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Com a Palavra - Pé de Feijão

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com a palavra,

#1

pé de feijão arte e educação


com a palavra,


sobre o com a palavra O projeto “Com a Palavra” do Teatro Vila Velha é uma iniciativa que busca ampliar vozes e perspectivas, oferecendo espaço a artistas, jornalistas e pensadores para compartilharem suas reflexões sobre diversos temas expostos através de projetos realizados pelo Teatro. Trata-se de um convite aberto para que profissionais expressem suas ideias, análises e críticas sobre temas que permeiam a arte, a vida em sociedade, educação e formação, contribuindo para um diálogo rico e diversificado dentro do cenário cultural. Através do debate e dos diálogos sobre a importância do teatro, suas conexões com a realidade, os desafios e as possibilidades que envolvem as expressões artísticas, o teatro se faz presente nos assuntos relacionados à cidade, ao país e ao mundo, colaborando com a construção de uma sociedade mais integrada, forte e transformadora.

Nesta edição, o “Com a Palavra” traz contribuições de Ney Wendell, Débora Landim e Tiago Basto, que abordam aspectos de arte e educação trazidos pelo projeto “Pé de Feijão” do Teatro Vila Velha. Essa participação amplia ainda mais o escopo das reflexões, enriquecendo o diálogo em torno das iniciativas culturais e sua influência na sociedade.


o projeto PÉ DE FEIJÃO ARTE E EDUCAÇÃO

destina-se à formação artística, de crianças e adolescentes, da rede pública de ensino, comunidades e instituições sociais, através do acesso gratuito a atividades culturais e educativas. É um dos projetos centrais do Teatro Vila Velha e conta com a produção da Baobá Produções Artísticas. Com foco na sensibilização artística, o projeto promove contação de histórias, em escolas e comunidades, apresentação de espetáculos de artes cênicas no Teatro Vila Velha, promoção de oficinas para incentivo a mediadores culturais e vivências artísticas para professores e agentes culturais. Desenvolvendo um programa de formação artística mediado por uma equipe de agentes culturais e profissionais artísticos para promoção de espetáculos de qualidade e conteúdos relevantes que somem à formação educativa e social. Fonte primordial para a iniciação artística e formador de futuros apreciadores da arte, o teatro vem ao longo da história promovendo o primeiro passo de crianças e adolescentes no universo cultural.

cuidar e interagir com o futuro.

O projeto assume o compromisso de atingir os objetivos apontados pela lista ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU, como um apelo universal para assegurar um desenvolvimento sustentável, de paz e justiça para todos, transformação social através da promoção de oportunidades de educação de qualidade e incentivo à igualdade de gênero desde a primeira infância.

Acreditamos que encontros entre arte e educação contribuem para a formação de uma sociedade mais sensível, humana, inteligente e diversa. Cristina Castro

diretora artística, professora, coord.geral do projeto


Projeto Pé de Feijão - Arte e Educação no Teatro Vila Velha, que com a apresentação “Boquinha...E Assim Surgiu o Mundo-Manhã”, que aconteceu no dia 24 de Maio de 2023. Créditos: Camila Aduke


ARTE INTEGRANDO O PÚBLICO INFANTOJUVENIL:

MEDIAÇÕES E VÍNCULOS NO PROJETO PÉ DE FEIJÃO

A infância e a juventude devem ser vistas como

a integração de crianças e jovens, estamos

prioridades fundamentais quando pensamos no

fortalecendo o encontro de cidadãos que

desenvolvimento cultural de uma cidade. Diversas

aprendem a viver juntos e a lutarem pelos seus

redes e instituições governamentais e não

direitos culturais, reconhecendo-se como coletivos

governamentais vêm trabalhando para defender

em suas comunidades. No Brasil recomeçamos no

o acesso à cultura desde a primeira infância,

ano de 2023 uma reconstrução da política cultural,

dinamizando mecanismos do apreciar e do produzir

depois de vivermos em contextos sombrios de

culturalmente. O olhar não é mais para produzir

pensamento sociopolítico perigoso e destruidor

culturas somente para a criança e o jovem, mas

que excluía a cultura do campo governamental.

coproduzir com eles, pois essencialmente ao incluílos no conceber e executar de uma ação cultural,

