Esse diário pertence a
Andy
SOB A NEVE
Esse diário pertence a
Andy
SINOPSE
Out. 1972
Era pra ser a primeira competição internacional de atletismo da nossa pequena escola. A realização de um sonho, todo mundo estava ansioso pra conhecer a Japão, mas agora ... olhando ao redor ... o destino decidiu algo diferente para nós. O impacto foi arrebatador, e em um instante, 54 vidas foram lançadas contra a imensidão traiçoeira das Cordilheiras do Himalaia. Nem todas saíram.
Eu nunca pensei que passaria por algo assim e muito menos que me tornaria responsável por todas essas pessoas. Poxa, eu só tenho 24 anos, eu era só um assistente, mas agora... sou o líder deles. O frio extremo queima minha pele, e a fome me corrói, consumindo minhas forças. Eu estou com medo, com muito medo, mas ... ninguém pode saber. A cada passo que damos, a tensão cresce e conforme os dias se passam os corpos se acumulam sob a neve. O vento traz as doenças do corpo e da alma. Sinto que todos estão desmoronando, e temo que logo eu também irei ...
Nós estamos completamente isolados ... sozinhos ... Os recursos são quase inexistentes. Cada dia é um teste de resistência, não só física, mas mental, e a confiança entre os sobreviventes, continua se desfazendo ... eu ouvi até boatos sobre motim e ... canibalismo. Não sei o que fazer, mas realidade é cruel demais para ser ignorada: ou lutamos com o que resta, ou cedemos ao desespero.
Eu sei que não posso errar, que cada pequeno erro pode significar o fim. Eu sinto a pressão, mas não posso demonstrar. Estamos perdidos nas montanhas, lutando não só contra a natureza, mas contra o que estamos nos tornando. A cada momento, as escolhas ficam mais difíceis. Sacrifícios. Dilemas morais. E, por mais que eu tente ignorar, a insanidade ... A pergunta é: até onde posso ir? Será que vamos perseverar sobre o caos, ou perecer sob a neve?
Plataformas e Modelo de negócios
Out. 1972
Querido diário ... Hoje eu me peguei pensando em algo ... diferente. Pode ser apenas uma forma de distrair minha mente, ou finalmente eu fiquei louco. Eu soube de um jogo que vai ser lançado no mês que vem, o Pong da Atari. Ele é sobre tênis de mesa, basicamente. Aí eu pensei assim, e se lançassem um jogo sobre atletismo ? Mas não para por aí, meus devaneios me levaram a pensar no que estamos passando agora. Um jogo sobre o acidente. Será que algum sociopata se atreveria a jogar um jogo sobre um acidente de avião, fome, insanidade, congelar até a morte ... canibalismo ... ? É, eu devo ter ficado louco mesmo, porque eu com certeza jogaria kkkkkk. Jogaria no meu console (droga, sinto falta do meu Magnavox Odyssey) ou jogaria no computador como eu jogo Star Trek escondido na faculdade (não conte pra ninguém).
Sim, eu sei que desenho muito. kkk E já pensou se isso se tornasse um negócio ? Eu realmente acho que o mercado de games vai crescer muito no futuro. Tipo, se as pessoas gostassem, além de faturar com a venda do jogo, daria pra vender conteúdo adicional pro jogo, como expansões, ou jogar a narrativa de outros personagens, e até mesmo com a venda de merchandising como camisetas ou chaveiros dos personagens. Viajei !
