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Jornal Sporting n.º 4077

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EM BUSCA DA GLÓRIA

REGRESSO AO JAMOR

UM PONTO DE ENCONTRO EMOCIONAL ONDE

O FUTEBOL GANHA UMA DIMENSÃO QUE VAI MUITO ALÉM DAS QUATRO LINHAS.

Há jogos que valem memórias. A final da Taça de Portugal é disso exemplo. O Sporting CP volta a entrar no Jamor não apenas para disputar uma competição, mas para reencontrar uma tradição que atravessa gerações de Sportinguistas.

A Taça de Portugal continua a ser a prova mais humana do futebol português. A que junta famílias inteiras na estrada, cachecóis pendurados nas janelas dos carros, encontros marcados desde manhã cedo e histórias repetidas vezes sem conta entre amigos que cresceram a viver estes dias como autênticos rituais.

O Jamor é isso: um ponto de encontro emocional onde o futebol ganha uma dimensão que vai muito além das quatro linhas.

Para os Sportinguistas, a final da Taça nunca é apenas um jogo. É o orgulho verde e branco espalhado pelas bancadas,

pelos cânticos que começam horas antes do apito inicial e continuam muito depois do jogo terminar.

Há qualquer coisa de especial no Jamor que resiste ao tempo. Talvez seja a envolvência única do estádio, talvez seja a memória colectiva das grandes tardes de futebol português, talvez seja simplesmente o facto de esta competição continuar a guardar uma autenticidade rara.

Este domingo, milhares de Sportinguistas voltarão a deslocar-se ao Jamor com a esperança ao peito. Todos com a mesma paixão.

Quando a equipa entrar em campo, o Jamor será novamente verde e branco. Como manda a tradição. Como pede a História. Como merece o Sporting CP.

PROPRIEDADE: SPORTING CLUBE DE PORTUGAL DIRECTORA: MAFALDA BARBOSA • MJBARBOSA@SPORTING.PT COORDENADOR‑ADJUNTO: LUÍS SANTOS CASTELO LSCASTELO@SPORTING.PT REDACÇÃO: FILIPA SANTOS LOPES FALOPES@SPORTING.PT; MARIA GOMES DE ANDRADE MGANDRADE@ SPORTING.PT; NUNO MIGUEL SIMAS • NQSIMAS@SPORTING.PT; XAVIER COSTA XRCOSTA@SPORTING.PT FOTOGRAFIA: ISABEL SILVA; JOÃO PEDRO MORAIS; JOSÉ LORVÃO COLABORADOR PERMANENTE: JUVENAL CARVALHO AGENDA E RESULTADOS: JOÃO TORRES • JBTORRES@SPORTING. PT EDITOR E SEDE DA REDACÇÃO: ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE, RUA PROFESSOR FERNANDO DA FONSECA, APARTADO 4120, 1501‑806 LISBOA, PORTUGAL TELEFONE: +351 217 516 155 E‑MAIL: MEDIA@SPORTING.PT NIF: 500 766 630 REGISTO ERC: 100313 TIRAGEM: 9500 EXEMPLARES DEPÓSITO LEGAL: 48492/91 DISTRIBUIÇÃO: VASP DISTRIBUIÇÃO E LOGÍSTICA, S.A., QUINTA DO GRAJAL – VENDA SECA 2739‑511 AGUALVA CACÉM IMPRESSÃO: FUNCHALENSE: RUA DA CAPELA DA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, Nº 50 - MORELENA 2715-029 PÊRO PINHEIRO ESTATUTO EDITORIAL: HTTPS://WWW.SPORTING.PT/PT/JORNAL/ESTATUTO‑EDITORIAL ASSINATURAS: E‑MAIL: ASSINATURAJORNAL@SPORTING.PT LINHA SPORTING 707 20 44 44 INTERNACIONAL +351 30 997 1906 (segunda a sexta‑feira das 10h00 às 20h00)

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL

EM NOITE DE ‘ÚLTIMAS DANÇAS’ EM ALVALADE, O LEÃO

MOSTROU PASSOS

SEGUROS NA ROTA

DA CHAMPIONS

TUDO SOB CONTROLO NA JORNADA FINAL E DECISIVA DA LIGA. O SPORTING CP AGARROU-SE COM FIRMEZA AO SEGUNDO LUGAR GRAÇAS A UM TRIUNFO SÓLIDO E SEM SOBRESSALTOS DIANTE DE UMA DAS REVELAÇÕES DESTA EDIÇÃO. EDUARDO QUARESMA ABRIU A CONTAGEM CEDO, HJULMAND FECHOU-A JÁ NO FIM E, PELO MEIO, LUIS SUÁREZ CONFIRMOU-SE COMO MELHOR MARCADOR DO CAMPEONATO (28 GOLOS). NESTE ÚLTIMO JOGO NO ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE (48204 ESPECTADORES) EM 2025/2026, HIDEMASA MORITA E GEOVANY QUENDA, AMBOS DE SAÍDA, FIZERAM O SEU JOGO DE DESPEDIDA EM CASA.

No fecho da Liga 2025/2026, a equipa principal de futebol do Sporting CP recebeu e venceu o Gil Vicente FC por 3-0, no passado sábado, na partida referente à 34.ª e última jornada. Chegados ao último jogo da época em casa, os Leões de Rui Borges só dependiam de si para assegurar o segundo lugar – e respectivo acesso à fase de qualificação da próxima UEFA Champions League – e cumpriram a missão com total segurança. Embora o marcador só tenha ficado fechado no último lance do jogo, tudo ficou praticamente resolvido numa primeira parte de domínio absoluto. Para fazer face aos galos de César Peixoto, uma das equipas que tirou pontos ao Sporting CP na primeira volta (1-1) mas que chegou ao derradeiro embate com apenas duas vitórias nas 11 jornadas anteriores (4E 5D), Rui Borges fez três alterações ao último ‘onze’ verde e branco: Georgios Vagiannidis, Morten Hjulmand – ambos após lesão – e Geny Catamo regressaram à titularidade, ocupando os lugares que em Vila do Conde tinham sido de Ousmane Diomande (suspenso), Daniel Bragança e Luís Guilherme.

Ainda antes do último ‘O Mundo Sabe Que’ em casa e do apito inicial, Hidemasa Morita – termina contrato – e Geovany Quenda – ruma ao Chelsea FC após época de empréstimo – foram

16.05.2026

Liga – 34.ª jornada – Estádio José Alvalade

SPORTING

3 0

2-0 ao intervalo

Eduardo Quaresma (15’), Luis Suárez (34’), Morten Hjulmand (90+2’)

Sporting CP: Rui Silva [GR], Georgios Vagiannidis (Salvador Blopa, 90’), Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, Morten Hjulmand [C], Hidemasa Morita (Daniel Bragança, 73’), Geny Catamo (Geovany Quenda, 73’), Pedro Gonçalves (Luís Guilherme, 73’), Francisco Trincão (Ricardo Mangas, 90’), Luis Suárez. Treinador: Rui Borges.

ovacionados na sua despedida de Alvalade. Depois, já com a bola a rolar, só deu Sporting CP, que entrou intenso, dominador e teve nos pés do capitão Hjulmand a primeira chance logo nos instantes iniciais mas, em zona frontal, atirou ao lado.

O ritmo baixou a seguir, mesmo com os Leões sempre no controlo, mas tiveram na bola parada o melhor tónico. À passagem do quarto de hora, Pedro Gonçalves bateu o canto para o segundo poste, onde Eduardo Quaresma se elevou e cabeou – imperial – para o fundo das redes, desbloqueando o marcador com o 1-0. Foi o segundo golo do defesa na Liga e na temporada.

Já o 2-0 esteve à vista pouco depois e, também, na sequência de bola parada: com persistência, Suárez ganhou a linha e serviu para o desvio de Hjulmand na pequena área, esbarrado nos reflexos de Dani Figueira. Impediu o golo, mas o Sporting CP não parou de crescer na partida.

A mobilidade e as combinações dos atacantes

Leoninos causaram estragos crescentes e, entre cruzamentos sucessivos e aproximações cada vez mais perigosas, continuou a ‘cheirar’

a golo em Alvalade.

‘Pote’, com um remate em jeito, ficou realmente perto, porém teria de ser à ‘bomba’ e pela pontaria do melhor marcador do Campeonato para materializar o 2-0. Morita, em incursão ofensiva, conseguiu amortecer para a chegada de Luis Suárez e o colombiano, à entrada da área, encheu o pé e atirou a contar pela 28.ª vez nesta sua época de estreia na Liga – 37 em todas as competições.

Estas duas ‘dentadas’ de Leão fizeram toda a diferença até ao intervalo, embora, até lá, os dois guarda-redes ainda tenham sido chamados à acção. Primeiro, Dani Figueira saiu da sua área com tudo para impedir que Vagiannidis ficasse isolado e, a seguir, na resposta dos galos – inofensivos até então – Rui Silva aplicou-se para sacudir um pontapé de fora da área de Luís Esteves.

Um sinal do maior atrevimento gilista que estava para vir, mas em vão, porque os visitantes não conseguiram reentrar na discussão para ir em busca de igualar a sua melhor classificação de sempre (quinto lugar) e tentar o apuramento europeu – lugar e vaga conquistadas pelo

Ora, no reatamento do jogo, o emblema de Barcelos entrou mais afoito e até foi o primeiro a ameaçar, outra vez com um tiro exterior de Luís Esteves e de novo com resposta à altura de Rui Silva entre os postes. Ainda assim, do outro lado, um bom trabalho de Suárez deixou Francisco Trincão com tudo para marcar, não tivesse aparecido um corte in extremis de Jonathan Buatu na área.

Serviu de amostra inicial para a toada mais repartida em que entrou o jogo, mas os Leões mantiveram-se portadores do perigo real, embora nesta fase muito menos frequente. Pouco depois da hora de jogo, com mais espaço para explorar devido à subida de linhas do Gil Vicente FC, Trincão chegou a ‘carreira de tiro’ e atirou em força para uma defesa muito apertada de Dani Figueira.

Com o avançar dos minutos, emergiu a versão mais controladora do Leão para evitar quaisquer surpresas nesta derradeira jornada de decisões e, com o jogo sob controlo, Rui Borges fez três substituições de uma assentada e voltou a trazer a carga emocional do jogo ao de cima. Entre as mudanças, o jovem Quenda entrou para os seus derradeiros instantes em Alvalade como jogador do Sporting CP, onde se formou, e, ao mesmo tempo, Morita saiu sob uma enorme ovação – e teve o nome entoado em uníssono pelas bancadas – em noite de despedida daquela que foi a sua casa desde 2022/2023.

O Sporting CP, que ainda contou com as entradas de Ricardo Mangas e Salvador Blopa, tomou conta da bola até final e poucas mais ocasiões surgiram. No entanto, ainda houve tempo para festejar mais um golo em Alvalade. Já em período de descontos, o capitão Hjulmand foi à área contrária e com um remate em arco, de pé esquerdo, deu o melhor fim a esta última partida dos Leões em casa e da Liga. Uma ‘última dança’ que deixa o Clube mais perto de continuar a ouvir o hino da UEFA Champions League. A vaga na fase de qualificação ficou desde já assegurada, porém o acesso directo à fase de liga ainda é possível e depende do Aston Villa FC, que pode abrir essa porta caso vença a final da UEFA Europa League e mantenha o seu lugar no top-4 do campeonato inglês.

Texto: Xavier Costa Fotografia: Isabel Silva, João Pedro Morais, José Lorvão
FC Famalicão.
Defesa inaugurou o marcador de cabeça e o capitão fechou o 3-0 perto do fim

Ainda por cá, com esta terceira vitória consecutiva, os Leões totalizaram os mesmos 82 pontos alcançados na Liga anterior – desta vez menos seis que o FC Porto e mais dois que o SL Benfica – e até melhoraram os seus registos ofensivos e defensivos: mais um golo marcado (89) e menos três sofridos (24) do que em 2024/2025, época do Bicampeonato Nacional.

Descida a cortina na Liga 2025/2026, é no Jamor que o Sporting CP – pela terceira vez consecutiva – coloca o fim na temporada e com a derradeira hipótese de sair com um troféu: a Taça de Portugal. Numa final agendada para o dia 24, domingo (17h15), os Leões vão enfrentar o SCU Torreense, emblema da II Liga, no mítico Estádio Nacional.

MOMENTO DE HOMENAGEM E COMUNHÃO COM MODALIDADES VENCEDORAS

Os títulos nas modalidades sucedem-se e, por isso, o ritual em Alvalade também. Desta vez, durante o intervalo do jogo, o relvado do estádio acolheu as equipas do Sporting CP de basquetebol e de voleibol e as suas conquistas mais recentes: a Taça Hugo dos Santos e o Campeonato Nacional, respectivamente. Os jogadores brindaram os adeptos com os troféus e as bancadas retribuíram com muitos aplausos e momentos de festa e total comunhão.

RUI BORGES: “O MÍNIMO QUE ESTE GRUPO MERECIA ERA O SEGUNDO LUGAR”

Terminada a Liga, o treinador do Sporting CP analisou a vitória final em conferência de imprensa, onde fez também um balanço global da caminhada até ao segundo lugar.

Análise ao jogo

“Foi uma grande primeira parte nossa, dominadora, sem deixar o Gil Vicente FC ter sucesso com bola. Estivemos muito bem, com bons timings de pressão e reacções e chegámos aos golos com naturalidade, e até podíamos ter feito mais um. Na segunda, o adversário tentou ser mais pressionante, teve uma ou duas aproximações, mas depois conseguimos controlar o jogo com bola e fizemos o 3-0 na parte final. Merecido, até pelas oportunidades que criámos na primeira parte”.

Despedidas de Quenda e Morita

“Triste porque são dois grandes jogadores. O Quenda está no início da sua carreira, que será sem dúvida muito boa. Em pouco tempo deu e marcou muito, e desejo-lhe a maior sorte do mundo. O Morita é um jogador diferente e, pessoalmente, sou um grande admirador - já o era e sou ainda mais. Triste por vê-lo partir porque é um jogador maravilhoso, mas feliz por tudo o que deu ao Sporting CP. Vai ser sempre alguém especial para mim e, como ficou explícito, para os Sportinguistas. Fica alguma tristeza, mas o mundo do futebol é isto. Uns vão e outros virão para continuar a marcar a História do SpWorting CP”.

Segundo lugar conseguido “Dentro dos objectivos possíveis, dá algum valor àquilo que foi a nossa época. Era o mínimo que merecíamos pela capacidade e qualidade demonstrada ao longo de todo o tempo. Não são 15 dias menos bons que apagam a época extraordinária feita. A equipa deu mais uma resposta clara quanto à força deste grupo, mesmo com jogadores condicionados. O mínimo que este grupo merecia era o segundo lugar e temos, ainda, uma final da Taça de Portugal para disputar”.

A chegada confirmada de Rodrigo Zalazar “Fez uma grande época a nível interno, é internacional e possivelmente vai estar no Mundial. Vai dar muitas soluções nas nossas dinâmicas, porque é acima da média em termos futebolísticos e é muito competitivo e ambicioso, à imagem deste grupo e do Sporting CP”.

Balanço da Liga

“O FC Porto foi mais competente do que nós, ponto final. Nós fizemos os mesmos pontos da época passada, em que fomos Campeões, e isso não chegou. Tinha dito que não chegava fazer o mesmo e foi a demonstração. O grupo fez um grande campeonato, mas alguém fez um campeonato extraordinário. Podíamos ter feito melhor nalguns momentos, mas não fomos capazes. Faz parte do meu crescimento como treinador, mas muito orgulhoso pelo meu trajecto no Sporting CP”.

Balanço da época na globalidade

“Fizemos de tudo para ser campeões, em alguns momentos não conseguimos e, por isso, temos de tentar melhorar. Estamos na final da Taça, só não conseguimos ir à final da Taça da Liga, fomos aos ‘quartos’ da Champions e estivemos na luta até ao fim pelo Campeonato. Isso mostra bem o espírito, a ambição e a grandeza deste grupo”.

Regressos de Hjulmand e Vagiannidis após lesão “[Hjulmand] Recuperou, eu ontem já tinha dito que estava a treinar no campo. É um grande capitão e quis dar a cara, mesmo com dor, tal como o Vagiannidis, que fez um grande jogo. É este Vagiannidis que queremos e acredito que depois deste ano de alguma adaptação fará uma grande próxima época. O Zeno [Debast] tem um problema [físico], mas se a selecção e o atleta entendem que ainda pode dar o seu contributo é uma decisão deles.”

Ponto de situação clínico de Fotis Ioannidis “Pode ser solução para a final [da Taça]”.

