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Agenda do Vila - Julho/2014

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a revolução não se faz no delírio glauber rocha jango

PROGRAMAÇÃO

JULHO


EDITORIAL Teatro. É isso que fazemos há 50 anos. Sem parar. Nem pra reforma. Enquanto era reconstruído, entre 1994 e 98, pelo projeto Novo Vila, o Teatro Vila Velha (TVV) continuava produzindo e apresentando os seus espetáculos. Entre tijolos e sacos de concreto, os atores, o público: o teatro. Lá atrás, em 1964, foi também fazendo teatro que a Companhia Teatro dos Novos conseguiu erguer o TVV. Até nos anos 80, quando recorreu ao teatro pornô de companhias cariocas, era com o teatro que o Vila tentava sair da crise que ameaçava fechar as suas portas. Viver de teatro por meio século é, para nós, uma honra imensa. Sobretudo quando o teatro que se faz é um teatro vila velha. Em minúsculas, pois teatro vila velha é também uma forma de fazer teatro, um tipo de teatro que carrega consigo o que foi construído por todos que passaram por aqui. Fazer teatro vila velha é fazer um teatro conectado com as questões da cidade, do mundo. É defender os direitos da população, propor mudanças, reagir ao que está errado. O TVV sempre foi um espaço de liberdade, desde a sua inauguração, em 31 de julho de 1964. O Vila reagiu à ditadura, acolheu artistas e estudantes perseguidos, abrigou encontros do movimento estudantil. Por toda essa história, o TVV foi sede da Anistia Internacional. Foi também no palco do Vila que foram julgadas e aprovadas as anistias políticas do cineasta Glauber Rocha e do guerrilheiro Carlos Marighella, que o Estado Brasileiro pediu desculpas a suas famílias pelos atos criminosos durante o regime militar. Em 2012 e 2013, o Vila abrigou o Movimento Desocupa, contrário aos abusos feitos pela administração municipal e, junto a ele, realizou o projeto “A Cidade que Queremos”, que discutia o futuro de Salvador. Mais tarde, apoiou o Movimento Passe Livre, que tinha o Passeio Público como quartel general.


É também histórica a luta do TVV contra o racismo. O Bando de Teatro Olodum há 23 anos coloca em evidência a violência, a discriminação e as injustiças sofridas pelo povo negro ainda hoje. A luta por respeito ao povo negro e, especialmente, à arte negra, levantada pelo Bando, serve de inspiração a muitos, e já transcendeu as fronteiras do Brasil. Para comemorar os 50 anos, o TVV estreia, em 31 de julho, o espetáculo Jango. A peça retrata o presidente João Goulart durante o seu exílio, após ser deposto pelo golpe militar. Escrito por Glauber Rocha, e único texto do cineasta para o teatro, o espetáculo é uma reflexão sobre o golpe, sobre o poder e sobre o Brasil. Nas mãos do encenador Marcio Meirelles, Jango traz à cena atores da universidade LIVRE de teatro vila velha, com a participação do Bando de Teatro Olodum e da Companhia Teatro dos Novos. Uma peça que marca os 50 anos do Vila e os 50 anos do Golpe. Até dia 31 de julho, estamos nos preparando para a grande estreia. Ensaiando, estudando, pesquisando e testando Jango e seu palco, música, coreografia, dramaturgia. Preparando o espetáculo que vai ficar em cartaz durante todo o mês de agosto, para celebrar o cinquentenário deste teatro. Por esse motivo, julho tem a programação mais enxuta. Apresentamos leituras dramáticas dos clássicos Hamlet e MacBeth, de Shakespeare, interpretados pelos atores da LIVRE, como resultado de oficina com o mestre Harildo Deda e o diretor Hayaldo Copque. Recebemos shows da cantora Nara Couto e do veterano Tuzé de Abreu. O Grupo Vilavox, uma das crias do TVV, retorna à sua primeira casa para realizar seminário sobre a história da Bahia, lançar a revista Vox da Cena e box de DVDs. Já o Viladança apresenta a mostra final da Oficina de Dança para Crianças, realizada no Vila ao longo de quatro meses. Julho está aí, e ainda há muito por vir!


