NÚMERO 22
CAMPOS DOS GOYTACAZES, RIO DE JANEIRO • DOMINGO, 12 DE FEVEREIRO DE 2017
Campistas ainda sofrem com a falta de ônibus
Club Terceira Via
Atrasos, irregularidades, clandestinidade e falta de estrutura
Abrindo
Crise na PM leva famílias a cercar o batalhão em Campos, mas PM permanece nas ruas em uma semana onde até escolas decidiram suspender aulas
todas as alas
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Em entrevista, o economista Ranulfo Vidigal afirma que Campos é uma cidade rica e que exportou dinheiro na última década, alertando que é hora de fazer mais com menos.
CAPA
Yes, nós temos Nelcimar Pires fazendo sucesso nos carnavais de todo o Brasil e também no exterior.
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Na volta às aulas o alerta dos especialistas sobre o peso, não do conhecimento, mas da mochila que os estudantes carregam, que podem causar danos irreversíveis à coluna. PÁGINA 10
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Política
DOMINGO, 12 DE FEVEREIRO DE 2017
Enredo dos blocos políticos
Muitos cordões nos bastidores do Legislativo cheios de agremiações com desfile de projetos que o povo irá julgar A Câmara de Campos retoma suas sessões na terça-feira (14), mas para, novamente, como todo o resto do país, no feriado de Carnaval. Embora o município não vá ter programação oficial, a Casa de Leis, parcialmente renovada nas eleições de outubro e ainda na ressaca da folia do Cheque Cidadão, servirá, a partir de seu primeiro encontro em 2017 e mesmo após a festa de
Momo, como passarela para os diversos blocos que hoje abriga. Acostumados a se dividirem, nos últimos oito anos, entre situação, oposição e independentes, os vereadores viram novos grupos chegarem e velhos se fragmentarem com decisões da Justiça. Hoje, o sambódromo da Câmara abriga as concentrações dos seguintes blocos:
VOU QUE NÃO. R GAR O NÃO . O NÃO TINHO DE NÃO IXA
SÃO COMIS DE TE FREN
Os vereadores que antes eram de oposição e agora compõem a situação formam o “Comissão de Frente”. O bloco é formado por aliados de primeira hora do prefeito Rafael Diniz (PPS), como o presidente da Câmara Marcão (Rede) e os vereadores Fred Machado (PPS) e José Carlos (PSDC). Tem, ainda, Genásio (PSC) e os antigos aliados de Rosinha Abdu Neme (PR) e Álvaro César (PRTB), que também são parte do “Casaca Virei”. O “Comissão de Frente” é vizinho do bloco “Voto de Confiança”, junto do qual acaba desfilando na maioria das vezes.
TÔ, NUM TÔ
Antiga situação e atual oposição, o bloco “Vou Não. Quero Não. Garotinho Não Deixa Não” foi desbaratado depois que os Bate-Bolas da Justiça Eleitoral resolveram dar um susto nos 11 vereadores governistas suspeitos de participação na Folia do Cheque Cidadão. Afastados da brincadeira, montaram outro bloco, o “Comprei, mas não levei”, e foram brincar seu Carnaval sozinhos. Com a debandada dos remanescentes Abdu Neme e Álvaro César para o “Comissão de Frente”, o bloco “Vou Não. Quero Não. Garotinho Não Deixa Não” foi substituído pelo “Tô, num tô”.
COMPREI, MAS NÃO LEVEI Abriga os suspeitos de brincarem a folia do Cheque Cidadão, que tinha, segundo investigações do Ministério Público Eleitoral (MPE) e da Polícia Federal (PF), inscrições trocadas por votos e já levou 11 vereadores eleitos e reeleitos à cassação. Cecília Ribeiro Gomes (PT do B), Jorge Magal (PSD), Jorge Rangel (PTB), Kellinho (PR), Linda Mara Silva (PTC), Miguelito (PSL), Ozeias (PSDB), Roberto Pinto (PTC), Thiago Ferrugem (PR), Thiago Virgílio (PTC) e Vinicius Madureira (PRP) compõem o “Comprei, mas não levei”, segundo a Justiça, fundado sob as bênçãos do Rei Momo da Lapa. Como eles se reúnem em um Carnaval particular, não serão vistos pela Câmara, pelo menos por enquanto.
O bloco “Tô, Num Tô” chegou à Câmara pela porta dos fundos e pode deixar o folguedo a qualquer momento, já que, formado por suplentes, sua existência depende das decisões da Justiça Eleitoral em relação ao bloco “Vou Não. Quero Não. Garotinho Não Deixa Não”. É formado por Alvaro Oliveira (SD), Cabo Alonsimar (PTC), Carlos Alberto do Canaã (PTC), Geraldinho de Santa Cruz (PSDB) e Joílza Rangel (PSD), que herdaram o papel de opositores e respondem ao Momo da Lapa. Somente Neném (PTB) brinca o Carnaval com o “Comissão de Frente”, mas ele também faz parte do bloco “Casaca Virei”, pois foi vereador fiel a Garotinho durante grande parte do Governo Rosinha.
CA SA EI CA VIR O bloco “Casaca Virei” reúne aqueles vereadores que deixaram um grupo político por outro. Seus membros — Abdu Neme, Neném, Igor Pereira e Álvaro César — podem ser encontrados, hoje, na concentração do bloco “Comissão de Frente”.
VO CO TO D NF IAN E ÇA
BANDEIRA [ BRANCA, AMOR
O bloco dos independentes praticamente acabou depois das eleições de outubro. Hoje, o Pastor Vanderly Mello, que também desfila pelo bloco “Voto de Confiança”, brinca sozinho por aqui. Só para não deixar a tradição morrer.
O bloco “Voto de Confiança” é formado por aqueles vereadores eleitos para seu primeiro mandato: Claudio Andrade (PSDC), Enock Amaral (PHS), Marcelo Perfil (PHS), Silvinho Martins (PRP), Jorginho Virgílio (PRP), Abu (PPS), Igor Pereira (PSB) e Pastor Vanderly Mello (PRB). A maior parte deles desfila junto com o bloco “Comissão de Frente”, inclusive Igor Pereira, que se elegeu com apoio de Caio Vianna e Gil Vianna e também integra o “Casaca Virei”. Já o Pastor Vanderly divide seu tempo com o Carnaval de um homem só do bloco “Bandeira Branca, Amor”.
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DOMINGO, 12 DE FEVEREIRO DE 2017
Região
Um tombo de R$ 2 bilhões
Advogado dos donos das terras em Cajueiro diz que desapropriações foram armadas pelo ex-governador Cabral e Eike Batista Ulli Marques Com a prisão do empresário Eike Batista, os olhos da mídia nacional voltaram-se novamente para o “polêmico” Complexo Portuário do Açu, em São João da Barra, e, consequentemente, para as famílias que tiveram suas terras desapropriadas pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin-RJ), órgão de capital misto e ligado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Além da reportagem especial publicada na última edição de O Jornal Terceira Via, outros veículos de imprensa repercutiram o assunto e trouxeram à tona algumas questões, até então, obscuras. O advogado Antônio Maurício Costa, autor de uma ação popular contra o Governo do Estado, a LLX (empresa de Eike que geria o Porto) e a Prumo Logística Global S.A. (atual gestora), denunciou que o ex-bilionário e o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, “deram um prejuízo de mais de R$ 2 bilhões” nas desapropriações no 5º Distrito de SJB. A realidade é que, para muitos, essa informação muda tudo, mas para quem sentiu na pele a dor de perder seus bens, “não é lá uma novidade”. O mesmo vale para aqueles que, de diversas formas, tentaram embargar o projeto desde a sua concepção. Segundo o advogado, a origem desse “prejuízo” é que Eike Batista, junto ao Governo do Estado, não teriam pago as indenizações de acordo com a avaliação dos peritos judiciais. Isto é, o metro quadrado das terras foi avaliado em aproximadamente R$ 25/R$ 30, mas a quantia paga teria sido de cerca de R$ 0,25/m². Isso significa que o empresário deveria pagar muito mais do que os R$ 37 milhões previstos no contrato pelos 75km desapropriados — embora só tenha sido quitado R$ 5 milhões desse valor. A “fraude”, de acordo Antônio Maurício Costa, aconteceu por meio de uma súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) “que dá ao expropriante a possibilidade de depositar o que ele acha que deve por meio de um laudo fabricado por ele mesmo”, disse o advogado, que acrescentou: “A LLX e a Prumo incorporaram aos seus ativos essa área de terra como se fossem delas. Mas essas terras nunca foram pagas de fato”. Agora, corre em segredo de Justiça a ação proposta pelo advogado pedindo a devolução das terras aos produtores e o pagamento integral da indenização. Além disso, o valor pago aos produtores rurais também não correspondia ao valor do aluguel cobrado pela empresa do Eike Batista pela mesma área, aliás, o aluguel custaria o triplo da quantia embolsada pelos ruralistas, de acordo com números divulgados pela própria LLX a respeito dos contratos com as empresas de apoio offshore e siderúrgicas — para uma área de 730 mil m², a LLX recebia cerca de R$ 6 pelo metro quatro por mês. Ministério Público e Processos Judiciais Esta semana, o Ministério Público Federal (MPF) recebeu inquérito da Polícia Federal e aceitou denúncia contra Eike Batista, o ex-governador Sérgio Cabral e mais sete pessoas, por corrupção e lavagem de dinheiro. A denúncia é resultado das operações Eficiência e Calicute, desdobramento da Operação Lava Jato no Rio, que já prendeu mais de 12 pessoas, entre familiares e ex-assessores ligados à Cabral. Em resposta à equipe de reportagem de O Jornal Terceira Via, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que, em relação ao empreendimento Porto do Açu, foram propostas três ações judiciais, além de terem sido instaurados diversos inquéritos civis para apurar eventuais danos ambientais. As ações são: uma Ação Civil Pública proposta em face do Estado do Rio de Janeiro, Instituto Estadual do Ambiente (INEA), Ternium Brasil S/A e Siderúrgica Norte Fluminense S.A., processada pela 1ª Vara da Comarca de São João da Barra, no bojo da qual foi firmado TAC (já homologado pelo Poder Judiciário); outra Ação Civil Pública, já em baixa, proposta em face da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEEMA) e da MPC - Mineração, Pesquisa e Comércio LTDA, processada pela 2ª Vara da Comarca de São João da Barra, no bojo da qual também foi firmado TAC, já homologado pelo Poder Judiciário; e uma Ação Penal (por crime contra a administração ambiental no processo de licenciamento da siderúrgica Ternium S/A, no Complexo Industrial do Açu), que está sendo processada pela 38ª Vara Criminal da
Personagem da Injustiça Se aqueles que foram ressarcidos não receberam a quantia justa, a situação é ainda mais complicada para 70% das 700 famílias que tiveram suas terras tomadas pela Codin e que garantem não ter embolsado sequer um centavo das indenizações prometidas durante o processo de desapropriação, que ocorreu entre 2009 e 2013. Inclusive esses produtores rurais afirmam ainda pagar os impostos anualmente pelas propriedades tomadas pelo Estado e até hoje passam por necessidades financeiras, enquanto vivem “de favor” na casa de amigos e parentes aguardando a promessa do ressarcimento. Já aqueles que foram reassentados na Fazenda Palacete, situada na localidade de Água Preta, também não teriam recebido a escritura desses terrenos que, segundo a Associação de Proprietários Rurais e de Imóveis de São João da Barra (Asprim), oficialmente ainda pertencem ao Grupo Othon. São esses produtores e ruralistas os personagens desse enredo que há muito tempo vem “dando o que falar” e, agora, mais do que nunca. “Em 1988 eu comprei, legalmente e com muito esforço, dois alqueires de terra, onde construí minha casa e iniciei uma farta plantação de maxixe, quiabo e eucalipto para garantir a renda da família. De um dia para o outro, às 6h da manhã, bateram na minha porta, tombaram a casa com todos os móveis dentro, inclusive um dinheiro que eu tinha guardado; levaram meu carro; meu motor de irrigação; soltaram meu gado e, após sete minutos de resistência, me prenderam e condenaram por desacato à autoridade. Eu, homem trabalhador, tive que responder na Justiça porque não saí com o ‘rabinho entre as pernas’, como eles queriam. Me chamaram de ‘rebelde’, mas eu deixei claro que eu só sairia da minha terra morto ou algemado: como não poderiam me matar, decidiram me prender. Já se passaram cinco anos, mas essa história me revolta até hoje”, contou Juarez Alves da Silva, que afirma não ter recebido “um centavo” pelo que perdeu em 2012. Capital. A movimentação processual dessas três ações podem ser acompanhada no site do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Quanto às desapropriações em São João da Barra, o MPRJ afirmou que “atua como fiscal da Lei, tendo atribuição para analisar os aspectos legais e formais dos procedimentos”. No entanto, o órgão garantiu que “não há, no presente momento, nenhum procedimento com vista aberta ao MPRJ” e que “todos estão com o Poder Judiciário”. Sobre as controvérsias em torno do valor das indenizações, o MPRJ se limitou a dizer que “tem opinado pela aplicação do valor de avaliação de mercado, tendo por base perícia técnica elaborada pelo Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE)”. Fiscalização Antes mesmo de Cabral e Eike serem investigados, foram conduzidas inúmeras audiências públicas para discutir a questão das desapropriações desde que o projeto foi iniciado. Em 2013, foi criada a “Comissão especial do Porto do Açu”, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e presidida pelo ex-deputado Roberto Henriques para apurar as consequências econômicas do projeto. No mesmo ano, a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania (CDHU/Alerj) tratou das denúncias relacionadas às violações dos direitos humanos e violência praticada contra os moradores do 5º Distrito de SJB. No início neste mês, o deputado estadual Bruno Dauaire (PR) também protocolou o pedido para a implantação de uma CPI a fim de apurar o processo das desapropriações em SJB.
