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Jornal Sporting n.º 4069

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UM SALTO PARA A GLÓRIA

UM LEÃO QUE ESCREVEU O SEU NOME NA HISTÓRIA DO ATLETISMO MUNDIAL.

8,46 metros.

A melhor marca mundial da temporada, um novo recorde nacional e a confirmação de um atleta que não conhece limites quando decide “voar”.

Gerson Baldé – voou mais alto, mais longe e foi mais forte do que todos os outros.

Um ouro mundial construído com resiliência e disciplina. Um salto que eleva o nome de Portugal e do Sporting Clube de Portugal ao topo do Mundo.

Num desporto onde a margem entre a vitória e a derrota se mede em milímetros, Gerson Baldé não deixou espaço para dúvidas. Impôs-se com autoridade, com a confiança de quem sabe que o trabalho feito sustenta o sonho.

E ao fazê-lo, tornou-se inspiração para uma nova geração de

atletas, mostrando que não há barreiras quando o talento encontra dedicação.

Este feito é também um triunfo do eclectismo Leonino, da aposta contínua em atletas de excelência. O Sporting CP volta a afirmar-se como uma casa de Campeões, onde se cultivam não só vitórias, mas histórias de superação que atravessam gerações.

Hoje, celebramos mais do que uma medalha de ouro. Celebramos um símbolo.

Um Leão que, com 8,46 metros de pura determinação, escreveu o seu nome na História do atletismo mundial.

Que este caminho continue a ser trilhado com a mesma ambição que o levou ao topo do Mundo.

PROPRIEDADE: SPORTING CLUBE DE PORTUGAL DIRECTORA: MAFALDA BARBOSA • MJBARBOSA@SPORTING.PT COORDENADOR‑ADJUNTO: LUÍS SANTOS CASTELO LSCASTELO@SPORTING.PT REDACÇÃO: FILIPA SANTOS LOPES FALOPES@SPORTING.PT; MARIA GOMES DE ANDRADE MGANDRADE@ SPORTING.PT; NUNO MIGUEL SIMAS • NQSIMAS@SPORTING.PT; XAVIER COSTA XRCOSTA@SPORTING.PT FOTOGRAFIA: ISABEL SILVA; JOÃO PEDRO MORAIS; JOSÉ LORVÃO COLABORADOR PERMANENTE: JUVENAL CARVALHO AGENDA E RESULTADOS: JOÃO TORRES • JBTORRES@SPORTING. PT EDITOR E SEDE DA REDACÇÃO: ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE, RUA PROFESSOR FERNANDO DA FONSECA, APARTADO 4120, 1501‑806 LISBOA, PORTUGAL TELEFONE: +351 217 516 155 E‑MAIL: MEDIA@SPORTING.PT NIF: 500 766 630 REGISTO ERC: 100313 TIRAGEM: 9500 EXEMPLARES DEPÓSITO LEGAL: 48492/91 DISTRIBUIÇÃO: VASP DISTRIBUIÇÃO E LOGÍSTICA, S.A., QUINTA DO GRAJAL – VENDA SECA 2739‑511 AGUALVA CACÉM IMPRESSÃO: FUNCHALENSE: RUA DA CAPELA DA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, Nº 50 - MORELENA 2715-029 PÊRO PINHEIRO ESTATUTO EDITORIAL: HTTPS://WWW.SPORTING.PT/PT/JORNAL/ESTATUTO‑EDITORIAL ASSINATURAS: E‑MAIL: ASSINATURAJORNAL@SPORTING.PT LINHA SPORTING 707 20 44 44 INTERNACIONAL +351 30 997 1906 (segunda a sexta‑feira das 10h00 às 20h00)

MODALIDADES ATLETISMO

GERSON BALDÉ SAGROU‑SE CAMPEÃO DO MUNDO DE SALTO EM COMPRIMENTO

FOI PRECISO ESPERAR PELO ÚLTIMO SALTO, MAS GERSON BALDÉ SAGROU-SE CAMPEÃO DO MUNDO DE SALTO EM COMPRIMENTO EM PISTA CURTA. COM UM NOVO RECORDE NACIONAL E A MELHOR MARCA MUNDIAL DA TEMPORADA, O LEÃO VOOU PARA A HISTÓRIA.

Filipa Santos Lopes, Nuno Miguel Simas Fotografia: FPA/Sportmedia, João Pedro Morais

Gerson Baldé guardou o melhor para o fim. Só à sexta e última tentativa, já no limite, o atleta conseguiu o salto que procurava. Aquele que não deixava margem para dúvidas e que, no passado domingo, lhe valeu o título mundial de salto em comprimento em pista curta, na cidade de Torún, na Polónia. A terra natal de Nicolau Copérnico, astrónomo e matemático que desenvolveu a teoria heliocêntrica do Sistema Solar e deslocou a Terra do centro do universo. Já no centro do pensamento de Gerson Baldé, ao longo de todo o fim-de-semana, esteve apenas um objectivo claro. Foram 8,46 metros, a melhor marca mundial da temporada e um novo recorde de Portugal. Mais sete centímetros do que o italiano Mattia Furlani e mais 15 do que o búlgaro Bozhidar Saraboyukov. Um salto que fechou o concurso e, de certa forma, também

um ciclo de crescimento acelerado: em menos de dois meses, o saltador passou dos 8,05 metros alcançados em Pombal para melhorar em 41 centímetros uma marca que o levou ao lugar mais alto do pódio.

Em Janeiro deste ano, quando regressou ao Sporting Clube de Portugal, Gerson Baldé já elevava a fasquia para a nova etapa de verde e branco. “Quero alcançar uma medalha nos Europeus de ar livre e, quem sabe, também no Mundial de pista curta”, apontava, na altura, o saltador. Mais do que uma profecia, a frase revela a forma como o atleta já se preparava para este momento.

É fácil perceber, por isso, que o título não nasceu na Polónia. Foi construído com tempo, método e – como o próprio explicou à Sporting TV no regresso a Portugal, no dia seguinte –, com um controlo emocional que fez toda a diferença.

“Era já um objectivo que queria concretizar. Estou muito feliz por esta conquista e

também por trazer a medalha de ouro aos Sportinguistas”, começou por dizer, ainda com a conquista fresca, antes de revelar a chave do momento decisivo: manter a calma, confiar no processo e não ceder à ansiedade. Essa capacidade, garante, não foi alcançada de forma solitária. Surgiu também do apoio constante, das mensagens que chegaram durante os dias de competição e do ambiente vivido no seio da equipa nacional.

“Esse apoio transmite-me muita confiança, tanto as mensagens de Sportinguistas que me desejam boa sorte como também os meus colegas de equipa, que me confortam quando as coisas correm menos bem e celebram comigo quando correm bem”, revelou.

Aos 26 anos, e com evidente margem para continuar a evoluir, Gerson Baldé não esconde que quer continuar a ganhar. “Estejam, agora, mais atentos, porque há de vir mais. Acho que ainda tenho muita coisa para mostrar”, atirou, numa despedida em jeito de promessa.

LEÕES BRILHARAM NO CAMPEONATO

MUNDIAL DE ATLETISMO DE PISTA CURTA

Para além do título mundial de Gerson Baldé, a participação do Sporting Clube de Portugal nos Mundiais de pista curta ficou marcada por vários resultados de relevo e muitos novos recordes.

Emmanuel Eseme correu em 6’52 segundos as meias-finais dos 60 metros e estabeleceu um novo recorde dos Camarões. Já na final, terminou na quinta posição. Tatjana Pinto, por sua vez, igualou o recorde de Portugal na mesma distância, com uma marca de 7’17 segundos.

Nos 400 metros, Matheus Lima alcançou a final com o tempo de 45’71 segundos e melhorou o recorde da América do Sul que já lhe pertencia. Também Sofia Lavreshina esteve em destaque e estabeleceu (mais) um novo recorde nacional, com 51’87 segundos.

Ainda nos 400 metros, Omar Elkhatib, que terminou na 11.ª posição da geral, integrou a estafeta masculina de 4x400 metros que bateu o recorde de Portugal, com 3’04’’75 minutos, tal como João Coelho.

Também a estafeta feminina de 4x400 metros estabeleceu um novo recorde nacional (3’31’’37), com a prestação de três atletas do Sporting CP: Sofia Lavreshina, Clara Martinha e Carina Vanessa.

No lançamento do peso, Auriol Dongmo garantiu um lugar na final, terminando entre as oito melhores, e Jéssica Inchude ficou na nona posição.

Texto:
Gerson baldé levou a bandeira de Portugal ao lugar mais alto do pódio

Também José Barros, seu treinador, apontou a confiança como o passo que faltava a Gerson Baldé para alcançar voos mais altos. Mais do que a capacidade física, nunca em causa, era a solidez do processo em competição que precisava de se afirmar.

“Desde que começámos a trabalhar, aproveitámos o trabalho dos anteriores treinadores e perspectivámos a evolução. Se o atleta se sente confiante, está preparado para responder ao primeiro, ao quinto ou ao sexto salto”, explicou, antes de sublinhar a importância da capacidade de controlo perante a pressão. “A evolução passa pela criação de rotinas e de confiança para que, num momento certo, o atleta saiba o que fazer. Perante adversidades, tem de controlar o processo. Foi isso que ele

conseguiu”, apontou.

Foi isso que se viu em Torún, num Campeonato do Mundo que Domingos Castro, presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, classificou como “a melhor participação de sempre” da Selecção Nacional num certame desta dimensão.

“Mais atletas, mais medalhas, mais recordes.

Criou-se um ambiente de excelência e até aqueles que não atingiram os seus objectivos não deixaram de apoiar os colegas. Na última jornada, foi extraordinário”, referiu.

Entre esses resultados, sobressai o nome de Gerson Baldé. Campeão do Mundo, recordista nacional e protagonista de uma conquista que volta a elevar o Sporting Clube de Portugal ao topo do atletismo internacional.

PAULO REIS: “CONQUISTAR O OURO NUM MUNDIAL É EXTRAORDINÁRIO”

Em declarações exclusivas ao Jornal Sporting, Paulo Reis, coordenador do atletismo do Sporting CP, mostrou-se naturalmente orgulhoso com a conquista de Gerson Baldé e sublinhou o impacto da medalha de ouro para o projecto do atletismo Leonino.

“A medalha de ouro do Gerson Baldé é muito importante para o Sporting CP por várias razões. Pela credibilização do nosso trabalho enquanto estrutura, mas também das nossas apostas. O Gerson já tinha sido atleta do Sporting CP, saiu, e nós mantivemos uma crença muito forte no potencial dele. Fizemos essa aposta e, quando acertamos e as coisas acontecem, sentimos uma grande realização. Não nos enganámos”, começou por dizer o responsável, que ainda assim… foi surpreendido.

“Ele chegou a este patamar de rendimento muito mais rápido do que pensávamos”, acrescentou, lembrando que “só nos Jogos Olímpicos as medalhas têm mais valor”. Por isso mesmo, “conquistar o ouro num Campeonato do Mundo é extraordinário e motivo de enorme orgulho para Sócios e adeptos”, apontou ainda Paulo Reis, que lembrou o efeito inspirador deste resultado dentro da própria estrutura do Clube.

“Esta conquista tem um impacto muito grande. O bronze da Patrícia Silva no ano passado já tinha sido importante, e agora este ouro do Gerson vem reforçar isso. Para os mais novos e para os mais experientes, é uma motivação clara: não há impossíveis. E abre a porta a que outros atletas possam alcançar o mesmo no futuro”, frisou também, aproveitando para destacar o trabalho desenvolvido por José Barros.

“A progressão do Gerson é muito boa. O José Barros planeou [a preparação] para que ele estivesse no auge no Campeonato do Mundo, mas mesmo com esse planeamento, a verdade é que, até aqui, ele teve alguns problemas e nunca tinha estado no auge num grande momento. Isto demonstra um grande trabalho do treinador, a nível físico, técnico e também mental”, elogiou.

Tendo em conta a rápida evolução do atleta, Paulo Reis – que viveu o momento ao vivo “com grande entusiasmo, a sofrer e com uma alegria comparável à de quando a Auriol Dongmo conquistou o título mundial em 2022” - acredita que o melhor poderá ainda estar por vir. “Saltar 8,46 metros, com vento nulo, deixa-nos com água na boca. Com vento e com o aprimoramento de alguns aspectos técnicos, acredito que pode ultrapassar com margem confortável os 8,50 metros, uma marca que permite competir para ganhar em qualquer competição”, rematou.

Do treino ao pódio. Vem evoluir connosco.

Torneio de Judo | 29 de Março

Estágio de Judo | 30, 31 de Março e 1 de Abril

Nascidos entre 2014 e 2018

Multidesportivo, Estádio José Alvalade

Estágio

Estágio

O saltador à chegada ao Aeroporto Humberto Delgado, onde se mostrou “muito feliz por trazer a medalha de ouro aos Sportinguistas”

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL

NUNO SANTOS X200: “DESDE O INÍCIO QUE O BALNEÁRIO FOI CRIADO PARA CONSEGUIR O QUE TEMOS FEITO”

NUNO SANTOS ATINGIU A MARCA DOS 200 JOGOS COM A CAMISOLA DO SPORTING CP NO JOGO FRENTE AO FK BODØ/GLIMT, NA NORUEGA, REFERENTE À PRIMEIRAMÃO DOS ‘OITAVOS’ DA UEFA CHAMPIONS LEAGUE. O ALA ESQUERDINO ASSINALOU O NÚMERO REDONDO, FAZENDO UMA RETROSPECTIVA DO SEU TRAJECTO, INICIADO EM 2020/2021. TOTALIZA 34 GOLOS MARCADOS, 43 ASSISTÊNCIAS E SETE TÍTULOS CONQUISTADOS (TRÊS LIGAS, UMA TAÇA DE PORTUGAL, UMA SUPERTAÇA E DUAS TAÇAS DA LIGA).

Texto: Xavier Costa Fotografia: José Lorvão

Significado da marca atingida

“Simboliza muita coisa. Uma passagem de muito esforço e dedicação, com fases boas e menos boas, mas guardo tudo muito bem na minha cabeça. Pessoas e colegas de equipa muito diferentes desde o primeiro ano até agora, à sexta época, treinadores também, mas sem dúvida de que foi um grande passo na minha carreira”.

As seis temporadas no Clube em poucas palavras

“É difícil. Quando falo em momentos difíceis foi a lesão, porque o resto são aprendizagens, como quando não conseguimos ser campeões ou ganhar títulos. Por isso, numa palavra só: sonho”.

O que representa o Sporting CP na sua vida

“Representa muito, porque vim para cá há muito tempo e a minha família também é muito feliz aqui. Vivo para o Sporting CP, é a minha segunda família, embora na realidade seja a minha primeira todos os dias, porque é onde passo mais tempo. Foi um passo muito bom na minha carreira e onde estou muito feliz”.

O que diferencia o ambiente do Clube?

“Desde o início que o balneário foi criado para conseguir o que temos feito até ao dia de hoje. É uma família, tudo a remar para o mesmo

lado e atrás do mesmo objectivo, que é pôr o Sporting CP onde merece estar”.