A homenagem a Quenda no seu último jogo em casa
Chegar, ver e marcar como mais ninguém: Suárez foi o melhor marcador da Liga
Morita despediu-se de Alvalade de forma sentida

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL

SPORTING CP NO JAMOR: MAIS DE UM QUARTO DE SÉCULO DE HISTÓRIAS PARA CONTAR

AO LOGO DOS SEUS QUASE 82 ANOS, O ESTÁDIO NACIONAL AFIRMOU-SE COMO PALCO POR EXCELÊNCIA DA FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL E, NESSE ÂMBITO, O SPORTING CP PREPARA-SE PARA A SUA 30.ª IDA AO JAMOR. DE LÁ JÁ SAIU, ENTRE FINAIS INESQUECÍVEIS, OUTRAS DE MÁ MEMÓRIA E UMA ETERNAMENTE TRÁGICA, COM 16 DAS SUAS 18 CONQUISTAS, MAS A RICA LIGAÇÃO DOS LEÕES AO JAMOR EXTRAVASA DA PROVA-RAINHA PARA MOMENTOS HISTÓRICOS EUROPEUS E REMONTA ATÉ À INAUGURAÇÃO DO PRÓPRIO RECINTO. UMA LONGA HISTÓRIA EM CONSTANTE EXPANSÃO AQUI REVISITADA.

Texto: Xavier Costa

Fotografia: Museu Sporting –Centro de Documentação

Todos querem chegar ao Estádio Nacional, o ensolarado e velhinho anfiteatro para mais de 37 mil pessoas que no vale do Jamor, em Oeiras, encerra um dos mais míticos espaços do futebol português. Significa acabar a época em ambiente de festa e, claro, com a hipótese de conquistar um troféu, a Taça de Portugal. Mas nem sempre foi assim, porque antes de nascer o Jamor (em 1944) já havia prova-rainha (desde 1938/1939). Foi na temporada 1945/1946 que se tornaram sinónimos e o Sporting Clube de Portugal assumiu-se logo um dos seus primeiros reis: depois das anteriores conquistas em 1940/1941 e 1944/1945, venceu a primeira final da Taça disputada no Estádio Nacional (4-2 Atlético CP) e também a segunda (3-1 CF “Os Belenenses”), no ano seguinte. Fernando Peyroteo (dois ‘bis’) e Albano marcaram em ambas, estava a começar a dourada era dos ‘Cinco Violinos’.

No entanto, a ligação (de sucesso) dos Leões ao Jamor é prévia, remontando mesmo à data da sua inauguração, o dia 10 de Junho de 1944, enquanto ainda decorria a II Guerra Mundial – o ‘Dia D’, curiosamente, dera-se quatro dias antes. Após a pomposa parada militar que desfilou no Estádio Nacional, não fosse, este, obra do Estado Novo, um encontro entre Sporting CP (Campeão Nacional) e SL Benfica (detentor da Taça de Portugal) culminou a inauguração: em jogo estiveram a Taça Império – uma precursora da Supertaça – e a Taça Estádio, ambas arrebatadas pelos Leões, que com mais um ‘bis’ de Peyroteo venceram o

rival por 3-2. Assim, dois anos volvidos, o recinto levantado em ditadura passou a ser o palco predilecto da mais democrática das provas nacionais. Tanto é que ao longo das décadas só por sete vezes o Jamor não acolheu a final da Taça de Portugal, ora por excepções feitas para ser jogada a Norte (1960/1961 e 1982/1983), ora por indicação da FPF para que fosse disputada em casa do vencedor anterior (1974/1975, 1975/1976 e

1976/1977) e, mais recentemente, por falta de condições para acolher jogos em tempos de pandemia (2019/2020 e 2020/2021).

Curiosamente, em nenhuma destas o Sporting CP esteve envolvido na decisão, mas o êxito verde e branco na Taça continuou a ser trilhado e o Estádio Nacional preservou-se como seu cenário singular. Dessa extensa galeria de conquistas (16), uma das mais importantes foi a de 1962/1963. O 4-0 ao Vitória SC – com golos de Bilhete para a inauguração com direito a dérbi no relvado

Jamor acolheu o Sporting CP no primeiro jogo de sempre da Taça dos Clubes Campeões Europeus, em 1955

Ernesto Figueiredo, do defesa-goleador Lúcio Soares e do letal Mascarenhas – foi inequívoco e levou a prova-rainha de volta para Alvalade. Mas, à luz da História, teve outra (grande) particularidade: esta conquista deu o apuramento para a Taça das Taças da época seguinte. Exactamente, a dos ‘Heróis de 64’, ainda hoje a única conquista europeia dos Leões. Pode dizer-se que tudo começou no Jamor, um palco que na década anterior já tinha ganho dimensão europeia – e, até, um lugar eterno na História do futebol – também graças ao Sporting CP. Foi no Estádio Nacional que a 4 de Setembro de 1955, um domingo e durante a tarde, teve lugar a primeira partida de sempre da Taça dos Clubes Campeões Europeus – antecessora da actual UEFA Champions League. Neste episódio histórico, que teve um espectáculo à altura dentro de campo, os Leões empataram num entusiasmante 3-3 com o FK Partizan, vindo da então Jugoslávia para disputar esta primeira mão da ronda inaugural (‘oitavos’). O Sporting CP foi o anfitrião e teve o Jamor como ‘casa emprestada’, porque, então, estava a nascer o (antigo) Estádio José Alvalade, em plena fase de trabalhos para ser inaugurado no ano seguinte.

Regressando à festa da Taça, na viragem para a década de 70, o Jamor tornou-se habitat natural dos Leões como nunca: entre 1970 e 1974, disputaram cinco finais consecutivas e por três vezes (1970/1971, 1972/1973 e 1973/1974) acabaram com o troféu nas mãos após a mítica subida pela escadaria até à tribuna. Duas – com Chico Faria a brilhar com intensidade – foram vencidas ao SL Benfica, com quem perdeu as duas restantes, e a outra foi ganha a um Vitória FC (3-2) que tinha chegado aos ‘quartos’ da Taça UEFA. Quanto a esses dérbis de boa memória, se em 1971 o expressivo 4-1 imposto falou por si, três anos depois a conquista teve outro sabor pela reviravolta conseguida. Nené adiantou as águias à meia hora e nada mudou até bem perto do fim, quando Chico Faria empatou aos 89’ e, já no prolongamento, Marinho deu a volta completa ao texto para deixar o troféu nas mãos de Vítor Damas. Foi a primeira final da Taça disputada em liberdade, pouco mais de um mês após o 25 de Abril, e o Sporting CP saiu dessa temporada com uma ‘dobradinha’. Uma proeza repetida e culminada, também, no

Estádio Nacional em 1981/1982 (4-0 SC Braga), graças aos golos de António Oliveira (‘bis’), do capitão Manuel Fernandes e ainda Rui Jordão, antes de o Sporting CP entrar abruptamente em longas travessias sem encontrar consistentemente o caminho de regresso ao Jamor – e aos títulos.

A prova-rainha, ainda assim, serviria para vislumbrar alguma luz e quebrar ‘jejuns’ nas décadas seguintes, mas na funesta edição de 1995/1996 – precisamente há 30 anos – tudo foram sombras e a festa da Taça passou a tragédia graças a um episódio negro. Nas bancadas do Estádio Nacional, Rui Mendes, espectador Sportinguista, foi atingido mortalmente por um very-light lançado por um adepto adversário, do SL Benfica. Uma mancha sempre presente e inapagável do Jamor.

Dentro de campo, só na edição anterior é que os Leões tinham voltado a ser felizes. Ivaylo Iordanov, com golos a abrir e a fechar o jogo (9’ e 86’), levou de novo a equipa verde e branca ao topo da escadaria e deu a uma talentosa geração de jogadores o seu único troféu no Clube.

Depois, com a chegada do novo milénio e o regresso aos títulos de Campeão Nacional, a pontaria do goleador Mário Jardel, também no Jamor (1-0 Leixões SC em 2001/2002), valeu uma nova Taça de Portugal para reeditar finalmente a ‘dobradinha’ a verde e branco, algo que só voltou a acontecer sob o comando de Rui Borges, já em 2024/2025. Até lá, só à base de (muitas) emoções fortes é que o Sporting CP conseguiu agarrar mais quatro Taças e, ao mesmo tempo, lamber as feridas de duas traumáticas finais perdidas pelo caminho.

Se em 2006/2007 (0-1 CF “Os Belenenses”), a vitória já chegou tarde (87’) e pelos pés de quem sempre resolvia, o oportuno Liedson, na edição seguinte só o prolongamento trouxe os golos e garantiu o troféu, mas o herói não podia ter sido mais improvável. Em dois actos, o último numa recarga de bicicleta, o avançado Rodrigo Tiuí ‘bisou’ pouco depois de entrar – ainda só tinha um golo marcado em toda a época – e deu a vitória (0-2) sobre um FC Porto recém-sagrado tricampeão, deixando para sempre o seu nome no imaginário Sportinguista.

E para voltar a sair do Estádio Nacional com um sorriso foi preciso sofrer e, acima de tudo, perseverar até 2015. Para trás

estavam quase sete anos sem qualquer troféu, entre os quais uma final de Taça perdida para a A. Académica de Coimbra (0-1 em 2011/2012) e um sétimo lugar na Liga (2012/2013) e, para piorar tudo, com apenas 25 minutos decorridos da final com o SC Braga, o Sporting CP perdia por 0-2 e estava com dez desde os 14’… mas quem não se lembra como acabou? Já no fim, Slimani (84’) e Fredy Montero (90+4’) transformaram o impossível numa das mais épicas reviravoltas já vistas no Jamor, consumada nos penáltis. Poucos anos depois, o Estádio Nacional voltou a ver o Leão tombar com estrondo e de forma inesperada, mas também reerguer-se uma vez mais até alçar a prova-rainha novamente. A queda foi em 2017/2018 contra o CD Aves (2-1), num jogo em que o Sporting CP não mostrou reacção, ainda a viver na ‘ressaca’ da grave invasão à Academia que abalou todo o Clube.

A resposta, novamente, foi dada no Jamor, logo na edição seguinte e contra o FC Porto (2-2 e 5-4 g.p.).

E este sofrido – e merecido – momento de redenção foi atingido outra vez nos penáltis, depois de os Leões até terem virado o marcador de 0-1 para 2-1 e sofrido o empate nos descontos do prolongamento. Desde a marca dos 11 metros, Bas Dost começou por acertar na trave – a mesma que lhe negou um golo fácil frente ao CD Aves – mas o líder Bruno Fernandes, Jérémy Mathieu, que acabou em lágrimas, Coates, Raphinha e, finalmente, Luiz Phellype foram irrepreensíveis. A barra e o guardião Renan Ribeiro fizeram o resto para pintar de novo a festa do Jamor de verde e branco.

De volta aos dias de hoje, o Sporting CP voltou a tornar-se assíduo frequentador do Estádio Nacional e vai actualmente para a sua terceira final da Taça consecutiva. Já a última vez que ali jogou, curiosamente, foi por outras razões e ainda nesta época. Foi bem no início, a 25 de Julho de 2025, com o Jamor a servir de ‘casa emprestada’ aos Leões para o Troféu Cinco Violinos (1-0 Villarreal CF) –realizado pela primeira vez fora do Estádio José Alvalade, então com obras em curso.

Foi a última prova – e um caso com algumas semelhanças ao de 1955 – da ligação umbilical que une o Sporting CP e o Jamor, e que não fica por aqui. Domingo já está aí com mais uma nova história para contar.

Estádio Nacional foi o ponto de partida para a inolvidável Taça das Taças conquistada em 1964
Jamor é sinónimo de Taça de Portugal e lá o Sporting CP venceu

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL

MAIS DE 70 ANOS DE HISTÓRIA CONJUNTA

15 JOGOS OFICIAIS ENTRE SPORTING CP E SCU TORREENSE AO LONGO DA HISTÓRIA, COM O MAIS RECENTE A ACONTECER NA EDIÇÃO 1991/1992 DO CAMPEONATO NACIONAL.

Texto: Luís Santos Castelo

Fotografia: José Lorvão, Museu Sporting –Centro de Documentação

A final da Taça de Portugal entre Sporting Clube de Portugal e SCU Torreense decide um título, mas adiciona, também, um capítulo a uma história conjunta de mais de 70 anos entre as equipas principais de futebol dos dois emblemas. No que a duelos oficiais diz respeito, os Leões e o clube de Torres Vedras encontraram-se pela primeira vez em 1955 e pela última em 1992. Nesse período, registaram-se 15 jogos para duas competições: Liga Portugal e Taça de Portugal. Agora, 34 anos depois, Sporting CP e SCU Torreense voltam a entrar em campo ao mesmo tempo.

A década de 50 foi, de longe, aquela que contou com mais embates. O primeiro foi em Setembro de 1955, para o Campeonato Nacional, e teve lugar no Estádio da Tapadinha, casa do Atlético CP. O Sporting CP de José Travassos ou Manuel Vasques recebeu o SCU Torreense e... perdeu por 0-1. Na segunda volta, 0-0 no marcador. Na mesma temporada, mas mais perto do fim, novo jogo entre as duas equipas, mas para a Taça de Portugal. O resultado, esse, voltou a ser negativo para a turma verde e branca, que foi derrotada por 1-0.

Estava difícil ver um triunfo Leonino sobre o SCU Torreense e nem na primeira volta da época seguinte tal se registou (0-0). Foi preciso esperar até à 26.ª e última jornada do Campeonato de 1956/1957 para o Sporting CP conseguir,

ao quinto embate, superar o SCU Torreense por 3-1 com golos de João Martins, Pérides e Manuel Vasques. Do outro lado estava João Morais, que alguns anos mais tarde seria uma figura incontornável da história Sportinguista. De acordo com o Jornal Sporting de 2 de Abril de 1957, tratou-se de um “justo triunfo”. A partir daí, foram desbloqueados vários resultados bem mais agradáveis para as cores do Leão. Dois triunfos confortáveis no Campeonato Nacional conquistado em 1957/1958 (0-3 fora e 6-1 em casa, com o Jornal Sporting de 29 de Janeiro de 1958 a classificar a exibição como “vistosa e produtiva”) e passagem na eliminatória a duas mãos dos oitavos-de-final da Taça de Portugal no mesmo ano (1-1 em casa e 0-1 fora) antes de uma temporada relevante.

Em 1958/1959, o Sporting CP voltou a triunfar nos dois jogos com o SCU Torreense, desta feita por 4-0 como visitado e 0-2 como visitante, mas a formação de Torres Vedras foi última classificada do Campeonato Nacional e desceu de divisão. Foi preciso esperar até 1964/1965 para se voltar a ver o SCU Torreense no mais alto escalão do futebol português e o regresso, apesar de não ser brilhante (novo último lugar e despromoção), contou com um jogo marcante: uma das três únicas vitórias da campanha foi na recepção ao Sporting CP e logo por 3-0. Na segunda volta, em Alvalade, a desforra, tendo João Lourenço apontado um póquer na goleada por 4-0.

No Jornal Sporting de 26 de Março de 1965, esses 4-0 eram “a lição de Lourenço”, mas os golos não chegaram para agradar. “Apesar dos

4-0 (números que reflectem certa supremacia), ainda não foi desta vez que os adeptos Sportinguistas saíram do Estádio José Alvalade totalmente satisfeitos ou rendidos perante o trabalho realizado pela turma do Sporting CP. Com efeito, se a vitória não oferece dúvidas (e em certa medida nos enche de consolação), já o mesmo não podemos dizer da exibição da equipa, que ficou além do que se poderia exigir em face da maneira como o jogo decorreu, sem problemas, sem casos, contra uma equipa correcta, de agradável fio de jogo, naturalmente com o objectivo de contribuir para um espectáculo edificante, com o prazer de praticar um futebol onde imperasse a disciplina de processos e a correcção. Pois nem mesmo assim”, escrevia a publicação.

Mais uma vez, novo período sem SCU Torreense na Primeira Divisão e sem qualquer jogo contra o Sporting CP na Taça de Portugal, mas agora bem mais longo. Só em 1991/1992 o emblema voltaria à Liga Portugal e, na primeira volta, até marcou primeiro na recepção ao Sporting CP, mas Luís Figo e Jorge Cadete fizeram a reviravolta (1-2) para a formação orientada por Marinho Peres.

Para o Jornal Sporting de 11 de Dezembro de 1991, foi “reafirmada a postura de candidato ao título” – algo que não se viria a confirmar, com o Sporting CP a fechar a Liga Portugal na quarta posição. “Demonstrando uma grande saúde física e anímica, a equipa do Sporting CP foi a Torres Vedras conquistar mais uma preciosa e merecida vitória (a terceira consecutiva), no culminar de uma exibição que valeu, sobretudo, pela segunda parte, recheada de emotividade e bom futebol, extremamente competitiva e dinâmica”, lia-se.

Alguns meses depois, em Abril de 1992, 4-0 para o Sporting CP em Alvalade no último jogo realizado contra o SCU Torreense. Jorge Cadete apontou um hat-trick e Ivaylo Iordanov também facturou naquela que seria a mais recente época do SCU Torreense - que está, neste momento, na luta pela subida – no escalão principal. “A vitória por quatro golos sem resposta diante do SCU Torreense pode considerar-se recon-

fortante, abrindo fortes perspectivas para um final de Campeonato mais de acordo com a real valia da equipa do Sporting CP”, contou o Jornal Sporting, que elogiou, naturalmente, Jorge Cadete: “Embora tenha perdido algumas oportunidades que pareciam ‘golos feitos’, acabou por marcar três, todos bonitos e cheios de espectacularidade, contribuindo de forma decisiva para o bom desempenho da equipa. Está (…) ao nível do melhor que já tinha mostrado na temporada anterior”.

