dos negros. “Mesmo pessoas pretas que pertencem a classes sociais mais favorecidas sofrem atos discriminatórios na cidade”, afirmou.

O segundo ato, ocorrido na última quarta-feira (10), na Praça São Salvador, reuniu cerca de 100 pessoas e também teve a presença da Polícia Militar. Porém, os policiais não interferiram. “Hoje os policiais estão aqui para garantir a nossa segurança, o que deveria ter acontecido da primeira vez”, comentou Totinho. Para o jornalista e embaixador do Conselho Pan-Africano no Brasil, Rogério Siqueira, é preciso que a polícia se retrate pelas ações no primeiro ato. “A polícia está tomando partido, o que não deveria acontecer. Tivemos outras manifestações em Campos no período da quarentena e, em comparação, percebemos que a polícia deu tratamento desigual. A gente quer tratamento igualitário e que os limites da função da polícia sejam respeitados. É necessário que a PM se retrate por meio do seu comando e admita que errou. É óbvio que a gente reconhece as contribuições que o 8º BPM dá à nossa segurança pública, mas quando erra tem que reconhecer e pedir desculpas à sociedade e aos negros e negras que estavam ali e sofreram uma violência desproporcional”, comentou. A reportagem questionou, por email, o comando da Polícia Militar em Campos sobre a ação poli-

Nos últimos dias, Campos teve dois protestos antirracistas sendo que o primeiro deles ganhou notoriedade, principalmente, pela repressão da Polícia Militar que, em ação truculenta, jogou gás lacrimogêneo em cerca de 15 manifestantes que protestavam seguindo as recomendações de afastamento e com máscaras para prevenção contra o coronavírus. O caso teve ampla repercussão e foi repudiado por instituições. O advogado Jorge de Assis, presidente da Comissão da Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Campos emitiu uma nota de repúdio, em nome da OAB, em que chamou a ação da polícia de “desproporcional, desnecessária, inconstitucional e inconvencional”. “O ato foi brutalmente reprimido pela polícia sem a menor razão de ser. Os policiais desafiaram, inclusive, a Constituição, no artigo 5º, inciso 16, que diz que todos podem se reunir pacificamente sem armas em locais aberto ao público, independente de autorização. O cidadão tem o direito de protestar e expressar sua ideia. Aquilo que aconteceu é inadmissível e nós da OAB vamos enviar uma notícia ao Ministério Público para que apure aqueles os autores sejam punidos”, falou.

Família | Andrea Menezes com seus filhos Bernardo

cial durante o primeiro ato. Por meio de nota, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que “Os policiais militares estão instruídos a priorizar a conscientização e o diálogo no contato com os cidadãos” e ainda que “os manifestantes não obedeceram a ordem de dispersar e foi necessário o uso de armamento de menor potencial ofensivo para que a determinação fosse cumprida”, informou a nota. A reportagem perguntou novamente o motivo das agressões, já que os manifestantes eram poucos e mantiveram a distância, mas não recebeu resposta.

Aqui, todos têm sangue negro

Didi segurando a taça Jules Rimet

Amarildo

Wilson Batista

Aloysio Balbi Que o Brasil foi o último país a abolir a escravidão, em 1888, isso é fato. Que Campos foi a última cidade a cumprir a lei, isso é fake. A historiadora Silvia Paes afirma que essa informação não tem fundamento. Segundo ela, essa versão não encaixa com o movimento abolicionista de Campos, que tinha à época entidades denominadas “Liras”, que tinham como objetivo angariar recursos para comprar a alforria dos negros. Ao mesmo tempo, antes da abolição,

Mercedes Batista

Zezé Motta

muitos senhores libertaram seus escravos espontaneamente. A história de que Campos teria sido a última das cidades a manter os negros sob o ferro do suplício se descaminha ao seguirmos os rastros do jornalista negro José do Patrocínio, o Tigre da Abolição, que era campista e um dos principais ativistas da causa. “O fato é que, em Campos, hoje, mesmo os que têm cabelos loiros e olhos azuis, têm sangue negro correndo em suas veias. A miscigenação aqui foi bem acentuada. Mas é importante salientar que a miscigenação não impede que haja o pre-

Nilo Peçanha

Roberto Ribeiro

conceito racial em nossa sociedade”, disse a historiadora. Em se tratando de personagens negros, a história de Campos não se limita a José do Patrocínio. Existem outros vultos em áreas diversas: na política, Nilo Peçanha, que era negro chegou à presidência da República. Nas artes, Mercedes Batista foi a primeira bailarina negra do Teatro Municipal do Rio; incluem-se aí os sambistas Wilson Batista, Roberto Ribeiro e a atriz Zezé Mota. No futebol, dois bicampeões — 1956 e 1956 — Amarildo e Didi. Uma galeria acima de qualquer cor.

COM O PRECONCEITO

Vinícius Faria, administrador público

“Nós, aqui no Brasil, temos essa questão racial um pouco camuflada e alguns atos que podem parecer brincadeiras, no fundo estão cheios de preconceito. A gente aceita o negro no futebol, no pagode, e fazendo atividades de cunho popular, mas quando o negro ocupa posições sociais majoritariamente ocupadas por brancos, isso é colocado em cheque. Você não vê muitos negros como médicos ou juízes. Eu já sofri preconceito dentro da escola em uma época que isso não era muito discutido. Um professor me chamou na frente da turma, olhou pra mim e disse “isso aqui é pra vocês verem como a coisa fica quando fica negra”. Os alunos riram e eu fiquei muito constrangido. Eu tinha mais ou menos 12 anos e não contei nem pra minha mãe. Lógico que até hoje sofremos preconceitos de forma velada, mas esse foi o que mais me marcou.”

