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Jornal Sporting n.º 4074

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A TAÇA DE PORTUGAL É NOSSA

LEÕES DO HÓQUEI EM PATINS CONQUISTAM O TROFÉU

PELA SEXTA VEZ

AMBIÇÃO SEM FIM

A CONQUISTA DA SEXTA TAÇA DE PORTUGAL DA MODALIDADE É A CONFIRMAÇÃO DE UM CICLO

E DE UMA IDENTIDADE COMPETITIVA QUE SE FORTALECE ÉPOCA APÓS ÉPOCA.

O Sporting Clube de Portugal voltou a erguer a Taça de Portugal de hóquei em patins, pela segunda vez consecutiva, consolidando-se como uma referência incontornável na modalidade.

A conquista da sexta Taça de Portugal da modalidade é a confirmação de um ciclo e de uma identidade competitiva que se fortalece época após época.

Mais do que o número redondo, importa olhar para o significado desta vitória: consistência e, acima de tudo, uma cultura de exigência que não se esgota nas vitórias. Esta equipa mostrou maturidade nos momentos decisivos, ambição sem limites e uma ligação clara entre jogadores, equipa técnica e adeptos.

Num contexto competitivo cada vez mais exigente, onde o detalhe decide jogos e troféus, o Sporting CP revelou capacidade de manter o foco e de elevar o nível quando mais importa.

Há também um simbolismo importante nesta conquista consecutiva: ela não representa apenas o presente, mas projecta o futuro. Transmite a sensação de que cada vitória é apenas mais um passo num caminho maior, onde a ambição não se mede em títulos isolados, mas num trabalho diário construído com identidade.

E é precisamente nessa convicção que se desenha o futuro: com ambição sustentada e uma identidade firme.

PROPRIEDADE: SPORTING CLUBE DE PORTUGAL DIRECTORA: MAFALDA BARBOSA • MJBARBOSA@SPORTING.PT COORDENADOR‑ADJUNTO: LUÍS SANTOS CASTELO LSCASTELO@SPORTING.PT REDACÇÃO: FILIPA SANTOS LOPES FALOPES@SPORTING.PT; MARIA GOMES DE ANDRADE MGANDRADE@ SPORTING.PT; NUNO MIGUEL SIMAS • NQSIMAS@SPORTING.PT; XAVIER COSTA XRCOSTA@SPORTING.PT FOTOGRAFIA: ISABEL SILVA; JOÃO PEDRO MORAIS; JOSÉ LORVÃO COLABORADOR PERMANENTE: JUVENAL CARVALHO AGENDA E RESULTADOS: JOÃO TORRES • JBTORRES@SPORTING. PT EDITOR E SEDE DA REDACÇÃO: ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE, RUA PROFESSOR FERNANDO DA FONSECA, APARTADO 4120, 1501‑806 LISBOA, PORTUGAL TELEFONE: +351 217 516 155 E‑MAIL: MEDIA@SPORTING.PT NIF: 500 766 630 REGISTO ERC: 100313 TIRAGEM: 9500 EXEMPLARES DEPÓSITO LEGAL: 48492/91 DISTRIBUIÇÃO: VASP DISTRIBUIÇÃO E LOGÍSTICA, S.A., QUINTA DO GRAJAL – VENDA SECA 2739‑511 AGUALVA CACÉM IMPRESSÃO: FUNCHALENSE: RUA DA CAPELA DA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, Nº 50 - MORELENA 2715-029 PÊRO PINHEIRO ESTATUTO EDITORIAL: HTTPS://WWW.SPORTING.PT/PT/JORNAL/ESTATUTO‑EDITORIAL ASSINATURAS: E‑MAIL: ASSINATURAJORNAL@SPORTING.PT LINHA SPORTING 707 20 44 44 INTERNACIONAL +351 30 997 1906 (segunda a sexta‑feira das 10h00 às 20h00)

FUTEBOL

EQUIPA PRINCIPAL

DURO EMPATE A NORTE

FALTA DE EFICÁCIA, POSTES E ADRIEL (GUARDA-REDES DO AVS FUTEBOL SAD) NEGARAM A VITÓRIA AO SPORTING CP NA VILA DAS AVES, ONDE ESTEVE A VENCER COM UM GOLO DE RAFAEL NEL NO INÍCIO DO SEGUNDO TEMPO.

Texto: Luís Santos Castelo

Fotografia: José Lorvão

A equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal empatou, no último domingo, a uma bola no reduto do AVS Futebol SAD para a 31.ª jornada da Liga Portugal. Num jogo em que foram criadas oportunidades suficientes para conseguir a vitória, os Leões perderam dois pontos na Vila das Aves, tendo tido, também, o azar de enviar duas bolas aos ferros. No final de um dia cheio de sol e bom tempo, Rui Borges operou seis mudanças nos titulares, com Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Maxi Araújo, Morten Hjulmand, Geny Catamo e Luis Suárez a darem lugar a Georgios Vagiannidis, Zeno Debast, Ricardo Mangas, Giorgi Kochorashvili, Pedro Gonçalves e Rafael Nel.

Entrou melhor o Sporting CP perante um já despromovido – e também, por isso, sem pressão – AVS Futebol SAD e a primeira ocasião surgiu aos 6’, quando Pedro Gonçalves bateu um pontapé de canto e Zeno Debast atirou e Adriel defendeu com qualidade. Foi a primeira de várias intervenções do guarda-redes brasileiro, autor de uma excelente exibição. Seguiu-se um remate de Geovany

26.04.2026

Liga Portugal

31.ª jornada

Estádio do CD Aves, Vila das Aves AVS FUTEBOL SAD SPORTING CP

1 1

0-0 ao intervalo

Pedro Lima (66’ P) Rafael Nel (47’)

Sporting CP: Rui Silva [GR], Georgios Vagiannidis, Ousmane Diomande, Zeno Debast, Ricardo Mangas (Maxi Araújo, 73’), Giorgi Kochorashvili (Daniel Bragança, 84’), Hidemasa Morita, Geovany Quenda (Geny Catamo, 56’), Francisco Trincão [C], Pedro Gonçalves (Luís Guilherme, 73’) e Rafael Nel (Luis Suárez, 56’).

Treinador: Rui Borges. Disciplina: cartão amarelo para Daniel Bragança (90+7’).

Quenda muito por cima e um bom ataque de Ricardo Mangas cortado pela defesa antes de uma ocasião bem mais clara: uma bela jogada colectiva na direita culminou na tentativa de Georgios Vagiannidis a sair ao lado e a assustar. Logo a seguir, o Sporting CP voltou a ficar perto do 0-1, desta feita quando Hidemasa Morita serviu Pedro Gonçalves e este só não facturou porque Adriel defendeu. Na resposta, e quando estava completamente encostado às cordas, o AVS Futebol SAD aproximou-se de forma séria aos 26’, num cruzamento de Mateus Pivô agarrado por Rui Silva na pequena área. Pouco depois, Diego Duarte avançou com perigo, mas Ousmane Diomande protagonizou um excelente corte. Aos 32’, Adriel antecipou-se a Rafael Nel num momento perigoso e, também numa transição, Pedro Lima rematou de fora da área e ligeiramente por cima, mas Rui Silva parecia ter o lance controlado. Continuou por cima o Sporting CP, ainda que com menos ímpeto do que nos minutos iniciais, e Francisco Trincão também tentou a sua sorte aos 36’, no seguimento de um livre da esquerda. Guilherme Neiva testou Rui Silva já mais perto dos 40 minutos e, já depois de Rafael Nel cair na área e o árbitro Pedro Ramalho – após consultar o VAR – não considerar pontapé de penálti, Geovany Quenda fechou a primeira metade com um remate contra a malha lateral. Ao intervalo, 0-0.

O regresso do balneário foi perfeito e o Sporting CP chegou ao golo aos 47’: Georgios Vagiannidis avançou com velocidade pela direita e colocou no coração da área, onde Devenish tentou cortar e enviou para a própria baliza. Rafael Nel ainda tocou na bola e o golo foi-lhe atribuído, chegando desta forma ao terceiro ao serviço da equipa principal.

A vantagem podia ter sido dobrada logo a seguir, quando Pedro Gonçalves, ao seu estilo e num remate em arco, atirou de fora da área directamente contra o ferro.

Rafael Nel chegou ao terceiro golo pela equipa principal
Giorgi Kochorashvili voltou a somar minutos mais de dois meses depois

Se entrasse, teria sido um verdadeiro golaço. Aos 56’, Geovany Quenda e Rafael Nel saíram para as entradas de Geny Catamo e Luis Suárez. O emblema de Alvalade estava melhor no jogo e voltou a ameaçar a meia-hora do fim, mas não marcou graças a... Adriel, que defendeu os tiros de longe de Hidemasa Morita e Giorgi Kochorashvili. Pouco depois, e com a ajuda do VAR, Pedro Ramalho assinalou pontapé de

penálti na área verde e branca por considerar mão na bola de Hidemasa Morita. Pedro Lima converteu e apontou o 1-1. Com tudo empatado novamente, o Sporting CP continuou à procura do segundo. Aos 71’, Ousmane Diomande cabeceou para as mãos de Adriel, que voltou a defender cinco minutos mais tarde, mas num desvio de Geny Catamo. Pelo meio, entraram Luís Guilherme e Maxi

Araújo e saíram Pedro Gonçalves e Ricardo Mangas.

Adriel voltou a ser chamado a intervir, agora perante Luís Guilherme, e Tunde Akinsola também deu trabalho a Rui Silva. Já nos dez minutos finais, o Sporting CP criou o lance mais inacreditável da partida quando Maxi Araújo rematou duas vezes (defesa de Adriel numa e contra um defesa na outra) e, à terceira, foi Geny Catamo a atirar… ao poste.

Já com Daniel Bragança em campo (saiu Giorgi Kochorashvili), Luis Suárez falhou o alvo e o AVS Futebol

SAD teve uma grande oportunidade quando Oscar Perea apareceu em excelente posição, mas rematou ao poste.

Ainda assim, ainda houve tempo para mais duas grandes oportunidades. Na primeira, quando tinha tudo para marcar, Hidemasa Morita atirou por cima. No último ataque

do jogo, foi Adriel (quem mais?) a negar o golo a Luis Suárez, com Francisco Trincão ainda a rematar ao lado. Apito final e 1-1 na Vila das Aves.

Nota: o jogo entre o Sporting CP e o CD Tondela, realizado ontem, quarta-feira, terminou já depois do fecho desta edição do Jornal Sporting, razão pelo qual não é mencionado.

RUI BORGES: “NÃO FINALIZÁMOS DA MELHOR FORMA”

No final, Rui Borges marcou presença na conferência de imprensa e respondeu às perguntas dos jornalistas.

Análise ao jogo

“Fizemos um jogo razoavelmente bom para sairmos daqui com a vitória. Várias oportunidades de golo, faltou acertar na baliza. O AVS Futebol SAD foi feliz num lance que acontece cada vez mais num jogo de futebol e saímos prejudicados nesse sentido. Não há muito a fazer, é simples. Não finalizámos da melhor forma as oportunidades que tivemos e saímos penalizados.

A primeira parte foi muito lenta na variação. O AVS Futebol SAD estava com um bloco muito baixo e fomos entrando no jogo da bola muito lenta. Na segunda parte, centralizámos mais o jogo no Zeno Debast. Tentámos acelerar, conseguimos e criar situações de golo, mas não finalizámos”.

Contas do título

“Não atiro a toalha ao chão, mas já não dependemos de nós para o segundo lugar, sequer. O FC Porto fica com a vida facilitada para conseguir o campeonato e temos de ser sérios até ao fim para conseguirmos, pelo menos, o segundo lugar”.

Últimos jogos

“Temos tido muitos jogos de exigência alta e a sobrecarga existe. Era impossível não mexer na equipa, não haver gestão. A equipa deu tudo, mas não fomos capazes de conseguir ganhar o jogo. Sabíamos que íamos pagar de alguma forma, mas tínhamos a confiança de que, com a entrega do grupo, íamos conseguir ultrapassar. Nesta fase, era necessário termos o plantel na máxima força, mas temos algumas baixas, o que causou sobrecarga em alguns jogadores. Estou orgulhoso do que têm feito, têm dado tudo pela equipa, mas é claro que não estão como estavam no início. Estão ligados e comprometidos”.

Geny Catamo entrou na segunda metade e enviou uma bola ao poste
Leões lutaram e tiveram várias oportunidades para marcar o segundo na Vila das Aves

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL

DO DRAGÃO PARA O JAMOR: 32.ª FINAL DA HISTÓRIA VERDE E BRANCA

A CAMINHADA ATÉ AO JAMOR COMEÇOU EM OUTUBRO, EM PAÇOS DE FERREIRA, E TERMINARÁ EM MAIO, COMO E ONDE SE DESEJAVA: OS LEÕES DE RUI BORGES GARANTIRAM A 32.ª PRESENÇA DO SPORTING CP NA FINAL DA TAÇA DE PORTUGAL.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: José Lorvão

Na segunda-mão das meias-finais da prova rainha, jogada na passada quarta-feira, dia 22 de Abril, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal empatou com o FC Porto por 0-0 e carimbou, com uma exibição de sacrifício, o passaporte para o Estádio Nacional. Num confronto a dois actos e de máxima exigência, valeu assim o triunfo por 1-0 na primeira-mão, disputada no Estádio José Alvalade, ainda em Março, e decidida com um golo de Luis Suárez.

Agora, no encontro decisivo, agendado para 24 de Maio, os verdes e brancos vão defender o troféu frente ao SCU Torreense, finalista surpresa da edição e protagonista de uma temporada que os coloca também na luta pela subida à principal liga nacional.

O clássico no Estádio do Dragão, intenso desde o pontapé de saída, mar-

22.04.2026

Taça de Portugal

Meias-finais – Segunda-mão Estádio do Dragão, Porto FC PORTO SPORTING CP

0 0

Sporting CP: Rui Silva [GR], Eduardo Quaresma, Ousmane Diomande, Gonçalo Inácio (Zeno Debast, 10’), Maxi Araújo (Ricardo Mangas, 79’), Morten Hjulmand [C] (Daniel Bragança, 50’), Hidemasa Morita, Francisco Trincão (Luís Guilherme, 79’), Geny Catamo, Luis Suárez e Geovany Quenda (Pedro Gonçalves, 79’). Treinador: Rui Borges. Disciplina: cartão amarelo para Morten Hjulmand (34’), Rui Silva (83’) e Ricardo Mangas (90+6’).

cou o regresso de Geovany Quenda às opções iniciais de Rui Borges, que promoveu apenas uma alteração relativamente ao onze que apresentara no dérbi com o SL Benfica, para a Liga Portugal.

À procura de virar a eliminatória, foi, sem surpresa, a equipa da casa quem assumiu a iniciativa de jogo nos primeiros minutos do encontro, embora sem aproximações perigosas à área de Rui Silva. Aos 5’, e com o Sporting CP em dificuldades para chegar ao meio-campo adversário, o técnico verde e branco foi obrigado a ‘mexer’, mas na zona mais recuada do terreno.

Gonçalo Inácio limpou uma investida dos dragões pela direita; porém, lesionou-se no choque com William Gomes e acabou, nos minutos seguintes, por dar o lugar a Zeno Debast.

Apesar do contratempo, os Leões conseguiram, de forma progressiva, equilibrar a posse – e, com o jogo a

decorrer longe das balizas e as equipas muito encaixadas, o cronómetro foi avançando favorável à turma de Alvalade. Aos 23 minutos, sozinho em zona frontal, Deniz Gül ainda tentou assustar o guardião verde e branco, mas o esférico ganhou altura e saiu muito por cima do travessão.

A jogar desde trás, mas à procura de romper linhas na transição rápida, o Sporting CP também ‘ameaçou’ pouco depois, aos 26’, mas Geovany Quenda chegou ligeiramente atrasado ao cruzamento e não conseguiu concluir o ataque conduzido por Geny Catamo no corredor contrário. Com o tempo útil de jogo a baixar drasticamente, o FC Porto dispôs de

uma excelente oportunidade para inaugurar o marcador aos 43 minutos.

Valeu o corte tão providencial quanto espectacular de Zeno Debast, já no chão, a desviar um remate de Gabri Veiga que levava selo de golo.

A segundos do intervalo, e na sequência de uma jogada de insistência que começou com um passe na profundidade, a equipa da casa esteve novamente perto de empatar as contas da eliminatória. A surgir bem na segunda bola, Pablo Rosário encheu o pé à entrada da área e disparou forte, mas novamente por cima da baliza de Rui Silva.

Logo depois, a equipa de arbitragem apitou para o fim de 45 minutos onde,

apesar de um ligeiro, mas natural, domínio azul e branco, o Sporting CP geriu de forma confortável o resultado.

No regresso para o segundo tempo, cedo Rui Borges se viu a braços com novo infortúnio. Aos 50 minutos, e após uma entrada duríssima sobre o capitão Morten Hjulmand, o técnico Leonino fez a segunda substituição forçada na partida e lançou Daniel Bragança para o miolo.

Já o FC Porto, que continuava a assumir as despesas da partida, tentava sem sucesso ultrapassar a defensiva verde e branca: aos 55’, William Gomes conduziu da direita para dentro e rematou desenquadrado;

Jogadores e adeptos, em comunhão, celebram a passagem ao Jamor
Maxi Araújo conduz mais uma iniciativa ofensiva
Morten Hjulmand, com mais uma exibição autoritária, comandou Leões até se lesionar

aos 59’, também o recém-entrado Alan Varela tentou a sorte de longe, mas sem direcção. Já aos 65’, e com os anfitriões a crescer, foi Ousmane Diomande a dar ‘o corpo às balas’ e a evitar, com mais um grande corte, o golo azul e branco.

O Sporting CP respondeu aos 67 minutos, numa boa jogada de Francisco Trincão desviada pela linha de fundo, e três minutos depois foram os dragões a causar  frisson: Oskar

Pietuszewski embalou e serviu Victor Froholdt ao segundo poste, mas o jogador do FC Porto, no coração da grande área, não chegou à bola. Muito desgastados fisicamente, os bravos Leões iam segurando o nulo no marcador quando, aos 79 minutos, Rui Borges promoveu uma tripla substituição para refrescar a equipa e ‘fazer frente’ às alterações promovidas, instantes antes, pelo banco portista. Pedro Gonçalves,

Ricardo Mangas e o regressado Luís Guilherme renderam assim os esgotados Geovany Quenda, Francisco Trincão e o também tocado Maxi Araújo.

O Sporting CP – com os adeptos Leoninos a fazerem-se ouvir alto e a bom som –, entrou para os últimos minutos do jogo consciente da necessidade de bem-defender. E foi isso que foi fazendo, com excepção para um lance aos 82’, quando Terem

RUI BORGES: “O CONCRETIZAR DE UM OBJECTIVO”

Após o apito final no Estádio do Dragão, Rui Borges era um homem naturalmente feliz pela presença do Sporting CP na final da Taça de Portugal - a 32.ª da história do Clube. Em conferência de imprensa, o técnico verde e branco voltou a destacar o orgulho em liderar este grupo de homens e deixou também elogios à exibição de Geovany Quenda.

Última defesa de Rui Silva e a união da equipa numa semana difícil

“É natural, mas não é só isso [a celebração no momento da defesa] que espelha a força, a amizade e a família que é este grupo. Realmente, nesta época têm-nos acontecido alguns infortúnios em termos de lesões, o que nos condiciona de alguma forma nesta recta final, com a exigência de jogos que temos tido. Mesmo assim, a equipa deu uma resposta fantástica. Uma primeira parte boa, onde fomos melhores do que o FC Porto, e uma segunda parte onde o FC Porto foi melhor. Soubemos sofrer em alguns momentos, sempre muito bem organizados, coesos, competitivos, com muita entreajuda e comunicação, e defendemos bem. Na primeira parte, controlámos o jogo com bola e acabámos por ser melhores. É uma grande defesa do Rui, mas antes disso uma grande defesa do Diogo Costa. São dois grandes guarda-redes”.

