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FIMFA Lx22 Programa Brochure

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Junho

Maio

Para ver em família Family-friendly shows Escolas Schools Sugestões para ajudar a escolher (ter sempre em atenção a faixa etária recomendada para cada espetáculo). Help with choosing (always keep in mind the recommend age restriction for each show).

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Programa e horários sujeitos a alterações de acordo com as medidas de controlo da pandemia. The programme and timetable are subject to change according to pandemic control measures.

Calendário Schedule

Regras de acesso a cada espaço de apresentação de acordo com as normas da Direção-Geral da Saúde em vigor. Access rules for each venue in accordance with the DGS (Health Authority) regulations in force.

Índice Contents Calendário p.2 Editorial p.3 Work p.4 Karl p.6 Le Présent c’est l’Accident p.7 Pour Bien Dormir p.8 Quelque chose s’attendrit p.9 Hermit p.10 Frankenstein p.11 Cardiophone p.12 NOVO p.13 Simple Machines p.14 Earthbound p.15 Qubim p.16 A Revolução dos Objetos p.17 Jardineiro Imaginário p.18 HEN p.19 Auto da Criação do Mundo p.20 Ersatz p.21 As Amigas da Gaspar p.22 Big Bugs Show p.23 Atividades Complementares - Cinema p.24 Masterclass+Oficina+Encontro com os Criadores p.25 Conversas Online p.26 Acessibilidade+Equipa p.27 Informações, Locais e Moradas p.28


“A marioneta, uma forma de ser eu, sem ser eu.”

FIMFA Lx22 Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas 13 de maio a 5 de junho de 2022 International Festival of Puppetry and Animated Forms 13 May to 5 June 2022

Johanny Bert

Bem-vindos ao Futuro! O Grande Palco das Artes da Marioneta volta a ocupar Lisboa na sua 22.a edição. Escutar a melodia O FIMFA mantém a ‘tradição’ de mostrar o que de mais importante tem sido feito nesta área. Estes artistas partilham a sua dos nossos corações, visão do mundo. Abordam temas fraturantes, o que nos divide e une. robótica, animatrónicos, Despertam emoções, questões, reflexões, e falam de nós, da nossa humanidade. sombras, ficção científica, Está prevista a apresentação de companhias e criadores de vários insetos gigantes, objetos países: Bélgica, França, Holanda, Itália, Israel e Portugal, com doze estreias nacionais e uma estreia absoluta. Muitos destes criadores mecânicos... As artes apresentam-se pela primeira vez em Portugal. da marioneta para ver A 22. edição tem o apoio da República Portuguesa / Ministério da Cultura - DGArtes, e envolve um conjunto de parcerias com alguns dos o mundo com um outro mais importantes agentes culturais da cidade, destacando-se a que se realiza com a EGEAC e as coproduções com o Teatro São Luiz, o olhar! a

Chegamos à 22.a edição rejuvenescidos e com emoção, após dois anos intensos em que mesmo com a pandemia ativa, conseguimos sempre fazer o FIMFA ao vivo! Plataforma multidisciplinar para as artes da marioneta contemporânea, o FIMFA Lx22 tem como mote Pensar o Futuro. Este destaque vai reunir, ao longo de vinte e quatro dias, várias perspetivas e problemáticas. Pensar o corpo, o objeto, a imagem, a matéria, o movimento. Questionar a nossa relação com o outro - a tecnologia - a biologia - a robótica - o ambiente.­A pandemia confrontou-nos com as distâncias entre os corpos. Tocar ou abraçar pode ser perigoso. Quais os limites? O corpo artificial, como lhe dar vida e interagir com ele e o nosso corpo? Como estabelecer relações com o que nos rodeia? Quais os limites entre o objeto e o atormanipulador? A junção entre a matéria e o corpo. Pregos, madeira, tinta, ferramentas e gestos quotidianos são revisitados e transformados. Verdadeiras pinturas ganham vida. Ver a matéria evoluir e o palco metamorfosear-se. Vamos poder assistir ao nascimento de uma canção, escutar o nosso coração ou até ensinar robots a dançar. A marioneta contemporânea está aberta a outras artes, mas também ao mundo científico, renovando as suas técnicas, a sua prática, mas também por vezes o seu gesto. Os marionetistas questionam a sua arte, o seu processo criativo e a natureza do objeto manipulado.

Teatro Nacional D. Maria II, o LU.CA - Teatro Luís de Camões, para além dos apoios e parcerias com a Câmara Municipal de Lisboa, o Institut Français, o Teatro do Bairro, o Museu de Lisboa - Palácio Pimenta, a Cinemateca Portuguesa, entre outros, e integra a Temporada Cruzada Portugal-França 2022. O FIMFA celebra a vida através do poderoso olhar das artes da marioneta e realça a sua abordagem transdisciplinar, sem fronteiras, e que transcende os géneros, cruzando infinitamente a tradição e a modernidade, num projeto aberto a todas as gerações. Sejam bem-vindos ao FIMFA Lx22!

Welcome to the future! Listen to the melody of your heart, robotics, animatronics, shadows, science fiction, giant insects, mechanical objects... Experience the universe of Puppetry as a mirror of different worldviews! We have reached the 22nd edition of the festival renewed and with emotion, after two intense years in which, despite the pandemic, we’ve always been able to do the Festival live and with artists on stage! A multidisciplinary platform for the arts of contemporary puppetry, FIMFA Lx22 has as its motto Thinking the Future and with this highlight it will bring together, over twentyfour days, various perspectives and issues. How to interact our body with an artificial body and bring life to it? How to establish relationships with what surrounds us? What are the limits between the object and the puppeteer? The link between body and material.

Nails, wood, paint, tools and everyday gestures are revisited and transformed. Real paintings come to life. The matter on stage is transformed before our eyes. We will be able to watch the birth of a song, listen to our heart or even teach robots how to dance. The Festival presents artists from Belgium, France, Netherlands, Italy, Israel and Portugal. FIMFA is the most important festival of puppetry in Portugal. First presented in 2001, the Festival is organized and produced annually by the puppet company A Tarumba. FIMFA Lx is an artistic project, open to new tendencies, of international dimension showcasing an artistic and technical high-level programme, with a very contemporary point of view. A multidisciplinary project committed since 2001 to the promotion, dissemination, knowledge and visibility of Puppetry and Animated Forms. Welcome to FIMFA! Luís Vieira & Rute Ribeiro, Diretores Artísticos Artistic Directors

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Espetáculo de Abertura do FIMFA Lx22

Work Claudio Stellato

(IT-BE)

São Luiz Teatro Municipal — — Sala Luis Miguel Cintra 13 e 14 de maio às 20h (sex, sáb) Conceção e encenação Concept and direction: Claudio Stellato Intérpretes Performers: Joris Baltz, Oscar de Nova de la Fuente, Mathieu Delangle, Caroline M’as Administração e difusão Administration and diffusion: Laëtitia Miranda-Neri Fotografias Photography: Pierre Rigo, Claudia Pajewski, Hubert Amiel, Kalimba Produção Production: Cie Claudio Stellato Coprodução Coproduction: Les Halles de Schaerbeek, Théâtre National, Charleroi Danse - Centre Chorégraphique de Wallonie-Bruxelles, La Verrerie d’Alès - Pôle National Cirque Occitanie, Dommelhof - Theater Op de Markt, C-TAKT, Carré-Colonnes - Scène Conventionnée d’Intérêt National Art et Création - Saint Médard en Jalles/Blanquefort, Les Atelier Frappaz - CNAREP de Villeurbanne, La Brèche Pôle National Cirque de Normandie, L’Échangeur - CDCN Hauts-de-France, Scène Nationale Le Moulin-du-Roc, Cie Volubilis, Pronomade(s) - CNAREP en Haute-Garonne, Espaces Pluriels - Scène Conventionnée Danse, La SACD no in Festival d’Avignon, Programa Europa Criativa da União Europeia no âmbito do projeto Creative European Program of European Union within the project SOURCE e and Fédération Wallonie-Bruxelles Apoios Support: Les Quinconces - L’Espal - Théâtres Le Mans, Le Château de Monthelon - Lieu pluridisciplinaire, Lieux Publics - CNAREP de Marseille, Cie Les Marches de l’Été Técnica Technique: Novo circo, objetos New circus, objects Idioma Language: Sem palavras Without words Público-alvo Age guidance: +8 Duração Runs: 50 min.

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Com a sua terceira criação, Claudio Stellato aprofunda a sua pesquisa entre o corpo e a matéria, num espetáculo hilariante, arrebatador e invulgar, com uma aura de ritual misterioso, em que gestos e objetos do quotidiano são usados como um alfabeto para criar uma nova linguagem. “Um drama hilariante, onde uma betoneira sonha tornar-se um gira-discos e onde o artesão acaba pendurado na parede, Work oferece um espetáculo (...) de um poeta de um novo género.” -Ouest France

A 22.a edição do FIMFA abre no São Luiz Teatro Municipal com Work, um espetáculo absolutamente fascinante, onde o absurdo é rei numa oficina surrealista, orquestrada pelo reputado coreógrafo Claudio Stellatto, que cria uma sinfonia insólita com matérias-primas. Um espetáculo-objeto, onde a bricolagem se transforma em arte, entre dança, novo circo, escultura, happening dadaísta ou teatro visual.

“Ao entrelaçar o corpo e os materiais de uma forma tão poética, estes artistas realmente mandaram a casa abaixo!” -Léna Martinelli, Les Trois Coups “Quatro performers lançam um assalto a este palco vivo que se transforma diante dos olhos do espectador numa obra de arte.” -Rosita Boisseau, Télérama

Num “palco em obras” de madeira contraplacada, quatro performers espetam pregos, serram, lixam, manipulam uma betoneira e argila, num vocabulário gestual que explora a repetição e a teimosia ao ponto do delírio! Um mundo absurdo onde o chefe de obras corre o risco de a qualquer momento acabar pregado no próprio cenário...

“Somos levados por este delírio orgiástico de energia que leva a pregar ao vivo os pés (sic) de dois dos protagonistas em pranchas, que são depois utilizadas como ‘skis-sapatos’ que pontuam uma coreografia frenética. Um toque de loucura libertadora, mas também uma ode à madeira, como material, curvada ao desejo insano de criaturas desenfreadas que enfrentam a dura realidade da matéria inerte, que subitamente ganha vida antes de se render aos seus repetidos assaltos.” -Yves Kafka, Inferno

Pregos, madeira, tinta, algumas ferramentas e gestos do quotidiano que parecem sem importância, são revisitados e transformados. As personagens-artesãos parecem seguir as instruções de montagem de um universo paralelo, trabalhando num espaço em construção onde cada um tem o seu papel. Fazem gestos precisos, o resultado de horas e horas de rotina. Aqui, os esforços físicos são levados até à exaustão, o que leva, por vezes, a um resultado completamente delirante. Verdadeiras pinturas ganham vida com a transformação dos materiais e elementos cenográficos. Observamos a matéria evoluir e o palco a metamorfosear-se diante dos nossos olhos. Assistimos à criação de uma obra de arte, com as suas transformações lentas, os caminhos complicados e ilógicos que lhe dão origem. Neste universo do absurdo e estranho, a bricolagem não é tratada na sua forma bruta. É repetida, ritualizada, coordenada e desvinculada da sua função original para se aproximar das práticas da dança, do circo, da música e das artes visuais.

The 22nd edition of FIMFA opens at Teatro São Luiz with Work, an amazing show, where absurdity is king at a surrealist workshop, orchestrated by the choreographer Claudio Stellatto, who creates an unusual symphony with raw materials. An object-performance where the DIY becomes art, somewhere between dance, new circus, sculpture, dadaist happening and visual theatre.

Bio:

Claudio Stellato é um artista multidisciplinar italiano, que vive e trabalha em Bruxelas. Fez a sua formação musical na Scuola Civica Jazz di Milano, enquanto trabalhava em teatro de rua com vários grupos. Depois viajou e formou-se em circo e teatro em vários países, antes de entrar no Le Lido - Centre des Arts du Cirque de Toulouse, em 2001. Entre 2004 e 2014 foi bailarino em várias companhias: Cie Kdanse, Olivier Py, Roberto Olivan, Cie Arcat, Fré Werbrouck, Karine Pontiès, Cridacompany e L.O.D., entre outras. A sua primeira peça L’Autre, foi o resultado de três anos de investigação sobre a relação entre o corpo e os objetos. Estreou no Théâtre des Brigittines, em Bruxelas, em março de 2011, e esteve em digressão internacional durante quatro anos. Em janeiro de 2014, tornou-se artista associado no Halles de Schaerbeek. Em outubro de 2015, após mais de três anos e meio de pesquisa, estreou a sua segunda criação, La Cosa, no Halles de Schaerbeek, em Bruxelas. O espetáculo recebeu o Prémio da Crítica de “Melhor Espetáculo de Circo” 2015-2016, e continuou em digressão até março de 2019. Paralelamente às suas criações, realiza o olhar exterior de vários projetos, colabora com diversos artistas e coreógrafos de teatro e dança, faz parte do júri de Circus Next e dirige regularmente workshops. Work recebeu o Prix du Jury Professionnel no Festival Momix 2020. 5

On a fantastical construction site, Claudio Stellato explores relationships between human bodies and building material. We see craftsmen working, and everyone has a role in manipulating nails, wood, paint and tools. In this strange universe of absurd humour, where the construction chief is at risk of, at any moment, ending up nailed to his own set, the acts of a construction site are repeated, ritualized, coordinated and detached from their original function. Real paintings are brought to life with the transformation of the materials and scenery elements. We witness the complicated, illogical and absurd creation of a work of art. Claudio Stellato is a multidisciplinary artist who lives and works in Brussels. He has been interested for a long time in new relationships between the body and matter. Dancer for different companies, then choreographer. Stellato is an associated artist at the Halles de Schaerbeek in Brussels. He is a jury member of Circus Next. Work received the Prix du Jury Professionnel at the Momix Festival 2020.

