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Agenda do Vila - Agosto 2015

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PROGRAMAÇÃO

>>AGOSTO/15 AS PALAVRAS DE JÓ A HISTÓRIA DOS URSOS PANDAS FRONTEIRAS AGORAFOBIAS DESERTO Ó PAÍ, Ó K-CENA

foto eduardo coutinho

SOLO DE MARAJÓ


E

EDITORIAL AGOSTO #08

Depois de realizar o primeiro encontro #EscolasNoVila, que reuniu professores, diretores e funcionários de escolas públicas e privadas de Salvador e região metropolitana, ocasião em que apresentou a sua programação até maio de 2016 e ouviu as aspirações destas instituições, o Teatro Vila Velha segue com o objetivo consolidar ações para integrar cultura e educação. O caminho está sendo construído em conjunto com as próprias escolas. Não há fórmula. Mas sabemos o que queremos. Sabemos que precisamos religar esses dois pontos que se afastaram, e que vão mal se não caminham juntos. A escola precisa da cultura para formar cidadãos sensíveis, precisa da arte para trabalhar o senso crítico, desenvolver a capacidade de reflexão sobre as relações, a cidade, o mundo. A escola precisa da ludicidade para alcançar até os objetivos mais pragmáticos, como uma aprovação no vestibular. Mas vamos além e acreditamos que, sem cultura, não é possível transformação. A cultura, por sua vez, precisa da educação. Se não temos uma formação que permita que o aluno vivencie e entenda a cultura de uma forma complexa, e compreenda a sua importância para a vida em sociedade, como teremos público nos teatros? Se as crianças e os jovens não conhecem a programação e os espaços culturais da cidade, como vão frequentá-los? O diálogo que estamos propondo entre teatro e escola é também uma forma de discutir e reagir a uma crise de público e do teatro e também ao


desgaste de um modelo de ensino que tem se mostrado cada vez mais distante dos novos tempos. À crise do teatro, temos reagido fazendo mais e mais teatro. E apostando também em formação. Há pouco mais de dois anos, com a criação da universidade LIVRE de teatro vila velha, temos descoberto como unir a formação de novos atores à produção intensa necessária para ocupar a programação de um espaço cultural. Neste tempo, realizamos 15 peças. O passo de agora é usar a nossa energia e capacidade produtiva para trazer as escolas e, com elas aprender e ensinar. Formação, aliás, sempre foi palavra de ordem do Vila. Outras experiências reforçam este objetivo, como a Oficina de Dança para Crianças realizada pelo Núcleo Viladança, que vem há sete anos consecutivos proporcionando o contato inicial com as artes a meninos e meninas de 7 a 12 anos matriculados na escola. Em 2015, o Viladança dá um passo à frente e, além de ampliar as turmas e criar também uma oficina de dança de rua para o público infantil, voltase também à formação de bailarinos profissionais, através da Oficina de Dança Contemporânea e do projeto Viladança em Residência. O Bando de Teatro Olodum, por sua vez, que no último ano compartilhou sua experiência com atores em formação através da Oficina de Performance Negra, em agosto remonta o clássico Ó Paí, Ó com estes jovens atores, dando mais um passo no exercício de aprender e ensinando.


M MÉMORIA

Capa do livro Trilogia do Pelô (1995)

O lançamento do livro “Trilogia do Pelô” aconteceu em 1995, após a estreia de Bai Bai, Pelô, no ano anterior. A ideia partiu de Marcelo Dantas, que convenceu o encenador Marcio Meirelles a registrar os textos da Trilogia. Como, na mais pura tradição do teatro popular, o Bando não registrava seus textos no papel, suas improvisações eram guardadas na memória e depois passadas a futuros atores/integrantes através dos ensaios. Assim, cada remontagem estava sujeita a mudanças a partir do processo criativo original - era um exercício coletivo de memória. “Os textos da Trilogia nunca foram literatura. Através da poesia e do talento dos atores do Bando, passaram direto da vida para o teatro. O verbo, para nós, sempre foi carne”, comenta Meirelles.


FRONTEIRAS

foto marcio meirelles

O espetáculo parte de quatro situações curiosas para provocar reflexões sobre Este espetaculo é acessível as guerras que assolam o mundo. Em para cegos através de “Blasfêmias”, um cidadão espera um trem que recurso de audiodescrição realizado pela universidade nunca chega à estação. Em “Pense que Você LIVRE em parceria com a é Deus”, dois garotos munidos de um fuzil ACESSU buscam sua próxima vítima em meio às ruas e edifícios da cidade. Em seguida, uma mulher com uma criança aos braços tenta cruzar a fronteira até o território dos direitos do homem, no conto intitulado “Espere o Calorão Passar”. Por fim, em “A Volta para Casa”, um general acorda os mortos em um campo de batalha e tenta organizá-los em um grande desfile de volta a sua pátria. Texto de Matéi Visniec e direção de Marcio Meirelles.

