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Kaisen 226

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Uma revista em prol do Kosen-rufu do Brasil

KAISEN n. 226

ORIENTAÇÕES E MATÉRIAS DO ANO DE 2018 Mensagem de Ano-novo Orientações do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu Matéria de Estudo C

Cerimônia de Oko Treinamento de Verão para os Adeptos do Exterior Cerimônia de Oeshiki


LEMA DO ANO DE 2018

ANO DA AÇÃO

Diretrizes para a prática no ano de 2018 1. Concretização total da meta de shakubuku, com o gongyo e a recitação de daimoku. 2. Participação na Cerimônia de Oko e na Reunião do Núcleo, incentivando uns aos outros. 3. Promoção do desenvolvimento de pessoas valiosas, com a participação na peregrinação.

CINCO GRANDES LEMAS DA HOKKEKO SHOBOJI GONGYO Hokkeko que realmente faz o aprendizado do gongyo e do daimoku, polindo o corpo e a vida através da constante renovação. SHAKUBUKU Hokkeko que realmente pratica o shakubuku com benevolência, orando pela salvação de todas as pessoas através do Verdadeiro Budismo. HERANÇA DA CHAMA DA FÉ Hokkeko que através da pura fé realiza o kosen-rufu e a prosperidade dos familiares, assegurando a Herança da Chama da Fé. RETRIBUIÇÃO PELAS DÍVIDAS DE GRATIDÃO Hokkeko que realmente coloca em ação a retribuição pelas dívidas de gratidão aos Três Tesouros do Budismo, participando da Cerimônia de Oko, propagando a Lei através do shakubuku e contribuindo na forma de oferecimento de bens (gokuyo). ESTUDO DO BUDISMO Hokkeko que apresenta a prova real à sociedade, baseando-se no daimoku, participando espontaneamente nas diversas atividades, estudando o budismo e superando os sofrimentos e angústias.


Índice Mensagem de ano-novo 2018 .....................................................................................2 Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin

Mensagem para o gongyo de ano-novo ...................................................................3 Reverendo Gyoyu Urushibata

Mensagem para o gongyo de ano-novo ...................................................................5 Reverendo Prior Ryomu Seki

Reunião de recitação de daimoku em prol do kosen-rufu de janeiro ..............7 Recitação especial de Oko de janeiro .......................................................................8 Matéria de estudo para a reunião do núcleo de janeiro ......................................9 A prática da fé para as duas existências - presente e futura

Matéria para Treinamento de Verão do Templo Shoboji ..................................10 As nove consciências

Recitação especial de Oko de fevereiro .................................................................15 Matéria de estudo para a reunião do núcleo de fevereiro ...............................16 Sobre a arrogância

Reunião de recitação de daimoku em prol do kosen-rufu de março ............17 Recitação especial de Oko de março ......................................................................18 Matéria de estudo para a reunião do núcleo de março ....................................19 Sobre a postura para a realização das orações

Reunião de recitação de daimoku em prol do kosen-rufu de abril ................20 Recitação especial de Oko de abril .........................................................................22 Matéria de estudo para a reunião do núcleo de abril ........................................23 Sobre os oferecimentos (gokuyo)

Reunião de recitação de daimoku em prol do kosen-rufu de maio ...............24 Matéria de estudo para a reunião do núcleo de maio .......................................25 Sobre o cumprimento das quatro diretrizes

Reunião de recitação de daimoku em prol do kosen-rufu de junho ..............26 Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão de junho ........28 Recitação especial de Oko de junho .......................................................................32 Matéria de estudo para a reunião do núcleo de junho ......................................33 Os pássaros dodôs

Reunião de recitação de daimoku em prol do kosen-rufu de julho ...............34 Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão de julho ..........35 Recitação especial de Oko de julho .........................................................................39 Matéria de estudo para a reunião do núcleo de julho .......................................39 Os sete tipos de oferecimentos não materiais

Reunião de recitação de daimoku em prol do kosen-rufu de agosto ...........41 Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão de agosto ......42 Recitação especial de Oko de agosto .....................................................................45 Matéria de estudo para a reunião do núcleo de agosto ...................................46 Seja o mestre do seu coração e não faça do coração o seu mestre

Treinamento de Verão para os Adeptos do Exterior .........................................47 Sobre a vida de Nichiren Daishonin

Reunião de recitação de daimoku em prol do kosen-rufu de setembro ......56 Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão de setembro ..57 Recitação especial de Oko de setembro ................................................................61 Matéria de estudo para a reunião do núcleo de setembro ..............................62 Sobre o alimento

Recitação especial de Oko de outubro ...................................................................63 Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão de outubro ....64


Matéria de estudo para a reunião do núcleo de outubro .................................67 Nõo dualidade do ser e do ambiente

Cerimônia de Oeshiki ...................................................................................................68 Reverendo Gyoten Shirai

Cerimônia de Osehiki ...................................................................................................71 Reverendo Myoyo Kondoh

Reunião de recitação de daimoku em prol do kosen-rufu de novembro ......74 Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão de novembro..75 Recitação especial de Oko de novembro ...............................................................80 Matéria de estudo para a reunião do núcleo de novembro .............................81 Retribuir ao corvo preto a dívida de gratidão ao corvo branco

Reunião de recitação de daimoku em prol do kosen-rufu de dezembro ......82 Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão de dezembro..83 Recitação especial de Oko de dezembro ...............................................................87 Matéria de estudo para a reunião do núcleo de dezembro ..............................87 Espelho


Mensagem de Ano-novo 2018 Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin

Acredito que Nikken Shonin, Reverendíssimo Soberano da Lei na reserva, tenha recebido satisfatoriamente a passagem para o 766.º (septingentésimo sexagésimo sexto) ano do estabelecimento da doutrina. Gostaria de felicitar o Sr. Koichiro Hoshino – grão-diretor koto e chefe da Confederação Hokkeko – e todos os membros da Hokkeko pelo ano-novo que acabou de começar. No presente, a Nichiren Shoshu está avançando vigorosamente com a ascensão do anseio pelo shakubuku e pela propagação da Lei em todo o país, com a união de clérigos e adeptos em corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin e a prática da fé sólida de todos, baseada nos princípios de insignificância do corpo perante a grandiosidade da Lei e de propagação da Lei com a dedicação da própria vida, em prol do estabelecimento da estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até o octingentésimo aniversário de nascimento do fundador Nichiren Daishonin, em 2021. Isso se deveu, unicamente, ao resultado do desenvolvimento das lutas de shakubuku conduzidas de forma corajosa e resoluta pelas organizações Hokkeko de todos os templos, centralizadas nos mestres orientadores e nos diretores representantes dos adeptos – koto, unidas em torno da ardente determinação de concretizar as metas juradas para o Gohonzon, fato pelo qual não consigo me conter de tanta satisfação.

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Oro sinceramente para que, neste “Ano da Ação”, as organizações de todos os templos possam promover um grande avanço pela concretização das metas de shakubuku juradas para o Gohonzon, com a união ainda mais sólida para poderem manifestar toda a sua capacidade e conduzir lutas ainda maiores em prol do shakubuku. E, para isso, é fundamental que todas as organizações se unam e tenham a mesma intenção para se lançarem às lutas de shakubuku. Nichiren Daishonin revela na escritura “Sobre Corpos Diversos com o Mesmo Propósito (Itai Doshin no Koto)”: [...] mantendo corpos diversos com o mesmo propósito realizarão tudo. Se tiverem um mesmo corpo com diversos propósitos nada realizarão. Isso está definido nos mais de 3 mil volumes de sutras não budistas. O imperador Chou-wang de Yin, embora contasse com cavalaria de 700 mil, foi derrotado na batalha por ter diversos propósitos em um mesmo corpo. O imperador Wu-wang de Chou, embora com oitocentas pessoas, venceu por ter corpos diversos com o mesmo propósito. Se no coração de uma pessoa houver dois propósitos, estes concorrerão entre si e nada poderá ser realizado. Se cem ou mil pessoas tiverem um único propósito, sem falta, haverá realizações. Mesmo que haja muitas pessoas no Japão, com diversos propósitos em um mesmo corpo dificilmente haverá realizações. Deve-se ter a convicção de que os seguidores de Nichiren, embora sejam poucos, com corpos diversos com o mesmo propósito, realizarão algo grandioso e que o

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Sutra de Lótus será propagado com toda a certeza. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1389) .

A correta união, de corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, é o segredo para a vitória. Ou seja, para a vitória, o mais importante, acima de tudo, é que toda a organização tenha a mesma intenção e forte foco para concretizar a meta jurada para o Gohonzon e, com a união de corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, conduza o shakubuku com a participação de todos os membros. Isto é, quando a organização tiver em comum a consciência em torno do objetivo e a união de corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, e passar a desenvolver ações em conjunto, poderá firmar um vínculo sólido de união que a impedirá de ser derrotada quaisquer que sejam as maldades, constituindo assim uma organização sólida e ativa para atingir a meta jurada para o Gohonzon. Na obra intitulada “A Doutrina do Meio (Zhong yong)” consta: Se uma pessoa obtiver sucesso com uma única tentativa, eu tentarei cem vezes. Se alguém obtiver sucesso com dez tentativas, eu tentarei mil vezes. (Kanseki Kokujikai Zensho, volume 14, pág. 517)

Essa frase indica que, se alguém tiver sucesso com apenas uma tentativa, deve-se estar disposto a tentar cem vezes; e se alguém tiver sucesso com dez tentativas, deve-se estar disposto a tentar mil vezes para ter esse resultado. Além disso, indica que, por mais tola ou inábil que seja a pessoa, tendo-se essa disposição para tudo, ocorrerão grades realizações. No presente, com relação à nossa prática da fé, em especial ao shakubuku, penso que devemos realizar uma profunda autorreflexão se estamos realizando dez tentativas enquanto alguém faz uma; ou mil tentativas enquanto alguém faz cem. Atualmente, a Hokkeko de todo o Japão está avançando vigorosamente, dedicando todas as suas forças em prol do shakubuku, para receber gloriosamente a ocasião comemorativa do octingentésimo aniversário de nascimento do fundador Nichiren Daishonin, em 2021. Neste ensejo, desejando sinceramente que todos se levantem em prol do shakubuku com corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, e união, para que todas as organizações concretizem a meta jurada para o Gohonzon e recebam a apreciação do Buda fundador e dos Três Tesouros, gostaria de fazer destas palavras os meus cumprimentos pelo ano-novo.

Mensagem para o Gongyo de Ano-novo Reverendo Gyoyu Urushibata Chefe do Depto. do Exterior

Senhoras e senhores da Hokkeko de todo o mundo, minhas sinceras felicitações pelo novo ano de 2018! Minhas sinceras congratulações, neste início de ano, a todos os sacerdotes residentes no exterior, e também às senhoras e aos senhores adeptos da Hokkeko, pelo ano novo. Oro sinceramente em prol do estabelecimento da paz no mundo e do avanço ainda maior da propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu – em todos os países, bem como pela felicidade de cada um dos senhores. No ano passado, sob as orientações do 68.º Reverendíssimo Soberano da Lei, Nichinyo Shonin, os clérigos e adeptos da Nichiren Shoshu do mundo todo realizaram corajosamente o shakubuku em prol da concretização da meta de estabelecer a estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até o 800.ª (octingentésimo) aniversário de nascimento de Nichiren Daishonin, em 2021, atingindo resultados extraordinários não somente no Japão, mas também no exterior. Este será o quarto ano em prol do estabelecimento da estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko.

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Restam-nos três anos até o 800.º aniversário de nascimento de Nichiren Daishonin, em 2021. E não é muito o tempo que nos resta. A partir deste ano, levando-se em consideração o número de dias e meses que restam, é preciso que todos os países se voltem para a concretização plena do objetivo estabelecido no início, elaborando um planejamento minucioso, mensal e diário das atividades a serem colocadas em prática, para que toda a organização, em um só corpo, desenvolva ativamente as ações. Neste início de um novo ano, gostaria que cada um dos senhores renovasse a determinação em prol da concretização da meta de shakubuku jurada para o Gohonzon e que, dessa forma, toda a organização, em um só corpo, se dedique efetivamente para colocar as ações em prática. A Nichiren Shoshu definiu a diretriz deste ano como: “Ano da Ação”. Assim, o Departamento do Exterior definiu os três objetivos a seguir para prática deste ano: 1. Concretização total da meta de shakubuku, com o

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gongyo e a recitação de daimoku. 2. Participação na Cerimônia de Oko e na Reunião do Núcleo, incentivando uns aos outros. 3. Promoção do desenvolvimento de pessoas valiosas, com a participação na peregrinação. Falarei primeiramente sobre o significado da diretriz deste ano, “Ano da Ação”. Teremos, daqui a três anos, o 800.º aniversário de nascimento de Nichiren Daishonin, em 2021, e para concretizarmos plenamente a meta de estabelecer a estrutura organizacional de 800 mil adeptos, é preciso que toda a organização aja com a união de corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin. Quando cada pessoa se conscientiza da missão de Bodhisattva da Terra e age ativamente com a convicção absoluta no Dai-Gohonzon em todos os âmbitos – seja na semeadura, shakubuku e aprimoramento – essas ações, sem falta contarão com a apreciação de Nichiren Daishonin e terão, juntamente com o grandioso benefício, resultados concretos. Prosseguindo, falarei sobre os três objetivos para a prática deste ano: O primeiro é: “Concretização total da meta de shakubuku, com o gongyo e a recitação de daimoku”. Este é igual ao do ano passado. O gongyo, a recitação de daimoku e o shakubuku são os exercícios básicos para todos que abraçam, mantém, creem e praticam a Verdadeira Lei de Nichiren Daishonin. O gongyo é o exercício que deve ser realizado sem falta e diariamente, de manhã e de noite, definindo-se o horário e com o oferecimento de água, luminosidade, incenso e shikimi. Esse objetivo tem o propósito de fazer com que eleve a condição de vida, enfrente e supere as mais diversas dificuldades e adquira uma força vital vigorosa para cultivar uma vida de felicidade com o gongyo e a recitação de daimoku, e direcionar essa energia para a semeadura e o shakubuku. Especialmente com relação a pessoas recém-convertidas, é importante ensinar devidamente o significado desse objetivo e promover o aprimoramento delas, ensinando, inclusive, sobre os procedimentos perante o altar do Buda.

doshin, verificarem o direcionamento atual da Nichiren Shoshu e, em conformidade com ele, analisarem os objetivos a serem atingidos pela organização. Também há, na participação da Cerimônia de Oko, o propósito de fortalecer a união de corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin – dos companheiros, adeptos da Hokkeko, e é uma oportunidade para verificar as questões administrativas, na prática, da organização. A importância da participação nas reuniões do núcleo é de poder verificar o direcionamento da organização em unidade de grupo menor; promover corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin – em células menores; compartilhar os benefícios e as alegrias da prática da fé; incentivar um ao outro diante das dificuldades. Ou seja, participar desse tipo de círculo de companheirismo. As pessoas recém-convertidas poderão aprofundar a confiança na organização e a convicção na prática da fé, observando a organização com esse tipo de união acolhedora. O terceiro é: “Promoção do desenvolvimento de pessoas valiosas, com a participação na peregrinação”. A peregrinação, a visita ao Templo Principal, é a base da prática da fé da Nichiren Shoshu. O Templo Principal é a terra sagrada onde se encontra protegido o Dai-Gohonzon do Supremo Santuário do Portal Original – o âmago da vida de Nichiren Daishonin. continuamente, para a Iluminação. A peregrinação ao Templo Principal é uma importante oportunidade em que o Reverendíssimo Soberano da Lei realiza as orações para que possamos eliminar as calúnias à Lei e as causas negativas acumuladas desde o longínquo passado, fortalecer a nossa prática da fé, para a nossa saúde e para prolongar a duração de nossas vidas, e é também uma oportunidade de realizarmos orações

O segundo é: “Participação na Cerimônia de Oko e na Reunião do Núcleo, incentivando uns aos outros”. Oko é uma importante cerimônia celebrada mensalmente por toda a Nichiren Shoshu em retribuição pelas dívidas de gratidão ao Buda Original Nichiren Daishonin. Há diversos pontos quanto à participação na Cerimônia de Oko, mas, em primeiro lugar, deve-se retribuir pelas dívidas de gratidão a Nichiren Daishonin. E deve-se adquirir conhecimentos do budismo, ouvindo a preleção do mestre orientador. Além disso, é uma oportunidade de clérigos e adeptos, com corpos diversos com o mesmo propósito – itai

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diretamente para o Dai-Gohonzon e acumularmos grandiosos benefícios. Com a peregrinação ao Templo Principal, cada um de nós poderá estabelecer a convicção nos benefícios do DaiGohonzon, obter uma grande alegria e estabelecer uma prática da fé ainda mais sólida. E as pessoas recém-convertidas, em contato com o aspecto esplêndido do Templo Principal que tem atrás de si o Monte Fuji, com a oportunidade de encontrarem-se com o Dai-Gohonzon, poderão desenvolver a convicção na prática da fé. Nichiren Daishonin revela na escritura “Sobre o Objeto de Devoção da Introspecção (Kanjin no Honzon Sho)”: […] os cinco ideogramas do Myoho-Rengue-Kyo estão perfeitamente dotados das duas leis do Buda Sakyamuni – as causas pelas ações e os benefícios pelos efeitos. Se recebermos e mantivermos esses cinco ideogramas, esses benefícios pela causa e pelo efeito nos serão naturalmente concedidos. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 653)

E na escritura “Diálogo entre um Sábio e um Ignorante (Shogu Mondo Sho)” ensina: Para aqueles que seguem este Myoho-Rengue-Kyo, não haverá benefício que deixe de se realizar, nem a raiz do Bem que deixe de agir. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 408)

Sobre essa frase da escritura, o Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin orientou o seguinte na ocasião da Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu do mês de novembro do ano passado: No presente, a Nichiren Shoshu está desenvolvendo corajosamente as lutas de shakubuku em todas as organizações, seja de dia ou de noite, em prol da concretização da meta de estabelecer a estrutura

organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até o ano de 2021, com a união de clérigos e adeptos em corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin. Num momento como este, o mais importante é desenvolver as lutas de shakubuku de propagar a Lei com a dedicação da própria vida, com toda a organização unida e com corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, reverenciando o benefício amplo e ilimitado do Dai-Gohonzon com a fé absoluta e, gravando a frase que lemos respeitosamente há pouco, levantarmo-nos em prol da grande aspiração de salvar todos os seres conforme legado por Nichiren Daishonin, na condição de seus discípulos e adeptos, com a determinação resoluta de jamais desistir. (Dainichiren, edição nº. 862, pág. 23)

Senhoras e senhores da Hokkeko de todo o mundo, com a convicção no dito dourado de Nichrien Daishonin: “Para aqueles que seguem este Myoho-Rengue-Kyo, não haverá benefício que deixe de se realizar, nem a raiz do Bem que deixe de agir” e gravando a orientação do Reverendíssimo Soberano da Lei: “o mais importante é desenvolver as lutas de shakubuku de propagar a Lei com a dedicação da própria vida, com toda a organização unida e com corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, [...] levantarmo-nos em prol da grande aspiração de salvar todos os seres conforme legado por Nichiren Daishonin na condição de seus discípulos e adeptos”, vamos nos dedicar durante o decorrer deste ano, com clérigos e adeptos unindo as forças e desenvolvendo ações em conjunto com a pratica da fé vigorosa, em prol da concretização da meta jurada para o Gohonzon. Orando de coração pela felicidade de cada um dos senhores e pelo avanço da paz e da propagação irrestrita da Verdadeira Lei em todos os países, faço destas palavras os meus cumprimentos pelo ano-novo.

Mensagem para o Gongyo de Ano-novo Reverendo Prior Ryomu Seki

Minhas congratulações pelo novo ano. Neste ensejo do Gongyo de Ano-novo do “Ano da Ação” realizei a leitura da liturgia juntamente com os senhores presentes, e orei profundamente pela saúde e pela realização dos desejos no decorrer deste ano, bem como pela concretização do objetivo de shakubuku. Pois bem, este ano foi denominado de “Ano da Ação”. A nossa vida é sempre acompanhada de ações, mas, especialmente neste ano, gostaria que refletissem profundamente sobre as ações relacionadas aos exercícios no caminho do Buda. Como é do conhecimento dos senhores, Nichinyo Shonin tem nos orientado constantemente sobre a importância do shakubuku. Quando

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observamos a conjuntura atual do mundo, constatamos que vários países e pessoas estão sofrendo com diversas circunstâncias. Podemos afirmar que não há outra forma de solucionar os sofrimentos desde a raiz, a não ser com o exercício correto do shakubuku. Quando todos receberem o gojukai e passarem a recitar juntos o Nam-Myoho-RengueKyo, não há dúvidas que atingirão a Iluminação e que, a partir dessa condição de vida da Iluminação, a paz no mundo, em seu verdadeiro sentido, poderá ser concretizada. Este ano, completamos cinquenta anos desde que os sacerdotes passaram a permanecer aqui, e vinte anos da fundação do Centro de Propagação de Angra dos Reis. E este Templo Shoboji, completará treze anos de seu

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estabelecimento. É um ano importante para promover ainda mais a propagação da Lei no Brasil. Acredito que alguns dos senhores tenha participado da Cerimônia de Inauguração e de Consagração do Templo Shoboji em 2005 e se lembre da grande alegria que sentiram naquela ocasião. Este Templo Shoboji foi estabelecido com a benevolência do 67.º Reverendíssimo Soberano da Lei Nikken Shonin e com os preciosos oferecimentos (gokuyo) dos senhores. Considero importantes as ações para retribuir pelas dívidas de gratidão à benevolência de Nikken Shosnin. Acredito que entre as pessoas que começaram a seguir a Nichiren Shohsu, recebendo o gojukai nos últimos anos, haja aquelas que tiveram como motivação receber benefícios. Naturalmente que isso não é errado. Mas o foco dos exercícios de aprimoramento é a retribuição pelas dívidas de gratidão. Nós podemos atingir a condição de vida da Iluminação porque o Buda Original Nichiren Daishonin inscreveu o Dai-Gohonzon. Todos os sofrimentos e dificuldades sem falta poderão ser enfrentadas e superadas, e poderemos atingir a condição de vida da Iluminação ao realizarmos os exercícios do caminho do Buda com a convicção absoluta no Dai-Gohonzon. Acredito que as pessoas que receberam o gojukai e praticam há muito tempo saibam bem sobre isso. E é importante que convertam esses conhecimentos em ações. Especialmente neste ano, gostaria que focassem nos dois pontos: “participação na Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu e na Cerimônia de Oko” e “concretização da meta de shakubuku”. É orientação do Reverendíssimo Soberano da Lei que clérigos e adeptos, unidos, orem em prol da concretização de shakubuku, da propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu, e da paz em âmbito mundial, na Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu. Com o exercício de recitação de daimoku no mesmo compasso realizado por clérigos e adeptos em harmonia física e espiritual, a oração verdadeira – do NamMyoho-Rengue-Kyo – recitada com a nossa boca, propagará para o mundo todo, purificando as nações e as condições de vida das pessoas. Esse precioso exercício no caminho do Buda é realizado uma vez ao mês. Ou seja, temos somente doze oportunidades como esta ao ano. Naturalmente que o ideal é que possa realizá-lo diariamente, mas como isso seria difícil na prática, o Reverendíssimo Soberano da Lei estabeleceu a realização mensal da Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu. Temos apenas doze reuniões de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu por ano. Gostaria que os senhores participassem, sem faltar nenhuma vez. E, logo após a Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu, há a celebração do Eidai-kyo (Oferenda Memorial Permanente). Eidai-kyo é uma importante cerimônia em que os familiares se reúnem no Templo, erigem

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o toba e oram pela iluminação dos falecidos. O benefício de erigir o toba é imensurável. Nichiren Daishonin ensina que a nossa vida se mantém eternamente, e que a morte nada mais é do que o resultado de uma mudança, que será seguida de uma nova mudança em conformidade com o princípio da Causa e Efeito. Participar do Eidai-kyo e orar pela Iluminação das pessoas que faleceram indica prezar a vida dessas pessoas. As pessoas que têm essa condição de vida, naturalmente conseguem prezar a vida das pessoas ao redor que atualmente estão vivas, fazendo com que estas também passem a prezar pela vida dela. O oferecimento de toba, desta forma, é realmente importante. Se possível, gostaria que transmitissem a importância da oferenda memorial, oferecendo um toba que seja, com o nome de seu filho ou de neto como requerente. Quanto à importância da “concretização da meta de shakubuku”, penso que os senhores já saibam. Na orientação de Nichinyo Shonin que ouviram há pouco consta:

A correta união, de corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, é o segredo para a vitória. Ou seja, para a vitória, o mais importante, acima de tudo, é que toda a organização tenha a mesma intenção e forte foco para concretizar a meta jurada para o Gohonzon e, com a união de corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, conduza o shakubuku com a participação de todos os membros. Ou seja, quando a organização tiver em comum a consciência em torno do objetivo e a união de corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, e passar a desenvolver ações em conjunto, poderá firmar um vínculo sólido de união que a impedirá de ser derrotada quaisquer que sejam as maldades, constituindo assim uma organização sólida e ativa para atingir a meta jurada para o Gohonzon. Esta organização, chamada Hokkeko, existe para que se possa crer e abraçar corretamente o ensino de Nichiren Daishonin, atingir a Iluminação na Forma Presente e alcançar a verdadeira felicidade. Quaisquer que sejam as dificuldades, é possível enfrentar e superá-las com satisfação. Esse é o ensino de Nichiren Daishonin e a organização para manter a fé é a Hokkeko. Se desejamos realizar o shakubuku, salvar as pessoas e obter a grande satisfação, não há outra forma a não ser com o estabelecimento da organização Hokkeko com corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin. E penso que o meio concreto para isso seja a participação na Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu, Eidai-kyo e Cerimônia de Oko. Quanto aos senhores, peço que reflitam profundamente sobre esse ponto para que possamos atingir o objetivo de shakubuku deste ano, haja o que houver, e vamos, assim, retribuir pelas dívidas de gratidão aos Três Tesouros! Meus sinceros agradecimentos pela sua presença nesta data. Muito obrigado.

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Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu 7 de janeiro de 2018

Nesta ocasião da Reunião de Recitação de Daimoku em Prol do Kosen-rufu do mês de janeiro do “Ano da Ação”, realizamos o exercício de recitação de daimoku sob a liderança do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin no Templo Principal, em corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin – com os clérigos e adeptos de todo o mundo, e orei profundamente pela concretização da meta de “estabelecer a estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até o octingentésimo aniversário de nascimento do fundador, Nichiren Daishonin, em 2021”, e também para que todos os senhores concretizem efetivamente o objetivo de “cada pessoa realizar no mínimo um shakubuku por ano”. Meus sinceros reconhecimentos pela presença de cada um dos senhores. Pois bem, diante do início de um novo ano, os senhores fizeram uma autorreflexão sobre o ano que passou e estabeleceram os objetivos para este ano? Como foi a sua prática da fé no decorrer do ano passado? Conseguiram concretizar o shakubuku ou não conseguiram? Quanto às pessoas que conseguiram, gostaria que estabelecessem um novo objetivo para este ano, e as que não conseguiram, gostaria que fizessem uma autorreflexão e procurassem medidas para corrigir o que ficou faltando, para depois estabelecerem o objetivo para este ano. A diretriz deste ano foi denominada de “Ano da Ação”. E temos como objetivos para prática: 1. Concretização total da meta de shakubuku, com o gongyo e a recitação de daimoku; 2. Participação na Cerimônia de Oko e na Reunião do Núcleo, incentivando uns aos outros; e 3. Promoção do desenvolvimento de pessoas valiosas, com a participação na peregrinação. Gostaria que se dedicassem aos exercícios diários da prática da fé, tendo-os sempre em mente. O Reverendíssimo Soberano da Lei nos orienta: Se alguém estiver pensando: “Estou praticando com tanta dedicação... E por que será que eu não consigo ser feliz?”, peço para que reflitam bem. Estão praticando o shakubuku? Não estariam pensando apenas em si próprios? Nesse caso, estão praticando o Budismo Hinayana. Não conseguirão atingir a Iluminação, por mais que se dedicam na prática do Budismo Hinayana. Precisam, de fato, estar em conformidade com o propósito do Budismo Mahayana e ter a firme intenção de buscar a felicidade não somente para si, mas também para outras pessoas. Por isso é importante que realize o shakubuku, falando para diversas pessoas. (Dainichiren, edição de agosto de 2017, pág. 53)

Gostaria que, neste ano, cada pessoa, sem falta, consiga concretizar no mínimo um shakubuku, dedicando-se à prática da fé no dia a dia, com a intenção de realizar o

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shakubuku. Buscar apenas a felicidade para si próprio é comparável a praticar o Budismo Hinayana e, desse modo, não será possível atingir a Iluminação. E, com a busca apenas da felicidade individual, a propagação irrestrita da Lei – kosenrufu – jamais será concretizada. Temos o dito dourado: Esta é uma época impura. A natureza das pessoas é desvirtuada e distorcida, por isto, somente as calúnias à Lei dos ensinos provisórios são abundantes, sendo difícil propagar a Verdadeira Lei. Nesta época, é inútil a prática anterior da leitura, recitação e transcrição, ou mesmo devotar-se à meditação, à criação de práticas e ao aperfeiçoamento com a prática de austeridades. Decididamente, deve exercitar o shakubuku e se tiver poderes use de sua influência para destruir a calúnia à Lei. Além disso, utilize-se da doutrina para refutar as heresias. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 403)

Conforme essa frase, as tristezas transbordam no mundo atual, com a ocorrência de incidentes trágicos quase diariamente, e o coração das pessoas está corrompido. Numa época assim, somente o exercício de shakubuku leva à Iluminação e é o caminho para a propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu.

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O Reverendíssimo Soberano da Lei nos orienta: No presente, a Nichiren Shoshu está praticando o shakubuku com toda a organização unida em prol do estabelecimento da estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko em 2021. Assim, penso ser importante que as pessoas reunidas aqui hoje, primeiramente, tenham a determinação resoluta e, almejando a concretização da meta jurada para o Gohonzon, levantem-se em prol do shakubuku – de refutar o errôneo e revelar o Verdadeiro. Em vez de deixarem para outras pessoas fazerem, cada um deve praticar o shakubuku e levantar-se para tornar-se o protagonista da concretização da meta jurada para o Gohonzon. Quando praticarem efetivamente o shakubuku, corajosa e resolutamente, tenho a convicção de que a meta jurada para o Gohonzon, sem falta, poderá ser concretizada. (Dainichiren, edição de agosto de 2017, pág. 69)

Agindo com o pensamento do tipo: “Shakubuku? Certamente, alguém vai fazer...”, nem a sua Iluminação nem a meta do núcleo jurada para o Gohonzon serão concretizadas. Atualmente, a Hokkeko como um todo, ou

seja, clérigos e adeptos da Nichiren Shoshu do mundo todo, está praticando o shakubuku, almejando a propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu, e buscando a Iluminação. Não podemos nos excluir desse movimento. Neste exato momento, em algum país do mundo está sendo realizado o exercício de recitação de daimoku, a prática de shakubuku, e alguém está recebendo o gojukai (conversão). A chave da ampla propagação da Lei no Brasil somos nós. Depende de nós se o Brasil vai melhorar ou se ele vai continuar sendo o mesmo. O ano acabou de começar, mas se descuidarmos, o tempo terá passado num instante. Em vez de repetir a sensação de ter falhado por novamente não ter conseguido concretizar o shakubuku, vamos agir desde o início do ano para que possamos compartilhar a alegria da realização e de podermos praticar juntos! Orando sinceramente pelo sucesso e saúde de todos no decorrer deste mês, faço destas palavras os meus cumprimentos. Meus sinceros reconhecimentos pela sua participação nesta Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu deste mês. Muito obrigado.

Recitação Especial de Oko Orientação do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin 13 de janeiro de 2018

Nichiren Daishonin esclarece no Gosho “Sobre a Facilidade e Dificuldade relativa dos outros Sutras e o Sutra de Lótus (Shokyo to Hokekyo to Nan-i no Koto)” como segue: Como o budismo veio sendo gradativamente violado, o mundo também veio se degradando. O budismo é como o corpo, e o mundo, como a sombra. Quando o corpo se entorta, sua sombra fica torta. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1469)

À luz do budismo, a causa de infortúnios – incluindo desastres naturais, acidentes trágicos e problemas, guerra e fome, corrupção e confusões na política, economia e educação – é somente devida à distorção de várias religiões. É o resultado da crença das pessoas em ensinos errôneos, e não na Lei correta. Portanto, Nichiren Daishonin expõe na escritura, como segue: Se almeja a tranquilidade imediata do mundo, deve a todo o custo eliminar as calúnias à Lei de todo o país. (O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade, Heisei Shimpen Gosho, pág. 247)

Colocar estas valiosas palavras em prática e salvar muitas pessoas que sofrem adversidades devido ao veneno das calúnias à Lei é, sem dúvida, a nobre missão atribuída aos adeptos da Hokkeko. Nossa missão é também purificar o mundo, salvar o nosso país, e posteriormente todo o mundo baseado na prática.

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A Nichiren Shoshu está avançando com união entre clérigos e adeptos no sentido de atingir a estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até o 800.º aniversário de nascimento do fundador Nichiren Daishonin, em 2021. Nós deveríamos considerar como nossa maior satisfação e oportunidade, a possibilidade de atingir este valioso objetivo. É uma oportunidade de um em um milhão. É essencial direcionarmos as nossas ações em prol do shakubuku, de forma que todos os núcleos consigam atingir os seus respectivos objetivos. Além disso, seguindo o exemplo daqueles que realizaram o shakubuku e apresentaram um novo membro, este por sua vez deveria se colocar no lugar do seu mentor e também praticar o shakubuku, conduzindo as pessoas que sofrem com os venenos das calúnias à Lei para o verdadeiro ensino. Shakubuku é a prática budista suprema. É também a prática máxima no sentido de retribuir pelas dívidas de gratidão aos Três Tesouros do verdadeiro budismo. Assim, o 26.º Reverendíssimo Soberano da Lei Nichikan Shonin ensina na “Exegese sobre a Retribuição pelas Dívidas de Gratidão (Hoon Sho Mondan)”: Combater as leis errôneas é retribuir pelas dívidas de gratidão [...] propagar a Verdadeira Lei é agradecer pelos benefícios [...] Ou seja, se combater as leis errôneas sem poupar a própria vida e propagar a Verdadeira Lei, não

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ocorrerá de não conseguir retribuir por todas as dívidas de gratidão. (Mondan, pág. 384)

Shakubuku é precisamente a prática suprema de retribuir pelas quatro dívidas de gratidão, incluindo as dívidas de gratidão aos três Tesouros. Nós precisamos nos conscientizar de que a verdadeira prática de retribuição pelas dívidas de gratidão, tanto para clérigos como adeptos da Nichiren Shoshu, é seguir a grande benevolência de Nichiren Daishonin, que estabeleceu o DaiGohonzon das Três Grandes Leis Secretas, e colocou shakubuku em prática – refutando as calúnias à Lei e revelando a verdade – com base no princípio de propagar a Lei sem poupar as nossas vidas. Ao mesmo tempo, graças àqueles que nos ensinaram sobre o Budismo da Nichiren Shoshu através do shakubuku, fomos capazes de encontrar

o Dai-Gohonzon. Portanto, precisamos reconhecer e retribuir pelas dívidas de gratidão a essas pessoas. Na visão budista, podemos reconhecer e retribuir àqueles que nos encaminharam ao budismo da Nichiren Shoshu realizando o shakubuku, em benefício das pessoas que ainda não conhecem a Grandiosa Lei, ensinando-lhes sobre o budismo de Nichiren Daishonin, a Lei secreta que salva todos os seres. Em outras palavras, shakubuku é o ato supremo de retribuição pelas dívidas de gratidão. Eu sinceramente desejo que todos as senhoras e senhores realizem corajosamente o shakubuku, de forma a não terem qualquer arrependimento. Assim, cada membro será capaz de retribuir pela dívida de gratidão à vasta e ilimitada benevolência do Dai-Gohonzon.

A prática da fé para as duas existências – presente e futura Reverendo Gyoho Mitani Matéria de Estudo para o Núcleo de Janeiro

O budismo revela a relação causal que permeia as três existências – passado, presente e futuro. Nichiren Daishonn afirma na escritura “A Abertura dos Olhos (Kaimoku Sho)”: Conforme Tien-tai: “Todos os meus males e sofrimentos do presente são decorrentes do passado, e terei no futuro a consequência do acúmulo de exercícios do Bem nesta existência”. Consta no Sutra Shinjikan: “Desejando conhecer as causas do passado, observe os efeitos no presente. Desejando conhecer os efeitos no futuro, observe as causas do presente”. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 571)

E assim, esclarece que os carmas (todas as ações e influências resultantes dessas ações) acumuladas diariamente por nós permanecem, remanescendo através das três existências, com base no princípio de causa e efeito. Os carmas são constituídas pelas “ações com o corpo” – praticadas com o corpo, “ações com a boca” – que se referem a expressão das palavras – e “ações com a mente” – que são os sentimentos que despertam as ações e as falas. Elas representam todas as nossas atividades vitais, e definem a nossa condição de vida e o modo de viver. Esse conceito do carma pode ser facilmente compreendido observando a relação das ações no presente com o resultado. Por exemplo, no âmbito dos esportes e da música, a ação de repetir o treinamento vem a ser a causa para obter um bom resultado. Entretanto, no conceito do carma do budismo, busca- se nas ações e comportamentos das existências passadas, as causas de todos os sofrimentos e alegrias que experimentamos, rompendo a barreira da existência presente, e também faz com que observemos as causas e os efeitos nas existências futuras. K A I S E N

Porém, no Gohonzon que reverenciamos todos os dias, na parte superior, à direita, consta: “para as duas existências – presente e futura”, e não faz referência à existência passada. Por que será? Porque não adianta ficarmos apegados ao passado. Não podemos mudar nem apagar o passado. De fato, com a conversão ao Budismo de Nichiren Daishonin, podemos eliminar as causas negativas das existências passadas e transformar até o carma gerado nas existências passadas que se manifestam na existência presente. Mas isso não quer dizer que serão anulados os fatos que já ocorreram. Por exemplo, caso venha a ferir uma pessoa, a ação em si cessará imediatamente, mas algo como arrependimento e má impressão que acompanham o ato de ter ferido remanescerão. E com isso, posteriormente, sem falta sentirá o sofrimento. Todas as ações sem falta surtem influências depois. O ser humano não é perfeito e todos cometem erros. O importante é admitir os erros, arrepender-se profundamente e procurar não repetir os mesmos erros no futuro. E por não sermos perfeitos, por cometermos erros é que podemos nos voltar para o Gohonzon e recitar o daimoku. Quando deixamos de nos apegar ao passado e vivermos de forma construtiva para as nossas existências presente e futura, certamente todos os sofrimentos serão amenizados. Isso porque, ao nos apegarmos ao passado, estaremos apenas nos lamentando e reclamando. Com benevolência e humildade, poderemos desbravar o nosso futuro. Nichiren Daishonin ensina na escritura “Diálogo sobre Manter o Sutra de Lótus (Jimyo Hokke Mondo Sho)”: A fama e a fortuna são enfeites apenas da existência presente; a arrogância e o apego são grilhões para as N º 2 2 6

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existências futuras. Deve-se envergonhar, envergonhar! Deve-se temer, deve-se temer!

deve-se

(Heisei Shimpen Gosho, pág. 296)

É fundamental que, para o bem de outras pessoas e para um objetivo ainda maior, abandone o “ego”. Assim, naturalmente (depois de atingir um certo patamar), poderá compreender que tudo foi necessário, para conseguir atingir a condição de vida de felicidade. Por exemplo, é tal como perceber a gratidão que devemos aos nossos pais somente quando nos tornarmos pais. Quando nos tornamos pais é que percebermos quão difícil é criar um filho. E os pais não comentam com os filhos quão difícil é a criação deles. E embora, não voltemos os olhos para o passado, quando passamos a viver em prol das duas existências – presente e futura, naturalmente conseguimos compreender o passado. Mesmo com relação às falhas que cometemos, quando olhamos para trás, constatamos que nada foi em vão. As experiências de termos nos defrontado com os sofrimentos nos tornou mais fortes, e também nos deu a capacidade de perceber a dor alheia. Mas também não indica que a vida se transformará, simplesmente por tomarmos uma decisão conforme ensinado pelos princípios éticos e morais: “Vamos viver positivamente sem nos prendermos ao passado! Vamos mudar o nosso pensamento e a forma de interpretar as coisas!”. Isso porque, em muitas situações, as emoções passam à frente da razão que temos em nossa mente, e,

frequentemente, a natureza que originalmente possuímos não nos permite agir conforme a razão. E é nesse ponto que se faz necessária a doutrina que ilumina as profundezas da vida dos seres humanos. Sem a Lei Mística, que conduz corretamente o corpo e a mente desde a sua base, não se consegue tornar uma pessoa verdadeiramente positiva e nem originar uma mente proativa. Nichiren Daishonin revela na escritura “Resposta ao Suserano Nanjo (Nanjo Dono Gohenji)”: Por ser mística a Lei, a pessoa é nobre, e por ser a pessoa nobre, o local é sagrado. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1569)

E assim, ensina que, como benefício de crer e abraçar o Gohonzon e de recitar o daimoku, pode-se aprimorar a sua natureza como um ser humano, manifestar uma mentalidade positiva e firme, e transformar a tudo – seja o ambiente, seja o relacionamento humano – para que seja agradável e brilhante. Neste mês, do inicio de um ano, vamos acumular diariamente a recitação de daimoku, sem nos prendermos aos sofrimentos e erros do ano passado, e renovarmos juntos a determinação que nos leve não somente à concretização de nossos objetivos pessoais, mas também à felicidade de outras pessoas e à propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu.

As Nove Consciências Matéria para o Treinamento de Verão do Templo Shoboji Reverendo Prior Ryomu Seki 04 de fevereiro de 2018

Os exercícios da nossa prática da fé visam atingir a suprema condição de vida, denominada Iluminação. Como senso comum, ocasionalmente, associa-se a Iluminação a algo extremamente distante. Há também o conceito de que se atinge a Iluminação depois do falecimento. Tais pensamentos não são do ensino de Nichiren Daishonin. Assim, hoje, gostaria de falar sobre a postura para se realizar os exercícios de aprimoramento no caminho do Buda. Ou seja, pretendo lhes falar com base na frase: “Deve manter o coração na nona consciência e realizar o exercício de aprimoramento com as seis consciências”. Essa frase consta da escritura “Resposta à Viúva do Suserano de Ueno (Ueno Dono Goke Ama Gohenji)”, mãe do suserano Nanjo Tokimitsu que realizou o oferecimento (gokuyo) do Templo Principal Taisekiji. Ou seja: Temos ainda as palavras dos antigos sábios: “Deve manter o coração na nona consciência e realizar o exercício de aprimoramento com as seis consciências”. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 338)

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Pois bem, essa “nona consciência” refere-se a “nove consciências”, as nove classificações das manifestações do coração que servem para nós avaliarmos os fatos ou para refletirmos, depois de analisar e desvendar profundamente. O budismo revela e esclarece as manifestações do coração e a vida sob diversos pontos de vista, e essas “nove consciências” é um de seus princípios. É um ensinamento que aborda a vida sob uma perspectiva plena, inclusive o seu inconsciente, com base na análise da manifestação da consciência dos seres humanos. Pois bem, quanto às nove consciências, conforme o termo, é a classificação da consciência em nove. Gostaria então de citar a denominação de cada uma das nove consciências. A primeira é a consciência ligada à visão, a segunda, à audição, a terceira, ao olfato, a quarta, ao paladar, e a quinta, ao tato. Estas são denominadas “cinco consciências”. Depois das cinco consciências temos a sexta, a do raciocínio. Juntamente com as cinco consciências anteriores compõem as chamadas “seis consciências”. A sétima é N º 2 2 6

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consciência manas, a oitava, a consciência alaya, e a nona, a consciência amala. Citei, dessa forma, a denominação das nove consciências. Todas, no japonês, são acompanhadas pelo ideograma “shiki (consciência)”. Esse “shiki (consciência)” é a tradução para o japonês do termo em sânscrito (língua da Índia antiga), que tem o significado de “ação de analisar algo e perceber”. Ou seja, indica que “shiki (consciência)” refere-se a classificar, julgar, perceber e distinguir. Todas as formas de vida distinguem as condições externas para preservarem as suas vidas. Por exemplo, as plantas também precisam distinguir a diferença de temperatura entre o inverno – frio, e o verão – quente, pois sem isso não conseguiriam preservar as suas vidas. Caso uma árvore se carregasse com folhas grandes no inverno frio, perderia água e morreria. Portanto, para preservar a vida, a árvore distingue a mudança de temperatura do lado de fora, fazendo cair as suas folhas no inverno, tomando medidas para sobreviver ao frio. Nós também estamos preservando as nossas vidas, através do discernimento. Por exemplo, sobre a mesa estão dispostos diversos objetos. Por estarmos distinguindo “o que se pode comer” e “o que não se pode comer”, é que não comemos o prato. O discernimento é a ação fundamental para preservar a vida. Ou seja, o conceito das nove consciências do budismo é aquele que atribui a causa da felicidade ou da infelicidade ao íntimo do ser humano, e desvenda o âmago da sua consciência. Pois bem, gostaria então de explicar sobre as nove consciências. Conforme citei há pouco, as atividades vitais se fundamentam na relação entre a captura de materiais e informações externas para analisar e então reagir às condições externas. Os órgãos ligados à visão, audição, olfato, paladar e tato servem de canais de acesso para as atividades vitais básicas e são denominados de cinco órgãos dos sentidos ou referidos como cinco sentidos. Cada um desses cinco órgãos dos sentidos possui a função de distinguir diversos elementos ou pessoas, externos, e por essa razão essas funções são denominadas de cinco consciências. Por exemplo, a consciência ligada à visão age para que o sentido da visão consiga distinguir aquilo que possui aspecto ou forma e, da mesma forma, a da audição, para distinguir vozes e sons, e a do olfato, o aroma e o cheiro; a do paladar, os sabores como o doce ou o ardido, e a do tato (pele), a sensação como a de rigidez ou de maciez, do frio ou do calor do clima, do abafado ou do frescor da brisa. Citando um exemplo de fácil compreensão, vamos supor que uma pessoa entre num restaurante, peça um bife que aprecia muito, mas, ao contrário do que esperava, seja lhe servido um bife com a cor esquisita, que pareça ruim aos olhos de qualquer pessoa. Ela vai olhar (consciência ligada à

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visão), cheirar o aroma (consciência ligada ao olfato) e provar um pouco o seu sabor (consciência ligada ao paladar). Vamos citar outro exemplo. Vamos supor que, ao andar numa rua molhada pela chuva, passe um automóvel e espirre água suja em sua calça. Quando isso ocorrer, vai fazer um barulho como “splash”, vai sentir a água respingada (consciência ligada ao tato) e vai olhar para a calça molhada (consciência ligada à visão). Assim, as cinco consciências estão ininterruptamente em ação no dia a dia. Portanto, as nossas atividades vitais são administradas com a correlação de captação de elementos ou informações do meio externo através dos cinco órgãos dos sentidos com a análise e reação ao meio externo com base nessa análise. E o funcionamento dessas cinco consciências desvanecerá por completo com o falecimento. Pois bem, depois das cinco consciências, temos a sexta, a do raciocínio. É denominada de “consciência ligada ao raciocínio”, a consciência de analisar e distinguir as diversas informações e sensações captadas, com os cinco órgãos do sentido como canais de acesso – ou seja, o que foi visto com os olhos, os sons escutados com os ouvidos, os aromas percebidos pelo nariz, o sabor sentido através da língua, o contato sentido com as mãos, pés e o corpo em si. Há uma parábola budista sobre “as seis janelas e um macaco”. É a história sobre um macaco dentro de um cubículo com seis janelas. Ele ora expõe a sua face em uma janela, ora em outra, e assim vai, de janela em janela, mostrando o seu rosto. A face pode ser vista através das seis janelas, mas não quer dizer que existam seis macacos. Essa história faz a analogia do macaco com o coração das pessoas e das seis janelas com os seis sentidos, como os da visão. De fato, o nosso coração, conforme mencionei há pouco, nunca está inerte, sendo abalado e agitado de diversas formas a cada instante pelos seis sentidos. É fato também que os pensamentos egoísticos afloram um atrás do outro, por influência de fatores externos. Todos ativam as seis consciências – como as relacionadas à visão e à audição –, pelas perspectivas do exterior, vistas pelas seis janelas, ou seja, pelos seis sentidos. Pois bem, da mesma forma que, embora haja seis janelas e apenas um macaco, apesar de as cinco consciências – como as relacionadas à visão e à audição, que reagem aos seis sentidos, como a visão e audição – serem independentes, são todas abarcadas pela consciência ligada ao raciocínio. Ou seja, é a sexta consciência ligada ao raciocínio que, na retaguarda dos canais de acesso desses cinco órgãos de sentido, promove a integração deles e captura o que entra através deles, julgando e classificando. À luz dos exemplos anteriores, no caso do restaurante, pensar, ao olhar para o bife de má aparência: “é melhor não comer este bife...” ou, no caso do automóvel: “que carro atrevido!”, temos a consciência ligada ao raciocínio.

