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Jornal Sporting n.º 3790

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JOÃO MIGUEL

FUNDADO EM 31 MARÇO 1922 • N.º 3790 • QUINTA-FEIRA, 22 DE OUTUBRO 2020 • SPORTING.PT • SEMANAL• ANO 98 • 1€ (IVA INCLUÍDO) • DIRECTOR: ANDRÉ BERNARDO

"PAQUITO" O MAIS ANTIGO JORNAL DE CLUBE DO MUNDO


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EDITORIAL

DIFERENÇAS QUE FAZEM A DIFERENÇA André Bernardo

Em 1975, Muhammad Ali e Joe Frazier enfrentavam-se pela 3.ª vez no “Philippines Coliseum”*, no combate que ficaria conhecido para a história como “The Thrilla in Manila”. Diluído pelo mediatismo do combate, reconhecido como um dos maiores eventos desportivos de que há memória e que bateu o recorde de audiência televisa de mil milhões de espectadores, ficou a polémica que envolveu a escolha do árbitro para esta luta. O motivo é que no 2.º combate entre ambos o árbitro Tony Perez viria a ter uma grande influência na luta, primeiro ao terminar o 2.º round 20 segundos antes do tempo, prejudicando Ali, e posteriormente favorecendo este último ao não impedir a sua estratégia ilegal de clinch durante o combate. É impossível prever qual teria sido o desfecho do combate, mas certamente o desenrolar do mesmo teria sido muito diferente. São pequenas diferenças que podem fazer uma grande diferença no desfecho final. A introdução da tecnologia, nomeadamente a adopção do videoárbitro (VAR), marcaram uma verdadeira revolução positiva no futebol, permitindo à equipa de arbitragem o suporte da tecnologia nas decisões mais complicadas. Mas como quase todas as soluções, elas trazem consigo novos desafios e necessitam de evolução.

O caminho da verdade desportiva faz-se caminhando e o passo seguinte do VAR deveria ser a possibilidade de audição das decisões da equipa de arbitragem. É aliás um modelo já amplamente testado com sucesso no râguebi e que protege os árbitros. Será um pequeno passo para o VAR, mas um grande passo para a transparência no futebol.

Detentor de um registo impressionante de 245 vitórias em 250 combates e dez vezes campeão nacional, uma das “maiores tareias da sua vida” (palavras do próprio) acabaria por resultar numa das suas poucas derrotas em virtude de uma arbitragem politizada que daria a vitória ao seu adversário polaco na antiga República Democrática Alemã (RDA).

Neste caminho existem sempre os “velhos do restelo” e os apregoadores de uma “falácia ludita”, saudosos de um passado sem tecnologia. Os avanços tecnológicos trazem sempre vencedores e perdedores. Com a audição das conversas com o VAR vence a transparência e a verdade desportiva, perde quem sempre temeu aquilo que ainda hoje, graças também ao avanço tecnológico dos motores de pesquisa de internet, se pode “escutar”, e que marca como cada uma ficará para a História.

É mera coincidência do acaso, mas em 2012, no mesmo ano em que Paquito seria justamente galardoado com um prémio Stromp, é quando o documentário “Searching for Sugar Man” ganha o prémio Academy Award 2012, que conta a história do músico Sixto Díaz Rodriguez.

A possibilidade de audição do VAR teria facilitado muito o entendimento das decisões do jogo do passado domingo contra o FC Porto. Em 1976, um ano após “The Trilla in Manila”, em Portugal, o boxe do Sporting CP construía a sua História pelas melhores razões com a conquista do Campeonato Nacional com cinco títulos individuais, derrotando precisamente o FC Porto. O vencedor da categoria “Galos” foi João Miguel, conhecido como Paquito, destaque de capa da edição de hoje do Jornal Sporting, e o nosso actual treinador da modalidade no Clube.

São duas histórias que não se cruzam, mas há duas semanas enquanto estava a mostrar o nosso multidesportivo aos donos de uma escola internacional interessados em fazer uma parceria com o Sporting CP, fomos dar a conhecer o ginásio do boxe. Tinha nesse momento terminado uma aula e apresentámos o treinador João Miguel e demos a conhecer a lenda Paquito aos visitantes (estrangeiros) que ficaram impressionados. E a intersecção com Sixto Rodriguez está na simplicidade do homem e na grandeza da lenda. Felizmente, e ao contrário de Sugar Man, não precisamos de “procurar Paquito”. Hoje prestamos a homenagem a uma lenda viva do Sporting Clube de Portugal e do boxe português que soube defender a verde e branca nos ringues, respeitando as regras e com a dignidade do Leão que tinha ao peito.

* O Araneta Coliseum foi rebaptizado temporariamente para o efeito.

PROPRIEDADE: SPORTING CLUBE DE PORTUGAL DIRECTOR: ANDRÉ BERNARDO COORDENADOR EXECUTIVO: VÍTOR FRIAS || VRFRIAS@SPORTING.PT REDACÇÃO: LUÍS SANTOS CASTELO || LSCASTELO@SPORTING.PT; MARIA GOMES DE ANDRADE || MGANDRADE@SPORTING.PT; PEDRO FERREIRA || PSFERREIRA@ SPORTING.PT FOTOGRAFIA: JOSÉ LORVÃO; MÁRIO VASA; PEDRO ZENKL COLABORADORES PERMANENTES: JUVENAL CARVALHO; PEDRO ALMEIDA CABRAL; TITO ARANTES FONTES AGENDA E RESULTADOS: JOÃO TORRES || JBTORRES@SPORTING.PT EDITOR E SEDE DA REDACÇÃO: ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE, RUA PROFESSOR FERNANDO DA FONSECA, APARTADO 4120, 1501-806 LISBOA, PORTUGAL TELEFONE: +351 217 516 155 E-MAIL: MEDIA@SPORTING.PT NIF: 500 766 630 REGISTO ERC: 100313 TIRAGEM: 9500 EXEMPLARES DEPÓSITO LEGAL: 48492/91 DISTRIBUIÇÃO: VASP, QUINTA DO GRAJAL – VENDA SECA 2739-511 AGUALVA CACÉM IMPRESSÃO: WGROUP ESTRADA DE SÃO MARCOS, Nº 27, 2735-521 AGUALVA CACÉM ESTATUTO EDITORIAL: HTTPS://WWW.SPORTING.PT/PT/JORNAL/ESTATUTO-EDITORIAL ASSINATURAS: E-MAIL: ASSINATURAJORNAL@SPORTING.PT LINHA SPORTING 707 20 44 44 INTERNACIONAL +351 30 997 1906 (segunda a sexta-feira das 10h00 às 20h00)


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HÓQUEI EM PATINS

1942

LENDAS DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL

Júlio Rendeiro chegou ao Sporting Clube de Portugal em 1971/1972, proveniente do CR Infantes Sagres, e depressa se tornou numa das principais figuras das modalidades Leoninas e, em particular, do hóquei em patins. O hoquista foi capitão da ‘equipa maravilha’ que em 1977 conquistou a Taça dos Clubes Campeões Europeus e marcou uma geração inigualável do hóquei em patins verde e branco e português, tendo conquistado duas vezes o Campeonato do Mundo e cinco o da Europa. Júlio Rendeiro celebrou no passado dia 16 de Outubro o 78.º aniversário e no dia 26 deste mês – na próxima segunda-feira – cumprem-se também 43 anos do jogo em que se despediu da modalidade como jogador.


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JÚLIO

RENDEIRO

Texto: Maria Gomes de Andrade Fotografia: Museu Sporting - Centro de Documentação

JÚLIO AMÉRICO DE SOUSA RENDEIRO, NATURAL DO PORTO, E FIGURA DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL DISPENSA APRESENTAÇÕES, MAS MERECE, AINDA HOJE E SEMPRE, TODOS OS RECONHECIMENTOS. Quando se fala nas melhores equipas de hóquei em patins que o Sporting CP e Portugal tiveram, e que marcaram a década de 70 do século passado, o nome de Rendeiro vem logo à memória. O defesa, que no passado dia 16 de Outubro celebrou 78 anos de vida, chegou a Alvalade depois de mais de uma década ao serviço do CR Infante Sagres, clube onde nasceu para a modalidade e onde criou ligações que imaginou serem impensáveis noutro lugar. Ainda assim, o Sporting CP, Clube que o contratou em 1971/1972 e para o qual fez questão de trazer os patins com que já jogava, fazendo com que os Leões tivessem de dar outro par ao ex-clube como forma de pagamento, surpreendeu-o e marcou-o em toda a linha, tal como Rendeiro marcou a história do Sporting CP. O hoquista tornou-se depressa numa figura Leonina e encontrou em Alvalade um ambiente familiar que se revelou numa extensão da própria casa, como o próprio

recordou no ano passado numa entrevista à Sporting TV, e isso foi fundamental para o sucesso. “Encontrei um ambiente tremendamente baseado em amor ao Clube, corporizado no espírito da Porta 10 A onde todos os atletas conviviam de uma forma intensa. Isso permitiu criar um sentido de Sportinguismo e de amor ao Clube que foi decisivo na história do Clube. (…) Quando vim, proveniente do CR Infante Sagres – que era um clube de bairro –, sabia que estava a ingressar num grande Clube e pensava que ia encontrar um ambiente mais impessoal, mas foi uma enorme surpresa. Vim encontrar na Porta 10 A o ambiente familiar que tinha no CR Infante Sagres”, começou por contar, recordando: “Íamos para a praia juntos, ao cinema, estávamos com os dirigentes ao fim-de-semana... Enfim, havia todo um convívio próprio de um clube de bairro e isso foi uma revelação extraordinária para mim porque, em termos de ambiente, era a extensão da minha casa”. Satisfeito com o ambiente que o rodeava, Rendeiro compôs depois com Ramalhete, Sobrinho, Chana e António Livramento o quinteto que foi considerado o melhor de sempre da história do hóquei em patins, levando o Sporting CP e a selecção nacional – na qual também jogavam os cinco de início – a conquistar

vários títulos, entre eles dois Campeonatos do Mundo e cinco Campeonatos da Europa. A história desta equipa começou a 20 de Novembro de 1976 num amigável contra o Oeiras, naquele que foi o primeiro jogo do hóquei em patins verde e branco no, na altura, novo Pavilhão de Alvalade e não começou da melhor maneira: o Sporting CP perdeu por 1-3. No entanto, esse jogo revelou-se apenas como um percalço inicial já que, daí em diante, os Leões não deram mais hipóteses aos adversários e nessa temporada de 1976/1977 venceram o Campeonato Nacional, a Taça de Portugal e a Taça dos Campeões Europeus – troféu que nunca nenhuma equipa portuguesa tinha alcançado. Nesse inesquecível ano de 1976, o capitão Rendeiro foi distinguido com o Prémio Stromp na categoria de Atleta Amador e, já posteriormente, foi ainda considerado Sócio de Mérito do Sporting CP – isto porque a ligação ao Clube nunca mais se quebrou. Já depois de ter encerrado a carreira de jogador, no início da temporada 1977/1978, após uma digressão pela América do Sul, no dia 26 de Outubro de 1977 – cumprindo-se, dentro de dias, 43 anos do adeus aos rinques –, Rendeiro continuou ligado ao Sporting CP. O ex-atleta integrou a Comissão de Honra do Centenário do Sporting CP, foi vice-presidente da Direcção de Amado de Freitas (1986-1988), desempenhou as funções de vogal do Conselho Fiscal, entre 2002 e 2009, e voltou depois a ser vice-presidente da Direcção verde e branco aquando da presidência de José Eduardo Bettencourt (2009-2011). Também na selecção nacional, que representou em 152 ocasiões, tendo marcado 112 golos, a ligação de Rendeiro não terminou após o final da carreira de hoquista, tendo assumido o cargo de seleccionador e vencido o título de campeão mundial em 1982. Um campeão dentro e fora das quatro linhas.


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FUTEBOL LIGA NOS

EMPATE NO CLÁSSICO COM DEDO ARBITRAL SPORTING CP DIVIDE PONTOS COM O FC PORTO COM 2-2 NO MARCADOR DE UM JOGO ONDE A EQUIPA DE ARBITRAGEM TAMBÉM FOI UM OBSTÁCULO GRANDE Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: José Lorvão, Pedro Zenkl

No primeiro Clássico de 2020/2021, o Sporting Clube de Portugal recebeu o FC Porto no Estádio José Alvalade e empatou 2-2. Ainda assim, os Leões, que lutaram até ao fim, encontraram pela frente os azuis e brancos e ainda a equipa de arbitragem, que foi um obstáculo muito grande pelos erros grosseiros que cometeu. Nuno Santos, nos primeiros dez minutos, e Luciano Vietto, nos últimos cinco, apontaram os golos Sportinguistas. Depois de terem entrado em campo com a nova réplica da camisola de Rui Jordão referente à temporada 1979/1980, foram os jogadores do Sporting CP a criar a primeira grande oportunidade de golo aos oito minutos. Depois de uma bela jogada entre João Palhinha e Jovane Cabral, Matheus Nunes surgiu na cara de Marchesín, mas o guarda-redes conseguiu a defesa. Contudo, o 1-0 apareceria logo a seguir: cruzamento de Pedro Porro da direita, mau alívio adversário e a bola foi ter com Nuno Santos, que, de primeira, rematou forte com o pé esquerdo para o golo inaugural da partida.

contra‑ataque por Corona e consumou a reviravolta no marcador. Até ao intervalo, o Sporting CP podia ter empatado quando Luís Godinho assinalou pontapé de penálti e mostrou o segundo amarelo a Zaidu – jogador que até já podia ter sido expulso aos 20 minutos, quando pisou Pedro Porro com violência – por falta sobre Pedro Gonçalves, mas, após intervenção do VAR, reverteu a decisão. As imagens são claras e mostram um toque de Zaidu com o braço nas costas do médio Leonino, assim como toques nas pernas de Pedro Gonçalves, pelo que a decisão da equipa de arbitragem foi

completamente errada. Por protestos, Rúben Amorim foi expulso logo a seguir. Segundo tempo e cada vez mais Sporting CP, a equipa que mais procurou voltar a marcar. Nuno Mendes e Pedro Gonçalves foram os autores das primeiras tentativas de golo, mas a primeira oportunidade clara surgiu apenas a cerca de 15 minutos do final, quando Pedro Porro rematou cruzado com a bola a passar a poucos centímetros do poste portista. Cerca de dez minutos depois, e já com João Mário em campo, João Palhinha ganhou uma bola no meio-campo ofensivo e Pedro Gonçalves serviu o recém-entrado Andraž Šporar

Nuno Santos Luciano Vietto apontaram os golos Leoninos

O FC Porto respondeu, criou perigo aos 23 minutos e empatou pouco depois por intermédio de Uribe. Seguiramse vários lances com algum

perigo e Pedro Gonçalves esteve muito perto do golo aos 44 minutos, mas Marchesín voltou a defender. Na sequência do canto, o FC Porto facturou no

17 de Outubro de 2020 | Liga NOS - 4.ª jornada | Estádio José Alvalade

SPORTING CP Nuno Santos (9’) Luciano Vietto (87’)

2-2 (1-2 ao intervalo)

FC PORTO Uribe (25’) Corona (45’)

Sporting CP: António Adán [GR], Pedro Porro (Andraž Šporar, 77’), Luís Neto (Gonzalo Plata, 62’), Sebastián Coates [C], Zouhair Feddal, João Palhinha, Matheus Nunes (João Mário, 77’), Pedro Gonçalves, Nuno Santos (Tiago Tomás, 62’), Jovane Cabral (Luciano Vietto, 56’). Suplentes não utilizados: Luís Maximiano [GR], Bruno Tabata, Gonçalo Inácio e Vitorino Antunes. Treinador: Rúben Amorim. Disciplina: cartão amarelo para Pedro Gonçalves (11’), Luís Neto (45’), Zouhair Feddal (61’), Luciano Vietto (78’), Sebastián Coates (79’). Cartão vermelho para Rúben Amorim (45’).

Duas faltas no mesmo lance: braço de Zaidu nas costas de Pedro Gonçalves e toque nas pernas do jogador verde e branco. Pontapé de penálti e consequente expulsão que ficaram por assinalar a favor do Sporting CP


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na perfeição. O ponta-de-lança, com um remate habilidoso, permitiu a defesa a Marchesín, mas Luciano Vietto, outro suplente utilizado, estava lá para a recarga. 2-2 e muito mais justiça no marcador, que ainda podia ter sido alterado quando Vietto, novamente, atirou de cabeça para fora aos 89 minutos. O 2-2 acabou mesmo por ser o resultado final num duelo que o Sporting CP não merecia perder de forma alguma.

