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REVISTA ACIC - EDIÇÃO SETEMBRO 2021

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t12.com.br


Tempo de responsabilidade social A compreensão de que a empresa é uma organização com responsabilidades junto às comunidades onde atua é um fator de amadurecimento dos empresários e empreendedores. A produção e a oferta de bens e serviços com o objetivo de lucro econômico deixaram de ser as únicas finalidades das empresas. Essa evolução surgiu da compreensão de que – em uma perspectiva de longo prazo – nenhuma empresa prosperará e nenhum empreendimento terá êxito em uma sociedade estigmatizada pela miséria e pelo abismo entre as classes sociais. Em um país com as dimensões continentais do Brasil é natural a existência de grandes contrastes entre as diversas regiões de seu vasto território. Cabe ao Poder Público, com a cooperação do setor privado, trabalhar para amenizar essas diferenças com a finalidade de assegurar, a todos, condições para uma vida de qualidade. A concepção do caráter cidadão da empresa foi uma das qualidades que generosamente emanou – no seio da comunidade empresarial de Chapecó – durante a pandemia do novo coronavírus que assolou o Brasil e o Mundo nesses dois anos. Reiteradamente chamados a cooperar com a Administração Pública e com os organismos da saúde, os empresários disponibilizaram altruisticamente seu tempo, seu trabalho e seus recursos para suprir necessidades emergenciais decorrentes do enfrentamento da covid-19. Equipamentos,

medicamentos e outras necessidades foram supridas graças à ação empresarial, movida pelo desejo de mitigar o sofrimento de milhares de pessoas. O espírito de solidariedade e compaixão foi exercitado com veemência pelos associados da ACIC nesse melancólico período de pandemia. As imperiosas demandas decorrentes dessa emergência sanitária redirecionaram o planejamento inicial da Diretoria Executiva da gestão 2020-2021, conduzindo-a para a priorização do combate à pandemia, subordinando todas as demais causas, pautas e campanhas para um plano secundário. Assim, esse biênio particularmente singular da história da Associação Comercial e Industrial de Chapecó ficará indelevelmente marcado pelo abnegado envolvimento dos empresários na busca de soluções para a grave e emergente crise provocada pela pandemia. Essa dedicação explica, em grande parcela, como Chapecó venceu seu maior desafio histórico e fortaleceu os princípios civilizatórios da cidadania, da solidariedade e da responsabilidade social. Chapecó, setembro de 2021. NELSON EIJI AKIMOTO Presidente


Conversa com especialista

Entendendo o sucesso das equipes de trabalho de auto desempenho

Muito se fala sobre o sucesso das organizações e das variáveis em jogo que corroboram com seu desempenho. Tecnologia de ponta, logística e produtividade humana se destacam de forma geral, como elementos-chaves. Entretanto, o fator humano e suas qualidades é de longe o componente essencial nessa perspectiva. Dito isso, as equipes de trabalho tornam-se um verdadeiro diferencial competitivo para os empreendimentos. Mas o que faz uma equipe ser melhor? Quais são os elementos que estão em jogo? Qual o arranjo ideal de pessoas para um trabalho específico e suas metas? Aqui, recorremos a Jung, o grande psicólogo que nos apresentou os tipos psicológicos. Pessoas com certas características X produzem melhor no ambiente de trabalho quando estão diante de colegas com características Y e de determinada tarefa a ser cumprida: “Adoro trabalhar com essa pessoa”, “Me sinto motivada com a...”, “Essa pessoa é um verdadeiro líder”, essas e muitas outras verbalizações são encontradas em times que estão dando certo nas empresas. Ou seja, trabalhar em uma equipe de auto performance requer o entendimento de qualidades íntimas de personalidade que farão o sucesso acontecer. Esses times vencedores parecem atuar magicamente nas suas atividades promovendo verdadeiros milagres em suas ações, levando as empresas a outros patamares. Um bom gestor de RH de produção, comercial, entre outros, deve conhecer os membros de sua equipe a fim de alocá-los em atividades mais pertinentes às suas qualidades. Uma pessoa mais estratégica e criativa pode estar sendo frustrada em atividades rotineiras e sem perspectiva, um membro de equipe mais introspectivo pode estar extremamente ansioso em ter que apresentar um projeto oralmente para uma equipe de clientes, ou seja, ele não está no local adequado para a sua melhor atuação. Assim, não existem equipes ruins, como não existem pessoas “incompetentes”. O que existe são pessoas mal gerenciadas e mal lideradas. As equipes de alto desempenho são constituídas por membros que sabem os seus papéis e seus objetivos. Suas habilidades e conhecimentos são aproveitados em atividades pelas quais se sentem extremamente realizados, uma vez que coadunam com uma personalidade. Logo, a performance dessas equipes é diferenciada. Os líderes e gestores excepcionais percebem e fazem esse fenômeno acontecer.

Por: Domingos Palma, psicólogo com mestrado pela PUCRS. Desenvolve atividades de educação corporativa e palestras há mais de 25 anos, passando por inúmeras empresas, tais como: Gol, Kimberly Clark-Kenko, Sicoob, Sicredi, Caixa Econômica Federal, Eletrobrás entre outras. Domingos Palma leciona em programas de graduação e pós-graduação em áreas ligadas ao comportamentohumano e desempenho.


Matéria da Capa

17 empresas recebem o Prêmio ACIC/ Unochapecó de Sustentabilidade Dezessete empresas receberam, em setembro, o troféu da 2ª edição do Prêmio ACIC/Unochapecó de Sustentabilidade. A iniciativa foi da ACIC, por meio do Núcleo de Sustentabilidade, e da Unochapecó. O objetivo foi premiar as melhores práticas de sustentabilidade das empresas e demais entidades associadas à ACIC, assim como o comprometimento sustentável das organizações. Também buscou estimular a elaboração e a divulgação de práticas sustentáveis, fortalecendo o uso de indicadores de gestão baseados na sustentabilidade; incentivar as empresas e entidades a alinharem suas práticas de gestão aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), a fim de cooperar para um futuro socialmente justo e sustentável; promover a sustentabilidade como oportunidade de negócios; mobilizar e envolver os funcionários, introduzindo o tema da sustentabilidade na cultura organizacional; e despertar um olhar mais amplo sobre todas as implicações dos negócios da empresa, sua atuação e seus impactos.

EMPRESAS PREMIADAS CATEGORIA MICRO E PEQUENA EMPRESA 1° Lugar: Centro Educacional Dom Bosco A partir de 2009, a escola implantou a Educação Ambiental como parte do currículo escolar. Tem como princípio norteador na formação da consciência e sensibilidade socioambiental dos alunos e colaboradores, bem como mudanças internas na estrutura física que possibilitou a implantação de atividades e programas, norteadas pelo princípio dos 5Rs. A educação Ambiental sempre foi vista com a devida atenção pela coordenação escolar. A escola instituiu semanalmente o tema transversal cidadania e meio ambiente para todos os alunos da educação infantil e ensino fundamental I e II, com objetivo de fortalecer e estimular a sensibilidade para preservar o meio ambiente e praticar a empatia. A educação ambiental desperta no aluno, e por consequência em suas famílias e na comunidade, a consciência de atitudes socioambientais. A criança passa a entender, desde cedo, que precisa cuidar, preservar e que o futuro depende do equilíbrio entre homem e natureza e do uso racional dos recursos naturais.