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Especial
Passageiros do caos Uma gama de problemas transforma o transporte público de Campos em um verdadeiro inferno e a solução pede passagem Patricia Barreto Apesar de pagar uma tarifa “simbólica”, os usuários do transporte coletivo de Campos enfrentam inúmeros problemas há anos. Com a licitação do transporte público, em 2014, a população campista achou que todos os problemas do setor estariam resolvidos. O passageiro continua pagando R$ 1 pela passagem, porém a lista de reclamações dos usuários inclui a insatisfação com a qualidade, o descumprimento de horários, a insegurança, o desconforto e o insuficiente número de ônibus. No final das contas, o que salva a locomoção do campista é o transporte alternativo que custa o dobro da passagem social. Porém, oferece agilidade e frota suficiente para atender à população. Desde 2015, os rodoviários não sabem o que é receber em dia. Os empresários alegam que a prefeitura não repassa a verba do Campos Cidadão em tempo hábil para que o pagamento dos funcionários seja pago até o 5º dia útil. Dessa forma, motoristas e cobradores paralisam as atividades rotineiramente como forma de protesto à falta de pagamento. E quem fica a pé, literalmente, é o passageiro. Entre as reclamações dos usuários do transporte coletivo, longos períodos de espera pelo ônibus e veículos com excesso de passageiros ganham em disparada. A Associação Nacional de Transporte Públicos (ANTP) não estabelece um número ideal de ônibus para cada determinado número de habitantes. O quantitativo da frota dependerá de um conjunto de fatores, como a quantidade de passageiros, onde eles estão localizados, a que horas o sistema precisa atender mais pessoas, quantos semáforos por quilômetro existem e qual é a frequência desejada de passagem nos pontos. Além disso, a velocidade operacional dos ônibus interfere diretamente no número de viagens. O problema é que o tempo gasto pelo ônibus é o dobro do tempo gasto por um carro, por exemplo, no mesmo percurso, explica o professor universitário e doutor em Engenharia de Transportes, Douglas Barreiro. “Na Avenida 28 de Março, às 18h, a velocidade dos ônibus não chega a 20 km/h, e o ideal é que essa velocidade fique entre 30 e 40 km/h. Se isso acontecesse, o sistema de transporte coletivo seria atrativo e proporcionaria à migração do transporte individual para o transporte coletivo”, destaca. “Os ônibus parecem que não têm um horário definido e temos que ficar no ponto esperando horas. Quando (o ônibus) finalmente chega, já há centenas de pessoas esperando. As empresas deveriam colocar mais ônibus nas linhas, porque a gente sai do trabalho cansado e ainda tem que enfrentar a superlotação dos coletivos”, sugere a vendedora Daiana Gomes. Ela mora no Jardim Carioca e trabalha em uma loja do Centro. “Se você olhar um ônibus pelo lado de fora, a impressão é que as pessoas são verdadeiras sardinhas enlatadas”, compara Marcos Correia, morador de Goitacazes. Ele, assim como a maioria dos usuários, acha um absurdo o serviço de má qualidade que é oferecido pelas empresas de Campos. Outro usuário descontente com o transporte coletivo é o deficiente físico Damião Ribeiro. “Eu tenho gratuidade nos ônibus. Já nas vans, não tenho. Para economizar, aguardo pelos coletivos. Mas, normalmente, eles vêm superlotados. Além disso, quem está sentado não cede mais o lugar para deficientes ou idosos. A realidade do transporte de Campos é desanimadora”, avalia Damião que mora em Ponta da Lama. Licitação Em maio de 2014, a Prefeitura de Campos promoveu uma licitação para o processo de concessão da exploração e da prestação do serviço de transporte coletivo de passageiros do município, onde três consórcios saíram vencedores. Os valores definidos ficaram entre R$ 2,75 e R$ 2,65. A diferença é paga às empresas pela prefeitura, como acontece desde a implantação do Programa Campos Cidadão, em 2009. No entanto, a crise no setor foi além dos passageiros e alcançou as empresas vencedoras do processo, homologado em outubro de 2014. O serviço de transporte coletivo da cidade é feito por sete empresas divididas em três consórcios: Planície, União e Rogil. Oficialmente a informação é de que a frota disponibilizada para atender a população é de 293 ônibus. O processo licitatório previa 383 ônibus em circulação até janeiro de 2016. Portanto, são menos 90 coletivos à disposição da população. De acordo com o presidente do Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT), Renato Siqueira, a idade média da frota é de 5,8 anos. 78% da frota tem acessibilidade e somente 10% dispõe de ar-condicionado. Segundo o despachante de uma empresa de ônibus – que teve a identidade preservada – a realidade é completamente oposta à apresentada pelo presidente do IMTT. “Os ônibus são velhos e muito rodados. O que as empresas fazem é dar uma ‘repaginada’, como nova
pintura e um bom serviço de lanternagem. A maioria (dos ônibus) tem acessibilidade. Porém, os funcionários desconhecem o uso. Ou, ainda, o equipamento não funciona. E quanto ao ar-condicionado, somente uma empresa tem alguns ônibus com esse conforto. Ainda assim, é uma linha que leva a um shopping da cidade. Ou seja, privilegia uma parte dos usuários”. Transporte alternativo é o que “salva” os passageiros Em janeiro de 2011, a então Empresa Municipal de Transportes (Emut), hoje, IMTT, liberou as autorizações provisórias aos pretensos permissionários de Serviço de Transporte Alternativo no Município (Setamp). Na época, 260 veículos obtiveram autorização para circular, de acordo, com a qualidade e capacidade dos carros. Os permissionários possuem pontos fixos e oficiais. As permissões para os proprietários têm validade de cinco anos, renováveis por mais cinco. O presidente do IMTT classifica o transporte alternativo como “de caráter complementar”. “Ônibus têm as suas vantagens. Rotas e categorias de usuários que estes (ônibus) atendem, sobretudo as localidades mais distantes de Campos, como Deserto, Batatal e Opinião, onde o alternativo (transporte complementar) não vai. Há de se destacar também, o atendimento da gratuidade observada nos ônibus” Atualmente, além das vans, os passageiros contam com os “carrinhos”: veículos de passeio que também transportam passageiros. Esta categoria ainda busca a legalização do serviço. O motorista Fábio Crespo disse que a categoria espera a compreensão das autoridades, uma vez que as lotadas também têm colaborado com o transporte público da cidade. Terminal Rodoviário Urbano Luiz Carlos Prestes Segundo o professor universitário e doutor em Engenharia de Transportes, Douglas Barreiro, o terminal deveria ser um local de embarque somente. Além de oferecer apoio aos usuários do transporte coletivo, motoristas e cobradores. Mas, a realidade é outra. Os banheiros são sujos, com paredes pichadas, sem portas, sem iluminação e fétidos. Os bebedouros não funcionam e ambulantes disputam espaço com os passageiros. De acordo com o presidente do IMTT, há o propósito de desmobilizar o terminal Luiz Carlos Prestes, em razão de sua estrutura pouco adequada para o atendimento das necessidades do transporte coletivo e, em especial, as dos cidadãos. “A possibilidade de concretizar este projeto, caminhará com o amadurecimento dos debates que incluirão o Plano de Mobilidade Urbana (PLMU), onde será planejada esta ação, não necessariamente depois da elaboração do PLMU, entendendo que primeiro há de ser desenvolvido o projeto executivo com todos os parâmetros para a sua execução”.
Terminal Luiz Carlos Prestes sem estrutura para passageiros e rodoviários
Espera angustiante intervalo no horário dos coletivos lidera reclamações
Pontos de ônibus lotados cena corriqueira no cotidiano do campista
Nely Tavares – moradora de Tocos “Os maiores problemas são a lotação dos ônibus e dos poucos veículos em horário de pico disponível para os usuários. É impossível entrar no ônibus no horário dos estudantes. Temos que esperar outro coletivo que demora demais, e ainda assim, vamos ‘embalados a vácuo’ de tanta gente”.
Marcos Correia – morador de Goitacazes “Trabalho aqui no ponto de ônibus há dois meses e, nesse tempo, pude observar o sofrimento de quem depende do transporte público. São horas de espera por um ônibus. São cinco vans para cada um ônibus”.
Damião Ribeiro – morador de Saturnino Braga “Sou deficiente físico e tenho gratuidade no transporte coletivo. Mas, de que adianta a gratuidade, se não tem ônibus? Na van, eu pago passagem. Não tem essa de isenção, não. Se tiver um compromisso no Centro, tenho que sair de casa com horas de antecedência”.
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Opinião
DOMINGO, 12 DE FEVEREIRO DE 2017
Editorial Conduzir Campos para a rumo certo na Saúde, na Educação, e também no Transporte é um desafio de primeiro momento do novo governo municipal, mas que vem de outros momentos acumulados. Não só o trânsito, mas os usuários do sistema de transporte coletivo estão engarrafados. Levam em média, em muitos casos, par de horas esperando um ônibus. Acabam socorridos pela teia da ilegalidade, as chamadas lotadas, com carros aos pedaços, um verdadeiro Uber de submundo, onde o usuário coloca sua segurança no curso do itinerário. Reportagem Especial desta edição mostra como os
Passageiros da agonia
problemas foram se estacionando no transporte coletivo, hoje sucateado, com horários irregulares, com os passageiros se assemelhando a sardinhas enlatadas, como se diz na gíria. Um terminal, em estado literalmente terminal na Beira-Rio, agoniza com a falta de ônibus. Os passageiros que só querem voltar para casa, rezam para não chover, caso contrário vão chegar atrasados e molhados. Não existem vagas nem para sentar e tem gente alugando cadeiras na fila de espera. Não se espera isso de uma cidade com mais de meio milhão de habitantes e que já contou com um trans-
porte público razoável. Parte deste problema e filhote de uma solução paliativa, que foi o preço artificial da passagem. Passagem barata em um lugar sem ônibus. Parte da cidade do Rio de Janeiro, que não é exemplo algum de eficiência no transporte público está discutindo a climatização dentro dos ônibus, o ar condicionado, que deixou de ser luxo para ser necessidade. A maioria dos ônibus do Rio conta com ar condicionado e o restante deverá contar até o final do ano. O Rio renova sua frota e descarta os coletivos velhos
Ambiental O Porto do Açu, a convite da secretaria de Meio Ambiente de São João Metade deve O brasileiro segue inadimplente. Uma pesquisa realizada pelo
Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que quase metade (46%) dos brasileiros atrasaram ou deixaram de pagar pelo menos uma conta em 2016. Apesar disso, o percentual é menor do que em 2015, quando 53% admitiram ter pago alguma conta depois do prazo. As contas mais comprometidas em 2016 foram: cartão de crédito (19%), conta de luz (17%) e internet (13%, com aumento de 4,0 pontos percentuais em relação a 2015).
da Barra, promove uma série de palestras sobre os projetos da área de Sustentabilidade voltadas para crianças e adolescentes, durante o período de verão. A ação é parte do projeto Férias Ambiental, que será até o dia 23 de fevereiro, no Espaço da Ciência, em Atafona. O objetivo dos encontros, que acontecem de terça a sexta-feira, é ensinar e conscientizar os participantes através da educação ambiental.
Impedidas Produtores tiveram cinco anos para entregar a documentação exigi-
da pela ANP. Agora, faltando apenas sete meses para encerrar o prazo final, as usinas podem ser obrigadas a paralisar suas operações. A questão é mais delicada porque, agora, na reta final, quando o interesse das usinas deveria estar crescendo, poucas unidades estão se regularizando. Nos últimos quatro meses, apenas duas usinas receberam a autorização
Os chineses 1 E agora, onde vão parar Adir e Ademir? Os dois trabalhadores brasilei-
ros que tiveram sucesso ao trabalhar na indústria nacional nas últimas décadas – citados pelo presidente da Petrobrás, Pedro Parente, em artigo recente, para “ilustrar” seus argumentos contra o conteúdo local – correm o risco de não verem seus exemplos replicados daqui em diante. É o que mostra a postura adotada pelo comandante da estatal, que agora decidiu ignorar a política de conteúdo local e pretende entregar um novo contrato para os chineses, mesmo sabendo que é obrigado a contratar 65% dos fornecimentos no Brasil. A decisão inclusive contrasta com a carta enviada por Parente aos funcionários da companhia nos últimos dias, quando disse: “Somos a favor de uma política de conteúdo local”.
