Emmanuel Eseme, vencedor dos 100, 200 e 4x100 metros em Castellón, em entrevista após a glória europeia.
PÁGS. 14-16
FUTEBOL
“O Sporting CP fez-me crescer e vai estar sempre na minha vida”
Na hora da despedida, Geovany Quenda não escondeu a gratidão ao clube que o fez crescer. "É um até já", disse.
PÁGS. 6-8
FUTSAL
João Matos: o adeus de uma Lenda
Capitão anunciou que vai terminar a carreira no final da temporada depois de mais de 800 jogos e mais de 40 títulos.
PÁGS. 22-23
UMA NOVA ERA.
A MESMA RAZÃO DE SER.
MANTENDO INTACTA A VONTADE DE CONTINUAR
A FOLHEAR CADA PÁGINA, A LER E A RELER CADA
ARTIGO E A FAZER DO JORNAL SPORTING O FIEL COMPANHEIRO AO LONGO DE GERAÇÕES.
Muito antes dos feeds, das notificações e dos scrolls infinitos, já havia um ritual que unia gerações de Sportinguistas.
O som das páginas a abrir, o cheiro da tinta fresca, a ansiedade de descobrir as histórias do Clube.
Há mais de cem anos que o Jornal Sporting tem sido ponto de encontro, memória viva, conversa de café, companhia de viagem e testemunha privilegiada de algumas das maiores páginas da História do nosso Clube.
Tem acompanhado vitórias inesquecíveis, noites europeias, títulos, derrotas difíceis, renascimentos e lendas. Cresceu com o Clube. Cresceu com os Sportinguistas.
O Mundo mudou.
Mudaram os hábitos, as formas de consumir informação, o ritmo dos dias e a maneira como nos ligamos uns aos outros.
E quem carrega uma História tão grande tem também a responsabilidade de saber evoluir sem perder a sua essência, a sua Razão de Ser
É exactamente isso que estamos a fazer. A trabalhar num novo formato, adaptado aos novos tempos e para as novas formas de viver e acompanhar o Sporting CP, mas sem nunca perder aquilo que sempre definiu o Jornal Sporting: a sua Razão de Ser
O objectivo é precisamente evoluir a forma, reinventar formatos, modernizar a experiência e aproximar ainda mais os leitores. Mantendo intacta a vontade de continuar a folhear cada página, a ler e a reler cada artigo e a fazer do Jornal Sporting o fiel companheiro ao longo de gerações.
A partir da próxima semana, entraremos numa nova fase de transformação e preparação.
Até lá, toda a actualidade do Clube continuará, como sempre, disponível nos canais oficiais.
O próximo capítulo já está a ser escrito.
To be continued…
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MAFALDA BARBOSA
FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL
TARDE POUCO FELIZ
FAVORITISMO NÃO FOI SUFICIENTE PARA O SPORTING
CP TRIUNFAR NO JAMOR E A TAÇA DE PORTUGAL FOI PARA O SCU TORREENSE, QUE VENCEU POR 1-2 APÓS PROLONGAMENTO.
Texto: Luís Santos Castelo, Xavier Costa
Fotografia: Isabel Silva, José Lorvão
A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal perdeu, no último domingo, a final da Taça de Portugal ao ser superado pelo SCU Torreense por 1-2 após prolongamento.
Um mau início, com golo madrugador do conjunto de Torres Vedras, e um penálti sofrido no prolongamento ditaram o desfecho que fez com que os milhares de Sportinguistas no Jamor não voltassem para casa com um sorriso.
No derradeiro encontro da prova-rainha, Rui Borges repetiu o mesmo onze que havia defrontado o Gil Vicente FC na última jornada da Liga Portugal, mas viu o adversário inaugurar o marcador no quarto. Canto da esquerda, cabeceamento de Leo Silva ao primeiro poste e finalização – também de cabeça – de Kévin Zohi ao segundo. 0-1 e vantagem da formação do SCU Torreense.
A correr atrás do prejuízo desde bem cedo, o Sporting CP partiu para cima do adversário e podia ter empatado
24.05.2026
Taça de Portugal
Final
Estádio Nacional, Oeiras
SPORTING CP SCU TORREENSE
1 2
0-1 ao intervalo 1-1 no final do tempo regulamentar Luis Suárez (54’) Kévin Zohi (4’), Stopira (113’ P)
Sporting CP: Rui Silva [GR], Georgios Vagiannidis (Ousmane Diomande, 69’), Eduardo Quaresma (Rafael Nel, 100’), Gonçalo Inácio (Souleymane Faye, 114’), Maxi Araújo, Morten Hjulmand [C], Hidemasa Morita (Luís Guilherme, 69’), Geny Catamo (Geovany Quenda, 90+2’), Francisco Trincão, Pedro Gonçalves (Daniel Bragança, 90+2’) e Luis Suárez. Treinador: Rui Borges. Disciplina: cartão amarelo para Gonçalo Inácio (15’), Ricardo Mangas (98’) e Luis Suárez (120+6’), cartão vermelho para Maxi Araújo (109’).
aos 11’, quando Pedro Gonçalves foi lançado em velocidade pela esquerda e a bola chegou a Luis Suárez, que rematou de calcanhar, mas falhou o alvo.
Pouco depois, Lucas Paes foi obrigado a defender uma bola de Pedro Gonçalves para canto e, na tentativa de resposta, Costinha rematou de muito longe e sem qualquer pontaria. Pouco depois, nova intervenção do guarda-redes do SCU Torreense, desta feita perante a investida de Francisco Trincão.
A melhor ocasião verde e branca até então surgiu aos 20’, quando uma recuperação de bola no ataque permitiu a Hidemasa Morita descobrir Pedro Gonçalves com magia, mas o português atirou por cima.
Já após a meia-hora, o Sporting CP ficou ainda mais perto do empate e novamente através de Pedro Gonçalves: servido por um belo passe longo de Gonçalo Inácio, o camisola 8 trabalhou bem e rematou ao seu jeito, mas acertou no poste.
Até ao intervalo, destaque para um livre de Pedro Gonçalves a passar perto e para uma boa jogada que terminou com um remate de Luis Suárez com boa defesa de Lucas Paes, que voltou a intervir no minuto seguinte. No final do primeiro tempo, o Sporting CP já merecia o golo, mas o SCU Torreense estava na frente por 0-1.
A abrir a segunda parte, e depois de alguns ataques ameaçadores, o 1-1 foi finalmente uma realidade. A pressão de Maxi Araújo obrigou um adversário a cometer um erro e a bola foi para o coração da área, onde Luis Suárez brilhou e rematou com muita qualidade para o fundo das redes. Mais um belo golo do colombiano, o 38.º ao serviço do Sporting CP na temporada de estreia.
A reviravolta podia ter sido completada logo a seguir, mas Morten Hjulmand, no seguimento de um pontapé de canto, não cabeceou com pontaria. Aos 63’, Geny Catamo enviou mesmo a bola para o fundo das redes, mas o lance foi anulado por
fora-de-jogo.
Já após um livre perigoso batido por Francisco Trincão para as mãos de Lucas Paes, Rui Borges tirou Georgios Vagiannidis e Hidemasa Morita para colocar Ousmane Diomande e Luís Guilherme. Faltavam pouco mais de 20 minutos para os 90’.
A final da Taça de Portugal, contudo, perdeu intensidade à medida que o fim da tarde ia chegando, o que se fez
notar na clara falta de oportunidades de golo nesta fase. Numa das raras aproximações, Gonçalo Inácio lançou Luis Suárez na profundidade e este, na tentativa de bisar, falhou o alvo. Insatisfeito com o 1-1, o Sporting CP pressionou mais o SCU Torreense nos últimos minutos. Aos 86’, de longe e com força, Morten Hjulmand atirou para boa defesa e Lucas Paes e, já depois dos 90’ e com Daniel Bragança
e Geovany Quenda nos lugares de Pedro Gonçalves e Geny Catamo, Gonçalo Inácio ficou perto de cabecear para golo num pontapé de canto. O 1-1 prevaleceu e as decisões seguiram para o prolongamento no Jamor.
Os primeiros dez minutos do tempo extra não trouxeram nada de novo, com o único lance digno de registo a ser o golo anulado ao SCU Torreense,
Leões não conseguiram superar o SCU Torreense no Jamor
Luis Suárez apontou o golo verde e branco na segunda metade
o Jamor e deram espectáculo dentro e fora do estádio
novamente por fora-de-jogo.
Rafael Nel substituiu Eduardo Quaresma aos 100’ e o Sporting CP teve duas oportunidades até ao intervalo. Na primeira, Luis Suárez fahou
o tiro e a bola sobrou para Francisco Trincão, que permitiu a defesa a Lucas Paes. O guardião voltou a intervir, desta feita aos 105+2’ e numa investida do próprio Luis Suárez.
Na segunda metade do prolongamento, contudo, o SCU Torreense conquistou um pontapé de penálti que, para piorar a situação Sportinguista, resultou no cartão vermelho a Maxi
Araújo. Na conversão, Stopira fez o 1-2 para os de Torres Vedras. Na resposta, Rui Borges trocou Gonçalo Inácio por Souleymane Faye. Até ao final, o Sporting CP ain-
RUI BORGES: “TÍNHAMOS DE TER FEITO MAIS E MELHOR, MAS NÃO FOMOS CAPAZES”
Após o apito final, Rui Borges fez o rescaldo da partida em conferência de imprensa.
Análise ao jogo
“Tínhamos de ser mais proactivos do que reactivos. Estivemos sempre apenas a tentar reagir a todos os momentos e não tivemos a intensidade que queríamos no último terço. Apesar de tudo, fomos controlando o jogo, tirando o primeiro lance
de bola parada em que o SCU Torreense teve mérito e foi feliz para fazer o 1-0. Andámos sempre atrás do prejuízo contra uma equipa que defende muito bem, com linhas de cinco, seis e sete [jogadores]. Dificultou-nos a tarefa e nunca conseguimos ser um Sporting CP à nossa verdadeira imagem. Mesmo com a malta que entrou, o registo do jogo não mudou muito. Temos de levantar a cabeça e perceber o que temos de fazer melhor, não só neste jogo mas em toda a época. É ingrato, porque por tudo o que demonstramos ao longo da época merecíamos, mas isso não chega. Tínhamos de ter feito mais e melhor, mas não fomos capazes”.
Relevância do golo sofrido cedo no desenrolar do jogo “Se não ganhámos é porque não merecemos, mereceu o adversário, porque com muito ou pouco foi eficaz. Acho que sofrer o golo no início criou alguma desconfiança e até algum cansaço mental. Jogámos contra uma equipa de escalão inferior, mas isso nada significava, tinha dito isso e não fomos capazes de ser um Sporting CP com uma qualidade acima do normal”.
Impacto desta derrota no último jogo da temporada “Deixa marca no grupo, porque queríamos ganhar e não fomos capazes. O que está em causa é o Sporting CP e num clube como o nosso temos de sentir e perceber no que temos de crescer para não chegar ao fim da época sem conquistas. Ninguém quer, nós não gostamos e os adeptos também não, e é natural”.
da ameaçou no cabeceamento de Ousmane Diomande e nos remates de Francisco Trincão e Luís Guilherme, mas o 1-2 não sofreu mais alterações.
Balanço da época sem conquistas
“Não foi positiva, porque o que fomos capazes de fazer ao longo da época tinha de culminar em conquistas. Estivemos nas finais, mas não conseguimos. Não podemos estar felizes com o que foi a época, como é lógico. Temos de perceber o que temos de melhorar para que no futuro sejamos um Sporting CP mais forte.
Em momentos-chave não fomos tão fortes como deveríamos e temos de perceber o porquê. O Clube vive de conquistas, não o conseguimos e dói, claro. A todos”.
Desagrado dos adeptos no final
“O descontentamento é natural, faz parte desde que haja respeito. Não estão mais tristes do que nós, com toda a certeza. Queríamos muito ganhar. Os adeptos foram incansáveis no apoio e temos de saber viver com esse descontentamento”.
Opção de Ousmane Diomande no banco
“Foi opção, apenas e só. No último jogo a equipa fez um belíssimo jogo e ele não jogou. Foi uma decisão minha e não perdemos a Taça por não jogar o Diomande na fase inicial”.
Mais pressão para a próxima época?
“Já entrei no Sporting CP ‘sob brasas’. A contestação é natural, e mau seria se assim não fosse. Não estão felizes, tal como nós não estamos. É normal em qualquer clube do mundo, por isso percebo. Levanto a cabeça, faço o meu trabalho e sigo o meu caminho”.
Hidemasa Morita entrou em acção pela última vez com a camisola do Sporting CP Como habitual, os Sportinguistas encheram
“O SPORTING CP
FEZ-ME CRESCER
E VAI ESTAR
SEMPRE NA
MINHA VIDA”
FOI A SUA CASA DESDE 2019/2020, NO SPORTING CP CRESCEU, FORMOU-SE E CRIOU MEMÓRIAS PARA A VIDA, ENTRE O PÓLO EUL E A ACADEMIA CRISTIANO RONALDO ATÉ AO SALTO DEFINITIVO PARA “VIVER UM SONHO” NO ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE. “PASSOU TUDO MUITO RÁPIDO”, REVELOU O TALENTOSO EXTREMO DE 19 ANOS. AGORA, SAI APÓS 86 JOGOS (NOVE GOLOS E 15 ASSISTÊNCIAS) PELA EQUIPA PRINCIPAL, CONTRIBUINDO PARA A ‘DOBRADINHA’ EM 2024/2025, QUANDO FOI ELEITO O MELHOR JOVEM DA LIGA. EM ENTREVISTA À SPORTING TV, QUENDA DESPEDIU-SE EMOCIONADO E MUITO AGRADECIDO ANTES DE RUMAR AO CHELSEA FC PARA A SUA PRIMEIRA AVENTURA NO ESTRANGEIRO. “NÃO É UM ADEUS, É UM ATÉ JÁ. ESPERO UM DIA VOLTAR A VESTIR A CAMISOLA DO SPORTING CP”, AFIRMOU.