Amadurecimento ao longo das temporadas

“Desde que cheguei, sou uma pessoa com um feitio especial. Gosto das coisas sempre correctas, não gosto de perder, mas sempre respeitando e sem passar por cima dos outros. Nestes últimos anos, aqui, aprendi muito com toda a gente e tenho um carinho muito grande por toda a gente. Os troféus é aquilo que levamos para a frente e nos dá vontade de continuar a ganhar, mas sem dúvida que aprendi muito aqui. Gosto muito de estar no Sporting CP”.

A importância no balneário

“Sinto e gosto de sentir essa responsabilidade. O que lhes passo sempre é que nunca se cansem de ganhar, sempre, todos os dias. Essa responsabilidade torna-me, também, um jogador mais forte e com um espírito de grupo muito forte”.

Acompanhamento durante a re cuperação da grave lesão sofrida

“Foram 15 meses em que toda a gente foi muito importante para mim, aqui. Era o primeiro a chegar e o último a sair, e só tenho a agradecer porque sem as pessoas do Sporting CP e da Academia nada era possível”.

De volta aos relvados com o AFS

“Veio muita coisa à cabeça, porque

eram muitos meses sem jogar, mas sem receio ou medo. Só com vontade de ir lá para dentro e voltar a fazer o que mais gosto. Já tive outras lesões graves e com a primeira aprendi que se tivesse medo era pior. No futebol, se voltas é porque estás bem e a cabeça manda em tudo”.

O regresso à acção como um dos jogos mais importantes da carreira

“Agora, junto o jogo com o AFS, porque, depois de tanto tempo, foi o que me marcou mais. Também diria este com o FK Bodø/Glimt, porque voltar depois de tanto sofrimento e conseguir fazer História no Sporting CP, com a passagem aos ‘quartos’ e depois de um resultado negativo, foi muito bom para nós. Para mim, foi especial e obrigado a quem acreditou. O Nuno está de volta e vai continuar a ser o mesmo Nuno de sempre”.

Top 3 momentos no Sporting CP “Sem dúvida, o número um é o primeiro título de Campeão no Sporting CP, depois de tantos anos. Depois, o meu primeiro dia aqui no Sporting CP, quando assinei, e o ano da ‘dobradinha’”.

Golo mais especial

“O meu primeiro golo na UEFA Champions League [no 4-2 com o AFC Ajax em 2021/2022], mas também o meu primeiro no Sporting CP. Se não me engano, contra o Portimonense SC, de cabeça”.

Paixão pelo futebol e pelo Sporting CP partilhada com os filhos “Já jogam à bola, sentem e cresceram a ver o pai no Sporting CP. Não conhecem outro clube e gostam muito. Quando tentam brincar com eles, dizem sempre que são do Sporting CP, além disso jogam os dois no Sporting CP e são muito felizes. Eles são como eu: quando o Sporting CP perde, choram e sentem muito. Estão habituados a ver o Sporting CP a ganhar, por isso quando não acontece ficam tristes. Já lhes disse que não se ganha sempre, mas vamos fazer sempre tudo para ganhar”.

Reconhecimento dos adeptos

“Sem dúvida que sim. Quando vim, e como tinha passado por um rival, muitos não acreditavam, mas com o passar dos anos consegui transmitir que poderiam contar sempre comigo. Acho que isso começou cedo e agora, com seis épocas, ninguém desconfia de nada e acreditam sempre no Nuno como um líder, como um porta-voz e como alguém que conhece bem a casa. Obrigado aos adeptos por sentirem isso comigo e fico muito feliz porque também são muito especiais para mim”.

O que ainda o surpreende?

“Todos os dias somos surpreendidos com alguma coisa. No primeiro ano não tivemos adeptos [nos estádios] mas foi uma festa fantástica, e agora o estádio está sempre cheio para nos apoiar. É isso que tento pedir, também nos momen-

tos menos bons, e eles têm sido incansáveis. Espero que continuem porque precisamos sempre muito deles. São o nosso 12.º jogador”.

Jogar no Estádio José Alvalade “Nós, cá em baixo, no relvado, sentimos. Ainda agora, com o FK Bodø/ Glimt sentimos muito. Sempre que o guarda-redes tentava perder tempo, os adeptos assobiavam, levaram com muita pressão e isso também fez com que conseguíssemos a vitória”.

A ambição continua, 200 jogos depois

“Não me canso de ganhar. No futebol, o objectivo é ganhar sempre e eu espero continuar a ganhar muitos títulos pelo Sporting CP”.

Palavras para o Nuno Santos que chegou ao Sporting CP em 2020 “Diria para ser feliz e aproveitar todos os momentos. Os menos bons para aprender ainda mais, os bons, os títulos, para desfrutar. Depois de todas as adversidades que já passei, sei que ainda tenho muito mais pela frente”.

Mensagem aos Sportinguistas “Contem comigo, porque ainda tenho muito mais para dar. Agradecer, também, tudo o que fizeram pelo Sporting CP nestes anos, pelo apoio incondicional, e que acreditem sempre em mim e neste grupo. Temos muitas coisas bonitas para fazer e espero ter ainda mais do que 200, 300 ou 400 jogos pelo Sporting CP”.

“Foi um grande passo na minha carreira”, enalteceu sobre a sua chegada ao Sporting CP

Training Camp Os Campeões

passam por aqui

30 de Março a 2 de Abril

Ginásios do Multidesportivo, Estádio José Alvalade

Ginástica – A partir dos 6 Anos

Teamgym – A partir dos 10 Anos

Praticante e Sócio SCP: 55€

Praticante ou Sócio SCP: 65€

Outros: 70€

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Mais informações: eventos.ginastica@sporting.pt

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL

LEÃO LETAL VOLTA A MOSTRAR OS DENTES NA LIGA

DEPOIS DE DAR CONTINUIDADE AO SONHO EUROPEU, NA LIGA OS LEÕES DE RUI BORGES SEGUEM NA PERSEGUIÇÃO E VOLTARAM AOS

TRIUNFOS COM AUTORIDADE E MUITO ‘PODER DE FOGO’: UMA FINALIZAÇÃO À ‘POTE’ E UM LIVRE DIRECTO TAMBÉM SEU ABRIRAM E FECHARAM AS CONTAS, ‘ENGORDADAS’ – E ABRILHANTADAS – PELO MEIO COM DUAS ‘BOMBAS’ DE LUIS SUÁREZ E GENY CATAMO. VITÓRIA 50 DE RUI BORGES NO SPORTING CP.

Texto: Xavier Costa

Fotografia: José Lorvão

Houve Leões à solta em Alverca. De regresso à Liga, a equipa principal de futebol do Sporting CP deslocou-se ao Ribatejo para vencer o FC Alverca de forma clara por 1-4, no último domingo, em duelo da 27.ª jornada.

Uma exibição letal que acabou com a invencibilidade caseira dos ribatejanos neste ano civil e que recoloca o Sporting CP – com um jogo ainda em atraso – no segundo lugar, em igualdade pontual com o SL Benfica (65), ambos atrás do FC Porto, que venceu em Braga e continua sem ceder no topo da classificação (72).

Para enfrentar um FC Alverca que entrou em campo no 11.º lugar da tabela e vindo de cinco empates consecutivos, Rui Borges fez apenas uma alteração – e forçada –no ‘onze’ que fez História a meio da semana na UEFA Champions League: o suspenso Maxi Araújo (cumpriu ciclo de amarelos) deu o lugar a Nuno Santos, que não era titular desde 26 de Outubro de 2024, quando se lesionou com gravidade em Vila Nova de Famalicão – e em Alverca, o azar voltou a bater-lhe à porta. Por seu turno, Ricardo Mangas regressou às opções após mais de um mês de ausência e começou no banco de suplentes.

Para a Liga, o Sporting CP já não enfrentava o FC Alverca no seu reduto desde 2003 e, agora, encontrou um adversário que em casa ainda não perdera em 2026 e, além disso, foi nessa condição que conquistou 19 dos seus 29 pontos. Um ‘fortim’ – esta noite com 6664 espectadores – que os Sportinguistas ajudaram a tomar, comparecendo em grande número numa das deslocações mais curtas do Campeonato.

Foi com algum atraso – por problemas numa das bandeirolas de canto – que a partida começou,

ainda com o sol a brilhar neste arranque de Primavera, mas os Leões não tardaram a mostrar ao que vinham: lançado em velocidade, ‘Pote’ chegou à bola em esforço e já em cima da linha final, mas mesmo sem ângulo ainda atirou à figura de André Gomes. O FC Alverca, embora a jogar no erro adversário, também entrou afoito, mas rapidamente teve de se fazer valer, sobretudo, da sua organização defensiva para suster as rápidas combinações interiores encetadas pelo Sporting CP. Assim, com o jogo inicialmente a decorrer em exclusivo no meio-campo adversário, Geny Catamo tentou a sua sorte do ‘meio da rua’ e quase surpreendeu o guarda-redes, que só por instinto impediu o 0-1. O golo, contudo, foi apenas uma questão de poucos minutos.

Aos 22’, Pedro Gonçalves recolheu uma bola perdida na área e, em jeito, colocou-a na ‘gaveta’, bem junto à base do poste mais distante para lançar os Leões na frente. Embora recém-inaugurado o marcador, uma má notícia abateu-se sobre os comandados de Rui Borges: Nuno Santos caiu no relvado e, de mãos na cara, viu-se forçado a sair com uma lesão muscular, tendo entrado Georgios Vagiannidis para o seu lugar. Momento que coincidiu com a mudança de ascendente no encontro. Um remate de muito longe de Lincoln, embora agarrado de forma segura por Rui Silva, despertou o conjunto ribatejano de Custódio Castro, que conseguiu subir linhas e crescer até ao intervalo. Depois de um par de remates bloqueados na área, um cabeceamento

de Sandro Lima que não passou longe do poste manteve o nível de alerta, mas o Sporting CP levou a vantagem para a segunda parte, onde arrancou de forma perfeita para continuar com o jogo na mão. No reatamento, os Leões voltaram a mostrar a sua versão mais mortífera, à boleia em especial do principal goleador da equipa e da Liga. Imediatamente depois de ter visto amarelo por simulação num penálti inicialmente assinalado (e revertido pelo VAR) e que o próprio até reconheceu infundado, Luis Suárez assinou uma obra de arte que valeu o 0-2: o colombiano flectiu da esquerda para dentro e desferiu um pontapé indefensável para o fundo das redes – 24.º golo do avançado na prova e já o número 33 da temporada com a listada verde e branca.

22.03.2026

Liga – 27.ª Jornada Estádio do FC Alverca FC ALVERCA SPORTING CP

1 4

0-1 ao intervalo

Marezi (84’) Pedro Gonçalves (22’, 86’), Luis Suárez (50’), Geny Catamo (69’)

Sporting CP: Rui Silva [GR], Iván Fresneda (Ricardo Mangas, 82’), Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio (Zeno Debast, 71’), Nuno Santos (Georgios Vagiannidis, 27’), Morten Hjulmand [C], Hidemasa Morita (Daniel Bragança, 71’), Geny Catamo, Pedro Gonçalves, Francisco Trincão, Luis Suárez (Rafael Nel, 82’).

Treinador: Rui Borges. Disciplina: cartão amarelo para Gonçalo Inácio (24’) e Luis Suárez (50’).

Primeiro ‘bis’ de Pedro Gonçalves em 2025/2026 foi decisivo para o regresso às vitórias no Campeonato

O FC Alverca tentou responder rapidamente para reentrar na discussão do resultado, mas Nabil Touaizi, chegado à área vindo de trás, atirou ao lado na melhor ocasião da equipa da casa. E, mais uma vez, quem não deu hipóteses foi o Sporting CP, que à base da força fez também o 0-3. Antes do minuto 70, Geny Catamo fez o mesmo que Suárez – só que da direita para dentro – e também ‘encheu’ o pé para fazer um golaço em Alverca. Com este oitavo golo em 2025/2026, o moçambicano já está a assinar a sua época mais concretizadora da carreira. Com a diferença de três golos, Rui Borges começou a mexer ao lançar Zeno Debast e Daniel Bragança por Inácio (amarelado) e Morita e, já à entrada para os últimos dez minutos, promoveu o regresso de Mangas e deu mais minutos ao jovem Rafael Nel. Antes disso, os Bicampeões Nacionais só não aumentaram o resultado, porque desta vez André Gomes ‘voou’ para negar um grande golo a Vagiannidis, surgido em zona frontal. Foi já perto do fim que o emblema do Ribatejo conseguiu chegar ao golo, porém não ficaria sem resposta. Saído do banco, Marezi, que já tinha avisado com um cabeceamento frouxo na área, encontrou o fundo das redes com um tiro cruzado e, apenas dois minutos depois, Pedro Gonçalves ‘bisou’. O camisola 8, de livre descaído sobre a esquerda, surpreendeu tudo e todos e cobrou directo para fixar o 1-4 final – 14.º golo na época do

criativo, o 12.º na Liga. Um resultado expressivo, mas que só não voltou a mexer por manifesta infelicidade verde e branca. Num lance de muita insistência e confusão na área, Mangas acertou no ferro e na recarga André Gomes foi à relva negar o golo a Rafael Nel. Antes da pausa internacional, os Leões de Rui Borges cumpriram,

assim, com mais uma vitória, a 50.ª do técnico transmontano no comando (em 73 jogos). Na próxima jornada, somente a realizar-se em Abril, o Sporting CP vai voltar a casa para enfrentar os açorianos do CD Santa Clara e continuar, batalha atrás de batalha, na busca incessante pelo objectivo do Tricampeonato.

RUI BORGES: “A EQUIPA DEU UMA GRANDE RESPOSTA”

No final do encontro em casa do FC Alverca, o treinador do Sporting CP analisou o triunfo em conferência de imprensa.

Análise ao jogo

“Acho que nos 90 minutos fomos melhores. Entrámos bem e chegámos ao golo perante um FC Alverca a defender num bloco baixo. Depois, entrámos num jogo de ‘adormecimento’, controlado é certo, mas podia prejudicar-nos. Fomos exagerando nesse sentido. Foi um jogo mais morno aí, mas a segunda parte foi completamente diferente. Fomos dinâmicos e tivemos uma energia diferente. Queríamos ir à procura do segundo golo, mesmo com algum risco atrás. Foi uma segunda parte muito boa com bola e sem bola. Foi um jogo controlado por nós, com uma segunda parte melhor do que a primeira”.

Ponto de situação de Nuno Santos

“É uma lesão muscular, mais do que isso não posso dizer. Infelizmente, um jogador que esteve 15 meses parado tem esses riscos”.

O cartão amarelo a Suárez após admitir que não havia razão para penálti

“Acho que agora há o cartão branco, seria o exigível (risos). Foi uma situação estranha, mas não vou comentar muito isso”.

Jogo em atraso coloca pressão na equipa por estar na perseguição na tabela?

“Estamos focados em nós e sabemos o que temos de fazer nesta recta final. Sempre foi assim e a equipa deu essa resposta hoje em campo, mais uma grande resposta. Agora, alguns vão para as selecções e nós vamos respirar um pouco para preparar um mês intenso”.

