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INSTRUÇÕES PARA CAMINHAR A CONTRAPELO | Provocações Abertas Vol 4

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A CONTRAPELO

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centro de pesquisa e memória do teatro vila velha - nós, por exemplo

ColeçãoProvocaçõesAbertas

Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha - Nós, Por exemplo | Vol. 4

pesquisa e concepção por Patricio David Albarracín Castro orientação da pesquisa por ANA DUMAS

diretor artístico do centro de pesquisa e memória do teatro vila velha - nós, por exemplo: MARCIO MEIRELLES

coordenação geral do projeto TEMPO: WILSON FRANÇA

orientadores/as das provocações do acervo: ANA DUMAS, GIL MACIEL ROCHA E THIAGO ROMERO

pesquisadores/as das provocações do acervo: DÉBORA DE SOUZA, LUCAS FRÓES, DANIEL ARCADES, DENISE PEREIRA, HEWELIN FERNANDES, DAVID ALBARRACÍN C., CLARA CERQUEIRA E TÚLIO CARAPIÁ

produção executiva do acervo: MILENA NASCIMENTO

Colaboradores AC-DOC

diretora: ALINE CARVALHO

consultor de ti: ALAN BITTENCOURT arquivista supervisor: JOEMERSON SANTOS auxiliar de arquivo: ACATIA SANTOS auxiliar de arquivo: LINDINEI FERREIRA

auxiliar de arquivo (estagiária): SAWARA SANTANA auxiliar de arquivo (estagiária): LAÍS CORREIA auxiliar de arquivo: TAÍS LOPES

Convênio UFBA

consultoria arquivística: MABEL MOTA consultoria arquivística: DEREK WARWICH

direção de arte: RAMON GONÇALVES

editora de conteúdo e memória: GABRIELA WENZEL

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

C., David Albarracín Instruções para caminhar a contrapelo [livro eletrônico] / David Albarracín C. Salvador, BA :Teatro Vila Velha, 2026. (Provocações abertas ; 4) PDF

ISBN 978-65-83534-14-9

1. Ditadura - Brasil - História 2. Marighella, Carlos, 1911-1969 3. Teatro brasileiro I. Título. II. Série. 26-363360.0

Índices para catálogo sistemático:

1. Teatro : Literatura brasileira B869.2 Eliane de Freitas Leite - Bibliotecária - CRB 8/8415

CDD-B869.2

INSTRUÇÕES PARA CAMINHAR A CONTRAPELO por David Albarracín C.

Provocações Abertas

Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha - Nós,Porexemplo

Vol.4

provocações abertas

provocações abertas primeira edição

instruções para caminhar a contrapelo 7

A coleção Provocações Abertas surge do desejo de movimentar o acervo do Teatro Vila Velha a partir de uma perspectiva inovadora e artística, adicionando às possibilidades de pesquisa na memória uma camada de inquietação. Movimento. E a rebeldia que é característica desse teatro construído há mais de 60 anos como um movimento cultural que questiona e impulsiona o pensamento para o futuro.

O Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha – Nós, Por Exemplo reúne mais de 200 mil documentos coletados ao longo da história do teatro. São registros que começam no início do século XX e se intensificam a partir da criação do Teatro dos Novos, em 1959, e atravessam décadas. Um conjunto construído por artistas e colaboradores que se preocuparam em registrar o presente para que outras gerações pudessem acessar o tempo de cada era do Vila.

Agora, em 2026, em vias da reabertura da sede do teatro – que se encontra em processo de reforma desde novembro de 2024 -, a coleção Provocações Abertas vem para celebrar e compartilhar com o público as pesquisas realizadas dentro do acervo durante o período de ocupação dos documentos na sede do Banco do Brasil, onde foram higienizados, catalogados por equipe técnica de acervo, e digitalizados, para serem compartilhados gratuitamente e online.

