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Chave Geral 933

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Luta pelo referendo popular e pelas estatais: dia

15/9 tem audiência pública na ALMG

GRITO DOS EXCLUÍDOS E 3º ACAMPAMENTO DO LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE DERAM O TOM PARA AS PRÓXIMAS MOBILIZAÇÕES Pág. 03

Linha energizada indevidamente: acidente com quadro próprio quase termina em tragédia em Belo Horizonte

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Demonstração financeira apresenta lucro que só aumenta enquanto o quadro próprio só diminui

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Crédito: Caio Freire

Demonstração financeira da Cemig apresenta lucro que só aumenta enquanto o quadro próprio só diminui

Relatório do Dieese mostra em números que acionistas recebem a maior fatia enquanto eletricitários e eletricitárias que produzem debaixo de sol e chuva possuem relações de trabalho precarizadas

Os principais pontos abordados na nossa campanha do ACT 2023/24 são a luta pela preservação da vida e saúde do trabalhador e da trabalhadora, a luta pela conservação da Cemig como patrimônio do povo mineiro e a manutenção das conquistas da categoria eletricitária.

A Cemig vem batendo recordes sucessivos de lucratividade nos últimos anos. Na contramão da crescente lucratividade, o número de trabalhadores do quadro próprio só diminui. O resultado é uma grande sobrecarga de trabalho, mais pressão por produtividade e a adoção do assédio como ferramenta de gestão.

Apesar de obter lucros cada vez maiores, esse “bolo” construído com muito trabalho da categoria é dividido de forma completamente desigual e injusta. Enquanto a produtividade e o lucro aumentam, os rendimentos da força de trabalho diminuem. Essa realidade reforça a relevância da nossa luta por vida, dignidade e trabalho.

É inegável que os itens econômicos e a recuperação das perdas impostas à categoria nas últimas negociações com a gestão Zema na Cemig são parte dessa disputa. O Sindieletro sempre apontou a incoerência entre o discurso de escassez e os ganhos reais da empresa ao longo dos anos – argumentação criada pela gestão para retirar direitos dos eletricitários e eletricitárias. As demandas econômicas que vieram da categoria representam reparação

pelas perdas e são solicitações justas para que o lucro da empresa seja dividido igualmente entre os que se sacrificam pela empresa, e não somente aos amigos do rei.

Números não mentem: tem dinheiro, o que não há é equidade

Segundo relatório elaborado pelo Dieese com base nas demonstrações financeiras da Cemig dos últimos cinco anos, é possível avançarmos em diversos aspectos econômicos da nossa pauta.

Embora tenham apresentado pequena queda no primeiro ano da pandemia (2020), as vendas de energia da Cemig chegaram a quase 45 mil GWh em 2022, o maior montante desde 2018. Em 2022 também foi o pico de atendimento em cinco anos: 9 milhões de unidades consumidoras. A Receita Operacional Líquida também alcançou o maior valor da série em 2022, chegando a R$34,5 bilhões. Em cinco anos, somou R$ 141 bilhões de reais.

O LAJIDA, importante indicador que está relacionado à geração de caixa da Companhia, chegou a quase R$7 bilhões em 2022. Em 2021, o valor foi maior devido a um aumento intangível, calculado em R$1 bilhão, referente à extensão do prazo de outorga de um conjunto de usinas incluídas no acordo de repactuação do risco hidrológico com a União (Lei 14.052/20). Sem contar com esse valor extraordinário, observa-se no

gráfico uma trajetória de crescimento do LAJIDA nos últimos 5 anos.

Dividendos para acionistas e realidade do quadro próprio

Nos últimos anos, cerca de 50% do lucro líquido foi distribuído para acionistas na forma de dividendos e juros sobre o capital próprio. No último ano, os acionistas receberam R$2,2 bilhões; nos últimos 5 anos, foram distribuídos R$7,3 bilhões.

O Estado de Minas Gerais possui 50,97% das ações com direito a voto da Companhia, que são as ações ordinárias. Na soma das ações ordinárias e preferenciais, que dão direito aos dividendos e juros sobre o capital próprio, a participação do Estado é de 17,04% do total. Com esta participação, o Estado recebeu, nos últimos 5 anos, R$1,2 bilhão da Cemig.