Overview
Out. 2022 Out. 1972
Montanhas escuras se erguem no horizonte, desafiando os viajantes a conquistarem seus picos cobertos de gelo. Enquanto os ventos cortantes eco am entre as pedras, pequenos detalhes se perdem no e velho diário,doquem diriaresiste. que eu voltaria de tantasa décadas. silêncio,Meu masbom a determinação grupo A cada aqui passo,depois enfrentamos dureza do caminho e as coisa passamos ... mas sem spoilers do passado ! escolhasQuanta que moldam nossa jornada. O que posso dizer é que depois do acidente eu nunca consegui voltar ao esporte, meus
O vaziofantasmas que nossempre cerca não é apenas físico; ressoa em cada decisão tomamos, na tensão me perseguiram ... Euele acabei ficando aqui no Japão porque muito tempo em crescente entre quem fomos e quemcom estamos nos tornand o. eSob pressãoeste dosefrio, os laços se tratamento, e eventualmente, a companhia da minha mãe meua irmão, tornou fortalecem rompem, e a linha entre sobrevivênci e sacrifício meu ou lar. seEntão eu decidi levar aquelas divagações sobre ajogo à sério, torna-se estudei, ecada me vez mais tênue. encontrei. uma dasdamaiores mundo.pequenos, mas não Enquanto olhamosHoje ao trabalho longe, a para imensidão paisagemprodutoras nos lembrade jogos de quedosomos
impotentes. E, assim, seguimos, guiados por um misto de esperança e desespero, sabendo que cada Após 50 anos de carreira estou pronto para me aposentar, mas antes quero realizar um escolha define nosso destino. último sonho. Finalmente tomei coragem para fazer a minha história e dos sobreviventes ser ouvida, tornando-a um jogo. Sabe ? Tirar um pouco de alegria e entretenimento de Montanhas no com horizonte, desafiando os viaj tantaescuras tristeza,seeerguem contribuir os lucros para outras vítimas. antes a conquistarem seus picos
cobertos de gelo. Enquanto os ventos cortantes ecoam entre as pedras, pequenos detalhes se perdem Devo dizer que estava inseguro, mas depois de ficar completamente preso pela narrativa de no silêncio, mas a determinação do grupo resiste. A cada passo, enfrentamos a dureza do caminho e as Kholat, um videogame de 2015 baseado no Incidente do Passo Dyatlov; pela jogabilidade escolhas que moldam nossa jor nada. e mecânicas do jogo The Long Dark, que explora com a máxima veracidade possível a sobrevivência na neve; e ficar de queixo caído pela imersão e estética de Until Dawn; O vazio que nos cerca não é apenas físico; ele ressoa em cada decisão que tomamos, na tensão percebi que já era a hora certa, e que há um mercado. crescente entre quem fomos e quem estamos nos tornando. Sob a pressão do frio, os laços se Recentemente, ainda maratonei os filmes os filmes Everest e The Mountain e a tênue. fortalecem ou se rompem, e a linha entre sobrevivência e sacrifício torna-seBetween cada vezUsmais ambientação e senso de urgência deles, quase me fizeram voltar aos acontecimentos de 50 anos atrás. Foi ... difícil ... mas agora tenho um norte claro para prosseguir. Enquanto olhamos ao longe, a imensidão da paisagem no s lembra de que somos pequenos, mas não
impotentes. E, assim, seguimos, guiados por um misto de escolha define nosso destino.
esperança e desespero, sabendo que cada
Overview
Nov. 1972
Diário, diário meu ... existe alguém mais f*dido do que eu ? As coisas não estão sendo fáceis. Ter que desempenhar esse papel de líder é um fardo que eu temo não ser forte o suficiente para carregar. Cada dia as coisas ficam mais difíceis e eu não estou conseguindo lidar com o peso das decisões que estou sendo obrigado a tomar. É quase como se eu estivesse escrevendo uma história e cada escolha narrativa levasse nosso grupo para uma direção diferente.
Cara ... isso é f*dido demais, eu não deveria ser responsável por fazer a gestão dos sobreviventes e dos recursos, quem recebe tratamento médio e quem não, quem come e quem não, quem sai desbravando e explorando montanha acima e quem fica em segurança ... quem vive e quem morre.
Além disso todo dia eu estou saindo para buscar recursos, procurar por sobreviventes, caçar ... eu era vegetariano, p*rra ... isso aqui é um teste de sobrevivência, física e mental.
Eu percebo que cada decisão minha tem um impacto muito grande no contexto geral e molda o nosso grupo. Dependendo do que eu faço a gente fica com mais sobreviventes, ou consegue mais recursos, ou mesmo se eu falo a coisa certa isso aumenta minha reputação trazendo mais pessoas para o meu lado. Eu estou tentando minimamente cuidar da minha saúde, da melhor forma possível, mas o que eu estou percebendo é que quanto mais isolado, com menos sanidade eu fico, e que toda decisão é acompanhada de desdobramentos e consequências. É tão difícil equilibrar tudo ...