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Portanto, a consciência ligada ao raciocínio está constantemente em ação, através das cinco consciências. Quanto a esses dois exemplos, eles geram diversas reações conforme a pessoa. Pode ser que sinta raiva com relação ao restaurante ou, embora deixe de comer, mantenha-se em silêncio, resignado. No caso do automóvel, pode ser que dirija ofensas na direção do carro, ou faça uma reflexão, considerando ter sido uma falta de atenção de sua parte também. De qualquer forma, surgem diversas formas de consciência ligadas ao raciocínio. Assim, as atividades da mente, representadas pelo intelecto e pela razão no dia a dia, como a de visualizar, ouvir sons, pensar, analisar ou lembrar do passado, fazem parte da sexta consciência, ligada ao raciocínio. De qualquer forma, até a sexta consciência, são capacidades que qualquer pessoa pode desenvolver, sem esforços específicos. Entretanto, caso só possa analisar com base apenas nessas seis consciências, será dominado pelo ambiente em constante transformação, sendo levado por um modo de vida impetuoso e emotivo, e não poderá viver uma vida e o dia a dia realmente pleno ou significativo. Por essa razão, com profunda reflexão, busca manifestar a natureza da Lei que permeia as profundezas dos fenômenos, ou então, esforça-se para desvendar corretamente a si mesmo. Essa é a sétima consciência, denominada consciência manas. “Manas” é um termo em sânscrito, que indica a “ação de pensar”. Essa sétima consciência não se correlaciona com algo do mundo exterior, como a sexta consciência, e possui a natureza de explorar a si próprio, bem como seus pensamentos e emoções. Além disso, a consciência manas está sempre em atividade nas profundezas da mente, com a ação de se apegar a si mesmo de forma profunda e intensa. Ou seja, a esfera da mente em que se pensa no “eu e em mim mesmo”. O grande elemento que mobiliza a sexta consciência, ligada ao raciocínio, é essa a sétima consciência. O budismo revela que se identificam, nessa consciência manas, os quatro tipos de pensamentos egoísticos: “ignorância sobre si mesmo; apreço por si mesmo; arrogância decorrente de egoísmo; visão egoística”, e que há necessidade de contê-los. “Ignorância sobre si mesmo” é desconhecer o verdadeiro aspecto de si próprio. “Apreço por si mesmo” é o sentimento de afeição profunda por si mesmo, estimar apenas a si mesmo e ficar absorvido por esse amor próprio. “Arrogância decorrente de egoísmo” é ter o coração arrogante. “Visão egoística” é o sentimento de não aceitar que não seja o centro de tudo. Conforme podem entender com a explicação desses quatro tipos de pensamentos egoísticos, podemos afirmar que essa sétima consciência é aquela esfera em que se faz uma intensa autoafirmação. É uma autoconsciência elementar, de apegar-se fortemente e de amar a si mesmo,

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que está nas profundezas da consciência e que dificilmente se manifesta externamente. O budismo ensina que, na nossa vida cotidiana, mesmo que não percebamos, esse pensamento da sétima consciência de “autoafirmação” está sempre nos rondando e procurando uma fresta, como se dissesse: “vou me manifestar... vou aparecer...”. Assim, quando alguém falar mal e isso servir de relação para lhe aborrecer, fazendo com que a natureza de ira se manifeste e faça com que retruque irrefletidamente aos berros, essa ira também é manifestada pela sétima consciência. O mesmo ocorre, quando, pelo contrário, for elogiado ou reconhecido. A mente da sétima consciência projeta-se energicamente. Portanto, podemos afirmar que essa sétima consciência é extremamente vulnerável a “ofensas e elogios”. Essa sétima consciência por um lado, quando bem direcionada, “procura realizar uma autorreflexão e buscar o aprimoramento”, mas, por outro lado, acaba priorizando as suas preferências e não consegue se desvencilhar da mentalidade parcial e rígida, sendo facilmente ludibriada por “ignorância sobre si mesmo; apreço por si mesmo; arrogância decorrente de egoísmo; visão egoística”, além de ser alto o risco de decair no egocentrismo ou na arrogância superlativa (zojo man), que levam à angústia resultante dos pensamentos egoísticos. A causa fundamental dos seres humanos decaírem no apego a si mesmo, egoísmo e na arrogância deve-se à existência dessa consciência manas nas profundezas da mente. Nichiren Daishonin afirma: Os sentimentos de amor e de ódio são da sétima consciência. (Interpretação, Heisei Shimpen Gosho, pág. 1742)

Essa sétima consciência manas influencia a mente da sexta consciência ligada ao raciocínio e forma a visão, o pensamento e a interpretação característicos de uma pessoa. A consciência seguinte, a oitava consciência alaya, é a que exerce uma grande influência sobre essa consciência manas. Alaya indica “depósito; ato de acumular, de armazenar”. Essa denominação de “depósito” foi utilizada por acumular todos os carmas e experiências de nossas vidas. Nesse “depósito do coração” são acumulados os carmas, que resultam das ações e experiências dos seres humanos. O budismo revela especialmente os três tipos de ação com o corpo, com a boca e com a intenção. Ação com o corpo refere-se a atitudes, ação com a boca, às palavras, e ação com a intenção, aos pensamentos. Todos vão sendo acumulados na consciência alaya, um atrás do outro, na forma de carmas. Além disso, a consciência alaya age continuamente nas três existências – passada, presente e futura, sem extinguir, sendo carregada por todas as pessoas. Isso é o carma. Por exemplo, quanto ao fato de termos temperamentos

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diferentes desde o nascimento, explicando de onde surge essa diferença, é decorrente do carma do passado. Trilhar uma vida completamente diferente, embora sejam irmãos de um mesmo pai e mãe, deve-se ao carma. É nessa oitava consciência alaya que são gravadas e armazenadas as mais diversas experiências e carmas, não somente da existência presente, mas também das incontáveis repetições dos ciclos de vida do passado, sem que nada escape. A consciência anterior, a sétima consciência, atua mesmo enquanto a pessoa dorme, mas com o falecimento ela para de atuar. Essa oitava consciência continua atuante ao longo do passado, presente e futuro. As atividades vitais que transcorrem do passado eterno até o futuro eterno vão sendo todas acumuladas na consciência alaya, como bom carma ou mau carma. E ela define tudo – as seis ou as setes consciências e forma o nosso aspecto no presente. Nichiren Daishonin afirma na escritura “Carta de Sado (Sado Gosho)”: A negrura do corvo e a alvura da garça também se devem ao carma.

verdadeiro sentido, ensina que todos os seres possuem, na

(Interpretação, Heisei Shimpen Gosho, pág. 581)

serão purificados, e nos redirecionaremos para a felicidade. Como essa nona consciência é aquela que deve ser o eixo principal das atividades vitais, é denominada de “senhor do coração (shinno)” e as demais oito consciências, por serem

Portanto, quando praticamos boas ações, estas são gravadas em nossas vidas na forma de bom carma e, quando cometemos más ações, rigorosamente na forma de mau carma, que em contato com as relações, um dia se manifestam como bons ou maus efeitos. Mas embora venha a conhecer a si próprio com base nesse carma, isso em si não vem a ser uma solução fundamental para superar o destino infeliz. O budismo, que revela a condução de todos os seres para a felicidade no seu

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sua essência ainda mais profunda do que essa oitava consciência, uma poderosa natureza, que é a nona consciência amala, que permite transformar as causas cármicas da infelicidade, impregnadas na vida das pessoas. “Amala” é um termo em sânscrito que indica “natureza fundamental e pura, sem impurezas”. Ela está nas profundezas da vida de todos os seres e surte efeito no Universo como um todo. O Buda Original da Era do Fim do Darma, Nichiren Daishonin, percebeu essa esfera e a revelou na forma de Nam-Myoho-Rengue-Kyo e ainda a inscreveu na forma de Gohonzon. E Nichiren Daishonin ensina em diversas escrituras que para nós, mortais comuns, percebermos essa nona consciência, devemos nos sentar diante do Gohonzon (ação com o corpo), acreditar nele como absoluto (ação com a intenção) e recitar o Nam-Myoho-Rengue-Kyo (ação com a boca). Quando, dessa forma, colhemos da esfera mais profunda do coração essa natureza da nona consciência, como de uma fonte que jorra ininterruptamente, tanto o carma da oitava consciência como o egoísmo da sétima consciência

facetas das atividades e ações do “senhor do coração”, são referidas como “sujeitos do coração (shinju)”. Nichiren Daishonin percebeu em seu íntimo o “senhor do coração” do longínquo passado, e revelou a forma efetiva de ensinar e conduzir as pessoas para essa condição. Ou seja, ter a “nona consciência – o senhor do coração” como base de

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nossas vidas, fitar firmemente o mundo presente e gerar as causas para a Iluminação – esse é o significado de “manter o coração na nona consciência e realizar o exercício de aprimoramento com as seis consciências”. “Manter o coração na nona consciência” é manter a nona consciência – o âmago supremo da vida – no estado de Buda e realizar os exercícios diários no caminho do Buda com “as seis consciências”. Ou seja, ensina que o mais importante é acumular a prática da fé sem retroceder – reverenciar o Gohonzon, olhando-o com os olhos; dedicar-se ao gongyo diário; buscar a doutrina para ouvi-la; acumular ininterruptamente a determinação; e esforçar-se efetivamente na prática para si e para os outros na condução da vida cotidiana. Falando de forma direta, está afirmando que devemos nos dedicar, considerando a sociedade na vida real como palco para os exercícios de aprimoramento no caminho do Buda. O 59.º Reverendíssimo Soberano da Lei Nichiko Shonin nos orienta sobre essa frase: Indica que devemos ter o discernimento elevado, e as ações como as de costume. Indica também que a consciência deve ser a de Buda, e as ações serem realizadas como as de seres humanos. Indica também que o coração deve estar junto ao Buda e as ações devem ser as de mortais comuns dos seis caminhos. Nós somos mortais comuns da Era do Fim do Darma e estamos nos dedicando diariamente para salvar os demais que são igualmente mortais comuns da Era do Fim do Darma. Isso indica que temos, afinal, capacidades semelhantes, e que não há um ser humano cuja existência seja especial. Portanto, na sociedade atual – ou seja, nos lares, no ambiente de trabalho, no relacionamento entre amigos e também entre os companheiros da Hokkeko – devemos ter o nosso coração sempre na condição de vida de Buda, e as ações manifestadas a partir das seis consciências provenientes dessa condição de Buda, para que as outras vidas ajam em prol da Iluminação. E de que forma, na prática, deve-se fazer com que ajam? O Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin concedeu uma orientação sobre “corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin”, citando a seguinte frase da escritura “Sobre a Pulsação Vital Suprema da Vida e da Morte (Shoji Ichidaiji Kechimyaku Sho)”: Em suma, denomina-se Pulsação Vital Suprema da Vida e da Morte a recitação do Nam-Myoho-Rengue-Kyo pelos discípulos e adeptos de Nichiren em corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin – estabelecendo a relação como a da água e o peixe, sem o sentimento individualista. De fato, esta é a essência que eu, Nichiren, propago no presente. Assim, até a grande aspiração da propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu – não poderia ser concretizada? Entretanto, se houver alguém, dentre os discípulos de Nichiren, com corpos diversos com propósito K A I S E N

diferente – itai ishin, será, por exemplo, como um guardião de um castelo que causa a ruína de seu castelo. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 514)

Ocasionalmente, há pessoas que se equivocam quanto ao [significado de] “corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin”. Acredito que não seja o caso dos senhores, mas essas pessoas passam a usar esse termo de forma pessoal e distorcida. Por exemplo, há quem diga: “você precisa estar em itai doshin comigo, pois isso vem a ser o verdadeiro itai doshin”. E quando acontece algo se enfurece dizendo: “você não está em itai doshin!!!”, mas quem não está em itai doshin é justamente essa pessoa que está enraivecida. O ser humano tem a predisposição de se considerar como centro de tudo, e penso que seja por conta disso que acabe cometendo equívocos. Assim, gostaria que evitassem cometer interpretações distorcidas. Ou seja, quando alguém pensa que as demais devem fazer itai doshin com ela, isso já não é o itai doshin no seu verdadeiro sentido. E devemos estar em itai doshin com o quê? Com o ensino do Buda. É importante estar em itai doshin com o Buda, de ter o mesmo propósito do coração do Buda. (Daibykuho, pág. 751)

Nós temos a consciência manas, ou seja, uma natureza com a forte tendência de se apegar a nós mesmos. Quando esta se manifesta de forma intensa, procuramos submeter as pessoas às nossas opiniões. E assim, ao manifestarmos a condição de vida de ira, geramos para nós mesmos a condição de vida de infelicidade, originando os sofrimentos. Para não decairmos nessa condição de vida, é importante que estejamos com “corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin” com o ensino do Buda, mantendo o nosso coração na nona consciência e realizando as ações efetivas com as seis consciências. Vamos construir juntos uma Hokkeko com “corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin” com o ensino do Buda, conforme essa orientação? Meus sinceros agradecimentos pelo seu comparecimento nesta data. Muito obrigado.

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Recitação Especial de Oko Orientação do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin 13 de fevereiro de 2018

Como todos sabem, fevereiro é o mês de nascimento do fundador, Nichiren Daishonin. No dia 16 de fevereiro de 1222 (1.º ano da Era Joo), Nichiren Daishonin fez seu advento neste mundo, o que havia sido profetizado no Sutra de Lótus, manifestando-se como o Bodhisattva Jogyo renascido, mas cuja verdadeira identidade é a de Buda Original do longínquo passado. O propósito do seu advento é o de conduzir todos os seres da Era do Fim do Darma para a Iluminação na Forma Presente com o Myoho-Rengue-Kyo da Semeadura da Causa Original. Nichiren Daishonin ensina na escritura “Carta ao Monge Jakunichi (Jakunichi-bo Gosho)”: Consta no sutra: “Tal como a luz do Sol e da Lua eliminam plenamente a penumbra, essa pessoa praticará na sociedade e eliminará a obscuridade dos seres”. Reflita bem sobre a essência dessa frase. Os cinco ideogramas de “essa pessoa praticará na sociedade” indicam que o Bodhisattva Jogyo fará o advento nos quinhentos anos iniciais da Era do Fim do Darma, proporcionará a luz dos cinco ideogramas de Nam-Myoho-Rengue-Kyo e iluminará a escuridão de avidya e dos desejos mundanos. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1393)

Nós precisamos abraçar corretamente as aspirações do fundador Nichiren Daishonin – salvando todos os seres na Era do Fim do Darma. Além disso, precisamos realizar o shakubuku – refutando o errôneo e revelando a Verdade – com base no espírito de “corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin”, almejando alcançar a propagação irrestrita da Lei em todo o mundo. Aqui se encontra a mais importante missão, tanto para clérigos como para os adeptos da Nichiren Shoshu. Na escritura “Resposta ao Suserano Soya (Soya Dono Gohenji)”, Nichiren Daishonin nos ensina o seguinte: Caso não refutem o inimigo do Sutra de Lótus mesmo que o presenciem, indubitavelmente, tanto o mestre como discípulo, cairão no Inferno dos Incessantes Sofrimentos. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1040)

Nichiren Daishonin firmemente adverte que se um clérigo e seus seguidores observam alguém cometendo alguma calúnia à Lei mas não realizam shakubuku nesta pessoa, então tanto o clérigo como seus seguidores definitivamente cairão no Inferno de Incessantes Sofrimentos.

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Nichiren Daishonin firmemente adverte que se um clérigo e seus seguidores observam alguém cometendo alguma calúnia à Lei mas não realizam shakubuku nesta pessoa, então tanto o clérigo como seus seguidores definitivamente cairão no Inferno de Incessantes Sofrimentos. Assim, não importa que adversidade ou obstáculo possa aparecer, é importante que cada um de nós corajosamente realizemos o shakubuku, gravando nos nossos corações as seguintes palavras: Quanto aos exercícios para os da estirpe de Nichiren no presente, na Era do Fim do Darma, devem perceber quão reconfortante é o fato de as dificuldades se manifestarem ao exercitar o Myoho-Rengue-Kyo. (A Transmissão da Exegese Oral do Sutra de Lótus (Ongi Kuden, Heisei Shinpen Gosho, pág. 1762)

É essencial que tanto clérigos como adeptos realizem esforços conjuntos, no espírito de “corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin”, e avancem, almejando caminhar no sentido de atingir nosso objetivo. Se você realiza shakubuku e não faz nada além disso para o novo adepto, é como dar à luz uma criança, mas não cuidar a partir de então. Não há ato mais sem coração que esse. Além disso, se você negligencia o novo adepto, não lhe dando ajuda no desenvolvimento de sua fé e prática, você carece de senso de responsabilidade. Portanto, o adepto que realiza o shakubuku precisa fazer esforços combinados, juntamente com outros membros de seu núcleo, no sentido de ajudar o novo adepto a se tornar capaz de realizar gongyo diário, participar das Cerimônias de Oko, realizar a peregrinação (Tozan) ao Templo Principal, e realizar o shakubuku. Espero que todos gravem isso em suas mentes. Então, seguindo o desejo do fundador Nichiren Daishonin, desejo que todos apliquem os seus máximos esforços para propagar a Lei Mística, e para ajudar que outros desenvolvam sua fé, com base na nobre missão de salvar todos os seres. Eu sinceramente espero que todos se dediquem à pratica mais do que nunca, a fim de atingirmos a nossa meta – o estabelecimento da estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até o 800.º Aniversário de Nascimento do Fundador, Nichiren Daishonin, em 2021.

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Sobre a arrogância Reverendo Gyoten Shirai Matéria de Estudo para o Núcleo de Fevereiro

Havia um samurai chamado Miyamoto Musashi (cerca de 1584 – 1645) no início do Período Edo do Japão. Sua máxima é a seguinte: “Todos, além de mim, são meus mestres”. Pois bem, a “arrogância” é algo com que devemos nos preocupar nos exercícios da prática da fé. Arrogância refere-se ao fato de orgulhar-se por se considerar importante, desprezando os demais, e o budismo revela os sete tipos de arrogância. O primeiro é “arrogância (man)”. É a pessoa formar um conceito em relação a alguém que está abaixo dela: “ele é inferior a mim”. E também julgar quem está no mesmo nível dela: “ele está no mesmo nível”. É um tipo de percepção formada por todos e que, à primeira vista, pode parecer um julgamento adequado, mas para fazer essa comparação de si mesmo com os demais, já está escondido o broto da arrogância. O segundo é “arrogância por presunção (ka man)”. É formar o conceito de que uma pessoa é inferior a si, quando ela está no mesmo nível, ou então, de que alguém está no mesmo nível, quando na verdade lhe é superior. Ou seja, é ter uma opinião excessivamente boa e elevada sobre si mesmo. O terceiro é “arrogância por excesso de presunção (man ka man)”. É considerar alguém que lhe é superior como alguém inferior a si. É um pensamento tolo, de desdenhar alguém que na verdade lhe é superior. O quarto é “arrogância por egoísmo (ga man)”. Esse termo, em japonês “gaman” é utilizado na sociedade com o sentido de “resistir e suportar”. Mas o seu sentido original é: “arrogância de considerar a si mesmo como o mais elevado”. Pensar: “eu galguei essa posição, sem depender da ajuda de ninguém” também se encaixa nesta “arrogância por egoísmo”. O quinto é “arrogância superlativa (zojo man)”. É pensar que já atingiu a percepção, embora ainda não tenha compreendido o budismo. No Capítulo Kanji, décimo terceiro do Sutra de Lótus, está revelado que há três tipos de “arrogância superlativa (zojoman)”: 1. arrogância superlativa dos leigos (zokushu zojoman): pessoas leigas que desconhecem o budismo e insultam e caluniam o Devoto do Sutra de Lótus; 2. arrogância superlativa dos clérigos: sacerdotes que se opõem ao Devoto da Verdadeira Lei, ludibriam as pessoas com o seu discernimento distorcido, adulam a quem considera ser mais poderoso e julgam ser comparáveis a um Buda. 3. arrogância superlativa dos veneráveis: orientadores

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que, embora se apresentem como alguém respeitável, na realidade explanam sobre o ensino visando o benefício próprio e são aclamados na sociedade como se fossem verdadeiros santos. O sexto é “arrogância subserviente (hi man)”. É ter o seguinte pensamento sobre alguém que lhe é incomparavelmente superior: “eu sou apenas um pouco inferior a ele” ou “ele não é inferior a mim”. Aparenta modéstia, mas na realidade está olhando a pessoa com altivez. Embora seja “incomparavelmente” inferior à pessoa, considerar que é “apenas um pouco” inferior a ela, não passa, afinal, de uma supervalorização de si próprio. Pensar: “há muitas pessoas superiores a mim, mas também não sou tão inferior” é arrogância. O sétimo é “arrogância por distorção (ja man)”. É pensar, mesmo não tendo virtudes, que: “sou uma pessoa cheia de virtudes; sou importante”. E, apesar de ter feito algo errado, alegar que agiu corretamente. Uma pessoa assim tem forte tendência de falar bem de si mesma. Vamos fazer uma autoavaliação para verificar se o nosso coração não contém arrogância. Certamente vamos constatar que todos nós possuímos arrogância, seja em grandes ou menores proporções. É importante vivermos a nossa vida com algum tipo de convicção ou confiança em si mesmo. Mas quando nos esquecemos da humildade de sempre fazer uma autorreflexão, essa convicção ou confiança em si mesmo se transforma em arrogância, e até a convicção na Verdadeira Lei poderá vir a se tornar a arrogância por distorção. Dessa forma, não conseguirá avaliar corretamente os fatos e virá a cometer o erro de caluniar a Verdadeira Lei. Se isso ocorrer, até os benefícios da Lei Mística escorrerão e terá, como resultado, angústias e sofrimentos. Nichiren Daishonin afirma na escritura “Carta a Niike (Niike Gosho)”: Muitas pessoas que começam a crer neste Sutra parecem prosseguir na prática da fé, mas no meio do caminho se enfraquecem na fé, não reverenciam mais os sacerdotes nem fazem oferendas e, tornando-se arrogantes, expõem opiniões distorcidas. Deve-se temer isto; deve-se temer! Façam a prática da fé, do início ao fim, senão arrependerse-ão. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1457)

Coloquemos esse dito dourado em prática e, sem nos esquecermos da alegria que sentimos no início da conversão, vamos nos dedicar ao gongyo, recitação de daimoku, e realizar o shakubuku e a semeadura!

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Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu 4 de março de 2018

Nesta ocasião da Reunião de Recitação de Daimoku em Prol do Kosen-rufu do mês de março do “Ano da Ação”, realizamos o exercício de recitação de daimoku sob a liderança do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin no Templo Principal, em corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin – com os clérigos e adeptos de todo o mundo, e orei profundamente pela concretização da meta de “estabelecer a estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até o octingentésimo aniversário de nascimento do fundador, Nichiren Daishonin, em 2021”, e também para que todos os senhores concretizem efetivamente o objetivo de “cada pessoa realizar no mínimo um shakubuku por ano”. Meus sinceros reconhecimentos pela presença de cada um dos senhores. Dois meses já se passaram desde a chegada do ano de 2018. Como estão evoluindo o shakubuku e o aprimoramento de pessoas conduzidos pelos senhores? Se descuidarmos, o tempo passará num piscar de olhos. Para a concretização da meta de shakubuku jurada para o Gohonzon, o acúmulo de ações dia após dia é muito importante. Desejo que consigam fazer com que cada dia seja significativo, sem desperdiçá-lo. Nichiren Daishonin afirma na escritura “O Verdadeiro Aspecto de Todas as Leis (Shoho Jisso Sho)” consta: Dedique-se nos dois caminhos: da prática e do estudo. Extinguindo-se a prática e o estudo o Budismo não poderá subsistir. Não somente deve praticar como também ensinar e conduzir os outros. Tanto a prática como o estudo surgem da fé. Havendo forças, deve divulgar, mesmo que seja uma única frase ou um verso. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 667)

Penso que muitas pessoas já tenham ouvido, por ser bastante conhecida. Antes dessa passagem, temos o trecho: Acredite no Gohonzon – o supremo de todo o Jambu-dvipa. Fortaleça a sua fé e permita-se receber a proteção dos Três Budas (*).

outros. A prática para si abarca o gongyo, a recitação de daimoku, a participação na Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão, nas reuniões do núcleo e nas demais atividades, e a realização de peregrinação (Tozan) e de oferecimentos (gokuyo). A prática para os outros indica a realização efetiva do shakubuku e do aprimoramento de pessoas. É ensinar para as pessoas que desconhecem o budismo correto, e que estão sofrendo, angustiadas, sobre a Lei que soluciona e sobre o que é a verdadeira felicidade. É também fazer com que elas consigam praticar efetivamente, para podermos crescer com elas. O estudo se refere a estudar o Budismo de Nichiren Daishonin. Estudando o ensino e os princípios revelados por Nichiren Daishonin, pode-se esclarecer diversas dúvidas e estabelecer uma prática da fé que não se deixa ser influenciada por ensinos errôneos. Quando realizamos o shakubuku, dizer tão simplesmente que “a Nichiren Shoshu é correta”, não será suficiente para persuadir a pessoa. É preciso expor o porquê de ser correta e que benefícios se obtém ao acreditar no Gohonzon. Quanto à fé, prática e estudo, desde os primórdios, temos na Nichiren Shoshu que “em primeiro lugar vem a fé, em segundo a prática e em terceiro o estudo”. Para a Iluminação, fundamentalmente, há que se ter a fé absoluta no Gohonzon. E dessa fé, emanam-se a prática a o estudo. E ao aprofundar-se na prática e no estudo, fortalece-se ainda mais a fé. Além disso, conforme consta “Não somente deve praticar como também ensinar e conduzir os outros”, torna-se importante a doutrinação e o aprimoramento de outras pessoas, sem se limitar tão somente aos exercícios da prática da fé para si. Nem é preciso dizer que a concretização da meta de shakubuku jurada para o Gohonzon é um objetivo que deve ser concretizado sem falta, e conforme as orientações a

(idem)

(*) Três Buda – Sakyamuni, Taho e todos os Budas das dez direções

Assim, ensina sobre a importância da fé, prática e estudo. Para a concretização de shakubuku e do aprimoramento de pessoas, é imprescindível que a fé, prática e estudo – as bases dos exercícios de aprimoramento no caminho do Buda – de cada um de nós sejam fortalecidas. A fé refere-se à fé absoluta no Dai-Gohonzon do Supremo Santuário do Portal Original, ou seja, crer com sinceridade sem manifestar dúvidas. A prática refere-se à praticar efetivamente o Budismo de Nichiren Daishonin. Temos a prática para si e para os

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seguir do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin, quando realizar o shakubuku, deve se dedicar em prol do aprimoramento dessa pessoa: O shakubuku e o aprimoramento de pessoas forma um único par. Quando concretizar o shakubuku, fazer com que a pessoa consiga se desenvolver para estabelecer a prática da fé, é da responsabilidade de quem realizou o shakubuku e também de toda a organização. Ao ensinar o gongyo da manhã e da noite, os princípios básicos da prática da fé, e a realizar o shakubuku para que a pessoa também possa vir a contribuir para a propagação irrestrita da Lei, a organização como um todo também crescerá com solidez. (Dainichiren, edição de fevereiro de 2017, pág. 20)

Vamos colocar isso efetivamente em prática, juntos,

direcionando a organização como um todo, para que as pessoas que se converteram (que receberam o gojukai), participem do exercício de recitação de daimoku, visitem o templo e estabeleçam uma prática da fé correta. O crescimento da organização não é possível somente com o shakubuku. Gravando em seus corações que sem o aprimoramento das pessoas não se pode construir as bases em prol da propagação irrestrita da Lei, vamos nos dedicar ainda mais ao desenvolvimento pessoal com a prática para si e também ao shakubuku e ao aprimoramento. Orando sinceramente pelo sucesso e saúde de todos no decorrer deste mês, faço destas palavras os meus cumprimentos. Meus sinceros reconhecimentos pela sua participação nesta Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu deste mês. Muito obrigado.

Recitação Especial de Oko Orientação do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin 13 de março de 2018

Nichiren Daishonin ensina o seguinte na escritura “Resposta à Senhora de Abutsu-bo (Abutsu-bo Ama Gozen Gohenji)”: Dizendo ou não, é difícil de se escapar da grave falta. Se disser talvez possa escapar da falta, mas se deixar de repreendê-la, mesmo que a veja e ouça, então, quebrar-seão instantaneamente as duas virtudes de visão e audição, tornando-o um grande impiedoso. Conforme Chang-an: “Quem demonstra a falsa afetividade sem ter benevolência é seu inimigo”. É difícil extinguir a grave falta. O mais apropriado é o sentimento de beneficiar. (Gosho de fevereiro de 2009, Heisei Shimpen Gosho, pág. 906)

A causa negativa de não realizar o shakubuku a quem comete calúnias à Lei é extremante grave. Nichiren Daishonin adverte rigorosamente que, embora se possa amenizar o carma com a realização de shakubuku, caso vejamos ou escutemos calúnias à Lei e nada fizermos, “quebrar-se-ão instantaneamente as duas virtudes de visão e audição, e nos tornaremos um grande impiedoso”. As “duas virtudes de visão e audição” referem-se a capacidades relacionadas à visão e à audição e o conhecimento e a experiência obtidos através dessas capacidades. Nichiren Daishonin indica que, caso uma pessoa veja ou escute calúnias à Lei e nada faça para corrigi-las, ela eventualmente comprometerá as virtudes da visão e da audição. Assim, o grande mestre Chang-an afirmou que o mal gerado por não praticar o shakubuku, e ainda se associar a um caluniador é tão grave, que tal crime é difícil de ser

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erradicado. Se você vê alguém que calunia a Verdadeira Lei, é essencial que você corrija esse erro e realize o shakubuku a essa pessoa com benevolência, recebimento de benefícios.

conduzindo-o

ao

Em um sentido mais amplo, é de extrema importância que os membros de um mesmo núcleo realizem esforços colaborativos para ajudar novos membros a desenvolverem a fé a prática. “Aprimoramento de pessoas” significa encorajar e promover outros membros a se tornarem adeptos exemplares da Nichiren Shoshu. Apesar de realizar shakubuku, se negligenciarmos na ajuda a novos membros para que desenvolvam a fé e a prática, o ato de shakubuku em si se tornará absolutamente sem significado. A fim de se atingir a propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu, nós necessitamos de muitos recursos humanos. Portanto, é de primordial importância que ajudemos novos membros a desenvolveram a fé e a prática, para que no futuro tornem-se pessoas valiosas para a propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu. Além disso, esta responsabilidade recai sobre cada núcleo. Este é o tema fundamental que o núcleo como um todo precisa direcionar todos os seus esforços. Espero que cada núcleo perceba o quão importante é ajudar um novo membro a se tornar um adepto exemplar, que poderá arcar com a responsabilidade de atingir a propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu no futuro. Assim, espero que os núcleos reúnam forças e abracem esta tarefa aliada ao shakubuku.

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Sobre a postura para a realização das orações Reverendo Gyoho Mitani Matéria de Estudo para o Núcleo de Março

Nichiren Daishonin orienta na escritura “Resposta a Kyo-o (Kyo-o Dono Gohenji)”: Manifeste vigorosamente a sua fé e ore para este Gohonzon. Que oração deixaria de ser concretizada? (Heisei Shimpen Gosho, pág. 685)

E também na escritura “Sobre a Oração” (Kito sho): Mesmo que ocorra de se apontar a terra e falhar, que haja alguém que una o firmamento, que a maré não tenha fluxo nem refluxo, que o sol se levante a oeste, nunca haverá de não se realizar a oração do Devoto do Sutra de Lótus. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 630 – Coletânea, pág. 97)

Ensina dessa forma que os desejos sem falta serão concretizados pela prática da fé que tem o Objeto de Devoção correto como base, através da realização do gongyo e da recitação de daimoku em mente única, em conformidade com os ensinamentos de Nichiren Daishonin. Nem é preciso dizer que as orações repletas de más intenções, que visam o sofrimento alheio, naturalmente não serão concretizadas. Pelo contrário, elas trarão sofrimentos para si próprio. Assim também, as orações que contradizem a razão não serão concretizadas. Por exemplo, algo como ressuscitar alguém que faleceu; deixar de ser preso embora tenha cometido um roubo; não ter a casa invadida por um ladrão apesar de não trancá-la à chave; não provocar acidentes, mesmo que ignore o semáforo; acertar na loteria e tornar-se um milionário. Naturalmente que não é errado orar pela cura da doença, parto tranquilo, solução de dificuldades financeiras e outros problemas de familiares ou amigos que ainda não praticam a fé. É extraordinário que possam orar com sinceridade pelo bem de familiares e amigos que lhes são importantes.

E penso que certamente essas orações terão respostas do Gohonzon, com a prática da fé dos senhores. Mas o shakubuku é a forma de salvar os familiares e amigos no seu verdadeiro sentido. Portanto, é preciso orar em prol da conversão de familiares e amigos que ainda não praticam a fé, e realizar efetivamente o shakubuku. E não se pode considerar que tudo está resolvido só porque a pessoa se restabeleceu da doença ou porque conseguiu solucionar um problema pessoal. Porque isso não indica que os sofrimentos essenciais dessa pessoa foram eliminados. Quando damos a mamadeira para um bebê que está chorando de fome, este deixará de chorar por um tempo. Mas quando voltar a sentir fome, depois de passado um tempo, ele tornará a chorar. Trata-se de uma situação similar a isso.odos nós, que recebemos a vida neste mundo, não temos como evitar os quatro tipos de sofrimento relacionados ao nascimento, envelhecimento, doença e morte. Também não temos como evitar as angústias e sofrimentos resultantes das relações causais das existências passadas, bem como as que decorrem das inúmeras más causas que nós mesmos geramos no presente. E como podemos, então, enfrentar e superar essas angústias e sofrimentos? A resposta é uma só. Não há outra alternativa a não ser seguir o Budismo de Nichiren Daishonin. Nichiren Daishonin ensina: Perceba o sofrimento como sofrimento e descubra a alegria como alegria. Recite o Nam-Myoho-Rengue-Kyo, ponderando tanto o sofrimento como a alegria. Não seria isto “receber a alegria da Lei”? (Heisei Shimpen Gosho, pág. 991)

Com a prática da fé correta, poderá atingir a condição de vida da Iluminação e percebendo a causa fundamental dos sofrimentos, tais como doenças e angústias, conseguirá enfrentá-los e superá-los de forma correta. Nichiren Daishonin também nos ensina: Eu, Nichiren, desde novo, não tenho orado pela existência presente. Tenho desejado unicamente a tornar-me Buda. (Resposta ao Suserano Shijo Kingo, Heisei Shimpen Gosho, pág. 1179)

As orações não devem ser voltadas tão somente para os benefícios na existência presente, tais como a tranquilidade, a longevidade ou o sucesso nos negócios para si próprio. A nossa felicidade ou a infelicidade não é definida pelos bens materiais e outros elementos que são efêmeros como bolhas d’água. Quando almejar a Iluminação na Forma Presente – uma condição de vida absolutamente inabalável, desejar a propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu – e manter a postura de agir efetivamente para isso dentro de sua própria capacidade, a sua vida naturalmente será purificada, todas

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as orações serão concretizadas e conseguirá estabelecer uma vida de felicidade no seu verdadeiro sentido. Nichiren Daishonin revela na escritura “Sobre a Iluminação do Principiante do Sutra de Lótus (Hokke Shoshin Jobutsu Sho)”: Unindo-se os três – um bom mestre, um bom adepto e uma boa Lei, não somente será concretizada a oração, como também poderão ser dispersados os grandes obstáculos da Nação. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1314)

Assim, ensina que quando estão em consonância, esses três elementos que são: um bom mestre (atual Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin que herdou a transmissão da Pulsação Vital da Lei, preservada desde Nichiren Daishonin, e os sacerdotes priores dos templos filiais que protegem e propagam a Verdadeira Lei por

designação dele), um bom adepto (adeptos da Hokkeko que protegem externamente a Verdadeira Lei) e uma boa Lei (Dai-Gohonzon do Supremo Santuário do Portal Original, Gohonzon consagrado no altar do Templo Shoboji, com a transcrição da identidade intrínseca desse Dai-Gohonzon pelo Reverendíssimo Soberano da Lei, e também o Gohonzon consagrado em suas casas), concretizarão todos os desejos e poderão até eliminar a infelicidade de toda a nação. Vamos nos dedicar ainda mais à prática para si e para os outros, com os clérigos e adeptos formando um só corpo, orando pelo aumento do poder do Gohonzon e com a convicção de que, com os seus benefícios, a grande aspiração e os desejos individuais sem falta serão concretizados.

Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu 1 de abril de 2018

Nesta ocasião da Reunião de Recitação de Daimoku em Prol do Kosen-rufu do mês de abril do “Ano da Ação”, realizamos o exercício de recitação de daimoku sob a liderança do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin no Templo Principal, em corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin – com os clérigos e adeptos de todo o mundo, e orei profundamente pela concretização da meta de “estabelecer a estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até o octingentésimo aniversário de nascimento do fundador, Nichiren Daishonin, em 2021”, e também para que todos os senhores concretizem efetivamente o objetivo de “cada pessoa realizar no mínimo um shakubuku por ano”. Meus sinceros reconhecimentos pela presença de cada um dos senhores. Pois bem, como os senhores já sabem, este ano foi denominado de “Ano da Ação”. Ação indica “fazer algo, movimentando efetivamente o corpo”, ou seja, refere-se aos atos e comportamentos das pessoas. Os atos e comportamentos das pessoas manifestam a condição de vida delas. Assim, ao observar o comportamento, é possível perceber, naturalmente, a sua condição de vida. Por exemplo, quem é egoísta e briguento está sempre reclamando para os outros e fazendo algo para perturbar a harmonia quando há uma reunião de pessoas. Se houver uma pessoa assim por perto, não achariam difícil ter de se relacionar com ela? Em contraposição, quem sempre tem o sentimento de gratidão e de consideração pelo próximo dirá sempre palavras de agradecimento por algo que recebeu e agirá para manter a harmonia entre as pessoas, seja no

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trabalho, seja na escola. Se houver uma pessoa assim por perto, certamente gostariam de tê-la como um exemplo a ser seguido e continuariam mantendo o vínculo com ela. Os comportamentos das pessoas divergem conforme as suas condições de vida. E as impressões e os sentimentos gerados nas pessoas ao redor variam de acordo com esses comportamentos. Os nossos comportamentos têm como origem o nosso coração. Realizando a prática da fé correta, com a postura correta, naturalmente passamos a ter comportamentos corretos. Com uma prática da fé equivocada, tanto o pensamento como o comportamento serão desvirtuados e, dessa forma, não será possível rumar para a direção correta. Nichiren Daishonin ensina sobre a importância de refutar as calúnias à Lei e do shakubuku na escritura “Resposta ao Suserano Soya (Soya Dono Gohenji)”: Almejar atingir o Estado de Buda sem, no entanto, censurar as calúnias à Lei é tal como procurar água dentro do fogo ou fogo dentro da água. É inútil, é inútil. (Shimpen, pág. 1040, Coletânea de Frases, pág. 67, Gosho do mês de setembro de 1994)

Ou seja, todas as causas da infelicidade e das angústias da sociedade devem-se aos danos resultantes das calúnias à Lei das doutrinas e religiões errôneas. É por isso que Nichiren Daishonin afirma que o fato de as pessoas almejarem a Iluminação, mas deixarem de refutar as calúnias à Lei embora as vejam “é tal como procurar água dentro do fogo ou fogo dentro da água”. Penso que muitas vezes são criticados ou insultados, em vez de receberem agradecimento, quando realizam o shakubuku. Porém, o fato de as pessoas agirem assim nada

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mais é do que a comprovação de que estão contagiadas pelas calúnias à Lei. Em vez de reagirmos, baixando a nossa condição de vida para o mesmo nível, é importante que enfrentemos com sentimento e atos de benevolência.

contido um grandioso benefício, de beneficiar a si e aos outros, fazendo com que seja feliz e também tornem felizes as outras pessoas.

O Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin nos orienta: Shakubuku é a mais elevada prática de benevolência. Essa prática de shakubuku é a melhor forma de salvar as inúmeras pessoas angustiadas pelos sofrimentos e estabelecer uma sociedade pacífica e tranquila. Semear, por meio do shakubuku, a Lei Mística no coração das pessoas da sociedade, fazendo com que estabeleçam relação com ela, para que percebam a própria natureza de Buda e venham a recitar a Lei Mística é o supremo exercício no caminho do Buda a ser praticado pelos bodhisattvas do Mahayana. [...] Além disso, de acordo com o conceito geral, dizem que se dedicar em prol da sociedade e dos outros faz com que as pessoas se sintam realizadas e satisfeitas, tenham um crescimento pessoal e trilhem uma vida mais plena. Ainda mais no budismo. Conduzir o maior número de pessoas possível para a felicidade com o shakubuku, é algo mais importante para nós, da estirpe dos Bodhisattvas da Terra, e isso sim, é a satisfação suprema. No shakubuku está

Na época da Era do Fim do Darma, em que há muitos ensinos de calúnias à Lei, mesmo que transcreva os sutras, faça meditação em silêncio, em isolamento, com as pernas cruzadas, não vai poder se salvar nem salvar as outras pessoas. A prática de shakubuku, benevolente e corajosa, que conduz as pessoas para o Dai-Gohonzon do Supremo Santuário do Portal Original, é o único caminho para a Iluminação de si mesmo e de outras pessoas, para alcançar a verdadeira felicidade e concretizar a grande aspiração da propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu.

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(Dainichiren, edição de dezembro de 2011, pág. 30)

Vamos praticar o shakubuku e promover o aprimoramento com perseverança, polindo diariamente a nossa prática da fé, para que possamos conduzir as ações até o fim deste “Ano da Ação”. Orando sinceramente pelo sucesso e saúde de todos no decorrer deste mês, faço destas palavras os meus cumprimentos. Meus sinceros reconhecimentos pela sua participação nesta Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu deste mês. Muito obrigado.

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Recitação Especial de Oko Orientação do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin 13 de abril de 2018

Nichiren Daishonin revela na escritura “Sobre os Comportamentos do Buda (Shuju Onfurumai Gosho)”: Eu, Nichiren, fui precursor do bom presságio de divulgar em Jambudvipa no início da Era do Fim do Darma, os cinco ideogramas do Myoho-Rengue-Kyo – o âmago do Sutra de Lótus e olhos de todos os Budas – que ainda não haviam sido propagados nos mais de 2.220 anos após o falecimentos do Buda, nem por Kashyapa e Ananda; Asvaghosa e Nagarjuna; Nan-yueh e Tientai; Miao-lo e Dengyo. Os meus seguidores devem continuar como a segunda e a terceira tropas, superando Kashyapa e Ananda e ultrapassando Tien-tai e Dengyo. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1057)

Observando que Nichiren Daishonin, ele próprio, praticou o shakubuku com o comportamento baseado nos princípios de “insignificância do corpo perante a grandiosidade da Lei (shinkyo hoju)” e de “propagar a Lei arriscando a vida (shishin guho)”, demonstrando o exemplo a ser seguido, nós, como seus discípulos e adeptos, também devemos nos dedicar em prol das lutas de shakubuku e de doutrinação dos que possuem relação adversa, sem esmorecer e sem recuar um passo sequer, quaisquer que sejam as dificuldades ou obstáculos que possam surgir, sucedendo

resolutamente a Nichiren Daishonin como a segunda e terceira tropas. Na escritura “Sobre a Seleção do Tempo (Senji Sho)” revela: Gotas d’água se juntam e formam o oceano. Pequenas partículas de pó se acumulam e formam o Monte Sumeru. O fato de eu, Nichiren, ter iniciado a fé no Sutra de Lótus no Japão é comparável a uma gota d’água ou a uma pequena partícula de pó. Se duas, três, dez, cem e milhares de pessoas recitarem e transmitirem o Sutra de Lótus, terão uma percepção mística como o Monte Sumeru ou um grande nirvana como o oceano. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 868)

Conforme esse dito dourado, deve-se ter a convicção de que se todos aqueles que se desafiarem nas lutas em prol do shakubuku, na condição de discípulos e adeptos de Nichiren Daishonin, levantarem-se em torno do juramento de salvar todos os seres e praticarem resolutamente o shakubuku e a doutrinação dos que possuem relação adversa com ‘corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin e com união harmoniosa, tanto o juramento que estabelecemos para o Gohonzon quanto a propagação irrestrita da Lei, sem falta serão concretizados. Nichiren Daishonin revela na escritura “Carta aos Irmãos (Kyodai Sho)”: Mesmo que algo atormentador lhe aconteça, seja ele como for, considere-o como um mero sonho e pense tão somente no Sutra de Lótus. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 987)

Todas as inseguranças, obstáculos, preocupações, dificuldades e maldades que se manifestam externa e internamente, podem ser vencidas com o daimoku. E, ao nos dedicarmos corajosamente ao shakubuku, teremos naturalmente os resultados. A Nichiren Shoshu está avançando com união de clérigos e adeptos em prol do estabelecimento da estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até o ano de 2021. Num momento como esse nós, clérigos e adeptos, precisamos nos levantar em prol do shakubuku, tendo-se esse único propósito de concretizar essa meta, haja o que houver. Salvar as pessoas que sofrem com as infelicidades resultantes dos danos das calúnias à Lei é a prática e missão do grupo da Hokkeko. Quanto aos senhores, peço que gravem isso no âmago de seus corações e oro sinceramente para que se dediquem ainda mais à prática da fé para si e para os outros, e assim, gostaria de fazer destas, as minhas palavras de hoje.

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Sobre os oferecimentos (gokuyo) Reverendo Gyoten Shirai Matéria de Estudo para o Núcleo de Abril

A realização de oferecimentos é um dos exercícios de aprimoramento no caminho do Buda, em que materializamos o sentimento sincero de retribuir pelas dívidas de gratidão aos Três Tesouros – Buda, Lei e Sacerdote. O propósito dos oferecimentos está ligado, naturalmente, com a prática da fé, e é importante que os realizemos por consideração, eliminando o apego e o sentimento de pena de deixar de ter algo. A grosso modo, os oferecimentos são subdivididos em “oferecimentos materiais”, “oferecimentos da Lei” e “oferecimentos do corpo”. Os “oferecimentos materiais” referem-se às oferendas ao Buda através de algum bem material ou de algo que possuímos. Proteger a Verdadeira Lei e dedicar-se à propagação são “oferecimentos da Lei”. E servir ao Buda com o seu corpo, por exemplo realizando a limpeza do templo e colaborando nos preparativos de alguma atividade, são “oferecimentos do corpo”. Nichiren Daishonin menciona sobre dois oferecimentos na escritura “Resposta à Senhora Onichinyo (Onichinyo Dono Gohenji)”: O Buda é realmente admirável e não julga pelo que é [oferendado]. No passado, uma criança chamada Tokusho havia oferecido bolinhos de barro para o Buda, e veio a renascer como o Grande Rei Asoka, tornando-se o soberano de Jambudvipa. Uma senhora pobre desfez-se de seus cabelos para trocá-los por óleo, e nem a ventania que soprou do Monte Sumeru pôde apagar essa chama. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1545)

O primeiro oferecimento se refere à história de duas crianças à época do Buda Sakyamuni, que se chamavam Tokusho e Musho. Quando estavam brincando com barro, depararam-se com o Buda Sakyamuni e, encantado com o aspecto respeitável dele, Tokusho estendeu-lhe os bolinhos de barro. Constatando a fé pura da criança de desejar realizar uma oferenda para o Buda, embora houvesse sido um oferecimento modesto, o Buda Sakyamuni predisse que cem anos depois do falecimento dele, Tokusho renasceria como Rei Tenrin, que unificaria a terra natal e construiria 84 mil torres de tesouros para guardar os restos mortais do Buda. E foi o Grande Rei Asoka quem nasceu depois de cem anos, conforme essa predição, e unificou a Índia. E o segundo oferecimento se refere à história de “A chama da Senhora Pobre”. Certa vez, quando o Buda Sakyamuni estava para realizar a sua preleção no monastério Jetavanavihara, muitas pessoas realizaram os oferecimentos na forma de luz. Uma senhora pobre e idosa, ao saber disso, desejou realizar o seu oferecimento de alguma forma e, assim, vendeu os seus cabelos para comprar óleo e oferendar ao Buda. Conta-se que essa chama, resultante do

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oferecimento sincero realizado por essa senhora pobre não se apagou, tendo sido a única que se manteve, mesmo com o sopro de um forte vento vindo do Monte Sumeru no início da preleção do Buda Sakyamuni. Nichiren Daishonin afirma que: “O Buda é realmente admirável e não julga pelo que é [oferendado]”, esclarecendo que o Buda se importa com o propósito da prática da fé de quem realiza o oferecimento e, não, com o que é oferendado. Sobre esse propósito, gostaria de lhes falar sobre o que estava anotado no livro de registro de um templo. “No ano-novo e nos finados, temos muitos oferecimentos dos senhores adeptos. Como esse é um templo situado numa localidade com muitos agricultores, muitos alimentos, tais como tangerina, maçã e arroz são oferecidos no altar. Vendo arroz, maçã e outras frutas e verduras, uma senhora idosa pediu: ‘Por favor, ofereça isso também, e trouxe um sal de fruta. O sacerdote então, perguntou-lhe: ‘Por que a senhora gostaria de oferecer um remédio para estômago?’. A senhora idosa respondeu: ‘Como tem arroz, frutas e outros alimentos em grande quantidade no altar, caso consuma tudo isso, Nichiren Daishonin terá mal estar... É por isso que eu gostaria que oferecesse um sal de fruta para ele também’.” Pode parecer brincadeira, mas também do ponto de vista da doutrina, contém significados extremamente importantes. Um, o de que era um oferecimento de puro coração daquela senhora. E outro, o de que essa senhora considerava o Gohonzon como Nichiren Daishonin em pessoa. Ou seja, o sal de fruta era um oferecimento sincero dela, por consideração a Nichiren Daishonin que ali estava. Nesse contexto, penso que essa história é muito preciosa. Nichiren Daishonin afirma na escritura “Sobre Atingir o Estado de Buda (Issho Jobutsu Sho)”: Deve-se priorizar a prática da fé, considerando que tudo – recitar o nome do Buda, ler os volumes dos sutras, espalhar as flores, queimar o incenso – serão os benefícios e a raiz do Bem para serem acumulados em sua própria vida. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 46)

Penso que uma das primeiras ações, quando se sentam diante do Gonhonzon para realizarem o gongyo da manhã e da noite e a recitação de daimoku, seja a de acender a vela e o incenso. São importantes no sentido de servir ao Gohonzon e tudo se trata de fazer oferecimentos para ele. Nichiren Daishonin afirma que cada uma dessas ações resultam em benefícios e na raiz do Bem. Além disso, Nichiren Daishonin revela na escritura “Carta a Niike (Niike Gosho)”:

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Quando, eventualmente, surgem como seres humanos, a

maldade em profusão” refere-se a isso.

chama dos exercícios no caminho do Buda é facilmente

(Heisei Shimpen Gosho, pág. 1457)

apagada pela intensidade do vento da fama e da fortuna.

Nem todos podem realizar os oferecimentos da mesma forma. Mas realizar o oferecimento sincero é algo que todos podem fazer. Vamos reavaliar o nosso próprio coração, e procurar realizar os oferecimentos com sinceridade para acumular os benefícios e a raiz do Bem!

