TATIANE SEGANTINI DOS SANTOS
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TATIANE SEGANTINI DOS SANTOS ORIENTADOR: ME. ONÉSIMO CARVALHO DE LIMA
TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO | ARQUITETURA E URBANISMO CENTRO UNIVERSITÁRIO BARÃO DE MAUÁ | RIBEIRÃO PRETO, 2022
Autorizo a reprodução e divulgação total ou parcial deste trabalho, por qualquer meio convencional ou eletrônico, para fins de estudo e pesquisa, desde que citada a fonte.
S237r
Santos, Tatiane Segantini dos [RE]HABITAR: habitação coletiva para idosos / Tatiane Segantini dos SantosRibeirão Preto, 2022.
92p.il
Trabalho de conclusão do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Barão de Mauá
Orientador: Me. Onésimo Carvalho de Lima
1. Idoso 2. Habitação 3. Necessidades espaciais I. Lima, Onésimo Carvalho de II. Título
CDU 72
Bibliotecária Responsável: Iandra M. H. Fernandes CRB8 9878
“Um velho, tal como um recém-nascido, é a natureza no seu estado mais puro, é a prova de que o ciclo da vida existe mesmo e é um professor, gratuito e incondicional, para todos os que escolherem sentar-se à sua beira, ouvi-lo e interessar-se pela matéria da alma.”
(Gustavo Santos)Para começar, agradeço a Deus pela minha vida, pela minha saúde e por me proporcionar sabedoria e determinação para vencer todas as etapas existentes ao longo destes cinco anos de estudos.
Aos meus pais e irmã, que sempre estiveram ao meu lado, que me ofereceram esta oportunidade e me incentivaram nos momentos difíceis, compreendendo a minha ausência durante este período.
Ao meu orientador, professor Onésimo, por me instruir e me conduzir com dedicação e paciência na realização deste trabalho.
Aos meus amigos, familiares e colegas de curso, por todo apoio e companheirismo, me auxiliando e amparando sempre que necessário.
E por fim, a todos que, de alguma maneira, colaboraram para o desenvolvimento deste trabalho, muito obrigada.
Conforme Dorneles (2006, p. 23) “envelhecer faz parte do desenvolvimento de todo ser humano, porém cada indivíduo envelhece a sua maneira”. Assim, embora o crescimento da expectativa de vida seja considerado um avanço na evolução humana, em muitos casos, a pessoa idosa é levada a exclusão social, pois a sociedade ainda não está apta a encarar as consequências desse crescimento (MIRANDA, MENDES, SILVA, 2016). Dessa forma, o presente trabalho aborda a importância da criação de habitações que atendam às necessidades espaciais dessa parcela da população, que visa uma vivência de terceira idade inclusiva e ativa.
Palavras-chave: Idoso. Habitação. Integração. Necessidades Espaciais. Acessibilidade.
According to Dorneles (2006, p. 23) “aging is part of the development of every human being, but each individual ages in its own way”. Thus, although the growth in life expectancy is considered a breakthrough in human evolution, in many cases, the elderly are led to social exclusion, as society is not yet able to face the consequences of this growth (MIRANDA, MENDES, SILVA, 2016). In this way, the present work addresses the importance of creating housing that meets the spatial needs of this part of the population, which aims at an inclusive and active third age experience.
Keywords: Elderly. Housing. Integration. Space Needs. Accessibility.
É destinada ao uso coletivo de pessoas da terceira idade, oferecendo infraestrutura residencial com o auxílio de equipamentos e serviços de assistência ao idoso.
- Promove o envelhecimento ativo;
- Fornece cuidados básicos a saúde;
- Estimula a integração social.
Atende indivíduos com vida ativa, capazes de desenvolver suas atividades cotidianas com independência, mesmo que com o auxílio de equipamentos de apoio.
lugar, onde poderão desenvolver suas habilidades e ter momentos de lazer, o que contribui para elevar sua autoestima ao se mostrar capaz e independente em muitos afazeres diários. Então, trata-se aqui da proposta de um espaço coletivo de acolhimento, visando esse grupo que ainda apresenta disposição e saúde.
Compreendeu-se através da análise dos levantamentos técnicos a necessidade do desenvolvimento da proposta de uma habitação que atenda as demandas deste público específico.
São idosos com vida ativa, em busca de sua reinserção social, na prática de suas atividades com independência, e ao mesmo tempo, com a segurança que um ambiente adaptado propicia, pois nele há os cuidados primordiais como assistência médica, apoio emocional e físico. Um
Logo, para o desenvolvimento deste anteprojeto arquitetônico, foram pontuados os seguintes objetivos específicos:
• Identificação das características de qual local na cidade apresenta vocação para a implantação do objeto, como por exemplo:
a) Qual têm maior potencial para ser usado como local de convívio social;
b) Qual possui comércios e equipamentos comunitários próximos;
c) Em qual local os moradores têm maior familiaridade, vínculo e permanência.