Overview
Nov. 1972
Diário, diário .. Hoje eu estou inspirado. Encontramos no meio dos destroços as fichas dos passageiros, e decidi tentar encarar as coisas com um outro olhar e me esforçar para ser um bom líder, então vou começar por fazer um controle de sobreviventes e recursos. Algo organizado e oficial. Começando por mim ...
Nome: Andrew Robert Murray
Idade: 24 anos
Ocupação: Treinador Assistente de Atletismo Características: Esperto e habilidoso, Andy tem uma alma gentil e muita dificuldade para tomar decisões, não quer decepcionar ninguém, e quer salvar a todos.
Nome: Charles Carr
Idade: 58 anos
Ocupação: Gestor Esportivo e Técnico de Atletismo Características: Inteligente, um líder nato. Carr treinou Andy desde que ele era um garoto, e enxerga nele um filho. Está cansado, com dores, e pronto para se aposentar.
Nome: Micaela Summer Parrado
Idade: 22 anos
Ocupação: Treinadora Assistente de Torcida Características: Doce, atlética e divertida. Micaela tem uma energia capaz de contagiar qualquer um. Tem uma queda por Andy.
Narrativa
Nov. 1972
Nome: Janice Roy Wilder
Idade: 56 anos
Ocupação: Vice-Diretora Escolar Características: Caridosa e sensível, Janice sempre coloca todos à sua frente. Ela se preocupa com a comunidade e com suas crianças.
Nome: Daniel Jeffs
Idade: 17 anos
Ocupação: Atleta de Corrida Características: Sagaz, esperto, e afiado, Daniel é um atleta de primeira linha, porém sua língua grande sempre o coloca em apuros.
Nome: Connor ‘Fit’ Jeffs
Idade: 43 anos
Ocupação: Contador (pai de Daniel) Características: Pai solteiro, Fit sempre se esforça ao máximo para fazer o possível e o impossível por Daniel. Faz trabalho voluntário aos domingos.
Nome: Mei Lin Hua
Idade: 14 anos
Ocupação: Atleta de Arremesso de Peso Características: Tímida e insegura, Mei Lin é um imigrante chinesa, que com apenas 14 anos já é cotada para as Olimpíadas. Fala pouco inglês.
Nov. 1972 Nome: Gustaf af Sträuch
Idade: 39 anos
Ocupação: Apresentador (pai de Ginny) Características: Uma sensação sueca. Gustaf é um ex halterofilista com síndrome de estrelismo. A única pessoa que ele ama mais do que a si mesmo, é Marcela.
Nome: Ginny af Sträuch
Idade: 15 anos
Ocupação: Capitã das Líderes de Torcida Características: Ginny é a filha perfeita. Inteligente, bonita, atlética e talentosa, ela faz de tudo para agradar aos pais, mas nunca parece ser o bastante.
Nome: Marcela Methol af Sträuch
Idade: 35 anos
Ocupação: Ex-modelo (mãe de Ginny) Características: Vaidosa, egocêntrica, e vazia, Marcela é uma ex-modelo frustrada por ter engravidado no auge de sua carreira internacional. Esposa troféu.
Nome: Javi François Páyèz
Idade: 16 anos
Ocupação: Atleta de Salto com Vara Características: Recém transferido da França, Javi tem ganhado notoriedade em seu esporte. É um garoto bobo e inocente, apaixonado por Ginny.
Narrativa
Nov. 1972
Nome: Anthony Reynolds
Idade: 32 anos
Ocupação: Piloto de Aeronave Comercial Características: Boa pinta e bom de lábia, Anthony é um piloto novato que liga mais para as comissárias, do que para a aviação.
Nome: Carlos Luiz Gonzalez
Idade: 21 anos
Ocupação: Supervisor de Jornal Escolar Características: Carlos é um fotógrafo recluso que supervisiona os alunos no jornal da escola. Esquisito e imprevisível, ele é altamente influenciável.
Nome: Josie Harley Watson
Idade: 26 anos
Ocupação: Aeromoça Características: Josie é uma mulher romântica e solitária, que entrou na aviação com a esperança de encontrar e se casar com um piloto rico e bonito.
