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Jornal do SITRAEMG Nº30_Baixa

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Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Minas Gerais Ano III - Edição 30 Tiragem: 5.900

01 de Agosto de 2011

RA 63: SITRAEMG se reúne com Comissão do TRT e discute o tema Generosa Gonçalves

lo de Moraes. A Resolução tem o objetivo de instituir a padronização da estrutura organizacional e de pessoal dos órgãos da Justiça do Trabalho de primeiro e segundos graus. No início do encontro, a coordenadora Lucia fez uma Após a reunião, os desembargadores, coordenadores e breve apresentação advogada do SITRAEMG posam para foto da atual diretoria do Os coordenadores do SITRAE- SITRAEMG e falou sobre a mudanMG, Lucia Bernardes e José Francisco ça no sistema de gestão, que, após a Rodrigues, juntamente com a advoga- reforma estatutária da entidade, realida da Assessoria Jurídica do Sindicato, zada no final de 2010, passou de preJuliana Benício, estiveram reunidos, sidencialista para colegiado, dividido no último dia 27, com a Comissão res- por coordenadorias incluindo coorponsável pelo estudo da implantação denadorias regionais. Acerca da RA 63, os coordenadoda Resolução Administrativa 63 do CSJT (Conselho Superior da Justiça res sindicais questionaram como estado Trabalho). Pela Comissão estive- vam os estudos, realizados por aquela ram presentes os desembargadores Comissão, frente à sua implantação. Emília Facchini, Maria Laura de Faria, A desembargadora Emília Facchini, Cleube de Freitas Pereira e José Muri- presidente da Comissão, relatou que

o CSJT tem sido incisivo pela implantação. Porém, Facchini tranquilizou os coordenadores dizendo que nada será feito da noite para o dia. “Faremos uma transição bem tranqüila, sem traumas. Seremos cautelosos e encontraremos o melhor caminho”, disse Facchini acrescentando que tudo está sendo olhado com muito cuidado. Os desembargadores informaram que será apresentada, na próxima sessão do Órgão Especial, a ser realizada no dia 4 de agosto, uma proposta acerca do resultado do estudo realizado pela Comissão. A intenção dos desembargadores é de que a Resolução 63 seja implementada depois da aprovação do projeto que cria cargos para o TRT/MG. A questão dos requisitados também foi levantada durante a reunião. Lucia questionou o grande número destes, no quadro da Justiça Trabalhista. A desembargadora Maria Laura disse que uma forma de reduzir esse número é a realização de concursos

regionalizados com previsão de remoção só após o estágio probatório. Lucia questionou, também, o grande número de oficiais de justiça ad hoc em Minas. Segundo ela, 134, o maior em todo o Brasil. Na avaliação de Lucia, com a aprovação do projeto para a criação de cargos, o Tribunal deveria reservar vagas para os oficiais com o objetivo de diminuir o referido número. O coordenador sindical, José Francisco, perguntou como se dará, a partir da aplicação da Resolução, a solução para o número crescente de processos por ano nas VT’s. José disse que este ano já entraram, na vara a qual trabalha, cerca de 1400 processos, sendo que durante todo o ano de 2010 foram registrados 1300. Na avaliação da Comissão deverá ter um remanejamento de acordo com o número de processos a cada ano. No caso dos setores de atermação, cálculo e distribuição, também pautados durante o encontro, os desembargadores disseram que também estão sendo avaliados no estudo.

SITRAEMG se une à Ajufemg em defesa da criação do TRF de Minas entregaram ao presidente da Ajufemg ofício com a composição da atual gestão. Em seguida, Hebe-Del Kader disse que o SITRAEMG prestará total apoio à causa. “Queremos contribuir, pois sabemos que Minas precisa deste Tribunal. São muitos os servidores que nos procuram e questionam sobre sua criação”, explicou. Lúcia Bernardes lembrou das inúmeras viagens a Brasília, organizadas pelo Sindicato, em defesa da PEC quando ela tramitava ainda no Senado. Para o juiz federal, atualmente, a categoria encontra uma grande resistência no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Porém, em sua avaliação, a resistência é ainda maior no governo, que ainda não deu o “sinal verde”. “É preciso de uma radical modificação para que seja