Masterclass de by Claudio Stellato: 15 de maio May, p. 25

Bilhetes: 12€ a 15€


Karl Cie Betty BoiBrut’

(FR)

Criação, encenação e cenografia Concept, direction and scenography: Nathalie Avril, Lucie Gerbet Olhar exterior Outside eye: Nadège Tard Manipulação Manipulation: Lucie Gerbet, Laetitia Baranger Composição musical Musical composition: David Charrier Desenho de luz Lighting design: Guillaume Cousin Direção técnica

LU.CA - Teatro Luís de Camões 13 de maio às 10h30 e 14h30 (sex) Escolas 14 e 15 de maio às 11h30 e 16h30 (sáb, dom) Famílias

Technical direction: Romain Voisinne Difusão Diffusion: Marion Long Administração Administration: Le Pont des Arts Fotografias Photography: Laetitia Baranger Residências artísticas: La Mothe Achard, Le Fuzz’Yon, Saint Hilaire de Riez, Notre Dame de Monts, La Balise - Communauté de Communes de Saint Gilles Croix de Vie Apoio Support: Ville de Saint Hilaire de Riez Técnica Technique: Tangram, objetos Tangram, objects Idioma Language: Sem palavras Without words Público-alvo Age guidance: +4 Duração Runs: 30 min.

A viagem fantástica e misteriosa de Karl ganha vida num maravilhoso tangram, manipulado na face de um grande cubo de madeira.

Estas peças unem-se de mil e uma maneiras para criar personagens, objetos e paisagens.

Karl é um homem quadrado. Talvez até demasiado quadrado. Vive num farol isolado no meio do oceano. Acende e apaga o farol todos os dias, e isto parece ser suficiente para a sua felicidade. Mas um dos seus pequenos triângulos é diferente. Está cansado desta rotina. Sonhador, imagina o horizonte. Curioso, aventura-se para fora do quadrado e parte para descobrir o mundo... Um choque para o Karl quadrado!

Bio:

A companhia Betty BoiBrut’ foi criada em 2010 e é dirigida por Nathalie Avril e Lucie Gerbet. Tem dois espetáculos em digressão, La Roul’Hot e Karl, para além de realizar inúmeras atividades pedagógicas. Betty BoiBrut’ é uma associação de diferentes energias que partilham valores humanos e artísticos comuns, unindo diversas competências.

Karl sente-se incompleto e decide procurá-lo. Durante esta busca, ele terá de reinventar a forma de ver as coisas, arredondar os ângulos e brincar com o imprevisto. Existem regras e há a vida. Karl conhece bem as regras e estas são reconfortantes, mas agora vai também aprender a rir. Esta descoberta do mundo vai levá-lo a tornar-se mais flexível... e a suavizar as coisas!

Bilhetes: 3€ a 7€

Karl is a square man. Perhaps even too square. He lives in an isolated lighthouse in the middle of the ocean. But one of his small triangles is different. A curious dreamer, it sets off to discover the world. Karl decides to look for him, but during this search he will have to reinvent his way of looking at things. Karl’s fantastic journey takes on a new life in a marvellous tangram, manipulated in the face of a great wooden cube, creating an infinity of scenarios and characters that surprise and enrapture.

Um espetáculo de tangram manipulado num ecrã, que mostra aos pequenos espectadores que um obstáculo é apenas uma porta a atravessar para poderem descobrir coisas novas. As formas de madeira movem-se e transformam-se como que por magia, criando uma infinidade de cenários e personagens familiares que surpreendem, fascinam e encantam.

The Cie Betty BoiBrut’ was created in 2010 and is directed by Nathalie Avril and Lucie Gerbet. The company has two shows on tour, La Roul’Hot and Karl, in addition to carrying out several educational activities.

Karl é composto por sete peças geométricas que formam um quadrado, denominado de tangram, um antigo jogo chinês composto por sete peças: cinco triângulos, um quadrado e um paralelogramo. 6


Le Présent c’est l’Accident

Jean-Pierre Larroche — — Les Ateliers du Spectacle (FR) São Luiz Teatro Municipal — — Sala Mário Viegas 14 de maio às 18h e 21h30 (sáb)

Conceção Concept: Jean-Pierre Larroche, Émile Larroche, Neysa Barnett, Serge Dutrieux e a colaboração de and the collaboration of Léo Larroche Com With: Neysa Barnett, Émile Larroche Desenho de luz Lighting design: Jean-Yves Courcoux Desenho de som Sound design: Julien Fezans Construção do dispositivo Device construction: Jean-Pierre Larroche, Etienne Tortosa, Emilien Diaz Produção Production: Les Ateliers du Spectacle Coprodução Coproduction: Les Transversales - Scène conventionnée de Verdun, Athénor Scène Nomade - CNCM, Saint-Nazaire

Musical and visual play for a singer and a musician or the story of a song in construction. In a kind of a lab and at the center of a hanging stage, a musician shapes sounds, surrounded by electronic keyboards, mixing consoles and other machines. At the distance, a singer pulls the strings that activate hanging sound mechanisms surrounding the musician that, little by little, affirm their own autonomy. The words are exhibited in paper rolls… The duo creates a concert. In the incredible set imagined by Jean-Pierre Larroche, the electropop duo UTO helps us unveil the happy accidents that happen between the mechanical or electronic mechanisms and humans.

Apoios Support: Anis Gras – Le lieu de l’autre – Arcueil. Les Ateliers du Spectacle é convencionada pelo is subsidised by Ministère de la Culture - Drac Île-de-France, Région Île-de-France Técnica Technique: Teatro de objetos musical Musical object theatre Idioma Language: Sem palavras Without words Público-alvo Age guidance: +8 Duração Runs: 45 min.

The “show director” Jean-Pierre Larroche founded Les Ateliers du Spectacle in 1988. His performances are written with his drawings, his words and the accompanying authors. He enjoys pulling plenty of strings on stage, uses chalk and a brush, plays with words, handles both the causes and its effects, works on stage with machine and remote action devices. He’s a scenographer and occasionally works with other directors or choreographers. Besides being illustrator, he builds objects and installations. He’s a teacher in the École Nationale Supérieure des Arts Décoratifs, in Paris. He’s an architect and builds very special cabins. We had the opportunity to see his show Tête de Mort at FIMFA Lx12.

Mas nem sempre corre tudo como se espera, acontecem coisas estranhas e cheias de humor... No cenário incrível imaginado por JeanPierre Larroche, o duo de electropop UTO faz-nos descobrir os felizes acidentes que ocorrem entre os motores mecânicos ou eletrónicos e os humanos.

Bio :

O “realizador de espetáculos” Jean-Pierre Larroche criou a companhia Les Ateliers du Spectacle em 1988. Os seus espetáculos são escritos com os seus desenhos, as suas palavras e os autores que o acompanham. Gosta de puxar muitos fios no palco, usa giz e pincel, brinca com as palavras, mexe com as causas e os seus efeitos, trabalha no palco com máquinas e dispositivos de ação remota. É cenógrafo e trabalha ocasionalmente com outros encenadores ou coreógrafos. Durante o verão de 2019, trabalhou na transformação de Saint Pardoux, uma vila em Corrèze, num museu efémero. Para além de ilustrador, constrói objetos e instalações. É professor na École Nationale Supérieure des Arts Décoratifs em Paris. É arquiteto de formação e constrói cabanas muito especiais. Tivemos a oportunidade de ver o seu espetáculo Tête de Mort no FIMFA Lx12.

Jean-Pierre Larroche soube criar um estilo próprio e é um mestre na manipulação de objetos. O seu notável universo estético é tão singular, quanto erudito. A experiência oferecida por esta criação é baseada na noção de acidente e na musicalidade dos acidentes. Para um bom ouvinte... “Ainda podemos surpreender os adultos? Sim, podemos. Pelo menos se o nome for Jean-Pierre Larroche (...). Com razão, ele é chamado de mestre-de-cerimónias do teatro de objetos. Grandioso.” -Ronny V. Wangenheim, Ruhr Nachrichten “Uma bricolagem sonora e visual para um miniconcerto cheio de vida (...). Um devaneio musical encantador.” -Mathieu Dochtermann, Toute la Culture 7

Bilhetes: 6€ a 12€

Encontro com os Criadores: 14 de maio, após o primeiro espetáculo

Peça musical e visual para uma cantora e um músico ou a história de uma canção em construção. Numa espécie de laboratório e no centro de um palco suspenso, um músico esculpe sons, rodeado de teclados eletrónicos, mesas de mistura e outras máquinas. À distância, uma cantora puxa os fios para ativar mecanismos sonoros suspensos à volta do músico que, aos poucos, vão afirmando a sua autonomia. As palavras são exibidas em rolos de papel... A dupla cria um concerto.


Conceção Concept: Paulo Duarte, Tjalling Houkema Interpretação Performer: Paulo Duarte Universo

Pour Bien Dormir MECANIkA

sonoro e programação de som Soundscape and programming: Morgan Daguenet Desenho e programação de luz Lighting design and programming: Fabien Bossard Olhar exterior Outside eye: Igor Gandra Fotografias Photography: Pedro Sardinha, Eris Massua Coprodução Coproduction: MIMA - Association Filentrope, Association Bouillon Cube, Théâtre Le Périscope, Association Marionnettissimo, com o apoio da with the support of Région Occitanie no âmbito de within the “résidences associations” Parceiros Partners: Festival MIMA à Mirepoix, Marionnettissimo,

(FR-PT)

Théâtre du Périscope, Bouillon Cube, Usinotopie, Espace Périphérique, Au Bout Du Plongeoir, Jardin Parallèle, Théâtre des Quatre Saisons, Teatro de Ferro, FIMP, Momix

Centro Cultural da Malaposta — — Black Box 14 de maio às 16h (sáb) 15 de maio às 11h (dom)

Apoios Support: DRAC Occitanie, Région Occitanie / Pyrénées Méditerranée, Région Occitanie / Pyrénées Méditérranée, Spedidam, Collectif En Jeux / Montpellier Méditerranée Metropolec Técnica Technique: Sombras, objetos Shadows, objects Idioma Language: Sem palavras Without words Público-alvo Age guidance: +3

Quando a luz se apaga à noite, no quarto das crianças, tal como um sonho, as coisas e as personagens que povoam o nosso imaginário ganham vida. O mundo da noite está cheio de sombras, de coisas que não conseguimos ver bem, de aventuras, de personagens fantásticas e um pouco inquietantes.

Duração Runs: 30 min.

Bio:

A companhia MECANIkA foi fundada pelo marionetista e construtor português Paulo Duarte, radicado em França. O seu objetivo é desenvolver e explorar a marioneta atual, interagindo com outros campos artísticos contemporâneos, sob a forma de teatro de imagens. Tjalling Houkema é um ilustrador holandês. Estudou na Gerrit Rietveld Academy e colabora com várias revistas e jornais. Os seus livros infantis têm formatos originais e múltiplos detalhes, que nunca esgotam o prazer da releitura. Houkema também produziu obras para filmes e programas de televisão para crianças. Depois de “A cauda do Sr. Kat”, esta é a segunda incursão de Paulo Duarte no universo deste ilustrador. A MECANIkA vai também apresentar NOVO, p. 13.

Para enfrentar os medos da noite, Pour Bien Dormir, ou Para Bem Dormir, oferece-nos uma viagem divertida e poética, que nos mostra monstros curiosos, criaturas incríveis, seres estranhos, misteriosos e cativantes. O encontro entre dois criadores de imagens, um marionetista e um ilustrador, Paulo Duarte e Tjalling Houkema, que nos conduz num imaginário cheio de sombras, imagens e de sons, entre o sonho e a realidade, entre o sono e a vigília. É concebido como uma narrativa visual, um mergulho na poesia da ligação com estes seres fantasiosos, encantadores e cruéis, tão íntimos dos nossos medos, tentações e desejos. “Pour Bien Dormir desafia-nos a brincar às sombras e a pregar sustos para descobrir o que se ilumina a seguir.” -Catarina Firmo, Sinais em Linha

Everything comes to life when the light goes out at night in the children’s bedroom. Like in a dream, the characters that inhabit our imagination come to life. To face the fears of the night, Pour Bien Dormir, or To Sleep Well, offers us a fun and poetic journey, which shows us curious monsters, incredible creatures, strange and captivating beings. The meeting between two creators of images, a puppeteer and an illustrator, Paulo Duarte and Tjalling Houkema, which leads us into an imaginary full of shadows, images and sounds, between dream and reality, between sleep and wakefulness.

Bilhetes: 6€ a 8€ 8

Encontro com os Criadores: após os espetáculos

MECANIkA was founded by the Portuguese puppeteer and builder Paulo Duarte, based in France. Its goal is to develop and explore contemporary puppetry, interacting with other contemporary artistic fields, in a form known as image theatre. MECANIkA will also present NOVO, p. 13.