Para além dos desafios oficiais, Sporting CP e SCU Torreense já se encontraram várias vezes em jogos de preparação. O último aconteceu em Julho de 2025, na pré-temporada, com o emblema de Alvalade a vencer por 1-0 (autogolo) na Academia Cristiano Ronaldo. Francisco Silva, Jeremiah St. Juste, Pedro Gonçalves, Maxi Araújo, Geny Catamo, Iván Fresneda, Ousmane Diomande, Biel, Morten Hjulmand, João Simões e Lucas Anjos formaram o onze inicial verde e branco em Alcochete.

Segue-se, este domingo e no Jamor, o mais importante e icónico jogo entre Sporting CP e SCU Torreense. Como aconteceu em toda a história entre os dois, os Leões são os favoritos, mas os de Torres Vedras terão, com toda a certeza, uma motivação mais alta do que em qualquer um dos outros embates.

HISTÓRICO DE CONFRONTOS OFICIAIS ENTRE SPORTING CP E SCU TORREENSE

15 Jogos

9 Vitórias para o Sporting CP

3 Empates

3 Vitórias para o SCU Torreense

12 Jogos para a Liga Portugal

3 Jogos para a Taça de Portugal

7 Jogos em casa do Sporting CP

8 Jogos em casa do SCU Torreense

Jorge Cadete apontou um hat-trick no último jogo entre Sporting CP e SCU Torreense
Sporting CP e SCU Torreense defrontaram-se na última pré-temporada

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL FEMININA

CLUBE RENOVA CONTRATO COM MICAEL SEQUEIRA

TÉCNICO DA EQUIPA FEMININA DE FUTEBOL CONTINUA AO ‘LEME’ ATÉ 2028.

Texto: Nuno Miguel Simas Fotografia: João Pedro Morais

O Sporting Clube de Portugal renovou o contrato de Micael Sequeira e da equipa técnica, por mais duas temporadas, ou seja, até 2028. Em declarações aos meios de comunicação, Micael Sequeira falou em maior competitividade do plantel para a próxima temporada.

“Agradecer a toda a estrutura, nomeadamente ao presidente pela confiança, tanto no meu trabalho, como no da equipa técnica. É um orgulho enorme dar continuidade a este projecto, estando cientes da responsabilidade que é representar o Sporting CP e da exigência diária à procura de nos tornarmos melhores para podermos servir melhor o Clube. Essa é a grande ambição que nós temos, tornar a equipa mais competitiva para que possa estar mais próxima desses objectivos que vamos ter”, referiu.

O técnico explicou em que pilares continua a assentar a equipa:

“Fundamentalmente tornar as jogadoras muito mais competitivas para estarem prontas para podermos disputar todas as competições. Consequentemente, sendo uma equipa mais competitiva, vamos estar sempre muito mais próximos de estar nas decisões, contando com a inclusão e com o espaço de jogadoras vindas da equipa B e da formação. É nesse sentido que temos dado os passos, dando oportunidade a jogadoras mais novas, mas queremos tornar-nos numa equipa forte que nos permita ganhar porque o desporto e o futebol é ganhar e é à procura disso que nós vamos”. Para o técnico, torna-se importante corrigir, melhorar, no propósito de lutar e alcançar títulos. “Esta renovação simboliza a continuidade no compromisso de procurar fazer melhor. Tivemos bons momentos esta época, mas também houve momentos menos bons. O importante é avaliarmos o que é que correu mal para não voltarmos a repetir. Há uma vontade enorme nesse sentido, uma motivação tremenda de corrigirmos isso e podermos proporcionar aos adeptos,

a todo o Clube e a toda a estrutura, que confia muito em nós, os tais títulos que nós pretendemos”, frisou o técnico.

Micael Sequeira falou do crescimento e do patamar que quer alcançar na equipa feminina de futebol do Sporting CP. “Pessoalmente também me sinto muito mais preparado, não dá para negar que é um trabalho muito diferente de todos os outros que tive. Requer adaptação e acho que este ano e meio que cá estou deu para perceber isso. Sei qual é o caminho que tenho de seguir, qual o rigor e exigência que temos de incutir. Vamos procurar um conjunto de coisas, de forma que as jogadoras

estejam mais preparadas e mais próximas do sucesso”, apontou. O treinador da equipa principal feminina de futebol do Sporting CP vincou a vontade de retribuir a confiança dos responsáveis Leoninos, depois de um ano sem títulos. “Tornando a equipa mais competitiva, vamos estar mais preparados para os diferentes desafios que aí vêm. Não vale a pena estar a prometer nada. A única coisa que podemos prometer é o trabalho e a dedicação diária porque foi isso que nos trouxe até aqui, foi isso que nos proporcionou esta renovação e esta confiança por parte da direcção. Era perfeitamente normal não haver prolongamento do contrato,

atendendo a que não conquistámos títulos. Tenho consciência disso, mas o facto de ter havido esta confiança quando não conquistámos nada dá-me ainda mais motivação para retribuir a todas estas pessoas que confiaram em mim e a este enorme clube que é o Sporting CP. Aprendi a gostar muito do Sporting CP e muito mais quando fui tratado desta forma, num ano em que não consegui ganhar e existe este voto de confiança para renovar o contrato. Para mim, isso fica marcado e certamente irão ter o melhor do Micael Sequeira este ano”, salientou. Micael Sequeira prevê uma Liga ainda mais competitiva e adiantou que

motivação não irá faltar à formação Leonina. “Vai ser uma Liga muito mais competitiva, com a entrada também do FC Porto, portanto a Liga vai ficar melhor e requer da nossa parte uma equipa mais forte. Acredito muito no potencial das jogadoras, também acredito na vontade enorme da estrutura de querer dar continuidade ao crescimento deste projecto, atendendo à reformulação que houve, com a saída de jogadoras muito experientes e com a entrada de jogadoras novas que, pela primeira vez, estão a jogar neste patamar. Sentindo essa vontade, nós, equipa técnica vamos estar super-motivados para poder fazer o melhor”, finalizou.

Micael Sequeira renovou contrato até 2028

FUTEBOL EQUIPA B

IGUALDADE NO ADEUS A UMA TEMPORADA DE CRESCIMENTO

OS JOVENS COMANDADOS POR JOÃO GIÃO DISCUTIRAM O JOGO ATÉ AO APITO FINAL E DESPEDIRAMSE DA TEMPORADA COM MAIS UMA EXIBIÇÃO DE PERSONALIDADE E CARÁCTER. DEPOIS DE UMA PRIMEIRA VOLTA DE SONHO E DE UMA SEGUNDA MARCADA POR LARGOS OBSTÁCULOS E MAIOR CRESCIMENTO, OS LEÕES TERMINAM ASSIM 2025/2026 NO 13.º LUGAR DA CLASSIFICAÇÃO. PARA O ANO, JÁ SE SABIA… HÁ MAIS LIGA PORTUGAL 2.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: Liga Portugal

A equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal empatou com o Académico de Viseu FC (0-0) no passado sábado, em encontro da última jornada da Liga Portugal 2. Um acto final digno de uma equipa recheada de juventude e que, perante adversários com outro tipo de maturidade competitiva, nunca virou a cara à luta. Numa manhã soalheira em Viseu, o técnico verde e branco, que não repetiu um onze inicial ao longo de toda a prova, promoveu cinco alterações relativamente à equipa que enfrentou o FC Porto na anterior ronda, e Diego Callai, Kauã Oliveira, Rafael Besugo, Mauro Couto e Víctor Guzmán saltaram assim para o relvado de um muito bem composto Estádio do Fontelo. Os anfitriões estavam a 90 minutos de carimbar o regresso ao escalão máximo do futebol português, cenário que escapava à cidade de Viseu há 37 anos, e foi por isso de forma natural que o Académico de Viseu FC entrou mais pressionante, em busca de um resultado que confirmasse a subida de divisão.

Pertenceu, contudo, ao Sporting CP a primeira – e única – grande oportunidade da primeira parte: aos seis minutos, Kauã Oliveira apareceu solto à entrada da área e rematou com força, mas acertou em cheio na zona baixa do poste da baliza defendida por Domen Gril. Do outro lado, a formação da casa ia acumulando remates à figura de Diego Callai, bastante solicitado, mas sempre seguro e tranquilo nestes minutos iniciais. Os Leões, por sua vez, apostavam sobretudo na velocidade das transições, mas até foi em ataque organizado que voltaram a ameaçar, aos 34 minutos. Depois de uma boa combinação colectiva, Mauro Couto subiu pelo corredor direito e cruzou tenso para o coração da área, onde Domen Gril, que começava aqui a escrever os primeiros capítulos de uma exibição de sonho, se antecipou à linha avançada verde e branca e segurou o esférico.

Mais confortáveis com bola, o Sporting CP cresceu com o passar dos minutos, cada vez mais instalado no seu meio-campo ofensivo. Sólidos sem bola e atrevidos no ataque, os verdes e brancos voltaram a criar perigo aos 40 minutos, quando Paulo Cardoso surgiu a finalizar uma excelente iniciativa individual de Flávio Gonçalves.

O remate do cabo-verdiano saiu desenquadrado, mas os jovens Leões terminavam bem a primeira parte, perante um adversário pressionado pelas circunstâncias da classificação.

No regresso dos balneários, David Moreira cedeu o seu lugar a Daniel Costa e Pedro Miguéis substituiu Diego Callai. O Académico de Viseu FC surgiu, também, mais autoritário e afirmativo neste segundo tempo e, em estreia absoluta na prova e na temporada, o guardião de 21 anos brilhou com uma defesa fantástica logo aos 47 minutos, negando o golo a Álvaro Zamora, isolado na profundidade.

O português voltou a ser decisivo apenas três minutos depois: Cihan Kahraman bateu directamente um livre na meia esquerda e Pedro Miguéis voou para, com um soco, desviar para canto uma bola que levava selo de golo. Já aos 57’, Clóvis combinou à entrada da área e rematou em jeito ao ângulo. Com o guarda-redes do Sporting CP batido, valeram desta vez os ferros da baliza Leonina, a impedir o golo da formação da casa.

Aos 60 minutos, João Gião voltou a mexer na equipa e lançou Rodrigo Dias na partida. O ritmo de jogo baixou, contudo, de forma gradual, marcado por muitas disputas a meio-campo e sucessivas paragens. Ainda assim, aos 69 minutos, na resposta verde e branca às ameaças viseenses, Mauro Couto tentou a sorte desde a direita, mas o remate saiu desenquadrado. Depois, aos 72’, foi Domen Gril quem assumiu o protagonismo, com uma enorme mancha

que fechou a sete chaves a baliza da formação da casa. E numa dupla oportunidade, já que se o guardião esloveno impediu o golo de Rafael Besugo, Anthony Correia também surgiu com um corte espectacular, quando Manuel Mendonça se preparava já para a recarga. Um momento decisivo para as aspirações do Académico de Viseu FC, a quem o empate bastava para consumar a subida à Liga Portugal. Logo outro se seguiu – aos 81 minutos, Domen Gril voltou a segurar nulo, agora perante um belo cabeceamento de Víctor Guzmán. Com a indefinição a prolongar-se até final, João Gião lançou ainda Rayhan Momade aos 87 minutos, outra estreia absoluta no escalão esta temporada, mas o marcador não sofreria mesmo alterações e os Leões de João Gião encerraram oficialmente a temporada com um empate, curiosamente apenas o terceiro ao longo de toda a época.

16.05.2026

Liga Portugal 2 – 34.ª jornada Estádio do Fontelo, Viseu

ACADÉMICO DE VISEU FC SPORTING CP

Sporting CP: Diego Callai [GR] (Pedro Miguéis, 46’), Rafael Mota (Rodrigo Dias, 60’), João Muniz, David Moreira (Daniel Costa, 46’), Paulo Cardoso, Rafael Besugo (Gabriel Silva, 74’), Kauã Oliveira, Mauro Couto (Rayhan Momade, 87’), Manuel Mendonça [C], Víctor Guzmán e Flávio Gonçalves. Treinador: João Gião. Disciplina: cartão amarelo para Rafael Besugo (57’).

JOÃO GIÃO:

“MUITO ORGULHOSO DAQUILO QUE FIZEMOS AO LONGO DA TEMPORADA”

Após o apito final em Viseu, João Gião mostrou-se orgulhoso da prestação dos jovens Leões numa temporada marcada por altos e baixos, e aproveitou também para felicitar a formação viseense pela subida de divisão.

“Os jogadores portaram-se muito bem. Estou muito orgulhoso da resposta que deram num contexto completamente favorável, como é lógico, à equipa adversária, uma grande equipa. Antes de mais, os meus parabéns ao Sérgio [Fonseca] e ao Académico de Viseu FC, porque subiram de divisão justamente”, começou por dizer na zona de entrevistas rápidas da  Sport TV, canal responsável pela transmissão do encontro.

Apesar do ambiente vivido no Estádio do Fontelo, o técnico elogiou a resposta dos seus jovens jogadores, que lutaram até ao fim por um resultado diferente.

“Quem viu o jogo percebe que foi um empate nada consentido. O Académico de Viseu FC teve as suas oportunidades, mas nós também tivemos uma bola no poste a abrir o jogo e duas oportunidades flagrantes perto do fim, nas quais podíamos matar o jogo”, apontou. João Gião deixou, por isso, elogios ao comportamento da equipa, que, mesmo condicionada por várias ausências e com novas estreias no escalão, jogou olhos nos olhos com um adversário lutava pela subida de divisão.

“Mais uma vez, mostraram grande luta e grande espírito. Uma palavra especial para o Pedro Miguéis e para o Rayhan Momade, que se estrearam hoje. Mereceram muito e provaram que mereciam esta oportunidade. Estou muito orgulhoso daquilo que fizemos aqui hoje e ao longo da temporada”, frisou.

Convidado a fazer um balanço da época de regresso à Liga Portugal 2, o treinador verde e branco considerou que os principais “objectivos foram alcançados”. “Mantivemos o Sporting CP nesta divisão, o que era importante em termos desportivos. É lógico que não fizemos uma segunda volta a voar, como fizemos a primeira. Criaram-se muitas expectativas, eu entendo, porque estivemos dez jornadas em primeiro lugar”, lembrou, consciente de que a “segunda volta muito menos fulgurante” foi importante para a evolução de todos – equipa técnica, também.

“Sofremos e passámos por períodos de dificuldade, mas isso também foi importante para o nosso crescimento. Para o meu crescimento enquanto treinador, porque também estou numa fase inicial da carreira, e para o crescimento destes jogadores, que em momento nenhum deixaram de lutar e de se bater”, salientou. Por fim, o técnico destacou a valorização de vários jovens ao longo da temporada e a ligação natural à equipa principal. “Mesmo com muitas ausências de jogadores que se valorizaram na primeira volta e foram necessários no plantel da equipa principal – esse é um dos nossos objectivos –, tal como outros houve que se valorizaram e saíram, agarrámo-nos ao que tínhamos numa segunda volta difícil, mas em que nunca desligámos nem deixámos de dar tudo em campo”, terminou.

Daniel Costa e Álvaro Zamora no retrato fiel de uma partida equilibrada

FUNDAÇÃO SPORTING

JOVENS LEÕES PUSERAM ‘MÃOS À OBRA’ NO CENTRO COMUNITÁRIO DA GALIZA

COM LIMPEZAS NO ESPAÇO INTERIOR E EXTERIOR, ARRUMAÇÕES E, TAMBÉM, MUITA DIVERSÃO JUNTO DOS MAIS NOVOS E MAIS VELHOS, OS JOGADORES E STAFF DAS EQUIPAS SUB-23 E SUB-19 UNIRAM-SE PARA AJUDAR UM EQUIPAMENTO SOCIAL QUE AJUDA A SUA COMUNIDADE EM SÃO JOÃO DO ESTORIL. “FOI UM PEQUENO MILAGRE, UMA MARAVILHA, PORQUE NÓS NÃO O CONSEGUIRÍAMOS FAZER”, ADMITIU A DIRECTORA MARIA GAIVÃO.

Texto: Xavier Costa Fotografia: João Pedro Morais

Onde todos ajudam, nada custa. Um mote que jogadores e staff das equipas sub-23 e sub-19 de futebol do Sporting CP levaram à prática numa visita especial ao Centro Comunitário da Galiza, promovida pela Fundação Sporting. Localizado em São João do Estoril, o espaço “dá respostas diferentes” à sua comunidade envolvente, de acordo com a sua directora, acolhendo um espaço de ATL para crianças e adolescentes, um centro de dia para idosos, uma mercearia comunitária e ainda a Escolinha de Rugby, que através da práctica desportiva promove a integração e capacitação de muitos jovens. Mensalmente “passam por aqui 200 e tal pessoas para que juntos continuemos a fazer caminho”, destacou Maria Gaivão. A missão do Centro Comunitário da Galiza é, acima de tudo, ajudar a comunidade, mas desta vez foi o momento de serem ajudados. Com disponibilidade total, os jovens jogadores e técnicos

do Sporting CP trataram de arrumações, transportaram coisas de um lugar para outro, fizeram limpezas, entre várias outras pequenas mas preciosas tarefas.

