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Chave Geral 923

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Greve de 2013: 10 anos depois, a pauta de saúde e segurança volta a ser debatida com prioridade

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NO DIA 21 DE OUTUBRO DE 2013 PERDEMOS NOSSO COMPANHEIRO CARLÃO. O experiente eletricista foi vítima de choque elétrico. Os trabalhadores da linha viva denunciaram no Pacto de Saúde Segurança a redução drástica do número de trabalhadores nas equipes e a pressão para realizar atividades com a rede energizada

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Em rodeio de eletricistas demos o nosso recado com ato pela PLR e Saúde e Segurança

Acompanhe as letras da paródia Peão indignado e da narração de “quadrilha” que embalaram o ato na portaria do AR

Deputado Betão pede que MP anule nomeação de médico ortopedista aliado de Zema para diretoria da Cemig

PALAVRA DO DIRETOR

Investimentos Forluz: Riscos x Retorno

Em tempos de reversão na taxa de juros SELIC e movimentação no mercado de renda variável, ações e fundos de investimento, o assunto bolsa de valores desperta interesse, em especial, nos participantes de fundos de pensão, na perspectiva de buscar melhores rentabilidades. Sendo assim, os perfis de investimentos viraram o assunto do momento, muitos participantes buscam conhecer melhor os riscos e oportunidades de melhores retornos.

Em agosto de 2021, entrou em vigor o novo regulamento do Plano

B Forluz, onde os optantes em renda variável (cotas) passaram a ter a possibilidade de alteração de perfil de investimento também para os participantes em benefício (aposentados). Essa nova condição evita que participantes que optarem por perfis mais arrojados durante o período de acumulação tenham que alterar compulsoriamente para o perfil conservador na hora de solicitar o benefício, ou atrasar a entrada no benefício, para evitar uma alteração forçada e a realização de prejuízos. Essa nova condição desperta o interesse dos participantes, mas é uma decisão importante que requer estudos e disciplina, pois pode gerar impactos nos benefícios, seja através de ganhos ou de perdas.

A opção de alteração permite a escolha de perfis mais conservadores (Ultraconservador), lastreado apenas em renda fixa ou perfis mais arrojados que possuem parte da carteira em renda variável. Embora essa opção permita que participantes que optaram por estes perfis (conservador, moderado e agressivo), durante

a fase de acumulação, continuem nos referidos perfis após a entrada em benefício, é necessário que seja avaliada com muita cautela e critérios. Há ainda a necessidade de muito estudo e acompanhamento constante. Para os críticos da possibilidade de alteração para assistidos, a reserva de poupança previdenciária não deve ser utilizada para investimentos com maiores riscos, justamente por se tratar de um fundo de aposentadoria, independente da possibilidade de maior rentabilidade; no entanto, na visão dos participantes mais novos e antenados ao tema investimentos, trata-se de uma oportunidade de auferir maiores rentabilidades e uma maior reserva previdenciária no futuro, principalmente diante da dificuldade dos planos em acompanhar a RMA (Rentabilidade Mínima Atuarial). Nos últimos 5 anos, somente o perfil ultraconservador conseguiu bater a RMA.

De fato, em uma visão de longo prazo pode haver vantagens, a depender do momento de alteração

Deputado Betão aciona o MP para anular

nos perfis, entrada e saída dos investimentos. Lembrando que renda variável é um investimento de risco, uma vez que depende de uma série de fatores que podem influenciar diretamente a rentabilidade. Muitas vezes os participantes se empolgam com as notícias de alta no mercado variável e sem maiores estudos tomam a decisão de alterar seu perfil de investimento, motivados pelo efeito manada, fazendo alteração porque o colega fez; alguns acertam a mão, porém, outros não, e quando acontecem perdas acabam realizando prejuízos para a sua poupança previdenciária e benefícios futuros.

Por isso, fica um alerta importante: Eventuais ganhos ou perdas refletirão nos benefícios até o final dos recursos ou podem até adiantar eventual exaurimento. Portanto, “MUITA CALMA NESSA HORA!!!”. Lembrando ainda que, no caso dos benefícios variáveis dos planos CD ou CV, o risco de perdas e exaurimento é todo dos participantes.

nomeação do médico ortopedista para diretoria da Cemig

O deputado estadual, Betão (PT), encaminhou, no dia 30 de junho, uma representação à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Minas Gerais (Ministério Público) questionando e solicitando providências cabíveis para garantir o cumprimento da lei das estatais no caso da nomeação do médico ortopedista pediátrico, Bernardo Luiz Fornaciari Ramos, para a Diretoria Adjunta de Projetos Especiais da Cemig. O deputado decidiu acionar o MP após denúncia do Sindieletro.