Conceção Concept: Renaud Herbin Interpretação Performer: Bruno Amnar Marioneta Puppet: Hélène Barreau Música Music: Sir Alice Pesquisa e construção Research and construction: Sophie Prietz, Anthony Latuner, Éric Fabacher, Maxime Lance Direção técnica Technical direction: Thomas Fehr Técnico Technician: Mehdi Ameur Fotografias Photography: Benoit Schupp Produção Production: Mathilde Mangeot, TJP - Centre Dramatique National de Strasbourg - Grand Est, La Maison des Métallos - Paris Técnica Technique: Marionetas de fios, sombras, projeções String puppets, shadows, projections Idioma Language: Algumas palavras em português Some words in Portuguese Público-alvo Age guidance: +8 Duração Runs: 45 min.

Quelque chose s’attendrit

Um poema visual e sonoro sussurrado aos ouvidos e olhos do público, como uma carícia ou um sonho acordado. Uma performance de ótica com uma marioneta de fios que se move pelo espaço interestelar, e onde experienciamos um mundo ao contrário, em que o topo se torna a base, e o minúsculo se transforma em algo infinitamente grande. Quando um minúsculo ser humano se confronta com escalas de luz infinita, os princípios arcaicos da ótica revelam realidades secretas. De repente, o mundo virou-se de pernas para o ar e este ser explora uma realidade invertida, onde a gravidade nos leva para cima, a desfocagem é a regra e a nitidez é o acontecimento. O público circula pelo espaço singular, qual câmara escura, preferindo a proximidade do manipulador ou a visão de conjunto, exultante pelo modo como a miniatura desliza na imensidão.

Renaud Herbin (FR)

São Luiz Teatro Municipal — Sala Mário Viegas 17 e 18 de maio às 10h30 e 14h30 (ter, quar) Escolas 17 e 18 de maio às 19h30 (ter, qua) Público em geral

Quelque chose s’attendrit é apresentado em conjunto com Si le soleil repare, uma instalação de ótica e asteróides, em que projeções de luz em movimento se assemelham a uma coleção de meteoritos, luas ou estrelas, que se movem através de automatismos e jogos de ótica.

A visual and sound poem whispered to the audience’s ears and eyes, like a caress or a day dream. An optical performance with a string puppet that moves across the interstellar space and where one can experience an upside-down world, where the top becomes the bottom and the minuscule transforms into something infinitely large. This show is presented together with Si le soleil repare, an optical and asteroid installation.

“No novo, perspicaz e vanguardista espetáculo de marionetas de Herbin, a forma típica do artista de fazer espetáculos com múltiplas perceções transforma-se num conceito de encenação, representando uma abordagem exploradora de um objeto, marioneta, movimento, imagem e tecnologia.” -Tjaša Bertoncelj, EU Contemporary Puppetry Critical Platform

Since 2012 Renaud Herbin is the director of TJP Centre Dramatique National d’Alsace Strasbourg, where he created the global project Corps-ObjetImage, decompartmentalizing puppet matter practices with the choreographic and visual arts fields. He studied at the ESNAM - École Supérieure Nationale des Arts de la Marionnette de CharlevilleMézières. He was one of the co-founders of the company LàOù - marionnette contemporaine. He staged and interpreted plenty of visual and sound performances. FIMFA presented Actéon Miniature (2014), Milieu and Open the Owl (2017, 2018). Renaud creates a singular scenic and visual language, mixing theatre, opera, contemporary writing and dance, at the center of which he places his approach to the idea of manipulation, understood by as something that connects the artistic fields and all things. His creations include the presence of puppets, actors, dancers, sounds and images interacting on stage.

Bio:

Renaud Herbin é diretor do TJP - Centre Dramatique National d’Alsace Strasbourg, desde 2012, onde criou o projeto global Corps-Objet-Image, descompartimentando as práticas da matéria e da marioneta com o campo coreográfico e as artes visuais. Fez a sua formação na ESNAMÉcole Supérieure Nationale des Arts de la Marionnette de CharlevilleMézières. Foi um dos fundadores e codirectores da companhia LàOù - marionnette contemporaine. Encenou e interpretou diversos espetáculos visuais e sonoros. No FIMFA pudemos ver Actéon Miniature (2014), Milieu e Open the Owl (apresentados em 2017 e 2018 no Teatro São Luiz). Renaud desenvolve uma linguagem cénica visual e singular, misturando teatro, ópera, escrita contemporânea e dança, que coloca no centro da sua abordagem a ideia da manipulação, entendida como algo que liga os campos artísticos e as coisas. Neste sentido, as suas criações contam com a presença de marionetas, atores, bailarinos, sons e imagens em interação no palco. 9

Bilhetes: 3€ a 7€

Encontro com os Criadores: 17 de maio, após o último espetáculo

Renaud Herbin está de volta ao FIMFA e baralha as nossas perceções no seu mundo exploratório e visual.


Hermit Simone de Jong

Encenação Direction: Simone de Jong Interpretação Performer: Koen van der Heijden Cenografia Set design: Erik Begemann Composição Composition: Max Gramser Técnico Technician: Jacques van Room Fotografias Photography: Moon Saris Técnica

(NL)

Technique: Objetos, sombras, novo circo Objects, shadows, new circus Idioma Language: Sem palavras Without words Público-alvo Age guidance: +4 Duração Runs: 35 min.

LU.CA - Teatro Luís de Camões 19 e 20 de maio às 10h30 e 14h30 (qui, sex) Escolas 21 e 22 de maio às 11h30 e 16h30 (sáb, dom) Famílias

Bio:

Bilhetes: 3€ a 7€

Simone de Jong é encenadora, escritora e professora, com formação em teatro musical e mímica. Estudou no Mime-institute, na Academie voor Kleinkunst, e com Lorna Marshall em Londres. Na sua companhia cria espetáculos singulares baseados no som, movimento e imaginação, que apelam aos múltiplos sentidos do público mais jovem. Hermit já foi apresentado na Bélgica, Estados Unidos da América, Egito, China e Itália, entre outros países, e também em vários festivais internacionais. Simone de Jong é também autora de livros infantis.

Vemos um cubo de madeira. Mas este cubo está cheio de surpresas. Será uma casa? Ouvimos sons. O que se passa lá dentro? Portas minúsculas abrem-se e fecham-se, luzes acendem-se e apagam-se. Aparecem sombras. Está alguma coisa lá dentro? O que está lá dentro? Quem está lá dentro?

There is a cube there. Is it a house? There is sound. What happens inside? A lid opens. Is there something inside? What is inside? Who is inside? Hermit is an original, visual, funny and moving performance about a miniature house and its shy inhabitant. He is not at home, but we do hear him. Celebrating the joy of discovery, this is a gentle and moving performance about knowing how to be alone and feeling at home. Simone de Jong invents children’s performances and music theatre experiences for adults. Coming from music theatre and modern mime, Simone’s performances are about sound and imagination and are always addressing the senses in a secretive way. Hermit has been shown in the Netherlands, Belgium, USA, Egypt, Italy and China, among other international festivals. Simone de Jong is also an author of children’s books.

Hermit é um espetáculo visual e singular em torno de uma casa em miniatura e do seu tímido habitante. Ele não está em casa, mas nós conseguimos ouvi-lo! Uma criação cheia de humor e emocionante, sobre sabermos estar sozinhos e sentirmo-nos em casa, que estimula os sentidos e a imaginação dos mais pequenos. “Uma joia teatral maravilhosa para todas as idades.” -Sara van der Kooi, Theaterkrant 10


Intérpretes Performers: Cyril Briant, Marie Delhaye Cantora Singer: Pauline Claes Piano: Christia Hudziy Encenação Direction: Karine Birgé Dramaturgia Dramaturgy: Félicie Artaud, Robin Birgé Direção técnica Technical direction: Karl Descarreaux Desenho de som Sound design: Guillaume Istace Desenho de luz e coordenação técnica Lighting design and technical coordination: Dimitri Joukovsky Cenografia e figurinos Scenography and costumes: Claire Farah Confeção de figurinos Costume making: Camille De Veaux de Sancy Construção Construction: Sébastien Boucherit, Claire Farah, Joachim Jannin, Théâtre de Liège Pintura Painting: Eugénie Obolensky Ilustrações e grafismo Illustrations and graphics: Antoine Blanquart Produção Production: Élodie Beauchet, Camille Grange Difusão Diffusion: Cécile Maissin Fotografias Photography: Marie-Françoise Plissart Coprodução Coproduction: La Monnaie/De Munt, Théâtre de Liège, FMTM Charleville-Mézières, Le Sablier, Le Trident, Centre Culturel de Dinant, Théâtre La Montagne Magique, Pierre de Lune, La Coop asbl. Apoios Support: La Roseraie, Shelterprod, Taxshelter. be, ING, Tax-Shelter do governo federal belga of the Belgian federal government, Ministère de la Fédération Wallonie Bruxelles - Service du Théâtre et de la Cocof, Wallonie-Bruxelles International (WBI) Técnica Technique: Teatro de objetos, ópera Object theatre, opera Idioma Language: Francês, com legendagem em português French, with Portuguese subtitles Público-alvo Age guidance: +10 Duração Runs: 75 min.

Frankenstein Cie Karyatides (BE)

Teatro Nacional D. Maria II — Sala Estúdio 19, 20 e 21 de maio às 19h30 (qui, sex, sáb) Revisitar os clássicos através do teatro de objetos. É este o mote da companhia Karyatides, que se inspira em Frankenstein para criar uma joia de alta voltagem, algures entre o teatro de objetos e a ópera. No palco estão dois atores-manipuladores acompanhados por uma cantora de ópera e um pianista, ajudados por uma multidão de bustos, bonecos e objetos de todos os tipos, que nos oferecem uma leitura ímpar do famoso romance e convidam o público a questionar o que são - ou quais deveriam ser - os limites humanos, em termos de igualdade, justiça, responsabilidade e compromisso.

Esta versão mostra um Victor Frankenstein assombrado pelas suas memórias e pela história da sua criatura em busca de calor humano. Soma-se a isto as canções emocionantes de um fantasma materno benevolente, num espetáculo que pretende ligar-se com os aspetos fantasmagóricos do romance, entre a magia e a ciência. O conjunto é intercalado por obras musicais oriundas do repertório clássico e contemporâneo: Verdi, Ives, Rachmaninoff e até Celine Dion. Uma introdução ideal ao mundo da ópera para todos os públicos. “Uma mistura entre teatro de objetos e ópera de grande beleza e de extrema precisão.” -Laurence Bertels, La Libre

Bio:

True to its mission of revisiting the classics through object theatre, Cie Karyatides found inspiration in the story of Frankenstein to create a high-voltage jewel, with stunning modernity and lucidity, that lies somewhere between object theatre and opera. There are two performers on stage accompanied by an opera singer and a pianist, helped by a multitude of busts and objects of all kinds. The major axis of the show concerns the issue of keeping human values intact and respecting the laws of Nature despite scientific progress. Founded by Karine Birgé and Marie Delhaye, the company Karyatides stages classic literature using object theatre in order to offer unique, raw and intimate aesthetics.

No centro do trabalho da companhia Karyatides, sediada em Bruxelas, está a adaptação de obras clássicas ao teatro de objetos. Fundada por Karine Birgé e Marie Delhaye, formadas pelo Conservatoire d’Art de Liège, a companhia tem apresentado o seu trabalho nos mais importantes festivais de teatro. Entre os seus maiores êxitos estão Madame Bovary, Carmen ou Les Misérables. Ao serviço destas histórias desenvolvem um teatro de “figuras”, que mistura marionetas, teatro de objetos, sombras, teatros de papel, artes visuais e música. Utilizam objetos manufaturados, por vezes cheios de referências, brincam com o lugar-comum, o clichê, provocando um deslocamento do qual esperam fazer brotar a poesia e, por vezes, o humor. Estes objetos, futuros heróis das suas histórias, vêm de feiras da ladra, Petits Riens ou da Emmaus. Foram recolhidos ou negociados de acordo com as pesquisas e digressões da companhia. São quase bio, orgânicos, éticos e completamente reciclados.

Encontro com os Criadores: 19 de maio, após o espetáculo 11

Bilhetes: 8,25€ a 11€


Escutar a melodia do nosso coração ou quando a tecnologia médica encontra a música mecânica. Uma viagem ao nosso interior que se inicia com um eletrocardiograma. Seguidamente, a partir do gráfico da atividade cardíaca de cada participante, é realizada uma faixa perfurada que segue o padrão do ECG. Esta é inserida numa caixa de música, para que no final cada espectador possa escutar individualmente a melodia única produzida pelo seu coração. Cardiophone é uma experiência única, ao permitir o encontro entre a tecnologia médica e a música mecânica, em que ambos se fundem numa obra de arte.

Cardiophone Moran Duvshani (IL)

São Luiz Teatro Municipal — — Sala Bernardo Sassetti 21 e 22 de maio das 15h30 às 18h30 (sáb, dom) Conceção Concept: Moran Duvshani, Shay Percil Direção artística Artistic direction: Ruth Hof Construção do objeto Object construction: Shaul Duvshani Consultor musical Music consultant: Laila Bettermann Figurinos Costumes: Mai Aylon Assistência Assistance: Célia Jorge Fotografias Photography: Hila Spector, Shira Aboulafia Técnica Technique: Tecnologia médica, música mecânica Medical technology, mechanical music Idioma Language: Sem palavras Without words Público-alvo Age guidance: +10 Duração Runs: 15 min. Várias sessões - Lotação limitada a uma pessoa por sessão Several sessions - Limited capacity to one person at a time

Bio:

O ato de traduzir o gráfico da atividade cardíaca em notas musicais, atribui camadas emocionais profundas a este procedimento médico familiar.

