PROGRAMAÇÃO
>>JULHO/15 AS PALAVRAS DE JÓ A HISTÓRIA DOS URSOS PANDAS FRONTEIRAS AGORAFOBIAS DESERTO TERÇAS PRETAS FALA VILA EU, POR EXEMPLO
foto marcio meirelles
A MULHER COMO CAMPO DE BATALHA
E
EDITORIAL JULHO #07
Estamos vivendo uma crise econômica, política, de valores, da representação, de público, uma crise do próprio teatro, então é tempo de fazer teatro. Mais e mais teatro. Para superar todas as crises. Entende-las é o primeiro passo. Entender a crise é entender o momento político, o que acontece neste momento no país e no mundo. Para tentar entender a crise sistêmica de um sistema em decomposição. “Um velho mundo está morto. Um novo mundo luta para nascer - é o tempo dos monstros”. O tempo dos malafaias e das manifestações que clamam pela volta de uma intervenção do exército para resolver o insolúvel num sistema perverso. Durante a crise não lamentamos, não choramos ao pé do caboclo, não reclamamos do governo pela falta de pessoas em nossas plateias ou pela falta de verbas. Demandamos políticas públicas que nos trate como trabalhadores capazes de construir um mercado redes produtivas que nos permita investir e buscar financiamento, não patrocínio apenas. Não apenas. Mas que possamos pensar em nossas bilheterias como fonte de recursos, como parte prevista no orçamento da montagem, que possamos contar nossa capacidade de produzir, que possamos planejar nossa produção com um mínimo de dois anos de antecedência, que possamos programar nossos teatros com um ano de antecedência para que as pessoas possam também se programar e comprar seus ingressos com a mesma antecedência com que compramos passagens aéreas, afinal, estar num teatro participar da experiência única
de estar aquele dia específico numa poltrona, compartilhando com outros seres humanos as paixões e os discursos. É como viajar por outras vidas, por novas possibilidades de realidade. É o que o público busca no teatro. Por isso não reclamamos do público quando não comparece. Nos perguntamos por que não comparece. Nos perguntamos como fazemos para superar a crise, para fazer discursos que interessem a ele, é dizer, que sejam necessários, que o traga para refletir sobre os temas em que tocamos,que o traga para gozar conosco o prazer da descoberta do velho novo ou da possibilidade de um novo novo. E nos perguntamos fazendo, trabalhando, montando freneticamente, produzindo conteúdos para o público do Teatro Vila Velha, produzindo cada vez mais, agora com um planejamento. Já apresentamos nossa programação até maio de 2016. Agora nosso público pode também se planejar para estar conosco. Com o PROJETO MATÉI o Teatro Vila Velha chega em pouco mais de dois anos a 15 produções teatrais próprias. As últimas dez peças alcançaram um público de 12 mil pessoas e mobilizaram 152 profissionais - 84 atores e 68 trabalhadores em áreas de gestão, técnica, divulgação, preparação, alimentação e produção. Este tem sido o resultado do nosso trabalho, e doque vamos construindo com a universidade LIVRE de teatro vila velha. Esta tem sido a forma que o Vila tem encontrado para responder às crises: fazer teatro.
M MÉMORIA
“Vc tem a lista do elenco se me mandar posso descrever melhor historinhas / O texto principal eu fui autor do argumento junto com Joao Augusto. Cacique sipique / Houve uma musica linda de Marcelo Machado que foi usada nessa parte: Esse coqueiros de beira de praia assim de tocaia na beira... / Gilson Rodrigues projetando slides em alto contraste e pintando lonas / Roberto Mendes, Beuza e Chiquinho como músicos / Ensaios e apresentações no icba / Carmem Paternostro como preparadora de corpo / Muito laboratório desses que pareciam umbanda com o povo em catarse se rolando no chão / Todos os atores com a mesma malha cor de pele com detalhes de verde e marrom carimbados com batatas / Para mim recém chegado de Ilhéus - tinha feito um pouco de teatro por lá - ser selecionado foi um prêmio / O icba já era meu universo desde 74 quando vinha as jornadas/ Durante este tempo tb fizemos uma leitura dramática de Os fuzis da Senhora Carrar(!!)e demos os primeiros passo com o teatro de rua / Era td muito musical ao estilo de João. Como era Oficina muitos não atores participaram, alguns seguiram, outros não.” Relato de José Araripe Jr. sobre a Off Sina Pombas Bahia (1977) via Facebook.
O Nós, por Exemplo tem poucos materiais sobre este projeto. Se você tem algo para mostrar ou alguma história para contar, nos procure!
A MULHER COMO CAMPO DE BATALHA
foto marcio meirelles
O encontro de duas mulheres arrasadas pela guerra. Dorra, violentada por um grupo étnico inimigo durante o conflito na Bósnia. Kate, uma psicóloga que deixou a família nos Estados Unidos para trabalhar na escavação de valas comuns. A narrativa é construída a partir de alguns monólogos e diálogos entre as duas personagens. Dorra, inicialmente emudecida pela violência que sofreu, resiste às perguntas de Kate. Com o tempo, o silêncio dá espaço a respostas que alternam entre a agressividade e o medo, até que, ao se aproximarem, elas encontram uma na outra a possibilidade de reconstruir um equilíbrio. Únicas apresentações antes de viajar para o National Black Theatre Festival, nos EUA.