Lesões de Gonçalo Inácio e Morten Hjulmand, e a resposta ‘madura’ da equipa à pressão adversária “São jogadores importantíssimos, dois líderes da equipa fora e dentro de campo, importantes no colectivo e que marcam presença no campo, cada uma à sua maneira. Mas já ganhámos com ‘toda a gente’ e sem ‘toda a gente’, entre aspas. Já jogámos sem o Morten [Hjulmand], sem o [Gonçalo] Inácio, sem o Luis [Suárez] e ganhámos na mesma, com maior ou menor dificuldade. Perde-se algumas coisas, ganha-se outras, é futebol.

Por isso é que digo sempre que nunca me lamento, porque começo sempre com onze e, cada um à sua maneira, todos vão cumprir. Depois, eles acreditam muito uns nos outros, não há egos, toda a gente respeita e reconhece valor em toda a gente. Essa é a grande força deste grupo: o respeito e a amizade que

Moffi apareceu nas alturas e cabeceou ao lado da baliza de Rui Silva.

A um minuto do final do tempo regulamentar, e após a análise do vídeo-árbitro, Alan Varela foi expulso por rasteirar Luis Suárez “com força excessiva”. Com os Leões a jogar em superioridade numérica, foi outro Luís, o Guilherme, quem teve nos pés a oportunidade de sentenciar a partida. No segundo de nove minutos de com-

têm. A equipa tem demonstrado essa maturidade ao longo de toda a época e isso deixa-me feliz. Por algum motivo são Campeões Nacionais”.

Taça de Portugal como ‘tábua de salvação’ “Já o disse, a presença na final não é salvação nenhuma. Oriento-me por aquilo que é a grandeza do Clube que represento, pela felicidade que tenho de o representar, e foco-me muito naquilo que é o meu trabalho. O primeiro objectivo de um grande Clube é estar presente nas disputas finais dos troféus. O campeonato está mais difícil, mas matematicamente ainda é possível. Jamais me dou por vencido e, dentro do que é possível, vamos à luta. Estamos na final da Taça e, na UEFA Champions League, fizemos uma grande prestação. O único amargo é, com todas as contingências que tivemos naquele momento também, a meia-final da Taça da Liga, mas estivemos lá. Estamos lá e o trabalho tem sido fantástico, muito bem feito. O processo é muito bom, isso é reconhecido diariamente por todos, e não são os troféus que o vão definir. O Sporting CP tem uma grandeza muito grande no seu staff e na sua estrutura. Claro que, depois, queremos acrescentar a isso os troféus, mas o primeiro objectivo é estar lá. Não é, por isso, uma salvação, e sim o concretizar de um objectivo. Até ver, o troféu ainda é nosso e queremos muito continuar com ele. Conseguimos o primeiro objectivo, estar na final, e ainda temos um jogo pela frente”.

Adversário na final

“Tenho um respeito enorme, porque já estive do outro lado. Sei de onde vim e o quanto sonhava disputar uma final da Taça de Portugal, o quanto as equipas de escalões inferiores se engrandecem perante as equipas da primeira Liga, principalmente equipas grandes. Sei bem das dificuldades que vamos ter. Lembro-me bem que o primeiro jogo que tivemos na Taça de Portugal este ano, ganhámo-lo no prolongamento ao FC Paços de Ferreira, um equipa a lutar pela sobrevivência na Liga Portugal 2. É uma final, com duas equipas que merecem lá estar, e não tenho dúvidas nenhumas de que vai ser um jogo disputado, e muito bem disputado, por ambas».

Tensão no jogo, as paragens de Rui Silva e as substituições “O Rui acabou o jogo com problemas físicos, tão simples quanto isso. De resto, a tensão é natural, são duas grandes equipas a disputar o acesso à final... é natural que exista intensidade vivida de parte a parte. São coisas naturais de jogo, desde que não ultrapasse os limites do razoável.

Não tirar Suárez mostra que era mais importante não sofrer do que marcar?

“Eu queria ganhar e a primeira parte foi demonstrativa disso, agora é natural que tenhamos caído fisicamente na segunda parte. Ficámos condicionados pelas duas paragens forçadas

pensação e isolado perante Diogo Costa, o ala verde e branco permitiu a defesa ao internacional português e a indefinição prolongou-se até ao apito final. Porém, o Sporting CP conseguiu mesmo segurar a vantagem que trazia de Alvalade na luva milagrosa de Rui Silva, que brilhou no lance definitivo do encontro, e garantiu assim uma difícil, mas merecida, qualificação para a final da prova rainha.

por lesões. Só tinha mais uma paragem para três substituições, estavam muitos deles esgotados, e só podia meter três. Falei com o Luis [Suárez] e ele disse que ia até ao fim, lutou como ninguém pelo grupo e fê-lo muito bem, deu tudo em campo”.

Dificuldades na recta final do campeonato

“As dificuldades serão para todos. Jogos contra equipas a lutar pela sobrevivência, outras pela Europa, outras pelo campeonato. Quanto mais vamos encurtando o campeonato, maior será a exigência. O preço dos pontos está inflacionado para todos, os jogos são difíceis e haverá momentos em que vamos jogar bem, outros não tanto. Faz parte. Há muitos contratempos a acontecer a todos, nesta recta final, mas temos de saber lutar contra isso e dar sempre o nosso melhor”.

Titularidade e exibição de Geovany Quenda “Sinceramente, até surpreendeu. Fez um belíssimo jogo com e sem bola e era expectável jogar menos tempo, mas a energia dele estava boa e mantivemo-lo mais alguns minutos. Em termos estratégicos, o FC Porto pressiona e roda a equipa à direita, e a ideia era manter a largura. Conseguimos na maior parte das vezes bloquear a pressão por aí, e é um jogador que nos dá mais velocidade no ataque à profundidade, independentemente de não estar ainda com essa energia toda. Foi importante, e tem características diferentes das do Pedro Gonçalves, que é quem tem jogado mais nessa posição. Foi muito por aí”.

Desfecho da eliminatória influencia a motivação das duas equipas na Liga “Não sei responder. Falo pela minha equipa e a minha preocupação é apenas recuperá-los. Este mês foi fora do normal, não só pela quantidade, mas pela exigência de jogos que tivemos, pelos adversários que enfrentámos e pelas lesões que não controlamos. São coisas traumáticas que têm acontecido bastante esta época. Deixa-nos frustrados, porque grande parte das lesões que tivemos não as podemos gerir nem controlar. Condicionou-nos em alguns momentos, mas volto a dizer que o espírito da equipa é fantástico. Tenho um orgulho imenso em ser treinador destes jogadores. Eles merecem esse reconhecimento”.

Sporting CP deu espaço ao FC Porto para ligar sectores? “É perceptível o que o FC Porto faz, embora seja difícil de anular, mas acho que na primeira parte os condicionámos sempre, ganhámos bolas e não os deixámos criar qualquer perigo, com excepção de um lance aos 47’. Foi o único lance de real perigo do FC Porto. É um trabalho difícil para a linha de dois, mas fomos competentes nesse momento. Mais do que não o deixar entrar, é importante condicionar a tomada de decisão do Pablo Rosário e isso conseguimos fazer. (...) Um trabalho fantástico do Luis [Suárez] e do Francisco [Trincão]”.

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL

DANIEL BRAGANÇA CUMPRIU 150 JOGOS DE LEÃO AO

PEITO

NÚMERO REDONDO PARA DANIEL BRAGANÇA, QUE CHEGOU RECENTEMENTE AOS 150 JOGOS COM A CAMISOLA DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL. O MÉDIO DE 26 ANOS FALOU COM OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DO CLUBE E MOSTROU-SE NATURALMENTE FELIZ PELA MARCA.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: Isabel Silva

‘Nascido e criado’ em Alcochete, longe vai já o tempo em que Daniel Bragança sonhava chegar à equipa principal do Clube do seu coração. Depois dos bem-sucedidos empréstimos a SC Farense e GD EstorilPraia, a ambicionada oportunidade chegou a 24 de Setembro de 2020, quando o centrocampista, então com 20 anos, pisou pela primeira vez o tapete verde do Estádio José Alvalade.

Dessa vitória sobre o Aberdeen FC (1-0), na terceira eliminatória da UEFA Europa League, ao triunfo frente ao CD Santa Clara para a Liga Portugal, a 3 de Abril de 2026, passaram-se seis anos. Pelo meio, 150 jogos, duas gravíssimas lesões que ultrapassou com distinção, três Campeonatos Nacionais, uma Taça de Portugal e duas Taças da Liga.

A marca dos 150 jogos “É um orgulho, acima de tudo. Já tinha conquistado a marca dos 100 jogos e agora atingi a marca dos 150. Para mim, é um orgulho representar o Sporting CP, como sempre disse. É algo que vou recordar para sempre”.

A conquista do título na tempora da 2020/2021

“Na altura, era um sonho… e foi concretizado, o que me deixou muito feliz. Mas, acima de tudo, foi muito importante para o Clube. Na altura, sentiu-se bastante isso”.

A evolução enquanto jogador

“Neste momento, já fiz mais de 150 jogos, já estou um jogador diferente. Também passei por muitas coisas aqui, já: fases menos boas, outras muito boas... Portanto, estou um jogador muito diferente e, principalmente, mais maduro.

Fui assimilando coisas dos treinadores que tive aqui e tentando sempre melhorar todos os dias, para ser um jogador cada vez mais comple-

to. A verdade é que cresci muito no Sporting CP”.

Levar a braçadeira de capitão

“É um prazer ser um dos capitães do Sporting CP. Fui capitão ao longo de toda a minha formação e chegar aqui e também ter esse papel importante, principalmente para com os meus jogadores, deixa-me realizado, deixa-me feliz, e é um orgulho”.

A união do grupo

“É sempre muito melhor vir trabalhar e saber que tens pessoas com quem te identificas. Isso acontece no nosso grupo desde 2020, desde a primeira vez em que fomos Campeões Nacionais.

Os jogadores que estão cá desde esse tempo trouxeram isso até hoje e uma das coisas mais importantes é ter essa felicidade no trabalho, essa união”.

O jogo mais especial

“Houve vários. Muito recentemente, o jogo em casa com o FK Bodø/ Glimt, que nos deu acesso aos quartos de final da UEFA Champions League. Foi histórico para o Clube e para nós também, mas diria que não ultrapassa o 1-0 ao Boavista FC em casa, que nos deu o primeiro campeonato”.

Um golo para mais tarde recordar “Talvez o meu primeiro. É sempre o mais especial”.

Chegar aos quartos de final da Liga dos Campeões “Ter feito aquilo que nós fizemos valoriza-nos a todos. A nós e ao Clube, e foi muito importante por isso. Demos o nosso melhor, acabámos por cair com o Arsenal FC, mas acho que deixámos bem assente que podemos fazer grandes coisas na Europa. Fizemos uma grande campanha este ano”.

A fortaleza de Alvalade “Sinto que os adeptos acreditam muito naquilo que vêem, nos jogadores que têm, e isso também faz a diferença, os adeptos acreditarem nos jogadores. Nós temos também retribuído esse apoio que nos têm dado. Às vezes não corre tão bem,

mas faz parte. A época é longa, mas acho que lhes temos dado mais alegrias do que tristezas, e vamos tentar continuar neste caminho. A mim não me surpreende [a paixão dos Sportinguistas]. Pode talvez surpreender a quem chegue, mas acho que facilmente e rapidamente se habitua ao ambiente do estádio e aos nossos adeptos”.

Mensagem aos adeptos “Obrigado a todos aqueles que me apoiaram e que continuam a apoiar. A época está quase a terminar, espero que continuem a apoiar-nos até ao final. E dia 24 de Maio, que também vai ser um dia importante para nós, para este grupo... encham o Estádio do Jamor”.

Daniel Bragança estreou-se pela equipa principal do Sporting CP em 2020

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL

GANHAR, GANHAR OU GANHAR

SPORTING CP RECEBE VITÓRIA SC COM A CERTEZA DE QUE, ESPECIALMENTE NESTA FASE DA TEMPORADA, SÓ UM RESULTADO IMPORTA.

Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: José Lorvão

Cada vez mais perto do final da temporada, a equipa principal de futebol do Sporting Clube de Portugal recebe, às 20h15 de segunda-feira, 4 de Maio, o Vitória SC no Estádio José Alvalade para a 32.ª jornada da Liga Portugal e o objectivo só pode ser um: ganhar.

Contra um adversário sempre complicado, o conjunto de Rui Borges – que já orientou os vimaranenses – quer assegurar três pontos que podem ser preciosos para as contas finais.

Os principais jogadores do Vitória SC em 2025/2026 têm sido o guarda-redes Charles Silva, os defesas João Mendes, Miguel Maga, Rodrigo Abascal, Tony Strata, Óscar Rivas e Thiago Balieiro, os médios Beni Mukendi, Samu Silva, Gonçalo Nogueira e Diogo Sousa e os atacantes Noah Saviolo, Oumar Camara, Nélson Oliveira, Telmo Arcanjo, Gustavo Silva e Alioune Ndoye. Com nove golos, Samu Silva é o melhor marcador da temporada, seguido por Oumar Camara (seis), e o treinador é Gil Lameiras, de 32 anos, que subiu da equipa B para substituir Luís Pinto em Março.

Na última jornada, o Vitória SC recebeu e superou o Rio Ave FC por 2-0 com golos de Samu Silva e Tony Strata na segunda metade, chegando ao terceiro triunfo nos últimos quatro desafios; antes, os minhotos tinham passado por uma fase bem menos positiva, amealhando quatro derrotas em cinco encontros.

Actualmente, o Vitória SC é sétimo classificado na Liga Portugal, atrás de Gil Vicente FC.

Na primeira volta, a 23 de Dezembro, o Sporting CP foi ao Estádio D. Afonso Henriques vencer de forma confortável por 1-4. Francisco Trincão inaugurou o marcador à meia-hora de jogo e, ainda na primeira parte, Fotis Ioannidis dobrou a vantagem com um excelente cabeceamento.

A abrir a segunda metade, Tomás Arcanjo reduziu para o Vitória SC, mas um autogolo de Juan Castillo promovido pela investida de Luis Suárez permitiu ao Sporting CP che-

gar ao 1-3. O resultado ficou fechado por Maxi Araújo aos 79’. Poucas semanas depois, no início de Janeiro, Sporting CP e Vitória SC defrontaram-se nas meias-finais da Taça da Liga. Os Leões estiveram na frente do marcador durante a maioria do desafio graças ao golo solitário de Luis Suárez, mas Alioune Ndoye bisou já depois dos 90’ e levou a sua equipa para a final. No derradeiro jogo, novo triunfo por 2-1, agora contra o rival SC Braga, e título conquistado. Foi, por larga margem, o ponto alto da temporada do Vitória SC. Já na Taça de Portugal, o Vitória SC começou por superar CF União de Lamas (0-1) e Mortágua FC (4-0) antes de ser eliminado em casa pelo AVS Futebol SAD (0-1).

Sporting CP e Vitória SC têm, naturalmente, um longo historial. Dos 176 jogos já realizados entre Liga Portugal, Taça de Portugal e Taça da Liga, o emblema de Alvalade ganhou 112, empatou 37 e perdeu 27. Em casa, o domínio é maior, como esperado: 66 triunfos em 85 partidas. O melhor marcador deste histórico de confrontos é Fernando Peyroteo, que apontou uns notáveis 24 golos em 14 jogos. Seguem-se Jesus Correia (12), Vasques, João Martins e Nélson Fernandes (todos com dez). Do plantel actual, Pedro Gonçalves é especialmente perigoso contra o Vitória SC, já tendo feito as redes balançar em cinco ocasiões. Nuno Santos, Gonçalo Inácio e Francisco Trincão fizeram-no por duas vezes.

ÚLTIMO ONZE DO VITÓRIA SC

TRIUNFO POR 3 1 NA RECEPÇÃO AO RIO AVE FC

Daniel Bragança estreou-se pela equipa principal do Sporting CP em 2020

FUTEBOL EQUIPA B

ESFORÇO INGLÓRIO EM VIZELA

EM DESVANTAGEM DESDE OS DEZ MINUTOS, OS JOVENS LEÕES, SEMPRE DESTEMIDOS AO LONGO DA PARTIDA, NUNCA DEIXARAM DE PROCURAR UM RESULTADO MAIS FAVORÁVEL, MAS ACABARAM POR SAIR DE VIZELA SEM PONTOS.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: Isabel Silva

A equipa B de futebol do Sporting Clube de Portugal perdeu (1-0) na visita ao terreno do FC Vizela, ao início da tarde do passado domingo, em jogo da 31.ª jornada da Liga Portugal 2. Um desaire que penaliza a falta de eficácia Leonina, depois de uma exibição competente e de personalidade.

Perante um adversário ainda com aspirações à subida, João Gião voltou a não poder repetir o onze inicial e promoveu, desta vez, cinco alterações relativamente à última ronda. O técnico apostou assim em Francisco Silva, Rômulo Jr., Rafael Mota, Flávio Gonçalves e Lucas Anjos para afrontar a partida e, sobretudo através do ataque apoiado, o Sporting CP não se escondeu e procurou, desde cedo, encontrar caminhos para a área vizelense. Ainda assim, nem os visitantes nem a formação da casa conseguiam ultrapassar as linhas mais recuadas de parte a parte, num arranque sem aproximações perigosas às balizas. Aos dez minutos, porém, o FC Vizela conquistou o primeiro canto do encontro. Moha Moukhliss bateu-o ao segundo poste e Heinz Mörschel voltou a evidenciar as suas credenciais goleadoras: o internacional pela República Dominicana, solto no coração da área, precisou apenas de uma oportunidade para inaugurar o marcador, com um desvio preciso na cara de Francisco Silva. O golo trouxe algum alento à formação anfitriã, que, nos minutos seguintes, teve mais posse e passou a rondar com maior insistência o meio-campo defensivo verde e branco. Paulo Cardoso, uma flecha pela esquerda, procurava ‘romper’ sempre que o Sporting CP recuperava a bola, mas os Leões só conseguiram alvejar a baliza adversária aos 26 minutos. E que jogada! Mauro Couto, em velocidade pelo corredor central, entregou de calcanhar a Lucas Anjos, que, com novo toque artístico em rotação, devolveu ao camisola 78. Isolado perante Antonio Gomís, o extremo tentou o remate colocado, que saiu rente ao poste. Os Leões cresciam na partida e, à meia hora, já depois de um contra-ataque perigosíssimo do FC Vizela, Lucas Anjos ainda colocou a bola no fundo das redes, mas o lance foi de imediato invalidado por fora-de-jogo. A correr atrás do prejuízo, o Sporting CP ia conseguindo conter as investidas em transição dos anfitriões e, chamado a intervir pontualmente, Francisco Silva mostrava segurança entre os postes. Aos 40 minutos, os verdes e brancos voltaram a desenhar uma jogada colectiva de grande qualidade e o empate ‘escapou’ por 21 centímetros: primeiro, Flávio Gonçalves cabeceou ao poste e, na recarga, Samuel Justo encostou mesmo para o fundo das redes, mas o lance foi novamente anulado por posição adiantada. Nesta fase, privilegiando sobretudo a velocidade pelas alas, os Leões continuaram a ser a equipa mais ameaçadora, mas, sem conseguir marcar, recolheram aos balneários com uma desvantagem que premiava, sobretudo, a eficácia da equipa da casa. Contudo, foi o FC Vizela quem entrou mais perigoso na segunda parte: aos 49 minutos, Heinz Mörschel, sempre de olhos na baliza, rematou muito por cima, e, aos 53’, Thio entrou rapidíssimo pela direita e tinha tudo para fazer o golo – porém, o remate, muito forte, não levava a melhor direcção.

O Sporting CP, aqui e ali, tentava aproximar-se da baliza adver-

sária e sacudir a pressão e, aos 58 minutos, Rodrigo Dias flectiu da ala para o meio e alvejou o alvo, mas à figura do guardião vizelense. Apesar desses rasgos, o FC Vizela parecia mais próximo de marcar e, aos 61 minutos, valeu Rafael Mota, a ‘fazer as vezes’ de Francisco Silva e a negar, em cima da linha, o golo a Yassin Fortuné.

Aos 65’, já depois da entrada de Manuel Mendonça em campo, Heinz Mörschel apareceu na cara de Francisco Silva, mas demorou a definir e desperdiçou nova oportunidade para ampliar a vantagem.