Apenas uma mudança (forçada) no ‘onze’

“Jogámos ao quinto dia. Notou-se que a energia não era a mesma na primeira parte, mas tentámos ser pressionantes. O mais importante era recuperar do desgaste mental da Champions. Havia um misto de jogadores que tinham feito 120 minutos e outros 70, mas jogámos ao quinto dia, por isso não era desculpa. A equipa deu uma grande resposta, felizmente”.

Vitória 50 à frente do Sporting CP

“Feliz. É mais um marco nosso caminho enquanto equipa técnica. Temos feito um grande trabalho, a qualidade de jogo e os dados demonstram-no. Acima de tudo, feliz por estar todos estes meses na liderança de um grande Sporting CP”.

Exibição de muita pontaria na média-distância
O momento em que Suárez rematou para um ‘golaço’ em Alverca

FUTEBOL EQUIPA B

ANJO(S) JUSTICEIRO DEVOLVEU SORRISO AOS JOVENS LEÕES

SE TUDO COMEÇOU DA PIOR MANEIRA EM SANTA MARIA DA FEIRA, O FIM NÃO PODIA TER SIDO MELHOR. GOLO TARDIO DE LUCAS ANJOS JUNTOU-SE AO DO EMPATE DE PAULO CARDOSO PARA DEIXAR PARA TRÁS A ENTRADA EM FALSO NO JOGO E UMA SÉRIE NEGATIVA DE RESULTADOS.

Texto: Xavier Costa Fotografia: Liga Portugal

No Estádio Marcolino Castro, a equipa B do Sporting Clube de Portugal derrotou o CD Feirense por 1-2, no passado domingo, em embate da jornada 27 da Liga 2. Um penálti madrugador até começou a castigar os comandados de João Gião, que, no entanto, responderam com muito e bom trabalho, superiorizando-se num dos campos mais difíceis da prova até à demorada mas merecida recompensa final: de volta às vitórias após quatro derrotas seguidas pela margem mínima.

A Norte, o Sporting CP apresentou um ‘onze’ com três alterações relativamente à jornada anterior: Rodrigo Dias, após suspensão, Samuel Justo e Lucas Anjos foram titulares ao invés de Eduardo Felicíssimo, Manuel Mendonça e Rafael Nel. E iniciado o encontro, os jovens Leões começaram praticamente a perder, fruto de um penálti assinalado ainda dentro do primeiro minuto após revisão do VAR. Na conversão, Jonathan Arriba bateu Diego Callai e pôs na frente o CD Feirense (11.º classificado), que entrou neste duelo como a equipa que menos golos concede em casa. O Sporting CP, no entanto, não sentiu o golpe e partiu de imediato em busca de uma resposta. Com controlo geral na posse de bola (34%-66% ao intervalo), o primeiro aviso chegou aos 20 minutos, quando Lucas Anjos atirou em arco para um ‘voo’ do guardião Diego Altube. Pouco mais de dez minutos depois da ameaça, a formação verde e branca chegou ao golo, terminando com uma ‘seca’ que durava há quatro jornadas. Paulo Cardoso, de cabeça ao segundo poste, foi o autor do empate após excelente trabalho e cruzamento de Rodrigo Dias na direita. Apesar da superioridade mantida, o 1-1 vigorou até ao intervalo somente por manifesta infelicidade dos jovens Leões, que continuaram por cima e ficaram muito perto de

virar o resultado. Depois de Samuel Justo já ter atirado à figura, Lucas Anjos até apareceu na cara do golo, mas o desvio conseguido embateu no poste.

E foi a mesma toada – e eficácia –que o segundo tempo trouxe ao jogo. Logo a abrir, Mauro Couto apareceu cara-a-cara com o guarda-redes adversário, que com uma ‘mancha’ negou o segundo golo verde e branco, cada vez mais justificado. Também Flávio Gonçalves ganhou espaço na área, já perto da hora de jogo, mas o remate de pé esquerdo acabou por sair acima da trave.

Muito mais feliz foi o conjunto fogaceiro, que quando voltou a espreitar o ataque beneficiou fortuitamente de um autogolo para marcar, porém depois de uma longa análise do VAR detectou-se fora-de-jogo na origem da jogada e o 1-1 seguiu inalterado para os últimos 20 minutos – mais divididos. Prova disso foi a sequência de oportunidades aos 77’: Miguel

Correa, para o CD Feirense, atirou cruzado e ao lado, tal como Lucas Anjos, junto à outra baliza, na resposta imediata.

O esforço e a muita luta começaram a sobrepor-se à clarividência na fase final, mas o Sporting CP ainda teve um ‘ás na manga’ e acabou por arrebatar os três pontos. Zaïd Bafdili, entrado no decorrer do segundo tempo, lançou um contra-ataque exemplar, aos 86 minutos, que Paulo Cardoso conduziu a alta velocidade e Lucas Anjos finalizou da melhor forma já na área - quarto golo do avançado na Liga 2.

Finalmente, operou-se a reviravolta em Santa Maria da Feira, onde a equipa da casa não perdia desde Dezembro, e os dez minutos de compensação foram de total contenção – com sucesso – por parte dos comandados de João Gião para poderem voltar a sorrir.

Conseguido o regresso às vitórias, a Liga 2 reserva à equipa B uma recep-

ção ao FC Penafiel na próxima jornada. Neste momento, os jovens Leões atingiram os 41 pontos e estão no sexto lugar, em igualdade pontual com o quinto, a UD Leiria.

22.03.2026

Liga 2 – 27.ª Jornada

Estádio Marcolino Castro, Santa Maria da Feira

FEIRENSE SPORTING CP

1-1 ao intervalo

Jonathan Arriba (5’) Paulo Cardoso (33’), Lucas Anjos (86’)

Sporting CP: Diego Callai [GR], Rodrigo Dias (Daniel Costa, 90+3’), Bruno Ramos, João Muniz (Rômulo Jr, 70’), David Moreira [C], Paulo Cardoso, Rayan Lucas (Eduardo Felicíssimo, 70’), Samuel Justo, Mauro Couto (Manuel Mendonça, 90+3’), Flávio Gonçalves (Zaïd Bafdili, 82’), Lucas Anjos. Treinador: João Gião.

Disciplina: cartão amarelo para João Muniz (17’) e Rodrigo Dias (80’).

JOÃO GIÃO: “FOI UMA GRANDE

RESPOSTA”

Após a reviravolta em Santa Maria da Feira, o treinador da equipa B analisou a partida em declarações à  SportTV, destacando “uma união e uma entrega muito grandes” como a base do triunfo.

“Depois de um ciclo difícil como o nosso, só uma grande equipa, muito unida e com personalidade é que chega a este ambiente, fora e contra uma equipa difícil, para dar esta resposta. Acho que o resultado não sofre contestação pelas oportunidades que fomos criando. Se não ganhássemos, mesmo o empate, era uma desilusão para nós”, enalteceu, considerando mesmo que os jovens Leões fizeram “um dos melhores jogos dos últimos tempos”.

“Foi uma grande resposta de uma equipa que no primeiro minuto sofre um penálti. Com um estádio em ebulição atrás da equipa da casa, agressiva e forte a defender, e a nossa equipa começa a pegar na bola e a jogar o seu jogo sem medo, criando as oportunidades que conseguimos… Deixaram-me, mais uma vez, muito orgulhoso. Jogámos com quatro sub-19 e alguns jogadores chegaram há três dias de Madrid [UEFA Youth League]”, destacou o técnico verde e branco, acrescentando: “Houve um espírito de sacrifício muito grande, os rapazes estão de parabéns”.

Lucas Anjos foi o herói ao concluir o contra-ataque que selou a retoma nas vitórias

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL FEMININA

LEOAS SEM RESPOSTA PARA A EFICÁCIA TORREENSE

APESAR DO MAIOR CONTROLO E ASCENDENTE VERDE E BRANCO, A VISITA AO SCU TORREENSE REDUNDOU EM DERROTA DEMASIADO PENALIZADORA. ESTE DESFECHO ENTRE SEGUNDO E TERCEIRO CLASSIFICADOS VOLTOU A COMPLICAR CORRIDA PELO TÍTULO.

Texto: Xavier Costa Fotografia: FPF

No Estádio Municipal de Rio Maior, a equipa principal feminina de futebol do Sporting CP perdeu com o SCU Torreense por 2-0, no último domingo, no duelo da 14.ª jornada da Liga. As Leoas entraram por cima e tiveram mais e melhores oportunidades para marcar, mas uma bola parada castigou-as com o 0-1 e, depois, o SCU Torreense soube segurar o ascendente verde e branco até aos últimos minutos, quando sentenciou o resultado. A eficácia fez toda a diferença neste embate entre segundo e terceiro classificados, que agora estão mais próximos: o Sporting CP com 28 pontos e o SCU Torreense com 25, enquanto o líder SL Benfica voltou a fugir na frente (36).

Com Micael Sequeira a repetir o mesmo ‘onze’ da jornada anterior, as Leoas entraram com tudo e até marcaram, mas Carolina Santiago tinha partido em fora-de-jogo. Ainda assim, a postura controladora em campo subsistiu e Jeneva Gray avis-

tou o golo, também, só que o pontapé seco saiu disparado ligeiramente ao lado do poste.

Ao mesmo tempo, lá atrás, o Sporting CP permitiu pouco ao SCU Torreense, mas uma bola parada acabou por fazer toda a diferença passada a meia hora. O canto cobrado para o ‘coração’ da área encontrou a cabeçada certeira de Jenna Tivnan, solta na zona da marca de

penálti.

Antes do intervalo, as comandadas de Micael Sequeira ainda voltaram a ameaçar, mas o remate de fora da área de Daniela Arques, que ainda sofreu um desvio, foi sacudido pela guardiã para canto. Embora desajustado pelo que foram os primeiros 45 minutos, o 1-0 seguiu para o segundo tempo, onde continuou a prevalecer, embora houvesse sempre mais

ESTAMOS NO TOPO EM VÁRIAS FRENTES

Está a chegar o mês de Abril, aquele que, como diz um velho ditado popular é o de “águas mil”, mas que será para nós, Sportinguistas, essencialmente o de muitas decisões.   Naquele bom problema que é chegar a este momento da época com tudo em aberto no plano nacional e, até, com a inveja de alguns “Zés”, que não gostam de nós e que não querem que ganhemos a Champions, qual adepto de tasca, também no plano internacional. As contas serão feitas no fim, mas uma coisa é incontestável. O Sporting Clube de Portugal está, independentemente da azia de um “Zé” qualquer, a lutar por tudo, sabendo que no campeonato não dependemos de nós, mas atirar a toalha ao chão não faz parte da nossa forma de estar. Está mesmo longe de ser o nosso ADN. Ainda na ressaca da noite épica que ditou a passagem aos quar-

Sporting CP na partida. Prova disso foi o cabeceamento de Flor Bonsegundo, aos 54 minutos, para nova defesa de Rute Costa, que pouco depois voltou a ser batida por Carolina Santiago, só que a jovem avançada estava outra vez em posição irregular.

Do outro lado, depois da hora de jogo, foi de canto – novamente – que o SCU Torreense voltou a ameaçar, com Anna Wellmann desta vez a mostrar bons reflexos para evitar o 2-0. Com o avançar do relógio, Telma Encarnação, Andreia Bravo e Carla Armengol, primeiro, seguidas por Joana Martins – de volta após vários meses de lesão – e Georgia Eaton-Collins, foram as ‘cartadas’ do banco verde e branco em busca de uma resposta que já não chegou. Além disso, o emblema de Torres Vedras – não perde desde Janeiro –confirmou a vitória com o 2-0 final já em período de descontos. Após um roubo de bola em zona alta, a bola foi endossada em Paloma Lemos e esta, de fora da área, ‘encheu’ o pé para castigar de sobremaneira as Leoas de Micael Sequeira, que somavam três jornadas consecutivas a vencer. Na próxima jornada, o Sporting CP recebe o SC Braga nesta recta final da Liga. Restam quatro jogos nesta edição 2025/2026 e há oito pontos de distância para a liderança.

22.03.2026

Liga – 14.ª Jornada

Estádio Municipal de Rio

2 0

1-0 ao intervalo

Jenna Tivnan (35’), Paloma Lemos (90’)

Sporting CP: Anna Wellmann [GR], Beatriz Fonseca, Ashley Barron, Mackenzie Cherry, Érica Cancelinha, Daniela Arques (Carla Armengol, 70’), Brenda Pérez [C] (Georgia EatonCollins, 88’), Cláudia Neto (Telma Encarnação, 70’), Jeneva Gray (Joana Martins, 73’), Flor Bonsegundo (Andreia Bravo, 70’), Carolina Santiago. Treinador: Micael Sequeira. Disciplina: cartão amarelo para Beatriz Fonseca (33’),

tos-de-final da Champions League, num jogo para mais tarde recordar, foi um Sporting CP assertivo e com a noção de que teria de fazer a sua parte, aquele que se deslocou até ao Ribatejo para vencer de forma clarividente o FC Alverca, com a particularidade de serem de belo efeito todos os quatro golos obtidos por um Leão que joga muito à bola. E o muito é mesmo o termo literal. Faltam sete “finais” – para nós serão oito – e a distância de quatro pontos é difícil de superar. Mas uma coisa é segura, como já escrevi acima. Não só não atiramos a toalha ao chão, como faremos de cada jogo uma “batalha” para a conseguirmos conquistar.  Mas não é só no futebol que o Sporting Clube de Portugal está no topo da Europa e do Mundo. Essa condição também é extensível às restantes modalidades.

O ouro do “nosso” Gerson Baldé no Mundial de Atletismo em pista curta, realizado em Torun, na Polónia, com uma marca estratosférica de 8,46m no salto em comprimento, é a prova provada dessa condição – parabéns também para Isaac Nader e Agate de Sousa, que apesar de serem atletas do rival também foram medalhados, de prata e de ouro, respectivamente. Na senda de outros feitos anteriores de atletas de um clube que tem dado êxitos europeus, mundiais e olímpicos a Portugal, para além de

sermos um clube que já conquistou 44 competições europeias em sete modalidades diferentes.

E esta época, depois das boas presenças conseguidas pelo voleibol na Champions League e pelo basquetebol na FIBA Europe CUP, que já terminaram o seu percurso nas provas europeias, ainda estamos “vivos” no futsal, que irá estar presente na final four da UEFA Futsal Champions League, em Pesaro, na Itália, no andebol, que irá defrontar a duas mãos os polacos do Wisla Plock no play-off de apuramento para os quartos-de-final da EHF Champions League e no hóquei em patins, onde almejamos o apuramento para a fase final da WSE Champions League, que terá a cidade de Coimbra como palco. Que outro clube português – e não só – está a este nível competitivo? A resposta é fácil: Nenhum!