2° Lugar: Flor de Lis Prosa Café A sustentabilidade está inserida na empresa como um princípio básico e fundamental da existência. A Flor de Lis Prosa e Café trabalha os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), principalmente ao que diz respeito à saúde das pessoas por meio da alimentação saudável que produz e de ações do dia a dia como compostagem, logística reversa, cozinha lixo zero e reciclagem através do Ecoponto Ecoflor. No local, a empresa recebe da comunidade diversos itens para reciclagem, alguns não convencionais, como é o caso da esponja de lavar louças, óleo de cozinha, remédios vencidos etc. Outros itens são recebidos por doação e destinados a projetos sociais, como o caso das caixas de leite que vão para o projeto Brasil sem Frestas, tampinhas e lacres que são direcionadas para o projeto Tamparico, além de roupas, calçados, brinquedos, alimentos e utensílios de casa em geral que vão para os projetos Varejo Social e Armazém Comunitário, estes dois últimos criados e gerenciados pela Flor de Lis há dois anos. No Ecoponto são recebidos e dado destino correto para: isopor, lâmpadas, eletrônicos, pilhas, baterias, papel laminados, material orgânico, vidros, pet, latas, papelão, caixas de leite, escova e tubo dental, instrumentos de escrita, maquiagem e perfumaria. Os itens são recolhidos por parceiros, que dão o destino correto.

3° Lugar: Scussel Hortifruti A empresa Scussel Hortifruti tornou-se referência, por adotar como política organizacional a produção sustentável, direcionando a sua produção para mais de 20 parceiros locais, gerando empregos, fomentando o agronegócio da região e reconhecendo o trabalho de diversas famílias. Incentiva o desenvolvimento econômico, com geração de empregos, e valoriza o desenvolvimento de Chapecó. A prática desenvolvida tem intuito de estimular os arranjos locais, gerar empregos e desenvolver a região. Para que isso ocorra é preciso que todos os envolvidos estejam engajados.


CATEGORIA MICRO E PEQUENA EMPRESA 1º lugar: Sicredi Região da Produção RS/SC/MG – Agência Empresarial Chapecó Promove a sustentabilidade através de um ciclo virtuoso, no qual o associado investe seus recursos no Sicredi, a cooperativa destina em forma de crédito na mesma região, outros associados utilizam-no para investir em suas atividades e produção, incrementando sua renda e recebendo participação nos resultados da cooperativa. A permanência dos recursos na região impacta positivamente a comunidade com maior quantidade de empregos, produção e consumo, e o dinheiro volta a ser investido no Sicredi, que também o aplica em programas e projetos de desenvolvimento social, melhorando a qualidade de vida da comunidade. A Sicredi apoia entidades sociais sem fins lucrativos, associadas ou não, com recursos financeiros para o desenvolvimento de suas atividades. Ao aplicar seus recursos no Sicredi, o associado pode indicar uma ou mais entidades cadastradas na ação para serem beneficiadas. A Cooperativa doa de 0,10% a 0,40% do valor aplicado à entidade indicada (conforme critérios previstos no regulamento da ação), sem nenhum desconto do valor aplicado pelo associado, nem da sua rentabilidade.

2° Lugar: Aparas Chapecó A empresa vive a sustentabilidade preservando a natureza através da reciclagem. Realiza a coleta, faz o transporte e a destinação correta de materiais recicláveis em todo o oeste catarinense. No ano de 2020, passou pela produção da Aparas mais 5 mil toneladas de resíduos recicláveis. Isso gerou uma economia de milhares de reais, além da preservação do meio ambiente que é imensurável.

3º lugar: Kemia Fabricação de Equipamentos para Tratamento de Efluentes A empresa investe em pesquisa e desenvolvimento para aprimorar a eficiência das tecnologias de tratamento de efluentes, pois considera uma obrigação realizar o tratamento de efluentes de maneira sustentável e que cause o menor impacto socioambiental possível. Criou uma metodologia empresarial única e exclusiva, atuando no auxílio da escolha da tecnologia com melhor custo/benefício, através de testes em laboratório e em planta piloto junto ao cliente. Também fornece serviços de instalação, manutenção, operação, consultoria, treinamento de operadores e possibilidade de aluguel das estações de tratamento. Seus sistemas de tratamento de efluentes são eficientes e sustentáveis, possibilitando o reuso da água tratada e geração de energia a partir dos subprodutos. A prática sustentável da KEMIA coincide com a própria atividade econômica principal: a venda, aluguel e operação de equipamentos inovadores e tradicionais de tratamento de efluentes.

4º Lugar: Inviolável Segurança 24 Horas A Inviolável, presente no mercado há mais de 37 anos, integra o Grupo Grandes Valores, criado em 2016, composto também pelas empresas Lupa Serviços e Lupa Segurança. Possui uma iniciativa de doação de sangue, em parceria com as categorias de base da Chapecoense. No Brasil, 2,5 milhões de pessoas precisam de transfusões de sangue por ano. A campanha “Dê nome aos números” tem objetivo de humanizar as estatísticas e promover a empatia entre as pessoas que podem doar sangue, porém ainda têm algum tipo de resistência, falta de informação ou, ainda, não teve oportunidade efetiva de ser um doador. A Inviolável realiza a campanha há mais de oito anos. O convite e a divulgação das orientações acontecem através de folders, cartazes, mídias sociais, incentivo dos gestores em reuniões e eventos.

CATEGORIA GRANDE EMPRESA 1º Lugar: Cetric – Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Industriais e Comerciais de Chapecó A Cetric produz energia elétrica com geradores movidos a biogás, com uma subestação de conexão, gerando energia para toda a planta da empresa, e o excedente é lançado na concessionária local através de geração distribuída. O biogás também é captado das valas de disposição final de resíduos Classe II como energia térmica, ou seja, é canalizado até uma caldeira, sendo a mesma hibrida (biogás e biomassa). A empresa possui uma planta de purificação de biogás em biometano para uso interno de sua frota. A Cetric, busca constantemente em suas atividades, alcançar a sustentabilidade através da economia circular, já que com a disposição final dos resíduos obtém-se matérias-primas como gases e água de reuso. Através dos gases gera-se biometano para abastecimento de parte da frota, queima em caldeira e geração de energia, e o percolado dos resíduos é tratado, torna-se água mineralizada e é reutilizado nas atividades internas da empresa, como lavagem de contêineres e veículos, caldeira, testes de estanqueidade, lavagem de pisos etc. A empresa também buscar apoiar e difundir essas práticas na comunidade.