Na resposta, o recém-entrado médio foi mais rápido a armar o disparo, que saiu rasteiro, e conquistou um canto a favor dos Leões. À procura de maior objectividade na frente nos últimos 20 minutos, João Gião promoveu uma dupla alteração e lançou Daniel Costa e Víctor Guzmán. O peruano mostrou credenciais oito minutos depois, com uma jogada individual de grande qualidade: no corredor central, o avançado fugiu à marcação, rodou e disparou à baliza, mas novamente sem a pontaria desejada. Aos 80’, Gabriel Silva e João Muniz também saltaram para o terreno de jogo, no ‘tudo por tudo’ de João Gião, enquanto o FC Vizela, por sua vez, reforçava as linhas mais recuadas. A controlar as incidências, a formação da casa concedeu poucos espaços aos Leões e, aos 90+4’, até podia ter sentenciado a partida, não fosse Francisco Silva defender uma bomba de Yann Kitala. Do lado oposto, Flávio Gonçalves conduziu mais uma excelente acção individual, afastada para novo canto pela equipa vizelense e, na sequência, Víctor Guzmán voltou a tentar o golo, desta feita de cabeça. Combativos até ao fim, os Leões não conseguiram ser eficazes e averbaram um inglório desaire, depois de mais uma exibição competente e de personalidade.

Mauro Couto foi um dos Leões mais esforçados

26.04.2026

Liga Portugal 2 – 31.ª jornada – Estádio do Vizela FC VIZELA SPORTING CP

1-0 ao intervalo

Heinz Mörschel (10’)

Sporting CP: Francisco Silva, Rafael Mota (João Muniz, 80›), Rômulo Júnior, David Moreira, Rodrigo Dias (Daniel Costa, 69›), Rayan Lucas (Víctor Guzmán, 69’), Samuel Justo (Manuel Mendonça, 65’), Mauro Couto, Paulo Cardoso, Flávio Gonçalves, Lucas Anjos (Gabriel Silva, 80’). Treinador: João Gião. Disciplina: cartão amarelo para Lucas Anjos (53’).

JOÃO GIÃO: “TEMOS DE FAZER CRESCER ESTES JOGADORES

No final da partida, João Gião não escondeu a frustração pelo resultado, mas sublinhou, ainda assim, a qualidade exibicional dos seus jovens Leões, sobretudo no primeiro tempo.

“Fizemos uma boa primeira parte, entrámos muito personalizados. Sofremos num canto muito consentido que dá o 1-0, mas reagimos bem e criámos oportunidades. Tivemos dois golos anulados, um deles por muito pouco, e mais uma situação flagrante na cara do guarda-redes. Muito sinceramente, acho que é uma boa primeira parte nossa, com bola, com qualidade e a controlar bem o jogo num campo difícil”, começou por analisar o técnico, em declarações à Sport TV.

“Na segunda parte não entrámos tão bem, caímos um pouco na energia e o FC Vizela fechou-se mais atrás, a tentar segurar o resultado. Nós fomos à procura de um golo que nos permitisse entrar no jogo, mexemos na equipa e demos oportunidade a muitos jovens que chegam dos sub-23 e dos sub-19”, acrescentou, antes de lamentar a “falta de definição no último terço”.

“Os cruzamentos nem sempre passaram o primeiro homem nem o bloco mais instalado, com gente muito alta do FC Vizela. Já nas situações em que entrámos no último terço, devíamos ter definido melhor”, admitiu João Gião, que destacou o contexto de crescimento competitivo que os seus atletas experimentam na Liga Portugal 2.

“Jogou-se muito pouco na segunda parte, tempo de jogo muito baixo. O FC Vizela é uma equipa particularmente física e, num bloco baixo, é muito forte nos duelos e no ar. Nós, do ponto de vista físico e emocional, tínhamos de lidar com uma situação que era difícil e quem acabou o jogo não está ainda tão adaptado a este nível, como é lógico. Mas temos de os fazer crescer. De certeza que na próxima estarão mais preparados”, garantiu, consciente de cada fase do processo formativo que rege a filosofia do Sporting CP.

“Esse é o nosso objectivo, também: ir lançando estes jovens que começaram a época nos sub-19 e nos sub-23, que na primeira parte da época não estavam integrados neste plantel, mas que agora, com a subida de muitos jogadores à equipa A, estão integrados e a fazer o seu percurso”.

Também Samuel Justo falou em “frustração” no final do encontro e considerou que o Sporting CP foi superior ao longo da partida.

“Acho que está à vista de todos. Saímos frustrados, acima de tudo. O FC Vizela fez um golo muito cedo, mas nós, desde o início do jogo, tanto na primeira como na segunda parte, e depois do golo, estivemos sempre por cima, claramente a dominar e a querer ganhar o jogo”, afirmou o médio Leonino, que tal como o seu técnico, lamentou a falta de eficácia na frente.

“Preparámo-nos para um jogo aberto, como foi até ao golo, e depois eles acabam a fazer o seu jogo. Nós fizemos o nosso desde o início, iguais a nós próprios, com bola, a tentar fazer golo e a criar oportunidades. Como disse, saímos frustrados, porque não temos sido inferiores a nenhuma equipa, mas é mais um jogo onde saímos sem os 3 pontos por falta de pequenos pormenores e eficácia, acima de tudo”, rematou.

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL FEMININA

REVIRAVOLTA PARA A JUSTA VITÓRIA

LEOAS PERDIAM AO INTERVALO NA RECEPÇÃO AO RIO AVE FC, MAS ASHLEY BARRON E TELMA ENCARNAÇÃO VIRARAM O MARCADOR E GARANTIRAM OS TRÊS PONTOS EM ALCOCHETE.

Texto: Luís Santos Castelo

Fotografia: Isabel Silva

A equipa principal feminina de futebol do Sporting Clube de Portugal recebeu e bateu, no último sábado, o Rio Ave FC por 2-1 na 17.ª jornada da Liga. O emblema de Alvalade perdia por 0-1 ao intervalo, mas conseguiu dar a volta ao resultado na segunda metade.

A primeira parte não correu de feição às Leoas, que até começaram com um golo anulado a Georgia EatonCollins por fora-de-jogo, mas que não conseguiram criar oportunidades de golo.

Do outro lado, o Rio Ave FC tentou a sua sorte por Madalena Contente, aos 12’. Carolina Santiago e Telma Encarnação protagonizaram ameaças tímidas antes do golo das visitantes aos 22’, quando Julia Woźniak não conseguiu afastar por completo um cruzamento da direita e a bola sobrou para Chardonnay Curran finalizar de cabeça e inaugurar o marcador.

Num jogo pouco interessante, o Sporting CP não conseguiu reagir antes do intervalo, registando-se apenas um remate de Tânia Mateus, do Rio Ave FC, bem ao lado. No segundo tempo, as comandadas de Micael Sequeira voltaram mais fortes. Telma Encarnação deu o primeiro aviso aos 53’, quando apareceu na área com muito perigo e só o corte decisivo de Sydney Shepherd negou o remate. Joana Martins também procurou a baliza, mas o tiro não saiu nas melhores condições.

A meia-hora do fim, Carolina Santiago e Andreia Bravo deram lugar a Flor Bonsegundo e Jeneva Gray, tendo esta última ficado perto de marcar logo a seguir, batendo um canto directamente para a trave. Não foi preciso esperar muito para, em novo pontapé de canto de Jeneva Gray, o Sporting CP chegar ao golo: cruzamento largo e Ashley Barron, de cabeça, facturou, tendo a bola tocado ainda na barra.

Quatro minutos depois… 2-1. Ashley Barron voltou a estar envolvida, desta feita com um belo passe longo que lançou Telma Encarnação, e a

internacional portuguesa finalizou à ponta-de-lança, concluindo a reviravolta.

A emoção não terminou com o segundo golo verde e branco. Chardonnay Curran só não bisou aos 73’ graças a uma boa e vistosa defesa de Julia Woźniak e, dez minutos depois, a árbitra Vera Esteves assinalou pontapé de penálti na área Sportinguista após consultar o VAR. No entanto, na conversão, Inês Matos atirou directamente para fora e desperdiçou a oportunidade de fazer o 2-2.

Aos 90’, Carla Armengol e Daniela Arques substituíram Cláudia Neto e Joana Martins e, na jogada seguinte, o Rio Ave FC só não marcou porque Mackenzie Cherry cortou no momento certo. Houve ainda tempo para a entrada de Matilde Nave (saiu Telma Encarnação) e, após nove longos minutos adicionais, o 2-1 prevaleceu

no Estádio Aurélio Pereira.

As Leoas vão, agora, visitar o SL Benfica às 19h00 de amanhã, 1 de Maio, no Estádio do Sport Lisboa e Benfica.

25.04.2026

Liga – 16.ª jornada

Estádio Aurélio Pereira

SPORTING CP RIO AVE FC

2 1

0-1 ao intervalo

Ashley Barron (66’), Telma Encarnação (70’)

Chardonnay Curran (22’)

Sporting CP: Julia Woźniak [GR], Georgia Eaton-Collins, Ashley Barron, Mackenzie Cherry, Érica Cancelinha, Branda Pérez [C], Andreia Bravo (Jeneva Gray, 60’), Joana Martins (Daniela Arques, 90’), Cláudia Neto (Carla Armengol, 90’), Telma Encarnação (Matilde Nave, 90+2’) e Carolina Santiago (Flor Bonsegundo, 60’). Treinador: Micael Sequeira.

Um golo e uma assistência para Ashley Barron contra o Rio Ave FC
O 2-1 foi marcado por Telma Encarnação

FUTEBOL FORMAÇÃO SUB-23

VOLTE‑FACE NOS AÇORES FECHOU FASE DE APURAMENTO DE CAMPEÃO

UM FINAL INGRATO, PORQUE OS JOVENS LEÕES ENTRARAM PRATICAMENTE A GANHAR, MAS ACABARAM POR SOFRER A REVIRAVOLTA E TERMINARAM O DUELO AINDA COM MENOS UM JOGADOR.

Texto: Nuno Miguel Simas, Xavier Costa

Fotografia: Isabel Silva

Em Ponta Delgada, a equipa sub-23 de futebol do Sporting CP perdeu com o CD Santa Clara por 3-1, na passada terça-feira, no jogo da 14.ª e última jornada da fase de apuramento de campeão da Liga Revelação.

Perante um CD Santa Clara a atravessar um mau momento (cinco derrotas seguidas), o Sporting CP mudou apenas de guarda-redes – William Lodmell assumiu a baliza em vez de Tiago Leitão – relativamente ao ‘onze’ apresentado na vitória sobre o SL Benfica (2-1) [ver caixa] e entrou com tudo nos Açores. Ainda dentro do primeiro minuto, Diogo Martins adiantou os jovens Leões no marcador com o 0-1, nascido de uma saída rápida pela esquerda de Rayhan Momade, que cruzou rasteiro e bem medido para a emenda fatal do avançado verde e branco. Tornou-se, de imediato, um jogo aberto e antes do minuto 20 já o empate voltara ao marcador. Um mau passe da defesa Leonina em zona proibida acabou em penálti (por puxão) a favor da equipa da casa, que teve em Adriel o responsável por converter o castigo máximo, embora Lodmell tenha ficado muito perto de defender.

Com os duelos – e as quezílias – a tomarem conta da partida a seguir, o ritmo da mesma saiu prejudicado e só depois da meia hora voltou a haver aproximações às balizas, embora tímidas. Do lado verde e branco, tentou repetir-se a fórmula do golo e Rayhan Momade fez tudo bem na esquerda antes de cruzar para Diogo Martins, que, apesar de em boa posição na área, atirou demasiado por cima. Na resposta açoriana, Tiago Duarte visou o alvo, mas à figura de William Lodmell, que sacudiu a tentativa com sucesso.

Com tudo bastante repartido em campo e no marcador, embora o Sporting CP tenha privilegiado mais a posse de bola, o duelo foi sem alterações para o intervalo. Já no segundo tempo, sob muita chuva, o CD Santa Clara reentrou mais afoito, mas não ficou sem resposta. Depois

28.04.2026

Liga Revelação – Ap. Campeão – 14.ª jornada Complexo Desportivo das Laranjeiras, Ponta Delgada CD SANTA CLARA SPORTING CP

3 1

1-1 ao intervalo

Adriel (19’ P), Edgar Melvin (70’), Daniel Silva (90+5’) Diogo Martins (1’)

Sporting CP: William Lodmell [GR], Konstantin Nikitenko, Daniel Ciesielski (Atanásio Cunha, 67’), Miguel Alves [C], Afonso Lee (Daniel Lopes, 67’), Guilherme Santos, Rafael Camacho, Délcio Aurélio (Guilherme Silva, 80’), Ivanildo Mendes (Lucas Dias, 67’), Rayhan Momade, Diogo Martins (Erik Ingebrethsen, 67’). Treinador: Filipe Neto. Disciplina: cartão amarelo para Miguel Alves (17’, 76’), Ivanildo Mendes (24’), Diogo Martins (27’), Afonso Lee (36’), Daniel Lopes (86’) e Rafael Camacho (90+2’). Cartão vermelho para Miguel Alves.

VERDE E BRANCO IMPEROU NO DÉRBI

Já na jornada anterior, os jovens Leões venceram o SL Benfica por 2-1. Um triunfo conseguido com muito mérito pela formação verde e branca, que construiu a vitória com dois golos na primeira parte e que na segunda geralmente controlou as operações, desperdiçando ainda duas excelentes oportunidades para conseguir um resultado mais dilatado.

Logo no primeiro minuto, um remate de Délcio Aurélio, de pé esquerdo, à figura do guarda-redes do SL Benfica, deu conta das boas intenções atacantes da formação do Sporting CP, que aos cinco minutos inaugurou o marcador. Após cruzamento de Rayhan Momade na esquerda, a dar seguimento a uma grande abertura longa de Guilherme Santos, o central do SL Benfica Guilherme Gaspar desviou para a própria baliza para tentar evitar que a bola ficasse à disposição de Diogo Martins para o remate.

Aos 21’, na sequência de um pontapé de canto, Diogo Rocha recarregou um primeiro cabeceamento para a grande defesa, por instinto, de Tiago Leitão, mas à segunda tentativa empatou para o SL Benfica.

A formação Leonina não ‘acusou’ o golo sofrido e, aos 25’, voltou à situação de vantagem no marcador, numa magnífica combinação na esquerda entre Délcio Aurélio e Rayhan Momade, com a ala a cruzar com perfeição para o sentido de oportunidade de Diogo Martins, que encostou para o 2-1 da equipa Leonina, numa grande jogada colectiva. Num jogo com boas combinações no meio-campo Leonino, o Sporting CP foi a equipa mais objectiva dos primeiros 45 minutos. No segundo tempo, os cuidados mais defensivos sobrepuseram-se ao futebol ofensivo de ambas as equipas. O Sporting CP passou por um ‘calafrio’, quando João Pedro Gonçalves cabeceou na área, para defesa atenta de Tiago Leitão, aos 58 minutos. Aos 72’, num bom contra-ataque, Diogo Martins teve um excelente lance individual na esquerda e cruzou, mas Lucas Dias não conseguiu chegar a tempo do desvio final para a baliza do SL Benfica. Aos 80’, na resposta, João Pedro Gonçalves atirou forte, de pé esquerdo, para defesa de Tiago Leitão. Aos 84’, Rayhan Momade isolou Daniel Lopes, que rematou para defesa do guarda-redes do SL Benfica, numa grande oportunidade de golo.

Já em tempo de compensações, o Sporting CP teve nova grande oportunidade, e excelente contra-ataque e cruzamento perfeito de Rayhan Momade para Lucas Dias, que rematou de primeira, mas por cima da baliza do SL Benfica. Vitória justa que até acaba por ser escassa do Sporting CP, dado que as melhores oportunidades de golo além dos que foram marcados, pertenceram à equipa Leonina.

de uma oportunidade num canto e de o guardião verde e branco ter sido obrigado a ir à relva para fazer uma defesa apertada, Rafael Camacho ensaiou um livre directo traiçoeiro negado em esforço pelo guardião João Afonso. De uma assentada, Atanásio Cunha, Daniel Lopes, Lucas Dias e Erik Ingebrethsen entraram para refrescar a formação verde e branca, mas foi a equipa da casa a tirar grandes dividendos do banco de suplentes. Aos 70’, um cruzamento largo encontrou o recém-entrado Edgar Melvin completamente solto ao segundo poste e este, de cabeça, fez o 2-1 da reviravolta açoriana.

Seguir-se-ia a natural tentativa de reacção por parte do Sporting CP, porém sofreu um revés logo à nascença: apenas seis minutos depois, o capitão Miguel Alves travou um ataque rápido em falta e viu o segundo cartão amarelo e respectiva ordem de expulsão.

Mesmo em inferioridade numérica para os derradeiros instantes do encontro, esforço nunca faltou aos jovens Leões, que fizeram por ter a bola e aproximar-se da baliza adversária em busca de evitar a derrota na última jornada. De longe, Rafael Camacho ainda obrigou o guarda-redes a aplicar-se, mas foi o CD Santa Clara a acabar por cima, fruto da verticalidade imposta nas transições para aproveitar o espaço existente.

Assim, William Lodmell ainda defendeu um perigoso remate cruzado de Vital Maia e viu a recarga ser desperdiçada à boca da baliza, mas já no último dos cinco minutos de compensação nada pôde fazer perante Daniel Silva, isolado na área para fazer o desvio final e sentenciar o resultado em 3-1. Encerrada esta fase com o oitavo lugar (oito pontos), para os sub-23 do Sporting CP segue-se a participação na Taça Revelação para culminar a época.

Diogo Martins fez o segundo golo do Sporting CP no triunfo do dérbi por 2-1 frente aos 'encarnados'

FUTEBOL FORMAÇÃO SUB-19

VITÓRIA TRANQUILA EM BARCELOS

GOLOS DE SANDRO FERREIRA, SANDRO GAMBÔA E ANDRÉ MACHADO DERAM

TRIUNFO AOS JUNIORES CONTRA O GIL VICENTE FC.

Texto: Luís Santos Castelo

A equipa sub-19 de futebol do Sporting Clube de Portugal venceu, no passado sábado, por 1-4 na deslocação ao reduto do Gil Vicente FC na 11.ª jornada da fase de apuramento de campeão do Campeonato Nacional.

O marcador foi inaugurado logo aos sete minutos por intermédio de

Sandro Ferreira, que cabeceou no seguimento de um livre batido por Diego Coxi, com o 0-1 a prevalecer ao intervalo.

No segundo tempo, e fruto da pressão alta que forçou um erro do guarda-redes contrário, Sandro Ferreira bisou e dobrou a vantagem verde e branca, mas o Gil Vicente FC reduziu pouco depois num pontapé de canto.

Contudo, a resposta verde e branca foi muito forte e Sandro Gambôa fez o 1-3 logo a seguir, novamente graças à alta e intensa pressão verde e branca. Aos 70’, André Machado fechou as contas em 1-4 ao finalizar numa recarga após primeira tentativa de Sandro Ferreira.

Os Leões vão, agora, receber o CD Santa Clara (sábado, 2 de Maio, 11h00, Estádio Aurélio Pereira).

25.04.2026

Campeonato Nacional Sub-19

Ap. Campeão – 11.ª jornada Complexo Desportivo de São Martinho, Barcelos

0-1 ao intervalo

Tiago Neves (60’) Sandro Ferreira (7’, 55’), Sandro Gambôa (62’), André Machado (70’)

Sporting CP: Luka Petrič [GR], André Machado (Edgar Sequeira, 73’), Jakub Stasiak, Diego Coxi, Duarte Rosa (João Rodrigues, 73’), Leonardo Tavares (Cleusio Garrafa, 81’), Brandão Baptista (José Mendes, 58’), Sandro Gambôa (João Rijo, 73’), Miguel Almeida [C], Sandro Ferreira e Sergio Siza. Treinador: José João Gomes. Disciplina: cartão amarelo para Sandro Gambôa (39’), Duarte Rosa (69’) e João Rodrigues (85’).