Totinho Capoeira, presidente do Conselho Municipal de Igualdade Racial “Uma vez fui para um evento em uma universidade em Ilhéus, na Bahia, e fiquei hospedado em um resort com minha companheira. Nesse resort, não tinha ninguém preto, nem para servir comida, nem para limpar chão. Os pretos estavam todos na cozinha ‘trancados’, quando eu passava, eles me olhavam pela porta da cozinha para ver quem era, porque ali não tinha circulação de pretos. Quando fomos encerrar a hospedagem, a recepcionista perguntou a minha esposa de qual banda era ela dançarina e eu falei que éramos dois professores. Quando a gente saiu, teve funcionário negro que pediu para tirar foto com a gente, porque não era comum negro hospedado ali. Isso pra mim foi muito triste. Eu e minha esposa saímos de lá chorando".

Jorge de Assis, presidente da Comissão da Igualdade Racial da OAB Campos “Os descendentes do povo africano cotidianamente sofrem as agruras do racismo, que é muito doloroso do ponto de vista emocional. Não importa a posição que a pessoa ocupa, todos da pirâmide sofrem, independente se estão na base ou no topo. Há alguns anos, eu estava na Praça São Salvador, aguardando o ônibus da OAB. Eu estava na frente, mas quando o ônibus chegou, eu cedi a vez para uma colega e para um advogado já mais idoso, como um ato de cavalheirismo. Eles subiram e quando eu fui subir, o motorista me perguntou se eu era advogado mesmo. Eu estava de terno e gravata, com um broche da OAB na lapela do terno e ainda assim ele me questionou. Aparentemente é uma pergunta boba, mas os outros que estavam na frente, a nenhum foi perguntado se era advogado".

Stella Tó Freitas, comunicóloga

“Pela nuance da minha pele, o racismo chega muito superficialmente, mas eu o sinto de várias formas. Seja em não ser respeitada como profissional, seja de pessoas que julgam meu cabelo, seja de pessoas que simplesmente ignoram minha presença ou fala em alguns lugares. São situações constantes. As pessoas não-negras precisam estar abertas ao diálogo. Ouvir é fundamental. O Brasil tem pouco mais de 500 anos e 300 deles foram de escravidão da população negra. Há muitos anos estamos falando, gritando e muitas pessoas sequer param para nos ouvir. O estado ataca, agride e reprime pessoas negras, não é de hoje. Em uma cidade conservadora como Campos que aplaude o discurso do executivo federal, é preciso ter muita cautela e estratégia”.


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Sala de estar em praça continua Espaço público no entorno da Igreja São Benedito é tomado por entulho levado por moradores de rua Foto: Carlos Grevi

Bernardo Rust Na edição impressa n° 183 do Jornal Terceira Via, que circulou no dia 26 de abril de 2020, foi publicada uma reportagem a respeito da situação alarmante dos moradores de rua próximo à Paróquia São Benedito, no Centro de Campos. Cerca de um mês depois da publicação da matéria, que relatava uma verdadeira sala de estar montada pelos moradores de rua no local, pouca coisa mudou. Segundo moradores da região, as práticas ilícitas relatadas na reportagem, ainda continuam acontecendo e sequer houve a visita de agentes da prefeitura ou de qualquer outro tipo de órgão para fiscalizar e entender o que está acontecendo no local. Drogas, sexo em plena luz do dia no meio da praça, xingamentos, ofensas e até mesmo assaltos são alguns dos problemas relatados por quem mora na região. Um morador, que preferiu não se identificar com medo de sofrer algum tipo de represália dos moradores de rua, relatou um pouco da rotina e do que ela já flagrou no local. “Nunca tive problemas particulares com ele. Apesar de respeitarem quem mora aqui, diversas vezes a gente já ouviu barulhos de tiro, confusões, já flagramos agressões, além de constantemente percebemos que eles estão utilizando drogas”, comentou o morador. O vizinho também contou que as vezes é possível perceber a presença de policiais no local. “Algumas vezes, a Polícia Militar vem até aqui, conversa com eles, vão embora e minutos depois, a confusão recomeça. Agentes da Guarda Civil Municipal também vão até

Aglomeração | Maioria dos moradores em situação de rua não usa máscaras, não respeita distanciamento e recusa abrigo da prefeitura os moradores, conversam e depois que vão embora, tudo volta a ser como antes”, declarou o morador. Outra moradora da região, que também não quis se identificar, conta que já comunicou por diversas vezes as autoridades do município sobre o assunto, inclusive à Postura. "Na última vez eles tiveram a cara de pau de me perguntar o que estava acontecendo no local, como se não fosse visível o problema. O canteiro do Jardim, ao lado da igreja, se transformou na casa deles", conta a moradora. Ela lembra ainda que existem os moradores de rua que se apropriaram do Jardim, mas

recentemente tem ainda as pessoas que recebem alimentação das irmãs do convento, que chegam cedo e só vão embora no fim do dia após todas as refeições. "Eu acompanho e vejo que muitos chegam na hora do café e só vão embora no fim do dia. Esses não são moradores de rua, eles ficam o dia inteiro no entorno do Jardim só para se alimentar. Dormem no coreto, ficam nas calçadas e bancos e muitas vezes são até confundidos", revela. O Jornal Terceira Via entrou em contato com o setor de comunicação da Polícia Militar, que respondeu da seguinte maneira: “A Assessoria de Imprensa

Sebrae realiza talk on-line gratuito no próximo dia 17 evento aborda novo comportamento do consumidor

