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Jornal Terceira Via 188

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CAMPOS DOS GOYTACAZES, RIO DE JANEIRO • 31 DE MAIO A 06 DE JUNHO DE 2020

Nas bancas por R$ 1,50

NÚMERO 188 Fotos: Divulgação

Presidente da CDL

José Francisco Rodrigues Nesta entrevista, José Francisco fala sobre a crise, afirmando que o mundo vai ter que se reinventar. Sobre as críticas que a CDL tem recebido no sentido de que poderia fazer mais para que o comércio fosse reaberto, diz que a entidade foi ao limite. PÁGINA 07

Eles estão curados

Em Campos, mais de 200 pessoas se recuperaram do novo coronavírus; conheça as diferentes histórias de lutas, coragem e superação PÁGINA 03 AloysioBalbi Cassiano candidato à prefeitura? O delegado da Polícia Federal, Paulo Cassiano Júnior, conta com um grande time de admiradores que quer emplacar seu nome entre os pré-candidatos à Prefeitura de Campos. Se isso se configurar, seria um fato novo para alvoroçar a política local. Prudente, Paulo Cassiano, prefere não comentar o assunto. PÁGINA 04

A triste imagem do vazio

Visão dificilmente observada senão na alta madrugada, virou cena comum de início da noite, mesmo no Centro de Campos. Mas vai passar! Enquanto isso, rios e praias se recuperam e o planeta respira. Foi preciso uma pandemia. Vejamos se, quando a Covid for embora, o ser humano se transforme, de fato, em humano. PÁGINA 05

Escassez de recursos na prefeitura Prefeito Rafael Diniz afirma que devido à crise, o dinheiro nos cofres públicos está esgotando

Dom enCantar de

Um dos músicos mais conhecidos da região deixa saudades

CAPA

Entre uma crise do mercado de óleo e gás, despesas extraordinárias causadas pela pandemia do novo coronavírus e o pagamento de dívidas, o prefeito de Campos Rafael Diniz (CDN) decretou: "o dinheiro acabou". A constatação se seguiu ao recebimento da menor participação especial do petróleo da história do município. De acordo com o economista Ranulfo Vidigal, mais do que uma frase de efeito, a constatação do prefeito é matemática. PÁGINA 06

Preocupação | Queda na arrecadação é um dos motivos

Usuário reclama da falta de ônibus

INSPIRAÇÃO PÁGINA 03

Com o isolamento social mais forte empresas retiram parte de sua frota de bairros da cidade PÁGINA 08

Passageiros à espera de transporte público no Centro de Campos

Adenorah e Adriana Medeiros sem visitas em casa

Uma quarentena cumprida com consciência Em meio a críticas sobre isolamento social há quem siga o confinamento à risca

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Especial

31 DE MAIO A 06 DE JUNHO DE 2020

Eles venceram a Covid-19

Em Campos, segundo dados oficiais, mais de 200 pessoas foram curadas e os relatos mostram a violência do vírus

Girlane Rodrigues, Letícia Nunes, Ocinei Trindade, Priscilla Alves e Ulli Marques De dezembro de 2019 a maio de 2020, quase metade das pessoas infectadas por Covid-19 no planeta foi curada. Isso representa mais de dois milhões e meio de pessoas. No Brasil, 166 mil venceram a doença, segundo o Ministério da Saúde e em Campos, mais de 200 pessoas são considera-

das curadas, segundo dados da prefeitura. Nas últimas semanas, o Hospital Geral Dr. Beda cuidou de pelo menos 120 pacientes com suspeita e confirmação de Covid-19. São dezenas de histórias que envolvem dor, medo, incerteza, mas também muita esperança e fé na cura da doença. Cada um reage de um modo específico à doença que mais assusta a humanidade neste século devido à rápida propagação, a violência com que o

vírus age no organismo humano, a falta de recursos na saúde para enfrentar a pandemia e o tratamento – com protocolos divergentes. Lidar com o novo coronavírus é um desafio sem precedentes em que cada pessoa infectada sofre o impacto em um grau diferente. Do outro lado estão os médicos, que também passam horas desgastantes de cuidados redobrados com os pacientes e precisam ter ainda mais

autocuidado, dado o alto grau de contágio da doença. A reportagem do Jornal Terceira Via ouviu a médica intensivista Nathália Pessanha, que conhece os dois lados. Ela, que trabalha na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Dr. Beda cuidando de pessoas com a Covid-19, se viu do outro lado quando precisou ficar internada na mesma UTI em que trabalha para tentar vencer a doença.

Nathália Pessanha

Everaldo Vieira - “Hoje, eu choro de alegria”

“No primeiro momento, eu fiquei tranquila, pois não achei que eu ia piorar. Fiquei em isolamento em casa e sentia falta de ar e cansaço. Quando fiz a tomografia, apareceu uma pequena pneumonia e no sétimo, oitavo dia, o cansaço piorou muito e fui internada. Só que eu não respondi bem ao tratamento e precisei ir para a UTI. Na mesma UTI em que eu trabalho como médica, eu virei paciente”, contou. Segundo a médica, os próximos dias foram ainda mais angustiantes, pois os sintomas evoluíram até que ela ficou em estado grave. “Eu piorei muito, eu usei fralda, usei sonda, eu não conseguia respirar... eu fiquei grave, quase fui entubada. Enquanto isso, via a minha equipe cuidando de mim, inclusive me dando até banho no leito e trocando fraldas que precisei usar. Todos ficaram muito abalados e também

Foi no dia 9 de abril, quinta-feira santa, que o representante comercial, Everaldo Vieira de Souza, de 57 anos, começou a sentir dores abdominais estranhas, mas não imaginava o que poderia acontecer. Em seguida, surgiram uma queimação na garganta e calafrios. “Eu não tinha febre, mas na verdade já eram sintomas do novo coronavírus e eu não estava entendendo. Cheguei a perder o paladar e o olfato”, conta. Everaldo lembra que o olfato voltou dias após a perda, mas os demais sintomas começaram a piorar, até que surgiu a falta ar. “Depois de doze dias dos sintomas, senti minha respiração prejudicada. Fui ao hospital e foi constatado que o meu pulmão estava 50% obstruído. Fui internado

Médica intensivista - A coragem de voltar ao combate do coronavírus

se viam ali no meu lugar. Todos fizeram de tudo para que eu sobrevivesse. O Dr. Marcelo D’ávila foi incansável e falou que ia ficar ali até eu ficar bem e assim ele fez. Foram seis dias na UTI, até que comecei a melhorar. Tive que aprender a comer de novo, a ir ao banheiro sozinha, a andar, tudo aos poucos”. Campos dos Goytacazes, 26 de maio de 2020

Para o amigo Marcelo Dávila Quem diria que os nossos caminhos se encontrariam dessa forma? Como você já foi importante em minha vida. Acompanhou-me como chefe na UTI do Hospital Dr. Beda, orientando e ensinando a evoluir sempre. Acompanhou-me como colega, cuidando do meu pai até o final, todos os dias, sem descanso e com carinho, entendendo o desespero que sentia naquela hora. Salvou-me como médico e amigo no momento mais difícil da minha vida. Como era reconfortante estar lá com vocês. Onde trabalho, onde é a minha segunda casa. Obrigada por não desistir de mim, quando todos diziam o pior. Você estava me apoiando, disse que ia dormir e acordar até me curar e assim o fez. Até a minha saída do hospital, todos os dias me vi tratada com a mesma determinação, competência e zelo, como sei que trata todos. Agradeço a Deus por ter você em minha vida. Em nossas vidas. Em uma semana eu desaprendi tudo. Parei de respirar e de andar, contida no leito, dependendo de oxigênio para fazer o mínimo. Vocês me curaram, aprendi a respirar novamente, bem como a andar, a comer e a tomar banho sozinha. Vocês estavam lá me reabilitando. Isso não tem preço. Vocês são minha família. Foram minha base. Não tenho palavras e nem como agradecer por isso. Amo vocês (enfermagem, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, pessoal da limpeza, nutrição, médicos, todos). Como é bom ter vocês! Ficar do outro lado nos proporciona uma visão diferente da vida. Só agradeço. Não me arrependo de nada. Equipe doce, cuidadosa e segura. Exemplar. Sei que vocês tratam todos assim, sem distinção. Que orgulho fazer parte dessa equipe! E agora? Devo minha vida a Deus, a Nossa Senhora e a sua equipe – UTI 1ºandar do Hospital Dr. Beda. E a você, meu amigo querido. Vocês estão no meu coração. Com carinho, Nathalia de Araújo Dias Pessanha

Valéria Meirelles A enfermeira do Beda, Valéria Meirelles, ficou internada no hospital por 19 dias com Covid-19. Sete destes, no Centro de Terapia Intensiva. "Comecei a sentir dor nos olhos, na cabeça, fiquei muito indisposta, pensei que fosse gripe. Não identifiquei febre, mas a dor no corpo e nas costas aumentou. Precisei ir para a emergência. Na tomografia, pelas imagens, acusou coronavírus. "Não precisei ser entubada, fiquei na posição prona que melhora a respiração. Hoje, estou bem, voltei ao trabalho. Foi um período muito difícil", relatou.

De volta à linha de frente “Minha vontade de ajudar e curar as pessoas é maior que meu medo de pegar outra vez”, diz Nathália depois de ficar cerca de 17 dias internada. Após a cura, ela escreveu uma carta como forma de agradecimento a equipe que cuidou dela. Agora, ela já está novamente na mesma UTI, só que desta vez de volta ao ofício de médica e cuidando de outras pessoas. “Sou muito grata e hoje tenho uma visão diferente, porque descobri que é muito difícil ser paciente, principalmente com Covid, por causa do isolamento. O carinho da equipe é primordial, porque é a única humanidade que a gente sente nesse período. E a equipe da UTI do Beda tem essa humanidade. Eles tratam todos assim, são muito empenhados em salvar a vida de todos da mesma maneira. Sou muito grata ao Dr. Marcelo e a todos”. A médica destaca também a entrega dos profissionais da saúde que lidam com estes pacientes. “A gente não faz xixi, não come, não tira o capote. Nós da saúde, que estamos lidando com pacientes Covid, precisamos ter uma entrega muito grande. Isso é preciso ser falado. Todos os dias ficamos com manchas no rosto. Estamos nos doando ao máximo”, concluiu.

e fiquei aguardando o resultado dos demais exames”, comenta. Everaldo ficou sete dias no hospital. E nesse momento, a solidão e medo foram os sentimentos que preocupavam o

seu coração. “Era assustador ver aquele ambiente todo fechado. As pessoas com medo. Você se sente mal pela situação. Por outro lado, tem a solidão e você lembra de quantas pessoas morreram por causa disso. Foi um momento muito difícil”, revela. Depois desse período internado, o representante comercial recebeu alta para terminar o tratamento da Covid-19 em casa, completando 14 dias de isolamento. “Quando eu soube que os resultados dos exames estavam melhorando, foi uma alegria muito grande. Sem falar no dia da alta, eu me senti vitorioso. Eu só tenho que agradecer a Deus por ter passado por isso. Hoje, eu choro de alegria”, comemora.

Keli e Cláudio O casal Keli e Cláudio Martins foi infectado pelo novo coronavírus. Ela não teve sintomas, mas ele agravou e precisou de 29 dias de internação, UTI e respirador. Ao receber alta, Cláudio disse: "que as pessoas nunca percam a esperança e lutem sempre pela vida”. Temendo não conseguir se recuperar, assim que foi entubado, Cláudio pediu que enfermeiros lessem uma carta que a esposa escreveu para ele. Disse que "caso não voltasse, gostaria que dissessem à esposa que os melhores anos de sua vida foram os vividos junto a ela". Emoção não falta nesses momentos difíceis.