• Compreender a importância das necessidades espaciais que atuam na relação entre o idoso e o meio em que estão relacionados, a começar por ambientes condizentes, que se adequem às restrições dos usuários;
• Proporcionar ao usuário ambientes de uso individual e coletivo capazes de auxiliá-lo no processo de autonomia e independência, considerando seu desempenho no desenvolvimento de atividades cotidianas.
Sendo assim, o interesse para o desenvolvimento deste projeto de trabalho aconteceu a partir do reconhecimento da falta de oferta de equipamentos realmente efetivos pensados para o cuidado e vivência do idoso ativo; sobretudo daqueles que não têm condições financeiras, não possuem parentes/responsáveis próximos ou, em casos extremos, são destinados a moradias de repouso por algum fator peculiar, pois com os avanços na área da saúde e a implementação de sistemas de prevenção a doenças, houve um aumento gradativo da expectativa de vida da população, que está em busca de um envelhecimento saudável e positivo.
O presente trabalho foi desenvolvido a partir de uma pesquisa básica com objetivo descritivo e abordagem qualitativa, envolvendo entrevistas com moradores da cidade, legislações, pesquisas de campo e pesquisas bibliográficas sobre o processo de envelhecimento e as necessidades espaciais da pessoa idosa.
As informações levantadas foram analisadas e transformadas em textos, esquemas e mapas que auxiliaram no processo de entendimento dos dados obtidos. Em seguida, foi realizada a identificação da problemática local, a definição das determinantes dos objetivos específicos e a elaboração da justificativa para execução do tema proposto. Bem como a contextualização teórica, a organização dos levantamentos do local e entorno, as pesquisas e análises sobre as referências projetuais e a construção do programa de necessidades.
Considerando como foco a proposta de um anteprojeto arquitetônico onde o objeto é uma habitação coletiva para os idosos na cidade de Cajuru, interior do Estado de São Paulo.
Segundo o pensamento de Schneider e Irigaray (2008, p. 589), “o envelhecimento humano, cada vez mais, é entendido como um processo influenciado por diversos fatores, como gênero, classe social, cultura, padrões de saúde individuais e coletivos da sociedade, entre outros”. Camarano (2010) confirma a ideia, destacando que a população está envelhecendo dentro de um contexto de modificações nas configurações familiares e na doutrina de princípios. Assim, Dorneles (2006) explica que:
A idéia de integração socioespacial está bem refletida na OMS (2007), através do projeto “cidade amiga do idoso”, que tem como objetivo que idosos tenham mais oportunidades de participar de atividades de lazer, sociais, culturais e espirituais na comunidade, bem como, com a família. Isto promove a integração social e é a chave para manter-se informado. Estas necessidades são conseqüências das modificações sócioeconômicas e psicocognitivas (DORNELES, 2006 apud DORNELES, VIELMO, BINS ELY, 2020, p.158).
Diante disso, compreendemos sobre como o envelhecimento populacional e os novos arranjos familiares têm motivado pessoas a procurar habitações mais sustentáveis e independentes.
Segundo Ott (2020), “a arquitetura se adapta continuamente às novas necessidades”, e pode desempenhar um papel importante na abordagem sobre como desenvolver uma habitação que promova uma melhor condição de vida para esta população. Ainda segundo a autora, a vivência nas comunidades de terceira idade permite que os moradores se beneficiem com oportunidades de interação e inclusão social, conservando assim sua independência e autonomia.
A habitação proposta neste trabalho incentiva vínculos afetivos através de espaços, pensados para oferecer trocas de experiências e serviços entre vizinhos. Ela busca suprir as necessidades de independência dos idosos, criando uma estrutura comunitária que se apoia e gerando a reinserção destes na sociedade.
7 | FONTE: DE AUTORIA PRÓPRIA
“[...] o asilo, por motivos significativos e pela maneira como é gerido em seu cotidiano, faz os idosos, seus residentes, se sentirem como não pertencentes ao espaço onde vivem, contrariando o sentido de comunidade. Os residentes acabam vivendo num mundo à parte, em que perdem sua individualidade, entram em um processo de isolamento, do que resulta em um mundo sem significado pessoal.”
No campo da arquitetura, Dorneles, Vielmo e Bins Ely (2020) explicam que para planejar um ambiente considerando a acessibilidade espacial para os idosos, é fundamental pensar sobre as necessidades espaciais que surgem ao longo dos anos, pois características como a idade e as formas de envelhecimento não interferem muito no processo de desenvolvimento do espaço físico.
As autoras propõem que “as necessidades espaciais, portanto, são aquelas que podem ser supridas a partir de ambientes adequados, que considere as limitações e as capacidades dos usuários” (DORNELES, VIELMO, BINS ELY, 2020, p.156). E identificam que “os idosos apresentam três tipos de necessidades espaciais que influenciam sua interação com o meio, propostas por Hunt (1991), que estão relacionadas com os componentes da acessibilidade” (DORNELES, VIELMO, BINS ELY, 2020, p.159). São elas: as necessidades físicas, as necessidades informativas e as necessidades sociais.