Independentemente de como acabar a época, e não fazendo futurologia, é um orgulho tremendo aquilo que o nosso Clube nos proporciona. Estamos no topo. Até parece fácil. Mas não é. Requer muito trabalho e competência. Não existe a perfeição, todos sabemos, mas que é factual que estamos a viver um excelente período da nossa existência, é uma realidade inequívoca. Até ao fim. Nós acreditamos no sucesso. Somos o Sporting Clube de Portugal!

Maior SCU
JUVENAL CARVALHO
Equipa de Micael Sequeira mereceu bem mais em Rio Maior

FUTEBOL FORMAÇÃO SUB-23

FALTOU INSPIRAÇÃO

SUB-23 SUPERADOS PELO FC FAMALICÃO EM JOGO EM ATRASO.

Texto: Luís Santos Castelo

Fotografia: Isabel Silva

A equipa sub-23 de futebol do Sporting Clube de Portugal perdeu, no passado sábado, por 0-2 em jogo referente à terceira jornada da fase de apuramento de campeão da Liga Revelação.

O duelo não correu de feição aos Leões, que tiveram pela frente uma das mais fortes equipas do campeonato – a única que ainda não perdeu nesta fase final.

O FC Famalicão dominou a primeira parte e começou a ameaçar com remates ao lado de Denis Parkinson e Martim Almeida. Aos 17’, a primeira ocasião clara: tiro de Rodrigo Ribeiro muito perigoso a ser desviado para canto. Pouco depois, Miguel Gouveia negou o 0-1 a Lamine Beye com uma grande intervenção. Na resposta, Guilherme Santos rematou para fora na segunda bola após um cruzamento perigoso, mas eram os forasteiros a criar mais perigo e, aos 37’, nova grande defesa de Miguel Gouveia no frente-a-frente com Lamine Beye. Seguiu-se nova chance para o FC Famalicão, desta feita com Renan Santana a acertar na

trave num pontapé de canto.

Os minhotos tanto insistiram que inauguraram mesmo o marcador aos 43’ e por intermédio de Rudi Almeida, que finalizou na área. Até ao intervalo, Denis Parkinson deu mais trabalho a Miguel Gouveia, que respondeu bem.

No segundo tempo, já com André Machado no lugar de Konstantin Nikitenko, o FC Famalicão voltou a marcar num momento decisivo –logo aos 47’ e, agora, pelo muito interventivo Lamine Beye.

O 0-2 dificultou ainda mais a tarefa Leonina e o Sporting CP não conseguiu reagir com perigo. Depois do remate de Denis Parkinson para Miguel Gouveia defender para canto, Guilherme Silva, Guilherme Santos e Rayhan Momade deram lugar a Afonso Lee, Sandro Gambôa e Martim Peixoto na formação visitada.

Miguel Gouveia somou mais uma defesa aos 62’ e, a 20 minutos dos 90, foi a vez de Miguel Almeida substituir Diogo Martins. Já perto do final do tempo regulamentar, o avançado criou a melhor oportunidade Sportinguista em todo o desafio quando apareceu na direita e atirou cruzado, com a bola a passar perto do poste.

Até ao final, destaque para uma tentativa de Ivanildo Mendes, que rematou muito para fora.

O 0-2 prevaleceu.

Cumprido o jogo em atraso, os jovens Leões vão, agora, voltar a defrontar o FC Famalicão, mas agora fora de casa e hoje, quinta-feira.

21.03.2026

Liga Revelação – Ap. Campeão 3.ª Jornada – Estádio Aurélio Pereira

SPORTING CP FC FAMALICÃO 0 2

0-1 ao intervalo Rudi Almeida (43’), Lamine Beye (47’)

Sporting CP: Miguel Gouveia [GR], Konstantin Nikitenko (André Machado, 45’), Atanásio Cunha, Guilherme Silva [C] (Afonso Lee, 59’), Miguel Alves, Guilherme Santos (Sandro Gambôa, 59’), Ivanildo Mendes, Rafael Camacho, Diogo Martins (Miguel Almeida, 70’), Délcio Aurélio e Rayhan Momade (Martim Peixoto, 59’). Treinador: João Santos. Disciplina: cartão amarelo para Guilherme Santos (18’) e Atanásio Cunha (33’).

JOÃO SANTOS:

“SÓ PODIA HAVER UM VENCEDOR”

No final, João Santos marcou presença na zona de entrevistas rápidas. “Todos os jogos têm sido extremamente difíceis desde a primeira fase. Infelizmente, não temos conseguido os resultados que pretendíamos nesta fase. Sabemos que o contexto sub-23 tem particularidades dentro do espaço da Academia Cristiano Ronaldo e tenho de olhar de forma contínua, coerente e consistente para o nosso processo e para o crescimento individual dos jogadores. Os atletas andam em diferentes espaços, dos sub-17 à equipa principal. Há que ajudar os jogadores a perceber o que estamos a fazer de bom e de menos bom. Hoje só podia haver um vencedor, o FC Famalicão, que foi claramente superior”, começou por dizer aos meios de comunicação Leoninos, continuando. “O nosso principal objectivo é formar jogadores de forma consistente para que cheguem à equipa principal. Temos de estar constantemente a ajudar os jogadores para deixar as coisas em perspectiva de forma a que compreendam e para gerirem a frustração. (…) Há um lado muito positivo na frustração: significa que os jogadores não estão habituados a perder na cultura Sporting CP. Estão habituados a disputar títulos e não estamos a conseguir fazê-lo. Há que preparar o próximo jogo e queremos dar uma resposta melhor”, referiu. Miguel Alves, titular na partida, também esteve na zona de entrevistas rápidas para analisar o desafio.

“Faltou assertividade no último terço. Nunca conseguimos entrar verdadeiramente no jogo e eles tiveram sempre o jogo controlado. Não fizemos um remate enquadrado e quando é assim fica impossível fazer golos. (…) Estamos sempre a lutar, no máximo, com a atitude lá em cima. O FC Famalicão é uma equipa difícil e não foi um jogo fácil, mas temos de dar a volta. (…) Estamos tristes e frustrados, é uma série muito negativa e neste clube não pode acontecer”, afirmou o defesa de 20 anos.

Jovens Leões não se conseguiram superiorizar aos minhotos em Alcochete

FUTEBOL FORMAÇÃO SUB-15

JOVENS LEÕES DESBLOQUEARAM JOGO EM CINCO MINUTOS

TRIUNFO DOS SUB-15 DO SPORTING CP FRENTE AO SC BRAGA POR 2-0.

Texto: Nuno Miguel Simas

Fotografia: FPF

A equipa sub-15 do Sporting Clube de Portugal venceu, no passado domingo, o SC Braga por 2-0 na sétima jornada da fase de apuramento de campeão nacional e subiu ao segundo lugar da tabela classificativa. Foi a terceira vitória consecutiva dos comandados de João Lourenço nesta fase da competição.

Um triunfo Leonino garantido no espaço de cinco minutos – entre os 52’ e os 57’ – com os dois golos marcados pela formação verde e branca, um de Jacobo Aparício e outro de Aladje Mussa (entrada muito bem-sucedida ao intervalo do extremo Leonino), numa segunda parte de boa qualidade da formação do Sporting CP orientada por João Lourenço.

Aos sete minutos, Gabriel Gouveia ganhou uma bola ao guarda-redes

Leonino e cabeceou ao poste, com a baliza deserta, na primeira oportunidade de jogo, que pertenceu à equipa do SC Braga.

Aos 12 minutos, David Makinde cruzou na direita e Diego Monteiro por pouco não chegou a tempo do desvio final, num primeiro tempo muito corrido, físico e sem grandes oportunidades perto das duas balizas. No segundo tempo, Aladje Mussa rendeu o lesionado Igor Ribeiro e a entrada do extremo revelou-se decisiva no jogo. O Sporting CP ganhou muita dimensão ofensiva e mais presença perto da área da equipa minhota.

Aos 48’, Jacobo Aparício trabalhou bem na direita e serviu Laurindo Mendonça, com o remate do capitão Leonino a ser ‘prensado’ por um defesa da equipa minhota.

Quatro minutos depois, Jacobo Aparício correspondeu de cabeça a

um cruzamento perfeito na meia-esquerda de Aladje Mussa e inaugurou o marcador para o Sporting CP.

Aos 57’, Aladje Mussa foi derrubado na área pelo guarda-redes do SC Braga. Na transformação da grande penalidade, o mesmo Aladje Mussa atirou colocado para o lado direito da baliza da formação bracarense e aumentou a diferença no marcador para a equipa verde e branca.

Aos 69’, Joaquim Cabeçana fez uma grande defesa a evitar o golo em remate forte de Gabriel Ribeiro e na recarga, um corte de Nicolas Aparício evitou que a formação bracarense reduzisse o marcador. Jacobo Aparício ficou perto de bisar aos 72’, mas o livre do médio embateu no poste da baliza bracarense.

O Sporting CP fez uma segunda parte de muito bom calibre e venceu com inteira justiça o SC Braga por 2-0.

22.03.2026

Campeonato Nacional Sub 15

Ap. Campeão, 7.ª Jornada

Estádio Aurélio Pereira

SPORTING CP SC BRAGA

2 0

0-0 ao intervalo

Jacobo Aparício (52’), Aladje Mussa (57’ P)

Sporting CP: Joaquim Cabeçana [GR], Dinis Oliveira, Bernardo Lavos (Salmán Umarji, 65’), Nicolas Aparício, Martim Sousa (João Rodrigues, 65’), Luís Gonçalves, David Makinde, Jacobo Aparício (Tiago Pereira, 78’), Diego Monteiro, Laurindo Mendonça [C] (Daniel Lopes, 65’), Igor Ribeiro (Aladje Mussa, 41’). Treinador: João Lourenço. Disciplina: cartão amarelo para Nicolas Aparício (23’) e Bernardo Lavos (30’).

JOÃO LOURENÇO: “NA SEGUNDA PARTE FOMOS MELHORES”

Após o triunfo da equipa de sub-15, o técnico da formação Leonina, João Lourenço, fez a análise para os meios de comunicação do Clube. “A primeira parte foi um pouco mais equilibrada, o SC Braga entrou bem e nós fomos evoluindo, mas sem conseguir situações de finalização. Ao intervalo disse que eles tinham de melhorar as acções base, ter bola mais tempo, circular mais vezes, criar mais espaços. Na segunda parte fomos melhores, controlámos mais o jogo e isso materializou-se em remates à baliza. Sabíamos que o SC Braga é fisicamente muito forte no geral, tínhamos de ser fortes nos duelos e melhorámos isso na segunda parte”, frisou o técnico. Sobre a terceira vitória consecutiva na fase de apuramento de campeão, o João Lourenço referiu que: “É importante, deixa-nos ainda mais confiantes naquilo que estamos a fazer, é importante ganhar para nos sentirmos bem, também, o que não quer dizer que não nos sentíssemos quando as coisas não nos correram tão bem. Continuámos a trabalhar e a focar-nos no que é o desenvolvimento dos nossos jogadores e isso é o mais importante”.

O jogo de sub-15 entre Sporting CP e SC Braga foi sempre intenso e com vários bons momentos de futebol

MODALIDADES ANDEBOL

SPORTING CP PROLONGA CONTRATO DE MOHAMED ALI

GUARDA-REDES EGÍPCIO VAI CONTINUAR AO SERVIÇO DOS BICAMPEÕES NACIONAIS.

Texto: Nuno Miguel Simas

Fotografia: João Pedro Morais

O Sporting Clube de Portugal prolongou o contrato com Mohamed Ali, guarda-redes nascido no Egipto, que cumpre actualmente a segunda temporada de Leão ao peito. O jogador assinalou a continuidade como uma consequência de estar muito realizado no emblema Leonino.

“Para mim, a equipa e o Clube são como uma família e estou muito feliz por continuar com o Sporting CP. Espero fazer mais coisas boas no Clube e na equipa”, disse aos meios de comunicação do Clube.

Mohamed Ali sente que ainda há trabalho para fazer no Sporting CP e daí a continuidade no emblema Leonino. “Aqui sinto-me em família e sinto que há coisas para fazer no Campeonato, para fazer História do Clube em Portugal e na EHF Champions League. Por isso quero

estar aqui mais alguns anos, para procurar fazer História pela equipa e pelo Clube, que para mim é algo muito importante. Ganhámos oito títulos consecutivos, mas quero continuar a fazer História, isso para mim é importante”.

O apoio dos adeptos Sportinguistas na bancada é também um estímulo e motivo para Mohamed Ali querer continuar a representar o Clube. O jogador considera que não há adeptos iguais aos Sportinguistas. “Quando jogamos em nossa casa, é sempre uma oportunidade para ganhar. Os nossos adeptos ajudam sempre a equipa, apoiam sempre a equipa, eu sinto-me com mais energia quando jogo no Pavilhão João Rocha, sinto que posso dar uma percentagem da minha força. Os nossos adeptos estão sempre connosco, especialmente no João Rocha quando está cheio, não somos sete [jogadores], somos oito, somos nove, temos mais dois

jogadores em campo e isso, nunca vi no andebol, ter os adeptos assim, sempre no Pavilhão cheio. Já joguei em muitos países e como os adeptos do Sporting CP, nunca vi na minha vida”, frisou o jogador. O sentimento de família retrata bem a forma como Mohamed Ali olha para o Sporting CP na generalidade, com mais adjectivos elogiosos para os Sportinguistas pela forma muito fiel e apaixonada como sentem o Clube. “Os adeptos Sportinguistas para mim são algo de especial no meu coração. Um dos motivos para querer continuar no Clube é que eu sinto família não só na equipa e no Clube, como nos adeptos Sportinguistas. Quanto estás a ganhar, ou a perder, eles estão sempre contigo e nunca vi adeptos como os Sportinguistas”, defendeu.

Para Mohamed Ali, quando o Sporting CP tem todos os jogadores em pleno, o céu é o limite para os Bicampeões

Nacionais e por isso, a Europa cabe muito bem dentro das ambições do jogador Leonino e da equipa. “O objectivo é sempre ganhar e quero fazer mais pelo Sporting CP, especialmente na EHF Champions League, porque esta equipa merece fazer algo de bom. Na época passada estivemos nos quartos-de-final da EHF Champions League, mas a sorte não esteve connosco, este ano vamos tentar fazer História, porque a nossa equipa tem tudo. Creio que quando esta equipa está toda ok, podemos fazer tudo bem”, salientou Ali.

Carlos Carneiro, coordenador do andebol do Sporting CP, pontuou a renovação como a concretização de mais um desejo Leonino. “O Ali é um guarda-redes de topo, um guarda-redes de Selecção. Estamos muito felizes por ter um guarda-redes deste nível, com a experiência que tem.

A baliza é um posto muito específico no andebol, onde a experiência

conta muito. Penso que está na melhor fase da carreira dele e sente-se muito bem no Clube, o que para nós também é muito importante”, disse o dirigente aos meios de comunicação do Clube.

Rendimento no campo, integração fácil e ainda margem para dar muito ao Sporting CP, todos estes argumentos juntos fazem de Ali uma aposta segura para o presente e para o futuro. “Procuramos sempre o rendimento e dentro disso há sempre algumas variáveis que nós avaliamos. O Ali está numa fase de muito rendimento, que nos pode dar muito, acabamos por ser uma equipa muito jovem e é preciso ter atletas com um bocadinho mais de experiência, que em momentos mais complicados podem ajudar os mais novos. Ficamos contentes com esta mistura de atletas no Clube, com enorme qualidade, experiência e o aspecto social também”, referiu o coordenador.