MEMÓRIA

foto Márcio Lima

Há dez anos, em 31 de julho de 2004, estreava no Vila o espetáculo Auto-Retrato aos 40. A montagem reunia o Teatro dos Novos, o Bando de Teatro Olodum, o Viladança, a Companhia Novos Novos e o Vilavox, grupos residentes do Vila, para celebrar os 40 anos do teatro. O texto, criado por Cacilda Povoas,
Fábio Espírito Santo,
Gil Vicente Tavares,
Gordo Neto
e Marcio Meirelles, foi construído a partir de documentos acumulados ao longo das quatro décadas de história. A montagem teve seis diretores - Chica Carelli, 
Cristina Castro,
 Débora Landim,
 Gordo Neto,
 Jarbas Bittencourt
 e Marcio Meirelles – e 77 intérpretes. Para que tudo ficasse pronto, o Teatro Vila Velha teve que ficar fechado para os ensaios durante um mês inteiro. O resultado emocionou o público, a equipe e chamou a atenção da imprensa local e nacional para o Teatro Vila Velha.

Cena do espetáculo Auto-Retrato aos 40


foto João Milet Meirelles

TUZÉ DE ABREU: NOVAS AVENTURAS NO PAÍS DO SOM

O show Novas Aventuras no País do Som marca mais uma incursão de Tuzé de Abreu e sua parceira Greice Carvalho pelos palcos, a partir do encontro com os artistas André Rangel, Edbrass Brasil, Heitor Dantas, Orlando Pinho, Antenor Cardoso e Mateus Dantas. A proposta deste projeto é somar saberes e experimentações de cada integrante, lançandose numa viagem que tem como ponto de partida a obra de Tuzé de Abreu, obra esta com enorme amplitude estética e que atravessa os principais ambientes da produção musical brasileira dos últimos 50 anos. No repertório, canções autorais e parcerias criadas em sua larga experiência com a música popular e erudita.

11/07 | sex | 20h R$30 e R$15


foto Fernanda Maia

Nara Couto: Outras Áfricas

O show “Outras Áfricas” marca a estreia de Nara Couto em carreira solo, depois de seis anos como vocalista da Orquestra Afro Sinfônica. Com direção cênica de Elisio Lopes Jr. e direção musical de Maurício Lourenço, o show estabelece uma ponte musical entre o continente africano e a Bahia, em releituras contemporâneas de clássicos e novas propostas sonoras. De um lado, o repertório busca as raízes da musica africana que nas últimas décadas alcançou comunicação mundial através de vozes como as de Miriam Makeba e Sara Tavares, mas também privilegia a boa composição baiana, em releituras de Roberto Mendes, Capinam, Mateus Aleluia, Carlinhos Brown e Jarbas Bittencourt, até um clássico samba do imortal Batatinha. Participações especiais de Rafael Pondé (17/07) e Inaicyara Falcão (24/07).

17 e 24/07 | qui | 20h R$20 e R$10


CINE VILA

VILA

O Cine Vila é um projeto da universidade LIVRE de teatro vila velha, que teve sua primeira edição em junho e acontece mensalmente no Cabaré dos Novos do teatro. Tendo como referência o Curta Vila, projeto de 1995, o cineclube abre espaço para produções externas e produtos audiovisuais próprios do teatro. Entre junho e setembro, através da parceria com a 3ª Bienal da Bahia, o Cine Vila exibe também filmes indicados pela Bienal.