Já o lucro líquido da Cemig apresenta trajetória crescente e atingiu R$4,1 bilhões em 2022. Nos últimos 5 anos, a empresa lucrou R$15,6 bilhões. E o quadro próprio? Será que a Cemig, com esses números, é capaz de dar o merecido quinhão à categoria eletricitária? Com todo esse lucro, a empresa ainda precisa quebrar contratos e dar calote nos aposentados, utilizando-se da falácia do pós-emprego?

Segundo o demonstrativo, os números do quadro próprio são continuamente decrescentes. Em 2018, eram 6.083. Em 2022, o quadro pró-

As sedes regionais passaram por adequações dos espaços para recebê-los melhor ainda Jornal dos eletricitários e eletricitárias

prio da empresa contava com 4.969 trabalhadores. Não é necessário realizar muitos cálculos para entender que a empresa tem realizado mais com cada vez menos, e o resultado para os trabalhadores e trabalhadoras são mortes e adoecimentos em taxas recordes. Já para os acionistas é oferecida a lucratividade crescente, resultando em uma divisão desproporcional e injusta.

Mais lucro e menos funcionários: é possível concluir que há um reflexo direto de sobrecarga de trabalho. Portanto, a abertura de novas vagas deve ser pauta prioritária, especialmente para trabalhadores e trabalhadoras de campo. Tal necessidade está explícita nas demandas apresentadas pela categoria nas setoriais de construção da nossa pauta de reivindicações.

A sobrecarga de trabalho interfere na saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras, resultando em adoecimentos, acidentes e mortes. O compromisso do Sindieletro é lutar junto à categoria eletricitária em defesa de nossos interesses, e a nossa pauta é a tradução deste acordo. As demandas apresentadas pela categoria e presentes em nossa pauta de reivindicações reforçam a necessidade de construirmos conjuntamente medidas efetivas para assegurarmos um ambiente de trabalho saudável que garanta a proteção à vida, dignidade e trabalho.

Sindieletro passa por reforma estrutural: sempre renovando para intensificar a luta pela categoria eletricitária!

Nos seus 72 anos de luta e resistência, o Sindieletro passou por muitos desafios. Após a pandemia, nos vimos obrigados a realizar obras de manutenção e melhorias na estrutura predial das sedes em Belo Horizonte e no interior para atendermos melhor a categoria eletricitária. A sede do Sindicato na regional Metropolitana, situada à rua Mucuri, 271, no bairro Floresta, está passando por uma atualização em sua estrutura física. Estamos nos renovando! E continuamos, como sempre, de portas abertas para os trabalhadores e trabalhadoras.

Melhoramos as condições de acessibilidade, nos adequando à legislação e priorizando a eficiência operacional. Implantamos uma usina solar para adequar os custos com a energia e para utilizar solu-

ções ecológica e ambientalmente corretas. Foi necessário adaptarmos a fachada e os espaços internos para prover melhores condições de trabalho ao quadro próprio de trabalhadores – consequentemente, também para oferecer suporte e conforto à categoria eletricitária que vem até o Sindicato.

Reformamos as salas de reunião e os espaços de convivência. Atualizamos a frota de veículos com especial ênfase para a segurança, comodidade e eficiência operacional do Sindieletro, visando atender a categoria melhor ainda!

A luta em defesa dos eletricitários e eletricitárias está cada vez mais intensa e exige cada vez mais do sindicato. São ataques aos direitos dos trabalhadores da ativa e aposentados. O cenário impõe ao

Sindieletro a necessidade de uma estrutura cada vez mais eficiente, tanto no nível físico quanto a nível organizacional.

Contamos com uma diretoria coletiva aguerrida e próxima à realidade dos trabalhadores. São várias secretarias para atendê-los: Apo-

sentados, Formação, Mulher trabalhadora, Saúde e segurança e Terceirizados. A categoria conta, ainda, com o suporte dos departamentos administrativo, jurídico e de comunicação.

Estamos distribuídos por sedes regionais em todo o Estado de Minas

Luta pelo referendo popular e pelas estatais: dia 15/9 tem audiência pública na ALMG

Grito dos Excluídos e 3º Acampamento do Levante Popular da Juventude deram o tom para as próximas mobilizações Jornal dos eletricitários

O governador Romeu Zema protocolou na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no dia 21 de agosto, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para retirar a obrigatoriedade do referendo popular e realizar mudanças na Constituição Mineira para facilitar a venda das nossas estatais – empresas de propriedade do Estado prestadoras de serviço público de distribuição de gás canalizado, de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica ou de saneamento básico.