Assim, as
correspondem as condições de deslocamento, segurança e saúde física. “No caso dos idosos, este é um componente sempre em destaque, pois consiste na preocupação com uma circulação livre de obstáculos e barreiras, que não seja escorregadio, para evitar acidentes e quedas bem perigosas com o decorrer da idade” (DORNELES, VIELMO, BINS ELY, 2020, p.158).
Por exemplo: a presença de rampas, em circulações com desníveis, facilita o deslocamento de idosos com problemas musculares; bancos com encostos, apoios e assentos com altura de no mínimo 45 cm, diminuem o esforço do idoso ao sentarse e levantar-se; bebedouros com dispositivos ou comandos de pressão auxiliam os idosos com problemas de coordenação e força; entre outros (DORNELES, 2006; DORNELES, BINS ELY, 2006 apud DORNELES, VIELMO, BINS ELY, 2020, p.157).
reproduzem a forma como os indivíduos compreendem os espaços, a partir do processamento de informações apresentadas pelos ambientes. Assim,
Para contribuir com a orientação de idosos, algumas melhorias nos espaços podem ser pensadas, como diferenciação de cores entre pisos, paredes e mobiliários urbanos para ajudar no contraste e visualização dos diferentes elementos e atividades (DORNELES, VIELMO, BINS ELY, 2020, p.158).
No caso de um idoso que possua restrição visual, por exemplo, a utilização de elementos com cores contrastantes, odores e/ou texturas diferenciadas servem como referencial para sua orientação. Outro exemplo, é o projeto de ambientes padronizados ou temáticos, com uso repetitivo de cores ou elementos que indiquem a mesma função ou atividade, contribui com idosos que possuem dificuldade em relembrar as informações adquiridas (DORNELES, 2006; DORNELES, BINS ELY, 2006 apud DORNELES, VIELMO, BINS ELY, 2020, p.157).
As NECESSIDADES SOCIAIS, estão relacionadas com a interação entre os indivíduos, buscando proporcionar vínculo social, integração e senso de coletividade. Para o controle da privacidade e interação social “deve-se, então, ter cuidado com a aparência dos locais projetados para idosos, para que pareçam familiares. E, também, proporcionar um senso de comunidade, onde a vizinhança e a camaradagem ocorram naturalmente” (HUNT, 1991 apud DORNELES, VIELMO, BINS ELY, 2020, p.157).
Em vista disso, um dos desafios de se projetar habitações para este público é entender sobre suas limitações e necessidades, uma vez que, de acordo com o pensamento de Dorneles, Vielmo e Bins Ely (2020), a compreensão dos componentes espaciais auxilia no processo de desenvolvimento do projeto, pois ao serem pensados em conjunto, promovem uma acessibilidade eficaz. As autoras destacam, ainda, que ao projetar ambientes destinados a este público, é fundamental estabelecer prioridades, caso haja a hipótese de uma solução não ser colocada em prática.
A análise projetual é um passo uma etapa importante para o desenvolvimento de uma boa proposta arquitetônica. A escolha dos projetos de referência interfere diretamente na concepção de um projeto, pois o entendimento das estratégias utilizadas auxilia no desenvolvimento do objeto de estudo.
Nesta análise, o foco será sobre a acessibilidade espacial do idoso, considerando os três componentes espaciais citados pelas autoras Dorneles, Vielmo e Bins Ely (2020).
Portanto, como parte do desenvolvimento deste trabalho, foram escolhidas três obras arquitetônicas, sendo dois lares de cuidados à idosos e uma residência, que servirão de auxílio para o desenvolvimento deste anteprojeto arquitetônico. São elas:
1. LAR DE IDOSOS PETER ROSEGGER em Gráz, Áustria, do escritório Dietger Wissounig Architekten;
2. LAR DE REPOUSO E
ESPECIAIS em Leoben, Áustria, do escritório Dietger Wissounig Architekten;
3. CASA DO VALE em Nova Lima, Brasil, dos arquitetos Gabriel Castro MOBIO e Marcos Franchini.
LOCAL: Gráz, Áustria
O Lar de Idosos Peter Rosegger conta com a área de dois pavimentos introduzidos em um antigo pavilhão localizado no bairro HummelKaserne, em Gráz, na Áustria.
Seu volume possui formato quadrado, com recortes assimétricos (Figura 21) que auxiliam na iluminação e ventilação natural, além de subdividir o edifício em um conceito de 8 comunidades (setorização), sendo 4 em cada andar. Estas, estão agrupadas ao redor de um pátio central que se estende de um lado a outro do edifício, havendo a separação entre uso coletivo e uso individual.