A possibilidade dessas pesquisas surge como fruto da parceria entre o Teatro Vila Velha e a Fundação Banco do Brasil, por meio do projeto TEMPO: Disseminação Cultural e Inclusão Social no Teatro Vila Velha, que busca ampliar o acesso à arte e à cultura a partir do Vila. Como parte essencial deste projeto, está o acervo, e a importância de reverberar a memória e a cultura do teatro no

país. Pensando nisso, em setembro de 2025, o Vila abre a chamada PROVOCAÇÃO ABERTA, e recebe mais de 40 propostas de pesquisas multi linguagens. Originalmente, a chamada receberia apenas quatro pesquisadores, mas o interesse das pesquisas no acervo e as propostas criativas recebidas ampliaram as vagas, e o projeto pode receber sete pesquisas e oito pesquisadores.

O que se apresenta aqui não é apenas resultado, mas percurso. É o registro de um dos processos conduzidos por pesquisadores-artistas que se debruçaram sobre o acervo para fazer emergir histórias, conexões e perguntas que permaneciam latentes.

Orientados por Ana Dumas, Thiago Romero e Gil Maciel, as pesquisas se apresentam em diferentes linguagens. São elas: “Vozes do interior: Teatro de Cabo a Rabo na memória, de Daniel Arcades (artigo, dramaturgia e performance); “O Avesso da atriz - Sonia Robatto”, por Hewelin Fernandes (documentário e roteiro); Um passeio fora da caixa: dos Novos ao Vila”, por Clara Cerqueira & Túlio Carapiá (quadrinho e roteiro); “Instruções para caminhar a contrapelo”, por David Albarracín C. (caderno-colagem e performance); Nós, Por Exemplo… O show que uniu Gil, Caetano, Bethânia, Gal e Tom Zé”, por Lucas Fróes (vídeodocumentário e roteiro); “A multiartista Maria Manuela e o Teatrinho Chique-Chique: poética, política e experiência teatral no Vila”, por Débora de Souza (artigo e livreto); e “Jovens historiadores: a escola vai ao Vila”, por Denise Pereira Silva (prática pedagógica). Todos eles registrados no formato de livros, acessíveis pela plataforma Issuu. Cada proposta se apresenta de uma forma própria, criando novas memórias a partir do acervo. Um acervo vivo e conectado com o futuro. Aproveite a provocação!

Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha – Nós, Por Exemplo

provocações abertas

apresentação do livro-objeto “instruções para caminhar a contrapelo”

Criado por David Albarracín, artista cênico equatoriano, “ Instruções para caminhar a contrapelo ” é uma pesquisa artística que investiga as origens do Teatro Vila Velha a partir de suas relações com o contexto político em que surge. Para o artista, não é indiferente, nem coincidência, que o Vila tenha nascido em 1964, mesmo ano da instauração da ditadura militar no Brasil. Onde excede repressão, brota rebelião; é dessa tensão histórica que parte sua pesquisa.

Movido por uma prática andarilha, David percorre arquivos e ruas soteropolitanas, construindo, na prática, uma cartografia rebelde. Caminha por pastas digitais, fotografias, cartazes, caixas de documentos, entrevistas, filmes, anotações e borderôs, ao mesmo tempo em que deriva por ruas e becos de Salvador, catando memórias, rastros e pistas de como o Vila conseguiu se inventar como um teatro artístico e politico ao mesmo tempo.

Desse percurso nasce seu instigante livro-objeto Instruções para caminhar a contrapelo , uma obra que articula memória e deslocamento. Sua construção é ancorada em dois métodos tão opostos quanto complementares: de um lado, o rigor estratégico do Minimanual do Guerrilheiro Urbano , guia escrito por Carlos Marighella em 1969 para a formação de combatentes de regimes opressores; de outro, a deriva como prática de errância, em que caminhar sem roteiro permite que a cidade conduza a pesquisa. Mas ao invés de colocá-los em oposição, David se serve dos dois métodos para experimentar, como ele mesmo pontua no seu livro-objeto, “o processo de ler a cidade, de percorrer as origens do Vila e de caminhar pelo pensamento de Mariguella”.