Desde então, o Sindieletro está mobilizado junto a movimentos sociais e populares, sindicatos e parlamentares, para defender o direito de o povo decidir sobre seu patrimônio: diversas reuniões com líderes parlamentares, diálogo com a população, greve no dia 29 de agosto e muitas outras mobilizações.

Um novo e importante passo será dado na próxima sexta-feira (15), quando a Comissão de Administração Pública da ALMG debaterá a PEC de Zema. Convocada pela deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT/MG), a audiência pública debaterá os impactos da PEC para a população mineira. É muito importante a participação de todos! Será a partir das 9h30, no Auditório José Alencar.

Participe e convoque os colegas. É crucial comparecer e fazer coro: Esse trem é nosso!

Trabalho incansável pelas estatais

Imediatamente após a protocolização da PEC de Zema, o Sindieletro chamou diversas organizações do movimento social e popular, sindicatos e parlamentares, para reunião na noite do dia 22 de agosto – dia também da entrega da pauta do nosso ACT 2023/24, simbolicamente escolhido para marcar o legado de Juscelino Kubitscheck, idealizador da Cemig que construiu a estatal visando o desenvolvimento do estado de Minas Gerais e a melhoria da qualidade de vida do povo mineiro da cidade e do campo. Nesta reunião, diversas ações foram esquematizadas.

O diálogo com deputados também está sendo realizado. Em Araguari, através do eletricitário e vereador de Monte Carmelo Wilson Dornelas (PMDB/MG), conversamos com o deputado estadual Raul Belém (CIDADANIA/MG) sobre os prejuízos da privatização e da retirada do referendo da Constituição Mineira – uma conquista de Itamar Franco. Também dialogamos com o deputado estadual Enes Cândido (PP/MG). A retirada é uma traição ao povo mineiro! O Sindieletro segue procurando outros parlamentares, sobretudo do bloco independente e do bloco do governo na ALMG. Vamos seguir percorrendo gabinetes em mobiliza-

Gerais para atender trabalhadores ativos e aposentados também no interior. Além disso, há uma subseção do Dieese dentro do Sindieletro que garante a assessoria econômica, sobretudo para subsidiar negociações de acordos coletivos.

O Sindieletro está pronto para

te receber e seguir na luta por seus direitos! Continuamos sempre com as portas abertas para os eletricitários e as eletricitárias. O Sindieletro é nosso! Fiquem atentos, pois em breve apresentaremos mais novidades!

ção conjunta com o Sindágua. Também realizamos panfletagem há pouco mais de uma semana, com distribuição de mais de 20 mil panfletos conscientizando a população sobre as privatizações das estatais mineiras. No dia 29 de agosto, uma grande manifestação unificada contra o Regime de Recuperação Fiscal e a PEC de Zema! Nosso diálogo também segue nas Câmaras de vereadores. Nossa última ação foi em Juiz de Fora: o Levante Popular da Juventude, em seu 3º acampamento, trouxe o lema “Nosso futuro não está à venda!”. No dia 10 de setembro houve marcha em Juiz de Fora, quando buscamos dialogar com a população durante os 5km entre a UFJF e a agência da Cemig Castelinho, no centro da cidade. O ato teve participação de Zé Manuel, do sindicato dos eletricitários de Juiz de Fora.

Nossa agenda segue robusta até 23 e 24 de setembro. Nessas

datas, haverá encontro estadual para traçar as lutas para o próximo período. Debateremos a construção de um plebiscito popular. Junto aos blocos de oposição da ALMG, seguimos garantindo um prazo maior para que a PEC de Zema comece a tramitar; a PEC só tramita a partir do momento em que o presidente da ALMG realizar a leitura da proposta. O bloco de oposição conversou com o presidente da ALMG e estão conseguindo postergar a leitura: há duas semanas a proposta de Zema não é lida. Realizamos reunião com a executiva do PT e faremos plenária estadual para envolver a militância em Minas Gerais e fortalecer a atuação nas ruas e nas redes contra a retirada do referendo. Com a luta em múltiplas frentes, vamos garantir que a pressão popular indique aos parlamentares o voto contrário às mudanças na Constituição Mineira. Cemig: esse “trem” é nosso!