Mohamed Ali quer continuar a ganhar títulos ao serviço do Sporting CP

ENTREVISTA

BRANDON JOHNS JR.

“ESTAMOS COM FOME DE CONTINUAR A GANHAR”

BRANDON JOHNS JR., POSTE DE 26 ANOS DA EQUIPA DE BASQUETEBOL DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, ESTÁ MUITO HONRADO POR JOGAR NO EMBLEMA LEONINO. EM ENTREVISTA AO JORNAL SPORTING, DESTACA A GRANDE QUÍMICA E COMPANHEIRISMO NO PLANTEL E A LIDERANÇA DO TÉCNICO LUÍS MAGALHÃES. A CONQUISTA DA TAÇA DE PORTUGAL NÃO FAZ DO TRABALHO UMA OBRA TOTALMENTE COMPLETA E MOSTRA BASTANTE AMBIÇÃO, NUMA FILOSOFIA ASSENTE NO TREINO E EM DAR SEMPRE UM POUCO MAIS A CADA DIA. O JOGADOR VINCOU AINDA O QUANTO GOSTA DE JOGAR PERANTE OS SPORTINGUISTAS E MOSTROU-E IMPRESSIONADO PELO APOIO QUE SENTE EM QUALQUER PAVILHÃO ONDE JOGA AO SERVIÇO DOS LEÕES.

Fotografias: Isabel Silva

Na Liga tem médias de 13,6 pontos por jogo e de 7,2 res saltos. O que acha destes números a nível individual?

Penso que são bons números, como também de toda a equipa. Todos temos um grande papel na equipa, todos contribuímos em diferentes categorias do jogo, a marcar, a assistir, a ganhar ressaltos. Fazemos um bom trabalho em todas as facetas do jogo e todos somos importantes.

O espírito de equipa construído é um dos pontos fortes deste grupo de basquetebol do Sporting CP? Diria que sim. Penso que se pode ver isso nas quatro linhas,

penso que nos apoiamos muito uns aos outros. Não temos ninguém egoísta na nossa equipa. Procuramos o sucesso uns dos outros a todo o momento. Penso que é isso que tem feito de nós bons.

Até ao momento, uma competição jogada e um título –Taça de Portugal. Quanto foi importante ganhá la para o resto da temporada?

Penso que foi muito importante. Penso que foi uma oportunidade para nós de mostrarmos o que somos, mas também de termos uma conquista na época até agora. Ainda há mais algumas competições por jogar, mas penso que nos dá um bom mindset para como podemos encarar as competições que ainda há para jogar, os play-off da Liga, tudo. Por isso,

sim, acho que foi muito importante para nós. Motiva-nos para querermos repetir a conquista.

O Brandon Johns foi eleito o melhor jogador da final da Taça de Portugal. O que significou para si ter sido o MVP (jogador mais valioso)?

Foi fantástico. Honestamente, não esperava. Só queria ir para jogo e jogar para ganhar. Queria jogar para os meus colegas e tudo funcionou dessa forma. Fiquei grato por isso (MVP), foi inesperado, mas repito, grato por isso.

“NA NOSSA EQUIPA SOMOS MUITO COMPANHEIROS, AJUDAMO-NOS MUITO”
Texto: Nuno Miguel Simas

A liderança do treinador, Luís Magalhães, é outra das cha ves do vosso sucesso e por serem tão competitivos, igual mente no trajecto europeu?

Sim, é extremamente importante. Obviamente, ele é o nosso líder. Ele faz um excelente trabalho a ajudar-nos, a ver diferentes aspectos em jogo e o que fazer para nos ajustarmos a isso. E penso que é também uma excelente pessoa. Ajudanos nos treinos e nos jogos, é muito dialogante, podemos sempre falar com ele, até propor ideias, que ele está receptivo a ouvir e a aplicar, ou a conciliar com as ideias dele. Ele é excelente.

No seu caso concreto, em que é que o Brandon tem melho rado mais desde que está no Sporting CP?

Diria que a minha fisicalidade. Penso que o aspecto físico da Liga portuguesa tem sido tremendo, que me tem ensinado a ser mais físico, a usar mais o meu corpo, também a estar ‘fitness’ para estar capaz de marcar pontos e igualmente para estar pronto a ajudar os meus colegas de alguma maneira, no que for necessário.

Há ainda mais duas competições para serem jogadas em Portugal – Liga e Taça da Liga. Quais as expectativas para esses dois troféus?

As nossas expectativas são simplesmente, ganhar. Todos nós queremos ganhar. Vamos fazer tudo, pôr a nossa força para treinar de forma intensa e dar todo o nosso esforço em jogo para ganharmos. Essa é a nossa intenção.

“MOTIVA-NOS PARA QUERERMOS REPETIR A CONQUISTA [TAÇA DE PORTUGAL]”

Na equipa do Sporting CP, vemos que qualquer jogador pode ser decisivo a qualquer momento. Essa abordagem muito colectiva aproxima das vitórias?

Sim, esse é um dos maiores aspectos a favorecer-nos quanto equipa, é o de termos muitas ‘armas’ diferentes. Um jogador pode fazer 20 pontos num jogo e no jogo a seguir ter muito bons números noutro dado estatístico importante e aparecer um companheiro a fazer muitos pontos. Não se planeia propriamente isso no jogo, porque nunca se sabe quem vai estar mais a comandar a esse nível. Somos muito versáteis e aproveitamos muito bem os recursos que temos.

Neste momento, o objectivo imediato da equipa é estar nas decisões das competições, ou seja, nas finais? Absolutamente. Temos de nos concentrar no que temos pela frente, mas não podemos pensar demasiado à frente. Se estivermos onde temos os pés, só a pensar em melhorar dia após dia, sempre a melhorar um por cento, acredito que vamos a mais finais.

Como pode descrever o ambiente no Sporting CP?

É óptimo, é fantástico. Com os nossos adeptos, é um ambiente muito ruidoso e penso que eles também se divertem a ver-nos jogar. Acima de tudo, na nossa equipa, somos muito companheiros, ajudamo-nos muito. Temos uma energia enorme que passamos de uns para os outros. Preocupamonos uns com os outros. Somos todos irmãos, fazemos coisas juntos fora dos treinos. Temos sempre aquela química para ultrapassar qualquer coisa nos jogos, no que for. É como se a adversidade nos pudesse atingir, mas confiamos uns nos outros para a superar.

Tem apenas 26 anos e ainda assim é um dos jogadores mais velhos do plantel. Como é fazer parte de um grupo assim, tão jovem e talentoso? É fantástico. Estou sempre a aprender com qualquer um, pode ser com os mais jovens, ou com os mais velhos. Penso

que tudo é uma experiência de aprendizagem. Encaro isso de forma muito positiva. E também creio que dou o meu contributo para ajudar, seja os mais jovens, ou os mais velhos.

Em Janeiro, foi eleito o melhor jogador do mês para a Liga. O que significou essa distinção? Definitivamente, é um bom sinal. Mas digo, sinceramente, nunca me preocupei com prémios individuais, só quero ir para o campo e jogar, dar o meu melhor e ganhar, com os meus ‘irmãos’ no final do dia. Essas distinções virem como consequência, é uma excelente sensação.

O espírito de equipa do basquetebol do Sporting CP é o de uma família?

Sim, absolutamente. Volto a dizer, fazemos muitas actividades juntos, quer nos treinos, quer fora do trabalho. Gostamos de estar juntos, falamos muito uns com os outros. Isso acrescenta muito ao nosso sucesso.

“LUÍS

MAGALHÃES

É O NOSSO

LÍDER,

FAZ UM EXCELENTE TRABALHO A AJUDAR-NOS, A VER DIFERENTES ASPECTOS EM JOGO E O QUE FAZER PARA NOS AJUSTARMOS A ISSO”

No jogo em que recebeu o prémio de melhor do mês de Janeiro, tinha familiares nas bancadas a apoiá‑lo. O que representou essa presença, dado que vieram de longe (Brandon Johns é norte americano)? Sim, tive, eram os meus avós. Foi fantástico ver a minha família nas bancadas. Foi, definitivamente, uma experiência diferente, porque geralmente passo a maior parte do ano, a modos que sozinho. Geralmente os meus pais e família estão muito atarefados e não conseguem acompanhar-me presencialmente e eles terem estado transmitiu-me uma ‘injecção’ muito boa de energia. Foi excelente.

Disse após a conquista da final da Taça de Portugal que o trabalho ainda não estava feito. Como sente a equipa para

encarar as competições que faltam?

Definitivamente, estamos com fome de continuar a ganhar. Não é o ganhámos, estamos bem. Estamos a tentar dar um por cento mais para melhorar a cada dia. Há muitos mais jogos por realizar e podemos fazer ainda mais. Queremos aproveitar essas oportunidades e continuar a ter sucesso. Vamos continuar a trabalhar nesse sentido.

Nasceu no estado do Michigan, onde está sediada uma das ‘franquias’ mais populares da NBA, os Detroit Pistons. Foi uma influência para querer ser jogador profissional de basquetebol?

Sim, crescei a ver muitos jogos e a acompanhar a história da equipa. A era dos ‘bad boys’ foi inspiradora. Vi muitos highlights dessa equipa, da maneira como jogavam e teve inspiração em mim para querer ser jogador profissional de basquetebol.

Como foram a infância e a adolescência?

A minha infância foi boa. Teve os seus altos e baixos, mas no geral foi uma boa infância. Era uma casa agradável. Os meus pais sempre foram óptimos. Acho que fui muito bem-criado. E morávamos num bairro onde eu podia sair com os meus amigos ou estar a jogar basquetebol. Muita gente da vizinhança vinha à nossa casa, ficava na brincadeira, a jogar basquetebol, várias brincadeiras no quintal. Foi uma infância muito boa.

Jogava basquetebol na rua com os seus amigos nos Estados Unido?

Sim. Eu tinha um cesto de basquetebol na nossa garagem e levava-o sempre para a rua. E geralmente, quando ouviam o barulho da bola a bater no chão, era como um sinal para todos saírem e começarem a jogar. Fazíamos jogos na rua. Foi assim que cresci.

Quanto foi importante ter jogado na época anterior na Suécia para a adaptação ao basquetebol europeu?

Foi realmente importante, foi o meu primeiro ano e fez-me adaptar e acostumar ao basquetebol europeu, como se joga na Europa, como é o estilo de jogo, como é o ritmo de jogo. Foi uma primeira excelente experiência para realmente começar a familiarizar-me com o assunto.

Brandon Johns Jr. acredita que o trabalho poderá vir a ser recompensado com mais títulos

Em que é diferente o basquetebol na Europa e nos Estados Unidos? E onde sentiu mais as diferenças?

Diria que o basquetebol aqui é mais metódico. Acho que os jogadores aqui são extremamente inteligentes e usam isso a seu favor, seja nas jogadas, nos movimentos que fazem ou na finalização perto do cesto. Penso que tudo aqui é muito metódico, porque quando pensamos que um jogador não consegue fazer um certo passe, ele pode alterar isso de alguma forma para ainda conseguir o passe para lá. É como se nunca tivesse pensado nisso e como se tivesse de estar sempre alerta e preparado para qualquer coisa.

É mais estratégico?

Sim, diria que muito estratégico.

Como se sente em poder jogar perante os Sportinguistas, não apenas no Pavilhão João Rocha, mas nos pavilhões de todo o país?

É uma grande experiência. Penso que a qualquer lugar onde vamos jogar, é uma experiência única. Em diferentes lugares de Portugal, ou em diferentes países, há sempre adeptos do Sporting CP. É fantástico, porque é como se nunca estivéssemos sós. É como se tivéssemos sempre gente atrás de nós a apoiar-nos, por isso é sempre uma excelente sensação.

“SOMOS IRMÃOS. CONFIAMOS UNS NOS OUTROS PARA SUPERAR AS ADVERSIDADES”

Que mensagem gostaria de deixar aos Sportinguistas, quan‑ do ainda há muita competição por jogar no basquetebol? Ganhámos uma competição, mas continuamos a trabalhar no duro para trazermos mais para o Sporting CP. Mais uma vez digo, o trabalho ainda não está terminado, vamos continuar a trabalhar para trazer mais conquistas.

Quando jogam no Pavilhão João Rocha, sentem de algu ma maneira que já estão um passo à frente para puderem ganhar?

Sim, obviamente como treinamos aqui o tempo todo, é como se fosse a nossa casa, o nosso court. Temos tanta facilidade com tudo, que isso também nos ajuda bastante. Eu sempre acreditei na ideia de que boa aparência e bom desempenho

são inevitáveis. É uma sensação óptima entrar no Pavilhão João Rocha e treinar. Simplesmente faz-te sentir muito bem. Sentimo-nos muito bem a treinar aqui e faz-nos igualmente jogar bem aqui. É um ambiente que nos faz jogar bem.

“QUEREMOS APROVEITAR ESSAS OPORTUNIDADES [COMPETIÇÕES] E CONTINUAR A TER SUCESSO”

Quanto é especial ser jogador do Sporting CP?

É super-especial, é extremamente especial. Há tantos Sportinguistas por todo o lado. E claro, por o Sporting CP ser uma marca tão grande. É realmente uma honra jogar pelo Sporting CP e perante os nossos fãs.

O que quer alcançar até ao final da época pelo Sporting CP?

Queremos ganhar o máximo possível. Se pudermos ganhar mais títulos, é o que queremos fazer e é nesse sentido que vamos continuar a trabalhar.

Como sente que tem corrido a sua adaptação ao Sporting CP e a Portugal?

A minha adaptação tem sido excelente, talvez de início um pouco stressante, porque vim para um novo país. Foi um pouco tenso tentar entender tudo. Mas agora, que consigo sentir tudo, é simplesmente maravilhoso. Digo sempre à minha família e aos meus amigos que eles iam adorar estar cá e para virem. Estou a adorar, as pessoas são incríveis, a comida também, tal como o tempo. Eu realmente não me canso de Portugal, com certeza, e o aspecto favorito, por agora, é a comida. Há uma enorme variedade de pratos aqui.

De qual gosta mais?

Pergunta difícil. O bacalhau é muito bom, já ouvi dizer que os caracóis são muito populares aqui. Estou interessado.

Ainda não provou?

Ainda não. Mas vou provar. Estou a ganhar coragem (risos). Mas tenho ouvido dizer que é muito bom.

Já teve tempo para procurar visitar alguns lugares? Vou conhecendo alguns restaurantes. Fico muito no apartamento.

O que gosta de fazer nos tempos livres?

Gosto de vídeo-jogos e de passear um pouco.

Se não fosse jogador de basquetebol, o que acha que teria sido?

Gosto de Psicologia forense, do campo da justiça criminal.

Qual é o hábito mais norte‑americano que tem?