03, 04 e 05/07 // sex e sáb: 20h // dom: 19h // R$ 30 e 15
Estes espetaculos são acessíveis para cegos através de recurso de audiodescrição realizado pela universidade LIVRE em parceria com a ACESSU
FRONTEIRAS // PROJETO MATÉI
a partir de 08/07 // quartas // 20h // R$ 30 e 15
AGORAFOBIAS // PROJETO MATÉI
foto marcio meirelles
a partir de 09/07 // quintas// 20h // R$ 30 e 15
DESERTO // PROJETO MATÉI
a partir de 10/07 // sextas // 20h // R$ 30 e 15
COM AS VELHINHAS CARENTES E SOLITARIAS . 1 FRONTEIRAS CUIDADO
O espetáculo parte de quatro situações curiosas para provocar reflexões sobre as guerras que assolam o mundo. Em “Blasfêmias”, um cidadão espera um trem que nunca chega à estação e, enquanto espera, questiona aquela situação e o sistema sem respostas. Em “Pense que Você é Deus”, dois garotos munidos de um fuzil buscam sua próxima vítima em meio às ruas e edifícios da cidade. Em seguida, uma mulher com uma criança aos braços tenta cruzar a fronteira até o território dos direitos do homem, no conto intitulado “Espere o Calorão Passar”. Em “A Volta para Casa”, um general acorda os mortos em um campo de batalha e tenta organizá-los em um grande desfile de volta a sua pátria. COM AS VELHINHAS CARENTES E SOLITARIAS . 2 AGORAFOBIAS CUIDADO
Em Agorafobias, o teatro de Visniec serve às reflexões sobre as relações humanas e a tensão entre indivíduo e sociedade. Em uma das cenas, o espectador vê-se dentro de um workshop sobre como mendigar de maneira eficiente. Em seguida, depara-se com “O homem cuja ferida é um espelho”; encontra uma garçonete histérica, que mais parece uma “Máquina de pagar contas”; e é transportado para dentro de um presídio, onde se constata que “O país está consternado”. Ao final encenação provoca uma experiência sensorial ao público, que, de olhos vendados, acompanha o enredo como o homem cego que protagoniza a cena ao lado de seu cão-guia. COM AS VELHINHAS CARENTES E SOLITARIAS . 3 DESERTO CUIDADO
Neste espetáculo, que reúne seis cenas independentes, o deserto pode ser o cenário ou estar presente como uma metáfora. Aqui, as situações servem de pretexto para reflexões sobre o sentido da vida e da morte, o valor das coisas e das pessoas, e sobre o tempo. “Carona”, “Sanduíche de Frango”, “Não Sou Mais Sua Coelhinha”, “Um Café Longo, um Pouco de Leite Separado e um Copo D`Água” e “A Grande Ressaca” abusam das imagens e da ironia, típicas do dramaturgo Matéi Visniec.
AGENDA SEG
06
TER
07 TERÇAS PRETAS LANÇAMENTO DO LIVRO BANDO DE TEATRO OLODUM: UMA POLÍTICA SOCIAL IN CENA cabaré dos novos 19h
13
20
27 FALAVILA cabaré dos novos 19h
01
08 FRONTEIRAS sala principal 20h
QUA
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09
AGORAFOB sala principa 20h
15
16
TERÇAS PRETAS TERSARAU DO BANDO cabaré dos novos sala principal 17h às 22h
FRONTEIRAS sala principal 20h
AGORAFOBIA sala principa 20h
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TERÇAS PRETAS TERSARAU DO BANDO cabaré dos novos sala principal 17h às 22h
FRONTEIRAS sala principal 20h
AGORAFOBIA sala principa 20h
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28 TERÇAS PRETAS TERSARAU DO BANDO cabaré dos novos sala principal 17h às 22h
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FRONTEIRAS sala principal 20h
AGORAFOBIA sala principa 20h
OBIAS cipal
OBIAS ipal
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DOM
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A MULHER COMO CAMPO DE BATALHA sala principal 20h
A MULHER COMO CAMPO DE BATALHA sala principal 20h
A MULHER COMO CAMPO DE BATALHA sala principal 19h
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DESERTO sala principal 20h
17 DESERTO sala principal 20h
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A HISTÓRIA DOS URSOS PANDAS sala principal 20h
18 A HISTÓRIA DOS URSOS PANDAS sala principal 20h
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12 AS PALAVRAS DE JÓ sala principal 19h
19 AS PALAVRAS DE JÓ sala principal 19h
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OBIAS ipal
DESERTO sala principal 20h
A HISTÓRIA DOS URSOS PANDAS sala principal 20h
AS PALAVRAS DE JÓ sala principal 19h
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OBIAS ipal
EU, POR EXEMPLO passeio público 18h DESERTO sala principal 20h
INFANTIL
A HISTÓRIA DOS URSOS PANDAS sala principal 20h
TEATRO
AS PALAVRAS DE JÓ sala principal 19h
MÚSICA
DANÇA
A HISTÓRIA DOS URSOS PANDAS Numa manhã, dois jovens acordam na mesma cama e não se lembram como foram parar lá. Os dois decidem iniciar uma relação e fazem o acordo de passar apenas nove noites juntos e separar-se logo em seguida. As nove noites passam lentamente e parecem uma vida inteira, que abriga alegrias, descobertas, desilusões, novos e velhos rituais de amor.