Da Redação No próximo dia 17 de junho, segunda-feira, quem trabalha com vendas tem uma boa oportunidade para enriquecer o currículo e ainda se preparar para a pós pandemia. O Sebrae vai realizar, às 15h, o talk on-line “O novo comportamento do consumidor de moda”. O evento é gratuito e as inscrições podem ser feitas através do endereço eletrônico loja.rj.sebrae.com. br. Segundo o Coordenador Regional do Sebrae no Norte Fluminense Gilberto Soares, as inscrições podem ser feitas até o dia anterior ao talk on-line. O público alvo é todo empresário do setor de comércio, de uma forma geral. Gilberto ressalta que é importante a participação deles porque vão ser dadas dicas sobre o comportamento do consumidor nesse novo cenário e isso interfere diretamente no modo do empresário gerir o seu negócio. Gilberto ressalta também que desde o início da pandemia o Sebrae tem realizado inúmeras lives e talks com o objetivo de levar informações ao em-

Gilberto Soares | Coordenador Sebrae

Karen Rochlin | Responsável pelo talk

presariado. Dessa forma, acredita, os empresários estarão preparados para enfrentar a nova realidade. Na página do evento o convite diz que “O comportamento do consumidor mudou bastante devido aos últimos acontecimentos. E, no segmento de moda, não poderia ser diferente. Por isso, é importante estar atento aos novos hábitos dos clientes e fazer adequações na sua empresa”. O talk on-line vai ser ministrado por Karen Rochlin. Ela é Socióloga, consultora de varejo e palestrante. Seu trabalho é pautado no constante pesquisa de comportamento de consumo e como transformar essas infor-

mações em estratégica e inovação para seu negocio. Com uma rede de articulação global, coordena cursos com roteiro de imersão em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Nova Iorque e Portugal. No início de abril, o Sebrae lançou um sistema on-line de atendimento em todo o país por conta do coronavírus. O objetivo é ajudar os empreendedores e empresários a tirar dúvidas neste momento delicado em que a economia enfrenta. Desde o dia 21 de março, quando o serviço foi lançado, até o último dia do mês, somente no Estado do Rio de Janeiro foram registrados 33 mil atendimentos.

da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que o 8ºBPM (Campos dos Goytacazes) atua com patrulhamento ostensivo diuturnamente na região de sua circunscrição. Os cidadãos podem realizar denúncias através do Disque Denúncia - (21)

2253-1177 - e, para situações emergenciais, o acionamento deve ser feito pelo telefone 190. Ressaltamos que a Corporação está à disposição para apoiar ações dos órgãos responsáveis por situações desta natureza”. Já a Prefeitura de Campos, de-

clarou que: “Orgias sexuais em locais públicos, uso de drogas, brigas, roubos e furtos são casos de polícia, independente de quem os comete. Portanto, devem ser denunciados às forças de segurança pública para que as providências sejam tomadas e os envolvidos punidos. A Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social (SMDHS) reforça que pessoas em situação de rua são sujeitos de direitos e, por mais que a equipe de abordagem social insista em oferecer abrigo, eles não podem ser obrigados a aceitar o acolhimento. É importante ressaltar, conforme preconiza a Política Nacional de Assistência Social, que o papel da assistência social é ofertar serviços socioassistenciais, a fim de promover a reinserção familiar e social, recuperar os vínculos perdidos, garantindo, assim, a recuperação da dignidade, autonomia, confiança e independência. Essas medidas estão sendo tomadas pela Prefeitura por meio dos CREAS, Centro Pop e 4 abrigos públicos. A Prefeitura garante diversos serviços para essa população, não somente alimentação, como, por exemplo, cursos de inclusão produtiva, encaminhamento para rede de saúde, para retirar documentos, palestras, oficinas, acesso aos benefícios sociais, dentre outros." Conclui.


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Saúde

07 A 13 DE JUNHO DE 2020

Vitamina D ganha destaque Especialista explica como perceber deficiência e ressalta a importância para o corpo humano Foto: Divulgação

Letícia Nunes A exposição a luz solar pode ser inadequada em excesso, mas possui inúmeros benefícios. Cada vez mais em evidência no universo da medicina, a vitamina D ganha destaque e chama atenção quando o assunto é dieta e suplementação. Na verdade, trata-se de uma vitamina que o corpo humano é capaz de produzir, a medida que o indivíduo é exposto a níveis adequados de raios solares. Porém, mesmo assim, muitas pessoas podem sentir uma deficiência, que deve ser corrigida através de alimentos adequados ou a partir de um tratamento recomendado por um especialista. A aposentada Maria José Ribeiro Nunes, de 76 anos, há tempos já adota a suplementação da vitamina D aliada a exposição regular a luz solar, depois da recomendação do seu médico de rotina. “Fiz o uso durante bons meses, parei e agora retornei tem mais ou menos quinze dias, tomando um comprimido do suplemento por semana. Tenho notado uma sensação de bem estar, além de já saber que a vitamina D é benéfica para os ossos, promovendo a absorção do cálcio”, conta. A dermatologista Dra. Paula Marsicano lista mais pontos positivos da vitamina D. Segundo ela, de fato, os benefícios da vitamina D são numerosos e a sua deficiência bastante perigosa e indesejável. “A vitamina D é muito importante para o bem estar do sistema imunológico e desenvolvimento dos ossos, além de se mostrar eficaz na prevenção e tratamento de doenças como osteoporose e depressão. Ela também se destaca por se comportar menos como uma vitamina comum e mais como um hormônio, pois pode ser sintetizada a partir da exposição aos raios ultravioleta. Essa substância não apresenta somente benefícios internos, mas também oferece vantagens que se fazem visíveis na aparência, visto os resultados aparentes na pele, afinal,