OPINIÃO

DUALIDADES E OUTRAS COISAS

A equipa do Sporting CP entrou em campo com a nova réplica da camisola de Rui Jordão

“FUTEBOL PORTUGUÊS DEVIA ESTAR TRISTE” Após a partida, Frederico Varandas prestou uma declaração aos jornalistas, criticando a arbitragem do Clássico e não só. “Hoje, o Sporting CP está triste porque perdeu dois pontos e acho que o futebol português também deve estar triste porque teima em não mudar. Já vi o lance [do penálti não assinalado por falta sobre Pedro Gonçalves] várias vezes. Este lance nunca seria revertido no Estádio do Dragão ou no Estádio da Luz. O árbitro vê um empurrão nas costas, assinala penálti e depois o VAR começa a analisar se há intensidade suficiente, se é dentro ou fora. O árbitro assinalou penálti. O VAR deve intervir num lance com um erro clamoroso. É subjectivo? É. Para mim, é penálti? É. O jogador está no ar, leva um encosto. Se é pouco ou grande, não sei. É o suficiente, é penálti. Foi marcado, em Alvalade é revertido. Em Tondela, o Doumbia foi pisado, o árbitro, e bem, mostrou cartão directo e o VAR reverteu para amarelo. Em Moreira de Cónegos, um penálti claríssimo que também não foi marcado. São estas coisas que acontecem no futebol

português, mas sobretudo ao Sporting CP. Já nem falo da expulsão inerente da falta da grande penalidade. O Zaidu tem de ir para a rua com um pisão que é vermelho directo. É por isto que o futebol português devia estar triste. Portugal tem tudo para ser um país fantástico. Mas infelizmente, triunfar e vencer só por mérito e trabalho é muito difícil. No futebol, ainda mais. Não interessa se a pessoa foi apanhada em escutas ou se há processos judiciais. Interessa se tem poder, se ganhou ou se venceu. E aí, todos prestam vassalagem. O Sporting CP dá todo o apoio ao presidente da arbitragem, mas já disse que se os soldados não prestam, encostam-se. Muitas vezes, há um denominador comum. O Sporting CP tem valores de que não abdica. Não vamos fazer o que se fazia nem jogar sujo. Se tivermos de gritar alto, gritamos bem alto. Queremos acreditar, vamos continuar e é com estes valores que vamos vencer. Custe o que custar, vamos vencer”, disse o presidente do Conselho Directivo verde e branco no Auditório Artur Agostinho.

“ARBITRAGEM TEVE INFLUÊNCIA NO RESULTADO” Na conferência de imprensa após a partida, Rúben Amorim destacou a exibição da equipa de arbitragem, que acabou por ser decisiva para o resultado final e até expulsou o técnico do emblema de Alvalade. “Passa muito pela dualidade de critérios. Faço mea culpa porque não devia ter dito o que disse, mas ouço o mesmo todas as semanas e pouco antes ouviu-se pior de outro sítio. Fiquei revoltado com a dualidade de critérios. Aceito a punição, mas o que me revoltou foi a dualidade de critérios”, começou por dizer aos jornalistas no Auditório Artur Agostinho, analisando depois a partida. “Foi claro que, tirando alguns minutos da primeira parte, o Sporting CP foi melhor equipa. Devíamos ter ganho o jogo. Falhámos algumas bolas na cara do guarda-redes. Em alguns momentos do jogo, o espaço estava

claro e eles não conseguiram entender. Faz parte da inexperiência. Mas temos uma equipa de Leões. (...) Foi um empate contra o FC Porto e perdemos dois pontos”, frisou. O treinador Leonino comentou ainda o pontapé de penálti que ficou por marcar por falta sobre Pedro Gonçalves. “A arbitragem teve influência no resultado. Para mim, é óbvio que é penálti. Temos tido azar com o VAR. No ano passado, houve um lance em Moreira de Cónegos que o Seba [Coates] é agarrado e não há nada. Agora, um jogador está no ar com um braço nas costas. Vamos falar de intensidade? Para mim, é penálti. Obviamente que fiquei revoltado porque era um momento para a equipa. Era um momento importante no jogo. Mas o jogo foi sempre nosso e os jogadores estão de parabéns”, referiu.

Miguel Braga

O terramoto provocado pela dualidade de critérios do primeiro clássico da época, teve réplicas ao longo de toda a semana. A presença do árbitro Pedro Azevedo na Sporting TV contribuiu para esclarecer algumas almas menos iluminadas e relembrar a outros que as regras existem e que devem ser iguais para todos. O FC Porto teve mesmo a particularidade de ter um jogador que deveria ter visto dois cartões vermelhos – primeiro por entrada grosseira e perigosa sobre Pedro Porro, depois por fazer penálti; o internacional sub-21 espanhol teve, inclusivamente, de fazer tratamentos nos dias seguintes – e que, mesmo assim, acabou por fazer a totalidade do jogo. É obra. O mantra repetido até à exaustão que uns jogam nos limites mina a capacidade de decisão sobre lances que não podem ser considerados normais no futebol, sobre atitudes que confundem propositadamente agressividade com violência. É, por vezes, uma linha ténue que separa os conceitos, mas é uma linha que existe e que não deve, nem deveria, ser menosprezada. Como a linha da decência, ultrapassada por um ou outro comentador azul e branco, que chegaram mesmo a dizer que Pedro Gonçalves deveria ter visto o cartão amarelo no

famigerado lance com Zaidu, por simulação. Só mesmo a falta de vergonha permite comentários públicos assim. Para meditar sobre estas dualidades que têm marcado a história do Futebol português nos últimos anos, recordo a entrevista de Tomislav Ivković à Tribuna do Expresso, guarda-redes que defendeu as nossas balizas – e dois penáltis do Maradona – nos finais dos anos 80 e princípio dos anos 90. À pergunta se se sentia o domínio do FC Porto, Ivković foi peremptório: “Ohhh, naqueles tempos… Era na Europa toda: cada país tinha o seu FC Porto. O comportamento dos árbitros e dos dirigentes era diferente quando se tratava do FC Porto”. Continuando: “posso dizer que o Pinto da Costa e o Reinaldo Teles eram as pessoas a que toda a gente queria agradar. Porquê? Porque havia a ideia de que eles podiam ajudar quando fosse preciso. Faziam-se bonzinhos, queriam ficar perante eles”. Heródoto afirmou ser necessário “pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro”. Continuar a fingir que nada se passou no passado servirá o presente de alguns, mas não ajudará o futuro do futebol português. A introdução do videoárbitro (VAR) foi uma medida benéfica na luta pela transparência do futebol nacional e como tal precisamos de proteger a figura do VAR e apetrechá-la de mais instrumentos que ajudem à compreensão de determinadas decisões e à clarificação dos processos. Não queremos regras diferentes, exigimos sim, critérios idênticos.


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FUTEBOL ANÁLISE

UMA SOLUÇÃO SIMPLES E TRANSPARENTE O CLIMA DE SUSPEIÇÃO EM TORNO DAS DECISÕES DOS ÁRBITROS NADA TRAZ DE BOM AO FUTEBOL PORTUGUÊS, MAS É ALGO QUE PODIA SER EVITADO. CONHEÇA OS MELHORES EXEMPLOS EM QUE A DIVULGAÇÃO DAS COMUNICAÇÕES ENTRE O ÁRBITRO E O VAR FOI UTILIZADA PARA MINIMIZAR POLÉMICAS E PROTEGER TODOS OS AGENTES DO DESPORTO-REI Texto: Pedro Ferreira Fotografia: Pedro Zenkl

Na sequência do erro cometido pela equipa de arbitragem no clássico frente ao FC Porto, que resultou na reversão da expulsão de Zaidu e impediu que os Leões beneficiassem de um pontapé de penálti segundos antes do intervalo, é cada vez mais imperativo que se discutam medidas eficazes para impedir que o futebol português continue a ser assolado por críticas constantes às actuações dos árbitros e do vídeo-árbitro (VAR). Se é verdade que errar é humano, e pode acontecer a qualquer um, também não é menos verdade que é obrigação das entidades responsáveis pelo desporto rei estudar as melhores opções para que se coloque um fim definitivo à especulação e suspeição sobre o desempenho das equipas de arbitragem, tanto da parte dos clubes, como dos adeptos e dos comentadores.

A BOA EXPERIÊNCIA NO RÂGUEBI Se procurarmos exemplos de modelos que tenham sido adoptados no estrangeiro e que possam ser adaptados ao futebol, aquele que tem mais provas dadas chega-nos do râguebi, modalidade que criou o TMO (Television Match Official), o equivalente ao VAR, em 2001. Além de possuir um sistema de vídeo que permite reavaliar os lances mais polémicos – tal como o VAR faz –, o TMO vai mais longe ao disponibilizar em directo as comunicações entre o árbitro principal e

o vídeo-árbitro, tanto para os que assistem através da televisão, como para os que acompanham ao vivo no estádio. Desta forma, os espectadores podem acompanhar em tempo real todo o processo de tomada de decisão, tendo acesso ao raciocínio seguido pelo árbitro e a todas as condicionantes que influenciaram a deliberação final, o que daria certamente menos azo a contestações durante e após os jogos. Além de educar continuamente o espectador, a divulgação do áudio poderia ser um passo importante no sentido de humanizar e tornar o árbitro num mero facilitador do jogo, combatendo a imagem do juiz autoritário cuja função não é ajudar, mas sim decidir a seu bel-prazer, por vezes de forma errada.

O CASO DA AMÉRICA DO SUL Outro dos exemplos em destaque, desta vez no mundo do futebol, diz respeito à CONMEBOL, organismo sul‑americano equivalente à UEFA. Neste caso, as comunicações entre o árbitro e o VAR têm vindo a ser divulgadas desde 2019, apenas e só depois dos jogos, sempre que haja polémica em relação a um ou mais lances. Depois de esta lógica ter sido colocada em prática por diversas vezes em jogos referentes à Copa Libertadores, o mesmo voltou a acontecer há pouco menos de duas semanas, no jogo de apuramento para o Mundial de 2022 que opôs o Uruguai ao Chile. Durante a partida, que terminou com uma derrota chilena e gerou uma onda

de indignação por parte dos adeptos, o juiz do encontro não assinalou uma aparente mão na bola por parte do capitão verde e branco Sebastián Coates, o que viria a fazer com que a CONMEBOL divulgasse mais tarde o áudio dos momentos que antecederam a decisão do árbitro, assim como uma nota escrita em que fundamentava os argumentos para que não tivesse sido assinalada qualquer falta.

EXEMPLOS DIFERENTES NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Nos Estados Unidos da América (EUA), o assunto também já está na ordem do dia, depois de um período experimental ter sido autorizado pela FIFA. Howard Webb, ex-árbitro inglês e actual líder da arbitragem da MLS (Major League Soccer), a principal liga norte-americana, foi o maior impulsionador desta ideia que, no entanto, não se verificou durante muito tempo. Depois de ter sido posta em prática pela primeira vez no final de Julho deste ano, no jogo entre Portland Timbers e FC Cincinnati, referente ao ‘MLS is Back’, torneio que marcou o regresso do futebol nos EUA, a divulgação em directo do áudio entre o árbitro e o VAR ainda vigorou durante alguns jogos e teve uma excelente recepção por parte do público, mas rapidamente deixou de ser uma realidade. Segundo os meios de comunicação norte-americanos, a decisão de divulgar os áudios não foi bem-recebida por outras ligas, o que fez com que a própria FIFA, que antes tinha dado o aval, voltasse atrás na decisão e deixasse novamente de divulgar as comunicações.

NO JOGO CONTRA O FC PORTO, LUÍS GODINHO NÃO TEVE DÚVIDAS E APONTOU PRONTAMENTE PARA A MARCA DE PENÁLTI, EXPULSANDO TAMBÉM O JOGADOR PORTISTA. DEPOIS, O VAR TERÁ – CONTRARIANDO O RESPECTIVO PROTOCOLO – ALERTADO PARA A EXISTÊNCIA DE ALGUMA DÚVIDA NO LANCE E O ÁRBITRO REVERTEU A DECISÃO, DEIXANDO MUITAS INTERROGAÇÕES SEM RESPOSTA. A DIVULGAÇÃO DAS COMUNICAÇÕES PODERIA AJUDAR A PERCEBER A RAZÃO DE TAL PROCEDIMENTO Por outro lado, importa referir que o sistema de divulgação de áudios em tempo real é algo comum no desporto norte‑americano há várias décadas. A NFL, liga de futebol-‑americano, transmite-os em directo desde 1975, tal como a NBA, a liga de basquetebol, e a NHL, a liga de hóquei no gelo. Em todas elas, o saldo é mais do que positivo, com os árbitros a deixarem de estar no centro da polémica e a ganharem maior proximidade em relação ao espectador. A fechar, também a Austrália já está a desenvolver esforços para aplicar a divulgação em directo dos diálogos entre o árbitro e o VAR na principal liga de futebol do país. Prova disso foi

o período experimental levado a cabo em 2019, que gerou uma recepção bastante positiva por parte do público e inspirou diversos artigos de opinião um pouco por toda a Europa. “O nosso objectivo sempre foi aperfeiçoar a eficácia do processo de tomada de decisão e trabalhar no sentido de aumentar a envolvência com os adeptos ao divulgar as comunicações entre o árbitro e o VAR. Temos essa ambição, mas é uma opção que ainda está em desenvolvimento", frisou Greg O'Rourke, director das competições tuteladas pela Federação Australiana de Futebol (FFA), em Julho de 2020.


Auditiv Pag Jornal SCP.pdf

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FUTEBOL ANÁLISE

JOGO EQUILIBRADO DE UMA FORMA “VARBARA”

Rodrigo Pais de Almeida

O jogo com o campeão nacional FC Porto era encarado pela esmagadora maioria dos Sócios e adeptos do Sporting CP como uma prova de fogo para as reais ambições e potencial da equipa Leonina. Após uma pré-época condicionada pelos casos positivos de COVID-19 que atrasaram quer a preparação da equipa, quer o início da participação na Liga NOS, o fecho do mercado e alguns dias de trabalho conjunto davam espaço a Rúben Amorim para

consolidar o grupo de trabalho com as suas ideias. Se nos desenhos tácticos publicados pela imprensa desportiva o Sporting CP se apresentava no esquema tradicional desde a chegada

do nosso jovem treinador (34-3), as dinâmicas e as peças colocadas em cada lugar do 11 inicial alteraram um pouco a abordagem ao jogo, surpreendendo inicialmente o adversário. A entrada de João Palhinha para a dupla de meio-campo deu poder físico ao Sporting CP, bem como uma capacidade de empurrar o FC Porto para zonas mais recuadas não pelo seu posicionamento, mas pelo que permitia avançar a linha ofensiva de três (Nuno Santos, Pote e Jovane) na fase de pressão alta roubando muitas bolas ao adversário nos últimos 30 metros do relvado. E mesmo quando a bola era perdida momentaneamente, a presença de João Palhinha permitia à equipa não recuar de imediato para equilíbrio, ficando numa fase de pressão e tentativa de recuperar rapidamente a bola logo no terreno adversário devido

