Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Minas Gerais Ano I - Edição 11 Tiragem: 5.700
07 de Junho de 2010
MINAS PARADA PELO PCS Greve cresce e toma a capital e as cidades do interior mineiro. A pressão dos servidores está empurrando as negociações pela aprovação do PL 6613/09, mas a mobilização e a adesão ao movimento paredista ainda precisa crescer mais, pois já está claro que somente a união da categoria pode tornar o PCS realidade.
De olho no calendário Próxima semana Veja a programação da próxima semana da mobilização dos servidores pela aprovação do PL 6613/09, sempre a partir das 13h: Segunda-feira, 7 de junho: concentração em frente ao TRT da Rua Mato Grosso, 468, no Barro Preto - informes sobre a greve e chamamento dos servidores da casa para participar. Terça-feira, 8 de junho: concentração em frente ao TRE da Avenida Prudente de Morais, 100, na Cidade Jardim - informes sobre a greve e chamamento dos servidores da casa para participar. Quarta-feira, 9 de junho: concentração em frente à Justiça Federal, na Avenida Álvares Cabral, 1805, no Santo Agostinho informes sobre a greve e chamamento dos servidores da casa para participar.
Confira como anda o movimento pelo resto do Brasil Página 3
Quinta-feira, 10 de junho: concentração novamente em frente ao TRT da Rua Mato Grosso, 468, e saída em passeata até o prédio do TRT na Rua Goitacazes, 1475, ambos no Barro Preto informes sobre a greve e chamamento dos servidores da casa para participar. Sexta-feira, 11 de junho: concentração em frente ao TRT, desta vez na Avenida Getúlio Vargas, 225, bairro Funcionários - informes sobre a greve e chamamento dos servidores da casa para participar.
Programação Nacional 08 de junho - Um mês de greve – Ato Nacional em Brasília, para marcar um mês de greve pela aprovação da revisão salarial. 09 de junho – Trabalho de corpo a corpo na Câmara dos Deputados.
Servidores dão seu recado sobre a greve em Minas Gerais Página 4 e 5
Artistas da categoria animam as lutas pelo PCS Página 7
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DINHEIRO TEM
Aumento de 0,75% nos juros fará governo pagar ‘3 PCSs’ a mais a bancos Elevação na taxa Selic acarretará gasto extra com banqueiros equivalente a duas ou três revisões do PCS O recente aumento de 0,75% na taxa Selic levará a União a um gasto extra com juros das dívidas públicas de pelo menos mais R$ 14 bilhões ao ano, valor suficiente para pagar de dois a três ‘PCS’s’ dos servidores do Judiciário Federal, a depender dos parâmetros usados. A projeção é do economista Washington Lima, que assessora o SITRAEMG. A taxa Selic, majorada pelo Banco Central para 9,5% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária, é parâmetro para remuneração dos títulos das dívidas públicas. Esse montante refere-se apenas aos juros decorrentes dos 0,75% de aumento na taxa, já que a despesa total com os 9,5% fica na casa dos R$ 185 bilhões ao ano. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ataca o projeto de revisão do PCS acusando-o de ser caro e não haver recursos para aplicá-lo. O rombo nas contas públicas decorrente apenas da elevação da taxa básica de juros em 0,75%, porém, contrasta com esse discurso. “O argumento do governo, de que não há orçamento para conceder reajustes à categoria, é balela”, afirma Antônio Melquíades, o Melqui, dirigente da federação nacional. Ele relata ainda que a direção geral do Supremo Tribunal Federal teria em mãos um estudo que contesta o impacto do projeto divulgado pelo Planejamento, na casa dos R$ 7 bilhões, valor que estaria superestimado. Nas contas dos Recursos Humanos do STF, o montante total não chegaria a R$ 5 bilhões, valor quase três vezes inferior às despesas extras que o governo
terá com os banqueiros só por conta do aumento da taxa Selic.