O Teatro Vila Velha, pelo seu histórico de luta

nós criamos espaços de direito para crianças e

cultural e social, compreende bem a defesa

jovens cidadãos e cocriadores. Como fazedores

da infância e da juventude ao desenvolver uma

de cultura, devemos sair em defesa do público

diversidade de projetos que incluem crianças e

infantojuvenil, principalmente diante de realidades

jovens como públicos apreciadores e fazedores

políticas atuais de alguns países que fomentam

das artes. No Projeto Pé de Feijão vemos o quanto

o desmonte de programas culturais como as

esta defesa da cultura escolhe um caminho atual

extremas direitas.

e prioritário: a integração infantojuvenil pela mediação cultural.

Estes movimentos clamam pela precarização das

por ney wendell

artes, pois sabem do seu potencial integrador,

A situação social das relações humanas

inovador e transformador. Destacamos nesse

foi modificada para um caminho, ainda

texto o viver a cultura que passa pelo ponto

desconhecido, no período que vivemos pós-

fundamental de integrar indivíduos em experiência

COVID. Alguns elementos ficaram presentes

criativas, lúdicas e expressivas. Ao nos colocarmos

e estamos aprendendo a compreendê-los como,

em defesa de projetos de artes que gerem

por exemplo, o distanciamento, o isolamento e


a agressividade. Por isso, os projetos culturais

assembleia de crianças e jovens que se constitui

público se coloca como participante cocriador da

de convivência. O público descobre que pode

chegam como incentivadores da esperança no

durante os momentos de apreciação e que os

obra de arte. Esta integração com a arte valoriza a

frequentar e vivenciar o que estes espaços

ser humano ao reconectá-lo ao outro e colocá-lo

colocam olho a olho, corpo a corpo e singularidade

intimidade, a aproximação e, principalmente, uma

oferecem para sua formação como ser humano

como cidadão criador.

a singularidade. O espaço teatral se transforma

autonomia de pensar, sentir e criar através das

criativo e cidadão cultural. As atividades de

em um lugar de encontro para experienciar a arte e

provocações trazidas pelas diferentes atividades

mediação realizadas nas escolas e ONGs com

Quando o Pé de Feijão opta por uma metodologia

reconhecer o outro que está ao lado num momento

artísticas. As obras escolhidas pelo projeto trazem

contação de histórias, oficinas, entre outras

de mediação cultural, há uma abertura para

único que une prazer, aprendizado e diversão. Nos

uma perspectiva de inclusão e reflexão sobre a

ações estimulam o público a valorizar o lugar

novos espaços de diálogos e de conexão criativa

campos abertos ao diálogo através de debates e

infância e a juventude e seus saberes ligados à

onde convive e a desenvolver novas noções

entre os públicos infantojuvenis com seus pares,

discussões nas diferentes atividades, as crianças e

identidade, à liberdade e a diferentes contextos

de pertencimento. Há um reencantamento do

com as obras de artes e com os espaços. A

jovens exercitam a consciência do empoderamento

sociais na diversidade. Estes ângulos temáticos

lugar, a exemplo de uma sala de aula, com uma

mediação cultural neste projeto se posiciona na

de suas vozes, suas opiniões e seus desejos.

criam vínculos com o público que acaba se

ação artística em que os indivíduos se veem

urgência atual de integrar este público diante de

Na diversidade destes encontros percebemos

integrando às obras como cocriadores com suas

empoderados com sua voz, seu corpo e seu ser

contextos complexos do aumento de violência nas

as oportunidades geradas pela cultura e suas

reflexões autônomas. O integrar-se reconstrói

que cria. O público na presença do outro numa

escolas, de efeitos nas relações sociais graves de

identidades e identificações que se tornam visíveis

novos olhares para acessar a arte, pois as crianças

assembleia gerada pela experiência artística

distanciamento do pós-COVID e das consequências

quando cada indivíduo se percebe cidadão criador

e jovens se descobrem e se formam como públicos

amplia sua visão sobre o viver e conviver com

de precarização cultural na política dos últimos

vivendo uma experiência artística coletiva.