Entre o rigor do manual e o desvio da deriva, David produz um dispositivo poético-político em que ruas, fotografias, filmes, mapas, documentos e rastros históricos tornam-se território de experimentação. Mais do que revisitar a memória do Teatro Vila Velha, o trabalho propõe modos de lê-la na contramão, a contrapelo. E mais do que revisitar o Minimanual do Guerrilheiro Urbano , David inventa seu próprio manual, suas próprias instruções para se caminhar a contrapelo.

Em uma de nossas conversas, David diz que talvez Salvador preferisse que ele caminhasse por suas ruas como um turista comum. Respondo que acho que Salvador amou o fato dele ter caminhado por suas ruas como um forâneo, um desbravador, que, ao final da caminhada, nos presenteia com este livro-objeto que, mais do ser lido, precisa ser tateado, apalpado, sentido.

Lembrete: não esqueçam que, segundo seu autor, a palavra-chave para navegar por este livro-objeto é CURIOSIDADE.

Ana Dumas Orientadora da pesquisa

provocações abertas

o projeto apresentado

INSTRUÇÕES PARA CAMINHAR A CONTRAPELO

Desde minha chegada ao Brasil, os mapas tornaram-se o melhor companheiro de viagem para minha companheira e para mim. Ainda que não tenham sido raras as vezes em que nos falharam —ou em que nós mesmos os utilizamos de forma inadequada—, foram bem mais as ocasiões em que um mapa impresso, sem escala, com dobras, manchas e riscos, nos tirou de apuros. Dessa relação, simultaneamente de sobrevivência e de ludicidade, nasce em mim uma curiosidade imperiosa por conhecer os meandros e interstícios de Salvador da Bahia; imaginando meus passos em um plano que é ao mesmo tempo real e imaginado.

No exercício do meu papel de forasteiro, surge em meu mapa o Teatro Vila Velha, onde, sem premeditação, convergem vários de meus interesses como artista e pessoa: o teatro, a dança, a investigação e diversas formas de arte enraizadas em contextos sociais, políticos e afetivos. Nesse espaço —que parece sustentar a premissa de que todas as pessoas cabem nele— materializa-se uma concepção de arte como ato coletivo e político. Desse encontro nasce minha curiosidade ao conhecer a trajetória da Sociedade Teatro dos Novos e do Teatro Vila Velha.

Ao mesmo tempo, observo com tristeza, raiva e frustração o país de onde venho. No domingo, 28 de setembro de 2025, ocorreu o primeiro assassinato de um manifestante pelas mãos do Exército Nacional, no contexto do Paro Nacional convocado pelos povos indígenas do Equador. Esse fato não é isolado: no governo vigente, além de alcançar números recordes de mortes violentas, contam-se por dezenas as pessoas desaparecidas em mãos de militares e policiais. Neste momento, o Equador me dói, e, a partir disso, lanço inquietações que me

permitam compreender, desde o Brasil, os modos pelos quais o fazer artístico pode intervir em meio a situações de crise.

A leitura do Manual do Guerrilheiro Urbano, de Carlos Marighella, surge nesse cruzamento de inquietações. Por mais radical ou distante que pareça ecoa em mim a ideia de que Marighella não exagera: no mundo existem múltiplas guerras ativas que ceifam vidas diariamente, e hoje o Equador também é palco de uma violência estrutural que, embora distinta em suas formas, guarda conexões com a repressão militar vivida no Brasil durante a ditadura. É importante frisar que esse paralelo não busca equiparar experiências, mas sublinhar como, em ambos os contextos — assim como em tantos outros—, a violência estatal contra seu próprio povo resulta abominável.

Descrição

A intenção deste projeto é perscrutar o Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha: Nós, Por Exemplo, buscando rotas nas possibilidades geográficas contidas nas ruas e avenidas de Salvador, nas sedes históricas, nos teatros vizinhos e nos percursos dos artistas em direção ao Vila Velha ou a partir dele —ou seja, a diversidade de trânsitos que o circunda.

