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Chave Geral 954

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ELETRO CAST

Energia, cultura e debate de ideias

PLR 2026 na Cemig expõe limites da negociação mais uma vez pág. 2

Cemig Saúde: atenção às informações sobre os novos planos pág. 2

Escala 6x1: quando o trabalho ocupa a maior parte da sua vida pág. 3

NOSSA LUTA É POR VIDA, DIGNIDADE E TRABALHO JORNAL DO SINDIELETRO-MG FILIADOÀCUT,FRUSEECNU

Os eletricitários do Anel Rodoviário marcaram presença na assembleia sobre PLR 2026, realizada no dia 9 de abril. Crédito: Arquivo Sindieletro

A negociação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) na Cemig foi encerrada no último mês e, mais uma vez, escancarou a falta de negociação real, algo que o Sindieletro denuncia há anos.

Apesar da aprovação da proposta nas assembleias realizadas entre 9 e 22 de abril, o sindicato avalia que as reuniões aconteceram de forma protocolar. Não houve construção coletiva dos critérios da PLR; o que se apresentou foi um pacote fechado, com margens mínimas de alteração e forte desigualdade entre as partes.

Enquanto trabalhadores da base recebem valores que não ultrapassam dois salários, cargos de alta gestão podem alcançar

PLR 2026 na Cemig expõe limites da negociação mais uma vez

Sindieletro reforça críticas ao modelo imposto pela empresa

múltiplos muito superiores. O modelo atual de PLR na Cemig mantém uma estrutura interna de hierarquia, reforçando desigualdades em vez de reconhecer o caráter coletivo da produção. A disputa não termina com um acordo. O Sindieletro segue o trabalho de formação permanente junto à categoria, entendendo que a PLR não pode ser tratada apenas como um bônus, mas como a distribuição justa da riqueza gerada pelo trabalho.

Tema foi debate do episódio de estreia do Eletrocast

A PLR esteve no centro do primeiro episódio do novo podcast do Sindieletro, lançado no dia 15 de abril. O secretário-geral Je erson Silva e a diretora de formação Caroline Ruella receberam o deputado estadual Betão (PT) para discutir o modelo de participação na Cemig — debate que dialoga com proposta apresentada pelo parlamentar na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Cemig Saúde: atenção às informações sobre os novos planos

Modelo entra em vigor a partir de junho, altera a forma de cobrança e redefine o custeio da assistência

Os novos planos da Cemig Saúde representam uma mudança significativa na forma de organização da assistência à saúde dos eletricitários e eletricitárias. O antigo PSI será substituído por um novo modelo que altera tanto as opções de planos quanto, principalmente, a lógica de financiamento.

Essa mudança não aconteceu sem enfrentamento. Foi a mobilização da categoria, organizada pelo Sindieletro-MG e entidades parceiras, que impediu um desmonte mais profundo. A campanha “Sem saúde, não tem energia” garantiu a manutenção do plano, ainda que com mudanças importantes.

A nova estrutura substitui o modelo familiar pela cobrança individual, baseada na idade e na modalidade escolhida: Vital (com abrangência estadual e opções de enfermaria ou apartamento) ou Master (nacional e exclusivo para apartamento). Para mitigar o impacto financeiro dessa transição, o acordo prevê uma ajuda de custo temporária distribuída ao longo

A conversa abordou as distorções do modelo atual e o papel da PLR dentro de uma disputa mais ampla sobre a organização do trabalho e o futuro das estatais. O Sindieletro defende a adoção da PLR 100% linear, como forma de justiça distributiva e valorização do conjunto da categoria.

Essa mesma perspectiva está no Projeto de Lei nº 5.435/2026, apresentado por Betão na ALMG, que propõe a distribuição 100% linear da PLR em todas as estatais. O programa aborda este e mais aspectos da gestão Zema em Minas Gerais.

ELETRO CAST

dos próximos anos. A coparticipação permanece em 30% com teto mensal, mantendo as coberturas hospitalares e ambulatoriais já conhecidas.

Além da reorganização dos planos, a mudança altera a lógica de financiamento, transferindo o custo de forma mais direta aos beneficiários. Novas funcionalidades foram incorporadas, como o transporte aeromédico e a ampliação do teleatendimento, mas a sustentabilidade do modelo dependerá do acompanhamento das revisões periódicas do custeio. É um cenário que exige atenção constante à evolução das mensalidades e às condições de acesso à saúde garantidas pela categoria.

A última Eletrolive do Sindieletro, divulgada em 8 de maio de 2026, trouxe informações atualizadas sobre os novos planos. Assista em: youtube.com/sindieletromgoficial

A Cemig Saúde lançou um site exclusivo com todos os detalhes sobre os novos planos.

As mudanças começaram, e o acompanhamento é fundamental.