2º Lugar: Azeplast Indústria e Comércio A Azeplast faz a compra de matéria-prima reciclada de instituições, Aparistas e cooperativas de Chapecó e região. O negócio é voltado para sustentabilidade, a essência da empresa é sustentável e o propósito tem origem na reciclagem, que é um dos pilares desse ecossistema. Trabalha a favor da economia circular, promovendo o desvio de resíduos sólidos de aterros, rios e mares. Acredita que investir em produtos e sistemas sustentáveis de forma prática, econômica e expansiva pode ajudar a sociedade, o meio ambiente e o Planeta! A Azeplast se dedica a isso para proporcionar uma realidade onde as empresas cada vez mais adotem produtos e sistemas sustentáveis, que buscam otimizar processos, aperfeiçoar técnicas e empregar a sustentabilidade com legitimidade. Além disso, impacta também toda a cadeia da reciclagem, a qual fornece a matéria-prima para produção dos produtos da Azeplast. São centenas de famílias impactadas, direta ou indiretamente, com as ações sustentáveis e com o negócio como um todo.

3º Lugar: Renovigi Energia Solar Está no DNA da Renovigi se envolver e buscar formas de auxiliar a sociedade, podendo assim apoiar a sustentabilidade social através de projetos que façam a diferença na sociedade. A empresa busca engajar os colaboradores, parceiros e a rede de apoio para que se tornem uma corrente do bem. Uma das ações que promove é o projeto Energia do Bem, que nasceu em 2019 com a proposta de contribuir com a sociedade de uma forma sustentável e levando a energia solar a instituições que fazem a diferença. Do momento de sua criação até hoje, o Energia do Bem fez a doação de 144 sistemas solares em todo Brasil. Em Chapecó foram quatro sistemas: à Apae, ao Programa Viver, à Unochapecó (para auxílio nos estudos do curso de Engenharia Elétrica) e ao CAPP. Além da doação de sistemas, o projeto realiza diversas ações internas de arrecadação de roupas, alimentos e brinquedos para entregar a entidades carentes.

4º Lugar: Cooperativa Central Aurora Alimentos A Aurora Coop desenvolve o Projeto Tampinha Voluntária, por meio da Fundação Aury Luiz Bodanese (FALB), entidade social sem fins lucrativos mantida pela Cooperativa, que trabalha com programas socioambientais nas unidades e comunidades onde a Aurora está presente. O projeto iniciou em março de 2020 e estimula os mais de 40 mil empregados em todas as unidades. Abrange também três das 11 cooperativas singulares que integram o Sistema Aurora: Cooperalfa, Cooperitaipu e Auriverde. O público-alvo (empregados, voluntários, familiares e comunidade) é incentivado a praticar a logística reversa com a coleta de tampinhas de plástico, despertando a consciência para o destino correto de resíduos e para o ato de separar/reciclar. Todas as tampinhas plásticas arrecadadas são enviadas para a FALB dentro de volumes identificados. Após são vendidas para empresas recicladoras e o recurso financeiro arrecadado fica no fundo de reservas da FALB, cujo objetivo é atender demandas para auxílio exclusivo dos empregados, produtores cooperados e familiares em casos de vulnerabilidade e situações de emergência (saúde, alimentação e desastres naturais).

5º Lugar: Unimed Chapecó Na Unimed Chapecó o cuidado com as pessoas vai muito além da assistência médica. É pensar em qualidade de vida e no mundo que desejam para as próximas gerações. Por isso, promove e incentiva programas, projetos e ações que contemplem os aspectos econômicos, sociais e ambientais. Em 2020, lançou o projeto Armário Solidário, cujo objetivo é remodelar a Campanha do Agasalho, realizada anualmente pela Unimed. Idealizado pelo setor de sustentabilidade da cooperativa, o projeto visa promover o equilíbrio entre a saúde ambiental, social e econômica por meio do consumo consciente e do engajamento comunitário em prol de causas sociais. Além de fortalecer o vínculo da cooperativa com a comunidade de Chapecó e região, o Armário Solidário promove o bem-estar de crianças, adultos e idosos em situação de vulnerabilidade social. O Armário Solidário foi implantado em dois locais estratégicos de Chapecó (avenida Porto Alegre, em frente ao Laboratório Unimed Chapecó, e avenida Getúlio Vargas, próximo ao terminal de ônibus). Os espaços estão à disposição da comunidade, que pode doar roupas, calçados, brinquedos, livros, cobertores, entre outros. Além disso, grupos sociais vulneráveis e/ou em situação de rua podem retirar os itens disponíveis.

6º lugar: Sicredi Região da Produção RS/SC/MG – Agência Santa Maria Chapecó Enquanto cooperativa, a Sicredi trabalha com um modelo de negócios que vem muito ao encontro do conceito da sustentabilidade nos três aspectos que contempla: o desenvolvimento econômico aliado ao desenvolvimento social, levando em conta o impacto ambiental. A Sicredi entende que o meio ambiente é um aspecto fundamental à melhoria da qualidade de vida e à própria sobrevivência da espécie humana. Por isso está, cada vez mais, olhando para o impacto que as atividades e rotinas diárias tem causado no meio ambiente e de que forma é possível minimizála. A cooperativa busca encontrar as melhores soluções e fazer a sua parte. Pensando em gerar o menor impacto ambiental possível, a agência Sicredi do bairro Santa Maria, em Chapecó, foi construída visando maior sustentabilidade aliada ao aproveitamento da edificação já existente no local, sendo exemplo de construção e arquitetura ambientalmente sustentável. O resultado surpreendeu a comunidade e a todos que passam e usufruem do espaço. O que era um barracão industrial foi convertido em uma edificação que respira.


CATEGORIA ENTIDADES SEM FINALIDADE ECONÔMICA 1º lugar: Verde Vida Programa Oficina Educativa O Programa faz inclusão social atendendo 140 jovens de 9 a 17 anos, viabiliza ações de educação e responsabilidade para com o meio ambiente, recicla em média 280 toneladas/mês, gera renda para 67 trabalhadores, alguns analfabetos, imigrantes, idosos e mulheres. A atividade de reciclagem do Verde Vida encaminhou para as indústrias 61.721 toneladas de resíduos recicláveis entre 1994 e 31 de dezembro de 2020. No ano de 2020, também foram encaminhados 10.850 litros de óleo residual de cozinha para processamento nas indústrias e produzidos 10 mil kg de adubo, dos quais 6 mil foram comercializados e os demais utilizados na horta do Programa. As ações do Verde Vida contemplam todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

2º lugar: Associação dos Voluntários do Hospital Regional do Oeste (Avhro) A entidade reaproveita tecidos e peças doados por empresas. Na prática TransformAÇÃO, é feito reaproveitamento de uniformes doados pela agroindústria local, que são transformados em pijamas adultos hospitalares, com destaque para a ala covid do Hospital Regional do Oeste. Os produtos também são destinados para pacientes oncológicos e carentes, além da confecção de agasalhos para os profissionais do hospital. Com doação de retalhos são confeccionados tip tops infantis, pijaminhas e mantinhas. Também são feitos kits de bebês com cobertinhas, pano de boca e babeiros. Os trabalhos são realizados por voluntários. A Avhro entrega mais de 700 conjuntos de pijamas hospitalares por ano, 200 blusas para funcionários dos hospitais por ano. A ação também atinge 300 pacientes internados na área de oncologia por ano e 200 pessoas carentes anualmente. Entrega, ainda, milhares de compressas hospitalares e enxovais para bebê (aproximadamente 400/ ano).

