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SINDSAÚDE-PR - Boletim da Greve - MARÇO 2014

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Boletim da Greve | Março de 2014

CANSEI! É GREVE!

A saúde tá de luto, a culpa é do Caputo!

www.sindsaudepr.org.br | contato@sindsaudepr.org.br | Telefone: (41) 3322-0921


Boletim da Greve | Março de 2014

É greve! É greve na saúde! Orientações para a greve! REGISTRO DO Ponto – O trabalhador em greve vai assinar a lista de presença que o sindicato elaborou. Vai funcionar como livro-ponto. Todo local deve ter o seu, em todos os plantões. A orientação não vale para aqueles que entrarem para trabalhar. Esses vão assinar o ponto. Quem está fora da unidade de saúde não registra o ponto oficial. Só o do sindicato. Rodízio na escala – Se todos os trabalhadores de um mesmo setor quiserem fazer greve não há problema, desde que garanta que o setor funcione 30%. Exemplo: Um setor em que há sete trabalhadores de uma escala de trabalho e todos querem estar na greve. No dia 18, dois ficam trabalhando. No próximo plantão outras duas pessoas entram e executam o trabalho e assim por diante.

Manter reuniões diárias – Durante o período da greve, o sindicato vai repassar informações diárias sobre a greve em todo Paraná.

Visibilidade à greve – É preciso ficar na frente do local de trabalho. A greve tem de ganhar visibilidade. Precisamos realizar passeatas nas ruas principais ou fechamento parcial de uma grande avenida ou panfletagem em feiras ou mesmo um ato na Câmara de Vereadores.

Além disso, o sindicato vai passar informações sobre qualquer sinalização do governo no atendimento à nossa pauta.

Haverá material para entregar à comunidade. Esse material explica por que estamos em greve e paramos o atendimento. Usem a criatividade e vamos fazer uma greve organizada e bem agitada.

Você vai saber como está a adesão à greve, as atividades feitas. Enfim, nossa greve é estadual e é importante a troca de informação, Faça fotos e envie ao sindicato pelo email contato@sindsaudepr.org.br ou poste no face que nós reproduzimos.

Convencer o colega a aderir à greve é tarefa de todos e de todo dia. Tem aquele colega que não vai aderir. É normal, mas é preciso se aproximar desse colega e ver o que ele pensa. Numa conversa franca, use seus argumentos e se empenhe em convencê-lo. Esse trabalho requer tolerância, paciência, e assim vamos conquistar mais adesões.

Beto não se ilude.


greve!

NEM SE ABALE – As chefias vão tentar amedrontar, vão pressionar. Vamos manter a cabeça fria e lembrar que a chefia trabalha em favor do patrão. Está defendendo seu cargão, seu supersalário. Então, não se dê ao trabalho de responder. Deixe-o falando sozinho e se empenhe na construção da greve. O inciso VII, do artigo 37, da Constituição Federal prevê que o direito de greve no serviço público será exercido nos termos e nos limites definidos em lei. Não custa repetir! - Todo trabalhador tem direito a fazer greve. Greve é um direito garantido na Constituição Federal. Prepare-se para viver esse desafio! A súmula 316 do Supremo Tribunal Federal diz que “A simples adesão à greve não constitui falta grave”. Legalidade da greve - A direção do SindSaúde já tomou todas as providências para garantir a legalidade da greve que começa dia 18 de março.Já enviamos, no face e site todos os oficios devidamente protocolados. Ou seja, as autoridades estão pra lá de avisadas. Então, o primeiro alerta é este – se a chefia de seu local de trabalho falar que a greve é ilegal, entenda que esse papo é só para causar medo em você e em seus colegas. Não entre nessa! Está tudo dentro da lei.

É greve na saúde!

AVISO IMPORTANTE: por incompetência do governador, entraremos em greve a partir de 18 de março!