Texto: Tiago Labreca, Xavier Costa Fotografia: José Lorvão
Chegou ao Sporting CP muito novo e agora chegou o momento de despedir-se daquela que tem sido a sua casa. Já conseguiu processar tudo isso? Não, ainda não me caiu a ficha, acho que só [vai acontecer] quando vestir a camisola de outro clube. Passou tudo muito rápido.
Já sabe do que mais vai sentir saudades? Acho que é do balneário, o grupo. A união que há no Sporting
CP é algo que não sei se vou encontrar noutros balneários.
Foi Campeão Nacional em sub-15, passou pelos sub-17 e, depois, numa só época jogou pelos sub-23 e equipa B, antes de ficar na equipa principal. Teve de crescer muito rápido, por isso, quem foram as pessoas que mais o apoiaram nessa transição?
Na Academia, todas as pessoas tentam ajudar os miúdos da formação. São as pessoas certas. Eu tentei sempre ouvir os conselhos de toda a gente. Ainda ontem estive a falar com a míster Aida [Ramos, coordenadora de pedagogia], uma
pessoa que sempre me ajudou muito. Vou levar muita gente comigo. Sempre gostei de passar tempo na Academia, também com os meus colegas do lado da formação, porque vivi lá sete anos.
“NA ACADEMIA, TODAS AS PESSOAS TENTAM AJUDAR OS MIÚDOS DA FORMAÇÃO”
Terminada a sua etapa aqui, que importância sente que
teve o Sporting CP para si?
Foi muito importante. Fez-me crescer e vai estar sempre na minha vida. As pessoas vão continuar sempre ao meu lado e eu vou continuar a ouvi-las.
Voltando ao início, como foram os seus primeiros tempos no Clube?
Quando cheguei fui directo para a Academia, treinava lá uns dias com os mais velhos, de 2006, e outros dias no Pólo EUL. Fui-me adaptando a isso, junto a outros colegas que também faziam isso, como o Gabriel Silva, o João Simões, o Winilson Lopes. Assim foi mais fácil.
E essa é uma geração muito unida, não é?
Até temos um grupo no WhatsApp onde ainda falamos. Com essa geração ganhámos um Campeonato de sub-15, depois nunca mais jogámos juntos, mas estamos sempre em contacto.
Que recordações marcantes tem desse tempo? [Pergunta enviada por Atanásio Cunha, actual elemento do plantel de sub-23]
Lembro-me de estar na sala de jogos [da Academia] a ver o Sporting CP contra o FC Porto na Taça da Liga [2020/2021], quando o Jovane [Cabral] marcou dois golos. Quando acabou o jogo estávamos todos sem camisola e a correr. Outra, também, quando o Youssef [Chermiti] marcou ao Rio Ave FC para o Campeonato [2022/2023]. São coisas que ficam. Jogadores mais velhos como o Youssef, o Loide Augusto, o Joelson [Fernandes] ou o Nuno Mendes davam-nos conselhos e diziam-nos para nunca desistirmos. Toda a gente tinha o sonho de chegar à equipa principal, mas para isso tínhamos de trabalhar muito e foi o que fomos fazendo.
Qual foi o principal conselho recebido na formação que ainda guarda?
Foi da míster Aida. Dizia-nos que para chegar ao outro lado [a ala profissional] tínhamos de fazer muitos sacrifícios. No dia em que me disse isso eu tinha-me portado mal na escola, não fiz coisa boa [risos]. Até fiquei de castigo no jogo com o SL Benfica, mas ganhámos 4-1. Esse conselho ficou-me até hoje.
E o momento mais marcante vivido na Academia?
[Pergunta enviada por Diego Farinha, jogador actual dos sub-17]
Foram vários… A conquista do Campeonato de sub-15 e quando me estreei pela equipa B acho que foram os mais importantes.
“NÃO TENHO COMO AGRADECER AO SPORTING CP”
Mais recentemente, despediu-se de Alvalade no jogo com o Gil Vicente FC e disse que estavam a ser semanas difíceis. Foi pelo facto de esta etapa estar a acabar?
Tive noites em que não conseguia dormir, porque estava a ser difícil despedir-me de um clube que me ajudou muito, e à minha família também. [Pausa e emociona-se] Nessas noites pensava em como seria sair de um clube que me deu tudo… Obviamente que me vou lembrar sempre do que fizeram por mim. Não tenho como agradecer ao Sporting CP. Sempre trataram bem os meus pais, também, e isso é muito importante. A minha família estar bem é o mais importante e o Sporting CP sempre teve esse lado. Desde o primeiro dia que nos receberam muito bem e isso é sempre marcante.
“[ANTES
Quando se confirmou a sua transferência, ainda na temporada anterior, como foi acompanhado na Academia? Disseram-me que tinha de continuar a trabalhar e a fazer o que tenho feito, e que, agora, ia ter mais responsabilidade. A Premier League não é fácil para ninguém e tenho de dar o meu máximo.
E como recorda a sua chegada à equipa principal em 2024/2025?
Sonhava com isso. Acabei a época anterior nos sub-23 e na equipa B e, a seguir, fiz a pré-época com a equipa principal. Não tinha a certeza de que ia ficar, só o soube antes do jogo com o FC Porto da Supertaça. Liguei logo ao meu pai e ele não me conseguiu dizer nada, ficou sem palavras [risos]. Ficou muito feliz. Para mim foi um orgulho deixar a minha família com um sorriso, e eu fiquei muito feliz também. Trabalhámos muito na formação para atingir esse sonho e quando soube que ia jogar contra o FC Porto não disse a ninguém, só no dia [do jogo].
“O DIFÍCIL, DEPOIS DE CHEGAR, É MANTER-SE NA EQUIPA PRINCIPAL”
O que sentiu nesses momentos de tantas emoções? Foi tudo muito rápido, por isso as pessoas da Academia estiveram sempre ao meu lado, com conselhos para ajudar-me a manter os pés no chão e para continuar a trabalhar, porque o difícil, depois de chegar, é manter-se na equipa principal.
“[A ESTREIA] FOI VIVER UM SONHO, PORQUE SEMPRE TRABALHEI PARA
JOGAR NA EQUIPA PRINCIPAL”
O jogo não acabou da melhor forma, mas nesse jogo estreou-se a titular e marcou o seu primeiro golo. Como foi viver tudo isso num clássico?
O fim não foi o melhor, porque sofremos uma reviravolta que ninguém esperava. Como é óbvio, para mim, foi viver um sonho, porque sempre trabalhei para jogar na equipa principal. Se dissessem que o primeiro jogo era contra o FC Porto, numa final e a marcar, toda a gente assinava por baixo. Foi incrível a minha estreia com a camisola do Sporting CP.
E porquê aquele sprint no festejo?
Não sabia o que fazer! Fui para o banco, era onde estavam os meus colegas [risos].
“QUANDO ESTÁVAMOS NA BANCADA TÍNHAMOS
SEMPRE O SONHO DE UM DIA JOGAR AQUI, EM ALVALADE”
E o que significou a estreia em Alvalade?
Foi no Troféu Cinco Violinos contra o Athletic Club. Quando estávamos na bancada tínhamos sempre o sonho de um dia jogar aqui, em Alvalade. Para mim foi muito importante, realizei um sonho e vai ficar sempre marcado.
Depois, no balneário, apanhou muitas referências do Clube. Quem foram os que mais o acompanharam de perto?
O [Ricardo] Esgaio. Dava-me muita ‘fruta’ no treino e depois dizia-me que era para aprender que isto não era fácil. Ajudou-me muito a amadurecer durante a época passada, foi muito importante. Fui muito bem acolhido na equipa principal e isso ajudou-me a estar mais tranquilo.
Foi bom ter também a companhia de outros jovens, como o João Simões, o Salvador Blopa e o Flávio Gonçalves?
Ver os meus colegas a conseguir cumprir o mesmo sonho também é um momento de felicidade para mim, porque crescemos juntos desde os sub-12. Chegar à equipa principal era algo de que sempre falávamos. Agora, vou estar sempre a torcer por eles. >>
Entrevista decorreu no Museu Sporting
>> Já o míster Rui Borges, que papel teve na sua evolução? É alguém que sempre lhe reconheceu muito talento. É uma pessoa que falou sempre comigo, mesmo nos maus momentos, e deu-me minutos. Só lhe tenho a agradecer, porque ajudou-me muito também.
“[FESTA
DO TÍTULO NO MARQUÊS] QUEM VIVEU, VIVEU. FOI INCRÍVEL”
Ao longo desse trajecto houve, também, conquistas: uma Liga e uma Taça de Portugal, ambas em 2024/2025. Como recorda a ida até ao Marquês de Pombal para os festejos? Surpreendeu-me, porque há mesmo muita gente que gosta do Sporting CP. Quem viveu, viveu. Foi incrível.
Sentiu esse apoio constante dos adeptos durante o seu percurso no Sporting CP?
Sim, sim. Mesmo nos maus momentos, estão connosco e isso é muito importante.
Já a nível pessoal, foi quebrando recordes pela sua juventude e esse trabalho levou-o também à selecção A, onde ainda procura a sua estreia.
Para chegar às selecções principais temos de estar bem no Clube, isso é fruto do meu trabalho, dos meus colegas e das equipas técnicas, também. Sem eles não seria possível e um dia vou conseguir fazer a minha estreia.
“O SPORTING CP AJUDOU-ME MUITO E VOU LEVÁ-LO
SEMPRE NO CORAÇÃO”
Agora que está de saída, após tantos anos de crescimento, que jogador sai daqui? Mais preparado?
A defender mais, mais maduro, com alguma experiência, embora ainda me falta viver muito no futebol. O Sporting CP ajudou-me muito e vou levá-lo sempre no coração.
O que significa para si esse emblema que ainda tem ao peito?
Significa tudo, muita união e paixão. Nunca me vou esquecer do Sporting CP. Não é um adeus, é um até já e espero um dia voltar a vestir a camisola do Sporting CP. Tive de aprender a ser um Leão porque entrei numa equipa Campeã e isso não é fácil. Tive de trabalhar muito.
É um dos mais recentes e bem-sucedidos produtos da formação do Sporting CP. Que conselhos deixa aos muitos jovens na Academia que já o vêem como um exemplo a seguir?
Têm de continuar a trabalhar porque aqui tudo é possível, um dia podem ser eles a estrear-se na equipa principal. Vou estar sempre a torcer para realizarem os seus sonhos. Sei que não é fácil estar longe das famílias, por isso têm de fazer com que o esforço valha a pena. Tenho de agradecer a toda a gente que me ajudou na Academia, também no lado da equipa principal. Tive sempre pessoas ao meu lado nos momentos mais difíceis.
O que é que o Geovany Quenda que sai do Sporting CP diria ao que estava a entrar na Academia cheio de sonhos e irreverência?
Obviamente que valeram a pena todos os sacrifícios para ajudar a minha família.
E, por último, o que quer dizer aos Sportinguistas?
Obrigado a toda a gente que me apoiou desde o primeiro dia. Vou levar os adeptos do Sporting CP sempre no coração e obrigado por tudo o que fizeram por mim.
Canhoto cresceu, evoluiu, brilhou e venceu de Leão ao peito
Quenda marcou na sua estreia pela equipa principal
MODALIDADES ATLETISMO
CAMPEÕES DA EUROPA!
EQUIPA MASCULINA DE ATLETISMO REPETIU O FEITO DE 2000 E CONQUISTOU
A TAÇA DOS CLUBES CAMPEÕES EUROPEUS DE PISTA. LEOAS LUTARAM ATÉ AO FIM E FICARAM NA SEGUNDA POSIÇÃO.
Texto: Luís Santos Castelo, Nuno Miguel Simas Fotografia: Sporting CP
O Sporting Clube de Portugal chegou aos 46 títulos internacionais no último fim-de-semana graças à conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus de pista por parte da equipa masculina de atletismo. Em Castellón, Espanha, os Leões bateram a forte concorrência e garantiram um troféu que fugia desde 2000 com vitórias notáveis de Emmanuel Eseme, Gerson Baldé, Tsanko Arnaudov, Omar Elkhatib, Mykhaylo Kokhan, David Garcia, Leandro Monteiro, José Carlos Pinto e das estafetas de 4x100 e 4x400 metros [ver resultados completos na página 30].
Os pódios não se ficaram por aqui, uma vez que a equipa feminina amealhou um meritório segundo lugar europeu, tendo ficado perto do ouro.
