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Agenda do Vila - Novembro de 2016

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PROGRAMAÇÃO

>>NOVEMBRO/16 ADÁGIO LAZZO MATUMBI LARGO NOITES MPB PALESTRA DE FRANCISCO BOTELHO LANÇAMENTO DO LIVRO “ROMEU E JULIETA” A CENA TÁ PRETA Ó PAÍ, Ó! SOBEJO REBOLA O CONTENTOR (O CONTÊINER) FAIYA JULIANA RIBEIRO O CORPO NA CENA CINE NA CENA LANÇAMENTO “BANDO: UM FILME DE” DA PRÓPRIA PELE NÃO HÁ QUEM FUJA NARA COUTO


E

EDITORIAL

NOVEMBRO

#11

DE GRAÇA NÃO TEM GRAÇA! Aos artistas e produtores. Por favor. Precisamos mudar esse costume da gratuidade. Nós, que queremos tanto que as campanhas eleitorais não sejam financiadas por empresas para que os candidatos eleitos não trabalhem para os financiadores e sim para a sociedade, precisamos pensar que devemos trabalhar para o público e não para patrocinadores. Portanto a troca simbólica, a manutenção do costume de ser financiados pela bilheteria, vai ajudar bastante a recuperar o público que estamos perdendo. Não queremos apontar o dedo nem questionar as ações de ninguém. Já temos demais disso neste momento. Nossa fala quando vemos o ‘’de grátis’’ é uma reação a uma cilada em que temos caído quando colocamos como contrapartida o ‘’de grátis’’ para formar plateias. As pessoas pagam tudo, mas não querem pagar mais teatro e suas atividades. Muitos artistas e muitos teatros sobreviveram vendendo ingressos. Compartilhando em oficinas anos de pesquisa e trabalho. E hoje não temos retorno. Plateias pequenas - média de 100, 200 lugares - que só têm ocupação media de 40%, quando muito, de pagantes. Oficinas que não se realizam porque tem milhares de outras ‘’de grátis’’. O problema é que quando fazemos algo de graça e alguém que não tem patrocínio cobra, porque precisa cobrar, este não consegue trabalhar. Precisamos pensar em como reverter esse quadro em que nos encontramos. E que tende a se agravar. Afinal, teremos editais? Como serão as políticas de fomento neste novo Brasil tomado de assalto? Como produziremos

sem editais, fomento etc? Precisamos pensar. Pensar é a primeira ação. Ao público. A troca simbólica realizada através da compra de ingressos é o que garante a autonomia dos artistas e a autonomia do próprio público, que pode escolher o que quer consumir. Abrir mão desta responsabilidade é também abrir mão do direito de escolha. Ou as empresas patrocinadoras, ou o governo, escolherão o que será produzido, sempre, e apenas. Muitos segmentos, muitas indústrias, e não apenas as linguagens artísticas e a economia da cultura, são subsidiadas. Incentivos fiscais são dados à indústria automobilística, alimentícia, têxtil, a diferentes serviços. E, ainda assim, pagamos pelo que consumimos. Pagamos pelo carro, pela gasolina, pelo restaurante, pela roupa, pelo médico. Por que não pagar pelo teatro? Pela música? Pela dança? Pela arte que nos veste, nos despe, nos alimenta? A sétima edição do Festival A Cena Tá Preta, que acontece neste mês de novembro no Teatro Vila Velha, é uma prova de que é possível. Sem patrocínios ou qualquer fonte de financiamento, o projeto aposta nas parcerias e convoca o público para atuar como financiador do projeto, através dos ingressos. Ao Bando de Teatro Olodum, realizador d’A Cena, juntaram-se diversos artistas e produtores que, como o Vila, acreditam na importância e na força do público. Além do festival, que celebra a arte de raízes africanas neste Mês da Consciência Negra, temos diversos outros espetáculos que também esperam e contam com você. Vem junto?