As comunidades possuem capacidade para 13 residentes e 1 enfermeiro cada, sendo compostas por ambientes como cozinhas, áreas para refeição (Figura 14) e dormitórios, além de grandes varandas e janelas com parapeito baixo (Figura 15) que permitem contemplação do ambiente externo e estimulam a vivência em coletivo. Foram empregadas soluções para melhorar a orientação dos residentes, como o uso de diferentes cores em cada comunidade, que auxiliam na identificação dos ambientes. As áreas de apoio que abrigam as dependências dos enfermeiros foram inseridas próximos ao centro do edifício, garantindo maior eficiência e praticidade no atendimento aos idosos.
Como forma construtiva,
“os dois pavimentos mais altos do edifício são inteiramente feitos com estruturas de
LEGENDA SUÍTES ÁREAS DE APOIO ÁREAS DESCOBERTAS/PÁTIOS
FIGURA 16 | TÉRREO (SEM ESCALA) | EDITADO PELA AUTORA | FONTE: ARCHDAILY.COM.BR
ÁREAS DE CONVIVÊNCIA E/OU REFEIÇÕES CIRCULAÇÃO VERTICAL ÁREAS DE SERVIÇO CIRCULAÇÃO HORIZONTAL
EDIFÍCIO PARQUE PÚBLICO
FIGURA 18 | IMPLANTAÇÃO (SEM ESCALA) | EDITADO PELA AUTORA | FONTE: ARCHDAILY.COM.BR LEGENDA RECORTES ACESSOS
JARDIM 1. HORTA 2. JARDIM DE FRAGRÂNCIAS 3. ESPELHO D’ÁGUA 4.
JARDIM PERENE 5. VIAS DE ACESSO 6. PÁTIO DE SERVIÇO 7. PONTO DE COLETA DE LIXO 8. JARDIM DE BOULLE/PETONK 9.
PÁTIO DE ENTRADA 10. CICLOVIA 11. PERCURSOS
FIGURA 19 | VISTA DO PARQUE PARA O LAR | FONTE: ARCHDAILY.COM.BR
madeira, exceto pela escala principal. Madeira laminada cruzada nas paredes e no teto formam a estrutura portante, com as superfícies aparentes em muitos lugares. Para atingir a atmosfera aconchegante e espaçosa, as vigas de madeira foram utilizadas para o teto das salas comuns, com painéis externos também em madeira” (ARCHITEKTEN, 2014).
Outra estratégia utilizada são as camadas transparentes, que oferecem iluminação e ventilação natural para as áreas comuns e coletivas. Estas aberturas em vidro oferecem flexibilidade e possibilidade de integração e ampliação dos espaços, como também a conexão direta com os espaços externos, tornando os ambientes coletivos. Como proteção, os brises em madeira auxiliam a entrada da luz solar, amenizando e controlando em determinados pontos do edifício a insolação direta, como a escada, as áreas comuns privativas, as janelas dos dormitórios, salas de apoio, salas médicas e de recreação.
O espaço externo é conectado ao parque público da cidade de Gráz e incluem espaços com hortas e áreas de jardinagem, além de outros jardins que potencializam os cinco sentidos humanos, trazendo orientação, sensação de liberdade – por não possuir barreiras – e conexão com a cidade. Este espaço oferece equipamentos que estimulam atividades ao ar livre, coletivas ou individuais, proporcionando assim o envelhecimento ativo.
Conclui-se, portanto, após a análise das informações obtidas nesta referência projetual, que o Lar atende os três componentes de acessibilidade espacial propostos para os idosos.
ESCRITÓRIO: Dietger Wissounig Architekten
LOCAL: Leoben, Áustria
ANO DE PROJETO: 2014 | ÁREA: 3.024 m²
O Lar de Repouso de Cuidados Especiais está localizado em Goss, no distrito de Leoben, Áustria. Conta com a área de um porão semienterrado e mais três pavimentos, tendo capacidade para até 49 moradores.
O edifício apresenta formato retangular, com subtrações de volumes que auxiliam as áreas comuns internas. Os arquitetos priorizam a separação entre os espaços individuais e coletivos, optando por transformar todo o pavimento térreo em espaços comuns, de convivência e de serviço, e os demais pavimentos em alas íntimas e de apoio. O primeiro pavimento foi pensado para o uso de pacientes com demência e possui uma divisão de duas zonas residenciais com capacidade para 12 residentes cada. O segundo pavimento possui capacidade para 25 residentes e conta com apenas uma zona residencial.
Um fator importante analisado neste projeto é a quantidade de espaços de convivência que há pelo edifício, principalmente próximas aos dormitórios. Esta característica nos permite entender a importância do vínculo afetivo que há entre os idosos, onde alguns gostam de interagir e receber pessoas, e outros preferem a individualidade, a quietude e o conforto de seus dormitórios. Estas zonas residenciais contam com ambientes de apoio, que foram inseridos próximos aos dormitórios, auxiliando os idosos nas necessidades cotidianas, de forma que eles se sintam confortáveis e seguros.