Não lastima em destinar os bens para algo sem propósito, mas lamenta para realizar o mínimo de oferecimento para o Buda, a Lei e o Sacerdote. Isso é muito grave. É tal como competir com os emissários do Inferno. “Escassez do Bem e

Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu 6 de maio de 2018

Nesta ocasião da Reunião de Recitação de Daimoku em Prol do Kosen-rufu do mês de maio do “Ano da Ação”, realizamos o exercício de recitação de daimoku sob a liderança do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin no Templo Principal, em corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin – com os clérigos e adeptos de todo o mundo, e orei profundamente pela concretização da meta de “estabelecer a estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até o octingentésimo aniversário de nascimento do fundador, Nichiren Daishonin, em 2021”, e também para que todos os senhores concretizem efetivamente o objetivo de “cada pessoa realizar no mínimo um shakubuku por ano”. Meus sinceros reconhecimentos pela presença de cada um dos senhores. Pois bem, Nichiren Daishonin afirma na escritura “A Recitação de Daimoku do Sutra de Lótus (Sho Hokke Daimoku Sho)”: [...] na Era do Fim do Darma, são muitos os que não possuem o Bem e poucos os que o possuem. Por essa razão, não há dúvida de que cairão no mau caminho. Sendo assim, deve insistir em explanar o Sutra de Lótus e fazer com que o ouçam para estabelecer a relação de tambor envenenado. Heisei Shimpen Gosho, pág. 231)

Nichiren Daishonin revela que os seres da Era do Fim do Darma são aqueles que ainda não possuem o Bem e que se deve insistir em apresentar-lhes a Lei Mística, fazendo com que a ouçam, para que estabeleçam a relação de tambor envenenado. Talvez os senhores já saibam, mas a relação de tambor envenenado vem da história revelada no Sutra do Nirvana. Esse tambor envenenado refere-se a um tambor pincelado de veneno. Conta-se que, ao ser batucado, matava todas as pessoas que o ouviam e seu som atingia até quem não queria escutá-lo. Isso indica que o mesmo ocorre com os seres que caluniam a Lei. Realizar o shakubuku, apresentando o ensino do Sutra de Lótus às pessoas, fazendo com que o ouçam, levam-nas a estabelecer relação com ele, mesmo que não tenham a intenção de ouvi-lo. E essa relação vai se tornar a causa para a Iluminação. Mesmo

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que se oponham à prática, um dia, poderão atingir a Iluminação por causa dessa relação de oposição. Esse fato é comparado ao tambor envenenado, pincelado de veneno. Quanto à relação de oposição, mesmo que a pessoa pratique maldades como se nutrisse inimizade contra a Verdadeira Lei ou siga ensinos de calúnias à Lei, essas ações tornam-se relação para o caminho do Buda. Há relação de oposição e também relação de concordância. A relação de concordância é aquela em que se estabelece a relação sincera com o Buda, ou seja, receber o shakubuku e ouvir o ensino, converter-se com sinceridade e ingressar no caminho do Buda. Nichiren Daishonin afirma na escritura “Sobre a Iluminação do Principiante do Sutra de Lótus (Hokke Shoshin Jobutsu Sho)”: Seja como for, deve insistir em apresentar-lhes o Sutra de Lótus e fazer com que o ouçam. As pessoas que acreditarem se tornarão Budas. Aquelas que caluniarem se tornarão Budas pela relação do tambor envenenado. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1316)

E o Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin nos orienta: Assim, com relação às pessoas que caluniam a Lei, é extremamente importante que procuremos sempre realizar a semeadura para que venham a estabelecer a relação com o Buda por meio da nossa prática de shakubuku. (Daibyakuho, edição n. 971, 16 de dezembro de 2017)

A Era do Fim do Darma é uma época em que as calúnias à Lei proliferam na sociedade. Como resultado, muitas pessoas estão em contato com essa relação maléfica sem perceberem e, dominadas pelos seus venenos, sofrem por não conseguirem escapar da condição de vida de infelicidade. Não há outra forma de salvar essas pessoas a não ser com o ensino do Buda Original, Nichiren Daishonin. E o ensino de Nichiren Daishonin é o daimoku para si e para os outros, ou seja, os exercícios da prática da fé para si, no dia a dia, e o shakubuku e o aprimoramento das pessoas. Caso haja alguém sofrendo ou angustiado ao seu redor, pratique o shakubuku e lhe transmita o budismo de Nichiren Daishonin. É preciso que a pessoa esteja praticando efetivamente e tenha experiências da prática da fé para

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poder transmitir. Assim, o acúmulo dos exercícios da prática da fé no dia a dia, com base no gongyo e na recitação de daimoku, torna-se importante. Quanto ao shakubuku, diz-se que “deve apresentar a Lei, observando bem a pessoa”. Da mesma forma que as pessoas são diferentes em suas fisionomias, há uma forma adequada de realizar o shakubuku para cada pessoa. Um dos dez maiores discípulos do Buda Sakyamuni, chamado Shariputra, revelou a “contemplação da impureza inerente” para um ferreiro e o “exercício do equilíbrio espiritual por meio da contagem da respiração” para um lavadeiro e eles quase vieram a se afastar. Inconformado, o Buda Sakyamuni então ensinou para o ferreiro o “exercício do equilíbrio espiritual por meio da contagem da respiração” que faz com que a pessoa se concentre, harmonizando a sua respiração, e a “contemplação da impureza inerente” para o lavadeiro, cujo trabalho é remover a sujeira. Feito isso, cada um, em sua atribuição, conseguiu compreender corretamente os ensinamentos e atingir a percepção.

Há também o “shakubuku espontâneo”. Indica que a oportunidade derealizar o shakubuku está nas conversas informais com os familiares, amigos e colegas de trabalho. Não há quem consiga viver sem angústias ou sofrimentos durante toda a sua vida. Nós podemos enfrentá-los, superálos e solucioná-los com a prática da fé e indicar o caminho para as pessoas que possuem angústias ou sofrimentos parecidos com os que tivemos ou temos. Estamos próximos de chegar à metade do “Ano da Ação”. Vamos polir firmemente a nossa prática da fé, realizar a semeadura, fazendo com que as pessoas estabeleçam a relação, e agir ainda mais em prol do shakubuku e do aprimoramento para que nós e as demais pessoas possamos ser felizes. Orando sinceramente pelo sucesso e saúde de todos no decorrer deste mês, faço destas palavras os meus cumprimentos. Meus sinceros reconhecimentos pela sua participação nesta Reunião de Recitação de Daimoku em Prol do Kosen-rufu deste mês. Muito obrigado.

Sobre o cumprimento das quatro diretrizes Reverendo Gyoho Mitani Matéria de Estudo para o Núcleo de Maio

O fundador Nichiren Daishonin afirma na escritura “Sobre o Coração e o Comportamento dos Seres (Shujo Shinshin Gosho)”: O Sutra de Lótus é “ajustado à intenção e ao propósito do Buda” e revela o coração do Buda. Como o coração do Buda é supremo, mesmo quem o desconhece, terá benefício imensurável ao ler este Sutra. Como a artemísia em meio ao linho ou a serpente dentro do tubo de bambu, quem estabelece a relação com pessoas do Bem, naturalmente se torna correto, seja no coração, no comportamento ou nas palavras. O mesmo ocorre com o Sutra de Lótus. As pessoas que creem neste Sutra naturalmente são consideradas pelo Buda como as do Bem. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1212)

Portanto, para que possamos eliminar os pensamentos equivocados, enfrentar e superar todos os sofrimentos e dificuldades, e estabelecer uma felicidade inabalável baseada na prática da fé, o mais importante é manifestar a determinação de viver corretamente, trazendo a prática para o centro de nossa vida, do nosso cotidiano. Mesmo que o seu tempo seja limitado, deve realizar ao menos o gongyo da manhã e da noite; recitar o daimoku nem que seja cinco ou dez minutos; participar na Cerimônia de Oko e na reunião do núcleo para que consiga estar em contato com a doutrina e estudar sobre “o que é o budismo”; aprender como deve ser a vida com a prática da fé por meio do relacionamento com as pessoas da organização, através da participação em K A I S E N

diversas atividades, tais como Mamoru-kai (limpeza do templo) e confecção de flores para Oeshiki. E, com o acúmulo dessas ações, é importante que consiga sentir a verdadeira felicidade. Com isso, terá o desejo de ensinar para outras pessoas. Quando isso ocorre, podemos afirmar que estarão na mais elevada condição de vida. As experiências pessoais de terem recebido os benefícios serão a força motriz para viabilizar a realização efetiva e vigorosa do shakubuku e da propagação do ensino. Todos os benefícios e virtudes resultam da realização efetiva da prática da fé e do shakubuku. Mesmo que não compreenda o significado ou o conteúdo da prática da fé, ou que a motivação não seja pura, ou que ache penoso realizar o gongyo ou a recitação de daimoku, fazendo-se o esforço de trazer o Gohonzon como prioridade da sua vida, todos os caminhos vão se abrir. No Capítulo Fugen Bosatsu Kambotsu, vigésimo oitavo do Sutra de Lótus, o Bodhisattva Fugen faz uma pergunta para o Buda Sakyamuni sobre o que os homens e mulheres de Bem deveriam fazer para conseguirem incorporar a Lei Mística depois do falecimento do Buda Sakyamuni. Em resposta a essa pergunta, o Buda Sakyamuni ensinou que deveria cumprir as quatro diretrizes. A primeira é contar com a proteção de todos os Budas. A segunda é plantar a causa de todas as virtudes. A terceira é ingressar no grupo de seguidores da Verdadeira Lei.

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A quarta é manifestar o sentimento de salvar todos os seres. O Buda Sakyamuni revelou que os homens e as mulheres de Bem sem falta poderiam incorporar a Lei Mística ao cumprirem essas quatro diretrizes. Homens e Mulheres de Bem referem-se a homens e mulheres que praticam sincera e corretamente a Lei Mística e indicam o grupo da Hokkeko (adeptos da Nichiren Shoshu). Discorrendo sobre essas quatro diretrizes, na prática, a primeira, “contar com a proteção de todos os Budas”, indica que “deve tornar-se uma pessoa que mereça ser protegida por diversos Budas”. E como então podemos contar com a proteção de todos os Budas? Isso resulta da manifestação da grandiosa fé no Dai-Gohonzon do Supremo Santuário do Portal Original, a Lei Mística verdadeira. Com esse grandioso poder da fé, sem falta teremos a proteção de todos os Budas. A segunda, “plantar a causa de todas as virtudes”, indica acumular diversas virtudes. Quanto à virtude, indica aquilo que resulta de “ações cumulativas e repetidas” praticadas pela própria pessoa. Ou seja, é a realização assídua do gongyo e da recitação de daimoku no dia a dia. Além dessas ações, que são fundamentais, todas as outras praticadas com sinceridade para o Buda, tais como a realização de oferecimentos para o templo e a limpeza do oratório indicam “plantar a causa de todas as virtudes”.

A terceira, “ingressar no grupo de seguidores da Verdadeira Lei”, indica fazer parte da Hokkeko e participar com afinco das atividades da organização. Ao “ingressar no grupo de seguidores da Verdadeira Lei” todos podem se incentivar em relação à fé e à prática, saber por que a Verdadeira Lei é a Verdadeira Lei, confiar a sua vida à Verdadeira Lei e viver com a Verdadeira Lei. E a quarta, “manifestar o sentimento de salvar todos os seres”, indica ter a consciência da missão como Bodhisattvas da Terra e dedicar-se vigorosamente em prol da propagação da Lei Mística, tomando como sua a grandiosa benevolência do Buda Original. Conforme mencionei há pouco, essas “quatro diretrizes” são, em outras palavras, a fé manifestada das profundezas de nossas vidas; a realização assídua do gongyo e da recitação de daimoku; o estabelecimento da fé com a visita ao templo e a participação nas atividades da organização; e a prática efetiva e vigorosa do shakubuku e da propagação do ensino. Quando houver a conjunção de todas elas é que se poderá, pela primeira vez, trilhar o caminho correto da prática da fé e atingir a condição de vida da Iluminação, repleta de benefícios e satisfações. Vamos refletir acerca da nossa postura da prática da fé no dia a dia e, dando apoio um para o outro, vamos juntos nos dedicar aos exercícios da prática da fé para cumprir as quatro diretrizes e receber plenamente os benefícios da Lei Mística!

Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu 3 de junho de 2018

Nesta ocasião da Reunião de Recitação de Daimoku em Prol do Kosen-rufu do mês de junho do “Ano da Ação”, realizamos o exercício de recitação de daimoku sob a liderança do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin no Templo Principal, em corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin – com os clérigos e adeptos de todo o mundo, e orei profundamente pela concretização da meta de “estabelecer a estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até o octingentésimo aniversário de nascimento do fundador, Nichiren Daishonin, em 2021”, e também para que todos os senhores concretizem efetivamente o objetivo de “cada pessoa realizar no mínimo um shakubuku por ano”. Meus sinceros reconhecimentos pela presença de cada um dos senhores. Pois bem, o Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin nos orientou o seguinte sobre a “ação” do tema “Ano da Ação”, em sua mensagem de ano-novo: Para que se possa realizar algo, é preciso que se manifestem as ações, pois sem isso, nem o que é exequível será atingido, e não passará de uma hipótese vazia. [...] O shakubuku

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também é assim – o mais importante é que se mantenham esforços diários sem fraquejar. Especialmente com relação ao shakubuku, se não o colocar em prática, não terá benefícios. Isso é comparável ao fato de não conseguir curar uma doença caso outra pessoa tome o remédio em seu lugar. (Dainichiren, edição de janeiro de 2018, págs. 4 a 5)

Quando se lançam objetivos, estes jamais serão atingidos caso deixem-se de colocar as ações em prática. Isso também ocorre com o shakubuku – embora estabeleçam uma meta para o Gohonzon, esta jamais será concretizada se não colocarem as ações em prática E também quanto às ações, apesar de desejar salvar a pessoa, caso desista [de insistir, de continuar insistindo] porque ela se recusou [a ouvi-lo(la)] no primeiro contato ou na primeira conversa, não conseguirá conquistar a confiança e salvá-la. O acúmulo de pequenas ações, tais como manter um contato estreito com a pessoa a quem deseja realizar o shakubuku ou acompanhar a sua situação e encontrá-la para dialogar, levam à conquista de sua confiança, repercutindo posteriormente no resultado.

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Nem é preciso dizer que o ensino de Nichiren Daishonin é a prática da fé para si e para os outros. Caso não visite o templo, não realize o shakubuku e limite-se a realizar o gongyo e um pouco de recitação de daimoku em casa; ou então, que considere a prática para os outros importante e preze tão somente o shakubuku e o aprimoramento de pessoas, negligenciando a sua prática da fé individual; não terão benefícios que poderiam incorporar e não se pode dizer que estejam realizando corretamente a prática da fé de Nichiren Daishonin. Não podemos nos esquecer que a vida de Nichiren Daishonin foi, como se diz, de “quatro grandes perseguições e incontáveis pequenas perseguições”, e que, embora essas diversas perseguições – grandes e pequenas – houvessem ocorrido tumultuadamente, ele manteve a sua postura irredutível de propagar o Sutra de Lótus, trilhando ainda mais vigorosamente a sua vida de refutar o errôneo e revelar o Verdadeiro. Reverenciando essa sua postura, nós, discípulos e adeptos da Era do Fim do Darma, devemos nos dedicar em prol do shakubuku e da propagação do ensino da mesma forma que Nichiren Daishonin. O Reverendíssimo Soberano da Lei nos orienta sobre a importância de cada um de nós realizar o shakubuku: Sobre o porquê da sociedade entrar em desordem, decorre do fato de não se poder distinguir o correto e o errôneo à luz do budismo. É importante que cada um de nós grave mais uma vez, firmemente no âmago do coração, e realize o shakubuku. Pode ser que tenha a impressão de que o shakubuku, praticado individualmente, lhes pareça ínfimo. Mas se todos praticarem o shakubuku, isso fará uma grande diferença. Ou seja, não podemos negligenciar o shakubuku que praticamos individualmente. O shakubuku praticado individualmente irá compor uma grande força. Penso que os senhores não tenham, mas caso alguém tenha um pensamento de que “não será um problema o fato de só eu deixar de fazer”, será um equívoco, pois é o contrário. “Deve-se propagar, mesmo que seja uma única frase ou verso” são palavras de Nichiren Daishonin. O importante é realizar o shakubuku, mesmo que seja com uma única frase ou um verso. (Dainichiren, edição de março de 2018, págs. 37 e 38 )

O Brasil, especialmente, é um país de vasta extensão e grande população. De fato, o shakubuku realizado individualmente nos dá a impressão de ser algo realmente ínfimo, se considerarmos a dimensão e o grande número de pessoas do País. Entretanto, cada pessoa é significativa. A partir de uma, passa-se a dez, cem e mil pessoas. Quando essas pessoas se reunirem para recitarem o daimoku com corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, um grandioso benefício e poder serão agregados. Por outro lado, quanto mais pessoas com a postura de “não será um problema o fato de só eu deixar de fazer”, também levará a dez, cem e mil pessoas.

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Como o budismo veio sendo gradativamente violado, o mundo também veio se degradando. O budismo é como o corpo e o mundo como a sombra. Quando o corpo se entorta, sua sombra fica torta. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1469)

Conforme essa frase, quanto mais negligente se tornar a nossa prática da fé, mais desordenada ficará a sociedade. Portanto, é importante que tenhamos um forte sentimento de desejar salvar as pessoas e de melhorar o país. Oremos com base na prática da fé e coloquemos as ações em prática para isso. Metade do “Ano da Ação” já está se passando e logo entraremos no segundo semestre. Para que o maior número de pessoas pratique o shakubuku e mais pessoas sejam salvas, e para melhorar este País e concretizar a propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu, vamos falar com o maior número de pessoas e dedicarmo-nos à recitação de daimoku e ao shakubuku. Orando sinceramente pelo sucesso e saúde de todos no decorrer deste mês, faço destas palavras os meus cumprimentos. Meus sinceros reconhecimentos pela sua participação nesta Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu deste mês. Muito obrigado.

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Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão 10 de junho de 2018

Neste momento em que celebramos o Oko de junho do “Ano da Ação”, com profundo sentimento de retribuição aos Três Tesouros pelas dívidas de gratidão, realizamos a leitura da liturgia e a recitação do daimoku, juntamente com os senhores presentes. É extremamente gratificante o fato de poder contar com a presença dos senhores, apesar de seus inúmeros afazeres. É uma satisfação poder celebrar esta cerimônia para, juntos, retribuirmos pelas dívidas de gratidão. Durante a leitura da liturgia, o gokuyo dos senhores foi oferecido ao Gohonzon e transmiti a ele o puro espírito com que o realizaram. Orei também pelo vigor da prática da fé, extinção dos carmas negativos, tranquilidade nos lares, ausência de incidentes e realização dos desejos de cada um dos senhores participantes. Meus sinceros reconhecimentos pela sua presença. Hoje, antes da preleção, tenho um comunicado a todos. Recebemos uma orientação do Reverendíssimo Soberano da Lei para que, a partir de abril, todos os templos do Japão e, a partir deste mês, todos os templos do exterior, adotem mensalmente a mesma escritura a ser lida respeitosamente e explanada na preleção do sacerdote prior na ocasião da Cerimônia de Oko. Essa decisão tem como objetivo fortalecer ainda mais a união entre clérigos e adeptos e o vínculo de corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, em prol da concretização da meta de estabelecer a estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko em 2021, de modo que todos os clérigos e adeptos possam, em sintonia, retribuir pelas dívidas de gratidão aos Três Tesouros e também promover uma grande onda de shakubuku e de aprimoramento, impulsionando, desse modo, o avanço da propagação da Lei. Nichiren Daishonin nos orienta na escritura “Sobre as Quatro Espécies de Dívidas de Gratidão (Shion Sho)” sobre a importância de realizar-se no caminho do Buda, com a retribuição pelas dívidas de gratidão aos Três Tesouros: Como poderíamos atingir a Iluminação deixando de retribuir pelas dívidas de gratidão, sendo que nós, mortais comuns da Era do Fim do Darma, temos recebido as graças dos Três Tesouros? (Interpretação, Heisei Shimpen Gosho, pág. 268)

A participação na Cerimônia de Oko é fundamental para a correta retribuição pelas dívidas de gratidão. Portanto, quanto aos senhores, peço que compreendam o ponto principal de adotarmos a mesma escritura para ser lida respeitosamente e que participem sem falta da Cerimônia de Oko realizada mensalmente, dedicando-se ao caminho do Buda da prática para si e para os outros. Seguindo a tradição, gostaria de realizar uma breve preleção da frase sagrada que lemos respeitosamente

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este mês, em retribuição ao Buda pelas dívidas de gratidão. Essa obra foi escrita no dia 21 de julho de 1276 (2.º ano da Era Kenji), no terceiro ano do estabelecimento de Nichiren Daishonin em Minobu, quando ele estava com 55 anos de idade, e foi destinada para Jokembo e Gijobo, que eram sacerdotes veteranos em relação a Nichiren Daishonin, quando este ingressou no sacerdócio, no Monte Seicho. O mestre de Nichiren Daishonin, Dozembo, havia falecido no mês de março desse mesmo ano e essa obra foi escrita em retribuição pelas dívidas de gratidão a esse mestre. Nessa escritura, Nichiren Daishonin orienta que o verdadeiro caminho para retribuir pelas dívidas de gratidão é o de salvar todos os seres com os Três Tesouros – Objeto de Devoção do Portal Original, Supremo Santuário do Portal Original e Daimoku do Portal Original. De todas as escrituras de autoria de Nichiren Daishonin, Nikko Shonin havia classificado: “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)”, “A Abertura dos Olhos (Kaimoku Sho)”, “A Seleção do Tempo (Senji Sho)”, “Sobre o Objeto de Devoção da Introspecção (Kanjin no Honzon Sho)”, que estávamos lendo respeitosamente até o mês passado, e esta escritura “Sobre a Retribuição pelas Dívidas de Gratidão (Hoon Sho)” como as “Cinco Grandes Obras”. Temos então, a primeira passagem: Se a benevolência de Nichiren for ampla e grandiosa, o Nam-Myoho-Rengue-Kyo será propagado pelo futuro, além dos 10 mil anos. Essa frase revela que os benefícios do Dai-Gohonzon inscrito com grandiosa benevolência por Nichiren Daishonin para salvar todos os seres da Era do Fim do Darma, são eternos. Na passagem que antecede esse trecho consta o questionamento sobre se existiria a Verdadeira Lei que ainda não havia sido propagada por Kashyapa, Ananda, Grande Mestre Tien-tai e Grande Mestre Dengyo nas eras da Vigência e da Formalidade do Darma. E Nichiren Daishonin esclarece que essa Verdadeira Lei ainda não propagada é justamente as Três Grandes Leis Secretas. As Três Grandes Leis Secretas são: “Objeto de Devoção do Portal Original”, “Supremo Santuário do Portal Original” e “Daimoku do Portal Original”. Ou seja, foi revelado que os benefícios desse “Daimoku do Portal Original” são duradouros pelo futuro eterno pela grandiosa benevolência de Nichiren Daishonin. Caso o NamMyoho-Rengue-Kyo não houvesse sido revelado por Nichiren Daishonin, não poderíamos receber os seus benefícios e ficaríamos eternamente atrelados aos nove mundos sem conseguirmos atingir a Iluminação. Por isso que é importante retribuir pelas dívidas de gratidão a essa ampla e grandiosa benevolência. E as ações efetivas para retribuir pelas dívidas N º 2 2 6

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de gratidão são gongyo da manhã e da noite e a participação na Cerimônia de Oko. E essa passagem também evidencia a virtude de pais – das três virtudes de soberano, de mestre e de pais – que o Buda possui. Prosseguindo, temos a seguinte passagem: Contém o benefício de desvendar a cegueira de todos os seres do Japão e fecha o caminho do Inferno dos Incessantes Sofrimentos. Embora possam ter a impressão de que os nossos olhos estejam enxergando normalmente, isso não indica necessariamente que nós, reles mortais da Era do Fim do Darma, vemos as coisas corretamente. Mesmo que nos deparemos com uma má relação que possa nos levar à infelicidade, ocasionalmente não conseguimos perceber que seja uma má relação. Nichiren Daishonin afirma na escritura “As Cinco Espécies de Visão (Gogen Gosho)”: Os seguidores do Sutra de Lótus, embora tenham a visão de mortais comuns, podem incorporar a visão celestial, a visão de sabedoria, a visão da Lei e a visão de Buda. (Intepretação, Heisei Shimpen Gosho, pág. 1674)

A visão de mortais comuns refere-se à nossa visão. A visão celestial permite que enxerguemos mesmo na escuridão, e também que vejamos aquilo que está muito distante. A visão de sabedoria é aquela que possui a profunda sabedoria dos seres de absorção e de erudição. A visão da Lei é a visão dos bodhisattvas e a visão de Buda é a visão do Buda de ver a tudo de forma correta. Ou seja,

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embora originalmente possuamos apenas a visão de mortais comuns, com a recitação do Nam-Myoho-RengueKyo para o Gohonzon, podemos obter a visão de Buda para enxergarmos corretamente a causa e o efeito de tudo, e gerarmos as causas para a Iluminação. Portanto, podemos afirmar que se realizarmos os exercícios de recitação de daimoku conforme orientação do Reverendíssimo Soberano da Lei, deixaremos de sofrer ou de cair na condição de vida de inferno. O trecho “desvendar a cegueira de todos os seres do Japão” representa, das três virtudes, a de mestre, e o trecho “fecha o caminho do Inferno dos Incessantes Sofrimentos” representa a de soberano. Prosseguindo, temos a seguinte passagem: Esse benefício ultrapassa o de Dengyo e de Tien-tai e supera o de Nagarjuna e de Kashyapa. O Grande Mestre Dengyo e o Grande Mestre Tien-tai são soberanos da Era da Formalidade do Darma e o Bodhisattva Nagarjuna e Kashyapa são soberanos da Era da Vigência do Darma. Ou seja, consta que os benefícios de recitar o NamMyoho-Rengue-Kyo no presente, na Era do Fim do Darma, são maiores do que os que resultam dos exercícios de aprimoramento nas eras da Vigência e da Formalidade do Darma. O motivo consta na continuação: Os exercícios de aprimoramento por 100 anos na suprema alegria ficam aquém da realização durante um único dia na terra impura. A propagação nos 2 mil anos das eras da

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Vigência e da Formalidade do Darma fica aquém [da propagação] por um breve momento na Era do Fim do Darma.

Deve considerar excepcional quando algo bom ocorrer e habitual quando algo não lhe ocorra como o esperado.

A “suprema alegria” indica a Terra Pura da Suprema Alegria revelada no Sutra Amida onde conta-se que nessa terra pode-se receber diversas satisfações. Ou seja, indica uma situação em que tudo ocorre da forma que se deseja ou em que se faz sentir alegria. A terra impura refere-se a esse mundo saha em que vivemos, repleto de angústias e sofrimentos. Revela que mesmo que realizássemos os exercícios de aprimoramento durante 100 anos numa terra como a da suprema alegria em que tudo ocorre da forma que desejamos, o benefício destes estariam muito aquém do que se obtém com os exercícios de aprimoramento realizados num único dia nesse mundo saha repleto de sofrimentos. Na frase na sequência, Nichiren Daishonin faz uma comparação entre as eras da Vigência e da Formalidade do Darma com a Era do Fim do Darma, e esclarece que durantes as duas eras, pelo fato de a capacidade dos seres ser mais alta, era possível realizar tranquilamente os exercícios de aprimoramento, pois mesmo que propagasse o budismo, não ocorreriam grandes dificuldades. É por essa razão que Nichiren Daishonin expõe que o benefício de realizar os exercícios de aprimoramento nas eras da Vigência e da Formalidade do Darma é inferior se comparado ao que resulta do exercícios de aprimoramento praticados na Era do Fim do Darma. Penso que nós devemos reverenciar devidamente essa frase, com a nossa prática da fé. Nós nascemos nessa época junto a nossos pais, tivemos a vida nesse país e nele vivemos. E sempre nos deparamos com diversos problemas e dificuldades, seja na família, no trabalho, na escola, na sociedade, nos relacionamentos pessoais, na saúde, entre outros. Mas Nichiren Daishonin está nos ensinando que, justamente por existirem inúmeras dificuldades a serem enfrentadas e superadas, é que o benefício pelos exercícios de aprimoramento no caminho do Buda é maior. Todos buscam um caminho mais tranquilo. Penso que não haja alguém que prefira as angústias e as dificuldades. Porém, essas angústias e dificuldades são necessárias para que possamos eliminar as más causas acumuladas desde as nossas existências passadas e gerar as causas para a Iluminação.

É comum que na nossa vida, as coisas não ocorram da forma que desejamos. Porém, os benefícios do Nam-MyohoRengue-Kyo são incomparavelmente maiores do que os das eras da Vigência e da Formalidade do Darma, e dedicandonos ao exercício de recitação de daimoku, sem falta poderemos vencer essas dificuldades, enfrentando e superando-as. Quando recitamos o Nam-Myoho-RengueKyo com convicção, os resultados sem falta aparecem. Vamos continuar nos dedicando juntos ao exercícios de recitação de daimoku!

Quando se depara com diversas dificuldades, reclama, critica e manifesta a inveja para acabar acumulando mais causas negativas ainda, ou então realiza os exercícios de aprimoramento conforme as orientações do Reverendíssimo Soberano da Lei para transformar as dificuldades em causas para a Iluminação? Esse ponto não seria decisivo? O Budismo de Nichiren Daishonin é o ensino realmente precioso, que permite transformar todas as dificuldades em boas causas. Nichiren Daishonin afirma na escritura “Sobre as Perseguições ao Sábio (Shonin Gonanji)”:

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(Interpretação, Heisei Shimpen Gosho, pág. 1398)

Prosseguindo, temos a última passagem: Isso não ocorre pela sabedoria de Nichiren ser notável, mas sim em decorrência da época. Nichiren Daishonin registrou essas palavras de humildade, devido à sua condição de ter realizado o advento na forma de um mortal comum. Mas expôs, à luz de sua sabedoria de Buda Original que compreende as três existências, que a Era do Fim do Darma, justamente a época para propagar o Nam-Myoho-Rengue-Kyo, havia chegado. É natural que retribuamos pelas dívidas de gratidão ao Buda Original Nichiren Daishonin que nos ensinou esse Nam-Myoho-Rengue-Kyo. Conforme havia mencionado no início, participar da Cerimônia de Oko é elementar para retribuir pelas dívidas de gratidão. E é imensurável o benefício de participar na Cerimônia de Oko e ouvir o budismo. Sobre isso, Nichikan Shonin, 26.º Reverendíssimo Soberano da Lei, nos orienta: Para que surja a fé é preciso, sem falta, que ouça a doutrina. E mesmo que a fé não se manifeste ao ouvir a doutrina, é imensurável o benefício que poderá acumular só pelo fato de ouvi-la. (Interpretação, Fuji Shu Gakuyo Shu volume 10, pág. 183)

Especialmente o exercício de shakubuku é o supremo exercício de aprimoramento no caminho do Buda, o verdadeiro exercício de retribuição pelas dívidas de gratidão e de benevolência. Portanto, é importante que renove o juramento de realizar efetivamente o shakubuku na oportunidade de sua participação na Cerimônia de Oko. O Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin nos orienta: O caminho para retribuir pelas dívidas de gratidão ao Buda é, unicamente, o de entregar a nossa vida em prol da propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu, da Causa Mística Orignal, em todo o mundo, em conformidade com o legado do Buda Original Nichiren Daishonin Ou seja, é o de todas as pessoas, na condição de pertencerem à estirpe dos Bodhisattvas da Terra, realizarem efetivamente o shakubuku, dedicando toda a força que possuem em prol da propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu. (Dainichiren, edição de junho de 2013)

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Assim, nos ensina que devemos retribuir pelas dívidas de gratidão ao Buda Original, com a realização efetiva e destemida do shakubuku. Conforme o trecho “Contém o benefício de desvendar a cegueira de todos os seres do Japão e fecha o caminho do Inferno dos Incessantes Sofrimentos”, Nichiren Daishonin estabeleceu a doutrina do Nam-Myoho-Rengue-Kyo e conduziu a sua vida de refutar as doutrinas e religiões errôneas com shakubuku e propagação do ensino. Na escritura “Sobre Erigir os Quatro Bodhisattvas (Shi Bosatsu Konryu Sho)” Nichiren Daishonin afirma: Naturalmente, as pessoas que realizam os exercícios do Sutra de Lótus, dizendo-se discípulos de Nichiren, devem agir como Nichiren. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1370)

Assim, Nichiren Daishonin orienta todos os seus discípulos e adeptos a propagarem o Sutra de Lótus como ele. E Nichikan Shonin também orienta: Quando o gongyo e a recitação de daimoku – práticas para si – forem realizados plenamente, passará naturalmente a exercitar o shakubuku que é a prática para os outros. Shakubuku é, em suma, a benevolência.

Ensina assim, sobre a importância de visitar o templo e ouvir o budismo. Quanto aos senhores, peço que continuem a comparecer com toda a família, e também a incentivar um ao outro para comparecerem sem falta na Cerimônia de Oko, e solidificarem a sua determinação de realizar efetivamente o shakubuku, para que possamos conduzir, com toda a organização, as lutas vigorosas em prol da concretização da meta de estabelecer a estrutura organizacional de 800 mil adeptos. Orando pelo sucesso e saúde cada vez mais vigorosos dos senhores, gostaria de fazer destas palavras a minha preleção de hoje. Meus sinceros reconhecimentos pela presença dos senhores nesta Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão. Muito obrigado.

(Interpretação, Gosho Mondan, pág. 219)

Portanto, é importante realizarmos firmemente o gongyo e a recitação diária que são as práticas para si para que acumulemos as virtudes e a raiz do Bem, e nos lancemos ao exercício de shakubuku que decorre da benevolência de desejar salvar o maior número de pessoas possível. Conforme havia mencionado no início, seguindo a orientação do Reverendíssimo Soberano da Lei, a partir de abril passou a ser lida respeitosamente a mesma escritura na Cerimônia de Oko nos templos do Japão, e a partir deste mês, em todos os templos do exterior, estabelecendo uma nova postura para avançarmos rumo à propagação irrestrita da Lei, no mesmo compasso. Na escritura “Carta a Niike (Niike Gosho)”, Nichiren Daishonin afirma: Haja o que houver, aproxime-se do sacerdote que conhece o coração deste Sutra e ouvindo a razão da Lei, avance, ainda mais, na caminhada da fé. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1457)

Nichikan Shonin também afirma: É importante que compareça ao templo vencendo as mais diversas dificuldades para ouvir o budismo, recitar o daimoku do Nam-Myoho-Rengue-Kyo e retribuir pelas dívidas de gratidão. (Interpretação, Fuji Shu Gakuyo Shu volume 10, pág. 143)

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Recitação Especial de Oko Orientação do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin 13 de junho de 2018

A Parábola da Flecha Envenenada” é uma das mais famosas parábolas budistas. Ela faz parte da Coleção do Sutra Agon. Esta estória é provavelmente conhecida. Em termos simples, segue mais ou menos assim: Um dos discípulos do Buda Sakyamuni suplicou a seu mestre que este respondesse a várias questões: “Este mundo é eterno? Ou está em fluxo? O mundo deixará de existir? O Buda continua existindo após o seu falecimento?” O Buda Sakyamuni não respondeu a estas perguntas de forma direta. Ao contrário, respondeu dizendo: “Suponha que um homem é ferido por uma flecha envenenada [e que pessoas o levem a um médico]. Suponha que o homem dissesse, ‘eu não deixarei que esta flecha seja retirada até que eu saiba que tipo de pessoa me feriu. Qual é o nome dessa pessoa? Era alta ou baixa? Era alguém da cidade ou de algum vilarejo? Do que é feita a flecha? Qual é o nome do médico que me examinará?’ E, se ele se recusar a remover a flecha antes que todas estas questões sejam respondidas, a pessoa morrerá. O que é mais importante é inicialmente remover a flecha envenenada e prover primeiros socorros”. Esta parábola nos adverte que temos a tendência de postergar o que é necessário para enfatizar o agora. Focamos o nosso olhar em outras questões. Em outras palavras, o essencial é que saibamos o que é importante agora. O que precisamos concluir agora, de todas as formas, é que todos os núcleos atinjam os seus objetivos de shakubuku, o que foi assumido perante o Gohonzon. Assim,

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com essas realizações, seremos capazes de acolher o 800º. aniversário de nascimento do nosso fundador, Nichiren Daishonin, em 2021. Na escritura “Sobre a Iluminação dos Principiantes do Sutra de Lótus (Hokke Shoshin Jobutsu Sho)”, Nichiren Daishonin ensina: Se o Sutra de Lotus é ouvido, o qual possibilita que o estado de Buda seja atingido, esta [relação] se torna a semente [do estado de Buda], e afinal a iluminação será sem falta atingida. Portanto, Tien-tai e Miao-lo, seguem esta direção e expõem [nas suas obras de interpretação] que o Sutra de Lotus deve ser incansavelmente propagado. É como o caso daqueles que esmorecem e caem ao solo, mas são incapazes de utilizar este mesmo solo como apoio para se levantarem novamente. Da mesma forma, mesmo aqueles que atingem o estado de inferno, em breve se reerguerão e atingirão o estado de Buda. As pessoas da Era do Fim do Darma cairão definitivamente no estado de inferno como consequência de voltarem as costas ao Sutra de Lotus. Seja como for, deve ensinar e fazer ouvir o Sutra de Lótus, com veemência. As pessoas que acreditarem se tornarão Budas. Aquelas que caluniarem se tornarão Budas pela relação do tambor envenenado. De qualquer modo, não há outra semente de Buda além do Sutra de Lótus. (Interpretação, Heisei Shimpen Gosho, pág. 1316)

A “relação do tambor envenenado” é uma analogia explanada no Sutra do Nirvana. É dito que quando um tambor manchado com veneno mortal é tocado, todos aqueles que escutam o som produzido irão perecer instantaneamente. A relação do tambor envenenado também é chamada de relação de oposição. Ensinar e fazer com que uma pessoa que comete calúnias à Lei ouça os ensinamentos do Sutra de Lotus corresponde a formar uma relação com o verdadeiro Budismo, o que servirá de causa para que ela atinja o estado de Buda. Hoje, clérigos e adeptos da Nichiren Shoshu estão realizando grandes esforços, e os membros de cada núcleo estão avançando, almejando atingir nosso objetivo estabelecer a estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko. No momento, creio ser essencial que cada um de nós entenda o significado da relação do tambor envenenado. Então, deveríamos ter a convicção que agora, na Era do Fim do Darma, o Myoho-Rengue-Kyo do Budismo de Semeadura da Causa Original é a grandiosa Lei que pode conduzir para o caminho do estado de Buda tanto as pessoas que possuem a relação de concordância como as que possuem a relação de oposição. Com esta firme convicção, nós precisamos nos dedicar ao shakubuku mais do que nunca.

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Os pássaros dodôs Reverendo Gyoten Shirai Matéria de Estudo para o Núcleo de Junho

Já ouviram falar sobre a história dos pássaros chamados dodôs? Foram aves que habitaram as ilhas de Madagascar há mais de quatrocentos anos. Foi nessa época que os holandeses desembarcaram pela primeira vez nessa ilha. Conta-se que ela estava apinhada de dodôs. Eles eram fisicamente maiores do que o peru e não conseguiam voar porque as suas asas haviam atrofiado. Isso ocorreu porque eles eram gordos, roliços e não podiam voar por causa de seu peso excessivo. Naquela ilha eles não tinham inimigos naturais. Ou seja, não precisavam temer, fugir ou lutar contra os inimigos naturais. E os alimentos eram fartos nos arredores, não havendo sequer a necessidade de procurar por eles. À primeira vista, esses pássaros viviam tranquilamente, sem inimigos naturais com quem disputar, e sem a necessidade de buscar alimento. Trazendo isso para o nosso contexto, seria uma situação em que passamos diariamente assistindo aos jogos de futebol, comendo churrasco e tomando cerveja. Parece uma vida bastante feliz... Um pássaro como esse seria feliz? Ou não seria feliz? Pois bem, há mais de quatrocentos anos, os seres humanos passaram a habitar essa ilha. Construíram casas e trouxeram outros animais, tais como cães, gatos e porcos. Com isso, outros bichos, tais como ratos, acabaram chegando à ilha, infiltrados. E, então, esses bichos passaram a caçar os filhotes e os ovos dos dodôs. Mas os dodôs nunca haviam lutado contra um inimigo ou fugido dele. Por fim, esses pássaros acabaram desparecendo da face da Terra, entrando em extinção. Essa é a história dos dodôs. Nós, seres vivos, preferimos, na medida do possível, fugir de situações penosas ou difíceis, passando longe delas. E todos temos os desejos mundanos que nos atormentam física e emocionalmente, que resultam das manifestações do nosso coração. Os desejos mundanos são tidos como três venenos: Avareza, de buscar incessantemente os seus desejos pessoais: “Eu quero aquilo e isso também”. Ira, com relação a algo que não ocorre de acordo com os seus pensamentos, raiva que leva ao ódio: “Não tenho como perdoar aquela pessoa!”. Estupidez, de fazer reclamações como “Por que aconteceu isso?”, por desconhecer a lógica, a causa e efeito de tudo que há e ocorre.

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pássaros. Teremos diversas funções e capacidades degeneradas e não seremos capazes de manter as nossas vidas em caso de alguma mudança. Ou seja, ficarmos completamente imersos na tranquilidade, entregues aos nossos desejos mundanos, não é, de forma alguma, uma felicidade. Nichiren Daishonin afirma na escritura “Carta ao Suserano Nanjo Hyoe Shichiro (Nanjo Hyoe Shichiro Dono Gosho)”: Mesmo que seja um bem, um pequeno bem que destrói o Grande Bem faz com que caia no mau caminho. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 323)

O pequeno bem refere-se ao pensamento de buscar a felicidade apenas para si próprio. O Grande Bem, entretanto, é o pensamento de buscar a felicidade, não somente para si mesmo, mas também para os demais (shakubuku). Ou seja, o pensamento do pequeno bem, de buscar a felicidade tão somente para si, faz com que caia no mau caminho, sem lhe permitir seguir numa direção correta. Os dodôs também realizavam apenas as ações de pequeno bem. E, como resultando, acabaram extintos. O que nos ocorreria, se nos tornássemos uma organização que não realiza o shakubuku – e que pratica somente o pequeno bem, tal como esses pássaros que não voam? Nem é preciso dizer; é evidente que não seguiríamos para uma boa direção. Somente quando realizamos o Grande Bem é que podemos seguir em direção à felicidade. O Reverendíssimo Soberano da Lei orienta: "O que é Grande Bem? Em poucas palavras, é conduzir todas as pessoas para o caminho correto e verdadeiro, salvando as inúmeras pessoas que buscam somente a felicidade individual, ou que estão sofrendo, dominadas, sem perceberem, pelos três venenos – avareza, ira e estupidez”. Vamos reavaliar o nosso coração para verificar se não caímos nesse pensamento de considerar que a nossa felicidade individual basta, e vamos nos dedicar aos exercícios de aprimoramento da prática da fé.

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São poucos os que buscam intencionalmente os sofrimentos, sejam seres humanos, sejam outros animais. O instinto nos leva a querer fazer da forma que desejamos. Porém, caso evitemos as dificuldades e amarguras, e tenhamos uma vida somente de tranquilidades, entregandonos aos desejos mundanos , acabaremos como esses

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Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu 1 de julho de 2018

Nesta ocasião da Reunião de Recitação de Daimoku em Prol do Kosen-rufu do mês de julho do “Ano da Ação”, realizamos o exercício de recitação de daimoku sob a liderança do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin no Templo Principal, em corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin – com os clérigos e adeptos de todo o mundo, e orei profundamente pela concretização da meta de “estabelecer a estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até o octingentésimo aniversário de nascimento do fundador, Nichiren Daishonin, em 2021”, e também para que todos os senhores concretizem efetivamente o objetivo de “cada pessoa realizar no mínimo um shakubuku por ano”. Meus sinceros reconhecimentos pela presença de cada um dos senhores. Nichiren Daishonin afirma na escritura “Sobre o Esclarecimento acerca da Causa e Efeito dos Dez Mundos (Jippo Kai Myo Inga Sho)”: Se não forem sábios, desconhecerão o fato de que todas as pessoas de Bem, sem avareza ou outras [falhas], cairão no caminho da fome por causa das calúnias à Lei ou por passarem a crer naturalmente nessas doutrinas, ao aproximarem-se de pessoas que caluniam a Lei. Certamente, certamente, é algo para se temer. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 208)

Quando nos tornamos próximos de pessoas que cometem calúnias à Lei, acabamos recebendo más influências delas e, sem percebemos, eventualmente acabamos sendo coniventes com as calúnias à Lei. Para evitarmos que isso ocorra é importante, acima de tudo, que ensinemos e façamos com que ouçam o ensino de Nichiren Daishonin, com a prática de shakubuku. Sobre a postura para realizar o shakubuku, o Reverendíssimo Soberano da Lei nos orienta: O shakubuku não é uma briga. É uma busca pela salvação da pessoa. Assim, sem a firme recitação de daimoku não teremos sucesso. Se tivermos recitado firmemente o daimoku, o Buda moldará naturalmente e de forma adequada, as nossas palavras e o nosso comportamento. Se não tiver recitado firmemente o daimoku, terminará em conflito. Se disser: “Como não consegue entender depois de eu ter lhe explicado tanto?”, a pessoa ficará chateada, não é mesmo? Isso acontece porque falta benevolência. Realizando o gongyo da manhã e da noite e recitando firmemente o daimoku no dia a dia, a sua natureza se transforma. Tente realizar o shakubuku com essa natureza, depois de ter recitado o daimoku. Embora as palavras sejam brandas, o shakubuku realizado com a firme oração para o Gohonzon tem poder. Isso porque o poder do Buda é incorporado e a pessoa com quem falamos passa a K A I S E N

conseguir entender. Penso que seja importante que cada um de nós realize o shakubuku, sem nos esquecermos do sentimento de benevolência: “Vamos salvar verdadeiramente a pessoa”, “Desejo que seje feliz” e “Vamos recitar juntos o daimoku”. (Dainichiren, edição de março de 2018, págs. 38 a 39)

Shakubuku é o exercício dos bodhisattvas e é importante que o realize com o sentimento de benevolência. Para isso, deve primeiramente recitar o daimoku para adequar a sua vida. E, com a virtude do daimoku e o poder recebido do Buda, deve-se dialogar com a pessoa com benevolência. Esse é o significado de o Reverendíssimo Soberano da Lei sempre nos orientar sobre a inseparabilidade da recitação de daimoku e do shakubuku. Na sequência, o Reverendíssimo Soberano da Lei nos orienta: É, de fato, conforme a frase: “O Budismo é como o corpo e o mundo como a sombra. Curvando-se o corpo, a sombra fica inclinada”. É por isso que quando a nossa prática da fé está insegura, isso faz com que a sociedade também fique desordenada. Isso ocorre seja no âmbito de uma família, seja no de uma empresa. Tudo é assim. Devemos refletir mais uma vez sobre esse princípio fundamental, recitar firme e claramente o daimoku e realizar corajosamente o shakubuku para ensinar o budismo correto para as pessoas. Tudo isso nos conduz ao objetivo para o ano de 2021. (Dainichiren, edição de março de 2018, pág. 39)

Se recitarmos o daimoku e nos dedicarmos ao shakubuku e ao aprimoramento, sem falta poderemos contribuir para a melhoria desse país. Seja no nosso lar, seja na empresa, seja no país, quanto mais pessoas seguirem o budismo correto, sem falta teremos o direcionamento para o rumo correto. Caso, ao contrário, deixe de realizar o shakubuku e o aprimoramento, perdurará essa situação caótica, de angústias e sofrimentos, sem nada mudar. Sem nos esquecermos disso, devemos nos dedicar diariamente à prática da fé, conscientes da missão de propagar a Lei no Brasil. Metade do “Ano da Ação” já se passou, restando-nos a segunda metade. Vamos verificar mais uma vez as três diretrizes deste ano, para que possamos viver a segunda metade do ano de forma significativa e nos dedicarmos ainda mais aos exercícios da prática da fé para si e para os outros, gravando no âmago de nossos corações as orientações de hoje. Orando sinceramente pelo sucesso e saúde de todos no decorrer deste mês, faço destas palavras os meus cumprimentos. Meus sinceros reconhecimentos pela sua participação nesta Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu deste mês. Muito obrigado.

