PLANTÃO INFORMATIVO DO SINDSAÚDE-PR
EDIÇÃO ESPECIAL • Março de 2021
www.sindsaudepr.org.br
Marechal Deodoro, 314, 8º andar, cj 801 CEP: 80010-010 • Curitiba - PR
Teletrabalho uma luta pela vida DOS SERVIDORES E SERVIDORAS DA SAÚDE DO PARANÁ
Enquanto finalizávamos esse informativo, o Brasil já contabilizava cerca de 280 mil mortes por Covid-19 (dados de 16/3). A pandemia afetou nosso sistema de Saúde e principalmente, as mulheres e os homens que nele trabalham. Neste um ano, completado agora em março, o SindSaúde-PR manteve sempre uma postura firme e atuante, buscando soluções para garantir a segurança de todos os profissionais da SESA-PR. Mantivemos um diálogo constante e aberto com a categoria, colhendo solicitações e denúncias sobre problemas nos locais de trabalho, que nos possibilitaram tomar medidas mais efetivas na defesa da categoria. Nesse cenário complexo, estivemos sempre prontos para pensar novas formas de mobilização, pressionar pela garantia de insumos e equipamentos de proteção em quantidades adequadas, cobrar o cumprimento de protocolos de segurança nas unidades e outras formas de resolução de problemas nos locais de trabalho.
Apesar dos riscos sanitários, fomos várias vezes à Secretaria, cobrar resoluções para nossas reivindicações. Quando o diálogo não avançou, tomamos medidas mais duras, inclusive judiciais. Tivemos uma atuação firme para garantir que a SESA-PR implementasse o teletrabalho para o máximo possível de servidoras e servidores, reduzindo a exposição desnecessária das pessoas, a começar por aquelas que fazem parte de grupos de risco. Desde o começo da pandemia, nossa prioridade tem sido preservar vidas e garantir os direitos das servidoras e dos servidores da Saúde paranaense. Insistimos na necessidade de expansão do teletrabalho nas unidades da SESA-PR como forma de evitar a circulação de trabalhadoras e trabalhadores que não atuam em serviços assistenciais nas unidades da SESA-PR. A adoção rápida das propostas do SindSaúde-PR não irá resguardar somente as servidoras e os servidores do estado, mas protegerá toda a população paranaense. Veja ao lado a atuação do SindSaúde-PR em defesa do teletrabalho:
Março/2020 - Conquistamos o afastamento imediato de servidores dos grupos de risco. - Solicitamos medidas de flexibilização para trabalhadoras e trabalhadores responsáveis por crianças. - Conquistamos alteração da Resolução 339/2020, ampliando também o direito ao teletrabalho para todos os servidores acima de 60 anos e lactantes até 6 meses.
Abril de 2020 - Em reunião com secretário de Saúde, solicitamos o afastamento imediato de trabalhadores em situação de risco e apresentamos a reivindicação de aplicação de teletrabalho para as atividades burocráticas nos prédios administrativos da SESA-PR e Regionais de Saúde.
Julho de 2020 - Ingressamos com ações coletivas por quem teve o direito ao teletrabalho negado.
Agosto de 2020 - Duas audiências com a SESA-PR mediadas com o MPT-PR, solicitando a adoção do regime de teletrabalho em funções burocráticas da SESA-PR. - Realização de assembleia online e formulação de contraproposta da categoria sobre jornada diferenciada e teletrabalho à SESA-PR.
TELETRABALHO É URGENTE Por que não priorizar as vidas?
Uma das principais alegações da SESA-PR para não aceitar algumas das nossas negociações ao longo de 2020 seria a queda de produtividade do quadro de servidores. É inaceitável que, em um momento que pessoas dos mais diversos setores estão buscando soluções para enfrentamento à Covid-19, os trabalhadores e trabalhadoras da Saúde sejam expostos ao vírus em nome do projeto político de um governo que pouco se preocupa com as pessoas. É importante ressaltar que aderir ao teletrabalho não quer dizer que o servidor ou a servidora trabalhará menos. De acordo com um estudo desenvolvido pela UFPR, funcionários públicos atuando nesse tipo de regime durante a pandemia estão sendo mais cobrados do que profissionais da iniciativa privada. Além de terem mais demandas para dar conta ao longo do dia, os trabalhadores e trabalhadoras acabam fazendo menos pausas quando desenvolvem suas atividades em casa. No fundo, não se trata de ser mais produtivo ou não. Para o SindSaúde-PR, trata-se de salvar vidas. E é para isso que lutamos.