M MÉMORIA

foto joão milet meirelles

Em 2010, o Bando de Teatro Olodum estreava o espetáculo-instalação Bença, um tributo ao tempo e aos mais velhos. O programa da peça apresentava uma linha do tempo do teatro negro em Salvador, e propunha uma investigação sobre os artistas e grupos negros. O objetivo era a visibilidade justa dos fundadores e trabalhadores do teatro baiano e brasileiro. Em 2012, a linha do tempo se transforma em uma ação do festival A Cena tá Preta: uma exposição no Passeio Público, em frente ao Teatro Vila Velha. Idealizada e curada por Marcio Meirelles, a linha do tempo foi resgatada do programa a partir de uma provocação da tese de doutorado de Evani Tavares. A Linha do Tempo do Teatro Negro na Bahia – nome da exposição – começava em 1841, com o nascimento de Xisto Bahia, e relembrava atores, diretores, dramaturgos, grupos e espetáculos do passado. O Teatro Vila Velha, seu diretor artístico, Marcio Meirelles, e o Bando de Teatro Olodum, realizador d’A cena, sempre reconheceram a importância do registro. Para que a história do teatro não se perca, é preciso estar viva a memória dos que contribuíram ativa, estética e politicamente com o teatro, usando a linguagem como forma de afirmação de valores e luta contra o preconceito.

ADÁGIO 1 a 2/11 // ter e qua // 20h // pague quanto quiser Adágio é sinônimo de “ditado”, uma forma de sabedoria popular. Nossos adágios são assim constituídos: do devido tempo para se maturar e de saberes que são encontrados no cotidiano, nas diversas expressões culturais que nos constituem. Nossos adágios foram organizados em quatro diferentes tempos, em quatro diferentes movimentos. As obras inéditas são assinadas por dois jovens criadores, uma experiente coreógrafa e uma criação coletiva desenvolvida por um núcleo de bailarinos da Cia Municipal de Dança de Porto Alegre. É um pouco a tradução do trabalho da Cia, um sonho acalantado por 70 anos e que se permite dar o tempo para encontrar sua identidade sem perder as referências do contexto cultural da nossa cidade. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE.

BRECHÓ DO VILA 19/11 // sábado // 16h às 20h

livros_roupas_acessórios_discos evento para arrecadar fundos para manuntenção da equipamento técnico do teatro Exposição Linha do Tem po do Teatro Negro na Bahia, no Passeio Público, em 2012.


LAZZO MATUMBI

LARGO REMONTAGEM

Música pra dançar, reunir e compartilhar. O convite feito por Lazzo Matumbi para o seu novo projeto foi atendido por um grande público que lotou o Teatro Vila Velha na estreia do “Nosso Jeito de Ser”, iniciativa que reúne música e feira de empreendedores negros. O repertório é dançante e traz grandes sucessos do artista, além de releituras de canções gravadas por destaques da MPB. Nesta edição, o projeto levará, além do show de Lazzo, uma nova seleção de empreendedores negros, dessa vez, no Passeio público para mostrar ao público seus diversos produtos, serviços e histórias. A feira funcionará a partir das 16h.

LARGO pode ser entendido e desentendido como um espaço na cidade e no próprio corpo para beber, pensar e mover idéias diferentes e pode ser desentendido e entendido como um ambiente experimental de composição expandida. Nessa edição comemorativa de um ano de existência, os artistas do LARGO propõe uma composição sonoracorporal- visual que joga com a idéia de remontar o tempo e o espaço. Como o próprio nome dessa edição sugere, esse evento de arte expandida será um largo remontar – uma ocupação gráfica, sonora e corporal do espaço utilizando a própria maquinaria técnica de cabos, caixas, tripés e instrumentos como elementos de composição.

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE.

foto djalma santos

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE.