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Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão 8 de julho de 2018

Neste momento em que celebramos o Oko de julho do “Ano da Ação”, com profundo sentimento de retribuição aos Três Tesouros pelas dívidas de gratidão, realizamos a leitura da liturgia e a recitação do daimoku, juntamente com os senhores presentes. É extremamente gratificante o fato de poder contar com a presença dos senhores, apesar de seus inúmeros afazeres. É uma satisfação poder celebrar esta cerimônia para, juntos, retribuirmos pelas dívidas de gratidão. Durante a leitura da liturgia, o gokuyo dos senhores foi oferecido ao Gohonzon e transmiti a ele o puro espírito com que o realizaram. Orei também pelo vigor da prática da fé, extinção dos carmas negativos, tranquilidade nos lares, ausência de incidentes e realização dos desejos de cada um dos senhores participantes. Meus sinceros reconhecimentos pela sua presença. A escritura “O Verdadeiro Aspecto de Todas as Leis (Shoho Jisso Sho)” foi escrita em Ichinosawa, no dia 17 de maio de 1273 (10.º ano da Era Bun-ei), aos 52 anos de idade, cerca de um ano e meio depois de Nichiren Daishonin ter sido exilado à Ilha de Sado, e foi destinada para Sairenbo Nichijo. Sairen-bo era originalmente um sacerdote da escola Tendai, mas conforme consta da escritura “Resposta a Sairen-bo (Sairen-bo Dono Gohenji)”: “Desde fevereiro, tornou-se discípulo, com a conversão” (interpretação, Heisei Shimpen Gosho, pág. 585), tornou-se discípulo de Nichiren Daishonin em 1272 (9.º ano da Era Bun-ei). A partir de então, manteve os exercícios de aprimoramento com sinceridade e fez diversas perguntas para Nichiren Daishonin sobre diversas doutrinas. E uma delas está

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relacionada a essa escritura “O Verdadeiro Aspecto de Todas as Leis (Shoho Jisso Sho)”. O teor dessa escritura é a resposta ao questionamento de Sairen-bo sobre “o verdadeiro aspecto de todas as Leis (shoho jisso)” citado no Capítulo Hoben, 2.º do Sutra de Lótus. “Todas as Leis” referem-se a todos os acontecimentos e a tudo que existe. O “verdadeiro aspecto” indica “o aspecto real, verdadeiro”. Discorrendo brevemente sobre o seu teor, no Capítulo Hoben temos: Yui butsu yo_butsu. Nai no ku_jin. Sho_ho jis-so. Sho_i_sho_ho. Nyo_ze_so. Nyo_ze_sho. Nyo_ze_tai. Nyo_ze_riki. Nyo_ze_sa_. Nyo_ze_in. Nyo_ze_en. Nyo_ze_ka. Nyo_ze_ho. Nyo_ze_hon ma’-ku_kyo to. Essa passagem indica: [...] o que o Buda alcançou é a Lei mais rara e mais difícil de ser compreendida. Porque somente um Buda consegue dialogar com outros Budas e ter a percepção e compreensão do verdadeiro aspecto de todas as Lei (a verdade). Esse verdadeiro aspecto está incorporado e manifestado na aparência de tudo que existe. São: “aspecto”(Nyo_ze_so.), “natureza” (Nyo_ze_sho.), “objeto” (Nyo_ze_tai.), “poder”(Nyo_ze_riki.), “ação” (Nyo_ze_sa_.), “causa” (Nyo_ze_in.), “relação” (Nyo_ze_en.), “efeito” (Nyo_ze_ka.), “retribuição” (Nyo_ze_ho.), “princípio de que esses nove fatores, desde “aspecto” até “retribuição” estão integrados, sem exceção, conforme a condição de vida de cada pessoa” (Nyo_ze_hon ma’-ku_kyo to.). Ou seja, indica que, apesar de sermos todos diferentes,

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seja na fisionomia, seja na natureza, seja na forma de pensar, seja na idade, tudo isso se deve a diversas relações causais, e todas as existências são iguais na sua essência. Isto é, apesar de existirem diferenças, elas são momentâneas, decorrentes de diversas relações causais. Tudo está em constante mudança. Nós ora julgamos, nos alegramos ou nos entristecemos, vendo esse aspecto que se manifesta momentaneamente. Por que deparamos com algo que nos alegra? Por que nos ocorre algo que causa tristeza? E por que essas emoções se manifestam? Nichiren Daishonin afirma nessa escritura que o princípio pelo qual todas essas mudanças se manifestam, parte na verdade, do Nam-Myoho-Rengue-Kyo. Ou seja, tudo – o mundo e as demais pessoas que nós percebemos, na verdade, são todos, aspectos do NamMyoho-Rengue-Kyo. Seja a situação como a de inferno ou de condição de vida suprema, decorrem da Lei do Buda, denominada Nam-Myoho-Rengue-Kyo. Indica, além disso, que o nosso corpo e os nossos sentidos que percebem esses mundos também decorrem da mesma forma, do NamMyoho-Rengue-Kyo. O nosso corpo e esse mundo não estão dissociados. Significa que o mundo se transforma conforme a nossa condição de vida. E, embora todas as existências sejam iguais na sua essência, o seu aspecto e sua forma divergem momentaneamente em decorrência de diversas relações causais. Esse é o significado de “o verdadeiro aspecto de todas as Leis”. A frase que lemos respeitosamente este mês é a parte conclusiva dessa escritura, em que nos ensina que crer no Gohonzon – supremo Objeto de Devoção de Jambu-dvipa – é o mais importante, e incentiva veementemente que se deve realizar os exercícios de aprimoramento de forma efetiva, se dedicar ao aprofundamento nos estudos, e se devotar aos esforços em prol da propagação irrestrita da Lei – kosenrufu. Iniciaremos, então, a leitura respeitosa da frase. Temos, primeiramente: Tenha fé no Gohonzon – o supremo de Jambu-dvipa. Essa frase está relacionada a uma passagem da escritura “Sobre o Objeto de Devoção da Introspecção (Kanjin no Honzon Sho)”, escrita antes dessa obra, onde consta: O supremo Objeto de Devoção de Jambu-dvipa certamente será estabelecido neste país. Esse Objeto de Devoção ainda não foi revelado na Índia ou na China. Interpretação, Heisei Shimpen Gosho, pág. 661)

Enquanto as demais escolas estavam desorientadas quanto ao Objeto de Devoção, Nichiren Daishonin, após a Perseguição de Tatsunokuchi, “abriu o transitório e revelou o Original – hosshaku kempon” – como o Buda Original e inscreveu o Gohonzon do Nam-Myoho-Rengue-Kyo. O DaiGohonzon do Supremo Santuário do Portal Original, destinado a todos de Jambu-dvipa, inscrito em outubro de 1279 (2.º ano da Era Koan), não é outro senão o verdadeiro propósito do advento de Nichiren Daishonin. K A I S E N

Se se dedicar aos exercícios de aprimoramento no caminho do Buda, orar com seriedade, acreditando nesse Dai-Gohonzon, receberá a proteção do Buda Original e os benefícios manifestar-se-ão efetivamente na sua vida, não somente nesta existência como nas existências futuras, conforme consta da escritura “Resposta a Kyo-o (Kyo-o Dono Gohenji)”: Manifeste vigorosamente a sua fé e ore para este Gohonzon. Que oração deixaria de ser realizada? (Heisei Shimpen Gosho, pág. 685)

Prosseguindo, temos a seguinte passagem: Persevere. Persevere, fortaleça a prática da fé e receba a proteção dos Três Budas. Os “Três Budas” são: Sakyamuni, Taho e todos os Budas das dez direções. O Buda Taho é o Buda que surgiu no Capítulo Ken-hoto, 11.º do Sutra de Lótus, juntamente com a Torre de Tesouros, para comprovar que o Sutra de Lótus é o ensino verdadeiro. “Todos os Budas das dez direções” refere-se ao aspecto do Buda de manifestar-se em prol da salvação dos seres em diversos mundos para realizar a doutrinação. Ou seja, nessa passagem Nichiren Daishonin afirma que, realizando a prática da fé correta, acreditando no Dai-Gohonzon, sem falta poderá receber a proteção de Budas tão grandiosos como esses. Prosseguindo, temos a seguinte passagem: Dedique-se nos dois caminhos, no da prática e no do estudo. Sem a prática e o estudo não pode haver o budismo. Na Nichiren Shoshu, desde os primórdios, diz-se que: “Em primeiro, a fé; em segundo, a prática; e, em terceiro, o estudo”. Consta na escritura “Resposta à Senhora Nichinyo (Nichinyo Goze Gohenji)”: O fundamento do Budismo faz da fé o seu manancial. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1388)

Nem é preciso dizer que a fé absoluta no Gohonzon é fundamental para os nossos exercícios no caminho do Buda. O 26.º Reverendíssimo Soberano da Lei Nichikan Shonin nos adverte em sua obra intitulada “Sobre o que Está Oculto nas Profundezes das Escrituras (Montei Hichin Sho)”: Embora tenha fé, se não estiver acompanhada da prática, essa fé não se tornará sólida. Se a fé não for sólida, em contato com uma má relação, acabará se afastando imediatamente. (Interpretação, Sobre os Seis Compêndios – Rokkan Sho, pág. 71)

Além disso, na escritura “Carta a Niike (Niike Gosho)”, afirma: Haja o que houver, aproxime-se do sacerdote que conhece o coração deste Sutra e, ouvindo a razão da Lei, avance ainda mais na caminhada da fé. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1457)

Assim, ensina a importância de ouvir o budismo e estudar corretamente a doutrina. O Reverendíssimo Soberano da

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Lei afirma: Fé, prática e estudo são as bases dos exercícios de aprimoramento no caminho do Buda. O nosso exercício de aprimoramento não pode existir sem essas bases. A “fé” dessa trinca – fé, prática e estudo – refere-se à fé absoluta no Dai-Gohonzon. Uma fé absoluta indica uma fé que não contém dúvidas, a fé baseada no princípio de “ter fé e não duvidar – mugi wasshin”. A fé absoluta de entregar a nossa vida ao Dai-Gohonzon do Supremo Santuário é o que há de mais importante para a nossa prática da fé. Prosseguindo, a “prática” indica colocar o ensino do Buda correta e efetivamente em prática. Mesmo que saiba, em teoria, sobre quão extraordinário é o Gohonzon, caso não consiga praticar o ensino, não se pode considerar que tenha fé. Ou seja, o importante é agir, sem se limitar às palavras. Não deve, jamais, negligenciar os exercícios de aprimoramento no caminho do Buda. E o “estudo” indica estudar corretamente o ensino do Buda. Estudar corretamente é aprender sobre as doutrinas com base na Transmissão da Pulsação Vital da Lei legada desde Nichiren Daishonin. (Dainichiren, edição de maio de 2016)

Tendo fé absoluta no Dai-Gohonzon, podemos atingir a Iluminação. Entretanto, para conseguirmos perceber que trata-se de maldade quando esta se manifestar, para jamais nos afastarmos do ensino, a prática e o estudo tornam-se necessários. Por que é possível atingir a Iluminação com o ensino de Nichiren Daishonin? – é algo evidente também do ponto de vista teórico. Absorver o conhecimento servirá, sem falta, de apoio para a nossa prática. Se a prática se tornar sólida, a fé também sem falta se tornará sólida, fortalecendo ainda mais a convicção no Gohonzon. Assim, exercitar efetivamente a prática e o estudo é realmente importante. No templo, é celebrada mensalmente a Cerimônia de Oko, tal como hoje. Além disso, no primeiro domingo, temos a “Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu”, “Oferenda Memorial Permanente” e a “Reunião de Estudo”. Participar dessas atividades corresponde, de fato, à “prática”. E participar da reunião de estudo, aprender sobre as doutrinas importantes e juntos estudarmos a escritura como fazemos agora, corresponde ao “estudo”. Gostaria que todos participassem dos cerimoniais e atividades do primeiro e segundo domingos, para que prossigam com a “fé, prática e estudo”.

dizer: “não havendo força, não é preciso realizar o shakubuku". [...] Essa frase ensina que se deve “propagar o ensino conforme a capacidade – zuiriki guzu”, que cada pessoa deve realizar o shakubuku de acordo com a sua capacidade individual. Isto é, Nichiren Daishonin está afirmando que deve dedicar-se à prática de shakubuku, aproveitando ao máximo a aptidão e a característica individual. (Frases essenciais sobre a fé e a prática – Shingyo Yobun, pág. 284)

Ou seja, essa passagem revela sobre a importância do shakubuku. E, conforme consta na orientação, é importante que o realize de acordo com a capacidade que possui. Nós, impreterivelmente, possuímos a missão como Bodhisattvas da Terra. Cumprir essa missão, enfim, vem a ser a nossa verdadeira felicidade em vida. Nós preferimos e buscamos uma situação prazerosa ou alegre. Mas a satisfação ou a alegria suprema, na verdade, é a prática de shakubuku. O shakubuku é o precioso exercício de aprimoramento que salva as pessoas desde a raiz. Salvar a vida das pessoas desde a sua base, para então juntos dedicarmo-nos aos exercícios de aprimoramento no caminho do Buda e assim podermos alcançar a verdadeira felicidade – há algo mais prazeroso do que isso? Os exercícios de aprimoramento no caminho do Buda são prazerosos. Quando realizamos o gongyo e a recitação de daimoku no dia a dia, conforme as orientações do Reverendíssimo Soberano da Lei, sem falta emana uma natureza alegre. Os senhores já não tiveram experiências assim? E partilhar essa natureza de alegria com as outras pessoas, tal como ampliar o oásis num deserto, leva à salvação de si próprio.

Prosseguindo, temos a última passagem, em que afirma: Deve realizá-los e também ensinar para as pessoas. A prática e o estudo resultam da fé. Havendo força, deve propagar mesmo que seja uma única frase ou um único verso. Nichinyo Shonin nos orienta: Temos: “Havendo força, deve propagar mesmo que seja uma única frase ou um único verso”, e com isso Nichiren Daishonin está afirmando que se deve realizar o shakubuku de forma condizente consigo mesmo. Gostaria que não interpretassem essa frase de forma equivocada. Não quer K A I S E N

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Nós nascemos na Era do Fim do Darma e diversos problemas nos surgem, seja no âmbito da saúde, seja no trabalho, seja nas relações interpessoais. Porém, se praticarmos os exercícios de aprimoramento no caminho do Buda, poderemos transformar o veneno em remédio e, sem falta, conseguiremos enfrentá-los e superá-los. Para todos os resultados, sem falta há as causas. As causas que gerar, sem falta retornam na forma de resultados para a própria pessoa. Ou seja, as mais diversas dificuldades decorrem das causas que gerou e, tendo sido geradas por si mesmo, sem falta poderá enfrentá-las e superá-las. E o Reverendíssimo Soberano da Lei está nos orientando a respeito de que a prática de shakubuku, é o mais necessário para isso, especialmente no presente. Contamos com um número expressivo de participantes na Reunião de Orientação conduzida pelo Chefe do Departamento do Exterior, realizado no mês passado, quando tivemos relatos emocionantes e uma orientação profunda do Chefe do Departamento do Exterior. O Chefe do Departamento do Exterior concedeu-nos a seguinte orientação: A propagação da Verdadeira Lei na Era do Fim do Darma terá resultado quando todos passarem a exercitar o shakubuku, realizando cem ou mil tentativas. E é desse modo que a propagação irrestrita da Lei terá avanços constantes. Acredito que o Brasil é um país que possui uma profunda

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relação com o Japão e que, por conseguinte, também possui uma profunda relação com o Budismo. Tenho a forte convicção de que, na vasta extensão do Brasil, que possui essa profunda relação com o Budismo, as Três Grandes Leis Secretas sem falta serão propagadas, tal como a chama se propaga no campo. Neste ano, completamos cinquenta anos de permanência de sacerdotes. Penso que o Templo Shoboji prosperará por cem, mil anos e que teremos outros templos da Nichiren Shoshu aqui no Brasil. E é para isso que nós estamos nos dedicando agora aos exercícios de shakubuku. Serei recorrente, mas a prática de shakubuku é prazerosa. Estou sempre orando para que todos possam experimentar essa alegria. Este mês é o da apresentação de “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)” e é o mês em que foi celebrada a Cerimônia de Inauguração e de Consagração do Gohonzon do Templo Shoboji. Vamos, a partir de hoje, dedicarmo-nos ainda mais à prática de shakubuku para tornar o Brasil o país do Buda e retribuirmos pelas dívidas de gratidão a Nichiren Daishonin! Orando pelo sucesso e saúde cada vez mais vigorosos dos senhores, gostaria de fazer destas palavras a minha preleção de hoje. Meus sinceros reconhecimentos pela presença dos senhores nesta Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão. Muito obrigado.

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Recitação Especial de Oko Orientação do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin 13 de julho de 2018

Nichiren Daishonin nos ensina o seguinte na escritura “Sobre a Iluminação dos Principiantes do Sutra de Lótus” (Hokke Shoshin Jobutsu Sho): Ouvir o Sutra de Lotus que faz com que se torne Buda, será a semente para que, sem falta, venha a atingir a Iluminação. Por essa razão que Tien-tai e Miao-lo, seguindo esse princípio, expõem [nas suas obras de interpretação] que deve-se revelar, com veemência, o Sutra de Lotus. Fazendo uma analogia, é como uma pessoa que tropeça no chão, cai e levanta-se, apoiada nesse chão. Mesmo que caia no inferno, levantar-se-ão e rapidamente tornar-se-ão Budas. Como as pessoas da Era do Fim do Darma indubitavelmente cairão no inferno pelo erro de se oporem ao Sutra de Lótus, seja como for, deve ensinar e fazer ouvir o Sutra de Lótus com veemência. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1316)

Na Era do Fim do Darma, shakubuku é o método correto de propagação da Lei em todos os aspectos. Isso ocorre porque o método de shoju, que foi usado nas Eras da Vigência e da Formalidade do Darma, não pode salvar aqueles sem a semente de Buda. Na mesma escritura, Nichiren Daishonin nos ensina como segue: Mesmo que não corresponda à capacidade, deve insistir e fazer com que ouçam os cinco ideogramas – título do Sutra de Lótus. Isso porque não há outro caminho além deste para se tornar Buda. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1315)

Shakubuku é o método correto que ajuda as pessoas a romperem seus apegos a ensinamentos errôneos. Além disso, as leva ao ensino correto que traz a verdadeira felicidade. Assim, é diferente de persuadir alguém a comprar alguma coisa. Shakubuku envolve uma discussão séria que atinge o coração das pessoas. Devemos estar conscientes de que as palavras e as atitudes daqueles que realizam shakubuku têm um impacto significativo nas pessoas com quem falam. Assim, ao conduzir o shakubuku, em primeiro lugar, é

essencial reverenciar os vastos e ilimitados benefícios do Dai-Gohonzon e dedicar-se à recitação de daimoku com convicção absoluta. Com a alegria e os benefícios de recitar o daimoku, é preciso realizar o shakubuku. Olhando para a condição caótica de hoje no país e no exterior, que representa diretamente a Era contaminada do Fim do Darma, sinto fortemente que cada um de nós deve gravar as seguintes palavras de ouro em nossos corações: Conforme consta: Esta é uma época impura. A natureza das pessoas é desvirtuada e distorcida, por isto, somente as calúnias à Lei dos ensinos provisórios são abundantes, sendo difícil propagar a Verdadeira Lei. Nesta época, é inútil a prática anterior da leitura, recitação e transcrição, ou mesmo devotar-se à meditação, à criação de práticas e ao aperfeiçoamento com a prática ascética. Deve praticar somente o shakubuku e, havendo força, deve destruir com vigor as calúnias à Lei, e utilizar a doutrina para refutar as errôneas. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 403)

Devemos estar conscientes de que temos a importante missão de semear a semente da Lei Mística da Causa Original na vida de tantas pessoas tanto quanto possível, realizando o shakubuku. Em particular, no momento, os membros de todos os núcleos da Hokkeko, unidos, estão se esforçando para fazer o shakubuku, visando o nosso objetivo — estabelecer a estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até o ano de 2021. Neste momento, sinto que a coisa mais importante é, primeiro, os adeptos que se reuniram aqui hoje, com resolução determinada, devem se levantar e realizar o shakubuku — de refutar o errôneo e revelar a Verdade — enquanto buscamos alcançar nosso objetivo. Se cada um de nós tomar a iniciativa de se levantar e fazer o shakubuku corajosamente, acredito firmemente que nosso objetivo será alcançado sem falta.

Os sete tipos de oferecimentos não materiais Reverendo Myoyo Kondoh Matéria de Estudo para o Núcleo de Julho

Acredito que todos estejam se dedicando diariamente aos exercícios de aprimoramento da prática da fé, participando com entusiasmo nas cerimônias e reuniões do núcleo, e empenhando-se ao shakubuku. Pode ser que algumas pessoas estejam enfrentando problemas pessoais e tenham preocupações com problemas familiares ou com relacionamentos interpessoais. Ou pode ser que entre os K A I S E N

seus amigos ou colegas de trabalho alguns estejam nessas condições. Há maneiras de solucioná-los, sem custos financeiros, com sete tipos de ações denominados de os “sete tipos de oferecimentos não materiais”. O termo “não material” não indica que não tenha valor. Indica que todos possuem tesouros inesgotáveis, que ao serem proporcionados para os familiares ou para as

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pessoas ao seu redor, faz com que estes venham a acumular virtudes e que também retornem na forma de virtudes para quem os dedicou. E desse modo, consegue-se estabelecer um relacionamento interpessoal harmonioso com amigos da escola ou colegas de trabalho. Explicarei então, os “sete tipos de oferecimentos não materiais”. 1.“Oferecimento da visão”. Conforme consta do Capítulo Fumon do Sutra de Lótus: “Incorporando todas as virtudes, olhar os seres com a visão benevolente” (Kaiketsu, pág. 636), deve-se não somente voltar os seus olhos para os demais, mas também dirigir um olhar gentil com o sentimento de benevolência para lidar com as pessoas. Os pais, quando olham para os seus filhos, certamente dirigem um olhar de apoio quando os filhos estão tentando concretizar algo. Quando os filhos cometem alguma falha, os pais, ao mesmo tempo em que os repreendem, certamente estão desejando que esse erro os levem a alcançar o sucesso. É importante que sempre volte esse tipo de olhar para o seu redor. 2.“Oferecimento da expressão serena e sorridente”. Indica relacionar-se com as pessoas com um sorriso gentil. Tendose uma expressão sempre calma e com sorriso genuíno, as pessoas conseguirão abrir os seus corações e nos ouvir com serenidade. Caso o sorriso seja falso ou irônico, além das pessoas não abrirem os seus corações, perceberão a natureza daqueles que sorriem assim. Nichiren Daishonin ensina na escritura “Resposta ao Suserano de Ueno (Ueno Dono Gohenji)”: “Caso nada possua, embora deseje oferecer algo bom para os seus pais, deve dirigir-lhes um sorriso, duas ou três vezes ao dia” (Heisei Shimpen Gosho, pág. 921). Afirma que, se deseja presentear os pais e deixálos contentes, sorrir-lhes com sinceridade, duas ou três vezes ao dia é a melhor dedicação filial, mais do que dar-lhes algo material. 3.“Oferecimento de palavras”. Indica dirigir palavras gentispara as pessoas. As palavras ocasionalmente podem ser perigosas e podem ferir, ou embora pareçam ser boas, podem ser enganosas ou ocultar o desprezo, não tendo exatamente o sentido que essas palavras originalmente possuem. No Capítulo Hosshi do Sutra de Lótus consta: “Caso uma pessoa, com maledicência, calunie aquele que lê e recita o Sutra de Lótus – seja um adepto, seja um clérigo –, isso será uma falta extremamente grave” (Kaiketsu, pág. 386). Assim, revela que comportamentos que impedem as pessoas a crer e abraçar o Sutra de Lótus – sejam elas da Hokkeko ou não, leva aqueles que os cometem a acumular causas negativas extremamente graves.

pessoas que lhes cercam. Pode ser constrangedor cumprimentar as pessoas posteriormente, não tendo feito isso quando estava diante delas. Assim, gostaria que se atentassem sempre com relação ao oferecimento com o corpo, para que possam cumprimentar as pessoas de forma prazerosa. 5.“Oferecimento do coração”. Indica se relacionar com as pessoas sempre com bondade. Quem possui fé, benevolência e consideração pelos demais consegue constituir a sua dignidade. Nichiren Daishonin afirma na escritura “Sobre o Imperador Sushun (Sushun Tenno Gosho)”: “O tesouro do corpo é superior ao tesouro do depósito; mas o tesouro do coração vem primeiro, acima do tesouro do corpo.” Heisei Shimpen Gosho, pág. 1173). Por mais que se analise, não se pode enxergar o coração de forma concreta. Desejo que prezem o coração, enigmático, que embora não possa ser visto com os olhos, existe. 6. “Oferecimento do assento”. Dividir o assento para ouvir a Lei. Quando visitar o templo ou participar nas reuniões do núcleo, deve compartilhar a cadeira se esta lhes faltar, para que juntos possam ouvir a Lei. Ou seja, é importante ter a postura de ceder a oportunidade para que o maior número de pessoas possível possa buscar a Lei e esteja em contato com ela. 7. “Oferecimento do recinto”. Ceder ou preparar a residência como local para reunião do núcleo, por exemplo, é imprescindível para elevar a prática da fé de todos. Poder reunir as pessoas em casa e ter nela muitas recitações de daimoku, cedendo-a como base para a propagação da Lei, faz com que esse lar tenha grandes virtudes acumuladas. Assim, expliquei sobre os sete tipos de oferecimentos não materiais. Ao praticá-los efetivamente, poderão purificar as suas próprias vidas e deixar uma boa impressão nas pessoas com quem tiver contato. E isso será um grande passo para o shakubuku. Vamos nos dedicar diariamente à prática da fé, para que possamos proporcionar os sete tipos de oferecimentos não materiais para as pessoas.

4.“Oferecimento com o corpo”. Indica ter boas maneiras. É importante que na empresa, na escola ou até no círculo mais íntimo como o familiar, se relacione com as pessoas com boas maneiras. Cumprimentar, manter a limpeza e a organização ao seu redor, muda a impressão que causa nas

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Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu 5 de agosto de 2018

Nesta ocasião da Reunião de Recitação de Daimoku em Prol do Kosen-rufu do mês de agosto do “Ano da Ação”, realizamos o exercício de recitação de daimoku sob a liderança do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin no Templo Principal, em corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin – com os clérigos e adeptos de todo o mundo, e orei profundamente pela concretização da meta de “estabelecer a estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até o octingentésimo aniversário de nascimento do fundador, Nichiren Daishonin, em 2021”, e também para que todos os senhores concretizem efetivamente o objetivo de “cada pessoa realizar no mínimo um shakubuku por ano”. Meus sinceros reconhecimentos pela presença de cada um dos senhores. Este mês, gostaria de realizar a leitura das palavras que foram concedidas pelo Chefe do Departamento do Exterior na ocasião do 20.º aniversário de fundação do Templo Filial de Angra dos Reis, celebrado no dia 23 de junho. *

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Pois bem, em 2015, a Nichiren Shoshu deu início à nova partida, em busca da concretização da meta lançada pelo Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin, de “estabelecer a estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até o 800.º aniversário de nascimento do fundador Nichiren Daishonin, em 2021”. E este é o quarto ano desde então, restando menos de três anos até o dia 16 de fevereiro de 2021, dos 800 anos de nascimento de Nichiren Daishonin. Não posso afirmar que a propagação da Verdadeira Lei por este Templo Filial tenha tido um resultado satisfatório nos últimos quatro anos. Mas, apesar disso, penso que houve um resultado apreciável. E acredito que isso tenha sido possível porque todos vieram exercitando o shakubuku, empregando as suas capacidades individuais. O meu respeito sincero à dedicação das pessoas que vieram exercitando o shakubuku com persistência. No presente, os clérigos e adeptos da Hokkeko de todo o mundo, da mesma forma que os senhores, estão desenvolvendo lutas dedicadas em prol do shakubuku pela concretização da meta para o ano de 2021. Até agora, todos os países têm alcançado um resultado de shakubuku satisfatório, mas atingir a concretização da meta até o último ano, em 2021, presume-se que seja algo difícil se não praticar o shakubuku de forma ainda mais dedicada, especialmente nos próximos três anos que nos restam. Numa situação em que se prevê uma sequência de árduas lutas de shakubuku, desejo que os senhores, que

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almejam a concretização da meta em sintonia com os demais países do mundo, acumulem ainda mais a recitação de daimoku, para que a organização Hokkeko desenvolva as suas atividades de forma dinâmica a fim de atingir o resultado de shakubuku. E, elaborando um planejamento de shakubuku em torno do Mestre Orientador e com a realização efetiva desse plano pelos senhores reunidos aqui nesta data, peço pra que promovam uma onda de ações em prol do shakubuku dentro de toda a organização. O Reverendíssimo Soberano da Lei orienta que é importante desenvolver as lutas de shakubuku no plano organizacional. Tornar a organização dinâmica em prol do shakubuku é a conscientização de todos a respeito da missão como Bodhisattvas da Terra, com a recitação dedicada do daimoku, e ações efetivas com o melhor aproveitamento de sua capacidade. Quando os senhores avançarem, manifestando as ações, as engrenagens da organização passam a girar naturalmente, promovendo a boa condução das atividades. Essa é a importante missão dos senhores, de agora em diante. Se todos cumprirem a missão como Bodhisattvas da Terra, colocando as ações efetivamente em prática, penso que terão não apenas um crescimento na propagação irrestrita da Lei nessa localidade, mas farão com que a propagação da Lei no Brasil também tenha uma evolução significativa.

Nichiren Daishonin revela na escritura “Sobre a Retribuição pelas Dívidas de Gratidão (Hoon Sho)”: Se a benevolência de Nichiren for ampla e grandiosa, o Nam-Myoho-Rengue-Kyo será propagado pelo futuro, além dos 10 mil anos. Contém o benefício de desvendar a cegueira de todos os seres do Japão e fecha o caminho do Inferno dos Incessantes Sofrimentos. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1036)

Sobre essa frase, o Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin nos orienta: A Lei Mística do Buda Original Nichiren Daishonin é a Grandiosa Lei que será propagada infinitamente para o futuro, além dos 10 mil anos da Era do Fim do Darma, transpassando as três existências e salvando todos os seres pela eternidade. Além disso, orienta sobre a frase “Contém o benefício de desvendar a cegueira de todos os seres do Japão”: Isso não se restringe tão somente ao Japão. Refere-se ao mundo todo. [...] É a Lei suprema, que conduz todas as pessoas “sob os quatro céus, em Jambu-dvipa” – ou seja, todas as pessoas do mundo todo para o caminho direto para a Iluminação, superando as questões relacionadas ao país ou à etnia. N º 2 2 6

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(Daibyakuho, pág. 976)

A Lei Mística de Nichiren Daishonin é a Lei suprema que conduz todas as pessoas de todo o mundo para a Iluminação, salvando-as pelo futuro eterno, superando os limites de país ou de etnias. Nós pudemos nos encontrar com esta grandiosa Lei Mística no presente e estamos para receber, daqui a três anos, o 800.º aniversário de nascimento do Buda Original da Era do Fim do Darma, Nichiren Daishonin. Penso que nós, que abraçamos, mantemos, seguimos e praticamos esta Verdadeira Lei de Nichiren Daishonin nesta época, considerando essa profunda relação causal, precisamos exercitar o shakubuku com afinco, conforme legado por Nichiren Daishonin. Senhores da Hokkeko que estão reunidos aqui, nesta data, vamos continuar nos dedicando, com a harmonia entre clérigos e adeptos e com corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, em prol do “estabelecimento da estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até

o 800.º aniversário de nascimento do fundador Nichiren Daishonin, em 2021”. E, no ano de 2021, vamos participar da Grande Cerimônia Comemorativa do 800.º aniversário de nascimento do Buda Original da Era do Fim do Darma, Nichiren Daishonin, no Templo Principal, para retribuir pelas dívidas de gratidão e partilhar da alegria de termos nos encontrado com a Verdadeira Lei! *

* * * * * * * * * * * * * * * * * Essas foram as palavras que recebemos do Chefe do Departamento do Exterior. Vamos gravá-las firmemente em nossos corações e dedicarmo-nos nos cinco meses restantes do “Ano da Ação”. Orando sinceramente pelo sucesso e saúde de todos no decorrer deste mês, faço destas palavras os meus cumprimentos. Meus sinceros reconhecimentos pela sua participação nesta Reunião de Recitação de Daimoku em Prol do Kosen-rufu deste mês. Muito obrigado.

Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão 12 de Agosto de 2018

Neste momento em que celebramos o Oko de agosto do “Ano da Ação”, com profundo sentimento de retribuição aos Três Tesouros pelas dívidas de gratidão, realizamos a leitura da liturgia e a recitação do daimoku, juntamente com os senhores presentes. É extremamente gratificante o fato de poder contar com a presença dos senhores, apesar de seus inúmeros afazeres. É uma satisfação poder celebrar esta cerimônia para, juntos, retribuirmos pelas dívidas de gratidão. Durante a leitura da liturgia, o gokuyo dos senhores foi oferecido ao Gohonzon e transmiti a ele o puro espírito com que o realizaram. Orei também pelo vigor da prática da fé, extinção dos carmas negativos, tranquilidade nos lares, ausência de incidentes e realização dos desejos de cada um dos senhores participantes. Meus sinceros reconhecimentos pela sua presença. Essa obra foi escrita em Kamakura, imediatamente depois da absolvição do exílio à Península de Izu em 1263 (3.º ano da Era Kocho), quando Nichiren Daishonin estava com 42 anos de idade, e não há registro de seu destinatário. Conforme o seu título, essa escritura esclarece acerca do significado e dos benefícios de abraçar e manter o Sutra de Lótus através de cinco conjuntos de questionamentos e respostas. Primeiramente, revela o porquê de o Sutra de Lótus ser superior aos ensinamentos dos demais sutras; depois, expõe que todos os sutras são ensinos que ainda não revelam a Verdade; e, além disso, ensina a importância de abraçar, manter, crer e seguir a Lei Mística durante a vida K A I S E N

que é efêmera e transitória. O trecho que lemos respeitosamente corresponde à parte conclusiva dessa escritura, onde ensina que recitar dedicadamente o daimoku e também se empenhar ao shakubuku – de refutar o errôneo e revelar o Verdadeiro – nesta existência é a forma suprema de viver a vida. Iniciarei então, a leitura respeitosa da frase: Se não for a terra iluminada, todas [as demais], sem exceção, serão de sofrimento. Antes do trecho que lemos respeitosamente, Nichiren Daishonin cita a seguinte passagem do Capítulo Hiyu (Parábolas): “Não há, neste mundo, momento de tranquilidade para o coração. É como estar numa casa incendiada por uma grande chama” (Interpretação, Kaiketsu, pág. 168). Dessa forma, indica que nós, que vivemos no mundo saha, estamos constantemente tomados por aflição, tristeza, sofrimento e angústia, e então afirma que: “Se não for a terra iluminada, todas [as demais], sem exceção, serão de sofrimento”. É tal como viver numa casa ampla e pareça viver com tranquilidade e ela já estar tomada pela chama. Durante o breve período em que não enxerga a chama, consegue manter a tranquilidade, mas logo essa situação é dissipada. Nichiren Daishonin afirma que vivemos nessa condição instável. O ensino de Nichiren Daishonin enfrenta de frente a realidade do mundo e esclarece sobre as causas para a ocorrência de dificuldades e problemas, e também sobre como, efetivamente, podemos enfrentá-los e superá-los. No

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benevolência, inscreveu o Dai-Gohonzon para salvar todos os seres da Era do Fim do Darma, e transformarmos esse mundo em que vivemos na terra iluminada. Na escritura “Resposta à Viúva do Suserano de Ueno (Ueno Dono Goke Ama Gohenji)” revela: [...] assim sendo, quem abraça o Sutra de Lótus perceberá que o Inferno é a Terra Iluminada. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 336)

nosso corpo físico e psicológico de mortais comuns, fortemente dominados pelos três venenos, manifestam-se diversas vontades decorrentes de nossos desejos mundanos. O Buda nos ensina que, se vivermos influenciados por essas vontades, sem falta teremos o sofrimento como resultado. Porém, conforme a parábola da casa tomada pela chama, enquanto não enxergar o fogo, não consegue perceber o perigo que está correndo. E, assim, acaba pensando: “Por que devo sair, se estou morando em uma casa confortável como esta?”. Assim, o Buda Sakyamuni fez a citação da “Parábola das Três Carruagens e a Casa em Chamas” no Sutra de Lótus com o propósito de salvar todos os seres. Explicando de forma simples a “Parábola das Três Carruagens e a Casa em Chamas”, havia um milionário numa localidade. Ele já tinha uma certa idade, mas era fisicamente forte, possuía incontáveis bens e muitos serviçais. E eram centenas as pessoas que moravam em sua casa. Mas a sua construção era antiga, com as paredes ruindo e a base do pilar comprometida – estava numa situação extremamente perigosa. E além disso, tinha apenas uma porta. Certa ocasião essa casa foi tomada pela chama. O milionário tinha dezenas de filhos, que estavam brincando no interior da casa. Então, o milionário disse para as crianças: “Vocês vão acabar morrendo, consumidos pela chama! Saiam logo da casa”. As crianças não acreditaram nas palavras do pai porque não queriam interromper as suas brincadeiras. Sem medo de serem consumidas pela chama, não saíram da casa. Assim, o milionário lhes disse: “Darei para as crianças que saírem agora da casa, as carruagens puxadas por ovelha, cervo e boi que vocês queriam há algum tempo. Se não saírem, não lhes darei!”. As crianças saíram animadas da casa e perguntaram para o pai, onde estavam as carruagens. O milionário então presenteou os seus filhos com uma carruagem ainda mais extraordinária do que as que havia mencionado, uma carruagem puxada por um grande boi branco. As crianças dessa parábola somos nós, os seres. O pai é o Buda e a carruagem puxada por um grande boi branco é o Nam-Myoho-Rengue-Kyo. O Buda Original Nichiren Daishonin com a sua grandiosa K A I S E N

Assim, orienta que, se nós abraçarmos, mantermos, acreditarmos e seguirmos o Dai-Gohonzon, com esse benefício, poderemos transformar o mundo repleto de sofrimentos em terra iluminada. Porém, na sequência dessa passagem, Nichiren Daishonin afirma: Mesmo que pratique os ensinos expedientes por um tempo imensurável, caso se distancie do Sutra de Lótus terá somente e sempre o Inferno. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 336)

Orienta, advertindo que, embora realize os exercícios de aprimoramento no caminho do Buda por um longo período, caso venha a se distanciar do Sutra de Lótus, isto é, afastarse do Dai-Gohonzon, cairá na condição de vida de Inferno. Quando se realiza os exercícios de aprimoramento no caminho do Buda, sem falta se manifesta a “maldade oculta em seu próprio coração”. Ao perceber que essa “maldade oculta em seu próprio coração” é “maldade”, e mantém firme a decisão de jamais se afastar, poderá receber a sabedoria do Buda para enfrentar e superar todas as dificuldades. Prosseguindo, temos a passagem: Distanciando-se do âmbito da verdadeira percepção, o que lhe poderia ser prazeroso? Ou seja, distanciando-se da suprema condição de vida resultante da Lei Mística, não pode haver satisfações, alegrias e felicidades em seu verdadeiro sentido. As satisfações e as alegrias imaginadas pelos mortais comuns são aquelas que somem e deixam de existir num instante. Porém, as alegrias e satisfações que são obtidas com a condição de vida de Buda são eternamente duradouras. É para experimentarmos essa condição de vida elevada que precisamos nos dedicar diariamente à prática para si e para os outros. Prosseguindo, temos a seguinte passagem: O que se deve desejar é manter a Lei Mística da “paz e tranquilidade nesta existência e boas circunstâncias nas existências futuras” – que será uma honra nesta existência e o conduzirá nas existências futuras. “Paz e tranquilidade nesta existência e boas circunstâncias nas existências futuras” é uma frase que consta do Capítulo Yakusoyu, 5.º do Sutra de Lótus. No mundo há ervas e árvores de diversos tamanhos, mas uma vez que chover, essa água hidratará igualmente a todas. O ensino do Buda também é assim. Todos podemos receber igualmente os benefícios, não importa a condição de vida em que estivermos. Isso é invariável, seja para pessoa que acabou de receber o gojukai hoje, seja para quem pratica há cinquenta ou cem anos. Indica que, com os benefícios que

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acumular, atingirá uma condição de vida tranquila nesta existência e, nas existências futuras, também poderá ter uma vida condizente com os benefícios e virtudes que tiver acumulado. Ensina portanto, que devemos considerar como honra nesta existência a oportunidade de manter o NamMyoho-Rengue-Kyo – a suprema Lei, o que também nos conduzirá para a felicidade nas existências futuras. Nessa escritura temos a seguinte passagem: Porém, caso o senhor deseje, essencialmente, tornar-se Buda, deve derrubar o mastro da arrogância, largar a bengala da ira e devotar-se unicamente ao Veículo Único. A fama e a fortuna são adornos da existência presente; a arrogância e o apego são grilhões para as existências futuras. Disso, deve envergonhar-se, deve envergonhar-se; deve temer, deve temer! (Heisei Shimpen Gosho, pág. 296)

Essa passagem contrasta com o teor do trecho que lemos há pouco. Nós devemos gravar, de verdade, essa frase no âmago de nosso coração. Ou seja, aqui está sendo rigorosamente orientado que, caso não abandone “a arrogância, a [busca pela] fama e fortuna, e a natureza de ira”, não atingirá a Iluminação e não se poderá afirmar que esteja praticando em conformidade com o ensino de Nichiren Daishonin. Nem é preciso dizer que a arrogância, aqui, refere-se à arrogância superlativa (zojo man). “Eu tenho um ótimo conhecimento das escrituras”, “pratico há dezenas de anos e tenho mais experiências do que as outras pessoas” – se começarmos a enumerar não tem fim. Mas acredito que os senhores sabem bem que essas naturezas são da arrogância superlativa (zojo man). Entretanto, nós, mortais comuns da Era do Fim do Darma, não percebemos algo que diz respeito a nós mesmos, embora enxerguemos bem as falhas de outras pessoas. Mesmo que enxergue e perceba as ações de arrogância superlativa (zojo man) de outras pessoas, temos dificuldades para perceber em nós mesmos os comportamentos de arrogância superlativa E a natureza de arrogância superlativa faz resultar, por fim, a natureza que busca a fama e a fortuna como a de: “quero que as outras pessoas reconheçam que eu pratico há dezenas de anos e possuo um vasto conhecimento”. Quando outros apontam na pessoa essa natureza de buscar a fama e a fortuna, sem falta a pessoa em questão manifesta a “natureza de ira”. Desse modo, esses três estão sempre interligados, fazendo com que a pessoa gere uma atrás da outra, as causas para se afastar da Verdadeira Lei. Nós precisamos tomar cuidado para que isso jamais venha a ocorrer. Mesmo que tenhamos tido a oportunidade de receber gojukai, de manter a prática por um longo período, a arrogância, a [busca pela] fama e a fortuna e a natureza de ira apagam e eliminam tudo. Prosseguindo, temos a última passagem: Deve-se ter como único propósito recitar o Nam-MyohoRengue-Kyo e deve também incentivar os demais. Isso será a lembrança do mundo de humanidade nesta existência.

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Nam-Myoho-Rengue-Kyo. Nam-Myoho-Rengue-Kyo. É fundamental dedicarmo-nos aos exercícios da prática da fé para si e para os outros, isto é, que primeiramente recitemos firmemente o daimoku para o Gohonzon, considerando a frase “não há oração que deixe de se realizar”, para então fazer com que outras pessoas também tenham a oportunidade de recitar o daimoku que contém grandiosos benefícios. O exercício de shakubuku, em especial, não é outro senão o exercício de benevolência, que salva as pessoas que agonizam nos sofrimentos, o melhor exercício para retribuir por todas as dívidas de gratidão, e o supremo exercício de aprimoramento no caminho do Buda que conduz a si próprio e aos demais para a Iluminação na Forma Presente. É por essa razão que Nichiren Daishonin ensina que, além de dedicarmo-nos à prática para si, devemos nos empenhar ao exercício de shakubuku, o que será “a lembrança do mundo de humanidade nesta existência”. Nós recebemos a vida no mundo de humanidade em decorrência da profunda relação causal e pudemos nos encontrar com a Verdadeira Lei com a qual é difícil de se encontrar. Portanto, em vez de buscar a fama e a fortuna que se apaga num piscar de olhos, é importante nos empenharmos agora ao shakubuku com a dedicação de nossas vidas, almejando a Iluminação, a condição de vida de felicidade absoluta que permeia as três existências. O 67.º Reverendíssimo Soberano da Lei Nikken Shonin orienta: Quando os seres da Era do Fim do Darma que não possuem nenhuma relação com o budismo abraçam e mantêm a Lei Mística, recitam o daimoku e praticam o shakubuku, renascem com a natureza dos Bodhisattvas da Terra. Portanto, a virtude pura dos Bodhisattvas da Terra que praticam a Lei Mística desde o longínquo passado passa a ser a natureza dessas pessoas para manifestar o benefício místico desde o longínquo passado. Isso é o benefício místico da Lei Mística. (Tudo, a partir da Recitação de Daimoku, pág. 41)

Nós podemos renascer com a vida de Bodhisattvas da Terra e incorporar virtudes preciosas ao dedicarmo-nos ao shakubuku e à propagação da Lei em prol da concretização da meta que nos foi confiada pelo atual Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin para o ano de 2021. Em outras palavras, indica que temos a importante missão de propagar o ensino da Lei Mística como os da estirpe dos Bodhisattvas da Terra. Portanto, é importante que os senhores que se enquadram na condição de “discípulos e adeptos de Nichiren”, tenham a clara consciência disso e propaguem efetivamente a Lei Mística com toda a dedicação. O Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin orientou na ocasião da Convenção Geral da Confederação Hokkeko deste ano: Este “Ano da Ação” é o ano mais importante para que todos

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os membros da Hokkeko renovem a sua determinação e firmem as suas decisões para manifestar resolutamente as ações em prol do shakubuku, visando à concretização da estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko para daqui a três anos. A concretização dessa meta será atingida pela primeira vez com a nossa prática de shakubuku efetiva e inabalável, segundo os princípios de “insignificância do corpo perante a grandiosidade da Lei – shinkyo hoju” e de “propagar a Lei dedicando a vida – shishin guho”. Sem que todas as organizações Hokkeko realizem as metas, não será uma concretização de fato. Portanto, é preciso que cada pessoa tenha em mente que a realização efetiva do shakubuku é um fator absolutamente fundamental para a concretização da meta jurada ao Gohonzon. (Dainichiren, edição de maio de 2018)

Vamos incorporar essa orientação “realização efetiva do shakubuku é um fator absolutamente fundamental para a concretização da meta jurada ao Gohonzon” e nos dedicar à prática para si e para os outros que aprendemos com a frase hoje, para termos “as supremas lembranças de nossas vidas,

da prática da fé”. Vamos, para isso, concretizar sem falta, os objetivos que juramos ao Gohonzon para este ano. Quanto aos senhores, desejo que tenham a iniciativa de participar das recitações de daimoku e, com as orações dedicadas, clérigos e adeptos possam, em harmonia, travar efetivamente as lutas no segundo semestre deste ano, com a determinação de “concretizar a estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko haja o que houver!”. Gostaria que gravassem em seus corações que os exercícios diários de aprimoramento no caminho do Buda para si e para os outros serão as lembranças desta existência no mundo de humanidade e que ainda serão as causas para a sua Iluminação na Forma Presente. Orando pelo sucesso e saúde cada vez mais vigorosos dos senhores, gostaria de fazer destas palavras a minha preleção de hoje. Meus sinceros reconhecimentos pela presença dos senhores nesta Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão. Muito obrigado.

Recitação Especial de Oko Orientação do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin 13 de agosto de 2018

Nichiren Daishonin ensina o seguinte na escritura “Diálogo entre um Sábio e um Ignorante (Shogu Mondo Sho): Embora todos – do nobre imperador até os humildes plebeus – saibam que não se pode escapar da morte depois de nascer, uma única pessoa sequer em milhões, considera isso como um assunto importante e questiona isso. Vendo a transitoriedade se manifestar, receia-se pela ignorância e lamenta-se pela proximidade; pensa-se que os que partem antes são efêmeros e que os que permanecem são sagazes; o que ontem lhe era alheio, hoje lhe diz respeito. Somos assim, levados em vão pelos cinco tipos de desejos mundanos. A “sombra de um cavalo branco se afasta rapidamente” e “uma ovelha não percebe o que se lhe aproxima com os seus passos”. Ficamos atados em vão à masmorra das [questões relacionadas ao] vestir e alimentar-se, caímos na armadilha de [perseguir] a fama e a fortuna para voltar à velha terra dos três [maus] caminhos, percorrendo entre os seis caminhos. Entre aqueles que têm conhecimento, quem deixaria de lamentar, quem deixaria de se entristecer? (Heisei Shimpen Gosho, pág. 381)

Muitas pessoas no mundo não tentam examinar seriamente a questão do nascimento e da morte, a menos que experimentem um encontro próximo com a própria morte. Embora tendo consciência disso, as pessoas estão

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ocupadas demais para pensar sobre esse assunto, já que estão preocupadas com o prazer, a reputação e as aparências. Assim, elas passam a vida em vão, percorrendo pelos seis caminhos. No entanto, ninguém pode escapar da morte. Assim, a coisa mais essencial para nós agora é acreditar no MyohoRenge-Kyo da semeadura da Causa Original, a Lei secreta que pode salvar todos os seres, e entender corretamente o princípio do nascimento e da morte. Então, devemos estabelecer o mundo do estado de Buda em nossas vidas, a suprema condição de vida de felicidade, que pode durar por toda a eternidade. Ensina nos no Gosho “Diálogo sobre Manter o Sutra de Lótus” (Jimyo Hokke Mondo Sho) como segue: Excetuando-se a Terra Iluminada, há somente sofrimentos. Distanciando-se da Verdadeira Percepção, como poderia desfrutar a felicidade? O que desejo é que mantenha a Lei Mística da “paz e tranquilidade nesta existências e boas circunstâncias nas existências futuras” que representa justamente a honra nesta existência e que será o guia nas existências futuras. Recitar o Nam-Myoho-Rengue-Kyo com o propósito único e incentivar também os demais será a lembrança desta existência no mundo da humanidade. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 300)

Reverenciando estas palavras de ouro, é vital que nos

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dediquemos à prática para si e para os outros, com base na fé absoluta no Dai-Gohonzon. Também devemos estar cientes de que aqui reside o caminho para atingirmos o estado de Buda. Olhando para a condição caótica do mundo de hoje, cada um de nós deve estar ciente de que, à luz do princípio

exposto em “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)”, a causa básica dessa confusão extrema é o veneno das calúnias à Lei. A coisa mais importante para cada um de nós agora é conduzir com determinação o shakubuku, seguindo precisamente os ensinamentos de “refutar o errôneo e revelar o Verdadeiro”.

Seja o mestre do seu coração e não faça do coração o seu mestre Reverendo Gyoho Mitani Matéria de Estudo para o Núcleo de Agosto

O fundador Nichiren Daishonin revela na escritura “Resposta ao Suserano Soya (Soya Nyudo Dono Gohenji)”: Seja o mestre do seu coração e não faça do coração o seu mestre.

nosso coração possui, não conseguimos fazê-lo corretamente. E, por essa razão, é difícil conseguirmos mudar a natureza do nosso coração. Entretanto, caso não procuremos corrigi-lo, não poderemos melhorá-lo

(Heisei Shimpen Gosho, pág. 794)

eternamente. Assim, é preciso iluminar o nosso coração com o espelho do budismo correto, conhecer a causa da infelicidade e corrigirmos nosso coração. No sutra chamado Hokku estão revelados os conceitos

E assim orienta ser importante aprumar o coração com base na prática da fé correta, sem confiar ou alicerçar-se em seu próprio coração (opiniões próprias ou conceitos de vida), superestimando-o. O coração das pessoas sofre diversas mudanças de acordo com as relações, tais como oportunidades ou encontros. Conforme o momento ou a situação, ora se alegra, ora se tranquiliza, ora manifesta más intenções, ora é tomado pelos sofrimentos. Essas transformações pelas quais o coração passa, na maioria das vezes, são ocasionadas pelas relações externas. Suponhamos, por exemplo, o primeiro contato com uma pessoa. Uns vão simpatizar com ela, outros não. Ao ouvir palavras duras, uns vão considerálas incentivo, outros vão interpretá-las como opressão. Ao deparar-se com um incidente, uns vão ficar abalados, outros vão conseguir reagir com calma. Essas diferenças decorrem do fato de as pessoas terem as suas naturezas e capacitações individuais, e de as reações aos fatores externos serem diferentes de acordo com essas particularidades. Isso indica que depende do coração se a pessoa é ou não suscetível aos diversos acontecimentos que se manifestam ao seu redor. A causa dos sofrimentos está sempre na própria pessoa. Mas por não conseguir perceber isso e não conseguir aceitar isso, transfere a culpa para outras pessoas. E mesmo que com isso vislumbre uma solução temporária, o sofrimento que causar a outras pessoas, sem falta retornará para si mesmo, aumentando a angústia. Portanto, é importante que observe e conheça bem a natureza do seu coração. Mas na prática é difícil percebermos as falhas que o nosso coração possui. Isso porque as falhas ou as características do nosso coração vêm sendo constituídos desde as nossas incontáveis existências passadas, ao longo dos ciclos de nascimento e de morte. Mesmo que procuremos olhar para nós mesmos, por fazermos isso através da natureza que o K A I S E N

básicos do budismo: “Shoaku makusa. Shozen bugyo. Jijo goi. Zesho bukkyo”. Ou seja: “Caso pratique muitas boas ações, sem cometer maus atos, o seu coração naturalmente tornar-se-á puro. Esse é o ensinamento de todos os Budas”. É um conceito que até uma criança pequena consegue entender, mas colocá-lo em prática é difícil até para os adultos. Essa passagem aborda, à primeira vista, as ações físicas e as palavras. Mas em outros termos indica que, mesmo que seja por formalidade, é possível corrigir, e que o objetivo final é o de retificar o coração. Se o coração tornarse sincero e puro, as palavras e as ações que se manifestam desse coração também serão corretos. O melhor caminho para retificar o coração não é ficar pensando isso ou aquilo, e sim acumular os exercícios no caminho do Buda. Ou seja, recitar o daimoku para o Gohonzon do Portal Original que é a base da fé da Nichiren Shoshu. O Reverendíssimo Soberano da Lei nos orienta como segue: Seja a paz, seja a ocorrência de conflitos, seja a felicidade, seja a infelicidade, tudo depende, em suma, do coração das pessoas. Assim, se a maioria das pessoas da sociedade fizer do grandioso sentimento de benevolência do Buda, de salvar todas as pessoas, o seu coração, e derem apoio umas às outras, independentemente de como sejam as pessoas, certamente não ocorreriam incidentes e acidentes, trágicos e infelizes, como os do presente. Falando de forma simples, se a maioria das pessoas da sociedade tiver o sentimento de benevolência, a sociedade atual, extremamente caótica, mudará infalivelmente. Porém, os desejos não se realizam se não se converter ao Budismo de Nichiren Daishonin e recitar sinceramente o Nam-Myoho-Rengue-Kyo para o Dai-Gohonzon do Supremo Santuário do Portal Original, conforme afirmado na escritura N º 2 2 6

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“Carta a Niike (Niike Gosho)”: “[...] Se recitar o Nam-MyohoRengue-Kyo, e nada além dele [...]” (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1460). (Daibyakuho, edição nº. 952)

É o nosso coração que define como vamos interpretar, enfrentar e superar as dificuldades com as quais deparamos no dia a dia. E ao purificar e retificar esse coração com os exercícios no caminho do Buda, a forma como reagimos com todos os acontecimentos também passará a ser correta. A repetição e o acúmulo disso um dia transformará a sociedade como um todo e será a força para combater corretamente todos os problemas de diversas esferas, como a corrupção política, a diferença de classes e as questões ambientais do planeta, que são impossíveis de serem solucionados com medidas superficiais. Vamos realizar o shakubuku para o maior número de pessoas possível e o mais rápido possível, para que venham a se converter ao Budismo de Nichiren Daishonin, para concretizar a verdadeira paz no âmbito mundial e a felicidade de todas as pessoas!