prestado um trabalho em tempo razoável”, lamentou Machado acerca da não aprovação da PEC. O presidente da Ajufemg informou aos coordenadores que, após o lançamento do Manifesto pela criação do Tribunal em Minas, ocorrido no dia 1º de Julho, o Durante reunião, coordenadores do SITRAEMG e o presidente da Ajufemg discutem medidas pela criação do TRF/MG senador Clésio Andrade (PR-MG) propôs uma emenda à ciação dos Juízes Federais do Brasil), se PEC 544/02. Sob o número 65/2011, reunirão com o governador de Minas, a emenda pede a criação do Tribunal Antônio Anastasia, no dia 9 de agosto, mineiro. O juiz informou ainda que, em para também discutirem o tema. Segundefesa da PEC 544, representantes da do Machado, o governador de Minas Ajufemg (Associação dos Juízes Fede- sempre se mostrou favorável à PEC. rais de Minas Gerais) e da Ajufe (Asso-

Momento é de união e mobilização da categoria pelo PCS

Pelo respeito às vagas dos deficientes em estacionamentos

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Generosa Gonçalves

Os coordenadores gerais do SITRAEMG Lúcia Maria Bernardes e Hebe-Del Kader reuniram-se com o presidente da Ajufemg, juiz federal José Carlos Machado Júnior, para discutir e buscar medidas pela aprovação da PEC 544/2002, que prevê a criação de quatro novos Tribunal Regional Federal (das 6ª, 7ª, 8ª e 9ª Regiões), inclusive o de Minas Gerais, atualmente vinculada ao TRF1. Originária do Senado, a proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) e por Comissão Especial da Câmara dos Deputados e aguarda inclusão na ordem do dia do plenário desde 2003. No início do encontro, os coordenadores do SITRAEMG fizeram uma breve apresentação da nova diretoria e

Participe da caravana para ato público nacional de 24 de agosto

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JORNAL DO SITRAEMG

OPINIÃO DO SITRAEMG

Precisamos é de união e mobilização Como podemos ver, foram longos os No 6º Congrejufe - Congresso Nacional da Fenajufe (Gramado-RS, abril de 2007), processos de discussão e batalhas que nos os servidores do Judiciário Federal, depois renderam três PCS e muitos os eventos que de árduas e intensas batalhas que culmina- nos juntaram e nos trouxeram até aqui, em ram na aprovação dos PCS I, II e III, deci- busca do nosso PCS IV. Os que defendem modelo diferente do diram que começaria ali uma nova luta, pela construção do Plano de Carreira da catego- PCS, no entanto, parecem querer quebrar ria, visando buscar a valorização da carreira essa prática saudável de edificação gradual de lutas. Apesar da proposta ter sido rechae qualidade de vida para os servidores. Durante a XIV Plenária Nacional da çada pela maioria, nas instâncias estaduais e Fenajufe (Recife-PE, em março de 2008), nacional, insistem que devamos substituir, foi realizado o I Encontro Nacional sobre agora, a luta pelo PCS. Além de ignorar direitos conquistados Plano de Carreira. Decidiu-se então que, a partir daquele momento, começariam as dis- em décadas de trabalho pelos colegas mais cussões pela elaboração de propostas para antigos, esquecem-se de que a remunerao PC no âmbito dos estados e, posterior- ção pretendida é uma opção imediatista. Os mente, fechar-se-ia uma proposta nacional mais novos teriam um ganho inicial ilusório, e única. Assim como nos demais estados, a mas depois veriam seus salários congelarem proposta dos mineiros foi concluída depois e suas possibilidades de mobilização se esvaírem. Vejam o caso dos de vários debates, encontros e seminários organi- Todo pleito, obviamente, magistrados... Ademais, conforme zados pelo SITRAEMG, é legítimo. Desde que disestabelece a Constituição com os trabalhos cencutido no momento certo Federal, em seu artigo 96, tralizados em um grupo e respaldado pela maio- inciso II, alínea b, compede trabalho composto te ao STF, aos tribunais pelos servidores Débora ria de uma categoria. superiores e aos tribunais Mansur, Eliana Leocádia, Fernando Neves, Jair Lemos, José Francisco de justiça propor ao Legislativo a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juíRodrigues e Ricardo Câmara. A proposta final foi aprovada pela cate- zos que lhes forem vinculados. Logo, mudar goria na XV Plenária Nacional da Fenajufe o sistema remuneratório em projeto que já (Manaus, junho de 2009). Ocorre que os está em tramitação é inconstitucional. Todo pleito, obviamente, é legítimo. tribunais superiores rejeitaram a ideia do Plano de Carreira, optando por enviar ao Desde que discutido no momento certo e Congresso Nacional um projeto de lei de respaldado pela maioria de uma categoria. revisão salarial. Tivemos que abraçar a luta Assumido durante a campanha eleitoral, por mais um PCS, realizamos duas greves a atual direção do SITRAEMG mantém desde então, pelo envio do projeto ao Con- o compromisso de debater exaustivamengresso e, depois, pela sua votação e aprova- te com a sua base os modelos possíveis de ção, o que, infelizmente, ainda não ocorreu. remuneração e o próprio Plano de CarreiA história de lutas dos servidores do ra. Isso, por enquanto, internamente. Mas, Judiciário Federal nos mostra que as diver- perante as cúpulas do Judiciário, governo e gências internas sempre “morreram” nos Congresso Nacional, o momento é de defeneventos decisórios da nossa Federação. dermos, juntos, a urgente aprovação do PL Aprovados os planos de lutas, todos nos 6613/09. Já temos adversários bastantes, irmanávamos e íamos para o embate, com incluindo a mídia retrógrada do nosso país. pensamentos e ações dentro de um único Então, por que nos dividirmos? Precisamos é de UNIÃO e MOBILIZAÇÃO. foco, seguindo o objetivo traçado.