PROJETO MATÉI quartas // 20h // R$ 30 e 15


AGORAFOBIAS Em Agorafobias, situações absurdas levam o público a reflexões sobre as relações humanas e a tensão entre indivíduo e sociedade. A peça, escrita por Visniec e dirigida por Marcio Meirelles, é composta de diferentes contos, que vão desde um curioso workshop sobre como mendigar de maneira eficiente; uma garçonete histérica que se revolta com os clientes do restaurante; até o encontro de um menino com um homem cuja ferida é um espelho. A disposição da plateia provoca uma relação de proximidade e coloca o público praticamente dentro da cena.

foto eduardo coutinho

Este espetaculo é acessível para cegos através de recurso de audiodescrição realizado pela universidade LIVRE em parceria com a ACESSU

PROJETO MATÉI quintas // 20h // R$ 30 e 15


DESERTO

foto marcio meirelles

Neste espetáculo, que reúne seis cenas independentes, o deserto pode ser o Este espetaculo é acessível cenário ou estar presente como uma para cegos através de metáfora. Aqui, as situações servem de recurso de audiodescrição pretexto para reflexões sobre o sentido realizado pela universidade da vida e da morte, o valor das coisas e LIVRE em parceria com a das pessoas, e sobre o tempo. “Carona”, ACESSU “Sanduíche de Frango”, “Não Sou Mais Sua Coelhinha”, “Um Café Longo, um Pouco de Leite Separado e um Copo D`Água” e “A Grande Ressaca” abusam das imagens e da ironia, típicas do dramaturgo Matéi Visniec.

PROJETO MATÉI sextas // 20h // R$ 30 e 15


AGENDA SEG

03

10

17

TER

QUA

04

05

Ó PAÍ, Ó sala principal 20h

FRONTEIRAS sala principal 20h

06

AGORAFO sala princi 20h

11

12

13

Ó PAÍ, Ó sala principal 20h

FRONTEIRAS sala principal 20h

AGORAFOB sala princip 20h

18

19

20

FRONTEIRAS sala principal 20h

AGORAFOB sala princip 20h

Ó PAÍ, Ó sala principal 20h

24

25

K-CENA sala principal 20h

K-CENA sala principal 20h

26 FRONTEIRAS sala principal 20h

27

AGORAFOB sala princip 20h


OBIAS ipal

BIAS pal

BIAS pal

OBIAS pal

QUI

SEX

SÁB 01

07 DESERTO sala principal 20h

14 DESERTO sala principal 20h

21

A HISTÓRIA DOS URSOS PANDAS sala principal 20h

AS PALAVRAS DE JÓ sala principal 19h

08

09

15 A HISTÓRIA DOS URSOS PANDAS sala principal 20h

22 SOLO DE MARAJÓ cabaré dos novos 18h

DESERTO sala principal 20h

A HISTÓRIA DOS URSOS PANDAS sala principal 20h

DESERTO sala principal 20h

INFANTIL

DOM

A HISTÓRIA DOS URSOS PANDAS sala principal 20h

SOLO DE MARAJÓ cabaré dos novos 18h

28

02

29 A HISTÓRIA DOS URSOS PANDAS sala principal 20h

TEATRO

16 AS PALAVRAS DE JÓ sala principal 19h

23 AS PALAVRAS DE JÓ sala principal 19h

30 AS PALAVRAS DE JÓ sala principal 19h

MÚSICA

DANÇA


A HISTÓRIA DOS URSOS PANDAS Numa manhã, dois jovens acordam na mesma cama e não se lembram como foram parar lá. Os dois decidem iniciar uma relação e fazem o acordo de passar apenas nove noites juntos e separar-se logo em seguida. As nove noites passam lentamente e parecem uma vida inteira, que abriga alegrias, descobertas, desilusões, novos e velhos rituais de amor. A peça, que põe em cena os atores Fernanda Veiga e Neto Cajado, é a segunda montagem deste texto de Matéi Visniec feita por Marcio Meirelles - a primeira estreou em março de 2015, em Portugal, no Teatro Viriato, como parte do Projeto K-Cena.