DIA 1
Desde bem cedo que o Sporting CP demonstrou ao que vinha na Pista de Atletismo Gaetà Huguet. O recordista nacional e Campeão do Mundo em pista curta Gerson Baldé confirmou o favoritismo e começou o salto em comprimento com 8,01 metros, ven-
cendo a competição tranquilamente. Emmanuel Eseme também não desiludiu e foi o mais rápido nos 100 metros com 10’’01, melhor marca pessoal da temporada e recorde da disciplina na Taça dos Clubes Campeões Europeus de pista. O lançamento do peso trouxe mais uma vitória Leonina, desta feita com Tsanko Arnaudov a chegar aos 17,95 metros, e Omar Elkhatib (com 45’’56, melhor marca pessoal do ano) foi o mais rápido nos 400 metros. Nos 400 metros barreiras, uma excelente segunda metade de prova permitiu a Diogo Barrigana - que lutou pela vitória até ao último segundo - terminar na segunda posição com 50’’33. Nuno Pereira também disputou o triunfo nos 1500 metros, mas ficou no segundo lugar com o tempo de 3’51’’22.
Logo atrás do vencedor foi, igualmente, o desfecho de Rúben Amaral nos 5000 metros (14’58’’80). Já Mykhaylo Kokhan (75,70 metros), no lançamento do martelo, e a estafeta de 4x100 metros (39’’35), composta por Carlos Nascimento, Gabriel Maia, Delvis Santos e Emmanuel Eseme, fecharam o primeiro dia com novos triunfos Sportinguistas. Com a primeira jornada decorrida, a liderança era verde e branca com 99 pontos, à frente de CA Playas de Castellón (Espanha) e Enka Sports Kulübü (Turquia), ambos com 93.
O segundo título europeu de pista para o atletismo masculino do Sporting CP
Mykhaylo Kokhan assegurou mais um triunfo verde e branco no lançamento do martelo
Emmanuel Eseme, Delvis Santos, Gabriel Maia e Carlos Nascimento venceram a estafeta 4x100 metros
No feminino, o emblema de Alvalade também chegou ao final do primeiro dia na frente, desta feita com 127 pontos, mais cinco do que as espanholas do Diputación Valencia Club Atletismo (122). As atletas do Enka Sports Kulübü fechavam o pódio (100.5 pontos).
Liliana Cá foi a primeira Leoa a entrar
em acção e logo em grande estilo. A lançadora do disco abriu o concurso com 56,15 metros, marca que chegaria para vencer, mas melhorou para 61,89 metros – melhor registo pessoal de 2026 – no quarto ensaio, aumentando a diferença para as restantes atletas. Nos 100 metros, Tatjana Pinto também venceu e com
o tempo de 11’’21, a melhor marca pessoal do ano. Já os 2’01’’16 de Patrícia Silva não chegaram para o triunfo nos 800, mas valeram o segundo lugar. Tirhas Gebrehiwet, atleta etíope de 19 anos, venceu os 3000 metros com o recorde pessoal de 9’22’’20 e Sofia Lavreshina imitou a colega
nos 400, correndo em 51’’35, novo melhor tempo da carreira na volta à pista. Evelise Veiga foi segunda no triplo salto com 13,26 metros, melhor marca pessoal do ano. Por fim, na estafeta de 4x100 metros que fechou o dia, o quarteto composto por Lorène Bazolo, Tatjana Pinto, Beatriz Castelhano e Rosalina Santos venceu a prova com 44’’39, mas foi desqualificado. Contudo, e após recurso Sportinguista, a decisão foi revertida e o triunfo coube mesmo ao conjunto verde e branco.
Estava tudo em aberto, mas bem posicionado para a glória chegar no domingo.
DIA 2
Segundo e último dia e incerteza até ao final, mas sempre com o Sporting CP na frente. Vários concursos e corridas fizeram parte da manhã de provas, com a formação masculina a mostrar enorme homogeneidade. Desempenhos muito positivos que contribuíram para o sucesso coletivo e que começaram com a prova do lançamento do disco, na qual Edujose Lima terminou no quarto lugar e contribuiu com oito pontos, com a melhor marca num ensaio a 56,31 metros.
Tiago Luís Pereira foi terceiro classificado no triplo salto e proporcionou nove pontos ao Sporting CP, com um ensaio a 15,64 metros, tal como Ilírio Nazaré, que foi terceiro no lançamento do dardo e deu nove pontos ao emblema de Alvalade com a marca 67, 45 metros, recorde pessoal. Leandro Monteiro ganhou a prova dos 3000 metros obstáculos e deu 11 pontos ao Sporting CP com o tempo de 8’48’’75, tal como aconteceu com David Garcia nos 800 metros (1’51’’94, melhor marca pessoal do ano), Emmanuel Eseme nos 200 me-
tros (20’’31, recorde do campeonato), José Carlos Pinto nos 3000 metros (8’02’’73) e a estafeta de 4x400 metros, que venceu com o quarteto Delvis Santos, João Coelho, Diogo Barrigana e Omar Elkhatib (3’06’’35). Nos 110 metros barreiras, Abdel Larrinaga terminou a prova no terceiro posto, com o tempo de 14’’04 e nove pontos para o Sporting CP. Diogo Meneses conquistou cinco pontos no salto com vara (4,20 metros e sétimo lugar), para um resultado total da formação Leonina em termos colectivos de 194 pontos, contra os 189.5 do segundo classificado, o CA Playas de Castellón.
No feminino, o Sporting CP também lutou até ao fim, mas foi vice-campeão da Europa.
As Leoas venceram, inclusivamente, a última prova, na estafeta de 4x400 metros, através do quarteto formado por Carina Vanessa Pereira, Juliana Guerreiro, Clara Martinha e Sofia Lavreshina (tempo de 3’33’’16), mas não foi suficiente para anular a diferença pontual que o Sporting CP tinha em relação ao Diputácion Valencia CA à entrada para a última prova. No lançamento do peso, Jéssica Inchude foi primeira classificada, com a marca de 19,11 metros, melhor marca pessoal do ano. No martelo, o primeiro lugar foi de Katrine Koch Jacobsen com a marca de 71,44 metros. Nos 100 metros barreiras, terceiro lugar de Jéssica Barreira com o tempo de 13’’40. Tirhas Gebrehiwet venceu os 5000 metros com o recorde pessal de 16’15’’65. Triunfo, também, de Patrícia Silva nos 1500 metros com o tempo de 4’30’’64. No salto em altura, Marta Lisboeta foi sétima com o registo de 1,73 metros. Evelise Veiga teve três saltos nulos e não pontuou para a equipa Leonina no salto em comprimento, tendo Lorène Bazolo, nos 200 metros, sido sétima com o tempo de 23’’78.
TAÇA DOS CLUBES CAMPEÕES EUROPEUS
MASCULINOS
1.º Sporting CP 194 pontos
2.º CA Playas de Castellón (Espanha) 189.5 pontos
3.º Enka Sports Kulübü (Turquia) 188.5 pontos
FEMININOS
1.º Diputación Valencia CA (Espanha) 222 pontos
2.º Sporting CP 217 pontos
3.º CA Playas de Castellón (Espanha) 193 pontos
O lugar central do pódio pertenceu aos Leões do Sporting CP As Leoas
MODALIDADES ATLETISMO
AS REACÇÕES DOS CAMPEÕES DA EUROPA
O COORDENADOR PAULO REIS E OS ATLETAS GERSON BALDÉ E OMAR ELKHATIB, VENCEDORES DAS SUAS PROVAS, FALARAM LOGO APÓS A VITÓRIA.
Texto: Nuno Miguel Simas
Fotografia: Sporting CP
Aos meios de comunicação Leoninos, Paulo Reis, coordenador de atletismo do Sporting Clube de Portugal, fez o balanço dos dois dias de provas em Castellón que culminaram na conquista da Taça dos Clubes Campeões Europeus de pista por parte da equipa masculina.
“É uma grande alegria porque trabalhámos muito para isto. Primeiro, para que esta competição voltasse ao calendário competitivo, porque estava fora do calendário desde 2019. E depois porque queríamos ganhar e até em masculinos e femininos. Era a nossa ambição. Há sempre percalços numa competição com 20 provas por cada género, mas, felizmente, nos homens acabámos por ganhar e estamos muito felizes,
mas não estamos completamente felizes, pois queríamos ter ganho em homens e mulheres em simultâneo”.
Paulo Reis enalteceu a prova de qualidade do atletismo do Sporting CP: “Tivemos atletas a muito alto nível, o que mostra que o trabalho multidisciplinar é muito bom. Houve vários destaques e provámos que a ideia ou a aspiração que surge da génese do Sporting CP, de sermos tão grandes como as maiores da Europa, está a ser conseguida. Demos prova de muita competência e isso deixa-nos muito felizes. Temos um pequeno nó na garganta porque no feminino tínhamos a melhor equipa, mas tivemos um ou outro percalço. Mas ser vice-campeões não é propriamente algo secundário. As meninas também estiveram bem, mas faltou-nos numa ou outra prova um pouco mais de concentração”.
Para Paulo Reis, o atletismo do Sporting CP é um projecto do presente e com largo futuro, com jovens como Leandro Monteiro e David Garcia, que ganharam as respectivas provas. “O nosso projecto é ter equipas competitivas a trabalhar os jovens para eles serem cada vez melhores e é normal que eles estejam a aparecer com contributo decisivo, mas além do Leandro Monteiro e do David Garcia há mais, que estão na mesma linha, o que nos garante que vamos estar capazes de lutar pelos títulos nas próximas épocas”.
À entrada para a estafeta de 4x400 metros, o título europeu ainda estava por atribuir, com o Sporting CP na frente, e Paulo Reis contou como viveu essa prova decisiva. “São momentos de grande de ansiedade. Dependíamos de nós, mas também dos outros. Quando chegou a prova, estava tranquilo e sabia que só uma coisa anormal nos afastaria do título. A nossa equipa desta estafeta é muito boa”, elogiou. Paulo Reis vincou ainda a natureza muito vencedora do atletismo do Sporting CP: “Vamos ganhando títulos nacionais, mas este é o de mais significado nas últimas épocas. Esperamos que os Sócios e adeptos tenham orgulho em nós, que nos sigam, sabemos que o atletismo tem geralmente mais atenção em anos de Jogos Olímpicos, mas, se dúvidas houvesse, esta conquista mostra que estamos no bom caminho”. O dirigente e técnico Leonino não esqueceu dois grandes nomes do atletismo do Sporting CP, que já não estão entre nós. “É também uma vitória para Moniz Pereira e Fernando Mamede.
A história do Sporting CP no atletismo é muito rica e, onde quer que estejam, estarão orgulhosos. Provámos que somos tão grandes como os maiores da Europa. 2000 foi a anterior última conquista em masculinos na pista a nível europeu, poucos dos nossos atletas eram nascidos. Estamos todos muito orgulhosos por acrescentar algo mais ao nosso histórico, mas ainda ansiamos por mais para 2027 e ganhar de novo.
Não vamos esperar mais 26 anos para ganhar outra vez, estamos com dinâmica de vitória e de conquistar mais títulos, acreditamos que durante os próximos anos vamos ganhar e estar nas decisões mais vezes”.
Por fim, Paulo Reis voltou à prestação da equipa feminina no segundo lugar. “No feminino, ficámos com a sensação de que podia ter sido melhor. À partida, a equipa feminina era mais favorita do que a masculina. Sentimos que somos a melhor equipa da Europa do feminino. Houve duas, três provas em que não estivemos ao nosso nível, tivemos algumas falhas e isso afastou-nos do título. Desta vez houve detalhes que nos afastaram do título e esperamos
aprender com os erros desta edição. Temos dois títulos em cada género e o ideal era ganhar os dois títulos na mesma edição para nos sentirmos realizados. Estamos felizes por conquistar em masculinos, mas não completamente felizes porque a equipa feminina não o conseguiu”. Gerson Baldé, um dos elementos da equipa Campeã da Europa de atletismo do Sporting CP e Campeão do Mundo em pista curta no salto em comprimento, falou também aos meios de comunicação do Clube: “[Ser Campeão da Europa de clubes] era um objectivo que tinha traçado quando vim para o Sporting CP. Estivemos todos muito bem, tanto ontem [sábado] como hoje [domingo] e fizemos o máximo para ajudar a equipa. Fiz o comprimento, estava também disponível para outras disciplinas, mas não foi preciso, eles aguentaram muito bem a pressão”. A Taça dos Clubes Campeões Europeus tem muito significado para a equipa do Sporting CP: “Este título europeu vale muito para nós, para mostrarmos que a equipa não compete só a nível nacional, que também temos os melhores aletas a nível internacional. A última vez que o Sporting CP tinha ganho foi em 2000 e passado tanto tempo é uma honra fazer parte deste projecto vencedor”.
Gerson Baldé já aponta a novos objectivos de equipa. “A nível colectivo vamos ter o Campeonato Nacional de Clubes, teremos muitos atletas em meetings internacionais por toda a Europa e os Ibero-Americanos. Vamos continuar a dar títulos”, considerou. Omar Elkhatib, atleta que concluiu, no domingo, a vencedora estafeta de 4x400 metros, última prova do programa, destacou a importância e o sentimento vivido com a conquista. “Foi uma realização pessoal e da equipa. Consegui ajudar a dar uma vitória para o Clube. A conquista foi histórica, para a minha geração é incrível e foi uma responsabilidade que tive em cima, mas muito motivado para ajudar o Clube e a equipa. Foi perfeito termos ganho”. Elkhatib viveu o êxito colectivo do Sporting CP em Espanha como um ponto muito alto na carreira. “Sinto que estou na história do Clube. Estou cá desde os 16 anos, vou fazer 25 este ano, e é a primeira vez que somos campeões nesta competição [nesse período]. Sinto-me orgulhoso e que o melhor está para vir. Quando entrei na equipa, aos 16 anos, vivi muitos altos e baixos. Não estávamos a ganhar e ver agora a equipa a ganhar em pista coberta, ao ar livre e nesta conquista na Europa é uma grande satisfação. Vê-se que a equipa está a evoluir, a mentalidade é muito forte, estamos muito mais confiantes, estamos a evoluir e vemos evoluir ainda muito mais”.