Nome: Arjun Vishal Pandit
Idade: 67 anos
Ocupação: Médico Escolar Características: Dr. Pandit trabalhou sua vida inteira viajando em nome do Médicos Sem Fronteira Índia. Quando entrou na 3ª idade decidiu ir com mais calma.
Nov. 1972 Eu olho ao redor e tudo o que vejo é escuridão. A neve, fina e implacável, cai como uma sentença. Não sei mais por quanto tempo vou conseguir manter os olhos abertos, ou sequer se vale a pena. O som do vento cortando o silêncio é a única coisa que me lembra que eu ainda estou aqui, tentando lutar contra um fim que parece inevitável. Estou cansado. Cansado de tentar, de esperar, de acreditar que as coisas podem melhorar. Quando olhei pela última vez para os outros, não vi mais vida, vi apenas sombras, reflexos de pessoas que antes tinham nomes, sonhos, histórias. Agora, somos só cascas, sobreviventes de algo que nunca deveria ter acontecido. Eu não sei mais se sou capaz de continuar. Cada passo que dou me afasta mais de qualquer esperança que eu tenha tido. Eu me sinto pequeno, insignificante, como uma peça perdida em um quebra-cabeça que ninguém vai tentar montar. A neve não perdoa. O frio não perdoa. E, no final, talvez eu não perdoe a mim mesmo. Eu já vi tanta coisa... vi escolhas que ninguém deveria ter que fazer, vi rostos que desapareceram, e um vazio se alastrando dentro de mim. Eu sempre acreditei que poderia resistir, que minha força poderia me salvar. Mas o que é força, quando tudo ao seu redor desmorona? O que é coragem, quando a única coisa que você sente é medo? Eu tenho medo. Medo de falhar. Medo de nunca mais ver a luz do dia. Medo de que, mesmo se sair daqui, as marcas do que passei vão me consumir de dentro para fora. E, de alguma forma, talvez a maior dor seja essa: a dor de saber que o único caminho que resta é seguir em frente, mesmo sabendo que o fim pode ser uma realidade muito mais próxima do que eu gostaria de admitir. Eu olhei para o céu, mas não vi estrelas, vi apenas o vazio. E, nesse vazio, só existe a pergunta que nunca me abandona: “Será que eu vou conseguir?”
Narrativa
Dez. 1972
Eu não acredito que já estamos dezembro. Hoje, dia 13, faz exatamente 2 meses que estamos presos neste pesadelo, 60 ... longos ... dias. Os desafios tem sido cada vez maiores, os corpos tem se acumulado sob a neve, e a tensão tem crescido junto com nossa fome e falta de esperança. Temos medo de que nunca sejamos resgatados, então eu e mais 2 partiremos em uma jornada daqui há 7 dias, rumo ao desconhecido, em busca de ajuda. Se não sobrevivermos, espero que encontrem esse diário, conheçam nossa história, e resgatem os sobreviventes. Aqui vai ... Meu nome é Andy Robert Murray, tenho 24 anos, nasci e cresci em Boston. Fui criado por uma mãe solteira maravilhosa, e ao lado do meu irmãozinho vivia aprontando e depois fugindo para não ser castigado. Eu era um escoteiro habilidoso e um garoto esperto, e minha agilidade me fez ganhar o apelido carinhoso de “Papa Léguas”. Logo eu comecei a me dedicar ao atletismo e me tornei uma sensação da corrida. Quando eu tinha 19 anos estava me preparando para as Olimpíadas do México que aconteceriam no ano seguinte, eu treinava intensamente quando sofri uma lesão no ligamento, e nunca mais pude competir. Decidindo então me especializar em Educação Física, para ajudar as crianças a realizarem o sonho que u nunca pude. Logo comecei a trabalhar na Pocitos High School, mas essa história não é só sobre mim... Tudo começou em 13 de outubro de 1972. Nossa equipe de atletismo ia de avião para Osaka, no Japão, para participar de uma competição amistosa com uma escola internacional local. Éramos em 54 pessoas, 13 tripulantes e 41 passageiros dentre 15 atletas juvenis, 20 familiares, e 6 membros do corpo escolar como educadores, administradores, jornalistas e até médicos.