FESTIVAL DE GOLOS EM ALCOCHETE

UM IMPORTANTE REGRESSO ÀS VITÓRIAS PARA OS JOVENS LEÕES DE PEDRO PONTES QUE, NUMA MANHÃ SOLARENGA, MOSTRARAM ESTAR DE PONTARIA AFINADA.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: Isabel Silva

A equipa sub-17 de futebol do Sporting Clube de Portugal recebeu e venceu o Real SC por 6-0, no passado sábado, em jogo da 11.ª jornada da fase de apuramento de campeão do Campeonato Nacional de Juvenis. Em Alcochete, o Sporting CP entrou atrevido e cedo se instalou no meio-campo adversário. Não surpreendeu, por isso, que, aos nove minutos, Salvador Fortuna tenha encontrado forma de traduzir essa superioridade em golo: o lateral arriscou de longe e inaugurou o marcador com um remate potentíssimo, sem hipótese para Rafael Gomes.

A pressão verde e branca não baixou e o 2-0 surgiu de forma natural aos 17 minutos. Lançado na profundidade pela direita, Martim Ribeiro ganhou a frente do lance e, na cara do guardião, finalizou com frieza. Um golo à ponta-de-lança do jovem de 16 anos.

O caudal ofensivo dos Leões voltou a materializar-se pouco depois. Aos 20 minutos, na sequência de um cruzamento largo, Mário Almeida aproveitou alguma confusão na área para,

de cabeça, fazer o 3-0 já em cima da linha de golo.

A segunda parte trouxe mais golos, a mesma toada atacante e pormenores técnicos de grande qualidade. Aos 56 minutos, funcionou a conexão Martim: Ribeiro, na passada, assistiu de calcanhar e Almeida, à entrada da área, ‘encheu o pé’ para o 4-0. Já cinco minutos depois, o Sporting CP chegava à mão cheia de golos. Foi aos 61’, quando José Lino apareceu no coração da área e, após assistência de David Almeida, picou a bola com enorme classe para o fundo das redes.

O festival ofensivo prosseguiu aos 63 minutos: Rodrigo Nogueira, já dentro da grande área, desorganizou a marcação adversária e quem aproveitou foi Leonardo Damião, bem posicionado, a fazer o sexto e último golo da partida. Mas os verdes e brancos podiam até ter chegado ao sétimo, já perto do apito final. Aos 88’, Manuel Costa antecipou-se a Rafael Gomes e foi derrubado na área. O avançado assumiu a marcação da respectiva grande penalidade, mas o guardião do conjunto de Massamá ‘redimiu-se’ e negou o golo ao jovem Leão.

Sem tirar o pé do acelerador até ao apito final, o Sporting CP somou uma vitória expressiva e importante na

sua caminhada, antes de voltar a jogar em casa na próxima jornada, agora frente ao Alverca FC.

25.04.2026

Campeonato Nacional Sub-17 Ap. Campeão – 11.ª jornada

3-0 ao intervalo Salvador Fortuna (9’), Martim Ribeiro (17’), Mário Almeida (20’), Martim Almeida (56’), José Lino (61’), Leonardo Damião (63’)

Sporting CP: Guilherme Fortunato [GR], Salvador Fortuna, Mário Almeida, Samuel Tavares, Francisco Cabeçana (Paulo Rodrigues, 59’), Rodrigo Nogueira, David Almeida, Martim Almeida [C] (Rafael Fial, 59’), Martim Ribeiro (Manuel Costa, 66’), Afonso Marques (José Lino, 46’) e José Garrafa (Leonardo Damião, 46’). Treinador: Pedro Pontes. Disciplina: cartão amarelo para Mário Almeida (74’).

Martim Ribeiro fez o 2-0 com um golo “à ponta de lança”

MODALIDADES HÓQUEI EM PATINS

NOLITO PARA A HISTÓRIA

DEPOIS DO CAMPEONATO DO MUNDO DE CLUBES E DA SUPERTAÇA ANTÓNIO LIVRAMENTO, A TAÇA DE PORTUGAL. A CONQUISTA DO TERCEIRO TÍTULO DA TEMPORADA DOS LEÕES DO HÓQUEI EM PATINS TEVE A MÃO DO INTRANSPONÍVEL XANO EDO, QUE NÃO SOFREU QUALQUER GOLO NA FINAL FOUR, E O CUNHO DE UM FORMIDÁVEL GONZALO ‘NOLITO’ ROMERO. COM UM POKER NO DUELO FRENTE AO OC BARCELOS (4-0), O CAPITÃO GARANTIU, ASSIM, QUE O TROFÉU CONTINUA NO MUSEU SPORTING.

Texto: Filipa Santos Lopes Fotografia: Isabel Silva

‘Escapou’ durante 35 anos, mas há duas temporadas consecutivas que é verde e branca. No passado domingo, em Tomar, a equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal fez a dobradinha e voltou a erguer bem alto a Taça de Portugal. Detentores do troféu, os Leões de Edo Bosch confirmaram frente ao OC Barcelos a caminhada começada no dia anterior, quando afastaram o CD Póvoa nas meias-finais, precisamente pelo resultado com que venceriam o jogo decisivo (4-0). A fazer um percurso quase irrepreensível em 2025/2026, a formação Leonina olha já para os próximos objectivos, tanto no Campeonato Nacional quanto na WSE Champions League, cuja final eight disputará a partir de dia 7 de

Maio, com a motivação de quem soma já três títulos esta época. Um trabalho meritório de Edo Bosch, que na Cidade dos Templários apostou de início em Xano Edo, Rafael Bessa, Danilo Rampulla, Facundo Navarro e Gonzalo Romero. E pouco tempo bastou para se perceber a intensidade que marcaria toda a final. Após uma enorme defesa de Guillem Torrents, acto inaugural de um minuto de loucos, o OC Barcelos lançou-se para o ataque e, num lance confuso junto à baliza verde e branca, a equipa de arbitragem considerou que Xano Edo tentou defender sem stick.

Chamado à conversão da respectiva grande penalidade, Ivan Morales encontrou pela frente um inspirado guardião português, que se ‘redimiu’ e travou não só o primeiro remate, mas também o ressalto. Sorte de uns, infelicidade para o avança -

do, que, no seguimento da jogada, acabaria expulso após queda com Danilo Rampulla. Recorrendo às imagens, a equipa de arbitragem considerou que o espanhol agrediu o argentino no chão e, com mais um jogador em pista, o Sporting CP não desperdiçou o power play. A imprimir uma rapidíssima circulação pela direita, Facundo Navarro e Danilo Rampulla combinaram e a bola seguiu para Gonzalo Romero, na quina oposta da área. Com uma finalização de primeira, o capitão rematou e fez o 1-0 aos três minutos.

O domínio verde e branco ganhou maior expressão um minuto depois: num lance tirado a papel químico, o camisola 99 voltou a concluir da melhor forma o veloz ataque construído pela ‘tríade argentina’ do Sporting CP – que, em vantagem e em superioridade numérica,

‘Sobre rodas’: terceiro troféu da época, sexta Taça de Portugal do palmarés e segunda consecutiva para os Leões de Edo Bosch
Danilo Rampulla celebra com Nolito um dos quatro golos do capitão verde e branco

estava agora, e naturalmente, mais confortável no rinque.

O jogo continuou, ainda assim, a proporcionar episódios de tensão, naturais numa final que ambas as equipas quiseram muito vencer. Aos cinco minutos, Rafael Bessa viu cartão azul após uma disputa com Miguel Rocha e, com as duas equipas reduzidas a quatro elementos, os Leões estiveram novamente perto de ampliar a vantagem. Desta vez, Danilo Rampulla surgiu sozinho, em transição, e foi travado por mais uma intervenção decisiva de Guillem Torrents.

Num encontro bastante quezilento, com inúmeras pausas para análise de lances e também para reparar uma tabela, o guardião assumia-se como figura maior do emblema de Barcelos e voltou a negar o golo verde e branco aos 17’ e aos 18’, com duas intervenções espectaculares a remates de Roc Pujadas e Danilo Rampulla.

Aos 21’, o guarda-redes do OC Barcelos voltou a brilhar e, na resposta, também Xano Edo manteve a baliza verde e branca a zeros. O camisola 47, fundamental, voltou a

destacar-se com mais uma enorme defesa e segurou o resultado aos 23’, dividindo com Guillem Torrents os louros de uma primeira parte longa e cheia de incidências – desde o apito inicial, foram precisos 65 minutos para se completarem 25’.

Após o cartão azul visto por Miguel Rocha aos 24’, o Sporting CP regressou em power play para o segundo tempo, mas não conseguiu ultrapassar a bem organizada defensiva barcelense. Ainda assim, por cima do encontro, os Leões chegariam

mesmo ao 3-0 já de igual para igual. Mérito para Rafael Bessa, que, a patinar a partir da esquerda, descobriu Gonzalo Romero na cara do guardião, e mérito para o argentino que, cheio de intenção, desviou certeiro para um celebrado hat-trick Aos 35 minutos, Guillem Torrents impediu que o resultado ganhasse contornos mais pesados e, com uma defesa de outro mundo, ‘não deixou’ Diogo Barata fazer o ‘gosto ao stick’. Do outro lado, também Xano Edo assinava uma exibição cada vez mais imponente, sereno entre os postes e a fechar todos os caminhos para uma reacção adversária.

Aos 41 minutos, após a décima falta do Sporting CP, o internacional português voltou a assumir o protagonismo e travou um livre directo apontado por Kyllian Gil. E não se ficou por aí: aos 45’, agigantou-se perante Miguel Rocha. Uma defesa com cheiro a assistência, já que, na disputa pelo ressalto, também o OC Barcelos acabou por atingir o limite de faltas.

Convite para Nolito fazer um impressionante poker, que o argenti-

26.04.2026

Taça de Portugal – Final

Pavilhão Patrícia Sampaio, Tomar SPORTING CP OC BARCELOS

0

2-0 ao intervalo

Gonzalo Romero (3’, 4’, 29’, 45’)

Sporting CP: Xano Edo [GR], Rafael Bessa, Danilo Rampulla, Facundo Navarro e Gonzalo ‘Nolito’ Romero [C], Zé Diogo Macedo [GR], Diogo Barata, Roc Pujadas, Facundo Bridge, Henrique Magalhães. Treinador: Edo Bosch. Disciplina: cartão amarelo para Xano Edo (2’).

no não rejeitou, brilhante na forma como enganou Guillem Torrents com um gingado de corpo e encontrou espaço por entre o buraco da agulha para, de livre directo, fazer o 4-0.

Até final, os Leões geriram a vantagem e, embalados pelos cânticos dos muitos Sportinguistas presentes nas bancadas, o Sporting CP conquistou mesmo a sexta Taça de Portugal da sua História, num ambiente de enorme festa.

AS REACÇÕES DOS VENCEDORES DA TAÇA DE PORTUGAL

APÓS A CONQUISTA DA TERCEIRA COMPETIÇÃO DA TEMPORADA E DA SEXTA TAÇA DE PORTUGAL DO PALMARÉS VERDE E BRANCO, VOZ AOS PROTAGONISTAS. EM DECLARAÇÕES À SPORTING TV, EQUIPA TÉCNICA E JOGADORES MOSTRARAM-SE MUITO FELIZES.

EDO BOSCH

“É uma equipa magnífica, fantástica, que trabalha desde o mês de Agosto e que em quatro finais, ganhou três. É uma coisa inédita. Os adeptos do Sporting CP têm de estar orgulhosíssimos destes jogadores. Deixam tudo em campo e o mais impressionante é a família que são. Eu, como treinador, nunca tive um grupo em que os jogadores gostassem tanto uns dos outros. Já o disse anteriormente: podia deixar de ser treinador hoje mesmo e estaria orgulhoso de ter treinado esta equipa fantástica.

Já tínhamos jogado cinco vezes contra o OC Barcelos esta temporada e sabíamos que eles fazem do físico uma arma, e bem. Sabíamos que tínhamos de estar sempre focados, sem perder o controlo emocional do jogo. E assim fizemos. Acho que fizemos um jogo defensivo digno dos manuais, e, a nível ofensivo, fomos muito inteligentes. Tínhamos um plano de jogo que era fazer exactamente o que fizemos hoje e a verdade é que tudo nos saiu na perfeição.

Quarta-feira temos um jogo muito difícil com a UD Oliveirense e sábado outro contra a AD Valongo, em casa. Portanto, hoje vamos desfrutar, mas com cabeça, porque ainda falta muito. Faltam dois títulos para disputar e queremos estar, pelo menos, nas decisões”.

FACUNDO NAVARRO

“Quero dar os parabéns ao OC Barcelos, que fez uma grande competição. E parabéns a nós, merecemos isto. Trabalhamos para isto no dia a dia, o ano todo. Das quatro taças que disputámos até agora, chegámos a quatro finais e ganhámos três. Isto é mérito nosso. Muito obrigado a todos os Sportinguistas que estiveram aqui a apoiar-nos e em casa também”.

DANILO RAMPULLA

“Boa noite a todos os Sportinguistas. Obrigado por este ambiente, foi uma coisa incrível. Não é só o facto de vencer, é o facto de acompanharem a nossa modalidade. Enche-nos o coração que nos acompanhem, e nós treinamos e deixamos tudo no campo. Por isso, obrigado, Sportinguistas, e obrigado aos meus colegas, que me deram mais um título.

Para nós nunca foi fácil. O OC Barcelos deu-nos sempre luta. Estive lá quatro anos, sei o que o clube é - e, por um lado, também mereciam, mas isto é desporto, às vezes ganha-se, outras vezes perde-se. Uma coisa é certa: demos um bom espectáculo, jogámos um bom hóquei e o que fizemos foi jogar hóquei de verdade”.

Xano Edo defendeu uma grande penalidade e um livre directo

“Estava completamente KO no final do jogo, a temperatura do pavilhão não ajudava muito. Mas não estaria tão quente se não fosse esta gente toda aqui a apoiar-nos. Foi um jogo magnífico, apoio não faltou. Por isso é que também estava muito calor. Foi um jogo muito intenso e acabámos todos destroçados no final. Mas valeu a pena, completamente. Vamos festejar hoje, descansar amanhã, treinar terça e viajar. Quarta-feira já temos outro jogo para o Campeonato. É assim que está o calendário, jogos dia sim, dia não, quase. Mas, como tenho dito sempre, graças ao trabalho magnífico da equipa técnica, vamos estar outra vez impecáveis para quarta-feira trazer a vitória para Lisboa”.

ALESSANDRO VERONA

“Nestes jogos, é muito bonito estar na pista. Infelizmente, tive de ficar de fora, mas tinha muita confiança nos meus colegas. Fizeram um grande jogo, quase perfeito. Estou muito contente por fazer parte deste grupo. Mesmo estando fora da pista, sinto esta Taça como minha, porque treino todos os dias com eles e joguei muitos jogos da Taça. Quero dar os parabéns ao staff do Sporting CP e, sobretudo, a estes jogadores, que hoje fizeram um jogo impressionante”.

FACUNDO BRIDGE

“Sabíamos que ia ser um jogo muito difícil. O cartão vermelho ao início talvez nos tenha favorecido um pouco, porque marcámos dois golos que nos deram mais tranquilidade. Mas sabíamos que eles, com as suas armas, iam atrás do resultado. Acho que fomos muito inteligentes na forma como gerimos o jogo e na tentativa de marcar mais golos, porque sabíamos que não ia ser fácil. E, no fim, conseguimos ganhar, que era o que todos queríamos”.

HENRIQUE MAGALHÃES

“É uma emoção muito grande, principalmente porque é o meu último ano neste Clube. Nós, jogadores, nunca sabemos quando vamos voltar a uma final e quando vamos voltar a ganhar um título. Senti muito este jogo por causa disso, porque era uma grande oportunidade de ganhar mais um título por este Clube, sabendo que é dos últimos. É uma emoção muito grande e uma descarga emocional muito grande no final do jogo. Acho que fizemos um grande jogo. É uma grande Taça de Portugal. Fizemos a dobradinha na Taça de Portugal e estamos de parabéns. Esta equipa está de parabéns este ano. Tem três títulos em quatro e ainda não acabou. Vamos continuar, queremos continuar. Mas, agora, há que desfrutar”.

GONZALO ROMERO

“Muito boa noite a todos os Sportinguistas. Muito feliz pela vitória. Acho que foi uma vitória muito trabalhada da nossa parte, foi uma final muito merecida. Hoje demonstrámos mais uma vez que, nos momentos de decisão, estamos cá. De quatro finais, conseguimos ganhar três. Estamos muito felizes.

Esta equipa teve sempre os pés assentes na terra. Muitas vezes não conseguimos, mas não é por falta de atitude ou de vontade de ganhar. As outras equipas também jogam. Agora, vamos descansar e festejar com a nossa família, porque este título também é muito deles, que estão sempre connosco, a puxar por nós. Quero dedicar esta vitória à minha mulher e à minha filha.

Hoje, tocou-me a mim marcar, muitas vezes toca aos meus colegas. Contente, obviamente, por ter marcado os quatro golos, mas isto é muito colectivo e não individual”.

“Foi uma final difícil. A verdade é que o vermelho acabou por ajudar, porque tira um jogador crucial da equipa adversária, e sabíamos que tínhamos de aproveitar essa situação ao máximo. Mesmo assim, acho que temos todo o mérito nesta final. Não só na final, mas em todo este trajecto na Taça. Estamos muito contentes, acho que estivemos muito bem. Fomos inteligentes na segunda parte, também. Tivemos ocasiões para dilatar o resultado, não conseguimos, mas o importante era manter a baliza a zero. O Xano [Edo] fez uma grande exibição e estamos mesmo muito contentes. O nosso treinador impõe-nos isso: primeiro a vitória, mas também defender o melhor possível para não sofrer golos”.

“É naturalmente uma alegria imensa. Trabalhamos todos os dias para, primeiro, ter estas oportunidades e, depois de as conquistar, poder vencer estas Taças. Trabalhamos com isso em mente diariamente, porque a grandeza do Sporting CP assim nos obriga. Acima de tudo, muito feliz por revalidarmos este título. Ganhar pelo Sporting CP é indescritível”.

ROC PUJADAS

“A verdade é que estou muito feliz. Conquistar títulos dá-nos sempre muita felicidade e ainda mais assim, a jogar bem. Sabíamos que ia ser difícil, e foi muito difícil”.

PEDRO GIL, DIRECTOR TÉCNICO

“Ganhar títulos pelo Sporting CP é sempre um prazer, sempre um orgulho. É para isso que trabalhamos diariamente e estou muito contente por ganhar a terceira de seis Taças do Clube. Quando uma pessoa faz anos no dia em que se joga uma final, a melhor prenda que pode receber é ganhar a Taça de Portugal”.

“MUITO ORGULHOSOS DO QUE FIZEMOS

AGORA, MAS QUEREMOS MAIS”

POUCO DEPOIS DE APRENDER A ANDAR JÁ PATINAVA DE STICK NAS MÃOS, EM SAN JUAN, E COM UMA CERTA TENDÊNCIA PARA SER IRREVERENTE E ALGO INDIVIDUALISTA. “A MINHA MÃE DISSE-ME QUE FAZIA A MINHA COMIDA PREFERIDA SE FIZESSE MAIS ASSISTÊNCIAS DO QUE GOLOS”, RECORDOU E AGORA, AOS 27 ANOS, FOI ASSIM QUE DANILO RAMPULLA AJUDOU A ABRIR CAMINHO PARA A CONQUISTA DA TAÇA DE PORTUGAL, JÁ O TERCEIRO TROFÉU DOS LEÕES EM 2025/2026. PARA ABORDAR UMA ÉPOCA DE ESTREIA “EXCELENTE” TAMBÉM A NÍVEL INDIVIDUAL, ENTRE MUITOS ELOGIOS AO GRUPO DE QUE FAZ PARTE, O GOLEADOR ARGENTINO ESTEVE À CONVERSA COM O JORNAL SPORTING. “ESTANDO A ESTE NÍVEL SOMOS UMA EQUIPA MUITO DIFÍCIL DE VENCER”, ASSEGUROU, JÁ DE OLHOS POSTOS, TAMBÉM, NAS DECISÕES DO CAMPEONATO E DA WSE CHAMPIONS LEAGUE, CADA VEZ MAIS PRÓXIMAS.

Texto: Xavier Costa | Fotografia: Sérgio Martins

Chegou para conquistar títulos e na sua época de es treia, que ainda não acabou, já festejou três: um inédi to Mundial de Clubes, uma Supertaça que já não era do Sporting CP há uma década e, agora, a Taça de Portugal. Está a ser o melhor início possível para a sua aventura de Leão ao peito?