‘É uma opção, não precisava ser assim’ Ao apontar o custo para os cofres públicos dessa majoração nos juros, o economista afirma que ela é uma opção política do governo, que a justifica com o suposto objetivo de conter a inflação. A lógica oficial é a seguinte: com o aumento da taxa de juros, mais dinheiro sai do setor produtivo e vai para o setor financeiro, isso segura o crescimento econômico e, consequentemente, a inflação. Para Washington, no entanto, essa equação leva a um círculo vicioso que beneficia banqueiros e ignora os interesses populares. “O problema é que a inflação é causada não por conta de um consumo muito alto, mas porque o governo não investe no setor produtivo”, afirma. “No fundo, é uma maneira de dar mais dinheiro para os bancos e alimentar a fome dos especuladores. O Brasil possui as taxa de juros mais altas do mundo. É uma opção, não precisava ser assim, ele poderia usar esse dinheiro [R$ 14 bilhões] na produção”, diz. O economista ressalta a importância de expor e discutir esses números, sistematicamente ignorados pelos meios de comunicação comerciais, ao contrário do ‘escândalo’ feito em torno de possíveis reajustes salariais. A discrepância dos números fica maior se a comparação for feita não com o plano integral, mas apenas com os valores referentes a uma eventual aprovação do projeto de revisão, por exemplo, em junho. “Neste caso, o
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custo [do PCS] esse ano seria a metade”, diz. Ou de quatro a seis vezes menos do que os R$ 14 bilhões extras que o país perderá para os banqueiros só por conta do aumento aprovado pelo pre-
sidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e ‘sancionado’ pelo presidente Lula. Por Hélcio Duarte Filho, jornalista do Luta Fenajufe, especial para o SITRAEMG
OPINIÃO DO SITRAEMG Aos que estão em greve, parabéns; aos que não estão, juntem-se a nós A greve dos servidores do Judi- desgaste. Pois é nesse momento ciário Federal caminha para um que nossa participação na greve momento que pode ser decisivo. – que em Minas está firme e nas Com o movimento ainda dando ruas – assume peculiar impornítidos sinais de que tem fôlego e tância. Nessa queda-de-braço, espaço para crescer – não houve entramos naquela fase em que uma semana em que não ganhas- quem piscar olho pode perder a se a adesão de novos setores em briga. Manter e fortalecer a greve Minas ou de novos estados, no mesmo diante de novas investipaís -, as negociações caminham das contra esse legítimo movipara embates que podem definir mento pode ser a ‘chave’ para a o futuro dessa campanha. vitória. Paralelamente a isso, tendem Parabéns aos colegas que estão a aumentar as pressões por toda nessa luta. Mas ainda há tempo parte. O governo para quem ainda busca enfraquecer não está fazendo a A luta contra o conos servidores jogansua parte. gelamento salarial do com o tempo A greve é um – que sabe que não direito. Está preentra em momento temos -, buscando visto até mesmo decisivo cerceamentos judina Constituição. ciais e tentando nos O STF reconheceu dividir. isso. Mais do que um direito, é A cúpula do Judiciário, por um dever nesse momento. Sabesua vez, não apenas revela-se mos que, como quase tudo na lenta nesse processo, como, em vida, envolve riscos. alguns setores, também age para Mas será que, diante do risco reprimir o movimento. Correndo e da ameaça, o melhor é calar? por fora, temos deputados que se Será que se assim tivéssemos agirecusam a dar continuidade ao do ao longo dos últimos 15 anos processo legislativo por conta de teríamos conquistado o PCS-1, compromissos políticos e eleito- em 1996, o PCS-2, em 2002, e o rais. PCS-3, em 2006? O governo que está aí tem Sabemos que não. Essa luta é experiência de sobra em campa- de todos. Entremos todos nela. E nhas salariais. Sabe apostar no a greve continua.