Karen Sevilha e Jozias Sevilha Outro casal que enfrentou junto a Covid-19 foi a médica Karen Sevilha e o engenheiro Jozias Sevilha. "Estamos bem. Após passagem pelo hospital, fomos para um lugar afastado da cidade para seguirmos com os cuidados", disse Karen. A saída de cada paciente do Hospital Dr. Beda é comemorada com os profissionais de saúde. Nas redes sociais, foram festejados pessoas que se curaram da Covid-19, como João Carlos Cordeiro, Rita de Cássia Monteiro, Diogo Fidelis, Clóvis Duarte, Ana Célia Pessanha e Abymael Silva. A comoção é compartilhada com todos, pois a doença exige forças e superação de cada pessoa infectada e seus cuidadores.

Felipe Knust

Rita Paes

Durante 10 dias, o empresário Felipe Knust não conseguia se levantar da cama. Dez dias com muitos sintomas e, principalmente, medo. Jovem, com apenas 39 anos, e saudável, ele não imaginava que a covid-19 pudesse derrubá-lo daquela maneira. Mas aconteceu. O primeiro sintoma apareceu no dia 5 de maio. Dias antes, ele havia se encontrado com um amigo — ele com máscara, o amigo sem. Ambos foram contaminados. Nos dias seguintes, o quadro se agravou: tosse incessante, perda do paladar e olfato, falta de apetite, dores no corpo e indisposição. “O que me ajudou foi ter buscado ajuda rápido. Três dias após o início dos sintomas, eu fui ao hospital, fiz o teste e iniciei o tratamento com hidroxicloroquina, amoxicilina, azitromicina e antialérgico. Só comecei a ter uma melhora quatro dias após começar a tomar esses medicamentos. Tenho refletido se eu teria me re-

Outra enfermeira Rita Paes, especialista em terapia intensiva e coordenadora de uma das UTIs do Hospital Beda também enfrentou a Covid-19 como paciente. "Comecei com sintomas, fiz exames e veio o resultado positivo! Passei a ser paciente! Senti na pele muito de tudo que presenciei no CTI. Tive de receber cuidados médicos, afastar-me da família, dos amigos, do trabalho, de meus pacientes que tanto precisavam de meus cuidados. Confesso, não foi fácil. Tive medo também, como qualquer ser humano em situação semelhante, mas venci a Covid-19. Torço pela vitória de todos sobre a doença", concluiu a enfermeira Rita Paes, dando um exemplo de coragem.

Felipe | Mesmo curado continua fazendo uso da máscara

cuperado caso eu não tivesse procurado um médico logo no início”, relatou Felipe que, embora não tenha tido “falta de ar”, considerado o sintoma mais grave da doença, teve 25% do pulmão comprometido devido ao coronavírus. Agora, livre da doença, Felipe faz um apelo: “As pessoas precisam levar a sério. Além do fator clínico, há o fator social: o contágio é

muito rápido. Se não nos responsabilizarmos, colocamos outras vidas além das nossas em risco. A Covid-19 não é uma 'gripezinha', é uma doença grave. É preciso que todos tenham consciência disso. E, caso sintam algum sintoma, busquem ajuda o mais rapidamente possível. Foi essa atitude que salvou a minha vida”, concluiu.


AloysioBalbi Com Girlane Rodrigues

Cassiano candidato? O delegado da Polícia Federal, Paulo Cassiano Júnior, conta com um grande time de admiradores que quer emplacar seu nome entre os pré-candidatos à Prefeitura de Campos. Se isso se configurar, seria um fato novo para alvoroçar a política local. Mas prudente, Paulo Cassiano, prefere não comentar o assunto.

Crédito para usinas Seguindo o modelo de financiamento e estruturação da Medida Provisória nº 944 – programa para financiamento da folha de salários, atualmente em tramitação no Congresso Nacional –, o setor sucroenergético pode ter acesso a uma linha emergencial de crédito de até R$ 9 bilhões para o financiamento da safra. A questão é quando esse dinheiro estará disponível. Etanol reage O preço do etanol hidratado iniciou uma tendência de alta no curso de maio suportada principalmente pelos aumentos no preço da gasolina nas refinarias. Desde então, o valor do biocombustível está subindo diariamente. E essa é uma excelente notícia para a Coagro que está para iniciar a safra. Em abril, havia um desalento com o preço do etanol que estava muito baixo.

Refazendo 1 Antes da pandemia, o presidente da Petrobras, Roberto Castelo Branco, anunciou investimentos de U$ 20 bilhões na revitalização da Bacia de Campos. Ao todo, a estatal iria investir U$ 57,9 bilhões no Estado do Rio de Janeiro ao longo de cinco anos (2019-2023). Não deixou de ser uma excelente notícia para a economia da região, mas agora a estatal, pressionada pela crise, já anuncia que vai rever os valores.

Brava atriz campista A atriz Júlia Bravo cumpre isolamento social em Campos, enquanto espera a liberação das autoridades de saúde para voltar a morar no Rio de Janeiro. A jovem faz parte do elenco do filme "De perto ela não é normal", dirigido por Cininha de Paula, e estrelado por Suzana Pires. A película teve sua estreia adiada por causa da pandemia de Covid-19, que obrigou a fechar os cinemas do país. Ainda não há data definida para o lançamento do filme nas telonas.

Refazendo 2 Também antes da pandemia, um estudo feito pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) apontava 111 grandes investimentos confirmados no estado do Rio para os próximos anos. Seriam cerca R$ 162,3 bilhões em projetos e o Norte Fluminense é a região com maior volume de investimentos previstos, com R$ 19,4 bilhões.O estudo levou em conta apenas os projetos em andamento ou a serem iniciados. O destaque no Norte Fluminense ficou para o setor de petróleo e gás natural, com R$ 19,2 bilhões confirmados. Essa expectativa também está sendo revista. Quatro usinas O setor que se mantém com a mesma expectativa é o Porto do Açu, em São João da Barra, por conta do terminal de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL). Os dois terminais vão em breve se traduzir em quatro usinas termelétricas, que se transformarão no maior parque de geração termelétrica da América Latina. Parece que essa boa notícia felizmente se mantém mesmo com toda a crise.

A volta do abraço O Brasil continuava, na semana passada, a contar cada vez mais mortos por conta do coronavírus, mostrando que a solução da crise ainda parece um pouco distante. Mas felizmente temos gente otimista que já estão lançando a campanha “O abraço vai voltar”. Claro que vai, porém nunca vamos esquecer esse tempo de cumprimento com aperto de cotovelo.

Sem sombra E a crise também não trouxe sombra aos negócios do empresário Guilherme Castro, dono da Kûara, especializada em energia solar. Sua empresa, sediada em Campos, fechou contrato com um grupo de Santo Antônio de Pádua, no Noroeste do Estado para a construção de uma grande usina de energia solar, com grande capacidade de geração. Outros municípios também estão interessados em seguir o exemplo de Pádua, sendo importante destacar que tudo isso acontece na área da iniciativa privada.

Opinião

Apoio emocional A psicóloga Luciane Mina e colegas de ofício estão oferecendo apoio emocional por telefone a profissionais que lidam com pandemia de Covid-19 em Campos. O atendimento online, via WhatsApp, está funcionando das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira, pelo número (22) 98114-6609. Eles também realizam vídeos motivacionais que estão sendo enviados aos servidores pelos setores de recursos humanos de cada secretaria.

Relatos de quem venceu a Covid-19

M

ais uma vez o Terceira Via mobilizou um time de jornalistas com a missão de colher testemunhos de campistas que contraíram, trataram e se curaram da Covid-19. Em comum, todos têm o sentimento de vitória sobre um vírus nunca visto pela humanidade. Percebe-se outra semelhança entre eles: depois da cura passaram a ser mais humanos. Não que não o fossem antes, mas quando se encara um vírus como esse, essa pessoa tem a nítida certeza de que a imortalidade não existe. Como diria o poeta Cazuza, eles viram a cara da morte e ela estava viva. Sabendo que pela ciência ou pela fé, estão vivendo uma segunda vida, todos tendem a dar mais valor a ela. São testemunhos emocionados de pessoas muito espe-

ciais, e que podem inspirar outras, a redobrar as prevenções determinadas pelas autoridades médicas. Elas contam em detalhes os dias de dor e de aflição que viveram até vencer a doença. A Covid-19 é um trem desgovernado que não está indo somente em uma direção, mas em todas as direções, na sua, por exemplo. Ouvir pessoas que conseguiram escapar deste trem, é ouvir o som da vida, a vida que ninguém quer perder. Uma reportagem que mostra o valor do ar, um direito de todos. Relatos humanos que devem ser lidos atentamente. Testemunhos de quem conseguiu sair vitorioso na luta contra esse mal, e a prova de que o trem pode voltar aos trilhos.

G

O mês de maio

rande parte dos nomes dos meses do ano foi originada em Roma, na construção do primeiro calendário romano. Muitos nomes que utilizamos para cada mês vieram dos deuses: Janeiro vem do deus romano Jano; Fevereiro vem da palavra latina februum que significa purificar, época de um ritual de purificação romana; Março vem do deus da guerra Marte; Abril possui duas versões: proveniente da palavra aperire que significa abrir que lembra o desabrochar das flores na primavera e de aprilis, uma comemoração feita para a deusa Vênus; Junho era uma homenagem à deusa Juno, protetora da família e do parto; Julho em homenagem ao imperador Julius Caesar; Agosto nome rebatizado, assim como julho, em homenagem ao imperador Augusto; Setembro a Dezembro seguem a posição no calendário. Setembro vem do latim septem, que significa sete, o sétimo mês do ano, Outubro vem octo, ou oito e assim por diante. E MAIO? Por que esse nome? Vem da deusa Maia, responsável pelo crescimento das plantas e mãe de Mercúrio. Maia era celebrada nessa época do ano. Gosto especialmente do mês de maio. Nasci nesse mês, assim como minha primeira filha. Os dias de maio são amenos, brilhantes e o céu é, quase sempre, azul. É o mês de Maria e, como salesiana de coração que sou, vivenciei durante muitos e muitos anos, a grande festa de Maria Auxiliadora, no CENSA, no dia 24 de maio. Todos os anos, a comunidade salesiana campista e convidados se reúnem, no ginásio, para participarem da festividade. Antes dessa grande comemoração, há as novenas, a cada dia do mês, dos alunos divididos por série, novena dos professores, dos funcionários e dos ex-alunos. A preparação é sempre primorosa. Muitas fitas, flores, cânticos, encenações, cores e alegria louvam a Mãe Maior num grande ato de fé e de oração. Neste ano, a festa de Maria foi diferente devido à pandemia. O andor de Nossa Senhora saiu sobre um carro de som percorrendo as ruas da cidade. Para mim, esta foi a festa. A festa da esperança em dias melhores com mais união, fraternidade num grande abraço entre os irmãos. Abraços de almas e também presenciais formando um grande laço humano. Tudo vai passar. Quando Nossa Senhora passou em frente ao hospital Dr Beda não contive as lágrimas. Chorei por minha mestra que está internada, chorei pelos doentes que ali estavam e rezei por todos fervorosamente. Foi uma emoção imensa, mesmo assistindo pela internet e acompanhando o cortejo junto com o grupo de amigas do colégio via whatsapp, pois não estou em Campos. Salve a tecnologia! Mas... o maio desse ano, não trouxe só sua luz costumeira. Trouxe também muito luto, lágrimas, despedidas, tristezas, vazio. Muitas vidas interrompidas, muitas pessoas que morreram sem ar, sem atendimento, sem piedade... Muito triste! Muitas vezes, tenho vontade de esbravejar, acusar, cobrar dos governantes e, às vezes, chego a fazê-lo. Eu não consigo lavar as mãos como Pôncio Pilatos em momentos como esse. A linguagem é a minha lança. Porém, hoje, estou cansada. Muito cansada. Não encontro palavras para falar sobre o Brasil e as suas feridas sociais expostas pela pandemia. São feridas profundas de desigualdade, de péssima distribuição de renda que colocou o país como o segundo maior em número de mortos e de contaminados pela COVID19. E os menos favorecidos morrem. Nas filas eternas do descaso. E para terminar, um verso de uma música que o inesquecível Dom Américo cantava lindamente: Butterfly (Pink Floyd) Você é apenas uma borboleta De longe, eu roubei olhares; se nós Tocarmos as mãos, eu vou te perder? Você brilhar nessa escuridão, isso é o Efeito borboleta. Voa Dom Américo, cante no céu! Sua voz, sua alegria não esqueceremos.