Moran Duvshani é uma artista multidisciplinar que cria teatro visual e performances. Nasceu no Kibutz Barkai, Israel, em 1984. Foi educada no ambiente agrícola do Kibutz e recebeu formação em dança e artes. Por volta dos 20 anos, viaja pela Europa como artista de rua e trabalha como professora em programas educativos para crianças e adultos com necessidades especiais em Israel. Terminou os estudos na Escola de Teatro Visual de Jerusalém em 2013, e recebeu o prémio Mayor’s Prize for outstanding work. Em 2011, recebeu o Excellence Award da Jerusalem Foundation. Desenvolve workshops com base na metodologia que desenvolveu e ensina marionetas e teatro de sombras para crianças em programas de educação especial. O seu trabalho tem sido apresentado em diversos festivais internacionais.

Esta peça foi criada após a morte da avó de Moran Duvshani, cujos batimentos cardíacos eram traçados diariamente num ecrã por cima da sua cama no hospital. Moran sentiu subitamente um forte desejo de ter alguma lembrança, algum testemunho físico do batimento cardíaco da avó que tanto amava. Durante o processo de luto percebeu que poderia traduzir o movimento do coração numa melodia. O Cardiophone já tocou as suas melodias em Israel e outros países, em museus, teatros, torres sineiras, residências particulares e festivais, e continua a viajar pelo mundo.

Listening to the melody of your heart or when medical technology meets mechanical music. This piece hosts one visitor at a time. You are invited to a journey that starts by undergoing an ECG test. The visitor’s heartbeats are transformed into a melody and ends by listening to the unique melody generated by your own heart in a music box.

She completed her studies at the School of Visual Theatre in Jerusalem in 2013, and was awarded the Mayor’s Prize for outstanding work. In 2011, she was awarded the Excellence Award from the Jerusalem Foundation. She facilitates workshops based on the methodology that she has developed, and teaches classic and shadow puppetry to children in special education programs. Her work has been performed at internationally at several international festivals.

Moran Duvshani is a multidisciplinary artist who creates visual theatre and performances. She was born in Kibbutz Barkai, Israel, in 1984. 12

Entrada livre


Conceção Concept: Paulo Duarte Colaboração artística Artistic collaboration: Nicolas Lelièvre, Morgan Daguenet Assistente de encenação Assistant director: Mila Dargies Construção e programação Programming and construction Robot Eri: Paulo Duarte, Michel Ozeray Marionetas e cenografia Puppets and scenography: Paulo Duarte Programação e universo sonoro Programming and sound universe: Morgan Daguenet Desenho de luz Lighting design: Louis Guerry Construção da cenografia Scenography construction: Emmanuelle Debeusscher Conceção e direção do workshop NOVO Concept and workshop direction NOVO: Nicolas Lelièvre Agradecimentos Acknowledgments: Fabien Bossard, Igor Gandra Coprodução e apoio em residência Coproduction and support in residency: Théâtre La Vignette – UPVM3, Salle Guy Ropartz, ARS Numerica - MA Scène Nationale, Espace Périphérique - La Villette, TJP – CDN Strasbourg, La Fabrique Chantenay, Au Bout du Plongeoir Apoios Support: DRAC Occitanie, Région Occitanie / Pyrénées Méditerranée Técnica Technique: Teatro visual, robótica Visual theatre, robotics Idioma Language: Algumas palavras em português Some words in Portuguese Público-alvo Age guidance: +12 Duração Runs: 40 min.

Bilhetes: 8€ Encontro com os Criadores: 21 de maio, após o espetáculo

Uma instalação-espetáculo para uma maquete e um robot. No claro-escuro, sombras de maquetes de edifícios são projetadas e assumem formas desconcertantes. No centro, observamos uma mulher adormecida. Este robot, uma espécie de presença tecnológica, vigia a cidade e os seus habitantes. Os detalhes de cada marioneta e a sequência de acontecimentos reforçam a impressão de estranheza que emana dos espaços frios das cidades-dormitório. O artista visual e marionetista Paulo Duarte concebeu uma viagem visual e sonora inspirada no romance Os Passageiros da Noite de Haruki Murakami.

Bio:

NOVO lança um olhar onírico, por vezes com humor, trágico e contemplativo sobre o quotidiano nas cidades e os seres que as habitam. Questiona o modo de representação da cidade, utilizando vários registos possíveis, analisando a relação entre a banal, mas vertiginosa complexidade material da cidade atual, e a singularidade das situações humanas mais simples.

Paulo Duarte é licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto e diplomado pela ESNAM - École Supérieure Nationale des Arts de la Marionnette de Charleville-Mézières. Após a ESNAM fundou com David Girondin Moab a companhia Pseudonymo, que codirigiu até 2006. Integrou a companhia LàOù - marionnette contemporaine, dividindo a direção artística com Renaud Herbin e Julika Mayer, de 2007 a 2011. Trabalhou com Roman Paska, Joan Baixas, Fanfare Mineable, CRÉA - Théâtre de Tournai, Zaven Paré, Allen Weiis, entre outros. Dirigiu diversos ateliers de formação no Institut del Teatre de Barcelona e no AMK (Turku, Finlândia). Tem participado como atormanipulador e construtor de marionetas em vários projetos artísticos. Ao longo do seu percurso participou em várias edições do FIMFA com “A Hora do Diabo”, “Deep News”, “Écumes”, “Petites Âmes”ou “Deep News #2”.

“Levando a arte da manipulação por caminhos inesperados, a genialidade de Paulo Duarte, na origem de NOVO-LA NUIT, redefine a atividade do marionetista para a do manipulador. Transportando som e luz para os quatro cantos dos seus campos de representação, o artista faz com o público uma viagem em direção a um mundo que desperta. Esta é toda a subtileza deste homem que se esforça por acompanhar o objeto técnico enriquecendo, por consequência, o uso do material cénico.” - Aux Sens Paulo Duarte is graduated in Painting from Faculdade de Belas-Artes in Oporto University and in Puppet Theatre by ESNAM - École Nationale Superieure des Arts de la Marionnette de Charleville-Mézières. After the ESNAM he founded with David Girondin Moab the Cie Pseudonymo. He joined the company LàOù - marionnette contemporaine, dividing the artistic direction with Renaud Herbin and Julika Mayer, 2007 to 2011. He has worked with Roman Paska, Joan Baixas, Fanfare Mineable, CREA Théâtre de Tournai, Zaven Paré, Allen Weiis, among others.

An installation-show for a model and a robot. In chiaroscuro, shadows of model buildings are projected and take on disconcerting shapes. In the center, we observe a sleeping woman. This robot, a kind of technological presence, watches over the city and its inhabitants. Visual artist and puppeteer Paulo Duarte conceived a visual and sound journey inspired by the novel After Dark by Haruki Murakami. 13


Conceção Concept: Ugo Dehaes Cenografia e composição Scenography and composition: Wannes Deneer Dramaturgia Dramaturgy: Marie Peeters Silicone em colaboração com Silicone in collaboration with: Rebecca Flores Construção da mesa Table construction: Kristof Morel Fotografias Photography: Arne Lievens, Ugo Dehaes, wedocumentart Produção Production: Kwaad Bloed & Tuning People Coprodução Coproduction: C-Takt

Simple Machines Ugo Dehaes - Kwaad Bloed

Apoios Support: STORMOPKOMST Agradecimentos Acknowledgments: AI Experience Center VUB, Caroline Pauwels, De Factorij, Gertjan Biasino, Hans De Cank, Pol Eggermont, Zaventem, Roeland Luyten, VGC Técnica Technique: Robots Idioma Language: Inglês, com tradução simultânea em português de English, with Portuguese simultaneous translation into Portuguese by Luís Hipólito Público-alvo Age guidance: +10 Duração Runs: 50 min.

(BE)

São Luiz Teatro Municipal — Sala Mário Viegas 21 de maio às 15h, 17h e 21h30 (sáb) 22 de maio às 15h, 17h e 19h30 (dom)

Simple Machines ou como ensinar robots a dançar... Bem-vindos ao futuro! Uma conferência-espetáculo que conta a história de um coreógrafo que tenta ser substituído pela tecnologia. Partindo das máquinas mais simples, constrói um universo povoado por organismos mecânicos que treinam e aprendem a tornarem-se artistas por conta própria. Uma experiência incrível a não perder! Ugo Dehaes, criador de robots-bailarinos, questiona a relação entre o homem e a máquina através do movimento, e um futuro sem corpos humanos. O público senta-se à volta de uma grande mesa e Ugo explica como nascem os robots, desde casulos viscosos a máquinas brilhantes, e como podem ser treinados através da Inteligência Artificial até que um dia sejam capazes de criarem sozinhos um espetáculo de dança. O espetáculo termina com um vislumbre do futuro: um balé para robots-bailarinos sem a intervenção de um coreógrafo humano. Cada um tem a sua própria forma, nenhuma delas humanoide e, portanto, o seu próprio conjunto de movimentos possíveis. A coreografia é construída em torno das suas possibilidades físicas únicas e dos dados gerados ao longo da performance. Ugo traz também a instalação Arena, em que o público é convidado a interagir com oito robots e a ajudá-los a tornarem-se melhores bailarinos. Para isso, podem movimentar os robots, escolher os seus movimentos ou observar como estes evoluem. “É imperdível para todos que gostam de IA, arte interativa, dança experimental e questões éticas!” -Club Cultuur

Bio:

Simple Machines or how to teach robots to dance. Welcome to the future! This lecture-performance tells the story of a choreographer who tries to be replaced by technology. The audience sits with Ugo Dehaes around a large table and he explains how robots are born, from slimy cocoons to shiny machines, and how we can train them with artificial intelligence until they are capable of creating and performing their own show. The performance ends with a glimpse of the future: a ballet for homemade robot-dancers without the intervention of a human choreographer. Ugo also brings the installation Arena, where the audience is invited to interact with eight robots and to help them become better dancers.

Ugo Dehaes começou a dançar aos 18 anos. Após a sua formação em dança na P.A.R.T.S., a escola internacional para bailarinos e coreógrafos dirigida por Anne Teresa De Keersmaeker, trabalhou como bailarino para a Meg Stuart/Damaged Goods, durante três anos. Em 2000 criou a companhia Kwaad Bloed e apresentou regularmente as suas coreografias por toda a Europa. Desde 2018, mudou o seu foco e tornou-se um Coreógrafo das Coisas. Especializou-se em coreografias para objetos (robots, drones) e colabora com jovens criadores. Tem dirigido vários workshops e masterclasses e trabalhou com vários artistas, entre os quais Sachiyo Takahashi, Emil Hrvatin, Arco Renz, Gisèle Vienne & Etienne Bideau-Rey, Kataline Patkaï, Nada Gambier, Heine R. Avdal, entre outros.

Ugo Dehaes started to dance at the age of 18. After his professional dance education at P.A.R.T.S., he joined Meg Stuart/Damaged Goods for 3 years. In 2000 Ugo founded his own company Kwaad Bloed, and toured extensively in Belgium and the rest of Europe. In 2018 he shifted his focus to become a Choreographer of Things, and learned how to build and program robots.

Bilhetes: 3€ a 7€ 14


Audiodescrição (AD): 21 de maio às 20h Legendagem para surdos em português Closed Captions (CC): 20 e 21 maio às 20h

Encontro com os Criadores: 20 de maio, após o espetáculo

Bilhetes: 12€ a 15€

Earthbound

(aka the Camille stories)

Livremente inspirado no livro Freely inspired by Staying with the trouble, de by Donna Haraway Criação e interpretação Concept and performer: Marta Cuscuna Cenografia e conceção

Marta Cuscunà (IT)

animatrónica Scenography and animatronic design: Paola Villani Assistente de encenação Assistant director: Marco Rogante Realização animatrónica Animatronic development: Paola Villani, Marco Rogante Escultura e modulação de criaturas

São Luiz Teatro Municipal — — Sala Luis Miguel Cintra 20 e 21 de maio às 20h (sex, sáb)

animatrónicas Animatronic creatures sculpting and modelling: João Rapaz, Janaína Drummond, Mariana Fonseca, Rodrigo Pereira, Catarina Santiago, Francisco Tomàs (Oldskull FX, Lisboa) Dramaturgia Dramaturgy: Giacomo Raffaelli Desenho de som Sound design: Michele Braga Fotografias Photography: Guido Mencari Patrocinadores técnicos Sponsor of technical parts: igus® innovazione con i tecnopolimeri; Marta s.r.l. forniture per l’industria Coprodução Coproduction: Emilia Romagna Teatro Fondazione, CSS Teatro stabile di innovazione del FVG, Etnorama Apoios Support: São Luiz Teatro Municipal, i-Portunus, A Tarumba - Teatro de Marionetas, Italian Institute of Culture - Lisboa Técnica Technique: Animatrónicos, teatro visual Animatronics, visual theatre Idioma Language: Italiano, com legendagem em português Italian, with Portuguese subtitles Público-alvo Age guidance: +12 Duração Runs: 70 min.

A nova criação de Marta Cuscunà é um monólogo para uma atriz e criaturas animatrónicas, que transforma em teatro o pensamento ecofeminista de Donna Haraway no livro Staying with the trouble. Um espetáculo de marionetas de ficção científica que explora um futuro não muito longínquo, no qual a manipulação do genoma humano traz vida de volta às áreas do planeta danificadas pela Humanidade. Estar à beira da extinção não é mais uma metáfora e Earthbound é um dos possíveis contos do novo mundo em que podemos encontrar-nos a viver amanhã. As criaturas singulares ganham vida no palco através das técnicas animatrónicas projetadas por Paola Villani e inspiradas nas obras da artista australiana Patricia Piccinini. Na sua construção colaboraram também artistas portugueses, João Rapaz e a sua equipa. A tradição do teatro de marionetas italiano é contaminada com técnicas inovadoras de manipulação, uma das vertentes mais magnéticas e cativantes do teatro de Marta Cuscunà.