EXPEDIENTE SITRAEMG - Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Minas Gerais •Endereço Rua Euclides da Cunha, 14 - Prado - Belo Horizonte - MG - CEP: 30410-010 •Telefones (31) 4501-1500 ou 0800.283.4302 •Site www.sitraemg.org. br •Diretoria Executiva - Coordenadores Gerais: Adriana Valentino, Hebe-Del Kader Bicalho, Lúcia Bernardes de Freitas; Coordenadores de Finanças: Artalide Lopes e José Francisco Rodrigues; Coordenadores Executivos: Carlos Humberto Rodrigues, Débora Mansur, Fernando Guetti, Hélio Ferreira Diogo, Osmar Souto e Paulo Márcio Santos; Coordenadores Regionais: Aldemar Simões, Eliézer Grangeiro, Iclemir Costa, Líliam de Oliveira, Marisa Campos e Raimundo Alves. •Edição e Reportagens Generosa Gonçalves - Mtb 13265, Gil Carlos Dias - Mtb 01759 e Janaina Rochido - Mtb 13878 •Projeto Gráfico/Editoração Flávio Faustino

ANO III - EDIÇÃO 30

Agende-se, participe! 8 de agosto: Rádio Web do SITRAEMG volta ao ar Dia 5 agosto marca a reinauguração da Rádio Web do Sindicato. Haverá happy hour na sede do Sindicato aberto aos filiados, com apresentação do Coral “Arte em Canto” e a entrega dos diplomas dos formandos no curso de Espanhol e Inglês oferecidos em parceria com a Casa Latina. A festa será transmitida ao vivo pela internet (veja o link na página principal do site do SITRAEMG) e, a partir de 8 de agosto, a Rádio passa a ser transmitida com sua programação normal.

Eleição dos Diretores de Base O SITRAEMG elegeu 17 de agosto o Dia Estadual da Eleição dos Diretores de Base. Então, se você é filiado, mobilize-se, articule com os colegas, candidate-se ou ajude a eleger, até lá, o Diretor de Base do seu local de trabalho. Ele será o seu representante junto à entidade ao longo dos próximos três anos. Afinal, o Diretor de Base é o elo entre o servidor e o seu Sindicato.