ao aprenderem a irem além do gostar ou não

arte mudando o sentido do lugar. Este exercício o

gostar, pois descobrem sabedores de novos

mobiliza a repensar outros lugares de cultura na

códigos artísticos que os vinculam à obra.

cidade e a desenvolver o gosto de viver encontros

anos. O aspecto que deixamos mais em evidência desta mediação é a necessidade de integrar. Neste

2. Integração com as artes: o público

com arte numa diversidade de espaços da cultura.

sentido podemos observar três níveis de integração infantojuvenil tem sua presença potencializada cultural no projeto estimulados pelos mecanismos

como conjunto de indivíduos apreciadores, mas

3. Integração com seus lugares: o

de mediação cultural:

também como cocriadores nos espetáculos,

deslocamento do público para um teatro ou um

As crianças e jovens vivenciam processos de

oficinas e contações de histórias. Há nestas

outro tipo de espaço gera uma rica aprendizagem

potencialização da sua presença criativa no mundo

1. Integração com seus pares: a programação

experiências uma construção de vínculos afetivos

na formação do ser apreciador. Cada indivíduo

com todos estes níveis de integração com o outro,

criada pelo projeto pressupõe um acesso a um

com as obras apresentadas, vínculos reflexivos

aprende a reconhecer os espaços culturais e o

com a arte e com o espaço. A força que move um

público diverso oriundo de realidades sociais,

que geram interesses em aprender e gerar novos

seu direito de ser público. Estes espaços, como

olhar, um coração, uma mente através de uma

econômicas e geográficas diferentes. É uma

saberes e, também, vínculos criativos quando o

o Teatro Vila Velha, são potencialmente um lugar

obra, leva este público a repensar seu lugar de


transformador de realidades. Suas voz e corpo presentes nos encontros criativos e coletivos mobilizam sonhos. Que sonhos são estes nascidos de momentos integradores gerados pela arte e cheios de prazer? Como estas crianças e jovens verão suas ruas, teatros e salas depois de viverem o potencial da arte que muda espaços? Quais perspectivas de futuros nascem num momento de encantamento com outros públicos e com os artistas numa experiência de apreciação? O que o empoderamento deste público como cidadão cultural e cocriador pode gerar de transformações em seus lugares de convivência? São reflexões que observamos ao visualizar o potencial dos processos mediadores do Pé de Feijão. Caminhos de aberturas de olhares e corações que ainda serão percorridos e que serão como atos de semear esperança do viver juntos criando, reconhecendo e conectando com os outros. Crianças e jovens querem descobrir novas formas de se integrarem como indivíduos diversos e criadores e uma das portas para trilhar o viver junto com arte está aberta com o Pé de Feijão. Ney Wendell é um renomado professor de Artes Cênicas na “Faculté des arts de l’Université du Québec à Montréal (UQAM)” no Canadá, com pós-doutorado em Sociologia pela UQAM e vasta experiência como arte-educador, diretor teatral e escritor.


Projeto Pé de Feijão - Arte e Educação no Teatro Vila Velha, que com a apresentação “Boquinha...E Assim Surgiu o Mundo-Manhã”, que aconteceu no dia 24 de Maio de 2023. Créditos: Camila Aduke


ENTRELAÇAR MUNDOS: UMA QUESTÃO DO SÉCULO XXI por débora landim

Pode ser um tiro; podem ser dois ou mil. Pode ser

e complexidades - municipal, estadual, federal,

sequestro, atentado ou assalto, na Graça ou em

público e privado - como zonas possíveis para se

Coutos. No contexto de ampliação da violência

tecer laços étnico-social-político-ético-afetivos

a reação é pedir maior seguridade. Mas o que

entre os sujeitos e suas diversidades. Acredito,

é seguridade? Um bairro fechado? Escolas com

então, na necessidade imediata da maior

escolta policial? Praça gradeada? Carro blindado?

promoção do existir de espaços-territórios como

Ter posse de arma?