Bio:

Marta Cuscunà’s new creation is a monologue for an actress and animatronic creatures, which transforms Donna Haraway’s eco-feminist thought in the book Staying with the trouble into theatre. A science fiction show that explores a not-too-distant future in which the manipulation of the human genome brings life back to areas of the planet damaged by humanity.

Marta Cuscunà nasceu em Monfalcone. Estudou na Prima del Teatro: Scuola Europea per l’Arte dell’Attore. Participou em Merma Neverdies, espetáculo com marionetas de Joan Miró, e em Zoé, Inocencia Criminal, ambos dirigidos por Joan Baixas. Em 2009, ganhou o Prémio Scenario Ustica com È bello vivere liberi! Em 2012 recebeu a menção especial do Prémio Eleonora Duse por La semplicità ingannata. Em 2015 estreou Sorry, Boys, terceira parte da sua trilogia sobre a resistência feminina, Premio Rete Critica 2017 para melhor espetáculo. Em 2018 estreou Il canto della caduta, Premio della Critica, atribuído pela ANCT, l’Associazione Nazionale Critici del Teatro. Em 2019 recebe o Premio Hystrio - Altre Muse. De 2009 a 2019 fez parte do projeto Fies Factory da Centrale Fies. Em 2021 tornou-se artista associada do Piccolo Teatro di Milano.

Marta Cuscunà studied at Prima del Teatro: European School for the Art of the Actor. She performed in Merma Neverdies, performance with puppets by Joan Mirò and Zoé, Inocencia Criminal, both directed by Joan Baixas, Teatro de la Claca Company. She received several awards for her shows: È bello vivere liberi!, La semplicità ingannata, Sorry, Boys, Il canto della caduta. From 2009 to 2019 she was part of the Fies Factory project by Centrale Fies. From 2021 she is associated artist at Piccolo Teatro di Milano.

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Qubim Trupe Fandanga

(PT)

Museu Nacional do Teatro e da Dança 21 de maio às 11h30 (sáb) 22 de maio às 16h (dom)

Direção artística Artistic direction: Sandra Neves Criação e

Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. As coisas são o que são até deixarem de o ser. Uma caixa... não existe sozinha.

manipulação Concept and manipulation: Catarina Falcão, Sandra Neves Texto e olhar exterior Text and outside eye: Ricardo Alves Música original Original music: Carlos Adolfo

Qubim é um espetáculo de marionetas e caixas com marionetas. O palco é a carrinha cheia de caixas. As caixas são espaços de memórias acumuladas por dois respigadores que as organizam e desorganizam. Abrem portas, giram dobradiças, criam passagens, revelam personagens.

Desenho de luz Lighting design: Mariana Figueroa Desenho de som Sound design: Pedro Ribeiro Voz off Voice off: Paulo Calatré Confeção de figurinos Costume making: Ana Ferreira Apoio à construção Construction assistance: Pascal Bertrand Babysitter: Joana Matos Produção Production: Ana Carvalhosa

Há objetos que se transformam em marionetas e marionetas que acordam na viagem de uma caixa. Qubim é uma procura e reconstrução no meio dos fragmentos. É uma amálgama de existências e contradições, personificadas em marionetas com características peculiares.

(direção direction), Cláudia Santos, Susana Lage Coprodução Coproduction: Artemrede, CRL - Central Elétrica, Palmilha Dentada Agradecimento especial Special acknowledgment: Diana Oliveira, Carmelinda Dias, Teresa Campos, Marta

Qubim é um espetáculo de objetos e marionetas híbridas, em que os manipuladores se confundem com o cenário e com as marionetas. A narrativa segue um fio condutor simples que permite a introdução de micronarrativas dos habitantes das caixas, ambiente surreal propício à pesquisa de diferentes técnicas e escalas de manipulação e construção.

Figueiroa, Márcia Técnica Technique: Manipulação à vista, objetos Full-view manipulation, objects Idioma Language: Português Portuguese Público-alvo Age guidance: +6 Duração Runs: 40 min.

Bio:

Qubim is a puppet show and boxes with puppets inside. The stage is the van full of boxes. The boxes are filled with the memories of two gleaners, who arrange and disarrange them. They open doors, swing hinges, create passages, reveal figures. Some objects turn into puppets and puppets awaken when a box is lifted.

A Trupe Fandanga nasce no Porto em 2014, sob a direção de Sandra Neves, e fez nesse ano a sua primeira apresentação num WIP do Festival Internacional de Marionetas do Porto com Botequim. Pretende ser um espaço de pesquisa na construção e manipulação de marionetas e objetos. Trabalha a marioneta fora do espaço convencional de representação e tem especial carinho por espetáculos intimistas e de pequena escala. A Trupe estreou em 2019 o micro espetáculo de marionetas Onirotóptero e, em 2021, o espetáculo Qubim.

Entrada livre

Directed by Sandra Neves, Trupe Fandanga was founded in Porto in 2014. The company aims to be a space for research in puppet and object construction and manipulation. Their work focuses on presenting puppets outside conventional settings, with a special interest in intimate, small-scale shows.

Oficinas de Construção de Marionetas pela Trupe Fandanga: 28 e 29 de maio, p. 25

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A Revolta dos Objetos

As coisas, os objetos têm um modo muito especial de comunicar connosco e entre si - gwarggaflrlghf! O aparato de uma conferência é o ponto de partida para esta nova incursão no mundo das coisas. Este dispositivo é, como todos os outros, um modo de organizar objetos (uma mesa, cadeiras, microfones, etc.), corpos, discursos e algumas regras - umas escritas e outras implícitas. Esta não é, no entanto, uma conferência qualquer: o conferencista é um ator e a sua comunicação é uma performance na qual os objetos insistem em ter ainda uma palavrinha a acrescentar.

— Uma Conferência Animada

O nosso convidado irá tentar apresentar algumas ideias sobre o assunto. Será que vai conseguir fazê-lo em plena revolta dos objetos? Não perca esta conferência, vai ser animada!

Teatro de Ferro (PT)

“A nossa Revolta dos Objetos quer falar-nos de tudo isto e também do medo que determinado móvel nos inspirava na infância, sobretudo quando estalava a meio da noite – este é para nós o início da revolta...” - Igor Gandra

Centro Cultural da Malaposta — — Black Box 21 de maio às 16h (sáb) 22 de maio às 11h (dom)

Este é o segundo momento de um ciclo dedicado aos objetos que o Teatro de Ferro iniciou com Objetoteca Popular Itinerante, apresentado no FIMFA Lx19.

Encenação, texto, dramaturgia e cenografia Direction, text, dramaturgy and scenography: Igor Gandra Realização plástica Aesthetics: Eduardo Mendes Interpretação Performers: Igor Gandra, Carla Veloso, Eduardo Mendes Vídeo Video: Teatro de Ferro, Carlota Gandra Desenho de luz Lighting design: Mariana Figueroa Construção e montagem Building and assembling: Oficina do Teatro de Ferro com with Marta Figueroa, Alexandre Moreira, Vitória Mendes Fotografia Photography: Susana Neves Produção Production: Carla Veloso / Teatro de Ferro Coprodução Coproduction: Câmara Municipal do Porto - Programa Cultura em Expansão 2019, A Oficina / Centro Cultural Vila Flor - Programa de Educação e Mediação Cultural Estrutura financiada por Company sponsored by: República Portuguesa - Ministério da Cultura | DGArtes Técnica Technique: Teatro de objetos Object theatre Idioma Language: Português Portuguese Público-alvo Age guidance: +12 Duração Runs: 50 min. Things and objects have a very special way of communicating - with us and among them. The apparatus of a lecture is the starting point for this new approach to the world of things. This is no ordinary lecture, however: the speaker is an actor, and his presentation is a performance in which objects still insist on adding a few words.

Bio:

O Teatro de Ferro surgiu em 1999 com direção artística de Carla Veloso e Igor Gandra. A escolha deste nome, Teatro de Ferro, pressupõe uma noção de matéria primordial, resistente e, ao mesmo tempo, mutável: este processo de transformação continua a inspirar o grupo. O trabalho da companhia tem sido desenvolvido no campo do teatro de e com marionetas e objetos. É um projeto que assenta numa lógica de investigação em que a marioneta tem assumido um valor matricial, nas suas hibridações possíveis, tentadas e tentadoras. As relações, do corpo-intérprete com o objeto manipulado e a implicação de cada espectador na construção desta relação, são linhas de reflexão transversais à prática artística do TdF. Desde 2009, Igor Gandra é diretor artístico do Festival Internacional de Marionetas do Porto.

Teatro de Ferro was founded in 1999. The artistic directors are Carla Veloso and Igor Gandra. The choice of the name - Teatro de Ferro (Iron Theatre) - implies a notion of primordial, resistant and at the same time changeable matter: this transformation process continues to inspire them. Their work has been developed in the field of puppetry and objects. They conceive their practice in the logic of a research in which the puppet has assumed a matrix value in its possible hybridizations. The relationships between the body performer and the manipulated object and the implication of each spectator in the building of this relation - are lines of thought that are transversal to the artistic practice of Teatro de Ferro.

Encontro com os Criadores: 21 de maio, após o espetáculo

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Bilhetes: 6€ a 8€


Jardineiro Imaginário Teatro de Marionetas do Porto (PT) Teatro do Bairro 21 e 22 de maio às 18h (sáb, dom)

Conceito e encenação Concept and direction: Isabel Barros Marionetas Puppets: Ricardo Leite Música Music: Carlos Guedes Texto original e tradução Original text and translation: Regina Guimarães Poemas Poems: Jean Arp, Robert Desnos, Camille Coemans, Paul Nougé Desenho de luz Lighting design: Filipe Azevedo Cenografia Scenography: Coletivo Collective Figurinos Costumes: Cláudia Ribeiro

Jardineiro Imaginário é a nova criação das Marionetas do Porto dedicada aos adultos, com encenação de Isabel Barros, numa tentativa de os transportar a territórios diversos onde possam ecoar inquietações, pensamentos, matérias soltas, pedaços de vida, numa espécie de coroa circular.

Interpretação Performers: Micaela Soares, Vítor Gomes Produção Production: Sofia Carvalho Designer gráfico Graphic design: Rita Sá Couto Operação de luz e som Light and sound operation: Filipe Azevedo Construção de marionetas Puppet builders: João Pedro

Dois atores, num encontro entre marionetas, objetos, palavras, movimentos, pequenas partículas inomináveis, luz, música e tantos outros elementos, provocam composições e viagens imagéticas. Criase um lugar não linear, descolado do mundo. Desconcertante, delirante, sem leis conhecidas. Uma espécie de pintura viva.

Trindade, Catarina Falcão Confeção de figurinos Seamstress: Alexandra Barbosa Fotografias Photography: Paulo Pimenta Estrutura financiada por Company sponsored by: República Portuguesa Ministério da Cultura | DGArtes Técnica Technique: Manipulação à vista Full-view manipulation Idioma Language: Português Portuguese

Partindo do universo literário, nomeadamente de alguns poemas de Sonhador Definitivo E Perpétua Insónia, antologia de poemas surrealistas escritos em língua francesa, traduzidos por Regina Guimarães e de muita experimentação ligada aos materiais, descolase para o sonho, em voo, percorrendo subterraneamente um universo que escapa à realidade.

Público-alvo Age guidance: +12 Duração Runs: 50 min.

Encontro com os Criadores: 21 de maio, após o espetáculo

Em Jardineiro Imaginário, há um regresso a esse continente da imaginação, na criação de imagens que brotam de forma automática transportando cada corpo para um outro lugar. O teatro interior e íntimo, persistente e sem fim, habitado por um jardineiro imaginário, criado com a cumplicidade artística de uma equipa multidisciplinar.

Bio:

Bilhetes: 6€ a 10€

O Teatro de Marionetas do Porto constitui-se em setembro de 1988, data simbólica que coincide com a apresentação da companhia na seleção oficial do Festival Mondial des Théâtres de Marionnettes de Charleville-Mézières. João Paulo Seara Cardoso (1956-2010) foi o seu fundador e diretor artístico. Na primeira fase, o TMP centra a sua atividade na criação de espetáculos que resultam da pesquisa do património popular, destacando-se o estudo e reconstituição da antiga tradição portuguesa do Teatro Dom Roberto. A partir das raízes, a companhia progride na pesquisa de elementos de modernidade na marioneta. A prática teatral do TMP revela uma visão não convencional da marioneta. A pesquisa vai no sentido de encontrar novas formas de conceção das marionetas, no limite objetos cinéticos, e novas possibilidades de explorar a sua gramática, no que diz respeito à interpretação e à relação transversal com outras áreas, como a dança, artes plásticas, música e imagem. Isabel Barros, coreógrafa e encenadora, é diretora artística da companhia desde 2010 e do Museu das Marionetas do Porto, inaugurado em 2013. Em 2016, foi também aberto o Pólo das Marionetas/Quinta de Bonjoia, através do qual a companhia tem realizado um forte trabalho de integração social com as comunidades locais.

