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SDA Zine #2 - Formas de Amor

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Nesse dia dos Namorados, a Revista Estudantil da Sociedade das Artes perguntou pros alunos da FGV: “Como você ama?”. É claro, perguntamos outras coisas tambem: “Qual é a melhor comédia romântica?”, “Capitu traiu Bentinho?”, “Você lembra do incidente na piscina na calourada da EBAPE?”

Independente da sua resposta pra cada uma dessas perguntas, as obras selecionadas nessas páginas com certeza tem algo a oferecer pra você. Todas elas foram escritas, fotografadas, desenhadas por outros alunos de dentro e fora da SDA. Tudo sobre o amor. Tudo com amor. Essa edição é dedicada, então:

• aos ultimos romanticos;

• aos apaixonados pela arte;

• aos desapaixonados;

• aos que cantam sertanejo antigo no karaokê;

• aos que preferiam o Freddy com a Sam do que a Carly;

• aos que brigam pelo que importa

• aos que não engolem o choro

• e é claro, a você, que lê a nossa humilde revistinha. Feliz dia dos namorados! (atrasado)

Por que, travesso, insistes em maltratar?

Teu olhar - flecha que gera enganoAcertou-me e fez o amor ser soberano Em minha existência, não consegui evitar.

Minha alma sabe: reza não vai adiantar, Pois, no céu, sendo grande o prazer eterno, É menos que estar ao teu lado no inferno, Jamais ansiando dessa paixão me libertar.

Maldita seta que provocou ardida ferida. Fazendo-me refém de tua face angélica, Cativo em mente, incapaz de te esquecer

Assim, o Cupido tomou forma em minha vida; Como disse Dirceu, amor é tua réplica: Deus suposto, infinitas vezes volta a me vencer.

Há também o amor platônico, aquele que habita a admiração, o distanciamento, a impossibilidade. Muitas amizades carregam esse tipo de amor silencioso, profundo, sem se realizar em gestos concretos.

O amor, talvez por ser inclassificável, é constantemente moldado pelas artes. Tentamos compreendê-lo em palavras, músicas, pinturas, filmes, gestos. E, mesmo assim, ele escapa — não por falta de tentativa, mas por sua natureza fluida, múltipla. O amor não cabe numa única definição: ele é o afeto entre irmãos, a paixão que pulsa no encontro de olhares, o carinho que se tem por um amigo, a entrega silenciosa de quem cuida. O amor é, antes de tudo, a capacidade de se afetar e ser afetado.

Na pintura renascentista, o amor foi representado muitas vezes como ideal, quase divino. Há também o amor cotidiano, o que aparece nos retratos de família de Van Gogh, ou nos pequenos gestos capturados por fotógrafos. O amor fraternal, vive nas conversas longas com quem cresceu ao nosso lado, nos silêncios compartilhados, no cuidado discreto. É um amor sem exigência de retorno, baseado na cumplicidade.

O amor romântico, por sua vez, ocupa lugar privilegiado nas narrativas — de Romeu e Julieta até por Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças. É o amor que arde, que transforma, que pode doer. É nele que projetamos sonhos, medos e desejos. Ainda assim, ele não é o único.

E o amor próprio, tão necessário e, ao mesmo tempo, tão negligenciado? Nas obras de Frida Kahlo, por exemplo, é possível ver esse embate: o amor por si coexistindo com as dores que a moldaram. Amar-se é um ato de coragem, especialmente em um mundo que nos ensina a buscar validação no outro.

O amor universal — ou ágape, como diriam os gregos — é talvez o mais raro: aquele que ama simplesmente porque ama, sem distinção ou limite. É o amor que se manifesta na compaixão, no altruísmo, na solidariedade. É esse amor que move gestos como os de Madre Teresa, ou que ecoa nas canções de John Lennon em Imagine.

Seja qual for a forma, o amor sempre encontra maneiras de se manifestar. Ele aparece na troca de mensagens entre amigos, no cuidado com um animal, olhando uma obra de arte que nos emociona. É essa multiplicidade que o torna inesgotável — e tão presente na arte quanto na vida.

No fim, talvez amar seja isso: permitir que algo ou alguém ocupe um espaço em nós, e aceitar que ele se transforma com o tempo, com as experiências, com a linguagem. O amor, como a arte, nunca é definitivo — mas sempre verdadeiro.

Sou um aluno de administração e sou apaixonado por filmes de amor, eles nos ajudam a navegar nesse mar de emoções que é inerente ao amor.

Neste texto, quero apresentar os filmes que mais me tocaram nesse tema. Eles exploram o amor de diferentes perspectivas, ora mais leves e descontraídas, ora mais intensas e críticas. Cada um desses filmes me marcou de um jeito diferente. Alguns falam de paixão, outros de solidão, obsessão, perda ou desco

2. Asako I e II, é um filme japonês do diretor Ryusuke Hamaguchi, que já realizou outro filme que gosto muito, Drive My Car. Hamaguchi adora explorar o aspecto de perda nos seus filmes, e usa seus personagens para desenvolver uma história de superação. ‘’Asako’’(Erika Karata) se apaixona por “Baku’’(Masahiro Higashide), mas “Baku’’ misteriosamente desaparece, logo após isso, ela conhece um menino idêntico, porém com personalidade completamente diferente. Esse é um filme que evidencia muito bem como o amor pode ser uma loucura, com milhões de idealizações que fazemos que se opõem ao que é genuinamente real.