foto marcio meirelles
Este espetaculo é acessíveil para cegos através de recurso de audiodescrição realizado pela universidade LIVRE em parceria com a ACESSU
PROJETO MATÉI a partir de 11/07 // sábados // 20h // R$ 30 e 15
AS PALAVRAS DE JÓ
foto maise xavier
“Sim, eu acredito no homem”, diz Jó, Este espetaculo é acessíveil incansável, após inúmeras tentativas para cegos através de dos homens de que ele desistisse da recurso de audiodescrição pela universidade humanidade. A partir de uma provocação realizado LIVRE em parceria com a do próprio autor da peça, o dramaturgo ACESSU romeno Matéi Visniec, o encenador Marcio Meirelles aceita o desafio de subir no palco, após 36 anos distante do trabalho de ator. Neste espetáculo, Meirelles reafirma a convicção de que ainda é necessário acreditar no ser humano.
PROJETO MATÉI a partir de 12/07 // domingos // 19h // R$ 40 e 20
EU, POR EXEMPLO O Teatro Vila Velha convida para o encerramento do ciclo de comemorações pelos seus 50 anos, que acontece em 31 de julho, 18h, data de seu aniversário. Na fachada do Vila, um videomapping mostrará o resultado do Eu, por Exemplo, projeto que marcou as celebrações pelo cinquentenário com uma intervenção urbana feita com cinco orelhões multimídia, que coletaram mais de 700 depoimentos sobre a relação do público soteropolitano com o Vila. Além do videomapping, será apresentado um minidocumentário sobre as diferentes etapas do projeto. A ação, idealizada pelo jornalista Kau Rocha e patrocinada pela Oi através do Fazcultura - Governo do Estado, disponibiliza todo o conteúdo coletado através do site www.faledovila.com.
31 de julho // sexta // 18h
DO BANDO TERÇAS PRETAS TERSARAU
foto acervo nós, por exemplo
O Bando de Teatro Olodum continua as comemorações pelos seus 25 anos com o projeto Terças Pretas, que reúne música, literatura, moda, artesanato e, claro, muito teatro! O projeto é aberto no dia 7, 19h, com o lançamento do livro “Bando de Teatro Olodum: uma política social in cena”, de Régia Mabel Freitas. No dia 14, às 17h, acontece a Feira Itinerante com som do DJ Chiba D; em seguida, às 19h, leitura dramática da peça Essa é a Nossa Praia seguida de show do grupo Opanijé. No dia 21, às 17h, a Feira Itinerante tem som do DJ Gug e, às 19h, o público assiste à leitura de Ó Paí, Ó, encerrada com show da Candombleckesia. No dia 28, 17h, Feira Itinerante embalada pelo DJ Branco e, 19h, leitura dramática de Bai Bai, Pelô, seguida de apresentação de Denise Correia e Banda Mirim. Todas as leituras da Trilogia do Pelô têm música ao vivo executada pela Banda Mirim do Olodum, além da participação de atores que passaram pelo Bando e participaram das montagens originais.
a partir de 09/07 // terças // R$ 30 e 15
E LEAR FALAVILA LEAR O QUARTO E O FÓLIO O Fala Vila recebe José Roberto O’Shea, um dos mais importantes tradutores da obra de William Shakespeare, para uma palestra sobre o texto Rei Lear, que vem sendo trabalhado para a nova montagem do Teatro Vila Velha, com estreia marcada para o próximo verão. O’Shea, professor da Universidade Federal de Santa Catarina e PhD em Literatura Inglesa e Norte Americana pela University of North Carolina, irá discutir as duas edições da obra Rei Lear contemporâneas de Shakespeare: a versão in quarto (1606) e a edição no fólio (1623). O autor discute as diferenças e similaridades dos textos nas duas versões e em que as opções impactam na encenação.
27/07 // segunda // 19h
DE BIKE OU DE CARRO, ESTACIONE NO PASSEIO PÚBLICO!
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Quartel da Polícia Militar
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Av .C ar lo s
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Largo dos Aflitos
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Casa d’Italia
Hotel da Bahia
Forte São Pedro
Rua Forte de São Pedro
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Palácio da Aclamação
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ACESSO PELO LARGO DOS AFLITOS
Rua do Po litea ma
Ladeira da Fonte
Largo do Campo Grande
TEATRO VILA VELHA Patrocínio
FESTIVAL VILA+50
Apoio Cultural
Patrocínio
AMIGOS DO VILA
SEJA TAMBÉM UM AMIGO DO VILA! + INFORMAÇÕES: .
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