O projeto situa-se num diálogo de três marcos teóricos entrecruzados, primeiro a cartografia crítica e autoetnografia, essas ferramentas metodológicas articulam aproximações coletivas e inscrições pessoais do pesquisador no território, permitindo a construção de cartografias simultaneamente políticas, afetivas e críticas. Segundo, a deriva situacionista como método de exploração urbana que conjuga acaso e intenção crítica, concebendo a cidade como

espaço estético e político. E terceiro, a formulação de “contrapelo” de Walter Benjamin: neste caso “caminhar contrapelo” do tempo oficial para resgatar memórias silenciadas, realizar itinerários que desestabilizem narrativas oficiais da cidade, abrindo espaço ao que o mapa institucional costuma ocultar.

Finalmente, e como uma metodologia que aponta à experimentação performática, a Dança Contato Improvisação, linguagem artística com a capacidade para friccionar a investigação corporal e relacional com a memória, o espaço e movimento.

Trata-se de caminhar em busca do esquecido, do que não perdi, mas aguarda meu encontro; com um propósito, porém à deriva. Seguindo orientações situacionistas: aleatório, porém deliberado; atemporal, porém cronometrado; sem pressa, porém sem pausa. Experimentando dar passos “a contrapelo”, na leitura benjaminiana, em busca de possibilidades sobreviventes de compreender a cidade desde uma óptica coletiva e, portanto, radicalmente subversiva.

A referência a Carlos Marighella e ao seu Manual do Guerrilheiro Urbano exige um posicionamento simultaneamente crítico e respeitoso. A luta armada no Brasil emergiu num contexto histórico de repressão ditatorial em que as vias democráticas estavam fechadas; reconhecer esse cenário é imprescindível para evitar a banalização ou instrumentalização da figura de Marighella. O Manual será lido como documento históricopolítico e testemunho de uma resistência radical, não como manual operativo a ser replicado. Sua relevância para este projeto reside no seu caráter detonador, como provocação crítica que inspira reflexões sobre modos de resistência e de habitar

a cidade de maneira politicamente radical.

Com esses elementos, o eixo temático desta pesquisa é “Palcos”: pretende-se instaurar um diálogo poético entre arquivos e memórias de grupos, companhias e artistas que habitaram o Vila Velha e as possibilidades de militância política ao habitar a cidade. Como dispositivo de encontro, será produzido um caderno de artista: a partir do Manual do Guerrilheiro Urbano, o texto será lido, editado e intervenido a partir das lentes do acervo do Vila Velha, transmutando-se em mapas, representações espaciais e rabiscos da cidade de ontem e de hoje. Um encontro imaginário entre os percursos daqueles que fizeram do Vila sua trincheira e os trajetos de quem fez da cidade seu campo de guerra.

Resultado

O produto desta investigação será um caderno de artista concebido como livro-objeto, com versão digitalizada para circulação. Esse livro-objeto combina textos críticos, mapas experimentais, anotações, intervenções gráficas e registros dos experimentos corporais realizados. A digitalização permitirá ampla disponibilidade em plataformas abertas, favorecendo o acesso coletivo. A validade do produto considerará: a coerência metodológica entre arquivo, campo e experimentação; o potencial de fomentar leituras coletivas e críticas sobre a memória do Vila Velha e de Salvador; e sua potência estética como provocação crítica.

Por outro lado, e considerando que a provocação se expande para a prática cênica, deixo como um elemento circunstancial a Dança de Contact Improvisação; uma linguagem que, mais do que forma, tem sido essência: uma maneira de caminhar agarrando o chão; de abraçar soltando;

provocações

de conversar ouvindo; uma vertente poética, filosófica, ética e política a partir da qual aprendi a caminhar: dançando. Deixo este último elemento sobre a mesa para as experimentações cênicoperformativas, por sua capacidade de friccionar a memória, a reflexão e a cidade com o corpo em movimento.