Benefícios da vitamina D para o organismo

1. Minimiza a ocorrência de acne.

Dermatologista | Dra. Paula Marsicano aborda o uso da vitamina D

beleza e saúde andam de mãos dadas. As vitaminas e minerais são importantes para o bom funcionamento do corpo e têm grandes impactos na nossa aparência”, explica. A especialista ainda esclarece que a falta de vitamina D é muito comum, mas inicialmente não apresenta nenhum sintoma característico. Normalmente, só há suspeita quando esta carência é muito grande, após um tempo prolongado na falta de vitamina D, que é quando podem surgir sinais e sintomas, como: retardo do crescimento nas crianças; arqueamento das pernas na criança; alargamento

das extremidades dos ossos da perna e dos braços; atraso no nascimento dos dentes do bebê e cáries desde muito cedo; osteomalácia ou osteoporose em adultos; fraqueza nos ossos; dor nos músculos; sensação de fadiga, fraqueza e mal-estar; dor nos ossos e espasmos musculares. “As situações que favorecem a carência de vitamina D são a falta de exposição solar de forma saudável e adequada, maior pigmentação da pele, idade superior a 50 anos, pouca ingestão de alimentos ricos em vitamina D e morar em locais frios, onde a pele raramente é exposta ao sol”, comenta.

7. Maior imunidade. Naturalmente, essa potência ampliada do sistema imunológico também é capaz de proteger o corpo de muitas outras doenças.

2. Ajuda a tratar feridas da pele. Os sintomas de doenças como a psoríase (erupção de escamas na pele) também são amenizados quando os níveis de vitamina D no organismo aumentam. 8. Saúde cardiovascular. As artérias de pessoas com bons níveis de vitamina D possuem pare3. Reduz o risco de eczema, doença que cau- des menos rígidas, de forma que a arteriosclesa inflamação da pele quando a mesma não rose é evitada ou mesmo aliviada. Esse efeito produz óleo o suficiente, o que faz com que reduz, por sua vez, a pressão arterial de pessoela tome um aspecto seco e avermelhado, que as hipertensas, além de estabelecer um menor pode apresentar crostas e coceira. Não se pode risco de infarto do miocárdio. afirmar com certeza que a vitamina D seja eficaz na cura do eczema, mas sabe-se que a 9. Saúde hormonal. Estimula a produção doença é um sintoma de deficiência dessa vi- adequada de estrogênio nas mulheres e de testosterona nos homens. Uma vez que a tamina. vitamina D é sintetizada pelo corpo através 4. Ameniza as rugas e linhas de expressão, uma da exposição ao sol, essa poderia ser uma vez que possui propriedades antioxidantes e explicação para o aumento da libido durante combate a ação de radicais livres (moléculas o verão. A saúde de mulheres e homens deque agem no envelhecimento). pende dos seus bons níveis, que influenciam 5. Revitalização da pele. Essa renovação faz até mesmo o humor. com que os contornos da pele pareçam mais Na falta desses hormônios, é sério o risco de definidos e melhora a elasticidade. desenvolvimento de um quadro de depressão. 6. Saúde óssea. Essa propriedade se deve à regulação do cálcio. A vitamina D estimula uma maior densidade óssea, de forma que colabora para um crescimento saudável das crianças e evita a osteoporose nos adultos e idosos.

O humor também se beneficia das funções vitamina D através do cortisol, um hormônio relacionado aos efeitos nocivos do estresse, que é controlado e tem seus níveis diminuídos pela vitamina D.

Linhas de crédito não chegam a hospitais Setor atingido diretamente pela crise imposta pelo coronavírus não recebe ajuda do governo

Da Redação Muito tem-se falado nas dificuldades de diversos setores da economia brasileira diante da mais grave crise econômica, sanitária e social em um século, provocada pela pandemia do coronavírus, com expectativas de desemprego em massa e retrocessos alarmantes nos resultados operacionais das empresas. O Governo Federal, desde março, anuncia medidas no sentido de atender financeiramente de forma emergencial o setor produtivo nacional, mas entre o discurso e a prática existe, na verdade, um mar de burocracia que acaba impossibilitando as micro, médias e pequenas empresas de terem acesso aos recursos prometidos. Apesar de números oficiais registrarem que são exatamente esse conjunto de empresas que mais geram empregos e renda no país, no fim da linha apenas as grandes corporações conseguem as tais linhas de créditos ofertadas pelos bancos oficiais. Para piorar a situação, no meio

Crise econômica | A pandemia do novo coronavírus alterou a rotina dos hospitais para dar suporte acrescente demanda de pacientes com Covid

desse turbilhão pandêmico que afeta diretamente a saúde de toda população, o setor hospitalar, que deveria receber tratamento direcionado e urgente por parte do governo, tem sido um dos que mais sofre. As medidas divulgadas para o segmento não chegam às empresas que mais precisam, sendo

direcionadas aos grandes grupos de Saúde do país. Na última segunda-feira (8/6) o Governo Federal anunciou mais uma política de auxílio aos hospitais privados do país, no entanto, pelas regras divulgadas, mais uma vez as empresas de pequeno porte do setor ficaram de fora da ajuda, agora

de R$ 2 bilhões. A nova linha de crédito, cujo valor mínimo do empréstimo ficou estipulado em R$ 10 milhões e o máximo em R$ 200 milhões ao custo da TJLP (ou Selic) mais 1,5% ao ano, será direcionada apenas a hospitais e laboratórios com faturamento acima de R$ 300 milhões/ano, ou seja, uma peque-