Os Chineses 2 O caso é referente aos sistemas de ancoragem para as plataformas da Lobão na floresta O senador Edison Lobão (PMDB-MA), indicado por seu partido para
ser o novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante do Senado, é investigado em quatro inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Dois deles apuram a participação do parlamentar no esquema de corrupção instalado na Petrobras e desvendado pela Lava-Jato. Outros dois são desdobramentos da operação e investigam irregularidades na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Lobão já teve bem perto de Campos tentando investir em etanol.
cessão onerosa do pré-sal, para os campos concedidos pelo governo em 2010, quando houve uma troca de ações da estatal pelo direito dela de explorar até 5 bilhões de barris na região.
Gotas Uma antiga mina de grafite em São Fidélis pode voltar a ser reativada
com força. Existem poucas no Brasil como elas.
O sociólogo José Luís Viana da Cruz, articulista deste jornal, decidiu tirar um mês de férias. Foi para o México. É preciso regulamentar a presença de caçambas de entulhos em Campos. Elas não têm faixas refletivas e estão causando acidentes.
Desapropriações do Açu precisam ser anuladas Vitor Menezes Jornalista
As desapropriações das terras dos pequenos agricultores do Açu, que voltaram recentemente à pauta em razão da prisão de Eike Batista, foi uma das maiores brutalidades cometidas contra grandes coletividades na história recente da região. O foi principalmente pelo seu manto cínico de legalidade, com o uso da força estatal, com a conivência das elites econômicas e sob o discurso do progresso e do desenvolvimento. Tratou-se nitidamente de uma violência de classe. Não teria ocorrido se o Açu fosse um balneário de casarões luxuosos e se a área rural fosse de formada por sítios charmosos de final de semana. Houve o que houve porque as vítimas são produtores humildes, de culturas dispensáveis aos olhos da ganância externa, gente inútil para os grandes negócios. Casos assim colocam à prova as teses liberais que proclamam o respeito à propriedade e a livre iniciativa, que enaltecem o tal “empreendedorismo” - palavra
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pavorosa, por sinal -, que torcem o nariz para a intromissão do estado. O que eram os produtores do Açu se não proprietários empreendedores? E o que foram as desapropriações se não o uso da máquina estatal para proveito privado? E nem mesmo resta de pé o argumento de que as desapropriações eram necessárias à operação do porto, que opera hoje sem a necessidade daquelas áreas. Eram somente parte de uma retroárea cobiçada que serviria de condomínio industrial, que não poderia ser feito em outro local por exigência ambiental. O mais angustiante é que o aparato jurídico é de tal forma montado para acobertar esse tipo de violência contra os mais fracos, que desmontar toda essa ação criminosa por vias legais tem se mostrado uma opção quase inviável, ainda que das poucas que restam. Matéria da colega Ulli Marques aqui em O Jornal, no último domingo, mostrou algumas das milhares faces humanas dessa tragédia. Sua narrativa acaba por
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tentar redimir, ainda que tardiamente, um crime da imprensa local à época, que mais celebrou a chegada do porto do que retratou o drama dos moradores do Açu – até o fez, mas em menor ênfase do que o necessário. Se é real a propalada renovação no judiciário brasileiro, se são consistentes os fundamentos da imparcialidade, então que sejam anuladas todas as desapropriações e indenizadas as famílias. Seria o correto a fazer, o que repararia ao menos em parte o dano cometido. Não teria o poder de fazer retornar à vida os que foram levados pela violência do estado, aliado do poder econômico de então, mas ao menos sinalizaria que em algum momento a justiça chega. No mínimo, legaria um efeito pedagógico. Em meio a tudo isso, resta o alento de poder constatar a bravura daquele povo. Que gigante é uma dona Noêmia Magalhães, que resistente é um Rodrigo Gomes, entre tantos outros que enfrentam até hoje forças que pareciam inatingíveis. A eles é dedicado este artigo.
para cidades como Campos. Algo precisa ser feito urgentemente para inverter esse quadro, ou seremos uma cidade onde o transporte coletivo, aprimorado em todo mundo será um sonho distante. Todos os dias o número de “lotadas” aumenta assim como os riscos para os passageiros desta agonia. O governo municipal que acaba de assumir começa a radiografar o problema e identificar as fraturas. Se depara com um serviço essencial negligenciado, engessado, literalmente atrasado, fora do ponto, que parece não ter ponto final e que anda em ponto morto, ou melhor, de marcha-à-ré.
Política e praia
Claudio Andrade Vereador
O cantor e compositor Renato Russo (1960/1996) já dizia em um de seus poemas que quando se vê o mar existe algo que diz: a vida continua e se entregar é uma bobagem. Na política há sim dois caminhos a seguir e um deles é o que nos leva ao reconhecimento por estar fazendo o bem de forma concreta. Na última semana visitei -já tinha estado no local com o Prefeito Rafael Diniz- novamente no HGG (Hospital Geral de Guarus) para uma visita política e de averiguação das necessidades internas da unidade. Um dos setores, o de atendimento pediátrico, estava sem luz e os profissionais no escuro, iluminados apenas pela claridade emanada pelo aparelho que analisa exames e radiografias. Nesse momento pensei e me veio à mente a praia. Motivo: ela é ainda um dos locais mais democráticos do mundo e assim deve ser as unidades públicas de saúde. A praia recebe todos os dias pessoas de diferentes regiões, idiomas, classe social e de cor. Na praia o ato de mergulhar é democrático e só não se banha quem não quer. Assim deve ser uma repartição pública: uma praia. A falta de iluminação no setor do HGG faz com que a praia fique interditada ou limitada de forma privada somente para alguns banhistas e isso causa exclusão. Buscando resolver a questão a mim apresentada e sabedor das dificuldades encontradas pelo Prefeito Rafael Diniz, busquei, junto ao setor privado, a ajuda necessária para que o problema fosse solucionado de imediato, pois a praia e o banho de mar é direito de todos. Essa relação da praia com o acesso ao que é público é necessário para que possamos entender que por muitos anos os serviços públicos foram agrupados para atenderem um seleto grupo de necessitados e os demais, não menos desfavorecidos, ficaram à deriva por questões meramente políticas. Tínhamos pequenas praias particulares. Continuando a minha peregrinação por Guarus visitei umas das muitas UBS (Unidades Básicas de Saúde) e constatei problemas similares. As dificuldades lá encontradas também foram solucionadas em parte com ajuda da iniciativa privada. Isaac Newton (1643/1727) disse um dia que não sabia como o mundo lhe via, mas que se sentia como um garoto brincando na praia, contente em achar aqui e ali, uma pedra mais lisa ou uma concha mais bonita, mas tendo sempre diante de dele, ainda por descobrir, “O grande oceano de verdades”. Na qualidade de vereador, não posso ficar apenas esperando o poder público atuar, pois na atual situação, o socorro pode demorar um pouco, em que pese os esforços da atual gestão para tirar a cidade da areia movediça. Busco para o povo, a praia. Que ela seja, em um futuro bem próximo, bela, democrática, estruturada e plural. O povo merece.
Expediente: Fundador Herbert Sidney Neves - Direção Executiva Martha Henriques - Diretor Geral Fábio Paes Diretor de Jornalismo Aloysio Balbi - Chefes de Reportagem - Girlane Rodrigues e Roberta Barcelos - Projeto Gráfico Estúdio Ideia Diagramação Liberato Verdile Jr. - Departamento Comercial (22) 2738-2700 Rua Gov. Theotonio Ferreira de Araújo, 36 - Centro - Campos dos Goytacazes - RJ
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Campos
Apesar da crise PM nas ruas
População de Campos vive dias de tensão entre boatos e fatos que levaram escolas a suspenderem aulas Movimento de parentes de policiais militares em frente ao 8º Batalhão de Campos, suspensão de aulas da rede particular, vitrines de lojas reforçadas e uma cidade temendo o pior. Estes foram apenas alguns dos reflexos que a paralisação da PM do Estado do Espírito Santo causou em Campos. Em outras cidades da região não foi diferente: em Macaé, para evitar uma revolta no 32º Batalhão da Polícia Militar, o prefeito Dr. Aluízio prometeu pagar o 13º salário dos militares com recursos do município, já que o Governo do Estado ainda não quitou o abono para nenhum servidor. Enquanto isso, no estado vizinho, onde a onda de insegurança começou, já passava de 120 o número de mortos na última sexta-feira (10), quando o conflito completou sete dias. Em Campos, cerca de 10 pessoas bloquearam a entrada do 8º BPM, que possui aproximadamente mil policiais. Apesar do movimento de familiares, o policiamento não foi interrompido, já que as viaturas conseguiram sair pelos fundos do quartel. Além disso, troca de turno, almoço, abastecimento de viaturas e outras atividades, que deveriam ser realizadas dentro do batalhão, estão sendo feitas na rua para evitar que os policiais fiquem aquartelados. O grupo que tomou a frente do local reivindica pagamento do 13º salário e melhores condições de trabalho para os parentes que integram a corporação. “Queremos mais segurança para eles, por conta de coletes vencidos, viatura sucateadas. E, no mais, nós não queremos causar caos na cidade, queremos reivindicar nossos direitos e que sejamos atendidas”, afirmou a psicóloga Vanessa Dias, que é esposa de um subtenente. Ainda em Campos, pelo menos seis das maiores escolas da rede privada suspenderam as aulas na sexta-feira, temendo uma possível paralisação da Polícia Militar. As unidades alegaram que a medida foi preventiva. “É melhor pecar pelo excesso a pecar por negligência”, explicou o diretor de Comunicação de uma das escolas, Romeu Motta Carvalho. O 32º BPM de Macaé, que tem cerca de 700 PMs, também foi ocupado por manifestantes com as mesmas reivindicações de Campos. Uma delas, o prefeito prometeu atender. Segundo Dr. Aluízio, o pagamento do 13º salário dos militares será dividido em duas parcelas: a primeira a ser quitada em até três dias úteis, a contar de sexta-feira, e a segunda após 20 dias. “Com essa medida, tenho certeza de que a paz e a segurança vão continuar prosperando em Macaé, pelo menos neste momento. O importante é que a gente não viva o caos que está se anunciando e que já é realidade em algumas cidades do país”, destacou o prefeito. A Polícia Militar do Rio de Janeiro confirmou que manifestantes conseguiram bloquear a saída de policiais dos batalhões da Tijuca, Jacarepaguá, Mesquita, Olaria e Choque. Já a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro e o comando da Polícia Militar desmentiram informações de que os policiais da corporação entrarão em greve geral. Viaturas sem retorno aos batalhões O comandante do 6º Comando de Policiamento de Área (CPA), coronel Lúcio Flávio Baracho, reforçou que a ordem é para que as refeições, saída para necessidades fisiológicas e rendições de turnos dos policiais aconteçam nas ruas. Ele finaliza: “se a viatura for bloqueada da companhia é porque descumpriu ordem e, se descumpriu ordem, é crime militar. Prende e autua”, determinou. Apoio da GCM em caso de greve da PM De acordo com o comando da Guarda Civil Municipal (GCM), em caso de necessidade, o apoio do órgão poderia acontecer por meio de proteção do patrimônio público, além de possível doação de efetivo e materiais de sinalização para isolamento de locais e ruas. A GCM tem 23 viaturas em circulação, mas outras 19 estão sem condições de uso devido à falta de manutenção. Dos cerca de mil guardas que já atuaram em Campos, hoje há apenas 742 agentes trabalhando. “Essa redução aconteceu porque não há concurso público para a GCM há mais de 10 anos e, nesse período, muitos profissionais mudaram de emprego, se aposentaram, etc”, justificou o comandante da CGM, Wylliam Bolckau. Ainda segundo a GCM, atualmente, o município possui 50 câmeras de
Fotos: Silvana Rust
Portão do 8º fechado PMs saem apesar das manifestações das famílias durante a madrugada de sexta-feira monitoramento espalhadas em áreas estratégicas como Centro, Pelinca e Shopping Estrada. Estrutura — A 6ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp), cuja sede está localizada em Campos, abrange quatro batalhões: 8º BPM (Campos), 29º BPM (Itaperuna), 36º BPM (Santo Antônio de Pádua) e 32º BPM (Macaé). São 25 municípios das regiões Norte e Noroeste Fluminenses que compõem a área de cobertura do órgão. Em caso de incidente, o comando da região conta com efetivo de 4 mil homens e 400 viaturas. Se for necessário, o comando informou que os policiais que estão de férias deverão ser convocados de volta ao trabalho. Caos capixaba Se no Estado do Rio de Janeiro o clima é tenso, no Espírito Santo o terror é real. Lojas foram saqueadas e ônibus incendiados. A população ficou sem transporte público. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo, 121 pessoas morreram até as 10h da última sexta-feira e 170 veículos foram roubados. No entanto, a Secretaria se Segurança Pública não confirmou as estatísticas do sindicato. “A situação está tipo filme mesmo, as ruas estão bem vazias, os poucos supermercados que abrem estão com filas muito grandes, boa parte do comércio permanece fechado. Isso está afetando muito o cotidiano de todos, pois a
violência é muito grande. Algumas pessoas até saem de casa para passear com os animais, etc, mas as ruas de um modo geral estão bem vazias. Estamos trancados em casa com medo de sair e acontecer algo. As aulas estão paralisadas também”, relatou o estudante de Odontologia Gabriel Nani, que é campista e estuda em Vitória. Militares indiciados A Polícia Militar capixaba indiciou 703 PMs pelo crime de revolta. Se condenados, a pena é de 8 a 20 anos de detenção em presídio militar e a expulsão da corporação. Esses policiais tiveram o ponto cortado desde sábado (4) e não vão receber salário. O secretário de Segurança Pública, André Garcia, informou que eles foram indiciados pelo crime militar de revolta por estarem armados e aquartelados nos batalhões. Desde segunda-feira (6), o patrulhamento no estado tem sido feito pelas Forças Armadas e pela Força Nacional. O Ministério da Defesa anunciou o reforço na segurança em todo o Espírito Santo. O comandante da força-tarefa da Operação Capixaba, general Adilson Katibe, disse que, até o fim de semana, o número total de militares deve chegar a 3 mil homens. A força-tarefa contava até sexta-feira com 1.783 homens, sendo mil do Exército, 373 da Marinha, 110 da Força Aérea e 300 da Força Nacional.
