Skip to main content

O Lado Proveitoso Do Adversário

Page 1

Osvaldo Mendes

No livro “O Lado Proveitoso do Adversário” o autor pretende mostrar sinteticamente como funciona o mundo das máquinas, em que a inteligência artificial está a ganhar importância no quotidiano das pessoas.

C

M

Esta predominância revela alguns riscos e perigos que poderão influenciar o modo como perspetivamos o nosso relacionamento interpessoal, que num mundo cada vez mais global e competitivo, ganha quem detiver mais informação.

Y

CM

MY

CY

CMY

K

www.sitiodolivro.pt

O Lado Proveitoso Do Adversário


ie

ev

Pr w


w ie

Pr

ev

O LADO PROVEITOSO DO ADVERSÁRIO


w

ie

TÍTULO: O Lado Proveitoso do Adversário AUTOR: Osvaldo Mendes EDIÇÃO GRÁFICA: edições ex-Libris® (Chancela Sítio do Livro) PAGINAÇÃO: Susana Soares CAPA: Ângela Espinha REVISÃO: Patrícia Espinha

ev

1.ª EDIÇÃO, Lisboa abril 2019

ISBN: 978-989-8867-57-5 DEPÓSITO LEGAL: 453042/19 © Osvaldo Mendes

Pr

Todos os direitos de propriedade reservados, em conformidade com a legislação vigente. A reprodução, a digitalização ou a divulgação, por qualquer meio, não autorizadas, de partes do conteúdo desta obra ou do seu todo constituem delito penal e estão sujeitas às sanções previstas na Lei. PUBLICAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO:

www.sitiodolivro.pt publicar@sitiodolivro.pt (+351) 211 932 500


ie

w

Osvaldo Mendes

Pr

ev

O LADO PROVEITOSO DO ADVERSÁRIO


ie

ev

Pr w


w

ie

Importância

Pr

ev

O que mais me fez pôr em causa e questionar o reconhecimento de princípios, valores e regras foi o mundo do trabalho versus mundo académico. É repugnante como a inteligência pode ser desperdiçada. Um dos temas das aulas era Steve Jobs. Um objeto de reflexão acerca de Steve Jobs é o iluminismo e seu impacto no trabalho, portanto isto não é vaidade alguma. O iluminismo ensinou-nos a olhar e a refletir sobre como tirar partido de uma ameaça, mas e então a sua qualidade associada para realizar frequentemente o defeito com perfeição e não o defeito? Estar a alimentar defeitos não me parece boa ideia. Pensemos num mundo de coisas boas, por que o que tem um grande poder para fazer o mal, também o tem para fazer o bem. Separando a vida académica da escola da vida, qual a melhor combinação vinda dos dois lados? Romper barreiras deve ser visto como um fator de competitividade. Que impacto pode ter o meu curso em determinados assuntos? É bom lembrar o que significa sabedoria. Como podemos ficar a ganhar com a sabedoria? 7


O lado proveitoso do adversário

Pr

ev

ie

w

O que regula as melhores decisões? Alguém que é nosso adversário lida connosco como adversário, por causa disso partilho a sabedoria prática do dinheiro. Aqui está a razão que parece justificar os obstáculos apresentados nesta secção e a importância da importância, nem que seja para olhar pelo que ainda há de bom.

8


w

ie

Prefácio

Pr

ev

Não tem de haver uma existência em si de anjos (algo pouco científico), tem sim de haver uma explicação para tudo (algo muito mais científico). Segundo os contos mais populares, qual a melhor metáfora para retratar da maneira mais simples a sabedoria no contexto da informática e do mundo que a rodeia? As metáforas “Lucifer” ou “Gabriel” (de propósito para se confundir, ao ponto de tanto “Gabriel” como “Lucifer” saberem que “Lucifer” está acima de “Beliel”) como necessidade de adaptação, estar atento aos fenómenos do mundo e ter muito cuidado. Algo que se pretende é ser o mais organizado possível, nem que seja com a ajuda das máquinas, como se devia trazer dos escuteiros para a sociedade. Disciplina é importante, mas só disciplina não chega. Uma coisa é ver outras tantas coisas no limite do admissível, etc. e etc. A forma que um neurónio se comporta com os outros neurónios, uma pessoa assim se devia refletir com as restantes pessoas: saber ouvir, saber falar e saber cooperar.