Ser Campeão da Europa de clubes “era um objectivo” de Gerson Baldé
“Ver a equipa a ganhar em pista coberta, ao ar livre e nesta conquista na Europa é uma grande satisfação”, referiu Omar Elkhatib
MODALIDADES ATLETISMO
LIGAÇÃO DIRECTA CASTELLÓN-MUSEU SPORTING: TAÇA DOS CLUBES CAMPEÕES EUROPEUS JÁ ESTÁ
EM EXPOSIÇÃO
COMITIVA DO ATLETISMO REGRESSOU DE ESPANHA COM A CONQUISTA DA EQUIPA MASCULINA NA TAÇA DOS CLUBES CAMPEÕES EUROPEUS E JÁ ENTREGOU O TROFÉU AO MUSEU SPORTING, ONDE FOI RECEBIDA PELO PRESIDENTE FREDERICO VARANDAS. “SENTIMO-NOS MUITO REALIZADOS POR CONSEGUIR TRAZER A TAÇA E ENRIQUECER O MUSEU E A HISTÓRIA DO CLUBE”, RECONHECEU PAULO REIS, COORDENADOR DA MODALIDADE VERDE E BRANCA.
Texto: Xavier Costa
Fotografia: João Pedro Morais, José Lorvão
A rica História do atletismo verde e branco continua a aumentar. Recémchegada da cidade espanhola de Castellón, a comitiva do Sporting CP aterrou, na segunda-feira, em Lisboa, após a participação na Taça dos Clubes Campeões Europeus de pista ao ar livre e seguiu de imediato para o Museu Sporting. À chegada, ainda no aeroporto, José Uva, um dos técnicos integrantes da comitiva, fez um balanço “muito positivo” dos resultados, embora admitindo o sabor “agridoce” por ter ficado perto a hipótese de uma inédita ‘dobradinha’ europeia. “Queríamos ganhar os dois títulos e tínhamos capacidade para isso. Infelizmente, um percalço de última hora tirou-nos o segundo título, mas voltámos muito orgulhosos. Mostrámos claramente que somos o clube mais forte da Europa neste momento”, sublinhou. “Para o ano estaremos prontos para trazer as duas taças para casa”, acrescentou. Pouco depois, já na sala de troféus do Estádio José Alvalade, acompanhado pelo presidente Frederico Varandas, o responsável por colocar o mais recente título internacional na sua devida vitrine foi o velocista Omar Elkhatib, que cruzou a meta na última e decisiva prova, a de 4x400 metros, para garantir a histórica conquista verde e branca.
À margem da entrega, Paulo Reis, coordenador do atletismo do Sporting CP, salientou o “grande orgulho” por estar no Museu Sporting pela melhor das razões. “Trabalhamos com estes objectivos e este era um dos mais ambiciosos que tínhamos. Sentimo-nos muito realizados por conseguir trazer a taça e enriquecer o Museu e a História do
Clube com este importante troféu”, deu conta aos meios de comunicação Leoninos.
Até então, só por uma vez, em 2000, é que a equipa masculina de pista tinha conseguido vencer esta Taça dos Clubes Campeões Europeus e, por isso, repetiram o êxito que tinha sido alcançado pelos comandados do prof. Mário Moniz Pereira. Paulo Reis realçou “a responsabilidade e o orgulho por voltar a esses êxitos” e considerou que a reedição desse feito “comprova a aposta” feita no
sector masculino ao longo dos últimos anos. “Uma boa parte da equipa que competiu não era nascida ainda em 2000. Sabíamos que era um trabalho que ia demorar anos a dar os seus frutos e agora, finalmente, conseguimos voltar a pôr a equipa no topo do atletismo europeu”, enalteceu o coordenador.
Precisamente, um dos obreiros mais jovens deste título foi Leandro Monteiro, vencedor da prova de 3 mil metros obstáculos. “Ainda estamos em êxtase. É uma honra trazer este título de volta”, revelou na visita especial ao Museu Sporting. “Este é um local que tem um certo peso, porque há muita História e conquistas. Para nós é muito bom fazer parte disto. Já tínhamos uma, agora trazemos outra e à medida que os anos vão passando vamos tentar trazer cada vez mais”, atirou o atleta dos Leões. Já sobre o seu contributo pessoal, Leandro Monteiro considerou que fez “uma prova sólida” com o foco sempre no colectivo: “Senti-me bem. Até
podia ter arriscado um pouco mais, mas já tinha os pontos garantidos e isso era o mais importante. Mais do que correr rápido, ali era ganhar”. Depois, quando chegou o momento decisivo, na prova final de estafetas, o atleta de 23 anos também cumpriu o seu papel, mas desta vez do lado de fora da pista. “Aí já não era atleta, era um adepto! Só queria que aquilo acabasse. Fui mais um a apoiar e a torcer pelo melhor”, reconheceu. Ora, o espírito colectivo demonstrado por toda a comitiva foi um dos aspectos realçados, quer por Leandro Monteiro, quer por Paulo Reis. “Em 20 provas e com o equilíbrio de valores que existe, basta que haja um dia não de um atleta que pode deitar tudo a perder. A coesão e espírito de equipa são fundamentais. Só uma equipa coesa e em sintonia, dos atletas ao staff, é que consegue ser bem-sucedida. Felizmente, foi o que aconteceu neste fim-de-semana”, apontou o coordenador verde e branco.
“Acho que estivemos muito coesos e positivos durante todo o tempo, mesmo com alguns percalços. No segundo dia saiu-nos tudo na perfeição e conseguimos trazer o título”, referiu o atleta, sem dúvidas de que a Taça dos Clubes Campeões Europeus “é completamente diferente”, porque “o apoio de todo o clube” é ainda mais presente.
Já com o troféu em exposição, Paulo Reis não escondeu também “algum desapontamento” por não ter conseguido juntar-lhe o título feminino, que “esteve muito perto”. “Ainda há algo para acrescentar e esse vai ser o foco para a próxima época. Sabíamos que a equipa tinha competência e qualidade para vencer também, mas são as contingências do desporto. Não o conseguimos este ano, mas estamos confiantes que o conseguiremos nas próximas épocas”, traçou, por fim.
Omar Elkhatib acompanhado por Frederico Varandas no momento simbólico da entrega do troféu
Palmarés internacional conta com mais uma conquista em exposição
“LEVANTAR
O TROFÉU DEIXOU-ME
MUITO EMOCIONADO”
COM TRÊS ANOS DE SPORTING CLUBE DE PORTUGAL E 32 DE VIDA, EMMANUEL ESEME FOI UMA DAS PRINCIPAIS FIGURAS DA CONQUISTA DA TAÇA DOS CLUBES CAMPEÕES EUROPEUS – TENDO FICADO NA HISTÓRIA PELOS RECORDES DA COMPETIÇÃO NOS 100 E 200 METROS E POR TER LEVANTADO O TÍTULO. EM ENTREVISTA AO JORNAL SPORTING, O RECORDISTA NACIONAL DOS CAMARÕES NOS 60 (6’’52), 100 (9’’96) E 200 METROS (20’’23) FALOU SOBRE A VITÓRIA EM CASTELLÓN E LANÇOU O FUTURO, QUE PASSA POR TENTAR NOVOS MÁXIMOS PESSOAIS E BRILHAR NOS MUNDIAIS DE 2027 E NOS JOGOS OLÍMPICOS DE 2028. “ACREDITO QUE AINDA NÃO ATINGI O MEU POTENCIAL COMPLETO”, GARANTIU.
Texto: Luís Santos Castelo
Fotografia: European Athletics, Francisco Lino, Sporting CP
Como se sente, agora que é Campeão da Europa de clubes?
É um sentimento muito bom. É a primeira vez que participei nesta competição e venci o meu primeiro título europeu, algo que nunca pensava que fosse acontecer. Estou muito feliz, claro.
Foi a primeira vez desde 2000 que a equipa masculina
venceu a competição. Quão importante era voltar a atingir este tipo de glória?
O nosso objectivo não era só vencer as provas individuais, mas sim vencer colectivamente, como equipa. É sempre muito bom quando vencemos individualmente e a equipa também vence. Foi muito importante vencer este título com cada um de nós a dar o seu melhor.
Como geriu as emoções ao longo da competição? Foi uma montanha-russa. Às vezes estávamos com boa vantagem, outras era mais curta e estávamos no limite. Demos
tudo porque uma vitória individual não importa por si só. Todos tiveram de dar tudo para conseguir o máximo de pontos para o clube. Não podíamos ter ninguém com zero pontos ou a ter alguma lesão.
Foi o atleta que levantou o troféu. Como foi esse momento? Senti-me honrado por me terem colocado nessa posição. Senti peso nos ombros, foi muito emocionante. Não esperava que isso acontecesse, mas a equipa disse que seria eu a levantar o troféu e isso deixou-me muito emocionado. Fez-me perceber a minha função no Sporting CP e o quanto
gostam do que tenho feito. O contrário também é verdade; gosto muito do Clube.
Não desiludiu nas suas provas, tendo vencido os 100 e 200 metros com recordes da competição e participado no triunfo nos 4x100 metros. Ficou satisfeito com o seu rendimento?
Nos 100 metros, foi uma boa marca, mas acredito que consigo fazer melhor. Tive alguns problemas no início, cometi um erro. O tempo foi bom, foi o recorde dos campeonatos, mas gostava de ter corrido em menos de 10 segundos. Os 200 eram uma prova que não fazia há algum tempo e tenho de ir passo a passo para evoluir. Com mais corridas vou ser capaz de voltar a estar confortável. Na estafeta de 4x100 metros, não estamos em total controlo porque há mais colegas em prova. Fiquei feliz por termos tido boas transmissões, até melhores do que nos treinos. Foi um sentimento muito bom.
Que outras disciplinas acompanhou com mais emoção?
Os 4x400 metros. Foi a última prova e a vantagem era curta, pelo que não podíamos falhar nem cometer nenhum erro. Tínhamos de apoiar muito os nossos colegas e quando venceram foi muito emocionante porque significou a conquista do troféu. Ficámos ‘malucos’.
Ficou orgulhoso da sua equipa?
Estou muito orgulhoso do progresso da equipa. Acredito que a minha posição, enquanto atleta mais experiente, não é apenas ter bons resultados, mas sim motivar os colegas, mostrar o caminho e ser um bom exemplo. Acredito que a disciplina e o trabalho árduo são pontos-chave. Temos atletas muito talentosos e com grande potencial.
“PENSAR EM SER SEGUNDO OU TERCEIRO NUNCA NOS VAI LEVAR ONDE QUEREMOS”
Acreditaram na vitória desde o princípio?
Quando vamos para uma competição, temos de ter a mentalidade de querer ganhar, mesmo quando não somos favoritos. Pensar em ser segundo ou terceiro nunca nos vai levar onde queremos. Contudo, não podíamos subestimar os adversários. Foi uma competição de alto nível contra atletas com marcas muito boas. Tínhamos de acreditar em nós próprios acima de tudo.
A equipa feminina também lutou pelo título até ao fim. O que pensa da prestação das suas companheiras?
Estava a torcer muito por elas, queria muito que ganhassem também. Teria sido fantástico conseguir a ‘dobradinha’ e vê-las a festejar como nós, até para demonstrar que o Sporting CP é o melhor clube da Europa. Foi pena não terem conseguido a vitória, mas estão de parabéns pelos resultados. É desporto, acontece.
Depois deste triunfo europeu, o objectivo é voltar a vencer no próximo ano?
Sim, mas primeiro temos de nos qualificar ao vencer o Campeonato Nacional de Clubes. Há que continuar a trabalhar, voltar a vencer o campeonato e repetir a presença na Taça dos Clubes Campeões Europeus. Depois, queremos voltar a vencer nos homens e vencer também nas mulheres para depois irmos ao relvado do Estádio José Alvalade festejar com os adeptos.
Tem sido um bom ano para si. Foi quinto classificado nos Mundiais em pista curta, tendo igualado o seu recorde nacional dos 60 metros (6’’52), e venceu os 100 metros nos Campeonatos Africanos. Está feliz com os resultados?
Sim. Estou-me a divertir muito. Trabalho muito e estou feliz
com os resultados. Gostava que fossem melhores, mas sei que esse tempo chegará. Juntamente com o meu treinador, estamos a trabalhar nesse sentido.
Que objectivos tem ainda tem para 2026?
O principal objectivo é o de estar na final World Athletics Ultimate Championship, uma nova competição. Para além disso, quero estar nos principais meetings, ter bons resultados e melhorar os meus recordes pessoais e nacionais. Acredito que ainda não atingi o meu potencial completo. É um objectivo para 2026. Ainda temos bastante tempo para isso e há muito por fazer.
“NUNCA PENSEI VENCER UM TÍTULO EUROPEU”
É atleta do Sporting CP há três anos. Tem gostado deste período de verde e branco?