à capacidade do regressado médio em povoar as zonas nevrálgicas do meio-campo. O Sporting CP não se limitava a fazer posse de bola nas suas basculações e diagonais habituais para encontrar os

espaços nas costas da linha defensiva do adversário. A equipa tinha bola em zonas avançadas do terreno, com qualidade e capacidade de a conservar, conseguindo por intermédio dos laterais ter largura e profundidade (Nuno Mendes e Pedro Porro) encostando o FC Porto à sua área e construindo jogadas de perigo iminente por diversas vezes. O golo de Nuno Santos materializou esta ideia para o jogo do nosso jovem treinador e que os jogadores iam interpretando como estava no guião. O inovador (em Portugal, mas que muitas equipas de topo mundial já o fazem com alguma frequência) tridente ofensivo em mobilidade e sem referências para marcação da linha defensiva do FC Porto trazia incerteza e imprevisibilidade a cada segundo, e apenas uma exibição imperial de Pepe ia evitando danos maiores. O adversário foi reagindo como podia e tentado equilibrar, e aproveitando dois erros chegou a uma vantagem que tinha tanto de injusta como inglória. Uma abordagem em linha da defesa do Sporting CP que não funcionou de forma coordenada deixava Uribe solto na área em posição regular para empatar, e uma falta não assinalada sobre Nuno Mendes impediu a equipa do Sporting CP de abordar um contra-ataque do adversário de forma equilibrada. Com esses dois momentos/erros chegava o intervalo com o resultado em 1-2. Que poderia ser diferente caso o VAR não decidisse intervir, de forma errada, num lance em que um pontapé de penálti a favor do Sporting CP e uma segunda parte inteira contra um adversário reduzido a dez elementos foram ‘transformados’ numa bola ao solo. De referir ainda que o Sporting CP deveria ter ficado a jogar contra 10 ao

minuto vinte quando ganhava por 1-0 na sequência de uma entrada violentíssima do mesmo jogador sobre Porro. A toada do jogo acalmou na segunda parte, sobretudo pelo pragmatismo do FC Porto que estando a vencer preferiu

segurar a vantagem decidindo recuar as linhas defensivas, condensar a equipa no seu meio-campo e sair apenas nas suas já tradicionais rápidas e mortíferas transições defesaataque. A sua estratégia quase dava resultado. O Sporting CP dominava a posse, mas tinha mais dificuldades em criar jogo nos últimos 30 metros do que na primeira parte. Ao senti-lo, Rúben Amorim lançou todos os seus trunfos, balanceando a equipa para a frente em busca do golo, colocando mais elementos de posição na área (Tiago Tomás, Vietto e Šporar), mais critério na posse e capacidade de assistir (João Mário e Plata), e acreditando que a infindável capacidade de recuperação de bolas de João Palhinha não se esgotaria. E foi precisamente num lance de recuperação do jovem médio que o Sporting CP chegou ao empate depois de um toque sublime de Šporar defendido por Marchesín e que Luciano

Vietto emendou à boca da baliza. O empate ajustavase, mas premiava mais uma equipa do FC Porto que fez apenas fé na sua capacidade de não sofrer golos, do que uma equipa do Sporting CP que quis e fez sempre mais do ponto de vista ofensivo para

vencer e cujas “armas” foram equilibradas ao minuto 47 de uma forma “VARbara”. Última nota. O Sporting CP começou no banco de suplentes com Max, Gonçalo Inácio, Antunes, João Mário, Tabata, Plata, Šporar, Tiago Tomás e Vietto (tendo ainda ficado de fora por lesão Borja, Eduardo Quaresma, Luiz Phellype, e por opção Daniel Bragança e Ristovski). Faz muita diferença um treinador conseguir mexer com o jogo a partir do banco e com isso minimizar os pontos (injustamente) perdidos. Tão importante como ter um onze de qualidade e competitivo é fundamental alargar esses atributos ao banco de suplentes. E há algum tempo que o Sporting CP carecia desta necessidade, que me parece nesta temporada estar bem e estruturalmente colmata.


SPORTING 3790 - 11

FUTEBOL EQUIPA PRINCIPAL

OPINIÃO

RUMO AOS AÇORES

CAMPEONATO… UM EMBUSTE!!!!

NO PRÓXIMO SÁBADO, O SPORTING CP DESLOCA-SE A CASA DA GRANDE SENSAÇÃO DESTE ARRANQUE DA LIGA NOS, O CD SANTA CLARA, FORMAÇÃO QUE OCUPA O QUARTO LUGAR DA TABELA CLASSIFICATIVA E É DETENTORA DE UMA DAS DEFESAS MENOS BATIDAS DA PROVA A PAR DOS LEÕES Texto: Pedro Ferreira Fotografia: Pedro Zenkl

Ultrapassadas as emoções do clássico – que não foram poucas –, é tempo de virar baterias para a próxima jornada da Liga NOS, com o Sporting CP a viajar até aos Açores para defrontar o CD Santa Clara, no próximo sábado (18h00), em jogo referente à quinta jornada. Actualmente no quarto lugar da tabela classificativa, os insulares, que têm vindo a protagonizar um excelente arranque de temporada, somam os mesmos sete pontos dos Leões (que têm um jogo em atraso), registo ao qual se junta ainda o facto de os comandados de Daniel Ramos serem detentores – a par de Sporting CP e Os Beleneneses, SAD – da defesa menos batida da competição com apenas dois golos sofridos. Depois dos triunfos iniciais diante de SC Braga e CS Marítimo, nas duas primeiras jornadas, a equipa comandada por Daniel Ramos, que conta nas suas fileiras com Thiago Santana, o terceiro melhor marcador do campeonato (quatro golos), não foi além de um empate e uma derrota frente a Gil Vicente FC e FC Paços de Ferreira, respectivamente, resultados que, ainda assim, não apagam a boa imagem deixada em campo neste arranque da temporada. Para este jogo, Rúben Amorim, que vai poder sentar-se no banco apesar de ter recebido ordem de expulsão na última partida, deverá ter todo o plantel à sua disposição, à excepção de Eduardo Quaresma, que continua a recuperar de uma

fractura na zona lombar.

Do lado do CD Santa Clara, Daniel Ramos, que regressou este Verão ao comando técnico do conjunto açoriano, já vai poder contar com o avançado Crysan, que recuperou de lesão, e Mike Villanueva, que deverá voltar à titularidade. Se olharmos para o histórico de confrontos entre estes dois

emblemas, o Sporting CP tem clara vantagem sobre a formação açoriana dado que, num total de dez encontros disputados entre ambas as equipas, os Leões venceram oito e empataram apenas dois. Quanto ao saldo de golos, também aqui a turma de Alvalade leva a melhor, com um saldo de 20 marcados contra cinco sofridos.

Na época passada, o Sporting CP foi aos Açores vencer por 0-4

ÚLTIMO ONZE DO CD SANTA CLARA Marco Pereira Rafael Ramos

João Afonso

Fábio Cardoso

Mansur Jean Patric

Anderson Carvalho Osama Rashid Diogo Salomão

Thiago Santana

Carlos Júnior

Tito Arantes Fontes O futebol vive há décadas num verdadeiro embuste! E tivemos na jornada deste fim-de-semana mais um paradigmático exemplo do embuste em que vivemos. Foi no nosso jogo com o FC Porto, no sábado à noite. O jogo desenrolouse sem público, mas com milhões de pessoas a assistir, em casa, pela televisão. Vergonha maior! Vergonha para o futebol português! Vergonha para a Federação Portuguesa de Futebol! Vergonha para a Liga! E tudo por causa de mais uma lamentável arbitragem! Importa, aliás, dizer que não é por acaso que Portugal está no topo do mundo do futebol em vários dos seus intervenientes, mas não na arbitragem! Somos de primeira linha quanto a jogadores, incluindo o melhor jogador do mundo; treinadores; selecção nacional – campeões da Europa; clubes nacionais de consolidado e histórico prestígio internacional, com diversas vitorias em provas de primeiro plano internacional; dirigentes; empresários! Nestes campos todos somos topo mundial! Mas não na arbitragem! Porquê? Por uma simples razão, porque a arbitragem é má! Enfeudada e servil até à medula a “velhos poderes bicolores”! Enfeudada como todos sabemos pelo que se ouviu nas escutas do “apito azul”! Enfeudada pelo que já se sabe dos “e-mails das toupeiras vermelhas”! Ou seja, a arbitragem – que deveria ser a primeira interessada na verdade desportiva – é na verdade a que mais destrói e corrói essa mesma verdade desportiva! Digo mesmo, o VAR – que apareceu como possível panaceia para evitar tanta vergonha a que durante décadas assistimos – tem servido nas mãos dessa arbitragem apenas para demonstrar de modo ainda mais tétrico e sinistro a face dos sequazes que querem destruir o futebol português, impedindo o mesmo de viver com verdade desportiva! Indo aos factos, no sábado assistimos a um monumental “roubo de igreja”… se fosse ao contrário chamar-lhe-iam mesmo um “roubo dos Clérigos”! Suportámos o segundo golo do FCP ao cair da primeira parte… e logo na jogada seguinte, numa resposta de Leão, o nosso Pote surgiu isolado na grande área para facturar o nosso iminente segundo golo! Impossível! O jogador do FCP – visivelmente atrás do Pote, que tinha ganho a posição dianteira – cai-lhe em cima com tudo: foi braço e mão no ombro/clavícula, resvalando para as costas, foi canela no gémeo do Pote, foi pé no pé do Pote… foram penáltis

sucessivos… e o Pote, que já estava no ar para poder dominar a bola, estatela-se no coração da grande área! Penálti clarinho, limpinho e de compêndio! Tenho quase 60 anos de ver futebol! Já vi de tudo! Não preciso de explicações de ninguém! Tenho olhos! Tenho óculos… e com estes… tenho vista de lince! E conheço as leis do jogo! É penálti! Em qualquer parte do mundo! Em qualquer campo! Com qualquer árbitro! E perante isto, perante tanta evidência… o árbitro marcou mesmo penálti! Ajuizou e marcou! E bem! O pior veio depois… no VAR estava um conhecido e desde pequenino “senhor de vermelho” (o mesmo que nos atacou em Moreira de Cónegos, no final da época transacta), que – contra o Protocolo VAR, em clara e evidente violação deste (onde ficou o requisito do erro claro, grosseiro e clamoroso? Onde?) – entendeu chamar a atenção do árbitro de campo, o infeliz e titubeante Luís Godinho. Este – qual pau mandado – lá foi ver as imagens… e – pressionado como foi – desdiz o que viu no campo… volta atrás! E dá sem efeito o penálti e a expulsão do jogador do FCP por acumulação de amarelos! Inenarrável! Espectáculo degradante! No fim do jogo dei-me ao trabalho de ficar a ver um tal de “Juízo Final” na Sport TV. Ingénuo ainda pensei que iriam dizer que o árbitro e o VAR tinham cometido um erro grave, atentatório da verdade desportiva. Não o fizeram! Comprovouse, mais uma vez, a opinião que há anos tenho da Sport TV… é um canal de facção! No dia seguinte vi e li todos os jornais desportivos, incluindo “queimados pasquins”. Ou seja, li praticamente todos os comentários dos “experts” nacionais do ludopédio, que vivem – com algumas honrosas excepções – há pelo menos 40 anos do “poder bicolor” que se instalou no futebol português! A última moda é recuperarem velhos e medíocres árbitros que, depois de terem envergonhado a arbitragem quando “arbitravam” com a sua “habilidade” os jogos do campeonato, aparecem agora trasvestidos de modo quase virginal como “pseudo-catedráticos da ciência das regras do futebol”. Foram maus árbitros, são péssimos comentadores. Ouvi e li coisas verdadeiramente inacreditáveis… sim o protocolo do VAR foi violado, mas ainda bem que foi violado, pois não tinha sido penálti… como? Importam-se de repetir? Foi penálti! E o protocolo do VAR não permitia a intervenção deste! Dois erros monumentais de uma assentada… até escrito vi que o jogador do FCP não tocou no Pote! As mentiras soezes e as interpretações da “lei” ao serviço das “ditaduras de opinião”! Em comum o desamor que têm pela verdade desportiva! A patente e permanente cegueira acéfala e obediente ao “poder bicolor” que os comanda! O desrespeito ao Protocolo do VAR! O ódio ao SPORTING CP! Sim, é verdade! Estamos a viver há décadas no meio de um campeonato que é um verdadeiro EMBUSTE! Um grande e colossal EMBUSTE!!! SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE… ATÉ MORRER!!! VIVA O SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!


12 - SPORTING 3790

FUTEBOL EQUIPA B

FUTEBOL SUB-23

NULO NA MOITA

TRÊS PONTOS EM PORTIMÃO

VISITA AO TERRENO DO ORIENTAL DRAGON FC TERMINA SEM GOLOS

SUB-23 VOLTAM A VENCER, DESTA FEITA EM CASA DO PORTIMONENSE SC

Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: José Lorvão

Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: José Lorvão

Na terceira jornada da série G do Campeonato de Portugal, a equipa B do Sporting Clube de Portugal empatou a zero em casa do Oriental Dragon FC. O jogo, que se realizou no último domingo, viu Pedro Marques a tentar o golo na primeira parte, mas sem sucesso. O conjunto visitado respondeu com boas tentativas e teve à sua disposição um pontapé de penálti perto da meia hora de jogo, mas Erik acertou no poste da baliza de André Paulo. Até ao intervalo houve tempo para Erik, mais uma vez, rematar e acertar no ferro, desta feita na trave. Na segunda parte, Tomás Silva, que entrou aos 60 minutos, esteve perto do golo, mas o tiro saiu ao lado. Mais tarde, Geny Catamo foi derrubado na área do Oriental Dragon FC, mas o árbitro deixou seguir. No final, 0-0 no marcador. A equipa B ocupa o segundo lugar da tabela classificativa e na próxima jornada vai receber a B SAD “B”. No final, Filipe Celikkaya fez a análise ao encontro. “Foi um jogo extremamente

Na quinta jornada da zona Sul da Liga Revelação a equipa sub-23 do Sporting Clube de Portugal foi, na última sextafeira, a casa do Portimonense SC vencer por 1-3 e amealhou assim mais três pontos no campeonato. Os algarvios até marcaram primeiro por intermédio de Rômulo Machado, aos 17 minutos, mas Rafael Fernandes empatou para o Sporting CP ao cabecear de forma certeira na sequência de um pontapé de canto aos 28 minutos. Na segunda parte, Duarte Carvalho foi o autor do 1-2 da reviravolta com uma boa finalização após boa jogada verde e branca. Foi o primeiro golo do futebolista de 18 anos que voltou a utilizar o Leão ao peito depois de uma época no GD Estoril Praia. Logo a seguir, o 1-3 por intermédio de

Tomás Silva entrou na segunda parte

difícil e competitivo. Sabíamos o que íamos apanhar hoje e confirmou-se o que esperávamos. Muita bola pelo ar, faltas, perdas de tempo. Essa foi a realidade, que é um pouco desconhecida para estes jovens, mas vamos ter de lidar com isso. Temos de aproveitar este momento para crescer e para nos adaptarmos a este contexto”, disse aos meios de comunicação do Sporting CP.

Jovens Leões conseguiram a segunda vitória consecutiva

Nicolai Skoglund, que havia entrado pouco antes. O avançado norueguês foi assistido por Gonçalo Costa e rematou para o fundo das redes para estabelecer o resultado final. No próximo desafio, o Sporting CP recebe o CS Marítimo.

Duarte Carvalho apontou o primeiro golo desde que regressou ao Sporting CP

Geny Catamo foi derrubado na área adversária, mas o árbitro não assinalou pontapé de penálti

18 de Outubro de 2020 | Campeonato de Portugal – Série G – 3.ª jornada | Juncal Desportos, Moita

ORIENTAL DRAGON FC

0-0

SPORTING CP

(0-0 ao intervalo)

Sporting CP: André Paulo [GR], Diogo Brás, João Silva, João Ricciulli, Mees de Wit, Rodrigo Fernandes (Tomás Silva, 60’), Bruno Paz [C], Edu Pinheiro, Nuno Moreira (Geny Catamo, 60’), Joelson Fernandes (Dimitar Mitrovski, 90’), Pedro Marques. Suplentes não utilizados: Hugo Cunha [GR], João Goulart, Babacar Fati, Tiago Rodrigues. Treinador: Filipe Celikkaya. Disciplina: cartão amarelo para João Ricciulli (25’), Geny Catamo (90’).

16 de Outubro de 2020 | Liga Revelação – Zona Sul – 5.ª jornada | Estádio Dois Irmãos, Portimão

PORTIMONENSE SC Rômulo Machado (17’)

1-3 (1-1 ao intervalo)

SPORTING CP Rafael Fernandes (28’) Duarte Carvalho (61’) Nicolai Skoglund (63’)

Sporting CP: Diogo Almeida [GR], Hevertton Santos [C], Rafael Fernandes, Gonçalo Costa, Chico Lamba, Duarte Carvalho (Flávio Nazinho, 64’), Daniel Rodrigues (Gonçalo Batalha, 76’), Bruno Tavares (Renato Veiga, 76’), Tiago Ferreira (Lucas Dias, 76’), Paulo Agostinho (Nicolai Skoglund, 55’). Suplentes não utilizados: Anthony Walker [GR], Rodrigo Rêgo, Carlos Silva, Tiago Santos. Treinador: Filipe Pedro. Disciplina: cartão amarelo para Chico Lamba (4’), Rafael Fernandes (44’), Flávio Nazinho (73’), Renato Veiga (77’), João Daniel (80’), Lucas Dias (90+3’).