3º lugar: Associação Mães de Nazaré O reuso de resíduos têxteis pela associação Amaré surgiu da necessidade em contribuir para a melhoria das condições de vida de mulheres em situação de risco, exclusão e vulnerabilidade social. Todo o trabalho de confecção de peças artesanais está ligado à transformação de resíduos que são descartados pelas indústrias têxteis. O projeto do grupo Mães de Nazaré surgiu em 2013 da necessidade em contribuir para a melhoria da condição de vida de mulheres, moradoras do Distrito de Marechal Bormann, em Chapecó. O trabalho da Associação Amaré tem uma relação direta na melhoria da qualidade de vida de 20 mulheres que encontraram no artesanato sustentável de origem identitário a possibilidade de transformar materiais considerados rejeitos em produtos artesanais. As associadas desenvolvem peças aprimoradas e com um olhar sustentável, e que trazem a carga simbólica e afetiva que retratam aspectos de suas identidades culturais. Os produtos confeccionados são expostos e comercializados em feiras e outros espaços quando oportunizados. Também existem parcerias de mostra permanente. Possuem em seu planejamento o envolvimento de escolas com oficinas educativas e de aprendizagem no artesanato identitário envolvendo adolescentes.

4º lugar: Associação Chapecó Sem Frestas O Projeto Brasil sem Frestas possui três objetivos: melhorar a saúde pública, retirar do meio ambiente um produto de alta durabilidade e fazer reciclagem direta. O trabalho começa com a coleta das caixas de leite longa vida em Chapecó. Após, são abertas, separadas, limpas e costuradas. As embalagens costuradas se transformam em placas de revestimento. Os voluntários levam esse produto até as casas e com a ajuda de grampeadores revestem as paredes das residências com o objetivo de eliminar as frestas, melhorando, assim, a temperatura interna da casa. O Projeto atua em Chapecó desde julho de 2019, tendo realizado a primeira casa em 3 de novembro daquele ano. Desde então já foram beneficiadas 53 casas, melhorando a qualidade de vida de 220 pessoas. Já foram coletadas mais de 5,3 milhões de caixas longa vida. O trabalho chegou também a outros municípios: Maravilha, Caxambu do Sul, Paraíso e Águas Frias. De janeiro de 2020 a maio de 2021 foram retiradas das ruas de Chapecó em torno de 400 mil caixas longa vida e 400 quilos de tampinhas plásticas.


Entrevista com Diretor

Odair Balen destaca importância da sustentabilidade para o desenvolvimento Por: Odair Balen - Diretor de Responsabilidade Social e Ambiental da ACIC.

A definição de sustentabilidade está normalmente relacionada a uma mentalidade, atitude ou estratégia do que é ecologicamente correto. Porém, o conceito é mais amplo: uma das perspectivas é o tripé da sustentabilidade: social, ambiental e econômico, no qual um empreendimento é considerado sustentável quando é ecologicamente correto, economicamente viável e socialmente justo. As empresas precisam ter a sustentabilidade na sua cultura organizacional. Com isso, podem impulsionar o desenvolvimento, pensando no mundo que será deixado para as gerações futuras. O diretor de responsabilidade social e ambiental da ACIC, Odair Balen, explana sobre o assunto nesta entrevista. Por que a sustentabilidade tornou-se, atualmente, tão importante para as empresas? A sociedade sempre pensou na resolução de problemas de forma imediata, rápida, pensou pouco nas consequências das ações e atitudes para o longo prazo. Nós precisamos desenvolver o olhar de longo prazo. Entender que o impacto de nossas atitudes deixam rastros pelo caminho. Não dá para pensar apenas no dinheiro e no lucro rápido. O público está selecionando e comprometidocom as escolhas. Empresas que poluem não são bem vistas e os clientes as excluem. Olhar a sociedade onde está inserida e as práticas globais praticadas para reduzir passivos ambientaisjá são hábitos comuns à maioria dos brasileiros. Por isso, a escolha por produtos mais saudáveis, por empresas comprometidas com a melhoria da comunidade, com a preservação do meio ambiente são os conceitos básicos da sustentabilidade. Em sua avaliação, os empresários de Chapecó estão conscientes da importância de desenvolver atividades econômicas plenamente sustentáveis com o intuito de não prejudicar as futuras gerações? A maior parte dos empresários conhece suas responsabilidades ambientais, no entanto, muitos continuam com o comportamento antiquado de encarar os resíduos apenas como lixo, não buscam a destinação correta e pela pressa em se desfazer dos resíduos, estes são destinados ao local mais próximo de forma inadequada. Isso em relação a resíduos. O lado social da sustentabilidade o de ser visto pelo comportamento das pessoas em relação à sociedade como um todo, como incorporam as mudanças e a legislação sobre o meio ambiente, e também, como adotam seu comportamento em relação às comunidades mais vulneráveis, o que é feito para ajudar a mudar essa realidade com uma atuação social mais efetiva. As empresas, quando se estabelecem, já recebem da sociedade uma infraestrutura pronta fornecida pelo setor público, por isso, podem retribuir à sociedade algo, além dos impostos. Acredito que nossa região ainda tem nas pessoas como principal característica de forma forte a visão do lucro, falta sensibilidade em relação aos problemas com o Planeta e ao futuro das próximas gerações. A efetiva adoção dos princípios da sustentabilidade pelas empresas e demais organizações está sendo percebido pelo público? De que forma? As empresas maiores são exportadoras e atendem a legislação preconizada pela ONU e pelos acordos ambientais em fóruns mundiais sobre a preservação do meio ambiente. O público percebe o envolvimento das empresas na comunidade e suas intervenções. Tudo começa com o comportamento organizacional das empresas, primeiro sua relação com os colaboradores e depois com o mercado Dar publicidade e divulgação das boas práticas adotadas também é importante para conhecimento das pessoas e do mercado. Como a sociedade pode distinguir as empresas verdadeiramente sustentáveis daquelas que apenas fazem uso publicitário e de marketing dos conceitos de sustentabilidade? As pessoas precisam de senso crítico, do debate. Devem buscar informações junto a colaboradores, na mídia, na observação das práticas usadas e nas atitudes da administração e dos investidores. A prática deve oferecer resultados para o ambiente onde está inserida. Pesquisas indicam a crescente atenção que os consumidores estão dando às questões ambientais na hora de escolher os produtos que vão consumir. Como o senhor analisa esse fenômeno? As pessoas precisam da percepção de quem está contribuindo para o progresso que necessitamos, não aquele que já temos, este é