Treinamento de Verão dos Adeptos do Exterior de 2018 agosto de 2018

Preleção Geral 21º. Curso de Treinamento de Verão dos Adeptos do Exterior Reverendo Doko Tarusawa Sobre a Vida de Nichiren Daishonin

Caros senhores, boa tarde! Conforme me apresentaram, sou Doko Tarusawa. A partir deste instante, darei início à preleção sobre “A Vida de Nichiren Daishonin - Parte I”. Utilizando o caderno de texto, vamos estudar dividindo-o por assuntos (capítulos), e assim, eu gostaria de contar com a sua cooperação. (Caderno de texto – parte 1 – Faz-se a leitura) 1. Nascimento/Entrada no caminho do Sacerdócio (Bom pressági) Antes do nascimento de Nichiren Daishonin, houve vários presságios místicos. Posteriormente, em “Sobre a Transmissão do Nascimento de Nichiren Daishonin” (Ubuyu Sôjo no Koto) escrito pelo 2º. Reverendíssimo Soberano da Lei Nikko Shonin, houve a menção do registro sobre o “Ensino Essencial da Transmissão Oral de Nichiren Daishonin”, em que ele descreve um sonho místico que a mãe de Nichiren Daishonin teve. Esse sonho da mãe de Nichiren Daishonin, quando ela havia engravidado dele, foi o seguinte: “Uma certa noite, eu (mãe de Nichiren Daishonin) tive osonho revelatório. Subindo até o topo do Monte Fuji, senteiK A I S E N

me e lavei as mãos no lago Omi.Nesse momento, o sol surgiu no Monte Fuji e entrou no meu corpo.” (Sobre a Transmissão do Nascimento de Nichiren Daishonin - Shimpen pág. 1708)

Esse sonho é, de fato, o presságio indicando o advento do Buda Original da Era do Fim do Darma (Mappo). Nichiren Daishonin menciona a respeito da rainha Maya, quando ela estava grávida do Buda Sakyamuni, como segue: “A rainha Maya viu no sonho de que se engravidou do sol, nascendo assim o príncipe Sidhartha. Por essa razão, o nome do Buda ´Sakyamuni´, quando criança, é traduzido como ´Nisshu´, que quer dizer ´o Sol e a Semente´.” (A Seleção do tempo, Heisei Shimpen Gosho, pág. 862)

Tal como as citações acima, podemos observar que os sonhos revelatórios relacionados a Nichiren Daishonin e ao Buda Sakyamuni são bem similares. Além disso, de acordo com a lenda, dizem que alguns dias antes do seu nascimento, na superfície do mar, surgiram as flores de lótus azuis dando flores de cores vibrantes. E atualmente, o nome “Rengue-no-fuchi” é mantido ao longo da praia. Há ainda relatos de que, no dia do nascimento, a flor de lótus se abriu no lago do jardim e, na superfície do mar, saltou um pargo enorme de cerca de 5 shaku (pouco menos de 2 metros) para celebrar o seu nascimento. Comprovações místicas como essas são a manifestação da Grande Lei do Universo que louva e deseja profundamente ver o advento do Buda Original e, no

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nascimento de Nichiren Daishonin, a natureza do Buda da Lei das Dez Direções, como de montanhas, rios, plantas e ervas, mostram o presságio da alegria diante de toda área de Kataumi, Boshu (cidade de Awa – atual Kominato, Cidade de Kamogawa, Província de Chiba). (Informações Adicionais) Na Escritura “Sobre a Transmissão Oral do Nascimento de Nichiren Daishonin” (Ubuyu Sojo-no-koto), estão registrados diversos sonhos curiosos que os pais tiveram em relação ao nascimento de Nichiren Daishonin. Se formos mencionar 2 deles, neste momento, temos: Um é o sonho do pai. No sonho, numa certa noite um sábio surge com uma criança de boa aparência dizendo-lhe: ”Esta criança é a reencarnação do Bodhisattva Jogyo. Ele será o grande mestre que sempre estará nas Três Existências para a salvação de todos os seres. Eu lhe confiarei esta criança”. E assim, depois de alguns dias, a esposa estava grávida. Isso é o que consta. O outro sonho ocorreu na época do nascimento dele, ocasião em que as Entidades Iluminadas reverenciaram e recitaram 3 vezes, “Isso é bom, isso é bom! Zen-nichi Doji (Nichiren Daishonin) é o Buda Sakyamuni da Era do Fim do Darma". (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1709). Nichiren Daishonin gravou profundamente em sua mente as diversas histórias, tal como as que ouviu de sua mãe, e sobre isso disse a Nikko Shonin o seguinte: “Meus discípulos não devem considerá-las apenas como histórias da minha mãe, mas, como palavras douradas". (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1709), com o qual nos ensina que não devemos ouvir de forma negligente os diversos sonhos místicos tidos pela sua mãe, e que os benefícios e a prática de exercícios Budistas de toda a sua vida apareceram no sonho dos pais. Daqui a 3 anos, iremos celebrar os 800 anos do Aniversário do Nascimento de Nichiren Daishonin. A Nichiren Shoshu, que praticamos, é a única linhagem que pode celebrar o advento de Nichiren Daishonin como o Buda Original, por compreender de forma correta o seu significado. (Caderno de texto 2 - leitura) Local de Nascimento “Eu, Nichiren, nasci nesta existência como uma pessoa de classe baixa em uma família pária (chandala).” (Carta de Sado, Heisei Shimpen Gosho, pág. 580)

Dessa forma, ele menciona que nasceu numa classe social considerada a mais baixa da época. Esta frase mostra o profundo significado à luz do Budismo de que, todos os seres da Era do Fim do Darma, cujas capacidade e sabedoria são extremamente baixas, podem ser salvos quando realizam a prática de exercícios Budistas, tal como Nichiren Daishonin. A situação da sociedade na época do nascimento de Nichiren Daishonin era de ocorrência de grandes fatos sem precedentes (como a Rebelião de Jokyu), isto é, um ano antes do nascimento de Nichiren Daishonin, em 1221 (3o. ano Jyokyu) a corte imperial perdeu do exército do governo feudal

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de Kamakura. Como resultado disso, os 3 imperadores, Gotoba, Tsutimikado e Jyuntoku foram condenados ao exílio. (Informações adicionais)) Eu gostaria de adicionar mais um detalhe em relação ao significado de Nichiren Daishonin ter nascido numa classe social mais baixa na época. O fato de Nichiren Daishonin ter nascido numa classe mais baixa, possibilitou-lhe a comprovação da veracidade do Sutra de Lótus. Se Nichiren Daishonin tivesse nascido em uma família de classe alta como o Buda Sakyamuni, que nasceu como um príncipe, ele não teria se deparado com as grandes maldades, por causa de sua nobreza, a ponto de correr risco de vida. Se ele não tivesse se encontrado com as perseguições e dificuldades, a profecia constante do Sutra de Lótus – “Certamente o Devoto de Sutra de Lótus da Era do Fim do Darma (Mappo) irá se deparar com diversas maldades e perseguições” – se tornaria falsa e não poderia comprovar que o Sutra de Lótus é uma doutrina verdadeira. Comprovando a verdade do Sutra de Lótus com a própria vida, Nichiren Daishonin é o verdadeiro Devoto de Sutra de Lótus para salvação de todos os seres da Era do Fim do Darma, isto é, ele pôde assim evidenciar a virtude como o Buda Original do infinito passado (Kuon Ganjo).

)

(Caderno de texto 3 – Leitura Kataumi O local do nascimento de Nichiren Daishonin foi em Kataumi, Vila Tojo, Comarca de Nagasa, Província de Awa. O nome “Kataumi” existiu até o começo da Era Moderna, mas esse topônimo se extinguiu com a transição da época e, infelizmente, não é possível definir hoje o local exato. No entanto, Kataumi fora de fato um topônimo da vila de pescadores que existiu na Baía de Uchiura (atual Cidade de Kamogawa, Província de Chiba), localizada na região sul da Península de Boso. Devemos considerá-lo como o local onde Nichiren Daishonin nasceu.

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(Caderno de texto 4 – Leitura Mundo de Cinco Impurezas O Buda Sakyamuni fez a profecia no Sutra Daishitsu (Grande Assembleia) sobre o futuro do Budismo, como segue: “Após o meu falecimento, os 500 primeiros anos serão o Período de Emancipação (Guedatsu Kengo), os seguintes 500 anos, o Período de Meditação (Zenjo Kengo), os quais

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somam mil anos. O terceiro período de 500 anos será o Período de Leitura, Recitação e Audição dos Sutras (Dokuju Tamon Kengo) e o quarto período de 500 anos, o Período de Estabelecimento de Pagodes e Templos (Tazotoji Kengo), totalizando 2 mil anos. O quinto período de 500 anos será um período de constantes conflitos e guerras entre os ensinamentos que eu tenho exposto. Isso irá causar a Obscuridade e a Perda da Lei Pura (Byakuho Onmotsu).” Em outras palavras, os primeiros mil anos após a morte do Buda Sakyamuni são chamados de “Era da Vigência do Darma” (Shobo), quando houve muitas pessoas que foram libertadas do estado de ilusão através do Budismo de Sakyamuni e conseguiram obter a condição de meditação (Zenjo). Os próximos mil anos chamam-se de “Era da Formalidade do Darma” (Zobo), quando houve muitas pessoas que valorizavam a formalidade de construir muitos pagodes e templos, além de ler as doutrinas Budistas, ouvir a lei e traduzir os princípios dos Ensinos Budistas. E o último período de 500 anos, isto é, a partir dos 2 mil anos de Shobo e Zoho, a potencialidade de compreender a doutrina Budista (Kikon) das pessoas perde a sua força, tornando a sociedade repleta de conflitos e guerras, e numa época na qual os ensinos Budistas tornaram-se ocultos, perdendo o seu poder (Onmotsu). Essa é a Era do Fim do Darma (Mappo). O nascimento de Nichiren Daishonin corresponde à 171 anos após a entrada na Era do Fim do Darma e, conforme essa profecia, não apenas o Japão como também o mundo todo foram assolados pela escuridão das Cinco Impurezas e as tragédias decorrentes dos conflitos e guerras se intensificaram. (Informações adicionais) A expressão “Obscurecimento e perda do poder da Lei Pura, como também conflitos e guerras na Era do Fim do Darma” refere-se a uma época em que os sacerdotes budistas entravam em conflito por defenderem suas próprias doutrinas, e no qual os benefícios dos Ensinos Budistas desapareceram. Em inúmeras escrituras, incluindo o Sutra de Lótus, pregase que ao entrar na Era do Fim do Darma, o tempo irá se tornar turvo, o coração dos homens se tornará impuro, os desejos mundanos se tornarão impuros, o pensamento se tornará maculado e a vida se tornará impura, e, como resultado, os conflitos irão aumentar rapidamente e ocorrerão diversos desastres e calamidades na sociedade. De fato, na época em que Nichiren Daishonin nasceu, acontecimentos infelizes ocorriam com frequência, não apenas no Japão como também em todo mundo. (Caderno de texto 5 – Leitura) Estabelecimento de determinação/Busca de aprendizagem Na sociedade ocorriam uma série de fatos trágicos como a grave fome devido a tempestades e secas. A crescente preocupação e desordem fizerem Zennichimaro, que era muito inteligente, questionar a causa dos inúmeros

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infortúnios, como o conflito citado acima - Rebelião de Jokyu. A fim de saber a causa desses conflitos sociais e de estabelecer um mundo pacífico, ele entrou no caminho do sacerdócio, aos 12 anos de idade, no 1º ano Tempuku (1233), para se tornar discípulo de Dozen-bo, do Templo Seichoji, que fica perto de Kataumi, aspirando estudar o Budismo para se tornar “o primeiro sábio do Japão”. Zennichimaro, depois de entrar no caminho de sacerdócio, aprendeu principalmente com os 2 irmãos-discípulos, Jokenbo e Guijo-bo, sobre conhecimento geral, leitura e escrita, concentrando-se nas doutrinas Budistas. Devido a seu talento inato e espírito de procura, ele conseguiu acumular mais e mais a sua sabedoria e intensificar a sua capacidade de compreensão. Em meio a tais circunstâncias, os questionamentos que Zennichimaro tinha desde antes de entrar no caminho de sacerdócio, começaram a ficar mais claros em sua mente. O primeiro questionamento é a razão pela qual, na luta de Jokyu, o lado do imperador que tinha a proteção espiritual dos sacerdotes de alto nível das seitas Tendai e Shingon, entre outras, tinha sido derrotada, apesar das orações pela derrota dos adversários, e o porquê de os 3 imperadores terem sidos exilados à ilha. O segundo questionamento é o motivo pelo qual o aspecto do falecimento dos seguidores que recitavam o Buda Amida (seita Nembutsu), nas regiões de Awa, revelavam seu aspecto de agonia, indicando que caiam no caminho do Mal. O terceiro questionamento é que os ensinos pregados pelo Buda Sakyamuni eram divididos em várias linhagens (seitas) e cada uma delas argumentava a sua superioridade, mas Nichiren Daishonin achava que a intenção real do Buda Sakyamuni seria apenas pela existência de um único ensino fundamental. (Informações adicionais) Os 3 questionamentos que Zennichimaro possuía não surgiram de repente, mas foram crescendo gradativamente desde o início de sua infância. Essa percepção que ele veio alimentando, pode ser observada em várias curiosas histórias contadas pela mãe dele, como esta: “Esta criança será o grande mestre (...) para salvação de toda humanidade”, registradas no Gosho “Sobre a Transmissão do Nascimento de Nichiren Daishonin” acima. (Caderno de texto 6 – Leitura) Tornando-se sacerdote / Viagem a estudo em diversos locais Aos 16 anos de idade, Zennichimaro entrou no caminho do sacerdócio para se tornar um sacerdote com o objetivo de solucionar as dúvidas anteriores e de dominar profundamente a essência do Budismo, e alterou seu nome para Zessho-bo Rencho. Dessa forma, ele se dedicou diariamente na prática de exercícios Budistas e se esforçou nos estudos dia e noite. Desde então, na primavera depois de 2 anos, após terminar de ler todas as coletâneas de doutrinação e os

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volumes dos sutras existentes na Casa de Tesouro do Templo Seichoji, Rencho partiu para a viagem de estudos em diversos locais, acalentando o desejo de aprimorar seus conhecimentos. Essa viagem durou 14 anos. Dessa longa viagem de estudos, o que ele conseguiu absorver foi o seguinte: Em primeiro lugar, a causa raiz de todas as desgraças é o fato das seitas estarem contra a verdadeira doutrina do Buda Sakyamuni.Em segundo, a lei que deve ser propagada na Era do Fim do Darma são os 5 caracteres chineses de Myoho-Rengue-Kyo, que são a essência do Sutra de Lótus. Dessa forma, Nichiren Daishonin teve a percepção de que ele próprio é o “renascimento do Bodhisattva Jogyo” para salvar o mundo repleto das Impurezas da Era do Fim do Darma. (Informações adicionais) O Bodhissatva Jogyo se refere ao bodhissatva a quem o Buda Sakyamuni conferiu a missão de propagar o MyohoRengue-Kyo, que é a essência do Sutra de Lótus no mundo das Impurezas da Era do Fim do Darma. Ao entrar no caminho do sacerdócio e com a viagem de estudos a diversos locais, Nichiren Daishonin percebeu que ele é, de fato, o “renascimento do Bodhissatva Jogyo”. Dessa forma, ele se determinou realizar a propagação da Lei Mística sem poupar a própria vida, mesmo que ocorressem e se deparasse com inúmeros grandes obstáculos e maldades, profetizados no Sutra de Lótus, para que pudesse salvar a nação que sofria com infortúnios e pordesastres naturais que assolavam o território repetidas vezes. (Caderno de texto 7 – Leitura) 2. Período da alvorada da propagação (período inicial) Estabelecimento do Verdadeiro Budismo Terminada a sua viagem de estudos, Rencho retornou à sua Terra Natal no Templo Seichoji, aos 32 anos, na primavera do 5º ano Kencho (1253). Após uma profunda meditação, ele fez a determinação, de forma resoluta, de que precisaria fazer a propagação da Grande Lei – “Nam-MyohoRengue-Kyo”, não importando que venham a ocorrer grandes obstáculos e maldades. Assim, em 28 de março, Rencho subiu ao topo de Kasaga-mori do Monte Seicho, pouco antes do amanhecer, e recitou “Nam-Myoho-RengueKyo, Nam-Myoho-Rengue-Kyo ...”, em direção ao Universo e ao sol que se despontava, revelando assim pela primeira vez o Daimoku da Percepção Intrínseca (naisho). Logo depois disso, ele fez um discurso contra a doutrina de Nembutsu de incessantes sofrimentos, entre outras seitas, no Templo Seichoji e, um mês depois, em 28 de abril, Nichiren Daishonin estabeleceu o Verdadeiro Budismo, revelando a todas as pessoas o Daimoku a ser propagado durante toda a vida. O sentimento dessa ocasião foi descrito por Nichiren Daishonin, como segue: “Se falar essa única palavra, devem vir os obstáculos e as maldades (perseguições) do soberano, e sem falta, aos pais,

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irmãos e mestres. Ao contrário, se ficar em dúvida se deve falar ou não, repetidas vezes, e acabar não falando, não terá a benevolência. Conforme pregado no Sutra de Lótus e no Sutra do Nirvana (Nehangyo) entre outros, se observar e considerar as duas formas, se deveria falar ou não falar, e acabar não falando, embora não venha a ocorrer nada na vida presente, certamente nas próximas existências, irá cair no Inferno de Incessantes Sofrimentos. Por outro lado, se falar, deve estar ciente de que ocorrerão, sem falta, os Três Obstáculos e Quatro Maldades.” (A Abertura dos Olhos, Heisei Shimpen Gosho, pág. 538)

O “Nam-Myoho-Rengue-Kyo” que foi recitado por Nichiren Daishonin, é como segue: “Se a benevolência de Nichiren for ampla e grandiosa, o Nam-Myoho-Rengue-Kyo será propagado pelo futuro, além dos 10 mil anos. Contém o benefício de desvendar a cegueira de todos os seres do Japão e fecha o caminho do Inferno dos Incessantes Sofrimentos.” (A Abertura dos Olhos, Heisei Shimpen Gosho, pág. 1036)

Conforme essa citação, é o Daimoku que irá se propagar para a salvação de todos os seres em todo mundo, por milhares de anos da Era do Fim do Darma e por toda eternidade. (Informações adicionais) O caderno de texto menciona sobre o sentimento de quando Nichiren Daishonin realizou o estabelecimento do Verdadeiro Budismo, em que há uma passagem de “Sobre a Abertura dos Olhos”, como segue: “Conforme pregado no Sutra de Lótus e no Sutra do Nirvana (Nehangyo), entre outros, se observar e aplicar as duas formas, se deveria falar ou não falar, ...” Se formos mencionar o que se prega no Sutra de Lótus e no Sutra do Nirvana, temos o seguinte: No Sutra de Lótus, consta: “Se a pessoa não crer e caluniar este Sutra de Lótus, ela entrará no Inferno de Incessantes Sofrimentos após a sua morte.” (Sutra de Lótus – Hokkekyo – pág. 240), e ainda, no Sutra de Nirvana, prega-se: “Se houver um sacerdote do Bem que ao ver alguém destruindo a Verdadeira Lei, não a responsabilize, repreenda, não combata e elimine as Calúnias à Lei e não censure a falha dela, este sacerdote é um inimigo do Budismo.” (Sutra de Lótus, pág. 404). Ao comparar as frases desses 2 sutras, Nichiren Daishonin esclarece que quando alguém vir pessoas caluniando a Verdadeira Lei e não refutar, não pode ser considerado como um discípulo do Buda, mesmo que sem falta venham a ocorrer os Três Obstáculos e as Quatro Maldades ao refutar as calúnias à Lei. Portanto, Nichiren Daishonin fez a firme determinação de refutar as calúnias à Lei, com coragem. Os Três Obstáculos de “Três Obstáculos e as Quatro Maldades” se referem ao obstáculo pelos desejos mundanos (Bonno-sho), obstáculo por carmas (Go-sho) e obstáculo por retribuição (Ho-sho). Bonno-sho quer dizer os desejos

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“Assim como o brilho do Sol e da Lua dissipa a escuridão, essa pessoa irá praticar o Myoho-Rengue-Kyo na sociedade e eliminar a escuridão (fundamental) dos seres.” (Sutra de Lótus, pág. 516). Dessa forma, ele esclarece a origem do seu nome com base nas passagens dos sutras acima. Em relação a isso, Nichiren Daishonin cita o seguinte: “Não há nada que supere a claridade do Sol e da Lua. E será que há algo que seja superior à pureza da Flor de Lótus? O Sutra de Lótus tornar-se-á como o Sol e a Lua, e a Flor de Lótus. Por essa razão, chama-se de Myoho-Rengue-Kyo. Eu, Nichiren, sou também tal como o Sol e a Lua, e a Flor de Lótus.” (Carta à Senhora do Suserano Shijo Kingo, Heisei Shimpen Gosho, pág. 464)

mundanos provenientes dos três venenos – ira, avareza e estupidez, que se tornam em barreiras para a prática dos exercícios Budistas. Ho-sho quer dizer a manifestação de impedimento originado de uma posição superior a si, como país ou chefes. Go-sho quer dizer a manifestação de impedimento do cônjuge, dos filhos e dos parentes. E as Quatro Maldades de “Três Obstáculos e Quatro Maldades” são a maldade pelos desejos mundanos (Bonnoma), maldade por 5 elementos (On-ma), maldade pela morte (Shi-ma) e maldade por Rei Maléfico do Sexto Céu (Tenshima). Bonno-ma é a maldade que causa confusões no coração pelos desejos mundanos e tira a sabedoria dos praticantes Budistas. On-ma é a maldade que obstrui a harmonia do corpo e da mente. Shi-ma é a maldade que cria dúvidas por causa da morte de pessoa próximas aos praticantes ou impede a prática de exercícios Budista pela morte deles próprios e Tenshi-ma é a maldade que entra no corpo de uma pessoa influente para impedir os praticantes de realizarem os exercícios Budistas. Essa maldade se chama também de Demônio do Sexto Céu e é a maldade que usa a Verdadeira Lei com má intenção, fazendo com que todas as pessoas se arruínem e se tornem infelizes. (Caderno de texto 8 - Leitura) Dois ideogramas de Nichiren Na ocasião do estabelecimento do Verdadeiro Budismo, Rencho mudou seu nome para “Nichiren”. O nome “Nichiren” é formado por 2 ideogramas – “Nichi” Sol e “Ren” - Flor de Lótus. Isso consta no “15.º Capítulo – Yujutsu” do Sutra de Lótus. “(O devoto de Sutra de Lótus) não deve ser influenciado pelas leis da sociedade. Isso é tal como a Flor de Lótus que permanece na água lamacenta.” (Sutra de Lótus, pág. 425) E no trecho do “21.º Capítulo – Jinriki”, consta como segue:

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Em outras palavras o nome “Nichiren” elucida que Nichiren Daishonin em si é, de fato, o renascimento do Bodhisdatva Jogyo, que fez o seu advento para purificar o mundo repleto de Impurezas, iluminando a escuridão fundamental do coração de todos os seres por milhões de anos. Isso é tal como o Sol que ilumina toda a escuridão e a Flor de Lótus que, apesar de nascer na lama, surge como uma flor pura. Além disso, temos o seguinte: “O fato de ser chamado de Nichiren é a prova de que teve a percepção quanto à doutrina do Veículo de um Único Buda (ichibutsujp), sem que tenha sido ensinado por alguém.” (Carta ao Monge Jakunichi, Heisei Shimpen Gosho, pág. 1393)

Dessa forma, a frase esclarece que ele próprio está na condição de vida do Buda. (Informações adicionais) Conforme foi citado, Nichiren Daishonin é o renascimento do Bodhisattva Jogyo, mas o seu real aspecto, isto é, a sua Identidade Intrínseca (naisho) é o de Buda Original do infinito passado (Kuon Ganjo), que fez seu advento na qualidade de incorporar o Nam-Myoho-Rengue-Kyo, que é a Lei Original do infinito passado. No entanto, este estado de vida (de Buda) Original, de Nichiren Daishonin, revelado na “Perseguição de Tatsunokuchi”, será estudado no Curso de Treinamento de Verão do próximo ano. (Caderno de texto 9 - Leitura) Declaração do estabelecimento do Verdadeiro Budismo Nichiren Daishonin, no horário do cavalo (meio dia) do dia 28 de abril, tomou o assento para preleção no Salão Jibutsudo de Shobutsu-bo no Templo Seichoji, para propagar a Lei Mística. Nesse assento, ele mencionou que o Sutra de Lótus é a lei suprema, que os seres da Era do Fim do Darma podem ser salvos apenas através do Nam-Myoho-RengueKyo e que se mantiverem apegados a outros ensinos seria um grave erro. Tojo Kaguenobu, o proprietário do local, que foi um fervoroso seguidor da Seita Nembutsu, ao ouvir essa preleção, ficou furioso tal como a intensa chama de um fogo

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e, nessa ocasião, tentou causar ferimentos a Nichiren Daishonin. Isso consta de fato no “13º Capítulo Kanji-Bon” do Sutra de Lótus, como segue: “Há muitas pessoas ignorantes que falam mal e insultam (o Devoto de Sutra de Lótus) e outras que irão lhe causar ferimentos com espadas e bastão.” (Sutra de Lótus, pág. 375)

A frase do sutra, que prega dessa forma, tornou-se realidade conforme os fatos descritos nele. No entanto, Nichiren Daishonin conseguiu escapar desse perigo com a ajuda de Joken-bo e Guijo-bo, ficando num local de Hanabusa que ficava fora da propriedade de domínio de Kagenobu. (Informação adicional) Tojo Kagenobu, que ouviu essa preleção de que os praticantes da seita Nembutsu cairão no Inferno de Incessantes Sofrimentos, ficou furioso e, desde então, perseguiu Nichiren Daishonin como seu inimigo mortal.

)

(Caderno de texto 10 – Leitura Conversão dos pais Nichiren Daishonin, que conseguiu escapar das perseguições de Tojo Kagenobu e de seus seguidores, visitou seus pais por achar ser o momento exato para cumprir com a dedicação filial e retribuir aos débitos de gratidão a eles. A princípio, os pais preocupando-se com a segurança de Nichiren Daishonin e por pensarem em mudar a sua decisão, apelaram-lhe a retornar a permissão de Dozen-bo e conduzir a sua vida como Reverendo Prior do Templo Seichoji. Contudo, Nichiren Daishonin explicou-lhes com cuidado que o Sutra de Lótus é o verdadeiro propósito dos Budas das Três Existências dentre todos os sutras, e que este era o caminho direto para atingir o Estado de Buda. À medida que ouviram as doutrinas de forma lógica e coerente, e ao verem o semblante respeitoso do próprio filho, eles uniram as palmas das mãos naturalmente e, enfim, decidiram recitar o Daimoku, abandonando a Seita Nembutsu e se devotar ao Sutra de Lótus. Com a conversão de seus pais, Nichiren Daishonin concedeu-lhes o nome de “Myonichi” ao pai e de “Myoren” à mãe, tirados, cada um, de um ideograma do seu nome, “Nichiren”. Nessa atitude há a verdadeira dedicação filial, cumprindo assim a determinação de converter os pais em retribuição aos débitos de gratidão a eles. Dessa forma, Nichiren Daishonin deixou Awa, sua Terra Natal, e dirigiu-se rumo a Kamakura, que era o centro político na época. E, com a luz do Myoho-Rengue-Kyo, ele iluminou o mundo que estava repleto de confusão e de ensinamentos errôneos, para salvação de toda humanidade na Era do Fim do Darma e por toda eternidade. (Informações adicionais) A dedicação filial é a virtude mais importante das relações humanas e o Budismo é o ensino que mostra exatamente o caminho para a verdadeira devoção aos pais. K A I S E N

Nichiren Daishonin nos ensina, como segue: “Para aqueles que possuem o sentimento de devoção aos pais, devem lhes enviar o Sutra de Lótus.” (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1506). Acredito que é extremamente importante conduzirmos nossos pais à prática da Fé, se eles ainda não são praticantes e, juntamente com eles, acumularmos de forma inabalável os benefícios e virtudes para atingir o Estado de Buda nas Três Existências e, assim, podermos realizar a maior dedicação filial (retribuição aos débitos de gratidão aos pais).

)

(Caderno de texto 11 – Leitura 3. Período Kamakura Na choupana de Matsubayatsu Para Nichiren Daishonin o local dos ensinos Budistas não seria outro a não ser Kamakura, que era o centro comercial e a capital política do governo feudal, e ao mesmo tempo tinha muitos grandes templos, de várias linhagens budistas, que prosperavam nessa época. Por volta de agosto do 5º ano Kencho (1253), logo depois que chegou a Kamakura, Nichiren Daishonin construiu uma pequena choupana em Matsubagayatsu, na cidade de Nagoe. Essa choupana se tornou a base das atividades de propagação em Kamakura.

)

(Caderno de texto 12 - Leitura Preleção na esquina da rua Na escritura "Sobre a refutação contra Ryokan e outros (Ha Ryokan-to Gosho)", consta o seguinte: "Assim, quando eu tinha 32 anos, na primavera do 5º ano Kencho (1253), comecei a refutar as Seitas Nembutsu e Zen, entre outras.” (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1078)

Conforme foi citado acima, Nichiren Daishonin, logo depois que entrou em Kamakura, quando esteve diante da verdade, começou a refutar os ensinos errôneos e revelar a verdade, com bravura, como o rugido de leão, afirmando: “Nembutsu de Incessantes Sofrimentos”, “Zen é ensino do mal”. Isso foi o início da preleção na esquina de uma rua (falava em voz alta, com coragem, para refutar o errôneo e revelar a Verdade a quem quer que fosse). Na ocasião, Nichiren Daishonin era completamente desconhecido em Kamakura, assim, foi necessária a realização de preleções às pessoas que andavam nas ruas. Na Escritura “Carta a Nakaoki Nyudo (Naoki Nyudo Shosoku)", há a seguinte citação: “A princípio, apenas eu, Nichiren, fui a pessoa que começou a recitar o Daimoku. As pessoas que me viam, que me encontravam, que me ouviam, todas, tapavam seus ouvidos, olhavam com fúria, cerravam suas bocas, seguravam suas mãos e cerravam seus dentes. Até meus pais, irmãos e mestres, e bons amigos, todos, se tornaram meus inimigos.” (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1431~1432)

A expressão

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“As pessoas que me viam, que me

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encontravam, que me ouviam...” mostra também que a propagação na época foi realizada por Nichiren Daishonin de forma ativa e ampla em relação ao povo de Kamakura. Dessa forma, podemos concluir que Nichiren Daishonin deu o primeiro passo para propagação da Lei Mística e para realização de shakubuku em forma de preleção de esquina de rua, em relação às seitas que eram a raiz das infelicidades e calamidades. À medida que discípulos como Nissho e Nichiro e adeptos como Toki Jonin, Shijo Yorimoto (conhecido como Shijo Kingo) foram convertidos, ao que tudo indica foram adotadas as práticas de shakubuku em forma de debates e de reuniões com palestras com as quais foram gradualmente obtendo resultados efetivos. O enfoque da propagação nessa ocasião, consta na “Carta a Akimoto (Akimoto Gosho)": “Mesmo dizendo que haja muitas pessoas e províncias no Japão, supõe-se que esses corações recitem, em uníssono, o nome do Buda Amida.” (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1448)

Tal como a citação acima, isso foi uma refutação à seita Nembutsu que estava difundido de forma ampla entre os ensinos Budistas na época. (Informações adicionais) Todas as pessoas, incluindo os leigos como velhos, jovens, homens e mulheres, e os sacerdotes, dirigiam seus olhares de rancor contra Nichiren Daishonin. Anteriormente, o sacerdote da seita Nembutsu, chamado Honen, caluniava a Lei, dizendo: “Abandone! Feche! Ignore! Descarte isso!”, fazendo com que muitas pessoas perdessem a fé no Sutra de Lótus por causa dessa atitude, e os ensinos errôneos de Honen se espalharam em todos os cantos do Japão, de modo que a oração de Nembutsu ecoava ininterruptamente. Em meio a essa situação, Nichiren Daishonin fez a preleção de “Nembutsu de Incessantes Sofrimentos”, e por conta disso, sofreu críticas severas por um grande número de pessoas e foi hostilizado como inimigo.

)

(Caderno de texto 13 - Leitura Admoestação ao país pela primeira vez Por volta das eras Kencho, Kogen e Shoka, em meados do Período Kamakura, ocorriam constantes desastres terríveis e fatos anormais nunca vistos até então, como incêndios em grande escala, tempestades e fortes ventos, grandes terremotos e epidemias. Devido a essas situações, o governo feudal (xogunato) deu uma ordem para que todas as seitas fizessem a oração para que as calamidades terminassem, mas nada mostrava o seu fim com essas orações. Dentre os desastres, ocorreu o grande terremoto do dia 23 de agosto do 1º ano Shoka (1257) em proporção nunca vista até então. Para esclarecer a causa desses desastres naturais, em fevereiro do ano seguinte, Nichiren Daishonin foi ao tesouro dos sutras do Templo Jissoji em Iwamoto, na Província de Suruga (atual Cidade de Fuji, na Província de Shizuoka) e começou a ler todos os sutras. K A I S E N

Assim, no 1.º ano Bunno (1260), Nichiren Daishonin concluiu a carta de admoestação “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)", que é a obra mais importante da vida de Nichiren Daishonin. E, em 16 de julho do mesmo ano, enviou este documento, por intermédio de Yadoya Nyudo, ao governante mais influente da época, Tokiyori Hojo. Na Escritura “O Bem da Terra baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)", consta: “[…] todas as pessoas do mundo se opõem ao verdadeiro e se devotam ao mal. Por essa razão, as Entidades Iluminadas as abandonam deixando o país, e os sábios se retiram e não voltam mais. Como decorrência disso, surgem as maldades e as entidades maléficas, e ocorrem desastres e calamidades.” (Heisei Shimpen Gosho, pág.. 234)

Dessa forma, ele aponta a causa dos desastres e calamidades sem precedentes os quais são: 1 Pelo fato de terem se convertido à lei do mal, opondose à Verdadeira Lei; 2 Pelo fato das Entidades Iluminadas estarem com pouco sabor da Lei (homi) da Verdadeira Lei retornaram à Terra Original, abandonando o país; 3 Por essa razão, os templos Budistas que caluniam à Lei tornaram-se em moradias das entidades maléficas. Exatamente por essa razão é que Nichiren Daishonin nos indica que a ocorrência de desastres e calamidades sem precedentes persistia. Além disso, a Escritura “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)" menciona que, para eliminarmos esses desastres e calamidades, o importante é abandonar as doutrinas errôneas como Nembutsu, que eram as mais populares nessa época, e se converter ao Sutra de Lótus que é a única Verdadeira Lei. Ele diz ainda que se a pessoa influente do país não combater as Calúnias, não dando ouvidos às frases douradas do Buda, iriam ocorrer, sem falta, 2 das 7 calamidades profetizadas nos sutras Yakushi e Ninno, as quais são: a “calamidade por conflitos internos" (rebelião dentro do próprio domínio) e a “calamidade por invasão estrangeira” (entrada de inimigos estrangeiros) que ainda não tinham ocorrido até então. Dessa forma, Nichiren Daishonin fez a admoestação ao governo feudal, com a submissão do “Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)" e advertiu sobre o erro de se converter às doutrinas errôneas. Essa foi a primeira admoestação ao governante do país feita por Nichiren Daishonin ao longo de sua vida.

() ( ) ( )

(Informações adicionais) Os ensinos do mal citados na escritura “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade”, apontam a seita Nembutsu de Honen, mas referem-se, na verdade, a todos os ensinos como Zen, Shingon e todas as outras seitas. Já o

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Sutra de Lótus, da Verdadeira Lei, se refere ao DaiGohonzon do Supremo Santuário do Portal Original. A escritura “O Bem da Terra baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)” revela o princípio de que “Uma nação é governada pacificamente se o povo mantiver a Verdadeira Lei, por outro lado, o país irá se arruinar se eles se devotarem às doutrinas errôneas”. Eu desejo sinceramente que os senhores se conscientizem bem de que as religiões errôneas são a causa de todos os infortúnios e desastres em todo país, mesmo que haja diferenças entre os países e a mudança de época.

)

(Caderno de texto 14 - Leitura Perseguição de Matsubayatsu Os políticos do governo feudal se apegaram aos ensinos budistas que eram as mais populares na época e, ao invés de aceitarem o “Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)”, odiaram Nichiren Daishonin, dando prosseguimento, de forma secreta, a um plano covarde contra ele. Assim, à meia-noite de 27 de agosto do 1º ano Bunno (1260), os caluniadores à Lei, que eram os seguidores da seita Nembutsu, ouviram a intenção de Hojo Shiguetoki (conhecido como Gokurakuji Nyudo), pai do regente do governo de Kamakura, Hojo Nagatoki, e atacaram, à noite, a choupana de Nichiren Daishonin, localizada em Matsubayatsu. No entanto, Nichiren Daishonin, misticamente, escapou desse ataque sem sofrer nenhum ferimento, apesar do perigo e de estar correndo risco de vida.

Em relação à circunstância dessa perseguição, Nichiren Daishonin menciona o seguinte: “À meia noite, cerca 2 a 3 mil pessoas atacaram a pequena choupana onde eu, Nichiren, estava, na tentativa de me matar.Mas que místico! Consegui novamente escapar da perseguição dessa noite.” (Carta a Shimoyama, Shimoyama Goshosoku, Heisei Shimpen Gosho, pág. 1150) Depois disso, Nichiren Daishonin ficou na residência de Toki Jonin, por um tempo, em Shimofusa (atual Província de Tiba). Durante esse período, com a realização de shakubuku e preleções (kyoke) nessa região, conseguiu conduzir a conversão de Ota Jomyo e Soya Kyoshin, entre outros. (Informações adicionais) Tal como o próprio Nichiren Daishonin cita no Gosho: “Um sábio não pode ser morto por violência ou acidente.” (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1299), dessa forma, o Buda Original não poderia ser assassinado por tais caluniadores. Ficou claro que esse ataque noturno foi realizado pelos seguidores da Nembutsu, com a colaboração dos dirigentes do governo feudal, e eles não foram questionados por nenhum crime. Assim, a violência deles continuou ainda mais severa.

)

(Caderno de texto 15 - Leitura Exílio à Ilha de Izu Na primavera do 1º ano Kocho (1261), no ano seguinte em que ocorreu a Perseguição de Matsubagatsu, Nichiren Daishonin retornou a Kamakura e retomou a propagação de seus ensinos. Em 12 de maio do mesmo ano o regente do governo feudal de Kamakura, Hojo Nagatoki, que tomou conhecimento disso, utilizando-se de seu poder capturou Nichiren Daishonin e o exilou à Ilha de Izu, em Kawana (Província de Shizuoka), sem sequer fazer um único interrogatório. No entanto, Nichiren Daishonin descreve a respeito de sua permanência na Ilha de Izu, como segue: “Desde 12 de maio do ano passado (1261) até 16 de janeiro do Ano Novo desse ano, por mais de 240 dias, eu, Nichiren, estou certo de que, por 12 horas do dia e 12 horas da noite, realizei a prática de exercícios budistas do Sutra de Lótus. Por isso corri o risco de vida, razão pela qual li e pratico o Sutra de Lótus com a própria vida a cada momento. Que outra forma de alegria poderia existir, por ter nascido como ser humano neste mundo!” (Sobre as Quatro Espécies de Dívidas de Gratidão, Heisei Shimpen Gosho, pág. 266)

Isso mostra a alegria de Nichiren Daishonin por ter sido capaz de colocar em ação a prática conforme os ensinos (Nyosetsu Shugyo) pregados no Sutra de Lótus. (Informações adicionais) Sendo deixado no porto de Kawana, em Izu, sem saber onde se encontrava, Nichiren Daishonin estava em dificuldades, sendo salvo por um pescador chamado de Funamori Yasaburo.

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Mesmo na região de Kawana, em Izu, o povo também olhava Nichiren Daishonin com frieza, pareciam vê-lo como um inimigo de seus país. Entretanto, Funamori Yasaburo e sua esposa, não se importando com o risco de vida, dedicaram-se com sinceridade na proteção de Nichiren Daishonin. No 14.º Capítulo Anrakugyo do Sutra de Lótus, consta: “Dia e noite as Entidades Iluminadas protegem sempre aqueles que pregam esta Lei.” (Sutra de Lótus, pág. 396), dessa forma nos ensina que as Entidades Iluminadas manifestaram a sua função de proteger a vida de Nichiren Daishonin.

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(Caderno de texto 16 – Leitura Perseguição de Komatsubara Em fevereiro do 1.º ano Kocho (1263), chegou a Carta de Absolvição de Hojo Tokiyori e Nichiren Daishonin retornou novamente à choupana em Kamakura. No ano seguinte, no outono do 1.º ano Bun-ei (1264), dirigiu-se às pressas à sua Terra Natal, em Awa, depois de 12 ano, por ter recebido o comunicado de que a sua mãe estava muito doente. Quando Nichiren Daishonin chegou em casa, a situação da doença da sua mãe era grave e a sua morte parecia inevitável. No entanto: “Com benevolência, eu, Nichiren, orei pela minha mãe e ela não apenas se curou da doença do presente corpo dela, como também conseguiu prolongar a vida por 4 anos.” (Sobre prolongar o determinado pelo carma – Heisei Shimpen Gosho, pág. 760)

Na frase acima, além dela conseguir se recuperar da doença com a oração de Nichiren Daishonin, conseguiu também prolongar a vida por mais 4 anos. Mesmo depois disso, Nichiren Daishonin permaneceu na região de Awa e dedicou-se exclusivamente na propagação da Lei Mística. Ao ficar sabendo do retorno de Nichiren Daishonin à terra natal, Kudo Yoshitaka, proprietário de Amatsu, um fiel adepto, convidou Nichiren Daishonin para a sua residência. Atendendo a esse convite, em 11 de novembro Nichiren Daishonin se dirigiu à residência de Yoshitaka, acompanhado por mais de 10 pessoas. O dono da área, Tojo Kaguenobu, e outros, como os inimigos da seita Nembutsu, que estavam observando Nichiren Daishonin há tempos, ao saberem disso, atacaram quando Nichiren Daishonin e seus acompanhantes se aproximaram de Komatsubara (atual Cidade de Kamogawa, Província de Tiba) à noite. Em relação à esse evento, Nichiren Daishonin cita como segue: “Em 11 de novembro, no caminho principal chamado de Matsubara de Tôjô, na Província de Awa, no período da hora do macaco e do galo, mais de centenas de crentes da seita Nembutsu e de outras seitas planejaram uma emboscada, contra mim, Nichiren, e pouco mais de 10 pessoas, dentre as quais apenas 3 ou 4 estavam com uma espada. As flechas lançadas pareciam chuva. As espadas usadas no ataque pareciam raios de trovões. Um dos meus

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discípulos foi atacado e morto nesse local, e duas pessoas foram gravemente feridas. Eu próprio sofri cortes e fui atacado com bastão.” (Carta ao Suserano Nanjo Hyoe-Shichiro – Heisei Shimpen Gosho, pág. 326)

Conforme a frase acima, o próprio Nichiren Daishonin também se deparou com grandes dificuldades que puseram a sua vida em risco. A esse respeito é citado no 13º Capítulo Kanji do Sutra de Lótus: “Num mundo do mal, há pessoas que queiram atacar com bastão e espada contra as pessoas que propagam a Verdadeira Lei.” (Resumo, Sutra de Lótus – pág. 375)

Assim, os fatos aconteceram como descrito no Sutra de Lotus. (Informações adicionais) O exílio de Nichiren Daishonin na Península de Izu foi uma conspiração feita por Hojo Shiguetoki, seu filho Nagatoki e por sacerdotes da Nembutsu. No entanto, Shiguetoki, executor dessa conspiração, adoeceu depois de um mês após ter punido Daishonin, enviando-o ao exílio, sofrendo de convulsões todas as noites. Finalmente, ficando em estado de insanidade, ele veio a morrer. O governo feudal levou a sério a morte do enlouquecido Shiguetoki. Ao investigar detalhadamente a circunstância da punição por exílio de Nichiren Daishonin, descobriram que ele era inocente e que se tratava de uma falsa acusação. Assim, Hojo Tokiyori emitiu uma carta de absolvição. ※ Com o ataque por desordeiros em Komatsubara, um discípulo de Nichiren Daishonin, Kyonin-bo, morreu assassinado e Kudo Yoshitaka sofreu um grave ferimento vindo a morrer mais tarde como resultado desse ferimento. Nichiren Daishonin também foi ferido com um corte de espada de cerca de 12 cm na testa direita e quebrou a mão esquerda. Nichiren Daishonin se sentiu feliz por ter sofrido uma grande perseguição, a ponto de correr risco de vida pela causa do Sutra de Lótus, citando-se o seguinte: "Assim, eu, Nichiren, sou o primeiro Devoto do Sutra de Lótus do Japão." (Heisei Shimpen Gosho, pág. 326)

Além disso, ele menciona ainda sobre Tojo Kaguenobu, que foi o mentor da perseguição com o uso de bastão e espada, o seguinte: "Eu, Nichiren, devo me tornar em Buda com a favorável ajuda dele [Tojo Kaguenobu]." (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1063) Além disso, há a citação em "Sobre as Quatro Espécies de Dívidas de Gratidão (Shion Sho)", como segue: "Eu sou uma pessoa que nasceu neste país e lamento profundamente que muitas pessoas criaram carmas negativos ao longo de sua vida." (Heisei Shimpen Gosho, pág. 269). Isso mostra que Nichiren Daishonin expressa a sua tristeza vindo de sua profunda benevolência, pelos sacerdotes e leigos que, de

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várias formas, praticaram perseguições a ele, o Devoto do Sutra de Lótus de grandioso sentimento de benevolência de Buda, de salvar todas as pessoas, o seu coração, e derem apoio umas às outras, independentemente de como sejam as pessoas, certamente não ocorreriam incidentes e acidentes, trágicos e infelizes, como os do presente. Falando de forma simples, se a maioria das pessoas da sociedade tiver o sentimento de benevolência, a sociedade atual, extremamente caótica, mudará infalivelmente. Porém, os desejos não se realizam se não se converter ao Budismo de Nichiren Daishonin e recitar sinceramente o Nam-Myoho-Rengue-Kyo para o Dai-Gohonzon do Supremo Santuário do Portal Original, conforme afirmado na escritura “Carta a Niike (Niike Gosho)”: “[...] Se recitar o Nam-MyohoRengue-Kyo, e nada além dele [...]” (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1460).

É o nosso coração que define como vamos interpretar, enfrentar e superar as dificuldades com as quais deparamos no dia a dia. E ao purificar e retificar esse coração com os exercícios no caminho do Buda, a forma como reagimos com todos os acontecimentos também passará a ser correta. A repetição e o acúmulo disso um dia transformará a sociedade como um todo e será a força para combater corretamente todos os problemas de diversas esferas, como a corrupção política, a diferença de classes e as questões ambientais do planeta, que são impossíveis de serem solucionados com medidas superficiais. Vamos realizar o shakubuku para o maior número de pessoas possível e o mais rápido possível, para que venham a se converter ao Budismo de Nichiren Daishonin, para concretizar a verdadeira paz no âmbito mundial e a felicidade de todas as pessoas!

(Daibyakuho, edição nº. 952)

Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu 2 de setembro de 2018

Este mês, gostaria de realizar a leitura das palavras de um sacerdote da alta hierarquia. Jochi-in Nichijo Shonin ingressou no sacerdócio tendo como mestre o 63.º Reverendíssimo Soberano da Lei Nichiman Shonin. Tornouse noke[1] em março de 1990 e em dezembro do mesmo ano tornou-se 10.º sacerdote prior do Templo Hodenji. Faleceu no dia 15 de maio de 2011. Gostaria então de apresentar brevemente aos senhores as palavras dele: O mais temeroso para a prática da fé é deixar se levar pela letargia, pela força do hábito. A prática da fé é uma luta contra isso, contra deixar se levar pelo hábito. Mesmo uma floresta que tenha demandado cem anos para ser formada pode ser completamente reduzida a cinzas com a chama de um palito de fósforo. O ódio e a inveja (onshitsu) destroem tudo. Mesmo que não goste de alguém que ocupe uma posição de responsabilidade, deve aceitar as suas orientações com sinceridade. Quando não se gosta de alguém, não gosta. Não se pode gostar. Com relação a isso, não há problema. Caso nesta Era do Fim do Darma fale mal, mesmo que seja com uma única palavra, de algum adepto ou sacerdote que segue corretamente o Gohonzon, estará cometendo um grande erro. Ódio e inveja (onshitsu) e brigas entre seguidores conduzem ao inferno. Aqueles que abraçam o Gohonzon são todos Budas. O Budismo de Nichiren Daishonin não prega nem a autossuficiência nem a dependência alheia. Com a prática da fé da pessoa (poder da fé e poder da prática) poderá receber os benefícios (poder do Buda e poder da

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Lei). Embora haja sofrimentos decorrentes de doenças – psicológicas ou físicas, à luz do budismo, deve se contentar e não se preocupar com ela. Com a manifestação de doenças, pode-se eliminar as causas negativas das existências passadas e presente, e evitar cair no inferno. Em vez de se afligir por estar doente, o importante é identificar a causa da doença e o que deve ser feito para saná-la. Fazendo uma analogia entre a “prática ao Gohonzon” e “um recipiente”, deve-se destampar um recipiente com tampa (ouvir a Lei). Mas se esse recipiente deixe a água vazar (calúnias à Lei), não será um bom recipiente. Deve ser perfeito, sem deformidades. Além disso, a água a ser colocada no recipiente deve ser pura, senão não poderá ser ingerida (Pulsação Vital da Lei). Caso entre água suja, mesmo que seja um pouquinho, não poderá ser ingerida. É importante que, na prática da fé, manifeste sempre a determinação, renovando o seu entusiasmo. A prática não deve ser realizada apenas quando as circunstâncias estão favoráveis. É justamente nos momentos difíceis que poderá praticar a fé no seu verdadeiro sentido. Não pode ser uma prática da fé em que ora se alegre ora se entristeça com os acontecimentos à frente de seus olhos. Depois de uma tempestade, o Sol sem falta vai brilhar. Justamente nos momentos de dificuldades é que o verdadeiro benefício vai se manifestar. O budismo não existe para prover conhecimento. Ele existe para ser praticado. N º 2 2 6

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·Há pessoas que dizem: “Eu não preciso da prática da fé, já que tenho feito esforços dedicados”. Claro que é preciso fazer esforços. Mas no esforço também há os dez mundos. O que ocorreria se o esforço for do mundo de inveja? Os esforços do mundo de inveja terão somente os efeitos do mundo de inveja. ·Os seres humanos não se tornam felizes por se dedicarem. Caso não forem esforços do mundo de Buda, não é possível atingir a condição de vida de felicidade. (Extraídas da obra A chama (Tomoshibi), volume 27.)