9


ie

ev

Pr w


w

1. Sabedoria

Pr

ev

ie

Rei da revolta, que compete com o outro extremo da sabedoria, sendo ambos o ponto de escolha dos homens. Saber é diferente de compreender.

Esta estrada tem dois caminhos (o bem e o mal), como os dois extremos da sabedoria do ponto de vista de resultados, portanto somos nós quem decidimos por nós mesmos (o modelo de mundo, que desafio qualquer um a pensar nele) e é a nós quem, ao fim e ao cabo, que compete fazer alguma coisa. 11


O lado proveitoso do adversário

Pr

ev

ie

w

O “Diabo” é uma figura com muita sabedoria em várias culturas. O mais importante é ter personalidade (um crescimento), aprendendo a defendermo-nos (o outro crescimento) para sobreviver neste mundo de iniquidade. De nada serve analisar uma obra literária se a vontade de os demais sempre foi que interpretássemos lá à maneira deles ou tudo não passa de uma perda de tempo. Steve Jobs referiu que a escola ensinava coisas estúpidas. A questão de um passado grandioso é que foi um trunfo guardado, e então o momento presente? Só pelo facto de exibir-se sabedoria é de reconhecer o quanto vale a pena aproveitar como generosidade. Cuidar muito bem da aparência é muito importante nesse aspeto. A sabedoria é símbolo de poder, conceito de engenharia, arte de dar valor ao saber, algo mais abstrato que o conhecimento, que é mais abstrato do que a informação. Preocuparmo-nos com o conhecimento é preocuparmo-nos connosco próprios. A informação são os dados e as relações entre os dados. Os dados que podem ser vistos como factos ou como pedaços de informação. O conhecimento faz parte da sabedoria, assim como a informação faz parte do conhecimento. O mais importante na obtenção é o conhecimento que se obtém e não o tempo que se passou para obtê-lo. Os tais anos de escola são uma coisa e a eficiência é outra. A eficiência traduz-se na razão da vantagem na sabedoria prática versus o que se vê na sabedoria teórica, sendo que não se exclui os obstáculos existentes. Qualquer arrogância (nem que seja fechar os olhos para a realidade) pode deitar tudo a perder, bem como deixarse enganar por quem sabe mais. Deixo uma questão aos grandalhões: já que partilham modelos de negócio difíceis

12


Osvaldo Mendes

Pr

ev

ie

w

de copiar, o que falta ainda mais contra as regras a que nem o de condição humilde tem direito? A questão deixa de ser a de sentimentalismos para passar a ser a de alguém interessado em aproveitar as ideias que se possa obter desses modelos de negócio? Um verdadeiro bandido tem de ter sabedoria. A sabedoria pode assim enganar o sábio e o inexperiente. O que é que os portugueses têm na cabeça? Pergunta perigosa para, pelo menos, alguns, dado o poder da sabedoria. Fechar a plataforma, políticas de privacidade, restrições… Nem universidade nem ninguém tem direitos que impeçam de avançar a vida, principalmente quando era suposto poder contar para alguma coisa em especial que seja do interesse das duas partes. Segundo o filósofo grego Sócrates, a sabedoria aparece questionada de tal maneira, que só vindo de algo fora do espaço-tempo (que não tem forma física) e, assim sendo, tem o poder de manipular a realidade. Essa dimensão da sabedoria faz de nós uns micróbios perante o que pode haver em toda a realidade, portanto não há espaço de manobra para grandezas. A sabedoria é capaz de criar estruturas de sistemas complexos, ou seja, um sábio é um verdadeiro arquiteto. É então complexidade que cria outra complexidade? Ser líder implica saber aceitar, mas também saber recusar. Sabedoria implica questionar as coisas (incluindo princípios) em vez de aceitar tudo o que aparece pela frente. Se toda a gente pensasse da mesma maneira, então o mundo estaria condenado. Não aceitar não implica necessariamente não perceber. Serão os princípios compreensíveis, bem como a sabedoria para os perceber? É essa falta na capacidade 13