Ser Tão Cinzento (BRA, 2011, 25 min) Direção: Henrique Dantas Gênero: Documentário Sinopse: O documentário recria a memória do filme Manhã Cinzenta, do cineasta autodidata Olney São Paulo, uma das mais contundentes obras cinematográficas produzidas sobre o período da ditadura militar. O filme se utiliza das imagens do Manhã Cinzenta, unindo as diferentes memórias nas vozes dos entrevistados que assistem ao filme 40 anos depois de sua realização. Bate-papo com o diretor Henrique Dantas após a sessão. Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now (BRA, 2012, 76 min) Diretor e realizador: Ninho Moraes e Francisco César Filho Gênero: Documentário Sinopse: Um olhar direcionado para um dos movimentos culturais mais efervescentes da história do Brasil, a Tropicália. O filme reúne entrevistas, intervenções artísticas, esquetes e imagens de show de André Abujamra, realizado no Teatro Oficina, criando uma ligação entre os eventos ocorridos no final da década de 1960 e os dias atuais. Idioma: Português

14/07 | seg | 19h gratuito


PROGRA SEGUNDA

TERÇA

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QUARTA

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QUI

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NARA C

MÚS 20h | cab no

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10

CINE VILA

NARA C

CINECLUBE 19h| cabaré dos novos

MÚS 20h | cab no

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16 SEMINÁRIO “DOS ÁVILAS AOS MAGALHÃES” 14h | cabaré dos novos VILAVOX: LANÇAMENTO DE DVDS E REVISTA 19h | cabaré dos novos

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NARA C

MÚS 20h | cab nov

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JAN UMA TR

TEAT 20h | sala

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CONHEÇA OS 50 ANOS DO TEATRO VILA VEL


AMAÇÃO

INTA

COUTO

SICA baré dos ovos

SEXTA

SÁBADO

DOMINGO

TUZÉ DE ABREU: NOVAS AVENTURAS NO PAÍS DO SOM

MÚSICA 20h | sala principal

04

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TUZÉ DE ABREU: NOVAS AVENTURAS NO PAÍS DO SOM

MÚSICA 20h | sala principal

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COUTO

SICA baré dos ovos

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EXPERIMENTO 2.4 LEITURA DRAMÁTICA MACBETH

EXPERIMENTO 2.4 LEITURA DRAMÁTICA HAMLET

TEATRO 20h | cabaré dos novos

TEATRO 19h | cabaré dos novos

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20

MOSTRA OFICINA DE DANÇA PARA CRIANÇAS

COUTO

SICA baré dos ovos

DANÇA 11h | sala principal

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NGO: VILA +50.2 RAGEDYA O TEATRO DOS NOVOS

TRO a principal

EXPOSIÇÃO 20h

LHA E VENHA PARTICIPAR DOS PRÓXIMOS.


foto Marcio Meirelles

Experimentos 2.4 e 2.5

A universidade LIVRE de teatro vila velha apresenta leituras dos clássicos Hamlet e Macbeth, investigadas pelo grupo desde março, através de oficinas de ritmo e métrica com o Oficcina Multimedia (BH), debates com o historiador Moreno Pacheco e exercícios com os diretores Bertho Filho, Chica Carelli, Martin Domecq, além do encenador Marcio Meirelles. Nos Experimentos 2.4 e 2.5, os atores apresentam o resultado de oficinas ministradas pelo diretor Hayaldo Copque e pelo mestre Harildo Deda.

Experimento 2.4 - Leitura dramática Hamlet Direção Hayaldo Copque 19/07 | sáb | 20h Experimento 2.5 - Leitura dramática Macbeth Direção Harildo Deda 20/07 | dom | 19h


Seminário “Dos Ávilas aos Magalhães” A próxima montagem do Grupo Vilavox, no final de 2015, será “O Castelo da Torre” (nome provisório), espetáculo sobre o poder familiar na história da Bahia. Para colaborar com os estudos do grupo, o seminário “Dos Ávilas aos Magalhães” vai levar três estudiosos da história da Bahia para falar sobre o tema e debater entre si, abrindo a discussão também com o público presente.