Sim. Tem sido muito bom, o Sporting CP tem-me apoiado em vários níveis, como fisioterapia ou psicologia, por exemplo, e a nível técnico. São pessoas experientes, que sabem o que fazem. A minha experiência no Sporting CP tem sido muito positiva. Estou muito melhor do que quando cheguei. Melhorei muito na aceleração, que não era boa, por exemplo. Continuo a evoluir, ainda não estou onde quero.
Os próximos Mundiais acontecem no próximo ano, em Pequim. O que espera dessa prova?
É uma prova que não tem sido muito boa para mim, tenho sempre problemas e lesões. Nesse sentido, quero utilizar a minha experiência no próximo ano e chegar na melhor forma. Não quero apenas participar nos Mundiais, quero ser um exemplo neste tipo de competição.
E em relação aos Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles?
Os Jogos Olímpicos não se preparam apenas em um ano. Estão a ser preparados neste momento e vão continuar a ser. Quero chegar lá com a experiência necessária para fazer algo em grande.
O que significa fazer algo em grande?
Expressar-me da melhor forma possível. Acredito que sou muito talentoso e que apenas preciso das melhores ferramentas. Os atletas que lá estão não são extraterrestres, são pessoas como eu. Acredito que posso lutar com eles.
Quando chegou ao Sporting CP, tornou-se atleta profissional, deixando um emprego como engenheiro ambiental. Arrepende-se dessa decisão ou foi o mais certo a fazer?
Foi a melhor decisão que podia ter tomado. Trabalhar e treinar a este nível, ao mesmo tempo, não me estava a >>
Emmanuel Eseme protagonizou o momento mais esperado: a cerimónia da entrega do troféu
>> dar tempo para recuperar e fazer as coisas da melhor forma. O corpo precisa de muito cuidado e como estava não o fazia da melhor forma. Agradeço ao Sporting CP por me ter permitido tomar esta decisão. Não me arrependo nada e, agora, quero continuar a aprender e estudar ao mesmo tempo que dou 100% no atletismo enquanto posso.
“JOGOS OLÍMPICOS DE 2028?
QUERO FAZER ALGO EM GRANDE”
Como é viver em Lisboa?
O tempo é bom. A minha vida é muito dedicada a treinar e competir, pelo que não conheço assim tantos sítios, mas gosto muito de Lisboa, do tempo e da comida. Quero, também, que a minha família venha cá para conhecer.
Que mensagem quer deixar aos Sportinguistas?
Agradeço muito a todos. É graças a eles que somos capazes de competir. Recebemos muitas mensagens nas redes sociais e é muito bom ver que tanta gente se importa connosco. Faz com que sejamos capazes de dar mais do que pensávamos ser possível. Obrigado a todos. Estou a receber o vosso apoio e é graças a isso que fazemos que fazemos.
ATLETISMO
ACADEMIA ATLETISMO
O velocista bateu os recordes da competição nos 100 e 200 metros
MODALIDADES VOLEIBOL EQUIPA PRINCIPAL FEMININA
TIAGO SINEIRO É O NOVO TREINADOR DA EQUIPA FEMININA DE VOLEIBOL
HÁ UM TROFÉU QUE CONTINUA A ESCAPAR À EQUIPA PRINCIPAL FEMININA DE VOLEIBOL DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL E É PRECISAMENTE PARA O ATACAR QUE TIAGO SINEIRO CHEGA AO PAVILHÃO JOÃO ROCHA. AOS 36 ANOS, O TREINADOR ASSUME UM NOVO DESAFIO NA CARREIRA, COM A AMBIÇÃO DE COLOCAR O CLUBE DE FORMA CONSISTENTE NOS MOMENTOS DE DECISÃO E O OBJECTIVO DECLARADO DE VENCER UM INÉDITO CAMPEONATO NACIONAL.
Texto: Filipa Santos Lopes Fotografia: João Pedro Morais
Tiago Sineiro é o novo treinador da equipa principal feminina de voleibol do Sporting Clube de Portugal. Após integrar as equipas técnicas de Castêlo da Maia GC e AJ Fonte do Bastardo e de ter assumido o comando da equipa masculina do Leixões SC em 2021/2022, o treinador chega agora ao Sporting CP para abraçar um novo desafio na carreira.
“É uma sensação muito boa. Não podia recusar este convite, a história do Clube assim me obrigava. Estou pronto para começarmos a trabalhar”, começou por dizer o treinador, em declarações aos meios de comunicação verdes e brancos.
Depois de várias temporadas ligado ao voleibol no masculino, Tiago Sineiro explicou que o projecto apresentado pelo Sporting CP surgiu, também, como a oportunidade de sair da sua zona de conforto.
“Sentia que precisava de um desafio e o feminino acaba por ser diferente. Depois, claro, a grandeza do Clube e a possibilidade de lutar por títulos e marcar presença nas competições europeias fizeram com que só pudesse aceitar a proposta”, referiu ainda Tiago Sineiro, que, assumindo desde o primeiro dia a conquista de troféus como meta, destacou a importância de colocar o Sporting CP de forma regular nas fases mais decisivas da época.
“Para podermos conquistar títulos,
temos de estar presentes nos momentos de decisão. O Clube tem de estar sistematicamente nesses momentos e esse é o nosso primeiro objectivo. Depois, claro, ganhar títulos.
O Sporting CP ainda não conquistou o Campeonato Nacional feminino e esse também é um objectivo pessoal”, afirmou.
Para isso, garante o técnico, será necessário consolidar um grupo onde a ambição, organização e competitividade emergem como características fundamentais.
“Tem de ser uma equipa com uma vontade e com uma ambição muito grandes. Independentemente do momento da época, o objectivo tem de ser sempre jogar para ganhar, sendo aguerridas, combativas, mas também bastante organizadas”, sublinhou.
O novo técnico vai reencontrar João Coelho nos corredores do Pavilhão João Rocha e acredita que o líder da equipa masculina o ajudará “a perceber melhor a realidade do Clube”, mas reconhece ter já sentido a dimensão do Sporting CP. Agora, mostra-se ansioso por vivê-la em pleno nos jogos.
“É um clube enorme, já deu para perceber a quantidade de pessoas [a trabalhar] à volta do Sporting CP. Quando começar a época, terei a oportunidade de perceber essa grandeza de outra forma, com os adeptos aqui nas bancadas a apoiar-nos”, disse, antes de deixar um apelo – o primeiro – aos Sportinguistas: “Que apareçam. Nós vamos fazer tudo
para conquistar o seu apoio e, juntos, tentarmos conquistar o primeiro campeonato nacional do voleibol feminino”, rematou.
Também João Fidalgo, coordenador da modalidade, falou aos meios de comunicação Leoninos e justificou a escolha do jovem técnico de 36 anos.
“A vinda do Tiago Sineiro para o voleibol feminino é uma aposta firme e forte da nossa parte. Tem o seu valor mais do que provado no voleibol por-
tuguês e, mais recentemente, fez um trabalho absolutamente incrível no Leixões SC”, salientou, sobre a temporada agora finda, onde o emblema de Matosinhos terminou a Liga no terceiro posto, logo atrás de Sporting CP e SL Benfica.
João Fidalgo acredita que o técnico chega, assim, preparado para acrescentar novas ideias à modalidade e ajudar o Sporting CP a crescer de forma sustentada.
“É alguém que vem aportar coisas novas e com a perspectiva de lutar por grandes conquistas, tanto no futuro mais próximo como mais longínquo. Não tenho dúvidas de que o fará. É alguém que vem unir e afirmar-se dentro de um grande Clube. É um passo muito importante na carreira do Tiago, mas estou certo de que é também um passo muito importante para o voleibol feminino do Sporting CP”, concluiu.
João Fidalgo considerou este um passo importante na carreira do técnico, mas também para a evolução da estrutura
Tiago Sineiro é o novo líder das Leoas do voleibol
MODALIDADES FUTSAL
LEÕES NAS MEIAS-FINAIS DA LIGA
FORMAÇÃO LEONINA VENCEU SCU TORREENSE POR 7-5 NO
JOGO DOIS DOS QUARTOS-DE-FINAL. SEGUE-SE O SC BRAGA.
Texto: Nuno Miguel Simas
Fotografia: João Pedro Morais
A equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal apurou-se para as meias-finais do play-off da Liga, após vencer o SCU Torrense por 7-5, no segundo jogo da eliminatória.
Depois da vitória por 0-5 em Torres Vedras, a equipa de Nuno Dias repetiu o triunfo, desta vez no Pavilhão João Rocha e marca presença, mais uma vez, nas meias-finais, onde vai ter pela frente o SC Braga, que eliminou o Sport Club Ferreira do Zêzere, em três jogos.
Antes do apito inicial, a equipa de futsal do Sporting CP pela mão de Alex Merlim, capitão de equipa, mostrou a taça da UEFA Futsal Champions League aos adeptos Leoninos, debaixo de aplausos dos Sportinguistas presentes nas bancadas do Pavilhão João Rocha.
No primeiro jogo em casa depois da brilhante conquista da UEF Futsal Champions League, a equipa Leonina quase marcava a abrir o jogo, mas na resposta, Daniel Costa conseguiu uma intercepção de bola, ganhou metros e à saída de Gonçalo Portugal atirou colocado, de pé esquerdo, para o golo inaugural da partida, marcado pela formação de Torres Vedras. Com 15’24 para o intervalo, uma magnífica combinação entre Rocha e Tomás Paçó terminou em remate colocado do fixo Leonino para o empate, num jogo de alta voltagem e de disposição ofensiva de ambos os conjuntos.
Essa tendência manteve-se pelo tempo fora e Célio Coque ficou perto de dar nova vantagem à formação forasteira no marcador, com Pauleta a responder na ala esquerda, para remate defendido por Cristiano Marques, com ‘mancha’ oportuna. Chiskala, bem solicitado, obrigou Cristiano Marques a boa defesa, com a equipa de Torres Vedras a não se atemorizar e também a tentar aproximações com perigo à baliza Leonina, bem guardada por Gonçalo Portugal. O guarda-redes Leonino esteve no
passe para o 2-1 marcado por Rocha, que rodopiou bem na área e atirou colocado de pé esquerdo, para a reviravolta do Sporting CP no marcador. Faltavam 9’01 para o intervalo.
O Sporting CP chegou ao 3-1, numa bola parada convertida por Bruno Pinto, quando faltavam 7’10 para o intervalo.
Mas essa diferença de dois golos não durou muito. O SCU Torreense reduziu para 3-2, num remate colocado de Célio Coque, sensivelmente um minuto depois do 3-1 do Sporting CP.
A maior iniciativa era do Sporting CP, mas numa bola parada muito bem executada, um remate de primeira de Nicholas Weirich deu o empate a três golos no marcador para o SCU Torreense, com 4’10 para o intervalo.
O Sporting CP voltou à carga para procurar nova vantagem no marcador, mas os primeiros 20 minutos terminaram com empate a três golos no marcador.
Na segunda parte, os minutos iniciais tiveram vários passes transviados, até que à entrada para os últimos 14 minutos, Felipe Valério e Wesley tiveram dois remates perigosos, com o SCU Torreense a ‘não se ficar’ e a ter uma iniciativa perigosa por Gabriel. No espaço de segundos, com cerca de 12 minutos para o final, o Sporting CP marcou dois golos ‘de rajada’. Allan Guilherme, a desviar grande lance individual de Felipe Valério pela esquerda e Tomás Paçó, num remate colocado, em recarga a primeira defesa de Bruno Filipe, levaram o Sporting CP para uma vantagem de 5-3 no marcador.
Com uma ‘almofada’ de segurança importante no marcador, o Sporting CP ficou ainda mais confortável antes dos dez minutos finais, quando Pauleta, na sequência de uma bola parada, fez o 6-3 para a formação de Nuno Dias.
Com o jogo dominado, algumas boas defesas de Bruno Filipe evitaram o avolumar do marcador – Merlim e Tomás Paçó que o digam – mas Tomás Paçó voltaria mesmo a marcar, em remate indefensável, de pé
direito, a 7’53 para o final, para o 7-3, num excelente golo resultante de muito boa jogada colectiva.
O SCU Torreense teve uma grade penalidade a 7’10 para o final, depois de o árbitro assinalar falta de Gonçalo Portugal sobre Luís Felipe Oliveira na área. O mesmo jogador atirou colocado e fez o 7-4. Com mais de seis minutos para jogar, Diogo Santos finalizou com remate por cima um livre indirecto e quase na resposta, Célio Coque, em remate de pé esquerdo, reduziu para 7-5, com mais de cinco minutos para o final, quando a equipa visitante já ataca de cinco contra quatro. Num final atribulado, Gonçalo Portugal foi expulso e o Sporting CP teve de defender dois minutos com menos um jogador. Pedro Silva entrou para a baliza (bom desempenho do jovem sub-19 Leonino) e a formação verde e branca aguentou sem sofrer golos – viu uma bola bater no poste da baliza de Pedro Silva. Com cerca de dois minutos para o final, o Sporting CP não correu riscos e administrou a vantagem, com Pedro Silva bastante seguro na baliza Leonina e os Campeões da Europa a vencerem o SCU Torreense por 7-5, nos números finais.