Os decks de madeira foram distribuídos nos três pavimentos do edifício, diferenciando o
espaço através da percepção visual e do tato, e proporcionando ao usuário a sensação de integração ao espaço externo, além auxiliar na iluminação e ventilação natural aos ambientes comuns internos. Segundo os arquitetos:
“Um parâmetro importante do projeto foi a iluminação e as vistas panorâmicas, que também podem ser vistas a partir do exterior. Tivemos o cuidado de evitar espaços escuros, que necessitassem de iluminação artificial, e trouxemos a luz natural a todo o edifício através do jardim de inverno, dos terraços e das aberturas estrategicamente posicionadas nas circulações” (ARCHITEKTEN, 2016).
Na área externa é possível encontrar espaços livres, com a presença de uma grande área verde que possibilita a interação entre os moradores, a comunidade e seus familiares. A materialidade do edifício potencializa as composições estéticas entre a madeira, o vidro e a alvenaria, utilizadas no interior e no exterior da residência. Há o uso de madeira nos caixilhos, na estrutura da cobertura e no piso, assim como peles de vidro que trazem transparência, iluminação natural e integração entre os espaços. Há também a preocupação em fornecer superfícies de cores claras, que transmitem sensação de tranquilidade.
Assim, de acordo com esta análise, entendese que este Lar apresenta soluções projetuais para os componentes de acessibilidade espacial indicados neste trabalho, como: a setorização dos ambientes conforme seus usos, o discernimento na aplicação da materialidade, e a proposta de integração entre os moradores e os espaços da edificação.
LOCAL: Nova Lima, Brasil
ANO DE PROJETO: 2021 | ÁREA: 150 m²
A Casa do Vale está localizada em Nova Lima, próxima a cidade de Belo Horizonte, Brasil. Possui área construída de 150 metros quadrados e conta com apenas o pavimento térreo. A estratégia projetual empregada surge a partir do pensamento de uma residência horizontal setorizada, composta por dois eixos, onde o espaço comum é o principal acesso para os ambientes íntimos e de serviço.
É composta por sala de estar e cozinha que podem ser ampliados para a área externa se tornando um grande ambiente, e por dois dormitórios sendo uma suíte, com a possibilidade da criação de um terceiro dormitório, que atualmente está sendo utilizado como área para um pequeno escritório. Estes, também possuem possibilidade de integração ao pátio externo da residência a partir de portas de correr, mas contam com a presença de uma parede constituída por elementos vazados, com uma paginação de tijolos maciços intercalados, que busca resguardar a varanda do dormitório voltado para a rua, proporcionando assim maior conforto e segurança aos moradores.
As portas de correr em vidro escolhidas para compor a residência também contribuem para a dinâmica da integração, trazendo transparência e iluminação para os ambientes internos, gerando a sensação de continuidade com o espaço externo sem precisar que o usuário se desloque. Elas também permitem uma boa entrada de ventilação natural, tornando a residência fresca e com baixo uso de equipamentos de refrigeração.
FIGURA 37 | PLANTA | EDITADO PELA AUTORA | FONTE: ARCHDAILY.COM.BR LEGENDA SUÍTES ÁREAS DE APOIO/SERVIÇO GRAMA ÁREAS DE CONVIVÊNCIA E/OU REFEIÇÕES CIRCULAÇÃO
FIGURA 38 | AXONOMÉTRICA (SEM ESCALA) | FONTE: ARCHDAILY.COM.BR
“O sistema construtivo definido foi o de lajes em concreto armado e elementos verticais em blocos maciços de tijolo cerâmico, que é permitido pelas medidas dos vãos e apresenta um menor custo. Tendo em vista que o casal também gosta de materiais naturais aparentes, foi definido que os elementos estruturais não teriam qualquer tipo de revestimento. Para os quartos optou-se por alvenaria de bloco pintada” (MOBIO, FRANCHINI, 2022).
Deste modo, foi analisado que a Casa apresenta um sistema de adições e subtrações, sem seguir corretamente uma forma específica. Este jogo de volumes proporciona um bom aproveitamento do terreno, com mais áreas livres para uso externo e possibilitando de forma imperceptível a integração entre os ambientes internos e externos.
Portanto, apesar desta residência não ser destinada ao uso exclusivo de cuidados à idosos, suas estratégias espaciais e suas soluções arquitetônicas atendem a ideia de acessibilidade espacial aplicada neste trabalho, comportando ambientes livres de obstáculos e de fácil deslocamento, com espaços legíveis, sem restrições e que são capazes de oferecer informações através da materialidade empregada, priorizando a privacidade dos moradores, mas ao mesmo tempo buscando trazer integração entre todos os cômodos, de forma que funcionem juntos e proporcionem interação entre aos usuários da residência.
A Região Metropolitana de Ribeirão Preto possui uma área territorial estimada de 14.787,89 km² e é composta por 34 municípios, sendo dividida por 4 sub-regiões (Figura 46).
É considerada um polo que se destaca nas áreas comerciais, institucionais, industriais, agrícolas e da saúde, além de apresentar grande potencial turístico e fundamental importância na preservação ambiental das reservas florestais existentes.