“Faz-nos acreditar que estamos a construir, todos, um Mundo melhor. Vieram ajudar-nos naquilo que nós não temos capacidade para resolver, ou seja, a arrumação do espaço exterior e interior. Foi um pequeno milagre, uma maravilha, porque nós não o conseguiríamos fazer”, admitiu a directora do espaço. “O jardim dos avós está mais acessível, ajudaram na limpeza do espaço à volta do ATL, a organização da mercearia e na organização dos tanques que passam a ser piscinas daqui a pouco tempo”, enumerou Maria Gaivão.

A presença dos atletas Leoninos fez as delícias dos mais novos, mas também serviu para “fazê-los entender que qualquer um pode ir mais alto e mais longe se trabalhar e aproveitar as condições e ferramentas”, considerou Maria Gaivão. Com esse intuito, os elementos presentes das equipas sub-23 e sub-19 deram-se a conhecer e

interagiram com os utentes do espaço, dos mais novos aos mais velhos. “É sempre bom ver como as crianças ficam contentes por nos ver. Para nós, é uma actividade fora do futebol e importante, sobretudo, para ajudar”, destacou Afonso Lee, central de 19 anos, sublinhando também a importância de “dar mais força para que continuem a fazer o seu caminho”.

Outro dos jogadores presentes foi Rodrigo Cabrito, que, além do mais, já estava familiarizado com a missão do Centro Comunitário da Galiza. “Já conheço aqui muito gente porque sou desta zona. Muitos dos amigos que fiz na escola fazem parte deste centro, que ajuda muitas pessoas”, contou.

Feliz pelo dia de “entreajuda” proporcionado, o lateral de 19 anos não teve dúvidas de que esta iniciativa “fez todo o sentido”. “Por mais mínimo que seja, podemos dar sempre um bocado de nós”, atentou, considerando também que, a nível pessoal, é mais uma prova de que “o Sporting CP forma jogadores e também pessoas”.

Dia de entreajuda assinalado com fotografia conjunta
Trabalho em equipa passou para fora do campo
Também houve tempo para interagir com os mais novos

FUTEBOL FORMAÇÃO SUB-19

LEÕES MERECIAM MAIS PARA FECHAR A ÉPOCA

JUNIORES DERROTADOS PELO FC PORTO (1-3) NUM JOGO EM QUE DOMINARAM A SEGUNDA METADE E ESTIVERAM MUITO PERTO DE CHEGAR AO EMPATE.

Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: Isabel Silva

A equipa sub-19 de futebol do Sporting Clube de Portugal perdeu, no último sábado, por 1-3 na recepção ao FC Porto na 14.ª e última jornada da fase de apuramento de campeão do Campeonato Nacional. Com este resultado, os juniores terminam a prova na terceira posição. Depois de uns minutos iniciais equilibrados e sem grandes oportunidades, foi o Sporting CP a criar a primeira ocasião no momento em que Sergio Siza cruzou e Sandro Ferreira, de cabeça, atirou para as mãos do guarda-redes Hubert Charuży. No entanto, logo a seguir, o FC Porto chegou ao 0-1 num forte remate de Paquete

A correr atrás do prejuízo desde bem cedo, e sem que muito o fizesse prever, o Sporting CP viu o rival ficar perto do segundo aos 19’, minuto em que Anhá Candé trabalhou bem e só não marcou porque William Lodmell realizou uma tremenda intervenção. Do outro lado, Brandão Baptista apareceu em boa posição para finalizar, mas falhou o alvo. William Lodmell voltou a ser chamado aos 30’, desta feita num tiro de Domingos Muxito, e o Sporting CP, mais perto do intervalo, voltou a almejar a baliza visitante, mas Sandro Ferreira não teve pontaria. Quem dobrou a vantagem foi o FC Porto, por Anhá Candé, aos 45’.

A perder por 0-2, José João Gomes fez três alterações para o segundo tempo, tirando Jakub Stasiak, Brandão Baptista e

Sandro Ferreira para colocar Santiago Fernandes, José Mendes e Daniel Lopes, e a verdade é que o Sporting CP voltou diferente e bem mais dominador perante uns dragões que raramente saíam do seu meio-campo. De cabeça, José Mendes e André Machado tentaram a sua sorte e Miguel Almeida, num forte remate, não atirou à trave por pouco.

O camisola 9 e capitão Leonino foi mesmo o autor do merecido 1-2 aos 60’, quando, e após boa jogada de Diego Coxi, rematou forte e colocado para o fundo das redes, renovando a esperança no Estádio Aurélio Pereira. Continuou bem melhor o Sporting CP, que voltou a investir na baliza contrária no cabeceamento de Paulo Simão, no livre directo de Diego Coxi e no remate de João Rijo, todos para fora. Aos 76’, grande oportunidade para o empate com André Machado a tentar cruzar, mas a bola bateu no poste e o guarda-redes Hubert Charuży ainda tocou com a luva, negando o 2-2. Pouco depois, João Rodrigues substituiu Paulo Simão. Contudo, e totalmente contra a corrente do jogo, foi o FC Porto e fazer o 1-3 graças ao golo de Domingos Muxito, dificultando muito mais a tarefa verde e branca.

O terceiro golo dos nortenhos foi um duro golpe nas aspirações do Sporting CP, que, mesmo com a entrada de Erik Ingebrethsen (saiu Leonardo Tavares), nunca mas conseguiu exercer domínio da mesma forma que estava a fazer no segundo tempo.

Assim o 1-3 prevaleceu no último jogo de 2025/2026 para os juniores Leoninos.

JOSÉ JOÃO GOMES:

“PRIMEIRA

PARTE MUITO ABAIXO DO QUE TEMOS PRODUZIDO”

No final, José João Gomes analisou a partida. “Foi um jogo com duas partes completamente distintas. Na primeira, não tivemos fisicalidade nem energia, perdemos muitos duelos. Sabíamos que estávamos a defrontar uma equipa com talento e que não podíamos oferecer nada, mas a equipa adversária penalizou-nos quando errámos. Ao intervalo, já perdíamos por 0-2, mas a segunda parte foi diferente. Tivemos muito mais energia e disponibilidade física, ganhámos muitos duelos individuais e estivemos muito tempo por cima do jogo. Chegámos ao 1-2 e sentia-se que íamos empatar, mas não conseguimos ser eficazes e o adversário, em mais um erro nosso, acabou por fazer o 1-3 num ataque à profundidade e matou o jogo. Faltou-nos consistência porque não podemos fazer uma primeira parte tão abaixo daquilo que temos produzido nos últimos jogos”, disse aos meios de comunicação Leoninos.

O treinador verde e branco fez, ainda, um balanço de 2025/2026: “Foi uma época em que todos crescemos em termos de maturidade competitiva. Fez com que conseguíssemos entender que, neste Campeonato de sub-19, que é muito competitivo, se não estivermos com os nossos índices de agressividade e de energia sempre nos limites, não vamos ter sucesso. Crescemos muito nesse aspecto. Terminámos em terceiro lugar e podíamos ter chegado ao segundo, mas neste último jogo fomos penalizados por uma má primeira parte.”

André Machado também esteve na zona de entrevista rápidas do Estádio Aurélio Pereira e analisou o desafio: “Entrámos no jogo um ritmo abaixo. Respondemos muito bem ao golo sofrido, começámos a tentar implementar o nosso jogo e, pelo azar de um erro individual, sofremos o 0-2 no fim da primeira parte. Nunca nos rendemos na segunda parte e chegámos ao 1-2. Merecíamos mais e tivemos o infortúnio de sofrer o 1-3. (…) Faltou alguma sorte na bola ao poste e nos cabeceamentos que podiam ter entrado”.

16.05.2026

Campeonato Nacional Sub 19 Ap. Campeão – 14.ª jornada – Estádio Aurélio Pereira

SPORTING CP FC PORTO 1 3

0-2 ao intervalo

Miguel Almeida (60’) Paquete (12’), Anhá Candé (45’), Domingos Muxito (83’)

Sporting CP: William Lodmell [GR], André Machado, Jakub Stasiak (Santiago Fernandes, 45’), Diego Coxi, João Rijo, Leonardo Tavares (Erik Ingebrethsen, 84’), Brandão Baptista (José Mendes, 45’), Paulo Simão (João Rodrigues, 78’), Miguel Almeida [C], Sandro Ferreira (Daniel Lopes, 45’) e Sergio Siza. Treinador: José João Gomes. Disciplina: cartão amarelo para Miguel Almeida (80’).

Resultado não se ajustou ao dividido duelo em Alcochete

FUTEBOL

FORMAÇÃO SUB-17

DÉRBI INGLÓRIO EM ALCOCHETE

SUPERIORES AO LONGO DA PARTIDA, OS JOVENS LEÕES ACUMULARAM OCASIÕES DE GOLO, PRINCIPALMENTE NO DECORRER DO SEGUNDO TEMPO, MAS ENCONTRARAM PELA FRENTE UM GUARDIÃO INSPIRADÍSSIMO. COM UMA MÃO CHEIA DE VALIOSAS INTERVENÇÕES, O GUARDA-REDES DAS ÁGUIAS SEGUROU O TRIUNFO VISITANTE.

Texto: Filipa Santos Lopes

A equipa sub-17 de futebol do Sporting Clube de Portugal perdeu com o SL Benfica por 0-1, no passado domingo, em jogo da 14.ª jornada da fase de apuramento de campeão do Campeonato Nacional de juvenis.

Numa manhã algo nublada em Alcochete, Pedro Pontes lançou Samuel Tavares, José Lino e o capitão Martim Almeida no onze inicial e, sob o olhar atento de Edo Bosch e Xano Edo, treinador e guarda-redes da equipa de hóquei em patins verde e branca, o Sporting CP entrou dominante no relvado do Estádio Aurélio Pereira.

Aos três minutos, os Leões ameaçaram pela primeira vez – e logo em dose dupla. José Garrafa rompeu em velocidade pela esquerda e rematou à baliza de Gustavo Santos, que, providencial desde cedo, conseguiu desviar o remate do camisola 11 e também a tentativa de recarga de Martim Ribeiro. Porém, os primeiros largos minutos do dérbi jogaram-se, sobretudo, no miolo, sem grandes lampejos ofensivos quer de um lado, quer de outro. Foi por isso de longa distância que, aos 13 minutos, os encarnados tentaram surpreender: Tomás Almeida recuperou a posse e, ainda antes da linha de meio-campo, aproveitou o adiantamento de Afonso Redondo para rematar à baliza deserta. Valeu a atenção do guardião Leonino, que rapidamente recuperou posição e, com uma ‘sapatada’, desviou a bola para canto. A partir daí, o SL Benfica cresceu, mostrou-se mais forte mais duelos, assumiu o domínio da posse e foi-se aproximando do meio-campo defensivo do Sporting CP. Aos 18 minutos, David Fernandes, lateral-direito das águias, apareceu para emendar, sem acerto, uma jogada que começara na ala contrária. Um minuto depois, nova combinação do SL Benfica e novo remate perigoso, desta feita de Leonardo Tavares.

As investidas encarnadas acentuavam o ‘sinal mais’ dos visitantes nesta fase do encontro, e se o Sporting CP ainda respondeu aos 28’, com uma boa combinação de Diego Farinha e José Lino pela direita, o SL Benfica chegaria mesmo ao golo perto da meia-hora de jogo. Na sequência de um pontapé de canto, Afonso Redondo saiu à bola a soco, mas, num lance bastante confuso, outro Afonso, o Ferreirinha, ganhou mesmo o último ressalto, já no coração da área, e oportuno, enviou a bola para o fundo das redes.

Apesar da desvantagem, o Sporting CP reagiu bem ao golo sofrido e, aos 33’, esteve muito próximo do empate. Após uma arrancada de Francisco Cabeçana pela esquerda, José Lino recebeu a bola no corredor central, aguentou bem a carga, girou e armou o disparo, mas ligeiramente por cima da baliza de Gustavo Santos.

Aos 39 minutos, os Leões desenharam nova combinação ameaçadora pela esquerda, desta vez com José Garrafa e Martim Ribeiro como protagonistas. Os dois tabelaram em velocidade e o ala lançou o avançado entre linhas, mas o remate do camisola 9, com a parte exterior do pé, saiu sem força e directamente para as mãos do guardião visitante.

Pouco depois, a operar bem a pressão alta, o Sporting CP dispôs de mais uma boa oportunidade para marcar: novamente com espaço à entrada da área, José Lino armou o remate, mas voltou a não acertar no alvo.

Apesar da reacção verde e branca, o intervalo chegou com o SL Benfica na frente do marcador, e ainda que o equilíbrio tenha sido a nota dominante (quatro remates enquadrados para cada lado), os encarnados, mais eficazes, justificavam a vantagem.

O Sporting CP queria mais e melhor e, com uma bela entrada no segundo tempo, criou perigo aos 48’: Rodrigo Nogueira, com um grande corte no centro do terreno, lançou

de imediato Salvador Fortuna na ala. O lateral conduziu o ataque, combinou com José Lino e este serviu Martim Ribeiro. Descaído para a direita da área, o avançado encontrou Salvador Fortuna perto da marca de grande penalidade, mas o remate do camisola 2 foi desviado pela defensiva encarnada.

Os Leões iam somando aproximações à área visitante, mas faltava algum critério, e com o jogo aberto e vivo, também Hugo Gomes teve nos pés o segundo golo encarnado. O disparo, o único do SL Benfica ao longo do segundo tempo, saiu bastante por cima do travessão da baliza de Afonso Redondo. Aos 55’, novo momento de perigo para os verdes e brancos. Salvador Fortuna apareceu outra vez em zonas adiantadas do terreno e, com a preciosa ajuda de José Lino, que com uma simulação deixou a bola passar entre pernas, encontrou José Garrafa. O camisola 11 flectiu para dentro e armou o remate, mas Gustavo Santos disse ‘presente’ e negou o empate. O Sporting CP continuava a pressionar e, cinco minutos depois, esboçou nova jogada de mérito e perigo. O remate final de Rodrigo Nogueira, contudo, sobrevou desta vez a barra da baliza encarnada.

À procura de refrescar o ataque, Pedro Pontes promoveu então duas alterações e foram mesmo os recém-entrados a delinear mais uma grande oportunidade: fresco pela esquerda, Afonso Marques acelerou e descobriu David Almeida na grande área. O extremo rematou à meia-volta, para enorme defesa do guardião encarnado.

Os pupilos de Pedro Pontes continuavam a pecar no momento da decisão e, aos 80’, o técnico verde e branco decidiu-se por novas alterações. E foram três de uma assentada: Henrique Tavares, Rafael Fial e Pablo Valerón, em estreia absoluta de Leão ao peito, entraram para os dez minutos finais. Com nova disposição táctica, os Leões

lançaram-se para o ataque e, aos 82’, o espanhol teve nos pés uma oportunidade flagrante para marcar, mas não conseguiu dominar bem no peito e a jogada acabou por perder-se.

Com o relógio a avançar impiedoso, aos 85 minutos Rafael Fial apareceu sozinho pela direita e cruzou com conta, peso e medida para a cabeça de Pablo Valerón, que entrava disparado na área e deu à bola a força e direcção certa. Valeu, uma vez mais, Gustavo Santos, que se assumia cada vez mais como o jogador mais influente da partida. Dentro dos seis minutos adicionais, os atletas das duas equipas envolveram-se numa escaramuça, natural num dérbi mas escusada num jogo sempre disputado de forma leal, e, com um vermelho para cada lado, já pouco futebol se jogou. O SL Benfica venceu, mas o Sporting CP, muito aplaudido pelas bem compostas bancadas em Alcochete, merecia outro resultado.

17.05.2026

Campeonato Nacional Sub 17

Ap. Campeão – 14.ª jornada

Estádio Aurélio Pereira

1

0-1 ao intervalo

Afonso Ferreirinha (29’)

Sporting CP: Afonso Redondo [GR], Salvador Fortuna (Henrique Tavares, 80’), Mário Almeida, Samuel Tavares, Francisco Cabeçana, Rodrigo Nogueira, Diego Farinha (David Almeida, 63’), Martim Almeida [C] (Rafael Fial, 80’), Martim Ribeiro, José Lino (Afonso Marques, 63’) e José Garrafa (Pablo Valerón, 80’). Treinador: Pedro Pontes. Disciplina: cartão amarelo para José Garrafa (45+1’), José Lino (62’), Salvador Fortuna (70’), Rafael Fial (após o apito final) e cartão vermelho para Rodrigo Nogueira (94’).

PEDRO PONTES:

No final da partida frente ao SL Benfica, Pedro Pontes começou por dividir o encontro em “duas partes bastante distintas” e reconheceu que os jovens Leões não entraram no jogo com a energia habitual.

“Na primeira parte não sentimos aquela energia nos nossos jogadores. Perdemos alguns duelos e o adversário conseguiu instalar mais vezes o jogo no nosso meio-campo”, referiu, em declarações à  Sporting TV, sublinhando ainda assim a reacção da equipa à desvantagem.

“Após o golo, tivemos uma boa reacção. A equipa conseguiu ser mais agressiva, mais pressionante e com maior capacidade de gerir a bola no meio-campo adversário. A segunda parte é completamente avassaladora da nossa parte”, apontou.