SPORTING 3790 - 13

FUTEBOL FEMININO

TATIANA PINTO DISTINGUIDA

LEOAS SEGUEM IMPARÁVEIS MAIS UMA VITÓRIA VERDE E BRANCA NA LIGA BPI Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: Mário Vasa

A equipa sénior feminina de futebol do Sporting Clube de Portugal recebeu e bateu, no último sábado, o GD Estoril Praia por 3-1 na quarta jornada da Liga BPI. As Leoas continuam em grande forma e 100% vitoriosas na competição. O primeiro golo surgiu à passagem da meia hora de jogo: depois de um primeiro cruzamento de Joana Marchão, Raquel Fernandes fuzilou as redes da formação canarinha. Ao intervalo, esse era o único golo apontado. No segundo tempo, Ana Capeta fez o 2-0 aos 61 minutos na resposta à assistência de Ana Borges com uma finalização certeira. Pouco depois, a camisola 7 voltou a marcar, desta feita após passe de Alicia Correia, e fixou o resultado em

AL

3-0. Depois de vários remates do Sporting CP aos postes da baliza do GD Estoril Praia, foram as visitantes a reduzirem nos últimos minutos por intermédio de Beatriz Fonseca. Depois do apito final, com 3-1 no marcador, Susana Cova analisou o sucedido. “Foi um jogo equilibrado contra uma equipa organizada e que se conhece bem. Era um momento óptimo para acontecer [este jogo] porque nos ia obrigar a ter menos posse de bola do que o habitual até agora. A equipa adversária equilibrou a partida ao diminuir o nosso número de oportunidades na primeira parte, apesar de termos conseguido criar algumas e finalizar uma delas. (...) Há que destacar a paciência com que, em processo de organização ofensiva, construímos, alguma variedade que tivemos com bola

e a necessidade de melhorarmos, principalmente, em momentos de organização e transição defensiva. Temos de olhar para a frente e variar ainda mais ainda e criar dinâmicas que nos obriguem a ter mais variabilidade nos momentos em que temos bola. Sofremos um golo numa das situações que estavam identificadas em relação à jogadora que o marca. (...) O que fica é o objectivo principal, os aspectos positivos e os aspectos que podemos melhorar e a conquista dos três pontos”, disse a treinadora. O Sporting CP é líder da tabela classificativa com 12 pontos – em 12 possíveis – e com o maior número de golos marcados – 24. A prova vai parar agora para compromissos com as selecções nacionais e, quando regressar, o conjunto verde e branco visita o CF Benfica.

Antes do apito inicial, Tatiana Pinto foi homenageada por ter chegado aos 100 jogos ao serviço do Sporting CP. A internacional portuguesa recebeu dois galardões a assinalar o feito: um da Filstone, parceiro do Sporting CP, e outro do Clube. O momento contou com a presença de Paulo Gomes, director da futura Academia Cristiano Ronaldo, e de Maria João Xavier, directora do futebol feminino. “É sinal de reconhecimento, de valorização do meu trabalho e do das minhas colegas de equipa, porque sem elas isto não era possível. Agora, todas as minhas colegas também vão poder ser reconhecidas pelo trabalho que estão a fazer. Isso é muito bom para nós”, disse Tatiana Pinto, que veste a camisola Leonina desde 2016, aos meios de comunicação Sportinguistas no final da partida. “São 100 jogos, não são dez. Tenho grande carinho por este Clube, já cá estou há muito tempo. A minha semana também não foi fácil, pelo que o timing é engraçado. Por isso, fiquei emocionada. É um marco muito importante para qualquer jogadora que goste do Clube e de jogar futebol”, acrescentou a futebolista de 26 anos.

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14 - SPORTING 3790

FUTEBOL SPORTING CLUBE DE PORTUGAL - EQUIPA B

GONÇALO PINTO – 53

HUGO CUNHA – 63

ANTHONY WALKER – 92

DIOGO SOUSA - 99

Posição: Guarda-redes Pé dominante: Direito Nascimento: 30/04/2000 (20 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,94/84 No SCP desde: 2010

Posição: Guarda-redes Pé dominante: Direito Nascimento: 06/09/2001 (19 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,96 m/81 kg No SCP desde: 2014

Posição: Guarda-redes Pé dominante: Esquerdo Nascimento: 29/01/2001 (19 anos) Nacionalidade: Costa-riquenha Altura/Peso: 1,95 m/91 kg No SCP desde: 2018

Posição: Guarda-redes Pé dominante: Direito Nascimento: 16/09/1998 (22 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,98 m/90 kg No SCP desde: 2013

LOIDE AUGUSTO – 33

MEES DE WIT – 34

JOÃO SILVA – 44

BABACAR FATI – 45

JOÃO GOULART – 31

Posição: Defesa Pé dominante: Direito Nascimento: 27/01/2000 (20 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,89 m/85 kg No SCP desde: 2015

DIOGO BRÁS – 61

Posição: Defesa Pé dominante: Direito Nascimento:26/02/2000 (20 anos) Nacionalidade: Angolana Altura/Peso: 1,80 m/70 kg No SCP desde: 2018

Posição: Avançado Pé dominante: Esquerdo Nascimento: 17/04/1998 (22 anos) Nacionalidade: Holandesa Altura/Peso: 1,81 m/76 kg No SCP desde: 2018

Posição: Defesa Pé dominante: Direito Nascimento: 14/01/1999 (21 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,87 m/79 kg No SCP desde: 2015

Posição: Avançado Pé dominante: Esquerdo Nascimento: 01/02/2000 (20 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,77 m/67 kg No SCP desde: 2016

Posição: Defesa/Extremo Pé dominante: Direito Nascimento: 16/03/2000 (20 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,81 m/71 kg No SCP desde: 2012

JOÃO RICCIULLI – 66

JOÃO OLIVEIRA – 70

CHICO LAMBA – 73

BERNARDO SOUSA – 47

EDSON SILVA – 56

Posição: Defesa Pé dominante: Direito Nascimento: 10/10/1999 (21 anos) Nacionalidade: Guineense Altura/Peso: 1,95 m/84 kg No SCP desde: 2014

Posição: Defesa Pé dominante: Direito Nascimento: 30/01/1999 (21 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,78 m/65 kg No SCP desde: 2008

Posição: Defesa Pé dominante: Direito Nascimento: 10/03/2003 (17 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,89 m/83 kg No SCP desde: 2014

Posição: Médio Pé dominante: Esquerdo Nascimento: 27/03/2000 (20 anos) Nacionalidade: Portugal Altura/Peso: 1,78 m/75 kg No SCP desde: 2012

Posição: Médio Pé dominante: Direito Nascimento: 17/05/2001 (19 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,89 m/71 kg No SCP desde: 2019


SPORTING 3790 - 15

NUNO MOREIRA - 79

TOMÁS SILVA – 82

BRUNO PAZ – 86

Posição: Médio Pé dominante: Direito Nascimento: 16/06/1999 (21 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,75 m/67 kg No SCP desde: 2007

Posição: Médio Pé dominante: Direito Nascimento: 15/10/1999 (21 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,72 m/63 kg No SCP desde: 2008

Posição: Médio Pé dominante: Direito Nascimento: 23/04/1998 (22 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,80 m/81 kg No SCP desde: 2011

BRUNO TAVARES – 49

ELVES BALDÉ – 51

GENY CATAMO – 57

Posição: Avançado Pé dominante: Esquerdo Nascimento: 16/04/2002 (18 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,68 m/72 kg No SCP desde: 2010

FILIPE CELIKKAYA

Função: Treinador-principal Nascimento: 19/01/1985 (35 anos) Nacionalidade: Portuguesa No SCP desde: 2020

Posição: Avançado Pé dominante: Direito Nascimento: 02/10/1999 (21 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,69 m/67 kg No SCP desde: 2009

NUNO CARDOSO

Função: Treinador-adjunto Nascimento: 16/08/1983 (37 anos) Nacionalidade: Portuguesa No SCP desde: 2020

Posição: Avançado Pé dominante: Direito Nascimento: 26/01/2001 (19 anos) Nacionalidade: Moçambicana Altura/Peso: 1,74 m/66 kg No SCP desde: 2019

MIGUEL BARATA

Função: Treinador-adjunto Nascimento: 14/04/1985 (35 anos) Nacionalidade: Portuguesa No SCP desde: 2020

EDU PINHEIRO – 88

Posição: Médio Pé dominante: Direito Nascimento: 08/11/1997 (22 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,88 m/84 kg No SCP desde: 2007

DIMITAR MITROVSKI – 91 PEDRO MARQUES – 43

Posição: Médio Pé dominante: Esquerdo Nascimento: 28/01/1999 (21 anos) Nacionalidade: Macedónia Altura/Peso: 1,75 m/68 kg No SCP desde: 2016

TIAGO RODRIGUES – 78 JOELSON FERNANDES - 96

Posição: Avançado Pé dominante: Direito Nascimento: 21/06/2000 (20 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,80 m/79 kg No SCP desde: 2014

MARCO SANTOS

Função: Treinador-adjunto Nascimento: 12/04/1984 (36 anos) Nacionalidade: Portuguesa No SCP desde: 2007

Posição: Avançado Pé dominante: Direito Nascimento: 28/02/2003 (17 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,70 m/63 kg No SCP desde: 2014

HUGO TECELÃO

Função: Treinador de guarda-redes Nascimento: 30/03/1984 (36 anos) Nacionalidade: Portuguesa No SCP desde: 2012

Posição: Avançado Pé dominante: Direito Nascimento: 25/04/1998 (22 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,79 m/80 kg No SCP desde: 2016

MARCO TÚLIO – 97

Posição: Avançado Pé dominante: Direito Nascimento: 13/03/1998 (22 anos) Nacionalidade: Brasileira Altura/Peso: 1,77 m/72 kg No SCP desde: 2018

TIAGO DIAS

Função: Treinador-adjunto Nascimento: 07/05/1994 (26 anos) Nacionalidade: Portuguesa No SCP desde: 2016


16 - SPORTING 3790

FUTEBOL SPORTING CLUBE DE PORTUGAL - EQUIPA SUB-23

DIOGO ALMEIDA – 36

Posição: Guarda-redes Pé dominante: Direito Nascimento: 30/01/2002 (18 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,84 m/87,7 kg No SCP desde: 2015

VASCO GASPAR – 50

Posição: Guarda-redes Pé dominante: Direito Nascimento: 26/05/2003 (17 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,90 m/88,2 kg No SCP desde: 2015

RODRIGO RÊGO – 32

Posição: Defesa Pé dominante: Esquerdo Nascimento: 26/03/2002 (18 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,79 m/71,8 kg No SCP desde: 2012

HEVERTTON SANTOS – 35 Posição: Defesa Pé dominante: Direito Nascimento: 01/02/2001 (19 anos) Nacionalidade: Luso-brasileiro Altura/Peso: 1,83 m/73,8 kg No SCP desde: 2011

Posição: Defesa Pé dominante: Direito Nascimento: 09/03/2001 (19 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,81 m/70,4 kg No SCP desde: 2013

GILBERTO BAPTISTA – 64

GONÇALO COSTA – 65

FLÁVIO NAZINHO – 71

RAFAEL FERNANDES – 84

ALEXANDRE MENDES – 98

Posição: Defesa Pé dominante: Direito Nascimento: 29/12/2003 (16 anos) Nacionalidade: Guineense Altura/Peso: 1,87 m/71,8 kg No SCP desde: 2018

Posição: Defesa Pé dominante: Esquerdo Nascimento: 18/02/2000 (20 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,78 m/64,7 kg No SCP desde: 2009

Posição: Defesa Pé dominante: Esquerdo Nascimento: 20/07/2003 (17 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,78 m/72,4 kg No SCP desde: 2018

DANIEL RODRIGUES – 38

SAMUEL LOBATO – 48

JOÃO DANIEL – 60

Posição: Médio Pé dominante: Direito Nascimento: 11/02/2002 (18 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,72 m/67,8 kg No SCP desde: 2014

Posição: Médio Pé dominante: Direito Nascimento: 19/10/2001 (19 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,84 m/71 kg No SCP desde: 2015

Posição: Médio Pé dominante: Direito Nascimento: 28/06/2002 (18 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,84 m/73,3 kg No SCP desde: 2015

CARLOS SILVA – 39

Pé dominante: Direito Nascimento: 28/06/2002 (18 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,91 m/83,2 kg No SCP desde: 2010

Posição: Defesa Pé dominante: Direito Nascimento: 10/01/2001 (19 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,88 m/71 kg No SCP desde: 2020

GONÇALO BATALHA – 75

DUARTE CARVALHO – 87

Posição: Defesa

Posição: Médio Pé dominante: Direito Nascimento: 18/02/2002 (18 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,74 m/78,3 kg No SCP desde: 2010

Posição: Médio Pé dominante: Direito Nascimento: 30/05/2002 (18 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,78 m/79 kg No SCP desde: 2009


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LUCAS DIAS – 89

RENATO VEIGA – 95

DIOGO ALVES – 58

TIAGO FERREIRA – 59

TIAGO SANTOS – 62

Posição: Médio Pé dominante: Direito Nascimento: 18/01/2003 (17 anos) Nacionalidade: Luso-canadiano Altura/Peso: 1,80 m/68,9 kg No SCP desde: 2014

Posição: Médio Pé dominante: Esquerdo Nascimento: 29/07/2003 (17 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,87 m/81,3 kg No SCP desde: 2018

Posição: Avançado Pé dominante: Esquerdo Nascimento: 04/08/2000 (20 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,81 m/75,4 kg No SCP desde: 2018

Posição: Avançado Pé dominante: Direito Nascimento: 18/03/2002 (18 anos) Nacionalidade: Luso-italiano Altura/Peso: 1,70 m/67,6 kg No SCP desde: 2010

Posição: Avançado Pé dominante: Direito Nascimento: 23/07/2002 (18 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,72 m/67,2 kg No SCP desde: 2009

RUI REIS – 67

ANDRÉ GONÇALVES – 74

DANILO LUÍS - 76

PAULO AGOSTINHO – 85

NICOLAI SKOGLUND – 94

Posição: Avançado Pé dominante: Direito Nascimento: 16/01/2001 (19 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,75 m/77,5 kg No SCP desde: 2013

FILIPE PEDRO

Posição: Avançado Pé dominante: Direito Nascimento: 16/05/2003 (17 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,70 m/67,4 kg No SCP desde: 2016

ANTÓNIO RIBEIRO

Posição: Avançado Pé dominante: Direito Nascimento: 08/12/2002 (17 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,78 m/77,6 kg No SCP desde: 2014

PEDRO GUERREIRO

Posição: Avançado Pé dominante: Direito Nascimento: 25/08/2002 (18 anos) Nacionalidade: Portuguesa Altura/Peso: 1,89 m/89,9 kg No SCP desde: 2018

TIAGO FARINHA

CARLOS BRUNO

Posição: Avançado Pé dominante: Direito Nascimento: 03/01/2003 (17 anos) Nacionalidade: Norueguesa Altura/Peso: 1,86 m/79,3 kg No SCP desde: 2018

DÁRIO EZEQUIEL

Posição: Treinador-principal Posição: Treinador-adjunto Posição: Treinador-adjunto Posição: Treinador-adjunto Posição: Preparador físico Posição: Treinador de guarda-redes Nascimento: 10/06/1987 (33 anos) Nascimento: 02/01/1988 (32 anos) Nascimento: 25/04/1987 (33 anos) Nascimento: 08/09/1987 (33 anos) Nascimento: 09/08/1972 (48 anos) Nascimento: 25/03/1992 (28 anos) Nacionalidade: Portuguesa Nacionalidade: Portuguesa Nacionalidade: Portuguesa Nacionalidade: Portuguesa Nacionalidade: Portuguesa Nacionalidade: Portuguesa No SCP desde: 2020 No SCP desde: 2010 No SCP desde: 2020 No SCP desde: 2020 No SCP desde: 1998 No SCP desde: 2016


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MODALIDADES BOXE

UM LEÃO QUE LEVOU O BOXE PORTUGUÊS AOS JOGOS OLÍMPICOS PAQUITO CHEGOU AO SPORTING CP NOS ANOS 70 E TORNOU-SE UM DOS MAIS LENDÁRIOS PUGILISTAS DE SEMPRE EM PORTUGAL provas de renome, mas foi a participação nos Jogos Olímpicos que deixou maior marca. Foi eliminado por Shamil Sabirov, da URSS, Campeão do Mundo que viria a vencer o ouro olímpico em Moscovo, em 1980. Deixou o boxe dentro dos ringues e dedicou-se, depois, à carreira de treinador. Até hoje, continua a ensinar todos os dias atletas nas instalações do Sporting CP, Clube do coração com as cores que utilizou na maioria dos melhores momentos da carreira.

Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: Mário Vasa, Museu Sporting - Centro de Documentação

Com quase 50 anos de Sporting Clube de Portugal, primeiro como atleta e depois como treinador, cargo que ainda ocupa, João Miguel é uma das maiores figuras da história do boxe lusitano. Ganhou inúmeros títulos em Portugal, brilhou no estrangeiro e realizou centenas de combates – com vitórias em quase todos eles. Paquito, como é conhecido desde que se iniciou no pugilismo para que o pai não soubesse que praticava a modalidade, foi o primeiro e único português a disputar o torneio olímpico de boxe (Moscovo, 1980) e, aos 68 anos, tem muitas e boas histórias para contar. A aventura no boxe começou aos 18 anos para Paquito, que nasceu na Mouraria, em Lisboa, mas que se mudou para Cacilhas, em Almada, quando os pais se separaram. Depois do futebol, experimentou o pugilismo no Ginásio Clube do Sul e rapidamente se viu que estavam reunidas as condições para o sucesso. Acabou por reforçar o Sporting CP, onde foi treinado por Ricardo Ferraz, o ‘Senhor Boxe’, e venceu um grande número de Campeonatos Nacionais a título individual, nas categorias de peso mais leves, e colectivo. Foi ainda feliz na Boxam, um torneio internacional de boxe em Espanha, tendo conquistado uma medalha de ouro e outra de bronze nas participações que teve. Esteve presente em várias

Hoje, Paquito é treinador de boxe no Sporting CP

Paquito é um dos mais importantes nomes da história do boxe português

Paquito em acção


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ENTREVISTA PAQUITO

“JOGAMOS BOXE POR AMOR À CAMISOLA. SUAMOS A CAMISOLA PELO NOSSO CLUBE. POR ISSO É QUE É APAIXONANTE” Grande entrevista de Paquito ao Jornal Sporting Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: Mário Vasa, Museu Sporting - Centro de Documentação É natural da Mouraria, mas mudou-se depois para Cacilhas. Como foi a sua infância? A minha infância foi muito feliz. Com a separação dos meus pais, fomos morar para Cacilhas e arranjei lá novos amigos. Andei lá na escola – só fiz a primária porque os meus pais não queriam que eu estudasse mais, mas eu até gostava. Na altura, fiquei triste com a separação dos meus pais, claro, mas com as novas amizades que arranjei superei essa situação.

com as mentalidades dos pais, mas hoje começam com 12, 13 e 14 anos. Eu comecei aos 18 anos e acho que me adaptei bem.

Em criança e adolescente gostava de jogar futebol. Tinha jeito? Não. Joguei em clubes federados de Almada, mas não tinha jeito nenhum para a bola. Mas gostava de jogar.

Lembra-se dos primeiros tempos no boxe? Eu jogava à bola numa equipa em Almada, comecei a treinar boxe no defeso e quando começava a bola ia para os treinos da bola. Os treinadores [do boxe] eram o João Gameiro, que era um grande homem, e o Peiró, sendo que o João Gameiro perguntou por mim porque achava que tinha jeito. Quando vi que não tinha jeito para a bola e que não era nenhum Ronaldo, comecei a treinar no Ginásio Clube do Sul.

Começou a praticar boxe relativamente tarde, aos 18 anos… No meu tempo começava-se tarde, com 16, 17 ou 18 anos. Não é o caso hoje em dia. Não sei se tem a ver

“QUANDO VI QUE NÃO TINHA JEITO PARA A BOLA E QUE NÃO ERA NENHUM RONALDO, COMECEI A TREINAR [BOXE] NO GINÁSIO CLUBE DO SUL”

O seu pai não aprovava a ideia de praticar boxe. Porquê? Tinha medo que eu me magoasse. Mas quando fui aos Jogos Olímpicos [de 1980, em Moscovo], o meu pai ficou orgulhoso. O meu pai era comunista e ficou muito orgulhoso por serem na União Soviética. Tanto que eu trouxe duas bandeiras da revolução comunista para entregar ao meu pai, que ficou todo contente. Depois, já não se importou mais que eu praticasse boxe. Essa opinião do seu pai esteve na origem da alcunha ‘Paquito’, certo? Sim. Era para que ele não soubesse que eu praticava boxe. E havia um pugilista espanhol com um estilo semelhante ao meu com um nome parecido, então ficou ‘Paquito’. Sempre foi das categorias de peso mais leves? Sim. Comecei como mosca e depois fui para galo.


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“UM ATLETA, QUANDO TEM OBJECTIVOS, TEM DE SER MUITO DEDICADO. É ASSIM NO DESPORTO E EM TUDO NA VIDA” contar a novidade. Eu disse que já sabia e que ia entregar as coisas que pertenciam ao Sporting CP porque ia desistir. Ele disse-me que eu tinha de ir aos Jogos Olímpicos porque seria o primeiro português a consegui-lo e porque seria uma grande honra. Convenceu-me e fui aos Jogos Olímpicos.

Um jovem João Miguel ‘Paquito’

Quando percebeu que podia ser um caso sério na modalidade? Eu gosto muito de desporto. Fui treinando e os treinadores é que viram que tinha aptidões e que podia ser um fora de série no boxe. Aconselharam-me a não desistir porque podia ir muito longe no boxe. Continuei no Ginásio Clube do Sul até a secção fechar. Como acabou no Sporting CP? Estive um ano a treinar com o Belarmino Fragoso, que era uma excelente pessoa. Só que, na altura, não nos acompanhava muito porque ele, para além dos amadores, também treinava os profissionais. Chegou a uma altura em que até era eu a dar os treinos. Depois, chateei-me com ele porque eu era para defender o título [nacional] e ele não me inscreveu [na prova]. O [Ricardo] Ferraz até ficou admirado e perguntou se tinha havido temporal do outro lado [margem Sul] para eu vir para o Sporting CP. E cá estou até hoje. Disputou centenas de combates na carreira e venceu quase todos. O que sente quando se lembra destes números? Nunca liguei a números, nunca fui vaidoso. Gostava era de treinar. Na minha altura, havia muito boxe. Havia combates todas as semanas, o que não é o caso agora. Para ser Campeão Regional, tinha de combater quatro ou cinco vezes. Agora, há indivíduos que são Campeões sem combater. Tinha muitos adversários no meu peso e agora não há tantos.

Só teve uma semana de estágio e foram uns Jogos Olímpicos muito polémicos politicamente. Tais adversidades afectaram-no? Não. Eu tinha de treinar e o mais importante era isso para cumprir com os meus objectivos. Esse é o dever dos atletas: treinarem e estarem concentrados nos objectivos deles. Quanto ao resto, outras pessoas tinham de se preocupar com isso. Perdeu nos pontos contra Shamil Sabirov, da URSS, que era Campeão do Mundo e que depois conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Se tivesse ganho, até onde considera que podia ter ido na prova? Não posso dizer que tenha avançado muito na prova porque fiz apenas um combate, mas onde eu entrava, tanto a nível nacional como internacional, era sempre para ganhar. Podia ter ido longe. Não fui, paciência. Participou em três edições da Boxam, um torneio internacional em Espanha, e chegou a vencer uma delas, em 1980. Foi a competição mais importante da sua carreira? Foi uma das mais importantes por ter sido medalha de ouro, mas ir aos Jogos Olímpicos também foi muito relevante para mim. É onde todos os atletas gostavam de estar. Tem também uma história curiosa com Vítor Damas numa das Boxam... Eu era muito amigo do Vítor Damas e quando fomos à Boxam em Santander, em 1980, fomos ao campo de

Como é que um atleta habituado a vencer lida com as poucas derrotas quando estas aparecem? Assimilava bem as derrotas. Eram poucas. Em Portugal devo ter perdido apenas duas ou três vezes. E no desporto ganha-se e perde-se. Quando perdi, era a minha altura de perder. Por isso, assimilava bem as derrotas. Até hoje, foi o único pugilista português a participar em Jogos Olímpicos [1980, Moscovo]. O que recorda dessa experiência no maior evento desportivo do planeta? Nesse ano, já estava farto do boxe. Ia desistir da competição e enveredar pelo caminho de treinador. Depois de uma competição em Espanha, vim a Alvalade entregar as minhas coisas. Na altura em que estou a entrar pela Porta 10-A, estavam lá o Carlos Lopes e, acho, o Hélder de Jesus. Eles disseram-me que tinha sido convocado para ir aos Jogos Olímpicos. Eu disse-lhes que não queria saber mais de boxe nem de Jogos Olímpicos. Até que entrei na secção [de boxe] e o [Ricardo] Ferraz foi-me

Paquito com Ricardo Ferraz, o ‘Senhor Boxe’

treinos do RCC Santander [onde jogava Vítor Damas]. Ele disse-me que por cada combate que eu ganhasse me dava dez mil pesetas. Eu respondi que ia sair caro porque tinha na cabeça ser medalha de ouro e ia com essa intenção. Joguei com o francês, ganhei, e recebi dez mil pesetas. Com o dinamarquês, igual. Nas meias-finais, um espanhol e igual. Na final, ganhei contra um venezuelano e o Vítor Damas estava sem dinheiro com ele e ia-me pagar em cheque. Eu disse-lhe que no dia seguinte voltávamos para Portugal e os bancos estavam fechados. Ele tirou-me o cheque, desapareceu e, passado um bocadinho, voltou com o dinheiro. Cumpriu com aquilo que prometeu. Não era um atleta profissional. Qual era a sua profissão? Sempre trabalhei. Trabalhei 50 anos no mesmo sítio como tipógrafo. Fazia carimbos. Saía do trabalho às 18h30 e apanhava o metro no Rossio até Entrecampos, que era a estação terminal. Para não esperar pelos autocarros ia a correr de Entrecampos até Alvalade. Quando chegava, estava quente. Quando ia para fora ou para estágios, a Federação [Portuguesa de Boxe] escrevia uma carta ao meu patrão para ele permitir que me ausentasse o tempo que fosse necessário. Ele dispensava-me e a Federação suportava o meu salário nos dias em que estivesse fora. Que tipo de atleta era? Muito dedicado. Era preciso ser para atingir o que atingi. Se não, nunca tinha chegado onde cheguei. Um atleta, quando tem objectivos, tem de ser muito dedicado. É assim no desporto e em tudo na vida. Se não formos dedicados, não somos nada nem ninguém. Qual era o seu gesto técnico de eleição? Utilizava muito a esquerda. Não era canhoto, mas no boxe sim. Abria com a direita e utilizava depois a esquerda. Eu era muito rápido. Chegaram a dizer que eu, a bater, parecia uma máquina de costura. Tanto que muitos dos meus combates acabavam ao segundo assalto por abandono do adversário. Por eu não ser


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Qual era a característica que mais admirava nele? O empenho dele como treinador. Era muito exigente. Quem for treinador tem de ser muito exigente e ele era.

Paquito foi entrevistado pelo Jornal Sporting na sala de boxe do Multidesportivo de Alvalade

canhoto, quando combati contra o [polaco Leszek] Błażyński dei-lhe a maior tareia de todos os tempos [no Campeonato da Europa de boxe amador em 1977 que se realizou em Halle, na República Democrática Alemã]. O árbitro parava o combate para lhe limpar o sangue no nariz e na boca. Ele perdeu os três assaltos porque eu era um canhoto falso. Ele era um canhoto verdadeiro e os entendidos dizem que quando dois canhotos se encontram, o que tiver a melhor mão direita ganha sempre o combate. Como eu não era canhoto de origem, utilizava muito a direita e ganhei o combate. Quando foram dar a decisão, eu tinha noção de que tinha ganho e ele de que tinha perdido. Quando levantaram o braço dele, ele ficou muito espantado e eu fiquei incrédulo. Isto foi nos quartos-de-final e ele foi depois Campeão da Europa. Ele encolheu os ombros e o público até parou de fazer barulho porque não ficou contente com a decisão. Alguns anos depois, veio cá um treinador russo fazer um colóquio sobre boxe e ele disse que eu, nesse ano, merecia ter sido Campeão da Europa.

“PODEMOS NÃO FORMAR O ATLETA, MAS SE FORMARMOS O HOMEM JÁ FICAMOS CONTENTES”

Como eram os treinos nessa altura? Antigamente, se não houvesse competições, treinávamos às segundas, quartas e sextas-feiras. Com competições, era todos os dias. Quando íamos para fora, na selecção, tínhamos uma semana de estágio, que era muito pouco. Noutros países, alguns atletas tinham meses de preparação. Mas é o país que temos. Tenho a certeza de que se muitos atletas, em várias modalidades, tivessem as condições que outros países dão, podíamos ter muitos e bons campeões noutras modalidades. Que métodos utilizava? Na altura, ele utilizava métodos que hoje não se usam, mas que resultavam. Hoje, não era possível. Como, por exemplo, colocar atletas que precisavam de perder peso dentro de um carro, em pleno Verão, com o aquecimento ligado. Não é permitido agora, mas eram métodos que, na altura, pareciam bons. Os atletas faziam o que ele dizia. Ele era bom treinador e a malta acreditava nele.

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Tem quase 50 anos de Sporting CP, juntando o percurso como atleta e como treinador. O que significa o Clube para si? Este Clube significa muito. É o Clube do meu coração. Para mim, é um dos melhores ou o melhor da Europa. É um Clube que precisa de toda a gente e que me dá muitas alegrias. Mesmo ao perder, nunca devemos ficar desmotivados. As derrotas servem para nos ensinar e para corrigirmos os erros. É um Clube com um historial muito grande. Qual é o sentimento de vir todos os dias trabalhar para um Clube com tantos atletas de tantas modalidades? É um orgulho vir para aqui [todos os dias]. Tenho aqui muitos amigos. Gosto de vir para aqui. É onde tenho estado quase toda a minha vida. É onde tento ensinar e tirar o melhor de mim para dar aos atletas.

“[O SPORTING CP] É O CLUBE DO MEU CORAÇÃO. PARA MIM, É UM DOS MELHORES OU O MELHOR DA EUROPA” É um espectador assíduo de boxe? Não. Nunca gostei de ver boxe na internet ou na televisão. Quem é o seu pugilista preferido da actualidade a nível internacional? Simpatizava mais com o Cassius Clay [Muhammad Ali], que era um senhor dentro do ringue. Tinha um estilo inconfundível. Bastava olhar para o jogo de pernas e víamos logo que era ele. Já disse que não é grande fã do boxe profissional e que prefere o amador. Porquê? O boxe amador é apaixonante porque, para já, os atletas têm mais protecção do que no profissional. E jogamos boxe por amor à camisola. Suamos a camisola pelo nosso Clube. Por isso é que é apaixonante. Nunca ganhei dinheiro como atleta no boxe. Até perdi porque não fazia horas [no trabalho] para vir treinar. É por amor à camisola, enquanto o profissional é pelo dinheiro.

Quão importante para si foi Ricardo Ferraz, figura lendária do boxe do Sporting CP e de Portugal que o treinou em Alvalade? Para mim, foi muito importante na formação como atleta e como homem. Temos um lema que diz que podemos não formar o atleta, mas se formarmos o homem já ficamos contentes. O Ricardo Ferraz era uma excelente pessoa e um excelente treinador, o melhor de Portugal. Acompanhou-me na selecção e no SporÉ treinador. Porque escolheu esse caminho depois de ting CP. Era fácil lidar com ele, apesar de ele ser um pendurar as luvas? pouco militarista. Para ficar ligado ao boxe, 1que30/09/2020 é a minha modalidade, e ai160145927971_JOB00474_Argatintas_Revista_Sporting_banner_253_x_55mm_29-09-2020.pdf 10:48

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para ensinar o que aprendi. Tento, o melhor possível, passar aos meus atletas o que os meus treinadores me ensinarem para serem bons atletas e para se tornarem boas pessoas. Temos grande camaradagem.