Narrativa
Dez. 1972
Tudo aconteceu quase que simultaneamente ... conforme começamos a perceber o gelo se acumulando nas janelas, e a nossa respiração acelerada formando cristais em pleno ar, a turbulência aumentou o terror, junto com as luzes piscantes que indicavam as saídas de emergência. Nossa viagem não passaria pela Cordilheira do Himalaia, mas o piloto Anthony Reynolds decidiu fazer um pouso de emergência no aeroporto no Aeroporto Internacional de Chandigarh na Índia. A esse ponto o computador de bordo já não respondia, ele não tinha contato com ninguém em terra, e o trem de pouso estava emperrado. A sensação da queda é algo inimaginável. É como se a gravidade que antes te mantinha no chão, agora fizesse de tudo para te manter fora dele, te expelindo para todos os lados. Seu estômago se afunda em si mesmo, e seu corpo flutua no ar. Parece poético, não ? Na verdade é um mergulho em direção ao inferno com todas as forças do inferno se voltando contra você. Em suas últimas palavras, capitão Reynolds me revelara que não tinha conhecimento, habilidade, ou tempo de voo suficiente para estar conduzindo nossa aeronave por aquela região tão traiçoeira, porém que tentara de tudo para salvar os passageiros. Porém as condições climáticas extremas como tempestade, nevasca, visibilidade limitada, e ventos de 100km/h levariam à queda do nosso avião, até mesmo nas mãos dos pilotos mais experientes. Dessa queda, apenas 10 tripulantes, 12 alunos, 14 pais e 4 funcionários saíram com vida, sendo que, já nos primeiros 3 dias, perdemos mais 5 destas pessoas.
Narrativa
Dez. 1972
As primeiras duas semanas foram relativamente tranquilas, comparado ao que enfrentaríamos com o passar do tempo ... Quando o técnico Carr faleceu eu fui subitamente eleito como o líder do grupo e junto com aqueles que elegi como os próximos na linha de comando, Micaela, Fit, e Josie, demos o nosso melhor para administrar a situação, e manter a pessoas abrigadas e alimentadas. Mas a esperança de um resgate, e a união e harmonia estabelecidas entre o grupo, logo começaram a se dissipar, e com isso o medo, o descontrole, a insegurança, a desconfiança, a loucura, e o desespero passaram a dar lugar. Nos organizávamos em grupos de busca por suprimentos e sobreviventes, mas tudo era muito escasso e dificultoso devido às condições climáticas. As pessoas começavam a desistir, lentamente, e a apresentar resistência a sair nestas jornadas. Então, sem recursos, na terceira semana tivemos que tomar uma decisão extrema. Era como se estivéssemos presos em um freezer gigantesco com carne congelada à nossa disposição, pelo menos era isso que tivemos que dizer à nós mesmos ... era comer ou morrer ... Demoramos 2 ou 3 dias para aceitar nossa realidade, porém alguns nunca aceitaram ... Quando Marcela, mãe de Ginny morreu de fome, Gustaf, seu marido, passou a culpar minha liderança e minhas escolhas por isso. Ele juntou um pequeno grupo de sobreviventes que compraram sua causa, incluindo Josie, Carlos, Ginny, Javi, e outros. Eles tentaram performar um motim, porém nosso grupo era maior ... e isso resultou em perdas de ambos os lados ... Por fim a paz voltou a reinar (na medida do possível). Nos alimentávamos como podíamos, bebíamos e nos higienizávamos com água derretida das neves, e nos aquecíamos ficando juntos abrigados pelas fuselagens do avião.