Feirinha de Artesanato e Comida Típica Com o intuito de inovar e atrair a categoria para as atividades sindicais, além de divulgar os dons dos colegas servidores, o SITRAEMG convida todos os seus filiados para ajudarem a entidade na criação de uma “Feirinha de Artesanato e Comida Típica”. Como funcionará? A exposição será realizada em dias de assembléias na sede da entidade e os filiados interessados em divulgar/vender seus trabalhos devem ligar para o SITRAEMG, através dos telefones 0800-283-4302 ou (31) 4501-1500, falar com Margareth, e reservar seu espaço. A responsabilidade pelos produtos, bem como por suas vendas é do próprio filiado. O SITRAEMG disponibilizará, como suporte, mesas e cadeiras brancas (plástico).

Novos filiados: bem-vindos! O SITRAEMG dá as boas vindas a seus novos filiados: 99 99 99 99 99 99 99 99 99 99 99 99 99

Afrânio Silva de Souza - TRT Arthur Luiz Xavier Batista - TRT Cristilan Ismael Andrade Santos - TRE Dario Ferreira Bastos - TRT Denis Louis Petrucci Marques - TRE Elisete Aparecida Martins - TRT Érica Sathler Melo - TRT Flavia Cerqueira Mindello - TRT Iracema de Moura - TRE João Andrade Neto - TRE José Virgínio Lopes Neto - TRT Lilian Marins Cavalieri D Oro - TRT Manoel Vicente Folgado - TRT

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Manoel Vitor de Sousa - TRE Maria Vanda dos Santos - TRT Neide de Paula - TRT Normando Ferreira Prado - JF Olisete Maria Queiroz - JF Paulo Pereira dos Santos - TRE Priscila Barbara M. Heleno Maia – TRT Renata Nunes de Melo Andronik - TRT Ronaldo Henrique de Oliveira Lemos - JF Sandro Leonel Brum - TRE Valdir Leite da Silva - TRT Vânia Parma Loyola - JF Vitalina Carlos Pimenta de Moraes - TRT

Quer se filiar ao SITRAEMG? Acesse nosso site e clique na aba “Filie-se” ou entre em contato pelo (31) 4501-1500 ou 0800-283-4302


JORNAL DO SITRAEMG

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Arte de material da campanha pelo respeito às vagas: proposta já é sucesso nas redes sociais e adeptos continuam chegando

Se depender de um grupo que está movimentando a internet com a campanha “Esta vaga não é sua nem por um minuto”, os dias estão contados para aqueles que acham que não há nenhum problema em ocupar as vagas de esta-

cionamento para deficientes físicos nas ruas, shoppings e supermercados. O movimento propõe que as pessoas se conscientizem que as determinadas vagas visam auxiliar a mobilidade de cadeirantes e demais pessoas com deficiência – e somente elas as podem utilizar. A campanha começou em março de 2011 e foi uma iniciativa da agência de publicidade TheGetz, após um episódio de desrespeito a uma cadeirante em um supermercado de Curitiba, capital do Paraná. O nome da campanha deve-se à “desculpa” que a maioria das pessoas utiliza para usurpar essas vagas, dizendo que “é só um minutinho”. A campanha foi concebida para circular nas redes sociais e já é um sucesso. São selos, adesivos, flyers e faixas, além de um vídeo – todo o material pode ser encontrado e reproduzido (com os devidos créditos) no blog (http:// estavaganaoesua.wordpress.com) e nas