23/07 | qua | 14h gratuito

foto Márcio Lima

Lançamento de Box de DVDs do Vilavox e da 2ª edição da Revista Vox da Cena O Vilavox lança box de DVDs com os espetáculos do grupo: Trilhas do Vila (2012), Almanaque da Lua (2003), Primeiro de Abril (foto/2004), Canteiros de Rosa (2006), Labirintos (2008) e O Segredo da Arca de Trancoso(2012). A edição mistura partes de apresentações distintas de cada peça e acaba por mostrá-las na íntegra, além de conter extras com depoimentos, fotos e textos. Em sua segunda edição, a Revista Vox da Cena traz textos de artistas de diferentes regiões do Brasil, com artigos que versam sobre o espaço público, a rua e os espaços alternativos como lugar da cena teatral.

23/07 | qua | 19h gratuito


JANGO: UMA TRAGEDYA Único texto de Glauber Rocha para teatro, narra o exílio do presidente João Goulart, após ser deposto pelo Golpe Militar de 1964. Contada a partir do ponto de vista de Jango/Glauber, a peça aborda parte importante da história política do Brasil no século 20 e antevê o momento atual. No espetáculo, o presidente encontra-se com personagens emblemáticos da época, como Leonel Brizola, Elizabeth Taylor e Francisco Julião. Jango, dirigido pelo encenador Marcio Meirelles, tem no elenco atores da universidade LIVRE de teatro vila velha com participações do Teatro dos Novos, do Bando de Teatro Olodum e do Viladança. O espetáculo tem co-direção de Bertho Filho, direção musical de Ronei Jorge e João Milet Meirelles e coreografia de Cristina Castro. A peça marca os 50 anos do Vila e os 50 anos do Golpe.

31/07 a 31/08 | qui a sáb: 20h | dom: 19h R$30 e R$15


VILA +50.2 - O TEATRO DOS NOVOS A segunda exposição da série VILA+50 debruça-se sobre o primeiro período do Vila, a partir da sua construção e inauguração pela Companhia Teatro dos Novos, em 31 de julho de 1964, exatos quatro meses depois do Golpe. O momento foi marcado por eventos como o histórico show Nós, por Exemplo, que apresentou Tom Zé, Gil, Caetano, Bethânia e Gal, pela primeira vez em um palco, além da peça teatral Eles não usam bleque-tai (foto), de Gianfrancesco Guarnieri, dirigida por João Augusto. Esta foi a época em que o Teatro dos Novos conduziu o teatro e estabeleceu-se como a primeira companhia profissional de teatro da Bahia. O período estendese até 1970, com a chegada do Teatro Livre da Bahia.

Inauguração: 31/07 | qui | 20h Período de visitação: 31/07 a 24/08 seg a sex | 15h às 18h | gratuito

arte Lia Cunha


foto Camila Castro Kowalski

Mostra Oficina de Dança para Crianças

A Mostra da Oficina de Dança para Crianças do Núcleo Viladança é o resultado de um trabalho de quatro meses da professora Janahina Cavalcante com duas turmas de alunos de 7 a 12 anos. O objetivo principal da oficina é criar uma maior consciência corporal e interesse pela dança. A Mostra final conta com coreografias que utilizam improvisações e movimentos das crianças em sala de aula, visando a contribuir para a sua formação criativa. A Oficina é coordenada por Bergson Nunes, com direção de Cristina Castro, e é uma das ações do projeto de manutenção do Núcleo Viladança, com patrocínio da Petrobras. Entrada gratuita mediante apresentação do pré-convite.

26/06 | sáb | 11h gratuito


Se vier de carro, estacione no Passeio Público! Acesso pelo Largo dos Aflitos.

ESTE ESPAÇO É SEU

ANUNCIE AQUI! INfORMAÇÕES 71 3083-4610/4611 tvv.coord.comunicacao@gmail.com


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Informações

Bilheteria: segunda a sexta, a partir das 15h, em dias de espetáculo. Em finais de semana, a partir de 2h antes do evento. Reserva de Ingresso: Ligar para (71) 3083 4600, até o dia anterior ao evento. Av. Sete de Setembro, S/N, Passeio Público, Campo Grande. Salvador/BA


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