20.05.2026 Liga
Play-off – Quartos-de-final – Jogo 2 Pavilhão João Rocha
SPORTING CP SCU TORREENSE
7 5
3-3 ao intervalo
Tomás Paçó (5’, 28’, 33’), Rocha (11’), Bruno Pinto (13’), Allan Guilherme (28’), Pauleta (29’)
Daniel Costa (1’), Célio Coque (14’, 35’), Nicholas Weirich (16’), Luís Felipe Oliveira (33’ GP)
Sporting CP: Gonçalo Portugal [GR], Bruno Semedo, Tomás Paçó, Diogo Santos, Wesley, Pauleta, Allan Guilherme, Felipe Valério, Ivan Chiskala, Pedro Silva [GR], Bruno Pinto, Alex Merlim [C], Bruno Maior, Rocha. Treinador: Nuno Dias. Disciplina: cartão amarelo para Gonçalo Portugal (33’). Cartão vermelho para Gonçalo Portugal (35’).
A festa do golo do Sporting CP, com Tomás Paçó e Rocha como protagonistas
NUNO DIAS: “SABEMOS QUE PODEMOS
FAZER MAIS”
Após o jogo que valeu para o Sporting CP a passagem as meias-finais da Liga de futsal, o treinador, Nuno Dias, fez a análise da partida aos meios de comunicação do Clube.
“Foi um jogo com altos e baixos, oscilámos coisas boas e coisas más e permitimos que o SCU Torreense, quando estávamos a fazer coisas más, encurtasse distâncias e foi mantendo um resultado incerto durante muito tempo, acho que por culpa nossa. Mais demérito nosso. Claro que marcaram os golos, mas vieram ao Pavilhão João Rocha fazer cinco golos, alguns de situações caricatas e a atitude não foi aquela de que nós gostamos”, afirmou.
O técnico identificou a necessidade de a equipa Leonina ser mais constante. “Tivemos coisas boas, tivemos coisas em que temos de melhorar e temos de ser muito mais constantes durante os 40 minutos, não podemos fazer três, quatro minutos bons, três quatro minutos maus. Isso leva-nos a momentos em que o adversário quando cresce, quando melhora consegue marcar. Nós temos de melhorar esse aspecto e ser mais constantes para não passar por estes sobressaltos. O que aconteceu em termos atitude e de níveis de concentração no jogo um não tem nada a ver com o que aconteceu hoje e o resultado espelha exactamente isso. 7-5 não é um resultado normalmente usual na nossa equipa”, frisou o técnico.
Para Nuno Dias, a prestação do Sporting CP deixou claro que a equipa Leonina é capaz de mais. “Se jogarmos desta forma e ganharmos os jogos todos por 7-5, vamos ser Campeões Nacionais. O objectivo principal há-de ser sempre a vitória, claro que nós somos exigentes porque conhecemos a nossa equipa, sabemos o nosso valor e sabemos que podemos fazer mais. O que apresentámos hoje não foi dentro daquilo que nós valemos, não foi dentro do que nós somos e do que temos capacidade para fazer. Temos agora uma semana ‘limpa’, respirar, descansar e preparar as meias-finais”.
Training Camp
29 de Junho a 3 de Julho
20 a 24 de Julho
27 a 31 de Julho
3 a 7 de Agosto
Costa da Caparica | 08h30 às 17h30
Dos 6 aos 17 anos
Número Limitado de Vagas
Mais informações: surf@sporting.pt
MODALIDADES FUTSAL
O ADEUS DE UMA LENDA, QUE PERSONIFICOU O LEMA DO SPORTING CP NA QUADRA
JOÃO MATOS ANUNCIOU O PONTO FINAL NA CARREIRA NO FINAL DA TEMPORADA. DESPEDE-SE APÓS MAIS DE 20 ANOS DE LIGAÇÃO AO CLUBE, ONDE CHEGOU MENINO E SE TORNOU LENDA, MAIS DE 800 JOGOS E MAIS DE 40 TÍTULOS.
Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: José Lorvão, UEFA
João Matos é um nome que dispensa apresentações. São 21 épocas ao mais alto nível, mais de 800 jogos e mais de 40 títulos com a camisola do Sporting Clube de Portugal.
Homem de um só clube, que honrou e engradeceu também a Selecção Nacional, despede-se agora como uma lenda viva — não apenas do universo Leonino, mas do futsal português e mundial.
O capitão verde e branco decidiu pendurar as sapatilhas no final desta temporada, encerrando uma carreira exemplar. Uma vida inteira, pessoal e profissional, dedicada ao emblema de Alvalade e ao futsal.
O Sporting CP agradecer-lhe-á sempre por ter sido a personificação exacta do lema do Clube dentro das quatro linhas: Esforço, Dedicação, Devoção e Glória.
Começou menino e fez-se homem, de promessa passou a lenda, conquistou tudo o que havia para conquistar e até mais do que alguma vez ousou imaginar.
“Foram mais de duas décadas, uma vida inteira dedicada ao mesmo símbolo, ao mesmo sonho, à mesma paixão. Entrei neste clube miúdo, cheio de sonhos, desejos e ambições. Saio homem, capitão, pai, campeão e eternamente Sporting CP”, começou por dizer numa emotiva mensagem partilhada nas redes sociais na última sexta-feira, revelando ao mundo a sua decisão: “Hoje termina uma carreira, mas não termina uma história porque há histórias que ficam gravadas nas pessoas. Cresci aqui, caí aqui, ganhei aqui e deixei tudo o que tinha aqui”.
UMA CARREIRA SEM IGUAL
Depois de dar os primeiros passos na modalidade no Clube de Carnaxide Cultura e Desporto, João Matos ingressou no Sporting CP com apenas
14 anos. Cumpriu quatro anos na formação e, aos 18, no dia 19 de Novembro de 2005, estreou-se na equipa sénior pelas mãos do treinador Paulo Fernandes, num duelo frente ao SC Braga.
Passaram-se mais de 20 anos desde esse dia, duas décadas vividas intensamente pelo fixo/ala na equipa principal Leonina.
João Matos viu o Clube mudar de Direcção algumas vezes; viu chegar e sair jogadores; conheceu o sabor da vitória e da derrota; jogou no Pavilhão Paz e Amizade, em Loures, no Multiusos de Odivelas e, finalmente, no Pavilhão João Rocha e por cá se manteve com a mesma vontade e atitude intocável, trilhando um caminho único.
Ninguém vestiu a listada verde e
branca mais vezes do que ele e ninguém ergueu tantos troféus como ele, até aos dias de hoje, com esta camisola. São 41 títulos no total – 12 Campeonatos Nacionais, 10 Taças de Portugal, 10 Supertaças, seis Taças da Liga e três Ligas dos Campeões – e ainda podem ser 42. O seu palmarés supera, inclusive, os 33 títulos do maior rival Leonino, o SL Benfica, na modalidade.
Pelo meio, tornou-se também no jogador mais internacional de sempre pela Selecção Nacional, com 213 jogos, e conquistou quatro títulos: dois Campeonatos da Europa, um Mundial e uma Finalíssima Intercontinental – tendo levantado dois deles com a braçadeira de capitão.
Não há, nem haverá, outro como
ele. Será pouco provável ver outro atleta alcançar o que ele alcançou ou deixar uma marca tão profunda no futsal Leonino, nacional e internacional. Por isso, João Matos ficará para sempre na História do Clube e da modalidade e deixará, sem dúvida, muitas saudades, mas é hora de aceitar que tudo tem um início e um fim.
MUITO MAIS DO QUE UM JOGADOR
É o adeus de um atleta extraordinário que ficará para sempre na memória dos Sportinguistas porque João Matos foi muito mais do que um fixo imperial e muito mais do que a camisola 9 que nos habituámos a ver
disputar cada lance com toda a garra e até ao limite.
Foi o herdeiro natural da braçadeira em 2016/2017, após a despedida de outra lenda – João Benedito; a identidade do Clube em campo; o capitão que carregou a missão na alma; o líder silencioso que nunca precisou de fazer ruído; a voz de Nuno Dias e a paixão dos adeptos dentro das quatro linhas; o último a desistir nos momentos mais difíceis e o primeiro a levantar a cabeça nas (poucas) batalhas perdidas.
“Foram títulos, noites inesquecíveis, troféus, conquistas. Levarei tudo isto comigo, mas aquilo que mais levo não são os troféus, são as pessoas. Os companheiros que se tornaram irmãos, os treinadores e funcionários que se tornaram família. E, acima de tudo, o privilégio de representar milhões de Sportinguistas ao longo destes anos”, referiu com carinho, acrescentando: “Nunca vesti outra camisola, nunca precisei. Quando se joga com amor e alma não existe outro lugar”. “Dizem que fui o jogador mais titulado em Portugal, mas o maior título foi poder representar esta camisola por mais de duas décadas. O Sporting CP não foi apenas parte da minha vida, foi a minha vida e isso levo comigo para sempre”, admitiu, finalizando: “Obrigado por tudo”. Conhecida a decisão antes de ser consumada, é agora tempo de o aplaudir nos seus últimos momentos de Leão ao peito e de braçadeira ao braço. Primeiro nas meias-finais do Campeonato Nacional e depois – acreditando na história que ele próprio se habituou a escrever – na final da prova, onde todos os Sportinguistas esperam que o Sporting CP marque presença. Conquistar um último título de Campeão Nacional estará no pensamento de João Matos até ao último segundo, assim como no de toda a equipa e de todos os Sportinguistas. Seria a despedida perfeita para um jogador que suou e lutou como um Leão em tudo aquilo que alcançou.
João Matos despede-se com mais de 40 títulos de Leão ao peito
ÉPOCA A ÉPOCA
2005/2006 8 jogos 0 golos
2006/2007 45 jogos 6 golos
2007/2008 31 jogos 2 golos
2008/2009 31 jogos 9 golos
2009/2010 39 jogos 4 golos
2010/2011 49 jogos 6 golos
2011/2012 38 jogos 14 golos
2012/2013 36 jogos 12 golos
2013/2014 38 jogos 10 golos
2014/2015 40 jogos 8 golos
2015/2016 45 jogos 12 golos
2016/2017 49 jogos 13 golos
2017/2018 40 jogos 15 golos
2018/2019 47 jogos 10 golos
2019/2020 33 jogos 9 golos
2020/2021 48 jogos 16 golos
2021/2022 46 jogos 9 golos
2022/2023 38 jogos 4 golos
2023/2024 40 jogos 4 golos
2024/2025 49 jogos 2 golos
2025/2026 22 jogos 1 golo*
*Campeonato Nacional ainda a decorrer
NÚMEROS
SPORTING CP* 812 JOGOS
SELECÇÃO NACIONAL
O abraço a Nuno Dias – seu treinador em 14 épocas – nos festejos da última Champions
PALMARÉS
12 CAMPEONATOS NACIONAIS*
10 TAÇAS DE PORTUGAL 10 SUPERTAÇAS
6 TAÇAS DA LIGA
*Campeonato Nacional ainda a decorrer
3 LIGAS DO CAMPEÕES
2 CAMPEONATOS DA EUROPA
1 CAMPEONATO DO MUNDO
1 FINALÍSSIMA INTERCONTINENTAL
*Campeonato Nacional ainda a decorrer
Ergueu dezenas de troféus como capitão e este foi especial: a primeira Liga dos Campeões
Em Julho de 2021, numa entrevista ao Jornal Sporting, com
MODALIDADES TÉNIS DE MESA
11.º TÍTULO SEGUIDO ESTÁ À DISTÂNCIA DE UMA VITÓRIA NA MADEIRA
FINAL DOS PLAY-OFFS DA LIGA INAUGURADA COM VITÓRIA DOS LEÕES EM CASA. REVIRAVOLTA SOBRE OS MADEIRENSES DO CD SÃO ROQUE DEIXA SPORTING CP EM VANTAGEM NA CORRIDA POR TÍTULO HISTÓRICO.
Texto: Xavier Costa
Fotografia: Isabel Silva
Foi preciso mostrar a fibra de Campeão. No primeiro jogo da final dos play-offs do Campeonato Nacional, a equipa masculina de ténis de mesa do Sporting CP recebeu e venceu o CD São Roque por 3-1, no passado sábado, em Lisboa. Como os madeirenses terminaram a fase regular no primeiro lugar, este era o único jogo em casa para os Leões – actuais Decacampeões Nacionais – e os comandados de Chen Shi Chao aproveitaram a oportunidade para arrancar a decisão em vantagem, graças a uma excelente reviravolta. Sendo uma final disputada à melhor de três jogos, o Sporting CP está a uma vitória na Madeira de aumentar o seu domínio nacional.
Ao longo de 2025/2026, o Sporting CP já levou a melhor nas decisões sobre o CD São Roque para arrebatar a Supertaça e a Taça de Portugal e, por isso, pode culminar esta com o quinto ‘triplete’ de títulos consecutivos.
Com muitos Sportinguistas presentes na sala de ténis de mesa do Sporting CP, localizada nas imediações do Pavilhão João Rocha, o primeiro golpe na final até pertenceu ao conjunto insular, através de André Silva. O mesa-tenista do CD
23.05.2026
Campeonato Nacional Play-offs – Final – Jogo 1 Sala de ténis de mesa do Sporting CP
SPORTING CP CD SÃO ROQUE 3 1
1-3, 3-0, 3-1 e 3-1
Chih Wey Yeh 1-3 André Silva (9-11, 9-11, 11-4 e 13-15)
Diogo Carvalho 3-0 Konstantin Chernov (12-10, 11-6 e 11-5)
Diogo Carvalho e Diogo Chen 3-1
André Silva e Diogo Silva (11-6, 3-11, 11-9, 12-10)
Chih Wey Yeh 3-1 Konstantin Chernov (13-11, 8-11, 11-9, 13-11)
Sporting CP: Chih Wey Yeh, Diogo Carvalho e Diogo Chen. Treinador: Chen Shi Chao.