Narrativa
Dez. 1972
Tudo parecia estar indo relativamente bem, e o clima até dera uma amenizada, mas na 5º semana a tempestade voltou com tudo. Eu, Fit, Daniel e Josie estávamos há cerca de 1,5km de distância do acampamento procurando por plantas para o Dr. Pandit fazer medicamentos, quando avistamos um clarão no céu que revelou uma série de raios, sendo que um deles atingiu o cume da montanha atrás de nosso acampamento improvisada, gerando um avalanche que se desdobrava diretamente em direção ao acampamento. Tentamos correr para avisar ao demais, mas estávamos fracos, cansados, famintos, congelando, e a avalanche era muito mais rápida do que nós. Gritar seria infrutífero já que os ventos fortes nos impediam de ouvir até mesmo aos nossos próprios pensamentos. Quando chegamos já era tarde demais. Vimos Javi, Ginny, Micaela, Lisa, Ryan e Christopher cavando a neve com as próprias mãos e gravetos improvisados, tentando chegar à fuselagem da aeronave que estava quase que totalmente enterrada na neve. Todos pulamos na neve e começamos a cavar. O gelo em contato com nossa pele nua queimava, porém tínhamos que resgatar nosso amigos. Conseguimos tirar Dr. Pandit, Scott, Sophia, Maria e William, porém outros 7 sobreviventes, incluindo a mais nova de nosso grupo, Mei Lin, estavam tão fundo na neve que foi impossível o resgate. Por sorte tínhamos pensado na possibilidade de uma avalanche, e havíamos pendurado nas árvores a maior parte dos recursos restantes, mas a perda humana fora muito maior. Esse acontecimento foi o gatilho que precisávamos para entender que não haveria resgate, e nós teríamos que ser os heróis de nossa própria história. Desde então eu, Fit e Micaela temos nos preparado para sair em busca de ajuda. Partiremos em 2 semanas ... nos desejam sorte ...
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Dez. 2022 Dez. 1972
O silêncio da noite na Cordilheira era cortado apenas pelo vento gélido, açoitando os restos de um avião que antes sonhava com horizontes de glórias esportivas. O que restou de esperança naqueles corações partidos? O som do metal amassado, das peças de aviões que ainda jaziam na neve, e os gritos abafados pelo frio e pela desesperança. Ele olhou para os outros, seus olhos perdidos no horizonte sem fim. Quantos mais precisariam morrer até que a natureza se cansasse de sua crueldade? Não eram apenas corpos que se despedaçavam sob a avalanche. As almas estavam sendo engolidas, uma a uma, pela frieza implacável da montanha. Aquela não era mais uma luta por medalhas ou recordes. Era uma luta pela própria vida. Cada respiração, cada movimento, cada decisão tornava-se uma guerra interna. Quem deveria ser Deixar Kristof Buscar Recursos ? alimentado? Quem Sim merecia viver? O que restava do ser humano, senão o instinto mais primal? Fome, Não
sede, desespero. Escolhas impiedosas de quem restava. Ao amanhecer
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E lá estavam, presos entre os destroços de uma tragédia imensurável. Não havia mais time, não havia mais vitória. Apenas a luta pela sobrevivência. Quando um dos pacotes de carne desapareceu, ele sabia: havia algo mais sombrio se instaurando ali, mais do que a neve ou o frio. Era o medo, o medo de perder a humanidade, e com ela, a chance de voltar para casa. Como alguém poderia decidir quem vive e quem morre? O peso dessa escolha estava cada vez mais insuportável, a pressão do grupo aumentando, as forças se esvaindo. Ele sabia que o que restava no fundo daqueles olhos não era mais uma busca por glórias ou medalhas. Era um simples desejo: sobreviver. Mas será que isso bastaria? Como se manter humano quando a natureza exigia sacrifícios? Ref: Dead Island 1
Como lidar com a frieza da montanha e com a frieza dentro de si mesmo?
Níveis
Dez. 1972
Voltei com mais loucuras e divagações. Admito que conversar com você tem sido terapêutico. Sinto falta do técnico Carr, sinto falta da minha mãe, sinto falta do meu trabalho, sinto falta de daquele lanche que o McDonald’s lançou esse ano, como é que chama mesmo ? Ah, Egg McMuffin kkk. Sinto falta de ouvir aquele novo single do Elton John “Rocket Man”, tocando nas rádios, e sinto falta da minha cama. Falando em cama, hoje, por algum motivo, pela primeira vez desde que tudo aconteceu eu tive um sonho hoje, e foi sobre aquele jogo que eu falei no outro dia.