O técnico verde e branco considerou que os ajustes feitos ao intervalo permitiram ao Sporting CP crescer no encontro e lamentou apenas a falta de eficácia.

“O guarda-redes do SL Benfica acaba por ser o melhor em campo na segunda parte, pelo número de defesas que fez. Não chegou para a vitória, mas fica a aprendizagem: temos de estar sempre nos limites”, sublinhou.

Pedro Pontes destacou ainda superioridade demonstrada pelos Leões em vários momentos do jogo.

“Há que salientar a capacidade da equipa de reagir, ser dominante e ter coragem para jogar. Fomos superiores em várias dimensões do jogo, na posse bola, nos remates e nos cruzamentos. Faltou-nos o golo”, lamentou, antes de deixar uma mensagem para o futuro: “Há que crescer com isto e estar no limite já no próximo jogo”.

FIM‑DE‑SEMANA PINTADO DE VERDE E BRANCO

NO PASSADO FIM-DE-SEMANA, AS EQUIPAS FEMININAS DE SUB-13 E SUB-15 RECEBERAM OS RESPECTIVOS TROFÉUS DE CAMPEÃS DISTRITAIS. UM MOMENTO DE CONSAGRAÇÃO PARA AS JOVENS LEOAS QUE TEVE, MAIS TARDE, O EPÍLOGO PERFEITO NO JAMOR.

Foi um fim-de-semana de celebração, afirmação e seguras perspectivas de futuro para a formação feminina do Sporting Clube de Portugal, com as equipas sub-13 e sub15 a receber oficialmente os troféus de Campeãs Distritais, títulos que premiaram temporadas de enorme consistência. As sub-13 verde e brancas, orientadas por Pedro Rendeiro, terminaram tanto a primeira fase quanto a fase de apuramento de campeão invictas e fecharam a prova no primeiro lugar, à frente de SL Benfica e Casa Pia AC. Na fase decisiva foram mesmo demolidoras: nove vitórias e um empate em dez jornadas, um registo de 40 golos marcados e apenas cinco sofridos. Também as sub-15, lideradas pelo técnico Jorge Fernandes, concluíram o campeonato sem derrotas, com nove triunfos e uma igualdade na fase de apuramento de campeão, mas com números ainda mais expressivos: 70 golos apontados e somente quatro consentidos. O CR Leões de Porto Salvo e o GD Estoril Praia completaram o pódio de uma prova que, também na primeira fase tinha sido totalmente dominada pelo Sporting CP (10 jogos – 10 vitórias). As estatísticas e os títulos ajudam, assim,

a retratar o domínio destes escalões formativos ao longo de toda a temporada, mas contam apenas parte da história de um trabalho desenvolvido diariamente na Academia Cristiano Ronaldo e no Polo Lisboa SCP, onde o crescimento competitivo acompanha a formação pessoal e desportiva das atletas.

Mas as conquistas não se ficaram por aqui. No último domingo, o Complexo Desportivo do Jamor recebeu mais uma edição da Festa do Futebol Feminino, iniciativa organizada pela Federação Portuguesa de Futebol que, pelo 13.º ano, junta centenas de jovens atletas de todo o país num ambiente de competição, convívio e promoção da modalidade. A prova, que se tornou uma das principais montras do futebol feminino de formação em Portugal, voltou a reunir várias equipas nacionais e escolares, nos escalões de sub11 e sub-13, e foi nesse palco simbólico do futebol português que as sub-13 Leoninas conquistaram a fase nacional da competição, na categoria de Clubes, depois de derrotarem o CFFF Ponta Delgada por 3-0 na final.

Um desfecho perfeito para um fim-de-semana pintado de verde e branco e que voltou a deixar sinais claros da vitalidade de uma geração que cresce com ambição, qualidade e ADN Sporting CP.

Texto: Filipa Santos Lopes Fotografia: D.R.
As Sub-15 também conquistaram o título de Campeãs Distritais
Sub-13 venceram o Campeonato Distrital da Associação de Futebol de Lisboa
Jovens Leoas brilharam na fase nacional da Festa do Futebol Feminino

CLUBE INICIATIVA

PLAY DAY ESTÁ DE REGRESSO E LEVA MODALIDADES AO ESTÁDIO UNIVERSITÁRIO DE LISBOA

31 DE MAIO MARCA O REGRESSO DO PLAY DAY APÓS UM ANO DE INTERREGNO. EXCEPCIONALMENTE, DEVIDO ÀS OBRAS NO ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE, O DIA DE DIVERSÃO E DESPORTO ORGANIZADO PELO SPORTING CP VAI DECORRER NO ESTÁDIO UNIVERSITÁRIO DE LISBOA. JÁ COM CERCA DE MIL INSCRITOS, É UMA NOVA OPORTUNIDADE PARA EXPERIMENTAR VÁRIAS MODALIDADES E CELEBRAR O DIA DA CRIANÇA EM FAMÍLIA.

Texto: Xavier Costa

Fotografia: João Pedro Morais

Depois de duas edições consecutivas, em 2025 as obras no Estádio José Alvalade impossibilitaram a terceira edição do Play Day, que agora está de regresso já no próximo dia 31 de Maio e num palco alternativo. “Este ano, apesar das obras [em curso no Estádio José Alvalade], optámos por avançar e não perder esta iniciativa”, revelou Inês Sêco, coordenadora-executiva da Fundação Sporting, sem dúvidas quanto às “muito boas condições” oferecidas pelo Estádio Universitário de Lisboa. Para lá dessa mudança de cenário, que é pontual, a essência do Play Day mantém-se intacta e apresenta-se como o plano ideal para festejar antecipadamente o Dia da Criança (1 de Junho). “Família, diversão e desporto” é tudo o que não vai faltar, atentou Inês Sêco em conversa com o Jornal Sporting para perspectivar a terceira edição da iniciativa verde e branca. “Sabemos que é sempre um desafio maior fazer o Play Day fora do Estádio José Alvalade, mas ainda assim já estamos com cerca de mil inscritos, o que é muito positivo”, deu conta a coordenadora-executiva da Fundação Sporting. O objectivo, a cerca de semana e meia do dia 31, é fazer com que o número continue “a subir”. E aliciantes não faltam. O Play Day nasceu com o intuito de promover “um estilo de vida saudável” através do eclectismo do Sporting CP. “Conseguimos oferecer um dia inteiro para que as crianças experimentem as modalidades, que este ano são cerca de 20 diferentes. Vamos rodando as opções e há sempre uma grande variedade”, referiu a coordenadora-executiva da Fundação Sporting, sendo que a cada uma corresponderá um carimbo no passaporte que integra o kit desta edição. Das 10h00 às 17h00, andebol, atletismo, boxe, basquetebol,

capoeira, esgrima, futsal, ginástica (aparelhos, parkour e trampolins), judo, karate, kickboxing, patinagem/ hóquei em patins, paintball, rugby, rope skipping, skate, taekwondo, ténis de mesa, voleibol e xadrez são os desportos que estarão de portas abertas e com o devido acompanhamento de técnicos do Clube ao longo das várias zonas do Estádio Universitário de Lisboa [ver planta]. Assim, o Play Day pode servir também de porta de entrada numa nova modalidade a futuros atletas do Sporting CP. “Este é aquele momento em que o ano lectivo está a acabar e os pais perguntam-se em que desporto podem inscrever os filhos no seguinte. Por isso, acho que o Play Day é uma óptima oportunidade para experimentar as várias modalidades que o Sporting CP oferece e perceber

as que mais encantam as crianças”, considerou Inês Sêco.

A cerca de uma semana e meia do dia do evento, está tudo alinhavado para “um dia bem passado em família”, especialmente dedicado para crianças e jovens nascidas entre 2008 e 2023, isto é, dos 3 aos 18 anos. E, por isso, não só de desporto se fará o Play Day, onde a animação está garantida, também, através de uma “experiência lúdica à volta do evento”, com espaço para “insufláveis, trampolins, actividades musicais e pinturas faciais”, detalhou. Além disso, com tantas actividades a preencher o dia, opções de escolha para as refeições e manter a energia elevada também estão salvaguardadas no Estádio Universitário de Lisboa. Haverá food trucks no espaço e, além disso, o patrocinador princi-

Dia de actividade física promovido pelo Sporting CP está de volta
São 20 as modalidades ao dispor nesta terceira edição

pal desta edição é a Olá, um parceiro “ideal” para “o dia de sol e calor” que se espera, acrescentou. “Enquanto programa familiar, vale muito a pena investir neste dia”, apelou, por fim, Inês Sêco.

Já está a chegar a terceira edição do Play Day, um regresso desejado e que promete voltar a trazer modalidades, jogos e diversão para toda a família, sempre a verde e branco.

INFORMAÇÃO ÚTIL

Cada participante deve ser, obrigatoriamente, acompanhado por um adulto, sendo possível levar mais acompanhantes. O valor começa nos 15€ para Sócios do Sporting CP (o número de Associado a considerar é o da criança ou jovem) e de 17€ para não-Sócios. Por cada acompanhante, ao valor acrescem 3€.

Cada inscrição no Play Day inclui o kit da criança (pulseira, dorsal e t-shirt), o kit do acompanhante (pulseira e senha para água) e, quando aplicável, o kit do acompanhante extra (pulseira + senha para água).

As entregas dos kits de participação vão acontecer na Loja Verde nos dias 29 e 30 de Maio das 10h00 às 20h00. Não se realizaram inscrições nem entregas de kits no dia do evento.

Para inscrições e mais informações em https://www.sportingplayday.pt/site/

Há muita diversão garantida para os mais novos, além das actividades desportivas

FUTEBOL FORMAÇÃO

MÃES ‘ENTRAM EM CAMPO’ NO PÓLO SCP LISBOA

PARA ASSINALAR O DIA DA MÃE, OS JOVENS ATLETAS DA FORMAÇÃO DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL PARTILHARAM UMA

SESSÃO DE TREINOS MUITO ESPECIAL COM AS MÃES.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: Isabel Silva

Entre exercícios com bola, jogos e momentos de cumplicidade, foram muitas as mães que na passada semana trocaram a bancada pelo relvado e sentiram na pele algumas das exigências dos treinos dos mais pequenos. Uma iniciativa que procurou aproximar as famílias da realidade diária do processo de formação verde e branco, como explicou Tiago Romão, treinador dos sub-10, aos meios de comunicação do Clube.

“O objectivo deste treino é conseguirmos passar às mães a ideia do que nós fazemos aqui no Sporting CP. São pessoas muito importantes para os atletas e queremos fazê-las perceber um pouco do nosso trabalho. Acima de tudo, [o objectivo passa] também por que elas se divirtam com eles. É a parte mais importante”, começou por dizer o técnico, que lembrou ainda que “a ideia não é as mães aprenderem a jogar futebol”, mas antes transmitir o quão importantes são “a ajuda e a cooperação” no crescimento dos jovens atletas.

O objectivo, esse, parece ter sido alcançado. Para Leida Julião, mãe de Daniel Julião, defesa que representa actualmente a equipa sub13 de futebol verde e branca, a experiência teve bastante significado.

“É importante para mim, enquanto mãe, e também é importante para ele enquanto filho”, garantiu, não escondendo que apoiar o filho implica algum “sacrifício”, mas que “em prol do seu sonho” estará sempre disponível “para o ajudar a trilhar o caminho que escolheu”. A presença das famílias no percurso desportivo dos jovens atletas é, aliás, fundamental, como lembrou Leida. “O percurso dos miúdos não se faz sem os pais. Num dia como o Dia da Mãe, o Sporting CP ter esta iniciativa e nós podermos estar presentes, sentindo esse apoio, é fundamental”, acrescentou.

Já Daniel, que até ao início desta temporada representava o Núcleo SCP Solar do Norte, não escondeu a felicidade por poder partilhar o treino com a mãe. “Gosto sempre muito de estar com ela, apesar de agora só estarmos juntos ao fim-de-semana. É divertido, e este é um contexto diferente para estarmos com as nossas mães e passarmos mais tempo com elas”, frisou.

Também Marta Teixeira, mãe de Rodrigo Coriel, atleta dos sub-13, valorizou a oportunidade de acompanhar mais de perto o dia-a-dia do filho no Clube. “É muito bom poder estar aqui e participar na vida do futebol de

que ele tanto gosta. Faz sentido para ele e para nós também”, assumiu esta mãe, que saiu da iniciativa mais consciente do esforço diário exigido aos jovens Leões.

“É bom para fugirmos um pouco das rotinas e também para percebermos o dia-a-dia deles aqui nos treinos, o esforço e a dedicação que têm diariamente de ter para estar aqui”, sublinhou.

No final, ficaram os abraços, as fotografias e as memórias de um dia diferente no Polo SCP Lisboa. Para Rodrigo Coriel, também ele defesa e no Sporting CP desde 2019/2020, esta foi mesmo “uma experiência única”.

“É um momento muito feliz para mim, porque gosto muito da minha mãe e foi muito divertido. Quando ela está aqui, sinto-me feliz”, confessou.

Num treino em que os resultados ficaram para segundo plano, reforçou-se aquilo que tantas vezes acompanha o crescimento dos jovens atletas: o apoio fundamental da família em cada passo dado dentro e fora das quatro linhas.

Filhos e mães viveram uma tarde desportiva de muitos sorrisos
Uma iniciativa pensada para que as famílias possam conhecer melhor a realidade da formação verde e branca

AMANDA CAVALCANTI

“ESPERO TER CONSEGUIDO HONRAR A CAMISOLA”

EMOCIONADA, AMANDA CAVALCANTI DESPEDIU-SE – APÓS SETE TEMPORADAS – DA EQUIPA FEMININA DE VOLEIBOL DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL NUMA ENTREVISTA AOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO LEONINOS. A INTERNACIONAL PORTUGUESA, DE 24 ANOS, VAI TER A OPORTUNIDADE DE EXPERIENCIAR VOOS MAIS ALTOS NO QUE AO VOLEIBOL INTERNACIONAL DIZ RESPEITO, MAS A DECISÃO FOI TUDO MENOS FÁCIL. “SEI QUE É DIFÍCIL ENCONTRAR UMA ESTRUTURA, UM CLUBE E ADEPTOS COMO O SPORTING CP EM QUALQUER OUTRO LUGAR DO MUNDO, MESMO NAS GRANDES LIGAS”, GARANTIU A LEOA, QUE VAI LEVAR O EMBLEMA DE ALVALADE PARA SEMPRE NO CORAÇÃO.

Texto: Luís Santos Castelo, Ricardo Roque | Fotografia: João Pedro Morais

Diz adeus ao Sporting CP, um clube que a viu crescer. Como foram todas estas épocas ao serviço do Sporting CP?

São muitos sentimentos. O Sporting CP quando cheguei e agora, quando saio, e a Amanda que chegou e que sai são coisas completamente diferentes. Sinto-me, sobretudo, feliz e grata por ter tido a chance de representar o Sporting CP. Sempre foi o clube do meu coração, os meus pais jogaram aqui e estar cá tem peso. No voleibol nacional, é um clube grande que disputa o campeonato e isso é o desejo de qualquer atleta. Sinto-me muito feliz ao pensar no tanto que vivi aqui. É gratificante.

“SINTO-ME, SOBRETUDO, FELIZ E GRATA POR TER TIDO A CHANCE DE REPRESENTAR O SPORTING CP”

O que a fez tomar a decisão de sair do Sporting CP? Foi uma decisão puramente a pensar na minha carreira no voleibol. Tenho o sonho de ser uma atleta profissional com grandes ambições no desporto. Não é que não conseguisse fazer isso no Sporting CP, mas um dos meus sonhos desde sempre é jogar fora e tornar-me uma atleta internacional, ainda que já o seja pela Selecção Nacional. É um objectivo que tenho há muito tempo e sei que agora é o momento em que tenho a maior oportunidade de o tornar realidade. Todos sabem que a saída é difícil, porque se não fosse pelos objectivos no voleibol nunca tomaria a decisão de sair do Sporting CP. Sou e fui muito feliz aqui, mas, infelizmente, há escolhas difíceis.

“SE NÃO FOSSE PELOS OBJECTIVOS NO VOLEIBOL NUNCA TOMARIA A DECISÃO DE SAIR DO SPORTING CP”

Chegou ao Sporting CP ainda com idade de forma‑ ção. Lembra se do primeiro jogo realizado de Leão ao peito?

Confesso que não me lembro bem do primeiro jogo, mas lembro-me da sensação de jogar aqui e de estar na Primeira Divisão. Já tinha jogado um ano na Primeira Divisão, mas num contexto um pouco diferente.

Qual foi a sensação de jogar aqui, no Pavilhão João Rocha, perante os Sportinguistas?

Foi a primeira vez que joguei num clube que, realmente, tinha adeptos e não apenas familiares. Estava a jogar para um público diferente e senti o que é lutar pelo símbolo e por pessoas que apoiam e defendem o Clube. Foi uma sensação boa que qualquer atleta quer ter.

Da primeira época até à última, fez um caminho de as censão. Em que aspectos sente que conseguiu crescer e evoluir?