Apelo à sociedade As Comunidades Camilo Torres, Irmã Dorothy e Dandara, em Belo Horizonte - 1.200 famílias sem-teto -, há 3,4 anos, lutam para que seja respeitado o constitucional direito à moradia, à dignidade humana e que a função social da propriedade seja cobrada pelo poder judiciário. Mas estão ameaçadas de despejo. 1 - A Comunidade Camilo Torres nasceu em 2008, na região do Barreiro. São 142 famílias, que já construíram na luta, em mutirão e/ ou como autoconstrução todas suas 142 casas de alvenaria. Libertaram da cruz do aluguel e da humilhação. Para nossa tristeza e indignação, um mandado de despejo já está nas mãos da Polícia que está sendo pressionada para realizar o despejo com urgência. A Comunidade está organizada, sabe dos seus direitos, tem muito apoio na sociedade e está disposta a resistir, porque não aceitará voltar a sobreviver na miséria como estavam antes. 2 - A Comunidade Dandara nasceu em abril de 2009, no bairro Céu Azul. Trata-se da união de 887 famílias sem-teto, que ocuparam “um latifúndio urbano abandonado”, cerca de 315 mil metros quadrados, ocioso e sem cumprir sua função social há décadas. A Construtora Modelo, que luta na justiça pela reintegração da posse, estava devendo mais de 2 milhões em

IPTU ao município de Belo Horizonte. As famílias, em mutirão e/ou em autoconstrução, já construíram 800 casas de alvenaria. Libertaram da cruz do aluguel. Estão organizadas, sabem dos seus direitos e não vão aceitar o despejo. Lutam há 2,3 anos reivindicando DIÁLOGO com o prefeito de Belo Horizonte, com o Governo de Minas. Já conquistaram, junto ao Governo Federal, a promessa, por escrito, de que há dinheiro na esfera federal para solucionar de forma justa o conflito social que se instaurou na capital mineira. 3 - A Comunidade Irmã Dorothy nasceu em fevereiro de 2010, no também Barreiro. Trata-se de um contingente 135 famílias sem-teto que ocuparam área abandonada, no Barreiro em Belo Horizonte, ao lado da Comunidade Camilo Torres. Já construíram grande parte de suas casas de alvenaria. Estão em cima de propriedade que não cumpria sua função social e, de forma ilegal e imoral, foi transferida do público para a iniciativa privada. Até 1992, os terrenos onde estão as Comunidades Camilo Torres e Irmã Dorothy eram do Governo de Minas Gerais. Logo, o governador do Estado, o Sr. Antonio Anastasia, tem responsabilidade direta sobre as 277 famílias que ora estão na iminência de serem despejadas.

páginas da campanha no Facebook, Twitter e Youtube. A ação também incentiva os simpatizantes a denunciar abusos e a enviar e-mails com depoimentos para o site. Em Curitiba, já há selos espalhados em pontos fixos da capital. Em Belo Horizonte, a campanha também já se espalha, através das redes sociais. Luciana Caixeta da Silva, servidora da Seção de Contabilidade do TRE, em Belo Horizonte, é cadeirante e acredita que as campanhas são muito importantes, já tendo ela mesma sugerido várias vezes a órgãos de trânsito mais empenho na realização delas. Luciana dirige o próprio carro e não tem problemas para estacionar em seu local de trabalho, onde há vaga reservada. Porém, fora dali, diz já ter passado por inúmeras situações nas quais ela precisou pedir para retirarem o carro: “Eu me identifico e peço para retirarem o carro. As pessoas sempre tiram, nunca

passei por nenhum atrito”, explica. No entanto, Luciana nunca viu uma vaga reservada desocupada: “As pessoas não respeitam, deixam o pisca-alerta aceso e saem, ou dizem estar esperando alguém com deficiência”, lamenta. A destinação de vagas exclusivas para deficientes físicos é regulamentada pela Resolução304 do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN de 18 de dezembro de 2008. De acordo com o Artigo 7º da Lei Federal nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, é obrigatório reservar 2 % das vagas em estacionamento regulamentado de uso público para serem utilizadas exclusivamente por veículos que transportem pessoas com deficiência ou com dificuldade de locomoção, desde que devidamente identificados por credencial fornecida pelos órgãos de trânsito. O desrespeito à lei caracteriza infração, prevista no Art. 181, inciso XVII do CTB (Código de Trânsito Brasileiro).

Grave conflito social envolve as Comunidades Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy, em Belo Horizonte, MG

Esperamos...