Sem dúvida. Quando tomei a decisão junto à minha família de vir para o Sporting CP, sabíamos qual era o projecto, conhecia a muita qualidade na equipa e que os títulos estavam ao nosso alcance. Foi um início de época incrível, com um Outubro muito bom e, agora, com a Taça de Portugal já chegámos aos três títulos, mas ainda há mais dois em jogo. Acho que está a ser uma época excelente. Temos de estar muito orgulhosos do que fizemos até agora, mas queremos mais.

“ESTÁ A SER UMA ÉPOCA EXCELENTE”

Alguma vez imaginou que em Abril já teria conquistado três troféus?

Não vou mentir, era muito difícil e está a ser algo único. É um feito muito difícil. Respondendo à pergunta: não estava à espera, mas muito contente por ter acontecido.

E o fim-de-semana passado, em Tomar, também difi cilmente podia ter corrido melhor. Goleadas por 4‑0 nas ‘meias’ e na final, nenhum golo sofrido e a Taça de Portugal aqui está. Foi uma final four a roçar a perfeição?

Sim, sim. Tivemos dois jogos muito bons, onde defensivamente demos um salto de qualidade muito forte. Umas palavrinhas, também, ao Xano [Edo], porque fez uma final four excelente. O nível dele já é incrível, mas neste fim-de-semana foi ainda mais. Sabíamos que, primeiro, tínhamos de levar a meia-final com seriedade e, na final, o nosso nível defensivo tinha de estar muito alto. Acho que o conseguimos, merecemos a vitória do início ao fim e, por isso, somos justos vencedores.

“DEFENSIVAMENTE DEMOS UM SALTO DE QUALIDADE MUITO FORTE”

Na final com o OC Barcelos, o início foi atribulado, mas a equipa soube manter o controlo emocional e capitalizar, também, a vantagem numérica. Foi um momento-chave na decisão?

Aproveitámos bem o 4v3 que tivemos marcando dois golos. Depois, soubemos manter essa vantagem e jogar um pouco com o desespero do adversário. Durante o jogo houve, talvez, alguns momentos em que podíamos ter estado mais acertados, mas fizemos um jogo praticamente perfeito. Em termos de concentração, os oito jogadores que estivemos lá dentro mostraram que estando a este nível somos uma equipa muito difícil de vencer. O plano do Edo [Bosch] foi perfeito e seguimo-lo durante os 50 minutos.

“[NA FINAL DA TAÇA] FIZEMOS UM JOGO PRATICAMENTE PERFEITO”

Terminar uma  final four sem golos sofridos, especialmen te em hóquei em patins, é um dado extraordinário. O rigor defensivo é um aspecto muito insistido nos treinos? O Edo é um treinador que desde o início mostra que a equipa que melhor defende é a que ganha. No meu caso, sendo avançado, o meu instinto é sempre ir para a baliza, mas sou consciente de que, para ganhar títulos, o nível defensivo é aquele que mostrámos em todas as decisões. Se calhar, na Elite Cup, não estivemos tão bem na defesa, mas aprendemos. Neste momento, acho que é o que nos está a dar a tranquilidade para fazer coisas diferentes no ataque.

Ao mesmo tempo, o Danilo tem sempre bastante liberda de no ataque. Como se tem sentido a conjugar essa parte mais criativa com a responsabilidade defensiva? Os meus colegas sabem que eu gosto dessa parte de improvisação. Sempre joguei assim, mas adapto-me sempre às ideias dos treinadores. Todos sabemos que de ‘mãos dadas’ é tudo mais fácil. Depois, os meus colegas permitem-me dar esse acréscimo [no ataque], que pode correr muito bem ou não, mas eles estão sempre lá. Sinto-me muito confortável assim.

E os números falam por si: tem mais golos (49) que jogos (44) e esta já é a sua época mais goleadora da carreira. Acredita que está no seu melhor momento e que o Sporting CP tem sido o melhor contexto para o demonstrar? “Acho que os meus colegas têm muito que ver nisso, porque dão-me a liberdade e a confiança quando preciso. Para alguém como eu, que gosta de um jogo vertical e com improviso, preciso disso. Falo também do treinador, que é muito importante nisso e sinto muita confiança por parte do Edo. Espero que esta não seja a minha melhor forma, espero melhorar ainda mais. Tenho 27 anos e, se calhar, ainda não atingi o meu auge, por isso espero contribuir com mais golos e títulos. Sempre pelo melhor do Sporting CP.

OS DADOS DE UMA ÉPOCA DE ESTREIA DE SONHO

44 JOGOS DE LEÃO AO PEITO (49 EM 2025/2026, CONTABILIZANDO A SELECÇÃO)

CLASSIFICAÇÃO DA FASE DE GRUPOS

Já está a rubricar a sua temporada mais goleadora da carreira

Quinto melhor marcador do Campeonato (30 golos)

TÍTULOS CONQUISTADOS EM 2025/2026

Mundial de Clubes

Supertaça

Taça das Nações (pela Argentina)

— Taça de Portugal

“Era muito difícil e está a ser algo único”, referiu sobre o facto de já ter levantado três troféus em 2025/2026

Por exemplo, no Campeonato tem 30 golos apontados e é o quinto melhor marcador. Esse é um objectivo pessoal, também?

Todos sonhamos com isso, por um lado, mas o meu sonho é ganhar o Campeonato Nacional. Se vier acompanhado com títulos individuais, melhor, mas o que quero mesmo é dar títulos a esta instituição. Os golos são importantes, mas a melhor parte já a temos, ou seja, o grupo e a equipa que representa o clube.

Actualmente, o Danilo é o melhor marcador do plantel, mas na final da Taça o papel de goleador coube ao capitão ‘Nolito’. É um hoquista total, capaz de fazer tudo em pista, não é verdade?

Foi a final dele, e foi merecido por tudo o que já deu e está a dar a esta instituição. Nós, como jogadores apaixonados por este desporto, sabemos como é o ‘Nolito’ e motiva-nos

muito tê-lo como colega de equipa. No meu caso também na selecção e, por isso, fico muito feliz por ele. Deu mais um título ao Sporting CP e nós, todos os jogadores, estamos orgulhosos por termos ajudado.

“FOI A FINAL DELE [‘NOLITO’]”

E ele já lhe agradeceu pelas assistências nos dois primei ros golos?

Já, logo no momento. Ainda lhe disse: ‘a ver se agora me dás tu uma’ (risos). Por acaso, nesta equipa não temos egoísmos para marcar, ficamos sempre contentes por quem marca e ajuda a equipa a vencer. Mas acho que os passes foram perfeitos, as finalizações eram mais fáceis (risos). É um jogador multifunções, está em todo o lado e quando não marca, dá uma assistência e a nível defensivo é incrível. Sabemos que o ‘Nolo’ dá-nos sempre um extra em qualquer momento do jogo.

“ESTOU

A PASSAR POR UMA BOA FASE, MAS POSSO DAR AINDA MUITO MAIS”

Na altura do Mundial de Clubes e da Supertaça, o Danilo ainda estava numa fase de adaptação à nova realidade. Sente que nesta Taça de Portugal já deu um contributo mais decisivo e próximo daquilo que realmente pode dar à equipa?

Sem dúvida. Quando cheguei ao Sporting CP, tudo era novo para mim. Estava há quatro anos em Barcelos, muito confortável a nível desportivo e pessoal e quando vim para aqui tive o meu filho logo no primeiro mês. Foi tudo novo enquanto família e também para mim, como jogador. Tive a sorte de encontrar um grupo muito bom a nível humano, que me ajudou a adaptar-me e aos poucos fui demonstrando a minha capacidade. Acho que o estou a passar por uma boa fase, mas posso dar ainda muito mais. À medida que vai passando o tempo, sinto-me cada vez mais adaptado e isso faz com que o meu hóquei saia de outra forma.

“TIVE A SORTE DE ENCONTRAR UM GRUPO MUITO BOM A NÍVEL HUMANO”

Nesse sentido, durante os festejos, o treinador Edo Bosch destacou que nunca tinha orientado “um grupo em que os jogadores gostassem tanto uns dos outros”. Totalmente. Partilho essa opinião. Pensava que em Barcelos tinha um grupo incrível, e tinha, mas a verdade é que no Sporting CP – e nos clubes grandes é mais difícil – temos um grupo que é uma família. Nunca deixamos nada por dizer uns aos outros, somos muito abertos e honestos, desde o staff até aos jogadores. Isso faz com que as dinâmicas sejam muito boas dentro e fora da pista e o reflexo é a final four e o que tem sido toda a época.

Esse espírito de equipa é algo que faz a diferença, espe cialmente nos momentos de decisão?

Completamente, sobretudo nos momentos de tensão. Sabíamos que podíamos ter entrado a perder na final, era um cenário possível, mas apoiamo-nos muito nos momentos difíceis e fazemo-nos fortes nos momentos em que a equipa tem de demonstrar o que é.

Além disso, como se explica a maturidade competitiva construída para vencer três de quatro decisões, prin cipalmente numa época em que a equipa sofreu várias alterações?

Tivemos momentos na época que foram complicados e as críticas construtivas fazem com que vejamos o que estamos a fazer mal e melhoremos em pista. Por isso, ou pegas nisso e aprendes ou não. Podemos não ser a equipa mais experiente, mas temos malta que gosta de aprender. Sabemos que é difícil, porque temos grandes equipas no hóquei nacional, que é a melhor liga do mundo, por isso para ser melhores tínhamos de fazer e trabalhar mais. Acho que esse é o foco desta equipa: mostra que nos momentos mais críticos pode dar um passo em frente.

“EQUIPA MOSTRA QUE NOS MOMENTOS MAIS CRÍTICOS PODE DAR UM PASSO

EM FRENTE”

O êxito que já têm conseguido nesta temporada prova que a equipa e o projecto estão na direcção certa? Sim, sem dúvida. Temos uma equipa com muita qualidade e as pessoas certas a ajudarem-nos.

E a verdade é que já estão a fazer História: desde 1976/1977 que o hóquei não conquistava três troféus numa só época, então Campeonato, Taça dos Campeões Europeus e Taça de Portugal. Já visitou o Museu Sporting também, por isso a que sabe já ser parte muito activa desse palmarés?

Vim para isso: para ficar na História deste clube. É uma instituição muito grande. Já tinha noção da dimensão do Sporting CP, mas vivê-lo por dentro é diferente. O hóquei do Sporting CP, em si, tem muita História, não só pelos nomes dos jogadores que passaram por cá, mas pelo que tem feito na modalidade. Neste últimos 15 ou 10 anos, o hóquei do Sporting CP tem sido muito imponente. Continuar dessa forma é o que nos motiva para o que aí vem, neste caso duas competições muito importantes [Campeonato e WSE Champions League]. Queremos estar nas finais e trazer mais títulos para esta casa.

“QUEREMOS ESTAR NAS FINAIS E TRAZER MAIS TÍTULOS PARA ESTA CASA”

Agora, quanto à sua história pessoal, de onde vem essa apetência para os golos?

Acho que melhorei muito nos últimos anos. É uma questão de confiança também, porque estar à frente da baliza não é para qualquer um. Chegar lá é fácil, marcar nem tanto. Acho que os meus anos na Europa têm sido progressivos e, por isso, espero que ainda melhore.

Sendo de San Juan, um sítio de muita tradição hoquista, e com família também muito ligada à modalidade, o hó quei surgiu de forma natural na sua vida?

Vem de família. Dos meus tios [Panchito e Mariano Velásquez], que são muito conhecidos em Portugal, neste caso não no Sporting CP, mas no SL Benfica, e dessa parte do meu avô também, que já estava ligado ao hóquei. Eu pa-

RESPOSTA RÁPIDA

COM DANILO

RAMPULLA

Melhor momento vivido no Sporting CP: A conquista desta Taça de Portugal.

Melhor golo: Lembro-me de um aqui, em casa, contra o FC Porto, que foi muito bonito: uma ‘picadinha’. Senão, pelo momento em si, pode ser o golo em casa do SL Benfica, quando empatamos, por ser o eterno rival.

O melhor colega a dar passes de golo: O ‘Nolito’.

O que mais aproveita as suas assistências: Vou escolher o [Rafa] Bessa, porque nos momentos importantes aparece muito.

Companheiro de equipa a ter por perto nos festejos de um título: O Facu Navarro (risos). É muito divertido.

Quem mais o surpreendeu: O Facu Bridge. Quando cheguei, ele estava a atravessar uma lesão de muitos meses e a maneira como voltou é impressionante.

Uma palavra para definir Edo Bosch: Sentimental.

Uma palavra para definir os Sportinguistas: Alegres.

Modalidade preferida, que não o hóquei: Futsal.

O que a Argentina tem melhor do que Portugal: Para mim, se há uma coisa é a família.

O que Portugal tem melhor do que a Argentina: A comida, sim, é muito completa.

tino desde os 2 anos, por isso a minha vida foi sempre isto. O meu sonho foi sempre chegar a este patamar. E não só chegar, mas manter-me. A minha vida sempre esteve ligada a este desporto e espero que assim continue por muitos anos.

“PATINO DESDE OS 2 ANOS, POR ISSO A MINHA VIDA FOI SEMPRE ISTO”

Sempre acreditou que chegaria a jogador profissional? A minha vida toda. Desde que tenho memória que sempre quis jogar Mundiais e as melhores ligas, ganhar competições internacionais como a Champions ou o Mundial de Clubes. É por isso que estou cá e gosto do projecto. Sei que é o caminho certo.

E como foi alimentando esse sonho no dia a dia, ainda na Argentina?

Teve muito que ver com a minha cidade, também. San Juan é o berço do hóquei, que lá é como o futebol. A minha casa era a 50 metros do meu clube [Sindicato de Empleados de Comercio], que não tinha só hóquei, mas a pista era o meu sítio. A minha mãe também teve uma grande impor-

Entrevista decorreu no Pavilhão João Rocha

tância, porque foi a que aguentou tudo. Fizessem 40 graus ou -4º era a que estava sempre na bancada, tanto nos treinos como nos jogos. Agradeço-lhe muito e acho que valeu a pena.

O que diria que traz desses tempos e que ainda mantém no seu jogo? Esse lado mais técnico e irreverente, talvez?

Acho que o lado mais individual, mas quando uma pessoa vai crescendo percebe que o colectivo é muito importante. No pátio de minha casa ou na relva, andava sempre colado ao stick, e jogava até com o meu cão. Estava sempre com o stick e a bola, por isso, o meu jogo passava mais pela individualidade. Chegou a um ponto em que a minha mãe disse-me que fazia a minha comida preferida se fizesse mais assistências do que golos (risos). Depois, fui inovando e reinventando-me para chegar a este patamar e ser mais completo.

De regresso ao presente, 2025/2026 está a ser inesque cível, mas a melhor parte é saber que não acabou e, por isso, ainda pode melhorar?

Sabemos bem os objectivos que temos na cabeça e isso não vai mudar por já termos três títulos. Queremos mais, esta equipa tem muita ‘fome’. Sabemos que [o Campeonato e a Champions] são troféus muito importantes e que somos a equipa a bater, porque já ganhamos muito.

No Campeonato, a nível de regularidade, a equipa – ocu pa o terceiro lugar – tem pago o preço do sucesso em tan tas frentes, mas nos play-offs acredita que virá ao de cima o Sporting CP que se tem visto nas grandes decisões?

No Campeonato, a regularidade é boa, claro, para ir ga-

relativo. Não é por jogar mais um jogo em casa que se é favorito ou que se vai ganhar a prova. Sabemos que pecamos nalguns jogos em que podíamos ter feito melhor, mas não temos medo. Não temos medo de acabar em segundo, terceiro, nem em quarto. Não temos medo de nada. A equipa está pronta para qualquer cenário, vamos batalhar e sabemos que temos muitas hipóteses de vencer.

“A EQUIPA ESTÁ PRONTA PARA QUALQUER CENÁRIO [NO CAMPEONATO]”

Já na Champions, que se decide no início de Maio, o FC Barcelona é o adversário nos ‘quartos’. A Europa é mais um grande objectivo da temporada? É altura da época mais desgastante, mas também a mais divertida. Agora, sim, é muito importante ter boas sensações e sabemos que somos capazes de vencer qualquer equipa. O FC Barcelona é uma grandíssima equipa, mas mostrando o hóquei que temos conseguido nos últimos jogos teremos muitas hipóteses de avançar.

“[NA CHAMPIONS] SOMOS CAPAZES DE VENCER QUALQUER EQUIPA”

Para um desfecho de temporada tão entusiasmante, que papel podem ter os adeptos nas bancadas? Os Sportinguistas sabem que são muito importantes e, por isso, aproveito para pedir o seu apoio e para que encham os pavilhões. Contamos com eles para que nos dêem esse

DIA DA MÃE

É DIA DE TODA A FAMÍLIA SPORTING

Desfruta de um brunch Sporting, aventura-te nas nossas actividades e visita o Estádio!

10 de Maio

Estádio José Alvalade 09h30 – 13h00

Mais informações: familyandkids@sporting.pt

"Melhor golo? Aqui, em casa, contra o FC Porto", revelou

MODALIDADES VOLEIBOL

ENTRADA DE LEÃO

EM BUSCA DO BICAMPEONATO NACIONAL, OS LEÕES CAPITALIZARAM DA MELHOR FORMA O FACTOR CASA E FECHARAM UMA CONTUNDENTE VITÓRIA PELA MARGEM MÁXIMA, NO PRIMEIRO DÉRBI DA FINAL.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: José Lorvão

A equipa masculina de voleibol do Sporting Clube de Portugal entrou com o pé direito na final da Liga, com uma vitória por 3-0 frente ao eterno rival SL Benfica, no primeiro jogo da série. Como habitual, a disputa pelo título vai decidir-se à melhor de cinco partidas e prevê-se electrizante, apesar dos bons indicadores deixados no passado sábado pela formação de João Coelho.

O técnico verde e branco apostou de início em Jan Galabov, Sergey Grankin, Kelton Tavares, Edson Valencia, Jonas Aguenier e Jan Pokeršnik, e foram os anfitriões a cedo abrir vantagem, com um ás de Sergey Grankin a selar o 3-0. Na resposta, os encarnados reduziram, mas Edson Valencia fez o 4-1 com uma cavadinha e os Leões foram mostrando elevadíssimos níveis de eficácia e concentração desde o primeiro minuto, o que obrigou Marcel Matz, o técnico das águias, a pedir um precoce time-out aos 6-2. Apesar da ligeira melhoria do SL Benfica, o Sporting CP continuou por cima do encontro, a dominar em todos os aspectos do jogo, e fez o 12-6 com o importante e ruidoso empurrão das bancadas pintadas a verde e branco. Os visitantes, porém, arrancaram então para um mini-parcial de 0-3 que reaproximou as contas (12-9), e só uma falha no serviço permitiu aos verdes e brancos voltar a pontuar. O banco encarnado voltou a parar o jogo pouco depois e o SL Benfica afinou o bloco, o que contribuiu para novo momento de equilíbrio no marcador (15-13). Porém, Edson Valencia mostrava mão quente e, com um serviço directo, despertou os Leões (17-13). Também Jonas Aguenier apareceu na rede e, ponto a ponto, o Sporting CP encaminhava o set para a sua fase decisiva (19-14).   Não sem a esperada reacção encarnada, que melhor também no serviço, prolongou a indefinição e forçou João Coelho à sua primeira paragem (20-19). Com os pontos a alternar, Kelton Tavares apareceu no side-out e lançou os Leões para o 22-20, mas os visitantes continuavam a vender cara a decisão e empataram (22-22). Foi quando Jan Galabov se ‘redimiu’ da falha técnica no ataque anterior e devolveu a liderança aos verdes e brancos, que ainda desperdiçaram um set point, mas fecharam mesmo um 25-23 muito importante para o rumo da partida. O jogo retomou na mesma toada dividida (11) e foi um grande bloco de Kelton Tavares a lançar os verdes e brancos para uma lideran-

ça de dois pontos, quebrada imediatamente no serviço seguinte (3-2). Jan Pokeršnik, com uma cortada potentíssima, atirou para o 4-2 e era essa a diferença que se registava quando Jan Galabov saltou mais alto do que tudo e todos e fez o 7-4 na rede. No final da jogada seguinte, e com uma desvantagem de quatro pontos, o técnico encarnado pediu desconto de tempo, mas o Sporting CP ampliou, inclusive, a diferença (11-6).

