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Chave Geral 924

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Gabriel Luciano, presente!

LUTAMOS POR VIDA, TRABALHO E DIGNIDADE!

DIA 13 DE JULHO É GREVE!

E tem audiência pública sobre PLR e condições de trabalho na ALMG

Parafraseando Guimarães Rosa, o que o atual contexto que estamos vivendo na Cemig exige de nós é coragem! Nesse sentido, o Sindieletro convoca a categoria eletricitária para lutarmos por vida, trabalho e dignidade!

A data proposta para a greve é em função da audiência pública que irá debater a PLR e as condições de trabalho na Cemig no mesmo dia, às 16h, na ALMG. Vamos ter um dia de muita luta, cobrando da gestão da empresa respeito na relação trabalhista e responsabilidade com nossa vida e saúde.

Essa não é a Cemig que construímos, muito menos a que queremos!

A pauta da saúde e segurança urge, o assédio tornou-se instrumento de gestão e os adoecimentos e acidentes de trabalho têm aumentado de forma abrupta. A gestão da empresa vem ocultando afastamentos e acidentes para fugir de suas responsabilidades.

A morte não pode ser o limite da relação trabalhista. Companheiro Gabriel Luciano, presente! Vamos cobrar ainda o pagamento da PLR para todos os trabalhadores e a

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resposta sobre o trabalho híbrido. Também vamos nos manifestar contra as alterações ilegais e imorais na Cemig Saúde.

Dia 13 de julho será o início de uma nova jornada para a categoria eletricitária. Iniciaremos a nossa luta pela renovação do Acordo Coletivo de Trabalho Cemig.

Acompanhe o Sindieletro no site, nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp e Telegram para saber a programação completa do nosso 13 de julho de luta.

Cemig: esse “trem” é nosso!

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Vigília pela vida, 54 dias de greve e mais: nossa luta incansável por saúde e segurança na Cemig ao longo dos anos

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PALAVRA DO DIRETOR

O quadro funesto da gestão Zema/Passanezi na Cemig

Acidentes do trabalho, sindicâncias, processos administrativos disciplinares e perseguições infundadas a trabalhadores e trabalhadoras desenham o quadro funesto da passagem de Reynaldo Passanezi pela direção da Cemig, indicada pelo governador Romeu Zema.

O acidente de Gabriel Luciano foi o desfecho de uma tragédia anunciada. A prática de ocultar acidentes graves, os obstáculos colocados para a participação das representações sindicais na análise dos acidentes e a reiterada intenção de culpar os acidentados pelos acidentes ocorridos, sem considerar adequadamente os aspectos do processo de trabalho e das práticas gerenciais sobre os riscos inerentes à atividade da empresa, apontam que, na verdade, a atual gestão da Cemig não trata a segurança de seus trabalhadores e trabalhadoras como um valor a ser perseguido.

Nunca em sua história aquela que foi um dia nomeada como “A melhor Energia do Brasil“ foi tão vilipendiada em suas tradições. Se somarmos a esse quadro o calote da PLR, a tentativa de destruição

do PSI da Cemig Saúde e os ataques à Forluz, temos a completa receita da gestão Zema para o trato com os trabalhadores e trabalhadoras a serviço do povo do Estado de Minas Gerais, cujo tempero é composto de desprezo, descaso e perseguição.

A empresa idealizada por Juscelino Kubitschek para ser um vetor de desenvolvimento do Estado de Minas Gerais é, hoje, nas mãos do governador Romeu Zema, uma mera arrecadadora de dividendos a distribuir para acionistas, passando seu rolo compressor sobre quem se coloca em seu caminho.

A categoria eletricitária sabe o tamanho do desafio, e certamente a reação será intensa. A despeito das ameaças de assédio moral e perseguições, os eletricitários e eletricitárias vão demonstrar que, quando se trata de defender a própria vida e

Morre Gabriel Luciano. Não será em vão!

Logo após o fechamento do Chave Geral 923, edição da última semana, recebemos com assombro a notícia da morte do eletricitário Gabriel Luciano. No último jornal tratamos sobre a pauta de saúde e segurança, relembrando a greve de 2013 e a morte do querido companheiro Carlão, vítima de choque elétrico.