resultante das ações do passado. Quem e como está contribuindo para um desenvolvimento sustentado. Precisamos de um mundo mais transparente, seguro, próspero, justo e habitável. A prática deve ser permanente e oferecer resultados. As pessoas precisam escolher empresas que produzem dentro de padrões de sustentabilidade, pesquisar a origem dos insumos, o respeito à legislação e à forma como atua com seus colaboradores. O País enfrenta sérios problemas ambientais em várias regiões e uma crise hídrica (portanto, também energética) decorrente, em grande escala, de agressões do homem ao meio ambiente. Esse cenário pode induzir as empresas a acelerar práticas ambientalmente sustentáveis? A responsabilidade pelo equilíbrio dos ecossistemas é de todos. A sustentabilidade deve ser o nosso foco principal. Qualquer iniciativa, ação que fizermos deve estar com um olhar no futuro, quais consequências trará para a sociedade e o Planeta? A indústria cresceu muito no País nos últimos 100 anos, assim como em alguns outros países do mundo. Não se preocuparam em observar a geração de gases do efeito estufa, além do desmatamento, o que ocasionou o aquecimento global, responsável por mudanças climáticas que ocorreram, e que ocasionou consequências como invernos rigorosos, verões superaquecidos e falta de água, já trouxeram experiências ruins comprometendo cidades e regiões. Tudo está na atitude pessoal. Reflita: penso apenas no curto prazo e no lucro imediato ou ajo com o olhar da sustentabilidade e do longo prazo, onde o lucro e o dinheiro podem contribuir para um mundo mais habitável? Segundo a Mapbiomas, o Brasil perdeu, nos últimos 30 anos, 15,7% de sua superfície de água, o que representa 3,1 milhões de hectares, o que equivale a uma vez e meia toda a região nordeste. Isso é problemático. Precisamos ter atitudes onde a responsabilidade ambiental pareça normal, mudar comportamentos. O Prêmio ACIC/Unochapecó de Sustentabilidade está cumprindo sua missão de engajar as empresas nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela ONU? Certamente. O Prêmio está dando publicidade a bons exemplos que já são praticados em nossa cidade. Muitas empresas executam práticas sustentáveis, no entanto, não se inscreveram no Prêmio, talvez por falta de prática em descrever processos. Alunos da universidade poderiam ajudar. Quais os setores da economia mais engajados na causa da sustentabilidade? Entendo que o setor de serviços é o de maior facilidade para atender às demandas da sustentabilidade. As grandes empresas também já possuem iniciativas e pela legislação são obrigadas a atender as demandas que envolvem responsabilidade ambiental. E quais os setores mais resistentes? O setor primário e o setor industrial ainda são os setores mais comprometedores. Por parte de alguns, ainda persiste uma certa irresponsabilidade em relação à sustentabilidade. Houve uma evolução na tecnologia usada por eles, a qual atende inovações que visam mais as pessoas e o lucro. Entendo que o Governo deveria agir com maior rigor, exigindo a produção de novos equipamentos de redução de poluição.

A legislação ambiental para os setores rural e urbano é ampla, complexa e rigorosa. Em lugar de punir, o Poder Público não poderia criar programas de estímulos ao emprego de práticas social, econômica e ambientalmente sustentáveis? A legislação poderia ser mais próxima dos interesses coletivos, tanto da população urbana quanto da população rural. Falta coragem ao Legislativo para criar mais leis de interesse coletivo do que de interesse de setores. Um exemplo é a indústria da construção civil. Os municípios poderiam criar leis obrigando os edifícios criarem espaços/locais para alocação dos resíduos gerados no edifício. As famílias aprenderiam a separar os materiais recicláveis. Isso reduziria custos ao poder público municipal com coleta. As associações, os catadores autônomos, ONGs que coletam poderiam exercer ações educativas na comunidade. No meio rural a legislação deveria inibir a utilização de insumos químicos fortes que prejudicam o meio ambiente e a saúde das pessoas, além da morte de pássaros e outros animais. O ser humano não precisa ser seu próprio carrasco, não dá para desvincular crescimento econômico das mudanças climáticas, mas agir com responsabilidade é obrigação de todos. A sustentabilidade oferece futuro para as empresas, ninguém quer desaparecer antes no tempo. Afinal, se não tem sustentabilidade, não tem economia, e sem economia não há empresas.


A ACIC mantém o Portal Social, com objetivo de promover a divulgação de projetos aprovados pelas leis de incentivo fiscal. Na plataforma, são cadastrados projetos do terceiro setor de Chapecó e da região. Empresas tributadas pelo regime de lucro real e pessoas físicas podem destinar parte do Imposto de Renda devido para os projetos disponibilizados no site. Todos eles foram aprovados pelas leis de incentivo fiscal. Com o direcionamento de parte do Imposto de Renda aos projetos, os recursos ficam na cidade e região e ajudam a fortalecer a economia e a desenvolver a comunidade. São sete leis em diversas áreas: Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS), Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON), Lei de Incentivo ao Esporte, Lei de Incentivo à Cultura, Lei do Audiovisual, Fundo do Idoso e Fundo da Infância e da Adolescência (FIA). Conheça alguns projetos que estão no Portal Social. O endereço para acesso é o https://portalsocialacic.com.br/.

Natação ACN O projeto “Natação ACN – Incentivar e Descobrir Talentos” é uma proposta da Associação Chapecoense de Natação (A.C.N.), pela Lei de Incentivo ao Esporte. A entidade é mantenedora da natação competitiva e responsável pela modalidade que desde 1990 destaca Chapecó em eventos na região, estado, país e fora do Brasil. O projeto busca captação de recursos para aplicação nos nadadores das categorias de base e do paradesporto de Chapecó. O objetivo é dar oportunidade de prática esportiva para crianças e jovens oriundos de famílias de menor poder aquisitivo descobrindo novos talentos para a natação; atender as crianças e jovens inseridos no projeto atleta do futuro, envolvendo preparação física, nutrição e psicologia, adequada às necessidades do esporte competitivo; dar a oportunidade a crianças e jovens que demonstram vocação esportiva, para alcançarem a excelência esportiva; oferecer estrutura e equipamentos para atendimento adequado às atividades do projeto, entre outros.

Cinema na Linha As comunidades rurais são o público-alvo do projeto “Cinema na Linha”, proposto pela Margot Filmes, pela Lei Rouanet. A Margot Produções é uma produtora de cinema independente que, desde sua fundação em 2006, trabalha na produção de conteúdo audiovisual e com forte dedicação ao cinema de não-ficção: o documentário. O “Cinema na Linha” é uma mostra itinerante que consiste na realização de sessões de cinema em comunidades rurais do interior de Santa Catarina, a começar pela região oeste. A proposta é exibir filmes produzidos no Estado, possibilitando o acesso a documentários e curtas de ficção cujas narrativas se relacionam ao universo cultural catarinense. Serão 30 dias na estrada. A “caravana” do projeto Cinema na Linha irá percorrer dez municípios, dez comunidades do interior, dez linhas, a começar pelo extremo oeste. Em cada cidade, uma comunidade receberá a sessão de cinema.