1983 que explora a temática amorosa de forma um pouco cruel, como sendo uma fuga para uma grande desintegração familiar. Neste filme, a instituição familiar clássica francesa é questionada por uma jovem de se xualidade intensa, que se envolve com vários meninos em busca de resposta para uma incompletude sentida por meio da sensação de falta de amor.

, um filme do americano Paul Thomas Anderson, tem uma visão mais otimista do amor, mais romantizada. O personagem vivido por Adam Sandler encontra no amor uma forma de redenção para uma vida confusa, cheia de problemas financeiros e humilhações sofridas tanto na vida emocional quanto na profissional. O amor funciona como um instrumento mágico de encontro do personagem com uma pessoa, que apesar de ser simples e pacata, representava um mundo inteiro de descoberta e alegria para o protagonista da trama.

Edward Yang se mescla com as histórias de amizade e a história de amor do personagem “Xiao S’ir”. Esse é meu filme favorito de todos porque é uma travessia de quatro horas de duração com extremos detalhes em cada cena e complexas estruturas psíquicas de personagens. Além disso, o elemento histórico funciona muito bem para ilustrar o carrossel de emoções vividos pela família. A quantidade de tensão existente no Taiwan na época é muito tangível nesse filme. Uma verdadeira obra-prima e o filme que mais recomendo dessa lista.

Day, é um filme taiwanês de 1991 que oferece uma grandiosa experiência para se visualizar o quanto o amor se manifesta nas nossas vidas. O filme mostra a vida de um adolescente e sua família nos anos 60, no Taiwan. O retrato histórico e político do diretor

O amor, nesses filmes, está longe de ser uma narrativa linear com final feliz. Ele é feito de ruídos, silêncios, obsessões, recomeços e, às vezes, despedidas. Mas talvez seja justamente por isso que esses filmes me tocam tanto: porque eles se aproximam do amor como ele realmente é: imperfeito, instável, profundamente humano.

Um beijo para o amor da minha vida, Helena.

Eu me lembro do seu exato cheiro

O doce do seu perfume misturado com o cigarro

O cheiro do seu creme quando encostava a cabeça no meu peito

Até mesmo o aroma das suas roupas

Tenho decoradas todas as suas curvas

Todos os sinais espalhados pelo corpo

Quantos dentes apareciam no sorriso

Qual mecha caía sobre teus olhos

Conheço de olhos fechados todos os caminhos

Que me levavam ao seu beijo

Que me prendiam nos seus braços

Todos e cada um dos seus detalhes

O jeito que sorria depois de me beijar

A maciez da pele ao toque

Seus cachos sob minha mão na sua nuca

O jeito que seus olhos piscavam enquanto me encaravam

Lembro de como segurava minha mão

De como encaixava no meu abraço

De como dormia em meus braços

Até mesmo de como você acordava

Dos seus suspiros de sono

Picos de felicidade

No silêncio consigo até ouvir o som da sua risada

silêncio...

O mal que toma conta do meu ser

O vazio que inundou minh’ alma

A falta que você me faz

silêncio...

Um grito mudo

Uma saudade injusta

Algo que eu não poderia esquecer

Nem que eu quisesse muito...

Tudo que me lembra você, machuca

Tudo que me remete a você. dilacera

Tudo que me recorda você, entristece

Onde existia o nós,

Agora só existe você, eu e minhas lembranças

Enquanto você achou a certeza da sua escolha

Eu encontrei a reposta da minha dúvida

Não há mais uma página no nosso livro

Agora só existem lembranças, fumaça e pedaços para recolher...

nunca vou esquecer o dia em que você me olhou e me agradeceu por tornar sua vida mais feliz isso mexeu comigo de uma maneira que você nem imagina era tudo que eu sempre quis

Por que, travesso, insistes em maltratar?

Teu olhar - flecha que gera enganoAcertou-me e fez o amor ser soberano Em minha existência, não consegui evitar.

Minha alma sabe: reza não vai adiantar, Pois, no céu, sendo grande o prazer eterno, É menos que estar ao teu lado no inferno, Jamais ansiando dessa paixão me libertar.

te amar te alegrar te beijar te sentir eu adoro seu rosto, suas loucuras, seu corpo, nossas aventuras e não sou capaz de impedir

Maldita seta que provocou ardida ferida, Fazendo-me refém de tua face angélica, Cativo em mente, incapaz de te esquecer.

que eu pense em você noite e dia e naquele obrigada singelo que me derreteu no seu olhar caramelo mergulho em um (num) estado de profunda alegria

Assim, o Cupido tomouforma em minha vida; Como disse Dirceu, amor é tua réplica: Deus suposto, infinitas vezes volta a me vencer.

cada lágrima de saudade de amor de esperança preenche meu coração cada momento memória lembrança me quebra me assombra e me joga no chão

entre tantos olhares tantas canções te procuro nos bares e nas multidões sem êxito pq nesses lugares não estás e não sabes a tristeza que isso me traz

há dias atrás estava contigo contigo em meus braços meu lar meu abrigo agora cá estou sozinho perdido em um sonho amargo meio arrependido|

zinesda 2, formas de amor. produzido pela sociedade das artes da fundação getúlio vargas. diagramação, design grafico e editorial por guilherme moraes. curadoria por guilherme moraes, lourenço quinderé, ofélia dos reis, pedro botelho e stephany casali oliveira. fotografia por carolina tavares. ilustração por iara castro polifonias do amor por benji botelho. cinema e amor por lourenço quinderé. 5:22 por filipy azevedo. kalimera por davi pires l. gomes

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