Viaturas nas ruas e protestos das mulheres dos policiais contra o atraso dos salários e do décimo terceiro
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Economista
RANULFO VIDIGAL
“Campos é um município rico”
Economista mostra que o município tem um PIB maior do que o de muitas capitais e um mercado interno invejável Aloysio Balbi Ele é economista conceituado e mestre em políticas públicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Tem um capital de ideias capaz de bancar boas teses. Nesta entrevista fez uma revelação que vai surpreender muita gente: Campos é uma cidade rica com um produto interno bruto invejável e um mercado consumidor capaz de seduzir qualquer empresa. Então qual seria o problema e onde está a solução? É isso que ele explica. Para Ranulfo Vidigal Campos exportou muito dinheiro, descuidou a formação profissional e
investiu muito pouco em agricultura. Para ele, o novo prefeito tem que investir pesado em Agricultura na hora de estabelecer o orçamento. Ao mesmo tempo tem que amplificar essa performance financeira e esse mercado interno para atrair empresas. Disse não acre3ditar muito no projeto Barra do Furado em curto prazo, mas acha que Rafael Diniz e Carla Machado, de São João da Barra devem sentar na mesma mesa e priorizar uma política pública para o Porto do Açu.
Foto: Pense diferente
Durante muito tempo exportamos dinheiro e agora isso tem que acabar para crescermos
O volume de riqueza, que você apurou, circulante em Campos parece algo estranho aos ouvidos de qualquer um, isto gira em torno de que valor hoje? Olha, se nós olharmos as contas do valor adicionado fiscal que é declarado anualmente à Secretaria de Estado de Fazenda, que é uma declaração de próprio punho da contribuição de cada empreendedor, do quanto se gera de riqueza para a sociedade, pode-se constatar que neste ano de 2017, esta riqueza potencial de uma cidade de 500.000 habitantes não vai ficar inferior a 22 bilhões podendo chegar a 25 bilhões anualmente. Isso significa dizer que estas pessoas todo final de mês tem uma renda, fazem compras em supermercados, shoppings, passeiam, vão ao cinema, gerando receita e empregos, contratam serviços, portando é uma economia vibrante. Campos tem uma economia vibrante, um empreendedor vibrante. É vibrante, é um produto interno bruto invejável, mas ele é concentrado ou já começa a se diluir um pouco socialmente falando? Já foi mais concentrado, mas hoje eu diria que 70% deste contingente de 120 mil empregados formalmente estão na faixa de 2 a 4 salários mínimos, o que não é desprezível. E tem uma classe média alta em torno de 5% que tem renda acima de 10 salários mínimos. Portanto é uma sociedade dinâmica, não é uma sociedade que possa neste momento ficar encabulada de tentar crescer e virar o jogo. Então você diria que até a um tempo atrás, não vamos falar do ano em curso que mal começou, a economia e o quê ia mal? Eu diria que a sociedade de Campos está vivendo um divisor de águas, ela não quer um dirigente que pense nela pensando em outra. Ela quer um dirigente que pense nela apaixonado por ela. Ou seja, nós tínhamos um grupo político que pensava a cidade, mas sonhava com o Palácio Guanabara, sonhava com Brasília. Pois agora a sociedade diz não! Quer Campos como prioridade máxima, quer o dinheiro circulando aqui. Você quer um político que não se auto priorize? Sim, hoje o político tem que pensar o seguinte, o que eu posso fazer pela minha cidade? E a sociedade tem que pensar o que eu posso fazer pela minha cidade, e não o contrário o que cidade pode fazer por mim, na forma de benefícios, de festas e outras coisas mais, tinha até dinheiro com o petróleo em alta, era normal até que se fizesse, mas agora com o petróleo com valor baixo, você tem que fazer mais com menos.
Campos precisa tratar a agricultura com prioridade e não como apenas um adorno da economia
Esse número que você falou é realmente estonteante e pouco divulgado, você não acha que qualquer empresa com a massa de riqueza que Campos têm anualmente não seria um atrativo para qualquer empresa querer vir para cá? Eu não tenho a menor dúvida, qual a empresa que não quer um mercado consumidor deste tamanho, com 120 mil pessoas todo mês indo a supermercado e comprando com salários médios razoáveis? Eu diria que à medida que a sociedade exportava demais parte da sua riqueza, pois se tem notícia que ao invés de contratar um empreendedor local para administrar o sistema de ambulância, era uma fundação de não sei onde. Ao invés de se comprar um software do setor local que sabe fazer, este software vinha de Belo Horizonte, enfim ao invés de fazer um grande sistema de pequenos empreendedores locais, no setor de construção civil, se contratou uma mega empresa nacional que levou 1 bilhão do orçamento para fazer as casinhas populares. Você está falando da Odebrecht ? Esse dinheiro pouco circulou aqui, na melhor das hipóteses metade disto circulou por aqui. Fomos um grande exportador de dinheiro? Somos, e precisamos deixar de ser urgentemente, essa massa empreendedora não aguenta mais a saída de capitais. São as perdas locais que não aguentamos mais. Outro dado, nos últimos anos, em função da crise, que era da política local, mas também era nacional, de dez a doze mil pessoas perderam vagas de emprego formal na cidade de Campos, e isso tirou do comércio 30 milhões por mês. Isso faz diferença em qualquer lugar do mundo, e mesmo assim o empreendedorismo se manteve, claro que tivemos muitas lojas fechadas, mas tem um segmento que apesar de toda a crise manteve-se. Este segmento que é remanescente vai ter condição de na volta da crise ser o primeiro a acelerar a contratação na cidade. Você está falando da construção civil? Sim, e do comércio, do setor de serviços, Campos é um polo do setor de ensino, têm empresas de alto nível de Ensino Superior, tanto privadas como públicas, credenciadas internacionalmente como é o caso da UENF. Uma cidade que tem massa crítica, 20 mil universitários para agregar valor. Temos que acreditar nesta sociedade. O novo prefeito de Campos, Raphael, você acha que a saída para ele captar, atrair, usar Campos como um imã de investimentos, seria vender, não o futuro, mas esta saúde financeira? Parece que estamos debilitados e você mostra que estamos bem.?
Nós temos potencial, uma sugestão concreta que eu faço ao prefeito, transforme a Secretaria de Agricultura em secretaria de fato, dote esta secretaria de infraestrutura, dando condição material de apoiar o pequeno e médio agricultor. São esses agricultores familiares que geram muito emprego. Outro exemplo faça uma grande parceria para atrair uma empresa ambiental para dotar a cidade de árvores, arborizar a cidade, a temperatura média de nossa cidade é absurdamente alta. Nós cortamos as árvores e plantamos asfalto ? Exatamente, temos que agora fazer o movimento contrário. Terceiro ponto importante ao prefeito, não acredite muito que Barra do Furado vai dar a saída, porque depende de uma carga de subsídios expressiva, subsídios estes que o Estado quebrado não pode dar, o governo Federal com a resolução do Senado vai trancar gastos e a nível local ele não tem como dar a contrapartida. Nem Campos nem Quissamã, então o projeto de Barra do Furado, que é altamente potencial, talvez tenha que esperar um pouco, quando a conjuntura internacional permitir. A Petrobras fez seu ajuste, os estaleiros estão sendo contratados lá fora. Diante dessa conjuntura e da falta de subsídios, será que Barra do Furado vira verdade da noite para o dia? Eu questiono e não acredito muito. Então seria mais plausível o Raphael interagir mais com São João da Barra e o porto do Açu? Principalmente, 60 por cento dos empregados no Açu é campista e os 20 por cento que vieram de fora moram em Campos, e moram porque as escolas, a oferta de saúde o Trianon estão em Campos e a cidade pode viver de forma equilibrada. Com 500 mil habitantes dá para fazer uma cidade com melhor qualidade de vida, desde que as políticas públicas sejam feitas com menos dinheiro e mais eficiência e que se acabe com esta história de exportar riqueza para outros municípios, o que não tem nenhuma contrapartida. Nós temos que criar aqui o empreendedorismo local nas questões da construção civil, do pequeno agricultor, valorizando nosso setor de serviços de saúde e que é de muito boa qualidade. Valorizar o artista local na questão cultural e evitar gastar dinheiro com shows nacionais, porque hoje nós não temos dinheiro para isso, mas temos uma cultura enraizada dentro de nós, temos teatros maravilhosos, enfim se nós vivermos um pouquinho para dentro de nós, com o potencial que temos, vamos paulatinamente sair da crise, pois a economia brasileira e internacional vão sair da crise. É como se nós pegássemos um vagão de um trem que vai voltar, mas se continuarmos a mandar nosso dinheiro para fora, acho pouco provável que tenhamos chance nesse trem.
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Saúde
O peso das mochilas
Estudantes carregam excesso de peso que pode causar problemas irreversíveis, alerta especialista
Fotos: Silvana Rust
Taysa Assis Escolher a mochila da escola pode parecer uma tarefa simples, afinal de contas, hoje o mercado oferece uma infinidade de modelos, tamanhos e tipos. Além disso, os personagens infantis da moda estão nas propagandas o que induz os pequenos na hora da escolha, e é aí, que pode morar o perigo. Segundo o médico ortopedista, Fernando Cesár Rodrigues, o excesso de peso nas mochilas escolares favorece o agravamento de desvios de coluna, podendo ocasionar lesões nas costas da criança ou do adolescente causando dor, desvio de postura e até doenças mais sérias como lordose e escoliose. Esse é o caso de Larissa Assad Lubanco, aos nove anos de idade, a mãe Rita Assad Lubanco percebeu que a filha estava com a coluna torta. Rita procurou um ortopedista e deu início a um tratamento. Como Larissa nasceu com cardiopatia, essas lesões na coluna são mais favoráveis. A pequena foi diagnosticada com Escoliose Tóraco Lombar e de lá pra cá, consultas são freqüentes na vida da família Lubanco. Rita reforça o quão importante é a participação e atenção dos pais com os filhos. “É necessário prestar muito atenção nas crianças, à dificuldade da minha filha é grande. Hoje a Larissa tem 14 anos e ainda estamos nessa luta. O problema dela não foi pelo uso indevido de peso em mochilas, mas o que ela tem na coluna, na maioria das vezes, é causado por excesso de peso do material escolar. Minha filha até hoje usa mochila de rodinhas é necessário largar a vaidade de lado e mostrar aos nossos filhos que a saúde vem em primeiro lugar”, diz Rita. Recomendações Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 85% das pessoas têm, tiveram ou terão um dia, dores nas costas provocadas por problemas de coluna. Poucas dessas sabem que essa dor pode estar relacionada ao peso da mochila que usou na época da escola. O excesso de peso carregado pelas crianças pode trazer patologias que com o passar dos anos, tornam-se mais difíceis de tratar. Em alguns casos, as mochilas pesadas podem até mesmo lesionar as placas de crescimento dos ossos, fazendo com que a criança deixe até de crescer. O médico ortopedista, Fernando César Rodrigues de Almeida, fala sobre estes problemas. “Nós médicos consideramos que toda criança tem um esqueleto imaturo, enquanto há crescimento esse esqueleto é imaturo. Lógico que isso depende de cada criança, é necessário avaliar essa maturidade esquelética, que enquanto há imaturidade o mais indicado e a melhor opção é usar mochila de rodinhas. A escolha da mochila é baseada em vários fatores, peso da criança, altura, se já existe alguma deformidade ortopédica ou não. O bom senso é a melhor forma que os pais têm de ajudar o filho. É necessário largar o modismo, o mais bonito, a cor, o modelo, isso não é funcional. A mochila não deve exceder 10% do peso corpóreo, o posicionamento deve ser distribuído em ambos os ombros e se possível na região mais baixa da mochila não deve ficar inferior ao nível da linha dos quadris.” Fernando César ressalta que a participação da Instituição Escolar é importante. “Já liderei batalhas em alguns colégios da cidade que ganhei, mas também perdi. É necessário criar rampas para acesso das crianças, elevadores para os que têm patologias prévias e armários para a organização dos livros. Vários fatores deveriam ser partilhados entre a direção e os responsáveis para uma melhor opção na saúde daquele estudante”, garante o especialista. As deformidades na coluna das crianças e dos adolescentes estão aumentando devido a fatores que geram um aumento progressivo como inatividade física e principalmente pelo uso indevido dos aparelhos eletrônicos com isso a criança fica em posição inadequada por um longo tempo o que acaba causando problemas graves na coluna. Com mais de trinta anos de profissão, Fernando César Rodrigues de Almeida ressalta que o mais importante é o bom senso dos pais. “Toda criança com dor na coluna, até que prove o contrário é problema”, afirma o ortopedista.