EXPEDIENTE
SITRAEMG - Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Minas Gerais •Endereço Rua Euclides da Cunha, 14 - Prado - Belo Horizonte - MG - CEP: 30410-010 •Telefones (31) 4501-1500 ou 0800.283.4302 •Site www.sitraemg.org.br •Diretoria Colegiada Alexandre Brandi, Alexandre Magnus, Célio Izidoro, Etur Zehuri, Eva do Nascimento, Fernando Neves, Gilda Falconi, Luiz Fernando, Mário Alves, Mauro Sales, Sebastião Edmar •Edição e Reportagens Gil Carlos Dias - Mtb 01759, Janaina Rochido - Mtb 13878 e Hélcio Duarte Filho - Mtb JP16379RJ •Projeto Gráfico/ Editoração Flávio Faustino
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DIA DE PROTESTOS
Greve obtém do STF promessa de defesa do PCS em dia de ‘apagão’ no Judiciário Negociações acontecem em Brasília e servidores são informados de que Peluso descartou a posição do Planejamento de submeter o PCS ao CNJ Respaldado por 23 estados “Ele [Diniz] nos disse que essa congelados, reivindica o projeDiretores-gerais em greve e mais de duas deze- é uma posição institucional do to para este ano e vai lutar por discutiram projeto isso”, disse Adilson, logo após nas de atos pelo país no dia do Poder Judiciário e que era por“apagão” no Judiciário Federal, o Comando Nacional de Greve obteve da direção do STF o compromisso de defesa do projeto do PCS-4 sem alterações em seu conteúdo. Recebeu ainda a informação de que o STF já teria uma contraproposta orçamentária para apresentar ao Ministério do Planejamento. Em um dia marcado por manifestações em Brasília e em pelo menos outros 18 estados, dentre eles Minas Gerais, os servidores foram recebidos pelo diretor-geral do Supremo, Alcides Diniz, e pelo secretário de Recursos Humanos, Amarildo Vieira de Oliveira, ao final da tarde do dia 1º de junho.
tador de palavras do presidente Peluso”, relatou o servidor Adilson Rodrigues, da JF de Santos (SP), um dos integrantes do Comando de Greve que participou da negociação. Os servidores foram informados ainda que o presidente do STF descartou qualquer possibilidade de o projeto (PL 6613/2009) ser remetido ao Conselho Nacional de Justiça para nova análise, contrariando o que defendera o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Ofício com essa resposta ao documento enviado pelo presidente da Comissão de Trabalho da Câmara, Alex Canziani (PTB-PR), teria sido remetido àquela Casa.
Antes da negociação com o comando, os diretores-gerais dos tribunais superiores se reuniram para tratar do PCS. A defesa do projeto como ele está teria sido reafirmada de forma consensual. A reunião com o Planejamento, porém, que estava prevista para o mesmo dia, acabou não acontecendo. O mais provável, segundo o STF, era que ela ocorresse nos próximos dias. Diante da questão orçamentária, apontada como problema pelo governo, os servidores voltaram a defender o PCS ainda para 2010. “Mencionamos que a categoria está com os salários
deixar a reunião de negociação. O STF trabalha com uma proposta alternativa que, provavelmente, prevê algum tipo de parcelamento. Mas não conteria alterações no conteúdo. A promessa de defender o PL 6613/2009 não chega a ser novidade. Afinal, o Supremo já vinha afirmando isso há algum tempo. O que torna isso relevante nesse momento em particular, na avaliação dos servidores, é que a direção do STF reafirma isso em meio a uma forte pressão do governo contra o projeto. Por Hélcio Duarte Filho, jornalista do Luta Fenajufe, especial para o SITRAEMG
Greve segue crescendo em todo país A greve nacional dos servidores do Judiciário Federal segue crescendo. Na sexta-feira (4), já atingia 23 estados do país. E a perspectiva é de que ganhe mais adesões nesta semana, já que os servidores do Espírito Santo e de Goiás decidiram aderir ao movimento a partir dos dias 7 e 8 de junho, respectivamente. A paralisação ganhou importantes adesões nos últimos dez dias. Dentre elas, a dos servidores de Brasília, que aderiram à greve no dia 25 de maio. O presidente do SITRAEMG, Alexandre Brandi, esteve na capital federal para acompanhar a assembleia que decidiu pela entrada na greve e para levar apoio aos colegas do Distrito Federal. “A decisão de Brasília de aderir à greve foi muito bem recebida pelos servidores em Minas Gerais”, disse Brandi, durante a reunião ampliada da federação nacional, ocorrida no dia 30 de maio. (HDF)
Valcir Rosa
Alexandre Brandi, presidente do SITRAEMG, na assembleia do Sindjus-DF, em Brasília: capital federal foi uma importante adesão, pois deu mais impulso à greve.