Esperamos que a imprensa, pessoas de boa vontade, organizações populares e entidades da sociedade civil ajudem para que os direitos humanos dessas 1.200 famílias, cerca de 6 mil pessoas, sejam respeitados. Isso passa por exigir cumprimento da função social da propriedade, passa por investimentos maciços em política habitacional e por DIÁLOGO, o que inclui considerar a constitucionalidade e justeza da participação popular nos destinos da cidade e da sociedade. As Brigadas Populares, A Rede de Apoio Externo e o Fórum Permanente de Solidariedade às Ocupações Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy não têm medido esforços tentando abrir uma mesa de negociação com o prefeito de Belo Horizonte, Sr. Márcio Lacerda, com o governador de Minas, Sr. Antônio Anastasia, com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, com o Governo Federal, enfim, com todas as autoridades implicadas no conflito. Alertamos! Despejar essas comunidades jamais será solução para o conflito social instaurado, mas será a inauguração de um problema muito mais grave. Clamamos por diálogo. Que as autoridades tenham a sensatez de se abrir para a constituição de uma mesa de negociação! Acompanho pastoralmente essas três comunidades – Camilo Torres, Dandara e Irmã Dorothy – e dou teste-

Arquivo pessoal

Divulgação

Campanha exigindo respeito às vagas reservadas para deficientes se espalha pela internet

Frei Gilvander Moreira

munho da justeza das reivindicações dessas 1.200 famílias sem-teto. Rezo e luto para que não aconteça MASSACRES em Belo Horizonte. Rezo e luto para que o prefeito Márcio Lacerda e o governador Antônio Anastasia se abram para o diálogo, pois só com NEGOCIAÇÃO franca e sincera chegaremos a uma solução justa para esse grave conflito social, ora instaurado em Belo Horizonte. Jamais conflito social se resolverá com polícia, com repressão. Um abraço terno, na luta. Frei Gilvander Luís Moreira é assessor da Comissão Pastoral da Terra – CPT - www.gilvander.org.br – gilvander@ igrejadocarmo.com.br


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JORNAL DO SITRAEMG

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SITRAEMG dá boas-vindas a novos servidores do TRT

Sempre que novos servidores ingressam em órgãos do Judiciário Federal, o SITRAEFotos MG os procura para lhes aprecedidas sentar a entidade e falar das pelas lutas da categoria e da impor- funcionárias tância de se filiarem ao Sindi- Adriana Maura cato. Nos dias 21 e 28 de julho, e Cassia servidores recém-empossados Maria do TRT que participavam de curso de treinamento nessas datas, na Capital, foram visitados pela coordenadora executiva do SITRAEMG Artalide Lopes e pelo funcionário Alexandre Esteves, que conversaram com os novos colegas também sobre a mobilização pela aprovação do PCS.

Reuniões mensais de aposentados estão de volta

Estão de volta ao calendário do SITRAEMG as reuniões mensais de aposentados, momentos de debate de temas de interesse do segmento, entretenimento e confraternização. A primeira reunião foi realizada na última sexta-feira, 29 de julho, conforme carta enviada aos servidores filiados. Os encontros continuarão sendo realizados sempre às últimas sextas-feiras do mês, na sede do Sindicato. À frente das atividades está Artalide Lopes Cunha, agora coordenadora do Núcleo de Aposentados e Pensionistas. A coordenadora, por

Divulgação / internet

Dicas culturais O Livro do Amor Kathleen McGowan – 432 páginas, Editora Rocco

“O Livro do Amor” é a segunda parte da trilogia “O legado de Maria Madalena”, que trata de um assunto até hoje misterioso na História: a participação da mulher nos grandes acontecimentos da humanidade. Depois de “O Segredo do Anel”, temos de volta a protagonista Maureen Paschal envolvida em uma tra-

meio da carta convidando para a reunião, solicitou aos aposentados sugestões e ideias para as atividades ao longo do ano. “Assim, poderemos programar reuniões agradáveis que também contribuam para uma melhor qualidade de vida e acréscimo aos nossos conhecimentos”, detalhou. Os aposentados do interior continuam contando com hospedagem, providenciada pelo SITRAEMG, para virem à capital participar das reuniões, bastando solicitar o benefício ao confirmar a presença.

