PROGRAMAÇÃO
>>NOVEMBRO/15 VI FESTIVAL A CENA TÁ PRETA . ERÊ . LAZZO MATUMBI . DÃO E A CARAVANABLACK . MICHAELA HARRISON . CINEVILA BANDO . TERÇAS PRETAS . SE DEUS FOSSE PRETO MISS BRASIL GAY FESTIVAL ARIANO SUASSUNA
foto andrea magnoni
MOSTRA OFICINA DE DANÇA PARA CRIANÇAS
E
EDITORIAL
NOVEMBRO
#11
Há 21 anos, o Teatro Vila Velha tornava-se casa de um grupo que viria a se tornar a mais importante companhia de atores negros do país: o Bando de Teatro Olodum. Nascido no Pelourinho e, hoje, celebrando seus 25 anos, o Bando estreia no Vila a remontagem de Erê, que reúne no palco 25 artistas, entre veteranos e atores em formação, sob direção de Fernanda Julia e concepção geral de Lázaro Ramos. O espetáculo marca um momento de renovação, quando o grupo assume o seu papel como formador e passa a dedicar-se também a compartilhar a sua arte e a sua militância com novos artistas. Momento também em que os próprios atores passam a assumir a coordenação do grupo, com a saída do diretor Marcio Meirelles da companhia. Erê surgiu como protesto em 1996 a partir do trágico episódio da Chacina da Candelária, no Rio de Janeiro. O espetáculo foi comissionado pelo LIFT (London International Festival of Theatre) e pelo Carlton Dance. Participando deste festival, estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e foi apresentado depois no Teatro Sérgio Cardoso (SP); e do LIFT, no Young Vic Theatre (Londres) integrando ao elenco um coro de jovens da Black Theatre Co-op. Neste novembro, mês da consciência negra, a nova montagem surge, infelizmente, absolutamente atual, pois o genocídio do povo negro ainda é cotidiano neste país, e quem o pratica, impune, sente-se autorizado a fazêlo. Em 2015, os policiais envolvidos na Chacina de 12 jovens negros no Cabula, em Salvador, foram absolvidos. A absolvição aconteceu menos de um mês depois da divulgação do laudo do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa,
que apontou legítima defesa dos PMs. A nova dramaturgia de Erê, assinada por Daniel Arcades, grita para exigir o fim do assassinato de jovens e crianças negras e garantir o futuro de dignidade e oportunidades aos Erês (nome dado às entidades infantis na religiosidade de matriz africana). A luta pelos direitos do povo negro, e a celebração da sua arte, acontece também com música e cinema. O Festival A Cena Tá Preta chega a sua sexta edição e, além da estreia de Erê, apresenta o monólogo Se Deus Fosse Preto, de Sergio Laurentino, o projeto de sucesso Terças Pretas, que traz feira étnica, a peça Meu Nome é Brasil, do grupo Dudu Odara, e palestra com a atriz e pesquisadora Evani Tavares. Tem espaço ainda para o Cine Vila especial Bando, que apresenta filmes de cineastas negros, com curadoria do Bando de Teatro Olodum. Mas é com música que A Cena Tá Preta abre os seus trabalhos, no dia 6 de novembro. O cantor Lazzo Matumbi, uma das vozes mas marcantes que a Bahia já revelou ao mundo, apresenta o show Diálogo Musical. Aliás, foi no Teatro Vila Velha que, em 1981, Lazzo fez o seu primeiro show da carreira solo - depois de ficar conhecido na cena musical pelo trabalho na ala de canto do Ilê Aiyê. Depois dele, o cantor Dão e a Caravanablack trazem todo balanço da black music em um show contagiante. No terceiro dia do festival é a vez da cantora norteamericana Michaela Harrison, direto de New Orleans (EUA), apresentar o show Songs of Freedom, uma viagem musical que explora a história da luta dos negros pela liberdade através das canções tradicionais e populares, explorando os ritmos negros do jazz, soul e blues.