O Ortopedista explica as consequências na coluna causada pelo pelo das mochilas
Coluna com escoliose tóraco lombar
10 maneiras de deixar a mochila do seu filho mais leve: 1 - Conheça o peso ideal da mochila (É necessário que ela seja leve) 2 - Regule a altura correta da mochila 3 - Use sempre as duas alças 4 - Compre mochilas sem muitos bolsos 5 - Opte por rodinhas quando a mochila for pesada 6 - Leve o lanche separadamente 7 - Vistorie a mochila 8 – Veja se a escola oferece armários para deixar os livros 9 - Só carregue o que for necessário 10 - Fichário pode ser uma alternativa para adolescentes
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Campos
Campos viajando na maionese
Um hábito alimentar discutível, mas que é quase uma unanimidade no paladar do campista que consome sempre mais Receita de sucesso
Thiago Gomes A receita varia, mas a base é ovo ou leite, óleo, limão ou vinagre e sal. Bate tudo no liquidificador, com jeitinho para não desandar, e está pronta a maionese que caiu no gosto do campista. Não há lanchonete ou “podrão” na cidade que não sirva a iguaria. Apesar de muito comum, a maionese caseira, o tipo mais apreciado em Campos, pode causar sérios riscos à saúde e, por isso, sua comercialização é proibida pela Vigilância Sanitária. Se para os paulistas, por exemplo, pedir maionese para acompanhar uma pizza soa como ofensa, em Campos ela não pode faltar nas pizzarias. O molho também é servido com os mais variados tipos de sanduíches, salgados, saladas e pela planície alguns a colocam até no churrasco. Proprietário de uma lanchonete há 25 anos, Lindbergh Soares conta que a maionese é um artigo indispensável em seu estabelecimento. No entanto, ele revela que o campista tem certa resistência para consumir a maionese industrializada servida em sachês. Com a proibição de comercializar a de tipo caseira, se viu sem alternativa e ouve muitas reclamações dos clientes. “A maioria nem liga muito para o ketchup, vai logo perguntando pela maionese. Quando falo que não é caseira, já olham torto para mim. O campista ama, de verdade, a maionese. Não posso nem imaginar ficar sem ela um dia sequer. É prejuízo na certa”, garantiu o comerciante. A estudante Júlia Gonçalves, 19 anos, conta que come quase tudo com o molho. Apesar de jovem, já luta contra as altas taxas de colesterol, mas, ainda assim, não abre mão da maionese na hora de saborear um sanduíche ou uma pizza. “Minha mãe prepara a nossa maionese em casa e fica uma delícia. Ela vai bem com quase tudo”, ressaltou a estudante.
História da maionese
Há várias versões para o surgimento da maionese. Uma das mais notórias dá conta de que foi inventada por um francês que era chef de cozinha do Duque de Richelieu em 1856. Quando, no início da Guerra dos Sete Anos (1756 a 1763), o duque derrotou os ingleses no porto Mahon, capital da ilha de Minorca, na Espanha, seu chef de cozinha criou um molho feito à base de um creme de ovos para ser servido na festa da vitória. Quando o chef percebeu que não havia mais creme na cozinha, improvisou, substituindo-o por óleo. O novo creme foi batizado de “Mahonnaise” em homenagem à vitória do duque na batalha do porto Mahon. No ano de 1905, Richard Hellman, um alemão proprietário de uma loja gourmet em Manhattan, na cidade de Nova Iorque, usou a receita da esposa e começou a vender maionese pronta em potes de madeira. A primeira venda foi no Hellman’s New York Deli. Em 1913, por motivos de higiene, a comercialização passou a ser feita em potes de vidro. Era mais fácil de vender e o produto foi comercializado em larga escala. Era então chamado “Hellman’s Blue Ribbon Mayonnaise”.
Há oito anos um empresário de Bom Jesus do Itabapoana lançou no mercado uma maionese diferente: apesar de industrializada, tem gosto de produto artesanal. Não demorou muito para cair nas graças dos campistas. Ela não esbarra na lei, pois possui registro no Ministério da Agricultura, e agrada aos clientes, já que conserva o sabor caseiro. O empresário José Francisco de Oliveira Guedes garante que sua maionese é a primeira no Brasil com baixa acidez. Isso significa que seu produto, por levar menos conservantes, não pode ficar nas prateleiras como as concorrentes. Tem que ser refrigerada 100% do tempo, inclusive durante o transporte, e possui prazo de validade curto. Tudo isso para garantir o sabor “de casa”. José Francisco começou com uma pequena unidade, que agora está sendo ampliada, junto com sua linha de produtos, que já conta com quatro sabores: tradicional, salsa e cebola, ervas finas e azeitona preta. Atualmente o produto é distribuído para 20 cidades do Espírito Santo, 26 de Minas Gerais e 12 do Rio de Janeiro, incluindo Campos. “A ideia de lançar o produto surgiu das várias experiências que tive ao longo de 25 anos atuando nos mais diversos segmentos do comércio. Na verdade, nossa maionese é igual às outras, mas conserva o sabor caseiro, o que faz toda a diferença”, brincou o empresário.
Sicoob Fluminense inaugura agência de Goitacazes Fotos: Carlos Grevi
O distrito de Goitacazes, localizado na Baixada Campista, viveu um momento de festa na última quarta-feira, oito de fevereiro, com a inauguração da agência do Sicoob Fluminense – cooperativa de crédito de livre admissão de Campos dos Goytacazes e atuação em todo o estado do Rio de Janeiro. Dezenas de representantes da comunidade e moradores estiveram presentes ao café da manhã que marcou oficialmente a abertura da agência, em funcionamento desde o mês de dezembro. Além do atual consultor e futuro diretor-Presidente do Sicoob Fluminense, Neilton Ribeiro da Silva, Vera lúcia Almeida, presidente do Conselho de Administração, Charles Antônio Faria, diretor Administrativo-Financeiro e de Marcos Lincoln Muniz, diretor Operacional, estiveram presentes ao evento conselheiros, delegados e colaboradores da instituição, assim como associados e integrantes de órgãos de diversos segmentos da sociedade. A vice-Prefeita Conceição de Maria Queiroz de Santanna Rodrigues representou o Prefeito Rafael Diniz, e fez questão de parabenizar o trabalho desenvolvido pelo Sicoob Fluminense, bem como destacar a importância do papel do cooperativismo quanto à oferta de oportunidades e desenvolvimento regional. Ela estava acompanhada de vários integrantes do governo municipal e falou também da necessidade de se apoiar o trabalhador rural, via cooperativas, por exemplo com o emprego do Pronaf - Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar. Durante a solenidade, após a benção das instalações, na rodovia Raul Souto Maior, 251, pelo Antônio Marcelo Santos, da paróquia São Gonçalo, os presentes assistiram a apresentação de violino da aluna da ONG Orquestrando a Vida Milla Freire Ferreira, que passou a ser mais uma “afilhada” do Sicoob Fluminense, uma vez que receberá apoio da instituição financeira cooperativa de crédito para o crescimento de sua carreira. Em seu discurso, Neilton Ribeiro da Silva lembrou que o Sicoob Fluminense, mesmo diante do atual cenário difícil, tem traçado suas estratégias de ampliação e sustentabilidade, apontando um crescimento aproximado de 40 por cento em 2016, sendo abertos três novos Pontos de Atendimento e ampliados outros três, devido à crescente demanda. “Iniciamos 2017 com a inauguração desta agência, na Baixada Campista, pleito de diversas lideranças e representantes da comunidade, e em breve abriremos um Ponto de Atendimento em São Fidélis” – afirmou. O atual consultor do Sicoob Fluminense disse ainda que “não viemos de outras regiões para aproveitar as oportunidades. Somos do Rio de Janeiro, somos de Campos, uma cooperativa que nasceu na antiga Escola Técnica Federal e com este alicerce procura se expandir em nossa região, com planejamento e responsabilidade, respeitando os princípios do cooperativismo.”
Equipe do Sicoob Fluminense comemora agência de Goitacazes
Vice-Prefeita Conceição Rodrigues prestigiou a solenidade
Hora da benção com o padre Antônio Marcelo dos Santos
Luiz Mário Concebida, gerente da Firjan, o consultor Neilton Silva Vera Almeida, presidente do Conselho de Administração e a vice- O consultor do Sicoob Fluminense Neilton Silva e a supervisoe o representante da Garantinorte, Jorge Luiz da Silva ra da agência Juliana Gomes no corte da fita de inauguração -Prefeita Conceição Rodrigues, no descerramento da placa
Maria Clara Batista, Alcides Maciel, Vera Almeida e Juliana Gomes Davidson Miranda, da sec. de Desenvolvimento Econômico e o Equipe do Sicoob Fluminense na agência de Goitacazes Comandante Bolckau, da GMCG, com o consultor Neilton Silva
Agências do Sicoob Fluminense (www.sicoobfluminense.com.br): Campos dos Goytacazes (fone: 27262750) - Morro do Coco (fone: 27215398) – Goitacazes (fone: 27244966) Macaé (fone: 22 21412630) - Macaé Centro (fone: 22 27726574) São João da Barra (fone: 22 27411179) Bom Jardim (fone: 22 25662197) Itaperuna (fone: 22 3824-4800) São Francisco do Itabapoana (fone: 22 27892748) – Praça João Pessoa (fone: 22 27895129) Bom Jesus do Itabapoana (fone: 22 38311442) Rio de Janeiro (fone: 21 22637122)
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Economia
DOMINGO 12 DE FEVEREIRO DE 2017
Foto: Leon junior
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Campos bem colocada
Cidade está entre as 100 melhores do país para investimentos na área imobiliária, segundo estudo feito em SP Aloysio Balbi Após um ciclo de forte alta nos preços, o mercado imobiliário no Brasil passa por uma fase em que o valor dos imóveis em muitas regiões não sobe com a mesma intensidade de antes - e em algumas cidades a valorização perde para a inflação. Apesar disso, o investimento neste mercado continua sendo um dos preferidos dos brasileiros, conforme revelou a empresa paulista Prospecta Inteligência Imobiliária, que destacou que este é um momento de oferta concentrada em regiões específicas, o que acaba gerando uma quantidade expressiva de estoques nestes locais. Neste contexto Campos estás entre as 100 melhores cidades do país com menos de 1 milhão de habitantes para se investir em imóveis, ocupando a 43ª posição. Quando se trata de estado do Rio de Janeiro fica atrás de Niterói, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São João do Miriti, todas na região metropolitana da capital. Pela ótica do interior Campos é a campeã no Rio, pois Macaé vem na 64ª colocação, Petrópolis na 86ª e Volta redonda em 90ª lugar.Campos ganha de muitas cidades do interior paulista, com a proposta São Carlos e Americana. Para os especialistas do mercado, Campos ocupa essa posição de destaque porque tem infraestrutura, e potencialidade de crescimento. - Somos uma cidade onde dificilmente um imóvel se desvaloriza. Não tenho dúvidas de que o setor será o primeiro a se recuperar deste quadro de estagnação econômica- disse o engenheiro Guilherme Chacur. Com isso, a Prospecta realizou um estudo que mostra as melhores cidades do país para investir em imóveis, usando como base a demanda. Através de metodologia própria, iniciamos a construção de um indicador que possibilitasse a visibilidade da atratividade mercadológica para prospecção de empreendimentos imobiliários, denominado de P2I –Lead”, relata a consultoria. O índice leva em conta fatores como das cidades como área, densidade, empresas atuantes, PIB, empregos formais, taxa de urbanização, renda domiciliar, nível de instrução Superior Completo, entre outros fatores. Quanto mais próximo de 1 o índice, mais atrativa é a cidade para investir. Vale ressaltar que o indicador não pode ser considerado como conclusivo, visto que analisa apenas uma das principais variáveis de mercado, a demanda. Nosso intuito foi quebrar paradigmas, uma vez que o mercado está habituado medir a atratividade apenas pela ótica de oferta, ou seja, olhando para o retrovisor. Para que consigamos acompanhar a dinâmica do mercado e demonstrar uma visão bem próxima da realidade, atualizaremos o indicador anualmente.O índice engloba todas
as cidades do país com menos de um milhão de habitantes, o que totaliza mais de 90% dos municípios Brasileiros. A melhor cidade para investir, de acordo com o índice, é São Bernardo do Campo (SP), seguida por Campo Grande (MS), Santo André (SP), Osasco (SP) e Natal (RN). Expectativas para 2017 Juros baixos, déficit de 12 mil quartos de hotéis, expansão de negócios em cidades próximas e dois importantes eventos esportivos mundiais alteraram o perfil do investidor carioca, que, hoje, busca formas diferenciadas de remunerar as suas economias. Neste cenário, o segmento imobiliário voltou a ser uma alternativa concreta de bons negócios, ao sinalizar com uma rentabilidade muito superior à oferecida pelo mercado financeiro. “Hoje, o investidor tem que ter uma carteira diversificada, na qual se inclui bons imóveis, porque o dinheiro não está rendendo quase nada”, afirmou Rubem Vasconcelos, presidente da Ratrimóvel e vice-presidente da Ademi (Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário). De fato, enquanto as aplicações financeiras que conseguem 100% de CDI oferecem, no máximo, 7,25% ao ano, os fundos imobiliários exibiram uma rentabilidade média de 30% ao longo de 2012 e o Fipezap (Indicador de Preços de Imóveis) acumulou nos últimos 12 meses o índice de 16% para venda e 13,3% para aluguéis só no Rio de janeiro, de acordo com informações de Henrique Caban, assessor da presidência do grupo Carvalho Hosken. O presidente da Ademi e da construtora Concal, José Conde Caldas, avalia que 80% dos imóveis são vendidos para o morador final, 15% para investidores de aluguéis e 5% para aqueles que compram para vender logo que o imóvel fica pronto.”Mas, esse comprador é fundamental para trazer liquidez ao mercado, porque muitas vezes paga até 50% do valor de venda de entrada, no início da construção”, diz. Luiz Franca, diretor do Global Equity Properties, fundo de investimento imobiliário do Grupo Global, que lançou dois empreendimentos imobiliários multiusos em Itaboraí e Campos, assinala que os investimentos imobiliários, principalmente comerciais (suítes hoteleiras, flats, salas comerciais e lojas) têm proporcionado aos investidores rentabilidades superiores às aplicações financeiras tradicionais, tais como poupança e CDB (Certificado de Depósitos Bancários).”As unidades hoteleiras do complexo multiuso Global Center Campos tem uma projeção de rentabilidade líquida mensal de 0,73% em seu primeiro ano de operação, com base em uma estimativa de taxa de ocupação de 65%”, diz.