na parte de todo setor que está em crise. No total, são cerca de quatro mil hospitais no país, sendo sua ampla maioria de pequeno ou médio porte. Existem poucos grandes grupos no Brasil com faturamento que atenda às exigências do governo, e tais grupos já possuem amplo acesso a capital externo

barato advindo de fundos de investimentos estrangeiros. Os hospitais, num aspecto geral, estão com sérios problemas de caixa devido às diversas medidas restritivas em seus funcionamentos por parte dos governos municipais, estaduais e federais. O que se vê são hospitais esvaziados por ordens governamentais para dar lugar aos tratamentos da Covi-19, adiando ou deixando sem atendimento adequado pacientes de outras especialidades. Por outro lado, para piorar ainda mais a situação do setor, os custos operacionais com remédios e equipamentos deram um salto vertiginoso, impossibilitando de se fechar essa conta, uma vez que o faturamento médio do segmento caiu entre 30% e 70%. A expectativa é a pior, com previsão de fechamento de hospitais e demissão em massa de trabalhadores qualificados. Segundo o superintendente da Federação Brasileira de Hospitais (FBH), Luiz Fernando Silva, em entrevista ao jornal O Globo, a situação é desesperadora.


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Fotos/produção/ make up: Binho Dutra

s o d a r o am N s o d a i D

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le chega de mansinho e, preferencialmente, quando menos o esperamos. O amor é como tudo na vida: quando se procura uma coisa, o que se acha é sempre outra coisa. Por isso a melhor forma de acharmos determinada coisa é não a procurando. Aquilo que procuramos, não é o que achamos, mas é pelo o que somos achados. Estamos carecas de ver filmes em que uma pessoa diz para outra não se apaixonar por ela e, então, bum! A pessoa se apaixona. Aquele que diz que não vai se apaixonar é porque já está apaixonado. Para alguns, o apaixonamento é vivido como um pedaço do céu. Para outros, é como angústia, perda de si, necessidade do outro, ciúmes, descontrole. Porém, Freud disse que nunca nos sentimos tão fortes como quando amamos. Assim é o amor, a encarnação de um paradoxo, onde é preciso ser forte para se admitir fraco. Só um sentimento tão nobre como o amor, poderia nos fazer tão clichês. Hoje, nossa página está mais que especial onde o amor está muito bem representado com este casal muito especial, amigos queridos eternos apaixonados. Juliana Pires já fez outros ensaios de Paparazzi, todos diga-se de passagem maravilhosos, Pra quem não lembra, Juju já foi uma de nossas Miss Campos. Agora ela retorna ao lado do marido Wederson Medeiro, o famoso Nuneu, ex-jogador de futebol na Turquia. Toda produção deste super ensaio teve a produção geral do nosso fotógrafo oficial Binho Dutra, na residência do casal e a pequena Nuana já é fruto do lindo amor deste casal. Quero desejar a todos vocês, queridos leitores um dia cheio de paz e acima de tudo com muito amor. Como diria o poeta Vinícius de Moraes, na canção "Soneto da Fidelidade" - "De tudo, ao meu amor serei atento, Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto. Que mesmo em face do maior encanto. Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento e em louvor hei de espalhar meu canto e rir meu riso e derramar meu pranto, Ao seu pesar ou seu contentamento. E assim, quando mais tarde me procure, quem sabe a morte, angústia de quem vive, quem sabe a solidão, fim de quem ama eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure".Um excelente início de semana para todos, fiquem na Paz de Cristo e até domingo que vem.


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Pe. Fábio de Melo | Com o Santíssimo durante a procissão

Eliete Bragança | Montou um altar na calçada de casa

Celebrações virtuais marcam o

Corpus Christi em 2020 A tradição deu lugar à tecnologia e pelas ruas de Campos, o Santíssimo abençoou fiéis Roberta Barcelos

Fiéis | Rezaram na passagem da procissão do Santíssimo em carro aberto

2019

Os 51 anos de tradição da celebração do Corpus Christi na planície foram marcados, este ano, pela ausência da confecção dos tapetes que encantam fiéis no entorno da Praça São Salvador e pelas ruas do Centro de Campos. Mas a celebração não deixou de ser emocionante e especial. No lugar do calcário, material reciclável que já vinha sendo utilizado desde 2014, a montagem foi virtual e ficou sob a responsabilidade do designer gráfico Alício Gomes, que trabalha há 10 anos como ilustrador profissional de livros infantis e auxilia a Pascom da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no bairro IPS. Alício é integrante da Comissão Diocesana responsável pela preparação dos tapetes. Deca Neto Manhães, há 21 anos coordena a confecção dos tapetes de Corpus Christi, através da Coordenação da Pastoral da Educação da Diocese de Campos. Para ela, mesmo sem a presença dos tapetes nas ruas a fé não muda. “A maior parte das pessoas que nos ajudam na confecção dos tapetes são jovens e eles são muito animados. A resposta foi maravilhosa. Com carinho e amor à eucaristia, tivemos a ideia do tapete virtual”, conta Deca. A comemoração da Festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus também contou com um passeio com Jesus Eucarístico, em carro aberto pelas principais ruas da região central de Campos. A professora Eliete Bragança, preparou com a ajuda marido, um altar na calçada de casa para esperar a passagem do Santíssimo, junto ao Padre Fábio de Melo, responsável pela paróquia São João Batista no Capão, que no ano passado completou 100 anos. Para ela, a pandemia trouxe a oportunidade da palavra de Deus estar ainda mais viva dentro de casa. “Foi diferenciado porque mostramos a nossa fé e que ela está viva. Está sendo muito edificante essa experiência. Estamos tendo a oportunidade de santificar o nosso lar durante esse tempo de isolamento social”, contou Eliete. Segundo o Bispo Diocesano, Dom Roberto Francisco Ferrerìa Paz, a iniciativa dos tapetes virtuais surgiu de leigos e foi aprovada. “É uma forma de mostrar que ninguém pode bloquear a passagem de Jesus, por nossas vidas e casas. É para mostrar que Jesus sempre é um caminho aberto, aliás, ele é o caminho.”, declarou Dom Roberto. Ainda de acordo com Dom Roberto Francisco, foi “adequado o grandioso sinal” o Santíssimo Sacramento percorrendo as ruas. A piedade popular é importante porque mostra a fé do povo. “Este tapete virtual é uma iniciativa do Espírito Santo também. O tapete mostra o carinho, o amor que devemos ter com o Santíssimo Sacramento. Que é a prova maior que Deus pode nos dar, que é ficar conosco para sempre”, afirmou Dom Roberto.