M MÉMORIA
Em 1995, o ator transformista André Luis Sousa e Silva, que dá vida a Bagageryer Spielberg, é convidado para participar do Meia Noite se Improvisa, projeto de variedades que contava com diversos artistas, de diferentes linguagens, que improvisavam durante a noite no Teatro Vila Velha. O sucesso e o carinho do público foram tão grandes que logo em seguida ele foi convidado para ser o mestre de cerimônia do projeto, dando início a uma estreita relação com o Vila. Em 2001, surge o Miss Brasil Gay Nordeste, concurso idealizado por Baga, que teve como sua primeira mestre de cerimônias Ivete Sangalo. De lá pra cá, o Teatro Vila Velha foi palco de praticamente todas as edições do concurso (com exceção de apenas um ano), sempre com casa cheia - de gente e de alegria.
Tracy Whitney, Tanucha Taylor e Bagageryer Spielberg Performance no Meia Noite se Improvisa (1995) - Foto Marcos MC
MISS BRASIL GAY O Teatro Vila Velha recebe mais uma edição do tradicional Concurso Miss Brasil Gay Versão Nordeste Bahia, realizado por Bagageryer Spielberg. O palco do Vila se transforma numa passarela onde os candidatos desfilarão com trajes típicos e belos vestidos de noite. O evento conta ainda com shows de grandes atores transformistas.
02/11 // sexta // 20h // R$ 80 e 40
MOSTRAS DE FORMAÇÃO
foto natacia guimaraes / lab foto
Em novembro, o palco do Vila recebe duas importantes mostras de cursos de formação em artes. No dia 21, 11h e 16h, e no dia 28, 16h, acontece o Festival Ariano Suassuna, que marca o encerramento dos cursos de teatro da Escola Lua Nova, ministrados pelas professoras Naia Pratta e Laili Flórez, com as peças O Casamento Suspeitoso, A Farsa da Boa Preguiça, O Auto da Compadecida e O Santo e a Porca, com acesso restrito à comunidade da Escola. Já no dia 29, 11h, o Núcleo Viladança, dirigido por Cristina Castro, apresenta o resultado das Oficinas de Dança para Crianças, realizadas pelas professoras Edlane Santos e Naiane Oliveira, sob supervisão de Janahina Cavalcante. Serão quase 100 crianças no palco, apresentando coreografias com muitos movimentos inventados pelos próprios alunos, com ingressos vendidos a R$ 5.
AGENDA SEG
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02 MISS GAY BRASIL cabaré dos novos 20h
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CINEVILA cabaré dos novos 19h
TERÇAS PRETAS cabaré dos novos 17h feira étnica 19h espetáculo “meu nome é brasil”
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CINEVILA cabaré dos novos 19h
TERÇAS PRETAS cabaré dos novos 17h feira étnica 19h palestra de evani tavares
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SE DEUS PRETO cabaré d 20h
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SE DEU PRETO cabaré 20h
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CINEVILA cabaré dos novos 19h
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CINECLUBE
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UNTITLED_I WILL BE THERE WHEN YOU DIE (FIAC)
sala principal 20h
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LAZZO MATUMBI sala principal 20h
ERÊ sala principal 20h
S FOSSE
dos novos
US FOSSE dos novos
DÃO E A CARAVANA BLACK sala principal 20h
MICHAELA HARRISON sala principal 19h
ERÊ sala principal 19h
ERÊ sala principal 20h
FEST. ARIANO SUASSUNA
ERÊ sala principal 19h
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ERÊ sala principal 20h
FEST. ARIANO SUASSUNA
ERÊ sala principal 20h
INFANTIL
ESCOLA LUA NOVA sala principal 11h e 16h ERÊ sala principal 20h
ESCOLA LUA NOVA sala principal 16h ERÊ sala principal 20h
TEATRO
MOSTRA OFICINA DE DANÇA PARA CRIANÇAS
sala principal 11h ERÊ sala principal 19h
MÚSICA
DANÇA
No mês de novembro, o Teatro Vila Velha e o Bando de Teatro Olodum se associam a artistas, grupos e movimentos de valorização da cultura afro-brasileira, trazendo ao palco do Teatro Vila Velha a diversidade de linguagens que compõem a performance negra. É a VI edição do Festival A Cena Tá Preta, que em 2015 contará com shows musicais, exibição de filmes, debate sobre o teatro negro e a estreia de Erê, espetáculo que marca os 25 anos de criação da mais importante companhia de teatro negro do Brasil.