SHOW “NOSSO JEITO DE SER” 9/11 // quarta // 19h // R$40 e 20

ENCONTRO DE MÚSICA EXPANDIDA 16/11 // quarta // 20h // R$20 e 10


AGENDA SEG

TER

01

QUA

ADÁGIO sala principal 20h

ADÁGIO sala principal 20h

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QUI

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SEX

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SÁB

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Ó PAÍ, Ó! sala principal 20h

Ó PAÍ, Ó! sala principal 20h

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19

20

LARGO cabaré dos novos 20h

NOITES MPB - MÚSICAS PARA BAILAR cabaré dos novos 19h30

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27

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SOBEJO sala principal 20h

03

REBOLA sala principal 20h

LAZZO MATUMBI sala principal 19h

REBOLA sala principal 20h

O CONTENTOR (O CONTÊINER) sala principal 20h

DOM

Ó PAÍ, Ó! sala principal 19h

O CONTENTOR (O CONTÊINER) sala principal 19h

M 14

15

M 21

22

23

CINE NA CENA cabaré dos novos 19h

C 28

29

PALESTRA DE FRANCISCO BOTELHO - LANÇAMENTO DO LIVRO “ROMEU E JULIETA” cabaré dos novos 19h

BRECHÓ DO VILA cabaré dos novos 16h JULIANA RIBEIRO - PRETA BRASILEIRA sala principal M 20h

FAIYA sala principal 20h

M

M 25

24

DA PRÓPRIA PELE NÃO HÁ QUEM FUJA sala principal 20h

LANÇAMENTO DO DOC “BANDO: UM FILME DE” sala principal 20h

DA PRÓPRIA PELE NÃO HÁ QUEM FUJA sala principal 20h

O CORPO NA CENA sala principal 19h

NARA COUTO sala principal 19h

M

C 30

c

CINEMA

INFANTIL

TEATRO

MÚSICA

DANÇA


A CENA TÁ PRETA Entre 4 e 27 de novembro, o Bando de Teatro Olodum e o Teatro Vila Velha realizam a sétima edição do festival A Cena Tá Preta. O projeto, que já faz parte do calendário das artes em Salvador, celebra o Mês da Consciência Negra, com foco na valorização da arte negra a partir de diferentes linguagens artísticas que refletem e apresentam um recorte dos caminhos percorridos pela cultura de legado africano. Ó PAÍ, Ó! 4, 5 e 6/11 // sex e sáb: 20h // dom: 19h // R$30 e 15 A realidade do Pelourinho Antigo é apresentada através de seus moradores, que dividem o ambiente de um pequeno cortiço. Ó paí, Ó! é sobre personagens que, pouco a pouco, foram expulsos do local para dar espaço a um fictício shopping a céu aberto. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS.

REBOLA 10 e 11/11 // qui e sex // 20h // R$30 e 15 Problematizando a invenção do gueto, Rebola é uma homenagem à criação e resistência de espaços de articulação para a comunidade LGBTQI ganhar o mundo afora. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 ANOS.

O CONTENTOR (O CONTÊINER) 12 e 13/11 // sáb: 20h // dom: 19h // R$30 e 15 Três africanos de nacionalidades diferentes embarcam como clandestinos num navio cargueiro rumo à Europa. O espetáculo traz à tona questões como imigração, direitos humanos e a busca de um sonho.

foto joão meirelles

foto joão rafael neto

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 ANOS.

SOBEJO 8/11 // terça // 20h // R$30 e 15 Violência física, psicológica, doméstica, violência que machuca o corpo e fere a alma: este é o foco do espetáculo Sobejo. A peça, primeiro solo da atriz e produtora Eddy Veríssimo, da Outra Companhia de Teatro, é escrita e dirigida pelo ator, dramaturgo, diretor e figurinista Luiz Buranga.

foto andrea magnoni

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 15 ANOS.

FAIYA 18/11 // sexta // 20h // R$30 e 15 Dirigido pelo ator Jorge Washington, o show nasceu do encontro do cantor e compositor Dão com o multi-instrumentista Maurício Lourenço. São também convidadas a atriz Valdineia Soriano, a ativista negra e socióloga Vilma Reis, a professora e poeta Livia Natália e a cantora norteamericana Michaela Harrison. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE.


