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Poesia... de quem sente!

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FICHA TÉCNICA

EDIÇÃO: Vírgula (Chancela Sítio do Livro)

TÍTULO: Poesia de Quem Sente

AUTORA: Celeste Torres

CAPA: Sítio do Livro, Lda.

PAGINAÇÃO: Nuno Ferreira

1.ª EDIÇÃO

LISBOA, 2010

IMPRESSÃO E ACABAMENTO: Agapex

ISBN: 978-989-96619-4-3

DEPÓSITO LEGAL: 306837/10

© Celeste Torres

PUBLICAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO

Sítio do Livro, Lda.

Lg. Machado de Assis, lote 2 — 1700-116 Lisboa

www.sitiodolivro.pt

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A Escola

É palavra bem sonora

Com 3 sílabas apenas

Sempre houve, felizmente

P’ra gente grande e pequena

É que Escola, meus amigos

Não é aquele edifício

Onde se mandam crianças

Às vezes, com sacrifício

A Escola funciona

Em qualquer sítio ou lugar

Desde que haja vontade

De aprender e educar

Há a Escola da Vida

Que se começa ao nascer

Quando se aprendem as regras

De viver e conviver

Aprende-se a ser Humano

(Onde está essa, afinal?)

Quando vemos hoje em dia

O Homem ser Animal?

Não aprende a ter Amor

Nem p’los filhos, nem p’los pai

Apenas pensa em dinheiro

Apenas pensa em ter mais

Essa Escola está perdida

Quando se dá mais valor

Ao dinheiro e ao poder

Que à Vida e ao Amor!

Outra Escola aparece

Onde pomos esperanças

E onde os filhos pequenos

Aprendem a ser crianças

Mas são tantos, afinal

Para tão pouca gente

Que o resultado final

Não é muito diferente!

Criança precisa mesmo

De quem lhe dê atenção

De quem lhe faça sentir

Que a ama de coração

Precisa de ser guardada

Para asneiras não fazer

Mas dar Amor, Amizade

É também para aprender!

Celeste Torres

Mais tarde vem a Escola

Onde vamos aprender

A ter regras de trabalho

A contar, ler e escrever

Mas essa também, amigos

Hoje pouco pode ensinar

Quando a gente pequenina

Se recusa a trabalhar...

Eles são inteligentes

E sabem manipular

E se dizem que não sabem

Ninguém os pode obrigar

Já chega terem de andar

Na Escola obrigados

Passar anos a estudar

P’ra ficar desempregados

Não vêem grande saída

Vivem em luta constante

Entre as notas e a vida

É a vida de estudante

Para estudar, perdem noites

E também para viver

Entre as noites mal dormidas

Preferem as do prazer

Poesia

E depois, outro problema!

Que serão quando acabar?

Não há emprego, trabalho

Onde é que vão parar?

Passam a vida na Escola

Sem vontade de aprender

Muitos preferem sair

E um ofício exercer...

Para exercer um ofício

Precisam de se especializar

Mas faltam essas Escolas

Que ensinam a trabalhar

Com aulas práticas, concretas

Ver o efeito final

Como se fazia, em tempos

Na Escola Industrial

Em 5 anos apenas

Se faziam profissionais

Competentes, preparados

P’ró trabalho e muito mais

Hoje a Escola que temos

Poucas ofertas nos dá

Ou seguimos a Faculdade

Ou ficamos ao Deus dará!

Meus Amigos, há que pensar

Nesta Escola de hoje em dia

Os jovens não podem ficar

Sem Esperança e Alegria!!!

Celeste Torres
Letinha

A Vida e a Matemática

Se compararmos a Vida

Com as contas da Matemática

Reparamos que podemos

Utilizá-las na prática

Devemos adicionar

Os Amigos que criamos

E ao mesmo grupo juntar

Amigos de longos anos

Não interessam as parcelas

A ordem não é importante

O que importa realmente

É a soma resultante!

Os desgostos que sofremos

Devemos subtrair

Pois só assim poderemos

Continuar a existir

E se algum ainda restar

Depois da subtracção

Como resto, deve parar

No fundo de um caixotão!

O Amor....Ah, o Amor!

Deve ser multiplicado

Pois ele dá o Calor

Que nos faz sentir melhor

Por estar acompanhado!

E se pudermos elevá-lo

À sua máxima potência

O stress desaparece

E regressa a paciência...

E das contas conhecidas

Só falta a de dividir

Significando que temos

Muito para repartir

E quem reparte venturas

Em dobro vai receber

Vamos repartir a Ternura

E o Carinho por quem quiser!

Meus Amigos, a Matemática

É uma boa ciência....

Se a soubermos usar

Com prazer e consciência....

Celeste Torres
Letinha

Ai… Luanda!

Plantei uma flor…

Reguei-a com a dor da Saudade

Embalei-a com hinos de Amor

Recordando a minha Mocidade…

Nome lhe dei…Luanda!

Nome a fogo gravado

E no coração guardado

Com feitiços de kimbanda…

E a minha flor…floriu!

Minh’alma ao vê-la, sorriu

Com Emoção e Ternura

Desejando toda a Ventura

À minha flor…Luanda!

Cresceu!

E mesmo cá deste lado

Num canto tão afastado

Onde canto p’rá Saudade

Meu coração estremece

Quando rezo, numa prece

Pela sua Liberdade!

Ai… Luanda do meu viver

Juro que não hei-de morrer

Sem mais um abraço te dar

E vou regando essa flor

Com lágrimas cheias de Amor

Que o Tempo não faz acabar…

Ai que Saudade!

Ai que saudade

Do meu tempo de criança

Onde havia a Esperança

De um Futuro feliz

Hoje o Mundo

Está cheio de maldade

E a actual mocidade

Anda à toa e infeliz

E sem sustento

Há na alma o desalento

De quem perdeu a verdade

Que faz bem ao coração

E os Valores

Que nos fazem ser melhores

Estão perdidos nas dores

Do viver em solidão!

Letinha 2006

Celeste Torres

Amizade

Amizade

Palavra linda

E que fala ao coração

Ser Amigo é tratar

O outro como um irmão

Melhor que muitos irmãos

Que guerreiam infelizmente

Ser Amigos é estar junto

Mesmo quando está ausente

O Amigo é aquele

Que sem da família ser

Se preocupa connosco

Sem ter nada a receber

E é esta sensação

De ter Amigos reais

Que nos faz continuar

A lutar por muito mais

Amigos, nem todos são

Alguns se fazem, sem ser

Mas aqueles de verdade

São Amigos até morrer!

Letinha 6/09/2005

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