Sou do Midwest e lá fala-se muito rápido. Sinto que muitas vezes falo demasiado depressa para os portugueses e que fica mais difícil para eles traduzirem.

E qual o hábito português que gostava de ter?

Falar a língua. Gostava de falar português. Soa muito engraçado. Se eu ficar zangado com alguma coisa, eu poderia simplesmente falar em português.

Em jogo, prefere um ‘abafo’ ou um afundanço?

Gosto de um poderoso afundanço, mas bom, depende da situação do jogo. Mas penso que um poderoso afundanço, para dar vibração aos adeptos.

Qual o colega de equipa mais duro para enfrentar no treino?

Diria o JP Fernandes. É o mais duro, mais velho, é realmente forte e defende realmente muito bem. Tem os truques de um veterano.

E o companheiro para uma assistência, para um passe que dá pontos?

Todos os colegas são excelentes, mas talvez o Ventura, ou o Morgan [Malik].

O melhor amigo na equipa?

Não vou escolher um, tenho em todos eles melhores amigos. Gosto muito de cada um. Tenho relações de amizade únicas com cada um e somos todos muito próximos uns dos outros.

Poste Leonino tem média de 13,6 pontos por jogo e de 7,2 ressaltos na Liga
O jogador foi o melhor em campo na final da Taça de Portugal

MODALIDADES BASQUETEBOL

SEM VACILAR EM BRAGA

PRIMEIRA METADE EQUILIBRADA DEU LUGAR A UM TERCEIRO E QUARTO PERÍODOS MAIS DOMINADORES DO SPORTING CP NO MINHO.

Texto: Luís Santos Castelo

Fotografia: João Pedro Morais

A equipa masculina de basquetebol do Sporting Clube de Portugal venceu, no último sábado, no reduto do SC Braga por 87-96 para a 17.ª jornada da fase regular da Liga.

Depois de um primeiro quarto em que os minhotos saíram na frente, o resto da partida foi dominada ou gerida pelo emblema de Alvalade, que chegou assim ao sétimo triunfo consecutivo.

Luís Magalhães apostou Stephan Swenson, Malik Morgan, Maleeck Harden-Hayes, Claude Robinson e Brandon Johns Jr. para começar o encontro e os minutos iniciais ficaram marcados por alguns triplos, entre eles dois do poste verde e branco. Depois de algum equilíbrio, com Malik Morgan e André Cruz em destaque no ataque, o SC Braga acelerou e chegou ao 24-19 e, depois, ao 29-23. Um lance livre de André Cruz fechou o

período inaugural em 29-24. A resposta Sportinguista fez-se sentir logo nos primeiros pontos do segundo quarto. Uma jogada de 2+1 de Miguel Correia e um lançamento certeiro de Francisco Amarante empataram a 29, com André Cruz a colocar o Sporting CP na frente (29-31) e a aumentar a vantagem com um triplo - ideia roubada por Stephan Swenson pouco depois (33-37).

Estava melhor o Sporting CP, que deu espectáculo com o vistoso afundanço de André Cruz (36-39) e outro de Brandon Johns Jr. (36-41), mas o SC Braga não só não deixou os Leões fugirem como até virou o resultado para 43-41. Só um grande triplo de Malik Morgan levou o jogo em vantagem para o intervalo (43-44).

Estava tudo em aberto para o segundo tempo, onde o Sporting CP voltou a entrar bem. Brandon Johns Jr., Malik Morgan, Maleeck Harden-Hayes e Stephan Swenson facturaram, seguindo-se novo lançamento certeiro

de Malik Morgan, agora de três pontos, para completar um parcial de 9-0 que deixou o marcador em 46-55. Malik Morgan acertou mais um triplo, assim como Miguel Correia (5665), tendo Francisco Amarante e André Cruz brilhado pelo meio. João Fernandes, com um afundanço, fez o 59-70 que significou 11 pontos de vantagem para os visitantes. No final do terceiro quarto, 65-72 para o Sporting CP. Por cima do desafio, a turma de Luís Magalhães não teve problemas em segurar a vantagem nos dez minutos finais, onde Miguel Correia, André Cruz e João Fernandes – autor de dois triplos – foram cruciais. No final, 8796 para os de Alvalade e vitória justa. Com 20 pontos, André Cruz foi o maior artilheiro do Sporting CP, sendo que Malik Morgan (15 pontos e sete ressaltos), João Fernandes (11 e nove), Francisco Amarante (dez e nove), Brandon Johns Jr. (14 pontos) e Miguel Correia (12) também estive -

ram em evidência.

Nota: o jogo entre o Sporting CP e o Galitos FC, realizado ontem e a contar para a Taça Hugo dos Santos, terminou depois do fecho desta edição do Jornal Sporting, razão pelo qual não é mencionado.

21.03.2026

Liga – Fase Regular – 17.ª Jornada AMCO Arena, Braga

BRAGA SPORTING CP

87 96

29-24, 14-20, 22-28 e 22-24

Sporting CP: Brandon Johns Jr. (14), Uwais Razaque, Maleeck HardenHayes (2), Miguel Correia (12), Rui Palhares (2), Francisco Amarante (10), Claude Robinson (5), André Cruz (20), João Fernandes (11), Malik Morgan (15) e Stephan Swenson (5). Treinador: Luís Magalhães.

SÉRGIO RAMOS: “JOGO POSITIVO”

No final, Sérgio Ramos analisou a partida e bom resultado no que considera ser “um campo difícil”. “O SC Braga tem uma equipa bem estruturada, com boas opções para diversas posições. No primeiro quarto, não defendemos muito bem e permitimos muitos pontos do adversário. Ajustámos no segundo período e voltámos à defesa habitual. No terceiro, mais uma vez, conseguimos ganhar uma ligeira vantagem, sobretudo à custa da defesa. Defendemos bastante bem, controlámos o ressalto ofensivo do SC Braga. Depois, no quarto período conseguimos gerir bem o resultado. Fomos inteligentes, demos a bola a quem tínhamos de dar e continuámos a cumprir o plano de jogo na defesa. No geral, foi um jogo positivo e mais uma vitória”, disse ao Jornal Sporting O treinador-adjunto dos Leões lembrou que o grupo “tem demonstrado, ao longo da época, bastante consistência tirando um ou outro jogo, o que é normal”. “Umas vezes jogamos um bocadinho pior e acabamos por ganhar, mas hoje fizemos um bom jogo”, acrescentou. Por fim, Sérgio Ramos comentou as já habituais boas prestações do Sporting CP no terceiro quarto: “Temos dez, 11 jogadores a trazer coisas novas em todos os jogos. Faz com que a equipa esteja mais fresca, nunca entramos em cansaço excessivo. Pressionamos e desgastamos os adversários, é um dos nossos objectivos enquanto equipa. Os resultados no terceiro quarto não são de estranhar”.

SC
André Cruz chegou aos 20 pontos em Braga

MODALIDADES BASQUETEBOL EQUIPA PRINCIPAL FEMININA

FASE REGULAR TERMINA COM DESAIRE

DERROTA DO SPORTING CP NA CASA DA AD SANJOANENSE POR 75-68.

Texto: Nuno Miguel Simas

Fotografia: José Lorvão

22.03.2026

Liga – Fase Regular – 22.ª Jornada Pavilhão Municipal Paulo Pinto, São João da Madeira

AD

SANJOANENSE SPORTING CP

75 68

20-16, 15-23, 20-16 e 20-13

Sporting CP: Luana Serranho (8), Emma Huff (11), Nany Carvalho (14), Emília Ferreira (6), Dayna Rouse (20), Madalena Costa, Ana Urbano, Maria Oliveira, Márcia Carvalho (4), Simone Costa, Caty Martins, Maria Kostourkova (2). Treinador: João Pedro Vieira.

A equipa feminina de basquetebol do Sporting Clube de Portugal perdeu, no passado domingo, em casa da AD Sanjoanense por 75-68 na 22.ª e última jornada da fase regular da Liga. O resultado dita que o Sporting CP vai defrontar nos quartos-de-final do play-off a formação do CRC Quinta dos Lombos, com as Leoas a terminarem a primeira fase no oitavo lugar. Vão ter, agora, pela frente a formação de Carcavelos, que terminou a primeira fase no primeiro lugar. Os quartos-de-final decidem-se à melhor de três jogos, com as Leoas de João Pedro Vieira a jogarem em casa no primeiro encontro da eliminatória, no Pavilhão João Rocha.

NATAÇÃO

CURSO INTENSIVO DE PÁSCOA

Se tens entre os 5 e 12 anos, aperfeiçoa a tua braçada connosco!

Semana 1: 30 de Março a 2 de Abril

Semana 2: 6 a 10 de Abril

Grupo 1: 5 aos 7 anos | 09h30 – 11h00

Grupo 2: 8 aos 12 anos | 11h00 – 12h30

Em São João da Madeira, o Sporting CP não entrou bem no jogo e só começou a pontuar com mais de três minutos jogados. Com o tempo, as Leoas foram ‘acertando o passo”, com bons lançamentos de média e longa distância, mas com dificuldades na luta dos ressaltos. 20-16 era o resultado no final dos primeiros dez minutos, favorável à equipa de São João da Madeira. Com boa capacidade de reacção, o Sporting CP foi ‘encostando’ no marcador, até passar à frente a 3132, com 3’17 para jogar e no final dos segundos dez minutos, a equipa Leonina estava na frente por quatro pontos (35-39).

JOÃO PEDRO VIEIRA: “PERDEMOS O JOGO NAS TABELAS”

Após o jogo, o técnico Leonino, João Pedro Vieira, fez o rescaldo do jogo para os meios de comunicação do Clube.

“Entrámos mal, tivemos logo um acidente de percurso, com a lesão da Simone Costa no aquecimento. A AD Sanjoanense estava a jogar a permanência, sabíamos que elas iam entrar com tudo. Ganharam porque venceram a luta nos ressaltos, porque conquistaram as tabelas. Perdemos o jogo nas tabelas, o resultado explica-se por aí, elas marcaram mais de metade dos pontos debaixo das tabelas, marcaram 38 pontos debaixo do cesto e nós 26”, salientou o técnico.

A gestão das faltas também acabou por ser marcante no jogo. “Houve jogadoras influentes com a quarta falta cedo, casos da Nany, da Emma Huff da Luana Serranho e da Emília Ferreira”, explicou, apontando agora aos play-offs, em que o Sporting CP vai defrontar o CRC Quinta dos Lombos, nos quartos-de-final à melhor de três jogos – o primeiro no Pavilhão João Rocha: “É importante referir que esta equipa é a primeira vez que está na Liga e fez uma época regular muito boa, com as limitações e lesões que teve. É importante dizer isto, perdemos no CAB por um ponto e em Esgueira por dois pontos”, observou.

Nos últimos dois quartos, sobretudo no último, o Sporting CP perdeu um pouco do ritmo ofensivo, a equipa da casa passou para a frente, esteve por

Piscina do Multidesportivo, Estádio José Alvalade

Piscina do Externato São Miguel Arcanjo, Olivais/Portela

Semana 1 (4 dias)

Semana 2 (5 dias)

Preço especial para irmãos (10% desconto na 2.ª inscrição)

cima com dez pontos de diferença e apesar da reacção Leonina, a equipa do Sporting CP terminou o jogo derrotada por 75-68.

Em parceria com: Mais informações: modalidades@sporting.pt

MODALIDADES FUTSAL

TRIUNFO COM MUITOS GOLOS E NOTA BEM MAIS ALTA NA SEGUNDA PARTE

SPORTING CP VENCEU ADCR CAXINAS POR 7-3 NA JORNADA 19 DA LIGA.

Texto: Nuno Miguel Simas

Fotografia: João Pedro Morais

A equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal venceu, no passado sábado, a ADCR Caxinas por 7-3, em partida a contar para a jornada 19 da fase regular da Liga. Um triunfo justo, sobretudo com uma segunda parte muito bem conseguida da formação Leonina, que foi mais empreendedora e intencional no ataque à baliza do conjunto visitante nos segundos 20 minutos, em que o Sporting CP fez cinco golos.    A primeira oportunidade pertenceu à ADCR Caxinas na primeira jogada do jogo, com Bernardo Paçó a fazer uma boa defesa e o Sporting CP a dar, cerca de dois minutos depois a resposta, com boa defesa de Daniel Osuji a remate de Chiskala.

Com 17’07 para o intervalo, numa reposição lateral, Bruno Pinto atirou colocado para o 1-0 do Sporting CP. Com 9’41 para jogar, numa excelente jogada individual, Filipe Valério ‘descobriu’ João Matos, mas Daniel Osuji fechou o espaço ao remate do capitão Leonino, o que voltou a fazer pouco depois, num remate de Felipe Valério. Foi já dentro dos últimos quatro minutos que o jogo voltou a ‘agitar’ e com o empate da equipa da ADCR Caxinas. Machado aproveitou o adiantamento de Bernardo Paçó e, quase de baliza a baliza, fez o empate a um golo.

Com 1’05 para o intervalo, uma perfeita combinação entre Pauleta e Bruno Pinto terminou com remate eficaz de Bruno Pinto para o 2-1 no marcador.

A 26 segundos para o intervalo, por pouco Wesley não conseguiu corresponder na perfeição a uma assistência de Felipe Valério. 2-1 era o resultado que se registava ao intervalo.

No segundo tempo e com 16’45 para jogar, na sequência de um livre directo com primeira defesa de Daniel Osuji a remate de Alex Merlim, o ala Leonino insistiu e fez uma assistência para Diogo Santos, que em grande execução, descaído para o lado esquerdo, fez um remate em arco e

aumentou para 3-1.

Com 14’22 para jogar, na sequência de um livre, Bernardo Paçó fez uma boa defesa, mas já nada pôde fazer com 13’44 para o final, em remate indefensável de pé esquerdo de Machado, depois de muito bom lance individual do jogador da ADCR Caxinas.

Mas a diferença de dois golos voltaria a ser restabelecida por Bernardo Paçó, com 10’43 para jogar. O guarda-redes Leonino adiantou-se na quadra e atirou certeiro para o 4-2.

O Sporting CP ganhou embalo ofensivo e teve dupla oportunidade, por Bruno Pinto e Allan Guilherme, ambas defendidas pelo guarda-redes da equipa visitante e com 8’56 para jogar, a ADCR Caxinas voltou a reduzir o marcador, com Lourenço Aguiar a recarregar um primeiro remate que fez, defendido por Bernardo Paçó.

Com 4’48 para o final da partida, no

seguimento de uma bola parada, Alex Merlim entregou a Pauleta, que rematou fora do alcance do guarda-redes da ADCR Caxinas para o 5-3.

O 6-3 apareceu a 3’23 para o final, por Diogo Santos, novamente numa recarga a uma primeira defesa de Osuji.

A ADCR Caxinas, sempre inconformada, tentou reduzir, mas quem esteve verdadeiramente perto de voltar a marcar foi o Sporting CP, num remate muito forte à trave de Felipe Valério (boa exibição do ala Leonino).

Felipe Valério acabaria por assistir Ivan Chiskala para o 7-3 final, a sete segundos da última buzina, com o ala russo a ter apenas de encostar à boca da baliza.