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DIÁRIO DE U
Adesão em Minas já dura três
Em atos públicos - e até passeata - realizados diariamente, centenas de servidores ped duro” do governo para não aprov A continuar o ânimo demonstrado até agora, a tendência da greve dos servidores públicos do Judiciário Federal em Minas só tende a crescer e se consolidar. Terminar, ao que parece, somente quando o Congresso Nacional aprovar e encaminhar o PL 6613/09, de revisão salarial da categoria, à sanção do presidente da República. A primeira atividade organizada pelo SITRAEMG para a greve no estado, iniciada dia 12 de maio, foi um café da manhã em frente ao prédio do TRE da avenida Prudente de Morais, 100, em Belo Horizonte. E, desde o primeiro dia, houve uma adesão de cerca de 80% dos servidores da Justiça Eleitoral na capital. Café da manhã e atos públicos, sempre no período das 13h às 14h, se repetiriam nos dois dias seguintes também em frente ao TRT da rua Mato Grosso e da Justiça Federal, com se superando dia após dia. E ao final da primeira semana, o movimento paredista mineiro já arrebanhava adesões, só na capital, na Justiça Eleitoral e em quase duas dezenas de varas do trabalho e varas federais. Os servidores do interior (veja matéria e fotos na página 8) também foram se contagiando e parando de trabalhar. Sempre ao som de música, feita pela banda ou por artistas da categoria (veja matéria e fotos na página 7), os servidores chegavam, assinavam a lista de presença da greve e pegavam seus coletes, bandeiras e
apitos para ouvir os últimos informes do movimento paredista Brasil afora. Alexandre Brandi, presidente do SITRAEMG, tem coordenado os atos, tendo como carro-chefe as palavras de ordem “é greve até a vitória” e “a greve á aqui no chão”, entusiasmando os trabalhadores a reforçarem os atos. O diretor jurídico Fernando Neves sempre enfatiza a legalidade do movimento: “a greve é legal, é ordeira e o movimento está bonito. Não tenha medo de participar, pois o Sindicato buscou todo o respaldo para que a categoria possa exercer esse direito”, costuma dizer. Há, inclusive, uma “Cartilha da Greve” disponível no site do SITRAEMG. Para acessá-la, basta clicar no link “GREVE”, em quadro amarelo, que se encontra na coluna esquerda da página principal. Na cartilha, podem-se sanar todas as dúvidas a respeito da greve. Em três semanas de greve, a equipe e diretores do Sindicato começam a trabalhar desde o período da manhã, montando estrutura em frente ao prédio em será realizado a concentração do dia. Simultaneamente, diretores e servidores, em grupos, percorrem os locais de trabalho nos tribunais para convocar os colegas para a greve e para os atos públicos, que muitas vezes, contam com presença de servidores grevistas de cidades da Região Metropolitana. Outras vezes, diretores vão às cidades vizinhas para fazer esse trabalho de “corpo a cor-
“Minha expectativa é de que o plano [PL 6613/09] seja aprovado, mas a categoria deve reforçar a greve, pois só por esse caminho conseguiremos” Hebe-Del Kader Bicalho, servidor da Justiça Federal e coordenador da Fenajufe – Belo Horizonte (abaixo)
po”. No último dia 26, por exemplo, os diretores jurídico Fernando Neves e Luiz Fernando coordenaram ato público realizado em frente ao fórum da Justiça do Trabalho de Contagem. À tarde, já estavam em Belo Horizonte, onde se juntaram ao presidente Alexandre Brandi e demais diretores no ato público realizado em frente ao prédio da Justiça Federal. Além dos atos públicos, alternando-se entre os prédios dos três tribunais, o SITRAEMG organizou também uma passeata, no dia 21, do prédio do TRE da avenida Prudente de Morais ao prédio da Justiça Federal, na avenida Álvares Cabral. Além dos habituais apitaços, discursos, gritos de ordem e muita música, comuns nos atos, a passeata teve na linha de frente artistas circenses sustentados em pernas de pau.
Diretoria faz trabalho de corpo-a-corpo nos tribunais
Frases d “Só com a solidariedade conseguiremos um objetivo maior, que é o nosso PCS” Marco Aurélio Chaves, servidor do TRE – Belo Horizonte (abaixo)
“Com essa política desse governo, só se consegue algo com mobilização social. Os colegas não precisam ter medo de participar” Onesio Guilhermino da Cruz, servidor da Justiça Federal – Belo Horizonte (acima)
“Venham para a greve, porque só com união é que a gente consegue a vitória. A greve é um ato coletivo” Vilma Oliveira, servidora do TRE – Belo Horizonte (acima)
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UMA GREVE
s semanas e cresce a cada dia
dem “aprovação, já” do PL 6613/09 e rejeição ao PLP 549, e protestam contra o “jogo var a revisão salarial da categoria
.... ao TRT da Mato Grosso e da Getúlio Vargas...'''