Considerações éticas e políticas

É imperativo problematizar as implicações éticas e políticas de investigar um território do qual não sou originário. Minha condição de migrante exige reconhecer a posição de forasteiro e evitar apropriações culturais indevidas. O projeto assume essa condição como princípio orientador: a perspectiva migrante não pretende silenciar nem substituir vozes locais, mas entrelaçase a elas em práticas de escuta, respeito e cooperação. Para mitigar riscos de exotização ou imposição, a pesquisa prevê estabelecer relações horizontais com artistas e comunidades locais, compartilhando processos e devolvendo resultados em espaços acessíveis.

Justificativa

Com os olhos abertos e o olhar disperso, agarro uma mão de Marighella e outra do Vila para caminhar por uma cidade que, ainda que próxima, permanece estranha para mim. A intenção é revitalizar a memória do acervo, reativar formas de militância e observar a cidade com estranhamento e nostalgia simultâneos. Espera-se constituir um espaço de reflexão onde convirjam sentido crítico e fruição coletiva —uma perspectiva que convoque tanto a lembrança do passado quanto a imaginação de futuros possíveis.

Cronograma

Preveem-se três horas diárias de trabalho, de segunda a sexta-feira, em horários adaptáveis às atividades e à disponibilidade dos participantes, sempre no intervalo entre 8h00 e 17h00, perfazendo um total aproximado de 240 horas.

Os encontros mensais de orientação com curadores serão agendados no início de cada mês, conforme disponibilidade. Atividades públicas de apresentação e intercâmbio serão anunciadas com antecedência e poderão ocorrer fora do horário padrão quando necessário.

Mês 01 – Cartografias do Vila Velha

Objetivo: reunir material do acervo para experimentações cartográficas; as três primeiras semanas dedicar-se-ão a esse levantamento; a última semana concentrar-se-á no estudo de Carlos Marighella e do Manual do Guerrilheiro Urbano. Meta: pelo menos um experimento cartográfico por semana.

Semana 01.01: Pesquisa no Centro de Documentação e Memória do Teatro VV..

Semana 01.02: Pesquisa no Centro de Documentação e Memória do Teatro VV.

Semana 01.03: Pesquisa no Centro de Documentação e Memória do Teatro VV.

Semana 01.04: Estudo de Carlos Marighella e do Manual do Guerrilheiro Urbano.

Mês 02 – As ruas de um Manual

Objetivo: aprofundar a relação entre o Manual do Guerrilheiro Urbano e o acervo do Vila Velha; preparar itinerário para trabalho de campo da semana próxima. Meta: continuidade dos experimentos cartográficos (1 por semana); iniciar intervenção no livro (uma ou duas versões).

Semana 02.01: Estudo de Carlos Marighella e do Manual do Guerrilheiro Urbano.

Semana 02.02: Pesquisa no Centro de Documentação e Memória do Teatro VV.

Semana 02.03: Estudo de Carlos Marighella e do Manual do Guerrilheiro Urbano.

Semana 02.04: Pesquisa no Centro de Documentação e Memória do Teatro VV.

Mês 03 – A memória de Salvador da Bahia

Objetivo: percorrer a cidade, construir itinerários, levar mapas e materiais ao espaço urbano. Meta: intensificar exercícios cartográficos em profundidade. Início das experimentações corporais para coleta de material a ser discutido com curadores.

Semana 03.01: Deriva em Salvador.

Semana 03.02: Deriva em Salvador.

Semana 03.03: Pesquisa no Centro de Documentação e Memória do Teatro VV.

Semana 03.04: Deriva em Salvador e experimentações performativas.

Mês 04 – O corpo como palimpsesto

Objetivo: realizar experimentações criativas do corpo em deslocamento, escrita e cartografia. Meta: encerrar experimentações e dedicar-se à revisão, ajustes e edição; produzir materiais finais e fechar o projeto.

Semana 04.01: Deriva em Salvador e experimentações performativas.