Jardineiro Imaginário is the new creation by Marionetas do Porto dedicated to adults, directed by Isabel Barros, in an attempt to take them to different territories where thoughts, concerns or pieces of life can echo, in a kind of a circular crown. Two actors, in an encounter between puppets, objects, words, movements, small nameless particles, light, music and many other elements, provoking compositions and imagery journeys. Teatro de Marionetas do Porto was founded in 1988. The company’s theatrical practice represents extremely diverse experiences in the contemporary puppet theatre, looking to find new concepts and new ways of regarding the interpretation and the relationship with other areas of creation. The company was also dedicated to the study and revival of old forms of traditional theatre, like Teatro Dom Roberto, which has been presented more than a thousand times. Their founder and artistic director, was João Paulo Seara Cardoso (1956-2010). Isabel Barros, choreographer, is the artistic director of the company since 2010, and of the Puppet Museum of Oporto, opened in 2013. 18


Conceção e encenação Concept and direction: Johanny Bert Atores-manipuladores Puppeteers: Johanny Bert (voz de voice of HEN), Anthony Diaz Músicos ao vivo Live Musicians: Guillaume Bongiraud (violoncelo eletroacústico electro-acoustic cello), Cyrille Froger (percussionista percussionist) Autores das canções Songs authorship: Marie Nimier, Prunella Rivière, Gwendoline Soublin, Laurent Madiot, Alexis Morel, Pierre Notte, Yumma Ornelle e um cover de and a cover by Brigitte Fontaine Marionetas Puppets: Eduardo Felix Lifting HEN: Laurent Huet Desenho de luz Lighting design: Johanny Bert, Gilles Richard Desenho de som Sound design: Frédéric Dutertre, Simon Muller Figurinos Costumes: Pétronille Salomé Fotografias Photography: Christophe Raynaud de Lage Produção Production: Théâtre de Romette Coprodução Coproduction: Le Bateau Feu, La 2Deuche Parceiros Partners: La Cour des Trois Coquins, Le Mouffetard, Le Carreau du Temple à Paris - Accueil studio. O Théâtre de Romette está implantado em is located in Clermont-Ferrand, Cour des Trois Coquins - Scène Vivante e está associado a and is associated to Maison des Arts du Léman de Thonon-Evian-Publier. A companhia é convencionada pela The company is subsidized by DRAC Auvergne-Rhône-Alpes, Région Auvergne-Rhône-Alpes, Ville de Clermont-Ferrand. Johanny Bert é artista associado de is associated artist to Le Bateau Feu - Scène Nationale de Dunkerque e artista cúmplice do and accomplice artist to Théâtre de la Croix-Rousse – Lyon Técnica Technique: Marioneta queer, género neutro, manipulação à vista Queer puppet, gender-free, full-view manipulation Idioma Language: Francês, com legendagem em português French, with Portuguese subtitles Público-alvo Age guidance: +16 Duração Runs: 65 min.

HEN

Johanny Bert — — Théâtre de Romette (FR) Teatro do Bairro 26, 27 e 28 de maio às 21h30 (qui, sex, sáb)

Bio:

Johanny Bert é ator, marionetista e encenador. Ao longo do seu percurso artístico desenvolveu uma linguagem teatral singular: o confronto entre o ator, o objeto e a forma marionetística. Cada criação é uma nova pesquisa, a partir de textos contemporâneos ou de um universo plástico construído em equipa no palco. Fundou a companhia Théâtre de Romette em 2000, um espaço experimental de criação. Entre 2012 e 2015, dirigiu o Centre Dramatique National de Montluçon - Le Fracas e em 2016 retomou o trabalho de criação. De 2016 a 2018, foi artista associado de Clermont-Ferrand. Desde setembro de 2018, Johanny Bert é artista associado do Le Bateau Feu - Scène Nationale Dunquerque. HEN recebeu o Prix Spécial du Syndicat National de la Critique em 2019.

HEN é única e não pode ser limitada a uma categoria. O seu rosto e o seu corpo são múltiplos: mulher e homem, feminino e masculino. Uma personagem quimérica, com sucessivas metamorfoses, cheia de vida, exuberante, diva enfurecida e viril de saltos altos, que se expressa ao cantar o amor, a esperança, os corpos, o prazer e a sexualidade com liberdade. É com humor, atrevimento e através das suas canções, na sua maioria originais, que HEN fala de si mesmo, numa narrativa musical inspirada nos cabarés de Berlim dos anos 30 ou na cena performativa queer atual. Dois músicos acompanham HEN no seu cabaret louco e insolente, que encontra a sua inspiração num sonho de Björk ou no fumo ondulante de Brigitte Fontaine. Este projeto faz, sem dúvida, eco de uma comunidade discriminada e de lutas antigas, infelizmente ainda necessárias, política e artisticamente. HEN é um pronome sueco introduzido no dicionário em 2015 para designar indiferentemente um homem ou uma mulher. É usado especialmente em livros didáticos que experimentam uma pedagogia menos discriminatória. “Envolvente, emocionante, surpreendente, espetáculo a não perder.” -Mathieu Dochtermann, Toute la Culture

importante!

Bilhetes: 6€ a 10€

Encontro com os Criadores: 26 de maio, após o espetáculo

HEN, o cabaré de uma marioneta queer e punk, que ultrapassa as fronteiras de género e faz voar todas as algemas!

and a musical narrative, HEN freely takes its roots in Berlin’s 1930s cabaret era as well as in the contemporary queer performance scene, off-the wall cabaret channeling the dreams of Björk or the wisps of smoke of Brigitte Fontaine.

Um

Johanny Bert is an actor, a puppeteer and a director. Through his artistic journey he has developed a unique theatrical language, a confrontation between an actor, an object and the puppetry form. He founded the company Théâtre de Romette in 2000. Bert directed the Centre Dramatique National de Montluçon - Le Fracas, from 2012 to 2015, after which he decided to return to stage direction. From September 2018 Johanny Bert started a new association with Le Bateau Feu - Scène Nationale Dunquerque.

HEN is a larger-than-life exuberant and outrageous diva, ever virile in heels, singing about love, hope, bodies and sexuality with absolute freedom. Neither transvestite, nor transsexual, nor transgender, Hen metamorphoses according to his/her desires, with humour and insolence, claiming the right to live outside the norms. Both a concert 19


Atores-manipuladores Puppeteers: Ana Meira, Gil Salgueiro Nave, Isabel Bilou, José Russo, Vítor Zambujo Acompanhamento musical Musical accompaniment: Gil Salgueiro Nave Fotografias Photography: Paulo Nuno Silva Técnica Technique: Marionetas de varão Rod Puppets Idioma Language: Português Portuguese Público-alvo Age guidance: +6 Duração Runs: 70 min.

Pela sexta vez no FIMFA, Senhoras e Senhores, os Bonecos de Santo Aleixo! O Baile dos Anjinhos é o início obrigatório de cada representação. As figuras carismáticas são o Padre Chancas e o Mestre Salas, que, por tradição, tem uma moca, com a qual castiga ou abraça o Padre, enquanto este prega.

Auto da Criação do Mundo Bonecos

Um tesouro da cultura portuguesa! Únicos no mundo, ingénuos, puros e irreverentes, ninguém do público estará a salvo das suas piadas... Estes títeres tradicionais do Alentejo parecem ter tido a sua origem na aldeia que lhes deu o nome. São marionetas de varão, manipuladas a partir de cima, à semelhança das grandes marionetas do Sul de Itália e do Norte da Europa, mas diminutas, entre 20 e 40 centímetros, feitas de madeira e cortiça, vestidas com um guarda-roupa que permite, como no teatro naturalista, identificar as personagens da fábula contada. O essencial dos meios utilizados é composto por um lugar de representação chamado “retábulo”, construído em madeira e tecido florido, reproduzindo um palco tradicional em miniatura, com pano de boca, cenários pintados e iluminado com candeias de azeite. Possui uma rede dupla de cordéis, colocada verticalmente entre os Bonecos e o público. Os manipuladores estão ocultos por panos de chita. A música, guitarra portuguesa e cantigas, é interpretada ao vivo e os textos, transmitidos oralmente, resultam de uma fusão entre a cultura popular e uma escrita erudita. O repertório consiste em peças de tradição secular, de teor basicamente religioso, para além de outras, cujos textos pertencem, em geral, à chamada literatura de cordel.

de Santo Aleixo (PT) Teatro do Bairro 29 de maio às 18h (dom)

Bilhetes: 6€ a 10€

Bio:

For the sixth time at FIMFA, Ladies and Gentlemen, the Bonecos de Santo Aleixo! Unique in the world, naive, pure, malicious and irreverent. These traditional puppets from Alentejo region seem to have their origin in the village which gave them their name. They are puppets operated from above by rods, similar to the great marionettes of southern Italy and northern Europe, but tiny - between twenty and forty centimetres in height, and made of wood and cork, dressed in costumes which, as in the regular theatre, enable the characters in the story to be identified. An essential element in the performance is the set where it takes place, called the retable (originally a decorative screen behind an altar), which is built in wood and has floral hangings. It is a reproduction of a theatre stage in miniature, with a front curtain, painted scenery on cardboard, and stage lighting (an oil lamp). The music (Portuguese guitar) and the songs are performed live. The texts, based on oral tradition, presents a fusion of erudite theme and popular culture. The “dynasty” of these puppets dates from the middle of the 19th century, but the oldest references can be traced back in the 18 th century. The puppets that are seen today belonged to the Talhinhas family for about three decades until, in 1967, they were brought to the attention of a wider cultural world by Michel Giacometti and Henrique Delgado. The Bonecos de Santo Aleixo, property of the Évora Cultural Centre, are operated by a “family” comprising professional actors, which guarantees the permanent authenticity of the performers, and thus ensures the continuity of this expression of traditional Alentejo arts. The Bonecos de Santo Aleixo received the Henrique Delgado Merit Award 2022.

As referências mais antigas remontam ao século XVIII, mas os Bonecos que chegaram ao século XXI foram revelados por Michel Giacometti e Henrique Delgado, a partir de 1967, e terão tido origem em meados do século XIX. Os textos terão sido “criados” ou “reelaborados” por um certo Nepomucena, e transmitidos oralmente, de pais para filhos, bem como o estojo de bonecos, até chegarem ao casal Manuel Jaleca e a Antónia Maria, que os recebera dos seus antepassados. Este agrupamento percorria o Alto Alentejo numa carroça puxada por um muar, exibindo-se, geralmente, em palheiros ou celeiros. Jaleca, em colaboração com António Talhinhas, prossegue a tradição, acabando este por lhe adquirir todo o material. Em 1978 a Assembleia Distrital de Évora adquiriu o espólio e entregou-o ao Centro Cultural de Évora, que, desde 1980, fez a recolha do repertório e, através de ensaios com o próprio Talhinhas, formou uma nova “família” com atores profissionais. A pesquisa foi assegurada por Alexandre Passos que acompanhado por Manuel da Costa Dias garantiu também a recolha do repertório na primeira fase. A partir da fixação desta nova “família” dos Bonecos, a conclusão da recolha foi assegurada pelos atores que a constituem. Estes garantem a permanência do espetáculo, assegurando assim a continuidade desta expressão artística alentejana e única no mundo. Conhecidos e apreciados em todo o País, os Bonecos de Santo Aleixo, propriedade do Centro Dramático de Évora, participam habitualmente em muitos eventos internacionais fora do País e são anfitriões da BIME- Bienal Internacional de Marionetas de Évora. Os Bonecos de Santo Aleixo receberam o Prémio de Mérito Cultural Henrique Delgado 2022.

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Conceção e interpretação Concept and performer: Julien

Ersatz é um teatro de objetos futurista, um cruzamento entre teatro e artes visuais, Jacques Tati e Black Mirror, sob o olhar atento de Alan Turing, que mostra o brilho gelado de um futuro já presente.

Mellano Olhar exterior Outside eye: Étienne Manceau Desenho de luzes Lighting design: Sébastien Thomas Dispositivo sonoro Sound device: Gildas Gaboriau Música Music: Olivier

É um cientista? Um androide? Um homem ou uma máquina? Ersatz começa sob o signo da dúvida. Cada um dos seus gestos é medido e executado com uma precisão de bisturi. Ouvimos as pálpebras piscarem e o cérebro de lã ligar-se à porta USB. Sem nunca sair da sua cadeira, esta personagem viaja, cansando-se de um mundo para aterrar noutro apenas com um clique. A estranheza do ambiente é perturbadora e absolutamente hilariante.

Mellano, Mauricio Kagel Direção técnica Technical direction: Gildas Gaboriau Produção Production: Collectif AÏE AÏE AÏE Coprodução Coproduction: Festival 11, Biennale de la Marionnette et des Formes Manipulées, Scène Nationale Sud Aquitain Apoios Support: Ministère de la Culture DRAC de Bretagne, Conseil Régional de Bretagne, Conseil

Neste espetáculo sem palavras, Ersatz explora a realidade virtual com a manipulação de objetos reais, movendo-se entre o humor e a farsa perturbadora, Julien Mellano convida o público para uma caça ao tesouro, cómica e misteriosa, articulada a partir de efeitos especiais de bolso e manipulações low-tech, onde os símbolos se unem para criar um quadro alegórico que lembra estranhamente as pinturas de naturezas-mortas, vanitas, do século XVII.