Estação de Guerra Cláudia Cunha - cronista

A lembrança do verão q ainda permanece no azul do céu do nosso pensamento, vem aos poucos sendo apagada pelas folhas secas de uma estação cercada por uma Pandemia. Anunciada como a Terceira Guerra Mundial, o Covid 19, chegou interrompendo os longos sorrisos e transformando os nossos dias em longas horas de agonia q parecem não dizer adeus ao nosso medo de partir antes do tempo de ir embora. O vírus que se arregimenta com a provisão de um apocalipse, vem tingindo os mapas com as cores do vermelho e transformando as fronteiras do Globo terrestre em travessas indefesas diante de um espirro ou meras gotas de saliva. De repente, as pedras q sobraram das muralhas da China, afrouxaram os laços dos sapatos e os nós das gravatas dos outros continentes e os conflitos apertaram as crises além de um existencial, onde uma simples declaração em uma rede social, torna-se de caráter excludente e provoca ataques de uma reação em cadeia. As grandes potências vão se apequenando ajoelhadas, assistindo suas economias em declínio diante de um beijo e um abraço, quando um aperto de mãos não significa mais um sinal de diplomacia entre as nações.

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Com seu arsenal bélico altamente contagioso e apartidário, não distingue homens de mulheres, vai equalizando ricos e pobres e se distribuindo entre brancos e negros q dividem o mesmo Templo Religioso respirando irmanamente o ar pela fé q comungam as suas aspirações por um mundo mais justo e digno para a desumana raça humana. Cancelaram as viagens, pararam os concertos e interromperam as filmagens de filmes e novelas e um grande pesadelo tomou o lugar do palco dos nossos sonhos. Apagaram-se as luzes das passarelas e o último lançamento de moda já não causa mais tão boa impressão diante da miséria espalhada pelas calçadas, gritando por comida, diante de um consumismo egoísta e desenfreado .Os estádios ficaram vazios e os hospitais lotados. As pessoas começaram a enxergar que médicos e enfermeiros têm muito mais importância que um jogador de futebol e, no jogo pela vida, a ciência é arma de vital importância para também socorrer as finanças de um mundo sucumbindo ao poder do invisível. A família antes afastada por tecnologias e comportamentos se-

gregatórios, volta obrigatoriamente a se reunir em volta da mesa e, mesmo com os pratos vazios, e as panelas cheias de opiniões batendo em lados opostos na defesa de seus apetites políticos, vāo aprendendo a se suportar. Portões fechados vão abrindo as janelas de almas inacabadas e, presos dentro de suas construções, passando a desejar o bem para o vizinho. Não consideramos mais que o pecado mora ao lado, porque como humanidade estamos finalmente aprendendo a 'Amar o próximo como a si mesmo ', tem q ser como uma prática sagrada e nāo uma palavra profanada. A cidade volta a ser aldeia, esquecendo a selva de pedra. Vagamos por ruas vazias e pela finitude de nossa existencia à procura de alguma luz q nos esclareça sobre o futuro mascarado q nos espreita sorrateiramente . Talvez, daqui a alguns meses, quando o inverno já tiver se despedido e levado consigo a escuridāo da noite, tenhamos dado às costas para um grande sertão e por veredas trilharemos um caminho novo ; não enfeitado por Corbélias, mas, florido pela primavera antecedendo o novamente o verão.

Expediente: Fundador Herbert Sidney Neves - Direção Executiva Martha Henriques - Diretor Geral Fábio Paes Diretor de Jornalismo Aloysio Balbi Chefes de Reportagem Girlane Rodrigues e Roberta Barcelos - Projeto Gráfico Estúdio Ideia Diagramação Elton Nunes - Departamento Comercial (22) 2738-2700 Rua Gov. Theotonio Ferreira de Araújo, 36 - Centro - Campos dos Goytacazes - RJ Impressão: Parque Gráfico do Jornal O Globo. Tel: (21) 2534-9579/ comercialpg@infoglobo.com.br


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triste VAZIO

Todo vazio é triste. Uma imagem dificilmente captada na alta madrugada, agora surge no início da noite. Estamos assustados e aflitos. Mas vai passar. Não se sabe quando nem a que custo de vidas. Mas, se Deus quiser, vai passar. Enquanto não chega a bonança, o isolamento deixa os rios e as praias mais limpas. E a baixa queima de combustível reduz a poluição do ar. Foi preciso uma pandemia para o planeta respirar. Esperemos que quando a doença for embora, nós, seres humanos, sejamos, de fato, humanos.

Em entrevista dividida em duas partes sobre a Covid-19, o médico Nélio Artiles abordou temas ligados à prevenção, lockdown, projeções de Pico, SUS, etc., ratificando que, desde a Idade Média, o isolamento social é o único procedimento eficaz de contenção de pandemias.

A

pandemia vai passar e imagino que nós não sairemos dessa da mesma forma que entramos. Acredito que todo sofrimento traz um poder transformador muito grande. Trata-se de um desafio... de uma provação que estamos passando. Trata-se de uma provação a nos mostrar o quanto somos frágeis Penso que teremos mudanças de comportamento da sociedade como um todo. Poderes políticos, econômicos e sociais – principalmente aqueles que presunçosamente se colocam acima de outros – percebem que todos somos frágeis... todos podemos adoecer e morrer ante um inimigo invisível – invencível até agora – que da noite para dia virou o mundo de ponta cabeça. Além da tragédia representada pela perda de vidas, temos o dano econômico em proporção mais que recessiva, diria na faixa da depressão. E, muito pior, o flagelo imposto aos carentes e vulneráveis, desassistidos pelo poder público os quais – desculpe a franqueza – entregues à própria sorte pelo Estado brasileiro que tem, sim, obrigação de cuidar dessas pessoas que, para

Alertou, ainda, que particularmente pessoas enquadradas no grupo de risco devem dobrar os cuidados de isolamento, advertindo que governantes que resistem a essas recomendações e não adotam o lockdown quando em altos níveis de contágio, correm o risco de levar para suas cidades o cenário

vergonha de todos nós, estão abaixo da linha da pobreza. Uma gente de vida tão sofrida e penalizada antes da Covid-19, imagine em tempos de pandemia. É uma tragédia: o Estado brasileiro não cuida de seus vulneráveis A grosso modo, temos uma sociedade que não enxergava, ou não queria enxergar, ou não costumava enxergar, que a fragilidade estava tão próxima. Eu penso – e espero não estar sendo ingênuo – que essa doença vai deixar o legado da solidariedade. Hoje, quando ouvimos o poder público dizer ‘fique em casa’, ‘não saia’, ‘fecha tudo’, temos que entender o outro lado da moeda, que são os informais, os trabalhadores que vão buscar o ganha pão a cada dia e, que neste momento de extrema dificuldade, precisam decidir entre pegar Covid ou morrer de fome. Muitas vezes o informal precisa decidir entre pegar Covid ou morrer de fome Salta aos olhos, portanto, cada um de nós – e não apenas o aparato público – deve assumir

da Lombardia. No texto a seguir – em resposta a uma última pergunta – discorre sobre o papel do Estado; do flagelo alheio que a sociedade insiste em não enxergar; dos maus tratos ao planeta e da transformação que espera fique como legado.

sua responsabilidade social e ajudar a quem precisa. Evidente que o auxílio emergencial não é suficiente... não tem como. Isso, se chegasse a todos que necessitam, o que não é o caso. A classe política e as autoridades precisam reconhecer que o Brasil carece de uma política social séria, desburocratizada, eficiente e muito mais abrangente do que é. Cabe ao Congresso promover as mudanças na legislação para interromper a curva ascendente da desigualdade no Brasil – diria mesmo infame –, que vem desde o Império, de ser um país formado por uma minoria cada vez mais rica, em detrimento de uma imensa maioria cada vez mais pobre. Infame: o Brasil tem uma minoria cada vez mais rica e uma imensa maioria cada vez mais pobre Agora mesmo, neste período de pandemia, vemos categorias privilegiadas – nossas ‘velhas conhecidas’ – aquelas dos altos salários e dos ‘penduricalhos’, que ao menos durante essa doença poderiam ser limitados e dirigidos aos carentes. Precisamos de uma visão solidária e altruísta, infelizmente tão mitigada entre nós. Precisamos dar atenção. Fazendo minhas as palavras sábias

da Madre Tereza de Calcutá, falta mais atenção do que pão. Madre Teresa de Calcutá costumava dizer que falta mais atenção do que pão Lanço mão, ainda, do simbolismo do escritor e grande pedagogo brasileiro, Rubem Alves – falecido em 2014, aos 80 anos – que nos deixou como ensinamento do milho: é duro, sem graça, não tem aparência bonita nem gosto. Mas quando colocado na panela, e sofre o estresse, a pressão e o calor do fogo, ele se transforma numa linda, macia e saborosa pipoca. É isso que nós somos. Somos milho e precisamos nos transformar em pipoca. Essa metanoia... essa grande transformação precisa acontecer com o ser humano. Não apenas de gente para gente, ajudando uns aos outros, mas visando também o planeta. Temos que parar de maltratar o planeta que estamos destruindo por dinheiro, principalmente. Tenho fé e acredito que a gente vá, sim, vencer essa situação e chegar lá na frente melhor do que entramos.

Nélio Artiles


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Política

31 DE MAIO A 06 DE JUNHO DE 2020

Dinheiro acabou, e agora? Prefeito Rafael Diniz afirma que os recursos da Prefeitura de Campos estão esgotados; Economista confirma

Marcos Curvello Entre uma crise do mercado de óleo e gás, despesas extraordinárias causadas pela pandemia do novo coronavírus e o pagamento de dívidas, o prefeito de Campos Rafael Diniz (CDN) decretou: "o dinheiro acabou". A constatação se seguiu ao recebimento da menor participação especial do petróleo da história do Município, no último dia 13, e foi confirmada, esta semana, pela suspensão do fornecimento de energia elétrica de 10 prédios da Prefeitura, incluindo equipamentos culturais importantes como o Teatro Trianon e o Museu Histórico. A afirmativa retoma e aposenta um antigo bordão de Rafael, em sua passagem pela Câmara, como vereador da bancada de oposição ao governo Rosinha Garotinho (PROS): "dinheiro tem, falta gestão". Há tempo a Prefeitura dá sinais de dormir com cobertor curto. Atraso no pagamento de terceirizados e de repasse a hospitais da rede contratualizada são apenas dois dos indícios mais recentes. Mas, especialistas e atores da economia local temem que isso possa comprometer a atuação do Município justamente em um momento em que se espera que o Poder Público aja como indutor da recuperação econômica no pós-pandemia. Matemática Em maio, a Prefeitura de Campos recebeu participação especial no valor de R$ 1.113.664,6. Trata-se, segundo o Município, do menor repasse da história, com redução de 81% quando comparado ao recebido no trimestre anterior, de R$ 5.873.604,08, e de 96,5% se comparado ao mesmo trimestre do ano passado, R$ 32.025.198,5. Dados da Prefeitura mostram um total de perdas de R$ 108 milhões na arrecadação de royalties e participações especiais em 2020, na comparação com o ano passado. O que reforça uma tendência de queda, já que, em 2019, as compensações do petróleo já haviam somado R$ 491 milhões. O valor é menos de um terço do total arrecadado em 2014, quando entram nos cofres do Município R$ 1,6 bilhão