1º São Bernardo do Campo - SP 2º Campo Grande - MS 3º Santo André - SP 4º Osasco - SP 5º Natal - RN 6º Ribeirão Preto - SP 7º São José dos Campos - SP 8º Maceió - AL 9º Niterói - RJ 10º João Pessoa - PB 11º Florianópolis - SC 12º Sorocaba - SP 13º Teresina - PI 14º Uberlândia - MG 15º Santos - SP 16º Vitória - ES 17º Contagem - MG 18º Londrina - PR 19º Aracaju - SE 20º Joinville - SC 21º Cuiabá - MT 22º Vila Velha - ES 23º Maringá - PR 24º Duque de Caxias - RJ 25º Juiz de Fora - MG 26º Jundiaí - SP 27º Caxias do Sul - RS 28º São José do Rio Preto - SP 29º Aparecida de Goiânia - GO 30º Jaboatão dos Guararapes - PE 31º Diadema - SP 32º Barueri - SP 33º Betim - MG 34º Nova Iguaçu - RJ 35º Serra - ES 36º São Caetano do Sul - SP 37º Piracicaba - SP 38º Blumenau - SC 39º Mauá - SP 40º Palmas - TO 41º Porto Velho - RO 42º São João de Meriti - RJ 43º Campos dos Goytacazes - RJ 44º Feira de Santana - BA 45º Ananindeua - PA 46º Bauru - SP 47º Mogi das Cruzes - SP 48º Carapicuíba - SP 49º Anápolis - GO 50º São José - SC
51º Taboão da Serra - SP 52º Uberaba - MG 53º Cascavel - PR 54º Americana - SP 55º Canoas - RS 56º Macapá - AP 57º Olinda - PE 58º Taubaté - SP 59º Montes Claros - MG 60º Indaiatuba - SP 61º Praia Grande - SP 62º São Vicente - SP 63º São José dos Pinhais - PR 64º Macaé - RJ 65º Itajaí - SC 66º Parnamirim - RN 67º São Carlos - SP 68º Ponta Grossa - PR 69º Araraquara - SP 70º Parauapebas - PA 71º Camaçari - BA 72º Franca - SP 73º Ipatinga - MG 74º Itaquaquecetuba - SP 75º Santana de Parnaíba - SP 76º Sumaré - SP 77º Marília - SP 78º Presidente Prudente - SP 79º Santa Maria - RS 80º Balneário Camboriú - SC 81º Belford Roxo - RJ 82º Cotia - SP 83º Limeira - SP 84º Cariacica - ES 85º Paulista - PE 86º Petrópolis - RJ 87º Ribeirão das Neves - MG 88º Suzano - SP 89º Valinhos - SP 90º Volta Redonda - RJ 91º Campina Grande - PB 92º Chapecó - SC 93º Criciuma - SC 94º Foz do Iguaçu - PR 95º Jaraguá do Sul - SC 96º Guarujá - SP 97º Novo Hamburgo - RS 98º Pelotas - RS 99º Sete Lagoas - MG 100º Governador Valadares - MG
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DOMINGO, 12 DE FEVEREIRO DE 2017
Esporte
Consulado do Urubu Campos está entre as 90 cidades do mundo com espaço oficial da Nação Rubro-Negra Fotos: Silvana Rust
Thiago Gomes Os sócios-torcedores do Flamengo em Campos já contam com um Consulado do clube na cidade. O vice-presidente geral do Flamengo, Maurício Gomes de Mattos, esteve no município, na última semana, para entregar ao Consulado Fla Campos o diploma oficial à mais nova organização de futebol local. A Nação Rubro-Negra possui cerca de 90 consulados e embaixadas espalhadas pelo Brasil e pelo mundo, como Xangai, Miami e Tóquio. Conforme explicou Maurício, em entrevista ao Esporte Total, apresentado por Luiz Cândido e transmitido pela 3ª Via TV, as embaixadas e consulados do Flamengo são movimentos espontâneos de torcedores rubro-negros espalhados por diversas cidades do Brasil e do exterior, que se reúnem para assistir aos jogos do time e comemorar suas vitórias e conquistas, além de trazer novos sócios-torcedores, contribuir para divulgar as campanhas do clube e realizar ações sociais. Segundo as regras do clube, durante o período como consulado, as atividades e campanhas realizadas pelo grupo serão avaliadas para uma possível candidatura a embaixada. Além disso, será preciso atingir um crescimento mínimo no número de sócios-torcedores ativos no grupo. “Para instalar um consulado é preciso reunir pelo menos cinco sócios-torcedores ativos. Já para as embaixadas, são necessários, no mínimo, 30. As novas embaixadas têm que passar por um período como consulado. Como Campos já possui número suficiente de membros, cerca de 40, em dezembro será promovida”, disse. Ainda segundo Maurício, embaixadas e consulados rubro-negros não têm apenas a função de reunir torcedores para assistir aos jogos do time. “Esse grupo vai fazer a diferença em sua comunidade, promovendo ações sociais para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, acrescentou. O ponto de encontro oficial dos rubro-negros em Campos fica localizado na Avenida Francisco Lamego, 126, próximo à Ponte de Lapa. Maior do mundo — Segundo pesquisa realizada ano passado pelo “Lance!/Ibope”, o Flamengo tem a maior torcida do Brasil com cerca de 32,5 milhões de fãs. De acordo com ranking da Fifa, divulgado em 2015, o rubro-negro carioca possui cerca de 33 milhões de torcedores, o que o coloca na posição de maior torcida do mundo. Nova responsabilidade O cônsul do Fla Campos, Thiago Crespo, acredita que o reconhecimento do Clube de Regatas do Flamengo aumenta ainda mais a responsabilidade do grupo. “Esse diploma que muito nos honra, aumenta ainda mais nossa responsabilidade e nosso compromisso com o Flamengo. Isso nos motiva a trabalhar cada vez mais para fazermos crescer o número de sócio-torcedor em nosso município e organizarmos cada vez mais ações sociais em prol dos mais necessitados”, disse Thiago. “Foi uma satisfação muito grande saber que a Nação Rubro-Negra está bem representada em Campos dos Goytacazes”, finalizou vice-presidente geral do Flamengo, Maurício Gomes de Mattos.
Visita Vice-presidente geral do Flamengo, Maurício Gomes de Mattos, esteve em Campos para inauguração do espaço
Promoção Maurício disse que Consulado Fla Campos será promovido a Embaixada em dezembro de 2017, para alegria da torcida
Av. Alberto Lamego,973 - Parque California Campos dos Goytacazes - RJ (22) 2722 5922
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Club Terceira Via
Abrindo
todas as alas
Nelcimar Pires é um craque de todos os carnavais, de Campos para o mundo
Ulli Marques É com uma fantasia de 60 quilos e seis metros de altura, com o tema “O Abraço Mortal da Sucuri”, que o estilista Nelcimar Pires vai passar este ano pela Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, e pela Avenida do Samba, em São João da Barra, pelas escolas Imperatriz Leopoldinense e Congos, respectivamente. Ele, que já recebeu mais de 30 prêmios como Melhor Destaque de Luxo, vive intensamente o Carnaval há pelo menos 30 anos e considera a festa uma das maiores manifestações culturais do Brasil, além de sua grande realização pessoal. A fantasia, desenhada pelo carnavalesco da Imperatriz Caê Rodrigues, e confeccionada pelo carnavalesco da Congos Geraldo Lopes, vai representar o desbravamento das terras indígenas pelo “homem branco” e a cobra sucuri será o símbolo da tribo Xingu, homenageada pela escola carioca. Em SJB, a vestimenta fará parte de outra representação: o enredo deste ano da Congos será a Cor Vermelha e Nelcimar sairá no carro que mostrará a arte da pintura corporal executada pelos índios. Até o primeiro desfile, no dia 25 de fevereiro, o estilista está dando os toques finais na roupa, acrescentando itens do seu acervo pessoal, como cristais e outras peças antigas. Segundo Nelcimar, a escolha de Geraldo Lopes para confeccionar a fantasia foi dele. “Geraldo é um grande talento da nossa região, prata da casa; ele e a sua equipe têm um talento que muitas pessoas de Campos, e até mesmo de São João da Barra, desconhecem. Além de ser meu amigo pessoal há 20 anos, eu confio demais no trabalho dele e, por esse motivo, não penso duas vezes antes de escolhê-lo”, disse o estilista, que há anos deixou de confeccionar suas próprias fantasias devido à falta de tempo. História no Carnaval Em 2017, Nelcimar completa 13 anos desfilando pela Imperatriz como Destaque Principal dos carros alegóricos; antes disso, o estilista passou por outras oito escolas de samba do Rio, entre elas: Portela, Vila Isabel, Salgueiro, Viradouro, Acadêmicos da Rocinha, Porto da Pedra, etc. No entanto, sua história no Carnaval começou há muito tempo, em São João da Barra, onde, para ele, acontece a maior e mais respeitada festa carnavalesca da região. Após os saudosos bailes de Carnaval do antigo Clube Saldanha da Gama, foi pela Congos que Nelcimar descobriu a avenida, quando ainda era criança. Aos 17, ele confeccionou uma fantasia para a irmã e aos 21 desfilou como destaque da escola sanjoanense pela primeira vez. De acordo com ele, a participação no Carnaval é “o que dá luz” à sua vida, até mais do que a sua consagração como estilista de noivas. Reconhecimento Aliás, foi por meio do Carnaval que o campista pôde conhecer o mundo: Japão, China, Inglaterra, França, Suíça, Portugal e Canadá são alguns dos países onde ele foi reconhecido. No próximo mês, Nelcimar Pires vai para a Coreia do Sul apresentar mais quatro fantasias premiadas. O sucesso é tanto que desde 2008 o campista tornou-se hors-concours, isto é, não participa mais das competições do Carnaval do Rio de Janeiro para não tirar o incentivo dos outros destaques. Isso porque a concorrência é desleal: Nelcimar é tetra campeão pelo Plumas e Paetês Cultural; penta campeão do concurso de fantasias do Hotel Glória; tetra campeão pelo Sambanet; e todos esses prê-
mios lhe garantiram uma participação no documentário produzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que destacou os profissionais mais premiados do Carnaval Carioca. No entanto, para o estilista, não são os prêmios que representam seu sucesso. “Eu só levarei comigo todo esse sonho realizado no Carnaval e o meu espírito carregado da cultura que apreendi nesse ‘mundo encantado’ onde podemos ser o que quisermos”, declarou. Ele disse, ainda, que a essência do Carnaval não é medida pelas premiações, mas pela história contada na avenida. “A realidade é que, no Carnaval, eu tive a oportunidade de aprender mais do que na faculdade. Eu já fui um imperador bizantino, já fui Getúlio Vargas antes da presidência... Ou seja, Carnaval é história, é aprendizado! Aqui no Brasil, muitos não têm ideia da grandeza da cultura carnavalesca lá fora. O Carnaval Carioca é a grande vedete, a oitava maravilha do mundo. É por meio do Carnaval que nós contamos a nossa história e é essa a verdadeira finalidade da festa: exaltar nossos mitos, tradições e costumes”, concluiu.