Essas são as suas palavras. São extremamente rigorosas com relação ao ódio e a inveja (onshitsu), e as calúnias à Lei. Penso também que elas orientam claramente sobre a postura e o espírito da prática da fé. Nichiren Daishonin revela na escritura “Sobre a Pulsação Vital Suprema da Vida e da Morte (Shoji Ichidaiji Kechimyaku Sho)”: De um modo geral, diz-se que ocorre a Pulsação Vital Suprema da Vida e da Morte se os discípulos e adeptos de Nichiren, transcendendo todas as diferenças entre si e estabelecendo a relação como a de água e peixe, com corpos diversos com o mesmo propósito recitarem o NamMyoho-Rengue-Kyo. Em suma, esta é a essência do que eu, Nichiren, venho propagando. Sendo assim, mesmo a grande aspiração do kosen-rufu vai se realizar. Entretanto, se houver alguém, dentre os discípulos de Nichiren, que esteja em corpos diversos com propósito diferente, será como o guardião de um castelo causar a sua ruína. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 514)

Assim, nos adverte que quem destrói os corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, assemelha-se àquele que, do lado de dentro de um castelo, causa-lhe a ruína, e afirma que essa pessoa é caluniadora da Lei. Além disso, na escritura “Resposta ao Suserano Soya (Soya Nyudo Dono Gohenji)”, Nichiren Daishonin afirma: Por mais que creia no Sutra de Lótus, havendo a calúnia à Lei, certamente cairá no inferno. É tal como colocar uma só pata de caranguejo em mil potes de charão. “[...] perderam a essência de seus corações porque o veneno penetrou profundamente” é isso. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1040)

Nichiren Daishonin adverte rigorosamente que, ao causar desestabilidade aos “corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin”, além de desperdiçar tudo o que veio acumulando até então, estará cometendo as calúnias à Lei que o conduzirão ao Inferno. Para o shakubuku e o aprimoramento daqui em diante, corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin da organização torna-se ainda mais importante do que até agora. Vamos nos dedicar ainda mais, fazendo dessas palavras de Jochi-in Nichijo Shonin e das orientações de Nichiren Daishonin, os alicerces da nossa prática da fé. Orando sinceramente pelo sucesso e saúde de todos no decorrer deste mês, faço destas palavras os meus cumprimentos. Meus sinceros reconhecimentos pela sua participação nesta Reunião de Recitação de Daimoku em Prol do Kosen-rufu deste mês. Muito obrigado.

Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão 9 de Setembro de 2018

Neste momento em que celebramos o Oko de setembro do “Ano da Ação”, com profundo sentimento de retribuição aos Três Tesouros pelas dívidas de gratidão, realizamos a leitura da liturgia e a recitação do daimoku, juntamente com os senhores presentes. É extremamente gratificante o fato de poder contar com a presença dos senhores, apesar de seus inúmeros afazeres. É uma satisfação poder celebrar esta cerimônia para, juntos, retribuirmos pelas dívidas de gratidão. Durante a leitura da liturgia, o gokuyo dos senhores foi oferecido ao Gohonzon e transmiti a ele o puro espírito com que o realizaram. Orei também pelo vigor da prática da fé, extinção dos carmas negativos, tranquilidade nos lares, ausência de incidentes e realização dos desejos de cada um dos senhores participantes. Meus sinceros reconhecimentos pela sua presença. Esta escritura é uma obra de admoestação ao soberano, apresentada por intermédio de Yadoya Saemon Nyudo para K A I S E N

Hojo Tokiyori (Saimyoji Nyudo) que tinha em suas mãos o poder efetivo de controle do Governo, escrita em 16 de julho de 1260 (primeiro ano da Era Bun-o), quando Nichiren Daishonin estava com 39 anos de idade. A motivação para escrever essa obra foi o fato de as pessoas estarem angustiadas com os sofrimentos severos causados pela sucessão de desastres, tais como grandes tremores de terra e grave escassez de alimentos. Nessa escritura, Nichiren Daishonin revela primeiramente que as causas da ocorrência das três desgraças e sete calamidades estão nas calúnias à Lei, citando diversas frases dos sutras. E realiza o prognóstico de que, caso não cessassem as calúnias à Lei, também ocorreriam as duas calamidades – de conflitos internos e invasão por um país estrangeiro. E assim, recomenda veementemente a conversão imediata para a Verdadeira Lei, a fim de salvar as pessoas dos sofrimentos angustiantes. Essa obra é constituída por dez questionamentos e nove respostas. O trecho que lemos respeitosamente faz parte da nona

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resposta do anfitrião, em que orienta o peregrino a abandonar a fé nas leis errôneas e a se converter à Verdadeira Lei. Quanto ao título “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)”, temos a seguinte frase no Sutra de Lótus: “Abandono sinceramente o expediente para revelar unicamente o caminho supremo (shojiki sha hoben, tansetsu mujodo)”. (Kaiketsu, pág. 124)

Isto é, indica que todos os ensinos revelados pelo Buda Sakyamuni para conduzir ao Sutra de Lótus deveriam ser abandonados depois de o Sutra de Lótus ser revelado. E isso é o significado de “estabelecimento da Verdade (Rissho)”. Indica que a lógica de “prover o bem da nação, estabelecendo essa Verdadeira Lei”, traz a estabilidade para o país e que as pessoas que nele moram também poderão viver com bem-estar. “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)” segue o formato de questionamentos e respostas. Isto é, primeiramente o peregrino chega e lamenta as desgraças e os sofrimentos da sociedade, e o anfitrião responde. Os questionamentos do peregrino e as respostas do anfitrião seguem em nove etapas e, ao fim, o peregrino bane os seus pensamentos distorcidos, expõe o seu entendimento acerca do ensino correto e conclui-se a obra com a decisão e o juramento de propagar a Verdadeira Lei. Esse último trecho é lido pelo sacerdote prior anualmente, na ocasião de Oeshiki. Desde os primórdios, diz-se que a fé da Nichiren Shoshu se inicia com “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)” e encerra-se com “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)”. Todos nós desejamos morar em uma sociedade e em um país tranquilos, com uma condição de vida satisfatória. No entanto, a nossa realidade é a de estarmos sempre cercados por diversos sofrimentos e dificuldades. “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)” é uma importante escritura que revela de forma concreta as causas para esses sofrimentos se manifestarem e sobre o que é necessário fazer para tornar o país tranquilo. Na condição de discípulos de Nichiren Daishonin, é importante que tenhamos sempre uma grande decisão de dedicarmo-nos diariamente aos exercícios de aprimoramento no caminho do Buda para prover a tranquilidade para o Brasil e também para o mundo todo. Pois bem, iniciarei a leitura respeitosa da frase. A passagem que lemos respeitosamente neste mês corresponde à parte final da nona parte, do total de dez que compõem “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)”. Na passagem anterior à frase deste mês, citando como provas escritas, as frases do Capítulo Hiyu (3.º) e do Capítulo Jo Fukyo Bosatsu (21.º) do Sutra de Lótus, e dos sutras Ninno K A I S E N

e do Nirvana, Nichiren Daishonin revelou que caso seja ludibriado por ensino equivocado e saia do caminho da Verdadeira Lei, sem falta será infeliz. O teor da frase deste mês, dadas as provas escritas, é: “a maioria das pessoas estão angustiadas pelos sofrimentos decorrentes dos ensinos errôneos. Como o senhor teve a oportunidade de ter contato com o ensino correto, deve se converter imediatamente à Verdadeira Lei. Se assim o fizer, sem falta poderá alcançar a condição de vida de tranquilidade física e espiritual”. A doutrinação de Nichiren Daishonin, conforme sabem, foi uma sucessão de enfrentamento de perseguições em prol da Lei. O motivo da perseguição, naturalmente, foi por revelar a Verdadeira Lei e Verdadeira Doutrina do Nam-MyohoRengue-Kyo no mundo da Era do Fim do Darma. E por que Nichiren Daishonin continuou a revelar a Verdadeira Lei e Verdadeira Doutrina, passando por tantas dificuldades, sendo perseguido, constrangido e submetido a opressões que ameaçaram a sua vida? Nem é preciso dizer que foi para salvar as pessoas que estavam sofrendo ora com diversas desgraças naturais, ora por escassez de alimentos, ora por desordem política, e além disso, para conduzir todos os seres para a felicidade pelos mais de dez mil anos da Era do Fim do Darma. Revelou que as causas de todas as infelicidades do mundo estão nos ensinos errôneos e que, para que as pessoas sejam salvas dessas infelicidades e sofrimentos, não há outra forma a não ser a conversão ao ensino correto e que, ao estabelecer a Verdadeira Lei e a Verdadeira Doutrina, o país ficará tranquilo e as pessoas também poderão viver sossegadamente. Acredito que os senhores sintam que também no presente há realmente muitas infelicidades no mundo. Portanto, embora seja um mundo difícil, da mesma forma que Nichiren Daishonin nos mostrou, penso ser importante que primeiramente incorporemos devidamente a Verdadeira Lei e Verdadeira Doutrina e conduzamos a nossa vida com base no Nam-Myoho-Rengue-Kyo. Além disso, conduzir, mesmo que gradativamente, as pessoas de seu círculo para esta Verdadeira Lei para juntos alcançarem os benefícios da Lei Mística e estabelecerem o estado e a condição de vida de felicidade da Iluminação é praticar efetivamente o ensino de Nichiren Daishonin. Desejo que possamos nos dedicar ainda mais à fé e à prática para si e para os outros. Iniciarei, então, a leitura respeitosa da frase. Temos primeiramente: Consultando amplamente os incontáveis sutras, todos consideram graves as calúnias à Lei. Conforme citei há pouco, está claro, com base em diversas provas escritas, que os ensinos errôneos e as calúnias à Lei são realmente terríveis. Nichiren Daishonin orienta que, caso se opuser à Lei correta revelada pelo Buda, isso sem falta vai se tornar a causa para a infelicidade. Prosseguindo, temos:

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Quão lamentável todos ingressarem profundamente na masmorra da lei errônea, ao saírem do portal da Verdadeira Lei. É uma referência ao fato de o budismo largamente praticado à época ser um composto de versões do ensino de diversas pessoas classificadas como mestres comuns, que se baseavam em suas capacidades e conhecimentos pessoais, e não o budismo revelado pelo mestre que havia recebido a transmissão correta. É extremamente vasta a quantidade de sutras revelados pelo Buda Sakyamuni, com ensinos superficiais, profundos e elevados entre eles. Portanto, não indica que sendo sutra, qualquer um serve. Caso não os avalie com a classificação baseada na razão correta, além de não ter os benefícios, acabará cometendo calúnias à Lei que serão as causas para a infelicidade. E o que seria essa razão? Em primeiro lugar, o Buda Sakyamuni, ele próprio, fez uma diferenciação entre os ensinos expedientes e o ensino verdadeiro. E o Grande Mestre Tien-tai e o Grande Mestre Dengyo do Japão também definiram claramente a classificação em Hinayana e Mahayana, e também em Mahayana Transitório e Mahayana Verdadeiro, evidenciado o fato de o Sutra de Lótus ser o ensino verdadeiro e supremo. Ou seja, todos os demais sutras e doutrinas têm como objetivo conduzir todos os seres para o Sutra de Lótus. E, apesar disso, as pessoas que vieram depois deles, distanciaram-se do Sutra de Lótus, o “portal da Verdadeira Lei”, e estavam apegadas ao Hinayana e ao Mahayana Transitório – ou seja, haviam se desencaminhado da razão. Indica que, como resultado, acabaram levando a si mesmas ao inferno das leis errôneas, tornando-se infelizes de fato, pelo que Nichiren Daishonin apresenta a sua tristeza. Prosseguindo, temos: Que tolice serem arrastados pelas tramas dos ensinos maléficos, profundamente enlaçados nas redes dos ensinos caluniadores da Lei. Nesse trecho, faz a analogia das tramas e redes para representar o fato de as pessoas serem ludibriadas pelas calúnias à Lei e estarem sofrendo, perdidas do caminho correto, e lamenta que esse aspecto é realmente tolo. Prosseguindo, temos: Desencaminhados por essa névoa, mergulham nas profundezas daquela intensa labareda. Como poderiam deixar de se angustiar? Como poderiam deixar de sofrer? Ensina que, com os ensinos errôneos, a natureza de Buda que originalmente possuímos – comparada aqui à claridade do Sol e da Lua – é encoberta e oculta por algo como a névoa. O fato de a luz estar encoberta e oculta indica que as pessoas estão perdidas, e Nichiren Daishonin refere-se a isso com a expressão “desencaminhados por essa névoa”. Por conseguinte, mergulham “nas profundezas daquela intensa labareda”, isto é, sofrem, caindo no Inferno dos Incessantes K A I S E N

Sofrimentos. E, sobre essa situação trágica, Nichiren Daishonin comenta: “como poderia deixar de afligir e de sofrer pelo fato de caírem no Inferno dos Incessantes Sofrimentos – difícil de ser suportado – não somente nesta existência como também nas existências futuras?”. E, assim, adverte que devemos nos preocupar em não ficarmos apegados às calúnias à Lei e que também devemos combatê-las. Prosseguindo, temos a última passagem: O senhor deve reformular rapidamente os conceitos limitados de sua crença e devotar-se imediatamente ao Único Bem do Veículo Objetivo. Essa “crença” é algo realmente importante. Podemos afirmar que a nossa vida no dia a dia como um todo subsiste com base nessa “crença”. Até as pessoas que afirmam: “Sou ateu”, certamente possui algum tipo de convicção ou pensamento. Seja como for a pessoa, possui alguma linha de pensamento sobre a vida cotidiana e, com relação a isso, de forma abrangente, a crença é algo que todas as pessoas possuem. Por exemplo, para quem pensa: “eu considero o dinheiro a coisa mais valiosa que existe e penso que o mais importante é juntar dinheiro”, essa é a sua “crença”. Portanto, na nossa vida, é importante saber discernir quais são as crenças corretas e quais são as errôneas.

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Nessa passagem temos: “conceitos limitados de sua crença”. Com isso, Nichiren Daishonin incentiva rigorosamente que essa fé pequena, parcial e limitada seja reformulada para que se torne uma fé grandiosa e ampla, ou seja, para que a pessoa venha a se devotar à fé correta. E “Veículo Objetivo” é um termo budista, similar à Hinayana (Pequeno Veículo) e à Mahayana (Grande Veículo), que faz uma analogia ao meio de transporte. Refere-se ao veículo que leva as pessoas para um lugar feliz, ou seja, indica o ensino. Assim, o ensino verdadeiro é chamado de “Veículo Objetivo”. Em contrapartida a esse Veículo Objetivo, temos os ensinos expedientes, que são transitórios e momentâneos. No Sutra Muryogi, o próprio Buda Sakyamuni revelou: Por ter me valido da visão de Buda, soube que as pessoas são diferentes, seja na sua natureza, seja no seu desejo. Assim, revelei diversas leis de acordo com essas naturezas e desejos. Fiz uso de expedientes. (Kaiketsu, pág. 23)

Assim, podemos compreender que os ensinos pré-Sutra de Lótus são expedientes. Conforme mencionei no início, no Sutra de Lótus consta que a sinceridade é importante para conduzir corretamente os seres. Por essa razão, o Buda Sakyamuni abandonou com sinceridade os expedientes para revelar o Sutra de Lótus, o ensino verdadeiro. Portanto, nós, que estamos na condição de receber o ensino, não devemos ficar perdidos nos diversos ensinamentos errôneos ou apegados a pensamentos pequenos, limitados e parciais. Seguir e acreditar “com sinceridade” no Sutra de Lótus – “o Único Bem do Veículo Objetivo”, é o caminho para a verdadeira felicidade. Mais do que isso, a verdadeira entidade desse verdadeiro ensino do Sutra de Lótus é o Nam-Myoho-Rengue-Kyo, e as Três Grandes Leis Secretas – Objeto de Devoção do Portal Original; Supremo Santuário do Portal Original; e Daimoku do Portal Original. São o “Único Bem do Veículo Objetivo” da Era do Fim do Darma e que conduzem todos os seres, realmente de forma correta. Comentei, assim, sobre a frase sagrada deste mês, mas o trecho que gostaria que os senhores gravassem, em especial, é o do início: Quão lamentável todos ingressarem profundamente na masmorra da lei errônea, ao saírem do portal da Verdadeira Lei. Nós vivemos na Era do Fim do Darma e todos os dias são uma sucessão de angústias e dificuldades. Nessa conjuntura, há quem tenha recebido o shakubuku e, então, o gojukai; outras, que nasceram numa família que já seguia a fé da Nichiren Shoshu e puderam receber o gojukai logo depois do nascimento. Há pessoas que já têm o Gohonzon consagrado em suas casas e podem se dedicar ao gongyo e à recitação de daimoku. Entretanto, o gojukai e a consagração do Gohonzon não são o objetivo da nossa prática. O objetivo da K A I S E N

nossa prática é a Iluminação na Forma Presente com os exercícios de aprimoramento para si e para os outros. O propósito dos exercícios de aprimoramento no caminho do Buda é que tipo de causas vamos gerar depois de termos recebido o gojukai. Nichiren Daishonin revela que a nossa vida está sujeita à lei de simultaneidade de causa e efeito. Ou seja, mesmo que tenhamos recebido o gojukai, caso não gerarmos as causas para a Iluminação, não conseguiremos atingi-la naturalmente. Apesar de ter realizado diariamente o gongyo e a recitação de daimoku nos últimos cinquenta anos, se interrompê-los a partir de hoje, certamente deixará de manifestar o estado de Buda e acabará caindo na condição de vida de sofrimento. Portanto, para que possamos viver todos os dias com a condição de vida do Buda, é preciso gerar diariamente as causas para isso, e o meio para isso são os exercícios de aprimoramento da prática para si e para os outros. Nichiren Daishonin afirma na escritura “Resposta ao Suserano Shijo Kingo (Shijo Kingo Dono Gohenji)”: A frase do Sutra de Lótus que revela: “difícil de crer e difícil de compreender”, refere-se a isso. Muitas são as pessoas que ouvem e abraçam este Sutra. Raras são as pessoas que “o mantêm no fundo do coração sem esquecê-lo”, mesmo que as grandes dificuldades surjam à medida em que o ouvem e o abraçam de fato. Aceitá-lo é fácil, porém mantê-lo é difícil. A Iluminação está justamente em mantêlo. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 775)

A Iluminação está em mater. Ao manter esta Lei de Nichiren Daishonin por toda a vida, poderá gerar as causas para a sua própria felicidade, acumular boa sorte e virtudes, e mudar para melhor o rumo do ambiente em que vive, tal como o país e a sociedade. Tanto a felicidade como a infelicidade são, enfim, resultantes da vida da própria pessoa. Por ilusão ou por outros fatores, não conseguir perceber esse ponto e acreditar que as causas da infelicidade está nas outras pessoas ou no ambiente é o que acomete a maioria das pessoas. Essa é a situação desta Era do Fim do Darma. Não podemos supor que seja justamente por isso que Nichiren Daishonin declare: “O senhor deve reformular rapidamente os conceitos limitados de sua crença e devotar-se imediatamente ao Único Bem do Veículo Objetivo”? Nós acreditamos na Lei revelada por Nichiren Daishonin, ou seja, no princípio de que todos os resultados e acontecimentos sem falta possuem as causas e que são as nossas próprias vidas que geram essas causas. E acreditamos que das boas causas resultam bons efeitos e que das más causas resultam maus efeitos. Portanto, sabemos que causar sofrimento ou insultar outras pessoas levam à nossa própria infelicidade. Acreditamos nesta Lei do Veículo Único e estamos nos dedicando ao exercício de shakubuku para aumentar o número de pessoas que venham a praticá-la efetivamente. O Reverendíssimo Soberano da Lei nos orienta:

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Quanto ao shakubuku, se a pessoa não for persuadida, não vai se converter. E o que levará a pessoa a ser persuadida é o caráter, o sentimento de benevolência e a prática da fé de quem a realiza. Portanto, ao recitar o daimoku, naturalmente o caráter e a prática da fé serão aprimorados e será possível praticar o shakubuku com o sentimento de benevolência. (Dainichiren, edição n.º 810, pág. 76)

O que almejamos é a condição de vida de Buda. A condição de vida de Buda é o caráter e a benevolência supremos. O Reverendíssimo Soberano da Lei nos orienta que é importante praticar o shakubuku com essa condição de vida. Mesmo que com a boca diga que esta prática da fé é

maravilhosa, certamente ninguém lhe ouvirá, caso o comportamento não seja condizente. Quanto aos senhores, oro sinceramente para que sempre procurem pensar em elevar a sua condição de vida e se dediquem à prática diária para si e para os outros. Orando pelo sucesso e saúde cada vez mais vigorosos dos senhores, gostaria de fazer destas palavras a minha preleção de hoje. Meus sinceros reconhecimentos pela presença dos senhores nesta Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão. Muito obrigado.

Recitação Especial de Oko Orientação do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin 13 de setembro de 2018

Nichiren Daishonin ensina o seguinte na escritura “Sobre as Causas e Efeitos dos Dez Mundos (Jippokai Myo Inga Sho): É fácil para as pessoas da sociedade saberem que vão cair no caminho da fome pela pena de avareza, roubo e outras. Se não forem sábios, desconhecerão o fato de que todas as pessoas do bem, sem avareza e outros, cairão no caminho da fome por causa das calúnias à Lei ou por passarem a crer naturalmente nessas doutrinas ao aproximarem-se de pessoas caluniadoras da Lei. Isso é algo para se temer. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 208)

Não importa quão boa uma pessoa possa ser. Caso se torne próxima de quem comete calúnias à Lei, e deixe de praticar o shakubuku e nada faça, sem perceber, poderá ser influenciada e acabar cometendo o crime de conivência. Para evitar isso, Nichiren Daishonin está afirmando que é fundamental revelar, impondo o Sutra de Lótus. Isso porque aqueles que nele acreditarem alcançarão a Iluminação, e até mesmo aqueles que o caluniarem também atingirão o estado de Buda através da relação de tambor envenenado. E a pessoa que revelar o Sutra de Lótus deixará de cometer o crime de conivência e poderá trilhar o caminho direto para a Iluminação. O “Sutra de Lótus” dessa passagem refere-se ao NamMyoho-Rengue-Kyo, o âmago do Sutra de Lótus, oculto nas profundezas do Capítulo Juryo do Portal Original. Assim, Nichiren Daishonin ensina o seguinte na escritura: “Sobre o Objeto de Devoção da Introspecção (Kanjin no Honzon Sho)”: A essência dessas frases indica que os cinco ideogramas do

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Myoho-Rengue-Kyo estão perfeitamente dotados das duas leis do Buda Sakyamuni – as causas pelas ações e os benefícios pelos efeitos. Se recebermos e mantivermos esses cinco ideogramas, esses benefícios pela causa e pelo efeito nos serão naturalmente concedidos. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 653)

Nichiren Daishonin afirma ainda o seguinte na escritura: “Diálogo entre um Sábio e um Ignorante (Shogu Mondo Sho)”: Recitando tão somente o Nam-Myoho-Rengue-Kyo, não há pena que não possa ser extinta e boa fortuna que não venha a se manifestar. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 408)

Hoje, a Nichiren Shoshu está se dedicando dia e noite ao shakubuku com a união harmoniosa entre clérigos e os adeptos, baseado no espírito de corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, enquanto buscamos atingir nosso objetivo de estabelecer a estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até o ano de 2021. Para nós agora, o mais importante é estarmos convencidos dos vastos e ilimitados benefícios do DaiGohonzon e gravarmos em nossos corações, as passagens das escrituras que acabamos de ler. Então, como discípulos e adeptos do Buda Original Nichiren Daishonin, devemos buscar nossa grande aspiração de salvar todos os seres, exatamente seguindo a vontade de Nichiren Daishonin. Com uma resolução incansável, devemos nos unir com corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, e realizar o shakubuku baseado no princípio de "dedicar a própria vida em prol da propagação da Lei".

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Sobre o alimento Reverendo Myoyo Kondoh Matéria de Estudo para o Núcleo de Setembro

Vamos analisar sobre o fato de que todos, sem exceção, consomem alimentos e bebidas para viver. É uma ação que não temos como evitar. Penso que talvez estejam se alimentando despreocupadamente no dia a dia, mas gostaria que refletissem sobre as refeições à luz do budismo e também com base na conjuntura à época de Nichiren Daishonin. Na escritura “Sobre uma Saca de Arroz Branco (Hakumai Ippyo Gosho)”, Nichiren Daishonin afirma: Há dois tipos de tesouro para as pessoas. Um deles é a vestimenta, e o outro, o alimento. Consta no sutra: “Os que possuem emoção se mantêm com o alimento”. O cerne da frase é: os que têm vida conseguem habitar no mundo graças à vestimenta e ao alimento. Os peixes habitam nas águas, fazem da água o seu lar. As árvores nascem na terra, têm a terra como o seu tesouro. As pessoas mantêm a vida com os alimentos, têm os alimentos como o seu tesouro. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1544)

Afirma, assim, que a vestimenta e o alimento são tesouros e são imprescindíveis para nós podermos viver. O tema dessa matéria é o alimento, mas como na escritura a vestimenta também foi citada, explicarei o porquê dela também ser necessária. As roupas, além de protegerem o nosso corpo, também têm a função de nos preservar de constrangimentos. Ou seja, a vestimenta nos protege física e espiritualmente. Nem é preciso dizer que o alimento é importante. Pode-se pensar que “o dinheiro seja o tesouro”, já que, no presente, tendo-se dinheiro, é possível adquirir tanto o alimento como a vestimenta. Porém, na escritura “Resposta ao Suserano Toki (Toki Dono Gohenji)”, de 17 de maio de 1274, (11.º ano da Era Bun-ei) consta: Não há como descrever essa escassez de alimentos. Não se vende sequer um go(*) de arroz. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 730)

(*) go = unidade de medida que equivale a 180 ml Essa passagem descreve a situação em que não era possível comprar um go de arroz. E não era por falta de dinheiro. Não se podia comprar por causa da escassez de alimentos. Há alguns meses, no Brasil, houve o problema de desabastecimento de combustíveis, e não era possível comprar mesmo que se quisesse, não é verdade? Por essa razão, a vestimenta e o alimento são tesouros mais valiosos do que o dinheiro.

“Sobre uma Saca de Arroz Branco (Hakumai Ippyo Gosho)”, mas Nichiren Daishonin nos ensina por meio dela que “a duração da vida de nós, seres humanos, pode ser prolongada por causa do alimento e da vestimenta”, citando a relação da vida com a vestimenta e o alimento, e que essa frase “nos revela sobre a importância da vestimenta e do alimento”. Além disso, afirma que os peixes morrem sem a água, e que as árvores perecem sem a terra, e que, no nosso caso, o alimento é que cumpre a função de prolongar as nossas vidas e que, por isso, ele é o tesouro: A vida é o tesouro supremo de todos os tesouros. Revelouse que “não há nada comparável à vida, mesmo que [se considere] tudo que existe nos três mil mundos”. De todos os tesouros que existem nos três mil grandes mundos, nada supera a vida. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1544)

Vim lhes relatando que é tesouro o “alimento” que mantém a nossa vida, mas, nessa outra passagem, Nichiren Daishonin menciona que o maior tesouro dentre todos os tesouros é a “vida”. Essas palavras nos dizem que a vida não pode sequer ser comparada com outros tesouros; que ela é única e ímpar, sem equivalentes; é o tesouro absolutamente supremo. Nichiren Daishonin nos ensina sobre isso, citando a frase do sutra. Falei sobre o alimento, e é uma felicidade podermos nos alimentar sempre. A pessoa que realiza o oferecimento não está oferendando simplesmente um alimento – está oferecendo a vida. Com relação ao daimoku sansho (recitação de três vezes o daimoku) no início e no fim das refeições, isso é realizado com o propósito de agradecer por recebermos a vida, já que as carnes e os vegetais que consumimos são todos seres vivos e nós conseguimos manter a nossa vida nos alimentando de outras vidas. A vida que viemos prezando até agora e as vidas que consumimos como alimentos vêm e vieram sendo mantidas por outras vidas. Desejo que dediquem a sua preciosa vida visitando o templo, realizando o gongyo, a recitação de daimoku e o shakubuku em prol da felicidade de muitas outras pessoas.

Podemos afirmar que quando reverenciamos as escrituras, é importante conhecermos um pouco a respeito das diferenças de conjuntura econômica e também de logística à época de Nichiren Daishonin e no presente. Não se sabe ao certo a fonte da frase citada na escritura K A I S E N

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Recitação Especial de Oko Orientação do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin 13 de outubro de 2018

Na escritura “A Doutrina de Três Mil Num Instante (Ichinen Sanzen Homon)”, Nichiren Daishonin afirma: Ao recitar o Myoho-Rengue-Kyo, a natureza de Tathagata contida no coração manifestar-se-á. Entrando em contato com o ouvido, ele eliminará as causas negativas acumuladas há incontáveis asamkhya de kalpas. Quando manifestar a satisfação, mesmo que por um instante, atingirá a Iluminação na Forma Presente. Mesmo que não acredite, será a semente, que maturada, sem falta lhe levará a atingir a Iluminação. Conforme Grande Mestre Miao-lo: “Poderá ora abraçar, ora abandonar, mas com o ouvido estabeleceu-se a relação. A relação poderá ser ora de concordância, ora de oposição, mas por fim, libertar-seá [das ilusões]”. [...] Este mundo saha é a terra onde se alcança o caminho pelo sentido da audição. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 109)

“Alcançar o caminho pelo sentido da audição” refere-se à atingir a Iluminação pela relação de ouvir o budismo. Isso também ocorre com o shakubuku que realizamos. Embora a pessoa rejeite o que falamos, recuse a ouvir ou se oponha, o fato de ter tido o contato com a Lei Mística será a causa para que um dia possa ser conduzida para a Iluminação. Sendo assim, com relação às pessoas das calúnias à Lei, é importante que sempre pensemos na semeadura para estabelecer a relação com o Buda, praticando o shakubuku. Portanto, nessa mesma escritura “A Doutrina de Três Mil Num Instante (Ichinen Sanzen Homon)”, Nichiren Daishonin afirma: Este sutra faz do “ouvir” o principal. Este sutra não faz distinção, seja malfeitor, seja mulher, seja dos dois veículos, seja icchantika. Portanto, é denominado como “caminho da Iluminação para todos” ou como “grande sabedoria imparcial”. Ouvindo: “não dualidade do bem e do mal”, “errôneo e correto formam um único fator”, prontamente atingirá a Iluminação pela percepção intrínseca. Por essa

razão, é denominada de Iluminação na Forma Presente, e por poder ser atingida em vida, também é denominada de percepção mística em vida”. Embora a pessoa desconheça esse significado, ao recitar o Myoho-Rengue-Kyo, o Buda [Sakyamuni] e [todos os demais] Budas alegrar-se-ão. Conforme consta: “Eu ficarei imediatamente satisfeito. O mesmo ocorrerá também com todos os demais Budas”. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 110)

No Sutra do Nirvana está revelado: “todos os seres possuem a natureza de Buda”. Ensina que todos os seres estão dotados da natureza de Buda e que, ao ouvir a Verdadeira Lei, despertar a determinação e realizar os exercícios de aprimoramento, poderão atingir a Iluminação. Os seres da Era do Fim do Darma que ainda não possuem o Bem, em especial, poderão estabelecer a relação com o Buda ao ouvir o Nam-Myoho-Rengue-Kyo das Três Grandes Leis Secretas, e fazer disso a causa para atingir a Iluminação. Assim, é fundamental que para as pessoas caluniadoras da Lei, revelemos imponto a Lei Mística, para realizar a semeadura e o shakubuku, conforme Nichiren Daishonin afirma: Seja como for, deve ensinar e fazer ouvir o Sutra de Lótus, com veemência. As pessoas que acreditarem se tornarão Budas. Aquelas que caluniarem se tornarão Budas pela relação do tambor envenenado. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1316)

Ou seja, no presente, na Era do Fim do Darma, temos as calúnias à Lei em profusão e, por essa razão, muitas pessoas, sem perceberem, estão sob a influência das más relações e não conseguem escapar da condição de vida de infelicidade resultante dos malefícios resultantes das doutrinas e religiões errôneas. Para salvarmos essas pessoas, o único e o melhor meio é o shakubuku – de refutar o errôneo e revelar o Verdadeiro, em vez de shoju das eras da Vigência e da Formalidade do Darma. Shakubuku é o supremo exercício de benevolência de salvar todos os seres na Era do Fim do Darma. Especialmente quando observamos o aspecto tumultuado – interno e externo dos últimos dias, entendendo que a causa está integralmente nos malefícios resultantes das calúnias à Lei das doutrinas e religiões errôneas, penso que devemos dedicar toda a força de que dispomos agora e praticar resoluta e efetivamente o shakubuku de refutar o errôneo e revelar o Verdadeiro, visando a felicidade pessoal e também de todas as pessoas do mundo, bem como a Iluminação de si próprio, almejando a concretização da propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu, da Causa Mística Original do Buda, em todo o mundo.

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Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão 14 de outubro de 2018

Neste momento em que celebramos o Oko de outubro do “Ano da Ação”, com profundo sentimento de retribuição aos Três Tesouros pelas dívidas de gratidão, realizamos a leitura da liturgia e a recitação do daimoku, juntamente com os senhores presentes. É extremamente gratificante o fato de poder contar com a presença dos senhores, apesar de seus inúmeros afazeres. É uma satisfação poder celebrar esta cerimônia para, juntos, retribuirmos pelas dívidas de gratidão. Durante a leitura da liturgia, o gokuyo dos senhores foi oferecido ao Gohonzon e transmiti a ele o puro espírito com que o realizaram. Orei também pelo vigor da prática da fé, extinção dos carmas negativos, tranquilidade nos lares, ausência de incidentes e realização dos desejos de cada um dos senhores participantes. Meus sinceros reconhecimentos pela sua presença. Essa obra foi escrita em fevereiro de 1272 (9.º ano da Era Bun-ei), quando Nichiren Daishonin estava com 51 anos de idade, no Sammaido de Tsukawara, em Sado. A princípio, foi uma escritura endereçada para Shijo Kingo, mas foi dedicada a todos os seguidores desta escola. O título foi estabelecido por Nichiren Daishonin. E “abertura dos olhos” significa abrir a cegueira de todos os seres que desconhecem o budismo. Essa escritura é a “obra que revela o Objeto de Devoção na Forma de Pessoa” e a escritura “Sobre o Objeto de Devoção da Introspecção (Kanjin no Honzon Sho)” é a “obra que revela o Objeto de Devoção na Forma da Lei”, ambas consideradas entre as cinco escrituras mais importantes. O conteúdo de “A abertura dos olhos” é dividido em primeira e segunda partes. A primeira parte analisa a superioridade ou a inferioridade, a superficialidade ou a profundidade de todos as obras do caminho exterior e de todos os sutras do Buda Sakyamuni, com base na “comparação sucessiva em cinco estágios – goju sotai”. Na segunda parte revela que Nichiren Daishonin é o Buda que possui as três virtudes – de soberano, de mestre e de pais. A frase que lemos faz parte do trecho final da segunda parte e, citando as duas formas de propagação do ensino – shoju e shakubuku, Nichiren Daishonin ensina que, na Era do Fim do Darma, em que há muitas pessoas de sabedoria distorcida, caluniadoras da Lei, deve propagar a Lei com o shakubuku, refutando o errôneo e revelando o Verdadeiro. Iniciarei, então, a leitura respeitosa da frase. Temos primeiramente: Os preceitos denominados shoju e shakubuku são como água e fogo. Shoju é uma forma de doutrinação em que, embora a pessoa tenha ideias equivocadas, age-se com tolerância para que gradativamente ela consiga se converter à Verdadeira Lei. Shakubuku é a forma de doutrinação em que

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se refuta imediatamente o equívoco da pessoa para convertê-la à Verdadeira Lei. Para as pessoas da época do Buda Sakyamuni e as das eras da Vigência e da Formalidade do Darma, que já tinham a semente de Buda em suas vidas, era aplicado o método de doutrinação de fazer com que elas percebessem essa semente para conduzi-las à Iluminação com a prática de shoju. Porém os seres da Era do Fim do Darma ainda não possuem a semente de Buda, sendo necessária a semeadura, ou seja, o exercício de shakubuku. Nichiren Daishonin revela na “Carta de Sado (Sado Gosho)”: No budismo, shoju e shakubuku dependem da época. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 578)

Assim, ensina que a forma de conduzir os seres depende da época. Prosseguindo, temos a seguinte passagem: O fogo rejeita a água e a água repudia o fogo. Aqueles do shoju zombam do shakubuku e os do shakubuku lamentam o shoju. O fogo e a água foram citados como elementos incompatíveis. Ou seja, expõe que as pessoas que, na Era do Fim do Darma, estão apegadas ao shoju, menosprezam as que praticam o exercício de shakubuku, e que as pessoas que praticam o exercício de shakubuku lamentam e se entristecem por aquelas que estão apegadas ao shoju. Por que as pessoas que praticam o shakubuku se entristecem? Por que sabem que na Era do Fim do Darma, com o shoju, as pessoas não poderão acumular virtudes e este não as levará à Iluminação. O ensino de Nichiren Daishonin é o ensino de benevolência, voltado para as pessoas que desconhecem os exercícios de aprimoramento no caminho do Buda corretos com o sentimento de benevolência. Assim, podemos afirmar que lamentar-se e entristecer-se representa a natureza benevolente de desejar ensinar os exercícios de aprimoramento no caminho do Buda corretos para as pessoas. É importante que nós, discípulos de Nichiren Daishonin, sempre conduzamos as ações com base na benevolência, seja qual for a situação ou o meio em que estivermos. Prosseguindo, temos a seguinte passagem: Quando o país estiver repleto de pessoas que não possuem sabedoria, de pessoas maléficas, prioriza-se o shoju, conforme consta no Capítulo Anrakugyo. Nichiren Daishonin afirma que no país em que o budismo ainda não foi propagado, conforme consta do Capítulo Anrakugyo, décimo quarto do Sutra de Lótus, shoju é a forma adequada de doutrinação. No Capítulo Anrakugyo estão reveladas as quatro formas de realizar os exercícios de aprimoramento no caminho do Buda após o falecimento do Buda Sakyamuni, para não vir a sofrer perseguições. Citando de forma resumida: 1.Prática tranquila com o corpo – procurar sempre manter o N º 2 2 6

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asseio tanto do lugar onde mora e se senta, como de si mesmo e tentar não ceder às mais diversas tentações. E, com relação às pessoas que estiverem em busca do budismo, ensinar de forma acolhedora e gentil. 2. Prática tranquila com a boca – manter esse Sutra de Lótus, sem menosprezar, insultar ou procurar defeitos nos companheiros que realizam os exercícios de aprimoramento no caminho do Buda. E revelar a Lei com a boca, igualmente a todos os seres, manifestando um grandioso sentimento de benevolência. 3. Prática tranquila com a intenção – não ter sentimentos de ira ou de inveja, não ter arrogância e não bajular. Realizar os exercícios de aprimoramento sem desencaminhar o coração das pessoas, sem mentir, mantendo sempre um coração sincero. 4. Prática tranquila com juramento – manifestar o grandioso sentimento de benevolência e estabelecer o juramento de salvar todos os seres. Entretanto, Nichiren Daishonin afirma na escritura “Sobre a Prática conforme os Ensinos (Nyosetsu Shugyo Sho)”: Exercitar os quatro tipos de prática tranquila de shoju nesta Era do Fim do Darma é semelhante a esperar pela colheita semeando no inverno, quando é improvável que a semente se desenvolva. (Interpretação, Heisei Shimpen Gosho, pág. 673)

E, assim, afirma que a forma de doutrinação do shoju é inadequada no presente, nesta Era do Fim do Darma. Na passagem seguinte, está revelada sobre a forma de doutrinação apropriada na Era do Fim do Darma: Quando forem muitas as pessoas de sabedoria distorcida, caluniadoras da Lei, prioriza-se o shakubuku, conforme consta no Capítulo Jo Fukyo. Ou seja, conforme está revelado no Capítulo Jo Fukyo Bosatsu, vigésimo do Sutra de Lótus, na Era do Fim do Darma em que há muitas pessoas de sabedoria distorcida, caluniadoras da Lei, o exercício de shakubuku é importante. E o espírito de shakubuku está no comportamento do Bodhisattva Fukyo. Nesse Capítulo Jo Fukyo Bosatsu, vigésimo do Sutra de Lótus, consta a história antiga sobre o Bodhisattva Fukyo. No passado, o Bodhisattva Fukyo reverenciava todas as pessoas com quem se encontrava, recitando: Eu o respeito profundamente. Não o desprezo, nem um pouco sequer. Por que razão? Porque, ao praticar o caminho de bodhisattva, todos, sem falta, poderão se tornar Budas.

alcançou a condição de vida de Buda. As pessoas que o haviam perseguido, passaram a acreditar nele e a devotarse a ele, depois de constatarem que ele havia obtido poderes místicos. Mas foi enorme a causa de terem perseguido o Bodhisattva Fukyo, um devoto do Sutra de Lótus. E assim, caíram e permaneceram durante um longo período no inferno. Posteriormente, depois de terem eliminado todas as causas, puderam se encontrar novamente com o Bodhisattva Fukyo e, ouvindo o Sutra de Lótus, todos puderam atingir a Iluminação. É importante mantermos a convicção de que, realizando o shakubuku com esse espírito do Bodhisattva Fukyo, a pessoa a quem realizarmos o shakubuku sem falta poderá atingir a Iluminação, mesmo que ela não receba o gojukai. Com isso, podemos ter a grande satisfação de que: “Pude salvar a vida de uma pessoa, ao fazer com que ela ouvisse agora o Nam-MyohoRengue-Kyo”. Além disso, Nichikan Shonin nos orienta que o exercício de shakubuku é necessário na Era do Fim do Darma, com base nas cinco perspectivas: ensino, capacidade, época, país e sequência da propagação da doutrina. Quanto ao ensino, o Sutra de Lótus originalmente é o ensino ajustado à intenção do Buda, que refuta o ensino expediente dos sutras pré-Sutra de Lótus. Portanto o Sutra de Lótus em si é o ensino do shakubuku. Portanto, nós que recitamos o Nam-Myoho-Rengue-Kyo, oculto nas profundezas das escrituras do Capítulo Juryo, precisamos realizar o exercício de shakubuku. Quanto à capacidade, os seres da Era do Fim do Darma ainda não possuem a semente de Buda. Mas, ao receberem o gojukai, passam a ser dotados da semente da Iluminação. Assim, para fazer com que recebam o gojukai, precisamos realizar o exercício de shakubuku. Quanto à época, indica que devemos levar em consideração a época presente, da Era do Fim do Darma. Nichiren Daishonin afirma na escritura “Sobre os Fundamentos do Sutra de Lótus (Hokke Shuyo Sho)”: Na Era do Fim do Darma, Mahayana, Hinayana, Ensino Expediente do Mahayana, Ensino Objetivo do Mahayana e outros existem tão somente na forma de ensinamentos. Embora realize efetivamente os seus exercícios de aprimoramento, não é possível atingir a Iluminação. As pessoas do mundo todo estão cometendo calúnias à Lei. As pessoas de relação de oposição (que não se convertem mesmo que receba o shakubuku) somente poderão atingir a Iluminação com os cinco ideogramas do Myoho-RengueKyo.

(Kaiketsu, pág. 500)

(Interpretação, Heisei Shimpen Gosho, pág. 736)

Entretanto, as pessoas da época manifestaram o sentimento de raiva em relação ao Bodhisattva Fukyo e o perseguiram, injuriando, insultando, além de atingi-lo com bengalas e bastões, de atirar-lhe telhas e pedras. Mas o Bodhisattva Fukyo suportou todas as perseguições e manteve o exercício de reverência. Com o seu benefício conseguiu obter grandiosos poderes místicos e, por fim,

Assim, revela que, na Era do Fim do Darma, não é possível atingir a Iluminação com os sutras revelados pelo Buda Sakyamuni e esclarece que é a época para ensinar e transmitir o Nam-Myoho-Rengue-Kyo. Quanto ao país, indica que é preciso definir se se aplica o shoju ou o shakubuku, dependendo do fato de o budismo estar disseminado ou não no país.

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Quanto à sequência da propagação da doutrina, no budismo há uma sequência para que seja ensinado. O Buda Sakyamuni começou a revelar a partir do Sutra Kegon, que foi seguido de Agon, Hodo, Hannya, Sutra de Lótus e Nirvana. Também no presente, na Era do Fim do Darma, há a necessidade de refutar o ensino do Portal Transitório dos sutras pré-Sutra de Lótus, propagar o Nam-Myoho-RengueKyo e realizar o shakubuku. Nichinyo Shonin nos orienta: Enfrentar diversas dificuldades por realizar o shakubuku leva à eliminação das causas negativas acumuladas desde as existências passadas. Esse é o aspecto do shakubuku do Bodhisattva Fukyo, revelado no Capítulo Fukyo do Sutra de Lótus. O pior é deixar de realizar o shakubuku por temer as dificuldades: “Terei consequências terríveis caso falar algo assim para aquela pessoa”. A coragem emana ao recitar firmemente o daimoku. Por essa razão, também é importante recitar o daimoku com perseverança. Além disso, naturalmente é necessário realizar o gongyo da manhã e da noite com afinco. Desse modo, a coragem emanará sem falta. Nichiren Daishonin orienta na escritura “A Transmissão da Exegese Oral do Sutra de Lótus (Ongi Kuden)”: “Quanto aos exercícios de aprimoramento para os da estirpe de Nichiren no presente, na Era do Fim do Darma, deve-se perceber quão reconfortante é o fato de as dificuldades se manifestarem ao exercitar o Myoho-Rengue-Kyo” (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1762). Nesse contexto, para as lutas que surgirão adiante, desejo que cada pessoa se dedique ao shakubuku, independentemente se é idoso, jovem, homem ou mulher. (Coletâneas de Frases sobre o Shakubuku, pág. 160)

Caso deixemos de realizar o exercício de shakubuku nesta existência em que tivemos a oportunidade de nos encontrar com este Dai-Gohonzon, quando vamos realizá-lo? Nichiren Daishonin orienta na escritura “Resposta à Monja Myoho (Myoho Ama Goze Gohenji)”: Pois bem, relembrando, eu, Nichiren, venho estudando o budismo desde a infância, desejando [compreender] a efêmera duração da vida de uma pessoa. O ar expirado não espera pelo ar a ser inspirado. “Um orvalho diante do vento” não é uma suposição. É algo universal e que não se sabe precisar, seja para os sábios, seja para os tolos, seja para os idosos, seja para os jovens. Assim sendo, penso que deveria aprender primeiramente a respeito da hora da morte para depois aprender sobre os demais assuntos. Analisando e reunindo as obras de interpretação dos mestres explanadores e mestres comuns sobre o ensino sagrado de toda a vida [do Buda Sakyamuni] e tomandoas como espelho claro, não houve nenhuma dúvida quando as coloquei para refletir o momento da morte e o pósmorte de todas as pessoas.

afirmando que a duração de tempo nesta existência é tão fugaz como à de uma gota de água antes do sopro de uma ventania. O momento importante é o agora. A questão é se agora, neste momento, estamos gerando as causas para a felicidade. Nichinyo Shonin também orienta: Nichiren Daishonin, em diversas escrituras, adverte que caso haja quem não refute, quem não realize o shakubuku, apesar de ver o inimigo do Sutra de Lótus, é uma pessoa que: “não possui benevolência e tem falsa empatia” conforme consta no Sutra de Lótus, e que é um “inimigo dentro do budismo”. O fato de Nichiren Daishonin se referir de forma tão rigorosa a esse ponto às pessoas que não realizam o shakubuku, em paradoxo, não é senão a demonstração de quão grandioso é o benefício daqueles que praticam o shakubuku. [...] O mais importante agora não é compreender racionalmente quão grandioso é o benefício do shakubuku – o que não tem valia. O fundamental é avançar mais um passo adiante e, em vez de teoria, experimentar os benefícios de praticar efetivamente o shakubuku. (Dainichiren, edição de maio de 2018)

Ou seja, realizar efetivamente o shakubuku ou não influencia a geração das causas para a felicidade ou então das causas para a infelicidade. Na Era do Fim do Darma, manifestam-se diversos sofrimentos decorrentes da falta de sabedoria, do país maléfico, da sabedoria distorcida e das calúnias à Lei, mas seguindo o Budismo de Nichiren Daishonin, sem falta é possível enfrentá-los e superá-los. Por que está praticando a fé? É realmente importante rever esse ponto de partida para cortar as causas de todos os sofrimentos e infelicidades e ser feliz. O budismo ensina que, nas profundezas de nossas vidas, está contida a natureza suprema, que é a de Buda. E revela a forma como manifestar efetivamente essa natureza suprema que está contida em nós. E essa forma é justamente os exercícios de aprimoramento para si e para os outros.

(Heisei Shimpen Gosho, pág. 1482)

Nós não sabemos quando vamos concluir a nossa missão nesta existência. Nichiren Daishonin faz uma analogia,

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Quando passarmos a viver fazendo desse estado de Buda a força motriz da nossa vida real, com a manifestação da vigorosa força vital e sabedoria do mundo de Buda, poderemos solucionar de frente todos os problemas que tivermos de enfrentar. Isso é o que almejamos, o objetivo da prática da fé, que se constituirá na felicidade absoluta e inabalável que nos permitirá desbravar tranquilamente a vida real em constante transformação. Na próxima semana será celebrado o Oeshiki. Comparecer ao Templo Shoboji para juntos celebrarmos o aspecto de “falecimento, não falecimento” de Nichiren Daishonin também é prática efetiva. Este é o “Ano da Ação”. Ação é prática efetiva. A própria pessoa deve agir e gerar as boas

causas – essa é a prática efetiva da Nichiren Shoshu. Oro sinceramente para que continuem a se dedicar aos exercícios de aprimoramento para si e para os outros, especialmente ao de shakubuku, para que todos os senhores, sem exceção, possam alcançar a felicidade absoluta ensinada por Nichiren Daishonin. Orando pelo sucesso e saúde cada vez mais vigorosos dos senhores, gostaria de fazer destas palavras a minha preleção de hoje. Meus sinceros reconhecimentos pela presença dos senhores nesta Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão. Muito obrigado.