Semana 04.02: Deriva em Salvador e experimentações performativas.

Semana 04.03: Encerramento dos experimentos, ajustes, revisões e edição.

Semana 04.04: Produção dos materiais finais.

instruções para caminhar

a contrapelo

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instruções paramanusear acontrapelo:

clique aqui para visualizar

Mapeamento elaborado por Marcio Meirelles e Nivaldo Andrade. Documento realizado a partir do levantamento cadastral de Salvador, publicado pela prefeitura em 1955, e do levantamento aerofotogramétrico de Salvador de 1947. Acervo do Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha.

Colagem de autoria própria feita com fotografias dos integrantes do Teatro dos Novos entre 1960 e 1968. Acervo do Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha.

Colagem de autoria própria elaborado com imagem do jornal de 1959 e das peças do Teatro dos Novos entre os anos 1960 e 1964. Acervo do Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha.

Colagem de autoria própria elaborada com fotografias das peças do Teatro dos Novos entre os anos 1960 e 1970. Acervo do Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha.

Colagem de autoria própria elaborado com imagem da peça Pluft, o fantasminha de 1961. Acervo do Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha.

Colagem de autoria própria elaborada com fotografias da fachada do Vila Velha e material do jornal no Passeio Público do Acervo Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha.

Colagem de autoria própria elaborada com fotografias dos programas do shows, da campanha da cadeira e da construção do teatro no Passeio Público. Acervo do Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha.

Colagem de autoria própria elaborado com fotografia do interior do teatro Vila Velha recéminaugurado em 1964. Acervo do Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha.

provocações abertas

sobre david albarracín

Trabalhador da cena, pesquisador do movimento, docente, gestor cultural, cenotécnico — e pai do Olivier. Em paralelo à graduação em Criação Teatral pela Universidade das Artes, iniciei minha trajetória na dança por meio de formações independentes, que, ao longo de mais de dez anos de atuação artística, me levaram a participar de importantes festivais de artes cênicas no Equador.

A partir da Improvisação de Contato como eixo central, venho investigando as potências criativas, terapêuticas e pedagógicas do movimento com diferentes populações — crianças, pessoas com deficiência, jovens e adultos.

FICHATÉCNICA

“Provocações Abertas” é parte das ações do projeto “TEMPO: Disseminação Cultural e Inclusão social no Teatro Vila Velha”, projeto 21.792, que tem a parceria da Fundação Banco do Brasil.

coordenação geral do projeto TEMPO: WILSON CHAVES DE FRANÇA

FICHA TÉCNICA TEATRO VILA VELHA

diretor artístico: MARCIO MEIRELLES coordenadora de projetos institucionais: CRISTINA CASTRO gestor de projetos: HUGO BASTOS coordenadora financeira: VÂNIA PAIXÃO diretor de planejamento e gestão: SERGIO ROTH analista administrativo financeiro: HELENA PEIXOTO MEIRELLES gerência operacional: MENIKY MARLA coordenadora de produção: CLARA TORRES produtora: ANA CLARA VERAS assistente de produção: PÂMELA MALTA técnico de iluminação: MARCOS DEDÊ cenotécnico: JOILSON BATISTA técnico de som: THIAGO VINÍCIUS núcleo de formação: CHICA CARELLI núcleo audiovisual: RAFAEL GRILO coordenadora de comunicação: DIANDRA ROCHA assessor de imprensa: ARLON SOUZA social media: JEAN TEIXEIRA diretor de arte: RAMON GONÇALVES produtora do acervo: MILENA NASCIMENTO editora de conteúdo e memória: GABRIELA WENZEL

gestão do teatro vila velha: SOL - MOVIMENTO DA CENA presidente: HUGO BASTOS vice-presidente: VÂNIA PAIXÃO

o teatro vila velha foi construído e é mantido pela SOCIEDADE TEATRO DOS NOVOS sócios: MARCIO MEIRELLES e SONIA ROBATTO

o Teatro Vila Velha tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

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