Atos públicos, em frente ao TRE da avenida Prudente de Morais...
da Greve
... e à Justiça Federal
“Toda participação na greve é importante, seja no ato, seja no rodízio, seja integralmente. Cada participação é louvável e acrescenta força ao movimento” André Bandeira, servidor do TRT – Belo Horizonte (abaixo)
Fotos: Erinei Lima e Janaina Rochido
Passeata dos servidores, do TRE à Justiça Federal
“Aderi à greve de cabeça, de forma radical, parando todas as minhas atividades. Percebi que ela é necessária pois as negociações não estão avançando” Jair Lemos, servidor do TRE – Belo Horizonte (abaixo)
“Greve é sinônimo de solidariedade com os colegas de trabalho e união para formatar uma pressão junto aos parlamentares na busca da vitória” Antônio Lúcio Barbosa, servidor do TRE – Belo Horizonte (acima)
“Vim aqui para dar força pois faço parte de um movimento para que o judiciário continue sendo um poder forte como sempre foi no Brasil” Mônica Nascimento, servidora do TRT – Sete Lagoas (acima)
Fotos: Erinei Lima e Janaina Rochido
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É GREVE
SITRAEMG vai às administrações para garantir o exercício do direito de greve dos servidores Reuniões com as administrações dos tribunais e comunicados direcionados aos advogados e à sociedade civil levam informações sobre a greve e buscam respaldo legal às paralisações, encorajando a adesão da categoria Erinei Lima
garantir um futuro mais tranquilo para si próprio e para sua família. Sem esforços isso se torna inviável, pois nada acontece de “mãos beijadas”. Há um canal aberto de interlocução com os Tribunais, e isso é fato. Tanto que as administrações do TRF-1 e da Seção Judiciária de Minas Gerais já declararam que reconhecem a greve dos servidores. Em Minas, o juiz federal João Batista Ribeiro, diretor do Foro, enviou ofício ao SITRAEMG
reconhecendo o direito de greve e garantindo que ele será respeitado. Já o presidente do TRF-1, ministro Olindo Menezes, declarou seu apoio publicamente, durante a cerimônia de instalação da 1ª Vara Ambiental da Justiça Federal no Pará, realizada no auditório da Seção Judiciária do Pará. “Não tenho ingerência direta nas negociações, mas no que depender de mim, o PCS será aprovado”, garantiu Menezes.
O SITRAEMG buscou reuniões com o presidente do TRE, desembargador Baía Borges...
pelos dois públicos. No último ato realizado no TRT da avenida Getúlio Vargas, dia 27 de maio, inclusive, foi lida uma ata de audiência na 5ª VT de Contagem, na qual um advogado solicitou que constasse que ele parabeniza os servidores pela causa e declara-se “totalmente alinhado” com a reivindicação. A diretoria do Sindicato, acompanhada de sua Assessoria Jurídica, levou aos presidentes das Justiças Federal, Trabalhista e Eleitoral a pauta de reivindicações da categoria e explicou a necessidade do movimento, dada a resistência do governo em negociar. O corte de ponto, grande preocupação da categoria, caso aconteça, será objeto de negociação em nível nacional - e o Sindicato, como sempre, buscará negociar o abono perante as administrações. O presidente do Sindicato, Alexandre Brandi, reforça que “a greve é um ato voluntário e sempre traz riscos, que são contornáveis. O pior risco, no entanto, é ficar sem reajuste”, comenta. Contudo, o servidor deve sempre ter em mente que esta é a grande oportunidade de
... com o presidente do TRT, desembargador Eduardo Augusto Lobato... Erinei Lima
“A greve é legal e o nosso movimento é ordeiro, mas é também um ato de coragem e, para aderir, o servidor deve ter isso na consciência”. A frase, proferida sempre pelo diretor jurídico do SITRAEMG, Fernando Neves, durante os atos públicos realizados desde 12 de maio, dia da deflagração da greve em Minas, traduz a linha do movimento paredista no Estado. Os servidores precisam ter coragem de aderir ao movimento e deixar seus locais de trabalho para apoiar a luta pelo PCS. Afinal, mesmo com o Sindicato buscando tomar todas as providências para que a causa dos trabalhadores não prejudique a sociedade e nem traga represálias, as greves, historicamente, nunca foram consentidas. A mobilização tem conseguido o reconhecimento da sociedade civil, da classe dos advogados e das administrações, o que prova que a greve está funcionando. Foram providenciadas cartas à população e aos advogados, explicando os motivos da greve dos servidores e pedindo apoio ao pleito da categoria e os comunicados foram bem recebidos