Não dualidade do ser e do ambiente Reverendo Gyoten Shirai Matéria de Estudo para o Núcleo de Outubro

História de um viajante Havia uma vila... Um viajante chegou a essa vila. Um idoso estava sentado na entrada dessa vila. O viajante perguntou a ele: “Senhor, como é essa vila?”. O idoso perguntou: “Como era a vila por onde esteve antes?”. O viajante respondeu: “Então... A vila onde estive antes não era grande coisa, só havia pessoas desagradáveis”. O idoso respondeu: “Ah, é? Essa vila é igual à vila onde esteve”. Um outro dia, chegou um outro viajante: “Senhor, como é essa vila?”. O idoso perguntou: “Como era a vila por onde esteve antes?”. O viajante respondeu: “A vila onde estive era maravilhosa. As pessoas eram gentis. Não há vila tão boa como aquela”. O idoso respondeu: “Ah, é? Essa vila é igual à vila onde esteve”. Por que será que, apesar de se referir a mesma vila, o idoso respondeu que era ruim para o viajante que disse que a vila onde esteve antes era ruim, e que era boa para o viajante que havia respondido que a vila onde esteve era boa? Por que o julgamento é completamente diferente para uma pessoa que vê o lado bom e para uma outra que só enxerga o lado ruim, mesmo que ambas se refiram a mesma vila. Essa história nos ensina que “o ambiente é definido pelo coração da pessoa”. Explicando de uma outra forma, vamos substituir a vila dessa história pelo meio ambiente que cercam as pessoas. Por exemplo: “como é o Brasil?”, “como é a cidade de São Paulo?”, “e o Japão?”, “e o seu lar, local de trabalho, a escola que frequenta, o templo e o local dessa reunião do núcleo?”. Mesmo que falem exatamente sobre o mesmo ambiente,

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sobre o mesmo lugar, os comentários de todos certamente serão diferentes. As pessoas que julgam o ambiente ruim e culpam as demais por isso, certamente não conseguirão melhorar esse ambiente. Porque quem julga se o ambiente é bom ou ruim é o seu próprio coração e não as outras pessoas. Para que sejamos felizes, não devemos ficar esperando que os outros ou o meio que nos cerca mudem. Não há outra forma, a não ser mudarmos a nós mesmos. O ambiente pode ser transformado de acordo com o nosso coração. O budismo ensina sobre isso com a expressão: “não dualidade do ser e do ambiente – esho funi”. O “ambiente” refere-se ao mundo ou então ao meio ambiente. E o “ser” refere-se a si próprio. “Não dualidade” indica que aqueles que nos parecem ser individuais são um só. Ou seja, “não dualidade do ser e do ambiente” indica que o ambiente e o coração não são dissociados, que são um só corpo e têm a mesma relação. Como são um só, caso haja muitas pessoas hostis, o ambiente tornar-se-á hostil. O mesmo ocorre no caso oposto. Havendo muitas pessoas gentis, o ambiente ficará ausente de conflitos. Nichiren Daishonin afirma na escritura “Sobre a Iluminação na Forma Presente (Issho Jobutsu Sho)”: [...] se o coração dos seres for impuro, a terra assim o será; se o coração for puro, a terra também o será. Fala-se de terra pura ou impura, entretanto, não há distinção da terra em duas. Constata-se que depende somente do bem ou do mal de nossos corações. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 46)

Indica que se o nosso coração tornar-se impuro, o país também ficará impuro, e que se o coração das pessoas

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tornar-se puro, o país também se tornará puro e tranquilo. Assim, não há distinção do país entre terra onde o Buda habita e a terra impura onde os seres vivem. Nichiren Daishonin expõe que o princípio da “não dualidade do ser e do ambiente” depende somente do nosso coração, bom ou mau, que nele reside. E qual é a forma de limpar esse coração? Na sequência, Nichiren Daishonin afirma: Fazendo uma analogia, se for polido, mesmo um espelho escuro parecerá uma gema. O coração agora desencaminhado pela obscuridade é o espelho que não foi polido. Se o polir, sem falta tornar-se há o espelho claro da natureza da Lei – verdadeira e imutável. Devem manifestar

profundamente a sua fé e polir dia e noite sem negligenciar. Como devem polir? Polir significa recitar unicamente o Nam-Myoho-Rengue-Kyo. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 46)

Os exercícios gradativos de aprimoramento no dia a dia deixam o coração puro, lapidando a sujidade do coração como se um espelho embaçado fosse polido. E assim, o ambiente também mudará naturalmente. E só a própria pessoa poderá polir o seu coração. Não são as outras que irão poli-lo. Vamos nos voltar para o nosso coração e poli-lo. Se, em vez de fazer com que apenas o seu coração fique límpido, passasse a ensinar os demais, não teríamos um ambiente ainda mais puro?

Cerimônia de Oeshiki Reverendo Gyoten Shirai

Minhas sinceras felicitações aos senhores pela sua preciosa presença nesta Cerimônia de Oeshiki do Templo Shoboji. Cerca de dois anos e seis meses se passaram desde a minha chegada ao Brasil. Ainda não consigo falar o português como os senhores, mas o farei da melhor forma possível e, assim, gostaria de contar com a sua atenção. Pois bem, penso que a maioria das pessoas saiba que Oeshiki está relacionado ao dia 13 de outubro de 1282, data de falecimento do Buda Original. Mas soube que são poucas as pessoas que conseguem responder prontamente por que motivo nós felicitamos, parabenizando um ao outro por essa data de falecimento. Compreender isso é necessário para praticar a fé da Nichiren Shoshu. Na Nichiren Shoshu, reverenciamos Nichiren Daishonin como Buda Original do Budismo da Semeadura, que possui relação com a Era do Fim do Darma, e o seu falecimento revela o aspecto de “falecimento-não falecimento”. Os senhores leem diariamente na liturgia do Sutra: “Jo zai shi_fu_metsu. I_ho ben ri’-ko. Guen u_metsu fu_metsu.” e “I_do_shu_jo ko_. Ho ben guen ne_han. Ni_jitsu fu_metsu do_. Jo ju shi_se-po_.”. O “falecimento-não falecimento (metsu-fumetsu)” é citado justamente nessas passagens, onde o Buda Sakyamuni revela: “Eu permaneço eternamente neste mundo saha (em que vivemos, que compreende as três existências – passada, presente e futura), sem jamais me extinguir. Não deixarei de existir. Faleço somente como um meio de salvar os seres – sendo isso, na verdade, o não falecimento”. O trecho que faz analogia desse ensino expediente é o da parábola do bom médico que se inicia com a passagem: “Hi_nyo ro i_.” da liturgia. Essa parábola conta que, para salvar os filhos que estavam sofrendo em decorrência de tomar veneno por engano, o pai simulou a própria morte (de que havia falecido durante uma K A I S E N

viagem) – fazendo uso de um meio, uma mentira, para fazer com que os filhos tomassem o excelente remédio. Nós, os seres, somos representados pelos filhos, e o Buda, pelo pai, o bom médico. Por essa razão, reverenciamos que o falecimento do Buda Original Nichiren Daishonin ocorreu na forma de meio expediente, tal como o Buda na condição de bom médico, e que a sua presença é permanente, revelando a Lei para salvar os seres. E onde será que ele permanece para revelar a Lei? Conforme consta na frase da escritura “Resposta a Kyo-o (Kyo-o Dono Gohenji)”, encontra-se no Dai-Gohonzon: Eu, Nichiren, inscrevi a minha vida com sumi. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 685)

Portanto, o Gohonzon, diante dos senhores, é o Buda que salva todos nós, os seres, ao longo das três existências, e Oeshiki é o cerimonial que celebra o advento do Buda Original, de “falecimento-não falecimento”. E por que é necessária uma prática da fé correta, ao longo das três existências? Para que compreenda isso, é preciso que perceba que a sua vida não se limita apenas à esta existência presente, diante de seus olhos, e que ela é eterna, ao longo das três existências – passada, presente e futura. Quem considera: “O ser humano terá o seu fim com a sua morte”, não pensa no futuro, no que vem pela frente, e assim não consegue realizar uma prática da fé ou os exercícios de aprimoramento no caminho do Buda de forma dedicada. Quando esse tipo de pensamento se generaliza, acabam surgindo pessoas que pensam: “Já que esta minha vida se limita apenas ao agora, posso fazer o que eu quiser, inclusive as más ações”. Se a maioria das pessoas do mundo decair nesse tipo de pensamento, tornará o mundo repleto de conflitos. O ensino de Nichiren Daishonin é diferente. Como a vida permeia as três existências, a forma como se vive o presente

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dando valor a ele, considerando que o que for feito agora terá consequências no futuro, é muito importante. Ponderando-se o fato de não termos naturezas, características físicas e vivermos circunstâncias exatamente iguais às das pessoas ao nosso redor, isso indica que essas diferenças resultam das nossas ações nas existências passadas. Estenderei um pouco mais sobre a existência presente. Pois bem, farei uma pergunta. Vamos supor que cada um dos senhores possua uma conta bancária para movimentar dinheiro.. Diariamente é depositado nessa conta o mesmo valor para todos e cada um tem liberdade para usá-lo da forma que quiser. Poderá usá-lo para hobby, negócios, refeições, mas não poderá poupá-lo para o dia seguinte. Ao final do dia o saldo é zerado e, ao início de um novo dia, o valor é depositado igualmente para todos. O que será que esse recurso misterioso representa? É o tempo. Conforme o provérbio “tempo é dinheiro”, o tempo é limitado como o dinheiro, corre igualmente para todos e é algo que todos podem desfrutar. O dinheiro será desperdiçado se mal utilizado. O mesmo ocorre com o tempo. Podemos considerar que o tempo, da mesma forma, traz grande influência na nossa vida e, do ponto de vista das três existências, na nossa existência futura. Citando um exemplo, alguém que é preso por cometer barbáries, como as que aparecem no noticiário, acabou utilizando o seu tempo para cometer um crime e causar a infelicidade de outras pessoas. E alguém que, embora tenha recebido o shakubuku, não tenha conseguido acreditar na Verdadeira Lei diante de seus olhos, afirmando que não consegue acreditar em nada, acabou desperdiçando o tempo, fechando, ela mesma, o caminho para a felicidade. Não lhes ocorreram de as pessoas a quem estão realizando o shakubuku, ou de as pessoas que até praticam, mas que não são muito ativas, alegarem que não podem visitar o templo, participar das reuniões do núcleo ou das reuniões das crianças, por “não terem tempo”, “estarem ocupados com o trabalho” ou “sobrecarregados com os cuidados com as crianças”? Vamos supor que uma pessoa tenha sido atingida por uma flecha venenosa. As que estavam ao seu redor retiraram imediatamente a flecha e tentaram cuidar dela. Mas antes de o médico cuidar dela, a pessoa que foi atingida se preocupou em saber: “Mas quem foi que lançou essa flecha venenosa?”, “Como se chama?”, “Qual a sua altura?”, “Como era a sua fisionomia e onde morava?”, “Que tipo de arco foi usada?”. As pessoas estranharam, pensando por que ela estava falando essas tolices. E, por fim, essa pessoa que havia sido atingida pela flecha venenosa acabou morrendo. Isso de alegar “não tenho tempo”, “estou ocupado com o trabalho” e deixar de utilizar o tempo limitado para ser feliz, para realizar os exercícios de aprimoramento para a Iluminação que está diante dos olhos, é similar à pessoa que havia sido atingida por uma flecha venenosa acabar K A I S E N

causando a sua própria ruína com distrações. Ouvi de um sacerdote mais sênior as seguintes palavras: “O trabalho pode prejudicar a prática da fé. Mas a prática da fé jamais prejudica o trabalho”. Ao explicarmos sobre o gongyo quando falamos durante o shakubuku ou para uma pessoa recém-convertida, sem falta, dizem: “talvez não conseguirei realizar, por estar atarefado”, talvez por acharem muito trabalhoso e, assim, perderem a confiança em si mesmos ou por manifestarem a fraqueza de seus corações. Nessas ocasiões sempre penso: com esse grande número de adeptos, como poderia ser a única pessoa a não conseguir realizar por estar atarefada demais? Isso é uma evasiva, tal como na história da flecha envenenada, quando se está prestes a realizar um tratamento para aprimorar-se espiritualmente. Os nossos exercícios de aprimoramento visam o princípio: “desejos mundanos são percepção (bonno soku bodai)”. Com os desejos mundanos, de coração desencaminhado, não é possível sermos felizes. Vamos utilizar o tempo que dispomos agora para os desejos mundanos ou vamos realizar o gongyo e a recitação de daimoku para usarmos o tempo, manifestando a percepção, com a natureza de Buda? Gostaria que usassem o tempo de que dispõem, valorizando-o. Voltando para o assunto Oeshiki, durante o cerimonial de Oeshiki, realiza-se a leitura de “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)” além das petições dos sucessivos Reverendíssimos Soberanos da Lei. Nem é preciso dizer que o teor desses textos é a “propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu” – legada por Nichiren Daishonin. Na escritura “Sobre a Pulsação Vital Suprema da Vida e da Morte (Shoji Ichidaiji Kechimyaku Sho)” Nichiren Daishonin afirma: De um modo geral, diz-se que ocorre a Pulsação Vital Suprema da Vida e da Morte se os discípulos e adeptos de Nichiren, transcendendo todas as diferenças entre si e estabelecendo a relação como a de água e peixe, com corpos diversos com o mesmo propósito, recitarem o NamMyoho-Rengue-Kyo. Em suma, esta é a essência do que eu, Nichiren, venho propagando. Sendo assim, mesmo a grande aspiração do kosen-rufu vai se realizar. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 514)

Ao praticarmos o shakubuku com corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, teremos futuramente a propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu – a grande aspiração e espírito de Nichiren Daishonin. Há um livro infantil do Japão, intitulado A Vila com Metade do Período Diurno (Hannichi Mura)”, que representa a concretização de um grande desejo com corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin. Contarei a história, trocando o nome do personagem por um nome brasileiro. A história é sobre uma vila fria, em que o Sol batia somente durante a metade do dia, porque os raios do Sol eram bloqueados por uma montanha elevada.

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Somente no início da tarde que o Sol finalmente surgia e as plantas de arroz do campo absorviam a água. Mas logo o Sol se punha e do lago soprava um vento gelado. Assim, o arrozal não se desenvolvia bem e os moradores da vila estavam todos magros e sem vitalidade. Certa noite, uma criança chamada Ronaldo ouviu a conversa dos seus pais, cujo teor foi: “Era melhor que aquela montanha não existisse... Mas não temos como movê-la. Não há nada para se fazer, além de nos conformarmos, considerando que nascemos numa vila ruim”. Na manhã seguinte, Ronaldo saiu em direção à montanha com um saco. Encheu-o com a terra do topo da montanha e jogou-a muitas e muitas vezes no lago. Estava tentando enterrar a montanha no lago. No início, todos zombaram de Ronaldo. Mas vendo Ronaldo jogar a terra todos os dias, começaram a surgir crianças que passaram a imitá-lo, achando que poderia ser “divertido”. E assim, como ninguém queria ficar de fora, todas as crianças da vila passaram a ajudá-lo, levando os sacos. Os adultos que no início desdenhavam dele também passaram a colaborar. E, à medida que a adesão dos adultos ia aumentando, de três para quatro e assim por diante, por receio de serem antissociais, todos os adultos da vila passaram a cavar as terras da montanha nos intervalos de seus trabalhos. E, com a repetição disso, tiveram a impressão de que a incidência dos raios solares havia aumentado e todos se sentiram motivados e passaram a trabalhar dedicadamente. E, assim, muitos anos se passaram... Os que eram adultos naquela época faleceram, Ronaldo e as crianças tornaramse adultos, mas todos continuaram a cavar a montanha, dedicando o tempo de que dispunham. Certa manhã, na “Vila com Metade do Período Diurno”, o raio do Sol iluminou assim que o galo cantou, e os pássaros começaram a cantarolar, as flores a desabrochar, o arrozal a balançar animadamente as suas folhas e a absorver água. A partir desse dia, essa vila passou a ser chamada de “Vila do Dia Inteiro”. A decisão e a ação de Ronaldo de “eu farei!” foram o estopim para as crianças e então para os adultos, ou seja, para todos da vila agirem, com a mesma perspectiva em relação ao objetivo. Penso que houve diversas dificuldades durante o percurso. Porém, à medida que a incidência dos raios solares avançava gradativamente, sentiam-se cada vez mais motivados e continuaram a cavar a montanha, transformando a lagoa gelada em um campo rico para a agricultura. Como resultado, penso que estabeleceram a base para a prosperidade, não para si próprios, mas para os seus descendentes. E isso também se aplica à nossa prática da fé. Nichiren Daishonin afirma na escritura “O Verdadeiro Aspecto de Todas as Leis (Shoho Jisso Sho)”:

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No início somente eu, Nichiren, recitei o Nam-MyohoRengue-Kyo que gradativamente duas, três, uma centena de pessoas passaram a recitar e transmitir. Assim também há de ser no futuro. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 666)

Nem é preciso dizer que, no início, Nichiren Daishonin foi a única pessoa que propagou o ensino do Nam-MyohoRengue-Kyo. E então esse ensino foi propagado para os seus discípulos e para os adeptos ao redor. E como está o presente, que é o futuro em relação àquela época? Será que os discípulos e adeptos daquela época poderiam imaginar que, setecentos anos depois, no país do outro lado do mundo, estaríamos recitando o daimoku? O mesmo pode-se dizer em relação à propagação da Lei no Brasil. Penso que, no início, um ou dois brasileiros ouviram o Nam-Myoho-Rengue-Kyo que jamais tinham escutado e passaram a praticar. E o que houve desde então? Vendo o Brasil no presente, podemos perceber que foi propagado para muitas pessoas. Hoje, na ocasião do Oeshiki, falei sobre as três existências e sobre a propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu, com corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin. Nichiren Daishonin afirma na escritura “A Abertura dos Olhos (Kaimoku Sho)”: [...] “Desejando conhecer as causas do passado, observe os efeitos no presente. Desejando conhecer os efeitos no futuro, observe as causas do presente”. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 571)

A forma de utilizarmos o tempo, o agora, será a causa do que nos ocorrerá no futuro. E o nosso presente é resultado das nossas ações no passado. Falando de forma ainda mais simples, caso haja alguém que esteja sentindo sono agora, isso decorre das poucas horas de sono no dia anterior, que foi ocasionado por si próprio, no passado. Não é lógico? Penso que a causa para a propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu no início era pequena. Mas, se olharmos para trás, constatamos que houve um grande resultado. Se a causa não tivesse sido gerada, hoje não teríamos o resultado. Quanto aos senhores, desejo que tomem esta participação no Oeshiki como oportunidade e passem a prezar o tempo presente com a realização dos exercícios de aprimoramento que permeia as três existências, e, assim, rumem em prol da propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu, o espírito de Nichiren Daishonin. Muitíssimo obrigado.

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Cerimônia de Oeshiki Reverendo Myoyo Kondoh

Boa tarde a todos! Sou Myoyo Kondoh. Minhas sinceras felicitações pela sua participação na Cerimônia de Oeshiki, o cerimonial mais importante da Nichiren Shoshu. Oeshiki é um cerimonial que comemora o fato de Nichiren Daishonin manifestar a sua permanência nas três existências como Buda Original da Era do Fim do Darma. É por essa razão que no dia de Oeshiki nos cumprimentamos, parabenizando uns aos outros. Pois bem, no Oeshiki realizamos a leitura respeitosa da escritura “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)” e das petições durante o cerimonial. E sobre isso, o Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin nos orienta: “A leitura de “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)” e das petições durante o cerimonial de Oeshiki é um ritual mantido somente na Nichiren Shoshu, que visa evidenciar, no presente, o espírito de ‘O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade’ de Nichiren Daishonin e jurarmos a propagação irrestrita da Lei – kosenrufu perante o Gohonzon”. Nichiren Daishonin e os sucessivos Reverendíssimos Soberanos da Lei – liderados por Nikko Shonin – realizaram advertências à nação. Falarei, então, sobre o que é a petição e o que vem a ser a advertência à nação realizadas pelos sucessivos Reverendíssimos Soberanos da Lei. A petição era um documento endereçado para uma pessoa de posição social elevada, elaborado por uma que estava abaixo dela. Refere-se também a uma carta destinada diretamente para a corte imperial ou governantes (administradores políticos). No Japão daquela época, somente um número extremamente restrito de pessoas, de um círculo íntimo, podia expressar as suas opiniões para os governantes. Outras pessoas apresentarem as suas opiniões era considerado como algo muito desrespeitoso e não se podia imaginar que retaliação receberia em troca. Apesar disso, Nichiren Daishonin apresentou “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade” sem se importar com os perigos que correria. Por que Nichiren Daishonin apresentou “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)”? Como era a conjuntura na época em que apresentou “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)”? No início dessa escritura temos: “Um peregrino veio e, com pesar, disse: − Desde os últimos anos até os dias atuais, anormalidades do céu e da terra, fome e epidemias ocorrem extensa e abundantemente no mundo e proliferam amplamente na terra. Bois e cavalos estão caídos nas ruas e ossadas estão amontoadas nas vias. Grande parte da população já morreu e não há quem não se entristeça com isso” (Heisei Shimpen Gosho, pág. 234). “Desde os últimos anos até os dias atuais” refere-se ao K A I S E N

período de três anos, de 1257 (1.º ano da Era Shoka) a 1260 (2.º ano da Era Shogen). E nesse período inúmeras calamidades ocorreram em Kamakura, que era o centro político e econômico do Japão naquela época. No primeiro ano da Era Shoka houve um grande tremor de terra e, no ano seguinte, ocorreram tempestades, grande miséria e epidemias. Com o grande tremor de terra, consta que não havia sobrado praticamente nenhuma casa, que muitas residências, todos os templos xintoístas e budistas tinham desmoronado. Com a tempestade, a zona rural e os campos foram completamente destruídos, comprometendo o cultivo de arroz. O pagamento dos impostos era feito com arroz; assim, além de não conseguirem pagar o tributo, os camponeses sequer tinham alimento para consumo próprio. E, além disso, grande miséria e epidemias se seguiram, como se perseguissem o povo que já estava completamente esgotado. Consta ainda que a maior parte da população, juntamente com sua criação de boi e de cavalo, morreu com as doenças e a fome, deixando toda a cidade de Kamakura repleta de esqueletos. Podemos supor que não havia uma pessoa sequer que não estivesse entristecida com essa situação trágica e que o coração da população não tinha um momento sequer de tranquilidade. E, assim, o governo obrigou os sacerdotes de diversas ramificações religiosas a orar para solucionar aquela situação trágica, mas, em vez de remediar, teve como resultado o agravamento ainda mais drástico da situação. Observando esse aspecto da sociedade, Nichiren Daishonin avaliou o motivo de tais acontecimentos à luz dos sutras e concluiu que a causa de todos os males estava na disseminação das calúnias à Lei de ensinos errôneos, tais como os das religiões Terra Pura e Zen, largamente difundidos à época. Com a disseminação das calúnias à Lei, as Entidades Iluminadas que protegem o povo e a nação foram embora para o céu, e as entidades maléficas fizeram dessa lacuna o seu habitat. Nichiren Daishonin previu que, se essa condição persistisse, ocorreriam a calamidade da invasão pelos países estrangeiros e a do conflito interno das chamadas “três desgraças e sete calamidades”, e assim, desejando a tranquilidade do seu país e refutar o errôneo e revelar o Verdadeiro, ele apresentou ao governo “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)”. Indicar, com os poderes do Buda, os erros da nação e orientar é denominado de “admoestação à nação”. Conforme consta do título “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade”, Nichiren Daishonin estabeleceu esta Lei correta e, na escritura “Sobre a Verdadeira Entidade (Totai Gisho)”, orienta sobre como é possível fazer do mundo em que vivemos, denominado mundo saha, uma nação tranquila: “A pessoa que recita o Nam-Myoho-Rengue-Kyo, abandonando o transitório e N º 2 2 6

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crendo unicamente no Sutra de Lótus com sinceridade, transforma os três caminhos – desejos mundanos, carma e sofrimento, em três virtudes – corporificação da lei, sabedoria e percepção, fazendo com que as três visões e três princípios de existência se manifestem imediatamente em seu coração, e onde ela estiver será uma terra sempre iluminada”. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 694) Ou seja, a pessoa que recita o Nam-Myoho-Rengue-Kyo, acreditando no Gohonzon, fará do mundo saha onde estiver a terra iluminada, e, na ocasião da propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu, será estabelecido o “Bem da Terra”, o país do Buda. E o que vem a ser o “Bem da Terra” à luz do budismo? Não se refere a deixar de ter dificuldades financeiras, ou problemas políticos. Porque isso não leva à felicidade permanente e duradoura. Embora acumule conhecimentos ou experiências, os seres humanos não possuem o poder para conduzir uma vida perfeita, para salvar as pessoas e solucionar todas as dificuldades. É preciso que tenhamos o Gohonzon como base de nossas vidas. A terra onde todos mantêm o Gohonzon e vivem com o Gohonzon, terá o “Bem da Terra” estabelecido à luz do budismo, um mundo pacífico, sem conflitos e desgraças. Falarei na sequência sobre as petições dos sucessivos Reverendíssimos Soberanos da Lei. Nichiren Daishonin tinha, entre os discípulos, os “seis sacerdotes seniores”, dos quais fazia parte o 2.º Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin. Esses seis discípulos também seguiram o espírito de Nichiren Daishonin, de admoestar a nação, e apresentaram as petições perante o Governo. Entretanto, há uma enorme diferença entre o significado da petição de Nikko Shonin e as dos demais cinco discípulos. Nichiren Daishonin revela na escritura “Sobre a Concessão das Três Grandes Leis Secretas (Sandai Hiho Bonjo Ji)”: “Nan-yueh, Tien-tai e os demais recitaram o Nam-Myoho-Rengue-Kyo para a prática para si e não o revelaram amplamente como prática para os outros. Esse foi o daimoku do exercício teórico. O daimoku que eu, Nichiren, recito no presente, depois de se iniciar a Era do Fim do Darma, diverge ao das eras anteriores. É o Nam-Myoho-Rengue-Kyo que abrange a prática para si e para os outros” (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1594). Assim, afirma que o Nam-Myoho-Rengue-Kyo recitado pelo Grande Mestre Tien-tai e os demais nas eras da Vigência e da Formalidade do Darma e o Nam-Myoho-Rengue-Kyo de Nichiren Daishonin é completamente diferente, e que na Era do Fim do Darma, somente com o daimoku de Nichiren Daishonin é possível atingir a Iluminação. A petição do seu discípulo, Nikko Shonin, está assinada como “Nikko, discípulo de Nichiren Shonin”. Explicando como consta nas petições dos cinco demais, consta na obra “Sobre a refutação dos Cinco (Gonin Shoha Sho)”: “Nas cartas dos cinco – que destinaram às famílias de samurai e deixaram de apresentar às de nobres – consta: ‘Nissho, sacerdote da escola de Tientai, respeitosamente declara. O falecido mestre Nichiren revelou unicamente o caminho direto para alcançar o efeito de tornar-se Buda na K A I S E N

condição de Devoto do Sutra de Lótus, assumindo a ramificação da corrente de Tien-tai, dedicando profundamente ao seu estudo”. Os outros discípulos também se declararam: “Nichiro, sacerdote da escola Tientai”, “Niko, sacerdote da religião Hokke de Tien-tai”, e não como discípulos de Nichiren Daishonin. Além disso, conforme havia mencionado há pouco, apesar de Nichiren Daishonin, ele próprio, ter afirmado que o daimoku de Nichiren Daishonin é diferente do daimoku recitado por Tien-tai, esses discípulos declaram que o daimoku de Nichiren Daishonin vem da linhagem de Tien-tai. Percebe-se, a partir disso, que a doutrina deles é completamente divergente. No enunciado das petições dos sucessivos Reverendíssimos Soberanos da Lei que sucederam Nikko Shonin consta: “Nichimoku, discípulo de Nichiren Shonin”, “Nichido, discípulo de Nichiren Shonin e discípulo de Nikko”, “discípulos de Nikko, discípulo de Nichiren Shonin (petição de Nichigyo Shonin)”, “Nichiu, discípulo de Nichiren Shonin e discípulo de Nikko”, registrando sem falta que seguem a linhagem de Nichiren Daishonin, preservando a relação mestre-discípulo. Indica, portanto, que após o falecimento de Nichiren Daishonin, Nikko Shonin foi a única pessoa que herdou a Lei corretamente. A leitura começa com a petição do 9.º (nono) Reverendíssimo Soberano da Lei Nichiu Shonin e não com a de Nichiren Daishonin; prossegue-se com “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)”, petição de Nichiren Daishonin e petição de Nikko Shonin. Explicando o motivo de iniciar com a leitura da petição de Nichiu Shonin, o 31.º Reverendíssimo Soberano da Lei Nichiin Shonin afirma: “O motivo de a petição de Nichiu Shonin vir primeiro, é porque, depois da época de Nichiu Shonin, não houve a figura do soberano a quem pudesse revelar o budismo. Assim, com a petição de Nichiu Shonin, revela-se a razão de realizar, desde a época do fundador, do fundador do Templo Principal e dos mestres que se sucederam, a admoestação à nação. Se no presente essa admoestação à nação com a petição for realizada, deve-se fazer trazendo essa petição no início”. Ou seja, explanando, a petição de Nichiu Shonin tem o propósito de expor o motivo de admoestar a nação, desde a época de Nichiren Daishonin e de Nikko Shonin, e de realizar o juramento em prol da propagação irrestrita da Lei – kosenrufu, herdando esse espírito. Depois da época de Nichiu Shonin, o Japão entrou numa época de conflitos internos em que ocasionalmente não havia a definição de quem era o soberano do país, não sendo mais possível apresentar a petição. E mesmo depois de terminados os conflitos, houve a repressão à livre propagação do budismo. O tempo passou e, há cerca de 150 anos, foi implantada a democracia, sem a influência da crença do soberano do país na população, tornando-se importante, como no presente, o shakubuku realizado de forma individual. Bom, falei sobre a admoestação à nação e a petição. Nem é preciso dizer que o que Nichiren Daishonin e os sucessivos N º 2 2 6

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Reverendíssimos Soberanos da Lei prezaram foi a propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu – e o shakubuku. Não há outra forma a não ser propagar a Lei Mística, para a felicidade das pessoas. O fato terem se convertido à Nichiren Shoshu, como resultado de relação causal, não é algo banal, é resultado do empenho dos clérigos e adeptos ao shakubuku desde o passado, com a dedicação de suas vidas. No final de “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)” consta: “Reverenciando ainda mais a sua benevolente doutrinação, abrindo cada vez mais o coração ignorante deste peregrino tolo, refletindo profunda e imediatamente sobre as providências, dedicar-me-ei em prol da rápida pacificação, primeiramente assegurando a tranquilidade nesta vida para, então, salvar-me após a morte. Não me limitarei tão somente a crer, mas também advertirei os equívocos dos

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demais”, revelando sobre a importância do shakubuku. Acredito que o círculo de membros do Templo Shoboji possa se ampliar ainda mais e que a Lei Mística seja propagada para todos no Brasil e no mundo. O Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin orienta: “Devemos semear e fazer estabelecer a relação a Lei Mística, praticando o shakubuku para o maior número de pessoas possível e salvá-las”. Cientes de que o atual Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin preserva a Lei desde Nikko Shonin, que herdou corretamente o Budismo de Nichiren Daishonin, vamos nos esforçar juntos para retribuir pelas dívidas de gratidão em união harmoniosa e em corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, com a prosperidade ainda maior da Hokkeko do Templo Shoboji e com o shakubuku! Muito obrigado!

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Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu 4 de novembro de 2018

Nesta ocasião da Reunião de Recitação de Daimoku em Prol do Kosen-rufu do mês de novembro do “Ano da Ação”, realizamos o exercício de recitação de daimoku sob a liderança do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin no Templo Principal, em corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin – com os clérigos e adeptos de todo o mundo, e orei profundamente pela concretização da meta de “estabelecer a estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até o octingentésimo aniversário de nascimento do fundador, Nichiren Daishonin, em 2021”, e também para que todos os senhores concretizem efetivamente o objetivo de “cada pessoa realizar no mínimo um shakubuku por ano”. Meus sinceros reconhecimentos pela presença de cada um dos senhores. Os senhores já ouviram falar de “cinquenta transmissões sucessivas, que leva até a última pessoa a alegrar-se em receber o ensino – goju tenden zuiki”, revelado no Capítulo Zuiki Kudoku do Sutra de Lótus? Esse Capítulo Zuiki Kudoku é o décimo oitavo do Sutra de Lótus, dois depois do Capítulo Nyorai Juryo, décimo sexto, que recitamos durante o gongyo no dia a dia. No início do Capítulo Zuiki Kudoku, temos um questionamento: Quão grandioso é o benefício daquele que se alegra ao ouvir o Sutra de Lótus? (Interpretação, Sutra de Lótus, pág. 464)

E o Buda Sakyamuni responde a ele, revelando como segue: Suponhamos que certo milionário conceda ouro, prata, tesouros e os mais diversos bens materiais para todas as pessoas do país, a fim de lhes auxiliar nos exercícios de aprimoramento. O benefício daquele que ouve, alegra-se e crê no Sutra de Lótus é ainda mais extraordinário do que aquele que resultaria da contribuição desse milionário. Vamos supor que a pessoa que ouviu o Sutra de Lótus pela primeira vez transmita a alegria em ouvi-lo para outra pessoa, e esta por sua vez o transmita para uma outra, e assim sucessivamente, chegando até a quinquagésima pessoa. O benefício dessa quinquagésima pessoa também é maior do que o do milionário – algo imensurável. (Interpretação, Sutra de Lótus, pág. 465)

A primeira pessoa ouve o Sutra de Lótus e alegra-se pelo fato dele ser maravilhoso. Desejando transmitir a alegria que sentiu para alguém, esta relata para uma outra pessoa. E quem o ouviu, fala para uma outra pessoa, até chegar à quinquagésima pessoa. Essa quinquagésima pessoa se alegra, considerando-o extraordinário. Está revelado que o benefício é assim, excepcional. Isso é “cinquenta transmissões sucessivas”. É a alegria por ver a prática da fé de outras pessoas, a

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alegria de ver as boas ações de outras pessoas. Alegrar-se em decorrência da alegria de outras pessoas é denominada no budismo de alegria correlata – zuiki. Analisando no nosso contexto, penso que temos diversas situações – alegrar-se ao ouvir que a pessoa que estava praticando o shakubuku conseguiu concretizá-lo; alegrar-se ao saber que alguém que começou a praticar recentemente recebeu a cerimônia de conversão – gojukai; alegrar-se ao ouvir que alguém recebeu a concessão de Gohonzon; alegrar-se ao ouvir um maravilhoso relato de experiência. Alegrar-se ao ouvir essas alegrias de outras pessoas é denominada de “alegria correlata – zuiki “. Vamos analisar, considerando a sociedade como um todo? Com a difusão da internet que nos permite facilmente obter informações e nos conectar as pessoas do mundo todo, sinto que no mundo atual, quando se abre a boca, o que surge primeiramente é a crítica com relação aos demais, seja com relação aos políticos ou aos cidadãos comuns, e que condenam de hipócritas, as pessoas que realmente contribuíram de forma notável para uma sociedade melhor. Por ser um mundo assim, é desejável que nós, que seguimos efetivamente a prática de Nichiren Daishonin, alegremo-nos ao ver e saber da maravilhosa postura de outras pessoas na prática desta fé, alegremo-nos com a prática efetiva, e realizemos uma prática da fé que compartilha a alegria com os demais. Para isso, é importante que no dia a dia tenhamos a consideração pela prática da fé um do outro – em casa e no templo, compartilhemos as alegrias um com o outro e incentivemos um ao outro. Se não tomarmos cuidado, acabamos reparando os defeitos de outras pessoas, ou então, ficamos com inveja por termos a impressão de que os outros estão melhores do que nós. Quando adquire conhecimento, a pessoa pode deixar de enxergar a sua própria prática da fé e passar a criticar a prática de outras pessoas, comentando que ora alguém recebeu uma punição, ou que é resultado do carma. Naturalmente, é importante advertir um ao outro no sentido de evitar que se cometam as calúnias à Lei e pratiquemos corretamente o Budismo de Nichiren Daishonin. Entretanto, penso que também sejam importantes a postura de cumprimentar com alegria um ao outro, alegrar-se por poderem se reunir no templo e alegrar-se por poderem praticar a fé com saúde. A apresentação de relatos de experiências nas cerimônias e nas reuniões do núcleo é uma boa oportunidade para alimentar o sentimento de alegria, compartilhar a alegria ao ouvir um maravilhoso relato de experiência e fazer disso um incentivo ainda maior para a sua prática da fé. É importante também que não o guarde apenas para si mesmo e o utilize para incentivar um ao outro, e para o shakubuku.

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O Reverendíssimo Soberano da Lei nos orienta: A união de corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin – no seu sentido verdadeiro surge quando todas as pessoas tiverem a convicção absoluta no Dai-Gohonzon, levantarem-se em prol da grande aspiração de salvar todos os seres, incentivarem um ao outro, apoiarem um ao outro e praticarem efetivamente o shakubuku. (Dainichiren, edição de junho de 2015, pág. 41)

Ouvir o maravilhoso Budismo de Nichiren Daishonin, praticá-lo efetivamente, alegrar-se, incentivar um ao outro e partilhar. Penso que o caminho para a propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu – se abrirá dessa forma. Logicamente, não é algo fácil. Estamos realizando os exercícios de

aprimoramento no caminho do Buda. É completamente diferente daquilo que realizamos nas horas livres, quando temos tempo sobrando. Mas a realização cumulativa no dia a dia, sem falta trará frutos. Para tanto, vamos realizar com afinco: o gongyo e a recitação de daimoku no dia a dia, a participação nas atividades do templo e nas reuniões do núcleo, e a prática de shakubuku! Orando sinceramente pelo sucesso e saúde de todos no decorrer deste mês, faço destas palavras os meus cumprimentos. Meus sinceros reconhecimentos pela sua participação nesta Reunião de Recitação de Daimoku em Prol do Kosen-rufu deste mês. Muito obrigado.

Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão 11 de Novembro de 2018

Neste momento em que celebramos o Oko de novembro do “Ano da Ação”, com profundo sentimento de retribuição aos Três Tesouros pelas dívidas de gratidão, realizamos a leitura da liturgia e a recitação do daimoku, juntamente com os senhores presentes. É extremamente gratificante o fato de poder contar com a presença dos senhores, apesar de seus inúmeros afazeres. É uma satisfação poder celebrar esta cerimônia para, juntos, retribuirmos pelas dívidas de gratidão. Durante a leitura da liturgia, o gokuyo dos senhores foi oferecido ao Gohonzon e transmiti a ele o puro espírito com que o realizaram. Orei também pelo vigor da prática da fé, extinção dos carmas negativos, tranquilidade nos lares, ausência de incidentes e realização dos desejos de cada um dos senhores participantes. Meus sinceros reconhecimentos pela sua presença. Essa escritura é uma carta destinada ao Suserano Nanjo Shichiro Jiro Tokimitsu, administrador de terras da região que compreendia desde Minobu até a atual área do Templo Principal, e foi escrita em agosto de 1279 (2.º ano da Era Koan), quando Nichiren Daishonin estava com 58 anos de idade e dois meses antes de inscrever o Dai-Gohonzon do Supremo Santuário do Portal Original. Em relação ao teor dessa carta, primeiramente Nichiren Daishonin agradece ao Suserano Tokimitsu pelo oferecimento de itens como veste de mangas de punho estreito (kosode) e dinheiro em espécie, e, na sequência, expõe que, para os adeptos de Atsuwara enfrentarem e superarem as perseguições em prol da Lei, era preciso ter a prática da fé de corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin. Além disso, menciona que as calúnias à Lei, disseminadas na sociedade, não haveriam de vencer a K A I S E N

Verdadeira Lei, e encerra a carta com palavras de admiração pela dedicação prestada pelo Suserano Tokimitsu até àquele momento. Depois de Nichiren Daishonin ter se estabelecido no Monte Minobu e de o shakubuku e a propagação do ensino na região de Fuji ter sido conduzida sob a liderança de Nikko Shonin, muitos sacerdotes e adeptos de outras religiões como a Tendai converteram-se ao ensino de Nichiren Daishonin. Como resultado, passaram a sofrer diversas dificuldades e ameaças, uma atrás da outra, promovidas pelos templos da religião Tendai. E, por fim, no dia 21 de setembro de 1279, vinte camponeses inocentes, adeptos de Atsuwara, foram presos e conduzidos para Kamakura. Os adeptos camponeses foram alvos de interrogatórios implacáveis na residência particular de Heino Saemon no Jo Yoritsuna e intimidados a “abandonar a prática da fé do Sutra de Lótus e a recitar o Nembutsu”. Mas os adeptos camponeses continuaram a recitar o daimoku sem esmorecer. Yoritsuna, perdendo a razão, enfurecido diante da postura deles, decapitou os três líderes – Jinshiro, Yagoro e Yarokuro. Os adeptos recém-convertidos mantiveram a prática da fé baseada nos princípios de “insignificância do corpo perante a grandiosidade da Lei – shinkyo hoju” e de “não poupar a própria vida – fuji shaku shimmyo”, sem hesitaram um pouco sequer, apesar de terem sofrido perseguições que ameaçavam as suas vidas. Em meio a essa circunstância, da prisão dos adeptos de Atsuwara em Kamakura e da repressão pelas autoridades do país, Nichiren Daishonin inscreveu o Dai-Gohonzon do Supremo Santuário do Portal Original – o verdadeiro propósito de seu advento, no dia 12 de outubro de 1279 (2.º ano da Era Koan). Jinshiro e os demais que se sacrificaram, foram denominados posteriormente de “Três Mártires de N º 2 2 6

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Atsuwara” e são louvados como exemplos para os adeptos por gerações que os sucederam. Pois bem, iniciarei a leitura respeitosa da frase: Com corpos diversos com o mesmo propósito tudo se realizará, mas com um mesmo corpo com diversos propósitos nada se realizará – isso está revelado nos mais de três mil volumes de obras do caminho exterior [...] Em primeiro lugar, o que é corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin? Como resultado de relações causais, cada pessoa é diferente – seja nas feições, seja no ambiente em que vive, seja no estado de sua saúde, seja na idade. Denomina-se de corpos diversos com o mesmo propósito, o fato de pessoas fisicamente diferentes unirem os seus corações em prol de um único objetivo. Isso é um conceito que também é conhecido na sociedade em geral. Por essa razão, Nichiren Daishonin menciona: “mais de três volumes de obras do caminho exterior”, para indicar que há ensinamentos sobre isso também nas obras não budistas. E como nós, discípulos e adeptos de Nichiren Daishonin, devemos considerar corpos diversos com o mesmo propósito? Não podemos dizer, em suma, que é dedicar-se em prol da concretização da propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu, legada por Nichiren Daishonin, para alcançarmos a Iluminação, prezando a profunda relação causal por sermos membros da Hokkeko, tendo encontrado com a Verdadeira Lei – com a qual é difícil de nos encontrar, e de recitarmos a Lei Mística – difícil de ser recitada? Acredito que muitas pessoas pensem saber o significado da expressão “corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin” por ouvirem em diversas oportunidades. Mas o budismo somente passa a ter significado quando é acompanhado por ações. É importante avaliar se as suas ações estão contribuindo para estabelecer uma organização com corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin.