Em todos os aspectos possíveis. Cheguei aqui com 17 anos, idade de formação. Ainda que já tivesse tido a oportunidade de jogar nas seniores, foi aqui que me evoluí e tornei atleta profissional. Quando cheguei aqui, ainda estudava e tive a oportunidade de me profissionalizar, que era o meu objectivo. Cresci como atleta em termos de empenho e de entender que era a minha profissão. A nível técnico, [evoluí] em todos os aspectos. Foram sete anos de aprendizagem com treinadores e atletas diferentes que me incentivaram e fizeram crescer. Sinto que posso dizer que consegui crescer e melhorar em tudo, felizmente. (…) Sinto que saio mais capaz, não só no voleibol como também mentalmente pelos vários desafios que tive e por ter interagido com pessoas que jogaram em campeonatos diferentes. Poder competir pelos pri-

meiros lugares obriga-nos a ter os pés no chão e uma cabeça mais firme.

Ao longos destes sete anos, conquistou duas Taças de Portugal e duas Taças Federação. Qual foi a conquista mais especial?

Foi, provavelmente, a segunda Taça de Portugal [2024/2025] porque pude jogar e ter um maior papel na conquista. Ainda assim, sinto mérito igual nas duas. Somos uma equipa e é para isso que jogamos, mas fiquei feliz por poder contribuir dentro de campo para a conquista daquela Taça.

Qual foi o jogo mais emocionante que teve pelo Sporting CP?

[Pensativa] Não sei, são tantos [risos]. Há algumas épocas, tivemos vários anos em que defrontámos o Leixões SC nos play-offs e sofríamos um pouco. Nas primeiras vezes, não conseguimos passar, mesmo sendo jogos muito renhidos. Houve um ano [2022/2023] em que conseguimos ganhar e passar à final e lembro-me da emoção e do alívio de ultrapassar aquela barreira. Foi o trabalho de vários anos e sentimos que demos um passo à frente enquanto equipa. Lembro-me da felicidade de ganhar e de satisfação por termos concluído aquele objectivo.

E o que mais a marcou nestes sete anos no Sporting CP?

No geral, as equipas. Quando me lembrar do Sporting CP, vou-me lembrar das jogadoras e das amizades que fiz para toda a vida. Tive outros dois momentos de que gostei muito. Um foi quando ganhámos a Taça de Portugal e demos a volta ao relvado no Estádio José Alvalade. É um ambiente e uma quantidade de pessoas completamente diferente e mostrámos que vale a pena apoiar e investir no voleibol porque conseguimos trazer títulos. O outro momento foi quando me homenagearam pelos 150 jogos realizados com os meus pais em campo. Celebrar com eles foi muito importante.

“QUANDO ME LEMBRAR DO SPORTING CP,

VOU-ME LEMBRAR DAS JOGADORAS E DAS AMIZADES QUE FIZ PARA TODA A VIDA”

Nesse sentido, quem foram as pessoas mais impor tantes ao longo desta caminhada?

Claramente, a minha família. Tenho a sorte de jogar no Sporting CP, que é perto de casa, e tive a possibilidade de ter os meus pais em praticamente todos os jogos, o que me deixa muito grata. Na época deles, não tiveram a mesma sorte, talvez porque estivessem longe e porque os pais deles não tinham tantas condições. Sinceramente, ainda não consigo imaginar jogar sem os meus pais a apoiar. Sabia que, mesmo que corresse mal, como já aconteceu, podia terminar o jogo e abraçá-los, o que me dava conforto.

Sempre foi uma das jogadoras mais acarinhadas pelos adeptos. Como foi receber esse carinho nestes sete anos?

Sou uma pessoa com sorte porque nunca senti nada para além de carinho. A despedida custa-me porque recebo muitas mensagens de pessoas com esperança na minha continuidade. Depositam confiança para fazer melhor nas próximas épocas e sempre me senti confortável aqui por isso. Senti o carinho de pessoas que viam o esforço que eu dava. Só tenho coisas boas a dizer.

O que lhe passou pela cabeça no último jogo realizado pelo Sporting CP?

Estava a tentar, de todas as formas, não pensar que era o último jogo porque, se fosse, significaria que não íamos ficar no terceiro lugar e, também, porque queria muito acabar a época em casa. Sabendo que podia ser o último jogo, e como sempre, quis dar o meu melhor e custou-me um pouco sentir que podíamos ter tido um fim melhor. Por ser tão grata ao Sporting CP, queria

“Sou mais uma adepta do Clube e vou estar sempre a apoiar”, garantiu Amanda Cavalcanti

um final perfeito e mostrar esse sentimento em campo. Queria mostrar que daria tudo pelo Clube até ao fim e não foi o final que esperava, mas sei que não é este final que resume sete anos no Sporting CP. Sei que dei tudo o que tinha para dar nestes sete anos. Tentei, ao máximo, demonstrar a minha gratidão aos adeptos, que sempre me apoiaram. Ainda que não tenha sido o final ideal, não apaga todo o trabalho de sete épocas, mas foi duro ser o último jogo.

Está a ser difícil fechar este capítulo?

Sim. Já chorei várias vezes e estou a tentar, de todas as formas, saborear cada momento para me lembrar no futuro. Sinto que ainda não caí na realidade a 100% porque continuo aqui perto e, às vezes, visito alguém no Clube. Até ao momento em que for embora, não vou sentir a despedida a 100 por cento. Acho que nunca vou sentir, até porque sempre que vier aqui vou ter a chance de ver algum jogo, seja de que modalidade for. Acho que o sentimento de despedida não é tão forte porque sei que posso voltar a qualquer instante, mesmo que não seja como atleta e sim como adepta.

“SEI QUE POSSO VOLTAR A QUALQUER

INSTANTE, MESMO QUE NÃO SEJA

COMO ATLETA E SIM COMO ADEPTA”

O que vai sentir mais falta?

O dia-a-dia. Por vezes, penso em como vai ser o senti-

mais tempo aqui do que em minha casa e vai ser estranho não ter o Sporting CP no meu dia-a-dia. Isso é o que vai pesar mais, mas há sempre a possibilidade de voltar e matar saudades.

O que representa o Sporting CP na sua vida?

Sinto que o Sporting CP foi um momento-chave na minha carreira de atleta. Foram sete anos a crescer e aprender na fase da minha vida em que me vou moldar mais como pessoa. É, também, a fase com maior potencial de crescimento e vai ser decisiva para o meu futuro como atleta.

Pode se considerar que não é um ‘adeus’, mas sim um ‘até já’?

Sim, claro. A decisão de sair é mais de carreira, porque sei que é difícil encontrar uma estrutura, um clube e adeptos como o Sporting CP em qualquer outro lugar do mundo, mesmo nas grandes ligas. Dificilmente vou encontrar a família que o Sporting CP tem noutro sítio, por isso sei que quero voltar a ter a sensação de estar aqui a jogar e sentir esse carinho. Mesmo que isso não aconteça, sei que tenho a possibilidade de vir apoiar quem estiver aqui, por isso vai ser sempre um ‘até já’.

O que tem a dizer aos Sportinguistas nesta despedida?

A principal coisa a fazer é agradecer. O Sporting CP é a minha casa e a de todos os adeptos, jogamos para eles. Espero ter conseguido honrar a camisola da melhor forma possível e ter honrado todos os adeptos que nos vinham apoiar. Antes de ser meu, o Sporting CP é de todos e tive a sorte de passar aqui. Sou mais uma adepta do

A entrevista decorreu no Pavilhão João Rocha

MODALIDADES FUTSAL

MÃO CHEIA DE GOLOS PARA COMEÇAR

VITÓRIA POR 0-5 EM TORRES VEDRAS PARA OS CAMPEÕES DA EUROPA, QUE SE APRESENTARAM A UM BOM NÍVEL NO PRIMEIRO JOGO

DOS QUARTOS-DE-FINAL DA LIGA.

Texto: Luís Santos Castelo

Fotografia: Isabel Silva

A equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal visitou e goleou, no sábado, o SCU Torreense por 0-5 no primeiro jogo dos quartos-de-final dos play-offs da Liga.

Com este resultado, os Campeões Europeus adiantaram-se na eliminatória e vão, agora, receber o adversário no Pavilhão João Rocha hoje, quinta-feira (21 de Maio), às 20h30. Os primeiros sinais de perigo foram dados por Felipe Valério, que começou a dar muito trabalho ao guarda-redes Bruno Felipe – que respondeu sempre com qualidade. Não foi preciso, no entanto, esperar muito pelo 0-1: logo aos 5’, Alex Merlim assistiu da linha lateral para Diogo Santos, com um fortíssimo remate, inaugurar o marcador. A vencer, o Sporting CP continuou a dominar e não terminaram os episódios da série Felipe Valério vs.

Bruno Felipe. Aos 11’, nova grande intervenção do guarda-redes do SCU Torreense, desta feita no tiro de Wesley.

Com naturalidade, a vantagem duplicou pouco depois e em mais um lance de bola parada, agora com Tomás Paçó a dar para Bruno Pinto, com magia, tirar um adversário da frente e finalizar com o pé direito. 0-2 e 49.º golo da temporada para o internacional português. Até ao intervalo, destaque para as tentativas de Tomás Paçó, Wesley e Felipe Valério, mas o resultado não sofreu mais alterações.

Na segunda metade, Pauleta até podia ter marcado logo no primeiro ataque, mas a verdade é que o SCU Torreense subiu de nível e começou a dividir mais as incidências, chegando mesmo a dar a Bernardo Paçó algumas chances de brilhar. No entanto, o Sporting CP voltou a controlar o jogo e fez o 0-3 aos 29’, com nova assistência de Alex Merlim

na bola parada e, desta vez, finalização a contar de Tomás Paçó – lance semelhante ao que valeu o 0-1. Cristiano Marques negou o 0-4 a Pauleta pouco depois, mas, aos 31’, o português assistiu Alex Merlim, que deixou o papel de assistente para, agora, finalizar e dar ainda mais conforto aos Leões em Torres Vedras.

Com cerca de nove minutos pela frente, o SCU Torreense apostou no 5x4, mas sem grandes frutos. Destaque para a grande ocasião de Gabrielzinho defendida muito bem por Bernardo Paçó e para o remate de Pauleta ao poste, ainda com intervenção de Cristiano Marques. O resultado ficou fechado no último minuto, quando Bruno Pinto aproveitou a baliza deserta dos visitados para - e de novo com assistência de Alex Merlim - bisar, fazer o 0-5 e chegar à meia centena de golos em 2025/2026.

1-0 para o Sporting CP nos quar-

tos-de-final dos play-offs da Liga, ficando a faltar uma vitória aos comandados de Nuno Dias para seguirem em frente.

Liga Play-offs – Meias-finais – Jogo 1 Pavilhão Dr. José Maria Antunes Júnior, Torres Vedras SCU TORREENSE SPORTING CP

5

0-2 ao intervalo

Diogo Santos (5’), Bruno Pinto (12’, 40’), Tomás Paçó (29’), Alex Merlim (31’)

Sporting CP: Gonçalo Portugal [GR], Tomás Paçó, Zicky Té, Diogo Santos, Wesley, Pauleta, Allan Guilherme, Felipe Valério, Bernardo Paçó [GR], Ivan Chishkala, Bruno Pinto e Alex Merlim [C]. Treinador: Nuno Dias.

Disciplina: cartão amarelo para Allan Guilherme (16’), Wesley (16’) e Tomás Paçó (21’).

PAULO LUÍS:

“DESBLOQUEÁ‑ MOS

O JOGO

COM

GOLOS DE BOLA PARADA”

No final da goleada, Paulo Luís analisou o encontro. “Sabíamos que era um jogo de dificuldade elevada e com circunstâncias especiais, não só por ser na ressaca da vitória da UEFA Futsal Champions League – e as equipas, por vezes, têm decréscimo no seu foco, mas apresentámo-nos muito bem nesse aspecto, muito preparados. Para além disso, o campo é difícil e pequeno, com características muito próprias. Faz com que haja mais duelos individuais e qualquer perda de bola dá transição. Felizmente, estivemos muito bem e desbloqueámos o jogo com vários golos de bola parada. Depois, conseguimos gerir o jogo apesar da reacção natural do adversário, que tem o seu valor e que coloca muitas dificuldades a quem vai a sua casa. Não sofrer golos é, também, um dado interessante”, disse ao Jornal Sporting O treinador-adjunto dos Leões destacou, também, a importância de procurar “resolver a eliminatória no segundo jogo”: “A época já via longa, há cansaço acumulado em alguns jogadores, e fechar em dois jogos permitiria dar mais repouso aos atletas e preparar a meia-final melhor ainda. Temos alguns dias para nos focarmos nesse objectivo e recuperar jogadores fisicamente e mentalmente. O desgaste dos últimos dias tem sido grande”.

Bruno Pinto bisou e chegou aos 50 golos em 2025/2026

MODALIDADES HÓQUEI EM PATINS

ENTRADA A VENCER NO PLAY-OFF

DEPOIS DA PRESENÇA NA FINAL EIGHT DA WSE CHAMPIONS LEAGUE, OS LEÕES DE EDO BOSCH REGRESSARAM ÀS COMPETIÇÕES INTERNAS COM PERSONALIDADE, INTENSIDADE E ARGUMENTOS OFENSIVOS E DERAM, ASSIM, UM PRIMEIRO PASSO RUMO ÀS MEIASFINAIS DA PROVA.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: João Pedro Morais

A equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal entrou com o pé direito no play-off e venceu a AD Valongo por 6-4 no passado sábado, no jogo 1 dos quartos-de-final do Campeonato Nacional. Na reedição do duelo que fechou a fase regular da prova (então, com um empate a quatro golos), Edo Bosch apostou de início em Xano Edo, Rafael Bessa, Danilo Rampulla, Facundo Navarro e Gonzalo ‘Nolito’ Romero, e cedo o Sporting CP começou a mostrar sinais de trazer a lição mais bem estudada – tal como o técnico apontara necessário, aliás, após o último duelo entre os emblemas. Assim, não se tinham jogado ainda três minutos e já Facundo Navarro obrigava Gonçalo Bento a uma enorme intervenção. Pouco depois, também Danilo Rampulla surgiu em boa posição para inaugurar o marcador, mas atirou desenquadrado. Por cima do encontro, os Leões beneficiaram de um breve período de  power play, após o cartão azul mostrado a João Maló aos seis minutos, mas a igualdade numérica acabou por ser rapidamente reposta, já que também Danilo Rampulla recebeu ordem de exclusão.

Foi, portanto, em quatro para quatro que o Sporting CP chegou a um já merecido golo aos 7’: boa jogada individual de Facundo Navarro, que aproveitou o espaço na meia-pista, arrancou da tabela lateral para o corredor central, ultrapassou a defensiva adversária e, perante Gonçalo Bento, desviou certeiro para o fundo das redes.

Pouco depois, agora em desvantagem numérica, os verdes e brancos sustiveram bem a natural pressão visitante e seguraram o 1-0, o que obrigou o técnico Horácio Ferreira a parar o encontro com um  time-out, numa fase muito intensa e disputada da partida.

O Sporting CP continuava, porém, mais perigoso e confirmou essa superioridade aos 16 minutos. Roc

Pujadas recuperou a bola e lançou o contra-ataque, Facundo Navarro combinou com Danilo Rampulla pela direita, voltou a receber já dentro da área e bisou com um remate que ainda desviou em Gonçalo Bento antes de entrar.

Os Leões mantiveram o ritmo elevado e ampliaram a vantagem praticamente de seguida, aos 17 minutos. No começo da jogada, Roc Pujadas acertou por duas vezes na barra da baliza visitante, e depois foi Danilo Rampulla quem rematou ainda na meia-pista Leonina. A bola, depois de uma intervenção infeliz do guardião adversário, acabou por entrar lenta e caprichosamente na baliza da AD Valongo.

Quando parecia mais confortável no encontro, o Sporting CP permitiu a reacção visitante. Aos 21’, após novo cartão azul mostrado agora a Facundo Navarro, a AD Valongo aproveitou o power play para reduzir: Rui Silva recuperou a posse e rematou para defesa incompleta de Xano Edo, mas João Maló apareceu na recarga para fazer o 3-1.

No minuto seguinte, e apesar de o Sporting CP estar já com cinco jogadores em pista, os visitantes aproximaram-se ainda mais no marcador. Nova recuperação de Rui Silva, nova transição rápida e novo remate de João Maló, que arrancou pela esquerda antes de fazer o 3-2.

A segunda parte começou com os visitantes mais atrevidos e o empate esteve perto de acontecer logo aos 27 minutos. Valeu, primeiro, a barra da baliza de Xano Edo, a travar um remate perigoso, e, logo depois, o próprio guarda-redes verde e branco. Rafael Bessa cometeu falta na área, Franco Toledo desperdiçou a grande penalidade e, na recarga, esbarrou no guardião, que fechou os caminhos para a igualdade.

O Sporting CP demorava a reencontrar-se no jogo e Edo Bosch, insatisfeito com a exibição da equipa após o intervalo, pediu time-out aos 32 minutos. Pouco depois, Diogo Barata viu cartão azul, mas os Leões voltaram a defender com eficácia em

inferioridade numérica, recuperaram algum controlo emocional e começaram a desenhar aqueles que seriam os momentos decisivos da partida. O cronómetro marcava 36 minutos quando João Pedro derrubou Facundo Navarro, isolado rumo à baliza. Gonzalo ‘Nolito’ Romero, chamado a converter o livre directo, devolveu maior tranquilidade aos verdes e brancos e fez o 4-2.