No último dia 29, durante rodeio dos eletricistas da Cemig, evento criado para estimular a competitividade e a eficiência operacional (fazer mais com menos), nos manifestamos de forma lúdica, advertindo os trabalhadores em relação à segurança durante os procedimentos de trabalho. Ao longo da história do Sindieletro, sempre tratamos o tema com a premência e a profundidade necessária. Nesse momento não será diferente. Gabriel Luciano tinha 27 anos e foi eletrocutado enquanto trabalhava em manutenção na subestação Pai Joaquim, na cidade de Santa Juliana, no Triângulo Mineiro. A morte ocorreu em meio a uma série de acidentes registrados nos últimos meses.

O acidente aconteceu na

última segunda-feira (3), quando o eletricitário executava um serviço programado na subestação da Cemig. O funcionário sofreu um choque elétrico de 13.800 volts. Ele foi socorrido pela própria equipe, mas morreu a caminho do hospital de Uberaba. Gabriel trabalhava na Cemig há quatro anos, em Araxá. Foi transferido para trabalhar no PMO, em Uberaba, há dez meses.

Revisão das práticas de segurança é urgente

O presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi, manifestou seu pesar em vídeo divulgado pela empresa. Nosso coordenador-geral, Emerson Andrada, respondeu: “Dizer que lamenta muito e que está triste ao mesmo tempo em que sua gestão é responsável pelo maior número de acidentes dos últimos 20 anos, responsável pelo maior número de acidentes com linha viva da história da Cemig, é, no mínimo, um deboche com a categoria”.

“Se você quer ser solidário, primeiro comece a cuidar da categoria”, continuou. “Determine a revisão das práticas de segurança.

Mudar essa realidade exige acabar com a ocultação de acidentes do trabalho, acabar com o revanchismo de gestão”.

Com a redução do número de trabalhadores do quadro próprio, as equipes ficaram subdimensionadas, e a tratativa que a gestão da empresa tem dado é um processo de mobilidade interna, esvaziando a atividade de uma equipe para atender outra equipe. O Sindieletro já recebeu várias denúncias deste teor.

Com o subdimensionamento das equipes, os trabalhadores não são submetidos a um tempo maior de experiência em atividades menos complexas para executar, posteriormente, as atividades mais complexas. Eles assumem as atividades já no início de suas jornadas nas equipes.

Nosso coordenador-geral já exerceu a mesma função de Gabriel Luciano dentro da Cemig. Ele lembra que o período de adaptação era maior. “Antigamente as pessoas demoravam muito tempo para serem autorizadas a exercer trabalho em pórticos. Demorei quase três anos para ser autorizado, enquanto o Gabriel, com dez meses, já fazia

a dos companheiros e companheiras, essa categoria que construiu a maior empresa integrada de energia elétrica do Brasil também vai arregaçar as mangas, calçar a botina e construir uma Cemig livre de acidentes, de perseguições e, principalmente, livre dos membros da gestão da empresa que não foram capazes de compreender a verdadeira missão da Cemig.

Gabriel Luciano, presente!

Gabriel Luciano, presente!

Gabriel Luciano, presente!

Cemig: esse “trem” é Nosso!

o mesmo tipo de serviço”, explica. Aparentemente, há uma tentativa de acelerar os procedimentos de aprendizado de forma que não é saudável. “Na prática, algumas etapas são puladas no que diz respeito à segurança”, acrescenta.

Para tratar sobre o assunto da saúde e segurança, o Sindieletro chamou assembleia única com a categoria na última sexta-feira (7). Da reunião, foi marcada a greve desta quinta-feira (13): chega de acidentes! Saúde e segurança é pauta urgente! Confira mais informações sobre o dia de greve nesta edição do Chave Geral.

Para apurar o que houve no acidente fatal com Luciano, foi formada uma Comissão de Análise de Acidente, da qual o Sindieletro faz parte. Estamos acompanhando de perto. Enquanto isso, temos um encontro marcado na greve desta quinta-feira, em memória do nosso companheiro que se foi tão cedo e por nossos direitos na Cemig – sobretudo o de voltar em segurança para nossas famílias depois de um dia de trabalho.