Celebração | Missa virtual transmitida do Santuário Diocesano Eucarístico

2020

História A Solenidade em honra ao Corpo do Senhor – “Corpus Christi” –, que hoje celebramos na quinta-feira após a oitava de Pentecostes, mais precisamente depois da festa da Santíssima Trindade, é oficializada somente em 1264 pelo Papa Urbano IV. Como bem sabemos, Deus costuma se revelar aos humildes e pequenos, e ele se utilizou de uma simples jovem para lhe revelar a festa de Corpus Christi. Segundo os registros da Igreja, Santa Juliana de Cornillon, em 1258, numa revelação particular, teria recebido de Jesus o pedido para que fosse introduzida, no Calendário Litúrgico da Igreja, a Festa de Corpus Domini. Av. Alberto Torres | Repleta de cristãos engajados na montagem dos tapetes

Av. Alberto Torres | Espaço vazio contrasta com o feriado nos anos anteriores


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@priscylabezerra

MODA

APOSTA CERTA

O QUERIDINHO DAS FASHION GIRLS

SAÚDE

EFEITOS DA COVID-19 NA PELE!

Infecções virais também podem manifestar indícios na pele, entre eles: manchas vermelhas, ressecamento, textura áspera e coceira. As doenças mais conhecidas que causam esses sinais são dengue, Zika, Chikungunya, sarampo, catapora, mononucleose e, agora, a COVID-19. A infecção pelo novo coronavírus, de forma semelhante à diversidade de seus sintomas clínicos, cursa com uma variedade de manifestações cutânea. Entenda esses efeitos: 1) Manchas vermelhas com ou sem bolinhas é a manifestação mais frequente; 2) Manchas vermelhas no tronco, em formato de moeda ou medalhão, que apresentam centro claro e escamas na periferia; 3) Lesões parecidas com a catapora bolinhas pequenas de água que se rompem deixando uma crosta ou casquinha; 4) Coceira pode estar presente ou não nas apresentações acima descritas; 5) Lesões vermelhas nas extremidades, nos pés ou mãos; 6) Quadro de urticária que pode aparecer antes ou durante os sintomas clínicos

sistêmicos; 7) Nos quadros graves, em pacientes hospitalizados, se observam lesões arroxeadas ou avermelhadas indicando dificuldade de perfusão (insuficiência circulatória e isquemia). Os estudos indicam que a pele pode estar acometida em até 20% dos casos. O fato é que ainda são necessários mais estudos para saber o percentual exato de acometimento e é possível que eles variem de acordo com a população do país estudado. Os cuidados vão depender da manifestação cutânea que for apresentada. Paula Marsicano De forma geral, será o tratamento da doença de base e a melhora global da infecção. Em Dermatologia Integrada alguns casos, podem ser usados cremes Rua Voluntários da Pátria 500 sala 108 hidratantes com propriedades calmantes ou Ed. Platinum Tel: 22 3026-1819 @paulamarsicano anti-pruriginosos e anti-histamínicos orais.

CRM 52-815861

Toda fashionista tem, pelo menos durante uma época do ano, aquela peça favorita que não tira do corpo — ou, no caso, dos pés. O queridinho de blogueiras e editoras de moda é o sapato da Chanel, o cap toe slingback. Com saltinho modesto e abertura atrás, ele não saiu dos pés de nenhuma delas durante as últimas semanas de moda e promete continuar bem forte nessa temporada. Inspirem-se nos vários looks com o mesmo sapato!


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VIAsaúde


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Reviver... Reviver Quem lembra do Bar Cabana localizado no terraço do Hotel Planície? Lugar escolhido por jornalistas, intelectuais, pessoas da sociedade campista, cantores, artistas, cineastas..., comandado pelo Chef Euclides. O Cabana foi o percussor do happy hour em Campos. Pelos bancos de couro bebericando um drink ou até mesmo degustando o robalo ao molho de camarão, famoso na época, podíamos registrar as presenças e boas conversas de: José Linhares, Joel Ripper, Everaldo e Osvaldo Lima, Talvane Sanfim Cardoso, Wilton Moreira, Arthur Cardoso Filho (proprietário do hotel), Fernando Vasconcellos, Vera Fischer no auge da sua carreira e beleza, o cineasta Cacá Diegues que escolheu as dependências do hotel para filmar duas películas, o maestro Isaac Karabtchevsky recebido por Maria Braga Cardoso, as Misses Brasil Martha Rocha e Adalgisa Colombo, a cantora Maysa e tantas outras personalidades políticas que marcaram época e colocaram o Cabana nos holofotes dos lugares mais bacanas da região norte do Estado do Rio de Janeiro.