Départemental d’Ille-et-Vilaine de Rennes Métropole e da Ville de Rennes Residências artísticas Artistic residencies: Au bout du Plongeoir - Site d’expérimentation artistique de Tizé, Le Volume - Centre culturel de Vern-sur-Seiche, Le Pôle Sud Centre Culturel de Chartres de Bretagne, Théâtre de Laval Scène Conventionnée, Théâtre La Paillette, Théâtre Quintaou Agradecimentos Acknowledgements: Le Mouffetard - Théâtre

“Como falar de tecnologia, sem tecnologia? Através dos superpoderes dos objetos.” Ersatz questiona o futuro do homem com materiais simples, improvisados com inventividade e humor, oferecendo-nos uma pequena joia do teatro de objetos, porque o futuro é agora, mas não é real.

des Arts de la Marionnette Técnica Technique: Teatro de objetos Object theatre Idioma Language: Sem palavras Without words Público-alvo Age guidance: +12 Duração Runs: 50 min.

“Uma experiência fascinante.” - Le Monde “Ersatz é excelente. Surpreendente, assustador e memorável.” -Sarah Roberson, The Critter

Bilhetes: 6€ a 10€

Ersatz Collectif

AÏE AÏE AÏE (FR) Teatro do Bairro 2, 3 e 4 de junho às 21h30 (qui, sex, sáb)

Bio:

O encenador, intérprete e cenógrafo Julien Mellano cria espetáculos que estão no cruzamento do teatro e das artes visuais. Formado como artista plástico, é um virtuoso do teatro de objetos com gosto pelo humor, pela metamorfose e pelo absurdo. O seu primeiro espetáculo foi o pequeno solo de mesa Mon Oeil, apresentado pelo FIMFA em 2002. Desde então, Julian percorreu um longo caminho e continua a causar admiração. É também regularmente convidado como cenógrafo e olhar exterior para projetos de dança, teatro e música. AÏE AÏE AÏE é um coletivo de artistas que explora a encenação e as suas escritas, partilhando a curiosidade por todas as formas de criação, impulsionados pelo gosto do uso de imagens e objetos. A cross between theatre and the visual arts, between Jacques Tati and Black Mirror, under the watchful eye of Alan Turing. That’s Ersatz, the chilly gleam of a future that’s already present. Between an amusing performance and a disturbing farce, Julien Mellano offer us a little gem of object theatre, where language is articulated through devious bricolage and DIY special effects. Stage director and performer Julien Mellano creates shows where conventions are toppled and narratives are cleverly scrambled. His object and sound manipulation experiments, character actor skills and careful attention to creating images give rise to theatrical forms that cut across disciplines, but that can be characterized by attention to detail, the bizarre and the presence of monsters. AÏE AÏE AÏE is an artistic collective that functions as a meeting point for the production and distribution of unique shows that share the same curiosity for different creative forms (theatre, visual arts, music, etc.) as well as a taste for images and objects. 21

Encontro com os Criadores: 2 de junho, após o espetáculo


Criação Concept: Susana Domingos Gaspar Interpretação e cocriação Performers and co-creation: Patrícia Borralho, Susana Domingos Gaspar Apoio a ensaios Rehearsal assistance: Marta Cerqueira Música original Original music: Francisca Ribeiro (chica) Figurinos Costumes: Axelle Gonçalves, Guilherme Figueiredo Cenografia Scenography: Raúl Constante Pereira Desenho de luz Lighting design: Vera Martins Apoio à investigação Research support: Caroline Bergeron, Isabel Barros, Teatro de Marionetas do Porto Registo vídeo e teaser Video recording and teaser: Talita Caselato Fotografias Photography: Rui Dias Monteiro Design imagem projeto Project graphic design: Marta Ramírez Cores Produção executiva Executive production: Ana Lobato Produção Production: Associação Mundo em Reboliço Coprodução Coproduction: FIMFA Lx – Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas, Artemrede, Materiais Diversos Associação Cultural Projeto financiado por Project sponsored by: República Portuguesa - Ministério da Cultura | DGArtes Apoio Support: Fundo de Fomento Cultural Residências Residencies: Estúdios Victor Córdon, Largo Residências, Fábrica da Cultura/23 Milhas Técnica Technique: Dança, marionetas Dance, puppets Idioma Language: Português Portuguese Público-alvo Age guidance: +6 Duração Runs: Aprox. Approx. 50 min.

Bio:

Susana Domingos Gaspar (1980, Torres Novas). É formada em Dança pela ESD - Escola Superior de Dança, em Coreografia pelo Programa Gulbenkian Criatividade e Criação Artística, em Dança na Comunidade pelo Fórum Dança e em Fasciaterapia/Somatologia. Foi intérprete em projetos de Madalena Victorino, Ainhoa Vidal e Filipa Francisco, entre outros, e fez ainda assistência coreográfica para a criadora Costanza Givone. Coreógrafa desde 2005, com várias criações, e desenvolve também trabalho pedagógico desde 2002. Em 2014, integrou o programa de residências e mentoria do Festival de Polverigi, em Itália, com Cláudia Dias, Francesca Lattuada e Iris Karayan. Está a fazer o Somatic Movement Education Program em Body-Mind Centering, em Zaragoza, com uma bolsa da DGArtes. É mãe da Leonor.

As Amigas da Gaspar Susana Domingos Gaspar (PT)

As Amigas da Gaspar (The Friends of Gaspar) takes place in a zone of freedom progression. A country within a country, where we stop to think about friendship and where it can still take us. Starting from the dance field and the fascination for puppetry, two dancers and a singer who are not very fixed or very mobile review the possibilities of sustaining and animating their bodies, sweeping the empty space with their voices and speaking in the most touching ways, that they can imagine. Once in a lifetime, a choreography for my daughter and her friends.

Centro Cultural da Malaposta — — Sala Experimental 3 de junho às 14h30 (sex) 4 de junho às 16h (sáb)

Susana Domingos Gaspar (1980, Torres Novas). She graduated in Dance at Escola Superior de Dança, studied Choreography in Gulbenkian’s Creativity and Artistic Creation Programme and Community Dance at Fórum Dança. Postgraduated in Fasciatherapy/Somatology. She has performed in projects by for Madalena Victorino, Ainhoa Vidal and Filipa Francisco, among others, and she also assisted the creator Costanza Givone. She has been a choreographer since 2005, with several performances, and develops pedagogical work since 2002. In 2014, she integrated the residency and mentoring program of the Polverigi Festival, in Italy, with Cláudia Dias, Francesca Lattuada and Iris Karayan. Susana is attending the Somatic Movement Education Program at BodyMind Centering, in Zaragoza. She is Leonor’s mother.

As Amigas da Gaspar acontece numa zona de progressão da liberdade. Um país dentro de um país, onde paramos para pensar sobre a amizade e onde ela ainda nos pode levar. A partir do território da dança e do fascínio pelo teatro de marionetas, duas bailarinas e uma cantautora pouco fixas ou muito movediças, revêem as possibilidades de sustentação e animação dos seus corpos, varrem o espaço vazio com as suas vozes e discursam das formas mais tocantes que conseguem imaginar. Uma vez na vida, uma coreografia para a minha filha e para as amigas dela.

Bilhetes: 6€ a 8€

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Os Big Bugs - Insetos gigantes estão a chegar! Imaginem que se encontram frente a frente com um escaravelho de tamanho humano, que podem admirar as suas patas peludas e talvez até acariciá-las? Estas criaturas são amigáveis com os humanos, mas cuidado... não as alimentem!

Um desfile ‘Kafkiano’ com insetos que cresceram até atingirem proporções gigantescas, devido à junk food e ao desperdício de comida que estão a encontrar nas grandes cidades e por todo o lado. Estes maravilhosos insetos gigantes fazem ‘estragos’ pelas ruas e causam um misto de admiração, choque e gargalhadas. Mas não entrem em pânico! Temos tudo sob controle! Estão acompanhados pelo The Forester, um guarda florestal/domador.

Estes insetos tão especiais são uma enorme joaninha, uma barata gigante, um escaravelho vaca-loura e um besouro-joia. A Joaninha é a Conchita, coccinella septempunctata, e mede cerca de 1,40 metros. Parece muito doce, mas pode ser “perigosa”. É carnívora e adora linguiça e chouriço. A barata Rudolf, blatella germanica, pode atingir os 2,40 metros e é extremamente rápida. Antes que nos apercebamos, pode subir nas nossas costas, cuidado. Priscilla, a besouro-joia, anthaxia nitídula, tem 1,95 metros. É um pouco submissa e podem até levá-la pela coleira para um passeio no parque. Fido é um escaravelho alfa, lucanus cervus, com cerca de 2 metros e perfeitamente inofensivo: é vegetariano e adora ser acariciado até adormecer.

Um espetáculo da companhia Mr.Image Theatre, que tem sido apresentado com grande sucesso em muitos festivais internacionais de teatro de rua, de marionetas ou do ambiente, entre outros. “Os visitantes mais incríveis deste ano do Festival.” - El Diario

Bio:

Mr.Image Theatre foi fundado por Iva Kostovic-Mandick e Petar Mandick em 1995 em Amsterdão. Encenadores e artistas conhecidos pelo seu teatro visual único e máscaras realistas, que fala a todos os tipos de público, explorando continuamente novas dimensões na interpretação com máscaras. “Acreditamos que o teatro de rua não tem de ser apenas ‘entretenimento’. Deve ser envolvente e transmitir alguma mensagem, para além de divertido e/ou apelativo.” Meet the Big Bugs! Imagine coming face to face with a human-sized beetle, who can admire its furry paws and maybe even caress them? These creatures are friendly to humans, but be careful... don’t feed them!

Ideia e criação Idea and creation: Iva Kostovic-Mandick, Petar Mandick Performers Performers: Alexander Szivkov, Anton Rudakov, Petar Mandick, Tobias Kaiser, Victor Bottenbley Produção Production: I&P Theatre Productions Técnica Technique: teatro de

Mr.Image Theatre was founded by Iva Kostovic-Mandick and Petar Mandick in 1995 in Amsterdam. Stage directors and artists known for their unique visual theatre and realistic masks, which speak to all types of audiences, continually exploring new dimensions in masks performance.

rua, máscaras Street theatre, masks Idioma Language: Espanhol e inglês Spanish and English Público-alvo Age guidance: Famílias e público em geral, a partir dos 4 anos Family-friendly +4 Duração Runs: Aprox. Approx. 30 min.

Big Bugs Show Mr.Image

Museu de Lisboa - Palácio Pimenta 4 e 5 de junho às 11h e 16h (sáb, dom)

Theatre (NL)

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Entrada livre


Cinema

A Dupla Vida de Véronique

Os Marretas

Realização Directed by: James Bobin (EUA)

Realização Directed by: Krzysztof Kieslowski (PL)

Cinemateca Júnior — — Salão Foz 28 de maio às 15h (sáb)

Cinemateca Portuguesa — — Sala Luís de Pina 16 de maio às 19h30 (seg)

Com With: Amy Adams, Jason Segel, Chris Cooper Criador das personagens originais Creator of the original characters: Jim Henson Público-alvo Age guidance: +6 — Estados Unidos United States, 2011, 103 min. — Dobrado em português Dubbed

Com With: Irène Jacob, Wladyslaw Kowalski, Guillaume de

in Portuguese

Tonquedec Marionetista: Bruce Schwartz Público-alvo Age guidance: +12 — França France, Polónia Poland, Noruega Norway,

Walter é o maior fã do espetáculo dos Marretas. Numa viagem a Los Angeles com o irmão Gary e Mary, a sua namorada, descobre que Tex Richman planeia demolir o Teatro dos Marretas para explorar o petróleo descoberto no local. Com esta ameaça no ar, não há tempo a perder para reunir toda a trupe, começando pelo Cocas, o célebre mestre de cerimónias. Uma sessão que revisita o universo de comédia das famosas personagens criadas por Jim Henson.

1991, 98 min. — Legendado eletronicamente em português With electronic subtitles in Portuguese A Dupla Vida de Véronique (La Double Vie de Véronique) foi o filme que, depois da revelação de Décalogo (Dekalog), mais fez pelo reconhecimento de Kieslowski a nível internacional. Como o título indica, está construído sob o signo do duplo: duas heroínas, duas nacionalidades, dois modos de vida. Duas jovens, Weronika e Véronique, uma polaca e outra francesa, nascidas no mesmo dia, são como que a “projeção” uma da outra, e o trágico destino de uma irá refletir-se na sua dupla. Em França, Véronique descobre o amor na figura de um escritor e criador de teatro de marionetas... O marionetista americano Bruce Schwartz foi o responsável pela construção e manipulação das marionetas.

Walter, the world’s biggest Muppet fan, is on vacation in Los Angeles with his brother Gary and Gary’s girlfriend, Mary. They discover that greedy Tex Richman plans to raze Muppet Studios and drill for oil on the spot. Desperate to save the Muppets’ former stomping grounds, the three friends join forces with Kermit to reunite Miss Piggy, Fozzie and the rest of the gang to save the studio. A film that revisits the comedy universe of the famous characters created by Jim Henson.

The Double Life of Véronique (La Double Vie de Véronique) was the movie that, after the revelation of Dekalog, most contributed for Kieslowski’s international recognition. As the title indicates, it is built under the sign of the double: two heroines, Weronika and Véronique, two nationalities, two ways of life. Two young women, one Polish and the other French, born on the same day, are like the “projection” of each other, and the tragic fate of one will be reflected on her double. In France, Véronique falls in love with a puppeteer... The American puppeteer Bruce Schwartz was responsible for the construction and manipulation of the puppets.