O jogo não seguiria uma estrutura tradicional de níveis, mas seria organizado por semanas, refletindo a progressão do tempo e a luta pela sobrevivência. Cada semana apresentaria desafios semelhantes, mas com a dificuldade progressivamente aumentada devido à escassez de recursos e à crescente pressão psicológica sobre os personagens. O objetivo não seria alcançar metas específicas de "nível", mas sim sobreviver o maior tempo possível, assim como estamos fazendo aqui, entende ? Ainda sim, algumas semanas intercalariam-se com eventos-chave, como a avalanche que enfrentamos na 5ª semana e o motim que ocorreu na 3ª semana. À medida que o jogo avançaria, o jogador enfrentaria um mundo cada vez mais inóspito, onde a sobrevivência depende da exploração e das escolhas feitas. A escassez de comida e água, a luta contra o frio, e o impacto emocional da morte de companheiros de jornada tornam o ambiente cada vez mais desafiador. Além disso, o jogador terá que lidar com as consequências de suas ações, com diferentes finais possíveis dependendo das decisões tomadas, diferentes inimigos e aliados dependendo das respostas, criando uma experiência única a cada jogada.
Níveis
Dez. 1972
A experiência do jogo seria projetada para ser desafiadora e instigante. O foco no realismo criaria uma constante tensão e um senso de urgência, o que manteria o jogador imerso no desafio da sobrevivência. O jogo desafiaria o jogador de forma orgânica, já que os recursos disponíveis iriam se esgotando naturalmente e, sem intervenções artificiais, e a dificuldade cresceria conforme o tempo passa. Isso manteria o jogador envolvido, pois o fluxo de dificuldade seria uma consequência lógica da situação de escassez e necessidade, demandando cada vez mais dedicação nas escolhas e criatividade e habilidade na manutenção dos recursos e relações “humanas” com os NPCs. Essa abordagem permitiria que o jogador sentisse que está no controle e que suas decisões moldam a narrativa. Além disso, o fator exploração e a possibilidade de descobrir diferentes finais instigam o jogador a continuar jogando, buscando novas possibilidades e soluções para os desafios enfrentados. Novos diálogos, contratos com personagens e sidequests vão sendo desbloqueados à medida que o jogador muda suas escolhas, permitindo uma experiência mais rica e variada.
Estética e Arte
Dez. 2022 Dez. 1972
O silêncio da noite na Cordilheira era cortado apenas pelo vento gélido, açoitando os restos de um avião que antes sonhava com horizontes de glórias esportivas. O que restou de esperança naqueles corações partidos? O som do metal amassado, das peças de aviões que ainda jaziam na neve, e os gritos abafados pelo frio e pela desesperança. Ele olhou para os outros, seus olhos perdidos no horizonte sem fim. Quantos mais precisariam morrer até que a natureza se cansasse de sua crueldade? Não eram apenas corpos que se despedaçavam sob a avalanche. As almas estavam sendo engolidas, uma a uma, pela frieza implacável da montanha. Aquela não era mais uma luta por medalhas ou recordes. Era uma luta pela própria vida. Cada respiração, cada movimento, cada decisão tornava-se uma guerra interna. Quem deveria ser alimentado? Quem merecia viver? O que restava do ser humano, senão o instinto mais primal? Fome, sede, desespero. Escolhas impiedosas de quem restava. E lá estavam, presos entre os destroços de uma tragédia imensurável. Não havia mais time, não havia mais vitória. Apenas a luta pela sobrevivência. Quando um dos pacotes de carne desapareceu, ele sabia: havia algo mais sombrio se instaurando ali, mais do que a neve ou o frio. Era o medo, o medo de perder a humanidade, e com ela, a chance de voltar para casa. Como alguém poderia decidir quem vive e quem morre? O peso dessa escolha estava cada vez mais insuportável, a pressão do grupo aumentando, as forças se esvaindo. Ele sabia que o que restava no fundo daqueles olhos não era mais uma busca por glórias ou medalhas. Era um simples desejo: sobreviver. Mas será que isso bastaria? Como se manter humano quando a natureza exigia sacrifícios? Como lidar com a frieza da montanha e com a frieza dentro de si mesmo?
SOB A NEVE Elaborado por
Andy
O c*cete ! GDD por Laís Viana
FIM