JULIANA RIBEIRO - PRETA BRASILEIRA 19/11 // sábado // 20h // R$30 e 15 A cantora e compositora Juliana Ribeiro canta repertório autoral e grandes sucessos do samba. Neta de Herondino Ribeiro, um dos 11 estivadores que fundaram o Afoxé Filhos de Gandhy, a cantora reverencia os 67 anos de existência do grupo. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS.

DA PRÓPRIA PELE NÃO HÁ QUEM FUJA 25 e 26/11 // sex e sáb // 20h // R$30 e 15 Com direção e coreografia de Bruno de Jesus o espetáculo da Cia de dança ExperimentandoNUS parte da pesquisa sobre a diversidade no contexto cultural afro-brasileiro. As coreografias exploram a simbologia de orixás e aspectos das manifestações populares. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS.

foto shai andrade

O CORPO NA CENA 20/11 // domingo // 19h // R$30 e 15 “O Corpo na Cena” reúne dois espetáculos de dança da companhia Lekan Dance: Negra Fé, baseado nos itans do Phateon Africano; e Vozes D’África, que traz a luta do povo negro por sua liberdade desde o início da escravidão. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS.

foto andrea magnoni

foto joão meirelles

LANÇAMENTO DO FILME “BANDO: UM FILME DE” 24/11 // quinta // 20h Dirigido por Lázaro Ramos e Thiago Gomes, o longa reúne mais de 40 depoimentos e imagens de arquivo em um panorama da história do Bando de Teatro Olodum desde a sua criação. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE.

NARA COUTO 27/11 // domingo // 19h // R$30 e 15 A cantora Nara Couto apresenta “Outras Áfricas”, sob a direção artística de Elísio Lopes Jr. Com o show, a artista busca estabelecer uma ponte musical entre o continente africano e a Bahia, com releituras de canções clássicas e novas propostas sonoras CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 ANOS. foto fernanda maia

foto cristian carvalho

CINE NA CENA 22/11 // terça // 19h // R$20 e 10 “Cine na Cena” apresenta três curtas: Cinzas, da diretora Larissa Fulana de Tal; ÒRUN ÀIYÉ, das diretoras Jamile Coelho e Cintia Maria; e O Tempo dos Orixás, da cineasta Eliciana Nascimento. Após os filmes, haverá um bate-papo com elenco e equipe. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 ANOS.


NOITES MPB MÚSICAS PARA BAILAR 17/11 // quinta-feira // 19h30 // R$ 20 e 10 Última edição das Noites MPB – Músicas para Baixar no Vila traz o tema: “Rede iTEIA 10 Anos” com uma noite dedicada aos artistas independentes e ao copyleft. A trilha sonora da noite ficará sob com DJ VirguLINUX com um set de ritmos da cultura popular: forró, samba, salsa, coco e carimbó. O microfone estará aberto para artistas da Rede iTEIA apresentarem obras autorais disponíveis no acervo digital em licenças livres. Os interessados em participar devem se cadastrar no link: (www.iteia.org.br/ cadastro_autor) e publicar as músicas que serão tocadas no portal da rede.

PALESTRA DE FRANCISCO BOTELHO

LANÇAMENTO DO LIVRO “ROMEU E JULIETA” 23/11 // quarta // 19h Ao encontro da produção e montagem do espetáculo “Romeu e Julieta” pela universidade LIVRE com encenação de Márcio Meirelles, o Teatro Vila Velha convida o jornalista e escritor Francisco Botelho para discutir o clássico partindo da sua recente tradução da obra de William Shakespeare, lançada pela A penguin - Companhia das Letras. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE.

william shakespeare marcio meirelles 1º a 18 de dezembro quinta a domingo 19h teatro vila velha

Ingressos antecipados em www.teatrovilavelha.com.br


TEATRO VILA VELHA

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