foto marcio meirelles

Este espetaculo é acessível para cegos através de recurso de audiodescrição realizado pela universidade LIVRE em parceria com a ACESSU

PROJETO MATÉI sábados // 20h // R$ 30 e 15


AS PALAVRAS DE JÓ A partir de uma provocação do próprio autor da peça, o dramaturgo romeno Este espetaculo é acessível Matéi Visniec, o encenador Marcio para cegos através de Meirelles aceita o desafio de subir ao recurso de audiodescrição palco, após 36 anos distante do trabalho realizado pela universidade de ator. No espetáculo, Jó - referência LIVRE em parceria com a ao personagem bíblico que é testado a ACESSU abandonar a fé em Deus - reafirma a sua crença no ser humano, apesar de todos os males. A peça tem direção de Meirelles; direção musical e trilha sonora executada ao vivo por João Milet Meirelles; projeto gráficoh de Lia Cunha; e projeções de Rafael Grilo.

foto eduardo coutinho

*no dia 09/08 não haverá apresentação

PROJETO MATÉI domingos* // 19h // R$ 40 e 20


SOLOS DE MARAJÓ

foto divulagção

O grupo paraense Usina Contemporânea de Teatro chega a Salvador com a turnê nacional do espetáculo Solo de Marajó. A ação Solo de Marajó nos solos de outros brasis reúne teatro e literatura para estimular um oportuno debate sobre a diversidade artística e cultural brasileira. O espetáculo representa um testemunho sobre como é viver na Amazônia. A montagem é inspirada na prosa do escritor paraense Dalcídio Jurandir, expoente da literatura regionalista no Norte, cuja obra faz um retrato da condição humana de quem habita a região. Esta ação foi contemplada com o Prêmio Myriam Muniz da Fundação Nacional da Artes (Funarte) em 2014.

21 e 22/08 // sexta e sábado // 18h pague quanto quiser


Ó PAÍ, Ó

foto maise xavier

Criada em 1992, a peça Ó Pai, ó, que deu origem ao filme de Monique Gardenberg e ao seriado da TV Globo, permanece atual pela síntese que faz do modo de ser e sobreviver dos moradores e freqüentadores do Pelourinho. São artistas, prostitutas, travestis, baianas de acarajé, comerciantes, associações comunitárias e blocos afros, personagens reais que foram expulsos do local para dar espaço a um fictício shopping turístico a céu aberto. Esta montagem reúne a nova geração de atores do Bando de Teatro Olodum, oriunda da Oficina de Performance Negra, sob direção de Valdineia Soriano (a partir da encenação original de Marcio Meirelles), direção musical de Ridson Reis (a partir da concepção original de Jarbas Bittencourt) e com participação no elenco dos veteranos Leno Sacramento e Rejane Maya.

BANDO DE TEATRO OLODUM 4, 11 e 18/08 // terças // 20h // R$ 30 e 15


K-CENA O espetáculo é resultado do K-Cena, projeto lusófono de teatro jovem realizado pelo Teatro Vila Velha em parceria com o Teatro Viriato, de Portugal, e a Mindelact – Associação Artística e Cultural de Cabo Verde. Dirigido pelo encenador cabo-verdiano João Branco, o espetáculo reúne no palco jovens atores baianos para falar sobre o “medo”. O elenco vem trabalhando o tema desde março de 2015 e, além de dirigidos por João Branco, foram preparados pelos diretores Bertho Filho e Chica Carelli. Durante o ano, outros dois espetáculos, inspirados no mesmo tema, estrearam em Cabo Verde e Portuga, dirigidos pelos encenadores Graeme Pulleyn e Marcio Meirelles, respectivamente.

24 e 25/7 // segunda e terça // 20h // R$ 30 e 15


TEATRO PARA INICIANTES CANTO sábados .16h às 19h duração . 2 meses início . 05/09 facilitadora . Zeca de Abreu faixa etária . a partir de 14 anos

sábados . 14h às 16h duração . 3 meses início . 05/09 facilitador . marcelo jardim faixa etária . a partir 14 anos

O CORPO E A CENA

INTERPRETAÇÃO PARA CINEMA

domingos .14h às 18h duração . 3 meses início . 06/09 facilitador . bertho filho faixa etária . a partir de 17 anos

domingos . 14h às 18h duração: 3 meses início 06/09 facilitador . franklin albuquerque faixa etária . a partir de 18 anos

Inscrições de seg a sex, das 14h às 18h, no Teatro Vila Velha Mais informações: www.teatrovilavelha.com.br | (71) 3083-4600


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