A região utilizada no contexto deste trabalho está classificada como SUB-REGIÃO 3 (Figura 47) e é formada por 6 municípios: Santa Cruz da Esperança, Cajuru, Cássia dos Coqueiros, Santa Rosa do Viterbo, Tambaú e Mococa.
Entre estes municípios, a cidade de CAJURU foi escolhida para ser utilizada como sede para o desenvolvimento desta proposta de anteprojeto arquitetônico, devido o reconhecimento da falta de oferta de equipamentos realmente efetivos pensados para o cuidado e vivência do idoso ativo no local.
O município oferece como equipamento para o idoso a Casa Vida, antigo Lar de Idosos. Este espaço de acolhimento atende não somente idosos locais, mas indivíduos de toda a
região. Sendo assim, como as cidades de Cássia dos Coqueiros e Santa Cruz da Esperança não possuem casas de repouso, quando necessário, os pacientes são destinados a unidade existente em Cajuru.
Santa Rosa do Viterbo possui duas unidades de cuidado ao idoso, Tambaú uma unidade e Mococa possui seis unidades de acolhimento a terceira idade, apresentando assim um índice menor de deslocamento dos idosos para casas de repouso em outros municípios próximos.
SEM ESCALA
FIGURA 47 | MAPA DA REGIÃO METROPOLITANA DE RIBEIRÃO PRETO/SP | FONTE: http://consultapublicarmrp.intelekto.org/dados_all.php
FIGURA 48 | A ESQUERDA LIMITE TERRITORIAL DA CIDADE DE CAJURU E A DIREITA LIMITE TERRITORIAL DA SUB-REGIÃO 3 | RECORTE RETIRA DO DA FIGURA 47 E EDITADO PELA AUTORA (SEM ESCALA)
Escolhida como sede para a implantação desta proposta arquitetônica, Cajuru é uma cidade localizada no interior do Estado de São Paulo e contém uma estimativa de 26.613 habitantes segundo dados do IBGE 2021.
Sua base econômica é sobretudo agrícola, mas nos últimos anos vêm apresentando considerável crescimento no cultivo de hortaliças, sendo responsável por abastecer vários municípios que compõem a região. Comporta também alguns setores industriais como as metalúrgicas, as indústrias têxtil e de confecção, indústrias alimentícias e de cosméticos.
O município possui como equipamento de cuidado ao idoso a Casa Vida, onde foi relatado por funcionários do local que alguns idosos apresentam necessidades específicas e/ ou situação de abandono por seus familiares. E por não possuírem condições de cuidado
adequado em casa, são direcionados a esta casa de repouso. Este espaço de acolhimento atende não somente idosos locais, mas indivíduos de toda a região, que independente de suas carências físicas ou mentais, são recebidos em um mesmo espaço, havendo assim o convívio e “conflito” de atividades ou interesses entre pessoas saudáveis e enfermas.
Se considerarmos apenas as pessoas saudáveis que precisam de um lar e ocupação diária, uma vez que, conforme Schneider e Irigaray (2008, p. 590) “a sociedade atribui aos aposentados o rótulo de improdutivos e inativos”, é que devemos levar em consideração a longevidade, disposição física e capacidade mental com que essa parcela da população vem envelhecendo. Por isso, há a necessidade de uma arquitetura com olhar específico para este público.
Segundo o Artigo 205° do Plano Diretor em vigência, no atual perímetro urbano são considerados urbanizados os bairros indicados na Figura 51.
O Censo Demográfico de 2010 do IBGE estima que há aproximadamente 2.920 pessoas com 60 anos ou mais residindo na cidade de Cajuru. Dentre estas, 411 idosos residem no perímetro rural do município.
É possível observar, ainda segundo o Censo do IBGE (Figura 49), que a taxa de envelhecimento na cidade é alta, superando a porcentagem considerada em todo território brasileiro na mesma época.
A região do município escolhida para implantação do objeto será denominada para o contexto deste trabalho como “ÁREA CENTRAL”, por se tratar de uma área que percorre grande parte do centro da cidade. Tratase de uma região de uso predominantemente residencial, contendo trechos entre as avenidas principais e a praça central que possuem uso misto ou comercial.
azul destaca-se um curso d’água que percorre o meio da cidade, e em amarelo o lote onde está proposto a inserção do objeto arquitetônico. 4 5 6 7
FIGURA 53 | MAPA DE BAIRROS DA ÁREA CENTRAL | EDITADO PELA AUTORA | FONTE: GOOGLE EARTH, 2022
100 200
As informações necessárias para o desenvolvimento deste trabalho foram recolhidas com base nos equipamentos de uso frequente dos idosos que habitam a região e após conversas e entrevistas realizadas com os moradores dos bairros citados. Há, nessa região, notável quantidade de serviços e equipamentos disponíveis em pequenos trajetos para uso da população. Alguns equipamentos como farmácias, mercados, mercearias e quitandas, que realizam entregas em domicílio, um fator que auxilia no cotidiano dos idosos. A área é considerada segura, segundo informações da guarda municipal, que contribui com rotas frequentes, além de possuir o apoio de uma delegacia e um posto da polícia militar próximos.