Rafael Diniz menor participação especial do petróleo seria a causa

— incluindo R$ 250 milhões de uma operação de antecipação de créditos futuros oriundos da exploração da commodity. Isso representa uma frustração de receitas de mais de 53% em relação à previsão de arrecadação que consta da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2020, que estima a receita e fixa as despesas da Prefeitura no ano. Adicionalmente, a Prefeitura vem arrecadando menos tributos em razão da pandemia do novo coronavírus. Com os vencimentos prorrogados, os Impostos Predial e Territorial Urbano (IPTU) e sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSqn) renderam, respectivamente, 40% e 20% a menos. “Realmente, o dinheiro acabou” De acordo com o economista Ranulfo Vidigal, mais do que uma frase de efeito, com o objetivo de desviar denúncias semelhantes às que fazia no plenário da Câmara quando vereador, a constatação do prefeito é matemática. “O Legislativo autorizou, em janeiro último, o Executivo a gastar um total de R$ 1,8 bi-

lhão. Entretanto, a queda da atividade produtiva nacional, estadual e local tende a tirar algo em torno de R$ 100 milhões na forma de transferências federais e estaduais. Além disso, a derrocada da indenização petrolífera tende a retirar outros R$ 250 milhões”, enumera. Vidigal afirma que o pagamento dos Encargos da Dívida e o repasse de auxílio federal sancionado nesta semana “trazem alívio de algo em torno de R$ 80 milhões”, mas não resolvem o problema de caixa da Prefeitura. “Liquidamente, o orçamento real do Poder Público vai atingir, no máximo, R$ 1,5 bilhão, contra um compromisso, somente com a folha salarial de 20 mil servidores ativos e inativos, no montante de R$ 1,1 bilhão. Temos, ainda, serviços essenciais como coleta de lixo, iluminação pública, aquisição de medicamentos, merenda escolar etc. Daí que, realmente, o dinheiro acabou”, avalia. Menos royalties e impostos O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico Fe-

Ranulfo Vidigal Diz que problema de caixa da Prefeitura é grave

lipe Quintanilha afirma que a queda na arrecadação forçou uma redução “drástica” nas despesas de custeio da Prefeitura desde o início do mandato do prefeito Rafael Diniz, em 2017. Segundo ele, isso ocasionou “a suspensão de diversas despesas que não eram sustentáveis e a diminuição da máquina pública”. “A redução do custeio impactou diretamente na falta de investimentos. Ainda com o agravante de que a gestão anterior deixou obras inacabadas, como o Parque Saraiva, o Shopping Popular, escolas, UBSs para serem custeadas na atual gestão”, diz o secretário, que reconhece na folha de pagamento “a principal despesa do município”. Quintanilha afirma que, com o início da pandemia do novo coronavírus, recursos federais têm permitido manter o atendimento à população. “Esperamos que os repasses continuem ocorrendo, uma vez que os atendimentos de média e alta complexidade são também de responsabilidade dos Governos do Estado e Federal. A Prefeitura não é isolada nesta responsabilidade”, defende. Depois do vírus Ranulfo Vidigal estima que a pandemia pode colocar em risco até sete em cada dez vagas de emprego formal de Campos. “Ao atingir em cheio setores como comércio, serviços não essenciais, entretenimento, lazer, bares e restaurantes e construção civil, a pandemia coloca em risco as micro, pequenas e médias empresas, que respondem por algo em torno de 70% da oferta de empregos na cidade”, prevê o economista. Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campos, José Francisco Rodrigues aponta o comércio como “o setor que mais sofre” com o aumento dos casos de covid-19 em Campos. “Mesmo assim, estamos tentando manter empregos e pensando em alternativas para a pós pandemia. No futuro os gestores municipais terão que ser mais disciplinados fiscalmente falando e focar na geração de novos investimentos para gerar novos impostos”. O secretário de Desenvolvimento Econômico garante que, mesmo com menos recursos que no passado, a Prefeitura ainda terá um papel a

cumprir na recuperação do Município após a emergência sanitária. “O grande ponto durante e pós-pandemia é valorizar produtos e serviços que são de Campos. Fazer com que o dinheiro circule na cidade. Vamos buscar parcerias público-privadas para a Agricultura, especialmente para o nosso Polo Agroalimentar, grande vetor de desenvolvimento agrícola. Também buscamos parcerias para trazer a usina fotovoltaica, que vai empregar muita gente na construção

e depois vai tornar Campos um vetor de desenvolvimento através de energia limpa. Estamos buscando trazer empresas para o Município, criando ferramentas para atrair esse polo de investimento, considerando a nossa condição de logística e valorizando o que temos de tecnologia, conforme os diversos programas e projetos de apoio às Start-Ups, empresas de tecnologia, Viva a Ciência, Viva a Ciência na Escola, além do Fundecam valorizando o pequeno negócio”, finaliza Quintanilha.


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Presidente da CDL

José Francisco Rodrigues

15% do comércio pode acabar Novo presidente da CDL quer entregar 10 sugestões a Rafael Diniz para a flexibilização

Aloysio Balbi O empresário José Francisco Rodrigues assumiu a presidência da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campos. Assume a entidade que representa o comércio e a sociedade organizada, em meio à maior crise já vista na economia por causa do novo coronavírus. Nesta entrevista, José Francisco fala exatamente sobre a crise, afirmando que o mundo vai ter que se reinventar. Sobre as críticas que a CDL tem recebido no sentido de que poderia fazer mais para que o comércio fosse reaberto, José Francisco diz que a entidade foi ao limite e que a decisão

do bloqueio é de responsabilidade dos gestores públicos, seguindo as orientações da área de saúde. Admitiu que o comércio é o setor mais afetado e que 15% das pequenas empresas terão muita dificuldade para reabrir. O presidente da CDL diz que neste momento a entidade trabalha na elaboração de mais argumentos para a reabertura do comércio e também para os novos tempos que vão exigir mudanças depois da pandemia. Adiantou por exemplo que a entidade está preparando um portal inteligente para que todas as lojas e também serviços possam

atender o consumidor de forma remota, ou seja, on-line. Segundo ele, essa será uma ferramenta de extrema utilidade quando a crise passar e os setores da economia forem retomados. Sobre a saúde financeira do município que perde royalties, José Francisco afirma que os futuros gestores terão que ter disciplina fiscal e trabalhar dentro de um orçamento real, prevendo dificuldades, já que o contribuinte não pode arcar com mais cargas tributárias. Termina com otimismo afirmando que tudo vai passar e que viveremos dias melhores em breve.

Como o senhor avalia esses quase três meses de crise, onde visivelmente o comércio, no âmbito da economia, é o mais afetado pela pandemia? O comércio está sofrendo o que nunca sofreu, aqui no Brasil e no mundo todo nesta era moderna. Temos que lembrar que é o setor que mais emprega e que mais sofre no momento. Os pequenos comerciantes são os mais afetados. Os empregados sofrem igualmente com muitas inevitáveis, infelizmente, demissões.

A CDL, no primeiro momento da crise, criou um cadastro de delivery para seus associados e o comércio em geral em seu site. O resultado foi satisfatório? Muito. Temos quase 400 empresas neste cadastro de delivery e foi uma ideia criativa. Uma ferramenta importante dentro da urgência. A plataforma será algo bem mais avançada, o prenúncio de que estaremos mesmo nos reinventando. Pode ter certeza de que essa plataforma vai ser o início de muitas mudanças e outras virão a reboque, não tenha a menor dúvida disso.

Em percentuais, em termos de postos de trabalho, quanto perdemos em Campos? Mais de 50% da força de trabalho do comércio de Campos está afastada em níveis diferentes. São muitas as demissões, são muitos os acordos para redução de salário com complemento do governo e há uma parcela atuando no padrão home office. A CDL tem recebido muitas críticas de que poderia ter feito mais pressão para evitar o fechamento das lojas. Como o senhor vê isso? A CDL fez no curso desta pandemia tudo que poderia ser feito, mas observando as orientações das autoridades sanitárias. Não foi Campos que criou isso, nem o prefeito. Isso aconteceu em todo mundo. Algumas cidades fecharam mais, outras menos. É muito difícil a CDL intervir nesse momento, porque temos que reconhecer que o isolamento social foi necessário e parte da população não colaborou muito. A CDL é integralmente preocupada com o setor e todos, no fundo, sabem disso. Estamos lutando pela flexibilização. De uma maneira ou de outra sobram críticas para todos os lados. Rebatemos algumas e respeitamos outras. Fizemos todo o possível, é o que posso dizer, e estamos preparando novas propostas para pedir a flexibilização.

Como presidente da CDL e também cidadão, o senhor concorda que essa pandemia mostrou a fragilidade do sistema público de saúde? O sistema SUS, assim como todos os demais, nem aqui nem no mundo, estavam preparados para enfrentar essa tragédia. Ninguém estava. Os gestores públicos em geral não tiveram preocupação com o setor. Uma política de saúde equivocada nos últimos tempos. A CPMF que foi criada para a Saúde, um imposto a mais, teve o dinheiro desviado para outras finalidades.

poderiam ser acatadas ou não. O grande problema é que tudo aconteceu de repente, tudo é muito novo e ninguém tem uma receita de bolo pronta para enfrentar isso no momento. Temos que ir calibrando dia a dia, mas defendo, como sempre defendi, os interesses da economia e acho que a classe empresarial deve ser ouvida sobre cada decisão que a afeta.

O senhor tem uma ideia da extensão das sequelas desta pandemia na economia de Campos? Em percentuais, quanQuando o prefeito decretou lockdown, tas empresas teriam muita dificuldade você declarou em uma entrevista que para reabrir suas portas? esse era um assunto mais ligado a área Mais de 15% das empresas de Campos terão muitas, mas muitas médica e seus gestodificuldades mesmo res. Mantém essa poem retomar à normalisição? dade. Não quero fazer Acho que hoje o lockum exercício de pessidown, neste momento, mismo, embora a situjá não é mais necessário. Podemos flexibili- A CDL tem 10 sugestões ação seja gravíssima. É zar. Acho que chegou a para a flexibilização. na pós pandemia que a CDL, com toda certehora disso, depois de duas semanas de blo- Queremos levá-las para za, vai ter uma atuação muito firme para coqueio e pelo que soube o prefeito brar projetos que ajua Prumo, via Porto do Açu, recuperou mais 12 respiradores de dem as empresas. Já estamos trabalhanunidades de Campos que estavam com do nisso. defeito, o que irá permitir que o sistema desafogue um pouco. Assim, acho que A CDL fez na semana passada uma camchegou a hora de flexibilizar, pois o comér- panha que consistiu em adesivar as facio precisa respirar. Ao mesmo tempo em chadas das lojas com um apelo ao preque temos que fazer o isolamento social feito para que não deixem o comércio para proteger as pessoas, também temos morrer. Com é o objetivo? que proteger a nossa economia. Temos Importante lembrar que acima do apelo tem sugestões para dar neste momento e elas o nosso apoio o isolamento social. Não tive-

mos a menor intenção de culpar o prefeito por esses problemas. O que queremos é colaborar. Pedi uma audiência para estar com ele e levar 10 sugestões para a flexibilização. Podemos ser úteis e queremos colaborar. Entre essas sugestões ele poderá acabar cotas, a metade, uma ou até nenhuma.

O que seria uma política equivocada? Primeiramente não sou médico, mas tenho experiência em gestão. Agora mesmo estamos cometendo um equívoco. O governo estadual está montando um hospital de campanha em Campos que já deveria estar funcionando e agora a inauguração foi adiada para 12 de junho. Em temos de economia, poderíamos montar esse hospital de campanha em dois andares da Santa Casa, por exemplo, e deixarmos isso como legado para Campos. Esse é um claro exemplo de equívoco.