Mais informações sobre as propostas no Portal Social da ACIC: https://portalsocialacic.com.br/.


ACIC inova no Empresário do Ano 2021

Há 28 anos a classe empresarial de Chapecó vivencia um momento especial: a escolha do Empresário do Ano e a entrega do Troféu Nelson Galina ao eleito. Para 2021, a ACIC está organizando a 29ª edição do evento, programada para o dia 26 de novembro. Neste ano, o Empresário do Ano acontecerá de forma muito inusitada e com grande alcance de pessoas. Para ser eleito Empresário do Ano, os associados são conclamados a observar os oito requisitos que justificam a concessão do título: espírito empreendedor, arrojo nas iniciativas, liderança, probidade, justiça, inovação tecnológica ou administrativa, participação comunitária e responsabilidade social. Essa condição não elimina a subjetividade da escolha, mas indica os aspectos que o escolhido deve satisfazer. A outorga do Troféu Nelson Galina tornou-se um dos momentos mais importantes do calendário anual de eventos porque foi inspirada no desejo de homenagear lideranças de todos os setores da atividade humana: grande, pequeno ou microempreendedor. A homenagem vai além do fator econômico e alcança aquele que valoriza e exerce ações de responsabilidade socialempresarial que, em Chapecó, já se caracteriza como uma prática moderna de gestão corporativa. O empresárioempreendedor é o principal agente econômico de qualquer sociedade. É ele quem dinamiza, amplia, fortalece e faz crescer a economia. INSPIRAÇÃO O troféu Nelson Galina, entregue anualmente ao Empresário do Ano, homenageia Nelson Antônio Galina, falecido tragicamente aos 47 anos de idade, vítima de acidente de trânsito no dia 14 de abril de 1993, na cidade de Chapecó. Era um líder em ascensão a quem estavam reservados importantes papéis nas áreas pública e empresarial. Nelson foi um dos mais dinâmicos presidentes da ACIC (1990/92). Nasceu em 1946, em Tangará, cursou o Ensino Médio em Chapecó e formou-se em Administração na Escola Superior de Administração e Gerência (Esag), em Florianópolis. Como administrador, ao lado do pai Arduíno e do irmão Ricardo, conduziu o processo de ampliação e modernização da empresa na condição de diretor administrativo. Teve intenso envolvimento comunitário e em entidades, foi vereador e assumiu cargos públicos.


Dicas dos Nucleados Núcleo de Academias

Tem piscina em casa ou no condomínio? Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), o verão é a época com mais incidência de acidentes aquáticos. A cada 84 minutos ocorre um afogamento e homens e crianças são a maioria. Essas vítimas nadavam ou apresentavam condição física insuficiente para sua prática. Tais situações são evitáveis com o domínio das técnicas da natação. Não basta nadar de qualquer jeito, nem fazer aulas em curtos períodos. Se não quer engrossar as estatísticas, prevenção é a melhor opção. Invista em saúde e segurança para você e sua família. Procure uma escola de natação associada à ACIC e aproveite o verão. Saber nadar é antes de mais nada... UM SEGURO DE VIDA.

Vitor Goulart Aquatic Center Natação e Hidroginástica

Núcleo de Gestores de Pessoas

Cultura organizacional e sua importância Cada empresa possui uma cultura organizacional, definida pelos valores, crenças e ações que conduzem o negócio. Essa cultura nasce com os fundadores, sendo repassada aos colaboradores e, destes, aos clientes. Os valores e crenças precisam ser pontuados desde a contratação, ficando ainda mais claros no processo de integração do colaborador e devem ser vivenciados dia após dia, pois quando um colaborador não possui os mesmos valores que a companhia, é nítida sua desadaptação. Dessa forma, torna-se imprescindível que esses valores sejam explícitos, para que os colaboradores consigam passálos aos clientes, refletindo a forma de trabalho e a imagem da empresa.

Carolina Pires de Paula Casa Imóveis

Núcleo de Assessorias e Consultorias

Reforma tributária: o tema exige cautela e maiores debates com os setores Não restam dúvidas da importância de que ter um sistema tributário simplificado e eficiente é fundamental para garantir a desburocratização e previsibilidade do mercado e, assim, acelerar o crescimento econômico do País. Porém, não podemos negligenciar, pois embora da reforma tributária atender parte dos anseios da população e apresentar evolução no quesito simplificação, nem todos os setores serão beneficiados por essas mudanças. Simplificar nem sempre significa redução. A forma como tem sido discutida atualmente fragiliza as bases de financiamento das políticas sociais e afeta setores importantes, como saúde, alimentos e construção civil que poderá sofrer aumento significativo da tributação. A reforma tributária deve ser pensada na perspectiva do desenvolvimento econômico e social do País, não pode desviar sua principal finalidade que é gerar empregos e estimular investimentos.

Rosane Machado Carneiro Machado, Martinazzo & Advogados Associados

Núcleo de Sustentabilidade

Reconhecimento a boas práticas Com o propósito de reconhecer ações sustentáveis, o Núcleo de Sustentabilidade, juntamente com a ACIC, reconheceu empresas e entidades com o Prêmio ACIC/Unochapecó de Sustentabilidade. Muitos projetos inovadores contaram suas histórias e receberam a homenagem como recompensa pela dedicação e esforço em prol do bem-estar coletivo. Essa premiação tem o objetivo maior de inspirar novas ações voltadas aos três pilares fundamentais da sustentabilidade: aspectos ambientais, sociais e econômicos. Os exemplos servem de modelo para que mais empresas possam promover o desenvolvimento sustentável no local onde vivem. Conheça as histórias no site da ACIC.

Ismael Fossá Inviolável Segurança


Núcleo das Cooperativas

Nova economia: relacionamento Negócios são pessoas. A forma de se relacionar com as pessoas faz toda a diferença nos negócios, o cliente gosta de negociar com empresas humanas, que tenham alma. Enquanto na velha economia a primeira pergunta é: quanto custa? Na nova economia a pergunta é: qual a experiência você vai me entregar? O foco é nas pessoas: clientes, colaboradores e fornecedores. Estamos no piloto automático e não dando atenção às pessoas, perdendo a qualidade das relações. Relacionamento tem relação direta com a prosperidade, isso faz parte da nova economia. Trago aqui uma equação de Roberto Tranjan: lucro = equipe comprometida + cliente fidelizado. Essa equação nos apresenta um mundo de oportunidades. Que tal refletirmos em entender as necessidades dos clientes e liderados?