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DOMINGO, 12 DE FEVEREIRO DE 2017
@natalia.munizz
nataliamuniznutri@gmail.com
A conexão entre cérebro e intestino
O intestino determina, em grande parte, nossas emoções, estado mental e até preferências alimentares. Da saúde do intestino depende a saúde do cérebro. À primeira vista essas afirmações podem parecer irreais – mas não são. Considere os seguintes fatos: O intestino tem mais neurônios que a medula espinhal – cerca de 100 milhões – perdendo apenas para o cérebro em número de neurônios. O intestino fabrica muito mais serotonina que o cérebro. Mais exatamente, 95% da serotonina é fabricada e armazenada no intestino. Serotonina é um neurotransmissor – substância química fabricada pelos neurônios e que possui papel vital na transmissão e processamento das informações e estímulos sensoriais através dos neurônios. O equilíbrio da serotonina determina, em última análise, o “fundo musical” dos nossos pensamentos. Dependendo do fundo musical, uma mesma cena (pensamento) pode ser interpretada como alegre, triste, pavorosa, engraçada, neutra, relaxante ou aterrorizante. Além da serotonina, o intestino fabrica e utiliza mais de 30 neurotransmissores – substâncias envolvidas na transmissão e processamento das informações pelos neurônios, tanto do intestino quanto do cérebro. Todos esses neurônios e neurotransmissores são necessários para a complexa função que é a passagem dos alimentos pelo intestino – a chamada digestão.
O Poder da mastigação para uma melhor digestão Lembre-se que seu corpo precisa de NUTRIENTES para suas células funcionarem bem. Para isso, seu processo digestivo tem que ser muito eficiente. É preciso transformar o alimento que você comeu nos nutrientes tão importantes. Isso acontece pela ação das enzimas, substâncias capazes de “quebrar” o alimento em partes mínimas que serão absorvidas e transportadas pelo sangue para todo o seu organismo. Imagine que o seu estômago é um recipiente onde vai cair tudo o que você comeu durante uma refeição. Tudo terá que ser bem misturado para facilitar o trabalho e melhorar essa quebra. Se você não mastigar bem os alimentos, tudo isso será comprometido e, consequentemente, você não aproveitará o máximo dos nutrientes e ainda irá provocar uma enorme agressão ao seu intestino. A ação intestinal Dentro do seu intestino existem vários tipos de bactérias. Algumas delas tem ações positivas e outras negativas. Quando ocorre um desequilíbrio predominando as bactérias causadoras de doenças, temos o que se chama Disbiose Intestinal, ou redução de bactérias probióticas, que promovem saúde. Esse desequilíbrio intestinal é um dos grandes causadores de uma vasta lista de doenças crônicas. Seu intestino é uma grande porta de entrada para seu corpo! O desequilíbrio intestinal pode causar muitas doenças e não somente doenças intestinais. Não é a toa que o intestino está sendo estudado e chamado de “se-
gundo cérebro” e já foi comprovado que existe uma ligação direta entre nosso cérebro e intestino, portanto nós somos sim o que comemos e a nossa alimentação tem papel fundamental para agir modulando e prevenindo doenças. A alimentação interfere nas emoções, no seu estado vibracional, na sua energia, na sua Luz. Muitos fatores da vida moderna aumentam as chances desse desequilíbrio intestinal, como por exemplo a alimentação inadequada (rica em refinados, industrializados, açúcar) e o uso indiscriminado de antibióticos, laxantes e antiinflamatórios. Como os nutrientes absorvidos irão chegar até as suas células? Depois de passar pela porta de entrada (mucosa intestinal), os nutrientes precisam ser transportados até cada uma das células. Para promover o seu melhor potencial de funcionamento, você precisa equilibrar a acidez do seu corpo! O pH saudável do organismo deve ser levemente alcalino, ou seja, o contrário do ácido. Para manter esse equilíbrio, seu corpo procura excretar todos os ácidos que são naturalmente produzidos, levando sua urina, suor e outros líquidos eliminados tenderem a acidez. Assim, uma alimentação saudável, deve ajudar o corpo a manter o seu equilíbrio levemente alcalino, não sobrecarregando ainda mais o corpo com ácidos. Nessa faixa mais próxima do pH neutro suas funções biológicas podem ter seu ótimo desempenho, incluindo o transporte de nutrientes até a sua célula.
Dicas para mastigar melhor Usar os dois lados da boca na hora de mastigar Evitar assistir televisão mastigando.A pessoa acaba prestendo mais atenção no que esta assistindo do que na alimentação e no processo de mastigar É importante prestar atenção na textura, na cor e cheiro da comida Evitar o consumo de líquidos durante as refeições Mastigar em média 30 vezes antes de engolir a porção dos alimentos
Alcalino
Ácido
@crisales__
Pílulas da beleza
Há alguns anos, logo quando surgiram, os nutricosméticos – produtos em cápsulas que unem nutrição e beleza – eram, na maioria, pílulas que ajudavam a queimar gordura ou a potencializar o bronzeado. Agora, eles já viraram febre nas prateleiras e prometem de tudo um pouco, de ajudar a manter o brilho e a hidratação da pele, cabelos e unhas e até retardar o aparecimento de rugas, e melhorar a memória. O déficit desses nutrientes abre caminho para a ação dos radicais livres, que provocam o envelhecimento. Assim como a falta, o excesso de nutrientes pode ser prejudicial e até sobrecarregar os órgãos. Por isso é importante ter orientação médica antes de começar a tomar qualquer produto. Também é bom consultar seu médico quanto à dosagem e a freqüência de ingestão das cápsulas. Ressalvo, no entanto, que sozinhos, os nutricosméticos não fazem efeito.
Dra. Ana Maria Pellegrini
CRM:52530660
Edifício Medical Center
Rua 13 de Maio nº 286 - Sala 12 Tel: 2733 4211
Três tendências que prometem fazer a cabeça das fashionistas neste inverno #2 Metalizados: Quem gosta de brilho pode se preparar porque as peças metalizadas voltaram com tudo - e com um toque a mais de modernidade! E agora, além dos looks noturnos, as peças metalizadas também estão fazendo muito sucesso em looks diurnos de forma delicada, mas nada discreta. O tom-base é o prata, mas também dá pra apostar em cores mais charmosas, como o dourado e o bronze, e até mesmo mais vibrantes, como o bordô, por exemplo!
#1 Veludo molhado:
aconchegante e quentinho, o veludo molhado foi hit nos anos 80 e saiu de cena por algum tempo. Porém, nesta temporada de inverno 2017, ele se consagra como tendência suprema e absoluta da estação. Ele aparece em calças de alfaiataria, blusas assimétricas, jaquetas e vestidos que vão dos curtinhos descontraídos aos longos sinuosos.
#3 Grunge: O grunge foi um movimento de músicos adolescentes, no final dos anos 80, que queriam criar algo diferente do cenário da época, que era basicamente de muito glam e hard rock. O visual grunge se caracteriza, principalmente, pelas camisetas básicas, camisas xadrez, calças rasgadas – que hoje chamamos de destroyed – e pelos tênis bem surrados (sobretudo os All Star) ou botas de couro. O novo grunge aparece mais glamouroso e menos descontraído. Porém, tudo isso é combinado de um jeito mais feminino, mais urbano.
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DOMINGO, 12 DE FEVEREIRO DE 2017
herminiasepulveda@yahoo.com.br
Confiança é como papel. Uma vez amassado, nunca mais volta a ser perfeito como antes.
II ENCONTRO PELA PAZ Nesta sexta-feira dia 17 às 17h30min irá acontecer o II Encontro pela PAZ e a querida Cicinha Chagas mais uma vez emprestou a sua casa de praia, para a realização de deste grande evento beneficente idealizado por suas amigas e que já é um sucesso. Todas devem estar vestidas de branco e levarão um prato doce ou salgado e mais 01 lata de leite em pó, para serem doadas ao Asilo de São João da Barra e para as Obras assistenciais da UESC. Haverá lista na porta e a entrada é somente para as amigas convidadas. A música ficará por conta da Banda TB-6 e do Dj Ricardo Sá. DOAR NÃO DÓI Devido ao baixo nível do estoque de sangue do Hemocentro e preocupado com a proximidade do carnaval, o vereador Abu Azevedo, está realizando um dia de coleta de sangue, através do ônibus do Hemocentro, que vai ficar estacionado na Câmara Municipal, na próxima terça-feira, dia 14, das 8h da manhã até 17h. O gabinete do vereador já garantiu 100 doadores, mas, quer duplicar este número e pra isso, faz um apelo à população que compareça para doar a gota que salva. Os interessados devem comparecer munidos de documento oficial com foto e atender aos requisitos para doação de sangue, como: estar em boas condições de saúde e descan- BELEZA DE INNY TRINDADE: Miss Campos so; ter entre 16 e 69 anos; pesar no mínimo 50 kg dos Goytacazes 2017 e futura Engenheira Civil e estar alimentado. Outros impedimentos são: resfriados ou gripes, estar grávida ou amamentando. Também não pode doar quem fez tatuagem ou colocou piercing nos últimos 12 meses. Vamos? CARNAVAL Grupo bacana formado por Mirza e Wady Kury, Carla e João Sobral e Diva Abreu Barbosa passam a temporada carnavalesca em Paris. Será um carnaval diferente dos dias de folia que movimentam o Brasil. Irão visitar os bairros históricos, os melhores restaurantes, os bares da moda, fazer muitas comprinhas e provar as delícias gastronômicas da charmosa Cidade Luz.
ATAFONA: Cicinha Chagas e Alcinéa Lima amigas queridas e inseparáveis
BUENOS AIRES: Mariana Bousquet Faria com seu lindo João Humberto no Jardim japonês
CAROL AGUIAR, Marluci Sardenberg e Silvana Naked chez Alcinéa Lima
EDINHO GEBARA e Marilute no Jantar do Coronel Guilherme Botrell
BAILINHO DE PRÉ-CARNAVAL A professora Beatriz Petrucci recebeu amigos e alunos quinta-feira na sua Casa de danças, para um Bailinho de Pré-Carnaval. Os cavalheiros levaram as bebidas e as damas os salgadinhos. Todos foram fantasiados e muito animados. Foi bom demais! APROVADA A nossa Miss Nina Brasil Universal Júlia Machado Tavares está muito feliz porque passou em duas agências em São Paulo e está escolhendo ainda em qual vai ficar, porque só pode ficar em uma. Arrasou! NIVER Os parabéns de hoje vão para Eliana Martins Xavier Pessanha, José Azevedo, as irmãs Carolina Gomes Herzog e Mari Rangel, Maninho Azevedo, Gracinha Granato, Fatima Carvalho Paes, Ivan Oliveira, Robinho Pedala, Wilson Rangel, Ricardo Moreto, Ana Paula Lopes, Amanda Vasconcelos e Jaqueline Kleber Abreu Nunes. Amanhã para Carol Landim, Totonho Aguiar, Gracie Vidal, Euline Alves Calheira, André Vianna, Fátima Raposo, Carlos Augusto Ferreira Alves, Rose Martins, Camilla Carvalho, Rafael César e a princesa Julia Paravidino. Terça -feira para Grasi Massafera, Vania Kalinowski, Isabela Titonelli, Carla Monielle Ribeiro, Érica Perete, Antonio Abud e Betinho Maciel Abdu Neme. Quarta-feira para Breno Romano, Valéria Nunes, João Carlos Costa Azul, Patricia Gabriel Barroso, Airton Galvão, Ariadne Venturin, Marcia Lisboa e Ana Paula Branco Oliveira. Quinta-feira para Mirza Sampaio Peres Kury, Maria Bussade, Edson Cruz, Marcelo Pizani Boldes, Millena Ferreira, Mayná Castelucci, Kellen Barreto e Dep. João Peixoto. Sexta-feira para Carolina Crespo, Jony William Villela Vianna, Aldo Galvão, Luiz Gustavo Leal Lobo, Valéria Pupe, Livia Barbosa, Anderson Ciafrino, Alice Alves e Rosana Gusmão. Sábado para Christiane Paes, Cesar Ramos Costa, Dom Américo, Emerita Baptista, Lívia Coutinho Paes, Viviane Rocha, Getulio Santos Filho e Maria Campos. Da coluna os votos de muita saúde e felicidades para todos.