Reunião com agentes de segurança no TRT

Encontros de representantes do SITRAEMG com novos servidores do TRT, em 21 e 28 de julho

Caravanas do SITRAEMG estarão em Brasília pelo PCS – inscreva-se! O mês de agosto será marcado por diversas mobilizações em prol da aprovação do PCS, propostas pela Fenajufe. O SITRAEMG estará presente na maioria das atividades e sua presença é fundamental para reforçar a luta: inscreva-se para a caravana que irá ao Ato Público Nacional em 24 de agosto! Quem quiser se juntar aos servidores mineiros na concentração em frente ao STF e ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MPOG deve entrar em contato com o SITRAEMG e reservar seu lugar pelos telefones (31) 4501-1500 ou 0800-283-4302.

E você, servidor, tem alguma dica interessante? Livro, filme, show ou CD, envie para a gente: comunicacao@sitraemg.org.br ma de suspense e revelações milenares pela França, Itália, Bélgica e Portugal. O ponto de partida é a vida da condessa Matilda de Toscana, uma mulher injustamente esquecida ao longo dos séculos, mas cujo legado pode levar Maureen a um surpreendente evangelho escrito pelo próprio Jesus Cristo. “Lindo” é a opinião que Adriana Valentino, servidora do TRE de Contagem e coordenadora geral do SITRAEMG tem a respeito do livro. Ela, que já leu também o primeiro volume da série, se diz “apaixonada” pela leitura e pela trama apresentada. “Indico os dois e já ouvi falar que os outros [livros dessa autora] são ótimos também”, diz. O questionamento da autora americana Kathleen McGowan é justamente esse: como seria o mundo se tivesse sido

SITRAEMG NA INTERNET

possível para Maria Madalena, Joana d’ Arc, Lucrécia Bórgia, Matilda de Canossa e outras mulheres tomar rédeas do destino, vencer suas guerras e contar a História sob seu ponto de vista? Com os dois primeiros livros da trilogia ela revisita os alicerces da História – especialmente da Igreja Católica – e recupera a importância da participação feminina em momentos decisivos da História. Para escrever os livros, Kathleen se baseia na pesquisa que desenvolve desde os anos 80 – o terceiro livro da série, chamado “The Poet Prince”, foi lançado em maio do ano passado nos Estados Unidos, mas ainda não tem título em português e nem data de lançamento por aqui. Nele, a trama gira em torno do início da Renascença italiana e uma de suas maiores personalidades, o poeta e estadista Lorenzo de Medici.

No dia 15 de julho, o assessor institucional externo de segurança do TRT, coronel Paulo Márcio Diniz, e o subsecretário de segurança, Wandick Raimundo do Carmo, que é filiado ao SITRAEMG, reuniram-se com agentes de segurança do Tribunal, em Belo Horizonte, para falarem sobre a estruturação do quadro desse segmento de servidores na Justiça do Trabalho: equipamentos (coletes, bastão retrátil, algemas, lanternas táticas e armamento), porte de arma, cursos para o segmento e terceirização desse serviço. Também estiveram presentes os coordenadores do SITRAEMG Lúcia Bernardes, Hélio Ferreira Diogo e José Francisco Rodrigues – este, também agente de segurança do TRT, na Capital. (Veja a íntegra dessa notícia publicada em 20 de julho, no site do SITRAEMG)

STM efetiva comissionados, que passam a ter benefícios de concursados Notícia publicada no site do Jornal Correio Braziliense em 24/07 expõe a polêmica decisão do Superior Tribunal Militar – STM de transformar em servidores do quadro oito funcionários comissionados, que passariam a ter status e direitos de servidores que passaram por concurso público. A prática, que não era vista desde os anos 90, é conhecida como “trem da alegria” e abre um perigoso precedente para que mais de 600 mil pessoas possam ser efetivadas. A posição do SITRAEMG é de total repúdio a esse tipo de prática, que precariza e desmoraliza o serviço público, além de desvalorizar o esforço de todos aqueles que ingressaram de forma convencional e democrática na carreira, via concurso. (Veja a íntegra dessa notícia publicada em 25 de julho, no site do SITRAEMG)


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