Foto: Arquivo do Sindieletro

A VOZ DO TRABALHADOR

Pode contar comigo

O texto abaixo é a transcrição do áudio enviado por um trabalhador de empreiteira se solidarizando com o Sindieletro e os trabalhadores do quadro próprio da Cemig pelo acidente fatal com Gabriel Luciano

Gostaria de mandar essa mensagem e solidarizar-me com o Sindieletro e com todos os companheiros das equipes próprias sobre o infeliz ocorrido, o infeliz acidente onde perdemos mais um companheiro. Da mesma forma que toda vez que vocês são solidários conosco da terceirizada, trabalhadores das empreiteiras, eu gostaria de me colocar totalmente à disposição para ajudar. Pra gente poder debater, sentar, conversar e manter a nossa luta em busca de uma pauta única, em busca de melhorias. No mais, que Deus possa confortar todos vocês, todos os familiares. Pode contar comigo pro que vocês precisarem, tá? Da mesma forma que vocês sempre foram solidários conosco, tá bom? Forte abraço!

Vigília pela vida, 54 dias de greve e mais: nossa luta incansável por saúde e segurança na Cemig ao longo dos anos

Não é de hoje que a gestão da Cemig brada um discurso e pratica outro. Com as lutas históricas do Sindieletro em mente, vamos para mais uma batalha pela vida dos eletricitários

A defesa da vida e a luta por melhores condições de trabalho para os eletricitários é bandeira histórica do Sindieletro que, ao longo de décadas, vem realizando sucessivas mobilizações para garantir um ambiente de trabalho saudável e seguro.

Um grande exemplo de luta pela vida e pela dignidade no trabalho aconteceu em 2015, quando negociávamos o Acordo Coletivo de Trabalho. No dia três de novembro daquele ano, um dia antes da realização de mais uma mesa de negociação pela renovação do ACT, o Sindieletro recebeu a notícia do acidente fatal com um trabalhador terceirizado a serviço da Cemig.

José Pedro sofreu o acidente durante o deslocamento para o pátio da empreiteira Esec, em Janaúba, logo após o cancelamento de uma manutenção interrompida por conta de uma

energização indevida do circuito, colocando em risco a vida de vários trabalhadores. No retorno, o caminhão da empreiteira que levava 11 trabalhadores capotou e pegou fogo. O eletricista José Pedro ficou preso às ferragens e morreu carbonizado.

A gestão da empresa discursava tolerância zero aos acidentes de trabalho; a realidade demonstrava o contrário. Após o acidente fatal de José Pedro, o Sindieletro e a categoria foram à luta pela primarização.

Ocupação histórica na sede da Cemig: vigília pela vida

A frustração pela contradição entre discurso e prática da empresa levou os representantes do Sindieletro a ocupar a sala do Comitê de Negociação, no edifício-sede da Cemig, no dia quatro de novembro, e permanecerem por 15 dias

consecutivos.

O anúncio da ocupação foi feito em mesa, durante uma rodada de negociação do ACT, quando os representantes do Sindieletro afirmaram aos representantes da gestão da empresa que sairiam daquela sala somente após uma solução em relação aos acidentes de trabalho, e apontaram a primarização como alternativa. Essa luta ficou conhecida como vigília pela vida.

Em vigília, os diretores do Sindieletro Celso Primo, Fábio Ferreira, Jefferson Silva e Lúcio Parrela buscavam, junto à diretoria do Sindieletro e à categoria eletricitária Cemig, pressionar pela negociação da primarização como forma de reverter os efeitos da precarização do trabalho e do preocupante cenário dos trabalhadores terceirizados.