... e com o diretor do Foro da Seção Judiciária de Minas Gerais da Justiça Federal, juiz João Batista Ribeiro
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Servidores-artistas engajam-se no movimento e animam os atos
Nem só de palavras de ordem e apitaços é feito um ato público e nem uma greve. Em um movimento que, em Minas, já dura mais de 15 dias, é fundamental um pouco de arte, para relaxar e animar os presentes
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Todas as concentrações organizadas pelo SITRAEMG durante a greve têm sido assim: discursos, palavras de ordem, apitaços, mas também muita, muita música. Todos os dias, lá estão eles, com o seu violão e a garganta afiada. Rubens Pinheiro [o Rubinho], Marcelo Camargos, Mundinho Rocha, Marcelo Alvarenga, Henrique Rezende (todos servidores do TRT)... Sempre presentes, eles se revezam ao microfone para, com sua boa música, animar e, ao mesmo tempo, relaxar os centenas de exaltados colegas que comparecem para manifestar sua indignação ante a resistência do governo em relação à proposta de revisão salarial da categoria. Os atos são abertos a todo tipo de manifestação artística. A passeata do TRE à Justiça Federal, em 21 de maio, por exemplo, foi reforçada por artistas circences em pernas de pau e banda de música – a Banda Santarém, aliás, já é “patrimônio” dos atos públicos realizados pelo SITRAEMG, estando presente desde as manifestações do final de 2009. A frase “vai, bandinha!”, proferida pelo presidente do Sindicato, Alexandre Brandi, entre um informe e outro, já virou marca registrada. “Música é energia para a vida, e energia é o que precisaremos para encarar essa luta [pelo PCS] até a vitória”, lembrou Rubinho em uma dessas oportunidades. E o SITRAEMG completa: arte é vigor e doação. E é disso que o movimento dos servidores do Poder Judiciário federal precisa neste momento. Participe e engaje-se na greve. PCS, já!
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Personagem Thiago Duarte Coelho, do TRE, sempre acompanhando de sua bicicleta fotos: Erinei Lima e Janaina Rochido
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É GREVE
Movimento paredista se alastra pelo interior e com grandes manifestações Reforçando que Minas não foge à luta, cidades do interior aderem à greve e ajudam na conquista do PCS Servidores de diversas cidades do interior aderiram à greve logo no primeiro dia, 12 de maio. Influenciados por essa atitude corajosa, colegas de outras cidades começaram a se reunir, discutir e, aos poucos, também decidiram mergulhar no movimento. Em outras localidades, essa decisão demorou um pouco mais, com a realização, primeiro, de reuniões, paralisações e atos públicos. Porém, quando decidiram aderir, entraram com força total e contagiaram o ânimo de quem já estava ou acabou decidindo entrar em greve. Nesse ritmo, agora já são dezenas de cidades em greve. Entre elas, Araxá, Uberlândia, Monte Azul, Contagem, Sete Lagoas, Barbacena, Juiz de Fora, Diamantina, Montes Claros, Pium-í, Tombos, Uberaba, Teófilo Otoni, Rio Piracicaba, Poços de Caldas, Três Corações e Nanuque. Agora chegou a sua vez.
Uberlândia: servidores da Justiça do Trabalho mobilizados, com apoio da diretora de base Lúcia Bernardes.
Juiz de Fora: mobilização reuniu servidores da ativa e aposentados, sob a coordenação do diretor do SITRAEMG, Alexandre Magnus.
Montes Claros: Justiças Eleitoral e Trabalhista pararam, em apoio ao PCS. (acima e abaixo)
Poços de Caldas: 2ª Vara do Trabalho também aderiu à greve em apoio à aprovação do PL 6613/09.
Teófilo Otoni: servidores parados pelo PL 6613/09.
Monte Azul: Justiça Trabalhista da cidade parada.
Diamantina: cidade foi uma das primeiras a enviar relatos da greve.
Uberaba: servidores do TRT na cidade vestiram preto para protestar contra a demora do governo nas negociações do PCS.