No dia 14 de junho, o governador Romeu Zema nomeou o médico para a diretoria da Cemig. Bernardo Ramos é filiado ao partido do governador (Novo) e, até então, só havia ocupado cargos no governo do Estado na área de saúde. Segundo Betão, a nomeação de um médico para cargo de direção na empresa desrespeita o artigo 17 da Lei 13.303.

Essa Lei prevê que a indicação para cargos em conselhos de administração, presidência e diretoria de estatais deve se basear em nomes

de cidadãos com reputação ilibada e de notório conhecimento na área de atuação, ter experiência profissional de no mínimo 10 anos e ter formação acadêmica compatível com o cargo para o qual foi indicado. “Ocorre que o médico foi nomeado para uma área técnica e que não é da saúde”, afirmou o deputado.

“Não há justificativa minimamente plausível para a nomeação de um médico para a Diretoria Adjunta de Projetos Especial da Cemig”, destacou Betão.

O deputado solicitou ao Ministério Público que seja instaurado um procedimento administrativo para apurar a legalidade da nomeação do médico, que seja solicitada à Cemig a declaração de inexistência de impedimento para o médico ocupar o cargo e, também, que sejam tomadas as competentes medidas para anulação do ato de nomeação de Bernardo Ramos na direção da Cemig, caso seja constatada a existência de ofensa a preceito legal ou constitucional da indicação.

Foto: Arquivo do Sindieletro
Foto: Arquivo do Sindieletro

Saúde e Segurança e ACT: ampliar o debate para combater o assédio laboral

e institucional e construir um ambiente de trabalho saudável e seguro

O tema saúde e segurança sempre foi um dilema na relação trabalhista na sociedade capitalista. A lógica de acumulação de capital, na Cemig, através de maximização de lucros aos acionistas, aponta no sentido contrário à garantia de um ambiente de trabalho saudável e com segurança. Quem não conhece a política de eficiência operacional? Implementada por gestões anteriores e mantida como base da política do trabalho na empresa, visa reduzir a força de trabalho mantendo o desenvolvimento das atividades, cobrando mais produtividade. Na gestão Zema, foi intensificada pelo autoritarismo e viés ideológico.

Um bom exemplo na história de luta da categoria eletricitária Cemig, no que diz respeito ao antagonismo entre os interesses de aumento do lucro e condições dignas de trabalho, foi na negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) Cemig de 2013. Neste ano, fizemos um amplo debate sobre saúde e segurança e a necessidade de dar tratamento às denúncias da categoria relacionadas à piora das condições de vida no trabalho.

No momento em que lutávamos pela renovação do ACT 2013, tendo como uma das reivindicações prioritária o Pacto de Saúde e Segurança, morreu o eletricista da Cemig Carlos Alberto Ribeiro (Carlão), no dia 21 de outubro. Carlão,

com mais de vinte anos de experiência em atividade de linha viva (manutenção em redes energizadas), foi vítima de choque elétrico quando realizava manutenção nas redes da Cemig. O trágico acidente impactou a categoria e fortaleceu a necessidade de debater o tema Saúde e Segurança.

O Pacto de Saúde e Segurança foi uma das conquistas na negociação do ACT de 2013. A reivindicação tinha como objetivo aprofundar o debate sobre os processos de trabalho e dar os devidos encaminhamentos a fim de melhorar as condições do trabalho e de vida no trabalho.

O fechamento do ACT só foi possível depois daquela difícil, mas importante e necessária greve que exigiu ousadia da direção do Sindieletro e da categoria ao realizar os “piquetes” nas portarias da empresa. O dia 4 de dezembro virou um marco na luta da categoria, quando fechamos o edifício Sede da empresa e avançamos no fechamento do ACT. Esse dia ficou conhecido como “O dia em que a Sede parou”.