Fernando Rebellato SICOOB MaxiCrédito

Núcleo das Indústrias Gráficas

Benefícios da parceria gráfica Estamos no ramo gráfico há mais de 30 anos e o maquinário já evoluiu muito neste período. Além dos altos valores das máquinas, seria necessário um amplo espaço para o seu armazenamento. A solução mais apropriada para manter uma pequena empresa economicamente viável seria investir em um segmento específico. Nesse sentido, a terceirização beneficia a todos, já que ainda especializa e qualifica o trabalho. Assim, cada gráfica não precisa investir em todos os processos gráficos, não tem espaço desperdiçado com diversas máquinas diferentes e caras e não concorre massivamente com os colegas. Cada gráfica pode se especializar e prestar um determinado tipo de serviço. Atualmente, em Chapecó, várias empresas prestam serviços para toda a região, exclusivos para o ramo gráfico. Com ética e profissionalismo, todos se beneficiam com as parcerias.

Flávio Trojan Trojarte Artes Gráficas

Núcleo de Automecânicas

Geometria veicular A geometria veicular é fundamental para garantir o desempenho adequado do veículo, gerando mais conforto, dirigibilidade e principalmente segurança. O procedimento faz com que a suspensão do carro absorva devidamente os desníveis e elevações da pista e prolonga a vida útil dos pneus, evitando o desgaste prematuro ou desigual dos mesmos. Além da segurança, os impactos são percebidos nos custos com o veículo: com a geometria veicular correta o carro chega a economizar de 25% a 60% na vida útil dos pneus e componentes da suspensão e até 10% no consumo de combustível.

Cintia Cristina Schneider Rosa Rosa Auto Center

Núcleo de Tecnologia da Informação e Comunicação

Gestão e profissionais qualificados As instituições de ensino, além de espaço de conhecimento, formação humana e profissional através de conteúdos técnicos, precisam oportunizar vivências para despertar aos acadêmicos e comunidade a possibilidade de replicar essas práticas. Além da participação em diversos coletivos, uma dica é implantar medidas de sustentabilidade a fim de inspirar outros espaços, inclusive no desenvolvimento de líderes sustentáveis, tendência que está em ascensão e é necessária para o profissional atual. Esse líder precisa ter claro que a sustentabilidade requer, sobretudo, atitude. Nesse viés, convidamos os líderes observarem suas práticas que podem levar a uma sociedade mais justa e sustentável.

Rodrigo Holl DotSE Software Engineering


Núcleo do Comércio Exterior e Logística Internacional

O que esperar da logística para 2022 Os últimos anos foram de desafios e rupturas de cenário. Os grandes saltos foram na aceleração do uso de recursos tecnológicos na logística, aliando a inteligência artificial aos processos logísticos, criando estratégias para melhoria de produtividade, a chamada logística 4.0. Por outro lado, o caos na logística segue em 2022. Há um descompasso entre oferta e demanda no mercado (bloqueios de chegadas de navios e fechamento de terminais devido a covid-19), gerando atrasos e elevação dos custos logísticos. Novos navios só serão entregues em 2023, até lá continua difícil encontrar contêineres e espaço em navios. Ou seja, estamos longe de voltar à normalidade.

Elisete Aparecida Ferreira Stenger Administradora

Núcleo de Escolas Particulares

Capacitações em 2021 O Núcleo das Escolas Particulares da ACIC realizou diversas capacitações neste ano: sobre segurança nas escolas, sobre saúde vocal do professor e sobre motivação. Além disso, foram realizadas várias reuniões sobre temas diversos, contando também com a assessoria de profissionais vinculados à ACIC. No mês de outubro será realizada a capacitação on-line oferecida pelo Corpo de Bombeiros sobre Primeiros Socorros e, em seguida, a capacitação presencial para uma equipe de cada instituição. Ações como essas são possíveis pelo trabalho em conjunto. A participação em um Núcleo cumpre com vários objetivos e um deles é a capacitação!

Luciana Ballbinott Paludo Colégio Logosófico González Pecotche – Unidade Chapecó

Núcleo da Gestão pela Excelência

Excelência na crista da onda A adaptabilidade tornou-se prática no dia a dia em qualquer gestão empresarial em todo o mundo, cada dia uma nova realidade. As águas estão retrocedendo e o que vemos agora tem uma retomada forte e rápida do consumo e do desenvolvimento econômico. Aproveitar essa oportunidade e surfar na crista da onda, utilizando a excelência como prancha e sustentação, tornará as empresas mais preparadas e competitivas no mercado. Nosso empresariado e povo são trabalhadores, empreendedores, não nos entregamos facilmente. Esse DNA, aliado a excelência em gestão, torna nosso País um grande potencial e poder mundial.

Valdecir de Moura Competitiva Soluções Empresariais

Núcleo Multissetorial

A importância dos eventos sociais no mundo empresarial O marketing nos eventos é uma ferramenta poderosa no fortalecimento da imagem de uma empresa. Ele atrai atenção positiva, potenciais clientes e promove a divulgação de produtos ou serviços da empresa na cidade e região. Como envolvem um grande número de pessoas, sua marca é vista por todos os participantes, anunciada na mídia e nas divulgações. É importante investir em eventos sociais, pois aproxima sua empresa do público. Além do ponto de vista financeiro, é uma maneira de ajudar as pessoas a lembrarem de sua marca na sociedade. Acreditamos viver um novo momento para o setor de produção de eventos, segmento que precisa estar com a mente aberta e buscando por alternativas de lazer com segurança.

Marcos Rafael Breyer Realize Produções


sicoob.com.br/sicoobmaxicredito /sicoobmaxicredito


Novos Associados da ACIC AUDAX CONSULTORIA TRIBUTÁRIA Avenida Porto Alegre, Edifício Lazio, Salas 204 e 205, 427-D, Centro, Chapecó CRESOL CENTRAL - SC/RS Rua Achiles Tomazelli, 1310-E, Santa Maria, Chapecó CRESOL CHAPECÓ Avenida Porto Alegre, 223-E, Centro, Chapecó DELLAGIACOMASSA ADVOGADOS ASSOCIADOS Rua Condá, 1199-E, Presidente Médici, Chapecó DISMAFF ATACADISTA Rua Ipira, 38-D, Eldorado, Chapecó EADLEX Avenida Fernando Machado, Edifício Policlínica, Sala 301, 151-D, Centro, Chapecó EVOLUA Rua Guaporé, 93-E, Centro, Chapecó FACESC Rua Quintino Bocaiúva, 547-D, Presidente Médici, Chapecó FORTES SERVIÇOS Avenida Getúlio Vargas, 2685, Centro, Chapecó

GIL FERRONATO Rua Adolfo Konder, 314-D, Jardim Itália, Chapecó MERCADO DA FAMÍLIA Rua Pedro Balerini, 80-D, Efapi, Chapecó MERCADO LAVALLE Rua Sao Pedro, 1824-D, Pinheirinho, Chapecó MERCADO TEM DE TUDO Rua Palmitos, 1101, Efapi - Alice II, Chapecó MINIMERCADO FILIPPINI Rua A, 1429, Greenville, Guatambu NAÇÃO SUPERMERCADO Rua Marechal Deodoro da Fonseca, 2338-E, Presidente Médici, Chapecó NOVA REAÇÃO SPORT CENTER Rua Itália, 153-E, Maria Goretti, Chapecó RESTAURANTE LA CANTINA Rua Licínio Córdova, 1011, Sao Cristóvão, Chapecó SULCREDI/CREDILUZ Avenida Senador Atílio Fontana, 2180-E, Efapi, Chapecó UNIPRIME DO IGUAÇU Avenida Fernando Machado, 455-D, Centro, Chapecó


ACONTECEU Os principais programas para o setor agrícola catarinense foram apresentados pelo Secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, em setembro, durante reunião da Diretoria Executiva da ACIC.