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Por causa das relações causais, somos diferentes, por exemplo, na forma de pensar. Somos diferentes até nas preferências de comida, cores, apoio ao candidato nas eleições, time de futebol, por exemplo. Mas devido à profunda relação causal, somos companheiros da Hokkeko do Brasil, seguindo juntos o Buda Original Nichiren Daishonin. Nós usamos a palavra “amigo”, mas um amigo, no verdadeiro sentido, não deveria se referir ao companheiro, membro da Hokkeko, com quem buscamos juntos a suprema condição de vida denominada Iluminação? Além disso, Nichiren Daishonin afirma na escritura “Sobre a Pulsação Vital Suprema da Vida e da Morte (Shoji Ichidaiji Kechimyaku Sho)”: Em suma, denomina-se Pulsação Vital Suprema da Vida e da Morte a recitação do Nam-Myoho-Rengue-Kyo pelos discípulos e adeptos de Nichiren em corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin – estabelecendo a relação como a que há entre a água e o peixe, sem o sentimento individualista. De fato, esta é a essência que eu, Nichiren, propago no presente. Assim, até a grande aspiração da propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu – não poderia ser concretizada? (Heisei Shimpen Gosho, pág. 514)

Ou seja, nos ensina que, quando os discípulos e adeptos de Nichiren Daishonin dedicarem-se formando um só corpo tal como a relação entre a água e o peixe, sem distinção entre si próprio e os demais, até mesmo a grande aspiração da propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu, será alcançada. Nichiren Daishonin refere-se a esse fato, na frase que lemos respeitosamente “Com corpos diversos com o mesmo propósito tudo se realizará”. E somos, todos, mortais comuns – sem nenhuma exceção. Não há uma única pessoa que seja perfeita. Por isso mesmo é importante dedicarmo-nos aos exercícios de

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aprimoramento para si e para os outros e gerarmos eternamente as causas para a felicidade, manifestando a condição de vida da Iluminação. Relatar as nossas insatisfações e reclamações para outras pessoas não nos leva a gerar nenhuma causa para a felicidade. Hokkeko é uma organização de adeptos de linhagem distinta, que existe desde a época de Nichiren Daishonin. Se as pessoas sentem orgulho por esse fato, acredito que consigam compreender naturalmente sobre a importância de corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin. Prosseguindo, temos a seguinte passagem: Apesar de no Japão haver muitas pessoas, estão com um mesmo corpo com propósitos diferentes, assim nada realizarão. Essa frase faz referência à situação da sociedade japonesa naquela época. Ou seja, afirma que, embora vivessem no mesmo país, chamado Japão, como não se tinha a mesma finalidade, o mesmo objetivo, não era possível gerar boas causas como país. A base que compõe o país ou a sociedade são as pessoas, as vidas das pessoas. Se as condições de vida caírem, a política e as decisões também serão de nível inferior e, desse modo, não terá condições de enfrentar e superar as dificuldades. O Japão daquela época estava justamente nessas condições. Assim, Nichiren Daishonin advertiu por inúmeras vezes que, ao seguir a Verdadeira Lei, as condições de vida das pessoas se elevariam e, com isso, o país e a sociedade naturalmente passariam a funcionar corretamente. Prosseguindo, temos a seguinte passagem: Saibam que, embora sejam poucos, os seguidores de Nichiren alcançarão grande êxito se mantiverem corpos diversos com o mesmo propósito, e o Sutra de Lótus será propagado com toda a certeza. Afirma que, ao receber a cerimônia de conversão – gojukai – e realizar os exercícios de aprimoramento conforme as orientações do Reverendíssimo Soberano da Lei, mesmo que no início seja pouco o número de pessoas, a Hokkeko crescerá sem falta, aumentando a quantidade de quem recita o Nam-Myoho-Rengue-Kyo. Penso que precisamos reverenciar profundamente essa frase. Atualmente, no Brasil, ainda não são muitas as pessoas que seguem a Nichiren Shoshu. Porém, Nichiren Daishonin afirma que, ao praticar a fé com corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, o ensino de Nichiren Daishonin será propagado sem falta. Além disso, ensina: “alcançarão grande êxito”. Não podemos considerar que “alcançar grande êxito” se refere-se a praticarmos o shakubuku, as pessoas receberem a cerimônia de conversão – gojukai, e ainda atingirmos a condição de vida da Iluminação com essa prática de shakubuku? À época de Nichiren Daishonin, não havia pessoas que recitavam o Nam-Myoho-Rengue-Kyo. Porém, consta na escritura “Sobre o Verdadeiro Aspecto de Todas as Leis (Shoho Jisso Sho)”: Não há distinção entre homens e mulheres dentre aqueles

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que propagam os cinco ideogramas do Myoho-RengueKyo na Era do Fim do Darma. Recitar este daimoku teria sido difícil se não fôssemos, todos, ressurgimentos dos Bodhisattvas da Terra. No início, somente eu, Nichiren, recitei o Nam-Myoho-Rengue-Kyo, mas gradativamente duas, três, cem pessoas passaram a recitá-lo e transmitilo. E assim também continuará no futuro. Como esse poderia não ser o significado de 'emergir da terra'? Além disso, quando da propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu, todo o Japão recitará o Nam-Myoho-Rengue-Kyo. Isso é tão certo quanto mirar o solo. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 666)

Conforme essa frase, Nichiren Daishonin revela que, com o shakubuku que realizou, aumentou gradativamente o número de discípulos e adeptos, e que também no futuro, com certeza, continuarão surgindo os Bodhisattvas da Terra que possuem a missão de proteger a Verdadeira Lei. Sem dúvida, nós somos os Bodhisattvas da Terra que recebemos de Nichiren Daishonin a preciosa missão denominada shakubuku. É fundamental que, em torno dessa missão, dediquemo-nos aos exercícios diários de shakubuku. Prosseguindo, temos a última passagem: Mesmo que os males sejam muitos, não vencerão um único bem. Nós devemos reverenciar, gravando essa frase no âmago de nossos corações. Lemos e ouvimos quase diariamente, na televisão ou nas notícias da internet, informações sobre pessoas que acumulam más causas: ora que alguém foi assassinado, ora que alguém foi roubado, ora que uma empresa praticou ilegalidades, prestando falsa declaração. Podemos supor que as pessoas que cometem esses atos que as levam a acumular más causas, os cometeram por pensar que essas ações sem falta lhes favoreceriam, ou então, por terem sido levadas pelas emoções ou pensamento de buscar os prazeres momentâneos, devido à baixa condição de vida que as impediu de enxergar o verdadeiro aspecto ou a razão. Porém, más causas jamais se transformam em boas causas. E a Verdadeira Lei jamais será destruída, quaisquer que sejam as más causas, ou por mais que as maldades ocorram tumultuadamente. A Verdadeira Lei sem falta será protegida pelo Reverendíssimo Soberano da Lei e pelos discípulos e adeptos de cada época. Nesta época da Era do Fim do Darma, há muitas pessoas com baixa condição de vida e não são muitas as pessoas que conseguem crer e manter com sinceridade a Verdadeira Lei. Porém, nessa conjuntura, os senhores que receberam a cerimônia de conversão – gojukai, tal como a flor de lótus, estão superando as mais diversas dificuldades e maldades com gongyo, recitação de daimoku e shakubuku, protegendo o templo e acumulando grandes virtudes. Nichinyo Shonin nos orienta: Afinal, os templos da Nichiren Shoshu foram estabelecidos para ser o castelo da Lei para propagar a grandiosa Lei em cada localidade. Ao estarem revestidos com esse significado N º 2 2 6

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e objetivo, adquirem o valor de sua existência e a importante missão. E, para o templo manifestar efetivamente a sua função como templo, o importante, acima de tudo, é a união harmoniosa entre clérigos e adeptos e a união de corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin. Quando em torno do Mestre Orientador, Diretor Koto, Diretor Vice-Koto, Kanji e todos os membros da Hokkeko se dedicarem em prol da ampla propagação da Lei Mística com corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, até a grande aspiração de propagar a Lei em todo o mundo sem falta será alcançada. [...] Nichiren Daishonin afirma na escritura “Resposta ao Suserano Ben (Ben Dono Goshosoku)” que, caso o coração das pessoas estiver com propósitos diferentes, nada pode ser alcançado: “O fato de até o momento não haver nenhum sinal, embora já tivessem [orado a ponto] de rachar o cérebro, indica que há pessoas com propósito divergente neste meio”. Isto é, afirma que o fato de não ter sido manifestado o resultado, embora tivesse orado e orado a ponto de rachar o cérebro, é por haver alguém com propósito divergente, ou seja, de corpos diversos com diversos propósitos – itai ishin. De fato, conforme Nichiren Daishonin afirma: “Com corpos diversos com o mesmo propósito tudo se realizará, mas com um mesmo corpo com diversos propósitos nada se realizará”, essa união de corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, é a chave para a vitória. Entretanto, corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, não se refere de forma alguma a “serem amigos”, e sim, ao fato de todas as pessoas da organização, embora sejam diferentes em sua natureza, aspecto e forma, lutarem tendo o mesmo propósito, focados num único ponto, da propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu. (Dainichiren, edição 844, pág. 34)

Gostaria que gravassem firmemente em seus corações, especialmente a última parte dessa orientação. Quando se fala em corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, pensa-se a princípio, em ter empatia ou afinidades. Mas não é isso. Ter corpos diversos com o mesmo propósito é focar num único ponto, da propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu, isto é, voltar-se para o propósito do Buda. Indica que se deve ter corpos diversos com o mesmo propósito com o ensino do Buda e não com as pessoas. Hoje eu gostaria que os senhores entendessem claramente esse ponto. Todos somos mortais comuns da Era do Fim do Darma. Mas, ao mesmo tempo, somos companheiros seguindo juntos o ensino do Buda Original Nichiren Daishonin. Só nós podemos propagar o ensino de Nichiren Daishonin. Há a seguinte passagem da escritura “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)” que o sacerdote prior lê anualmente na ocasião da Cerimônia de Oeshiki: No Sutra do Nirvana consta: “Afastando-se do amigo do Bem e persistindo na lei maléfica, sem ouvir a Verdadeira Lei, afundará no Inferno Avici e, por conta dessa causa e relação, adquirirá o corpo com a dimensão de 84 mil

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yojana.” Ou seja, esclarece que, caso fale mal ou faça com que haja afastamentos por criticar os companheiros membros da Hokkeko, que são amigos do Bem, sem falta acabarão acumulando más causas. Além disso, acredito que muitas pessoas atualmente estejam pensando sobre o futuro deste país. Também sobre isso, Nichiren Daishonin afirma em “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)”: O senhor deve reformular rapidamente os conceitos limitados de sua crença e devotar-se imediatamente ao Único Bem do Veículo Objetivo. Assim, os três mundos serão todos do país do Buda; o país do Buda não entra em declínio. As dez direções serão, todas, Terra de Tesouros; como poderia a Terra de Tesouros ser destruída? Sem o declínio do país e a destruição da terra, o corpo ficará seguro e o coração ficará sereno. Ou seja, afirma que os três mundos em que nós, mortais comuns, normalmente vivemos, transformar-se-ão no país do Buda com os benefícios do Nam-Myoho-Rengue-Kyo. A Terra de Tesouros, isto é, o país do Buda que surgirá como benefício, jamais será destruída. Mas o que é preciso para isso? É estabelecer o Bem da Terra, ou seja, os exercícios de shakubuku. O ensino de Nichiren Daishonin é o ensino da razão. Supondo que deseje aprender a dirigir um carro, isso jamais acontecerá somente com a recitação de daimoku. É preciso frequentar devidamente uma autoescola e aprender as técnicas para conduzir um veículo. Da mesma forma, caso desejarmos tornar o país em que vivemos um país pacífico e tranquilo, precisamos gerar as causas para isso. Isso é shakubuku e, para concretizar esse shakubuku, precisamos unir os nossos corações em prol da propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu, conforme as orientações de Nichiren Daishonin. Isto é, manter a fé com corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin. E o que seria necessário para concretizar o shakubuku? Penso que seja algo que as pessoas que se dedicam diariamente ao exercício de shakubuku saibam bem, mas acredito que temos muito a aprender, especialmente com a Perseguição de Atsuwara. Acredita-se que os adeptos de Atsuwara sofreram a perseguição em prol da Lei cerca de um ano depois de terem se convertido. Mas mantiveram a convicção absoluta no Gohonzon, jamais abandonaram o ensino de Nichiren Daishonin e nem sucumbiram à perseguição. Isso não teria ocorrido por observar o comportamento de Nikko Shonin ao realizar o shakubuku e a propagação do ensino e terem adquirido a seguinte grande convicção: “Não tenho dúvidas de suas palavras. Por isso, seguindo o ensino de seu mestre, Nichiren Daishonin, podemos alcançar a suprema condição de vida denominada Iluminação, não somente nesta existência como nas três existências!”? Isto é, não podemos tirar o aprendizado da Perseguição de N º 2 2 6

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Atsuwara de que, se o shakubuku vai ser ou não concretizado; se vamos poder salvar ou não a vida das pessoas desde a sua base; se, com isso, poderemos atingir ou não a Iluminação na Forma Presente, depende do nosso comportamento? Mesmo que nos expressemos com palavras bonitas, se as nossas ações não forem condizentes, ninguém vai nos ouvir. Nós acreditamos que Nichiren Daishonin é o Buda Original e estamos realizando os exercícios de aprimoramento no caminho do Buda visando a felicidade suprema, de atingir a Iluminação na Forma Presente e alcançar a condição de vida da Iluminação nas três existências. Por que realizamos o gongyo, a recitação de daimoku, o shakubuku, a visita ao templo ou participamos de Mamorukai e reuniões de núcleo? Tudo isso é para fazer com que a nossa condição de vida seja a de Buda e possamos transformar tudo em causa para a felicidade, seja qual for a situação ou o ambiente, e trilharmos a vida com tranquilidade. Além disso, todos precisam da relação com outras pessoas para viver. Não há uma pessoa sequer que consiga viver só. E para realizar corretamente os exercícios de aprimoramento no caminho do Buda, é preciso que a prática da fé esteja alinhada com a Pulsação Vital da Lei – de Nichiren Daishonin para o Reverendíssimo Soberano da Lei, do Reverendíssimo Soberano da Lei para os sacerdotes, dos sacerdotes para a Hokkeko. Não é mera obra do acaso, o fato de comparecermos hoje no templo como membros da Hokkeko do Brasil, termos realizado juntos a leitura da liturgia e a recitação de daimoku para o mesmo Joju Gohonzon e partilharmos os exercícios de aprimoramento no caminho do Buda. Cada pessoa gerou as causas para K A I S E N

isso, ou seja, isso resultou da escolha de cada pessoa. Por ser um agrupamento de mortais comuns, naturalmente há diversas diferenças quanto ao modo de pensar. Ocasionalmente podem achar: “porque a minha opinião não é admitida, já que é mais correta do que a de outras pessoas?”. Mas essa situação também decorre das causas que a própria pessoa gerou. Portanto, conforme as orientações de Nichinyo Shonin, é importante sempre pensarmos com que comportamento e palavras poderemos contribuir em prol da propagação irrestrita da Lei – kosenrufu. E, para isso, é importante que se estabeleça umaorganização com corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin. Tendo-se sempre essa consciência, sem falta manifestar-se-á a prova real condizente para um seguidor de Nichiren Daishonin. Caso, contrariamente, não tiver a consciência sobre corpos diversos com o mesmo propósito, embora tenha um longo período de prática, a prova real, da alegria de praticar, não se manifestará. Vamos continuar a nos dedicar diariamente para estabelecer a organização Hokkeko com corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin, almejando a propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu, em prol do estabelecimento da paz no mundo, prosperidade do Brasil, e acima de tudo, pela nossa própria felicidade. Orando pelo sucesso e saúde cada vez mais vigorosos dos senhores, gostaria de fazer destas palavras a minha preleção de hoje. Meus sinceros reconhecimentos pela presença dos senhores nesta Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão. Muito obrigado.

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Recitação Especial de Oko Orientação do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin 13 de novembro de 2018

Nichiren Daishonin ensina o seguinte na escritura “Todos os Fenômenos Estão Contidos em um Único Momento da Vida” (Sozai Ichinen Sho): Questionamento: Se uma pessoa ignorante, incapaz de ler ou escrever, recita o Nam-Myoho-Rengue-Kyo, que benefício ela poderia obter? Resposta: Suponha que essa pessoa iletrada, que não sabe ler, escrever ou entender sequer uma única palavra, acredite e recite o Nam-Myoho-Rengue-Kyo. Ela primeiro obterá o benefício resultante da ação com a boca dos três tipos de ação – com o corpo, com a boca e com a intenção. Uma vez que obtenha benefícios [com os três tipos de ação], definitivamente será capaz de receber a semente do estado de Buda em seu coração e libertar-se dos sofrimentos da vida e da morte. Este sutra é muito superior a todos os outros ensinamentos, porque afirma que mesmo aqueles que caluniam o Sutra de Lótus [serão capazes de atingir a Iluminação] através de uma relação de oposição, assim como aqueles que difamaram o Bodhisattva Fukyo. Não é preciso dizer que aqueles que acreditam no Sutra de Lótus, por meio de uma relação de concordância também podem alcançar o estado de Buda. Assim, o Grande Mestre Dengyo declarou: “Tanto os crentes quanto os caluniadores alcançarão o estado de Buda sem falhar”. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 115)

A pergunta feita é que tipo de benefício “uma pessoa ignorante que é incapaz de ler ou escrever” e que não entende uma única palavra dos sutras ou anotações alcançará, se recitar o Nam-Myoho-Rengue-Kyo. A resposta é que, mesmo uma pessoa iletrada possa primeiro obter o benefício com a ação com a boca dos três tipos de ação – com o corpo, com a boca e com a intenção se recita o daimoku com fé. Se tal pessoa alcança o benefício com a ação com a boca, obterá a semente de Buda no seu coração. Então, se libertará dos sofrimentos da vida e da morte sem falhar e alcançará a Iluminação. A superioridade do Sutra de Lótus em relação aos outros sutras é que, mesmo aqueles que caluniam o Sutra de Lótus podem atingir o estado de Buda através de uma relação de oposição, assim como aqueles que falam mal e amaldiçoam o Bodhisattva Fukyo. Isto é afirmado no Capítulo Fukyo, 20.º do Sutra de Lótus. O Bodhisattva Fukyo surgiu durante a Era da Formalidade do Darma após a morte do Buda Ionno. Ele insistiu que todos os seres possuem a natureza de Buda, [e inclinou-se em reverência às pessoas que ele conheceu], recitando as palavras do Sutra de Lótus com 24 ideogramas como segue: Eu os reverencio profundamente. Nunca ousarei tratá-los com desprezo ou arrogância. Por quê? Porque todos estão praticando o caminho de bodhisattva e com certeza

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atingirão o estado de Buda. (Sutra de Lótus, pág. 500; The Lotus Sutra, Watson, pp. 266-267)

Como essa passagem consiste de 24 ideogramas em chinês clássico, é chamada de Sutra de Lótus com 24 ideogramas. Sempre que o Bodhisattva Fukyo via os quatro tipos de adeptos – monges, monjas, leigos e leigas – ele se inclinava para eles em reverência, recitando esse ensinamento de 24 ideogramas. Ele nunca os desprezou, mas os elogiou, afirmando que todos os seres possuem o mundo de Buda. É por isso que ele foi chamado Bodhisattva Fukyo (“Nunca Desprezar”). No entanto, ele foi perseguido e atacado com bastões, paus, pedras e telhas. Apesar disso, ele continuou a se curvar em reverência às pessoas. Aqueles que haviam maltratado o Bodhisattva Fukyo caíram no inferno uma vez, mas depois, eles foram salvos através de sua relação de oposição que haviam estabelecido ao ouvirem o Sutra de Lótus. Dessa forma, o benefício do Myoho-Rengue-Kyo é que, mesmo aqueles que difamaram o Bodhisattva Fukyo poderiam alcançar a Iluminação através de uma relação de oposição. Não é preciso dizer que aqueles que têm uma relação de concordância certamente alcançarão o estado de Buda. Consequentemente, o Grande Mestre Dengyo ensinou que “ambos – seguidores e caluniadores – alcançarão o estado de Buda sem falhar”. Com relação a estas palavras do Grande Mestre Dengyo, Nichiren Daishonin ensina o seguinte na escritura “Dez Principais Doutrinas Descritas nos Princípios Destacados do Sutra de Lótus” (Shuku Jissho Sho): Aqueles que louvam o Sutra de Lótus acumulam boa sorte tão elevada quanto o Monte Sumeru, enquanto a ofensa que alguém comete ao caluniar o Sutra de Lótus abre o caminho para o Inferno dos Incessantes Sofrimentos. Mesmo assim, para aqueles que acreditam no Sutra de Lótus, o Sutra se torna um tambor celestial, e para aqueles que o caluniam, o Sutra se torna um tambor envenenado. Tanto os seguidores quanto os caluniadores do Sutra de Lótus alcançarão o estado de Buda sem falhar. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1348)

Como ensina a passagem, aqueles que reverenciam o Sutra de Lótus podem acumular boa sorte tão elevada quanto o Monte Sumeru, enquanto aqueles que a caluniam geram as causas para cair no Inferno dos Incessantes Sofrimentos. Para aqueles que têm fé no Sutra de Lótus, o Sutra se torna um tambor celestial, e aqueles que ouvem o tambor celestial se absterão de cometer atos malignos. Por outro lado, para aqueles que o caluniam, o Sutra se torna um tambor envenenado. Dizem que quando um tambor N º 2 2 6

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pincelado de veneno é batido, todos aqueles que ouvem o som do tambor morrem instantaneamente. Esta é uma metáfora que mostra que o ensinamento budista permite que todos aqueles que o ouvem sejam libertados dos desejos mundanos. Assim, através de sua relação com o MyohoRengue-Kyo, não há dúvida de que tanto os seguidores quanto os caluniadores do Sutra de Lótus alcançarão o estado de Buda sem falhar. Precisamente, a frase: “Tanto os seguidores quanto os

caluniadores atingirão o estado de Buda sem falhar” é extremamente importante. Ou seja, quando realizamos o shakubuku, é importante indicar claramente os erros dos ensinamentos errôneos e revelar pacientemente para as pessoas sobre a grandiosidade e superioridade do Budismo de Nichiren Daishonin. Isso porque, mesmo que a princípio se oponham, o fato de termos semeado a Lei Mística servirá de relação para que um dia elas venham a se converter.

Retribuir ao corvo preto a dívida de gratidão ao corvo branco Reverendo Gyoten Shirai Matéria de Estudo para o Núcleo de Novembro

O budismo preza a “retribuição pelas dívidas de gratidão”. Não somente a Nichiren Shoshu mas o budismo como um todo ensina sobre a importância da retribuição pelas dívidas de gratidão. E o que é a “retribuição pelas dívidas de gratidão”? Pesquisando no dicionário japonês, consta: “o fato de retribuir por um favor”, “pagar o favor”. Vamos então analisar sobre o que seria a “retribuição pelas dívidas de gratidão” na Nichiren Shohsu. Nichiren Daishonin revela na escritura “Sobre as Orações (Kito Sho)”: |Deve retribuir ao corvo preto a dívida de gratidão ao corvo branco. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 630)

representa o fato da dívida que temos para com o Buda ser tão grande que, embora procuremos retribuir, não conseguiremos fazer de forma satisfatória. Em contraposição, na sociedade há muitos corvos pretos. São, por exemplo, as pessoas que não praticam a fé. Para nós, seguidores da Nichiren Shoshu, é importante retribuirmos a essas pessoas, a gratidão que temos para com o corvo branco – Nichiren Daishonin, ou seja, com a dedicação ao shakubuku. Para podermos realizar o shakubuku, o gongyo e a recitação de daimoku no dia a dia também são importantes. Vamos retribuir com o shakubuku, pelas diversas dívidas que temos para com o Gohonzon, em primeiro lugar, e para os demais.

Há muito tempo atrás, um rei havia saído para caçar e, por cansaço, acabou adormecendo no meio da relva. Mas, uma cobra venenosa estava à espreita no meio do campo. A cobra foi se aproximando sorrateiramente na direção do rei, e quando estava prestes à dar o bote, um corvo branco aterrissou vindo de uma direção desconhecida, e acordou o rei com suas bicadas. Podemos dizer que o rei escapou da morte por um triz. Ele retornou para o castelo e, desejando retribuir pelas dívidas de gratidão ao corvo branco, ordenou imediatamente aos seus vassalos que procurassem por ele. Mas não conseguiram encontrá-lo em parte alguma. Assim, um de seus vassalos lhe disse: “Meu rei, não pudemos encontrar o corvo branco por mais que o houvéssemos procurado. Em compensação, há muitos corvos pretos em toda a parte. O que o senhor acha de retribuir para os corvos pretos a dívida que o senhor tem com o corvo branco?”. Ouvindo isso, o rei disse: “Que ótima observação!”, e retribuiu aos corvos pretos pela dívida de gratidão. O “corvo branco” da parábola refere-se ao Buda, e no presente, na Era do Fim do Darma, a Nichiren Daishonin. Os “corvos pretos” referem-se às pessoas que não praticam ou que desconhecem o budismo de Nichiren Daishonin. O fato do rei não ter conseguido achar o corvo branco que havia lhe salvado a vida, por mais que houvesse procurado, K A I S E N

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Reunião de Recitação de Daimoku em prol do Kosen-rufu 2 de dezembro de 2018

Nesta ocasião da Reunião de Recitação de Daimoku em Prol do Kosen-rufu do mês de dezembro do “Ano da Ação”, realizamos o exercício de recitação de daimoku sob a liderança do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin no Templo Principal, em corpos diversos com o mesmo propósito – itai doshin – com os clérigos e adeptos de todo o mundo, e orei profundamente pela concretização da meta de “estabelecer a estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até o octingentésimo aniversário de nascimento do fundador, Nichiren Daishonin, em 2021”, e também para que todos os senhores concretizem efetivamente o objetivo de “cada pessoa realizar no mínimo um shakubuku por ano”. Meus sinceros reconhecimentos pela presença de cada um dos senhores. Pois bem, resta apenas um mês para o encerramento do “Ano da Ação”. Conforme se diz: “o tempo não espera as pessoas”, “o tempo passa como uma flecha”, o ano parecia que havia acabado de começar, mas doze meses já se passaram. Este é o mês para fazermos uma reflexão sobre o ano que passou e também para nos prepararmos para o novo ano. Qual foi a impressão que tiveram ao fazer uma reflexão sobre este ano? No âmbito do shakubuku, puderam realizar efetivamente e concretizar no mínimo um shakubuku? No âmbito de sua vida particular, puderam concretizar os objetivos pessoais que estabeleceram no início do ano? Imagino que alguém possa alegar: “não consegui reservar o tempo para isso, já que tenho compromissos demais”. Mas o tempo é algo que a pessoa consegue alocar, ela mesma. O tempo é algo que passa igualmente para todos – o dia tem 24 horas e o ano tem 365 dias. A questão é como reservar um tempo para o seu aproveitamento eficaz. Vamos supor que uma pessoa tenha estabelecido o seguinte objetivo: “vou fazer cinco minutos de recitação de daimoku por dia”. Certamente algumas pessoas vão achar: “O quê? Só cinco minutos?”. Mas então, quanto tempo será que essa pessoa recitará de daimoku por ano? A resposta surpreendente é: “trinta horas”. Acumulando cinco minutos diários durante 365 dias, teremos 1.825 minutos. Se forem dez minutos, teremos o dobro, somando mais de 60 horas. Pode-se acordar um pouco mais cedo para recitar o daimoku. Ou então, prolongar um pouco a recitação de daimoku no gongyo da noite. São realmente, pequenas atitudes, mas penso que consigam compreender quão importante é o acúmulo de pequenas ações. Quem é capaz consegue alocar tempo para cumprir as suas tarefas, e quem não é procura justificativas para não realizá-las. Em uma outra situação, vamos supor que algumas pessoas recitem trinta minutos de daimoku. Se

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compararmos uma pessoa que reverencia firmemente o Gohonzon e recita os trinta minutos de daimoku com a postura adequada e a pronúncia correta, com uma outra, que não reverencia adequadamente o Gohonzon, por exemplo ficando com os dedos cruzados, com uma má postura, não pronunciando claramente o daimoku ou que até esteja cochilando. Apesar da duração de trinta minutos ser a mesma, penso que seja compreensível aos olhos de qualquer pessoa que a primeira será capaz de acumular mais virtudes. O Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin nos orienta: O tempo é disponibilizado igualmente para todos. Não há variação, como pessoas que especialmente possuem mais tempo e outras com menos tempo. É conferida exatamente a mesma duração de tempo. Esse tempo concedido é igual para todos, mas há aqueles que durante esse tempo se dedicam com afinco aos estudos e outros que, ao contrário, passam os dias de forma preguiçosa e usam o tempo valioso em vão. A questão é, por qual dessas situações optamos? Já que o tempo corre igualmente, é desejável que procuremos passar o tempo de forma qualitativamente superior, com conteúdo. (Dainichiren, edição de junho de 2014, pág. 56)

Comentei há pouco que o “tempo passa igualmente para todos”, mas ele se refere ao tempo que corre de forma universal para todos. Existe um outro período de tempo, determinado, que é a duração de nossas vidas. Todos vivem o período de tempo que decorre do seu nascimento até a morte. Mas esse tempo difere de pessoa para pessoa. Nesse contexto, podemos afirmar que, usar o nosso precioso tempo em prol da prática da fé é oferecer a nossa vida para o Buda. E é por essa razão que recebemos os benefícios. Nichiren Daishonin afirma na escritura “Carta ao Suserano Toki (Toki Dono Gosho)”: Aqueles que pertencem a minha escola devem interromper o sono durante a noite e de dia renunciar ao tempo livre, para esse fim. Não devem viver a vida em vão para depois se arrepender. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1169)

O ano de 2018 ainda não chegou ao fim. Vamos nos empenhar com toda a dedicação ao gongyo, à recitação de daimoku, ao shakubuku e ao aprimoramento. Lembrando do exemplo dos cinco minutos de recitação de daimoku que citei há pouco, o acúmulo de nossas ações ao longo do ano, um dia nos levará ao grandioso resultado da propagação irrestrita da Lei – kosen-rufu. Vamos refletir sobre este ano e verificar o que pudemos atingir e o que não fomos capazes de alcançar, para que possamos nos aprimorar no próximo e nos outros anos que virão, e nos prepararmos para a chegada do ano-novo.

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Orando sinceramente pelo sucesso e saúde de todos no decorrer deste mês, faço destas palavras os meus cumprimentos. Meus sinceros reconhecimentos pela sua participação nesta Reunião de Recitação de Daimoku em Prol do Kosen-rufu deste mês. Muito obrigado.

Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão 9 de Dezembro de 2018

Neste momento em que celebramos o Oko de dezembro do “Ano da Ação”, com profundo sentimento de retribuição aos Três Tesouros pelas dívidas de gratidão, realizamos a leitura da liturgia e a recitação do daimoku, juntamente com os senhores presentes. É extremamente gratificante o fato de poder contar com a presença dos senhores, apesar de seus inúmeros afazeres. É uma satisfação poder celebrar esta cerimônia para, juntos, retribuirmos pelas dívidas de gratidão. Durante a leitura da liturgia, o gokuyo dos senhores foi oferecido ao Gohonzon e transmiti a ele o puro espírito com que o realizaram. Orei também pelo vigor da prática da fé, extinção dos carmas negativos, tranquilidade nos lares, ausência de incidentes e realização dos desejos de cada um dos senhores participantes. Meus sinceros reconhecimentos pela sua presença. Essa obra foi escrita em 1268 (5.º ano da Era Bun-ei) e o destinatário é desconhecido. É constituído de dois volumes, com sete blocos de questionamentos e respostas, e “sábio” e “ignorante” do título refere-se ao sábio que propaga a Verdadeira Lei do Sutra de Lótus e ao ignorante que desconhece a razão do budismo. Em seu teor, narra o processo, de um ignorante que transita entre as crenças como as de Ritsu, Shingon, Zen, Nembutsu, encontrar-se com o sábio e, por meio de questionamentos com os quais é refutado e doutrinado pelo sábio, vem finalmente a se devotar à Lei Mística. O trecho que lemos respeitosamente revela que no período impuro da Era do Fim do Darma, em que as calúnias à Lei estão profusos, os exercícios de aprimoramento como os de introspecção e de meditação das era da Vigência e da Formalidade do Darma perdem o valor, e ensina a importância de manter unicamente a Lei Mística, de exercitar o shakubuku para refutar as calúnias à Lei e de contestar as doutrinas errôneas. Essa escritura, conforme o título, é redigida na forma de questionamentos e respostas. As escrituras de Nichiren Daishonin, tal como “O Bem da Terra Baseado no Estabelecimento da Verdade (Rissho Ankoku Ron)”, seguem variados formatos de questionamentos e respostas. Pensase que isso tem como objetivo, ensinar a razão de forma correta, facilitando a compreensão dos seres que ainda não conhecem a Verdadeira Lei, para conduzi-los. Ou seja, K A I S E N

Nichiren Daishonin corrigiu com a razão, o equívoco dos seres perdidos nos ensinamentos pré-Sutra de Lótus e do Portal Transitório, citando exemplo por exemplo. Nessa escritura, Nichiren Daishonin expõe primeiramente, o aspecto tolo do ignorante que se queixa da transitoriedade do ser humano, de nascer, envelhecer, adoecer e morrer. Na sequência, Nichiren Daishonin lamenta o sofrimento por transitar continuamente pelos seis caminhos, isto é, inferno, fome, animalidade, inveja, humanidade e céu, sem conseguir escapar dele. Menciona que nascer como ser humano é algo extremamente raro, e que encontrar-se com a Verdadeira Lei é ainda mais difícil, comparável a uma tartaruga caolha conseguir achar um tronco flutuante. Assim, cita que, já que pôde nascer nesse mundo de humanidade, o desejável é que possa se encontrar com a Verdadeira Lei. A tartaruga caolha é uma tartaruga citada no Capítulo Myoshogonno Honji, 27.º (vigésimo sétimo) do Sutra de Lótus, que conta que somente consegue flutuar na superfície do mar uma vez a cada mil anos. Essa tartaruga que por mil anos vive no fundo do mar, não tem patas e possui apenas um olho. As suas costas estão tão frias que parecem congelar e a sua barriga, quente como ferro em brasa. O seu sofrimento é terrível. Ela deseja flutuar à superfície um dia a cada mil anos, para poder subir num tronco flutuante e aquecer as suas costas com o Sol e esfriar a sua barriga pelo orifício desse tronco flutuante. Mas mesmo que viesse à superfície depois de mil anos, na prática, é algo extremamente difícil que pudesse encontrar um tronco flutuante. E ainda que o encontrasse, por ser caolha, teria que nadar para o lado oposto, visualizando-o do lado oeste, o tronco flutuante que segue para o leste. Mesmo que conseguisse saber a localização exata, pela sua deficiência física, o simples fato de aproximar-se do tronco flutuante é difícil. Além disso, embora conseguisse encontrar o tronco flutuante e aproximar-se dele, não se sabe se o corpo dela se encaixaria perfeitamente. E assim, a tartaruga, mergulhada em desilusão, volta a viver os outros mil anos no fundo do mar. Essa tartaruga caolha representa a nós, seres da Era do Fim do Darma, e o tronco flutuante, o Budismo de Nichiren Daishonin. A Verdadeira Lei é tão difícil de encontrar, mas o ignorante estava desejando encontrá-la a qualquer custo. E então, chegou um asceta que expôs ao ignorante, que N º 2 2 6

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sabia da importância dos preceitos budistas. Citando Ryokan do Templo Gokurakuji, um conhecido sacerdote da Escola Ritsu à época, revelou a importância dos preceitos e o ignorante passou a acreditar completamente nos ensinamentos baseados nos preceitos. E eis então que dessa vez chegou um conhecido seu há anos, para quem o ignorante perguntou: “Como você pretende alcançar a felicidade nas existências futuras?”, e recomendou-lhe que seguisse os preceitos. E esse conhecido respondeu: “Isso é extremamente tolo. No budismo há divisão entre o Hinayana e o Mahayana, e os ensinos baseados em preceitos que são do Hinayana, não são a Lei para a salvação no presente”, e além disso relatou-lhe as más ações de Ryokan do Templo Gokurakuji. Ryokan do Templo Gokurakuji era um monge da religião Ritsu, à época de Nichiren Daishonin. Ouvindo sobre as orações que Ryokan faria pela chuva, Nichiren Daishonin propôs que, caso chovesse em sete dias, ele se tornaria discípulo de Ryokan, mas que, se não chovesse, Ryokan deveria se tornar seu discípulo. Ryokan aceitou com satisfação essa proposta. Mas mesmo passados sete dias, a chuva não havia caído, e então, Ryokan pediu a prorrogação do período por mais sete dias. Entretanto, além de não chover, houve uma ventania que causou mais sofrimentos para a população. Segundo o que havia sido combinado originalmente, a essa altura Ryokan deveria ter se tornado discípulo de Nichiren Daishonin. Porém, ressentido, prestou falsa acusação sobre Nichiren Daishonin perante o Governo, K A I S E N

armando para prejudicá-lo. Essa falsa acusação levou, posteriormente, à Perseguição de Tatsunokuchi. O ignorante então pergunta: “Que ensino é o correto?”. O conhecido então lhe responde: “É o Nembutsu, que lhe levará à Terra Pura da Suprema Alegria após a morte”. E assim, o ignorante jura que a partir daquele momento, passaria a recitar o Nembutsu. Posteriormente, um asceta dos exercícios de aprimoramento de Shingon visitou o ignorante. Ouvindo que o ignorante realizava os exercícios de aprimoramento de Nembutsu lhe disse: “No budismo há ensino exotérico e esotérico. Nembutsu, por exemplo, é ensino exotérico, e nem de longe chega aos pés do ensino de Shingon, que é esotérico”. O ignorante então tomou a decisão: “Compreendo... A partir de agora, farei os exercícios de aprimoramento do ensino esotérico de Shingon”. E então dessa vez, chegou um monge da escola Zen que ficou de pé com sorriso no rosto no portão da casa do ignorante. Perguntado por ele sobre o que estava fazendo, o monge da escola Zen lhe respondeu: “Eu estou realizando os exercícios de aprimoramento de Zen agora. Todos os sutras, originalmente, são como o dedo que aponta para a Lua. O importante é a Lua, isto é, o Buda. Ou seja, como o Buda existe dentro de mim, o importante é sentar de pernas cruzadas para meditar, a fim de encontrar esse Buda”. Nichiren Daishonin refuta claramente essa doutrina da religião Zen na escritura “Carta a Renjo (Renjo Sho)”: A religião Zen ensina que o coração é Buda, e que portanto, o corpo também é Buda. Mas o ensino do Buda revela que, caso se baseie somente no coração de mortais comuns, sem falta acumular-se-ão más causas e cairá no inferno. Por essa razão, no Sutra do Nirvana está revelado que não deve fazer do coração o seu mestre. (Interpretação, Heisei Shimpen Gosho, pág. 27)

O ignorante pensou então: “Há diversas doutrinas no budismo e já não sei mais qual é a melhor. Mas eu gostaria de encontrar a Verdadeira Lei, custe o que custar”, e partiu para uma viagem de peregrinação aos templos. E durante o percurso, encontrou-se com o sábio que recita o Sutra de Lótus. E a partir disso, a doutrina do Devoto do Sutra de Lótus, ou seja, Nichiren Daishonin, passa a ser revelada ao longo dos questionamentos e respostas. A frase deste mês corresponde ao trecho do diálogo com o sábio. Pois bem, abordarei a frase. Temos no início: Esta é uma era impura – como o coração das pessoas está desvirtuado e distorcido, e apenas o ensino expediente e as calúnias à Lei estão profusos, é difícil propagar a Verdadeira Lei. A era impura refere-se à Era do Fim do Darma. Essa passagem revela que na época da Era do Fim do Darma, em decorrência dos cinco tipos de impurezas, a vida das pessoas, as ideologias e a sociedade como todo, acabam se tornando impuros. Os cinco tipos de impurezas referem-se a impureza dos kalpas, que leva à ocorrência de calamidades N º 2 2 6

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naturais como fome e epidemias, e também guerras, que causam a desordem no mundo; impureza dos desejos mundanos, que é o corrompimento físico e emocional das pessoas causado pelos desejos mundanos; impureza dos seres, que é a degradação da sociedade como todo, por causa da junção dos seres humanos dominados pelos desejos mundanos; impureza da visão, causada pelo descaminho ideológico, fazendo com que as pessoas se percam com a propagação de diversos pensamentos e opiniões distorcidos e maléficos; impureza da vida, que causa o desvirtuamento da vida dos seres em decorrência das impurezas da visão e dos desejos mundanos. Na Era do Fim do Darma, por causa da profusão desses cinco tipos de impurezas, o coração das pessoas fica corrompido, e com a difusão de conhecimentos distorcidos e calúnias à Lei, torna-se um período em que a Verdadeira Lei é difícil de ser propagada. Prosseguindo, temos a seguinte passagem: Nesta época, os exercícios de aprimoramento de leitura, recitação e transcrição, bem como a introspecção, a meditação e o ascetismo são inúteis. Isto é, esclarece que os exercícios de aprimoramento como leitura, recitação e transcrição dos sutras pré-Sutra de Lótus, ou então, a profunda contemplação ou dedicação ao exercício de meditação da religião Zen não levam à Iluminação. Nichiren Daishonin indica efetivamente os equívocos dos exercícios de aprimoramento das religiões pelos quais o ignorante estava perdido no início dessa escritura. Prosseguindo, temos a seguinte passagem: Apenas coloque em prática o shakubuku e, se tiver forças, refute com vigor as calúnias à Lei e conteste também as doutrinas errôneas com as doutrinas [corretas]. Nichiren Daishonin nos ensina nessa escritura: “Enquanto a situação é de domínio das doutrinas errôneas, deve-se refutar as calúnias à Lei, considerando isso como prioridade de todas as ações. Isso é o exercício de aprimoramento de shakubuku. Caso deixe de realizar o exercício de shakubuku, desconhecendo isso, além de não conseguir atingir a Iluminação, cairá no mau caminho” (interpretação, Heisei Shimpen Gosho, pág. 402). É importante realizar devotadamente o shakubuku, “considerando isso como prioridade de todas as ações”, justamente agora, em que diversas doutrinas e leis errôneas estão difundidas. O Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin orienta, citando a frase da passagem anterior: Caso pense: “mesmo que eu deixe de fazer shakubuku, se realizar o gongyo da manhã e da noite, e participar minimamente na Cerimônia de Oko e reuniões, isso já será suficiente”, está transgredindo esse dito dourado. Se realizar uma prática da fé que transgride o dito dourado do Buda Original, jamais será possível ser feliz. (Dainichiren, edição de fevereiro de 2010)

Exige-se perseverança e coragem para realizar o shakubuku, assim, não se pode economizar esforços e

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tempo para isso. E também não é possível realizar sem determinação, vontade e entusiasmo por parte da pessoa que o pratica. Um grande estímulo para manifestar essa vontade é a recitação de daimoku dos clérigos e adeptos em união harmoniosa em prol da concretização da meta jurada para o Gohonzon, bem como as escrituras de Nichiren Daishonin e as orientações do Reverendíssimo Soberano da Lei que rege a direção da ampla propagação da Lei. Conscientes de nossa condição, de discípulos e adeptos do Reverendíssimo Soberano da Lei, vamos nos dedicar aos exercícios de aprimoramento da prática da fé em conformidade com as suas orientações. Prosseguindo, temos a última passagem: Observando o mundo atual, pondere se este é um país onde a Verdadeira Lei está disseminada ou se é um país onde prosperam as leis errôneas. Há muitas pessoas que estão sofrendo em decorrência dos ensinos errôneos. Salvar essas pessoas, desde a raiz, é a nossa missão, dos membros da Hokkeko. Para isso, é importante ter uma visão clara sobre a conjuntura do país e da sociedade, e estabelecer um planejamento para concretizar efetivamente o shakubuku. O Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin, citando a frase que lemos respeitosamente, concedeu a seguinte orientação na Convenção Geral da Confederação Hokkeko deste ano: Shakubuku é o exercício de benevolência de salvar todos os seres. É o supremo exercício de aprimoramento do caminho do Buda que semeia os cinco ideogramas da Lei Mística do Budismo de Semeadura da Causa Original no coração dos seres fortemente dominados pelos três venenos, afetados pelos malefícios das calúnias à Lei de doutrinas e religiões errôneas e que agonizam com os sofrimentos e angústias, para conduzi-los para a condição de vida da Iluminação na Forma Presente. É a preciosa missão concedida para os da estirpe dos Bodhisattvas da Terra, a nata do Mahayana. Por essa razão Nichiren Daishonin revela na escritura “Diálogo entre um Sábio e um Ignorante (Shogu Mondo Sho)”: Esta é uma era impura – como o coração das pessoas está desvirtuado e distorcido, e apenas o ensino expediente e as calúnias à Lei estão profusos, é difícil propagar a Verdadeira Lei. Nesta época, os exercícios de aprimoramento de leitura, recitação e transcrição, bem como a introspecção, a meditação e o ascetismo são inúteis. Apenas coloque em prática o shakubuku e, se tiver forças, refute com vigor as calúnias à Lei e conteste também as doutrinas errôneas com as doutrinas [corretas]. [...]”. [...] Portanto, Nichiren Daishonin repreende, em diversas escrituras, que quem não refuta, não realiza o shakubuku embora veja o inimigo do Sutra de Lótus, é aquele a quem o Sutra do Nirvana se refere com a expressão: “não possui benevolência e demonstra falsa afetividade”, um “inimigo dentro do budismo”, isto é, um inimigo que se encontra dentro do budismo. Porém, o fato de Nichiren Daishonin referir-se àqueles que não realizam o N º 2 2 6

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shakubuku de forma tão severa, paradoxalmente não é outra indicação, senão, de quão grandioso é o benefício daqueles que o praticam. [...] O mais importante agora, aqui, é que não adianta compreender somente na teoria sobre quão grandioso é o benefício do shakubuku. O fundamental é avançar mais um passo adiante e, sem ficar na teoria, experimentar esse benefício com a nossa prática efetiva do shakubuku. (Dainichiren, edição de maio de 2018)

O Reverendíssimo Soberano da Lei sempre nos orienta sobre a importância do shakubuku, mas isso decorre da sua grandiosa benevolência de desejar que todos da Hokkeko possam experimentar os benefícios e satisfações que resultam do shakubuku. E conforme a frase da escritura “Carta a Renjo (Renjo Sho)” citada há pouco, o mais importante nos exercícios de aprimoramento no caminho do Buda do dia a dia é não fazer do seu coração o seu mestre. Embora realize o gongyo, a recitação de daimoku e o shakubuku, caso não compreenda esse ponto, não conseguirá acumular os benefícios do Gohonzon. Nós somos todos, mortais comuns. O nosso mestre é Nichiren Daishonin e o Reverendíssimo Soberano da Lei que preserva o ensino de Nichiren Daishonin com a condição de vida de “ser a única pessoa que salva – yuiga ichinin noi kyugo”. Nós somos discípulos e entre os discípulos não há hierarquia. Há somente a diferença quanto à condição. Nichiren Daishonin revela nessa escritura: O budismo não deve ser avaliado com base na condição social da pessoa. A questão é se essa frase do sutra é correta ou não. Mesmo que a condição social de uma pessoa seja inexpressiva, não deve desprezar a Verdadeira Lei que ela mantém.

Por ser mística a Lei, a pessoa é nobre, e por ser a pessoa nobre, o local é sagrado. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1569)

Por mantermos a Verdadeira Lei, a nossa vida torna-se a do Buda e, por termos a vida de Buda, o local em que habitamos também passa a ser a terra do Buda. Caso menospreze ou calunie um mortal comum por visão equivocada, é certo que o local onde se encontra a pessoa que cometer tais atos cairá nos três maus caminhos. Devemos ser bastante prudentes. Resta pouco tempo para o término deste ano. Vamos nos dedicar ao exercício de shakubuku para retribuirmos pelas dívidas de gratidão a Nichiren Daishonin, com a alegria de termos tido a oportunidade de encontrar a Verdadeira Lei – difícil de ser encontrada. Orando pelo sucesso e saúde cada vez mais vigorosos dos senhores, gostaria de fazer destas palavras a minha preleção de hoje. Meus sinceros reconhecimentos pela presença dos senhores nesta Cerimônia de Oko em retribuição pelas dívidas de gratidão. Muito obrigado.

(Interpretação, Heisei Shimpen Gosho, pág. 389)

Nós nos encontramos em respectivas condições em decorrência das relações causais das existências passadas. Os sacerdotes recebem orientações do Reverendíssimo Soberano da Lei, realizam os exercícios de aprimoramento e, em conformidade com a designação recebida, estão servindo em respectivos templos. Dentre os sacerdotes, há quem esteja servindo no Templo Principal, [em outros locais] no Japão, no exterior, em diversas missões e condições. Não há algo como uma missão ser mais importante perante outras. Cada pessoa tem a sua respectiva missão e nenhuma pode ser preterida. O mesmo se aplica aos membros da Hokkeko. Cada um dos membros possui a sua preciosa missão. Seja uma pessoa que recebeu a cerimônia de conversão – gojukai hoje, seja quem pratica há mais de cinquenta anos. Todos, em sua respectiva condição, possuem a sua preciosa missão. Jamais se poderá desprezar por questões sociais. Nichiren Daishonin adverte rigorosamente que isso incorre nas catorze calúnias à Lei. Temos na escritura “Resposta ao Suerano Nanjo (Nanjo Dono Gohenji)”:

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Recitação Especial de Oko Orientação do Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin 13 de dezembro de 2018

Nichiren Daishonin ensina o seguinte na escritura “Diálogo entre um entre um Sábio e um Ignorante (Shogu Mondo Sho)”: Esta é uma era impura – como o coração das pessoas está desvirtuado e distorcido, e apenas o ensino expediente e as calúnias à Lei estão profusos, é difícil propagar a Verdadeira Lei. Nesta época, os exercícios de aprimoramento de leitura, recitação e transcrição, bem como a introspecção, a meditação e o ascetismo são inúteis. Apenas coloque em prática o shakubuku e, se tiver forças, refute com vigor as calúnias à Lei e conteste também as doutrinas errôneas com as doutrinas [corretas]. [...] Observando o mundo atual, pondere se este é um país onde a Verdadeira Lei está disseminada ou se é um país onde prosperam as leis errôneas. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 403)

Nesta época maligna do Era do Fim do Darma, quando o mundo está repleto de cinco tipos de impurezas, Nichiren Daishonin revelou que a melhor maneira de salvar muitas pessoas, que agonizam com os sofrimentos decorrentes do veneno das calúnias à Lei das doutrinas maléficas, é o shakubuku. Ele ensina que é preciso praticar o shakubuku na Era do Fim do Darma. Além disso, Nichiren Daishonin ensina na escritura “Resposta ao Suserano Soya (Soya Dono Gohenji)” como segue: Caso deixe de refutar, embora veja o inimigo do Sutra de Lótus, não há dúvidas que tanto o mestre como os seguidores cairão no Inferno dos Incessantes Sofrimentos. Conforme o Grande Mestre Nan-yueh: “Cairão no Inferno juntamente com todos os malfeitores”. Almejar atingir o Estado de Buda sem, no entanto, censurar as calúnias à

Lei é tal como procurar água dentro do fogo ou fogo dentro da água. É inútil, é inútil. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 1040)

Nichiren Daishonin admoesta estritamente que, se um sacerdote e seus seguidores virem alguém cometer uma calúnia, mas não praticarem shakubuku nessa pessoa, então "tanto o mestre como os seguidores cairão no Inferno dos Incessantes Sofrimentos”. Ao mesmo tempo, Ele ressalta que a causa básica do infortúnio, dos sofrimentos e da confusão no mundo é devida unicamente ao veneno das calúnias à Lei de doutrinas errôneas. Assim, aqueles que veem a calúnia da Lei e oram somente pela própria realização do estado de Buda, sem refutar os erros dos outros, são como “procurar água dentro do fogo ou fogo dentro da água”. Nichiren Daishonin estritamente nos adverte que, embora pratiquemos o Budismo, se deixarmos os caluniadores agirem, e não refutarmos seus erros através da prática do shakubuku, então não seremos capazes de atingir a iluminação. Hoje, tanto os sacerdotes quanto os adeptos da Nichiren Shoshu estão se esforçando em um só corpo, avançando em prol da concretização do nosso objetivo de estabelecer a estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko até o ano de 2021. Neste momento, cada um de nós, gravando em nossos corações estas palavras douradas, devemos ser guiados pelo shakubuku, com base em uma firme resolução, não importando quais dificuldades e obstáculos possam surgir, de modo que possamos, a qualquer custo, alcançar nosso objetivo de estabelecer a estrutura organizacional de 800 mil adeptos da Hokkeko no mundo. Este é o objetivo que prometemos alcançar diante do Gohonzon.

Espelho Reverendo Gyoten Shirai Matéria de Estudo para o Núcleo de Dezembro

Penso que tenham o costume de conferir o seu aspecto diante de um espelho antes de saírem de casa. No caso de homens, devem estar checando o seu penteado ou o caimento da roupa, e no caso de mulheres, se a maquiagem está bem feita. Na China, há o seguinte ditado sobre o espelho: “faça da pessoa um espelho”. Há também outra máxima: “Fazendo do cobre um espelho, é possível refletir nele a sua aparência e então arrumar o modo como se veste. Fazendo da história um espelho, poderá tomar o conhecimento acerca da prosperidade, da K A I S E N

ruína e da destruição de um país. Fazendo da pessoa um espelho, é possível conhecer suas qualidades e seus defeitos”. Existe também um ditado japonês com o mesmo significado: “Corrija a si mesmo, observando o comportamento alheio”, que indica que devemos seguir os bons exemplos e corrigir em nós o que vemos de errado. Todos eles ensinam que devemos fazer do comportamento e ações de outras pessoas um espelho para corrigir as nossas atitudes (ou seja, como um critério de avaliação). N º 2 2 6

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Falando de forma simples sobre as ações de outras pessoas, não devemos cometer as que julgarmos erradas, tal como corrigimos a nossa apresentação ao nos olharmos no espelho. Não devemos praticar más ações iguais às cometidas por um malfeitor. Não devemos pensar que podemos fazer algo errado só porque todos estão agindo assim. Na escritura “A Abertura dos Olhos (Kaimoku Sho)”, Nichiren Daishonin ensina: O espelho de cobre reflete a cor e a forma. […] O espelho do budismo reflete o carma e as causas do passado. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 572)

O budismo ensina que o acúmulo das ações no passado são as causas que se manifestam como efeito no presente e que o comportamento no presente será a causa para suscitar o resultado no futuro. Não temos como saber as causas negativas que geramos nas existências passadas, mas ao olharmos no espelho do budismo, podemos conhecer, através das relações e ambientes que nos cercam no presente (pais, filhos, amigos, ambiente de trabalho e local onde moramos), que tipo de ações viemos acumulando nas existências passadas. Nichiren Daishonin ensina na escritura “A Transmissão da Exegese Oral do Sutra de Lótus (Ongi Kuden)”: A pessoa que recita o Nam-Myoho-Rengue-Kyo, acreditando no ensino de Nichiren, poderá compreender tudo, tal como um espelho nítido que reflete tudo. E esse espelho nítido é o Gohonzon. (Interpretação, Heisei Shimpen Gosho, pág. 1776)

E o Reverendíssimo Soberano da Lei Nichinyo Shonin afirma: Fala-se também que o Gohonzon é como um “espelho”. É apenas um exemplo, mas indica que ele reflete exatamente a nossa fisionomia. Caso reverenciemos o Gohonzon com a expressão de dúvida e desconfiança, ela será refletida por completo. Por essa razão, não se deve realizar o gongyo com K A I S E N

a expressão carrancuda. Quando recitamos o daimoku das profundezas do nosso ser, acreditando de coração – física e espiritualmente – nos benefícios do Gohonzon, transformamos a nós mesmos. Assim, orienta que devemos recitar o daimoku com seriedade, sem duvidar do Gohonzon, que é um espelho que a tudo reflete. Nichiren Daishonin afirma na escritura “Sobre a Iluminação na Forma Presente (Issho Jobutsu Sho)”: Fazendo uma analogia, um espelho embaçado parecerá uma gema ao ser polido. O coração, agora desencaminhado com pensamentos obscurecidos, é como um espelho não polido. Se for polido, sem falta vai se tornar o espelho nítido da verdade imutável da natureza da Lei. Devem despertar uma profunda prática da fé e polir dia e noite sem negligenciar. Como devem polir? Polir significa recitar unicamente o Nam-Myoho-Rengue-Kyo. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 46)

E na escritura “Sobre ‘Todos os Fenômenos Contidos num Instante’ (Sozai Ichinen Sho)” também afirma: Caso acumule pó no espelho, ele não refletirá as formas. Se estiver nítido, mostrará tudo que existe. Limpar o pó é resultado do polimento realizado pela pessoa. Para refletir as formas, não há outra forma a não ser polir. (Heisei Shimpen Gosho, pág. 115)

Conforme essas orientações, é importante acreditarmos no Gohonzon e recitarmos o daimoku com seriedade para podermos polir o espelho do nosso coração, refletindo com clareza os fatos, para assim conseguirmos compreendê-los de forma correta. Se forem mostrados de forma nítida, poderemos avaliar e agir corretamente. Por fim, mesmo que se dedique para melhorar apenas a aparência externa, desejando que as pessoas o considerem bem apessoado ou bonito, não poderá levar essa aparência para as existências futuras. Em vez de se dedicar para melhorar apenas a aparência externa, vamos aprimorar o nosso interior e cultivar um belo coração!

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KAISEN REVISTA DE CIRCULAÇÃO INTERNA DOS ADEPTOS DA HOKKEKO DO BRASIL KAI significa ABRIR ou PROPAGAR SEN significa ELUCIDAR ou CLAREAR No 12.º Capítulo do Sutra de Lótus consta a seguinte frase: "Abrindo a Lei do Veículo Único, conduzindo amplamente todos os povos para levá-los à percepção"


Templo Budista Kaidozan Shoboji - Nichiren Shoshu Rua Luís Góis, 504 - Vila Mariana - São Paulo - SP - Brasil CEP: 04043-000 www.temploshoboji.org.br


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