Por conta da morte do companheiro Carlão, iniciamos os trabalhos no Pacto de Saúde e Segurança, debatendo as atividades das equipes de Linha Viva. Foram 9 reuniões ao longo do ano de 2014 com participação dos sindicatos, eletricistas e técnicos represen-

tando equipes da Linha Viva de todo o estado, SESMT, RH e convidados. Foi perturbador ouvir os relatos dos eletricistas e conhecer a história do trabalho realizada pelas equipes, o nível de adoecimento e os riscos de acidentes ocasionados pelas sucessivas reestruturações que visavam garantir a manutenção com a rede energizada com menos trabalhadores. Naquele momento, conquistamos a não implementação da dupla de Linha Viva e outras demandas que surgiram no debate com os trabalhadores. O resultado do Pacto de Saúde e Segurança escancarou as contradições do modelo de gestão e o comprometimento da eficiência operacional nas condições de trabalho das equipes de Linha Viva; a gestão da empresa estancou qualquer possibilidade de continuidade de discussão de outros processos de trabalho via Pacto de Saúde e Segurança. Assim como em 2013, em outros anos, nossa luta pela renovação do ACT apontava prioridade em reivindicações que o Sindieletro e a categoria entendiam ser primordiais para melhorar as condições de trabalho: concurso público e primarização também têm grande relevância na história de luta da categoria. Nesse momento histórico, há um avanço do ultraliberalismo em vários países; no Brasil está sendo reproduzido em alguns governos estaduais, seguindo o Bolsonarismo. Em Minas Gerais, Zema aderiu à

pauta da extrema direita e discursa para esse público, o último, utilizou frase do fascista Benito Mussolini para remeter sua opinião contra a inelegibilidade de Bolsonaro. Na Cemig, Zema e sua turma, ideologicamente contrários aos serviços públicos e empresas estatais, desempenham uma relação revanchista contra os trabalhadores, principalmente com os concursados, que denunciam os atos de corrupção desta gestão e que não entregam os direitos conquistados, como por exemplo o nosso plano de saúde.

A relação trabalhista, principalmente no funcionalismo público e em empresas estatais nos governos ultraliberais, como o atual governo Zema, tende a piorar as condições de trabalho, o assédio torna-se prática de gestão como forma de controle dos trabalhadores e dos processos de trabalho. O resultado dessa relação para os trabalhadores da Cemig tem sido o aumento dos adoecimentos e acidentes de trabalho. Este ano voltaremos à luta pela renovação do ACT e precisamos construir nossa pauta de reivindicações. Como está a condição de trabalho no seu setor ou na sua equipe? O que a atual gestão alterou no seu processo de trabalho? E a relação hierárquica, como está? Essas são algumas das reflexões que precisam ser feitas e refletidas na nossa pauta de reivindicações e na luta por um ambiente de trabalho digno! Cemig: esse ‘trem” é nosso!

Foto: Arquivo Sindieletro

PLR e Saúde e Segurança: Sindieletro e categoria realizaram ato no rodeio de eletricistas

Rodeio de eletricistas é um evento realizado há alguns anos em empresas do setor elétrico, inclusive na Cemig, onde eletricistas e técnicos participam de uma competição que se dá através da execução dos trabalhos específicos para serviços de campo. A gestão da Cemig incorporou o rodeio no ambiente da empresa e, apesar de discursar que o evento tem relação com motivação à saúde e segurança, para o Sindieletro o rodeio é motivado pela política de eficiência operacional, do fazer mais com menos. Isso é repugnante, principal-

Peão indignado

Em festa de rodeio tem peão indignado

PLR não recebo, não dá pra ficar calado

Tem festa de rodeio, no trabalho pressionado

Eu sou um peão no meio

Do lucro que foi gerado

Ei, ei, ei, companheiro

Pra conquistar seu direito

Não dá pra contar com a sorte

Ei, ei, ei, companheiro

Te cobram meta o tempo inteiro

Vem lutar contra o calote

Mais de 500 mil pro Passanezi, aí pode, sem rodeio

Em festa de rodeio não dá pra ficar calado

Tinha prazo e tem dinheiro pra pagar o meu trabalho

Em festa de rodeio, no trabalho assediado

Eu sou um peão no meio

Do lucro que foi gerado

mente após os acidentes ocorridos no último período, dois deles em atividades realizadas por equipes de Linha Viva. Importante ressaltar que a gestão da Cemig não cumpriu com o Acordo Coletivo de Trabalho que prevê a divulgação e convocação do Sindieletro para participar da investigação de acidente. Estamos tomando as providências!