Cicinha e o seu companheiro de uma vida Edvar Chagas

Cicinha com Gildinha Wagner, Aninha Ripper e Carolina Andrade

Auxiliadora Patrão e Silvana Neves

Pois é, esse mesmo lugar foi o escolhido por Cicinha Chagas para comemorar seu aniversário em 7 de setembro de 1996, há vinte e quatro anos atrás.

candinhovasconcellos@gmail.com

Naquela época, Cicinha reuniu pessoas da sociedade, colunistas sociais e familiares em uma noite super agradável e diferenciada. Os convidados iam chegando e eram dirigidos ao restaurante do hotel, transformado por Kapi em uma sala de teatro. Com plateia lotada, foi encenada a peça “Sai de Cima”, uma sátira ao programa da Rede Globo, “Sai de Baixo”. No elenco: Rodrigo Espinosa, Argeu Nani, Romero Guedes, Ricardo Lessa, Adeilson Trindade. Após calorosos aplausos todos se dirigiram ao Bar Cabana. Dava-se início à festa. Coquetel farto seguido de jantar. Música animada e pista de dança borbulhante. Muito prestigiada, Cicinha abre as portas do seu coração e decide que dali pra frente não deixaria mais de celebrar a vida. Edvar e os filhos Jr. e Luciano ajudavam a distribuir atenção aos inúmeros amigos.

Beatriz e Marcelo Bastos, Rita e Frederico Bastos. Alcineia Lima e Jorge Margem

Cicinha emoldurada por Silvinha Salgado, Cristina e Angela Bastos

Cicinha é uma festa! Animada, carinhosa, gentil, espirituosa..., sempre recebe com fartura e bem querer, seja na cidade ou na sua casa de Atafona. Assim ela vai encantando os amigos e confirmando que no próximo ano tem mais. Suas festas são agendadas anualmente porque o encontro é sempre na ‘parada’ de 7 de setembro. A cada ano vem ganhando adesão de pessoas que a admiram e que tem enorme prazer em compartilhar esses momentos. A coluna Personas deseja que Deus conserve sua alegria de viver e esse astral invejável. Viva Cicinha!

Luciano Freitas e Stela Peralva Com a amiga Susana Canela

Cicinha Chagas tornou-se a grande anfitriã da sociedade campista promovendo as festas mais badaladas

Desde cedo arquitetando a vida Edvar Jr.

Cristina Bastos Carlos Frederico Silva e Leonardo Moreira

O elenco da peça “Sai de Cima”

Dalva Oliveira, Caquinho e Moacir Sales

Com o colunista José Carlos Pereira Campos

Maurício Vasconcelos, Joreli e Renatinho Duarte

Mester e Adeilson Trindade bailando

Kapi e Bebete Martins

Márcia Ângela Arêas e Paula Virgínia prestigiando Cicinha Chagas

Lulu e Miltinho Mendonça na plateia do “Sai de Cima”

Jorginho Bastos presença festejada

Martinha Poppe, Cristina Pereira e Tânia Escocard

José Claudio Poppe e Maurício Escocard


s o h n i s o Os Fam ASA #FIQUEEMC

s a d a r I s a e suas Máscar

GERLANY LYRIO

Henrique Vasconcellos

Laurinha Coutinho

Maria Clara Nascimento

Matheus Pinagé Fantinatti

Marcela Liang

Clara Araújo

Antônio Abreu Coutinho

Thiago Santiago

Liz Lyrio

Miguel Bensi

Heitor Martins Azevedo

Théo Damas


Como reduzir as taxas elevadas de Colesterol

B

ons hábitos alimentares associado com a prática de exercícios físicas é capaz de manter as taxas de HDL(bom colesterol) e LDL(colesterol ruim) em perfeito equilíbrio, afastando de perto o risco de infarto e além de outras doenças. Para solucionar este mal não está sementes nas pílulas nem que você siga à risca os horários e as doses dos remédios, sem controlar a alimentação, as taxas de colesterol dificilmente ficarão controlados.

Jak Barbosa

Aveia Além das fibras insolúveis, a aveia contém uma fibra solúvel chamada betaglucana, que exerce efeitos benéficos ao nosso organismo. Ela retarda o esvaziamento gástrico, promovendo maior saciedade, melhora a circulação, controla a glicemia (açúcar no sangue) e inibe a absorção de gordura (colesterol). A aveia diminui as concentrações de colesterol total, lipídios totais e triglicerídios de forma significativa e aumenta o HDL.

dá conta de aproveitar os benefícios. Azeite É fonte de ácido oléico, que regula as taxas de colesterol e protege contra doenças cardíacas. Faz bem ao aparelho cardiocirculatório e para controlar o diabetes do Tipo 2, reduzindo a taxa glicêmica. É também uma grande fonte de antioxidantes, como a vitamina E. Chá Principalmente o chá verde, pois os flavonoides, encontrados nesse tipo de chá, funcionam como antioxidantes e ajudam a prevenir a inflamação dos tecidos. Estas substâncias também podem proteger contra a formação de coágulos, que são as principais causas de ataques do coração. Fiquem com Deus e boa semana.

Jorge e Ana Jacyntho

Oleaginosas Nozes e castanhas apresentam grande quantidade de antioxidantes, responsáveis por combater o envelhecimento celular e prevenir doenças coronárias, além de diversos tipos de câncer. A arginina, também presente em quantidades interessantes nas oleaginosas, atua como importante vasodilatador, contribuindo para a redução do risco de desenvolvimento de doenças do coração.