SEM NÃOSAÚDE, TEM ENERGIA

Os novos planos da Cemig Saúde passam a vigorar em 1º de junho de 2026. Crédito: Arquivo Sindieletro

Escala 6x1: quando o trabalho ocupa a maior parte da sua vida

Novo episódio do Eletrocast trata de como a jornada de seis dias afeta

o tempo, a saúde e a vida fora do trabalho

O 1º de maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, manteve o debate sobre jornada e condições de trabalho no Brasil atualizado: em plena sexta-feira, milhares de mineiros saíram às ruas bradando por mais dignidade e tempo livre para o povo.

Com propostas em discussão no Congresso Nacional, a escala 6x1 volta ao centro das disputas por direitos. A forma como o tempo de trabalho é distribuído tem efeitos diretos na vida fora do emprego — da convivência familiar ao acesso à educação e ao descanso.

Também foi no dia 1º que o governo Lula protocolou no Congresso uma proposta de redução da jornada de trabalho, colocando o tema de forma mais direta na pauta legislativa. O projeto se soma a outras iniciativas já em tramitação.

O fim da escala 6x1 é a grande batalha da classe trabalhadora neste ano a nível nacional. Atentos ao debate público e organizados também nesta pauta, o Sindieletro trouxe o tema ao Eletrocast em seu terceiro episódio.

O programa reuniu Lucas Sidrach, coordenador nacional do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT); Carlos Machado, economista da subseção do Dieese no Sindieletro; e Jairo Nogueira, presidente da CUT Minas. A mediação ficou por conta de Ronei Cardoso, coordenador da Regional Metropolitana do sindicato.

Durante o episódio, os convidados discutiram os efeitos da escala 6x1 sobre a rotina dos trabalhadores, especialmente em setores como comércio e serviços. A combinação entre jornadas extensas, baixos salários e alta rotatividade reduz o tempo disponível fora do trabalho e pressiona o cotidiano. A conversa recuperou ainda o histórico da redução da jornada no país e apresentou experiências recentes de reorganização do tempo de trabalho.

Lucas Sidrach sintetizou: “Se o trabalho é um direito, o descanso também tem que ser”. A experiência prática de redução da jornada também entra na discussão. Jairo Nogueira relatou a adoção da escala 4x3 na CUT Minas, com alternação das folgas entre sexta e segunda-feira. Segundo ele, a mudança não interrompeu as atividades e trouxe retorno positivo.

Já o economista Carlos Machado relembrou que as previsões catastróficas se provaram erradas em outros momentos da história. Ele lembrou que o mesmo pânico se instaurou na Constituição de 1988, quando a jornada caiu de 48 para 44 horas. Na época, diziam que o desemprego ia aumentar e o PIB cairia, mas nada disso aconteceu e a economia absorveu os custos sem gerar desemprego.

O episódio também abordou os impactos na saúde, com destaque para o aumento de afastamentos por transtornos mentais, e o peso adicional sobre as mulheres, que acumulam trabalho remunerado e tarefas domésticas.

Os próximos meses serão decisivos para a luta pelo fim da 6x1. Só a pressão popular pode mudar essa história!

Descaso da gestão Zema/Simões na Cemig já causou vários acidentes somente neste ano

Ocultação de casos dificulta prevenção e análise dos riscos enfrentados pela categoria

2026 já começou pesado para a categoria eletricitária da Cemig. Casos graves em Uberlândia e dois acidentes fatais, em Itapagipe e em Andradas, evidenciam que a saúde e a segurança dos trabalhadores ainda não são prioridades para a gestão Zema/Simões. Nos últimos anos, voltamos a ter um grande volume de acidentes causados por queda de altura e choque elétrico.

Agora, o adoecimento mental também faz parte do cotidiano da categoria, fruto do excesso de pressão e assédio moral institucionalizado.

Como já noticiado pelo Sindieletro, há grande subnotificação no setor, principalmente entre os terceirizados. Portanto, no dia 28 de abril, data que marca a memória das vítimas de acidentes de trabalho, o Sindieletro não deixou o calendário passar em branco.

Na Sede e no Anel Rodoviário, debatemos com a categoria e relembramos as consequências da política de assédio e pressão implantada na Cemig: adoecimento, acidentes e mortes. O Sindieletro sempre reivindicou participação ativa na elaboração de políticas de saúde e segurança na empresa.

Também acompanhamos análises de acidentes, prestamos apoio a trabalhadores em situação vulnerável e temos diversas propostas no Acordo Coletivo de Trabalho para proteção da categoria eletricitária.

Conte com o seu sindicato para receber orientação e apoio e, principalmente, organize-se conosco na luta por condições dignas para a classe trabalhadora.

O Eletrocast 04 trouxe Marta Freitas, engenheira mecânica, coordenadora do Fórum Sindical e Popular de Saúde e Segurança do Trabalhador de Minas Gerais e integrante da coordenação nacional do MAM (Movimento pela Soberania na Mineração), para falar sobre o tema.

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Trabalhadora no Ato Unificado, realizado na Praça Raul Soares no dia 1º de maio. Crédito: Fernando Dutra

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