São Roque venceu logo os dois primeiros parciais (9-11 e 9-11) mas, a seguir, Chih Wey Yeh dificultou
a tarefa ao máximo. O atleta dos Leões respondeu em força com um claro 11-4 – chegou a estar a vencer
por 9-0 – e ainda levou o parcial seguinte ao limite, tendo tido mesmo oportunidades para fechá-lo, mas acabou por ser André Silva a levar a melhor nas vantagens (13-15), fazendo o 0-1 no jogo.
Seria, no entanto, o princípio do fim para a equipa do Funchal, porque Diogo Carvalho, com uma exibição irrepreensível, conseguiu levar os seus esforços até ao fim e foi implacável frente a Konstantin Chernov para repor rapidamente a igualdade. Embalado por uma recuperação fantástica no primeiro parcial (de 3-7 para 9-7), que ganhou por 1210, o capitão dos Leões revelou-se totalmente superior nos seguintes (11-6 e 11-5) e aplicou um 3-0 neste duelo directo.
Foi o ponto de viragem, porque Diogo Chen juntou-se a Diogo Carvalho para o jogo de pares que se seguiu e a dupla verde e branca superiorizou-se numa disputa muito renhida (3-1), virando o marcador e lançando a reviravolta. Ao 11-6 inicial, André Silva e Diogo Silva ainda responderam com um forte 3-11, porém acabariam por sucumbir nos parciais seguintes, recheados de incerteza. Depois do 11-9, Diogo Carvalho e Diogo Chen foram capazes de recuperar de 8-10 para fazer o 12-10 e o respectivo 2-1 na final. Feita a reviravolta, Chih Wey Yeh –de volta à mesa – teve a responsabilidade de selar a vitória caseira e inaugural do Sporting CP e assim foi, mas apenas após muita insistência perante um inflexível Konstantin Chernov. 13-11, 8-11, 11-9 e 13-11 foram as contas finais que lançaram os Leões em vantagem nesta final. Agora, as decisões da final passam para o Funchal, na Madeira, onde se vai realizar o segundo duelo (13 de Junho), que já pode ser decisivo em caso de vitória verde e branca. Na mira, o Sporting CP tem a hipótese de somar o seu 11.º Campeonato consecutivo, algo que igualaria a hegemonia conseguida entre 1985 e 1995, a mais alargada da sua História.
Capitão Diogo Carvalho foi determinante na reviravolta para a vitória
Vitória foi selada pela mão de Chih Wey Yeh
MODALIDADES BASQUETEBOL
MEIA-FINAL SAI IGUALADA DO PAVILHÃO JOÃO ROCHA
COM INTENSIDADE E PONTARIA RENOVADAS, OS LEÕES DE LUÍS MAGALHÃES CORRIGIRAM A ENTRADA EM FALSO COM UMA VITÓRIA
MUITO CONSISTENTE SOBRE O FC PORTO, QUE DESTA VEZ NUNCA CONSEGUIU REAPROXIMAR-SE NO MARCADOR. MEIA-FINAL SEGUE, AGORA, PARA O NORTE DO PAÍS.
Texto: Xavier Costa
Fotografia: João Pedro Morais
Tudo de volta à ‘estaca zero’. Depois da derrota no jogo inaugural da meia-final dos play-offs da Liga, a equipa masculina de basquetebol do Sporting CP respondeu no segundo jogo e venceu o FC Porto por 88-73, na segunda-feira, também no Pavilhão João Rocha. Assim, a eliminatória disputada à melhor de cinco jogos, vai igualada para o Dragão Arena, onde vão ser disputados os próximos dois clássicos. Para evitar ficar já sem margem de erro, os Leões entraram desde logo apostados em fazer as coisas de maneira diferente e o começo, mais do que promissor, foi praticamente premonitório. Para lá da tremenda pontaria trazida cedo pelos triplos de Claude Robinson, Stephan Swenson e Maleeck Harden-Hayes, que valeu um parcial de 11-0 a abrir, os comandados de Luís Magalhães ainda conseguiram aliar-lhe muita agressividade defensiva. Seguindo esta receita de sucesso, continuaram a mandar (23-10) e a entusiasmar as bancadas.
Só perto do fim do primeiro período é que o FC Porto respondeu nos lançamentos exteriores, mas a vantagem verde e branca manteve-se nos dois dígitos (30-20). E a intensidade dos Leões continuou a fazer estragos no parcial seguinte, condicionando muito o jogo ofensivo azul e branco.
Entre roubos de bola, vários, e saídas rápidas e certeiras para o ataque, Diogo Ventura (triplo) e Francisco Amarante assumiras as despesas no ataque e a diferença no marcador não parou de aumentar. Os dois internacionais portugueses levaram o marcador até um expressivo 44-24, prontamente aumentado por André Cruz para 46-25, após recarga a um lance livre falhado pelo próprio.
Novamente, foi à entrada para o último minuto que o conjunto do Porto - ainda muito impreciso - esboçou uma reacção, mas continuou a ser
insuficiente. Prova maior disso foi a sequência em que Tanner Omlid, mesmo aberto e com espaço, falhou o triplo e Claude Robinson, na resposta imediata, atirou a contar de três. Chegados ao intervalo, o 57-40 espelhava a total superioridade do Sporting CP no Pavilhão João Rocha, tendo pecado apenas no capítulo dos lances livres durante a primeira parte.
Já a segunda começou por ter mais acção defensiva que ofensiva até que um triplo de Malik Morgan agitou as águas do clássico (62-42).
Apesar disso, foi o FC Porto a sair por cima desta fase mais combativa e, pouco a pouco, recuperou terreno no resultado (65-54). Ainda assim, na recta final do período emergiu novamente Amarante para os Leões
e reestabeleceu a diferença – mais segura – nos 17 pontos (71-54) rumo aos derradeiros dez minutos. E no quarto período o arranque verde e branco fez por manter tudo sob controlo e sem sobressaltos, graças a um triplo de André Cruz, que trouxe uma energia renovada para dentro de campo, e à eficácia nos lances livres de Ventura (76-54). Os dragões ainda foram em busca de um esforço final significativo, porém não conseguiram mais do que encurtar para 82-71 e 84-73. Do outro lado, um afundanço de Harden-Hayes e dois lances livres de Ventura deitaram por terra qualquer réstia de incerteza e selaram o sólido triunfo por 88-73. Depois destes dois primeiros jogos na casa das modalidades Leoninas,
a discussão da meia-final segue para o Dragão Arena, que vai acolher o próximo clássico já na sexta-feira (20h00).
LUÍS MAGALHÃES:
“ESTÁ TUDO EM ABERTO”
Após a partida que deixou Leões e dragões em pé de igualdade na busca por um lugar na final dos play-offs da Liga, o treinador do Sporting CP fez o rescaldo da vitória em conferência de imprensa. “A nossa equipa jogou muito mal no primeiro jogo e hoje libertou-se um bocado. Essa era a nossa função, libertá-los da pressão de jogar uma meia-final contra uma grande equipa e preparar bem o jogo. Tentámos dar indicações para resolver os problemas que nos tinham criado, felizmente conseguimos e ganhámos. Está tudo em aberto, embora estejamos tristes por termos perdido a vantagem de casa, algo que foi difícil de conseguir ao longo de 22 jogos de muita luta”, analisou, apontando já aos duelos que se seguem fora de casa.
“Não há jogos iguais. Podem ser parecidos, mas não iguais. Vamos analisar o que correu bem e menos bem, preparar-nos o melhor possível para chegar lá e fazer um bom jogo para voltar a ter a vantagem do factor casa”, traçou Luís Magalhães, que deixou ainda muitos elogios à forma de trabalhar da sua equipa.
Sporting CP: Brandon Johns (7), Uwais Razaque, Maleeck HardenHayes (11), Miguel Correia, Francisco Amarante (15), Claude Robinson (10), Diogo Ventura [C] (13), André Cruz (10), João Fernandes (2), Dinis Cherepenko, Malik Morgan (8), Stephan Swenson (12). Treinador: Luís Magalhães.
“Já tenho muitos anos, tive excelentes equipas e esta tem-me dado um gozo especial, com malta nova e empenhada. Já não me lembrava de ter uma equipa em que preciso de mandar os jogadores embora depois do treino. Por eles ficam a treinar e a lançar”, revelou o técnico.
Francisco Amarante foi um dos principais líderes ofensivos dos Leões
MODALIDAES ANDEBOL
TRICAMPEÕES NACIONAIS TERMINAM CAMPEONATO SÓ COM VITÓRIAS
TRIUNFO DO SPORTING CP FRENTE AO SL BENFICA POR 34-22.
Texto: Nuno Miguel Simas Fotografia: Isabel Silva
A equipa de andebol do Sporting Clube de Portugal fechou a época 2025/2026 do Campeonato Nacional só com vitórias, depois do triunfo frente ao SL Benfica por 34-22, na sexta e última jornada da fase final do Campeonato.
Antes do apito inicial, na apresentação da equipa, o capitão Salvador Salvador entrou com o trofeu correspondente à conquista do Campeonato Nacional da temporada 2025/2026, sob os aplausos dos adeptos Sportinguistas e cânticos de Tricampeões.
Numa entrada aos seis metros, Emil Berlin inaugurou o marcador do jogo e para a equipa Leonina, que controlou as operações, a partir de uma excelente exibição de André Kristensen
que terminou o primeiro tempo com o magnífico registo de 13 defesas, várias das quais a permitirem ‘disparar’ para contra-ataques vitoriosos. Foi a partir de uma óptima prestação defensiva que o Sporting CP construiu mais uma sólida vitória e um feito extraordinário – terminar o Campeonato apenas com vitórias, uma invencibilidade só ao alcance de uma equipa magnífica, amplamente dominadora no panorama nacional e que terá ainda a presença na final da Taça de Portugal para procurar fechar a temporada com mais um ‘triplete’.
O Sporting CP, mesmo sem os irmãos Costa (Francisco e Martim) na ficha de jogo, jogou muito rápido e compacto defensivamente, mas também muito rotativo no ataque, em ritmos para os quais o SL Benfica não teve antídoto.
A defesa 6x0, ou com um defesa mais
avançado (sistema a oscilar para o cinco mais um), limitou e em muito as opções ofensivas da formação encarnada, que no primeiro tempo não conseguiu marcar mais de dez golos, contra os 16 apontados pela formação Leonina.
O cartão vermelho a Migallon, aos 12’39, por ter atingido Salvador Salvador na cara numa acção defensiva, complicava ainda mais a estratégia do SL Benfica, que endurecia a organização defensiva e tinha mais uma exclusão, para uma situação de ataque de cinco jogadores de campo e sem guarda-redes.
As entradas aos seis metros, as mudanças de velocidade de Natán Suárez, a eficácia exemplar de Orri Þorkelsson nos sete metros, o virtuosismo e rapidez da primeira linha, aliada ao acerto na segunda linha e sobretudo a magistral exibição de
André Kristensen (13 defesas no primeiro tempo) impulsionaram o Sporting CP para uma vitória muito categórica da formação orientada por Ricardo Costa.
No segundo tempo, a equipa Leonina manteve o domínio, com boa clarividência atacante e a manter enorme entreajuda e competência defensiva, alicerçada, novamente, na grande exibição de André Kristensen na baliza Leonina.
A velocidade de Filipe Monteiro e de Natán Suárez criou muitos problemas à defesa do SL Benfica, que nada conseguiu fazer para travar os remates colocados de Jan Gurri e de Salvador Salvador, que compensaram as ausências de Martin Costa e de Francisco Costa.
Com 16’ do segundo tempo (mais de 45 minutos no total), o Sporting CP tinha apenas 15 golos sofridos, um desempenho sensacional.
Os últimos minutos foram de festa (à entrada para os últimos dez, o Sporting CP tinha uma vantagem de onze golos à maior) e houve tempo para Leonardo Anastácio (jovem da formação Leonina) entrar e também marcar, da meia-distância.
O jogo terminou em beleza, com uma excelente defesa de Mohamed Ali (jogou sensivelmente a partir dos 50’) e para um golo de grande execução de Diogo Branquinho para o 34-22 final. O Sporting CP termina o Campeonato só com vitórias e ao som de Tricampeão por parte dos muitos Sportinguistas presentes nas bancadas.
Dentro de menos de duas semanas haverá novo dérbi, agora para a final da Taça de Portugal, em Alcobaça.
23.05.2026
Campeonato Nacional Fase final – 6.ª jornada Pavilhão João Rocha SPORTING CP SL BENFICA 34 22
16-10 ao intervalo
Sporting CP: Edy Silva, Emil Berlin (4), Carlos Álvarez (1), Natán Suárez (4), Jan Gurri (4), Pedro Martínez (1), Salvador Salvador [C] (4), Orri Þorkelsson (5), Mamadou Gassama (1), André Kristensen [GR], Diogo Branquinho (4), Filipe Monteiro (4), Christian Moga, Leonardo Anastácio (1), Mohamed Ali [GR], Victor Romero (1). Treinador: Ricardo Costa. Disciplina: exclusão de dois minutos para Victor Romero (2).
RICARDO CANDEIAS: “JOGÁMOS COMO UMA VERDADEIRA EQUIPA”
Após o dérbi, o treinador-adjunto do Sporting CP, Ricardo Candeias, fez o rescaldo do jogo.