VILA VELHA: Inês Santos recebendo os amigos Marcos Carvalhal e Simone Mayerhofer JANTAR FESTIVO do Comandante da 2ª Companhia de Infantaria do Exército o Major Guilherme Bottrel que foi empossado em Janeiro, onde o antigo 56 BI agora se chama Segunda Companhia de Infantaria. O Coronel Guilherme Bottrel e sua esposa Patrícia com Salvador Marques.
GERIBÁ: Fred Bastos e sua Rita curtindo o verão GRAZIELLA AQUINO CRUZ: Beleza e simpatia sempre em alta
CASAMENTO Aconteceu sábado passado o Casamento de Bruno Pessanha e Danielle Saraiva em Goiânia onde mora a noiva. Ele é primo de Rosa Siqueira Nogueira, mora em Niterói e é proprietário da Academia Reviver. De Campos e Niterói foram amigos e parentes. Os noivos fixarão residência em Niterói. CORDÃO DO BOITATÁ O clima do carnaval vai invadir Campos. A Orquestra de Rua Cordão do Boitatá, uma das mais tradicionais do carnaval carioca, é a atração do SESI Cultural na região para apresentar um repertório repleto de sambas, choros, maxixes, afoxés da Bahia, marchinhas e frevos. O grupo vai apresentar para o público de Campos também clássicos de grandes artistas nacionais e internacionais, como o brasileiro Villa-Lobos, o jamaicano Bob Marley, o nigeriano Fela Kuti e o sul-africano Abdulah Ibrahim. A apresentação acontece quinta-feira dia 16/02 no Teatro SESI Campos, às 19h. Os ingressos custam R$12,00 (inteira) e R$6,00 (meia).
OS NOIVOS Bruno Pessanha e Danielle Saraiva em Goiânia
CACHOEIRA DA FUMAÇA: Gilza Câncio com as filhas Eliza e Eleonora
SEMPRE CHARMOSA: Zildéa Ventura
NIVER SURPRESA: Marquinhos Gebara e a esposa aniversarianteMaria Fernanda
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DOMINGO, 12 DE FEVEREIRO DE 2017
COLUNA PET Assistência Veterinária
CUIDADOS A SEREM TOMADOS PARA CONSUMO COM SAÚDE DOS ALIMENTOS NO VERÃO O Verão segue até o final de fevereiro e o principal programa de fim de semana dos campistas é viajar até o litoral para aproveitar as praias e os prazeres que ela proporciona. Neste período, além dos cuidados com a pele e hidratação é preciso estar atento aos alimentos que ingerimos. A Vigilância Sanitária Municipal orienta sempre que devemos observar a procedência, o acondicionamento e a temperatura dos alimentos, sejam eles feitos em casa, comprados em restaurantes e supermercados ou em ambulantes. O médico veterinário Márcio Duarte, Assessor de Fiscalização da Vigilância Sanitária, destaca que durante o verão é comum o aumento de casos de intoxicação alimentar devido ao consumo de alimentos que não foram acondicionados de maneira adequada. Nesse período de mais calor, os alimentos se deterioram com mais facilidade, com isso devemos redobrar a atenção na maneira e na qualidade da sua apresentação ao consumidor. As comidas comercializadas em rua podem causar danos à saúde, pois geralmente são embaladas, manipuladas e preparadas de forma inadequada. Os sintomas mais frequentes da intoxicação alimentar são diarreia, cólicas, náuseas, vômitos e febre. Os alimentos perecíveis como os produtos de origem animal, frutas, verduras e margarinas, devem ser acondicionados conforme o indicado no rótulo. Já os produtos resfriados devem estar em temperaturas de 2º C a 8º C e os congelados devem estar em torno de - 12º C. As frutas e verduras devem estar em temperatura amena e mantidas sempre úmidas e frescas. Alguns itens comuns precisam de uma atenção diferenciada nessa época, como é o caso do gelo, da maionese, do ovo e do leite. O gelo para ser consumido deve estar sempre acondicionado em embalagem específica e ser proveniente de água potável. A maionese deve ser industrializada, sendo proibida a comercialização de maionese produzida artesanalmente, aquelas feitas em casa.
O leite e o ovo só devem ser consumidos em estabelecimentos que comprovem a sua origem, observando se na embalagem constam as informações de procedência, a data de validade e o registro do órgão competente, como o Serviço de Inspeção Federal (SIF), Serviço de Inspeção Estadual (SIE) ou o Serviço de Inspeção Municipal (SIM). Em relação ao mercado de ambulantes, é preciso observar se o local onde estão instalados se encontra em boas condições de higiene, avaliar a higiene também do manipulador dos alimentos, se ele está usando roupa adequada como uniforme, gorro ou touca e sapato fechado e ainda se os produtos expostos à venda estão protegidos contra insetos e poeira. Os churrasquinhos devem estar acondicionados sob refrigeração e ser assado sempre na presença do consumidor. Os salgadinhos, como coxinhas, pastéis e empadas só devem ser consumidos se estiverem à venda em estufa com temperatura controlada. Em qualquer que seja o estabelecimento que comercializa alimentos, é seu direito verificar as condições higiênico sanitárias do estabelecimento e se a Licença Sanitária de Funcionamento está atualizada. Este documento deve ficar em local visível e comprova que o restaurante foi inspecionado e atendeu aos requisitos sanitários necessários ao seu funcionamento. As ações da Vigilância Sanitária Municipal, na área de alimentos, são executadas por uma equipe técnica, através de inspeções sanitárias programadas para liberação de Licença Sanitária e de intervenções demandadas através de denúncias em estabelecimentos que produzem e comercializam alimentos. São realizadas ações conjuntas com diversos órgãos, entre eles o Ministério Público, e atividades de educação sanitária como o curso básico para manipuladores de alimentos e campanhas educativas junto à população e comerciantes, com a distribuição de folders e panfletos.
Alerrandro visitando a Prontovet
Bacco em mais uma de suas travessuras
Meninão descansando depois de mais um plantão
Nélson descansando das aventuras com seu dono
“ASSIM COMO TEMOS A TENDÊNCIA DE SUPOR QUE O MUNDO É COMO NÓS O VEMOS, SOMOS TAMBÉM INGENUAMENTE LEVADOS A SUPOR QUE AS PESSSOAS SÃO AQUILO QUE IMAGINAMOS QUE SEJAM ”
O close lindo de Sofia Vitória
PRISCYLA BEZERRABEZERRA PRISCYLA @priscylabezerra
[Ela} Tá na Moda
Moça linda, do bem,cheia de vida e muito profissional. Paula Cabral entrou 2017 nutricionista, bombando a frente das comidinhas funcionais que leva o seu nome - Paula Cabral Comida Funcional (segue no insta @paulacabralcomidafuncional) e com uma nova proposta incrível e cheia de saúde para Campos, que é o Detox em Casa.Além disso, é esposa do Tuna e mãe do adorável Francisco que em vários videos aparece se divertindo com sua mãe na cozinha. Inquieta, Paula lançou este mês seu canal no you tube com a proposta de ficar cada vez mais perto das pessoas que desejam ter uma vida saudável e procuram saber mais sobre o assunto.Parabéns, Paulinha. Você merece todo o sucesso do mundo, viu?!
Look Domingueira Estamos na era dos macacões longos e diga-se de passagem, eles esbanjam elegância. Neste verão, a moda brincou com a gente e trouxe modelos lindos trabalhados com recortes em lugares estratégicos. Cintura, abdômen, costas peladas e alguns com decotes de tirar a concentração de qualquer ser humano, e se ele tiver bom gosto então.. “Batata”. Como já sou fã de macacões longos, os recortes vieram para acentuar minha paixão por eles e deixar sem dúvidas, que peças como esta sejam muito bem vindas no meu armário. E você ?!
O queridinho da Bloguesia O RayBan é um clássico que atende desde mulheres as mais básicas, como também as mais descoladas do mundo da moda. Mesmo mantendo os campeões de vendas no mercado, a marca não para e sempre lança aquele modelo que vira o hit do momento, como o modelo Hexagonal com várias opções de lentes e cores diferentes. A bloguesia adotou este modelo, e olha quem eu peguei se exibindo por aí. RB 2 - Camila Coelho
RB 1 - Thassia naves
RB 5 - Mari Saad
Acidentes com animais aquáticos Acidentes com animais aquáticos são comuns, e costumam ter a incidência elevada durante as temporadas de verão, quando as regiões litorâneas, rios e lagos recebem maior quantidade de banhistas. Perfurações, dores, queimaduras e lesões de diferentes intensidades estão entre os problemas que os acidentes com animais aquáticos podem causar. A maior parte das ocorrências se dá quando praticamos atividades como pesca, natação ou caminhadas no rio ou na praia sem as precauções devidas. Para evitar problemas, é recomendável que os banhistas prestem atenção redobrada e se movimentem lentamente dentro da água, e utilizem roupas de banho de cor escura, pois algumas espécies de animais venenosos conseguem desviar de obstáculos escuros. Por não saberem identificar o perigo, crianças correm maior risco, e não devem permanecer
Dra Paula Marsicano
desacompanhadas. Os pequenos devem ser orientados também a não tocar e a não brincar com animais aquáticos, mesmo que estejam mortos, pois algumas espécies venenosas mantêm o veneno ativo mesmo assim. Essa orientação, aliás, vale para os jovens e adultos também. Caso você sofra um acidente com animal aquático, procure o pronto-socorro ou os salva-vidas o mais rapidamente possível. Tratamentos caseiros não são indicados nessas situações, pois mascaram a dor e podem agravar o quadro clínico. Para que o tratamento ocorra de forma eficiente é necessário manter a calma e passar o máximo possível de informações, como as características do animal, horário do ataque e as sensações. Para evitar problemas, nada melhor que a informação. E lembre-se: no mar, no rio ou no lago, não basta se proteger contra o sol e os mosquitos. É preciso permanecer atento dentro d’água também!
Atendimento Clínica Pelle - Rua treze de Maio 286 / Ed.Medical Center Sala 512 / 22 2733 4211 Clínica Pró-vida - Rua Barão de Miracema 167 / 22 2736 9800 Campos dos Goytacazes.RJ
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Nós trocamos de pele durante toda a vida! EIS-ME AQUI! Nós trocamos de pele durante toda a vida! Ando tanto à flor da pele... Que o arrepio corre nela sem parar... De repente perco o ar! Em prantos, sem saber o que fazer pelo mundo. As lágrimas correm sem caminho certo... Decerto escorrem pelo canto mais profundo. Não aceito quem me sele... Parece que não sou mais daqui! A fraqueza me corrompe em pequenos cortes O espírito não me responde e só pensa nas mortes... Preciso ser! Cadê a fortaleza? Por instantes perdi a beleza! Do mundo em que vivo... Nesse estado é que me privo... Do mundo em que insisto em viver.
Os 15 belos anos de Carol Velasco ao lado dos pais; Kelly e Adriano Velasco com foto de Gilmar Ramos.
Sérgio Romero Costa, Bruno Carneiro, André Luiz Fontoura, Luiz Fernando Lopes, Valdecy Angelo, Marcelo Bensi, Fadib Nosseir. Um almoço árabe marcou o encontro desse grupo de amigos.
Um espetáculo de Kríssia Abreu.
O músico campista, Rogério Bicudo e Isabel Bicudo, comemorando 25 anos de casamento em Amsterdã onde residem.
Fernando Medina, Orencio Aquino Filho e Octavio Aquino, em brindes de verão!
Mais um 15 anos bonito clicado por Gilmar Ramos: Ana Carolina entre os pais: Ana Bárbara e Hermínio Godinho.
Fernanda Renó Maia - em fazenda Sertão curtindo fim de semana.
Jeanete Lopes Ferreira no azul das águas.
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@ju_ribeiros
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Não falei que elas estão pintando? Lu Almeida e Suzye Gomes num click mara de Luan Almeida
2 Esse casal lindão de fotógrafos é inspiração total, né? Paolla Wolino e Sérgio Oliveira
Os corações apaixonados se preparem, pois o “Baviera MPB Acústico” vai trazer o cantor Leoni a Campos. O show vai ser no dia 11 de março lá no Baviera. Ah, o show é uma parceria do Terceira Via com o queridíssimo produtor Claudinho Amaral. Com certeza vai ser top. Hoje 12/02 vai rolar o concurso assinado pelo estilista Nelcimar Pires; o consultor de moda, Carlos Frederico Silva e o promoter Ruan Barros, vai eleger o casal mais bonito do verão da região Norte Fluminense.
Minha noiva maravilhosa, Renata Corrêa. Deslumbrante no seu dia.
Nelcimar Pires com sua fantasia
As princesas do Galpãp 173, Maria Helena Pessanha e Iamê Leal
Thallis e Natália
Mayra Vilas Novas curtindo Trancoso em grande estilo