O evento aconteceu no último dia 29 na base operacional do Anel Rodoviário (AR), demonstrando que a política de redução de custos chegou também na realização do

Ei, ei, ei, companheiro

Pra conquistar o seu direito

Não dá pra contar com a sorte

Ei, ei, ei, companheiro

Te cobram meta o tempo inteiro

Vem lutar contra o calote

Mais de 500 mil pro Passanezi, aí pode, sem rodeio

Em festa de rodeio não dá pra ficar calado

Romeu Zema é o culpado do calote que foi dado

Tem festa de rodeio e acidente de trabalho

Eu sou um peão no meio

Do lucro que foi gerado

Em festa de rodeio não dá pra ficar calado

Romeu Zema caloteiro, paga logo meu trabalho

Anarriê dos trabaiadô

É junho pessoal! Tem rodeio na festa de quadrilha?

São João protege os doentes e o

Jornal dos eletricitários e eletricitárias de Minas Gerais - Nº 923

rodeio, antes realizado na escolinha da Cemig em Sete Lagoas, que tem melhor estrutura.

O Sindieletro reafirma que as questões relacionadas à saúde e segurança devem ser tratadas com políticas que estejam presentes no cotidiano da relação trabalhista. Com Zema e sua turma privatista e revanchista contra os trabalhadores, o assédio se tornou instrumento de ges-

sindicato os trabaiadô

Atenção pessoal, vai começar!

Anarriê!!!

Nesse grande São João da Cemig tem quadrilha?

Tem sim sinhô.

Então não vamos esquecer do balancê dos trabaiadô.

Quem é que faz o arraiá da Cemig ficar bonito?

Quem deixa a cidade toda iluminada?

Ês fala que é o Passanezi e Zema. É mentira!!!!!

Quem deixa a cidade iluminada é os trabaiadô!

Parararampãpãpãpã Parararampãpãpãpã

Atenção!

Poste não é pau de sebo, sem pressa pra subir

O mais seguro é campeão

Arco elétrico é quentão mas esse a gente num que não. Vaaapppooooo!

Saúde e segurança em primeiro lugar.

tão, o adoecimento e os acidentes têm aumentado de forma significativa, e os gestores estão ocultando os registros de afastamento por adoecimento, assim como os acidentes de trabalho. No ato, cobramos também o pagamento da PLR para toda categoria. Acompanhe as letras da paródia e da narração de “quadrilha” que embalaram o ato na portaria do AR no dia do rodeio.

Avancê!!!

Comunicação de acidente não é correio elegante

Não pode ser discreto, todo mundo precisa saber

Si os puxadô dessa grande quadrilha manda correio elegante procê,

Ocê manda pra nóis. Intão ta cumbinado!

Parararampãpãpãpã Parararampãpãpãpã

E no dia que os acidentes e adoecimento acabâ que nóis vai cantá?

Olha, isso aqui tá muito bom, Isso aqui tá bom demais...

Parararampãpãpãpã Parararampãpãpãpã

É só com luta pessoal!

Si dependê dos organizador dessa quadrilha nóis tá lascado

E vamu encerrar bem bunito

Dizendo em alto e bom som Cemig: esse “trem” é nosso! Ihuuuuuu

Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais - Rua Mucuri, nº 271- Bairro Floresta - Belo Horizonte/MG CEP: 30150-190

Departamento de Comunicação do Sindieletro-MG • Diretores responsáveis: Jefferson Silva e Emerson Andrada • Edição: Mariângela de Castro • Redação: Jefferson Silva, Maria Beatriz de Castro e Mariângela Castro • Revisão: Jefferson Silva • Diagramação: Júlia Rocha • Telefones: Sede: (31) 3238-5000 Fax: (31) 3238-5049 Regionais: Leste: (33) 3271-1200 - Mantiqueira: (32) 3333-7063 Metalúrgica: (31) 3238-5026Norte: (38) 3222-3600 - Oeste: (37) 3222-7611 - Triângulo: (34) 3212-5001 - Vale do Aço: (31) 3822-3003 E-mail: cinformacao@sindieletromg.org.br • Edição impressa com tiragem de 3.400 exemplares

Foto: Arquivo pessoal

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