O Programa Vida Empresarial, promovido em setembro pela ACIC e pela Unochapecó, foi renovado e trouxe a trajetória de quatro empresários: Clóvis Spohr, Flávio Pasquali, Gilson Vivian e Josias Antônio Mascarello. Eles relataram suas experiências no painel “Travessia, superação e inovação”. A mediação foi da jornalista e economista do Grupo NSC, Estela Benetti.

O Núcleo das Cooperativas da ACIC promoveu, em setembro, sua primeira reunião de trabalho e definiu a coordenação. Assumiu como coordenador Fernando Rebelatto, do Sicoob MaxiCrédito, como vicecoordenadora Vanessa Cristina Simões Pires, da Credcrea, e como tesoureiro Douglas Zanesco, da Unicred.

Dezessete empresas receberam, em setembro, o troféu da 2ª edição do Prêmio ACIC/Unochapecó de Sustentabilidade. A iniciativa foi da ACIC, por meio do Núcleo de Sustentabilidade, e da Unochapecó.

A importância do aporte de incentivos fiscais em projetos sociais foi o tema de reunião on-line em setembro, promovida pela ACIC e pela FIESC com o Sindicato dos Contabilistas de Chapecó (Sindicont). O objetivo foi apresentar as plataformas Portal Social e Fundo Social.

Quatro palestras que trouxeram um rico conteúdo e tendências sobre inovação, tecnologia, vendas, liderança, relacionamento, voluntariado, pró-atividade e empreendedorismo marcaram o Projeto 20 Minutos, em outubro. A iniciativa foi do Núcleo de Jovens Empresários (NJE) da ACIC. Os palestrantes foram Augusto Massena, Michele Nakamura, Felipe Bratfisch e Gabriela Cover.


Diretas dos Associados Ordem do Mérito Industrial A Federação das Indústrias (FIESC) anunciou, em setembro, que entregará a Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina durante solenidade marcada para o dia 22 de outubro, na sede da entidade, em Florianópolis. Entre os condecorados está Gelson Dalla Costa, da Apti Alimentos, de Chapecó. Natural de Quilombo, Gelson Dalla Costa é filho de agricultores e saiu de casa aos 15 anos para estudar. Formou-se técnico em agropecuária e iniciou sua carreira profissional na Aurora Alimentos, empresa na qual trabalhou até 1985 quando fundou a Apti Alimentos, em Chapecó. Hoje a companhia emprega 600 profissionais, tem planta em São Paulo, tem faturamento superior a R$ 450 milhões e atua no Brasil e no Mercosul. Criada em 2000, a Ordem do Mérito Industrial reconhece anualmente personalidades ou organizações que tenham contribuído para o desenvolvimento da indústria catarinense.

AGENDA ACIC 09, 10 e 11/11

Curso presencial “Atendimento eficaz ao público – uma nova visão” ACIC | 19h às 22h

16/11

Palestra presencial “Como vender com segurança” ACIC | 19h às 20h30

17 e 18/11

Curso presencial “8 passos para implantar a LGPD nas empresas” ACIC | 19h às 21h

18/11

Workshop presencial “Desenvolvendo equipes de alto desempenho” ACIC | 19h às 22h

26/11

Evento Empresário do Ano

Diretoria Executiva Gestão 2020/2021

Av. Getúlio Vargas, 1748N CEP: 89805-000 - Chapecó/SC Fone/Fax: 49 3321-2800 E-mail: acic@acichapeco.com.br facebook.com/acic.chapeco @acichapeco www.acichapeco.com.br

MISSÃO ACIC Representar os segmentos econômicos de Chapecó, estimulando a livre iniciativa e trabalhando como agente de mudanças. Atender com eficiência e eficácia as necessidades dos associados correspondendo às suas expectativas. Ser a indutora de ações para o fortalecimento da classe empresarial, oportunizando condições para o surgimento de novos mercados de trabalho e ampliação dos já existentes.

Diretor Presidente Diretor 1° Vice Presidente Diretor 2° Vice Presidente Diretor Administrativo Diretor Administrativo Adjunto Diretor Financeiro Diretor Financeiro Adjunto Diretor de Desenvolvimento Comercial Diretor de Desenvolvimento de Serviços Diretor do Agronegócio Diretor de Micro e Pequenas Empresas Diretora de Núcleos Empresariais Diretor de Eventos e Mercoagro Diretor de Assuntos Econômicos e Tributários Diretor de Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo Diretor de ResponsabilidadeSocial e Ambiental Diretor de Relações Internacionais e Comex Diretor de Relações Institucionais Diretor de Relações Governamentais Diretor de Relações com Instituições de Crédito Diretor de Relações com Associados Diretora de Capacitações Empresariais Diretor de Desenvolvimento Industrial

Nelson Akimoto Lenoir Antonio Broch Helon Rebelatto Leandra Merisio Luiza Utzig Modesti Dalvair Anghében Carlos Martinelli Emerson Luiz Angonese Carlos Roberto Klaus Fernando Prezzotto Daniel Bet Cleunice Zanella Cidnei Luiz Barozzi Valdir Lucatelli Sidimar Carniel Odair Balen Inocência Dal Bosco Robert Otto Sergio Migliorini Sergio Perondi Genuino Simioni Magna Anzolin Gonçalo Coelho

TODOS OS DIRETORES DA ACIC COLABORAM DE FORMA VOLUNTÁRIA, SEM REMUNERAÇÃO

ESTRUTURA ORGNIZACIONAL Conselho Deliberativo: Presidente: Gelson Dalla Costa Vice-Presidente: Paulo Benites Secretária: Daniela de Marco Rigon Conselho Consultivo: Itacyr Centenaro Diretor Executivo: Fabio Luis Magro

Jornalista Responsável: Marcos Antônio Bedin (M.T.B.: SC-0085 JP) | Edição: Lisiane Kerbes | Redação: Marcos Antônio Bedin, Alessandra Cristina Favretto, Lisiane Kerbes, Marciane Páz Mendes e Silvania Cuochinski | Projeto Gráfico: Dustin O. Hoffmann | Edição Especial On-line | Fechamento da Edição: 18/10/2021


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REVISTA ACIC - EDIÇÃO SETEMBRO 2021 by ACIC Chapecó - Issuu