Assim, pôde ser analisado que todos os bairros citados possuem potencial para serem utilizados como local de convívio social, pois ambos possuem comércios e equipamentos comunitários próximos, além de apresentar familiaridade e vínculo entre os moradores.
Em 2021 foi desenvolvida uma pesquisa sobre as opiniões de 110 habitantes do município de Cajuru a respeito da mobilidade existente na cidade. Esta, foi realizada em parceria com os colegas de turma Davi G. de Oliveira, Bruna C. da Silva e Lorrayne C. de Oliveira para a matéria de Projeto de Urbanismo VIII. Veja:
FIGURA 55 | TRANSPORTE PÚBLICO | FONTE: DE AUTORIA PRÓPRIA
FIGURA 56 | DIFICULDADES AO UTILIZAR A BICICLETA | FONTE: DE AUTORIA PRÓPRI6
FIGURA 57 | DISTÂNCIA PERCORRIDA ATÉ EQUIPAMENTOS PÚBLICOS | FONTE: DE AUTORIA PRÓPRIA PESQUISA COMPLETA: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd0foSvCRZvmK2Z41tRZNvOHR2QjbIZ_wAqsbzkebrrGVNtsg/viewform
O intuito da pesquisa era para adquirir informações de como funciona a mobilidade urbana na cidade e qual a opinião da população a respeito disso.
De acordo com a pesquisa, grande parte dos trechos existentes na área central podem ser percorridos a pé, e o meio de transporte mais utilizado pela população cajuruense é o veículo motorizado particular. Ainda não há serviços de transporte particular por aplicativo como Uber, apenas serviços por Táxi.
Há também a presença de transportes TicoTicos, que rodam a cidade e cobram valores mais acessíveis para tráfego da população. Os ônibus que percorrem a cidade são de tráfego intermunicipal ou contratados por empresas privadas para uso dos funcionários. A Prefeitura Municipal não oferece serviços de transporte público coletivo para os moradores e não há ciclovias existentes.
PARADAS DE ÔNIBUS INTERMUNICIPAL
PONTOS DE TÁXI
PERCURSO ÔNIBUS
PERCURSO MODERADO DE CAMINHADA DO PEDESTRE
COM TRÁFEGO MODERADO
COM TRÁFEGO LEVE
A região conta com a presença de variados equipamentos de lazer como academias fechadas e ao ar livre, salão de dança, ginásio de esportes, praças e parques, e clubes recreativos. Um fator positivo para a população idosa é que todos estes equipamentos oferecem programas específicos, buscando incentivar o desejo pela saúde física e a integração entre a comunidade.
O Clube da Terceira Idade “Boca da Mata” é um espaço destinado a eventos para o público idoso e foi elaborado a partir de projetos desenvolvidos pela Secretaria da Cultura e Prefeitura Municipal. Nele, são organizados noites de baile, jogos, bazares beneficentes, projetos de arrecadações, entre outros. Já a Casa da Cultura oferece cursos de teatro, danças, instrumentos, coral e banda municipal. Conta com a presença de uma biblioteca e com eventos realizados no anfiteatro que promovem o lazer, a educação e a integração entre a população cajuruense. Este espaço é de uso gratuito e atende público de todas as idades, assim como o Ginásio de Esportes, que oferece aulas de diversas modalidades esportivas gratuitamente como futebol de salão, basquete, vôlei, capoeira, entre outros, e também realiza partidas e eventos que buscam atrair a população local e as habitantes das cidades vizinhas.
Os Clubes Recreativos, por outro lado, são privados, mas também oferecem espaços de lazer e aulas de diversas modalidades esportivas para os sócios.
Entre os bairros citados na área central, o escolhido para a implantação do objeto foi o bairro Santo Antônio. Este é um dos mais antigos da cidade, com predominância residencial e considerado pelos morares um dos bairros mais seguros para habitar.
Os terrenos desse bairro possuem poucas curvas de nível e costumam seguir um padrão de tamanho, entre 400 à 500 m², em formato retangular. Grande parte das residências são térreas e em sua maioria, contam com o apoio de quintais ao fundo das propriedades.
O lote escolhido para implantação da proposta arquitetônica é de propriedade particular e está localizado na Rua Santo Antônio n° 328, no bairro Santo Antônio.
Suas coordenadas geográficas são: 21°16’21.3”S 47°17’56.7”W. O terreno possui formato regular, medindo 13,00 metros de frente e fundos por 37,00 metros em ambas laterais, totalizando uma área total de 481,00 m². Possui desnível de 1,30 metros da parte frontal até o fundo. Sua face é voltada para o oeste, e as direções dos ventos para noroeste.