O jogo terminou com triunfo justo do Sporting CP por 7-3 frente à ADCR Caxinas, com uma segunda parte de muito boa qualidade da formação Leonina.

PAULO LUÍS:

“A VITÓRIA É O MAIS IMPORTANTE”

Após o triunfo da equipa de futsal do Sporting CP, o técnico-adjunto, Paulo Luís, fez a análise da partida aos meios de comunicação do Clube, considerando o resultado da formação verde e branca bem melhor do que a exibição. “A vitória é o mais importante, o resultado foi o melhor de tudo. Quem conhece a nossa identidade, a nossa forma de estar, de treinar, sabe que não representou durante 35 minutos o que é ser Sporting CP. Acho que se salvou o resultado, não há dúvidas sobre a vitória, mas o resultado, os 7-3, espelham um bocadinho os últimos cinco minutos, em que, aí sim, fomos melhores, mas os 35 minutos fazem-nos pensar, temos de reflectir internamente, porque não foram bons de todo. Salvase a vitória, mas com muita coisa a melhorar”, defendeu Paulo Luís.

21.03.2026

Liga – Fase Regular – 19.ª Jornada

Pavilhão João Rocha

SPORTING CP ADCR CAXINAS

7 3

2-1 ao intervalo

Bruno Pinto (3’, 19’), Diogo Santos (24’, 37’), Bernardo Paçó (30’), Pauleta (36’), Chiskala (39’)

Machado (16’, 27’), Lourenço Aguiar (32’)

Sporting CP: Gonçalo Portugal [GR], Tiago Rodrigues, Diogo Santos, Wesley, João Matos [C], Pauleta, Felipe Valério, Bernardo Paçó [GR], Chiskala, Pedro Silva [GR], Allan Guilherme, Bruno Pinto, Merlim, Bruno Maior. Treinador: Paulo Luís.

Disciplina: cartão amarelo para Alex Merlim (23’), Pauleta (26’), Diogo Santos (34’) e Pauleta (36’).

O treinador-adjunto olha para o futuro próximo com a certeza de que há muito por lutar e procurar conquistar: “O objectivo é ganharmos, temos o objectivo interno de fazermos uma melhor segunda volta do que a primeira. Sabemos que vai ser difícil chegar ao primeiro lugar [da fase regular], embora matematicamente ainda seja possível. A época não se resume a isso. Temos de nos preparar para tudo o que vem daqui para a frente e o que vem daqui para a frente é muita coisa. Temos a Taça de Portugal para disputar, uma UEFA Futsal Champions League e depois temos um play-off para sermos campeões nacionais e isso prepara-se agora, em Março e em Abril. Hoje não foi a melhor preparação. Não estamos satisfeitos com a prestação da equipa, mas vamos internamente reflectir, analisar e acima de tudo, melhorar”, finalizou.

Diogo Santos em acção no jogo. O ala Leonino marcou dois golos no triunfo frente à ADCR Caxinas

MODALIDADES HÓQUEI EM PATINS

LEÃO MORTÍFERO REGRESSA EM GRANDE ÀS VITÓRIAS NO CAMPEONATO

APÓS UMA ENTRADA LETAL, O SPORTING CP TEVE SEMPRE TUDO SOB CONTROLO E NÃO DEU HIPÓTESES AO RIBA D’ AVE HC. EQUIPA DE EDO BOSCH CONTINUA NO SEGUNDO LUGAR (48 PONTOS) A CINCO JORNADAS DOS PLAY-OFFS.

Texto: Xavier Costa Fotografia: José Lorvão

De volta ao Campeonato Nacional, a equipa de hóquei em patins do Sporting CP recebeu e bateu o Riba d’ Ave HC por 8-3, no passado sábado, em encontro que abriu a 21.ª jornada da fase regular.

Antes do início da partida diante do 12.º e antepenúltimo classificado, que não vence há mais de um mês, o Pavilhão João Rocha foi palco de homenagem a Gonzalo Romero, que chegou à marca redonda de 300 jogos de Leão ao peito [ver caixa]. Depois, a acção tomou conta da pista e os Leões de Edo Bosch foram os protagonistas desde os primeiros instantes.

Com escassos 17 segundos, Alessandro Verona teve um penálti à disposição que, no entanto, o guardião José Silva defendeu, tal como nas posteriores investidas do Sporting CP em superioridade numérica. Sucesso que o titular Álvaro Golpe replicou, após o cartão azul, mas por pouco tempo.

21.03.2026

Campeonato Nacional

Fase Regular – 21.ª Jornada

Pavilhão João Rocha

SPORTING CP RIBA D’ AVE HC

8 3

3-0 ao intervalo

Alessandro Verona (6’, 14’), Facundo Bridge (8’, 39’), Rafa Bessa (28’, 30’, 36’), Danilo Rampulla (47’)

Daniel Pinheiro (27’), Guilherme Azevedo (38’), Francisco Matos (48’)

Sporting CP: Xano Edo [GR], Rafa Bessa, Diogo Barata, Danilo Rampulla, Alessandro Verona, Roc Pujadas, Santiago Honório, Facundo Bridge, Zé Diogo [GR], Gonzalo Romero [C].

Treinador: Edo Bosch. Disciplina: cartão azul para Rafa Bessa e Alessandro Verona. Cartão vermelho para Verona.

Apesar do ‘cerco’ montado pelos Leões na área nortenha, a velocidade nas transições é que abriu o caminho para a vitória. Verona foi a primeiro a ser lançado e, já depois de contornar o último defesa, finalizou de forma subtil para o 1-0. Vantagem que vigorou graças a Xano Edo, que travou um penálti adversário, e que foi aumentada três minutos depois. Desta vez, Romero encontrou a saída rápida de Facundo Bridge e o argentino, mesmo de longe, não hesitou em aplicar uma stickada cruzada e apontou o segundo golo verde e branco nos primeiros oito minutos.

À entrada para os últimos dez minutos do primeiro tempo, o Riba d’ Ave HC voltou a ficar com menos um e o Sporting CP capitalizou. Verona atirou em zona frontal, o guardião ficou mal na fotografia e o 3-0 fixou-se no marcador ao intervalo, embora os visitantes – em busca de fugir à ameaça da despromoção – tenham tornado o jogo algo mais repartido.

Foi já no reatamento da partida que o Riba d’ Ave HC conseguiu reduzir a diferença, aproveitando uma recarga de Daniel Pinheiro, só que a resposta verde e branca foi mortífera e avassaladora, seguindo sempre

a mesma fórmula. Com Romero a assistir e Rafa Bessa a definir com muita classe, o Sporting CP fez o 4-1, 5-1 e 6-1 num intervalo de menos de dez minutos.

Com o marcador cada vez mais desequilibrado, de repente, ‘choveram’ cartões azuis e até um vermelho para Verona, quando já estava fora da pista após ver um azul, mas a partida não ‘descarrilou’ do seu rumo. De penálti, Guilherme Azevedo marcou para os visitantes, mas os Leões, mesmo em inferioridade numérica, conquistaram uma nova bola parada e Facundo Bridge, à segunda, concretizou-a para o 7-2.

A três minutos do fim, uma finalização fantástica de Danilo Rampulla ainda deu no oitavo golo verde e branco, prontamente contradito por um do Riba d’ Ave HC, outra vez na sequência de bola parada – a 15.ª falta. A cobrança saiu ao lado, mas Francisco Matos foi rápido na recarga e fez o 8-3 final. Cumprida a missão no Campeonato, o Sporting CP vira-se para a WSE Champions League e ruma a Itália para enfrentar, hoje, quinta-feira (19h45), o Hockey Bassano 1954. Os Leões ainda procuram a passagem à próxima fase.

EDO BOSCH: “ESTAMOS A SUBIR O NÍVEL”

Após a goleada, o treinador do Sporting CP analisou o encontro e destacou, acima de tudo, a seriedade da exibição Leonina. “Fizemos um jogo muito sério. Estamos a subir o nível no momento certo, que é quando se vão decidir as coisas. Fomos muito sérios na defesa e no ataque. Não deixámos o Riba d’ Ave HC fazer muita coisa e nós conseguimos chegar à baliza deles, o que não é fácil, porque defendem bem”, considerou. De volta às vitórias no Campeonato, os Leões já apontam à missão europeia na WSE Champions League: Itália é a próxima paragem. “O objectivo é ganhar e, se possível, garantir já a nossa passagem à final eight. Se fizermos um bom jogo acho que podemos fazê-lo”, delineou o treinador verde e branco.

300 JOGOS DO CAPITÃO ‘NOLITO’ DE VERDE E BRANCO

Antes do jogo, Gonzalo Romero foi aplaudido pelas bancadas e recebeu uma camisola verde e branca para assinalar os 300 jogos feitos ao serviço do Sporting CP. Uma marca atingida na sua oitava temporada de Leão ao peito, ao longo das quais já conquistou um Mundial de Clubes, três Ligas dos Campeões, duas Taças Continentais, um Campeonato Nacional, uma Taça de Portugal e uma Supertaça.

Ligação entre Romero e Rafa Bessa fez muitos estragos na segunda parte

MODALIDADES VOLEIBOL

ARRANQUE EM MUITO BOM ESTILO NOS PLAY-OFFS

VITÓRIA DO SPORTING CP SOBRE O ALA NUN´ÁLVARES DE GONDOMAR POR 3-0 NO JOGO UM DOS QUARTOS-DE-FINAL.

Texto: Nuno Miguel Simas

Fotografia: José Lorvão

A equipa de voleibol do Sporting Clube de Portugal venceu, no passado sábado, o Ala Nun’ Álvares de Gondomar por 3-0 com os parciais de

21.03.2026

Liga – Play-off – Quartos-de-final Jogo 1 – Pavilhão João Rocha

SPORTING CP ALA NUN’ÁLVARES DE GONDOMAR 3 0

25-13, 25-18 e 25-14

CP:

25-13, 25-18 e 25-14, no primeiro jogo dos quartos-de-final do play-off de atribuição do título de campeão nacional.

Antes do apito inicial, a equipa Leonina pela mão do capitão, Tiago Pereira, mostrou a Taça de Portugal conquistada no domingo anterior, aos adeptos Sportinguistas presentes no Pavilhão João Rocha, debaixo de muitos aplausos das bancadas.

O domínio dos Campeões Nacionais foi o denominador comum nos três sets jogados, em partida que teve a duração de cerca de uma hora e dez minutos.

O primeiro set foi em alguns momentos quase de sentido único. Num seis inicial que teve a inclusão do central chinês Li Yongzhen (muito bons apontamentos no bloco e no remate do voleibolista asiático), o Sporting CP começou muito forte, impulsionado pela determinação e

eficácia do capitão, Tiago Pereira. 4-1 logo de início já antevia um bom set Leonino, o que viria a acontecer pelo tempo fora.

Bons índices no serviço e no bloco – mais uma prestação muito conseguida do central Kelton Tavares –embalaram o Sporting CP para uma vantagem de 13-5, num set que fecharia em 25-13.

A equipa do Ala Nun´Álvares de Gondomar não conseguiu lidar bem na recepção com os serviços dos Campeões Nacionais.

O segundo set foi aquele em que o marcador esteve mais equilibrado, reflectido nos números finais de 25-18. Para aí chegar, o Sporting CP usou a fórmula de sucesso do set anterior, depois de acertar o serviço, que nos primeiros pontos não esteve tão eficaz.

Corrigido esse aspecto do jogo, numa primeira fase fez a diferença o bloco

– Mads Jensen e Kelton ditaram leis junto à rede – depois Tiago Pereira (15-10) e Tiago Barth, aos 23-17 –revelaram uma capacidade de remate sem resposta da equipa visitante.

O set fechou a 25-18.

Faltava um set para o Sporting CP fechar o encontro e a equipa Leonina mostrou-se desde logo decidida a cumprir com esse plano de jogo. Com um voleibol mais rápido e diversificado, o Sporting CP conquistou vantagem de 4-1.

Foi mais um set bem conseguido dos Campeões Nacionais, com o central Li Yongzhen forte no bloco e no remate no centro da rede, bem servido pela distribuição de Armando Velásquez, sempre fiável, seguro e variado no segundo toque.

Houve novamente oportunidade para Pedro Abecasis, que também pontuou num muito bom remate na pequena diagonal e o Sporting

JOÃO GOMES: “JOGO MUITO BEM CONSEGUIDO

No final da partida, o treinador-adjunto, João Gomes, fez a análise para os meios de comunicação do Clube. “Entrámos com muita seriedade, demonstrámos que queríamos resolver a eliminatória. Foi um jogo muito bem conseguido em todos os aspectos e é importante que assim seja para começar bem a eliminatória”, adiantou. O triunfo há cerca de uma semana na final da Taça de Portugal reforçou a confiança e a motivação da equipa Leonina. “Foi muito bom podermos festejar no fim-de-semana, a equipa está toda muito motivada, são estes momentos que nos alimentam, é para isto que trabalhamos diariamente. É isso que queremos neste play-off, é para isto que trabalhamos”, disse João Gomes.

Jan Pokersnik, zona quatro do Sporting CP, falou também aos meios de comunicação do Clube: “É muito importante começar bem os play-offs. Queremos continuar a ganhar, fizemos um excelente trabalho hoje. Merecemos a vitória”.

CP fechou o terceiro set por 25-14, para triunfar por 3-0 frente ao Ala Nun´Álvares de Gondomar. No sábado, dia 28, a partir das16h00, o Sporting CP joga na casa do Ala Nun´Álvares o jogo dois dos quartos-de-final, numa eliminatória em que, caso os Campeões Nacionais vençam o jogo dois, apuram-se para as meias-finais da Liga.

Bloco do Sporting CP foi um dos aspectos decisivos para os Campeões Nacionais iniciarem os play-offs com uma vitória
Sporting
Tiago Pereira [C] (7), Jan Galabov. Sergey Grankin, Kelton Tavares (9), Edson Valencia, Li Yongzhen (7), Gonçalo Sousa [L], Pedro Abecasis (2), Tiago Barth (2), Jonas Aguenier, Jan Pokersnik (7), Armando Velásquez (1), Nicolás Perren [L], Mads Jensen (13). Treinador: João Coelho.

MODALIDADES VOLEIBOL EQUIPA PRINCIPAL FEMININA

LEOAS PORFIARAM E GANHARAM COM RAÇA E QUERER

TRIUNFO

DO SPORTING CP FRENTE AO PV 2014 COLÉGIO EFANOR POR 3-1 NO ARRANQUE DOS PLAY-OFFS.

Texto: Nuno Miguel Simas

Fotografia: Isabel Silva

A equipa feminina de voleibol do Sporting Clube de Portugal entrou com a ‘mão direita’ no play-off de apuramento de campeão nacional, ao vencer o PV 2014 Colégio Efanor por 3-1 em sets, numa exibição de muita entrega e vários bons momentos das Leoas comandadas por João Macedo. Um resultado que deixa a equipa do Sporting CP a uma vitória da passagem às meias-finais (os quartos-definal decidem-se ao máximo de três jogos, com a primeira equipa a somar duas vitórias a passar à fase seguinte dos play-offs da Liga).