O lado proveitoso do adversário

Pr

ev

ie

w

humana que o leva a conflitos, que o torna incapaz de governar algo bem maior e com muitos mais habitantes como uma galáxia ou universo. A esse nível a escala de energia é excessiva para um pensamento ainda tão medieval. O esbarramento desse espírito medieval é importante, como aconteceu na Alemanha e na Polónia em determinados momentos da história, numa luta que elevou o espirito crítico. Haverá sempre divergências de opiniões. Haverá sobretudo sempre diferenças e é compreensível aceitar diferenças do mesmo modo que uns são melhores numas coisas e outros melhores noutras; ou que vantagem se tira para o coletivo ou a nível pessoal. Outro problema da diferença é que é uma desvantagem pôr sempre os mesmos a resolver os mesmos problemas, quando afinal as suas abordagens já estão esgotadas e vazias. Esse é o primeiro ponto de vista: a sabedoria na sua complexidade tem de incluir muitas formas de diversidade. Uma universidade com pessoas de todo o mundo é o sítio ideal para fortificar essa convivência. A sabedoria implica saber muito e sem diversidade não se sabe tanto. O que se sabe sobre virtudes é conhecimento. Essa coisa de questionar as coisas em vez de aceitar tudo o que aparece pela frente, e não aceitar não implica necessariamente não perceber – é um puzzle da realidade. Nesse aspeto, para as coisas funcionarem seria preciso uma teoria do tudo, como é o caso de uma lógica causa-efeito, mas mais do que isso para entender tal lógica é preciso sabedoria. Muito mais do que saber muito é sinal de sabedoria, a sabedoria implica como saber gerir esse conhecimento. Gestão de conhecimento é a maneira como o conhecimento é usado, distribuído e acedido. A sabedoria inspira confiança 14


Osvaldo Mendes

Pr

ev

ie

w

à própria sabedoria. A maneira como o conhecimento é acedido revela a importância que as pessoas dão às coisas. A maneira como é feita a distribuição de conhecimento revela muito a maneira como querem que se perceba as coisas. A maneira como é usado o conhecimento ou é para o bem, ou para o mal de todos nós. A sabedoria deve ser uma vantagem e não se pode desperdiçar recursos existentes de diversas formas e origens. A sabedoria é superior à mera vontade, ao desleixo de não quero e pronto. A sabedoria é, portanto, algo com maturidade, de alto nível cognitivo e consciente. Dizer a verdade sobre os factos é um ato de consciência, que tem muitas vezes como obstáculos a maturidade e o nível cognitivo. Quando põem em causa os nossos princípios, começamos a questionar as coisas “só sei que nada sei”, ao ponto de não saber nada, ao ponto de ficar confuso com tantas perguntas. A sabedoria pode ser autodestrutiva. Se a humanidade não tiver inteligência e criatividade, então estará condenada a desaparecer, porque o conhecimento explícito (os princípios e aquilo que há nas máquinas) é muito mais limitado do que se possa pensar ou requer entendimento para lidar com isso (não fosse perceber e dominar as máquinas e a tecnologia uma virtude), aproveitando o melhor lado que a tecnologia nos tem para oferecer e que se pretende esclarecer. É como o sentido do progresso. Progresso esse que precisa de uma análise como é o caso da definição de método enquanto pensamento. Analisando todo este capítulo, a sabedoria tem de ser algo com toda a lógica possível ou que faça sentido. O seu nível de abstração requer algo mais em concreto para ser entendida. 15


ie

ev

Pr w


w

ie

2. Reconhecer e perceber qualidades Rei do dinheiro: “Sim, é bom, eu gosto! Bora lá!”.

2.1. Meta

Pr

ev

Reconhecer e perceber qualidades implica melhoramento da qualidade do serviço, e sem boas reclamações ou críticas isso é bem mais difícil de alcançar, a menos que seja suposto estar tudo bem. Boas reclamações implicam uma preocupação com a eficiência (ativo organizacional), ser concreto, mostrar factos, mostrar o que está mal e mostrar qual a solução possível. Isto não é começar a dizer mal nas costas, porque é para todos verem. Se é o “rei do dinheiro”, não há lucro como devia e manda nisto tudo; então é precisamente com quem temos de reclamar.