Essa epidemia nunca vivida no mun- O segmento empresarial que o senhor do moderno, parece que vai prejudicar atua hoje é o do turismo, um dos mais bem Campos. Se juntarmos seus efeitos afetados em todo mundo. Qual vai ser o com quedas de royalties do petróleo, roteiro para a retomada? por exemplo, parece ser o que os ameri- Você está sendo. Temos que reinventar esse canos chamam de tempestade perfeita. setor também obviamente. O roteiro em um O senhor concorda? primeiro momento será o turismo interno Concordo que vai ser difícil com a soma com toda certeza. Quando uma vacina ou desses dois fatores, um tratamento eficienmas precisamos nos te aparecer certamente reinventar. Reinvenaos poucos o turismo tar nossas empresas. em todos os seus níveis Campos, o Brasil e o será retomado, mas mundo vão mudar. muita coisa vai mudar. Desaparecerão mui- Mais de 15% das empresas tas oportunidades e de Campos terão muitas, Para fechar a reinvenoutras vão surgir. Esção de tudo é mesmo tamos idealizando na dificuldades em retomar o grande desafio? CDL uma plataforma Sem dúvida, o maior de à normalidade inteligente para seus todos os tempos desde associados aportarem efetuando vendas a depressão dos anos 20, observando que online dando visibilidade as suas empre- essa tragédia é pior. Naquela, contamos sas. Com a queda ou a perda dos royalties, prejuízos e nesta estamos contando moros gestores do município terão que gerir tos. Quando você falou de royalties, quero um orçamento real, com a chamada recei- frisar aqui a importância que o Porto do ta própria e não poderão carregar nos im- Açu terá para a região nesta reinvenção postos porque a população e os segmen- da atividade econômica. Teremos que ser tos produtivos não poderão pagar toda disciplinados, criativos e unidos. Pode meessa conta. Esses gestores vão precisar de lhorar, mas ainda viveremos, se Deus quidisciplina fiscal. ser, dias melhores.


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Ônibus escassos na crise

Campos

Com a redução de passageiros, empresas diminuem a frota circulante Ulli Marques Não é de hoje que o transporte público é alvo de críticas por parte da população de Campos. Se antes o problema era referente à falta de estrutura e organização — que buscou ser solucionado por meio da implantação de um novo sistema ainda não concluído — agora, diante da pandemia da Covid-19 e dos decretos de isolamento social, aqueles que dependem desse serviço veem-se em ainda pior situação. Passageiros têm de esperar pelos ônibus por mais tempo ou render-se ao transporte alternativo. Isso porque a frota de todas as linhas da cidade foi reduzida e o motivo é principalmente econômico: menos de 30% de passageiros pagantes continuam circulando e essa “queda absurda põe o sistema de xeque”, segundo presidente do Instituto de Trânsito e Transporte (IMTT), Felipe Quintanilha. É certo que 70% dos passageiros que costumavam utilizar os ônibus para se locomover estão, neste momento, em casa, seguindo as recomendações das autoridades médicas. No entanto, a porcentagem restante composta por atendentes de supermercado, de farmácia, profissionais da saúde e demais trabalhadores que atuam em serviços essenciais têm sofrido alguns transtornos para chegarem até os seus postos. Além disso, os idosos e estudantes perderam o direito à gratuidade

Felipe Quintanilha | Presidente do IMTT/Campos

Terminal urbano| Quem precisa de transporte coletivo tem que esperar muito tempo para embarcar

durante esse período. A equipe de reportagem do jornal Terceira Via foi a alguns estabelecimentos desses setores e também fez uma enquete nas redes sociais com o intuito de questionar a população sobre suas opiniões a respeito das recentes adaptações no transporte público municipal. Alguns elogiaram a medida: disseram que, de fato, é necessário reduzir a frota “para não facilitar as pessoas a saírem”. Outros, no entanto, afirmaram que, se o objetivo da redução é evitar a aglomeração, tal medida “não faz sentido” porque, “com menos ônibus circulando, esses tendem a ficar mais cheios”. O cinegrafista André Santo, morador da Pecuária, desistiu do transporte público. Ele, que já

tinha dificuldade para se transportar devido à escassez de veículos nas linhas Centro x Pecuária e Nova Brasília x Centro, agora sequer sabe qual o horário em que os ônibus passam. “Percebi que o volume de passageiros diminuiu bastante, mas considero a retirada dos veículos negativa. Antes, sabíamos que poderíamos contar com o transporte para ir e voltar do trabalho, agora os horários estão indefinidos. Quando saio, fico muito tempo exposto na rua, sem saber que horas o ônibus vai passar. Por isso tenho utilizado o transporte alternativo. Tem saído bem mais caro financeiramente, mas é o único jeito”, comentou. Já a atendente de farmácia Bianca Siqueira teve de mudar o

horário de entrada no trabalho. “Chego atrasada todos os dias, já até conversei com meu chefe. Acordo mais cedo, mas de nada adianta por não sei que horas o ônibus vai passar. Às vezes fico 1h30 no ponto e nada”, reclamou. Prefeitura se posiciona Com base nesses depoimentos, a reportagem buscou uma resposta junto ao IMTT. Dentre as perguntas feitas ao órgão estavam: “Quanto por centro do contingente de ônibus diminuiu no município após os decretos de isolamento?”; “Quais linhas foram afetadas pela diminuição?” e “As vans que atendem distritos e localidades também sofreram alterações no contingente e horários?”. Essas perguntas não fo-

ram respondidas. No entanto, segundo o presidente do órgão, Felipe Quintanilha,todas as linhas continuam em funcionamento, mas “com horários e frotas reduzidas para conseguir atender minimamente à população”. “Entendemos que não é o ideal, mas é o factível neste momento de menos de 30% de passageiros pagantes circulando. O planejamento do IMTT é feito de acordo com a demanda de cada região do município”, explicou. Quanto à queda no número de pagantes, fator preponderante

Mobi Campos | App funciona

para as mudanças no transporte municipal, Quintanilha explicou que isso gera, consequentemente, uma queda de 60% a mais de 80% da receita. “O sistema está com dificuldades enormes para se manter, pelo fato de que o custo não diminui em contraponto à queda da arrecadação”, disse. O presidente ressaltou que essa situação caótica ocasionada pela pandemia tem sido vivida por todos os municípios brasileiros: “o sistema está em colapso e é essencial o apoio federal com recursos para o sistema urgente”. Sobre isso, ele também destacou que “o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana têm lutado junto à Frente Nacional dos Prefeitos pela aprovação de ajuda federal para o Sistema de Transporte Coletivo”. Quintanilha disse, por fim, que o canal de comunicação via WhatsApp, o Fale com a Gente do Mobi Campos — pelo número (22) 98152-1116 — continua em funcionamento, “respondendo em tempo real as demandas dos passageiros, de maneira a corrigir eventuais falhas e melhorar o serviço”. O aplicativo Mobi Campos, para Android, também está disponível.


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Relatos de isolamento social ao pé da letra

Destaque

Famílias contam um pouco da rotina de quarentena sem visitas e sem vida social Fotos: Divulgação

Ocinei Trindade Desde março, quando foi decretado o período de quarentena ou de isolamento social, a atriz e professora Adriana Medeiros só sai de casa para ir ao supermercado ou farmácia, mas o mínimo possível. Sua mãe, a aposentada Adenorah Medeiros Brito, de 82 anos, não vai nem ao portão. Ela é ex-fumante, hipertensa e corre mais riscos com a circulação do novo coronavírus. "Espero que isto passe, se Deus quiser". Devido à pandemia, as pessoas procuram se adaptar à nova realidade. Porém, admitem, não tem sido fácil. Na volta da rua, repete-se o ritual de tirar roupa, botar roupa e sapatos para lavar, além de banhos. "As compras também tomam banho com água sanitária ou álcool. A gente se limpa o tempo todo, não tem mais tapetes; limpa maçaneta das portas. Alimentação sempre foi regrada. Bebemos muito água. Faço yoga, medito todos os dias", diz Adriana. Com a quarentena, a cultura pessoal está mais alimentada, segundo Adriana Medeiros. "Já li bastante coisas, vi muitos filmes, ouvi músicas. Alimento minhas redes sociais com poemas e músicas. Preparo minhas aulas, grande desa-

Unidas em quarentena | Adenorah e Adriana Medeiros sem visitas em casa

Festa virtual | Pietro com os pais Alan e Paula em festa transmitida por rede social por causa da quarentena

fio dar aula à distância. Tenho resistência a estas tecnologias. Estou aprendendo a lidar e fazer o melhor. Fiz aulas e me

Isolamento | Raquel Nogueira

inscrevi em um curso de teatro negro. É tempo de aprendizagem e sabedoria", revela. Adenorah diz que faz quarentena precisa. "Não vou a lugar nenhum. Precisei ir ao hospital por seis dias. Tive pneumonia, fiz exames, nada além. Pego sol, faço meus serviços de casa, uso máscara. Toco meus instrumentos musicais. Vou passando o dia me ocupando. Sinto muita falta das visitas de meus netos e de minha bisneta, mas, se Deus quiser, isto vai acabar", diz. Isolamento familiar A advogada Raquel Nogueira e os filhos cumprem o isolamen-

to desde que as escolas foram fechadas após decreto estadual. "Não saio de casa. Faço compras por telefone em estabelecimentos perto de casa. Se preciso de algo maior, faço compras on-line. Não saímos para nada. As aulas on-line ajudam a ficarmos aqui. A única vez que saímos foi para a vacinação da gripe, em drive-thru, na Fundação Rural. Moro em edifício e evitamos usar o elevador. Há muitos profissionais de saúde e petroleiros que moram no prédio. Raquel considera que seu gesto contribui para ter menos pessoas infectadas e evitar disseminar o vírus. "Sabemos

Projeto promove diálogo entre literatura e realidade

que o sistema de saúde não suporta um número grande de demanda. É preciso priorizar os leitos de hospital para quem realmente precisa. Meu marido é médico e ele não tem como fazer isolamento social. Ele se protege e tem o suporte de equipamento de segurança individual. A advogada confessa que a rotina está cansativa. "Dispensei a diarista. O serviço de casa aumentou, além de ajudar os filhos nas atividades escolares. É preciso entender os profissionais como professores que também passam por situação difícil. A gente espera que, com sabedoria, possamos voltar à normalidade. Espero que os governos deem suporte às pessoas da cidade e aos profissionais de saúde", deseja. Festa de aniversário virtual A arquiteta Paula Bernardo e o engenheiro Alan Gama cumprem quarentena com o filho Pietro, de seis anos. Paula assumiu o acompanhamento do menino nas tarefas escolares. "Estou grávida e só saio para exames de rotina. Compras de supermercado é com meu

marido. Cuidamos da higiene de tudo e priorizamos banhos logo após chegar da rua", conta. O casal diz que não é fácil o isolamento, pois sente falta de sair. "Sempre saímos muito com os nossos amigos e visitamos casas de amigos. A gente tem conseguido se manter. Eu sou arquiteta. Quando começou a quarentena, havia obras para acompanhar. A internet me ajudou bastante com compras on-line e chamadas de vídeo de clientes para dar suporte em projetos contratados", explica. No dia 15, Pietro fez seis anos. Haveria uma festa, mas com a pandemia, a comemoração foi virtual pelas redes sociais. Fizemos uma live para festejar o aniversário e revelar o sexo do bebê em um "chá revelação". Teremos uma menina. Fiz uma festinha on-line pra ele em casa com tudo que ele gosta de comer. Recebemos surpresa de amigos que vieram no condomínio, sem descerem dos carros. De longe, recebemos presentes e todos ficamos muito emocionados, principalmente, o Pietro", conclui.