Percentual mínimo de funcionamento – Como a saúde é serviço essencial, 30% das atividades devem ser mantidas. Os servidores devem organizar as escalas de trabalho para garantir os 30% de funcionamento. Setores em que os trabalhadores estão sobrecarregados por falta de pessoal devem lembrar que esse é um dos motivos que nos levam à greve. Se tiver dúvidas sobre como organizar, use seu bom senso. Você e seus colegas conhecem o serviço melhor do que ninguém e sabem o que é inadiável e o que é essencial. Se a dúvida persistir, entre em contato com o sindicato.

Mas atenção: greve é greve, não é para o serviço continuar a funcionar como se nada estivesse acontecendo!

Boletim da Greve | Março de 2014

Estágio probatório - O trabalhador em estágio probatório tem todo o direito de fazer greve. Lembramos: fazer greve não é falta grave, não pode ter punição. Nem a participação em greve não pode ser usada como avaliação de desempenho. Lembre-se - As chefias utilizarão todo tipo de argumento para fazer você e seus colegas voltarem a trabalhar. Não acredite no que eles falam. Boatos, mentiras, ameaças, tudo será usado para acabar com a nossa greve. Temos de reagir. Se você e seus colegas ficarem em dúvida, entrem em contato com o sindicato. Mas não se assustem! Lembre-se sempre que as chefias estão fazendo a parte delas e nós temos de fazer a nossa! A greve é nosso instrumento de luta. Os advogados do sindicato estarão de plantão para qualquer necessidade. Na dúvida, entre em contato.

Riscos ao entrar em greve punição – O trabalhador que adere à greve não pode ser punido, pois a greve é direito constitucional e não constitui falta greve. O que pode ser punido é se acontecer abuso ou excesso durante a greve. Se a chefia ameaçar, solicite que seja colocado no papel. Não deixe que seus colegas acreditem nas palavras da chefia, que usará de todo tipo de argumento para impedir nosso movimento. descontos salariais – O pagamento dos dias parados é negociado durante a greve. Ou seja, há risco de desconto, mas se a greve for forte, o risco é menor. Os trabalhadores devem participar da greve no local de trabalho. A folha ponto será feita pelo sindicato, como comprovação da presença do servidor na unidade em que é lotado, mesmo que não tenha trabalhado efetivamente e sim participado da greve.


Boletim da Greve | Março de 2014

É Greve! É Greve na Saúde! Depois de três anos... o governo não fez o Plano de Carreira! E!

V GRE

Mesmo sem ter acesso à integra da proposta de plano de carreira do governo, a brava gente da saúde já sabe que esse plano não vai solucionar os principais anseios da categoria. Em reunião realizada sexta-feira, 14 de março, o governo respondeu algumas indagações dos servidores sobre o Plano. O suficiente para saber que nele não terá nada do PCCV elaborado pelos trabalhadores. Não é qualquer tipo de Plano de Carreira que vai atender a expectativa dos servidores. Sem jornada máxima de 30 horas, sem incorporação da

GREVE!

GAS, sem o reconhecimento do 2º grau, o Plano de Carreira não passa de jogo de cena. Vai continuar desvalorizando os servidores e desestimulando os novos profissionais a ingressar na Sesa. Em discussão realizada no Conselho Estadual de Saúde, o procurador do Ministério Público, Marco Antonio Teixeira lembrou que a Lei 8.142 de 1990 obriga os governos a criarem o Plano de Carreira da Saúde. No entanto, a atual gestão insiste em arrastar o processo e nega a possibilidade dele apresentar avanços con-

cretos para a categoria. Tal displicência do governo com um tema de tanta relevância para a brava gente só faz reforçar a necessidade de greve. Um item básico como esse não pode ficar ao sabor do vento. Tem de ter agilidade. Afinal muito já foi estudado, discutido e analisado. Se o governo não apresentou até agora, é porque não tem nada de bom pra apresentar! Dia 18 de março, vem pra luta, vem pra greve!

#vempraluta #vempragreve


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