Foto: Benedito Maia

Jornal dos eletricitários e eletricitárias de Minas Gerais - Nº

54 dias de greve

Nos dias finais da vigília, realizamos uma avaliação sobre a condição da nossa luta e as possibilidades de avanço na reivindicação. Refletimos, também, sobre o tamanho do nosso desafio ao enfrentar uma gestão e um governo de “esquerda” submetidos às imposições do mercado. Não havia outra alternativa senão o nosso mais potente instrumento de luta: a greve. Nesse entrelaçar, caminhamos juntos, Sindieletro e categoria eletricitária, para a construção da maior greve de toda história da categoria. Foram 54 dias de muita luta!

Encerramos aquela greve assinando o Acordo Coletivo de Trabalho com importantes conquistas: aumento real linear retroativo a novembro de 2015, 1% de reajuste para julho de 2016, linearidade em 50% do montante da PLR e manutenção do seguro de vida dos aposentados. Também conquistamos o acordo

para a realização de concurso público, ofertando 400 vagas para eletricistas – acordo esse que a gestão da empresa cumpriu somente em 2018, frustrando a expectativa em relação ao debate sobre primarização.

O atual contexto da relação trabalhista e das condições de trabalho na Cemig piorou de forma significativa. Sucessivas greves de trabalhadores de empreiteiras que prestam serviço para a Cemig, com reivindicações econômicas e de saúde e segurança, escancaram o problema da precariedade das condições de trabalho dos companheiros terceirizados.

No quadro próprio não tem sido diferente: as denúncias de assédio não param de chegar ao Sindieletro. Trabalhadores relatam suspeita de suicídio de um funcionário da TI – há sucessivas reclamações em relação às condições de trabalho, e sintomas de depressão estavam presentes nas falas de quem conhecia o eletricitário e convivia no mesmo ambiente laboral.

Onde estão os acidentes no ambiente Cemig?

O acidente fatal do trabalhador Gabriel Luciano, de 27 anos, vem revelar o que o Sindieletro já denunciava sobre ocultação de acidentes e afastamentos ocorridos nos processos de trabalho no ambiente da empresa.

A pirâmide Bird, criada por Frank Bird, é um importante instrumento da segurança no trabalho para identificar e avaliar riscos e propor medidas de melhorias nos processos de trabalho, evitando novos acidentes através de medidas preventivas. Essa ferramenta indica que todo acidente possui lógica constante e proporcional, e que o fatal advém de 600 pequenos incidentes, 30 acidentes com lesão e 10 acidentes graves. Onde estão os acidentes no ambiente Cemig? Ocultados! Essa é a resposta.

Não aceitamos esse histórico de acidentes e adoecimentos re-

sultantes do assédio como instrumento da gestão Zema na Cemig. O nosso Acordo Coletivo é nosso escudo, é nossa ferramenta para barrar as atrocidades às quais estamos expostos no ambiente de trabalho.

A nossa campanha de renovação do ACT 2023/2024 já começou, e a nossa primeira tarefa é fortalecer a greve aprovada pela categoria na última sexta feira (7). O dia da greve é 13 de maio, próxima quinta-feira. No mesmo dia, teremos uma audiência pública para debater PLR e condições de trabalho. Participe, é muito importante. Vamos à luta, companheiras e companheiros!

Por vida, trabalho e dignidade.

Cemig: esse “trem” é nosso!

Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais - Rua Mucuri, nº 271- Bairro Floresta - Belo Horizonte/MG CEP: 30150-190 Departamento de Comunicação do Sindieletro-MG • Diretores responsáveis: Jefferson Silva e Emerson Andrada • Edição: Maria Beatriz de Castro • Redação: Jefferson Silva, Maria Beatriz de Castro e Mariângela Castro • Revisão: Jefferson Silva • Diagramação: Júlia Rocha Telefones: Sede: (31) 3238-5000 Fax: (31) 3238-5049 Regionais: Leste: (33) 3271-1200 - Mantiqueira: (32) 3333-7063 Metalúrgica: (31) 3238-5026Norte: (38) 3222-3600 - Oeste: (37) 3222-7611 - Triângulo: (34) 3212-5001 - Vale do Aço: (31) 3822-3003 E-mail: cinformacao@sindieletromg.org.br • Edição impressa com tiragem de 3.400 exemplares

Foto: Benedito Maia

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