Fisioterapeuta | Bibiana Castro ajuda pacientes por meio de Lives

"Corpus Literário" trabalhou o livro "Quarto de Despejo", de 1960, que traz a atual pandemia à tona Da Redação Adquirir o hábito da leitura é um processo fundamental para o crescimento pessoal e profissional. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura, realizada pelo Instituto Pró-Livro em 2016, 44% da população não têm o hábito da leitura, e 30% dos brasileiros nunca compraram um livro. Um leitor assíduo tem mais capacidade de absorver conhecimentos e novas perspectivas dentro e fora de sua área de atuação, além de aumentar o vocabulário, estimular o senso crítico, desenvolver melhor capacidade de compreensão textual, entre outros benefícios. Entendendo isso, a Universidade Candido Mendes incentiva o hábito da leitura entre aqueles que estão se preparando para o mercado de trabalho. O Projeto Corpus Literário (PCL) é um programa de incentivo à leitura, que funciona na Instituição há mais de dez anos. O programa seleciona títulos para que os graduandos elejam o preferido; o mais votado passa a ser trabalhado em mesas de debate, palestras e outras atividades. Ao fim do período, os alunos fazem uma prova sobre a obra literária como parte da nota em todas as disciplinas da graduação. "O diferencial desse projeto é que, além de promover a leitura, são oferecidas propostas de mediação através do Ciclo de Estudos do PCL. São realizados encontros com autores, exibição de

Fisioterapia on-line para recuperação da Covid-19 Projeto nacional chega a Campos por Bibiana Castro Carol Poesia | Coordenadora do Projeto de leitura da Candido Mendes

filme seguida de debate, teatro, mesas-redondas, que discutem a obra e tecem relações com a atualidade. Podemos destacar, por exemplo, o encontro com a jornalista Daniela Arbex, autora do livro 'Holocausto Brasileiro'; a teleconferência realizada com a Monja Coen, autora do livro 'O

inferno somos nós'; e a cena dramática realizada por alunos da casa durante a leitura do livro 'O Coronel e o Lobisomem'. Esses encontros são oportunidades de mediação, que alimentam o interesse pelo livro e favorecem a realização de uma leitura com profundidade.", disse Carol Poesia, coordenadora do PCL. O Projeto Corpus Literário deste semestre trabalhou o livro “Quarto de Despejo”, da autora Carolina Maria de Jesus, uma obra lançada em 1960, que retrata a miséria do Brasil e dialoga com a realidade atual marcada pela pandemia do novo coronavírus. Em razão dos decretos de isolamento social, as atividades referentes ao livro aconteceram de forma remota, com mesas-redondas transmitidas ao vivo.

Da Redação Pacientes curados da Covid-19 precisam enfrentar outro desafio: a dificuldade para se locomover e respirar após a alta hospitalar. Pensando em ajudar essas pessoas de forma gratuita e por meio de chamadas de vídeo, um grupo de fisioterapeutas resolveu se unir e começar a oferecer os trabalhos. A iniciativa surgiu logo depois que o atendimento online por estes profissionais passou a ser autorizado. Já são 250 profissionais de diversas partes do país atuantes no projeto e em Campos a fisioterapeuta Bibiana Castro faz parte do trabalho. “O paciente sai do hospital muito debilitado, com fraqueza muscular e muitas vezes com sequelas da entubação na parte respiratória. Tem paciente que

não consegue mastigar, falar ou andar. Então a gente faz todo o trabalho motor, alonga, fortalece. Alguns a gente tem que ensinar a caminhar de novo e, nestes casos, é preciso da ajuda de algum familiar ou cuidador no local”, explicou a fisioterapeuta, que atua na área há 16 anos. Os atendimentos são feitos com hora marcada por meio de ligação de vídeo de Whatsapp. Os profissionais que atuam no projeto utilizam uma plataforma de marcação de consulta que possui o histórico e todos os detalhes de todos os pacientes, de maneira similar ao que é feito no consultório. “Tem um mês que faço parte desse projeto e vou dar a primeira alta a um paciente. Os atendimentos de cada paciente são feitos duas vezes por semana, com horário marcado. É um

projeto muito legal, muito bacana e a gente tem um retorno muito bom com os atendimentos”, contou. Ajuda Os pacientes que receberem alta e precisarem de ajuda, podem entrar em contato pelo email fisioterapiasemfronteiras@hotmail.com, pelo Instagram @fisiosemfronteiras ou falar com Cláudia Dutkiewcz pelo telefone (11) 98395-1118, ou com Luana Motta Soares pelo contato (11) 94214-6001. “Por estes contatos que as responsáveis pelo projeto fazem a triagem. Por enquanto, ainda não tenho paciente nenhum aqui de Campos e sei que temos pessoas precisando de ajuda. As sequelas podem ser muito sérias e podemos ajudar”, contou.


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Saúde

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Atendimento através da tela Profissionais campistas aderem à telemedicina na pandemia e fazem consultas on-line Fotos: Divulgação

Letícia Nunes É fato que os avanços tecnológicos provocaram inúmeras mudanças em diversos segmentos da sociedade. Além disso, as novas ferramentas influenciam também as mais importantes áreas do conhecimento. A telemedicina, por exemplo, é um serviço de saúde a distância e com a ocorrência da pandemia do novo coronavírus tem ganhado destaque, conquistando assim cada vez mais espaço no Brasil e no mundo. Em Campos dos Goytacazes, o cenário não é diferente. Com o isolamento social, muitos médicos começaram a realizar atendimento de forma on-line. Define-se como telemedicina o recurso tecnológico e de comunicação que visa aperfeiçoar o atendimento médico e a saúde dos indivíduos, afinal, ela possibilita que os profissionais da área troquem informações, pareceres e opiniões a distância. Essa ferramenta agora favorece a troca virtual entre especialista e paciente, através de qualquer dispositivo, contribuindo para a tomada de decisões de forma rápida e objetiva. A dermatologista Dra. Ana Maria Pellegrini já está acostumada com o meio tecnológico, que segundo ela, sempre fez parte de sua vida profissional, inclusive, sendo pioneira no município no início da década de noventa ao elaborar receitas e prontuários médicos de forma impressa. "Tenho atendido alguns pacientes

Dra. Patrícia Peixoto | Consultas on-line trouxeram benefícios

Dra. Ana Pellegrini | Acredita que a telemedicina será mantida

diariamente. Três em média, pois a consulta virtual é mais demorada e trabalhosa. O ponto positivo é que facilita a vida dos que fazem parte do grupo de risco e que preferem não sair de casa", comenta. A especialista comenta que sua área de atuação, a dermatologia, é uma especialidade que prioriza o contato com a pele, onde o médico precisa palpar as lesões e o modelo virtual não permite esse contato, mas auxilia bastante o processo. "O atendimento é totalmente registrado em prontuário clínico, incluindo fotos e/ou vídeos com data, hora e o tipo de

Patrícia Peixoto, também tem mantido consultas on-line durante a pandemia. Ela revela que a rotina mudou bastante, porque teve que aprender e se adaptar a nova realidade. "O meu prontuário já era eletrônico, com toda segurança dos dados e acessível a distância, o que me ajudou. Fui em busca de uma plataforma de comunicação segura, receitas e exames digitais e também tive que conciliar as consultas presenciais com as on-line, que costumam ser mais demoradas. Atendo em torno de seis pacientes por semana", explica. Segundo ela, a telemedicina

@nataliamuniznutri

Quando a

não é O

tecnologia da informação e comunicação utilizada para o atendimento. Caso não seja possível concluir diagnóstico via telemedicina, o médico poderá solicitar agendamento presencial em data agendada. Tenho percebido que a maioria dos meus pacientes consegue utilizar bem os dispositivos móveis para conseguir acessar a consulta e acredito ainda que a telemedicina poderá ser mantida pós pandemia, porém, com a restrições peculiares a cada especialidade", analisa. Aprendizado e adaptação Na área da endocrinologia, a Dra.

trouxe benefícios a sua especialidade. A endocrinologista conta que como cuida de pacientes com doenças crônicas, como diabetes e obesidade, é um momento em que todos precisam manter o tratamento. "Consigo avaliar exames, tratar sintomas, modificar medicações e mantê-los compensados, além de ser um momento em que eles podem tirar dúvidas e isso os mantém mais seguros e tranquilos. Para determinados casos, em que o exame físico é imprescindível, temos que determinar a necessidade de passar para a consulta presencial. E no meu caso,

também sinto falta da troca de afeto com os pacientes", ressalta. A especialista inclusive destaca os perfis de pacientes que, recebendo notícias de seu maior risco em relação a Covid-19, tiveram na teleconsulta um importante auxílio. "Os diabéticos, ao terem a confirmação de estarem bem controlados podem fazer os ajustes no tratamento para atingir o melhor controle. E os pacientes com obesidade, muitos têm de continuar medicamento, que são seguros e devem ser mantidos. Outros que tiveram questões de sono, alimentares e de exercício modificados com a quarentena, e foi possível definirmos medidas para acertar tudo isso. Acredito que as tecnologias vão evoluir a ponto de até mesmo sinais vitais e exames físicos poderem ser feito a distância, no futuro. Neste momento, estar com meus pacientes e poder ajudá-los, mesmo virtualmente, me conforta. Mas devo dizer que ainda desejo fazer muitas consultas presenciais até este futuro chegar", acredita. Missão Covid Para os pacientes que apresentam sintomas da Covid-19, existe uma plataforma onde ele é atendido gratuitamente através da ligação por vídeo por um médico voluntário. Além da consulta, o site também traz outras informações como os primeiros sinais, área de gravidade, entre outros. Para mais detalhes acesse www.missaocovid.com.br.

nataliamuniznutri@gmail.com

fome

saciada

que nos faz tomar a decisão de comer? Você já comeu além das necessidades do seu corpo e não entendeu o por que os sinais de saciedade não foram suficientes para fazer você parar? Compreender os fatores fisiológicos e psicológicos envolvidos com o comer (ou não comer) é fundamental para entendermos o comportamento alimentar. A fome fisiológica é uma combinação de estímulos sensoriais e necessidade energética, que fazem com que busquemos comida. E embora a privação energética seja o principal estímulo de fome, nós, seres humanos também comemos por outras razões que não só as nutricionais. Além da fome fisiológica existe outro sinal que interfere na nossa decisão de comer ou não, chamado de fome hedônica, ou apetite. Esta corresponde ao desejo de comer em resposta ao quanto um alimento ou grupo de alimentos nos atrai, gerando prazer. Os alimentos industrializados apresentam combinações de ingredientes, que não só conferem sabor atraente, como são ricos em açúcares e gorduras. Essas características podem afetar regiões cerebrais, que compõem o que chamamos de sis-

tema de recompensa. Essas regiões respondem a estímulos sensoriais como a aparência, o odor e o sabor dos alimentos podendo se sobrepor à fome fisiológica. A atração que sentimos pelos alimentos é modulada pela dopamina, molécula sinalizadora no cérebro, que influencia diversos processos como aprendizado, emoção, locomoção e consumo alimentar. Existem 3 principais vias dopaminérgicas, sendo uma delas a mais importante para o desenvolvimento da preferência alimentar. E como no nosso corpo nenhum evento é simples, apesar da sinalização de dopamina ser fundamental para o processo de recompensa alimentar, ela não age de maneira isolada. Assim, existem outras moléculas sinalizadoras igualmente importantes, como a serotonina, por exemplo. Se você está se perguntando o que seria recompensa alimentar, eu explico. Diferente do significado que conhecemos (de acordo com o dicionário, seria um reconhecimento ou retribuição a algo), no caso do comportamento alimentar, seria um evento composto por 3 processos independentes: o prazer gerado pelo alimento, a motivação por buscar de-

terminado alimento e o aprendizado de que esse alimento desperta boas sensações, o que chamamos de reforço positivo. Agora que você sabe o que é recompensa alimentar, fica mais fácil entender por que comemos além das nossas necessidades nutricionais. E que a maioria das pessoas que comem em excesso não o fazem por opção. Existem eventos no nosso corpo, como o de recompensa, que estimulam o

consumo alimentar mesmo na ausência da fome, com consumo excessivo de energia, contribuindo para o desenvolvimento da obesidade. Assim, diferente do que costumamos aprender sobre obesidade, ela não é um simples desbalanço de energia. O peso corporal é resultado da interação entre a ingestão e o gasto de energia, bem como interações genéticas, hormonais e ambientais. Sendo a dopamina o primeiro mensageiro no

cérebro de uma cascata de eventos que faz com que um alimento atrativo saia da mesa para a sua boca, gerando prazer e bem estar, que é um dos atributos do ato de comer. Por isso que é tão importante que profissionais da saúde conheçam tais processos, para que consigam entender melhor os eventos que estão por trás das escolhas alimentares das pessoas, promovendo orientações mais conscientes.