áreas de aproximação, na busca mesmo do entranhar da educação, das artes e áreas

Essa demarcação de dentro e fora, indivíduos

afins dedicadas à construção do sensível.

visíveis e invisíveis, é um signo do nosso tempo que exibe, com crueldade, a dinâmica de uma

Aqui, identifico esse “entranhar” como questão

sociedade desigual e devastada. Mas como

social estruturante do século XXI, que pode vir a

construir uma cidadania integral, necessária

instituir a autocompreensão do nosso estar no

como possibilidade de contraponto a essa

mundo contemporâneo, vivido, com suas certezas e

segregação seletiva, racializada? Arrisco

incertezas. Penso que ao estabelecermos diálogos

resposta: no tecer de redes de aproximação, de

com a educação, artes e áreas afins, haja também

visibilidade e acolhimento entre sujeitos, contextos,

uma mudança para melhor de nosso estado de

conhecimentos e fazeres, que permitam revelar

humanidade, o que se mostra urgente.

fenômenos sociais que se encontram na penumbra

Seguindo nessa relação da educação com a

da sociedade que habitamos.

arte, sinalizo o valor da primeira na formação humana geral, mas também pontuo que se faz

Como artista-educadora acredito na necessidade

necessário perceber o valor da segunda como

do existir de espaços-territórios (grupos de teatro,

algo indispensável para a construção de um

organizações não governamentais, espaços

imaginário, que revela ao tempo que constrói a

culturais, instituições educacionais, coletivos e

alma de um povo; que nos identifica como

outros) que funcionem em diferentes esferas

sujeitos de uma coletividade; que nos coloca em


ação e nos conecta. Possível é separar arte e

vida que torne possível ao humano assumir a

Nesse entrelaçar da educação com as artes e

educação somente para estudá-las como áreas

instabilidade inerente à sua existência. E, assim,

áreas afins, assevero minha crença no potencial

de conhecimentos específicos; mas necessário

compreender o ser criança não só como estado

de um coletivo. Fazer educação, artes, teatro

é pensar nelas, sempre, de forma interligada.

da condição humana, mas, ainda, como “algo”

com crianças, jovens e adultos na vida, em

próprio do humano; “algo” que nos conclama a

diversas situações, em todos os contextos

Por esse viés, percebo que as experiências

escutar a criança que habita em cada um de nós,

possíveis, e construir o novo que muda para

artístico-educativas vividas num percurso de 28

a compreender que a substância de ser criança

melhor pessoas para que pessoas mudem para

anos (1995 a 2023), junto a crianças, jovens, artistas extrapola uma infância datada, cronológica. e educadores, em espaços-territórios como Escola

Afinal, a capacidade de vivenciar o sempre

de Teatro da UFBA (1995-2021), Teatro Vila Velha

imaginar, o ser possível, o que impulsiona a

(1997-2023), Centro Educacional pelas Artes Hora

humanidade na direção do novo, aquilo que

da Criança (1999-2018), Companhia de Teatro

transgride, que nutre sonhos e transforma

Novos Novos (2000-2023), ONG – Moinhos Giros

sonhos em realidade, é capacidade motor de

de Arte Cultura e Comunicação (2008-2023) e no

transformações, qualidade que está sempre

CEEPIA/ICEIA – Curso Estadual Técnico Profissional

presente nas mulheres e nos homens que buscam

de Teatro (2018-2023), proporcionaram-me uma

mudar pra melhor o que está posto. Imaginar,

constante atualização da minha experiência

desejar em potência, então, são capacidades

no trajeto artístico e docente, como também

que nos invadem e são exercitadas no tempo

ampliaram essa necessária correlação, que julgo

criança do humano para serem empreendidas

imprescindível, entreconhecimentos, sensibilidades,

não só durante um período cronológico – o

campos de atuação e formas de investigação.

tempo de ser criança – mas pela vida inteira.

melhor o nosso mundo-Terra.

Uma capacidade desejante do novo, do porvir, Credito ser possível por entrelaçamentos vividos

que é importante e pretendida, portanto,

na educação, nas artes, e de forma específica

deve ser lapidada ao seu surgimento e no seu

no fazer teatro com e para crianças, o construir

desenvolvimento, sempre na busca pela melhor

de uma ética humanística, de uma forma de

humanização, pela melhor humanidade.

Débora Landim é Artista-Educadora. Criadora. Doutora e Mestre em Teatro pelo Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas da UFBA.