“Assimilava bem as derrotas. Eram poucas. Em Portugal devo ter perdido apenas duas ou três vezes”, frisou


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MODALIDADES DESPORTOS DE COMBATE

LEÕES DE COMBATE OS DESPORTOS DE COMBATE DO SPORTING CP CARREGAM EM SI O ESFORÇO, A DEDICAÇÃO E A GLÓRIA INERENTES AO ADN LEONINO. FIQUE A CONHECER A HISTÓRIA E OS MOMENTOS MAIS MARCANTES DE CADA UM DESTES SETE DESPORTOS

JUDO

É inevitável começarmos esta viagem pelo judo, uma das modalidades que mais alegrias tem dado aos Sportinguistas nos últimos anos. Fundada em 1993, a escola de judo Leonina, liderada por Pedro Soares, é uma das mais prestigiadas a nível europeu. Nas suas fileiras, conta actualmente com figuras de relevo internacional como Jorge Fonseca, actual campeão do mundo na categoria -100 kg e o primeiro judoca português a atingir esse feito, Daria Bilodid, bicampeã mundial na categoria de -48 kg e a mais nova campeã do mundo de sempre, aos 18 anos, Georgii Zantaraia, campeão do mundo em 2009 e da Europa em três ocasiões, ou Joana Ramos, medalha de prata no Campeonato da Europa de 2011 e medalha de bronze em 2017, ambas em -52 kg. No plano colectivo, depois de ter conseguido a medalha de bronze no Campeonato Europeu de clubes em 2015, 2016 e 2017, a equipa sénior masculina verde e branca conquistou finalmente o troféu em 2018, revalidando o título em 2019 e sendo actualmente bicampeã europeia. A nível nacional, os Leões detêm a hegemonia, tendo conquistado oito dos últimos nove Campeonatos Nacionais de equipas masculinas. Para isso, muito contribuíram nomes como Sergiu Oleinic, Miguel Alves, João Fernandes, João

Martinho, David Reis, Nikoloz Sherazadishvili, Anri Egutidze, João Pina ou João Rodrigues, com estes dois últimos a assumirem hoje o papel de treinadores.

KICKBOXING

Além do judo, o kickboxing é outro dos desportos de combate em grande destaque no universo Leonino. Fundada em 1992, a secção verde e branca da modalidade teve o seu primeiro momento alto em 1993, quando Fernando Fernandes se sagrou campeão europeu. No ano seguinte, o histórico atleta do Clube de Alvalade juntou a esse título os de campeão mundial e intercontinental, sempre na categoria de 75 kg, dando início a uma história de sucesso que perdura até hoje. Nos anos seguintes, nomes como Edson Santos, Pedro Kol ou Diogo Neves também viriam a

sagrar-se campeões da Europa com as cores do Sporting CP, sendo que o último alcançaria ainda a proeza de conquistar também o título mundial, contribuindo de forma decisiva para que o kickboxing seja, ainda hoje, uma das modalidades do Clube com mais títulos internacionais. Mais recentemente, Ricardo Fernandes (campeão europeu em 2015), André Santos (campeão europeu em 2019) e Bruno Susano (campeão europeu em 2015 e mundial em 2016) têm sido as figuras em maior destaque da secção. Quanto à formação, importa referir que o Sporting CP é

uma das melhores escolas de kickboxing a nível europeu, contando com uma história pela qual já passaram milhares de praticantes, alguns deles de excelência tanto a nível nacional como internacional.

KARATÉ Com menos expressão, mas também com muito menos tempo de vida, chegamos até ao karaté, desporto que nasceu no Sporting CP, em termos competitivos, em 2006. Impulsionada pelo Mestre Nuno Paiva, a modalidade foi crescendo aos poucos até que, em 2014 e

2015, os Leões conquistaram dois Campeonatos Nacionais de equipas seniores masculinas, os primeiros títulos colectivos mais significativos da secção. Antes disso, em 2012, Filipe Reis já se tinha sagrado campeão nacional, na categoria de 84 kg, feito que viria a repetir em 2015 e 2016, desta vez em +84 kg. Em femininos, também em 2016, Rita Reigadas igualou a proeza do colega de equipa e também se sagrou campeã nacional. A nível internacional, destaque para as excelentes prestações de Nuno Paiva na categoria de veteranos. Entre 2010 e 2018, o atleta verde e branco conquistou três títulos europeus e dois mundiais, proeza da qual apenas Diogo Fernandes (-75 kg) se aproximou, ao vencer duas medalhas de ouro nos Campeonatos da Europa de 2011 e 2012, ajudando ainda a equipa das quinas a conquistar o título europeu de equipas, também em 2011. Renovado em 2019, o projecto do karaté Leonino, a cargo do treinador Hugo Pedro, está hoje focado nas novas esperanças, com Tiago Duarte e Catarina Rodrigues, que já estiveram presentes em diversos Campeonatos do Mundo e da Europa, na linha da frente para atingir grandes feitos no futuro. Catarina Rodrigues, diga-se, já conquistou mesmo uma medalha de prata no Mundial de sub-21 deste ano.

BOXE Ao contrário dos desportos que vimos até aqui, a história do nascimento do boxe no Sporting CP remonta ao início da década de 1960, quando os Leões aproveitaram a extinção da secção de boxe do Vitória CL, uma das mais prestigiadas a nível nacional, para contratar Ricardo Ferraz, que ficaria conhecido como o ‘Senhor Boxe’, para treinador da equipa Leonina. Fundada oficialmente a 2 de Janeiro de 1962, a secção verde e branca conquistou os primeiros títulos nacionais individuais em 1967, com Aníbal Silva, Manuel Antunes e António Augusto a escreverem o nome na história do Clube verde e branco como os primeiros a consegui-lo. Nas décadas de 1970 e 1980, o boxe verde e branco tornarse-ia na melhor escola do país, vencendo mais de metade dos Campeonatos Nacionais disputados por equipas. Destaque para nomes como Víctor Carvalho, João Gato, Vítor Pereira, João Magalhães ou João Miguel, aquele que foi o melhor pugilista de sempre a actuar de Leão ao peito. Nos seus tempos áureos, ‘Paquito’, como ficou conhecido, chegou mesmo a participar nos Jogos Olímpicos de Moscovo, em 1980, sendo o único pugilista verde e branco a consegui-lo. Nessa competição, defrontou o campeão mundial em título e perdeu apenas por um ponto,


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um resultado tido, ainda hoje, como espectacular. Após um período de menos sucesso, e de muitas saídas, o boxe Leonino voltou a ganhar força a meio da década de 1990, com os regressos dos ex-atletas Víctor Carvalho e ‘Paquito’, desta vez na condição de treinadores. Prova disso foi que em 1998 os Leões já eram tricampeões nacionais novamente. Actualmente, o boxe do Sporting CP continua a dar cartas e a dominar a nível regional e nacional, tendo conquistado diversos Campeonatos Nacionais e regionais de equipas desde a viragem do milénio.

CAPOEIRA Considerada modalidade desportiva no Brasil, de onde é original, desde 1974, a capoeira chegou ao Sporting CP em 2004. Apesar de já estar no nosso país desde a década de 1980, este desporto amador tem ainda pouca expressão em Portugal, razão pela qual o Sporting CP tem sido pioneiro na missão de formalizar a capoeira na sua vertente desportiva, até de forma a criar modelos de capacitação de treinadores. Apesar de já estar inserido em competições amadoras, o objectivo do Clube é que a capoeira venha a tornar-se numa modalidade de competição ‘mais a sério’, com provas e competições estruturadas, algo que já acontece no Brasil. Em 2015, por exemplo, foi devido ao esforço e trabalho desenvolvido pelo Sporting CP que a capoeira foi reconhecida no Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) como nova modalidade desportiva, entidade que deu então início à formação de treinadores. Outra das grandes vitórias da

secção Leonina foi a criação da Federação Portuguesa de Capoeira, cuja sede está localizada precisamente… no Estádio José Alvalade. Também por aqui se percebe o papel fundamental que os responsáveis verdes e brancos têm tido na divulgação desta modalidade. Actualmente, a capoeira do Sporting CP é liderada pelo treinador Nélson Barros, sendo que esta é uma prática que, ao contrário de outras, não exige contacto físico numa fase inicial nem requisitos necessários para que possa ser praticada. Disponível para crianças a partir dos quatro anos, a capoeira carece apenas de divulgação e educação junto do grande público, um caminho que o Sporting CP tem vindo a desbravar ao longo dos anos.

TAEKWONDO Originário da Coreia, o taekwondo é uma arte marcial cujos primórdios remontam há milhares de anos, tendo ganho notoriedade e disseminando-se um pouco por todo o mundo na segunda metade do século XX. No Sporting CP, a modalidade foi introduzida em 1974, pouco tempo depois do presidente João Rocha ter ficado deslumbrado com uma demonstração que teve lugar na Coreia do Sul, numa ocasião em que o foco principal era assistir a uma partida de futebol. Ainda em 1974, o Mestre Chung Sun-Yong aterrou em Lisboa a convite do líder Leonino e, um mês depois, já tinha criado o primeiro local de treino de taekwondo em Portugal. A partir daí, os responsáveis verdes e brancos uniram esforços para dar a conhecer a nova modalidade, desdobrando-se

em demonstrações, torneios ou cursos de formação. Em 1978, António Correia Diogo e Nélson Costa, actual líder da secção Leonina, tornaram-se nos dois primeiros atletas com cinturões negros em Portugal. Pouco depois, em 1981, surgiria o primeiro Campeonato Nacional de equipas, com o Sporting CP a não dar hipótese e a vencer todas as competições masculinas até 1988. Só que, depois disso, com as saídas do Mestre Chung Sun-Yong e de Nélson Costa, a secção decidiu suspender a sua participação em competições, também por divergências com a Associação Portuguesa de Taekwondo. Em 1999, Nélson Costa regressou ao Sporting CP como treinador principal e o taekwondo Leonino renasceu, iniciando-se um projecto focado na função formativa e educativa. Em 2017, os Leões voltaram a apresentar atletas seniores, num caminho que tem sido percorrido, nos últimos anos, sem grandes pretensões competitivas.

AIKIDO Por fim, foquemo-nos agora no aikido, arte marcial criada no Japão que se baseia na seguinte frase: “A via da harmonia com o universo (energia)”. De forma mais objectiva, é um desporto mais virado para a defesa pessoal, que usa técnicas que visam incapacitar o poder ofensivo ou defensivo de um ou mais adversários. Para isso, é necessário ter em conta a estabilidade do nosso centro, a concentração do espírito de combate e a respiração. Introduzida em Portugal em 1980 pelo Mestre Chung Sun-Yong, que liderava na altura a secção de taekwondo verde e branca, a modalidade viria a nascer no Clube Leonino apenas em 1994, nas vertentes de Taijutsu (técnicas de luta corpo a corpo), Buki Waza (treino com armas), e Takemusu Aiki, a forma mais avançada. Mais tarde, em 2000, o Mestre Carlos Costa introduziria o Aikibudo, uma das correntes do aikido, com origem em França nos anos 1970, no Sporting CP e em Portugal. Actualmente, o aikido Leonino foca-se no aspecto formativo e educativo, estando disponível para todos aqueles que queiram praticar a modalidade a um nível amador.

OPINIÃO

CLÁSSICO É CLÁSSICO

Pedro Almeida Cabral

Clássico é clássico. E vice-versa. Este último, com o Sporting CP a defrontar em casa o FC Porto, não foi excepção. Houve jogadas rasgadas, jogadores renascidos e golos oportunos. Só não houve uma arbitragem à altura. Ou talvez tenha havido uma arbitragem clássica que, classicamente, prejudicou o Sporting CP. Mas já lá vamos. Do empate a dois golos, que soube a pouco pelo que o Sporting CP jogou, ficou a imagem de um Sporting CP que não se rende e que dominou o FC Porto por largos períodos. De trás para a frente, que é como se fazem equipas vencedoras, esteve muito bem Adán, com bons reflexos logo a abrir o desafio e à-vontade no jogo com os pés. Porro continua a elevar a qualidade do nosso flanco direito. Foi, sobretudo, por lá que o FC Porto atacou, mas nem por isso o nosso atleta deixou de executar tarefas ofensivas, com envolvimento no primeiro golo e um remate perigoso a fechar. Palhinha regressou de forma esplêndida a cumprir as funções de trinco com distinção. É um gosto vê-lo novamente com a camisola mais bonita do mundo. Tal como João Mário, que nos poucos minutos em campo desequilibrou fortemente o jogo a nosso favor. O melhor

fica para o fim: Nuno Santos e Pote são já contratações seguras e garantia de fluidez no futebol do Sporting CP. O primeiro marcou o golo em remate difícil e o segundo influenciou decisivamente com desmarcações velozes e passes acertados. Se tudo fosse como devia ser, a crónica acabava aqui com desejos de boa semana e Leoninas saudações. Afinal, era um clássico em que jogava o Sporting CP. E quando assim é, pode haver grosso apito e protocolo por cumprir. Não adianta rever as imagens do lance do penálti claro cometido por Zaidu sobre Pote. Houve contactos intensos o suficiente para provocar a queda com braço, pé e perna, em tríplice infracção. Pontapé de penálti evidente para um jogador que até já deveria ter sido expulso. Quando menos se esperava, vindo do nada e sem razão, interveio o VAR e o pontapé de penálti e o cartão vermelho foram revertidos. Sejamos claros: o protocolo do VAR não permitia a reversão da decisão. O VAR só podia intervir se se tratasse de um erro óbvio. Há razões para assim ser: a decisão tomada no momento só deve ser alterada quando seja notório para todos que foi um erro. Protege-se a integridade do árbitro no momento do apito e defende-se a apreciação do espectáculo pelos adeptos. Portanto, apito tão errado e protocolo tão desrespeitado só podiam merecer forte contestação. Espera-se agora que falha tão clamorosa não passe em claro, que este lance seja exemplificado como viciação do protocolo VAR e que o Sporting CP possa ter o que parece difícil ter: arbitragens regulares.


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MODALIDADES ANDEBOL

MODALIDADES

VITÓRIA MUITO IMPORTANTE NA ROMÉNIA

FUTSAL, BASQUETEBOL E HÓQUEI EM PATINS TAMBÉM FELIZES

EQUIPA DE RUI SILVA TRIUNFA EM CASA DO SEMPRE DIFÍCIL CS DINAMO BUCUREȘTI NA EHF EUROPEAN LEAGUE Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: CS Dinamo București

Na primeira jornada da fase de grupos da EHF European League, a equipa de andebol do Sporting Clube de Portugal foi a casa dos romenos do CS Dinamo București vencer na última terçafeira por 25-27. Num jogo sempre complicado e contra um adversário bem conhecido – não é a primeira nem a segunda vez que o Sporting CP defronta a equipa oriunda da Roménia –, o duelo foi equilibrado, com o CS Dinamo București a conseguir uma vantagem de três golos no primeiro tempo (10-7), mas os Leões operaram uma reviravolta e ao intervalo já estavam na frente (15-16). Segunda parte e mais Sporting CP nos primeiros minutos, mas o CS Dinamo București reequilibrou as contas. No entanto, foi a turma de Alvalade a equipa mais forte nos momentos decisivos, conseguindo quatro golos consecutivos e assegurando a vitória por 25-27. Pedro Valdés (seis golos), Carlos Ruesga (cinco) e Frankis Carol (quatro) foram os Sportinguistas que mais remates finalizaram com sucesso no ataque, enquanto Manuel Gaspar, na baliza, foi essencial ao

EQUIPAS GANHAM RESPECTIVOS JOGOS NO FIM-DE-SEMANA Texto: Luís Santos Castelo

Resultado muito festejado pelos Leões

conseguir uma percentagem de defesas de cerca de 40%. O Sporting CP visita no fimde-semana o AM Madeira SAD para o Campeonato Placard

Andebol 1 e recebe, na próxima terça-feira, eslovacos do HT Tatran Prešov para a segunda jornada da fase de grupos da EHF European League.

VITORIOSOS TAMBÉM NO CAMPEONATO PLACARD ANDEBOL 1 Na última sexta-feira, os Leões receberam o Boa-Hora FC para a sétima jornada do Campeonato Placard Andebol 1 e venceram por 30-21 no Pavilhão João Rocha, continuando assim com 100% de triunfos na prova. A primeira parte não foi a mais feliz e os visitantes chegaram ao intervalo na frente (13-14), mas no segundo tempo o favoritismo Leonino foi colocado em prática e o resultado ficou fixado nos 30-21. Com oito golos, Francisco Tavares esteve em clara evidência.

20 de Outubro de 2020 | 1.ª jornada - Grupo B - EHF European League | Sala Polivalentă Dinamo, Bucareste, Roménia

CS DINAMO BUCUREȘTI

25 - 27

SPORTING CP

(15-16 ao intervalo)

Sporting CP: Pedro Valdés (6), Théo Clarac, Carlos Ruesga (5), Frankis Carol [C] (4), Dmytro Doroshchuk (1), Aljoša Čudić [GR], Tiago Rocha (1), Francisco Tavares, Salvador Salvador (3), Manuel Gaspar [GR], Arnaud Bingo (1), Jens Schöngarth (3), Nuno Roque, Darko Đukić (3), Joel Ribeiro. Treinador: Rui Silva. Disciplina: exclusão de dois minutos para Dmytro Doroshchuk (45’), Pedro Valdés (48’), Salvador Salvador (49’).