ERÊ
foto andrea magnoni
A peça, que aborda o drama dos assassinatos de jovens negros no Brasil, tem concepção geral de Lázaro Ramos, direção de Fernanda Júlia (Siré Obá e Kanzuá, Nossa Casa), dramaturgia de Daniel Arcades (Exú, a Boca do Universo e Revelo), direção musical de Jarbas Bittencourt e coreografia de Zebrinha. Serão 25 artistas reunidos para exigir o fim do assassinato de jovens e crianças negras e garantir o futuro de dignidade e oportunidades aos Erês (nome dado às entidades infantis na religiosidade de matriz africana).
BANDO DE TEATRO OLODUM
13/11 a 06/12 // sex e sáb: 20h // dom: 19h // R$ 30 e 15
MÚSICA
LAZZO MATUMBI 06/11 // sexta // 20h // R$ 30 e 15
DÃO E A CARAVANA BLACK 07/11 // sábado // 20h // R$ 30 e 15
MICHAELA HARRISON 08/11 //domingo // 19h // R$ 30 e 15
SE DEUS FOSSE PRETO
foto guilherme malaquias
O espetáculo Se Deus Fosse Preto tem texto e atuação de Sergio Laurentino e direção do ator Jean Pedro (Câncer, Por que Hécuba, Hamlet), que faz sua estreia como diretor. O personagem central da peça é Lhoid, um homem negro que foi preso injustamente pela morte da filha e esposa. Na prisão, ele escreve textos que, após sua morte, se revelam como base de criação de uma nova religião universal. Sergio Laurentino, que encara o primeiro espetáculo solo, já atuou em mais de 15 montagens, entre elas, Cabaré da RRRRRaça, Áfricas, Bença e Dô (todas quatro do Bando de Teatro Olodum), além de atuações no cinema (Besouro e Jardim das Folhas Sagradas) e na televisão (as série da Rede Globo Ó paí, ó e O Caçador).
19 e 16/11 // quinta // 20h // R$ 30 e 15
TERÇAS PRETAS Dudu Odara, primeiro grupo de teatro negro do subúrbio ferroviário de Salvador, o espetáculo Meu Nome é Brasil, escrito por Jorge Ravine. A frase “Mãe pariu, pai criou, polícia matou” ilustra a forma como o enredo central da peça tratará, através de dados atuais, o tema da segregação racial no Brasil.
17/11 // terça // 19h pague quanto quiser
Palestra da atriz, pesquisadora, doutora Evani Tavares: “O estado atual das pesquisas em torno da temática da cultura negra no âmbito do teatro no Brasil”de formação de atores do Vila debatem cenas em processo e fragmentos dos espetáculos que irão estrear no próximo verão. Nos experimentos o processo é o produto.
24/11 // terça // 19h gratuito
Feira Étnica a partir das 17h, no Cabaré do Vila, com acesso gratuito.
CINEVILA 16/11 “O Dia de Jerusa” e “Dê sua ideia, debata”, dir. Viviane Ferreira Bate-papo com a socióloga Vilma Reis sobre a nova safra de cineastas negras e a sua importância no fortalecimento da afirmação da negritude 23/11 “O Anjo Negro da Bahia”, dir. Élcio Rosário Bate-papo com o diretor
cena do filme O Dia de jerusa
30/11 “A Cor do Trabalho”, direção de Antônio Olavo Bate-papo com o diretor
16, 23 e 30/11 // segundas // 19h // pague quanto quiser
TEATRO VILA VELHA
AMIGOS DO VILA
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O T V V P do campo grande. acesso pelo largo dos aflitos B: , -
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