A reacção chegou, porém, e à imagem do que acontecera no primeiro  set, chegou na fase intermédia do set (11-10), o que levou João Coelho a tentar travar imediatamente as intenções encarnadas. Em boa hora o fez, porque Jan Galabov ‘voou’ para o 12-10 e foi também o checo, no bloco duplo com Kelton Tavares, a ampliar para três de diferença.

O jogo continuava vivo e o Sporting CP embalava para um momento de maior superioridade (16-11) quando o técnico do SL Benfica promoveu nova paragem que permitiu aos encarnados reduzir (17-14). Com Jan Galabov e Kelton Tavares decisivos no ataque, os Leões chegaram então ao 20-16 e, apesar da intensa luta (24-24), que obrigou João Coelho a pedir mais um time-out, avançaram para fechar um 2-0 muito suado, depois de dois set points desperdiçados e com Jonas Aguenier e Kelton Tavares importantes também na rede (28-26). Já o terceiro set começou bastante próximo, com pontos repartidos e sem que nenhuma das equipas se conseguisse superiorizar (6-6). Até que Sergey Grankin, com um movimento surpreendente, fez o 7-6 e, a servir, o Sporting CP conseguiu finalmente pontuar em dois lances consecutivos. Um erro do ataque encarnado permitiu alargar a vantagem (9-6) e depois

foi Edson Valencia a empurrar os Leões para o 10-7.

Após nova falha técnica (11-7), o treinador benfiquista parou o jogo, mas os da casa mantiveram a consistência e souberam aproveitar os naturais índices de cansaço e desmotivação dos encarnados, que nesta fase pareciam cometer mais erros não forçados (16-11).

Com o apoio do público, Edson Valencia e Jan Pokeršnik concretizaram ataques muito bem trabalhados e o Sporting CP parecia cada vez mais perto do triunfo (19-14). Marcel Matz ainda tentou travar o ímpeto Leonino, mas quando os encarnados procuravam forçar o jogo a pelo menos mais um set (21-18), Edson Valencia apareceu com mais um spike à sua imagem e deixou o Sporting CP a dois pontos de fechar. O 3-0 chegou mesmo logo depois, pelas mãos do venezuelano, que, com um serviço fortíssimo, carimbou o 25-19 final.

O primeiro passo está dado e segue-se agora o Jogo 2, no Pavilhão da Luz, marcado para o próximo sábado, dia 2 de Maio, a partir das 16h00.

25.04.2026

Liga – Final – Jogo 1 – Pavilhão João Rocha SPORTING CP SL BENFICA 3 0

25-23, 28-26 e 25-19

Sporting CP: Tiago Pereira [C], Jan Galabov (9), Sergey Grankin (3), Kelton Tavares (11), Edson Valencia (18), Li Yongzhen, Gonçalo Sousa [L], Tiago Barth, Jonas Aguenier (5), Jan Pokeršnik (7), Armando Velásquez, Nicolás Perrén [L], Mads Jensen e Lourenço Martins. Treinador: João Coelho.

JOÃO COELHO:

“A VITÓRIA É JUSTA”

Após vencer o SL Benfica de forma inequívoca, João Coelho analisou o primeiro jogo da final da Liga e voltou a vincar a ambição de revalidar o título nacional – para trás, ficam as oito vitórias consecutivas do Sporting CP frente ao rival, que “nada influenciam”, garante, aquilo que ainda falta disputar.  “A nossa boa entrada em todos os parciais ajudou a que pudéssemos ter um jogo mais agressivo e o nosso maior mérito terá sido controlar os índices ofensivos do SL Benfica. Por isso, andámos a maior tempo com superioridade no marcador, embora aqui ou ali, o adversário, que também tem armas para nivelar o jogo, tenha conseguido aproximar-se nos primeiros dois parciais. Mas acho que a vitória é justa. Fomos superiores, ganhámos com mérito e está feita a história do jogo 1. Agora já é passado e vamos pensar no Jogo 2”, salientou o técnico.

João Coelho salientou ainda a importância do factor casa: “Sem dúvida que o apoio dos adeptos é fundamental para nos ajudar nos momentos menos bons e também para nos manter alerta sempre que o jogo assim o exige. Isso aconteceu, estiveram incríveis. Mas não é um factor decisivo e já o provámos muitas vezes: temos sido fortes também na casa do adversário e acreditamos muito que podemos vencer lá. Trabalhamos um jogo de cada vez e tentaremos ajustar e melhorar alguns aspectos, porque o adversário teve momentos em que também nos conseguiu travar”. Sobre as oito vitórias consecutivas frente ao SL Benfica, o técnico referiu: “Não ligamos às vitórias passadas. Sabemos que uma final à melhor de cinco é longa e, tendo experiência nisso mesmo – as duas últimas finais entre estas equipas acabaram no quinto jogo – não damos nada por garantido. Por isso, só nos focamos no próximo jogo. Queremos manter o nível competitivo muito alto, queremos ser consistentes, queremos ser regulares, queremos ser agressivos. Nada, num passado recente, nos atemoriza ou nos faz andar com os pés no ar. Não há espaço para isso. Há espaço para preparar o jogo na Luz com tudo aquilo que temos. A nossa luta é essa: ganhar o próximo jogo. (…) O principal objectivo da época é ganhar o campeonato”.

Leões deram um importante primeiro passo rumo ao título

MODALIDADES VOLEIBOL EQUIPA PRINCIPAL FEMININA

REACÇÃO INSUFICIENTE

NUMA ELIMINATÓRIA À MELHOR DE TRÊS, AS LEOAS, À PROCURA DE GARANTIR UM LUGAR NO PÓDIO, NÃO

TIVERAM ARGUMENTOS PARA SUPERAR A CONSISTÊNCIA ENCARNADA E PARTEM AGORA EM DESVANTAGEM PARA A SEGUNDA PARTIDA.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: Sérgio Martins

A equipa feminina de voleibol do Sporting Clube de Portugal perdeu frente ao SL Benfica por 1-3, no passado domingo, no jogo 1 da série de apuramento do 3.º e 4.º lugares da Liga.

E as verdes e brancas até começaram o  dérbi  por cima: a explorar bem o side-out e a mostrar segurança na recepção, construíram uma vantagem inicial de 5-3, que ainda conseguiram segurar até ao 8-6. No entanto, alguma precipitação no ataque permitiu ao SL Benfica inverter o rumo do set (8-10), o que obrigou João Macedo a parar o jogo. Porém, seguir-se-iam dois sets muito duros para as Leoas.  Sem conseguir ultrapassar o bloco das águias, o Sporting CP teve dificuldades em reagir e viu o resultado disparar para 8-14. Apesar de novo desconto de tempo, o SL Benfica manteve-se sólido e nem as tentativas de resistência de Anahí Tosi e Jéssica Miranda quebraram o evidente o controlo encarnado (10-17).

Com Kanna Hanazawa no serviço, as Leoas ainda reduziram para 14-17, aproximando-se também no 18-20, mas acumularam erros não forçados e o SL Benfica voltou a cavar distância (18-24). Tainá Alessandra ainda salvou o primeiro set point, mas o parcial acabaria por cair para as visitantes (19-25).

O segundo set começou com o Sporting CP novamente em desvantagem (2-4), apesar de um belo amorti de Amanda Cavalcanti frente ao bloco duplo encarnado. Com dificuldades no serviço e na defesa, as Leoas foram permitindo pontos ao adversário (3-7), cenário que se agravou rapidamente até aos 3-10, levando João Macedo a nova paragem. Sem soluções para contrariar o bloco encarnado, o Sporting CP atravessou uma fase complicada (3-12), reagindo apenas pontualmente, com Leslie Tagle e Ana Clara Nunes a travar investidas no bloco (5-12 e 7-14). Ainda assim, apesar de um

esforço colectivo que permitiu encurtar distâncias (11-18 e depois 13-18, com novo amorti agora de Jéssica Miranda), o SL Benfica controlava tranquilamente o ritmo e fechou o set com autoridade (15-25). No terceiro parcial, as Leoas regressaram mais consistentes na recepção, mas voltaram a permitir a recuperação adversária (4-7). Ainda assim, com Kanna Hanazawa no serviço, o Sporting CP imprimiu nova velocidade ao jogo e operou uma importante reviravolta, invertendo um desfavorável 5-9 para um prometedor 11-10. Com o set mais equilibrado (1414), as verdes e brancas voltaram a assumir a dianteira e abriram uma vantagem de três pontos que levou o técnico encarnado a intervir. O SL Benfica reagiu (17-16), mas Jéssica Miranda e Amanda Cavalcanti responderam à altura, esta última com um serviço directo para o 19-16.

Numa fase de grande disputa, o SL Benfica ainda igualou (20-20), mas o Sporting CP manteve-se firme no side-out e chegou ao 23-21.

Determinadas em prolongar o encontro, as Leoas foram mais eficazes nos momentos decisivos e forçaram mesmo o jogo a quarto set (25-22).  Que até começou equilibrado, com sinais de maior desgaste do lado encarnado e um Sporting CP mais próximo da sua melhor versão (10-10). As Leoas passaram a explorar melhor o serviço e, aqui e ali, proporcionaram bons momentos de voleibol, mas o SL Benfica mostrou sempre maior lucidez forçou o Sporting CP a mais uma sequência de falhas técnicas e e distanciou-se no placard (15-21).

Ainda assim, com Kanna Hanazawa uma vez mais no serviço e uma última reacção, o Sporting CP reduziu para 19-22, obrigando o adversário a parar o jogo. A resposta foi, po -

JOÃO MACEDO: “SÓ APARECEMOS NO TERCEIRO SET”

Apesar de insatisfeito com o resultado e com a exibição, João Macedo mostrou confiança numa resposta já no Jogo 2.

“Não era este o enquadramento que queríamos. Queríamos estar a disputar a final, mas, não conseguindo, é este o enquadramento que temos em mãos. E temos de ser competitivos, temos de conseguir reagir, mostrando-nos presentes para disputar um pódio. Em termos anímicos e em termos de foco, conseguíamos ter entrado melhor”, começou por dizer o técnico, em declarações à Sporting TV.

Assim, o treinador, que sublinhou a ambição de prolongar a série – “queremos regressar aqui e fazer o terceiro jogo” –, lembra que será preciso minimizar algumas das maiores qualidades das águias.

rém, eficaz e o SL Benfica acabaria por fechar o set por 21-25 e, assim, também o encontro.

O Sporting CP volta agora a entrar em quadra no próximo dia 3 de Maio, no Pavilhão da Luz, determinado em responder ao desaire e em forçar a decisão ao jogo 3.

26.04.2026

Liga – Ap. 3.º e 4.º lugares – Jogo 1 Pavilhão João Rocha SPORTING CP SL BENFICA 1 3

19-25, 15-25, 25-22 e 21-25

Sporting CP: Maria Carlos Marques [L], Jéssica Miranda (21), Sofia Pereira, Amanda Cavalcanti (14), Maria Santos, Leslie Tagle (6), Anahí Tosi (13), Ozge Kinasts, Tainá Alessandra (4), Jady Gerotto, Ingrid Pereira, Daniela Loureiro, Kanna Hanazawa (1) e Ana Clara Nunes (5). Treinador: João Macedo.

“Acima de tudo, o SL Benfica tem um serviço muito imponente, que depois afecta em cascata os restantes fundamentos do jogo, desde a recepção à distribuição e à primeira bola de saída alta. E isso foi precisamente o que se fez sentir neste último set. Foi essa a principal dificuldade sentida”, apontou, antes de voltar a mostrar-se convicto de que o Sporting CP regressará ao Pavilhão João Rocha para “fechar a época da melhor forma possível”. “A equipa vai trabalhar todos os dias para fechar a época em terceiro lugar, é o nosso objectivo”, garantiu.

Leoas não se conseguiram superiorizar ao SL Benfica

MODALIDADES ANDEBOL

LEÕES A UM EMPATE DO TRICAMPEONATO NACIONAL

TRIUNFO DO SPORTING CP EM CASA DO SL BENFICA POR 28-40 NA TERCEIRA JORNADA DA FASE FINAL DE APURAMENTO DE CAMPEÃO.

Texto: Nuno Miguel Simas Fotografia: Peter Spark

A equipa de andebol do Sporting Clube de Portugal venceu, na passada sexta-feira, o SL Benfica por 28-40, na terceira jornada da fase final que apura o Campeão Nacional da modalidade e está a um empate de somar o terceiro título nacional consecutivo.

Os Leões orientados por Ricardo Costa continuam a marcar supremacia no panorama nacional da modalidade, onde totalizam por vitórias todos os jogos realizados em diferentes competições esta temporada.

Mais uma demonstração de enorme qualidade colectiva caracterizou a exibição do Sporting CP, que teve soluções para todos os momentos de jogo e para todas as nuances tácticas da equipa do SL Benfica.

Um primeiro parcial de 0-4, com duas recuperações de bola de Pedro Martínez e dois golos de contra-ataque, além de outros dois de ataque organizado, diziam bem da vontade Leonina em continuar a prolongar a invencibilidade interna. A resposta do SL Benfica fez-se com dois golos consecutivos, com Sporting CP a marcar mais três golos, a partir de uma defesa com magníficas trocas nas marcações. Voltou a defender muito bem o Sporting CP, com um admirável sentido de entreajuda.

Com 13’35 jogados e vantagem de 4-8, o Sporting CP dominava o jogo e o marcador, a anteceder uma pausa técnica pedida pelo SL Benfica para procurar conter as acções ofensivas da formação Leonina orientada por Ricardo Costa.

Apesar de o SL Benfica atacar de sete contra seis, o Sporting CP ia dando uma lição de como bem defender e tinha ainda Mohamed Ali em evidência, ao defender livres de sete metros (um) e entradas aos seis metros, sobretudo da ponta, por parte do SL Benfica.

Um golo de Victor Romero, no último segundo, estabeleceu o resultado ao intervalo, numa vantagem do Sporting CP de 12-18, com a equipa Sportinguista a marcar importantes diferenças no jogo e no resultado em relação ao rival. No segundo tempo, uma entrada às direitas por dois canhotos, com um golo de Francisco Costa e outro de Carlos Álvarez deu oito golos de vantagem à equipa Leonina, que continuava a dar espectáculo, com mudanças de velocidade em posse de bola que fazem parte das boas práticas de qualquer manual de bem jogar andebol

O Sporting CP lançava-se para uma boa diferença no marcador, até porque Mohamed Ali continuava a estar em bom plano em entradas aos seis metros de jogadores benfiquistas.

A equipa das águias explorava mais as entradas nas pontas, o Sporting CP ia jogando um andebol mais a todo o campo.

o 18-26, o Sporting CP arrancava em definitivo para mais uma vitória, em nova excelente exibição dos Bicampeões Nacionais. 19-28, após golo de Natán Suárez, levou a um desconto de tempo pedido pelo SL Benfica, com 40 minutos de jogo.

O Sporting CP tinha uma vantagem promissora na entrada para os últimos 20 minutos e com dez golos de vantagem a dez minutos para o final, a equipa de Ricardo Costa ‘pré-anunciava de maneira categórica a vitória, consumada em números finais de 28-40, sempre com o Sporting CP a defender bem e a encontrar boas soluções de ataque e com o último golo do jogo, mesmo no último segundo, a ser marcado por Victor Romero, tal como tinha feito no último segundo da primeira parte.

RICARDO COSTA:

“CADA VEZ MAIS PERTO DO GRANDE OBJECTIVO QUE É SERMOS TRICAMPEÕES NACIONAIS”

Após o dérbi, Ricardo Costa fez a análise do jogo em conferência de imprensa.

“Foi um jogo, em que principalmente nos primeiros dez minutos, onde o SL Benfica não jogou de sete contra seis e no qual nós nos encontrámos muito bem defensivamente, quando entrámos a ganhar por 4-0. O SL Benfica cresceu um pouco, veio para sete contra seis, mas julgo que não demos grandes hipóteses ao SL Benfica, mesmo em situação de superioridade numérica, marcámos muitos golos de baliza vazia, o Ali fez uma boa exibição, quando foi solicitado e acho que o resultado expressa a diferença entre as duas equipas, não a diferença de valor, mas o que foi o jogo em si. Obviamente um SL Benfica diferente do que estávamos à espera, num pavilhão diferente do que estávamos à espera, estávamos à espera de um pavilhão cheio, com outros jogadores. O SL Benfica infelizmente não pôde alinhar com os melhores, nós gostamos de jogar com os melhores e na máxima força, não foi possível, não sei se esta é a diferença entre as duas equipas, eu julgo que não é. Acho que o SL Benfica é muito maior do que esta diferença, mas foi o que aconteceu no jogo. Muito feliz pelos meus atletas, foram sérios do princípio ao fim e cada vez mais perto do grande objectivo que é sermos Tricampeões Nacionais, falta um ponto, seja onde for nos três últimos jogos, esse é o objectivo”, salientou o técnico. Ricardo Costa explicou ainda o significado de 50 jogos sem perder a nível nacional: “O bolo está em casa, mandei fazer um bolo de chocolate (risos). É um número redondo, faço 50 anos este ano, por isso é um belo número”. 24.04.2026

Quando Mohamed Ali fez duas defesas consecutivas no mesmo ataque e Carlos Álvarez marcou um golo a partir da posição de pivô para

Os Bicampeões Nacionais deram mais um grande passo rumo ao ambicionado Tricampeonato, com um desempenho de equipa digno de todos os elogios. Falta, no mínimo, um empate para o Sporting CP conquistar o terceiro Campeonato Nacional consecutivo.

Sporting CP: André Kristensen [GR], Mohamed Ali [GR], Natán Suárez (1), Pedro Martínez (1), Diogo Branquinho (1), Orri Þorkelsson (1), Mamadou Gassama (2), Carlos Álvarez (4), Edney Silva (1), Christian Moga, Victor Romero (3), Emil Berlin (1), Francisco Costa (7), Salvador Salvador [C] (8), Martim Costa (5), Jan Gurri (5). Treinador: Ricardo Costa. Disciplina: exclusão de 2 minutos para Christian Moga.
Jan Gurri, jogador do Sporting CP, marcou cinco golos no dérbi da Luz frente ao SL Benfica

MODALIDADES BASQUETEBOL

DESAIRE FINAL NÃO MUDA RUMO AOS PLAY-OFFS

NO SEGUNDO

LUGAR

NO ALGARVE, OS LEÕES FORAM INEFICAZES E TERMINARAM A FASE REGULAR COM UMA DERROTA SEM IMPACTO NAS CONTAS. O SEGUNDO LUGAR CONSEGUIDO É A MELHOR CLASSIFICAÇÃO DESDE 2022/2023 E NOS PLAY-OFFS O PRIMEIRO OBSTÁCULO SERÁ O CP ESGUEIRA.

Texto: Xavier Costa

Fotografia: José Lorvão

Na 22.ª e última jornada da fase regular, a equipa masculina de basquetebol do Sporting CP visitou o Imortal BC e perdeu por 64-61, no passado sábado, em Albufeira.

Os Leões de Luís Magalhães tiveram de correr atrás do resultado de forma constante, mas a falta de pontaria exibida nunca permitiu tomar conta do jogo, nem do marcador.

Já o Imortal BC, que contrariamente ao Sporting CP entrou em campo ainda em busca de garantir o seu lugar nos play-offs – conseguido com o sexto posto –, começou mais certeiro, principalmente no lançamento exterior (12-6).

O Sporting CP, que já pôde contar com Diogo Ventura nas opções, respondeu de imediato com a reviravolta para 12-13, fruto de uma rápida transição e ‘bandeja’ de André Cruz, mas não foi capaz de assumir o controlo do encontro – um ‘filme’ que se repetiu ao longo do duelo. O equilíbrio manteve-se no primeiro quarto, com muita imprecisão à mistura de parte a parte, terminando com 19-17 no resultado. A toada sucessiva de ‘cesto cá, cesto lá’ impe-

rou em Albufeira e prolongou o equilíbrio de forças também no marcador. Miguel Correia, a meio do segundo período, ainda deu uma nova vantagem aos Leões (25-27), bem como um fantástico triplo de Malik Morgan (29-33), só que o Sporting CP, mais uma vez, não conseguiu ‘descolar’ em definitivo.