Logo de seguida, em power play, surgiu o 5-2, com a habitual conexão argentina a funcionar na perfeição. Facundo Navarro conduziu e assistiu Danilo Rampulla, que no sítio certo para finalizar bisou aos 37 minutos. Aos 38’, porém, o camisola 10 voltaria a celebrar. ‘Nolito’, novamente protagonista, foi travado em falta dentro da área e Danilo Rampulla converteu a grande penalidade com enorme frieza, assinando mais um hat-trick esta temporada – são já 53 os golos que leva na sua primeira temporada de Leão ao peito.

Apesar da desvantagem, a AD Valongo nunca desistiu da discussão do resultado e voltou a pressionar os verdes e brancos. Aos 42’, João Pedro reduziu para 6-3, numa terceira bola que Xano Edo já não conseguiu parar. Pouco depois, os visitantes atingiram o limite de faltas, mas Gonzalo Romero desperdiçou o respectivo livre directo. Já do outro lado, Francisco Pinto não falhou quando o Sporting CP chegou tam-

bém à décima infracção e fixou o 6-4 final, aos 43’.

Até ao apito final, e com os Leões novamente em under play, a equipa visitante arriscou tudo com um 5x3 no ataque, mas até foram os pupilos de Edo Bosch a criar a melhor oportunidade para voltar a marcar: Danilo Rampulla, desta vez menos eficaz, dispôs também ele de um livre directo, mas não conseguiu completar o póquer.

Com a primeira vitória garantida, o Sporting CP deslocou-se a Valongo esta quarta-feira, onde às 21h30, já depois do horário de fecho desta edição do Jornal Sporting, procurava selar a qualificação para as meias-finais.

16.05.2026

Campeonato Nacional Play-off – Quartos de Final – Jogo 1 Pavilhão João Rocha

SPORTING CP AD VALONGO

6 4

3-2 ao intervalo

Facundo Navarro (7’, 16’), Danilo Rampulla (17›, 37›, 38› GP), Gonzalo Romero (36’)

João Maló (22›, 24›), João Pedro (42’), Francisco Pinto (48’)

Sporting CP: Rafael Bessa, Diogo Barata, Danilo Rampulla, Roc Pujadas, Facundo Navarro, Xano Edo [GR], Facundo Bridge, Henrique Magalhães, Zé Diogo [GR] e Gonzalo Romero [C].

EDO BOSCH:

“FIZEMOS UM GRANDE JOGO”

No final da partida frente à AD Valongo, Edo Bosch mostrou-se satisfeito com a exibição da equipa num “jogo difícil”, frente a um adversário já bem conhecido.

“Há duas ou três semanas, a AD Valongo complicou-nos a vida, mas se nessa partida a defesa não esteve tão bem, hoje acho que fizemos um grande jogo. Criámos inúmeras ocasiões, mas os postes e os guarda-redes impediram um melhor resultado. Ficou 6-4, mas pelo caudal ofensivo que tivemos hoje, o resultado podia ser outro”, começou por dizer o técnico espanhol, em declarações à Sporting TV. Após um período mais difícil no arranque do segundo tempo, os verdes e brancos conseguiram marcar três golos de rajada, e Edo Bosch considerou esse um dos momentos-chave do encontro.

“Fizemos 20 minutos fantásticos na primeira parte, tanto a nível defensivo quanto ofensivo. A partir do cartão azul [de Facundo Navarro], perdemos um pouco o controlo emocional e a verdade é que nos custou recuperar. A AD Valongo entrou melhor na segunda parte, mas pouco a pouco acalmámos, voltámos a fazer o que de bom tínhamos feito na primeira, as ocasiões começaram a surgir e acho que o resultado é justo. Podia até ser mais dilatado”, considerou ainda.

Facundo Navarro e Danilo Rampulla, aqui abraçados, fizeram cinco dos seis golos do Sporting CP na partida

MODALIDADES BASQUETEBOL

LEÕES NAS MEIAS ‑FINAIS DA LIGA

DEPOIS DA DEMOLIDORA VITÓRIA ALCANÇADA NO PAVILHÃO JOÃO ROCHA (109-67), OS LEÕES CONFIRMARAM A SUA SUPERIORIDADE NO DUELO EM ESGUEIRA (73-85) E FECHARAM A ELIMINATÓRIA EM DOIS JOGOS. FIRMES NA LUTA PELO TÍTULO, OS LEÕES DE LUÍS MAGALHÃES VÃO MEDIR FORÇAS COM O FC PORTO NAS MEIAS-FINAIS DO PLAY-OFF, AGORA JÁ À MELHOR DE CINCO PARTIDAS.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: Isabel Silva

A equipa masculina de basquetebol do Sporting Clube de Portugal carimbou na passada quinta-feira a passagem às meias-finais da Liga, ao vencer o jogo 2 dos quartos-de-final frente ao CP Esgueira por 73-85. Em Esgueira, num pavilhão sempre ruidoso e perante um adversário apostado em deixar outra imagem após o duro desaire no Pavilhão João Rocha, o técnico verde e branco apostou de início em Brandon Johns, Maleeck Harden-Hayes, Francisco Amarante, Claude Robinson e Stephan Swenson.

Como se antecipava, a partida arrancou num ritmo elevado e equilibrado nos minutos iniciais (6-4), com algum desacerto ofensivo de parte a parte. Maleeck Harden-Hayes assinou o primeiro triplo do encontro (6-7) e Francisco Amarante ampliou depois a vantagem para 6-10, mas o CP Esgueira respondeu da linha exterior.

Stephan Swenson assumiu protagonismo, então, com um triplo e uma bandeja para o 9-15, mas ainda assim os anfitriões mantinham-se por perto (12-15), até André Cruz surgir bem do banco com uma importante jogada de 2+1 (15-18). Pouco depois, Uwais Razaque brilhou com um desarme no garrafão verde e branco, lance concluído por Brandon Johns com um gancho do outro lado (15-20).

Malik Morgan, com mais um lançamento triplo, voltou a esticar a vantagem (18-23) e, muito competente também no capítulo defensivo, o Sporting CP fechou o primeiro quarto com sete pontos à maior (18-25), depois de somar dez ressaltos nos dez minutos inaugurais e 100% de eficácia nos lançamentos de dois pontos.

O CP Esgueira apareceu melhor no arranque do segundo quarto, mas os Leões continuavam a encontrar boas soluções ofensivas, sobretudo através da circulação de bola e do

tiro exterior. Malik Morgan concluiu mais uma jogada paciente com um triplo (23-31) e, depois, Francisco Amarante e Claude Robinson colocaram o Sporting CP a oito pontos de vantagem (27-35). Diogo Ventura também acertou da linha de três pontos e os verdes e brancos chegaram ao intervalo a vencer por um mais confortável 36-48, após nova boa sequência ofensiva concluída por Maleeck Harden-Hayes e Brandon Johns.

No regresso dos balneários, o Sporting CP entrou muito forte. Brandon Johns levou os Leões à meia centena de pontos (38-50) e, pouco depois, assinou também o 3853 com uma jogada de dois pontos com falta. Mais confortável no jogo interior, a formação verde e branca disparou então no marcador e, em três minutos, atingiu mesmo os 25 pontos de vantagem, alavancados sobretudo por mais dois lançamen-

tos certeiros de Francisco Amarante e Stephan Swenson (38-63).

Porém, o CP Esgueira reagiu e, apoiado pelo seu público, voltou a discutir um resultado que parecia já fechado. Os anfitriões melhoraram ofensivamente, venceram o terceiro período e, com três triplos consecutivos, chegaram mesmo a ficar a sete pontos da igualdade (60-67).

Numa fase em que o Sporting CP acumulava turnovers , Stephan Swenson devolveu alguma tranquilidade com um importante lançamento exterior (60-70), antes de Francisco Amarante e o próprio belga alargarem a vantagem para 60-74. Nos minutos finais, com o jogo cada vez mais físico e disputado nos ressaltos, o CP Esgueira continuou a mostrar argumentos, mas os Leões estavam alerta e souberam, desta vez, gerir a vantagem de forma mais competente. João Fernandes, com um triplo e um afundanço em con-

SÉRGIO RAMOS: “GANHÁMOS

BEM”

Após a partida em Esgueira, Sérgio Ramos mostrou-se satisfeito com a passagem do Sporting CP às meias-finais da Liga, mas fez questão de elogiar o adversário, que mostrou argumentos perante o seu público e “tornou difícil a vitória” dos Leões.

“Foi um jogo bastante equilibrado. Temos de dar os parabéns ao CP Esgueira, que lutou muito. Mesmo quando esteve a perder por 25 pontos, nunca deixou de lutar”, começou por referir o treinador-adjunto, em declarações ao  Jornal Sporting. Já numa análise mais alargada à partida, Sérgio Ramos considerou que os Leões começaram a construir o triunfo na recta final da primeira parte.

tra-ataque, ajudou a selar o triunfo verde e branco por 73-85. Objectivo concluído e os Leões de Luís Magalhães focam-se agora nas meias-finais com o FC Porto, que começam a disputar-se já este sábado, no Pavilhão João Rocha, a partir das 21h30.

14.05.2026 Liga – Play-off Quartos-de-final – Jogo 2 Pavilhão Gimnodesportivo de Esgueira, Aveiro

18-25, 18-23, 21-19 e 16-18

Sporting CP: Brandon Johns (13), Maleeck Harden-Hayes (13), Francisco Amarante (15), Claude Robinson (3), Stephan Swenson (17), Uwais Razaque (1), Miguel Correia, Diogo Ventura [C] (5), André Cruz (3), João Fernandes (5), Dinis Cherepenko e Malik Morgan (10). Treinador: Luís Magalhães.

“Distanciámo-nos no final do segundo período através de um melhor controlo do ressalto defensivo e de algumas saídas rápidas para o contra-ataque, que nos permitiram marcar pontos fáceis e chegar ao intervalo com 12 de vantagem”, explicou, destacando também o forte arranque no terceiro quarto. “Começámos muito bem a segunda parte, a defender muito bem, a ganhar ressaltos e a dominar a tabela defensiva. Isso permitiu-nos marcar muitos pontos em transição e ganhar uma vantagem confortável”, acrescentou, antes de admitir alguma quebra posterior, que devolveu ao resultado maior equilíbrio.

“Relaxámos um pouco, o CP Esgueira reagiu e teve mérito também, porque marcou lançamentos difíceis e alguns triplos em contra-ataque”, frisou. Ainda assim, e apesar da boa resposta da formação da casa, Sérgio Ramos considerou o resultado justo. “Na parte final, acabámos por conseguir controlar bem o jogo e penso que ganhámos bem”, atirou, virando por fim atenções para uma “meia-final difícil” frente ao FC Porto. “É uma excelente equipa, mas nós estamos preparados. Temos vindo a melhorar, estamos mais competitivos e com os conceitos ofensivos e defensivos bastante consolidados. A equipa está motivada e confiante para competir”, terminou.

Francisco Amarante no jogo 1 frente ao CP Esgueira

30 de Maio | 15h

Inscrição: 7,5€

Estádio José Alvalade Mais informações: triatlo@sporting.pt a tua garra nesta prova!

Inscreve-te já até 22 de Maio

BREVES

ANDEBOL: RAFAEL VASCONCELOS EMPRESTADO AO CB EÓN ALICANTE

Fotografia: Isabel Silva

O Sporting Clube de Portugal informou, na segunda-feira, que o andebolista Rafael Vasconcelos vai representar, por empréstimo, os espanhóis do CB Eón Alicante em 2026/2027 e 2027/2028.

O lateral-direito de 18 anos, que veste de verde e branco desde 2023/2024 e que já jogou pela equipa principal, esteve cedido ao ABC na temporada que está prestes a terminar. Agora, Rafael Vasconcelos vai ter a primeira experiência no andebol internacional e logo na Liga Espanhola, uma das mais fortes do planeta.

OPINIÃO

NATAÇÃO ADAPTADA: ALEXANDRE COUTO EM DESTAQUE EM BERLIM

Alexandre Couto, atleta do Sporting Clube de Portugal, competiu na IDM Berlin 2026, relevante competição de natação adapta na capital da Alemanha.

O Leão atingiu a final B internacional de 50 metros bruços numa prova que tem reunido os melhores atletas do planeta, conseguindo o tempo de 44’’50 - perto do recorde nacional. Terminou a final B na quinta posição.

Nos 100 metros bruços, fez 1’48’’35, ficando como reserva para a final B, destacando-se ainda os recordes pessoais nos 100 metros livres (1’15’’71), 200 metros estilos (3’32’’05) e 50 metros mariposa (41’’19).

EXISTEM OS "ARTISTAS" DOS MIND GAMES E O RUI BORGES

O futebol tem especialistas em mind games, aqueles que se refugiam em desculpas esfarrapadas e que, tentando agradar aos seus, tudo fazem para desviar o foco da sua incompetência, e depois temos gente humilde e que se “refugia” na sua capacidade e que acredita plenamente no trabalho que efectua, e nesses incluo obrigatoriamente, Rui Borges.

E falo de Rui Borges, não obrigatoriamente por ser o treinador do Sporting Clube de Portugal, mas também porque sinto orgulho nele, já que muito acima do treinador – e não consigo dissociar uma condição da outra – tem uma vertente humana de que muito gosto, feita da humildade que distingue os bons dos fanfarrões e os que são sérios dos menos honestos intelectualmente.

A todos aqueles que apregoaram o “Manto Verde” e que até falaram em “milagres” para atingir objectivos, insinuando que só factores externos ao jogo colocavam o clube deles

atrás do Sporting CP, poderia usar um termo brejeiro para os catalogar, mas não o farei, por respeito a mim próprio e porque essa gente não merece palco. Perguntam alguns de vocês, então se não merece palco porque falas deles?

E eu respondo: Falo deles, sobretudo para distinguir os “artistas” dos que trabalham e, sobretudo, os que atingem objectivos dos que nada conseguiram de relevante e que vivem de um passado que, mesmo que a história não se apague, já é longínquo o tempo do sucesso.

E é aqui que entra o orgulho de ser de um clube que tem um treinador que assume responsabilidades nos momentos menos bons e que não chama a si os momentos de sucesso, mas que os atribui sempre, e em que condição for, ao seu grupo de trabalho, valorizando o todo em detrimento do “eu”. Que humildemente valoriza o essencial em detrimento do acessório. Que dá sempre a cara e que não se esconde com as desculpas mesquinhas da inveja que são apanágio de outros

Do míster Rui Borges que não recolhe a unanimidade das simpatias – eu próprio estou nos antípodas dos unanimismos – uma certeza os Sportinguistas podem ter. Além do sucesso – excelente presença na Champions League, da obtenção do “passaporte” para esta competição na próxima época e de no próximo domingo, sem sobranceria, que não é nosso

apanágio, podermos somar mais um troféu sob a sua liderança, estamos na presença de alguém que, e sabendo todos nós que a glória no futebol tantas vezes é efémera, que respeita o símbolo que enverga. Que, de forma ordeira, e de maneira diametralmente oposta de alguns “artistas”, os das desculpas esfarrapadas, defende intransigentemente o emblema que representa mas fundamentando de forma educada. Hoje, mais que ontem, acredito no sucesso de Rui Borges, não só pela forma de estar, mas também porque o seu trabalho desde que chegou ao reino do Leão tem sido marcado por trabalho competente e com provas dadas. E digo-o, porque sou muito mais pragmático do que volátil nas minhas opiniões, nos bons e também nos menos bons – que felizmente têm sido poucos – momentos.

Termino com um: os “artistas” desculpam-se e querem fugir às responsabilidades e ao sucesso dos outros, refugiando-se até em “milagres”. Rui Borges, que é devoto e que trabalha com extrema devoção, assume os erros quando falha. “Pormaiores” que fazem toda a diferença!

P.S – Que emocionante foi a despedida de Hidemasa Morita aos Sportinguistas. Obrigado por tanto. Ficaste na História. Jamais te esqueceremos.