Pior momento
O Brasil se tornou o epicentro da pandemia no mundo, liderando em número de mortes diárias. Muito disso é responsabilidade de setores agem seguindo uma agenda política, usando grupos radicais para divulgar fake news, espalhar informações desencontradas ou distorcidas, propagandear protocolos com base em medicamentos que não possuem comprovação científica (mas que geram muito lucro para alguns empresários), incentivando pessoas a se aglomeraram, a não usarem máscara e a não fazerem distanciamento social. Informativo SindSaúde-PR
Ao aplicar a mesma linha política, o governador Ratinho Jr faz o Paraná passa agora por seu pior momento na pandemia. É o estado onde mais faltam leitos de enfermaria (783) e de UTI (513) para tratamento de pacientes com Covid-19 no Brasil. São mais de 1.300 pessoas esperando por atendimento. Há um mês, a fila era de apenas 56 pessoas. O aumento foi de 2.500%. Faltam também medicamentos, oxigênio e pessoal (já que o governo não convoca as pessoas que já foram aprovadas em concurso da SESA-PR, apensar das nossas insistentes cobranças).
Outubro de 2020 - Ingressamos com pedido de providências junto ao MPT-PR contra a supressão de direitos promovida pela Resolução 1193/2020 da SESA, que retirou o adicional noturno e o vale transporte para quem se encontra em regime de teletrabalho, e determinou o retorno às atividades presenciais.
Novembro de 2020 - Reunião com o secretário de Saúde sobre a resolução 1129/2020, que distorce o conceito de teletrabalho e traz diversos prejuízos a quem aderir.
Ineficaz
Além de tudo disso, o governador paranaense, Ratinho Jr, não implementa medidas mais firmes e eficazes para a contenção da pandemia no Paraná. Pelo contrário, não estabelece uma linha de atuação política coerente. Adota medidas tímidas, flexibiliza as próprias decisões para atender aos interesses das elites empresariais ou do governo Bolsonaro, e não se une a outros governadores para agilizar a aquisição de vacinas. Com isso, apenas R$ 4,27% das pessoas que fazem parte de grupos prioritários já foram efetivamente imunizadas (com 1ª e 2ª doses de vacinas). Isso significa que a imensa maioria dos grupos prioritários ainda está desprotegida. Se considerarmos a população prioritária e não prioritária, as pessoas imunizadas correspondem a apenas 1,41%. - Vacina para todas e todos; - Pela imediata adoção do teletrabalho para as funções administrativas e burocráticas em todas as unidades da SESA e da FUNEAS; - Pelo imediato bloqueio sanitário nas atividades verdadeiramente não essenciais; - Pela imediata implantação do auxílio emergencial.
Dezembro de 2020 - Assembleia geral para elaboração do plano de lutas da categoria. Entre as pautas, está a ampliação do teletrabalho enquanto perdurar a situação de pandemia.
Março de 2021 - Com alto número de casos de Covid-19 entre trabalhadores da SESA-PR e diante do pior momento da pandemia no Paraná, SindSaúde-PR faz nova solicitação para exercício das atividades em regime de teletrabalho.
EXPEDIENTE SINDSAÚDE-PR - Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Estaduais dos Serviços de Saúde e Previdência do Paraná Marechal Deodoro, 314, Edifício Tibagi, 8º andar, conjunto 801, Curitiba, PR, CEP: 80010-010 WhatsApp: (41) 98898-4498 Jornalista responsável: Guilherme Mikami - SRTE 9458-PR E-mail: contato@sindsaudepr.org.br
Diretoria: (41) 98856-4629, (41) 98898-4489, (41) 98852-7569, (41) 98829-7486, (41) 98863-9764 e (41) 98828-6552 www.sindsaudepr.org.br Produção: Abridor de Latas
www.abridordelatas.com.br
Jornalista responsável: Guilherme Mikami - SRTE 9458-PR
Página 2