Aliás, no último minuto antes do intervalo, os comandados de Luís Magalhães pecaram nos lançamentos e o Imortal BC, que já se estava a superiorizar nos ressaltos, aproveitou para sair novamente na frente do resultado, desta feita em 39-34.

Embora novamente obrigada a correr atrás do prejuízo, a equipa verde e branca não cessou de procurar uma resposta e foi recompensada momentaneamente já na parte final do terceiro período, quando a pontaria adversária ‘secou’.

Após muita insistência, Claude Robinson levou ao empate (43-43) e a fiabilidade de Brandon Johns na zona pintada fez com que o Sporting CP fosse a vencer para os últimos dez minutos, embora com tudo ainda em aberto (49-50).

E houve jogo até ao fim. Logo a abrir, Maleeck Harden-Hayes ainda dilatou a vantagem verde e branca (49-53), mas a liderança foi trocando

de mãos, uma e outra vez, com o aproximar da última buzina. À entrada para os últimos três minutos, a equipa da casa adiantou-se em 61-58, um resultado que foi vigorando até ao minuto final, porque as (muitas) falhas tomaram conta das incidências.

Do lado verde e branco, ainda emergiu de novo o poderio de Brandon Johns para tentar a derradeira reacção (63-61), que, no entanto, já foi em vão. Kennedy ainda deixou aos Leões uma janela de oportunidade entreaberta ao ter apontado apenas um de dois lances livres, mas Malik Morgan já visou o aro desde o exterior de maneira bastante forçada e sem prémio, deixando o marcador intacto ao som da última buzina.

O segundo lugar na classificação já estava assegurado de antemão e é, até, a melhor classificação do Sporting CP desde 2022/2023, quando também terminou a fase regular no segundo posto. Foram 39 pontos (17V 5D) somados no total, menos três do que o líder SL Benfica e mais dois do que o FC Porto, restantes emblemas do pódio, acompanhados rumo à fase final por AD Ovarense, UD Oliveirense, Imortal BC, CP Esgueira e SC Braga – por esta ordem.

Antes dos play-offs da Liga, onde o CP Esgueira será o primeiro adversário, o Sporting CP vai disputar a final four da Taça Hugo dos Santos, estando desde já apurado directamente para as ‘meias’, onde ainda aguarda adversário (SC Braga ou Imortal BC). Decisão do troféu acontece este fim-de-semana, no Pavilhão Multiusos de Gondomar.

25.04.2026

Liga – Fase regular – 22.ª jornada Pavilhão Desportivo de Albufeira

IMORTAL BC SPORTING CP 64 61

19-17, 20-17, 10-16 e 15-11

Sporting CP: Brandon Johns (17), Uwais

SÉRGIO RAMOS:

“TIVEMOS

POUCA EFICÁCIA”

Após o jogo, o treinador-adjunto do Sporting CP fez o rescaldo do desaire em declarações à DAZN “Não foi um bom jogo da nossa parte. Tivemos dificuldades para controlar o ressalto ofensivo do Imortal BC. Ao intervalo, ajustámos, mas para quem converte 8% dos três pontos [três em 35] é difícil ganhar jogos. Tivemos pouca eficácia e o Imortal BC foi mais agressivo defensivamente. Na parte final podia ter ido para qualquer lado, mas o Imortal BC foi justo vencedor”, resumiu Sérgio Ramos.

O técnico reconheceu ainda que os Leões deviam ter tido uma “abordagem diferente do ponto de vista mental”, mas já apontou ao que se segue. “Temos de preparar bem o play-off, mas ainda vamos ter a Taça Hugo dos Santos. Depois, é venha quem vier, porque há que ganhar três rondas para ser campeão”, finalizou.

Razaque, Maleeck Harden-Hayes (11), Miguel Correia (4), Rui Palhares (2), Francisco Amarante, Claude Robinson (2), Diogo Ventura [C] (2), André Cruz (4), João Fernandes (1), Malik Morgan (8), Stephan Swenson (10). Treinador: Luís Magalhães.
Maleeck Harden-Hayes foi um dos Leões mais inconformados em Albufeira

MODALIDADES FUTSAL

LEÕES SEM PONTARIA PARA MANTER A TAÇA DE PORTUGAL NA MIRA

A ENTREGA E PERSISTÊNCIA DOS LEÕES FOI TOTAL, UMA POSTURA QUE PERMITIU REAGIR VÁRIAS VEZES ÀS CONSTANTES VANTAGENS DO SL BENFICA, MAS SEM EFICÁCIA OFENSIVA A CONDIZER NÃO FOI POSSÍVEL IR MAIS ALÉM PARA REVALIDAR O TROFÉU EM GONDOMAR.

Texto: Xavier Costa

Fotografia: João Pedro Morais

No Pavilhão Multiusos de Gondomar, a equipa de futsal do Sporting CP perdeu com o SL Benfica por 5-6 na final da Taça de Portugal, disputada no último domingo.

Se as águias foram sempre capazes de fazer muito com pouco no ataque para se manterem no controlo do dérbi, os Leões foram bem mais perdulários, apesar de até terem sido mais perigosos e obstinados a reagir, uma e outra vez. Assim, o Sporting CP não conseguiu voltar a ser feliz em Gondomar, onde venceu a Supertaça que abriu esta temporada e, desta feita, falhou a revalidação da Taça de Portugal.

Iniciado o sexto dérbi entre Leões e águias da época, uma desatenção custou caro logo nos primeiros três minutos. Depois de Diogo Santos ter frustrado uma primeira transição encarnada, à segunda o SL Benfica capitalizou através de Carlos Monteiro, que só teve de finalizar para uma baliza já deserta. As águias foram mais ameaçadoras nos primeiros instantes, com Pany Varela a ficar muito perto do golo também, mas a resposta verde e branca por Pauleta, que chegou ligeiramente tarde para a emenda final, também activou o sinal de alerta.

Já o SL Benfica, desde logo mais eficaz, aproveitou mais um contra-ataque para fazer o 0-2 aos oito minutos, graças a pontapé seco e cruzado de Kutchy, rápido a sair para o ataque. Uma margem que, no entanto, não durou nem um minuto. Léo Gugiel ainda defendeu o primeiro remate de Alex Merlim, porém Rocha foi letal na recarga e lançou a resposta verde e branca.

O guardião encarnado, a seguir, aventurou-se no ataque e se com um remate de longe (à trave) ficou perto de marcar, depois deixou a baliza à mercê de Diogo Santos, mas o ala errou o alvo. O Sporting CP estava a subir de rendimento, somou apro-

ximações perigosas, enquanto uma bola parada bastou às águias para voltarem a marcar. Numa reposição lateral endossada na área, Jacaré desviou de cabeça para o 1-3.

De novo, os comandados de Nuno

Dias não se deixaram abater e só não conseguiram uma nova resposta imediata porque embateram num obstáculo férreo: a trave negou o golo a Felipe Valério e, depois, a Bruno Pinto. Gugiel também adiou o 2-3, que, no entanto, chegou com justiça ainda na primeira parte. A ligação directa entre Bernardo Paçó e Zicky funcionou pelo ar, com o pivô a rodar e finalizar com sucesso, levando a desvantagem pela margem mínima para o segundo tempo.

Já sem Rocha entre as opções - de braço ao peito por ter saído maltratado de um lance na primeira parte - a reentrada não podia ter sido mais penalizadora. Com apenas 20 segundos decorridos, Lúcio correspondeu à bola de Gugiel com sucesso para o 2-4, marcador aumentado poucos minutos depois com um remate frontal e rasteiro de Carlos Monteiro.

O dérbi entrou em ‘roda-viva’ e os golos sucederam-se, com o Sporting CP a mostrar-se ainda vivo na final. Pany Varela até respondeu rápido ao golo de Diogo Santos (3-5 para 3-6), mas célere foi também Alex Merlim, de livre directo rasteiro, a fazer o 4-6 para que os Leões não esmorecessem na perseguição.

Se o SL Benfica – ‘tapado’ por faltas –acabou por encolher-se na quadra, o Sporting CP cresceu e puxou dos galões, só que esbarrou nos inspirados guarda-redes encarnados. Gugiel foi ao chão negar um golo certo a Zicky Té e, já com as águias a verem cada falta transformar-se em livre de dez metros, levou a melhor na primeira cobrança de Tomás Paçó. Proeza que André Correia repetiu, a seguir, perante conversão de Bruno Pinto, além de ter feito a diferença durante a massacrante mas infrutífera fase de superioridade numérica protagonizada pelos Leões – Higor Souza foi

expulso por segundo amarelo. Mais do que nunca, tentou-se de tudo do lado verde e branco e o guarda-redes avançado entrou em acção para os últimos quaro minutos, mantendo o jogo sempre na sua quadra ofensiva. Uma aposta que, ainda assim, só teve efeito a escassos 12 segundos do fim e na resposta a um falhanço de Lúcio de baliza aberta, castigado com golo de Bruno Pinto no contra-ataque. O ‘milagre’ no fim ainda se ensaiou, mas “não era o dia” dos Leões, como reconheceria Nuno Dias, no final, em conferência de imprensa.

No regresso à Liga que se segue, o Sporting CP visita o CR Leões de Porto Salvo para encerrar a fase regular, antes de viajar para Itália, onde disputará a final-four da UEFA Futsal Champions League.

NUNO DIAS: “HOJE NÃO ERA O NOSSO DIA”

Após a final da Taça de Portugal, o treinador do Sporting CP analisou a derrota na final em conferência de imprensa.

26.04.2026

Taça de Portugal – Final Pavilhão Multiusos de Gondomar

SPORTING CP SL BENFICA

5 6

2-3 ao intervalo

Rocha (9’,) Zicky Té (19’), Diogo Santos (23’,), Alex Merlim (26’), Bruno Pinto (40’)

Carlos Monteiro (3’, 23’), Kutchy (8’), Jacaré (13’), Lúcio Rocha (21’), Pany Varela (26’)

Sporting CP: Gonçalo Portugal [GR], Tomás Paçó, Zicky Té, Diogo Santos, Wesley, Pauleta, Felipe Valério, Bernardo Paçó [GR], Ivan Chishkala, Bruno Pinto, Alex Merlim [C], Rocha.

Treinador: Nuno Dias. Disciplina: cartão amarelo para Bernardo Paçó (17’) e Alex Merlim (29’).

“Nem lhes chamo contrariedades, só a [lesão] do Rocha, o resto foi falta de competência. Fizemos mais 20 finalizações do que o adversário. Num jogo de equilíbrio, quem for mais eficaz e melhor nos duelos, vai ganhar. Nas vantagens que nós criámos, e foram muitas, o guarda-redes defendeu ou a bola foi à barra. Não aproveitámos. Se o SL Benfica foi melhor nesse aspecto, temos de dar os parabéns e perceber onde temos de melhorar. A este nível temos de ser mais eficazes. Permitimos que o SL Benfica fosse construindo uma margem alargada para gerir o jogo. Hoje não era o nosso dia”, referiu o técnico. Para finalizar o técnico falou da incapacidade para reequilibrar o marcador: “Fomos reagindo e reduzindo, acreditando sempre que era possível. Perdemos por um golo de diferença, tivemos dois livres de dez metros e jogámos dois minutos em superioridade numérica, se tivéssemos tido, pelo menos, 50% de eficácia nesse período… Nos duelos individuais, alguns não podíamos ter perdido. Na bola parada defensiva fomos demasiado passivos e o adversário fez dois golos. Tivemos inúmeras chances para fazer um resultado melhor do que este. A única forma que conheço de melhorar é treinar melhor, analisar e corrigir”.

De reacção em reacção, o Sporting CP não conseguiu sair novamente a sorrir de Gondomar

MODALIDADES BOXE

SPORTING CP RENOVA COM OCTÁVIO PUDIVITR

PUGILISTA PROLONGA LIGAÇÃO AO CLUBE E VAI PROCURAR SAGRAR-SE CAMPEÃO MUNDIAL DA WBC.

Texto: Nuno Miguel Simas

Fotografia: Isabel Silva

Octávio Pudivitr e o Sporting Clube de Portugal renovaram contrato. O pugilista encara o voto de confiança do Clube como um reconhecimento e quer retribuir essa confiança em grande.

“A sensação de renovar com o Sporting CP é excelente. Comentava com uns amigos que quando assinei pela primeira vez pelo Sporting CP foi um ano incrível, em Maio de 2024. Nesse mesmo ano surgiram muitas coisas boas. Desde o início desse percurso até à renovação conseguimos ter três títulos mundiais e dois títulos das duas maiores organizações mundiais, a WBA e a WBC, não mundial, mas latina. Foi um ano bom e espero que este ano, com a renovação, em que temos um título mundial muito grande em vista, que seja um ano de festejo por um título maior. Estou muito contente com esta renovação”, salientou o pugilista.

Octávio Pudivitr explicou o grande

título mundial em que vai combater:

“Este ano vamos lutar no WBC Silver, no segundo título mais importante da WBC, que é a maior organização do Mundo. Vai ser, em princípio, Londres, no dia 30 de Maio. Vai ser um momento marcante da minha vida como atleta, vai ser a primeira vez que um atleta em Portugal disputa um título desta envergadura”.

Vontade de continuar a escrever história a nível pessoal e contribuir também para os êxitos do Sporting CP é o que não falta a Octávio Pudivitr. “Estou muito motivado e agora com o Sporting CP sempre na minha rectaguarda, fico muito feliz por isso porque é o clube do meu coração, sou Sportinguista de gema e conseguir alcançar todos os objectivos que tenho com o Sporting CP na minha trajectória, faz-me sentir com muito orgulho”, frisou.

O pugilista subiu a categoria de peso para preencher os requisitos necessários a competir no dia 30 de Maio por um título mundial: “Faço três categorias diferentes. Esta, vai ser

uma categoria cruzeiro, até 90 quilos, a minha categoria é light-heavy, 79 quilos, mas decidi subir de categoria, porque o título proporcionou-se nessa categoria, então decidi fazer um teste a mim mesmo e subir de categoria até 90 quilos”.

Ultimar e preparação na entrada para o mês de Maio é o planeamento de Octávio Pudivitr: “A preparação está boa, tenho bons treinadores, bons apoios, boas marcas a apoiarem o meu projecto, e estou muito feliz por isso. A minha preparação ainda está num nível médio, vai intensificar-se, ainda falta mais de um mês para o combate e o trabalho vai continuar a ser feito para alcançarmos os objectivos”.

Octávio Pudivitr enfatizou o impacto que o apoio do Sporting CP tem tido na carreia que está a protagonizar e que o tem ajudado a subir degraus, que podem culminar no topo. “É muito bom ter um clube como o Sporting CP no apoio, ainda por cima quando estamos nos tops mundiais. É muito bom sentir que temos um clube

como o Sporting CP. Dá-nos muito mais consistência desportivamente, mesmo para os patrocinadores, investidores, porque dá mais robustez ao projecto. Sou muito grato ao Sporting CP por isso, por ter apoiado a minha caminhada e por fazer parte deste meu processo de crescimento desportivo. Acho que o nome do Sporting CP por si só já nos dá consistência para conseguir alcançar outros objectivos, além do boxe”. Por isso, subir aos ringues também em nome do Sporting CP é uma honra para Octávio Pudivitr: “É óptimo. Digo muitas vezes que o meu sonho era ter sido jogador de futebol. Não deu, represento o meu clube de coração de uma outra forma, não como queria, no futebol, porque não tinha assim muitas qualidades técnicas, mas consegui fazê-lo no boxe e sinto-me muito feliz e com muito orgulho por poder representá-lo”. Octávio Pudivitr não esconde o desejo de ser mais um campeão do Mundo na História do Sporting CP. “Sou um atleta e como pessoa tenho sempre necessidade de conquistar mais e mais e este ano não vai ser excepção. Trarei muitas coisas positivas, muitos títulos, muitos festejos e a ver se conseguimos dar a volta olímpica este ano com o título mundial. Posso prometer muitos títulos e levantar a bandeira do Sporting CP o mais alto possível”, defendeu. O pugilista garante que luta também em nome do Sporting CP: “Quando soube que o Sporting CP também tinha boxe, foi um regozijo muito grande, porque sempre tive a vontade de representar o Sporting CP. Luto por mim, pelo meu país, pelos meus amigos e claro, pelo Sporting CP também”.

O JAMOR E O HÓQUEI EM PATINS DO NOSSO CONTENTAMENTO

É indesmentível, porque dizer não consigo dizer o contrário, que vivemos uma semana com um sabor agridoce no que toca ao futebol e às restantes modalidades mais impactantes do reino do Leão.

Se no futebol fomos heróis no Dragão, num jogo de sangue, suor e lágrimas em que conseguimos o apuramento para aquela que será a 32.ª presença do Sporting Clube de Portugal no Jamor, foi o nosso lado doce, quatro dias depois, numa deslocação à Vila das Aves, um empate inesperado ante o lanterna vermelha AFS, num jogo em que não nos era permitido perder pontos, eis que nos vimos afastados do segundo lugar, e deixámos de depender de nós para irmos à Champions League da próxima época, terá tido um sabor bem amargo.

Sei que no futebol o bestial e a besta convivem com uma natu-

ralidade incrível e que muitos de nós – eu também tenho o meu lado irracional por ser humano, esquecem o que de bom foi feito até agora, e valorizem apenas o lado mau. Resta-nos assim, agora que falta um mês para acabar a época, esperar por melhores dias, e acreditar que iremos conquistar o troféu no Jamor e que o acesso à Champions, não estando nas nossas mãos, ainda poderá ser possível.

Nas restantes modalidades, também vivemos uma semana agridoce, embora o lado doce tenha sido muito maior do que o seu contrário. E aquele que foi mais amargo, aconteceu no futsal, uma modalidade que tem ganho muito e que, pese a perda da Taça de Portugal, ainda tem muito mais para ganhar. Os rapazes do “mestre” Nuno Dias já nos habituaram a momentos épicos. E esta época, estou certo, ainda iremos viver alegrias, porque afinal somos nesta modalidade uma equipa que se bate a nível nacional e internacional com os melhores, e até temos a vitória como nome do meio. Vamos ao que falta. E o que falta, depois de já termos conquistado a Supertaça, é “só” a Champions League e o Campeonato Nacional. E queremos muito obter essas conquistas. Agora vamos ao lado doce. No andebol, depois de termos esmagado

o eterno rival no Pavilhão da Luz, ficámos apenas a um empate do “tri”, que pode chegar já no próximo sábado no João Rocha, que terá de ter um ambiente “à Sporting”, ante o FC Porto; no voleibol partimos à frente na final do play-off depois de termos ganho 3-0 o primeiro jogo e ficado a duas vitórias do “bi”, que está ainda em aberto, porque a oposição é forte, mas o Leão está sequioso e quer muito alcançar esse desiderato.

Para o fim fica o melhor da semana. Falo do hóquei em patins do nosso contentamento. Depois das conquistas do Campeonato do Mundo e da Supertaça, chegou ao Museu a Taça de Portugal. Que época fantástica que o Sporting CP está a fazer nesta modalidade, cujo limite é não ter limites. Que jogo épico o da final com o Óquei de Barcelos, na cidade de Tomar, como já haviam sido as anteriores finais ante o FC Barcelona em San Juan, na Argentina, para o Campeonato do Mundo, e em Odivelas, frente ao FC Porto, para a Supertaça. Ainda falta a Champions League e o Campeonato Nacional e é para ganhar... e que iremos lutar por isso, que ninguém duvide.

Sim, a semana foi agridoce. Mas não acreditar num futuro risonho para o nosso Clube é algo que não consigo.

Octávio Pudivitr assume o muito orgulho em ser atleta do Sporting CP e em renovar contrato com o Clube
JUVENAL CARVALHO

MODALIDADADES AUTOMOBILISMO

TRÊS ASES DO VOLANTE RENOVAM PELO SPORTING CP

RAFAEL CARDEIRA, HENRIQUE CRUZ E JOSÉ CAUTELA PROLONGAM VÍNCULO COM O CLUBE.