As equipas principais do Sporting Clube de Portugal de futsal, basquetebol e hóquei em patins venceram os jogos que disputaram para os respectivos campeonatos no último fim‑de-semana, continuando assim em bom plano. No futsal, o conjunto orientado por Nuno Dias foi a casa do SC Braga no último sábado vencer por 1-2 na quarta jornada da fase regular da Liga Placard. Taynan e Pany Varela fizeram os golos Sportinguistas, enquanto Gustavo Rodrigues, já nos instantes finais, reduziu para os minhotos. No domingo, a formação de basquetebol recebeu o Maia BC no Pavilhão João Rocha e conseguiu uma vitória por números expressivos (96-66 com quartos de 21-16, 2116, 24-14 e 30-20). Travante Williams, que apontou 30 pontos, foi o melhor marcador de uma partida onde James Ellisor (19 pontos) e John Fields (13 pontos e 16 ressaltos) também se destacaram. Seguiu-se, também no Pavilhão João Rocha e no mesmo dia, o hóquei em patins, que goleou o Famalicense AC por 10-2 para a quarta jornada do Campeonato Nacional. O resultado ao intervalo já era de 3-1 e foi bastante aumentado nos 25 minutos finais. João Souto (três), Toni Pérez (três), Telmo Pinto, Gonzalo Romero, Alvarinho e Gonçalo Nunes foram os autores dos golos do Sporting CP.

DÉRBI SEM MOTIVOS PARA SORRIR Na recepção ao SL Benfica para a sétima jornada do Campeonato Nacional, no último sábado, a equipa masculina de voleibol perdeu por 1-3 no Pavilhão João Rocha. O grupo liderado por Gersinho perdeu o primeiro set por 24-26 e o segundo por 18-25, reduzindo depois para 1-2 com a vitória do terceiro set (25-18). O rival encarnado, contudo, fechou o encontro no quarto set com 15-25.

LEOAS MERECIAM MAIS Na quarta jornada da zona Sul do Campeonato Nacional de hóquei em patins feminino, o Sporting CP perdeu no último domingo com o SL Benfica por 3-4 no Pavilhão João Rocha. Ana Catarina Ferreira apontou os dois primeiros golos Leoninos, com Rita Lopes a fazer o terceiro num jogo que marcava 2-2 ao intervalo e em que a formação de Nuno Pinto fez por merecer, pelo menos, o empate.


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MODALIDADES HÓQUEI EM PATINS

OPINIÃO

UM AMOR INTERMINÁVEL

Juvenal Carvalho

Falar do Paulo Gama não requer inspiração. Ela surge naturalmente. Mas vi uma campanha muito bem conseguida do Sporting Clube de Portugal, com o título “Uma História de Amor Interminável”, acabei por me reter nela, e por decidir ‘plagiá-la’ e escrever sobre um amigo de quase quatro décadas, o meu amigo Paulinho. Sim, o Paulinho. O ‘Paulinho do Sporting’. Com uma história de vida que emociona qualquer um. Com um amor ao Sporting CP de fazer chorar de emoção o menos sensível dos humanos. O Paulinho, que coleccionava no Lar da Santa Casa da Misericórdia onde residia, tudo o que era póster ou fotografia do nosso Clube. Que se passeava pelas ruas de Lisboa com um enorme leão de peluche, foi naturalmente acolhido na sua ‘casa’. Numa casa em que já passaram 35 anos no tempo, quando, por influência de António Livramento, esse mesmo, o ‘mago’ do hóquei em patins mundial, começou a exercer funções na secção de hóquei em patins, engraxando as botas e ajudando na rouparia. Esse menino de ontem era muito diferente do Homem de hoje. Tinha até claras dificuldades na locomoção e na expressão. Não foi só António Livramento que o acolheu. Foram todos os que

com ele conviviam. Falo por experiência própria de quem se cruzou centenas de vezes com ele nos corredores de Alvalade, e com quem ainda recentemente nos recordámos de tantos amigos em comum feitos no Sporting CP. O Paulinho, hoje um Homem de 51 anos, subiu todos os degraus da corda da vida a pulso, mas também com muito esforço, dedicação e devoção pela causa. Naturalmente isso promoveu-o à Glória. Está há muitos anos no futebol profissional. Muitos daqueles que são verdadeiros craques nos relvados e fora deles, acolheram-no em sua casa. Como se fosse um dos seus familiares. Falam dele com carinho e gratidão. É para eles e todos nós uma referência e um exemplo de vida e de Sportinguismo que nos merece respeito. Chora quando perde. Ri e abraça-se aos seus como poucos quando ganha. É o primeiro a querer tocar nos troféus. É tudo tão genuíno naquele amor à causa que me – nos – comove. Convido até tantos de nós, que por vezes vimos o Sporting CP, como uma ‘guerra’, para parar para pensar e buscar no exemplo de vida e de Sportinguismo do Paulinho um alento suplementar. Que encarnem naquele amor genuíno daquele que é hoje um homem, mas que em menino o SCP foi o seu refúgio levado por um amor sem paralelo ao Clube. Se formos todos ‘Paulinhos’ no abraçar da causa, tudo será mais fácil. Ah, e já agora, obrigado Paulinho. Também por seres meu amigo, mas sobretudo por seres uma referência do Sporting CP. P.S. – Também poderia escrever sobre questões que conspurcam o futebol. Preferi, contudo, falar de desporto e de humanismo.

“TEMOS DE ESTAR PREPARADOS PARA AS MAIORES DIFICULDADES” PAULO FREITAS SOBRE A VISITA À PISTA DO HC TURQUEL Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: Mário Vasa

“O nosso objectivo continua a ser claro: ir a Turquel conquistar três pontos”, frisou o técnico

Em jogo a contar para a quinta ronda do Campeonato Nacional, a equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal visita este sábado o HC Turquel. Paulo Freitas, treinador dos Leões, descreveu o adversário e explicou as dificuldades que o emblema de Alvalade vai encontrar. “O HC Turquel é uma equipa que vale pelo seu colectivo e tem uma mistura de juventude e experiência consolidada em alguns jogadores. É sempre uma formação muito complicada, principalmente a jogar em casa. Temos de estar preparados para as maiores

MODALIDADES FUTSAL

“EFICÁCIA VAI SER O ASPECTO MAIS IMPORTANTE DO JOGO” NUNO DIAS ANTES DO SPORTING CP VS. AD MODICUS Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: José Lorvão

Nuno Dias lembrou que o AD Modicus “tem uma equipa com muitos jogadores com muitos anos de primeira divisão”

O conjunto sénior masculino de futsal do Sporting Clube de Portugal recebe a AD Modicus no domingo para a quinta jornada da fase regular da Liga Placard e Nuno Dias, treinador verde e branco, fez a antevisão à partida. “A AD Modicus tem jogadores muito experientes e até alguns internacionais. (...) Tem uma equipa recheada de atletas com muitos anos de primeira divisão. No ano passado estava em terceiro lugar quando a época terminou. Perdeu pouca gente e ainda se reforçou, mantendo, praticamente, toda

dificuldades, porque, tendo o HC Turquel qualidade e experiência, podemos ter adversidades em todos os momentos do jogo, quer seja na organização ofensiva, nas transições ou na bola parada, onde tem especialistas. É uma equipa que nos vai trazer todo o tipo de problemas, seja em jogo mais curto, situações de meia distância ou jogo entre linhas. É um conjunto muito completa na sua organização”, disse ao Jornal Sporting na antevisão ao desafio. Paulo Freitas reforçou que o HC Turquel tem “um pavilhão tradicionalmente difícil” e lembrou que, “ainda há pouco tempo, o FC Porto ganhou lá com um golo a poucos segundos do fim”. Ainda assim, o pensamento verde e branco continua o mesmo de sempre. “Vamos preparar muito bem a partida para não termos qualquer dissabor. O nosso objectivo continua a ser claro: ir a Turquel conquistar três pontos e continuar a nossa caminhada”, garantiu. O HC Turquel vs. Sporting CP começa às 21h00 de sábado, 24 de Outubro, no Pavilhão do HC Turquel.

a estrutura. Normalmente, é uma equipa que fica sempre nos lugares logo atrás de Sporting CP e SL Benfica. Este ano, os objectivos da AD Modicus são os mesmos pelas apostas que fizeram. Têm um pivô muito forte fisicamente e é uma equipa que, por norma, faz bons campeonatos. Vamos esperar que nos dificultem a vida, que é a tarefa deles, enquanto que a nossa é estarmos preparados para essas dificuldades e dar a volta às mesmas no sentido de conseguirmos uma vitória", começou por dizer ao Jornal Sporting. Para Nuno Dias, há uma característica do jogo que vai ser muito relevante para o desfecho final. “É importante manter o nosso ritmo, sem o baixarmos, mas esse não será o ponto decisivo. Decisivos vão ser aspectos relacionados com a eficácia. Esse vai ser o aspecto mais importante do jogo para nós”, garantiu. Sporting CP e AD Modicus encontram-se este domingo, 25 de Outubro, às 17h00 no Pavilhão João Rocha.


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MODALIDADES VOLEIBOL FEMININO

LEOAS DO VOLEIBOL COM JORNADA DUPLA RUI PEDRO COSTA ESPERA JOGOS DIFERENTES, MAS AMBOS COMPLICADOS Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: José Lorvão

Com jogos para a sexta e sétima jornadas do Campeonato Nacional, a equipa de voleibol feminino do Sporting Clube de Portugal tem duas partidas no fim-de-semana que se avizinha. As Leoas vão defrontar o Porto Vólei 2014 AD no sábado e o SC Braga no domingo e Rui Pedro Costa, treinador verde e branco, fez a antevisão aos dois encontros. Sobre o Porto Vólei 2014 AD, actual líder da tabela classificativa com cinco vitórias em cinco jogos – o Sporting CP tem quatro vitórias em quatro jogos –, Rui Pedro Costa explicou que se trata de um conjunto com qualidade. “É uma equipa que está junta desde o ano passado. Entraram uma distribuidora e uma central que vieram, claramente, acrescentar [qualidade]. É um conjunto bem orientado e com um bom treinador. Para além de

terem uma estrutura ligada ao voleibol, é um clube só de voleibol feminino, o que diz muita coisa da organização e do conhecimento do campeonato. A posição que ocupam não é por acaso. É um trabalho sólido que vem de trás e que está a ser bem aproveitado por quem chegou agora. É um jogo difícil para nós e um bom teste. Já tivemos dois jogos de dificuldade mais elevada e agora temos mais este. É um bom desafio para colocarmos na balança, percebermos onde estamos no campeonato e o que esta paragem de uma semana nos fez, que é o que mais me preocupa”, disse ao Jornal Sporting. Já o SC Braga ocupa uma posição diferente, estando no 12.º lugar, mas Rui Pedro Costa é da opinião de que as minhotas podem vir a crescer esta temporada e que,

por isso, o Sporting CP não pode facilitar se quiser vencer a partida fora de casa. “O início foi difícil para toda a gente e várias equipas não conseguiram treinar tanto quanto nós. O SC Braga vai melhorar e evoluir ao longo do campeonato. É uma equipa, pela primeira vez em muitos anos, se reforçou. Tem três atletas estrangeiras e tentou mudar um bocadinho a sua estrutura. Tem gente muito dedicada. (...) É uma formação que vai melhorar naturalmente, mas que tem ambições diferentes do Porto Vólei 2014 AD. É um jogo em que vamos ter de manter os níveis de sábado” O Sporting CP vs. Porto Vólei 2014 AD tem início às 15h00 de sábado, 24 de Outubro, no Pavilhão João Rocha, enquanto o SC Braga vs. Sporting CP começa às 16h00 de domingo, 25 de Outubro, no Pavilhão da Universidade do Minho.

Técnico verde e branco fez a antevisão a um fim-de-semana cheio

MÊS DE PREVENÇÃO DO CANCRO DA MAMA

C

M

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CM

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CY

CMY

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NA PREVENÇÃO E NO DIAGNÓSTICO DO CANCRO DA MAMA. JUNTE-SE A ESTE MOVIMENTO EM LIGACONTRACANCRO.PT/OUTUBROROSA


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ENTREVISTA LORÈNE BAZOLO

“QUERO TERMINAR A CARREIRA NO SPORTING CP” CONSIDERADA A MULHER MAIS RÁPIDA DE PORTUGAL, LORÈNE BAZOLO APROVEITOU A RENOVAÇÃO DE CONTRATO COM O SPORTING CP PARA RECORDAR OS MELHORES MOMENTOS VIVIDOS DE LEÃO AO PEITO, O OBJECTIVO DE ESTAR PRESENTE NOS JOGOS OLÍMPICOS DE TÓQUIO E A AMBIÇÃO DE TERMINAR A CARREIRA EM ALVALADE Texto: Pedro Ferreira Fotografia: Mário Vasa

Lorène Bazolo, atleta dos 100 e 200 metros, acaba de renovar contrato com o Sporting Clube de Portugal. Em entrevista, a atleta mostrou-se muito satisfeita por continuar ao serviço do emblema que representa desde 2014. “Estou muito contente por renovar porque foi aqui que cresci como atleta, já representei várias vezes o Sporting CP e Portugal ao mais alto nível. Acho que foi por isso que o Clube quis que eu continuasse”, começou por dizer, recordando o processo de naturalização iniciado depois de ter chegado a Portugal oriunda da República do Congo, país que abandonou em litígio com a federação de atletismo local. “Não foi fácil porque aos olhos

“ESTOU MUITO CONTENTE POR RENOVAR PORQUE FOI AQUI QUE CRESCI COMO ATLETA”

Lorène Bazolo está no Sporting CP desde 2014

da lei temos de esperar três anos para provar que estamos a viver em Portugal e só depois é que consegui pedir a naturalização, mas há burocracias e outras coisas que não foram fáceis. Ainda assim, e com a ajuda e o apoio do Sporting CP, consegui naturalizar-me em 2016”, contou. Ainda antes de esta questão ter sido ultrapassada, Lorène Bazolo esteve cerca de dois anos sem

poder competir, uma situação que lhe exigiu “muita paciência” e que foi amenizada apenas pelo sonho da presença nos Jogos Olímpicos (JO). “Além de estar ausente das competições internacionais, também não podia ir às finais dos campeonatos nacionais porque ainda não era portuguesa. Não é fácil para um atleta gerir isso porque

estamos parados, mas temos de ter paciência. Foquei-‑me no objectivo que tinha de representar Portugal e o Sporting CP e ir aos JO do Rio de Janeiro”. Já com nacionalidade portuguesa, a velocista, de 37 anos, acabou mesmo por garantir a tão desejada presença nos JO de 2016, algo que espera repetir em 2021, em Tóquio. “O meu principal objectivo é conseguir atingir as marcas de qualificação e não me focar tanto na classificação – estou focada e a trabalhar para isso. Também quero melhorar a minha marca em pista coberta, mas o meu principal objectivo é mesmo conseguir chegar à meia-final dos JO”, assegurou. Ao longo dos seis anos em que tem vindo a representar os Leões, a atleta verde e branca revelou-se

“O MEU PRINCIPAL OBJECTIVO É CONSEGUIR ATINGIR AS MARCAS DE QUALIFICAÇÃO PARA OS JOGOS OLÍMPICOS” uma máquina de bater recordes e conquistar medalhas, com especial destaque para os triunfos na Taça dos Clubes Campeões Europeus, em 2016 e 2018. “Foram momentos bonitos porque consegui representar bem o Sporting CP e dar pontos nos 100 m, 200 m e nas estafetas. Ainda assim, em 2018 tivemos um susto nas estafetas porque ganhámos a prova, mas depois fomos desqualificadas. Isso mexeu muito comigo e com a equipa, mas como somos muito focadas e trabalhadoras,

A velocista tem a ambição de terminar a carreira de verde e branco

“O MEU MELHOR MOMENTO AQUI FOI FAZER A MINHA MELHOR MARCA E BATER O RECORDE NACIONAL DE PORTUGAL”

“FOI AQUI QUE FUI FELIZ E PENSO QUE É JUSTO TERMINAR A MINHA CARREIRA AQUI” sabemos o que fazer em pista. A equipa estava unida e no final conseguimos ganhar as provas e ser campeãs da Europa”, recordou. Ainda assim, Lorène Bazolo lembra que há muitos outros momentos que recorda com carinho. “Consegui fazer a minha melhor marca aqui e bati o recorde nacional de Portugal. Acho que foi o meu melhor momento, até porque não estava à espera de o conseguir. Pensava apenas em bater a minha marca pessoal e fazer o melhor resultado possível. Quando acabei a prova nem sabia de nada, o meu treinador chegou ao pé de mim e disse-me que tinha acabado de bater o recorde nacional. Fiquei surpreendida, mas muito contente”, afirmou, revelando que o seu “principal segredo é o trabalho”. Licenciada em administração de empresas e com mestrado em finanças, a corredora olha agora para o futuro, até porque, com o regresso aos treinos, a exigência volta a ser máxima. “O início de época é sempre difícil porque exige sempre muito trabalho de resistência, mas já estou habituada a isso. Por causa da pandemia, não foi fácil, mas consegui aproveitar as férias para voltar mais forte”, frisou. Por fim, a corredora Leonina agradeceu “ao Sporting CP e a todas as pessoas que apoiam” o atletismo verde e branco, revelando ainda que é seu desejo terminar a carreira no Clube Leonino. “É a minha ambição. Foi aqui que fui feliz e penso que é justo terminar a minha carreira aqui”, concluiu.