Muito obrigado,

DOM 1951

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A voz marcante de Dom Américo se calou. Mas seu talento, carisma e alegria ficarão para sempre na história e no coração de cada campista. Nosso muito obrigado a esse artista tão querido e inesquecível.

Uma homenagem de ASSOCIAÇÃO AMIGOS DO RIM ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E INDUSTRIAL DE CAMPOS - ACIC CECÍLIA, JOILSON BARCELOS E FAMÍLIA CLÁUDIO ANDRADE CLÁUDIO RANGEL DIRETOR BOA VIAGEM CÂMARA DE DIRIGENTES LOJISTAS DE CAMPOS - CDL CEMITÉRIO CAMPO DA PAZ CHICRE CHEME CRISTINA LIMA FAMÍLIA ORQUESTRANDO A VIDA FÁTIMA PERROUT HELINHO NAHIM IPIRANGA HOME CENTER JOSÉ LUIZ ESCOCARD L ALVES PORTARIA E LIMPEZA MARCELO MÉRIDA

Foto: Antônio Filho

NILTON MIRANDA E NELMA OSMAR MACHADO PARQUECENTRO SHOPPING


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Fotos: Divulgação

Dom enCantar

de

A voz mais marcante de Campos se cala e deixa um legado de saudade Bernardo Rust “Já bateu saudade dos momentos maravilhosos que ficaram eternizados na memória.” “Um cara do bem, com um talento e coração enormes”. “Ele tinha o "dom" e dava o tom do som, num jeito muito bom. Por trás da irreverência um cara que é importante ressaltar tratava a música com muita seriedade e respeito”. “Um dos maiores artistas de Campos foi brilhar no céu”. Essas foram algumas frases de amigos e familiares que se despediram de Osvaldo Américo Ribeiro de Freitas, o Dom Américo, que partiu na última segunda-feira (25), após dois meses internado por problemas respiratórios e cardíacos. Osvaldão, como também era conhecido, deixará saudades para os amantes da música em Campos. No auge de sua carreira, o artista campista chegou a fazer participações em programas de auditório na década de 90, tendo participação de maior destaque no programa “Onze e Meia”, apresentado por Jô Soares. Em uma entrevista concedida ao apresentador Cláudio Andrade no programa “A Polêmica”, no ano de 2017, Osvaldão contou como sua carreira musical se iniciou, no ano de 1967, no município de São João da Barra. “Comecei minha carreira em um ato de teatro que teve no Clube Congos, em São João da Barra, no ano de 1967. Alguns amigos que estudaram comigo no Colégio Agrícola, ficaram sabendo deste ato e foram até a minha casa me convidar

para participar, já que sabiam que eu gostava de cantar. A primeira canção que interpretei, foi de Agnaldo Timóteo, que é uma referência pra mim”, declarou Dom que na época, morava na praia de Atafona. Porém, se engana quem acha que Osvaldão viveu apenas de música. O artista foi professor da Escola Agrícola e paisagista do Cemitério Campo da Paz. Durante o tempo que lecionou na escola, Dom era um daqueles professores que as turmas adoravam. Sempre calmo e paciente, utilizava de todo o seu carisma para conseguir passar os ensinamentos aos alunos. “Osvaldo estudou aqui e como aluno, nunca deu problema para a direção. Como professor, dava aula de técnicas agrícolas, buscava sempre ajudar a todos. Os alunos que não entendiam, ele se aproximava, explicava com paciência e no fim das aulas, sempre terminava com uma brincadeira com os alunos”, contou Almir Paes Cavalcanti, que é funcionário da instituição. Porém, a música falou mais alto na vida de Dom Américo, que teve que optar pela sua carreira artística em vez de continuar dando aulas. Mesmo sem lecionar na instituição, ele manteve seu vínculo com o lugar e sempre estava em contato com os amigos que ainda permaneceram por lá. “Mesmo sem dar aula aqui, Dom Américo mantinha contato com os funcionários. Em algumas ocasiões, chamávamos ele para poder dar um pouco de alegria aos alunos internos da instituição, que ficavam tristes por estarem longe dos

pais. Quando ele ia embora desses encontros, o astral era outro. As crianças ficavam mais alegres e, com isso, tinham um melhor desempenho acadêmico”, relatou Almir, que também contou com orgulho a homenagem que a escola fez a Dom ainda em vida. A gente homenageou ele em vida, batizando o nome da Banda marcial da escola com o nome Professor Américo Freitas. Dom fez parte da banda enquanto aluno e foi maestro dela enquanto era professor”, lembrou. O jornalista Antunis Clayton, que era grande amigo de Osvaldão, lembra com carinho das histórias e de quando Dom Américo se apresentava no bar que era de propriedade de seu tio em Guarus. “Osvaldo se apresentava sempre aos domingos. Aos sábados, ele ensaiava com seus músicos e eu era sempre o primeiro a escutar. Então, a primeira opinião dos shows era sempre minha. Depois, ele começou a trabalhar no cemitério Campo da Paz e me chamou para trabalhar com ele no setor administrativo do cemitério”, lembrou com carinho Antunis. “Era um amigo generoso, sempre prestativo, que a gente podia sempre contar. Me lembro que ele era muito apaixonado pelo Goytacaz. Tanto que quase obrigou seus filhos a torcerem pelo time da Rua do Gás, que inclusive tem uma das versões do hino gravado pelo seu filho, Apollo. Se o Dom Américo não gravou o hino do seu time de coração, seu filho teve a oportunidade, principalmente como forma de homenagem para o pai,

que pra mim, é um dos maiores nomes da cultura local”, declarou o jornalista. Apollo Ramidan, filho de Dom Américo, lembra com carinho do pai e diz que o cantor era o mesmo em cima do palco e dentro de casa. “Meu pai e eu sempre tivemos muita afinidade e cumplicidade um com o outro, e pra mim, isso fará uma falta enorme, a ponto de não conseguir imaginar minha vida sem ele. Meu melhor amigo. Ele era o mesmo dos palcos dentro de casa. Sempre feliz, alegre, de bem com a vida. Sentiremos uma saudade eterna. Mas, com Deus e minha Nossa Senhora, a gente segue em frente. Vamos continuar levantando a bandeira Dom Américo em qualquer lugar que a gente passar”, contou Apollo. Foram cinquenta e três anos de carreira, que consagram Dom Américo como o maior cantor da história do município. A sua despedida dos palcos, não poderia ter sido diferente. Osvaldão cantou no encerramento do Carnaval na praia do Farol de São Thomé, onde sempre fazia questão de cantar nos verões e que morava no coração do cantor, que sempre falava com carinho do balneário campista. Pouco tempo depois, acabou sendo internado no HGG e de lá não saiu mais. Durante os dois meses em que esteve internado, Dom Américo uniu a cidade em uma corrente de oração pela sua vida. Infelizmente, essa batalha Osvaldão não conseguiu vencer. Porém, o artista deixou um legado para ser seguido. Um legado de alegria, carisma, amizade e paixão pela vida.


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@priscylabezerra

INSPIRAÇÃO

DIA DOS NAMORADOS MARIA FILÓ

Com tudo que estamos vivendo, este ano decidi que o Dia dos Namorados seria diferente. Escolher o presente de forma consciente, sem exageros também estava na minha listinha, e não poderia ter sido melhor! Um vestido leve, elegante e colorido da Maria Filó que está trabalhando com uma equipe engajada um “delivery especial”. Amei ! Inspiração pra você que busca presentear sua namorada, esposa ou até se presentear (por que não ?!) com um presente inesquecível! Av. Pelinca 104, loja B - Campos dos Goytacazes Delivery - (22) 99702.0260 | 2734.8035 | Insta: @mfcampospelinca

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VAMOS COMBINAR?!

O melhor japa da cidade preparou algo especial para nós, fazer com que o nosso Dia dos Namorados seja inesquecível ! E o mais importante: em casa. Vamos combinar que não tem nada mais romântico que se organizar o quanto antes e surpreender quem você ama com um jantar @sushibeercampos.

TÁ NA MODA | sorriso de manhã

BELEZA

COCEIRA NA PELE APÓS O BANHO: ENTENDA PORQUE ISSO ACONTECE E COMO TRATAR

Você acabou de tomar um longo banho quente e não demorou muito para que a sua pele começasse a reclamar. Além da coceira inquietante, a região também ficou um tanto ressecada e com algumas placas vermelhas. Se essa situação se tornou corriqueira na sua rotina, não se preocupe! Existem alguns cuidados capazes de melhorar essa sensação desagradável na pele. Não é uma situação rara, e esse problema pode ocorrer pela falta de hidratação da pele. Esse ressecamento pode acontecer diante de diversos fatores, como banhos quentes e uso em excesso de sabonete, culminando com a “retirada” da camada de proteção; ou por uma condição natural decorrente de alterações hormonais da idade; ou por alguma doença de pele que cause ressecamento como atopia, hipotireoidismo e psoríase; ou ainda por uma condição chamada de urticária vibratória causada pela vibração da água na pele desencadeando prurido e urticária. Para evitar todos esses incômodos, o melhor mesmo é manter a barreira cutânea bem hidratada. Através da ingestão de água, uso de hidratantes, diminuição da perda de água com óleos e evitar o uso em excesso Paula Marsicano de sabonetes diretamente na pele. Dê preferência aos produtos com ativos prebióticos e outros componentes que auxiliam a hidratação Dermatologia Integrada como o ácido hialurônico e a água termal. Hoje em dia, existem vários produtos que podem ajudar - e muito - no tratamento do prurido Rua Voluntários da Pátria 500 sala 108 na pele. Durante o banho, é importante usar loções de limpeza hidratantes, porque além de evitarem a perda da barreira cutânea, ainda a Ed. Platinum Tel: 22 3026-1819 @paulamarsicano deixam hidratada. Para o pós-banho, é importante sempre usar um hidratante!

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VIAsaúde


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26 DE ABRIL A 02 DE MAIO DE 2020

GENTE BACANA C

PIQUE EM CASA

omo é manter o pique e não deixar a "bola" cair, na ordem do fique em casa? Então essa galera se vira nos trinta, sessenta ou em quantos minutos forem necessários para manter a mente e o corpo sãos.

JÚLIA NEVES, Fisioterapeuta, coordenadora da Fisioclínica e meia maratonista.

DOUGLAS MULINARI, acadêmico de Educação

Física e atleta campeão de Fisiculturismo.

Com a pandemia do novo coronavírus, tive que me adaptar em quase tudo o que faço por ocasião do isolamento social. Como acadêmico em educação física, todas as minhas aulas acabaram sendo adaptadas para o modelo EAD. Como praticante de musculação, sinto falta das academias abertas para os treinos de musculação com pesos livres. Minha rotina de TFM (Treinamento Físico Militar), foi alterada para atividades mais moderadas e permitido apenas que fossem realizadas até o máximo na companhia de um militar no máximo. Hoje realizo alguns exercícios em casa com a utilização de elástico com objetivo de manter o corpo ativo e saudável sem priorizar a estética, pois agora, o momento é de cuidar da saúde.