17


O lado proveitoso do adversário

ev

ie

w

Qualidades com dinheiro? Se é algo criado com todo o orgulho e com todo o empenho que é o orgulho, então é difícil de combater. Se o sistema entrou nesse ciclo do dinheiro (um vício implica um ciclo e uma dependência); então poderíamos olhar para o problema como um jogo. Sem dinheiro não se consegue grande coisa neste mundo, mas o que está em jogo é qual a fronteira que separa o dinheiro da realidade ao ponto de o dinheiro poder destruir a realidade, e sem isso não serve de nada ter as máquinas? Alguns de nós estão prontos para esta grande lição de sobrevivência? O que, por exemplo, justifica o egocentrismo é o zelo por nós mesmos; sendo assim, o egoísmo extremo não é igual ao egocentrismo, como a ganância nos propõe. Saber olhar para o lado proveitoso do adversário melhora a nossa autocrítica. Uma dívida não devia ser, à partida, o que muitos pensam, nesse aspeto estaremos a ser justos com os santinhos?

2.2. Um adversário estudado para todos os outros adversários

Pr

Há várias maneiras de pensar em qualidades. Um sistema informático (um contexto) pode ser rápido, modificável, testável, fiável, seguro, etc. Isso é uma forma de ver qualidades. Outra forma são as qualidades que um gestor de empresas vê num sistema informático (outro contexto). Outra forma são as qualidades (as chamadas virtudes) que um padre vê nas pessoas (outro contexto), num mundo despreocupado consigo próprio, ou que muitas das vezes não continua a aceitar as ciências exatas, deparando-se continuamente com o mesmo cenário desolador (as alterações climáticas são

18


Osvaldo Mendes

Pr

ev

ie

w

conhecimento-base para tomada de decisão como fazem os chineses, mas os chineses brincam com a morte, perante este nosso grande adversário que é o rei do dinheiro). Valoriza-se neste parágrafo a gestão de cultura que valoriza a flexibilidade (capacidade de adaptação a diferentes contextos). Atribuir qualidades pode causar falsas impressões, ilusões. Um adversário estudado para outros adversários, portanto aprende-se que tudo tem de ser dito com cuidado. O ponto fraco das sete virtudes cristãs é a maneira como podem ser interpretadas ou usadas, uma vez que são do conhecimento da sabedoria. O ponto forte das sete virtudes cristãs é a criação de situações inevitáveis. Como justificar que não te ajudem, sabendo que queres mais ou reconhecendo que precisas, mesmo tendo em conta como justificar não ajudando ninguém? Só existe sociedade, se houver entreajuda. A generosidade obriga à ganância. Eu sei que tu sabes que eu sei que sabes que eu sei… Qualidades em detrimento de defeitos? Se é adversário, então já deve saber que eu conheço bem virtudes e que isso já representa um problema/solução. Se tenho capacidade de previsão, então é de contrariar, nem que seja pedindo ajuda à preguiça, que percebe de máquinas. De que é que serve o trabalho se não há ambição e isso inclui santos e pecadores. Analisando do outro ponto de vista, se pensam mais no dinheiro, do que no trabalho e então como é que as coisas aparecem feitas? O que mais faz pensar que não sou uma ameaça para quererem ou não o meu insucesso? Beliel está para virtudes, assim como virtudes estão para o trabalho, assim como estar a conseguir trabalhar é sinal de saúde. Enquanto o adversário ou o alvo (que somos nós) 19


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
O Lado Proveitoso Do Adversário by SitiodoLivro.pt - Issuu