Encontro com os Criadores Meet the Artists 24


Formação Destinatários For: Para todos os tipos de participantes, a partir dos 18 anos All kinds of participants, from the age of 18 years old N.o máximo de participantes No. of participants: 15 Idioma Language: Inglês English Custo Fee: 5€ Inscrições Registrations: Seleção por ordem de inscrição mediante pagamento Admittance in order of registration after payment Solicite a ficha de inscrição em Request the application form in fimfafestival@gmail.com ou descarregue no nosso site or download in our web site

Masterclass de

Claudio Stellato

No âmbito da apresentação do espetáculo Work, o artista e coreógrafo Claudio Stellato realiza esta masterclass sobre o movimento, a improvisação e a criatividade, que irá incidir sobre a relação com objetos do quotidiano ou do circo e a expressão física pura, com exercícios práticos. Masterclass aberta a todos os tipos de participantes, a partir dos 18 anos, desde que estejam dispostos a viver plenamente esta experiência.

São Luiz Teatro Municipal — — Sala Bernardo Sassetti 15 de maio das 11 às 13h (dom)

Alongside the presentation of the performance Work, the artist and choreographer Claudio Stellato will present a masterclass about movement, improvisation and creativity, with a focus on the relation with everyday objects or the circus and pure physical expression, using practical exercises. This masterclass is open to all kinds of participants starting at 18 years old, as long as they are willing to take part fully in this kind of experience.

Sandra Neves e Catarina Falcão / Trupe Fandanga Destinatários For: A partir dos 6 anos +6 years old Duração Runs: 2 horas 2 hours N.o máximo de participantes No. of participants: 20 (10 crianças, cada uma acompanhada por um adulto 10 children, each one must be accompanied by an adult) Custo Fee: €5 Inscrições Registrations: bilheteira@lucateatroluisdecamoes.pt

Oficina Construção de

Uma oficina de construção de marionetas a partir de objetos: o desafio assenta na criação de personagens recorrendo à aglomeração de objetos das mais variadas origens, mais ou menos sugestivos, que permitam desenvolver uma marioneta funcional e expressiva. Respeitando a recolha de objetos e memórias como base para a construção de personagens, também aqui se pretende recorrer a elementos identitários locais para a criação de marionetas que dêem, por um lado, corpo à fusão e, por outro, diálogo entre a comunidade que participa e as memórias de outras, que encontrámos noutras paragens. Sendo o universo dos objetos tão particular, pede-se aos interessados que tragam alguns objetos e materiais próprios.

Marionetas LU.CA — Teatro Luís de Camões 28 de maio às 15h30 (sáb) 29 de maio às 10h30 e 15h30 (dom)

A workshop about making puppets out of objects: the challenge lies in the creation of characters using the agglomeration of a variety of more or less suggestive objects that allow the construction of a functional and expressive puppet. Respecting the gathering of objects and memories as a foundation for the construction of characters, here the aim is also to use local identity-defining elements for the creation of puppets that embody, on one hand, fusion, and on the other, dialogue between the participating community and the memories of others, that we find in other places.

Locais de apresentação do FIMFA Lx22 — In the venues of FIMFA Lx22 Encontros previstos e imprevistos à volta das artes da marioneta e formas animadas. Criadores e atores-manipuladores são convidados a falar do seu trabalho criativo. Estes encontros potenciam o debate e a troca de informações e decorrem normalmente no final dos espetáculos.

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Scheduled and informal meetings about puppetry and animated forms in the festival venues. Creators and puppeteers are invited to talk about their work and creative process. These meetings usually take place after the shows.


Pensar a Marioneta: Conversas Online

Pauladas de Cá e de Lá do Atlântico Thinking Puppetry: Talks on Puppetry from both sides of the Atlantic Ideia e moderação Idea and moderator: Marcondes Lima (BR) Online Via Aplicação Zoom / Para poder assistir enviar email para To be able to watch send email to fimfafestival@gmail.com Receberá depois as instruções para aceder You will receive instructions to access / Gratuito Free

Encontros com artistas que se dedicam ao Teatro Dom Roberto, aos Bonecos de Santo Aleixo e ao Mamulengo, formas tradicionais de marionetas de Portugal e do Brasil. Conversas sobre práticas artísticas, trajetórias pessoais e caminhos destas tradições rumo ao futuro

Meetings with artists who dedicate themselves to Teatro Dom Roberto, Bonecos de Santo Aleixo and Mamulengo, traditional forms of puppetry from Portugal and Brazil. Talks about artistic practices, personal journeys and paths for these traditions towards the future.

O Futuro já é Mulher faz algum Tempo

Brincadeira de Pai para Filho ou nem por isso

24 de maio às 20h30 (ter) A participação e a representação do feminino nos dois contextos.

31 de maio às 20h30 (ter) Sobre a aprendizagem e a vida como palheta e mamulengueiro.

Com With: Ana Meira - Bonecos de Santo Aleixo (PT) e Ejnane Lima, Mestra Titinha - Mamulengo Flor do Mulungu (BR)

Com With: Vítor Costa - Robertos Santa Bárbara (PT) e Gilberto Lopes, Mestre Bel - Mamulengo Arte da Alegria (BR)

Marcondes Lima

(Recife - Pernambuco, Brasil) É professor da Universidade Federal de Pernambuco e membro da companhia Mão Molenga Teatro de Bonecos, desde 1987. Desenvolve atualmente a pesquisa Pauladas em Terreiros Daqui e de Além Mar: diálogos entre tradições do teatro de marionetas português e brasileiro em práticas artísticas, com uma bolsa da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), no Doutoramento em Artes Performativas e da Imagem em Movimento na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

Ana Meira

(Évora, Portugal) Nasceu em Portalegre em 1960. Fez o Curso de Formação de Atores no Centro Cultural de Évora entre 1977 e 1979, ano em que inicia a sua carreira de

Vítor Costa

atriz. Integra em 1983 o grupo de bonecreiros que continua a dar vida aos Bonecos de Santo Aleixo. Faz parte da equipa que organiza a Bienal Internacional de Marionetas de Évora, desde 1987.

Mestra Titinha

(Glória do Goitá - Pernambuco, Brasil) Mamulengueira e escultora de marionetas, casada com Mestre Bel e mãe de quatro filhos. É uma das fundadoras da Associação Cultural dos Mamulengueiros e Artesãos de Glória do Goitá, e esteve durante catorze anos na presidência desta instituição. Nesta cidade, com outros artistas, implantou e mantém o Museu do Mamulengo. Colaborou com o Mamulengo Nova Geração, criado em 2008. Dirige atualmente o Mamulengo Flor do Mulungu, grupo em que atuam apenas mulheres.

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(Baixa da Banheira – Setúbal, Portugal) Filho do Mestre João Santa Bárbara, que trabalhou e aprendeu com o Mestre Manuel Rosado. Seguiu desde criança as pisadas do pai, acompanhando-o em apresentações do Teatro Dom Roberto nas praias da Costa da Caparica e do Estoril, e em feiras de Lisboa e Setúbal. Tem mais de quarenta anos dedicados aos Robertos, com espetáculos apresentados em Portugal e no Brasil.

Mestre Bel

(Glória do Goitá - Pernambuco, Brasil) Mestre no Mamulengo Arte da Alegria, desde 2014. Gilberto Lopes começou em criança a vivenciar esta arte, acompanhando o seu pai, o Mestre Zé Lopes. Com dezassete anos já era instrumentista e recitava loas dos bonecos no Mamulengo Teatro do

Riso, pertencente ao seu pai. Mais tarde atuou com o Mestre Zé de Vina, de quem se tornou discípulo. É também um exímio escultor de bonecos e fez digressões com estes dois mestres por todas as regiões do Brasil.


Acessibilidade Accessibility

In this programme you will find symbols that indicate the accessibility of the shows. These indications are given as advice for shows that deaf or blind people can enjoy. Practically all venues are accessible for people with reduced mobility. If you have any queries or specific needs, do not hesitate to contact us.

Neste programa encontra símbolos que indicam a acessibilidade dos espetáculos. Estas indicações são dadas a título de aconselhamento para espetáculos que pessoas surdas ou cegas podem usufruir. Praticamente todos os espaços de apresentação têm acesso para pessoas com mobilidade reduzida. Se tiver alguma dúvida ou necessidade específica não hesite em entrar em contacto connosco.

Equipa Team Direção Artística e Programação Artistic Direction and Programme: Luís Vieira, Rute Ribeiro Produção Executiva Executiva Production: Daniela Matos Produção Production: Afonso Martins, Aurore Delaunay, Carlos Alberto Oliveira, Coline Galand, Inês Almeida, Mariana Monteiro Assessoria de Imprensa Press Office: ShowBuzz Design Gráfico Graphic Design: Flúor Studio - Design Advisors Vídeo Video: Tiago Inuit Editora do programa Programme editor: Rute Ribeiro Uma Produção Produced by: A Tarumba - Teatro de Marionetas

Agradecimentos Acknowledgements A todos os que desde o primeiro momento se mostrarem disponíveis e nos ajudaram a concretizar este projeto. Agradecemos também a todos os artistas, a todos os espaços de apresentação e a todas as instituições envolvidas, às equipas dos locais de acompanhamento do festival, à nossa equipa e aos nossos amigos e voluntários que tornaram possíveis a realização do FIMFA Lx22. We are thankful to everyone who believed and helped us make this project. We also want to thank all the artists; all the venues, and all the institutions that where involved, to the teams from the venues working with the festival, to our team and to all our friends and volunteers who made possible this edition.

O FIMFA vai continuar FIMFA will not stop Curiosos? Curious? Fiquem atentos a esta data! Save the date! 9, 10, 11 Junho June

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(ORGANIZAÇÃO ORGANIZATION)

A TARUMBA - Teatro de Marionetas CAMA - Centro de Artes da Marioneta

Rua da Esperança, 152 (Madragoa) T. 212 427 621 — 913 519 697 — info@tarumba.org

São Luiz Teatro Municipal

Rua António Maria Cardoso, 38 T. 213 257 650 www.teatrosaoluiz.pt — bilheteira@teatrosaoluiz.pt Autocarro Bus: 758 Metro Subway: Linha azul Blue line / Linha verde Green line — Estação Baixa-Chiado Elétricos Trams: 24, 28

Teatro Nacional D. Maria II

Praça D. Pedro IV T. 800 213 250 www.tndm.pt — bilheteira@tndm.pt Autocarros Buses: 711, 714, 732, 736, 737, 759, 760 Metro Subway: Linha verde Green line — Estação do Rossio / Linha azul Blue line — Estação dos Restauradores Elétricos Trams: 12, 15 Comboio Train: Estação do Rossio

LU.CA - Teatro Luís de Camões

Calçada da Ajuda, 80 T. 215 939 107 www.lucateatroluisdecamoes.pt bilheteira@lucateatroluisdecamoes.pt Autocarros Buses: 714, 727, 728, 729, 751 Elétrico Tram: 15 Comboio Train: Belém - Linha de Cascais Cascais line Barcos Boat: Estação Fluvial de Belém — Travessia da Trafaria Trafaria crossing

Teatro do Bairro

Rua Luz Soriano, 63 T. 213 473 358 — 913 211 263 www.teatrodobairro.org teatrodobairro.geral@gmail.com Autocarro Bus: 758 Metro Subway: Linha azul Blue line / Linha verde Green line — Estação Baixa-Chiado Elétricos Trams: 24, 28, Elevador da Bica

Teatro Taborda

Costa do Castelo, 75 T. 924 213 570 www.teatrodagaragem.com producao@teatrodagaragem.com Elétricos Trams: 12, 28

Centro Cultural da Malaposta

Rua de Angola, Olival Basto T. 212 478 240 www.malaposta.pt | ccmalaposta@gmail.com Autocarros Buses: 736 Metro Subway: Linha amarela Yellow line — Estação Sr. Roubado

Museu de Lisboa - Palácio Pimenta

Campo Grande, 245 T. 217 513 200 www.museudelisboa.pt | info@museudelisboa.pt Autocarros Buses: 701, 717, 731, 735, 736, 738, 747, 750, 755, 767, 778, 783, 796, 798 Metro Subway: Linha amarela Yellow line / Linha verde Green line — Estação Campo Grande

Museu Nacional do Teatro e da Dança

Estrada do Lumiar, 10 T. 217 567 410 www.museudoteatroedanca.pt geral@mnteatroedanca.dgpc.pt Autocarros Buses: 703, 717, 736 Metro Subway: Linha amarela Yellow line — Estação Lumiar

Cinemateca Portuguesa — — Museu Do Cinema

Rua Barata Salgueiro, 39 T. 213 596 262 www.cinemateca.pt | cinemateca@cinemateca.pt Autocarros Buses: 709, 711, 732, 736, 744 Metro Subway: Linha azul Blue line / Linha amarela Yellow line — Estação Marquês de Pombal; Linha azul Blue line — Estação Avenida

Cinemateca Júnior — Salão Foz

Palácio Foz - Praça dos Restauradores T. 213 462 157 | 213 476 129 www.cinemateca.pt | cinemateca.junior@cinemateca.pt Autocarros Buses: 709, 711, 732, 736, 744 Metro Subway: Linha azul Blue line — Estação dos Restauradores / Linha verde Green line — Estação do Rossio Comboio Train: Estação do Rossio Preços praticados de acordo com as bilheteiras de cada espaço de apresentação Programa sujeito a alterações Consulte a nossa página para ver o programa completo Check out our website for the full programme A classificar pela CCE Don’t just applaud, give money


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FIMFA Lx22 Programa Brochure by A Tarumba - Teatro de Marionetas - Issuu