O Sporting CP soube ‘porfiar até ganhar’, o mesmo será dizer, entregou-se com alma e coração, soube aguentar os momentos em que a equipa visitante conseguiu estar por cima, mas as Leoas deram a volta, com muita persistência e determinação.

Com Tainá Alessandra no seis inicial (muito boa exibição da zona quatro tanto na recepção, mas sobretudo no ataque), as Leoas apresentaram afinco defensivo e capacidade de decisão no remate.

Os méritos Leoninos ficaram ainda mais aprimorados no primeiro set com o decorrer dos pontos, também devido à melhor capacidade de serviço da equipa Sportinguista.

As Leoas controlaram sempre o primeiro parcial, com Amanda Cavalcanti e Tainá Alessandra muito eficazes no bloco e o set ficou fechado nos 25-19.

O segundo set não correu tão bem ao Sporting CP e desde bem cedo houve vantagem no marcador da equipa visitante, a 4-8, com dificuldades Leoninas em contrariar o jogo pelo centro da rede do PV 2014 Colégio Efanor.

Regressadas desse desconto de tempo, as jogadoras Sportinguistas pontuaram três vezes consecutivas, com Amanda Cavalcanti e Leslie Tagle fortes no bloco.

Mas a equipa do PV fez novo ‘esticão’ no marcador aos 11-15, com ataques mais certeiros, com nova reacção pronta das Leoas e pontos sucessivos no bloco de Jady Gerotto,

que esteve insuperável nessa fase.

O equilíbrio vigorou a partir daí e o set só ficou resolvido em vantagens, nos 27-29, com um serviço caprichoso das visitantes que o Sporting CP devolveu com muitas dificuldades, para um ataque sem defesa do PV 2014 Colégio Efanor. Neste parcial, o Sporting CP cometeu mais de dez erros directos, sobretudo no serviço.

O jogo voltava à ‘estaca zero’, mas o Sporting CP não acusou a perda do segundo parcial. Concentradas, com remates fortes de Tainá Alessandra e de Leslie Tagle, a dianteira Leonina foi nota mais dominante no parcial, com Jéssica Miranda a aparecer muito forte nos pontos finais.

O set teve vários lances com sustentação de bola prolongada, com ambas as equipas a irem ao limite, o

que deu muita emoção à partida. O set fechou a 25-21, em bom remate de Tainá Alessandra, que deu muito boa conta do recado em vários remates das pontas.

No quarto set e que viria a ser o último, houve muito equilíbrio inicial, com empates sucessivos até aos nove pontos para cada lado.

Jéssica Miranda no remate e Leslie Tagle no serviço proporcionaram uma vantagem de 12-9, que subiu mais tarde a 17-13, em excelente ponto de contra-ataque fechado por Jady Gerotto, o que levou a um desconto tempo do PV 2014 Colégio Efanor. O controlo de jogo Leonino não ficou em perigo, com Jéssica Miranda e Amanda Cavalcanti a guiarem as Leoas e Jady Gerotto a fazer um bloco final para o 25-21.

Domingo, às 16h00, em casa do PV 2014 Colégio Efanor, realiza-se o jogo dois dos quartos-de-final do play-off, em casa da equipa nortenha.

22.03.2026

Liga – Play-off – Quartos-de-final Jogo 1 – Pavilhão João Rocha SPORTING CP PV 2014 COLÉGIO EFANOR

3 1

25-19, 27-29, 25-21 e 25-21

Sporting CP: Maria Carlos Marques [L], Jéssica Miranda (18), Inês Teixeira, Amanda Cavalcanti (13), Maria Santos, Leslie Tagle (16), Anahí Tosi, Ozge Kinasts (4), Tainá Alessandra (24), Jady Gerotto (15), Ingrid Félix, Daniela Loureiro [L] [C], Kanna Hanazawa, Ana Clara Nunes. Treinador: João Macedo.

JOÃO MACEDO: “ERA IMPORTANTE COMEÇAR ESTA FASE COM UMA VITÓRIA”

Após o triunfo, o técnico João Macedo fez a análise para os meios de comunicação do Clube.

“Estou feliz, porque era importante começar esta fase dos play-offs com uma vitória, o que foi conseguido. Nem sempre bem jogado, com alguma ansiedade acumulada, mas era importante regressarmos à nossa casa, estávamos desejosos de voltar a jogar com os nossos adeptos e de consegui terminar com uma vitória. Sabemos que nesta fase dos play-off ainda temos de ir a casa do adversário, por isso temos de estar com os pés bem assentes no chão, perceber que metade do trabalho está feito, mas ainda falta ir lá, a uma equipa tradicionalmente muito difícil. Temos agora uma semana para preparar, para avaliar, portanto o trabalho ainda não está feito”, salientou. O técnico analisou depois a exibição da equipa: “O grande reparo em termos técnicos deste jogo é chamar a atenção para o número de erros não forçados, salvo erro 12 erros no segundo set, que determinaram a nossa derrota nesse set. Corrigindo essa fase de transição onde estava a acontecer esse erro, as coisas ficaram mais fáceis”.

A central Leonina Jady Gerotto fez também a leitura das incidências da partida aos meios de comunicação do Clube: “Foi um jogo difícil, como todos os jogos de play-off vão ser, mas fiquei feliz porque conseguimos entregar o máximo e sair com a vitória”.

A central Leonina Jady Gerotto fez uma exibição muito completa no triunfo do Sporting CP

FAMILY & KIDS

DIA DO PAI CELEBRADO NA CIDADE SPORTING COM CENTENAS DE FAMÍLIAS

PAIS, FILHOS E AVÓS: A CIDADE SPORTING VOLTOU A SER PONTO DE ENCONTRO DE VÁRIAS GERAÇÕES PARA UMA CELEBRAÇÃO DO DIA DO PAI PINTADA A VERDE E BRANCO. A QUINTA EDIÇÃO DA INICIATIVA, PROMOVIDA PELO DEPARTAMENTO FAMILY & KIDS, ESGOTOU EM MENOS DE TRÊS HORAS E REUNIU MAIS DE 300 PARTICIPANTES NUM DIA PENSADO PARA CRIAR MEMÓRIAS EM FAMÍLIA, SEMPRE COM O CLUBE COMO PANO DE FUNDO.

Texto: Filipa Santos Lopes

Fotografia: João Pedro Morais

O dia despertou cedo, mas com visível entusiasmo no rosto das famílias que, na manhã do passado domingo, começavam a chegar ao Estádio José Alvalade prontas para um programa que, unindo actividades desportivas e lúdicas, procurava proporcionar memórias inesquecíveis às diferentes gerações de Leões e Leoas. À chegada, foram recebidas pelo Jubas, também ele acarinhado como um membro mais da família verde e branca.

Foi assim, em ambiente de grande festa, que, nos campos adjacentes ao Pavilhão João Rocha, se disputaram emocionantes jogos de futebol entre diferentes gerações. Pelo caminho, não faltaram também momentos mais descontraídos, com algodão doce e pipocas a acompanharem a experiência, bem como pinturas faciais e desenhos para os mais novos colorirem.

O programa incluiu ainda a resolução do “Mistério de Alvalade”, o novo Escape Room em família do Museu Sporting, e uma visita aos corredores do Estádio José Alvalade, dois dos momentos mais aguardados pelos participantes, que puderam calcorrear os mesmos

caminhos que os seus ídolos percorrem em dia de jogo.

Entre a história e a descoberta, a brincadeira e o simbolismo, todo o programa foi desenhado para proporcionar uma ligação em duas camadas: entre os membros das famílias e, depois, entre as famílias e o vasto universo do Clube.

O crescimento da iniciativa, contou Marta Fernandes Vaz, coordenadora do departamento Family & Kids, tem sido evidente ao longo dos anos.

“Este é já o quinto ano em que desenvolvemos esta iniciativa e tem sido quase uma sequência ao longo dos anos, sempre com maior adesão por parte das famílias. Este ano foi mesmo abismal, porque foi num curto espaço de horas que esgotámos”, destacou, em declarações aos meios de comunicação do Sporting CP.

O trabalho contínuo na procura de alinhar os valores do Clube com os das famílias surge, tal como sublinhou a responsável, como um dos principais factores para esse sucesso.

“Acho que o sucesso se deve a vários factores.

O nosso Clube tem uma identidade muito própria, mas existe também esta proximidade que as pessoas sentem, com um Sporting CP cada vez mais preocupado em estar próximo das famílias. Acima de tudo, as famílias revêem-se

nestes valores, querem passá-los às gerações seguintes e sentem que o conseguem fazer aqui”, afirmou.

Já a diversidade de idades dos participantes, dos mais pequenos aos mais experientes, representou um dos principais desafios da organização – que foi, ainda assim, superado com sucesso.

“Tivemos pessoas de todas as idades, desde grávidas a bebés muito pequeninos e até pessoas mais velhas, com 77 anos. É sempre um desafio conseguirmos que toda a gente faça as actividades e cumpra o programa que preparámos. Mas correu super bem: foi um planeamento desafiante, mas que no fim deu a possibilidade de concretizarmos um dia muito especial para todos”, explicou Carolina Santos, técnica de programas e experiências do departamento Family & Kids.

Mais do que um dia de actividades, o objectivo da iniciativa passa mesmo por criar memórias duradouras nas famílias.

“Daqui a um, dois ou dez anos, os miúdos vão lembrar-se destes momentos, tal como tivemos aqui pais que vieram pela primeira vez ao Estádio quando eram miúdos, também eles com os seus pais. Estarem agora a proporcionar isto aos filhos e nós podermos fazer

parte disso é, para nós, o maior indicador de sucesso. Tivemos famílias que repetiram a presença e é isso que sentimos que assegura o sucesso ano após ano”, referiu por sua vez, Marta Fernandes Vaz.

Depois de mais uma edição muito participada, o departamento Family & Kids já prepara as próximas surpresas para as famílias Sportinguistas.

“Vamos ter os Lion Bootcamps nas férias da Páscoa, que arrancam já no dia 30 de Março, e vamos também assinalar o Dia da Mãe, em Maio. Vai ser uma iniciativa diferente do Dia do Pai, mas, uma vez mais, muito geracional, para mães Sportinguistas, mas não só, para pais, avós, tios e primos. As famílias terão acesso a zonas ainda mais exclusivas do Estádio. Por agora, é isto que podemos revelar, mas é estarem atentos, porque será, de certeza, mais uma iniciativa de sucesso e que marca o futuro do Sporting CP”, revelou.

A celebração do Dia do Pai voltou, assim, a cumprir o seu propósito: aproximar famílias e reforçar um dos traços mais identitários do Clube – a capacidade de “passar este amor, esta paixão, de geração em geração”. Um legado que continua a escrever-se, ano após ano, em Alvalade.

No Dia do Pai, não faltaram memórias em família, também registadas em fotografia para mais tarde recordar

BREVES

FUTEBOL: LEÕES VENCEM ALGARVE ELITE CUP DE SUB‑14

O Sporting Clube de Portugal conquistou no passado domingo a Algarve Elite Cup, torneio internacional destinado ao escalão de sub-14.

A formação Leonina venceu o Brighton & Hove Albion FC na grande final, por 2-0, com os dois golos a serem apontados por Fernando Gabriel.

Para chegar ao jogo decisivo de atribuição do troféu, os sub-14 Leoninos começaram por vencer o West Bromwich Albion FC por 2-0, com golos de Fernando Gabriel e Malam Dafe. Seguiu-se empate a zero frente ao HB Koge e na 3.ª jornada, vitória por 2-0 dos jovens Leões frente ao Pieta Hotspurs, com golos de Nunilson Baltazar e de Luca Rodrigues.

Na 4.ª jornada, a formação do Sporting CP venceu o Top Ballerz por 4-0, com golos de Luca Rodrigues, Fernando Gabriel, Nunilson Baltazar e Gabriel Teixeira.

Na 5.ª jornada, o Sporting CP empatou a zero frente ao FC Twente-Heracles e na 6.ª jornada, o conjunto Leonino perdeu por 0-1 frente ao SC Braga.

Na meia-final, o Sporting CP superou o FC Porto por 1-0 com um golo de Mala Dafe e na final, os Leões defrontaram e venceram o Brighton & Hove Albion FC, o clube que tinha ganho a prova na edição do ano anterior.

SÓCIOS: BEM‑VINDO, AFONSO!

Há um novo Leão na família Sportinguista. No início deste mês, a Sócia Cláudia Vilhena (23.503-0) foi mãe do pequeno Afonso Vilhena Bouthillier, verde e branco literalmente desde o berço.

O jovem Leão foi feito Sócio do Sporting Clube de Portugal no próprio dia do nascimento (185.849-0), e o pai, Christoph Saffer Bouthillier (185.851-0), de nacionalidade alemã, também se associou ao Sporting CP aquando do nascimento do filho.

Numa família profundamente ligada ao Clube, nota ainda para o avô, Carlos Vilhena (8.656-0), Sócio e assinante do Jornal Sporting, que vive com particular emoção este momento especial.

Bem-vindo, Afonso. O futuro começa agora, de Leão ao peito.

JUDO: VÁRIOS PÓDIOS NO CAMPEONATO NACIONAL SUB‑23

Os judocas do Sporting Clube de Portugal estiveram em destaque no Campeonato Nacional Sub-23, disputado a 21 de Março de 2026, no Pavilhão Desportivo do Fontelo, em Viseu.

Carlos Costa (-66 kg) e Henrique Ferreira (-81 kg) conquistaram a medalha de ouro, enquanto Diogo Caetano (-73 kg) arrecadou a prata. Já Dinis Santos e José Sereno (-66 kg), tal como Inês Arriaga (-52 kg), garantiram a medalha de bronze.

GINÁSTICA ACROBÁTICA: SPORTING

CP VENCE A TAÇA

DE PORTUGAL

A Ginástica Acrobática do Sporting Clube de Portugal conquistou a Taça de Portugal da disciplina, disputada no passado fim-de-semana, 21 e 22 de Março, no Pavilhão Municipal de Albufeira. O conjunto verde e branco revalidou o título na 1.ª divisão e destacou-se ainda na divisão base, na qual alcançou o 1.º e o 2.º lugares do pódio.

NOTA DE CONDOLÊNCIAS: LUTO POR JOSÉ MARIA RICCIARDI

O Sporting Clube de Portugal manifesta o seu profundo pesar pela morte de José Maria Ricciardi, que partiu na passada terça-feira, aos 71 anos.

Dirigente do Clube entre 1995 e 2013, José Maria Ricciardi integrou o Conselho Fiscal ao longo dos mandatos consecutivos de seis diferentes presidentes, primeiro como vogal e, posteriormente, como vice-presidente.

Sobrinho-neto de José Alvalade, fundador do Sporting Clube de Portugal, manteve uma ligação histórica e familiar ao Clube, a par de uma longa carreira dedicada à banca.

Aos familiares e amigos, o Sporting CP endereça as mais sentidas condolências, enaltecendo e agradecendo os anos de esforço e dedicação ao Clube.

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