Renata Junquilho

Chocolate amargo O leite e a manteiga de cacau acrescentam doses de gordura saturada na guloseima que provoca arrepios de desejo, principalmente nas mulheres. Mas o chocolate amargo pode fazer parte da sua dieta, porque é rico em flavonóides (substâncias que diminuem o LDL). Diariamente, inclua 30g do doce como sobremesa. Só não vale compensar: a porção de hoje não fica acumulada para amanhã, ou seu organismo não

Milena Macedo

Bebeto Araújo


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26 DE ABRIL A 02 DE MAIO DE 2020

GENTE BACANA NA QUARENTENA I "LIVE" YOU Imperdíveis as lives diárias do publicitário Nizan Guanaes e da consultora de moda Eloisa Simão. Ambos dedicam conhecimento, sabedoria, profissionalismo e sensível humanidade para com seus seguidores que sofrem com a crise econômica em suas empresas. Fiquem atentos, pois anda valendo muito a pena.

LONGE DE CASA HOME OFFICE Conectada tanto no convívio familiar, junto a marido e filhos, quanto na vida profissional que não cessa nem em quarentena, a arquiteta Babi Teixeira também anda dando conta de atender a seus seguidores do universo on-line, tirando dúvidas e dando ótimas dicas a todos que neste momento estão cumprindo o "Fique em Casa" com tanta determinação e responsabilidade. Como o lar é o lugar do momento para todos que se encontram em isolamento social, tudo o que se refere à decoração, arte e arquitetura virou a melhor conversa entre as pessoas.

Somos capazes de conquistar e construir possibilidades e de estarmos melhores a cada dia viajando pelo mundo, mesmo diante de uma pandemia que apavorou o planeta. Cercado de todos os cuidados necessários, o ator campista Robson Maia não pensou duas vezes em dar prosseguimento ao seu plano de viagem internacional dos sonhos. Ele traçou seu destino e não parou de "respirar" liberdade se isolando dentro de casa. Em sua rede social, dá para ver a sua saga contínua por cidades do continente americano, sendo assim, há quase 3 meses por aquelas bandas visitando amigos, fazendo novos amigos e desbravando o desconhecido com todo o prazer. Invejável!

ISOLADO NA NATUREZA A ansiedade com estress provocada pelo isolamento social para conter o avanço da Covid-19, tem oferecido danos à saúde física e mental de todos os seres em quarentena. O enclausuramento do dia a dia contribui com o desencadeamento de problemas pulmonares, cardíacos e emocionais. Alguns campistas para recarregar suas baterias e cuidar da saúde em contato com a natureza, tem investido em cumprir a ordem do fique em casa em zonas fora do perímetro urbano e de aglomerações.

O empresário Rodrigo Riscado faz seu isolamento surfando em Búzios, onde possui casa e vive de quarentena com o filho Nathan.

Pesquisas mostram que pessoas que tem contato com a natureza mostra em geral uma diminuição de 16% no cortisol (hormônio do estresse), 4% na frequência cardíaca e 2% na pressão arterial. Na Austrália, um estudo produzido na Universidade Deakin mostra que a natureza oferece às pessoas momentos de liberdade e relaxamento, impactando positivamente o estado mental dos indivíduos e reduzindo sintomas de ansiedade e depressão. Na Holanda, pesquisadores do Centro Médico Universitário de Amsterdã constataram que pessoas que vivem próximas da natureza reduzem em 21% as chances de desenvolverem depressão. Os benefícios também envolvem uma melhora na qualidade do sono, no desenvolvimento cognitivo, na imunidade, nos problemas cardíacos e pulmonares, além de uma redução na ansiedade, na tensão muscular e na possibilidade de desenvolver doenças como obesidade e diabetes.

Mario Daniel Bittencourt lockdown em cachoeira.

A modelo campista Angélica Salomão com a filha Chloé, anda pelo condomínio arborizado e ensolarado onde mora em Los Angeles, EUA.

O jogador de futebol Raí Lopes escolheu as cachoeiras do Imbé, renovando as energias, para enfrentar o dia a dia.


Juliana Ribeiro PÁGINA

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@ju_ribeiros

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sempre bom enaltecer o talento dos artistas locais e melhor ainda quando estes assinam um trabalho autoral e 100% independente. Com apenas 27 anos, o músico e também produtor musical, Thiago Rodrigues vem se destacando através do seu mais novo projeto lançado recentemente. Wasted Sunday é uma mistura de várias influências musicais como Mpb, Rock, Blues, Indie, R&B e principalmente o Folk. O som é bem intimista, expressa pensamentos e muito sentimento nas suas letras profundas, junto à calmaria e intensidade nas melodias. O single de lançamento ‘Ligação' foi recebido de braços abertos e rapidamente muito elogiado. Wasted Sunday já se prepara pra soltar mais uma estrela dessa linda constelação de hits que ainda estão por vir. Em tempos de pandemia e caos político, precisamos propagar esse 'biscoito fino'. Foto Rafaela Soares e Lorrana Melo.

As maravilhosas Carly e Arlinda Miranda celebraram o niver recentemente e teve até um ensaio lindo assinado pelo fotógrafo Lucas Iskhavony. Essas gêmeas são queridas demais!

Manoel Zanon e Natália Mattos, essa dupla é demais!

Larissa Raposo curtindo o final da sua tranquila gastação. Laurinha pode chegar a qualquer momento..

Esses dois não se desgrudam.. Julia Sciamarella e Francisco formam uma ótima dupla.


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