Texto: Nuno Miguel Simas

Fotografia: Isabel Silva

De uma assentada, o Sporting CP renovou contrato com três pilotos que conduzem em importantes campeonatos de automobilismo com o nome do Sporting CP associado.

Três pilotos que têm o Sporting CP no coração e que têm guiado o nome do Clube a muito bons resultados nas provas em que competem. Rafael Cardeira, piloto de ralis, Henrique Cruz e José Cautela, de provas em pistas (Porsche Sprint Challenge Iberica e Le Mans Series, respectivamente) correm com duas paixões: os automóveis e o Sporting CP e por isso, fazem-no com o orgulho de corações verdes e brancos. “É sempre uma sensação incrível, poder representar o clube do meu coração a fazer o que mais gosto era o melhor que podia pedir. Por isso, é um orgulho muito grande em poder continuar a representar esta grande instituição e com muita vontade de trazer coisas boas para o Clube”, disse Rafael Cardeira, aos meios de comunicação do Sporting CP. O sentimento é partilhado por Henrique Cruz e também por José Cautela. “Renovar contrato com o Sporting CP significa bastante para mim. Foi o clube que me apoiou desde que fui Campeão Nacional no karting, há quatro anos, durante este percurso de europeu e agora de campeonato ibérico. O Clube esteve sempre lá para mim, é uma paixão desde pequeno e renovar com o Sporting CP mostra que estamos na mesma página, para trazer mais títulos para este grande clube”, disse Henrique Cruz. E como não há dois sem três, José Cautela alinhou pelo mesmo sentimento: “É um dia muito feliz para mim, prolongar o vínculo com o Sporting CP é sempre um orgulho desde o primeiro dia. Sou Sportinguista desde que nasci, a minha família é toda Sportinguista,

por isso estar mais uns anos com o Sporting CP é um motivo de muito orgulho, para mim e para minha família”. José Cautela frisou que o nome Sporting CP é muito popular na equipa onde corre: “A minha equipa é alemã, mas eles sabem muito bem o que é o Sporting CP. Eu e o meu engenheiro de pista combinamos sempre antes das corridas dar uma volta ao circuito a correr. Ele tirou do saco uma camisola do Sporting CP, de há muitos anos e adorei. O Sporting CP está em todo o lado, é um clube Mundial. É um orgulho fazer parte deste clube”.

Rafael Cardeira quer sempre estar à atura dos pergaminhos do Sporting CP: “Os nossos objectivos em cada prova são tentar ganhar. Temos trabalhado e temos tentado fazer tudo para estarmos preparados e para conseguirmos trazer vitórias para o nosso Clube, para o nosso palmarés, que é o que mais queremos”. Rafael Cardeira explicou como se processa a época nos Ralis e onde se enquadra, bem como a importância do Sporting CP na progressão de carreira que tem apresentado. “Vamos participar em oito provas. Fazemos o campeonato completo das duas rodas motrizes. Estar associado ao Sporting CP tem sido uma grande mais-valia. Temos muito mais gente do nosso lado, temos um carinho especial de toda a comunidade Sporting CP. Depois, também, o potencial de visibilidade que dá aos nossos patrocinadores e parceiros, que é muito importante e que mantém vivo o projecto. E o sentimento pessoal de que traz mais entusiasmo a cada prova, a cada momento, poder trazer ao peito o símbolo do clube do meu coração”, referiu. Henrique Cruz, também sente que só tem ganho pela ligação ao Sporting CP. Elucidou sobre a nova temporada e a categoria automobilística em que vai estar envolvido. “O campeonato onde vou competir é o Porsche Sprint Challenge Iberica, onde vou

correr com o carro Porsche GT3 Cup, o novo 992.1. Vai ser um campeonato engraçado, são quatro corridas sprint de fim-de-semana de 20 minutos mais uma volta, num campeonato monomarca, muito competitivo e onde vou poder mostrar o meu talento”. Henrique Cruz quer retribuir o apoio e o carinho dos Sportinguistas: “Cada vez que eu ganho uma corrida e o Sporting CP, ou eu, publicamos nas redes sociais, recebo centenas de mensagens de Sportinguistas entusiasmados, não só pelo Clube mas também pelo desporto motorizado. É uma gratidão enorme aos fãs do desporto motorizado e aos Sportinguistas que me apoiam todos os dias, estão sempre lá, a apoiar-me, a puxar-me para cima e a levar o símbolo do nosso Clube ao peito é uma grande missão, porque não quero deixar ficar mal os adeptos. Vou dar o meu melhor para poder representar este grande clube”. José Cautela, piloto do Sporting CP no European Le Mans Series, Campeonato de Protótipos, competição de resistência e que é uma extensão das 24 horas de Le Mans, mostrou-se muito animado pela nova competição em que está inserido. “O que estamos a fazer agora é um Campeonato da Europa, completamente diferente do ano passado. O ano passado fiz o Campeonato de GTs Ibérico, com a McLaren, foi um ano fantástico e desta vez é um campeonato diferente e com uma dimensão diferente, também. Em Barcelona, estavam 50 mil pessoas no evento. O carro também é diferente. É um protótipo, são carros específicos para

corridas, os outros eram GTs, carros que costumamos ver na rua, Porsche, Ferrari, McLaren”, salientou. O nome do Sporting CP no apoio é para todos um estímulo, responsabilidade, orgulho e um factor que tem chamado adeptos ao automobilismo, constatam.

“Conseguimos trazer um novo público aos ralis. Os Sportinguistas começaram a ter mais atenção, a procurar com mais curiosidade. Há algum tempo os Sportinguistas não tinham conhecimento de que havia um piloto de ralis a representar o Clube e já sabem como se desenrolam as provas, onde e como são e há sempre uma camisola do Clube presente. É muito bom de ver e de sentir”, disse Rafael Cardeira.

José Cautela sente que os fãs têm muita curiosidade para perceberem a força do Sporting CP também no automobilismo. Ter o nome do Sporting CP a apoiar dá enorme credibilidade e impacta muito, tanto a José Cautela, como aos fãs da modalidade: “Quando vou ao Paddock e as pessoas se apercebem que sou piloto do Sporting CP, muitas vêm ter comigo para tirar uma fotografia, pedir um autógrafo, seja o que for, apenas por ser piloto do Sporting CP, às vezes nem é só por ser o José Cautela. Isso dá-me um grande orgulho”. Henrique Cruz vai iniciar a época numa categoria de carros diferente do ano anterior, com o entusiasmo e vontade de sempre. “Vim de um campeonato muito competitivo no ano passado. Fiz o European Le Mans Series (Ligier European Series), muito conhecido também por ser

um Campeonato monomarca, que acabou em grande, com a vitória no Autódromo do Algarve. Venho com a confiança no máximo para conseguir mostrar o que valho. O Campeonato vai passar duas vezes por Portugal, no Estoril (a primeira, já a 8 e 9 de Maio) e deixo aqui o convite aos Sportinguistas para que apareçam. O objectivo é levar o título no final da temporada”.

Henrique Cruz deixou uma mensagem: “Prometo mostrar grande dedicação, mais uma vez, esforçar-me e ganhar corridas. Levar este clube à glória é o que vou fazer”. O piloto Rafael Cardeira enunciou o que pode prometer com a renovação: “Acima de tudo mais trabalho. Têm aqui um adepto e um atleta que sempre fez um esforço muito grande para dignificar da melhor maneira o Clube. Temos feito diversos trabalhos a nível de comunicação, também de responsabilidade social temos tido papel muito presente, junto com o Clube e com a Fundação Sporting. Podem contar com um esforço muito grande na componente desportiva, mas em tudo o resto também podem contar comigo e com os meus parceiros”. Por fim, José Cautela deixou também uma mensagem aos Sportinguistas: “Posso prometer o máximo de esforço e de trabalho, isso é indispensável para mim, as corridas são muito longas, a nível físico é diferente, a nível de simulador é diferente. Eu não faço só desporto automóvel, também sou médico dentista, é difícil conciliar, com a minha mulher e a minha filha. Prometo foco e dedicação para atingir a glória no final”.

Rafael Cardeira, Henrique Cruz e José Cautela (da esquerda para a direita na foto) vão continuar a conduzir nas provas automobilísticas com o nome do Sporting CP

fase/Z4 Camp. Nac. Pav. Gimn. Minde

SEXTA, 1 DE MAIO 15h00 Seniores CATARINA FLOR Dia Int. Martelo Lovelhe 15h15 Vários escalões SPORTING CP Meeting Trabalhador

Estádio 1.º Maio (Lisboa)

18h15 Vários escalões

SPORTING CP Camp. Portugal 10000 m Estádio 1.º Maio (Lisboa)

21h00 Seniores FRANCISCO CALHAU Warhawk Classic Univ. Louisiana Monroe (EUA)

SÁBADO, 2 DE MAIO

9h00 Vários escalões SPORTING CP Camp. Reg. Provas Combinadas Pista Mun. Moniz Pereira (Lisboa)

13h05 Seniores SPORTING CP Camp. Mundo Estafetas Gaborone (Botsuana) 16h00 Seniores CATARINA FLOR Torn. Int. Lançamentos “Vila das Artes” Lovelhe 19h55 Seniores CAMILA GOMES Torrin Lawrence Memorial Univ. Georgia (EUA) 21h00 Seniores FRANCISCO MARQUES Desert Heat Classic Univ. Arizona (EUA) DOMINGO, 3 DE MAIO 9h00 Vários escalões

SPORTING CP Camp. Reg. Marcha + OctaKids VI Pista Mun. Moniz Pereira (Lisboa) 13h02 Seniores SPORTING CP Camp. Mundo Estafetas Gaborone (Botsuana) 14h00 Seniores DAVID Garcia ESET WMD-Night Centro di Atletica (Busto Arsizio, Itália) 15h00 Vários escalões SPORTING CP Camp. Reg. Provas Combinadas Pista Mun. Moniz Pereira (Lisboa)

17h15 Seniores ANDRÉ PIMENTA Meeting Albufeira AP Vitória (Albufeira) 18h10 Seniores CAROLINA CORREIA SMU Invitational Dallas (EUA)

BASQUETEBOL

QUINTA, 30 DE ABRIL

21h15 Sub-18 F GDESSA vs. SPORTING CP

13.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Pav. ES Sto. André (Barreiro) SEXTA, 1 DE MAIO

21h30 Sub-22 F SPORTING CP vs. Qta. Lombos

9.ª jorn. Gr. Manut. Camp. Nac. 1.ª div. Pavilhão João Rocha SÁBADO, 2 DE MAIO

11h30 Sub-14 F GDESSA vs. SPORTING CP 10.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Pav. Mun. Prof. Luís Carvalho (Sto. Ant.º Charneca)

14h30 Sub-16 M SPORTING CP vs. Paço Arcos

3.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Multidesportivo Sporting 16h00 Seniores M SPORTING CP vs. SC Braga / Imortal BC Meias-finais Taça Hugo dos Santos Multiusos Gondomar

17h00 Sub-14 M

01/05 – SEXTA FEIRA

FUTEBOL

Competição: Liga 2 – 32.ª jornada

Jogo: Sporting CP vs. SL Benfica

Horário e local: 20h30 – Estádio

Aurélio Pereira

Transmissão: directo e exclusivo

SPORTING CP vs. FC Barreirense 10.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Multidesportivo Sporting DOMINGO, 3 DE MAIO

14h15 Sub-14 M Paço Arcos vs. SPORTING CP 7.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Pav. Jesus Correia (Paço Arcos)

17h00 Seniores M SPORTING CP Final Taça Hugo dos Santos (em caso de apuramento) Multiusos Gondomar

17h30 Sub-16 F SPORTING CP vs. SIMECQ 12.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Multidesportivo Sporting FUTEBOL

SEXTA, 1 DE MAIO

16h00 Sub-17 F SPORTING CP B vs. Amora FC

13.ª jorn. 2.ª fase/Sul Camp. Nac. 2.ª div. S19 Campo n.º 5 Pólo SCP Lisboa

19h00 Seniores F SL Benfica vs. SPORTING CP 17.ª jorn. Liga

Estádio SL Benfica (Lisboa)

20h30 Equipa B M SPORTING CP B vs. SL Benfica B

32.ª jorn. Liga Portugal 2 Estádio Aurélio Pereira

SÁBADO, 2 DE MAIO

11h00 Sub-19 M SPORTING CP vs. CD Sta. Clara 12.ª jorn. Ap. Campeão Camp. Nac. 1.ª div. Estádio Aurélio Pereira

15h00 Sub-14 M SC Borbense vs. SPORTING CP B

13.ª jorn. 3.ª fase/Manut./S4 Camp. Nac. 2.ª div. S15 Campo Mun. Borba

DOMINGO, 3 DE MAIO

11h00 Sub-17 M

SPORTING CP vs. FC Alverca

12.ª jorn. Ap. Campeão Camp. Nac. 1.ª div. Estádio Aurélio Pereira

SEGUNDA, 4 DE MAIO

20h15 Seniores M SPORTING CP vs. Vitória SC

32.ª jorn. Liga Portugal

Estádio José Alvalade

QUARTA, 6 DE MAIO

15h00 Sub-23 M Gil Vicente FC vs. SPORTING CP Oitavos-de-final Taça Revelação Centro Treinos Estádio Cidade Barcelos

FUTSAL

SÁBADO, 2 DE MAIO

11h00 Sub-15 F CCD Ordem vs. SPORTING CP Meias-finais Camp. Nac.

02/05 – SÁBADO

FUTEBOL

Competição: CN Sub-19 – 2.ª fase

– 12.ª jornada

Jogo: Sporting CP vs. CD Santa Clara

Horário e local: 11h00 – Estádio

Aurélio Pereira

Transmissão: directo e exclusivo

Arena Portugal FPF (Caxias)

16h00 Seniores M Leões P. Salvo vs. SPORTING CP 22.ª jorn. Liga Pav. Leões Porto Salvo 16h00 Sub-15 M SPORTING CP vs. GCR Nun’Álvares

9.ª jorn. 2.ª fase/Ap. Campeão Camp. Nac. Pavilhão João Rocha 17h00 Seniores M UA Povoense vs. SPORTING CP 9.ª jorn. Ap. Campeão Camp. Nac. 2.ª div. Pav. EB 2/3 Aristides Sousa Mendes (Póvoa Sto. Adrião)

DOMINGO, 3 DE MAIO

16h00 Sub-19 F SPORTING CP vs. UA Povoense 13.ª jorn. 2.ª fase/Sul Camp. Nac. Pav. EB 2+3 Bobadela 16h00 Sub-15 F SPORTING CP Final Camp. Nac. (em caso de apuramento) Arena Portugal FPF (Caxias)

GINÁSTICA

SEXTA, 1 DE MAIO

9h30 Acrobática

SPORTING CP Camp. Nac. Infantis Pav. Paz e Amizade (Loures) 9h30 Gin. Todos

SPORTING CP Gym for Life Portugal Multiusos de Odivelas

SÁBADO, 2 DE MAIO

9h30 Acrobática

SPORTING CP

2.º Ap. para o CMGI, CMJ e CM Pav. Paz e Amizade (Loures)

9h30 Gin. Todos

SPORTING CP

Gym for Life Portugal

Multiusos de Odivelas

DOMINGO, 3 DE MAIO

9h30 Gin. Todos

SPORTING CP Gym for Life Portugal Multiusos de Odivelas

HIPISMO

SEXTA, 1 DE MAIO

9h00 Dressage

MARIANA VAZ

FEI Int. Alter do Chão Alter do Chão

SÁBADO, 2 DE MAIO

9h00 Dressage

MARIANA VAZ FEI Int. Alter do Chão Alter do Chão

DOMINGO, 3 DE MAIO

9h00 Dressage

MARIANA VAZ

HÓQUEI EM PATINS

Competição: CN – 26.ª jornada

Jogo: Sporting CP vs. AD Valongo

Horário e local: 18h00 – Pavilhão

João Rocha

Transmissão: directo e exclusivo

FEI Int. Alter do Chão Alter do Chão

HÓQUEI EM PATINS

SEXTA, 1 DE MAIO

16h00 Sub-15 M SPORTING CP vs. AD Oeiras

9.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Pav. SG Sacavenense (Sacavém) 18h00 Sub-17 M SPORTING CP vs. UF Entroncamento

9.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Pav. SG Sacavenense (Sacavém) SÁBADO, 2 DE MAIO

12h00 Sub-13 M AE Física D. vs. SPORTING CP

9.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Pav. Física (Torres Vedras) 18h00 Seniores M SPORTING CP vs. AD Valongo

26.ª jorn. Camp. Nac. Pavilhão João Rocha

21h00 Equipa B M SPORTING CP B vs. GRF Murches

24.ª jorn. Sul Camp. Nac. 2.ª div. Pav. SG Sacavenense (Sacavém)

DOMINGO, 3 DE MAIO

14h30 Sub-13 M SPORTING CP vs. HC Turquel

7.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Pav. SG Sacavenense (Sacavém) 15h00 Sub-15 M CD P. Arcos vs. SPORTING CP 10.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Pav. Gimn. CD Paço Arcos

SEGUNDA, 4 DE MAIO

21h15 Sub-19 M AE Física D. vs. SPORTING CP 10.ª jorn. Z. Sul Camp. Nac. Pav. Física (Torres Vedras)

KEMPO SÁBADO, 2 DE MAIO

9h00 Formação

SPORTING CP Camp. Nac. Geral Formação Caldas da Rainha

DOMINGO, 3 DE MAIO

9h00 Vários escalões

SPORTING CP Camp. Nac. Disciplinas de Pleno Caldas da Rainha

NATAÇÃO

DOMINGO, 3 DE MAIO

9h00 Vários escalões

SPORTING CP Torn. Maio Gesloures Loures

PADEL

QUINTA, 30 DE ABRIL

17h00 Seniores

NUNO DEUS FIP Silver Leiria Master Padel

Pav. Carlos Neto (Marrazes)

SEXTA, 1 DE MAIO 9h00 Seniores NUNO DEUS FIP Silver Leiria Master Padel (em caso de apuramento) Pav. Carlos Neto (Marrazes)

SÁBADO, 2 DE MAIO

9h00 Seniores NUNO DEUS FIP Silver Leiria Master Padel (em caso de apuramento) Pav. Carlos Neto (Marrazes)

DOMINGO, 3 DE MAIO 9h00 Seniores NUNO DEUS FIP Silver Leiria Master Padel (em caso de apuramento) Pav. Carlos Neto (Marrazes)

PESCA DESPORTIVA

SÁBADO, 2 DE MAIO

10h00 Bóia SPORTING CP Camp. Nac. Masters Rio Ave (Riba d’Ave) DOMINGO, 3 DE MAIO 10h00 Bóia SPORTING CP Camp. Nac. Masters Rio Ave (Riba d’Ave)

POLO AQUÁTICO

SEXTA, 1 DE MAIO 14h30 Seniores F SPORTING CP vs. SL Benfica Jogo 1 Meias-finais Camp. Portugal A1

Multidesportivo Sporting 17h30 Sub-14 Mx Aminata vs. SPORTING CP Camp. Reg. Multidesportivo Sporting 19h00 Seniores F SPORTING CP vs. SL Benfica Jogo 2 Meias-finais Camp. Portugal A1 Multidesportivo Sporting

SÁBADO, 2 DE MAIO 16h30 Sub-18 M FOCA vs. SPORTING CP Camp. Nac. Multidesportivo Sporting DOMINGO, 3 DE MAIO 14h30 Equipa B M SPORTING CP B vs. C. Fluvial P. B Jogo 1 Meias-finais Camp. Portugal A2 Multidesportivo Sporting 15h00 Sub-16 M SPORTING CP vs. Cascais WP Camp. Reg. Piscina Abóbada (Cascais) 16h30 Sub-16 M SPORTING CP B

ANDEBOL

Competição: Campeonato Andebol

1 – Grupo A – 4.ª jornada

Jogo: Sporting CP vs. FC Porto

Horário e local: 21h00 – Pavilhão

João Rocha

Transmissão: directo

03/05 – DOMINGO

FUTEBOL

Competição: CN Sub-17 – 2.ª fase – 12.ª jornada

Jogo: Sporting CP vs. FC Alverca

Horário e local: 11h00 – Estádio

Aurélio Pereira

Transmissão: directo e exclusivo

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