Acordo todos os dias no horário de 6 da manhã, coloco minha roupa de ginástica sem pensar. O hábito e a disciplina são meus maiores aliados. Vou alternando entre exercícios funcionais em casa, faço Spinning em casa acompanhando as lives (que são muito motivadoras), uso muito o canal do YouTube e faço vários treinos somente com o peso do corpo (não tenho material nenhum em casa, somente uma bicicleta de Spinning) faço sempre com o nível de dificuldade máximo que consigo. Como moro em condomínio, posso correr dentro dele. Faço isso pelo menos 3 vezes por semana. Sábado é o dia que corro mais. Vou me desafiar a correr 10km dentro do condomínio. Não é fácil, precisa ter disciplina e força de vontade. Mas superar meus limites me mantém VIVA.

GISELE CRUZ BARCELOS , esportista que ama ginástica e natureza. Com muito esforço eu tento conciliar a minha vida de dona de casa, com marido e filhos, ao meu amor pelo esporte. Estou dando conta, fazendo também nossa alimentação, que procuro colocar a mais saudável possível. Faço exercícios em casa diariamente, utilizando pesos e móveis da casa para executar os movimentos. Qualquer cadeira ou móvel da casa me servem como aparelho. Depois me refresco com um mergulho na piscina, vou cuidar das minhas plantas, porque amo esse contato com a natureza e viver cercada de verde. E lá vou eu para meu banho de sol, que não vivo sem. Muitos ficam intrigados com a minha cor morena verão até fora da temporada. Tenho muita fé que tudo isso vai passar, mas por enquanto é o que temos para fazer.

Estamos em um momento de cuidados e reflexão, por isso, é de suma importância que nos cuidemos para que possamos vencer este mal invisível.

ALLIF BARRETO, atleta campista Tricampeão Brasileiro de Taekwondo Está muito difícil essa quarentena, mas como sou atleta tenho que estar pronto para adversidades que vem pelo caminho. Tenho treinado de segunda a sexta em casa, média de 1 hora por dia, treinos de taekwondo e exercícios funcionais em busca de manter o corpo condicionado e ativo, está difícil mas minha parte tenho feito. E essa pandemia mexe muito com a cabeça, então devemos nos exercitar para manter o equilíbrio entre mente e corpo saudável.

FELIPE NASCIMENTO

LUCAS CHAGAS, campista jogador do Vasco da Gama.

Campeão Mundial de Futevôlei, Bicampeão Brasileiro, Bicampeão World Stars Italia, Tricampeão Mikasa Open, 4 vezes campeão Carioca, Bicampeão Paulista

Na minha quarentena eu procuro treinar todos os dias, e não é por estar em Campos de quarentena que a minha disciplina tenha mudado, um dia a dia comum no clube de futebol. Procuro estar treinando todos os dias, de segunda a domingo, em casa e também em campo, num clube local, para manter o condicionamento físico em dia. Eu atuo só com meu pai, sem aglomeração, que evito. Em casa eu também ajudo meus pais em alguns compromissos domésticos, num apoio familiar, como tem que ser. Enfim é isso mesmo, casa, treino, tv e cama.

"CINQUENTENA" Em meio a pandemia, lockdown, quarentena e tudo mais que afeta o ser humano no planeta neste momento, a "cinquentena" pelos 50 anos, Margarete Bueno, que aniversariou esta semana, arranjou força e astral para comemorar posando para o fotografo Binho Dutra. Numa ação exemplar de autoestima e vaidade, ela realizou seu sonho de ser fotografada profissionalmente, com direito a toda produção de roupas e maquiagem, feitas pelo amigo fotógrafo que a presenteou com as imagens. O seu jeito de ser, sempre positiva e animada, alegre junto a família e amigos, serve de incentivo nestes tempos difíceis e meio nublados, que ela colore com seu sorriso para a vida.

Nesse período de quarentena, eu tenho pensado bastante na minha vida, são dias estranhos mas que tenho tirado uma lição incrível, lição de ter que ficar mais perto da minha família. Estou dando valor as coisas mínimas, a momentos simples mas que ficarão marcados em minha história. Esse momento de pandemia tem me ensinado que não precisamos estar expostos para crescermos, podemos sim crescer dentro de casa, crescer em conhecimento, crescer em respeito, crescer em carinho com nossos familiares. Os meus treinos, no momento, têm sido no improviso por não ter previsão de volta das competições, mas seguimos firmes pois não podemos deixar esse momento ruim nos parar por dentro, logo isso passará e será mais uma história para contarmos para outras gerações. Tenho treinado, meus treinos são terça, quarta e quinta. Sou privilegiado pois tenho a minha própria quadra dentro de casa, então consigo me manter firme nos treinos com meu irmão Renan, que é o meu parceiro de competição, só não estamos treinando na academia com nosso preparador físico, pois as academias estão com portas fechadas.”


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31 DE MAIO A 06 DE JUNHO DE 2020 “Dom Américo, seu nome já traduz a divindade. Dom, palavra que significa presente, graça. Um grande artista que será lembrado eternamente. Deus te abençoe infinitamente meu grande e precioso amigo. O coro dos anjos recebeu uma belíssima voz para juntos cantarem louvores a Deus.” Alex Caetano

Dom com o filho Apollo companheiro de estrada e palco

Arte no palco: Dom Americo com Jony William Villela

Seu lado criança com o personagem Pateta Dom também era super Batman

candinhovasconcellos@gmail.com

Reviver... Reviver Vamos homenagear esse garoto que nasceu com 6,5 kg, parto normal, em 18 de fevereiro de 1951, recebendo o nome Osvaldo Américo em homenagem a Dr. Osvaldo Póvoa e Dr. Carlos Américo que o ajudaram a vir ao mundo. Esse menino cresceu e foi estudar no Colégio Agrícola, onde, mais tarde, se dedicou durante 20 anos ao seu corpo docente. O início da sua carreira artística se dá lá nos anos 60. Com certa dificuldade para sobreviver da música, aceita o convite para ser gerente e paisagista do Cemitério Campos da Paz em 1976. Mas, a música corria junto ao sangue em suas veias e nela ele encontrava seu chão, o ar que respirava, suas inspirações, o amor pela vida, a paixão pela melodia romântica e, através dessa arte, levou alegria e recebeu calorosos aplausos dos tantos fãs espalhados por aí. Aqui na terra foi coroado. Agora, certamente, será coroado por toda a eternidade. Sim Dom, você é merecedor de todas as homenagens. Sua dedicação nesses 53 anos de carreira à arte, você cantou e encantou com sua voz aveludada, única. Em tom grave ou agudo, reviveu por incontáveis vezes grandes sucessos de Frank Sinatra, Gloria Gaynor, Tim Maia, ... animando salões por várias gerações e cidades. Um Dom emocionado ao cantar Ave Maria. Um Dom das Américas. Um Dom da vida. Vá Dom, se prepare para o show mais importante da sua carreira. Nosso Deus e nossa Mãe Maria querem te ouvir. Junte-se aos coro dos anjos e cante. Aqui arrisco em dizer que você deverá abrir o seu espetáculo com uma das músicas mais lindas e sublimes da dupla, Roberto Carlos e Erasmo. Emoções! “Quando eu estou aqui/ Eu vivo esse momento lindo/ Olhando pra você/ E as mesmas emoções sentindo/”... Descanse em paz.

É Natal! Maria Miranda com a filha Bernadete e a neta Carla aplaudindo Dom Americo

“O que falar de você, amigo Dom! Inspiração! Nos últimos 7 anos vivemos grandes momentos nos Amigos do Rim que ficará eternizados em nossos corações. Quantas emoções compartilhadas em prol daqueles que sem conhecer se doou e abençoou com sua voz. E, por ironia do destino, você foi um deles anos depois. Lutou bravamente e nos deixou um legado que será inesquecível. Saudades eternas. Associação Amigos do Rim – Greice Vasconcelos amiga e (presidente)

Prefeito Rafael Diniz prestigiando Dom Pausa para o lanche: Magali Arêas, Vaninha Cruz e Regina Freitas

“ Dom Américo me estimulou a cantar. Nossos ensaios aconteciam sempre as quartas-feiras e partilhávamos alegrias e tristezas. Dom foi muito presente em minha vida! Certa vez disseme que queria ser inesquecível. Como não ser? A saudade bate forte dentro de mim.” Rosinha Garotinho

Carnaval em Quissamor: Dom recebe no Trio “Dilma Rousseff” (Apollo)

“Quando decidimos nos casar, não tivemos dúvidas de que a música seria comandada por Dom Américo. Já no primeiro contato nos encantamos com sua simplicidade e simpatia. Tivemos algumas reuniões, dentre elas, para escolha do repertório. Conversamos sobre vários assuntos e saímos ainda mais encantados. Depois da festa mantivemos contato, sempre cordiais e com palavras de carinho e desejo de felicidade. Perdemos uma pessoa incrível, iluminada, única. Com amor, noivos de 2019.”

Com a prefeita Carla Machado

Manuella e Milton Baptista Filho O patriota Dom Americo

Irreverente: Dom incorpora a Mulher Maravilha

Dom com uma fã pra lá de especial. Registrava toda sua carreira: Valeria Borges

O Super Dom Americo

“Temos muitas histórias. Dom frequentava minha casa e tinha um amor especial pela nossa filha Maria, a ‘neta’ dele. Falava para todos que tinha uma festa contratada para 2023 quando Maria irá completar seus 15 anos. Um pedido pelo por ela aos 7 anos. Quando começamos a tocar a padaria Moka resolvemos fazer Happy Hour e Dom prontamente se colocou a disposição para nos ajudar. Era um sucesso! Seus fãs lá iam prestigiar e se alegrar cantando juntos sucessos por ele interpretado. No final de cada apresentação ela tocava uma salsa e convidava as funcionárias ‘Moketes’ para dançar. Era um momento de muita alegria e descontração. Ele sabia que a nossa casa era extensão da sua. São muitas as histórias que ficarão eternizadas em nossos corações. Kissila e Noberto Albuquerque

Fevereiro de 2016 em São João da Barra

Cafezinho na Moka: Yolanda Siqueira e Dom. É Natal!


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@lauracoutinhos

@ingridcoutinhor

Mood quarentena

Letícia Nunes comanda o "Reunião de Pauta"

Oi gente! Aqui estamos nós... Saudade de escrever e compartilhar mais nossos dias com vocês, mas seguimos em casa pedindo para que isso passe logo! Sem muitas novidades, hoje queria compartilhar com vocês algo de bom que estamos fazendo na quarentena para o tempo passar: Leiturinhas! Sempre amei ler e Print dos anos 70 que incentivo a Laura também! voltou com força total e vem Ela tem amiguinhos que estão fazendo o mesmo em suas casas, então fica aqui ENERGIA | manhã longa e os registros desses pequenos em seus momentos Leiturinha na quarentena. conquistando cada vez mais AMPLO | Chique de Doer

Carlinhos Palmeira

cores vibrantes CHIQUE | Das passarelas para as Ruas

adeptas, veio foi pra FICAR

O que eu tenho lido

Vou deixar uma dica para as mamães, os livros que tenho conseguido ler na quarentena são os de Martha Medeiros, escritora que sou super fã. Amo os livros dela! Vou indicar esse Laura Coutinho que terminei há pouco e curti muito. Sobre o livro “Montanharussa”, deixo aqui um trecho e espero que desperte a vontade em vocês de lê-lo também. "Ser feliz para sempre é o final que todos nós sonhamos para nossa história pessoal. [...] Ninguém sabe direito o que é felicidade, mas, definitivamente, não é acomodação. Acomodar-se é o mesmo que fazer uma longa viagem no piloto automático. Ocinei Trindade e Girlane Rodrigues no "Especial Terceira Via"Muito seguro, mas que aborrecimento. É preciso um pouquinho de turbulência para a gente acordar e sentir alguma coisa, nem que seja medo. [...]" Antônio C oncebida

Gabriela Oliveira

Murillo Salles


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