“Respeitámos todos os adversários o ano todo e hoje foi mais uma prova disso, jogámos como uma verdadeira equipa, fomos melhores e a vitória é inequívoca, não é contestável”, começou por referir o elemento da equipa técnica Leonina.
O técnico-adjunto destacou a invencibilidade interna da equipa Leonina esta temporada, mas já aponta atenções para a final da Taça de Portugal.
“Valorizar a questão de termos feito uma época interna só com vitórias. Ainda não terminou. Falta mais um jogo, um jogo que vale um título, que é muito importante para nós, queremos muito ganhá-lo. Tenho a certeza que só está ao nível das melhores equipas conseguirem feitos destes”, salientou.
O elemento da equipa técnica Leonina falou ainda do jovem jogador da formação, Leonardo Anastácio, que somou minutos e marcou um golo frente ao SL Benfica: “Já tinha jogado, foi estreia frente ao SL Benfica, em nossa casa. É um miúdo que está connosco, em quem nós acreditamos, que tem muito valor e continua a crescer”.
Por fim, Ricardo Candeias falou da ligação especial da equipa Leonina aos adeptos Sportinguistas, como uma das ‘traves-mestras’ do sucesso.
“Esta questão de a nível interno estarmos invictos muito se deve à ligação que há com os adeptos. Nunca nos deixaram para trás, um apoio constante, sentimos sempre que estão ao nosso lado, nos bons e nos maus momentos. Que continuem e acreditar em nós, porque ajuda muito ao nosso trabalho”, finalizou.
Jan Gurri salta mais alto do que a defesa do adversário e marca mais um golo
MODALIDADES HÓQUEI EM PATINS
SPORTING CP NAS MEIAS-FINAIS DO PLAY-OFF DO CAMPEONATO
TRIUNFO DOS LEÕES EM CASA DA AD VALONGO POR 1-4 NO SEGUNDO JOGO DOS QUARTOS-DE-FINAL.
Texto: Nuno Miguel Simas
Fotografia: João Pedro Morais
A equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal apurou-se para as meias-finais do play-off de atribuição do título de campeão nacional, ao vencer a AD Valongo por 1-4 no jogo dois dos quartos-de-final.
A formação Leonina orientada por Edo Bosch vai agora defrontar o FC Porto, numa série que será discutida à melhor de cinco jogos.
Na passada quarta-feira, o Sporting CP confirmou com novo triunfo no sempre difícil pavilhão da AD Valongo (conhecido pelo San Siro da modalidade), a passagem para a eliminatória seguinte – no jogo um, o Sporting CP havia vencido a AD Valongo por 6-4 no Pavilhão João Rocha. Depois de duas excelentes defesas de Xano Edo a abrir a partida, o Sporting CP inaugurou o marcador, com cerca de três minutos jogados, por Danilo Rampulla, após assistência de Facundo Navarro, quando os Leões jogavam com mais um hoquista, devido a um cartão azul a João Maló, jogador da AD Valongo por falta sobre Gonzalo Romero.
Mas quase a seguir ao golo, o Sporting CP teve também uma contrariedade, por cartão azul a Rafa Bessa.
Num jogo dividido e com oportunidades junto das duas balizas, a AD Valongo criou bastante perigo, com cerca de sete minutos para o intervalo, num remate ao poste da baliza defendida por Xano Edo.
O Sporting CP teve nos dois últimos minutos mais um par de oportunidades, mas Guga Bento, com excelentes defesas, evitou golos a Henrique Magalhães e a Danilo Rampulla. Ao intervalo, o Sporting CP estava na frente do marcador no rinque da AD Valongo, por 0-1.
No segundo tempo e com três minutos jogados, Franco Pósito transformou com sucesso uma grade penalidade e empatou o jogo para a AD Valongo, num remate sem hipóteses de defesa para Xano Edo.
O Sporting CP partiu à procura de nova vantagem no marcador, mas
uma dupla defesa de Guga Bento, a segunda delas com a máscara a remate de Danilo Rampulla, evitou nova vantagem Leonina no marcador. João Pedro, depois de recuperar a bola em transição obrigou Xano Edo a uma boa defesa, com o Sporting CP a responder de imediato, em grande remate de Gonzalo Romero para não menos espectacular defesa de Guga Bento.
O Sporting CP insistia, mas ia encontrando grande oposição em Guga Bento, que defendia bolas que pareciam impossíveis. Assim aconteceu num desvio de Diogo Barata, mas a formação da casa também mostrava ambição atacante e teve duas bolas nos ferros da baliza de Xano Edo. Até que uma infracção sobre Gonzalo
Romero levou à décima falta da equipa da AD Valongo. O capitão Leonino foi para a marca de livre directo e com genialidade, bateu Guga Bento para o 1-2 do Sporting CP, com cerca de 11 minutos para o final da partida. O jogo ficou ainda mais diabólico, com os guarda-redes a evidenciarem-se. Com pouco mais de 9’30 para o final, uma grande iniciativa individual de Facundo Navarro terminou numa assistência para Danilo Rampulla, que encostou junto ao poste para o 1-3.
A equipa da casa pediu pausa técnica e no regresso, o Sporting CP marcou, de imediato, o 1-4, em grande execução de Henrique Magalhães, após assistência – mais uma – de Facundo Navarro, determinante com passes
decisivos para três dos quatro golos Leoninos.
Faltavam cerca de oito minutos para o final, o Sporting CP controlou, mas ainda teve de ‘cerrar mais as fileiras’, depois um cartão azul e exclusão de dois minutos a Danilo Rampulla. Mas a vantagem de três golos do Sporting CP foi superiormente gerida pela equipa Leonina, que aguentou bem a situação de under-play, perante uma equipa de AD Valongo de muito bom nível e que em muito valorizou o triunfo do Sporting CP, num excelente jogo de hóquei em patins.
O Sporting CP está assim apurado para as meias-finais do play-off do Campeonato, em que terá pela frente o FC Porto à melhor de cinco jogos e mínimo de três partidas.
EDO
BOSCH:
“SÓ O MELHOR
No final da partida, o treinador da equipa de hóquei em patins do Sporting CP, Edo Bosch, fez a análise ao jogo em declarações à AD Valongo TV
“Parabéns à AD Valongo pela grandíssima época. Como se viu hoje, colocou as coisas muito difíceis ao Sporting CP só o melhor Sporting CP poderia ganhar aqui no San Siro. Estivemos muito bem na defesa e tivemos paciência no ataque. A defesa da AD Valongo é conhecida e tivemos de ser muito inteligentes no ataque para poder, pouco a pouco, conseguir criar ocasiões para na segunda parte conseguirmos distanciar-nos no marcador”, salientou o técnico.
20.05.2026
Campeonato Nacional Play-off – Quartos-de-final – Jogo 2 Pavilhão Municipal de Valongo AD
Sporting CP: Xano Edo [GR], Rafael Bessa, Gonzalo Romero [C], Danilo Rampulla, Facundo Navarro, Henrique Magalhães, Facundo Bridge, Diogo Barata, Santiago Honório, José Diogo Macedo [GR]. Treinador: Edo Bosch. Disciplina: cartão amarelo para Xano Edo (29’), Gonzalo Romero (29’, 49’) e Edo Bosch (50’). Cartão vermelho para Gonzalo Romero (49’). Cartão azul para Rafael Bessa (3’) e Danilo Rampulla (49’).
Gonzalo Romero marcou um livre directo com grande categoria, que contribuiu para a vitória do Sporting CP em casa da AD Valongo
LEÕES DE PORTUGAL
LEÕES DE PORTUGAL UNEM-SE À EMPATHIA
STARTUP PORTUGUESA OLHA PARA A POPULAÇÃO SÉNIOR E AJUDA-A NA VENDA DE CASA, MANTENDO O USUFRUTO VITALÍCIO DA MESMA. SÓCIOS DO SPORTING CP COM DESCONTO NAS COMISSÕES DE VENDA, QUE SERÁ DEPOIS DOADO AOS LEÕES DE PORTUGAL.
Texto: Maria Gomes de Andrade
Foto: Isabel Silva
Os Leões de Portugal continuam a olhar pela comunidade Sportinguista mais idosa e, na semana passada, assinaram uma parceria com a Empathia – startup portuguesa do ramo imobiliário ligada à população sénior – para ajudar na venda de casa. Esta empresa, que recebeu o Prémio Inovação na Mediação 2025 atribuído pelo jornal Expresso/SIC Notícias e ainda o Prémio Responsabilidade Social 2025 pelo Salão Imobiliário de Portugal, tem como missão ajudar na venda de imóveis mantendo o seu usufruto vitalício.
Na assinatura desta parceria, que ambas as entidades acreditam poder vir a ser de muito sucesso, esteve presente o responsável máximo da Empathia, Pedro Almeida Cruz, assim como Zeferino Boal, presidente dos Leões de Portugal, e Gil Vilela, um dos vice-presidentes.
“Somos uma empresa bastante inovadora, que não existia de todo, e que ajuda as pessoas mais velhas a monetizar a sua habitação. Ajudamos a vender a casa e a manter o seu usu-
ATÉ
JÁ,
fruto vitalício, ou seja, até ao fim dos seus dias e com o dinheiro gerado da venda”, explicou Pedro Almeida Cruz. Nesse sentido, quem vende a casa continua a poder viver na mesma e ainda recebe o dinheiro da venda.
Isso é especialmente atraente para a população mais velha e, por isso, esta parceria fez todo o sentido para os Leões de Portugal.
“Quando se faz um protocolo tem de ser equilibrado para ambas as par-
tes. Esta parceria, como outras que se seguirão, fazem parte da nossa estratégia neste início de mandato, em que estamos a revigorar os Leões de Portugal. É um serviço diferente para a comunidade e se calhar
JORNAL SPORTING!
Podia dizer que a derrota com o SCU Torreense não me provocou um enorme desconforto. Poderia até arranjar um sem número de palavras bonitas que amenizassem o meu estado de espírito sobre a tarde do Jamor no passado domingo. Mas tudo aquilo que aqui poderia escrever não seria verdadeiro, e não me deixaria ser eu. O que senti na realidade foi mesmo uma desilusão profunda. Uma sensação de tristeza indescritível que, sendo eu por formação desportiva, longe da euforia ou da depressão, não consigo, contudo, disfarçar um sentimento “estranho”. Não, não o esperava. Não, não foi dignificante. Mas também não, não sinto vergonha, jamais, como li escrito
por amigos que muito considero, no calor da emoção. Nunca terei vergonha de ser do Sporting Clube de Portugal. Nunca, mas mesmo nunca.
E, sem refúgios, porque quem me conhece bem, o pode comprovar, se o dia 24 de Maio de 2026 foi o dia de uma das derrotas mais humilhantes do nosso futebol, com todo o respeito pelo nosso muito digno adversário, a quem endereço daqui os meus parabéns, pode parecer paradoxal, mas não é, que nesse mesmo dia tive uma enorme alegria. E essa alegria foi proporcionada pelo atletismo. Por ser o dia de mais um momento épico desta modalidade, com a conquista do título europeu de pista no sector masculino e com um brilhante segundo lugar no género feminino. 26 anos depois o Leão voltou a rugir na pista ao mais alto nível. Um orgulho incomensurável é o que sinto por uma modalidade que adoro desde muito jovem. Onde estiver, o sempiterno professor Mário Moniz Pereira estará seguramente muito feliz e também com a
estamos a dar o pontapé de partida para marcar golos nesta área”, disse, Zeferino Boal, com o CEO da Empathia a concordar.
“Para nós esta parceria faz todo o sentido porque os objectivos dos Leões de Portugal são muito parecidos com os nossos. A responsabilidade social, a solidariedade e o apoio à comunidade mais velha têm tudo a ver connosco e com a nossa missão”, referiu Pedro Almeida Cruz, explicando a parceria que beneficia os Sócios do Sporting Clube de Portugal e ajuda financeiramente a IPSS – Instituição Particular de Solidariedade Social – Leões de Portugal: “Atribuímos aos Associados do Sporting CP um desconto nas comissões de venda da casa e, ao mesmo tempo, entregamos o valor igual para benefício dos Leões de Portugal”.
Esta parceria engloba, por isso, o próprio Clube, ao estender-se aos Sócios Leoninos, e, segundo Zeferino Boal, todas estas acções que “venham pela porta dos Leões de Portugal, Fundação Sporting ou Sporting CP são boas para se prestar um bom serviço à comunidade”, que é esse o objectivo Leonino.
certeza de que o seu legado perdura no tempo e que estará para durar. Que foi dada continuidade ao seu fantástico trabalho. Os tempos hoje são novos. Mas são igualmente de um trabalho soberbo dos treinadores, atletas e todo o restante staff, deixando eu a todos, personalizado no professor Paulo Reis, o coordenador do atletismo, o meu obrigado por tudo aquilo que de excelente tem sido feito. E tem sido feito de forma sustentada. A começar pela formação que é o garante de um amanhã rampante, fazendo jus ao nosso símbolo.
P.S – Esta é a minha última crónica neste formato do Jornal Sporting. Foram muitos caracteres escritos com a paixão a prevalecer. Escrevi por aqui sobre grandes conquistas e até alguns dissabores. Mas escrevi sempre com o coração e com amor ao "meu" Sporting Clube de Portugal. O Jornal entra numa fase de transformação, numa nova era. Uma nova vida, portanto. Obrigado, Jornal Sporting e até já!