JUVENAL CARVALHO

AGENDA

ANDEBOL

SEXTA, 22 DE MAIO

19h00 Sub-18 M

CE Levada vs. SPORTING CP

1.ª jorn. 3.ª fase / Z2 Camp. Nac. Pav. ESPAMOL (Lagoa)

SÁBADO, 23 DE MAIO

9h30 Sub-14 M

GM 1.º Dezembro B vs. SPORTING CP B

1.ª jorn. Final/G2/NA F. Compl. Camp. Reg. Pav. Noronha Feio (Queijas)

12h00 Sub-14 M ADC Benavente vs. SPORTING CP B 1.ª jorn. Final/G4/NB F. Compl. Camp. Reg. Pav. Esc. Sec. Benavente

16h00 Sub-18 M SPORTING CP vs. SL Benfica

2.ª jorn. 3.ª fase / Z2 Camp. Nac. Pav. ESPAMOL (Lagoa)

18h00 Seniores M SPORTING CP vs. SL Benfica

6.ª jorn. F. Final / Gr. A Camp. Nac. Pavilhão João Rocha

DOMINGO, 24 DE MAIO

10h00 Sub-18 M Lagoa AC vs. SPORTING CP

3.ª jorn. 3.ª fase / Z2 Camp. Nac. Pav. ESPAMOL (Lagoa)

14h30 Sub-20 M SL Benfica vs. SPORTING CP

3.ª jorn. F. Final Camp. Nac. Pav. Esc. Qta. Marrocos (Lisboa) 17h00 Sub-16 M SPORTING CP vs. CSJ Brito

10.ª jorn. F. Final / Gr. II / F. Comp. Camp Nac. Multidesportivo Sporting

ATLETISMO

SÁBADO, 23 DE MAIO

9h45 Vários escalões

SPORTING CP

Camp. Nac. Provas combinadas Pista Mun. Professor Moniz Pereira (Lisboa)

14h45 Seniores

SPORTING CP

Taça dos Clubes Campeões Europeus Complejo Deportivo Gaetà Huguet (Playas de Castellón, Espanha)

15h30 Formação

SPORTING CP

Camp. Reg. S16 + OctaKids VII

Pista Mun. Carlos Lopes (Torres Vedras)

19h30 Vários escalões

SPORTING CP

Taça Portugal Marcha Atlética Estádio 1.º Maio (Braga)

DOMINGO, 24 DE MAIO

8h30 Seniores

SPORTING CP

Taça dos Clubes Campeões Europeus Complejo Deportivo Gaetà Huguet (Playas de Castellón, Espanha)

9h00 Vários escalões

SPORTING CP

Camp. Nac. Provas combinadas

Pista Mun. Professor Moniz Pereira (Lisboa)

9h30 Formação

SPORTING CP

Camp. Reg. S16 + OctaKids VII

Pista Mun. Carlos Lopes (Torres Vedras)

BASQUETEBOL

QUINTA, 21 DE MAIO

21h00 Sub-21 M SPORTING CP vs. RC Vale Cavala

Jogo 2 Meias-finais Camp. Dist.

Pav. ES Lumiar (Lisboa)

SEXTA, 22 DE MAIO

19h00 Sub-18 F CPN vs. SPORTING CP

1.ª jorn. F. Final Camp. Nac.

Pav. Física (Torres Vedras)

21h30 Sub-18 M SPORTING CP vs. FC Porto

1.ª jorn. F. Final Camp. Nac.

Pav. Mun. Beja

SÁBADO, 23 DE MAIO

9h00 Sub-12 F SPORTING CP vs. CF “Os Belenenses”

1.ª jorn. F4G1 Circ. Mini12

Pav. ES Leal da Câmara (Rio de Mouro)

10h15 Sub-12 M Linces Mafra vs. SPORTING CP

3.ª jorn. F3G1 Circ. Mini12

Pav. ES Leal da Câmara (Rio de Mouro)

11h30 Sub-12 M Paço Arcos B vs. SPORTING CP

3.ª jorn. F3G3 Circ. Mini12

Pav. ES Leal da Câmara (Rio de Mouro)

16h00 ou 18h15 Sub-18 M SPORTING CP

2.ª jorn. F. Final Camp. Nac.

Pav. Mun. Beja

16h00 ou 18h15 Sub-18 F SPORTING CP

2.ª jorn. F. Final Camp. Nac.

Pav. Física (Torres Vedras)

20h30 Sub-16 F SPORTING CP B vs. CF “Os Belenenses201D

4.ª jorn. F7G1 Taça Dist. Multidesportivo Sporting 21h30 Seniores M SPORTING CP vs. FC Porto Jogo 1 Meias-finais Liga Pavilhão João Rocha

DOMINGO, 24 DE MAIO

9h30 ou 11h45 Sub-18 M SPORTING CP

3.ª jorn. F. Final Camp. Nac. Pav. Mun. Beja

9h30 ou 11h45 Sub-18 F SPORTING CP

3.ª jorn. F. Final Camp. Nac. Pav. Física (Torres Vedras)

10h00 Sub-14 F Linces Mafra vs. SPORTING CP B

4.ª jorn. F7G3 Taça Dist. Pav. EB Hélia Correia (Mafra) 11h15 Sub-14 M SPORTING CP C vs. CDO Moscavide B

8.ª jorn. F6G4 Taça Dist. Pav. ES Lumiar (Lisboa)

11h30 Sub-14 M SPORTING CP vs. Paço Arcos

14.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Multidesportivo Sporting 14h15 Sub-14 M Estoril BC vs. SPORTING CP B

4.ª jorn. F7G2 Taça Dist. Pav. EB 2/3 Alapraia (Estoril)

14h30 Sub-14 F SC Caldas vs. SPORTING CP

14.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Pav. Raúl Jardim Graça (Caldas da Rainha)

15h00 Sub-16 M Sal. Estoril vs. SPORTING CP B

4.ª jorn. F7G2 Taça Dist. Pav. Salesianos Estoril

SEGUNDA, 25 DE MAIO

19h00 Seniores M

23/05 – SÁBADO

Competição: CN – Grupo A – 6.ª jornada

Jogo: Sporting CP vs. SL Benfica

Horário e local: 18h00 – Pavilhão João Rocha

Transmissão: directo

SPORTING CP vs. FC Porto

Jogo 2 Meias-finais Liga Pavilhão João Rocha

ESGRIMA

SÁBADO, 23 DE MAIO

9h00 Iniciados / Cadetes

SPORTING CP

Finais Nacionais

Espinho

DOMINGO, 24 DE MAIO

9h00 Iniciados / Cadetes

SPORTING CP

Finais Nacionais Espinho

FUTEBOL

QUINTA, 21 DE MAIO

19h30 Sub-15 M

SPORTING CP vs. Casa Pia AC

12.ª jorn. Ap. Campeão Camp. Dist. S16

Campo n.º 5 Academia Sporting SÁBADO, 23 DE MAIO

9h00 Sub-13 F

EF Belém vs. SPORTING CP

12.ª jorn. 8.º Ap. Camp. Dist. Fut7 S12 M

Campo n.º 3 Restelo (Lisboa)

9h00 Sub-10 F

SPORTING CP vs. AD Pastéis

28.ª jorn. S4 Liga S10 M

Campo n.º 6 Pólo SCP Lisboa

9h00 Sub-9 M

SPORTING CP vs. CF Estrela A.

28.ª jorn. S5 Liga S10

Campo n.º 6 Pólo SCP Lisboa

10h00 Sub-11 F

Casa Pia AC vs. SPORTING CP

28.ª jorn. S5 Liga S11

Campo Col. D. Maria Pia (Xabregas)

10h00 Sub-9 M Catujalense vs. SPORTING CP

28.ª jorn. S3 Liga S10

Campo 1.º Maio (Catujal)

10h30 Sub-10 M SPORTING CP vs. Vitória CL

28.ª jorn. S4 Liga S11

Campo n.º 6 Pólo SCP Lisboa

10h30 Sub-10 M

SPORTING CP vs. CF Estrela A.

28.ª jorn. S6 Liga S11

Campo n.º 6 Pólo SCP Lisboa

11h00 Sub-17 M Rio Ave FC vs. SPORTING CP

15.ª jorn. Ap. Campeão Camp. Nac. 1.ª div.

Campo Treinos n.º 1 CD Rio Ave (Vila do Conde)

11h00 Sub-12 M SPORTING CP vs. Porto Salvo

16.ª jorn. 3.º Ap. Camp. Dist. Fut9 S13

Campo n.º 5 Pólo SCP Lisboa

12h00 Sub-11 M SPORTING CP vs. SMD Caneças

12.ª jorn. Ap. Campeão Camp. Dist. Fut7 S12

Campo n.º 6 Pólo SCP Lisboa

12h00 Sub-11 M SPORTING CP vs. SG Sacavenense

12.ª jorn. 2.º Ap. Camp. Dist. Fut7 S12

Campo n.º 6 Pólo SCP Lisboa

15h00 Sub-13 M CDO Moscavide vs. SPORTING

CP

17.ª jorn. 4.º Ap. Camp. Dist. 2.ª div. S14

Campo n.º 5 Pólo SCP Lisboa

16h00 Sub-13 M

SG Sacavenense vs. SPORTING

CP

30.ª jorn. Camp. Dist. 1.ª div. S14

Campo n.º 1 CD Elias Pereira

(Sacavém)

16h00 Sub-13 F

SPORTING CP vs. GDU

Ericeirense

16.ª jorn. 4.º Ap. Camp. Dist. Fut9 S13 M Campo n.º 5 Pólo SCP Lisboa

DOMINGO, 24 DE MAIO

10h00 Sub-15 M

SC Lourel vs. SPORTING CP

11.ª jorn. Ap. Campeão Camp. Dist. S16

Campo CD Sarg. Arménio (Lourel) 11h00 Sub-14 M

SPORTING CP vs. FC Alverca

30.ª jorn. Camp. Dist. 1.ª div. S15

Campo n.º 6 Academia Sporting 17h15 Seniores M

SPORTING CP vs. SCU Torreense

Final Taça de Portugal Estádio Nacional (Oeiras)

FUTSAL

QUINTA, 21 DE MAIO

20h30 Seniores M

SPORTING CP vs. SCU Torreense

Jogo 2 Quartos-de-final Liga

Pavilhão João Rocha

SÁBADO, 23 DE MAIO

10h00 Sub-13 M

SPORTING CP vs. CF S. J. Deus

13.ª jorn. Ap. Campeão Camp. Dist. 1.ª div.

Multidesportivo Sporting 15h00 Sub-17 M

SPORTING CP vs. SL Benfica Jogo 3 Meias-finais Camp. Nac. Pavilhão João Rocha

15h00 Sub-15 M

SPORTING CP B vs. AD Marista

8.ª jorn. Taça Lisboa Pav. Mun. José Gouveia (S. J. Talha)

15h00 Sub-13 M Alenquer RC vs. SPORTING CP

13.ª jorn. Ap. Manut. Camp. Dist. 2.ª div.

Pav. Mun. Alenquer 17h00 Sub-15 F

SPORTING CP vs. Monte Agraço

13.ª jorn. 7.º Ap. Camp Dist. 3.ª div. M Pav. Mun. José Gouveia (S. J. Talha)

18h00 Sub-15 M SPORTING CP C vs. GR Ol. Basto C

13.ª jorn. Ap. Camp. Camp. Dist. 3.ª div.

Multidesportivo Sporting 19h30 Seniores F SPORTING CP vs. J. Ouriense

12.ª jorn. Ap. Campeão Camp. Nac. 2.ª div. Pav. Mun. José Gouveia (S. J. Talha)

DOMINGO, 24 DE MAIO

10h00 Sub-11 M Infantado FC vs. SPORTING CP B

13.ª jorn. 3.º Ap. Camp. Dist. Pav. João Villaret (Loures)

12h00 Sub-11 M SPORTING CP vs. UD Vilafranquense

13.ª jorn. 2.º Ap. Camp. Dist. S11 Pav. Mun. José Gouveia (S. J. Talha)

13h00 Sub-19 M SL Benfica vs. SPORTING CP Jogo 2 Final Camp. Nac. 1.ª div. Pav. n.º 2 SL Benfica (Lisboa)

16h00 Sub-15 M CS S. João vs. SPORTING CP Jogo 1 Meias-finais Camp. Nac. Pav. CS São João (Coimbra)

19h15 Equipa B F Dragões Futsal vs. SPORTING

CP B

8.ª jorn. S1 Taça Lisboa

Pav. JF Avenidas Novas (Lisboa)

TERÇA, 26 DE MAIO

20h00 Seniores M

SPORTING CP vs. SCU Torreense Jogo 3 Quartos-de-final Liga (se necessário) Pavilhão João Rocha

GINÁSTICA

SEXTA, 22 DE MAIO

19h00 Gin. Todos

SPORTING CP Apresentação Blocos Gymnaestrada

Pav. Mun. Casal Vistoso (Lisboa) 22h00 Gin. Todos

SPORTING CP Apresentação Blocos Gymnaestrada

Pav. Mun. Casal Vistoso (Lisboa)

SÁBADO, 23 DE MAIO

9h00 Trampolins

SPORTING CP Camp. Nac.

Viana do Castelo 9h00 Acrobática

SPORTING CP Torn. Desenvolvimento Pav. Oriente (Moscavide) 20h00 Gin. Todos

ELASTINAS e MERAKI

Sarau Mixstica

Pav. Desp. EB José Sobral (Mexilhoeira Grande)

DOMINGO, 24 DE MAIO

9h00 Trampolins

SPORTING CP Camp. Nac. Viana do Castelo

9h00 Acrobática

SPORTING CP Torn. Desenvolvimento Pav. Oriente (Moscavide) 9h30 Gin. Todos

SPORTING CP Sarau Jubas

Pavilhão João Rocha 11h30 Gin. Todos

SPORTING CP Sarau Jubas

Pavilhão João Rocha

HÓQUEI EM PATINS

SÁBADO, 23 DE MAIO

14h30 Sub-17 M Parede FC B vs. SPORTING CP 10.º jorn. SD Taça APL Pav. Parede

14h45 Benjamins Mx SPORTING CP vs. AD Oeiras 10.º jorn. SB Taça APL Pav. SG Sacavenense (Sacavém) 15h00 Seniores M SPORTING CP vs. AD Valongo Jogo 3 Quartos-de-final Camp. Nac. (se necessário) Pavilhão João Rocha

15h00 Sub-13 M CD P. Arcos vs. SPORTING CP 12.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Pav. CD Paço de Arcos

15h30 Sub-17 M HC Mealhada vs. SPORTING CP 12.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Pav. Mealhada

16h15 Sub-13 M

SPORTING CP vs. AD Oeiras

8.º jorn. SD Taça APL Pav. SG Sacavenense (Sacavém)

DOMINGO, 24 DE MAIO

14h30 Escolares Mx

BASQUETEBOL

SPORTING CP B vs. AE Física

D. B

6.ª jorn. S. Eq. B Taça APL

Pav. SG Sacavenense (Sacavém)

14h45 Sub-15 M SL Benfica vs. SPORTING CP 10.º jorn. SD Taça APL Pav. Murches

16h15 Escolares Mx

SPORTING CP vs. AE Física D.

10.ª jorn. SB Taça APL Pav. SG Sacavenense (Sacavém)

21h30 Sub-15 M SL Benfica vs. SPORTING CP

13.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Pav. Murches

TERÇA, 26 DE MAIO

21h30 Sub-19 M SPORTING CP vs. CD P. Arcos

13.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Pav. SG Sacavenense (Sacavém)

KICKBOXING

SÁBADO, 23 DE MAIO

9h00 Individual RODRIGO LOUZADA e DAVID ROMAN First Round Braga

NATAÇÃO

SÁBADO, 23 DE MAIO

11h00 Vários escalões

SPORTING CP Camp. Nac. Águas abertas Porto Santo (Madeira)

DOMINGO, 24 DE MAIO

10h30 Vários escalões

SPORTING CP Camp. Nac. Águas abertas Porto Santo (Madeira)

POLO AQUÁTICO

SÁBADO, 23 DE MAIO

18h30 Equipa B FOCA vs. SPORTING CP B Jogo 1 Final Camp. Portugal A1 Multidesportivo Sporting

DOMINGO, 24 DE MAIO

14h30 Equipa B

SPORTING CP B vs. FOCA

Jogo 2 Final Camp. Portugal A1 Multidesportivo Sporting

SURF

SEXTA, 22 DE MAIO

8h00 Seniores

SPORTING CP

3.ª Etapa Liga Meo Surf Praia de Ribeira D’Ilhas (Ericeira)

SÁBADO, 23 DE MAIO

8h00 Seniores

SPORTING CP

3.ª Etapa Liga Meo Surf Praia de Ribeira D’Ilhas (Ericeira)

DOMINGO, 24 DE MAIO

8h00 Seniores

SPORTING CP

3.ª Etapa Liga Meo Surf Praia de Ribeira D’Ilhas (Ericeira0029

TÉNIS DE MESA

SÁBADO, 23 DE MAIO

15h00 Seniores M

SPORTING CP vs. CD S. Roque Jogo 1 Final Camp. Nac. 1.ª div. Sala Treino Estádio José Alvalade

TRIATLO

DOMINGO, 24 DE MAIO

Competição: Liga – Play-off – Meias-finais – Jogo 1

Jogo: Sporting CP vs. FC Porto

Horário e local: 21h30 – Pavilhão João Rocha

Transmissão: directo

10h00 Vários escalões

SPORTING CP Triatlo Fornos de Algodres / Camp. Nac. Clubes Cross Fornos de Algodres

VOLEIBOL

SEXTA, 22 DE MAIO

19h00 Juniores F Castêlo Maia GC vs. SPORTING CP Quartos-de-final Camp. Nac. Pav. Castêlo Maia 21h00 Cadetes M SPORTING CP vs. GDC Gueifães Quartos-de-final Camp. Nac. Pav. Esmoriz 21h00 Cadetes F CD Marista Carcavelos vs. SPORTING CP 1.ª jorn. F. Final Camp. Nac. Pav. Col. Efanor (Porto)

SÁBADO, 23 DE MAIO 10h00 – 18h00 Juniores F SPORTING

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