Meia Pag Jornal SCP Camisola Jordão.pdf

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08/10/20

EQUIPAMENTO OFICIAL 20/21 À VENDA NA LOJA VERDE

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CLUBE MUSEU

ESPAÇO JORDÃO PARA HONRAR A GAZELA DE BENGUELA Inauguração do Espaço no Museu Sporting contou com Frederico Varandas, família de Rui Jordão e Manuel Fernandes Texto: Luís Santos Castelo Fotografia: Pedro Zenkl

Rui Jordao mereceu mais uma homenagem por parte do Sporting CP

Foi inaugurado no último sábado, poucas horas antes do Clássico entre Sporting Clube de Portugal e FC Porto, o Espaço Jordão na exposição permanente do Museu Sporting. Rui Jordão, que representou o emblema de Alvalade nos anos 70 e 80 com grande categoria e que faleceu a 18 de Outubro de 2019. Presentes na cerimónia estiveram Jordana e Diogo, filhos de Rui Jordão, Manuel Fernandes, antigo colega e amigo, Isabel Victor, directora do Museu Sporting, e Frederico Varandas, presidente do Conselho Directivo do Sporting CP que comentou a inauguração do Espaço Jordão, que conta, por exemplo, com a nova réplica da camisola utilizada pelo antigo futebolista na temporada 1979/1980. “O Jordão é uma lenda. Todos o conhecemos como jogador e eu tive o privilégio de estar pessoalmente com ele várias vezes enquanto presidente do Sporting CP. Fui visitá-lo e tivemos várias conversas. Era uma pessoa com um sentido de humor tremendo. Tive o prazer, depois, de conhecer a sua família. É um dever do Sporting CP inaugurar este espaço. Hoje oficializámos

Frederico Varandas, Diogo e Jordana (filhos de Jordão), Isabel Victor e Manuel Fernandes

o Espaço Jordão no Museu Sporting, mas Rui Jordão tem um espaço na história do Sporting CP, que tem o dever e a missão de saber tratar bem as suas lendas e torná-las eternas. Há que explicar quem foram às gerações que não as viram jogar. Foram pessoas que deram tudo enquanto vestiam a camisola do Sporting CP para o tornar um Clube cada vez maior. Por isso, é um orgulho ter aqui a família Jordão. Inaugurámos este espaço no Museu Sporting e saber tratar bem as lendas do Sporting CP é missão deste Conselho Directivo e de todos os que vierem”, disse Frederico Varandas aos meios de comunicação do Clube. Jordana, filha de Jordão, estava claramente emocionada, mas não deixou de agradecer ao Sporting CP. “É um grande privilégio. Estamos muito gratos por o Sporting CP estar a proporcionar isto ao meu pai, não tenho grandes palavras. É muita emoção ao mesmo tempo. Obrigada”, referiu. Diogo, também filho da lenda Leonina, mostrou-se igualmente grato. “É um orgulho enorme para a família ver a forma como o Sporting CP está a homenagear o nosso pai. (...) O meu pai adorava

o Sporting CP, mas achava que merecia homenagens como esta. Estão a acontecer agora. (...) Tinha grande paixão pelo desporto e pelo futebol”, contou. Manuel Fernandes, antigo colega e amigo de Jordão e um dos principais símbolos do futebol do Sporting CP, não conseguiu conter as lágrimas ao falar da Gazela de Benguela. “Joguei nove anos seguidos com o Jordão. Acima de tudo, o estilo dele de jogar era de uma grande elegância. No tempo em que jogámos juntos fizemos coisas extraordinárias. A nossa dupla ficou para a história do Sporting CP. Ele dizia-me que antes de ir para o SL Benfica, onde esteve antes de vir para o Sporting CP, esperou sempre por um convite do Sporting CP que nunca aconteceu. O Jordão demonstrou, nos nove anos no Sporting CP, o Sportinguista que ele era, para além do grande jogador. Era um jogador que sofria com o Sporting CP quando as coisas não andavam bem. Eu e ele sabíamos tudo um do outro. Éramos colegas de quarto, ele contava-me coisas da vida dele e eu contava-lhe da minha”, afirmou.


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RESULTADOS ANDEBOL MASCULINO Seniores - Camp. Nacional Andebol 1

FUTEBOL MASCULINO Seniores - Liga NOS

Equipa B - Camp. Nacional 2.ª Divisão CD “Os Marienses” 25-23 Sporting CP

Equipa B - Camp. Portugal Oriental Dragon FC 0-0 Sporting CP

ATLETISMO FEMININO Seniores - Camp. Mundo de Meia Maratona

Sub-23 - Liga Revelação Portimonense SC 1-3 Sporting CP

Sporting CP 30-21 Boa Hora FC

39.º Sara Moreira 1h11’39’’; 82.º Jéssica Augusto 1h15’29’’

BASQUETEBOL MASCULINO Seniores - Liga Placard

Sporting CP 96-66 Maia BC

BILHAR MASCULINO Carambola - 1.ª fase do 1.º Open Nacional Jorge Rocha (2 V / 1 D) - Apurado 2.ª fase

DRESSAGE MASCULINO CDI 3* de Le Mans

Grande prémio: 4.º Gonçalo Carvalho 69.739% Grande prémio especial: 2.º Gonçalo Carvalho 69.660%

FEMININO

Seniores - Camp. Nacional Sporting CP 3-4 SL Benfica

Sporting CP 2-2 FC Porto

RÂGUEBI FEMININO

Seniores - Camp. Nac. Div. Honra CR S. Miguel/Belas RC 0-58 Sporting CP

SURF FEMININO

FEMININO Seniores - Liga BPI

Sporting CP 3-1 GD Estoril Praia Equipa B - Camp. Nacional 2.ª Divisão Sporting CP 12-0 Lordemão FC

FUTSAL MASCULINO Seniores - Liga Placard

Liga MEO Surf - Cascais Pro Allianz Triple Crown: 1.º Teresa Bonvalot 9,75 - VENCEDORA 5.ª etapa Liga MEO Surf: 1.º Teresa Bonvalot 14,75 VENCEDORA E CAMPEÃ NACIONAL

TÉNIS DE MESA MASCULINO

SC Braga 1-2 Sporting CP

HÓQUEI EM PATINS MASCULINO Seniores - Camp. Nacional 1.ª Divisão Sporting CP 10-2 Famalicense AC

Equipa B - Camp. Nacional 3.ª Divisão Sporting CP 4-5 UF Entroncamento

Sub-21 - Camp. Nacional Singulares 5.º Francisco Wahnon; 9.º Francisco Silva; 17.º Vasco Veloso; 17.º Guilherme Paulo

FEMININO

Sub-21 - Camp. Nacional Singulares 3.º Patrícia Santos; 9.º Bruna Marcelino; 9.º Helena Pedroso

TIRO À BALA MASCULINO

Taça António Montez Pistola 10 m: 4.º Domingos Rodrigues 567 (14x); 9.º Francisco Silva 552 (11x); 11.º Licínio Santos 550 (10x); 20.º Marco Martins 538 (9x); 21.º António Carvalho 538 (5x); 27.º Pedro Lourenço 530 (5x); 41.º Luís Cardoso 435 (1x) Pistola 10 m Adaptado: 1.º Vyacheslav Sushchyk 542 (6x) Juniores - Taça Ar Comprimido com apoio Carabina 10 m: 1.º Elgar Rosário 288.7 (9x); 2.º Rodrigo Penedo 262.3 (3x); 3.º Tomás Fonseca 245.5 (3x); 4.º Dinis Seabra 241.5 (1x)

FEMININO

Taça António Montez Pistola 10 m: 4.º Carla Gil 529 (6x)

TIRO COM ARCO MASCULINO

1.ª Prova Camp. Nacional de Sala Recurvo seniores: 1.º Tiago Matos - VENCEDOR; 2.º Domingos Vaquinhas; 4.º Filipe Alves Recurvo seniores equipas: 1.º Sporting CP - VENCEDOR Compound seniores: 9.º Nuno Félix

TRIATLO MASCULINO

Camp. Nac. Individual Sprint Absolutos: 7.º João Mansos 57’07’’; 13.º André Dias 58’03’’; 19.º Hugo Figueiredo 58’47’’; 36.º João Dias 1h03’18’’; Xavier Adrião não terminou Elite: 6.º João Mansos; 11.º André Dias Juniores: 7.º Hugo Figueiredo; 11.º João Dias Absolutos age groups: 73.º Pedro Rocha 1h15’22’’ AG 50-54: 2.º Pedro Rocha Paratriatlo: 1.º Filipe Marques 1h05’25’’ - CAMPEÃO NACIONAL

FEMININO

Camp. Nac. Individual Sprint Absoluto: 2.º Helena Carvalho 1h05’15’’; 6.º Inês Oliveira 1h09’00’’; 7.º Joana Oliveira 1h09’17’’; 18.º Margarida Barão 1h16’39’’ Elite: 2.º Helena Carvalho; 5.º Inês Oliveira Juniores: 2.º Joana Oliveira Cadetes: 5.º Margarida Barão

VOLEIBOL MASCULINO

Seniores - Camp. Nacional 1.ª Divisão Sporting CP 1-3 SL Benfica

AGENDA ANDEBOL SÁBADO, 24 DE OUTUBRO 17H00 Seniores AM Madeira SAD vs. SPORTING CP 8.ª jorn. Camp. Placard Andebol 1 Esc. Bartolomeu Perestrelo (Funchal, Madeira)

TERÇA-FEIRA, 27 DE OUTUBRO 19H45

Seniores SPORTING CP vs. Tatran Prešov 2.ª jorn. Grupo B Liga Europeia Pavilhão João Rocha

BASQUETEBOL SÁBADO, 24 DE OUTUBRO 15H00 Seniores

DOMINGO, 25 DE OUTUBRO 15H00

DOMINGO, 25 DE OUTUBRO 19H30

Equipa B

Seniores Fem.

SPORTING CP vs. Os Belenenses SAD B

CA Campo Ourique vs. SPORTING CP

4.ª jorn. Série G Camp. Portugal

5.ª jorn. Zona Sul Camp. Nac.

Estádio Aurélio Pereira

Pav. Carlos Bernardino (Lisboa)

QUARTA-FEIRA, 28 DE OUTUBRO 21H45 SENIORES

SPORTING CP vs. Gil Vicente FC 1.ª jorn. Liga NOS

AD Galomar vs. SPORTING CP

Seniores

2.ª jorn. Camp. Nac. 1.ª Div. Galo Active Health Club (Caniço, Madeira)

JUDO SEXTA-FEIRA, 23 DE OUTUBRO 9H00 - 17H30

Estádio José Alvalade

Seniores

FUTSAL SÁBADO, 24 DE OUTUBRO 16H00

Grand Slam Budapeste

Seniores Fem.

Seniores

CR Leões P. Salvo vs. SPORTING CP

João Martinho

1.ª jorn. Zona Sul Camp. Nac. 1.ª Div.

Grand Slam Budapeste

Pav. CR Leões P. Salvo (Porto Salvo)

László Papp Sports Arena (Budapeste, Hungria)

Wilsa Gomes; Sergiu Oleinic

DOMINGO, 25 DE OUTUBRO 17H00

Seniores

TRIATLO DOMINGO, 25 DE OUTUBRO 8H00

DOMINGO, 25 DE OUTUBRO 11H00

László Papp Sports Arena (Budapeste, Hungria)

SÁBADO, 24 DE OUTUBRO 9H00 - 17H30

TIRO À BALA SÁBADO, 24 DE OUTUBRO 9H00 P 10 m / C 10 m SPORTING CP Torneio Outono FPT Centro Desp. Nac. Jamor (Oeiras)

DOMINGO, 25 DE OUTUBRO 9H00

Mikael Eriksson Setúbal Triathlon Praia Parque Urb. Albarquel (Setúbal)

VOLEIBOL SÁBADO, 24 DE OUTUBRO 15H00 Seniores Fem. SPORTING CP vs. Porto Volei 2014 AD 6.ª jorn. Camp. Nacional 1.ª Div. Pavilhão João Rocha

17H00

Seniores Esmoriz GC vs. SPORTING CP 8.ª jorn. Camp. Nacional 1.ª Div. Pav. Esmoriz GC (Esmoriz)

DOMINGO, 25 DE OUTUBRO 9H00 - 17H30

P 10 m SPORTING CP

16H00

Seniores

Seniores

II Torneio Eq. Mistas FPT

Seniores Fem.

SPORTING CP vs. AD Modicus

Jorge Fonseca

Centro Desp. Nac. Jamor (Oeiras)

SC Braga vs. SPORTING CP

5.ª jorn. Liga Placard

Grand Slam Budapeste

Pavilhão João Rocha

László Papp Sports Arena (Budapeste, Hungria)

FUTEBOL SÁBADO, 24 DE OUTUBRO 18H00

HÓQUEI EM PATINS SÁBADO, 24 DE OUTUBRO 21H00

TÉNIS DE MESA SÁBADO, 24 DE OUTUBRO 15H00

Seniores

Seniores

Seniores

CD Santa Clara vs. SPORTING CP

HC Turquel vs. SPORTING CP

CD São Roque vs. SPORTING CP

5.ª jorn. Liga NOS

5.ª jorn. Camp. Nacional 1.ª Div.

1.ª jorn. Camp. Nac. 1.ª Div.

2.ª prova Camp. Nac. Sala

Estádio de São Miguel (Açores)

Pav. HC Turquel (Turquel)

Comp. Desp. São Roque (Funchal, Madeira)

Pav. Centro Social Prime (Prime, ViseU)

CAB Madeira vs. SPORTING CP 3.ª jorn. Liga Placard Pav. Clube Amigos Basquete (Funchal, Madeira)

DOMINGO, 25 DE OUTUBRO

7.ª jorn. Camp. Nacional 1.ª Div. Pav. Univ. Minho (Gualtar, Braga)

TIRO COM ARCO DOMINGO, 25 DE OUTUBRO 9H45 Seniores SPORTING CP

17H15

Seniores SC Caldas vs. SPORTING CP 9.ª jorn. Camp. Nacional 1.ª Div. Pav. Rainha D. Leonor (Caldas da Rainha) *AGENDA SUJEITA A ALTERAÇÕES APÓS O FECHO DE EDIÇÃO. PARA MAIS INFORMAÇÕES CONSULTE A AGENDA EM SPORTING.PT

24/10 – Sábado

25/10 – Domingo

27/10 – Terça-Feira

Modalidade: Voleibol Competição: Campeonato Nacional Feminino – 6.ª Jornada Jogo: Sporting CP vs. Porto Vólei Horário e local: 15h00 – Pavilhão João Rocha Transmissão: Directo e exclusivo

Modalidade: Futebol Competição: Campeonato de Portugal – Série G – 4.ª Jornada Jogo: Sporting CP “B” vs. B Sad “B” Horário e local: 15h00 – Estádio Aurélio Pereira Transmissão: Directo e exclusivo

Modalidade: Andebol Competição: EHF European League – Grupo B – 2.ª Jornada Jogo: Sporting CP vs. Tatran Prešov Horário e local: 19h45 – Pavilhão João Rocha Transmissão: Directo e exclusivo

Modalidade: Futsal Competição: Liga Placard – 5.ª Jornada Jogo: Sporting CP vs. AD Modicus Sandim Horário e local: 17:00 – Pavilhão João Rocha Transmissão: Directo


Por todos os portugueses vamos continuar

ligados

Nós, os portugueses. Nós, as famílias, as empresas, os mais novos e os mais velhos. Juntos, mais do que nunca, tudo faremos para que o país continue a avançar, ligando tudo e todos ao que é mais importante.

#NOS #VamosFicarLigados


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