dos eletricitários e eletricitárias de

Linha energizada indevidamente: acidente com quadro próprio quase termina em tragédia em Belo Horizonte

Debate sobre saúde e segurança é urgente e deve ser permanente. Um dia depois, em João Monlevade, um trabalhador queimou o rosto em outra ocorrência

É revoltante perceber que o discurso da gestão Zema sobre saúde e segurança na Cemig são apenas palavras ao vento que não encontram lastro na realidade objetiva dos trabalhadores e trabalhadoras da estatal. Chegou ao conhecimento do Sindieletro um caso que poderia ter terminado em morte na última quarta-feira (6). Realizando a substituição de cruzeta quebrada na av. Pedro II, a equipe de plantão do Anel Rodoviário estava finalizando o serviço quando o acidente aconteceu. O serviço durou 2h, entre 16h e 18h. Por volta de 18h37, segundos após a retirada do aterramento e a finalização do serviço, a rede foi energizada sem a autorização da equipe. Apenas após a autorização da equipe, o trecho pode ser devolvido para o COD normalizar o cir-

cuito. Não foi o que aconteceu. Caso o trabalhador hesitasse por alguns segundos, poderia ocorrer mais uma tragédia. Logo após o acidente, a equipe gravou vídeos denunciando o ocorrido. Após enviarem mensagem ao COD, o circuito foi desligado instantaneamente, confirmando o erro prévio. O supervisor afirmou que o caso já havia chegado ao conhecimento da superintendência da empresa e seria investigado. No entanto, após a demanda por tratativas para o episódio, absolutamente nada foi feito sobre ou sequer foi dito aos trabalhadores.

Nesta segunda-feira (11), não houve retorno ou satisfação sobre o ocorrido na última semana, o que causou perplexidade e revolta entre os funcionários. O gerente

Dilzair Alvimar de Oliveira Junior, responsável pela área, não deu nenhuma informação aos trabalhadores, apesar do momento traumático vivido.

Os acidentes ocorridos na Cemig têm seguido a mesma lógica: silêncio da diretoria e clima de culpabilização dos trabalhadores. Por isso, é importante salientar que o Sindieletro denunciou diversas vezes a pressão, a sobrecarga de trabalho e o adoecimento coletivo aos quais os trabalhadores do COD estão submetidos. Não é problema de um funcionário ou outro: é uma questão organizacional! É cultura de empresa, é descomprometimento com a vida! Assustador o fato de que, no dia seguinte ao acidente em BH, em João Monlevade ocorreu mais um, desta vez com ferimentos. O

trabalhador contratado Francisco Diego atuava em Linha Viva quando se acidentou e teve o rosto queimado (foto). As denúncias apontam para sobrecarga de trabalho. Não dá para seguir tratando a vida dos eletricitários como fatos episódicos e isolados. A negligência com a saúde e segurança na empresa está custando vidas e a saúde mental dos eletricitários e eletricitárias. A gerência, o RH e a diretoria precisam tratar a questão com urgência, de forma objetiva e integrada aos trabalhadores e ao sindicato, para que cessem de vez as ameaças à vida dos eletricitários. O Sindieletro oficiou a Cemig cobrando as devidas tratativas com a participação do Sindieletro.

Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais - Rua Mucuri, nº 271- Bairro Floresta - Belo Horizonte/MG CEP: 30150-190 Departamento de Comunicação do Sindieletro-MG • Diretores responsáveis: Jefferson Silva e Emerson Andrada • Edição: Maria Beatriz de Castro • Redação: Jefferson Silva, Maria Beatriz de Castro e Mariângela Castro • Revisão: Jefferson Silva • Diagramação: Júlia Rocha • Telefones: Sede: (31) 3238-5000 Fax: (31) 3238-5049 Regionais: Leste: (33) 3271-1200 - Mantiqueira: (32) 3333-7063 Metalúrgica: (31) 3238-5026 - Norte: (38) 3222-3600 - Oeste: (37) 3222-7611 - Triângulo: (34) 3212-5001 - Vale do Aço: (31) 3822-3003 E-mail: cinformacao@sindieletromg.org.br • Edição impressa com tiragem de 3.400 exemplares

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