Projeto Pé de Feijão - Arte e Educação no Teatro Vila Velha, que com a apresentação “Da Ponta da Língua à Ponta do Pé”, que aconteceu no dia 8 de Junho de 2016. Créditos: Claudio Varela


ARTE, EDUCAÇÃO E CRIATIVIDADE: O CAMINHO por tiago basto

Antes de falarmos sobre as artes, é importante

As artes são uma forma de expressão dessa

compreender por que elas existem. Para isso,

cultura. Por isso, não é incomum que temas do

precisamos abordar a cultura e destacar duas

nosso cotidiano se transformem em literatura,

definições significativas: a de Milton Santos,

teatro, dança, músicas, filmes e outras linguagens

geógrafo baiano, e a de Eric Hobsbawm, historiador

artísticas. Educar por meio da arte é permitir que

britânico.

essas expressões culturais apareçam de forma diferenciada em relação ao cotidiano.

Segundo Milton Santos, “o conceito de cultura está intimamente ligado às expressões de

No entanto, a arte não apenas representa, mas

autenticidade, integridade e liberdade. É uma

também propõe novos valores, crenças, reflexões

manifestação coletiva que reúne heranças do

e comportamentos que não são comumente vistos

passado, modos de ser do presente e aspirações,

em nosso dia a dia. Não é coincidência que, durante

ou seja, o delineamento do futuro desejado”.

muito tempo, pessoas consideradas diferentes

Por sua vez, Hobsbawm enfatiza que a cultura

fossem atrações circenses. Embora possamos não

desempenha um papel fundamental na formação

concordar com o que foi feito, isso era considerado

e coesão de identidades coletivas. Em sua visão,

arte, algo além do comum. Felizmente, nossos

ela é central na construção e expressão das

valores mudaram e não precisamos mais subjugar

experiências, valores e crenças de um grupo ou

alguém e chamar isso de arte. Quando chamamos

sociedade.

alguém de artista, geralmente queremos dizer que essa pessoa é vista como diferenciada, alguém que

Percebemos, assim, que ambas as definições

busca chamar a atenção, entre outros aspectos.

atribuem à cultura a responsabilidade pela construção coletiva que se relaciona e produz

Nesse contexto, a educação por meio da arte

realidades, sejam elas passadas, presentes ou

tem o papel de subverter, questionar e trazer o

futuras. Portanto, se vivemos e nos relacionamos,

aluno para o centro do aprendizado, tornando-o

estamos produzindo cultura.

um artista, um agente propositivo, questionador


e alguém disposto a criar e propor coisas novas a partir do existente, compartilhando com o mundo. Augusto Boal, teatrólogo brasileiro, afirmava que todo ser humano é um artista por sua condição intrínseca, embora alguns optem por exercer essa capacidade e outros não. Por essa razão, ele propôs que todos possam e devam desenvolver sua arte. Paulo Freire defendia que uma educação libertadora deveria envolver a conscientização crítica dos estudantes, incluindo a arte como ferramenta para reflexão, transformação social e construção de conhecimento coletivo. Portanto, entendo que não existe uma educação para o “novo mundo” que não priorize a criatividade em vez do mero conhecimento. Não podemos competir com a Inteligência Artificial nesse sentido. A arte surge da criatividade, do olhar, da necessidade de expressão e realização. A educação e a arte são o caminho para o futuro.

Referências Bibliográficas Artigo: Da cultura à indústria cultural – Milton Santos Livros: Arco Iris do Desejo – Augusto Boal; A invenção das tradições e Tempos Fraturados: cultura e sociedade no século XX – Eric Hobsbawn

Tiago Basto é Educador, Designer de Experiências e Advogado, Mestre em Educação (UFBA), MBA em Gestão de Projetos e MBA em Sustentabilidade (UNIFACS-BR), Designer de experiências (KaosPilot-Dinamarca) e dourando em Educação, tendo o teatro como tema. Atuante na área de Educação, com ênfase em formação de liderança, desenvolvimento e pesquisa em metodologias ativas de ensino e criatividade.


Projeto Pé de Feijão - Arte e Educação no Teatro Vila Velha, que com a apresentação “Da Ponta da Língua à Ponta do Pé”, que aconteceu no dia 8 de Junho de 2016. Créditos: Claudio Varela


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com a palavra,

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Com a Palavra - Pé de Feijão by Teatro Vila Velha - Issuu