FIGURA 69 | DIAGRAMA DE SETORIZAÇÃO (SEM ESCALA) | FONTE: DE AUTORIA PRÓPRIA
FIGURA 70 | ORGANOGRAMA | FONTE: DE AUTORIA PRÓPRIA
FIGURA 73 | DIAGRAMA DO PROGRAMA (SEM ESCALA) | FONTE: DE AUTORIA PRÓPRIA
Idoso, habitação, integração, necessidades espaciais e acessibilidade.
Concreto, alvenaria, bambu madeira, alumínio e pedra.
Horta ou pomar, área de refeições, área de descanso, sala de visitas, espaço para atividades recreativas e de lazer.
Esta Habitação Coletiva para Idosos apresenta um conceito espacial de dois pavimentos, com o térreo destinado ao uso coletivo e o nível superior destinado ao uso privativo dos moradores. Os ambientes foram separados e distribuídos em quatro setores, de acordo com sua funcionalidade. Assim, cada setor foi desenvolvido em torno de um conceito de cores diferentes, aplicados nos revestimentos, mobiliários e outros elementos que contribuem para a composição do ambiente, buscando auxiliar os residentes a se orientarem melhor.
A residência foi pensada para abrigar até 9 pessoas, sendo 8 pessoas idosas e 1 acompanhante e têm capacidade para receber em média 20 visitantes por dia. Seu volume é compacto e possui forma retangular. O terreno foi nivelado, com o intuito de proporcionar aos idosos facilidade e independência no uso dos ambientes.
No pavimento térreo foram distribuídos os setores social, apoio e livre, destinados ao uso coletivo. Esta área comum foi pensada buscando incentivar a integração e convivência entre os moradores, proporcionando a eles momentos de coletividade e parceria, onde poderão ajudar uns aos outros na realização de afazeres diários ou participar de atividades recreativas juntos. O pavimento superior, por outro lado, foi destinado ao uso privativo dos moradores. O acesso vem a partir de uma rampa com material emborrachado, seguida por uma sala de estar e os dormitórios. A ideia é que este pavimento seja acesso apenas em momento de descanso ou necessidade, de forma que a área comum no
pavimento térreo seja responsável pelo ambiente de maior permanência dos moradores desta habitação. O sistema construtivo empregado é alvenaria com pilares em concreto. Sua cobertura foi desenvolvida através de telhas e estruturas metálicas, contando com o apoio de forro de madeira no pavimento superior e forro de gesso no pavimento térreo.
Diante disso, o pensamento de Dorneles, Vielmo e Bins Ely (2020) propõem que as “necessidades espaciais, são aquelas que podem ser supridas a partir de ambientes adequados, que considere as limitações e as capacidades dos usuários”, assim, buscou-se aplicar na habitação soluções de acessibilidade espacial para os idosos a partir das estratégias estudadas nos projetos de referência, a partir da criação de ambientes pensados para desenvolver a autonomia dos moradores, com ambientes acessíveis, livres de obstáculos e de fácil manutenção. Sem a presença de quinas ou objetos que dificultem a locomoção das pessoas. Contendo cores, texturas e materiais que auxiliam na percepção dos espaços e ajudam a diferenciar os ambientes. Com varandas ao ar livre e jardins que remetem a conexão com a natureza.
ÁREA DO TERRENO: 481,00 M2
ÁREA CONSTRUÍDA TÉRREO: 285,69 M2
ÁREA CONSTRUÍDA SUPERIOR: 268,40 M2
ÁREA TOTAL: 554,09 M2
18 5
1. 9.
4. 12. 1 2 3 4
2. 10.
5. 13.
6. 14. 17.
7. 15. 18.
8. 16. 5 6 7 8 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17
VARANDA INTEGRADA
GARAGEM LAVANDERIA
ALPENDRE DEPÓSITO
HALL DE ENTRADA COZINHA
ESCRITÓRIO/CONSULTÓRIO
ESTENDAL
LIVING
VARANDA COBERTA
LAVABO PÁTIO
SALA DE VISITAS ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA/REFEIÇÕES HORTA
ACESSO PARA ÁREA PRIVATIVA
ACESSO PARA ÁREA COLETIVA
SUÍTE
FIGURA 83 | JARDIM INTEGRADO | FONTE: DE AUTORIA PRÓPRIA
O presente trabalho buscou abordar a importância do pensamento sobre a criação de habitações que atendam às necessidades espaciais da população idosa, proporcionando a eles um processo de envelhecimento ativo e inclusivo na sociedade.
O espaço visa oferecer ambientes acessíveis, de fácil deslocamento e manutenção, sem a presença de muitos mobiliários que possam dificultar o cotidiano dos moradores, com elementos como portas e janelas que foram fundamentais para permitir a integração entre os espaços internos e externos, e procurando inserir assessórios, materiais e revestimentos com cores e texturas que auxiliam na informação e no direcionamento do idoso.
Assim, com este pensamento, foi desenvolvido como Trabalho Final de Graduação do Curso de Arquitetura e Urbanismo um Anteprojeto Arquitetônico sobre uma Habitação Coletiva para Idosos na cidade de Cajuru/Sp, com o conceito de [RE]Habitar.
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